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Tag: Assembleia


11:57 · 23.04.2018 / atualizado às 11:57 · 23.04.2018 por
Na semana passada, uma das sessões ordinárias foi encerrada às 11 horas, uma hora e vinte minutos após o início dos trabalhos do dia. FOTO: MIGUEL MARTINS

Em quatro meses de atividades legislativas, os deputados da Assembleia Legislativa do Ceará aprovaram apenas um projeto de Lei de autoria deles. A única proposta aprovada até o momento foi apresentada por David Durand (PRB) e instituiu o “Dia Estadual dos Grupos de Ações Sociais da Igreja Universal do Reino de Deus”. Não há qualquer matéria de relevância para a sociedade cearense apresentada e autorizada pelos parlamentares neste período.

Desde o início do ano as comissões técnicas permanentes foram destituídas e todas as propostas que tramitam na Casa Legislativa dependem do crivo da Mesa Diretora para tramitar. Além de prejudicar o andamento das matérias que chegam até o Legislativo, a ação também tem evitado que debates mais aprofundados sobre a sociedade cearense aconteçam, visto que as audiências públicas também estão paralisadas.

Deputados de alguns partidos vêm reclamando da demora para reinício dos trabalhos dos colegiados, porém, muitos deles também disseram ao Diário do Nordeste que não existe preocupação em constituir tais comissões. Segundo eles, a prioridade maior no momento é a ida de parlamentares às suas bases eleitorais em busca de votos, visto o pleito eleitoral que se avizinha.

Com a falta de parlamentares no Plenário 13 de Maio, visto as incursões dos mesmos no Interior do Estado, as sessões ordinárias têm sido cada vez mais esvaziadas, como, inclusive, o Diário do Nordeste já vem alertando há algum tempo. Alguns deputados entrevistados pelo Diário disseram, inclusive, que defendem o regime diferenciado para realização das plenárias, uma vez que a tendência é que as ausências sejam mais expressivas daqui para frente.

“Igreja Universal vem “há quatro décadas expressando sua fé no Deus vivo”

Diante deste quadro, desde o dia 6 de fevereiro passado, quando aconteceu a primeira sessão ordinária do ano, somente um projeto de Lei de autoria dos deputados foi aprovado. A proposta do deputado pastor Da

10:57 · 11.02.2018 / atualizado às 10:57 · 11.02.2018 por
O socialista deve iniciar sua licença no próximo dia 22 de fevereiro. FOTO: JOSÉ LEOMAR

O deputado do PSOL, Renato Roseno, vai tirar licença de quatro meses da Assembleia Legislativa, para tratar de assuntos pessoais. O primeiro suplente do bloco que elegeu o socialista deputado estadual, em 2014, é o ex-vereador João Alfredo, no entanto, Alfredo não quer atuar no Legislativo neste ano. Em seu lugar assumirá o suplente Nestor Bezerra, que é operário da construção civil.

A licença de Roseno deve ter início no dia 22 de fevereiro, e seu retorno se dará em junho. Atualmente, somente Manuel Santana, do PT, está assumindo a vaga de deputado titular, neste caso a do petista Dedé Teixeira, que é secretário de Desenvolvimento Agrário do Governo Camilo Santana. No ano passado, além dele, estiveram assumindo vagas de titulares os suplentes Yuri Guerra (PMN), Agenor Ribeiro (PSDC) e Nizo Costa (PMB).

18:30 · 01.02.2018 / atualizado às 07:59 · 02.02.2018 por
O governador Camilo Santana falará mais amplamente sobre as últimas questões da Segurança Pública, na próxima sexta-feira Foto: José Leomar

O pronunciamento do governador Camilo Santana para os deputados estaduais nesta sexta-feira (2), na abertura do último ano da presente Legislatura, iniciada em fevereiro de 2015, já estava praticamente pronto, pois é feito com antecedência, para permitir que seja inserido no livro que encerra a prestação de contas da administração estadual, referente ao ano anterior, mas terá que ser alterado em razão dos últimos acontecimentos negativos na área da Segurança Pública, de grande repercussão local, nacional  e internacional.

Todas as atenções dos políticos correligionários e adversários do governador estão voltadas para esse pronunciamento, principalmente pelo fato de Camilo ter falado muito pouco  sobre as duas chacinas. A primeira, da morte de 14 pessoas numa festa, e a segunda, com o assassinato de 10 pessoas dentro de um próprio do Estado, com todas as vítimas e réus sob a responsabilidade do Governo.

