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08:56 · 25.11.2016 / atualizado às 08:57 · 25.11.2016 por

Faltando uma semana  para a eleição da nova Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Ceará, os deputados José Albuquerque, buscando a reeleição, e Sérgio Aguiar querendo ser presidente, ambos do mesmo partido, o PDT, se articulam em busca de apoios para a garantia de seus respectivos pleitos.

Ontem, Sérgio Aguiar, depois de um encontro com o governador Camilo Santana, onde reafirmou sua disposição de concorrer à presidência do Poder Legislativo, reuniu um grupo de parlamentares, da base governistas, para demonstrar seu apoio, além de garantir aos próprios colegas de almoço que não abandonará a disputa.

A eleição da nova Mesa Diretora da Assembleia está prevista para acontecer na próxima quinta-feira, dia 1º de dezembro, embora o Regimento Interno da Casa defina um prazo de até o dia 15 do último mês do ano para a sua realização.

 

09:10 · 28.09.2016 / atualizado às 09:10 · 28.09.2016 por

 

Por Suzane Saldanha

 

Vereador João Alfredo reclama da Legislação eleitoral que, no seu sentir, prejudica os partidos e as candidaturas menores
Vereador João Alfredo reclama da Legislação eleitoral que, no seu sentir, prejudica os partidos e as candidaturas menores

Apontando um processo de deixar invisível os partidos pequenos nesta campanha eleitoral, o vereador João Alfredo, candidato à Prefeitura pelo PSOL, voltou a reclamar da sua ausência nos debates televisionados em razão da legislação eleitoral e creditou a lei um dos motivos da baixa intenção de voto aos candidatos do PSOL pelo Brasil.
Conforme a nova legislação eleitoral, aprovada na reforma eleitoral em 2014, estão aptos a estar nos debates os candidatos filiados a partidos políticos com mais de nove parlamentares na Câmara dos Deputados.
João Alfredo afirmou se vergonhosa a situação de retrocesso registrada no país em todos os aspectos, inclusive na campanha eleitoral com regras violentas contra os partidos pequenos. O parlamentar relatou ser a primeira vez em mais de dez anos no PSOL que observa uma situação deste nível.
“Em 11 anos de resistência pelo PSOL, em seis campanhas que nós participamos, essa foi a primeira vez que isso aconteceu. Há dois anos, Ailton Lopes para governador participava dos debates. Fere o direito dos eleitores de conheceram toda as propostas e a opção é do eleitor, mas ele precisa conhecer o que pensa todas as candidaturas”, defendeu.
João Alfredo avalia ser pior a contra reforma política gestada no Congresso Nacional “golpista”. Segundo ele, a invisibilização das candidaturas dos partidos pequenos, que impede uma disputa em igualdade de todos os postulantes, fez com que Luiza Erundina caísse nas intenções de voto em São Paulo e que Marcelo Freixo enfrente uma dura disputa no Rio de Janeiro.
Nas pesquisas eleitorais, Erundina tem 4% e Freixo tem 9% no Rio de Janeiro, segundo pesquisa Ibope divulgada na última segunda-feira. Em Fortaleza, João Alfredo tem 1% das intenções de voto. “Essa invisibilização nossa já fez que Erundina caísse em São Paulo, com o que o Marcelo Freixo sofra na disputa porque não temos a possibilidade de fazer disputa em igualdade”, disse.
Ele destacou sua apresentação hoje na Câmara Municipal como candidato a prefeito de Fortaleza. João Alfredo fecha o ciclo de debates feitos com cada um dos postulantes à Prefeitura desde o fim agosto. “Esta Câmara adotou o princípio da isonomia, todas as candidaturas tiveram o mesmo tempo. Amanhã (hoje) serei o último, todos se colocaram e o povo é soberano”, analisou.
O parlamentar reclamou do “boicote” feito a sua minha participação nos debates de emissoras de televisão da cidade e destacou ter participado de encontros em universidades da cidade.
“Quero lembrar que a Fa7 promoveu debate e foi Heitor Férrer, Capitão Wagner e eu. Na Fanor foi uma sabatina e estive na Universidade Federal do Ceará, promovido pelo Observatório de Políticas Públicas”, apontou. Ele informou realizar uma transmissão paralela dos debates em sua página no Facebook para comentar as respostas dos candidatos.
João Alfredo também repercutiu a proposta do governo de Michel Temer de retirar do Ensino Médio as disciplinas de Artes e Educação Física. Ele denunciou que os professores da rede municipal da Escola das Artes estão desde o mês de junho sem receber remuneração.
“O problema com artes não é só do Temer, parece que Roberto Cláudio também tem. Desde de julho, os professores de dança na vila das artes estão sem receber o seu salário. Uma escola importante que dá a informação e que esses profissionais vem sendo desrespeitados”, disse.

