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Tag: Camilo Santana


09:24 · 05.09.2017 / atualizado às 09:24 · 05.09.2017 por

Por Miguel Martins

A possibilidade de aproximação entre o governador Camilo Santana e o senador da República Eunício Oliveira é vista com cautela por seus liderados. Enquanto alguns acreditam que tal alinhamento será benéfico para o Estado do Ceará, outros argumentam que o eleitorado não vai acatar que antagonistas até pouco tempo estejam lado a lado no pleito do próximo ano.

Como o Diário do Nordeste abordou no domingo passado, nos bastidores da política cearense, ainda que com um pouco de descrença por alguns, há insistentes comentários sobre possível alinhamento entre o governador Camilo Santana e o grupo liderado por Ciro e Cid Gomes, ambos do PDT, e o PMDB do presidente do Congresso Nacional, o senador Eunício Oliveira.

Para o deputado Julinho (PDT), que faz parte da base de sustentação do Governo Camilo, “se realmente estiver havendo essa aproximação, acho que é natural, porque o governador e o Governo estão bem avaliados pela população”, disse. A petista Rachel Marques, por sua vez, disse que o foco do partido é criar uma aliança em torno da eleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e reeleição de Camilo Santana. “O que vier nesse sentido pode ser discutido, mas aceitável”, afirmou.

Silvana Oliveira (PMDB), que tem sido uma das principais defensoras da gestão Camilo Santana na Assembleia, disse que, pelo que tem acompanhado, há uma possibilidade forte de isso acontecer. “No meu entender, essa aproximação favorece muito o Ceará”.

Para o deputado Roberto Mesquita (PSD), confirmando-se tal alinhamento, visando melhorias para o Estado do Ceará, ele vê com bons olhos. No entanto, sendo apenas para conveniências de ambos com o objetivo de salvar seus mandatos, ele se posiciona contrário. “Se cada um, com a força que tem, lutar para que o Ceará seja menos desigual, com mais Saúde e Saneamento Básico, estou ao lado dessa parceria. Se for só casamento de aparência, vejo com tristeza”, disse.

Alguns deputados chegaram a dizer que o acordo entre as duas lideranças já está fechado, faltando apenas um diálogo com suas bases. “Tem que ser explicado tudo aquilo que foi falado um ao outro ao longo desses anos. Não se pode de uma hora para a outra dizer que são amigos desde criancinha, porque se testemunhou agressões de um contra a outro”, diz Roberto Mesquita.

09:40 · 02.09.2017 / atualizado às 09:40 · 02.09.2017 por

Por Edison Silva

Eunício e Camilo quando participavam do debate na Televisão Verdes Mares, na disputa pelo Governo do Estado. Pelos entendimentos, Camilo disputa a reeleição e Eunício, ao lado de Cid Gomes, as duas vagas de senador Foto: Lucas de Menezes

Nesta semana, os bastidores da política cearense foram dominados, mesmo com uma certa dose de incredulidade, por insistentes comentários sobre um possível reatar de entendimentos entre o grupo liderado pelos irmãos Ciro e Cid Gomes (PDT) e o do PMDB do senador Eunício Oliveira, hoje presidente do Congresso Nacional.

Eles estão rompidos desde o início de 2014, quando Cid negou apoio à postulação de Eunício para o Governo do Estado, vindo posteriormente a indicar, como candidato ao posto, Camilo Santana (PT), o eleito. A disputa pela chefia do Executivo estadual cearense foi acirrada. E virulentas foram as acusações pessoais, continuadas até bem pouco tempo, entre Ciro e o senador.

Os atores principais, pelo menos até agora, ainda distante do momento de consolidação das alianças políticas para a sucessão estadual, até podem fazer-se de alheios, desinteressados e distantes das reservadas conversações autorizadas de aliados seus interessados no entendimento, por razões outras além daquelas de terem que encarar as normais críticas do realinhamento, após tantos desaforos trocados. Ambos os lados têm dado sinalização de ser possível voltarem a fazer campanha juntos.

Sinalizações

A não definição de um segundo nome para senador, na chapa de Camilo, como reportado neste espaço no último sábado, se não tinha o objetivo primeiro de atrair Eunício para uma aliança, sem dúvida foi a abertura para o entendimento já não tão distante. Abstendo-se dos discursos do senador sobre sucessão estadual, as condições políticas do momento não lhes parecem favoráveis para a repetição da disputa de 2014. O acordo, portanto, lhe facilita renovar o mandato.

Aliados de Eunício têm procurado mostrar indicações dele de não ter interesse em persistir na disputa com o grupo governista cearense, citando como primeiro exemplo o fato de ele não ter colocado para a votação, em segundo turno, a emenda constitucional de sua iniciativa, impedindo a extinção do Tribunal de Contas dos Municípios.

