Busca

Tag: Camilo Santana


09:46 · 17.09.2018 / atualizado às 09:46 · 17.09.2018 por

Por Miguel Martins

O empate entre Ciro Gomes (PDT) e Fernando Haddad (PT) na mais recente pesquisa Datafolha aumenta expectativas de correligionários sobre a disputa do eleitorado cearense pelos dois candidatos e também faz crescer a pressão do PDT e do PT no Estado sobre o governador Camilo Santana, petista apadrinhado pelos irmãos Ferreira Gomes, que, até o momento, não tem pedido votos para nenhum dos presidenciáveis.

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, acredita que Camilo, antes do pleito do dia 7 de outubro, confirmará apoio a Ciro Gomes. No entanto, o presidente estadual do PT, Moisés Braz, espera que o petista cumpra compromisso firmado durante Encontro de Tática Eleitoral, de apoio à candidatura da sigla à Presidência da República.

Pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira (14) mostrou que Haddad e Ciro estão empatados com 13% das intenções de voto. Ao Diário do Nordeste, Carlos Lupi opinou que Haddad “já foi até onde poderia ter ido e, quando começar a artilharia pesada, ele começa a baixar”. Questionado se tal “artilharia” partiria de Ciro, o dirigente afirmou apenas que “as críticas, os questionamentos, a rejeição do PT, que seria de 62%, tudo isso fará com que ele pare de crescer”.

Lupi destacou, porém, que apesar de Ciro e Haddad estarem disputando vaga no segundo turno, os dois não são adversários diretos. “Nosso adversário é o pensamento que o (candidato Jair) Bolsonaro apresenta. Isso é um risco para a Nação, ruim para a democracia”. Ele disse ainda acreditar que, no momento certo, o governador tende a estar ao lado de Ciro Gomes. “Acho que é natural que ele fique com o Ciro. O Camilo é fruto da liderança do Ciro e do Cid no Ceará”.

Cobrança

Do outro lado, petistas exigem que o governador apoie, de forma incondicional, o nome de Haddad. De acordo com Moisés Braz, um voto fará toda a diferença no pleito deste ano, e o apoio no Ceará é importante para a candidatura petista. “O Camilo precisa dizer ao eleitorado que o candidato dele é o Haddad. É isso o que estamos cobrando”.

Para o dirigente, nos próximos dez dias a tendência é que Fernando Haddad ultrapasse os adversários na disputa, inclusive Ciro Gomes. No entanto, ele também destacou que o pedetista não é o adversário do PT, mas a direita, representada, segundo Braz, por Jair Bolsonaro (PSL) e Geraldo Alckmin (PSDB).

11:48 · 11.09.2018 / atualizado às 11:48 · 11.09.2018 por
A campanha de Camilo tem apoiado apenas com a estrutura para, por exemplo, gravação de propaganda eleitoral dos aliados. Foto: Kid Júnior

O candidato à reeleição ao Governo do Estado, Camilo Santana, do Partido dos Trabalhadores (PT), ainda não repassou recursos financeiros de sua campanha para nenhuma candidatura proporcional até o momento, garante sua assessoria. Ele, porém, tem ajudado a seus pares com a estrutura que a campanha majoritária tem para, por exemplo, gravação de programas eleitorais.

Ao Diário do Nordeste, em entrevista, ontem, o governador reclamou dos poucos recursos que o PT destinou para sua campanha, sendo que até ontem, o valor oriundo do Fundo Eleitoral para a campanha de Camilo era da ordem de R$ 392 mil. O Divulgacandcontas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), porém, atualizou os repasses feitos para o petista, e já foram transferidos mais R$ 392 mil.

Com isso, Camilo Santana passa a ter de recursos oriundos da Executiva Nacional um montante de R$ 785 mil, continuando entre os candidatos do PT, na disputa de governador,  com menos recursos de Fundo Eleitoral da legenda.

09:56 · 11.09.2018 / atualizado às 09:56 · 11.09.2018 por

 

Por Miguel Martins

O governador Camilo Santana, candidato à reeleição pelo Partido dos Trabalhadores (PT), disse que durante sua gestão não recebeu um centavo sequer do Governo Federal para a área da Segurança Pública. O petista visitou o Sistema Verdes Mares (SVM), ontem, quando participou de entrevistas sobre propostas para eventual segundo mandato, caso seja reeleito.