09:47 · 27.09.2016 / atualizado às 09:47 · 27.09.2016 por

 

Por Antonio Cardoso

Em Caucaia, o candidato Naumi Amorim (PMB) tem 39% das intenções de voto, seguido de Eduardo Pessoa com 27%, conforme pesquisa Ibope publicada ontem no Diário do Nordeste. Em seguida aparecem os candidatos Potim (PTC) e Silvio Nascimento (PP) com 6% cada. Daniel Gadelha (PSOL) e Baiano Ximenes (REDE) têm 2% e 1% das intenções de voto respectivamente.

Se considerados apenas os votos válidos, descontando-se os votos em branco e nulos, Naumi Amorim aparece com 49% das intenções de voto contra 33% de Eduardo Pessoa. Potim surge com 8%, Silvio Nascimento com 7%, Daniel Gadelha com 2% e Baiano Ximenes com 1%.

Os números deram confiança a Naumi. Ele acredita que poderá vencer os adversários já no primeiro turno. “Vamos reforçar o trabalho com nossos militantes para que eles possam motivar ainda mais as pessoas a votarem na nossa chapa. Assim vamos conseguir o pouco que falta e vencer logo de primeira”.

Nesta semana Naumi promete que sua bandeira estará ainda mais presente nas ruas de Caucaia, tudo para não perder os votos que diz já ter conquistado e, de quebra, angariar os dos indecisos. “Temos feito entre seis e oito caminhadas por dia”, conta. Para alcançar o maior número possível de visitas, ele diz que seu grupo se divide. “Eu vou para um bairro, minha esposa para outro, meu filho e meu irmão também seguem para outros destinos. Sozinho não conseguiria visitar a todos os lugares. Mas a equipe já esteve nos quatro pontos da Caucaia e, se tiver segundo turno, vamos aumentar muito mais essa busca da confiança do eleitor”, avisa, acrescentando que pesquisas internas mostram vantagem ainda maior sobre os adversários. “Mas vamos nos basear sempre pela menor, para fazer um trabalho maior, corrigindo o que estiver errado”.

Segundo colocado nas pesquisas o tucano Eduardo Pessoa avalia que, embora as pesquisas sejam um meio “científico e interessante” para acompanhar uma eleição, ele prefere respeitar o dia da eleição e o voto de cada eleitor. “O eleitor é quem vai decidir se ganhamos no primeiro turno ou se vamos para o segundo. Enquanto isso, nosso trabalho continua igual, firme e forte”.

Em caso de votação numa segunda etapa em Caucaia, feito inédito, Pessoa conta que ouvirá os eleitores e vai traçar ações para resolver os problemas do município. “Nasci e moro até hoje no mesmo lugar, na Carauçanga, zona rural de Caucaia. Conheço a cidade como a palma da minha mão e tenho o dever de não permitir que ela caia em mãos erradas”, diz o peessedebista.

09:00 · 26.09.2016 / atualizado às 09:00 · 26.09.2016 por
Tomaz Holanda apoia a esposa, mas não vai votar nela, pois seu título está registrado em Quixeramobim FOTO: FABIANE DE PAULA
Tomaz Holanda apoia a esposa, mas não vai votar nela, pois seu título está registrado em Quixeramobim FOTO: FABIANE DE PAULA

No pleito do próximo dia 2 de outubro, alguns parentes e aliados de candidatos que estão na disputa deste ano, apesar de estarem pedindo votos para seus correligionários ou familiares, não vão votar neles. Isso acontece porque alguns dos principais cabos eleitorais da disputa de 2016 estão com  domicílio eleitoral em outros municípios.