Agora, por último, além dos acenos de ajuda ao Governo do Estado e à Prefeitura de Fortaleza, com ações do Governo Federal, o senador estancou o processo de expulsão de três deputados estaduais do PMDB: Agenor Neto, Audic Mota e Silvana Oliveira, hoje no grupo do Governo.

A emenda constitucional de Eunício, garantindo a manutenção do TCM, se aprovada meses atrás, poderia até ser questionada, por ferir o princípio federativo, no entanto seria um grande empecilho para extinguir aquele Tribunal, além de produzir um ganho político para Domingos Filho, pretenso candidato ao Governo, ampliando sua capacidade de fustigar o governador e também ao próprio Eunício, que o teve como concorrente, no mesmo grupo, para ser candidato a sucessor de Cid no Governo.

Se formada a aliança, Domingos fica com espaço muito restrito para disputar um cargo majoritário. A não expulsão dos deputados também pode se relacionar à perspectiva do acordo. Expulsos, eles no Governo poderiam criar dificuldades para votar na chapa situacionista com o peemedebista.

Pretendentes

Os observadores mais atentos do quadro político local têm leituras mais aproximadas das pretensões dessas lideranças, enxergando, portanto, situações compatíveis com os interesses dos pretendentes aos diversos cargos abertos à disputa, que fora da política seriam inimagináveis de acontecer.

Ao PDT, ao PT de Camilo, e ao PMDB de Eunício, o acordo ora badalado tem grande valia. Para o governador, é menos um forte adversário que desaparece, além da garantia de mais tempo para a propaganda eleitoral no rádio e televisão, um ponto a ser considerado em qualquer campanha majoritária. Para o senador, será uma oportunidade de disputar a reeleição com melhores perspectivas de vitória.

Aparentemente, efetivando-se tal quadro, enfraquecida ficará a oposição à reeleição de Camilo. Ledo engano. A oposição tem facilidades de vez por outra fazer a eleição ser realmente disputada, principalmente quando tem um bom nome que inspire confiança e consiga atacar a vulnerabilidade do governante na disputa do segundo mandato. Eunício foi oposição em 2014, conseguiu levar a disputa para o segundo turno. Camilo era o candidato da situação, com Cid no Governo, lhe emprestando todo o apoio que o Poder pode oferecer aos seus.

Palanque

O PSDB do senador Tasso Jereissati, com representantes de outras siglas que deram musculatura à candidatura de Eunício em 2014, pode motivar o eleitorado a reagir contra essa pretensa aliança, e, como resultado, fortalecer os nomes que venham a ser apresentados para a chapa majoritária oposicionista.

Os tucanos terão candidato ao Governo do Estado, não apenas pelo fato de o partido, disputando o cargo de Presidente da República, precisar de um palanque no Estado, mas, sobretudo, pela determinação de querer derrotar Camilo por ser petista e apoiado por Ciro e Cid Gomes. Preferencialmente, se não houvesse obstáculo em relação às alianças no pleito federal, Eunício seria o nome das oposições.

Sem ele, o PSDB construirá sua própria candidatura. Há tempo suficiente para desenvolver esse projeto, porém o partido precisa decidir logo e começar a andar com o escolhido pelo Interior do Estado para fazer o contraponto com Camilo, constantemente em missão administrativa que se confunde com campanha política.

10:11 · 26.08.2017 / atualizado às 10:11 · 26.08.2017 por

Por Edison Silva

O governador Camilo Santana e o deputado José Albuquerque, conjuntamente, são presenças constantes nos vários municípios cearenses Foto: José Leomar

O governador Camilo Santana (PT) vai para a disputa de um segundo mandato com o apoio do ex-governador Cid Gomes (PDT), tendo como candidato a vice-governador um nome da estreita confiança deste, que é o deputado José Albuquerque (PDT), presidente da Assembleia Legislativa.

O diretório estadual do PT terá de homologar a coligação, em meio aos discursos de resistência de alguns petistas, também pelo fato de a aliança se estender à chapa senatorial encabeçada por Cid, ao lado de um nome, para a segunda vaga de senador, por certo não tão do agrado do grupo opositor do ex-governador no partido de Camilo, que, presume-se ultrapassará esse óbice.

Com o fim da verticalização das alianças partidárias, as direções estaduais dos partidos passaram a ter o poder de “adotar os critérios de escolha e o regime de suas coligações eleitorais, sem obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em âmbito nacional …”, segundo estabelece a Constituição Federal, no parágrafo 1º do seu Art. 17. Desse modo, não há impedimento de PT e PDT terem candidaturas presidenciais próprias e marcharem juntos para disputar o Governo do Estado e as duas vagas de senador, sem embargos, naturalmente, das outras questões de cunho paroquial.

