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Tag: Camilo Santana


09:15 · 26.05.2017 / atualizado às 09:15 · 26.05.2017 por

O presidente da Assembleia, deputado Zezinho Albuquerque, mandou arquivar o pedido de abertura de processo por Crime de Responsabilidade contra o governador Camilo Santana, feito pelo deputado Capitão Wagner, sob a alegação de que ele não apresentou fundamentos reclamados pela legislação. O deputado promete recorrer da decisão do presidente da Assembleia.

A decisão de Albuquerque, anunciada no início da sessão de ontem, foi fundamentada em parecer da Procuradoria Jurídica do Legislativo. Segundo o parecer técnico, “os argumentos apresentados, em que se demonstra a completa inexistência de justa causa ao processamento do pedido de impeachment”, motivaram o parecer contrário à abertura do processo.

Na decisão proferida pelo presidente, em determinado ponto está dito que o “processo de impeachment é extremamente grave, capaz, inclusive, de gerar uma impressão negativa da autoridade pelo simples fato de ter sido instaurado”.

E prossegue: “A opinião pública é facilmente manipulada por intermédio dos oposicionistas nos diversos meios de mídia social. Daí a necessidade de se estabelecer um controle rigoroso sobre as denúncias feitas, a fim de se distinguir as fundadas das infundadas, dando o correto destino a cada espécie”.

Segundo os argumentos da presidência, a legislação que norteia o processo sobre Crime de Responsabilidade dá ao presidente do Legislativo a autoridade de decidir sobre sua admissibilidade ou não. O plenário da Casa só se manifesta posteriormente à decisão do presidente se for favorável à abertura do processo reclamado.

Para prosseguir o processo de impeachment do governante, é preciso que dois terços dos deputados autorizem realmente a sua abertura, visto se entendido o despacho do presidente como sendo apenas de conhecimento dos fundamentos que devam ser analisados pelo plenário.

A iniciativa isolada do deputado Wagner se deu com base na delação feita por um dos donos da JBS, segundo a qual o ex-governador Cid Gomes havia pedido recursos para a campanha eleitoral do governador Camilo Santana, em 2014. Cid nega e deu uma entrevista coletiva, no início da semana, na Assembleia, afirmando não ter estado com o delator para pedir dinheiro para a campanha de Camilo Santana, e que por isso iria processá-lo pelos crimes de calúnia e difamação.

09:26 · 24.05.2017 / atualizado às 09:26 · 24.05.2017 por

Por Antonio Cardoso

Terminado o discurso do líder do Governo, os seus companheiros da bancada governista esvaziaram o plenário e a sessão acabou Foto: José Leomar

Em discurso na Assembleia Legislativa na manhã de ontem, o líder do governo na Casa, deputado Evandro Leitão (PDT), pregou que os discursos no Parlamento sejam feitos de forma desapaixonada. Ele disse ser fato que o País vive momento crítico, no qual a conjuntura política agrava a crise econômica instalada nos últimos anos, mas defendeu, com respeito às investigações em curso, que o cenário é fundamental para fortalecer a democracia. O pronunciamento ocorreu no mesmo dia em que Capitão Wagner (PR) protocolou pedido de abertura de processo por crime de responsabilidade contra o governador Camilo Santana (PT).

O pedetista afirmou não haver dúvidas quanto a importância do trabalho desempenhado pelo Ministério Público e pela Polícia Federal. “Ele é muito baseado no instituto da delação premiada, benefício concedido a delatores, muitas vezes criminosos, que aceitam de alguma forma colaborar no sentido de que as investigações possam ter andamento. É extremamente valioso esse instituto, que tem seus méritos, no entanto, não podemos permitir que essa ferramenta se torne arma para bandidos, para pessoas que querem efetivamente se safar das penalidades dos crimes cometidos”.

Evandro disse ser importante, ainda, que a sociedade não se confunda. “Hoje, é fato que a classe política está extremamente desgastada. O desgaste é cada vez maior. Não podemos criminalizar o que até 2014 se poderia e hoje não pode mais, como, por exemplo, as doações de pessoas jurídicas (a campanhas), que até então poderiam e hoje elas estão impedidas legalmente”, citou.

A reflexão serviu para que o líder mencionasse denúncias dos delatores da JBS. “Nós acompanhamos as operações nos últimos dias, mais precisamente sobre as delações dos sócios da JBS, quando os mesmos estão acusando de suposto encontro com o ex-governador Cid Gomes em que Cid teria pedido uma contribuição de R$ 20 milhões. Existe depoimento escrito onde o mesmo não fala isso”.

Nesse momento, Evandro foi interrompido por Sarto (PDT), que analisou haver diferença entre o que se tenta igualar. “O presidente da República só se pronunciou sobre a denúncia, falou em conta-gotas. Dar entrevista é diferente, é dar a cara a tapa, oferecer a oportunidade para a imprensa perguntar”, afirmou, referindo-se à entrevista concedida por Cid Gomes na segunda-feira (22), na Assembleia.

A despeito dos repasses de créditos de ICMS pelo Governo do Estado à JBS, Evandro Leitão apontou que os valores correspondentes aos anos de 2011, 2012, 2013 e 2014 estão documentados em R$ 11,5 milhões, R$ 18 milhões, R$ 12 milhões e R$ 97 milhões. “Cid foi extremamente feliz quando disse que ele não é ordenador de despesa. Existe o comitê de gestão que libera os recursos financeiros, portanto não vamos ficar com ilações, querendo passar para a sociedade algo que não existe”.

Palanque

O líder do governo cobrou responsabilidade dos legisladores. “Temos de ser responsáveis, ter prudência, coerência e, sobretudo, equilíbrio, o que muitas vezes (não) vejo, como em falas anteriores querendo passar para a sociedade pirotecnias carnavalescas, querendo ter palanque, visibilidade, holofote”.

Antes de Evandro, Wagner havia usado a tribuna para justificar a razão pela qual protocolou pedido de impeachment de Camilo. “Entrar com impeachment sem base legal para ter visibilidade? Precisamos servir e é isso o que a população espera de nós”. Leitão ressaltou que não seria digno se capitalizar politicamente com algo que ainda precisa ser investigado. “Para isso, temos o Ministério Público e a Polícia Federal. Não devemos ficar utilizando da tribuna e do Parlamento para tentar visibilidade política. Talvez o que falte seja um pouco mais de trabalho”.

09:25 · 24.05.2017 / atualizado às 09:25 · 24.05.2017 por

Por Antonio Cardoso

Capitão Wagner conversa com líderes do Governo na Assembleia, após ter protocolado o pedido de abertura de processo contra Camilo Foto: José Leomar

O deputado estadual Capitão Wagner (PR) protocolou, na manhã de ontem, na Assembleia Legislativa, pedido de abertura de processo por crime de responsabilidade contra o governador Camilo Santana (PT), com base nas delações dos irmãos proprietários da empresa JBS, onde Wesley Batista afirmou que o ex-governador Cid Gomes teria pedido contribuição no valor de R$ 20 milhões para sua campanha ao Governo do Estado em 2014.