É o caso, por exemplo, do deputado Tomaz Holanda (PMDB), que apesar de pedir votos para a esposa, Libânia Holanda, que é candidata à vereadora de Fortaleza,  não vai votar nela,  uma vez que seu título está registrado em Quixeramobim. Tomaz,  recentemente, desistiu da disputa à Prefeitura do Município.

Outro caso semelhante é do deputado Bruno Gonçalves (PEN) e do seu pai, Acilon Gonçalves (PEN), que apesar de ajudarem Marta Gonçalves, pedindo votos para ela aqui na Capital, votam no Município do Eusébio.

Carlomano Marques (PMDB) e Magaly Marques (PMDB), conhecidos pelos apoios dados um ao outro, não contarão com seus votos para se ajudarem neste pleito, visto que Carlomano é candidato em Pacatuba, e Magaly em Fortaleza. Os irmãos Lucílvio Girão (PP) e Luciram Girão (PDT) passam pela mesma situação. Apesar de aliados, Lucilvio vota em Maranguape e Luciram é candidato em Fortaleza.

09:50 · 25.09.2016 / atualizado às 10:10 · 25.09.2016 por

A campanha eleitoral que vai eleger vereadores e prefeitos nos 184 municípios cearenses está chegando ao fim. Nesta última semana o trabalho dos postulantes deve ser intensificado nas ruas e no campo virtual não será diferente. As ferramentas online já não podem ser consideradas uma novidade em eleições, mas especialmente neste pleito, seu uso representou um reforço significativo diante da falta de recursos que ficaram limitados após a legislação proibir doações de empresas.

>>Luizianne Lins promove jantar de adesão com convites de até R$ 1 mil

>PMDB lidera doações partidárias nos 15 municípios com campanhas que mais arrecadaram no Ceará

Há, literalmente, candidato utilizando a internet para arrecadar dinheiro. A ex-prefeita Luizianne Lins (PT), por exemplo, tem apostado nesta estratégia e através de sua página no Facebook apela para que os militantes e simpatizantes façam doações a partir de R$ 25. Na quinta-feira (22) a petista fez um post chamando as pessoas para o “Time da Lôra”.

“Se você acredita nas nossas propostas e compartilha a esperança e a vontade de construir uma Fortaleza para toda gente, você também faz parte do #TimeDaLôra. Quer contribuir com a campanha? Acesse o nosso site e faça a sua doação. Colabore por uma cidade mais justa e cheia de oportunidades para todos e todas”, diz publicação, direcionando para o site da campanha, onde, além do espaço para as doações, está disponível o Plano de Governo, perfil, vídeos dos programas de televisão e depoimentos de apoiadores. O internauta também pode baixar o jingle e material impresso. Há ainda um formulário para militantes se inscreverem para trabalho voluntário.

Outro que investe na rede social para arrecadar é Heitor Férrer (PSB). Assim como Luizianne, ele postou no Facebook, também na quinta, uma convocação, alegando não ter “patrão” e nem padrinhos políticos. “Acesse agora o site e faça sua contribuição para manter nossa campanha independente a pleno vapor! É fácil, rápido, seguro e transparente”, aponta a publicação. Na quarta-feira (21), o candidato já havia feito outra postagem. “Não temos padrinhos políticos, nem patrão. A nossa única aliança é com o povo de Fortaleza, por isso pedimos a sua contribuição para seguir com nossa campanha independente a pleno vapor. Entre no site e faça sua doação”, justifica.

Como tem feito na rede social, Heitor também usa o site para expor seu Plano de Governo, divulgar agenda e como espaço para se comunicar diretamente com o eleitor, através de um link que possibilita a captação de perguntas que são respondidas pelo próprio socialista ou assessores de campanha. Visivelmente, a plataforma tem como maior intuito convencer para a doação.

Em situação mais favorável financeiramente, o candidato à reeleição Roberto Claudio (PDT) usa todos os espaços nas redes sociais e site somente para divulgar ações de sua campanha. Logo ao entrar em sua página no Facebook o navegante confere imagens e vídeos de caminhadas, carreatas e agenda. Uma estratégia adotada pelo pedetista tem sido vincular a visita feita a determinadas comunidades com o que sua gestão fez no local.

No espaço as propostas aparecem mais timidamente, mas ganham destaque no site, onde há link direcionando para a relação das ações de Roberto Claudio enquanto gestor municipal e promessas de ampliação. Todos os itens são precedidos do vocábulo “Mais”.