O postulante afirmou que todos os investimentos feitos na área foram oriundos de recursos próprios do Estado, que permitiram contratação de pessoal e ampliação de equipamentos em diversos municípios do Ceará. “Eu não recebi um centavo, em três anos, oito meses e 11 dias, do Governo Federal para a Secretaria de Segurança Pública. Tudo o que tenho feito é com recursos próprios do Estado. Estamos enfrentando as facções criminosas e nossa determinação é não arredar um milímetro no combate ao crime aqui no Ceará”, enfatizou.

O candidato abriu uma série de entrevistas realizadas durante esta semana pela TV Verdes Mares e pela TV Diário com todos os postulantes ao Governo do Estado. De terça a sexta, também serão entrevistados Ailton Lopes (PSOL), General Theophilo (PSDB), Francisco Gonzaga (PSTU) e Hélio Góis (PSL) . Ainda em entrevista, Camilo destacou os investimentos que devem ser feitos nas áreas de Saúde, Educação, Infraestrutura, além da geração de emprego.

O petista afirmou que, durante seu primeiro mandato, assumiu o compromisso de tratar a questão da Segurança como prioridade e, por isso, já em 2015, criou um comitê que pudesse construir um pacto envolvendo toda a sociedade cearense. “Demos um bom exemplo na Educação e, na mesma perspectiva, iniciamos na área da Segurança e uma das primeiras ações foi a contratação de um efetivo maior para a Polícia”.

De acordo com Camilo, a violência é um problema nacional, visto que “o crime ultrapassou as fronteiras dos estados”. Segundo ele, não existe um plano nacional efetivo para enfrentar o problema de frente. “A violência começou em São Paulo e no Rio de Janeiro e de lá parte para todos os comandos do Brasil. O Brasil não produz armas pesadas, e isso é responsabilidade do Governo Federal, e não dos estados e municípios”, apontou. Para o governador, o problema se dá porque as leis brasileiras são “frouxas”.

Ele citou, por exemplo, a contratação de 9 mil agentes para a Segurança Pública nos últimos três anos, além de investimento no programa Ronda de Ações Intensivas e Ostensivas (RAIO) nos municípios com mais de 50 mil habitantes. A ideia, em um eventual novo Governo, é ampliar para as cidades com 30 mil moradores.

O governador quer ainda monitorar o que ele chamou de “mobilidade do crime”, e para isso está implantando um modelo de vídeo-monitoramento envolvendo as principais instituições do Estado. “Se eu consigo monitorar o destino dos veículos, eu consigo atuar melhor”, disse ele, ressaltando ainda que ao menos 14 estados da federação já se interessaram pelo sistema em fase experimental no Estado.

Em sua avaliação, ainda que o Ceará tenha passado pela crise econômica, política e de abastecimento de água, o Estado segue sendo, proporcionalmente, o que mais produz investimento público em todo o País. Sobre a polêmica dos bloqueadores de celulares em presídios, Camilo conclamou a sociedade para cobrar do Congresso Nacional que haja diante desta problemática.

Saúde

Na área da Saúde, o petista destacou que também há ação planejada para melhorar o atendimento, destacando a rede de atendimento que foi iniciada ainda na gestão de seu antecessor, Cid Gomes. Ele citou a conclusão do Hospital de Quixeramobim e obras do Hospital da Região do Jaguaribe, como ações que podem melhorar a situação no Estado. “Eu criei o diagnóstico cidadão, e 70% dos que quem utilizam o HGF (Hospital Geral de Fortaleza) aprovam o atendimento”.

Citou ainda a construção do Instituo José Frota (IJF) II, em parceria com a Prefeitura de Fortaleza, que criará mais 200 leitos hospitalares para a população. “Enquanto outros estados fecharam equipamentos de Saúde, eu ampliei”, disse ele. Segundo explicou, no Ceará, 82% dos cearenses são atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o que aumentou nos últimos anos com a crise econômica e cancelamento de planos de saúde.