Só o deputado assina o documento que ontem mesmo foi enviado, pelo presidente da Casa, Zezinho Albuquerque (PDT), à consideração da Procuradoria do Legislativo estadual. A abertura do processo só acontecerá se dois terços dos deputados acolherem a acusação feita, segundo determina o Art. 90, § 1º, inciso II da Constituição estadual. A representação da oposição na Assembleia é inferior a um terço da sua composição.

Em discurso na tribuna, Wagner declarou que seria favorável ao afastamento do presidente da República, Michel Temer (PMDB), por considerar insustentável a sua permanência após as delações feitas pelos irmãos Wesley e Joesley Batista.

O parlamentar também destacou que a mesma empresa que colocou o presidente na situação em que se encontra aponta que o ex-governador Cid Gomes “achacou R$ 20 milhões” para garantir a eleição do atual governador. Defendendo que haja coerência por parte da base governista no Parlamento estadual, Wagner questionou qual seria a diferença entre o que se acusa em Brasília, contra Temer, e o que se aponta no Ceará.

O deputado do PR leu trecho da conhecida Lei de Responsabilidade, onde no artigo nono consta quais seriam os crimes de responsabilidade contra a probidade na administração. “O inciso terceiro fala em não tornar efetiva a responsabilidade de seus subordinados quando manifestam em delitos funcionais ou na prática de atos contrários à Constituição”, leu.

Representante único do PSDC na Assembleia, o deputado Ely Aguiar ressaltou que, embora o Capitão Wagner seja o líder do bloco do qual seu partido faz parte, não assinaria o pedido de impeachment, por enquanto, embora tenha pregado que a Assembleia Legislativa não seja omissa diante da delação. “Sua omissão seria pecado mortal”. O parlamentar disse ter ouvido atentamente a gravação dos irmãos Batista. “Eu vejo que seja o momento do Camilo Santana exonerar os dois secretários que saíram daqui para fechar o negócio lá. Então, não é o momento de se pedir o impeachment, porque talvez ele nem tenha tomado conhecimento de que o ex-governador foi lá. Agora, os dois secretários foram para acabar de fechar a negociata. Se é que existiu, porque Cid disse que vai processar”.

Vice-líder do governo na Casa, o deputado José Sarto (PDT) rebateu as declarações de Wesley Batista e dos oposicionistas. “O deputado está surfando, embarcando em notícia que não teve a prudência de investigar. Ele disse textualmente e foi replicado por outros seus companheiros. Veja só o nível de ignorância que chegamos. (Dizem) que não foi pago nem em 2011, nem em 2012 e nem em 2013, nenhum centavo (de restituição) a essa e outras empresas”.

Sarto apontou documento que tinha em mãos, elaborado pela Secretaria da Fazenda do Estado, extraído do Portal da Transparência, mostrando os repasses que Wagner dizia não terem sido pagos. “Em 2011 essa empresa recebeu a título de devolução do programa Proapi, feito em 1996 pelo então governador Tasso Jereissati, R$ 11,5 milhões, quando o total de devolução para esta e outras empresas foi de R$ 61,5 milhões. A empresa recebeu em 2011 correspondente a 18,6% do que as outras receberam. Em 2012 essa mesma empresa recebeu R$ 18 milhões, enquanto outras receberam o total de R$ 59 milhões, recebeu em 2012, 30,5% do que as outras empresas receberam”.

Prosseguindo, o deputado governista disse que “ela recebeu em 2013, o montante de R$ 12,3 milhões, enquanto o total das outras empresas que faziam jus ao Proapi, foi de R$ 62 milhões. E em 2014 a empresa recebeu R$ 97 milhões, que corresponde a 36% do total de R$ 260 milhões pagos em devolução do mesmo programa, para as outras empresas”, relatou.

Segundo o vice-líder, faltaria coerência por parte de Wagner. “Ele entrou com pedido de impeachment, baseado na Lei do Impeachment, mas começou a ler a lei e não terminou”, apontou. “O inciso terceiro do artigo nono diz ‘não tornar efetiva a responsabilidade dos seus subordinados, quando manifesta em delitos funcionais ou na prática de atos contrários à Constituição”, enfatizou.

Sobre os dois secretários citados, Sarto destacou praticamente a nota que havia sido distribuída por Arialdo Pinho, em que ele diz não haver “nenhum procedimento formal de investigação ou acusação em processo judicial” contra ele. E acrescentou que “a citação ao meu nome foi feita, até o presente momento, em uma delação, que são palavras. Como muitas outras delações já aconteceram no País, sem provas e com forte cunho político. Essa delação foi noticiada pela imprensa, a única fonte de informação até o momento”, destacou, reproduzindo a nota.

10:33 · 13.05.2017 / atualizado às 10:33 · 13.05.2017 por

Por Edison Silva

Camilo Santana foi ao encontro estadual do PT, em Fortaleza, mas não se manifestou sobre apoio à candidatura do ex-presidente Lula, como reclamaram alguns dos seus correligionários participantes do evento
Foto: Nah Jereissati

As definições quanto ao quadro sucessório estadual, assim como de resto as formações das chapas proporcionais e senatoriais, só começarão a surgir a partir de outubro, quando já estiverem oficialmente definidas as legislações eleitoral e partidária, um ano antes do dia da votação, 7 de outubro de 2018, o primeiro domingo daquele mês. Em dezembro deste ano, conforme está previsto, acontecerá a segunda e, provavelmente, a mais importante etapa para o pleito vindouro, que será a abertura da janela para os políticos trocarem de partido, com garantia de filiação partidária que os habilitem à disputa do voto.

A candidatura de Lula a presidente inviabiliza, por óbvio, a de Camilo pelo PT à reeleição com o apoio do PDT tendo Ciro Gomes na relação de postulante ao Poder Central. O governador tem a preferência de lideranças do PDT cearense de apoio à sua reeleição, mas quer reciprocidade.

No PT, com o partido tendo nome concorrendo à Presidência da República, Camilo sequer poderá citar o nome de Ciro nos palanques e no espaço da propaganda eleitoral de sua campanha. Ciro também tem o mesmo impedimento.

Camilo, pelas posições assumidas claramente, será eleitor de Ciro. Não há outra razão para ter o apoio do grupo que o levou à chefia do Poder Executivo estadual senão o de continuar junto ao mesmo.

Convenções

O desgaste do PT com as ações da Lava-Jato, aliado às restrições sofridas de parte do partido, ao longo dos últimos anos, motivam-no a buscar outro abrigo partidário dentro do arco de aliança a ser formado para sustentar a candidatura de Ciro.

Tarefa um tanto quando difícil, principalmente pelo fato de as coligações só efetivamente se concretizarem nas convenções partidárias, provavelmente entre os meses de julho e agosto do próximo ano.