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O primeiro dia de atividades da Assembleia, nos anos subsequentes à posse dos deputados, é reservado para o governador apresentar a sua mensagem de prestação de contas. Ele não é obrigado a ir ao Legislativo, mas se for, falará para os deputados e os demais cearenses. Se não for, terá de mandar a prestação de contas, cuja apresentação serão lida pelo secretário da Mesa Diretora da Assembleia.

O governador e os deputados poderão ter seus mandatos renovados na eleição de outubro próximo.

14:12 · 05.01.2018 / atualizado às 14:12 · 05.01.2018 por
O deputado Julinho reclamava um espaço maior para atender as demandas de seu cargo na Mesa Diretora. Foto: José Leomar

Um ano após serem empossados membros da Mesa Diretora, somente agora os deputados Augusta Brito (PCdoB) e Julinho (PDT), respectivamente, terceiro e quarto secretários, se instalaram em gabinetes destinados aos membros do colegiado. Desde o ano passado eles reclamavam que os colegas Joaquim Noronha (PRP) e Danniel Oliveira (PMDB) não queriam deixar seus locais de trabalho. 

Augusta e Julinho já estão devidamente instalados em novos gabinetes construídos pela Casa justamente para atender às suas demandas. Os  espaços foram instalados onde antes funcionava o Departamento Legislativo da Assembleia. 

Não existe no Regimento Interno nenhuma regra que trata sobre o uso de gabinetes por parlamentares da Mesa Diretora, mas Julinho e Augusta Brito queriam utilizar os gabinetes que até dezembro de 2016 serviram de local de trabalho para Noronha e Oliveira, que não fazem mais parte da Mesa desde aquele ano.

Além de Augusta Brito e Julinho, a Mesa Diretora é formada ainda por Zezinho Albuquerque (Presidente) , Tin Gomes (Vice-Presidente),  Audic Mota (Primeiro-Secretário), João Jaime (Segundo-Secretário) e Manoel Duca (Segundo Vice-Presidente).   Audic Mota não teve problemas com Sérgio Aguiar (PDT) – que foi primeiro-secretário até o fim de 2016 – e se instalou na sala ampla destinada à Primeira-Secretaria.

Os demais membros da Mesa Diretora não quiseram fazer mudança dos espaços, uma vez que se mantêm no colegiado, mudando apenas algumas posições. Já Augusta Brito e Julinho reclamavam gabinetes melhores, que segundo eles, deveriam pertencer à Mesa e não aos deputados.

05:29 · 25.10.2017 / atualizado às 05:29 · 25.10.2017 por
O Memorial apresentado por Heitor Férrer ao STF faz exceção apenas ao conselheiro Pedro Ângelo. Foto: José Leomar

Às vésperas do julgamento, marcado para hoje no Supremo Tribunal Federal (STF) de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra a extinção do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) no Ceará, parlamentares contrários ao fim da Corte de Contas voltaram a criticar na Assembleia a aprovação da emenda constitucional. Já o deputado Heitor Férrer (PSB), autor da proposta que extinguiu o órgão, apresentou, junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), um Memorial com denúncias contra ações de conselheiros.

De acordo com o documento apresentado pelo deputado, pessoalmente ao relator do processo, o ministro Marco Aurélio Melo, as afirmações de que o TCM teria sido extinto por ser uma Corte altiva, idônea, rígida e devido ao fato de que deputados desejavam um Tribunal mais leniente e pacato não condiz com a verdade. “A verdade é bem diversa desta, e é possível demonstrar com provas e não apenas dados claramente manipulados, conquanto não seja a ADI palco próprio para essa instrução”. Leia a íntegra do Memorial no blog Edison Silva: bitly.com/memorialtcm

Sobre os elevados números de processos julgados pelo Tribunal, segundo consta no documento, o parlamentar afirma que isso se deve à “extinção, com resolução de mérito, de milhares de feitos em decorrência da prescrição e utilização do que se chama internamente no Tribunal de ‘modelo simples’ para que se deem a apreciação de contas, que consiste basicamente na conferência de um check list de documentos, os quais, se presentes, redundarão no julgamento das contas como aprovadas, sem nenhuma análise de conteúdo”.