Articulação

Quando Cid Gomes anunciou estar disposto a concorrer a uma das duas vagas de senador, e lançou o nome do deputado André Figueiredo, presidente do PDT cearense, para a outra, mesmo sabendo que ele não o é, sinalizou para todos os seus, inclusive o governador Camilo Santana, que o território já estava demarcado, e o seu companheiro na disputa ao Senado da República será escolhido só nos momentos finais da construção da chapa majoritária governista, descartando toda e qualquer articulação, por acaso existente, como as citadas em meio às especulações existentes por conta das relações do próprio Camilo com empresários e políticos de outras agremiações.

André Figueiredo já havia comunicado a amigos e aos irmãos, Ciro e Cid Gomes, sua disposição de concorrer à reeleição. Assim, o nome do outro candidato ao Senado será daquele capaz de agregar valores à campanha governista. E esses valores não são apenas os eminentemente políticos e eleitorais, descartando, de pronto, qualquer nome do PT, pois a agremiação já estaria devidamente contemplada com a indicação do candidato a governador. E não será surpresa se os governistas vierem a votar para o Senado em Cid e em um nome atualmente integrante da oposição.

Confiança

O deputado José Albuquerque, como candidato a vice-governador, cumprirá uma missão. Diferentemente do momento de formação da chapa majoritária governista de 2014, quando ele declinou de disputar a senatória ou a vice-governança, pois reagiu à escolha de Camilo, posto esperar ser ele o nome para suceder Cid, tamanho o trabalho feito junto a prefeitos e outros políticos (ele disputava a mesma posição com Domingos Filho e Mauro Filho), agora o lugar de vice parece lhe atender.

Albuquerque, além de ser da absoluta confiança de Ciro e Cid e ter boa relação com Camilo, pela quantidade de mandatos que já exerceu na Assembleia Legislativa, incluindo seis anos consecutivos como presidente daquela Casa, por certo quer um outro mandato. O de deputado federal está descartado. Ele já lançou o filho, Antonio José, ex-prefeito do Município de Massapê, para disputar uma das 22 vagas da representação cearense na Câmara Federal. E o cargo de senador, no seu grupo político, está reservado para as necessárias negociações.

Pressa

Pelas demonstrações de lealdade expressas por líderes e liderado, não há razões para se admitir ter o próximo vice de Camilo, se chegarem a vencer a disputa, a missão de tolher os seus passos políticos futuros, mas o fim de um segundo mandato majoritário de um aliado, mesmo nele sendo depositada certa confiança, sempre motiva preocupação aos líderes que o indicaram, posto a ameaça de quebra da continuidade do comando do Poder. Por isso a necessidade de ter um vice, de certa forma, com condições de pôr um freio, se necessário for, na afoiteza do titular, principalmente se ele quer continuar tendo mandato eletivo.

Na oposição, notadamente no campo do PMDB e do PSDB, o quadro ainda não está claro. Há determinação, da parte das lideranças dessas agremiações, as com melhores estruturas de disputa de cargos majoritários, da formação de uma chapa competitiva, admitindo-se, inclusive, a indicação de nomes de outras agremiações, mas está faltando a conversa determinante para a concretização do objetivo.

O nome do senador Eunício Oliveira, o candidato derrotado por Camilo no pleito passado, continua sendo o apontado por correligionários seus para disputar novamente o Governo. O PSDB cearense, dependendo da posição da sigla, nacionalmente, votará novamente no Eunício.

Mas o senador não confirmou para o PSDB que realmente disputará o Governo do Ceará. Aliás, hoje, em Massapê, cidade da Zona Norte do Estado, onde um encontro político reúne lideranças dessas duas e outras agremiações, Luiz Pontes, presidente do PSDB, pode fazer uma cobrança ao próprio senador, no palanque, sobre se ele será ou não candidato. Os tucanos querem decidir logo essa situação para começar a discutir os seus nomes que comporão a chapa majoritária, por entender já estar no tempo de intensificar, com nomes, as ações políticas no Interior do Estado.

Os oposicionistas reconhecem o avanço de Camilo em praticamente todos os municípios do Estado, com a bandeira de ações administrativas, fortalecendo politicamente o seu nome, além de aumentar o número de prefeitos conquistados, não só pela influência do cargo, mas, também, pelo distanciamento dos adversários, situação bem diferente do mesmo período anterior da eleição estadual.

14:28 · 15.08.2017 / atualizado às 14:28 · 15.08.2017 por
Governador voltou a lamentar cortes feitos no Bolsa Família, no Ceará. FOTO: REPRODUÇÃO/FACEBOOK

 

O governador do Estado, Camilo Santana, em mais uma uma transmissão ao vivo via redes sociais, sancionou três leis aprovadas, recentemente, pela Assembleia Legislativa, dentre elas a que trata da média salaria da Polícia Forense do Ceará (Pefoce) e bolsa de estudos para universitários. O chefe do Poder Executivo voltou a chamar de “crime” o cancelamento de quase 42 mil famílias cearenses do programa Bolsa Família pelo Governo Federal.