Independentemente dos prazos para a oficialização das candidaturas e das coligações majoritárias, o momento significativo para Camilo, porém, será o ditado pela nova legislação, principalmente quanto à filiação partidária, posto não haver restrição para os detentores de mandatos executivos e de senador trocarem de partidos, como há para os demais legisladores, obrigados a aguardarem a tal “janela”, para buscarem nova sigla.

Camilo terá que ter sua filiação definitiva, para a disputa à reeleição, nove meses antes do pleito. Até lá, por certo, ele avaliará o melhor caminho a seguir para garantir sua postulação, no próximo ano, a um segundo mandato.

Lista e financiamento

No último sábado, no encontro estadual do PT, Camilo foi cobrado a se manifestar sobre a candidatura presidencial de Lula. Nada disse. Correligionários petistas, porém, foram explícitos ao condicionarem o seu direito de legenda para ser novamente candidato ao Governo a apoiar o nome de Lula, mesmo sabendo da sua preferência e as conveniências que encerram o processo de consolidação de sua postulação à reeleição.

Os poucos aliados do governador, que no seu partido defendem a chapa Lula presidente e Camilo governador, com ele continuando no partido, não votarão na convenção a favor da homologação do seu nome sem um anúncio público de renúncia à candidatura de Ciro, uma questão, ao tempo atual, dificílima.

Na próxima terça-feira, a Comissão Especial da Câmara dos Deputados volta a discutir temas da Reforma Política. A lista dos partidos e o financiamento público da campanha estão no centro daquele encontro. Os dois estão intimamente relacionados. Os deputados da Comissão têm mantido contatos de assessoramento constantes com integrantes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Habilitação

A preocupação é evitar grandes discordâncias dos temas em discussão. A alegação quanto à necessidade da lista, além do fortalecimento dos partidos, é a necessidade de compatibilização entre as candidaturas e os custos da eleição, hoje, sem qualquer dinheiro saído dos caixas das empresas de forma legal.

Há uma certa resistência, na Câmara, quanto à formação das listas partidárias, principalmente pelo fato de os partidos brasileiros, em expressiva quantidade, funcionarem de forma cartorial. Os donos mandam tudo.

Assim, a lista poderia ser composta como bem aprouver cada um deles. O relator, o deputado petista Vicente Cândido, sugere, no entanto, nesse particular, que a lista seja elaborada em “convenção, com a participação dos delegados do partido”, por “prévias, abertas a todos os filiados do partido” e, ainda, por “primárias, abertas a todos os eleitores que se inscreverem”.

Uma outra novidade em discussão é na parte referente aos registros das candidaturas. Pela proposta do relator, haveria uma habilitação prévia dos candidatos entre os meses de fevereiro e março do ano da eleição, que os pretensos postulantes pediriam à Justiça Eleitoral, permitindo que esta, ao tempo que os políticos pudessem fazer articulações, a Justiça tivesse condições de examinar detidamente os seus documentos, facilitando, dessa forma, o processo de registro dentro do prazo.

12:37 · 09.05.2017 / atualizado às 12:37 · 09.05.2017 por

“Viva o luxo e morra o bucho: é o que eu vejo com o governador, ele se utiliza no limite dessa expressão”, alfinetou o deputado Roberto Mesquita (PSD) da tribuna da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, nesta terça-feira (9).

De acordo com o parlamentar de oposição, há uma inversão de valores, pois “vemos por diversas vezes que o Estado está totalmente equilibrado, inclusive sendo parabenizado pela Firjan porque tem equilíbrio fiscal”, porém “não se pode  falar em luxo se as pessoas não tiverem o correspondente em política pública”, afirmou.

“Como é que as pessoas vão ver o Estado? Que diz estar equilibrado, que tem superávit financeiro, mas as pessoas não são valorizadas?” questionou o deputado ao exemplificar o caso do Hospital Geral de Fortaleza (HGF), que, segundo ele, não possui material necessário, como luvas, para atender a população.

12:07 · 05.05.2017 / atualizado às 12:07 · 05.05.2017 por

O deputado Roberto Mesquita (PSD) disse da tribuna da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, na manhã passada, que tem a impressão de que o governador Camilo Santana (PT) “não lê o que assina”. A critica do parlamentar  se refere à Proposta de Emenda Constitucional nº 03/2017, de autoria do Poder Executivo estadual.

A proposta foi colocada ontem para votação no Plenário, mas foi retirada de pauta antes de ser apreciada. A PEC 03/2017 pretende modificar o artigo 209 da Constituição Estadual, que trata da destinação de recursos para manutenção do fundo que auxilia pequenos e microempresários. O texto original prevê 50% de aportes para esses empresários, sendo 50% deles do Interior do Estado. A emenda exclui a aplicação desses recursos.

“Essa emenda é o maior absurdo que pode existir”, disse Mesquita ao considerar que o constituinte original pensou correto ao destinar mais aos que têm menos e “fazer com que os municípios que são mais pobres do Interior possam se desenvolver”.

Roberto disse que aprovar a emenda “é mandar pra forca uma pequena empresa”, cuja economia está fragmentada por causa da crise. Segundo o deputado, “a emenda se torna pior do que o soneto porque qualquer um que tenha pelo menos dois neurônios não tem vontade de votar isso aqui”, alfinetou.

Em aparte, o líder do Governo, Evandro Leitão (PDT), disse que solicitou ontem a retirada da matéria da votação “tendo em vista que existem algumas distorções”. “Me preocupei quando vi a mensagem e solicitei que tirasse de pauta para que pudéssemos estudar melhor”, revelou Evandro.

08:40 · 05.05.2017 / atualizado às 08:40 · 05.05.2017 por

Por Antonio Cardoso

“É preciso, nessa hora, que de mãos dadas clamemos para que o Governo Federal possa isonomicamente tratar o Estado do Ceará”. A declaração partiu do deputado estadual Fernando Hugo (PP), ontem, em discurso na Assembleia Legislativa. Ele apresentou ofícios encaminhados pelo governador Camilo Santana (PT) aos senadores Eunício Oliveira (PMDB) e Tasso Jereissati (PSDB) pedindo apoio dos dois junto ao Governo Federal para que sejam adotadas medidas visando a retomada, o mais breve possível, das obras da linha Leste do Metrô de Fortaleza.

“É indispensável que nós todos, nesse momento de dificuldade geral e até moral, possamos nos irmanar e cobrar, como é de direito cidadão e, em especial de nós, que somos referendados pelo voto a estarmos nesse plenário representando mais de 8 milhões de habitantes cearenses”, defendeu o pepista.

Afirmando que as informações que repassava eram precisas, ele relatou que, diante dos episódios inerentes à falta de agilidade atual do Governo Federal para o término da obra da Transposição, por exemplo, é necessário que todos, sem lado de oposição, situação ou postura neutra, clamem “suplicantemente” para que a água chegue.

Reclamando que no Parlamento estadual muito se critica a situação que considerou “feia, horrorosa e mostradora de situação de ócio e letargia” que seria a obra do Metrô, na linha Leste, Hugo mostrou contrato de financiamento da abertura de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para passar ao Governo do Estado R$ 1 bilhão destinados à linha leste do Metrô.