“Compreendo que precisamos melhorar ainda mais, e me coloco à disposição do povo cearense para continuar trabalhando pela população”. Além da conclusão do IJF, Camilo Santana prometeu ainda instalar uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas em todos os municípios com mais de 50 mil habitantes, além de criar uma rede contendo informação de todo cidadão atendimento pelos equipamentos de saúde do Estado.

A gestão de Camilo Santana tem até 64 órgãos públicos dando sustentação ao Governo. No entanto, de acordo com o governador, o Ceará é o Estado mais equilibrado do País, com menor percentual de pessoal. Ele explicou ainda que foram feitos investimentos da ordem de 13,9% da receita corrente líquida, o que permitiu que investimentos fossem feitos na Saúde, Educação e construção de rodovias.

Escolas

Para a Educação, o candidato disse que pretende continuar ampliando a rede em tempo integral, além das escolas profissionalizantes. “São 111 escolas no Estado, sendo a segunda maior rede de ensino médio do Brasil. Queremos ampliar o programa ‘nenhum aluno fora da sala de aula’ e que a pactuação seja construída com os municípios para evitar que o aluno abandone a escola, e com isso, garantir a prevenção da violência”.

Apegando-se a números favoráveis, o governador disse ainda que o Ceará tem sido o Estado que mais gera empregos no Nordeste. Segundo disse, o Centro de Conexões permitirá que Fortaleza receba até 60 voos internacionais, transformando-se em porta de entrada para o turismo na região. “Isso gera mais emprego na cidade e no Interior”, disse.

Ressaltou ainda parceria entre o Porto do Pecém e o Porto de Roterdã, maior porto marítimo da Europa, localizado na Holanda. O candidato destacou anda a implantação do Hub tecnológico de dados da multinacional Angola Cables, que, segundo ele, também abrirá oportunidades para os cearenses.

09:25 · 11.09.2018 / atualizado às 09:25 · 11.09.2018 por

Por Miguel Martins

Candidato à reeleição pelo PT, o governador Camilo Santana concedeu, ontem, entrevistas à TV Verdes Mares e à TV Diário. No telejornal “CETV 1ª Edição”, ele foi entrevistado pelos jornalistas Luiz Esteves e Patrícia Nielsen Foto: José Leomar

Candidato à reeleição pelo PT que menos recebeu recursos de campanha da legenda, o governador Camilo Santana diz estar insatisfeito com o tratamento dispensado pela direção nacional da sigla petista à candidatura. “Eu não sei qual o preconceito deles comigo. Acho que isso não é justo e não estou satisfeito”, declarou ao Diário do Nordeste. Ontem, o chefe do Poder Executivo, que lidera as intenções de voto no Ceará, esteve no Sistema Verdes Mares (SVM), onde concedeu entrevistas à TV Verdes Mares e à TV Diário.

Ao Diário do Nordeste, Camilo lembrou que, em 2014, nem o ex-presidente Lula nem a então presidente Dilma Rousseff fizeram campanha para ele, por conta da aliança que tinham com o senador Eunício Oliveira (MDB), à época adversário do petista. Quatro anos depois, ele é um dos quatro postulantes à reeleição pelo PT no País e, dentre estes, é o que teve, até o momento, o menor volume de recursos do fundo eleitoral liberado pela sigla (veja quadro).

No “CETV 1ª Edição”, da TV Verdes Mares, e no “Diário na TV”, da TV Diário, Camilo amparou-se em números favoráveis ao governo e reafirmou propostas para eventual segundo mandato. As entrevistas com os candidatos ao Governo do Estado seguem durante toda a semana: hoje, é a vez de Ailton Lopes (PSOL). Amanhã, o entrevistado é General Theophilo (PSDB) e, na quinta, Francisco Gonzaga (PSTU). Já na sexta, é a vez de Hélio Góis (PSL).

Questionado sobre segurança pública, o postulante afirmou que todos os investimentos feitos na área no atual governo, que permitiram contratação de pessoal e ampliação de equipamentos, são oriundos do Estado. “Tudo o que tenho feito é com recursos próprios do Estado. Estamos enfrentando as facções criminosas e nossa determinação é não arredar um milímetro no combate ao crime no Ceará”.