Retroativa
No que diz respeito à prescrição, o TCM promoveu a iniciativa de projeto de Lei para que se desse sua aprovação, e desde então, segundo consta no texto encaminhado a Marco Aurélio, a Corte de Contas fez aplicar a norma de forma retroativa, inclusive para processos que repousavam com acórdãos transitados em julgados, o que teria sido feito em larga escala no período pré-eleitoral. “Declaração de prescrição parece ter virado a principal moeda daquela Corte”, diz o documento.

No texto, a “Operação Anti-desmonte”, do TCM, foi chamada de farsa, pois segundo consta, era utilizada para agregar valor á imagem do órgão e “levar a sociedade a ideia de que estava, concreta e incisivamente, combatendo a corrupção”. Na prática, segundo denúncia de Férrer, o que se revela é o contrário, visto que a maioria dos processos gerados como decorrência de sua deflagração prescreveu ou está em vias de prescrever.

“Pelo que se pode verificar, nas fiscalizações anti-desmontes do ano de 2008, 32 municípios foram visitados e 32 processos formalizados no TCM para apurar falhas apontas pelos técnicos. Destes 32 processos, apenas três ainda não prescreveram. Os processos decorrentes das operações após as eleições de 2012 também parecem seguir o mesmo rumo”, diz.

A peça critica ainda o aparelhamento político da Corte, que teria sido o motivo para sua extinção, além da economia que gerará aos cofres públicos cearenses. “A imagem ‘vendida’ pela Atricon de um Tribunal eficiente e imparcial contrasta com a realidade que vivenciamos no Ceará; trata-se de uma Corte política, totalmente ineficiente e parcial nos julgamentos realizados nos últimos anos”.

Ineficiente
Ele cita, por exemplo, caso de 2013, em que o TCM revisou diversas decisões judiciais para retirar gestores da lista dos “Ficha Suja”, beneficiando, por exemplo, os então prefeitos de Pereiro, João Francismar Dias, e de Camocim, Mônica Aguiar, mulher do deputado Sérgio Aguiar (PDT), filho do conselheiro em disponibilidade, Francisco Aguiar.

Ainda de acordo com o documento, nas eleições do ano passado, o conselheiro Domingos Neto aplicou “diversas decisões monocráticas em incidentes que sequer possuem amparo no regimento ou lei orgânica daquela Corte, em que se concedeu efeito suspensivo para afastar a incidência da inelegibilidade da Lei Complementar 64/90, excluindo o nome de diversos pré-candidatos da lista de contas desaprovadas”, enfatiza.

Os partidos que mais teriam sido beneficiados com a exclusão de nomes da lista de contas desaprovadas foram o PSD e PMB, presididos no Ceará, respectivamente, pelo filho de Domingos Filho, o deputado federal Domingos Neto, e por sua esposa, a ex-prefeita de Tauá, Patrícia Aguiar.

No plenário da Assembleia, ontem, o deputado Roberto Mesquita (PSD), defendeu a eficiência do órgão ao comparar a quantidade de processos julgados pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), neste ano, após a incorporação das funções do TCM, e o número de julgamentos feitos pela extinta Corte, no mesmo período, em anos anteriores. O Memorial do Heitor entregue aos ministros do Supremo não era conhecido dos deputados.

05:26 · 25.10.2017 / atualizado às 05:26 · 25.10.2017 por

por Letícia Lima

O deputado Fernando Hugo (PP) chamou a atenção de seus pares para o problema da evasão escolar e a queda no desempenho dos alunos que, na visão dele, vem sendo sentida nas instituições de ensino em todos os níveis, desde o Infantil ao Superior. O parlamentar acredita que se perdeu “tempo demais” discutindo assuntos no Plano Nacional e Estadual de Educação que “precarizaram” o debate curricular, como questões ligadas à sexualidade dos alunos.

Apesar da melhoria do salário pago aos professores no País, de uma melhor estrutura nas escolas e do repasse de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB), ele se mostrou espantado com a pouca evolução no aprendizado dos alunos. Segundo disse, a Universidade de São Paulo (USP), por exemplo, caiu nas posições de destaque e não aparece mais entre as 200 melhores universidades do mundo.

“Os alunos não estão apetitosos pra irem à escola devorar o saber, comer educação e instruir-se não somente no currículo, não somente no dois e dois. Mesmo com uma conjunção moderna de atrativos que são postados em muitas escolas, como a merenda escolar que há 30 anos não existia nos moldes em que é feita hoje em dia. A escola moderna de 20 anos pra cá quase todas elas são feitas, estruturalmente, nos moldes que o MEC (Ministério da Educação) preconiza, sem dúvida alguma, com professores que já não ganham mais salários menores que o salário mínimo, embora ainda seja menor, a colheita nas escolas ainda é muito pequena, é sofrível”.