“Não estou inventando. Aqui estão cópias contratuais do que foi acertado e acordado desde a época do Governo Cid (Gomes), com o então desgoverno petista que reinava precariamente o País”.

Humildade

Após ler os ofícios, o parlamentar apontou que o governador “foi mais cearense do que se pode imaginar”, ao ter tido humildade de ir ao gabinete de Eunício, que foi seu adversário na eleição. “Não podemos deixar de mostrar esse ato que dignifica e enaltece. Colocou o Ceará à frente de seus propósitos e interesses políticos, além de alguma sequela que possa ter ficado”.

11:38 · 04.05.2017 / atualizado às 11:38 · 04.05.2017 por

O deputado Fernando Hugo (PP) iniciou os trabalhos da tribuna da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, nesta quinta-feira (4), para trazer à tona um documento oficial do governador Camilo Santana (PT), pelo qual ele pede aos senadores Eunício Oliveira (PMDB) e Tasso Jereissati (PSDB) ajuda para viabilizar recursos congelados para a viabilização da linha leste do metrô de Fortaleza.

Segundo o parlamentar, “é preciso pedir, de mãos dadas, para que o governo federal, isonomicamente, trate o Estado do Ceará”, pontuou ao expor em suas mãos o documento oficial entregue pelo governador. De acordo com Hugo, Camilo foi extremamente cearense ao fazer o pedido aos senadores para que intercedessem pela abertura de crédito do BNDES.

Hugo afirmou que o governo do Estado deveria receber R$ 1 bilhão a partir de empréstimo para a continuação da linha leste do metrô. “Temos que lutar é para que o presidente Michel Temer possa fazer valer o que contratualmente foi assinado, o que documentalmente é assinado”, defendeu o deputado.

12:21 · 09.04.2017 / atualizado às 12:21 · 09.04.2017 por

Diariamente a equipe de comunicação do Governo do Estado do Ceará divulga a agenda oficial do governador Camilo Santana. Em menos de um mês, dois eventos que contaram com a participação do chefe do executivo estadual chamaram atenção. No dia 11 de março Camilo esteve, conforme programado em sua agenda, nos municípios de Redenção e Ocara. O motivo foi a inauguração de dois trechos rodoviários. O curioso é que o petista participou, em Redenção, às 9 horas, da inauguração da CE-464, trecho que liga Redenção a Ocara e uma hora depois estava na mesma CE, inaugurando o mesmo trecho, desta vez em Ocara.

Na agenda de ontem, sábado,  o feito se repetiu. Camilo Santana inaugurou, às 9 horas, em Senador Pompeu, o trecho da CE-166, que liga este município a Piquet Carneiro. Já às 10 horas estava inaugurando, em Piquet Carneiro, o trecho no sentido Senador Pompeu. As programações oportunizaram ao governador, prefeitos e outras lideranças discursar para moradores das quatro cidades, o que em se falando de política, vale muito.

21:21 · 29.03.2017 / atualizado às 21:21 · 29.03.2017 por
Deputados chegaram no início da noite à residência oficial do governador Foto: Kléber A. Gonçalves

Depois de reunir-se com governadores nordestinos durante o fim da manhã e o início da tarde desta quarta-feira (29), o governador Camilo Santana (PT) recebeu, nesta noite, deputados estaduais da base aliada em um “encontro informal” na residência oficial do Governo do Estado.

Foi a primeira reunião com os parlamentares após a viagem de Camilo à Europa na última semana, quando ele teve compromissos na Holanda e na Alemanha. Pelo menos 11 deputados estiveram presentes.

Parlamentares ouvidos pelo Diário do Nordeste na entrada do local do encontro – fechado para a imprensa – tinham expectativa de que o governador repassasse detalhes do que foi discutido com outros chefes do Executivo de estados do Nordeste mais cedo, e também que fizesse um balanço da viagem ao continente europeu.

Outros disseram que, na ocasião, deveriam ser discutidas matérias de interesse do Governo que chegaram à Assembleia Legislativa, mas sem detalhar quais.

A reportagem registrou a chegada dos deputados Carlos Felipe (PCdoB), Augusta Brito (PCdoB), Bruno Pedrosa (PP), Fernando Hugo (PP), Manoel Santana (PT), Rachel Marques (PT), Lucílvio Girão (PP), Gony Arruda (PSD), e do líder do Governo no Legislativo, Evandro Leitão (PDT).

Assessores palacianos informaram que David Durand (PRB) e Manoel Duca (PDT) também compareceram ao “encontro informal” que, segundo afirmaram, não teve pautas específicas.

09:04 · 22.03.2017 / atualizado às 09:04 · 22.03.2017 por

Por Antonio Cardoso

A viagem da comitiva liderada pelo governador Camilo Santana (PT) à Holanda repercutiu ontem na Assembleia Legislativa. Os discursos variaram entre comemorações e críticas. O deputado estadual Sérgio Aguiar (PDT) discursou em tom de comemoração para falar sobre investimentos que o Governo do Estado tem buscado para incrementar a economia.

“Deve estar sendo celebrado nesta viagem o processo de parceria entre o Porto de Roterdã e o Porto de Pecém, para que, com isso, se fortaleça ainda mais a atividade que é geradora de desenvolvimento a partir do Complexo Portuário do Pecém”, destacou Aguiar.

Na sequência, subiu à tribuna Evandro Leitão (PDT). Ele comunicou que Camilo Santana esteve reunido na segunda-feira com o prefeito de Roterdã. Sobre a empresa Port of Rotterdam, Evandro ressaltou que segue modelos privados, embora seja estatal. “Da mesma forma que o governador já declarou que não abre mão do controle acionário do Pecém”, apontou.

“Amanhã (hoje) o governador e o presidente da Ceará Portos, Danilo Serpa, assinarão um memorando de entendimento entre o Porto do Pecém e o Porto de Roterdã. Com a credibilidade e expertise do porto holandês teremos mais possibilidade de atrair novos investimentos”.

Heitor Férrer (PSB), por sua vez, elogiou a “concessão” do Porto do Pecém, mas apelou que o governo “leve junto” o Acquário. “Será que não tem alguém que queria administrar essa ruína em construção onde já foram enterrados R$ 144 milhões, para nada?”, questionou.

Ele também classificou como “desrespeito” a ausência de deputado estadual na comitiva e questionou se haveria favorecimento na “concessão” do equipamento a holandeses.
O deputado Julinho (PDT) respondeu que o que estava sendo assinado com o Porto de Roterdã era apenas uma parceria, e não uma concessão. Segundo ele, ainda, o deputado Zezinho Albuquerque foi convidado para compor a comitiva, mas por motivo de saúde não viajou.