Apoiado por grandes partidos como PSDB e PMDB, Capitão Wagner (PR), principal concorrente do atual prefeito, segundo as últimas pesquisas do Ibope e Datafolha, segue o mesmo modelo de abordagem e também optou por não pedir dinheiro de eleitores. No site consta a agenda, propostas e campo para inscrição de voluntários.

Ronaldo Martins (PRB) não deixa explícito na rede social o pedido de ajuda financeira, escolheu usá-la para falar de propostas, repercutir caminhadas e, principalmente para postagens de imagens com fortalezenses que afirmam estar com o candidato. Os vídeos foram gravados com estudantes, idosos, empresários, cabeleireiros, cozinheiros etc. No site da campanha há espaço reservado para os compromissos assumidos, download do material de divulgação e formulário para uma espécie de tira-dúvidas.

João Alfredo, até a última sexta-feira, 23, também não havia pedido recursos através do Facebook, mas no site, aqueles que tenham interesses em colaborar têm a disposição um botão que direciona para o preenchimento de dados pessoais. “Antes mesmo da proibição legal, não recebíamos dinheiro de empresas, pois sempre soubemos que essa doação era fonte de comprometimento do poder público e de corrupção. Fazemos política com independência e coletividade, por isso convidamos você a doar e nos ajudar a espalhar nossa mensagem pela cidade”, diz texto de apresentação. Também está disponível a prestação de contas do candidato, porém somente até a data de 26 de agosto.

Outros que não usam do artifício são os postulantes Tin Gomes (PHS) e Francisco Gonzaga (PSTU). O primeiro reserva a rede social para publicar fotos e vídeos das visitas aos bairros e apresentar propostas de governo. O candidato não tem site. Por sua vez, Gonzaga posta ações já realizadas como caminhadas, reuniões e visitas. Sem site e com pouco tempo de TV, ele utiliza do Facebook para falar de seus projetos para Fortaleza.

Fiscalização

As doações feitas por eleitores, que nesta eleição também foram chamados de pessoas físicas, estão na mira dos Tribunais Regionais Eleitorais. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, um cruzamento de dados entre o cadastro de beneficiários de programas sociais do Governo Federal e o sistema de prestação de contas do TSE identificou que R$ 15.970.436,50 foram doados a candidatos e partidos políticos nas eleições deste ano por beneficiários do Bolsa Família.

Ainda conforme o Tribunal, o valor total de arrecadação declarado à Justiça Eleitoral até o momento é de mais de R$ 1 bilhão e, pelo que ficou constatado no cruzamento, no mínimo 16 mil beneficiários do programa social aparecem como doadores. Para o TSE, ou essas pessoas não deveriam estar recebendo o benefício federal ou podem ter o CPF usado por terceiros.

Por meio de formulário eletrônico disponível no Portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), doadores e fornecedores poderão informar, voluntariamente, as doações e os bens prestados a partidos e candidatos durante o pleito.

O objetivo é confrontar as informações declaradas nas prestações de contas eleitorais com as prestadas pelos doadores e fornecedores. O Tribunal também disponibiliza um formulário para que eleitor informe não ter feito qualquer doação. A ideia é que, surgindo valores com origem no CPF de quem declarou, o TSE logo constatará a existência de fraude.

09:46 · 17.09.2016 / atualizado às 09:46 · 17.09.2016 por

Por Antonio Cardoso
A quinta-feira (15), era o prazo definido para a Justiça Eleitoral divulgar, pela internet, o relatório discriminado das transferências do Fundo Partidário, recursos em dinheiro e valores estimáveis em dinheiro que os partidos políticos, as coligações e os candidatos tenham recebido para financiamento da sua campanha eleitoral e dos gastos que realizaram, desde o início da campanha até o dia 8 de setembro.

No dia seguinte ao que já deveria constar todos os dados, ainda havia municípios onde os formulários continuavam desatualizados, sem a devida prestação de contas. No município de Caucaia, por exemplo, do candidato Baiano Ximenes (REDE), até a sexta-feira, não constava prestação de contas no espaço reservado no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Daniel Gadelha (PSOL) recebeu R$ 210 da direção estadual do seu partido e não prestou contas das despesas.

