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Salmito defende política urbanística do Município

08:58 · 12.10.2017 / atualizado às 08:58 · 12.10.2017 por

Por Renato Sousa

O presidente da Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor), Salmito Filho (PDT), para defender as iniciativas urbanísticas da Prefeitura Municipal de Fortaleza. De acordo com o parlamentar, a política municipal vai ao encontro dos conceitos mais atuais na área de planejamento urbano. “Eu não conheço uma cidade desenvolvida que não tenha imóveis verticais com 30, 40, 50 andares”, declara.

Segundo o trabalhista, prédios mais altos permitem um maior adensamento urbano, defendido por grande parte dos urbanistas. “Quando você tem as pessoas morando perto do seu trabalho, do seu lazer, dos serviços como padarias, farmácias, você evita deslocamentos longos”, explica. Isso, segundo ele, teria impacto até mesmo sobre a poluição, já que reduziria a necessidade de deslocamento dos carros. De acordo com ele, Brasília foi concebida com uma ideia inversa, que pregava a expansão urbana, com as diversas atividades separadas em setores. “Essa lógica, hoje, é ultrapassada”, diz.

O parlamentar também afirma que a administração municipal toma medidas dentro da lei, e não ao arrepio dela, como aponta Sampaio. “A secretária Águeda Muniz (titular da pasta de Urbanismo e Meio Ambiente, a Seuma) – que, além de secretária, é arquiteta e urbanista – está fazendo um grande trabalho para desburocratizar e facilitar (a atividade econômica) dentro da lei. Não é facilitar no jeitinho”, diz. De acordo com o parlamentar, em um momento de crise, é preciso incentivar a atividade econômica.

Salmito também afirmou que a atividade da construção civil precisa ser estimulada, já que essa seria, de acordo com ele, “a indústria mais pujante da economia de Fortaleza”. Esse estímulo, de acordo com ele, tem que acontecer dentro de uma “lógica de urbanismo contemporâneo, desenvolvido, para o bem-estar da população de Fortaleza”.

A fala foi uma resposta ao vereador Guilherme Sampaio (PT), que acusou a administração de estar “vendendo o céu de Fortaleza”, atuando para liberar, segundo ele, a construção de edifícios com tamanhos superiores ao que permite o Plano Diretor. O parlamentar propôs uma audiência pública para debater o assunto. Entretanto, a Comissão Especial de Regulamentação do Plano Diretor indeferiu o pedido, alegando que uma proposta da vereadora Eliana Gomes (PCdoB), que propõe debater as leis que regulamentam a matéria, já contemplaria a demanda. O parlamentar tentou aprovar um recurso em plenário para reverter a decisão, mas ele não foi aprovado.

Na tribuna, o petista acusou a Prefeitura de pressionar parlamentares para que eles não aprovassem a matéria. Ele também criticou a secretária Águeda Muniz de estar colocando os interesses dos setores empresariais a frente dos interesses da cidade. Segundo ele, a auxiliar do prefeito Roberto Cláudio (PDT) é a responsável por tentar atrair investimentos à cidade, e isso entraria em contradição com a função dela de titular também das ações voltadas para o Meio Ambiente. “Estão vendendo a cidade”, declara.

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