09:53 · 18.03.2017 / atualizado às 09:53 · 18.03.2017 por

Por Edison Silva

O prefeito Roberto Cláudio tem um projeto de obras para este ano, parecido com o de 2016, quando disputou o segundo mandato Foto: Fabiane de Paula

O prefeito Roberto Cláudio (PDT) está com um esquema político-administrativo muito bem estruturado que, se mantido ao longo de todo este ano, e oferecendo os resultados planejados, o credenciará, em 2018, como um dos principais eleitores na sucessão estadual, diferente do pleito de 2014, quando, por uma série de fatores, dentre eles o de estar praticamente iniciando o Governo, após o primeiro ano de organização da sua própria arquitetura de gestão, das dificuldades financeiras para tocar as obras em andamento e a falta de uma consistente base de apoio legislativo.

Naquele ano, ainda sob a sombra do difícil resultado eleitoral da disputa municipal, bem acirrada no seu segundo turno, ele teve de assumir a candidatura ao Governo do Estado de um neófito para o eleitorado fortalezense, Camilo Santana, portanto, dependente total do trabalho político de seus aliados no maior colégio eleitoral do Estado, onde, o grupo liderado por Cid Gomes, desde o após Ciro Gomes prefeito desta cidade, eleitoralmente é bem menos expressivo em se comparando com a situação nos demais municípios cearenses. Camilo foi derrotado na Capital.

Equilibradas

As dificuldades da economia nacional, inevitavelmente, poderão tolher, de certa forma, algumas das ações planejadas pelo prefeito, mas, se não forem agravadas, as expectativas dizem que não serão, o essencial do projetado será executado, posto estar o erário municipal suficientemente capacitado para suportar os encargos a ele atribuídos nesse projeto de estabelecimento de metas para todos os setores da administração, como a de sequência das obras e da prestação dos serviços essenciais, notadamente os da Saúde, da Educação e de Mobilidade Urbana.

A partir do segundo ano do seu primeiro mandato, Roberto Cláudio colocou Fortaleza no topo das capitais brasileiras em razão dos ajustes feitos que deixaram devidamente equilibradas a sua arrecadação e as despesas. Foi e é ajudado pelo Estado, com os governadores Cid Gomes (PDT) e Camilo Santana (PT), apesar de toda crise na administração pública brasileira. A Prefeitura está apostando na autorização federal para a contratação de empréstimos externos, já pactuados com organismos internacionais, e a própria União, garantindo obras já previstas para o próximo ano.

O Governo Central pode até continuar dificultando, mas o prefeito, nos longos caminhos já percorridos para vencer a burocracia, e as reservas de peemedebistas em Brasília, tem contado com o apoio do senador Tasso Jereissati (PSDB), não como aliado político, ele sempre tem reafirmado sua posição de oposicionista, mas por ter espírito público suficiente para separar os interesses do Estado e os do seu partido e aliados. A propósito, Tasso também tem dado ajuda significativa ao governador Camilo Santana, nos pleitos do Ceará em Brasília.

Performance

Fortaleza se ressente de um líder capaz de ser um eleitor qualificado nas sucessões estaduais. Juraci Magalhães (PMDB), por uma década, após substituir Ciro na Prefeitura, e até a eleição de Luizianne Lins (PT) para sucedê-lo, mostrou ter o apoio do fortalezense, elegendo um sucessor e voltando ao cargo logo a seguir, mas pouco influenciou na disputa estadual, embora quando candidato a governador em 1994, perdendo para Tasso Jereissati, tenha conseguido uma boa performance na Capital, ao contrário do que aconteceu em 2006, quando disputou uma vaga de deputado federal, somando apenas 26.893 votos, ficando como um suplente do PL ao ter obtido somente 31.226 sufrágios em todo o Estado.

Luizianne Lins, na sua meteórica carreira até chegar à Prefeitura da Capital, tendo passado rapidamente pela Câmara Municipal e Assembleia Legislativa, era apontada como uma liderança emergente. Não conseguiu fazer o seu sucessor, teve uma votação na eleição de deputada federal nada significante para uma liderança local e na última eleição municipal ficou num sofrível terceiro lugar, frustrando todas as suas próprias perspectivas e da companheirada. São poucas as chances de reconquistar as vitórias das primeiras eleições disputadas.

O eleitorado de Fortaleza, como de resto os das muitas capitais brasileiras, difere dos das demais cidades. Ele tem um nível melhor de discernimento e certo grau de independência para a escolha dos seus representantes. Roberto Cláudio sabe disso. Para não cair nos mesmos erros dos seus antecessores, tem sim de fazer diferente tanto no campo político, como, e principalmente, no administrativo, para realmente ser um eleitor qualificado, capaz até de ficar dois anos sem mandato e ser bem lembrado no pleito seguinte.

Ele quer realmente ficar no cargo até o fim do ano 2020 ao dizer que o seu candidato a governador é Camilo Santana, embora o sucesso de seu Governo, neste ano, possa colocá-lo no páreo na sucessão de Camilo.

Encontro

As principais lideranças do PDT cearense vão estar em Brasília, hoje, para a convenção nacional do partido, quando, também, o nome de Ciro Gomes será enfatizado como o candidato do partido à sucessão presidencial. O ex-governador Cid Gomes e o prefeito Roberto Cláudio, no evento, poderão ser eleitos para a direção nacional da agremiação.

Ciro, como dissemos no último fim de semana, tem sido o centro de todas as atividades públicas da agremiação no País. Nos últimos dias ele ocupou vários espaços da propaganda partidária do partido, defendendo suas posições em relação às mudanças que hoje são discutidas no Congresso Nacional.

 

 

12:48 · 16.03.2017 / atualizado às 12:48 · 16.03.2017 por

O plenário da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará aprovou, na manhã desta quinta-feira (16), um projeto de decreto legislativo que autoriza o governador Camilo Santana (PT) e a vice-governadora Izolda Cela (PDT) a se ausentarem do País em 2017 em viagens com prazo indeterminado. Os deputados Capitão Wagner (PR), Fernanda Pessoa (PR) e Heitor Ferrer (PSB) votaram contra a matéria.

O decreto funciona para todo o período e libera as viagens diplomáticas e/ou em busca de recursos feitas pelo poder executivo. Anualmente, projeto de decreto legislativo similar tem de ser aprovado pela Casa para que as viagens possam ser realizadas.

08:45 · 07.03.2017 / atualizado às 08:45 · 07.03.2017 por

O governador Camilo Santana (PT), ontem, voltou a receber prefeitos e deputados estaduais. Nos últimos dias ele tem reservada um expediente de trabalho para conversar com os seus correligionários. Recentemente, Camilo recebeu uma pesquisa orientada para saber como os cearenses estão avaliando o seu Governo e as perspectivas para a próxima eleição estadual.

A pesquisa foi feita com 8 mil cearenses. Ela deixa o Governo confortável no Interior e com uma certa preocupação na Capital, principalmente em razão dos problemas da Segurança. A conversa com os políticos, segundo aliados, não deixa ser em consequência dos números e rumos apontados pela pesquisa.

Na última semana, o governador definiu o seu quadro de líderes na Assembleia Legislativa, tendo em vista a necessidade de, além do combate à oposição, ressaltar o que sua gestão vem fazendo no Estado. Na Assembleia, antes do Carnaval, o que se via era um Parlamento sem grandes movimentações.