Por outro lado, o candidato Eduardo Pessoa (PSDB) não informa quanto recebeu, mas já contratou despesas de R$ 653.260. Potim (PTC), que estava indeferido, recorreu e conseguiu o aval para concorrer, não registra entrada de recursos, mas, sem especificar, apontou ao TSE despesas contratadas de R$ 193.821.

Em Juazeiro do Norte, a candidata Flávia Soares (PRB) informou ter recebido R$ 2.564, sendo R$ 880 de recursos próprios e R$ 1.684 de doações de pessoas físicas, mas o campo dos gastos estava vazio. O contrário ocorre com Normando Sóracles (PSDB). Não consta no levantamento do Tribunal Superior Eleitoral o quanto a campanha recebeu, enquanto que, sem especificar o destino, mostra R$ 409.369,29 em despesas contratadas.

Complementando o quadro nas quatro cidades com maior número de eleitores, após Fortaleza, em Maracanaú os dois candidatos, Firmo Camurça (PR) e Julinho (PDT) estão em dia com o detalhamento. Mas em Sobral, apenas Josy Vasconcelos (PSOL) mantém o formulário da prestação de contas em branco.

Também chama atenção nos números do TSE a disparidade entre o que determinados candidatos comprovaram ter recebido dos partidos, investimentos próprios ou doações de pessoas físicas, e seus gastos da campanha. Em alguns casos a diferença representa quase dez vezes o que é arrecadado. Em Juazeiro quase triplica. Raimundo Macedo (PMDB) conta com recursos no montante de R$ 196 mil, enquanto o total de despesas contratadas soma R$ 555.495,69. O maior gasto registrado é com uma empresa fornecedora de combustíveis para quem já destinou, segundo registra o TSE, R$ 23.368,05.

Primeiro colocado na última pesquisa Ibope, divulgada nessa semana, o deputado federal Arnon Bezerra (PTB) conta com recursos financeiros da ordem de R$ 214.192,12, mas contratou em despesa, conforme atualização do TSE em 13 deste mês, R$ 387.328,83. O candidato foi quem mais disponibilizou dinheiro para sua campanha. Só dele foram R$ 120 mil, enquanto o partido destinou R$ 75 mil. O maior gasto foi com produção de programas de rádio, televisão ou vídeo, no valor de R$ 28,5 mil. Ainda no município caririense, Francisco Fabiano (PSB) tem despesa contratada em quase R$ 76 mil, mesmo com receita somada em R$ 43.400.

Em Maracanaú, o candidato à reeleição, Firmo Camurça contraiu despesas de R$ 197.441,33, mas recebeu R$ 135,7 mil. Seu único oponente, deputado estadual Júlio César, de acordo com o TSE, conta com R$ 18 mil de recursos próprios para fazer a sua campanha. Não consta doações de pessoas físicas e tampouco do partido. E, mesmo assim, há o registro de R$ 151.280,55 em despesas contratadas.

Segundo maior colégio eleitoral do Estado, no município de Caucaia, o deputado estadual Naumi Amorim (PMB) conta com R$ 119.744 de recurso financeiros e mais R$ 6 mil em recursos estimáveis, totalizando R$ 125.744. Por outro lado, o total de despesas contratadas passa de R$ 353 mil. Sílvio nascimento (PP) contratou R$ 98,9 mil, mas conta, com base na atualização de contas feita pelo TSE no último dia 15, com R$ 34 mil, resultado de R$ 24 mil de doações de pessoas físicas e outros R$ 10 mil de recursos próprios.

Calendário

A partir deste sábado nenhum candidato poderá ser detido ou preso, salvo em flagrante delito, em respeito ao Código Eleitoral, art. 236, § 1º. A lei estabelece que, em caso de prisão do candidato, o mesmo deverá ser conduzido até um juiz para verificar se houve alguma ilegalidade.

Se a ação for considerada irregular, a prisão poderá ser negligenciada e o autor da reclusão poderá ser responsabilizado. Nos municípios em que houver 2º turno, a determinação será válida, da mesma maneira, quinze dias antes do dia da eleição, ou seja, 15 de outubro.