Ele citou, por exemplo, a contratação de nove mil agentes de segurança nos últimos três anos e a expansão do Raio para municípios com mais de 50 mil habitantes. A pretensão do petista, em eventual novo governo, é ampliar para as cidades com pelo menos 30 mil moradores.

Ele defendeu também que, embora tenha enfrentado crise econômica, política e hídrica, o Estado é o que, proporcionalmente, mais faz investimento público no País. Ao expor propostas para a saúde, Camilo citou, além da conclusão do IJF 2, a instalação de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) 24 horas em todos os municípios com mais de 50 mil habitantes. Para a educação, o candidato disse que pretende ampliar a rede de ensino em tempo integral, além de escolas profissionalizantes. Ele também tratou de outras áreas, como turismo, infraestrutura e geração de emprego.

Critério

Camilo é o 11º entre 16 candidatos do PT a governador em recebimento de recursos do fundo, com repasses superiores apenas aos recebidos pelos candidatos de Santa Catarina, Pará, Paraná, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul. Segundo dados da plataforma DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral, no Ceará, ele recebeu menos recursos até que candidatos a deputado federal: Luizianne Lins teve repasse de R$ 500 mil.

Já José Guimarães e José Airton receberam R$ 450 mil cada. De R$ 1,7 bilhão do fundo eleitoral, R$ 212 milhões são destinados ao PT. “Falei com a presidência do meu partido, perguntei qual era o critério, mas até agora nada. Espero receber mais daqui para a frente”, afirmou.

Ainda de acordo com o DilvulgaCandContas, Camilo gastou, até o momento, apenas R$ 106 mil com a campanha, apesar de ter visitado diversos municípios, viajado de avião e transferido recursos para candidaturas proporcionais. Questionado sobre os reais gastos na disputa, ele respondeu apenas que não tem tempo para acompanhar tais dados. O petista disse, ainda, que não tem tido propaganda da forma como queria. “Minha campanha é simples. Até tenho reclamado que nem propaganda está tendo direito”, afirmou.

15:21 · 10.09.2018 / atualizado às 18:22 · 10.09.2018 por
Camilo é o candidato à reeleição pelo PT que menos recebeu recursos da legenda. Foto: Natinho Rodrigues

Líder na disputa ao Governo do Estado e um dos quatro candidatos do Partido dos Trabalhadores (PT) à reeleição no Brasil, o governador Camilo Santana está entre os postulantes da sigla que menos receberam recursos do Fundo Eleitoral. De acordo com levantamento feito no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), através da plataforma Divulgacandcontas, o petista só tem à disposição, por enquanto, R$ 392 mil oriundos da direção nacional da agremiação.

Dos quatro candidatos à reeleição do PT, Fernando Pimentel, em Minas Gerais, é o que recebeu o maior montante, R$ 2,4 milhões. Rui Costa, que postula reeleição na Bahia, recebeu R$ 710 mil da direção nacional e R$ 500 mil da estadual. Já Wellington Dias, no Piauí, até o momento, conta com repasses de R$ 482,5 mil.

Para se ter uma ideia, Camilo Santana recebeu menos recursos até que candidatos cearenses a deputado federal, visto que os postulantes da sigla no Ceará tiveram repasses para suas contas da ordem de até R$ 500 mil, como foi o caso de Luizianne Lins. Os candidatos à reeleição José Nobre Guimarães e José Airton Cirilo também receberam mais que o governador, sendo R$ 450 mil cada.

De acordo com o TSE, o valor do fundo repartido entre os 35 partidos existentes é da ordem de R$ 1,7 bilhão, sendo que o MDB é a sigla que tem a maior fatia deste bolo, num total de R$ 234 milhões. Em seguida vem o PT, com R$ 212 milhões.