O líder da bancada composta por deputados do PMDB, PMB e PSD, o peemedebista Leonardo Araújo, aponta que os discursos frios e a falta de debate ocorrem por parte dos governistas que não comparecem às sessões.

Conhecimento

Por ter a grande maioria na Casa, somente os apoiadores do Governo teriam número suficiente para que houvesse sessão nos cinco dias da semana. “Não têm interesse porque é indefensável o que o Governo manda em forma de propostas, muitas vezes desvirtuadas, como o caso do projeto de liberação de R$ 44 milhões para a Secretaria de Cultura fazer convênio com entidades, sem enviar para os deputados tomarem conhecimento de quais seriam, como determina a legislação”, aponta o parlamentar oposicionista.

10:45 · 04.03.2017 / atualizado às 10:45 · 04.03.2017 por

Por Edison Silva

Vários petistas, contrários ao controle que Luizianne tem do diretório municipal, até ontem aguardavam uma posição de Camilo Santana Foto: José Leomar

Os petistas cearenses estão envoltos com as mudanças de comando nos diretórios municipais e no Estadual, cujo processo tem seu primeiro evento, segunda-feira próxima, com os registros das chapas dos candidatos ao comando municipal. Sabem os envolvidos quão difícil será a condução da agremiação que, principalmente por conta do envolvimento de vários dos seus nas ações criminais da Lava-Jato, experimenta um definhamento eleitoral expressivo, no Ceará e no Brasil, e um abalo moral capaz de deixar as suas lideranças, e outros detentores de mandatos, impossibilitados de visitarem, com a desinibição de antes, os diversos espaços públicos onde podem ser reconhecidos.

Do PT, hoje, a maioria da classe política só interessa o seu tempo de propaganda eleitoral no rádio e na televisão, com a devida cautela de os coligados não se confundirem com petistas. Além do mais, os filiados ao partido no Ceará ainda têm de enfrentar as divergências, de parte expressiva deles, com o governador Camilo Santana, ainda indefinido quanto sair ou não do partido, posto depender da situação política nacional, em abril do próximo ano, quando deverá estar definido o quadro da sucessão presidencial. Camilo, até a última quinta-feira, não havia se manifestado quanto à eleição do diretório do seu partido em Fortaleza.

Nova ordem

Por não ter se manifestado, o secretário da Casa Civil do Governo, Nelson Martins, deixou de ir a uma reunião, na quinta à noite, com o deputado federal José Airton, o prefeito de Quixadá, Ilário Marques, o vereador Acrísio Sena e o secretário do Meio Ambiente, Artur Bruno, todos, como o governador, opositores da deputada Luizianne Lins, a principal liderança e controladora do partido na Capital com o senador José Pimentel, o deputado Elmano de Freitas e outros. Ainda na sexta-feira os mais próximos a Camilo buscavam um posicionamento dele, cuja agenda, para aquele dia, não reservava espaço para questões políticas.

Quase todos no PT defendem uma nova ordem para o partido nas suas diversas instâncias de modo a, pelo menos, estancar a onda de degradação por conta do noticiário constante citando mazelas por petistas praticadas e pelas quais alguns estão presos, e outros à Justiça Criminal denunciados.

O difícil, porém, é dar o passo inicial na busca desse desiderato, posto consistir no reconhecimento das práticas delituosas de companheiros, a necessidade de defenestração de tantos outros, e a formatação de um novo discurso, com certeza, muito difícil de ser assimilado pelo eleitorado menos doutrinado.

Em Fortaleza, os números não são nada animadores para o Partido dos Trabalhadores. No pleito municipal de 2012, Luizianne como prefeita, conseguiu levar o seu candidato a prefeito, Elmano de Freitas, ao segundo turno da disputa com Roberto Cláudio. No primeiro turno da disputa, Elmano conseguiu 318.262 votos.

Relatório

Em 2016 foi a própria Luizianne Lins a candidata. Ficou no primeiro turno, em terceiro lugar, com um total de 193.687 sufrágios, muito aquém de Elmano, por sinal, no pleito passado, o seu companheiro de chapa como vice. Os números para a Câmara Municipal de Fortaleza também não foram diferentes. O partido só conseguiu eleger dois vereadores contra os quatro vitoriosos de 2012.

O relatório do Tribunal Regional Eleitoral, sobre as eleições de 2014 na Capital, também é decepcionante para os petistas, sobretudo para Luizianne e Elmano. Ela obteve 97.842 votos e ele apenas 28.888, isto apenas dois anos depois deste ter saído do segundo turno da disputa para a Prefeitura de Fortaleza com mais de meio milhão de votos, dando motivo a que muitos o apontassem como uma nova liderança política no Estado, do mesmo modo como se repetiu com o deputado Capitão Wagner, logo depois de sua derrota para o prefeito Roberto Cláudio, no ano passado.

Registro

A disputa interna, neste momento, não é interessante para o partido. O ideal era um entendimento. Mas está muito difícil de acontecer. Há restrições ao comando de Luizianne Lins, mas ela tem a maioria dos filiados de Fortaleza e elegerá o presidente do diretório municipal. Ela quer distância do Governo do Estado pelas ligações de Camilo com os seus principais adversários, Ciro e Cid Gomes, além do seu distanciamento do diretório estadual, de há muito comandado pelo deputado José Guimarães, com ideias e posições realmente bem diferentes das dela.

Como o registro de chapas para o diretório municipal termina na segunda-feira à noite, neste fim de semana o bloco de oposição a Luizianne aguardará uma manifestação de Camilo para tomar sua posição. Se ela não vier, pelo menos dois opositores ao nome da ex-prefeita serão apresentados, até como forma de protesto contra sua liderança.

 

09:41 · 25.02.2017 / atualizado às 09:43 · 25.02.2017 por
Lúcio Alcântara disse que trocou algumas ideias com o governador, mas não falaram sobre política partidária. FOTO:  CARLOS GIBAJA – do Palácio da Abolição

O governador Camilo Santana recebeu, na manhã de ontem, sexta-feira, na residência oficial, o ex-governador Lúcio Alcântara, presidente do Partido da República (PR). Adversários políticos os dois estiveram em lados opostos nas duas últimas eleições, em 2014, quando Camilo foi eleito governador do Estado (e Roberto Pessoa, do PR, foi candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Eunício Oliveira, do PMDB), e no ano passado, quando o chefe do Poder Executivo apoiou o prefeito reeleito Roberto Cláudio (PDT), que esteve disputando no segundo turno contra Capitão Wagner, do PR.

A presença de Alcântara na residência do chefe do Poder Executivo estadual, segundo ele informou ao Diário do Nordeste, tinha como  intuito único fazer convite ao governador para participar de solenidade de posse como presidente do Instituto do Ceará, a ser realizada na tarde do dia 4 de março, no fim da tarde. O dirigente afirmou que queria entregar o convite pessoalmente a Camilo Santana.