Uma das matérias, que a partir de agora viram Lei, é a que trata da média salarial da Pefoce, que segundo informou Santana, vai permitir uma nova carreira no âmbito da Polícia Forense. Também foi sancionada a Lei que instala o Sistema da Universidade Aberta do Brasil.

No entanto,  a proposta que Camilo mais comemorou foi a que, segundo ele, vai beneficiar milhares de alunos que vão ingressar nas universidades do Ceará, que é o Programa Avance, que dará direito a bolsas no primeiro ano ao aluno que estudou em escolas públicas.

“Os alunos diziam que quando iam iniciar cursos não tinham como se manter nas cidades. Me sentia muito angustiado com isso, até porque se imaginar romper um sonho de um jovem, então resolvemos criar esse programa”, disse ele, ressaltando que a bolsa se dará em um salário mínimo por seis meses ou meio salário durante um ano.

Pelo menos mil jovens já devem ser beneficiados com o programa, que tem como critérios estar matriculado em curso de graduação, em instituição de ensino superior credenciado pelo Ministério da Educação, além de ter cursado o ensino médio em escola pública, bem como ter tirado média superior a 560 pontos no último Exame do Ensino Médio (ENEM).

Governador lamentou cortes feitos no Bolsa Família

Ainda durante a transmissão ao vivo, Camilo criticou o Governo Federal e disse que, enquanto Michel Temer “tem cortado direitos dos trabalhadores, o Ceará tem garantido direitos, como passe livre para deficientes, isenção das taxas para habilitação pra agricultores familiares, bilhete único metropolitano. Perdoamos dívidas de quem tem dívida até R$ 4 mil com o Detran. Temos feito concursos, diversas ações”.

Ele denunciou o corte do Bolsa Família, afirmando ainda que desde o início do ano, somente no Ceará, foram 70 mil famílias que tiveram cortes nos benefícios “Os mais pobres não podem pagar a conta da má administração do passado neste País. Quem tem que pagar são os que têm mais. Essa decisão de cortar o Bolsa Família é um crime. O que eu puder fazer para sensibilizar a Bancada Federia, farei”, afirmou.

09:32 · 12.08.2017 / atualizado às 09:32 · 12.08.2017 por

Por Edison Silva

Júlio César, com apenas 23.624 votos, foi diplomado pela Justiça Eleitoral como deputado estadual cearense. Leonardo Pinheiro, que obteve 40.575 sufrágios, ficou apenas como primeiro suplente Fotos: José Leomar

Pouca ou nenhuma influência terá a Reforma Política, como está desenhada, na sucessão do governador Camilo Santana (PT), embora os efeitos das mudanças possam se fazer sentir no preenchimento das vagas nos legislativos federal e estadual, mesmo permanecendo o sistema de coligações partidárias no pleito proporcional.

O governador terá dificuldade em compor uma aliança majoritária, capaz de lhe garantir um maior espaço na propaganda eleitoral e simbolizar uma supremacia, pela quantidade numérica de partidos, por conta das composições para a eleição presidencial em razão das vinculações das comissões provisórias, ou diretórios estaduais, às decisões dos seus respectivos comandos nacionais.

Em 2014, Camilo conseguiu reunir 18 partidos na defesa de sua pretensão de governar o Ceará. Naquela época, além da interferência direta do ex-governador Cid Gomes (PDT), o partido dele, o PT, ainda não experimentava, com a dimensão de hoje, a repulsa de expressivo segmento da sociedade, daí ter conseguido arregimentar muitos apoios que redundaram na eleição da ex-presidente Dilma Rousseff, refletindo, de certo modo, no sucesso eleitoral por ele obtido.

Ademais, a candidatura de Ciro Gomes a presidente da República, além de inviabilizar uma coligação do PDT com a agremiação de Camilo, pois o PT com um nome, também disputando a sucessão presidencial, impede o governador de estar em outro palanque presidencial, também afasta os partidos que estiverem nacionalmente com Ciro.

O cenário nacional caminha, dentre outras, para uma ou duas candidaturas presidenciais patrocinadas por PSDB, PMDB e DEM. Estas siglas, pelas afinidades de suas lideranças com as de alguns outros partidos, têm chances de afastarem de Camilo aliados ligados ao próprio DEM, ao PP, ao PPS, ao PTB, ao PRB, ao PSD e mais alguns.

Eventos

Eleitoralmente, segundo informações conhecidas, inclusive algumas saídas do seio da oposição local, como a manifestada publicamente pelo deputado federal Cabo Sabino (PR), Camilo está bem no Interior do Estado, onde, constantemente, tem estado para compromissos administrativos com significados político-eleitorais, sem ser molestado por qualquer dos seus possíveis adversários na disputa em 2018.