O deputado criticou o ensino de ideologias nas escolas. Ele acredita que houve uma discussão intensa a nível Federal e Estadual sobre a inclusão no Plano de Educação de pontos que tratam sobre sexualidade e gênero, por exemplo, que, para ele, não ajudam na formação do estudante. “Perdeu-se tempo demais com assuntos que precarizaram aquele debate maior do Programa Nacional de Educação. Perdemos tempo demais discutindo o currículo que iria ser proposto com assuntos que não levam a um crédito nacional de colheita do saber. Priorizar-se no Brasil o debate sobre inserir no teste curricular assuntos ligados à sexualidade, homossexualidade, isso é de um bestialismo capital”.

08:54 · 24.10.2017 / atualizado às 08:54 · 24.10.2017 por

A Comissão de Orçamento, Finanças e Tributação deve se reunir amanhã, para deliberar sobre o projeto de Lei que trata da Organização Judiciária do Estado do Ceará. A matéria e suas 131 emendas seriam discutidas na tarde de ontem, mas devido a um pedido de vista, feito pela deputada Fernanda Pessoa (PR), suplente do deputado Carlos Matos (PSDB), a discussão será retomada somente na quarta-feira, no período da manhã. A intenção inicial é votar a proposta já na quinta-feira.

Das 131 emendas apresentadas ao projeto de Lei, 23 foram aprovadas pela Comissão de Trabalho e Serviço Público. Entre as mudanças na matéria está a criação de novas unidades judiciárias em alguns municípios, a transformação de comarcas de entrância intermediária em final, além da retirada da “vinculação” de comarcas sede para municípios vizinhos.

Nenhuma das dezenas de emendas que previa a criação de cartórios na Capital e no Interior, no entanto, foi aprovada pelo relator, Elmano de Freitas (PT). A matéria ainda causa polêmica, uma vez que mexe com a estrutura judiciária de municípios do Interior, redutos eleitorais dos deputados.

“Alguns parlamentares negociam há semanas emendas aditivas, criando novas varas em seus municípios, e emendas supressivas, que retirem do texto a proposta de transformar a comarca de algumas cidades em comarcas vinculadas a outros municípios. Inclusive, para “compensar” a perda de comarcas de seus municípios, vários parlamentares apresentaram emendas pedindo a criação de cartórios, extrapolando a competência do Legislativo, uma vez que é o Judiciário que deve implantá-los e, portanto, deveria enviar nova mensagem à Assembleia.

Porém, dentre as 131 emendas apresentadas, 23 tiveram o parecer favorável do relator, e outras sete foram aprovadas, mas com alterações. Entre as emendas está a que cria uma nova vara em Iguatu, atendendo à justificativa de que há uma “demanda judicial crescente na região”. Foram aprovadas também emendas supressivas que retiram do texto original comarcas de municípios que seriam transformadas em “vinculadas” e outras que criam varas especiais de atendimento à mulher.

17:54 · 23.10.2017 / atualizado às 17:54 · 23.10.2017 por

A Comissão de Orçamento, Finanças e Tributação da Assembleia Legislativa cearense, deve se reunir na quarta-feira (25), a partir das 8 horas, para deliberar sobre o projeto de Lei que trata da Organização Judiciária do Estado do Ceará. A matéria, e suas 131 emendas, seriam discutidas na tarde desta segunda-feira, conforme convocado pelo presidente do colegiado, Joaquim Noronha (PRP), mas devido a um pedido de vista, o debate sobre a proposta foi adiado.

A deputada Fernanda Pessoa (PR), suplente do deputado Carlos Matos (PSDB), solicitou vista da matéria, pois, segundo disse, desconhecia o teor das dezenas de emendas ao projeto original. Ficou acordado entre os presentes que ela devolveria a matéria até as 8 horas de quarta-feira, sete horas antes do prazo regimental, que é de 48 horas.

Além do presidente do colegiado e da republicana, participaram da reunião da comissão os deputados Elmano de Fretas (PT), Evandro Leitão (PDT), Mirian Sobreira (PDT), Jeová Mota (PDT). Além destes, acompanharam ainda as discussões os deputados Audic Mota (PMDB) e Osmar Baquit (PSD), estes dois não membros do colegiado.