Ainda durante o encontro os dois trocaram algumas informações, principalmente, sobre a questão hídrica no Estado. “Naturalmente, que surge uma conversa aqui e ali”, disse Alcântara, ressaltando, porém, que não foi tratado nada sobre política partidária. Nos últimos meses Camilo Santana tem se aproximado de figuras políticas de outras vertentes. Ele chamou para seu secretariado filiado do PSDB e está cada vez mais próximo do  PSB,  quando surgiu, inclusive, rumores de sua saída do PT e ingresso na sigla pessebista.

O governador postou  em sua página no Facebook uma foto com o ex-governador em que agradece o convite feito para a solenidade. “Recebi dele o convite para a solenidade de posse da nova diretoria do Instituto do Ceará, entidade na qual é presidente. Agradeço ao ex-governador pela visita e pelo convite para o evento”. Em princípio, Camilo Santana deve ir ao evento, segundo assegurou Lúcio.

 

12:07 · 19.02.2017 / atualizado às 12:07 · 19.02.2017 por
Audic Mota ingressou na base governista de Camilo Santana após ser agraciado com o cargo de primeiro-secretário da Mesa Diretora. FOTO: JOSE LEOMAR

O clima no bloco formado por PSD, PMB e PMDB na Assembleia Legislativa parece que tende a ficar cada vez mais tenso. Depois da saída de Tomaz Holanda da sigla peemedebista e ingresso no PPS, a tendência é que Audic Mota (PMDB) e Agenor Neto (PMDB) façam o mesmo. E o recado já foi dado pelo deputado Danniel Oliveira (PMDB).

Em entrevista ao Diário do Nordeste, ele destacou que as lideranças de PMDB, PSD e PMB estão aliadas em fazer oposição ao Governo Camilo Santana, e em suas palavras “quem não caminhar junto dentro do bloco vai ter que procurar outro caminho”. Segundo ele, houve sensatez por parte de Tomaz Holanda ao deixar os quadros do PMDB, visto que não faz mais parte da oposição.

“O PMDB, junto com o bloco, será de oposição. Não vamos abrir mão disso, e qualquer parlamentar que tenha interesse de fazer parte do Governo por algumas regalias,  que respeite as decisões do partido”, disse Oliveira. Segundo ele, as lideranças partidárias da sigla peemedebista “não vão permitir que nenhum parlamentar constranja o partido”.

O problema de identidade do bloco não está apenas no PMDB. No PSD, por exemplo, os deputados Gony Arruda e Osmar Baquit são governistas, tanto que Baquit é secretário de Camilo Santana. No PMB, enquanto Odilon Aguiar faz oposição dura contra a gestão, Bethrose disse ainda estar avaliando a situação, não sabendo se é opositora ou governista.

09:24 · 18.02.2017 / atualizado às 09:24 · 18.02.2017 por

Por Edison Silva

Apoiadores, preocupados com as eleições do próximo ano, defendem que o Governo Camilo Santana defina uma identidade Foto: Yago Albuquerque

Preocupado com 2018, tem aliado do governador Camilo Santana reclamando uma identidade para a sua gestão. O Governo não é petista, embora o chefe do Executivo ainda seja do PT; a administração não é pedetista, apesar de sua base de sustentação majoritariamente ser do PDT; o Governo acolhe o PCdoB nas suas entranhas, mas nada tem de comunista; incluiu agora, recentemente, um indicado do PSB numa de suas mais importantes Pastas, a das Cidades, e por fim entregou o seu Planejamento a um tucano, cujos ideais administrativos e políticos são diametralmente opostos ao projeto até então colocado para o eleitorado cearense pelo governador e o grupo que o apoiou.

Para completar a mixórdia, ainda se incluem no Governo do Estado representantes do DEM e do PPS que, como o PSDB, são adversários fidagais do PT de Camilo. Não erra quem afirma que todos eles são apenas figurantes. Não têm como aplicar políticas das diretrizes de suas respectivas agremiações.

No entanto, apesar de serem apenas figurantes, desfiguram a matriz governamental, além da possibilidade de emperrarem algumas ações governamentais, posto conflitarem com os projetos que em suas agremiações estão sedimentados como os mais viáveis para o desenvolvimento do Estado. Difícil pensar o tucano Maia Júnior planejando os dois últimos anos de Camilo à luz das perspectivas de petistas e pedetistas.

Dispostas

Filiados ao PDT cearense torcem por uma candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República. Reservadamente, alguns admitem a dificuldade de ela ser viável, por razões diversas, inclusive a da falta de uma estrutura político-partidária, capaz de garantir a musculatura necessária ao embate, a partir do tempo para a propaganda eleitoral no rádio e na televisão.

As esquerdas, com o PT à frente, não estão dispostas, pelo menos até aqui, a emprestarem o apoio a Ciro para enfrentar os demais concorrentes, sobretudo a chapa saída de uma aliança do PSDB com o PMDB e o DEM, respaldada pela estrutura do Governo Federal, e os espaços na mídia garantidos pelas respectivas legendas, detentoras de grandes bancadas na Câmara.

Uma postulação competitiva de Ciro daria importante sustentação à pretensão de um segundo mandato para Camilo. Do contrário, o sucesso do objetivo do governador (reeleição) só dependerá realmente dos resultados de sua administração e do empenho das lideranças que lhes apoiarem.

Com essa miscelânea de representantes partidários, o eleitor tende a ficar confuso quanto à identidade do Governo e, por óbvio, propenso a buscar um candidato que lhe possa garantir um governo homogêneo, como estará a oposição cearense, a persistir o quadro político atual, quando todos se unirão para derrotar a situação, no caso o grupo liderado pelos ex-governadores e irmãos, Ciro e Cid Gomes.

Entrosados

O PSDB do senador Tasso Jereissati, o PMDB do senador Eunício Oliveira, o PR do ex-governador Lúcio Alcântara e Roberto Pessoa, parte considerável do PT, PSD, PMB, Solidariedade e outras siglas menores no Ceará têm o mesmo objetivo: destronar os atuais governistas.

Mesmo sem qualquer acordo formal, afinal não são amadores para fecharem aliança com tanto tempo ainda a perseguir, os oposicionistas estão bem entrosados, por conta da provocação feita pelo conselheiro Domingos Filho, parte desgarrada do grupo governista, com imensa capacidade de tratar com políticos e determinado a ser um instrumento para ajudar a defenestrar aqueles que, até bem pouco, tinha como líder, o mesmo objetivo de tucanos e peemedebistas.

Domingos, como aqui já relatado, deixa o Tribunal de Contas dos Municípios, no próximo ano, a tempo de se filiar ao PSD ou ao PMB, partidos que comanda através do filho e da mulher, respectivamente, sem preocupação com a aposentadoria de conselheiro. Até lá ele continuará tirando proveito da luta sobre a extinção ou não do órgão.