Diferentemente de 2013, véspera do ano da eleição, quando vários pretendentes ao cargo de governador, quase todos do mesmo grupo de Camilo (Eunício Oliveira, Zezinho Albuquerque, Domingos Filho, Mauro Filho e outros menos expressivos), participavam, constantemente, de eventos políticos em todos os pontos do Ceará, agora, só o governador está em campo, sem se falar nos encontros com deputados e prefeitos que promove no Palácio da Abolição.

Essa movimentação, de certa forma, o coloca em situação privilegiada, embora não tão confortável em razão das questões políticas à vista, a partir da sua própria condição de filiado ao PT e eleitor confesso de Ciro Gomes, na corrida presidencial.

Há perspectiva de ser antecipado o período da “janela”, aquele momento que a legislação eleitoral permitirá a troca de partido, sem os detentores de mandatos serem considerados infiéis, embora no caso do governador, por ser detentor de mandato majoritário, ele não está sujeito a punições de ordem político-partidária, portanto, o seu limite para dizer se fica ou sai do PT ainda não será neste ano.

Esse momento vai acontecer na data limite das filiações partidárias que poderá ser em abril do próximo ano, seis meses antes do dia da votação, quando, aliás, praticamente estará definido todo o quadro sucessório nacional, orientador das alianças estaduais.

Modelo

Aprovado o novo modelo de eleição dos deputados, em 2018, o Distritão, as coligações partidárias tão interessantes nas últimas eleições, por contemporizar interesses de “donos” de partidos pequenos, quase sempre eleitos com votação inexpressiva, em relação aos candidatos mais votados, deixarão de ser atraentes por não mais contemplarem os objetivos de se aproveitarem dos votos de outros concorrentes, dentro do mesmo grupo, beneficiando-se com um mandato parlamentar.

Na Assembleia Legislativa cearense, teve candidato que conquistou uma vaga com 23.624 votos, Júlio César Costa Lima Júnior, enquanto o primeiro suplente de deputado, Leonardo Franklin Nogueira Pinheiro, recebeu, no mesmo pleito, 40.575 sufrágios. Com números diferentes existem outros casos.
Ambos pertenciam a coligações diferentes, na mesma base política de sustentação da candidatura de Camilo Santana. Com o Distritão essa anomalia desaparecerá. Serão eleitos os candidatos que obtiverem o maior número de votos, independentemente de partido ou coligações.

A atual bancada federal cearense é composta pelos 22 deputados mais votados em 2014. É verdade, sim, que a novidade prestes a ser realidade no nosso sistema político-eleitoral suscita alguns questionamentos para além das lamentações daqueles com menos chances de vitória nessa nova ordem. Mas é o começo da implantação de uma medida necessária para frear o ânimo voraz daqueles donos de partidos, sem programas e ideologias, criados apenas para a garantia de espaços capazes de gerar satisfações outras que não o dever de servir à sociedade.

12:26 · 07.08.2017 / atualizado às 12:26 · 07.08.2017 por

Por Miguel Martins

Governador Camilo Santana já tem sido procurado por deputados da base em busca de apoio para as eleições de 2018 Foto: José Leomar

Além das pautas polêmicas que devem ser discutidas nas próximas semanas, bem como a Reforma Política debatida em Brasília, outro assunto que tem norteado as conversas nos corredores da Assembleia Legislativa é o processo eleitoral de 2018. Deputados aproveitaram os dias que tiveram de recesso parlamentar para intensificar visitas a seus colégios eleitorais, assim como manter conversas com lideranças políticas com vistas a apoios para o pleito eleitoral do próximo ano.

Na segunda-feira passada, por exemplo, alguns parlamentares estiveram dialogando com o governador do Estado, Camilo Santana, em busca de, entre outras coisas, apoio para a eleição do próximo ano. Um desses deputados foi Mário Hélio (PDT), que confirmou na tribuna do Plenário 13 de Maio que será candidato à reeleição. Antes da conversa com o chefe do Poder Executivo, o pedetista havia dito que não participaria mais do pleito de 2018.

Julinho (PDT) também esteve conversando com Camilo Santana e o assunto eleições também foi tratado durante o encontro. Segundo disse o parlamentar, apesar de estar faltando mais de um ano para a eleição propriamente dita, algumas posições já começam a ser definidas.

Conforme explicou, a dúvida de seus pares diz respeito a que cargo devem se candidatar, visto que a Reforma Política será determinante para a tomada de decisão. “Dependendo do modelo pode empolgar ou desestimular alguns. Eu estou preparado e trabalhando para ser candidato em qualquer modelo”, disse.

Na semana que teve de recesso, Julinho viajou por alguns municípios do Interior buscando consolidar seu projeto de pleitear a reeleição. Outros parlamentares também fizeram o mesmo que ele, como foi o caso de Antônio Granja, do PDT.