 

Ranking dos candidatos petistas que receberam recursos do Fundo Eleitoral

Fernando Pimentel (MG) – R$ 2,4 milhões *
Marcia Tiburi (RJ) – R$ 1,6 milhão
Luiz Marinho (SP) – R$ 1,6 milhão
Fátima Bezerra (RN) – R$ 1,6 milhão
Miguel Rossetto (RS) – R$ 1 milhão
Katia Maria (GO) – R$ 833 mil
Rui Costa (BA) – R$ 710 mil *
Marcus Alexandre (AC) – R$ 500 mil
Wellington Dias (PI) – R$ 482,5 mil *
Jackeline Rocha (ES) – R$ 450 mil
Camilo Santana (CE) – R$ 392 mil *
Décio Lima (SC) – R$ 383 mil
Paulo Rocha (PA) – R$ 352 mil
Dr. Rosinha (PR) – R$ 332 mil
Miragaya (DF) – R$ 232 mil
Humberto Amaducci (MS) – R$ 150 mil

* candidato à reeleição

 

09:19 · 06.09.2018 / atualizado às 09:19 · 06.09.2018 por

Por Miguel Martins

A candidatura do governador Camilo Santana (PT) à reeleição ainda não deu o auxílio que alguns candidatos em disputa proporcional esperavam ter no pleito deste ano. A participação do petista nas campanhas de aliados tem se limitado, até agora, à presença em palanques durante visitas dele a municípios em busca de voto. No entanto, há quem tenha tido apoio financeiro para a propaganda.

É o caso do deputado estadual Carlos Felipe (PCdoB), candidato à reeleição, que tem recebido apoio da campanha majoritária e das candidaturas a deputado federal do bloco governista do qual participa. “A filmagem que fizemos foi oriunda de recursos da campanha ao Governo. A minha fotografia também não fui eu quem pagou”, disse.

O parlamentar afirmou, porém, que ainda não dividiu palanque com o governador. Segundo Felipe, em Crateús, que é seu colégio eleitoral, há uma questão problemática: tanto a Prefeitura quanto os opositores da gestão local são aliados de Camilo. “É bom para o governador, mas para quem tem postura de mais coerência fica muito complicado”, argumentou.

Candidato a deputado federal, Tomaz Holanda (PPS) afirmou que faz campanha solitária. “Não tive nada (de apoio), por enquanto, infelizmente. Nos resta esperar, mas estamos nessa luta praticamente sozinhos”. Sérgio Aguiar (PDT), por sua vez, informou que, até o momento, produz, por conta própria, material associando seu nome ao do governador. Ele, porém, ressaltou que tem participado de agendas do chefe do Executivo que convêm à candidatura.

Material

Candidata a deputada federal pelo PT, Rachel Marques disse que tem participado de atividades da campanha de Camilo Santana, como o comício realizado na última sexta-feira (31) na Praça do Ferreira, com a presença de Fernando Haddad (PT). No entanto, ela afirmou que ainda não recebeu apoio para a produção de material de campanha.

O governador recebeu, até agora, R$ 392,9 mil da direção nacional do PT, um dos menores valores disponibilizados para uma candidatura majoritária da legenda. No entanto, há compromisso do PT nacional de destinar mais recursos à campanha.

11:41 · 02.09.2018 / atualizado às 11:41 · 02.09.2018 por
Camilo participou de eventos do PT e do PDT em sequência, na última sexta Fotos: Thiago Gadelha

Repetindo o que tem declarado publicamente sobre a conciliação de dois palanques presidenciais no Ceará, ao dizer que tem o privilégio de ter “dois apoiadores de peso” na disputa deste ano, o governador Camilo Santana (PT), que busca a reeleição, encarou, na sexta-feira (31), a tarefa de atender a interesses da ampla base governista estadual em relação às candidaturas do PT e do PDT à Presidência da República.

No fim da tarde de sexta, Camilo foi de caminhada e ato político no Centro da Capital, com o candidato petista a vice-presidente, Fernando Haddad, à inauguração do comitê de Ciro Gomes, presidenciável pedetista, em Fortaleza. Com curto intervalo entre um evento e outro, o governador distribuiu elogios aos dois, falando às respectivas militâncias um pouco do que esperavam ouvir, mas sem pedir votos, explicitamente, a nenhum dos presidenciáveis.