Na época de sua renúncia ao cargo, ele ainda não terá os cinco anos mínimos exigidos para a aposentadoria no cargo, mas já tem garantida uma aposentadoria parlamentar, cujos subsídios são suficientes para a manutenção de qualquer família. Ele é candidato a um cargo majoritário, preferencialmente de governador, ficando as duas vagas de senador para indicações do PMDB e do PSDB, além das suplências de senador, e o lugar de vice-governador.

09:48 · 12.02.2017 / atualizado às 09:48 · 12.02.2017 por
Tomaz Holanda e Audic Mota estão na base do Governo Camilo Santana. FOTO: José Leomar

Quantidade não é sinônimo de qualidade, e ainda que o governador Camilo Santana esteja consolidando uma base mais robusta do que a que encontrou no início de 2015, ele tende a sofrer pressões por parte da oposição, que a partir deste ano, ao que tudo indica, estará menor e menos organizada. Por outro lado, os aliados do chefe do Poder Executivo nem sempre dão o apoio quando é necessário.

Caberá, mas uma vez, à liderança formada por Evandro Leitão (PDT), Leonardo Pinheiro (PSD) e agora também por Joaquim Noronha (PRP), o papel de tentar evitar o desgaste da gestão. Os demais parlamentares aliados, com raras exceções, no ano passado, preferiram não participar de discussões desgastantes para seus mandatos.

Durante todo o ano de 2016 os líderes do Governo na Assembleia contaram com o apoio do secretário de Relações Institucionais, na pessoa de Nelson Martins, o que pode não ocorrer mais visto a extinção do cargo criado pelo governador no início de seu mandato.

Nos dois primeiros anos da administração, porém, a gestão contou com a oposição constante de Audic Mota e Agenor Neto, ambos do PMDB, que a partir da próxima semana atuarão na base do Governo, sendo que Mota foi agraciado com a Primeira-Secretaria  da Mesa Diretora. Somam-se a eles o deputado Tomaz Holanda (PMDB) e João Jaime (DEM), que recentemente oficializou apoio à base de Camilo Santana.

Sérgio Aguiar (PDT) é outro que, depois da disputa para a presidência do Legislativo Estadual, em dezembro passado, chegou a ameaçar trabalhar de forma independente na Casa, mas deve permanecer entre os aliados da gestão. Com isso, o governador passa a ter no seu grupo de aliados 35 deputados da Assembleia Legislativa, ficando 11 na oposição.

Camilo Santana ainda está longe de ter o tamanho da base que seu antecessor, Cid Gomes, teve quando apenas quatro ou cinco parlamentares faziam parte da oposição. Contra sua gestão estão Capitão Wagner (PR), Heitor Férrer (PSB), Fernanda Pessoa (PR), Renato Roseno (PSOL), Carlos Matos (PSDB), Ely Aguiar (PSDC), Roberto Mesquita (PSD), Aderlânia Noronha (SD), Danniel Oliveira (PMDB), Silvana Oliveira (PMDB) e Leonardo Araújo (PMDB).

Alguns deputados prometem fazer o mesmo barulho  feito em 2016, cobrando da gestão, principalmente, no que diz respeito aos temas de Saúde, Seca e Segurança Pública. No entanto, o impasse quanto à extinção do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) deve nortear boa parte dos embates na Casa. A matéria, porém, foi apresentada e defendida por um dos opositores à gestão de Camilo, o deputado Heitor Férrer.

Parlamentares ouvidos pelo Diário do Nordeste reclamaram a falta de uma liderança junto à oposição na Assembleia, uma vez que lideranças políticas como o senador Eunício Oliveira e Tasso Jereissati têm se dedicado, quase que exclusivamente, às suas pautas no Congresso Nacional. Domingos Neto (PSD), conforme informou Odilon Aguiar, até está buscando uma maior atuação e unidade dos opositores ao Governo atual, mas tudo tem ocorrido de forma incipiente.

Roberto Mesquita é outro que reclama a falta de um “cabeça” que possa ajudar a oposição ao Governo Camilo Santana. Desde dezembro passado que parlamentares do PSD, PMB e PMDB avaliam a possibilidade de montarem um bloco de oposição que faça frente à robusta base governista na Assembleia. No entanto, a ideia deles barra, justamente, no fato de que pelo menos seis membros dessas três siglas serem aliados da gestão atual.

De acordo com Odilon Aguiar é preciso que as lideranças estejam em sintonia com os reclames das bancadas para marcar posicionamento dentro e fora da Casa Legislativa, definir pautas e estarem unidos. O único bloco de oposição formado para os próximos dois anos é composto por cinco deputados e quatro siglas: PSDB, PSDC, SD e PR. Estes, aparentemente, estão coesos, enquanto que os demais, ao que tudo indica, ainda não encontraram unidade.

09:38 · 06.02.2017 / atualizado às 09:38 · 06.02.2017 por
Governador procura atrair parceiros internacionais para tentar obter êxitos em seu intento. FOTO: JOSE LEOMAR

O governador Camilo Santana segue sua jornada para conclusão de obras deixadas no meio do caminho por seu antecessor, o ex-governador Cid Gomes. Um dos mais polêmicos equipamentos iniciados na gestão Cid Gomes é o Acquário Ceará, que Camilo quer concluir mas “sem gastar dinheiro do Estado”, através de uma Parceria Público-Privada (PPP).

Em visita à Assembleia Legislativa na semana passada, o chefe do Poder Executivo voltou a falar do empreendimento, e destacou que há diálogo com empresários chineses, brasileiros, cearenses inclusive.

No entanto, a discussão mais avançada tem sido travada com parceiros espanhois. Segundo ele, a ideia é que tudo o que o Estado construiu até aqui seja parte do negócio e caberia à iniciativa privada a conclusão do equipamento, além do gerenciamento.

“Consideramos o Acquário Ceará um equipamento fundamental e estratégico para o turismo cearense e de Fortaleza. Infelizmente, muitas vezes a burocracia e o momento que o País atravessou nos últimos dois anos deixaram muito instável a segurança jurídica para investidores externos, o que dificultou a concretização das parcerias”, disse.

Ele afirmou que neste ano vai concluir o processo de parceria, para em seguida retomar a conclusão do equipamento. “Repito, o Acquário é um equipamento importante, mas a decisão do Estado é não colocar mais recursos do tesouro estadual, e sim uma parceria com a iniciativa privada”, destacou.

A Lei das Concessões encaminhada para a Assembleia Legislativa ano passado e aprovada pelos deputados estaduais dispõem, além de outras coisas, do processo de Parceria Público-Privada.

Balhmann acredita que até 2018 Governo inicia obras a refinaria

O governador também está empenhado em iniciar de vez os trabalhos de uma refinaria no Cerá, depois que os projetos de instalação da Refinaria Premium II foi cancelado pela Petrobras.

De acordo com o assessor especial para Assuntos Internacionais , Antônio Balhmann, as negociações com chineses e iranianos vão permitir que até o início de 2018 sejam realizados os trabalhos de construção do equipamento. A Refinaria foi prometida algumas vezes pelos governos Dilma e Lula, mas nunca chegou a ser iniciada.