Visitas

O parlamentar afirmou que seu trabalho tem sido diuturno, buscando sentir quais são as reivindicações das comunidades onde ele tem maior densidade eleitoral. “Daqui para frente isso deve ser intensificado, com certeza. Estou aqui há cinco mandatos e nossa intenção é pleitear, nesta Casa, o sexto mandato de deputado estadual”, afirmou o pedetista.

O deputado Audic Mota (PMDB), afirmou que o Brasil vive um momento de instabilidade política que faz com que os políticos sejam vistos de forma negativa pela população, portanto é preciso que a classe política reavalie algumas ações para tentarem retorno às casas legislativas. “Há um desinteresse da política muito grande e interesse nos escândalos da política”, disse ele, ressaltando que antecipar as discussões soa como algo “arcaico”, que não engrandece a atividade.

“2018 já chegou”, disse o deputado Fernando Hugo (PP), ressaltando, porém, que a cada ciclo eleitoral o Brasil diminui o processo de eleições, o que em sua opinião é algo que chega a “estupidez”.

“Hoje, faltando mais de um ano para as eleições, só o que se fala nos corredores da Casa são colégios eleitorais, quem é quem no jogo político, alianças. E isso acontece em todo o Brasil. Como é que pode, você recém-eleito já de olho no próximo pleito? Isso desqualifica a independência parlamentar do pensar”, afirmou Fernando Hugo.

Leonardo Pinheiro (PP) destacou que logo após toda disputa eleitoral já se articula a próxima. Ele destacou que todos seus pares na Assembleia já estão realizando incursões pelo Interior do Estado e conversando com lideranças políticas. “O ano de 2018 praticamente já começou, pois todo deputado já está procurando se articular junto às lideranças locais”.

Elmano de Freitas (PT), durante o recesso, realizou atividades em alguns municípios do Estado. Segundo ele, como o pleito de 2016 fez surgir novas lideranças locais, entre prefeitos e vereadores eleitos, conversas com novos atores da política local foram feitas, o que antes não acontecia. “Este é um diferencial das discussões políticas neste ano”.

Meta

Bruno Gonçalves (PEN) afirmou que o interesse de seu partido para o pleito do próximo ano é eleger até três deputados estaduais para a Assembleia. Pensando nisso o partido já está se organizando para o pleito do próximo ano.

“Estamos indo direto para as bases, a partir de agora. Já estivemos em Aurora, Chorozinho e Barreira na última semana, conversando com prefeitos, ex-prefeitos e vereadores. A tendência é que a gente siga intensificando este trabalho”, disse.

08:56 · 01.08.2017 / atualizado às 08:56 · 01.08.2017 por

Por Letícia Lima

Alexandre Padilha participou de encontro do PT em Fortaleza, no último sábado (29), e disse não acreditar que Camilo Santana possa deixar a sigla Foto: Kid Júnior

Alexandre Padilha, ex-ministro da Saúde e hoje vice-presidente nacional do PT, afirmou sábado, em Fortaleza, que o ex-presidente Lula começará a percorrer estados do Nordeste a partir do próximo dia 17, incluindo o Ceará, quando estará nos dias 29 e 30 em Quixadá, no Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha. O ex-presidente não tem agenda para Fortaleza nessa peregrinação.

Padilha não acredita na possibilidade de o governador Camilo Santana deixar o PT, em razão de uma possível candidatura de Ciro Gomes (PDT) a presidente da República. Camilo foi eleito governador com a ajuda de Ciro e Cid Gomes. Repetindo uma frase atribuída ao próprio Lula, Padilha disse: “deixe o Camilo em paz”, afirmando acreditar que ele terá o “apreço necessário” à candidatura do ex-presidente.

Reformada

Alexandre Padilha disse que as lideranças do PT não ficarão “presas em casa”, pois circularão o País em torno de um único objetivo: a volta do ex-presidente Lula ao Palácio do Planalto. Apesar de o petista ter sido condenado a nove anos e meio de prisão e a 19 anos de inelegibilidade, em processo sobre o caso do “tríplex”, na Operação Lava-Jato, além de ainda ser réu em outras quatro ações penais, Padilha defende que a sentença demonstra perseguição política ao ex-presidente, acreditando que ela será reformada.

Para Padilha, “é absolutamente legítimo que vários partidos de esquerda queiram ter suas candidaturas a presidente da República. O movimento do PT não vai ser para dividir esse campo progressista, vai ser buscar construir com um conjunto de partidos uma candidatura liderada pelo presidente Lula que unifique a todos. Ele é quem está líder nas pesquisas com 40% (dos votos). O povo brasileiro está sinalizando isso para nós, não só para o PT, mas para as lideranças de esquerda, que a candidatura forte que pode fazer com que a gente não caia na agenda do atual governo, ou na polarização da intolerância, que é o Bolsonaro”.