08:53 · 12.10.2017 / atualizado às 08:53 · 12.10.2017 por
No plenário da Assembleia, os deputados só comentam o noticiário, pois não participam dos entendimentos FOTO: josé leomar

Os deputados estaduais cearenses têm sido tomado de surpresas com as informações sobre entendimentos entre alguns dirigentes partidários com vistas a alianças para a disputa de cargos majoritários nas eleições do próximo ano, tanto da parte do Governo quanto da oposição. Eles não são chamados a discutir as possibilidades de coligações e, por isso, não podem falar muito para os jornalistas e eleitores dos entendimentos em curso.

Primeiro foi o anúncio da negociação entre o senador Eunício Oliveira e o governador Camilo Santana. E agora, foi o anúncio feito pelo deputado federal Genecias Noronha sobre o encontro de oposicionistas com o senador Tasso Jereissati, quando o este garantiu que as oposições terão candidato a governador, sem, no entanto nada mais adiantar, gerando a especulação de que ele próprio poderia disputar o Governo.

Antes, depois de um encontro também com o senador Tasso, o vice-prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa, anunciou que as oposições dariam um ultimato ao senador Eunício Oliveira, sobre se ele será ou não candidato a governador concorrendo com o governador Camilo Santana. Eunício, até a última terça-feira ainda estava fora do Brasil, embora os seus liderados tenham mantido a mesma posição de silêncio quanto ao seu entendimento com Camilo.

Até o início do próximo ano, embora a oposição queira ter uma definição da sua parte sobre os candidatos aos cargos de governador e senador, ninguém confirmará aliança ou anunciará candidatos, a exceção do governador Camilo Santana, já em campanha na busca da reeleição. Até lá, todos os principais líderes políticos continuarão afirmando que ainda é cedo para as definições de nomes, estipulando a especulação, que é o próprio do ambiente político.

Mobilização
Embora havendo a possibilidade de surgirem mais de um candidato a governador, para os políticos cearenses, só o governador e o nome a ser apontado pelo senador Tasso Jereissati serão competitivos em 2018. Camilo, por enquanto, é o único a fazer campanha, nos dias atuais, mesmo com o nome de realizar ações administrativas.
Como as oposições não têm nome acertado, a mobilização que os partidos fazem com vistas à disputa do próximo ano são encontros no Interior do Estado, anunciando que terão candidato para concorrer ao Governo.

Apesar das promessas de candidatura própria a unidade da bancada oposicionista em torno de um tema central na Assembleia ainda está longe de acontecer. O deputado Roberto Mesquita (PSD), por exemplo, disse que, “naturalmente, a oposição está dividida, porque o poder da ‘máquina’ do Governo faz se ter maior coesão do lado de lá”. No entanto, ele ressaltou que a recente manifestação de união entre as lideranças da bancada dá um novo ânimo aos opositores.

“A oposição foi atacada e isso nos abalou, porque quadros muito bons foram para o Governo”, lamentou. Para o parlamentar, a possibilidade, ainda vigente, de aliança entre Eunício Oliveira e Camilo Santana “soa como um balde de água fria” em uma possível candidatura de oposição.
“Quando se admite essa possibilidade, causa o enfraquecimento da oposição, que precisa se mostrar unida e forte. Se quer se aliar, acaba nos enfraquecendo”, disse. O deputado Heitor Férrer (PSB) ressaltou que a possibilidade de aliança entre o senador Eunício Oliveira e o governador Camilo Santana transmite a ideia d que a discussão gira em torno de “conveniências de mandato”.

Possibilidade
“Isso é muito ruim, porque nessa visão demonstra que o Eunício se opõe aos Ferreira Gomes e pode se aliar a eles. Para o Ceará é ruim ter oposição que se utiliza disso para se manter”. Ele ressaltou que há uma opções a mais na oposição, como Roberto Pessoa e Capitão Wagner, ambos do PR.

Fernanda Pessoa (PR), ao contrário dos demais parlamentares de oposição, tem demonstrado animação com a possibilidade de uma eventual candidatura de Tasso ao Governo do Estado. Segundo ela, o nome de Tasso se sobressai sobre os demais porque ele, em décadas de carreira política, nunca se envolveu em qualquer caso de corrupção, diferente de muitos políticos.

Capitão Wagner, por sua vez, acredita que o momento político deve impulsionar a organização dos deputados de oposição quanto à deficiência da prestação de serviços do Governo do Estado. Ele destacou, por exemplo, que a situação hídrica e da segurança pública serão dois pontos que devem ser mais abordados pelos opositores.