Chamou atenção também que, nos dois eventos, o chefe do Executivo estadual estampou, no peito, adesivos de apoio às duas candidaturas. Primeiro, no ato do PT na Praça do Ferreira, Camilo tinha na camisa um adesivo com as fotos de Lula e Haddad, chapa lançada pelo partido ao qual é filiado.

Em seguida, já no comitê de Ciro, na Aldeota, o adesivo petista deu lugar a outros com o seu rosto e, também, de apoio às candidaturas de Lia, Cid e Ciro Gomes, candidatos a deputada estadual, senador e presidente, respectivamente. Ciro, porém, não participou da inauguração do comitê.

11:16 · 31.08.2018 / atualizado às 11:16 · 31.08.2018 por

Por Miguel Martins

Cid Gomes e Camilo Santana fazem campanha juntos, diariamente. Cid pede votos para o candidato a presidente Ciro Gomes nos mesmos eventos Foto: José Leomar

O governador Camilo Santana (PT) confirmou participação, hoje, em evento no Centro de Fortaleza com Fernando Haddad (PT), candidato a vice-presidente na chapa do ex-presidente Lula. Se Lula for considerado inelegível, por ter sido condenado em segunda instância, por crime de corrupção, Haddad será o candidato a presidente. O governador também confirmou presença na inauguração do comitê de Ciro Gomes (PDT), adversário do petista, no início da noite de hoje.

Em entrevista ao Diário do Nordeste, Camilo Santana afirmou que, durante a campanha à reeleição, vai pedir voto apenas para sua candidatura e para candidatos de sua coligação. Ele disse ainda que se sentia privilegiado por ter em seu arco de aliança dois nomes que estão disputando a Presidência da República, no caso Ciro Gomes (PDT) e Luiz Inácio Lula da Silva, do PT.

Camilo e Cid fizeram, ontem, uma visita ao Sistema Verdes Mares, quando foram recebidos pelo Superintendente Edson Queiroz Neto. O governador e Cid, este, candidato ao Senado, têm feito campanha diariamente juntos, na Capital e no Interior.

Camilo, como afirma, tem procurado dividir todo o tempo com os assuntos do Governo e da campanha. Ele não esconde sua preocupação com a situação de violência no Estado, mas ressaltou que está preparado para qualquer discussão sobre o tema.

“Esse é um problema que será colocado nos programas eleitorais locais e nacionais. É um tema que, inclusive, é motivo de preocupação para candidatos a presidente da República. Mas vamos mostrar o que fizemos nesses últimos anos, porque a questão da violência não se resolve com discurso fácil”.

“O que eu defendo é que o Governo Federal precisa assumir suas responsabilidades com essa temática. Eu fui quem mais brigou por um Sistema Único de Segurança Pública e, agora, vamos ter um fundo com recursos para isso”, destacou.

Modelo

O chefe do Poder Executivo salientou, ainda, que é preciso haver uma pactuação entre Governo Federal, Poder Judiciário, governos dos estados e Congresso Nacional para resolver o problema. “O grande problema é a questão do tráfico de drogas. Isso precisa ser liderado pelo Governo Federal”, defendeu.

Segundo ele, o Ceará já demonstrou ser possível construir políticas sérias para a Educação, gestão pública e geração de empregos. “Estamos construindo e pavimentando os caminhos para construir no Ceará um modelo na área de Segurança. Um é o fortalecimento policial, trabalhar com tecnologia, ferramentas tecnológicas. A outra é o aumento do efetivo policial e prevenção, com escola em tempo integral, Areninhas, apoio à cultura e oportunidades de esperança para as crianças e jovens”.

Criticado por não ter participado do primeiro debate entre os candidatos ao Governo, ele justificou a ausência dizendo que cumpre duas agendas, uma como postulante à reeleição e outra como governador. “Eu preciso tratar de assuntos do dia a dia, mas irei a todos os debates que minha agenda permitir. Eu sou um homem de diálogo e farei isso sempre que possível”.