O petista disse que respeita a candidatura de Ciro Gomes pelo PDT, a quem chama de “figura valiosa”, uma vez que foi ministro no Governo Lula. No entanto, quando questionado sobre como reagiria se o governador Camilo Santana, também do PT, apoiasse a candidatura de Ciro Gomes, ao invés de Lula, Padilha minimizou e disse que não vai criar polêmicas onde não existe.

“Eu tenho certeza absoluta que o Camilo, nosso governador, filiado ao PT, sabe da importância da candidatura do presidente Lula. O próprio presidente Lula falou assim: ‘deixa o Camilo em paz’. Ao mesmo tempo, a gente sabe que ele tem um governo de coalizão, tem vários partidos, ele vai ter que, no governo dele, com as forças políticas dele, fazer um jogo de como lidar com as várias candidaturas, não só do Ciro”. Padilha esteve reunido com petistas cearenses, sábado passado, falando sobre as mudanças na agremiação.

09:38 · 24.06.2017 / atualizado às 09:38 · 24.06.2017 por

Por Edison Silva

Camilo tinha uma agenda extensa ontem em São Paulo, como se no Abolição estivesse, de tão perto era uma audiência da outra Foto: José Leomar

O governador Camilo Santana, ontem, em São Paulo, tinha um horário, no fim da tarde, para conversar com o ex-presidente Lula. Ficar ou sair do PT é a decisão que ele precisa tomar até abril do próximo ano, seis meses antes da eleição, limite para as filiações de pretensos candidatos no pleito de 2018. Aparentemente falta muito tempo, mas a decisão do governador não pode ficar para a última hora, devido à complexidade do problema. O ideal para ele era ficar no PT com liberdade para votar em Ciro Gomes (PDT) para presidente do Brasil.

Lula sabe do compromisso de Camilo com Ciro. Não se oporá à aliança de ambos, mas há complicação legal. Se o PT tiver candidato a presidente, e tudo indica que terá, não há como Camilo, sendo petista, poder fazer campanha conjunta com um candidato ao Poder Central de outra sigla. Além do mais, acrescente-se o fato de uma parte do PT cearense não aceitar Camilo e Ciro no mesmo palanque. Por essa razão, o governador começa a colocar em prática a ideia de trocar de partido, pois sua determinação é de disputar a reeleição com Cid Gomes candidato ao Senado e Ciro presidente.

Para os pedetistas cearenses, e também para os petistas, no espaço nacional, o ideal é que a desfiliação de Camilo aconteça sem qualquer trauma, de modo a permitir ambos estarem juntos no segundo turno da disputa presidencial, ou mesmo no próprio Estado. Ademais, admitem alguns pedetistas, a possibilidade de, no caso de Lula não vir a disputar o cargo de presidente, haver uma possibilidade de o PT se aliar ao PDT. Um exercício de futurologia, de certa forma equivocado, posto as resistências de pessoas mais próximas a Lula, quanto à necessidade de o PT ter o seu candidato próprio, deverá prevalecer.

Discussões

Além do mais, Camilo, como de resto todos os demais políticos brasileiros, precisa ter ciência de quais mudanças irão ocorrer na legislação eleitoral, valendo já para o próximo ano. Embora os escândalos que se sucedem no universo da política e da administração nacionais tenham brecado o curso das discussões sobre as alterações para o pleito de 2018, algo vai ocorrer, a partir do financiamento da campanha.

E qualquer que seja a novidade, ela terá de estar oficializada até o fim do próximo mês de setembro ou, mais precisamente, um ano antes do dia da votação. Assim, outubro será o marco para as definições de mudanças de partido, mesmo sendo abril, do próximo ano, o prazo final para as filiações.

Só o tempo do PT para a propaganda eleitoral prende Camilo à sigla atualmente. Os petistas cearenses muito pouco têm a oferecer ao governador para garantia da reeleição. A oposição no partido a esta, em razão de sua ligação com os irmãos Cid e Ciro Gomes, é bem mais expressiva, embora, também, se reflita em muito pouco votos.

Portanto, não podendo utilizar o tempo do partido e votar publicamente em Ciro e, por ele, também livremente ser votado, não há razão para continuar petista, sabendo que mesmo fora da sigla, os seus, hoje aliados, permanecerão, pois esperam as compensações que o Executivo pode proporcionar.

O desgaste do PT, pelo envolvimento de alguns dos seus nomes mais expressivos nos delitos em apuração, no caso da Lava-Jato e outros, somado ainda ao do Mensalão, sinalizam para uma outra derrocada nas eleições próximas, talvez maior que a assimilada no pleito municipal passado. Os que corroboram com essa ideia, por certo Camilo é um deles, defendem a não participação de Lula como candidato, cientes de que derrotado, como a principal liderança da sigla, os prejuízos eleitorais futuros seriam ainda bem mais significativos.