Já Odilon Aguiar (PMB) salientou que “as especulações procuram desarticular a oposição, mas em conversas com as lideranças percebemos que há toda uma empolgação em fortalecer uma chapa de oposição”. “Os problemas do Ceará continuam os mesmos, e neste ponto é que a oposição deve efervescer, até porque nas ruas a população cobra muito nosso posicionamento”, apontou.

09:57 · 11.10.2017 / atualizado às 09:57 · 11.10.2017 por
Genecias Noronha ao lado da esposa, a deputada Aderlânia Noronha. Ele passou toda a manhã no plenário da Assembleia. FOTO: JOSÉ LEOMAR

O deputado Genecias Noronha, presidente estadual do Solidariedade (SD), admite entendimentos entre o senador Eunício Oliveira (PMDB) e o governador Camilo Santana (PT), para participarem da mesma chapa majoritária, em que ambos disputarão suas reeleições, mas afirma, com base em declarações do próprio Eunício, que se o senador Tasso Jereissati (PSDB) for candidato a governador pelas oposições, o peemedebista ficará com ele.

O próprio Genecias diz não ter obstáculo para participar na aliança do governador Camilo Santana, embora o seu projeto e o das oposições ao atual governador seja bem diferente um do outro. Ontem, Genecias passou toda a manhã no plenário da Assembleia conversando com os deputados estaduais oposicionistas, admitindo a possibilidade de o próprio Tasso ser candidato a governador pelo fato de o senador ter dito a ele e a outros oposicionistas que no Ceará eles terão um palanque forte para disputar o Governo do Estado.

O deputado reconhece que Camilo está forte para disputar a reeleição, mas os números da pesquisa que a ele e foi mostrada pelo senador Tasso Jereissati estimula as oposições. Uma nova pesquisa já teria sido encomendada, desta vez, diz ele, terá o nome do senador Tasso Jereissati como candidato a governador, e também o do senador Eunício Oliveira, embora reconheça que a pretensão de Eunício seja mesmo a de disputar um segundo mandato de senador.

Genecias, reservadamente, vem trabalhando sua candidatura a uma das duas vagas de senador. Ele, como os demais oposicionistas, até bem pouco acreditavam na candidatura de Eunício ao Governo do Estado, como o peemedebista havia anunciado, em várias oportunidades, desde quando perdeu a eleição em 2014 para Camilo Santana.

Entendimentos

A oposição reclama uma candidatura a governador do senador Tasso Jereissati, a partir do momento que tomou consciência dos entendimentos do senador Eunício Oliveira com o governador Camilo Santana e o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), para o peemedebista ser candidato na chapa de Camilo, ao lado de Cid Gomes disputando a outra vaga de senador.

Genecias, Roberto Pessoa (PR) e outros políticos conversaram com o senador Tasso Jereissati, na sexta-feira da semana passada. Ontem, a conversa de Genecias com deputados estaduais foi </MC></MC>o possível fortalecimento da bancada oposicionista, com uma provável candidatura do tucano. Alguns parlamentares da oposição demonstraram animação com essa possibilidade. Eles admitem que uma aliança de Camilo com Eunício Oliveira, gerará descrédito no eleitorado cearense.

Segundo membros da oposição que participaram da reunião de sexta-feira, o senador Tasso Jereissati não chegou a confirmar ter pretensão de disputa no próximo ano o Governo do Estado, mas também não descartou tal possibilidade. Já Genecias Noronha destacou que nos últimos meses o tucano se apresentava de forma mais resistente a tal possibilidade.

Empecilho
De acordo com o parlamentar, que é uma das lideranças partidárias da oposição no Ceará, Eunício Oliveira, por outro lado, tem dito, claramente, que em se confirmando uma candidatura de Tasso, ele seria o candidato ao Senado da República apoiando o colega tucano, inclusive, votando em candidato à Presidência apoiado por ele.

Genecias afirmou que em caso de uma provável aliança Camilo-Eunício, o Solidariedade não seria empecilho, mas destacou que o caminho da legenda, a priori, é de oposição. “O Solidariedade nunca diz dessa água não beberei”. Para ele, não há qualquer empecilho no fato de os irmãos Cid e Ciro serem apoiadores de Camilo. “Eu não tenho dificuldades em fazer alianças com os Ferreira Gomes, inclusive, já fui aliado deles. Mas é porque temos uma plataforma de governo diferente. O Camilo é gente boa, mas como governador está deixando a desejar”.