09:25 · 28.08.2018 / atualizado às 09:25 · 28.08.2018 por

Por Márcio Dornelles

A presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), desembargadora Nailde Pinheiro, e o vice-presidente da Corte Eleitoral, desembargador Haroldo Máximo, comunicaram, ontem, ao governador Camilo Santana (PT), as razões que motivaram a solicitação de forças federais para a garantia da segurança do pleito deste ano em cinco municípios do Ceará – Fortaleza, Caucaia, Maracanaú, Juazeiro do Norte e Sobral. Também ontem, o TRE indeferiu o primeiro pedido de registro de candidatura no Estado, do empresário José Alberto Bardawil (Podemos) ao Senado, assim como foi tornado público o primeiro deferimento de candidato a governador, de Hélio Góis, do PSL.

A requisição de tropas federais para o pleito no Ceará independe da posição do governador, favorável ou não, em relação à solicitação, uma vez que o TRE tem a prerrogativa de solicitar o reforço de segurança ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a quem cabe referendar a decisão final. No encontro com os dirigentes da Corte Eleitoral, porém, Camilo informou que, nos próximos dias, será realizada uma reunião entre as forças de segurança do Estado e o TRE, para que seja apresentado o plano de segurança do Ceará para a eleição. Depois disso, o governador avaliará a necessidade de cooperação entre os órgãos de segurança estadual e federal.

Balanço

Até a noite de ontem, a Justiça Eleitoral contabilizou 146 candidatos aptos a participarem do pleito de 2018 no Estado, para vagas majoritárias e proporcionais. O número equivale a 16,15% do total de 904 pedidos de registro de candidatura recebidos pelo TRE. Entre os candidatos já autorizados pela Justiça Eleitoral estão Hélio Góis, postulante do PSL ao Governo do Estado, e os dois suplentes do candidato Cid Gomes (PDT) ao Senado: Prisco Bezerra (PDT), irmão do prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, e Júlio Ventura (PDT). Além desses, estão aptos 82 candidatos a vagas na Assembleia Legislativa e 50 à Câmara dos Deputados.

Atualmente, há seis candidatos inaptos no Ceará. Cinco apresentaram renúncia à Secretaria Judiciária do TRE e, ontem, o Pleno da Corte Eleitoral indeferiu, por unanimidade, o pedido de registro de candidatura de José Alberto Bardawil (Podemos) ao Senado. Os magistrados seguiram entendimento do relator, juiz Tiago Asfor Rocha Lima, que citou ausência da candidatura na ata da convenção partidária do Podemos.

09:47 · 27.08.2018 / atualizado às 09:47 · 27.08.2018 por
Presidente da FIEC foi o primeiro doador pessoa física do pleito deste ano. FOTO: LUCAS DE MENEZES

O governador Camilo Santana (PT), candidato à reeleição no pleito deste ano, foi o único postulante, no Ceará, que até o momento recebeu doação oficial para a sua candidatura. O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Beto Studart, doou R$ 100 mil para o chefe do Poder Executivo investir em sua campanha eleitoral, sendo a primeira pessoa física do pleito deste ano a realizar doação para um postulante até o momento.

Os demais candidatos, de acordo com o portal Divulgacandcontas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ainda não apresentaram a receita ou despesas de suas candidaturas. Camilo Santana, passados dez dias do início da campanha, também não divulgou aquilo que já foi gasto durante as primeiras incursões feitas na campanha.

De acordo com o TSE, os candidatos de todo o Brasil já declararam gastos da ordem de R$ 87 milhões, principalmente com publicidade. Apesar de parte dos políticos manifestar interesse em usar as redes sociais como forma de convencer o eleitor e reduzir custos, a propaganda em material impresso – panfletos, adesivos e santinhos – consumiu mais recursos – R$ 10 milhões em nove dias. Já o impulsionamento de conteúdo nas redes sociais teve gastos de R$ 381 mil.

As informações constam no site do Tribunal Superior Eleitoral, que apresenta neste ano, pela primeira vez, as prestações de contas em um sistema digital dedicado à eleição. A divulgação visa dar transparência ao gasto do dinheiro público – as campanhas terão R$ 1,7 bilhão do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, além de parte da verba do Fundo Partidário. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

com Estadão Conteudo