Relator

O deputado Osmar Baquit vai ser o relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de extinção do Tribunal de Contas dos Municípios. A base governista está determinada a mantê-lo, se confirmada for a sua expulsão do PSD, ora judicialmente questionada, sob a alegação de simples perseguição e da falta do devido processo legal para a tomada de decisão extrema do partido, anunciada na última quinta-feira à noite.

Oficialmente, até ontem a Assembleia ainda não havia sido comunicada do fato. A reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde será examinado o relatório de Baquit, está programada para a próxima terça-feira (27).

A base governista já decidiu que manterá Osmar Baquit na CCJ. Um dos seus deputados deverá sair, momentaneamente, daquela Comissão para permitir que Baquit seja o representante do PDT no colegiado e continue relator da PEC do TCM, se oficializada for a sua expulsão das hostes partidárias.

08:57 · 21.06.2017 / atualizado às 08:57 · 21.06.2017 por

Por Miguel Martins

O governador Camilo Santana (PT) disse ontem, em entrevista ao Diário do Nordeste, que, por enquanto, não tem intenção de deixar os quadros do Partido dos Trabalhadores, mas não descarta essa possibilidade. O chefe do Executivo visitou, na manhã de ontem, o Sistema Verdes Mares, e destacou, dentre outros assuntos, o crescimento de sua base de apoio na Assembleia Legislativa, que lhe dará sustentação em eventual disputa à reeleição.

Camilo, já há algum tempo, tem fugido de questionamentos que dizem respeito ao processo eleitoral, mas são inegáveis as articulações que sua gestão vem realizando com vistas a se fortalecer para o pleito de 2018. Questionado sobre a força de sua base, hoje, no Legislativo Estadual, o petista disse que “reeleição só será tratada em 2018”. No entanto, afirmou que o aumento gradual de aliados no Legislativo é fruto de uma relação de diálogo com os parlamentares desde o início do mandato.

“Temos que ter a compreensão que estamos vivendo um momento de extrema dificuldade no Brasil, com uma das maiores recessões econômicas dos últimos cem anos e um momento político instável. Temos que focar na política de resultados, para que possamos trazer melhorias para a população”, frisou.

De dezembro até junho, o governador atraiu para a base os deputados Audic Mota, Silvana Oliveira e Agenor Neto, todos do PMDB; além de Tomaz Holanda (PPS) e João Jaime (DEM). Em contrapartida, Odilon Aguiar (PMB), que até o fim de 2016 era secretário de Governo, hoje é um dos principais opositores.

Visão republicana

“Independente de ser apoiador ou não do Governo, é preciso ter visão mais republicana, e acho que a Assembleia tem vivido isso. Tenho procurado sempre o diálogo e estamos consolidando uma base importante que tem dado apoio ao nosso trabalho, pensando no povo cearense”.

Dentro do PT, o governador, porém, tem enfrentado divergências. Recentemente, petistas chegaram a lançar carta aberta contrariando o posicionamento do correligionário quanto à realização de eleições diretas, caso houvesse queda do Governo Michel Temer. Camilo disse que divergências fazem “parte da democracia”. Questionado sobre a possibilidade de ficar no PT, o governador disse que “2018 é 2018” e emendou: “Não tenho intenção de sair por enquanto”.

07:02 · 06.06.2017 / atualizado às 07:02 · 06.06.2017 por

Por Renato Sousa

Integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT) devem se reunir com o governador Camilo Santana (PT) para debater as decisões tomadas pelo congresso nacional da legenda, encerrado no último fim de semana. De acordo com o presidente eleito do partido em Fortaleza, o vereador Acrísio Sena (PT), devem participar da reunião ele, o presidente estadual reeleito do partido, De Assis Diniz, e a bancada da legenda na Assembleia Legislativa do Ceará. “Ele (De Assis) já fez a solicitação de agenda ao governador”, declara.

Entre os temas a serem debatidos, deve constar a resolução congressual que veta a participação de petistas no processo de eleições indiretas, no caso de eventual saída do presidente Michel Temer (PMDB). “Não podemos reconhecer o Congresso com legitimidade para eleger um presidente”, diz o vereador. O PT defende a realização de eleições diretas.

Segundo Acrísio – que deve tomar posse como presidente do partido em Fortaleza no próximo dia 22, juntamente com De Assis e os outros presidentes eleitos –, com a decisão tomada pela legenda, o governador deve abster-se de defender nomes em uma eventual disputa indireta.

O presidente estadual do partido declara que a decisão de um apoio às eleições diretas vale para todos os filiados. “Não é uma questão do Ceará, é uma questão nacional”, afirma. Para ele, são prioridades do PT a eleição direta e a formação de chapas para a disputa de 2018.

Para o vereador Guilherme Sampaio, é importante “definir com profundidade, coragem e transparência, a estratégia para 2018”. E isso passa por debater as declarações do governador. “Precisamos saber qual é a do Camilo”, diz ele, ex-titular da Secretaria da Cultura no início da gestão do governador.