A legislação também protege o eleitorado. A partir do dia 27 deste mês, nenhum eleitor poderá ser preso ou detido, salvo em flagrante delito, ou em virtude de sentença criminal condenatória por crime inafiançável, ou por desrespeito a salvo-conduto. A forma como deve se dar o procedimento em caso de prisão, é o mesmo adotado para os candidatos. O eleitor precisa ser levado para que um juiz tome a decisão.

09:33 · 23.08.2016 / atualizado às 09:33 · 23.08.2016 por

A partir da próxima sexta-feira, 26, até o dia 29 de setembro, a campanha dos candidatos aos cargos de prefeito e vereador na Capital cearense ganha o reforço dos programas de televisão. Até lá os concorrentes se dividem entre visitas, caminhadas, carreatas e gravações. Na última sexta-feira (19) a Justiça Eleitoral definiu a distribuição dos tempos de programas que serão veiculados, diariamente, nas emissoras de rádio e televisão.

Neste ano, o período eleitoral na TV e no rádio ficou menor, passou de 45 para 35 dias. Outra mudança foi no tempo destinado. As campanhas terão, no total, dez minutos em cada uma das duas inserções obrigatórias na televisão. Contarão, também, com 70 minutos de propaganda garantida ao longo do dia na programação da TV aberta, sendo 60% do tempo para candidatos a prefeito e 40% para os vereadores.

Postulante ao cargo de prefeito, o deputado estadual Capitão Wagner (PR) terá o maior tempo de TV. São 3 minutos e 24 segundos no total. Ele afirma que, se tratando de divulgação, está avançado, tendo garantido, no mínimo, 10 programas de televisão. “Estamos com bastante material coletado desde a convenção. Guardamos vídeos, áudios e fotos para iniciar tanto o programa de TV como de rádio”, conta Wagner. Segundo o republicano, as gravações dos seus programas têm ocorrido durante a noite, em estúdio. “É quando gravamos os áudios e imagens internas. Mas quando conseguimos espaço na agenda fazemos as externas”, explica.

A estratégia adotada por Capitão Wagner será, primeiro, torná-lo conhecido por todos os fortalezenses. “Vamos apresentar o Wagner que existe além do Capitão, do profissional de segurança. As pessoas precisam conhecer o professor, pai de família, que veio da periferia. A partir do conhecimento da população quanto a nossa história, passaremos a apresentar nossas propostas e, somente no final, pediremos votos”, conta. “Não adianta pedir voto sem que as pessoas conheçam nossas propostas. Por isso, optamos por, na primeira semana, fazer uma apresentação, na seguinte começamos a falar das propostas e a partir de então começar a pedir votos”.

Luizianne Lins (PT) foi eleita prefeita de Fortaleza em 2004 e reeleita em 2008. Agora, como deputada federal, ela tenta voltar ao comando da gestão da Capital e, para isso, de acordo com nota encaminhada pela equipe de marketing da sua campanha, tem desenvolvido uma estratégia inicial baseada “no desejo já detectado numa parcela da população pelo retorno da Luizianne à Prefeitura de Fortaleza”. Como diz a nota, a petista vai trabalhar em seus primeiros programas, em cima desse “clamor”. As gravações iniciaram no domingo (21) e terão frequência semanal.

Ronaldo Martins (PRB) também representa o Ceará na Câmara Federal e busca neste pleito ser eleito prefeito. Conforme afirmou ao Diário do Nordeste, optou por destacar em seus vídeos as propostas, deixando de lado as “firulas que tentam encher os olhos do eleitor”. Ao todo, Ronaldo terá 197 inserções. “O maior tempo de candidatura tem 1.000 inserções. Nosso grande desafio será mostrar os nossos compromissos de forma direta. Temos que passar a mensagem em menos tempo. E para compensar, vamos fazer o trabalho de rua, conversando com as pessoas, o que acaba sendo o mais importante”.

Mesmo assim, ele se diz animado. “Esta diferença de tempo de TV só nos estimula para a luta”. O candidato começou a gravar na última semana e pretende preparar novos programas diariamente. “Quero apresentar para a população os nossos compromissos, alguns diretamente do local onde pretendo fazer mudanças”, adianta.

Candidato pelo Psol, João Alfredo terá 13 segundos de vídeo. A estratégia da sua campanha será desenvolver conteúdos chamando pra internet. Vídeos explicativos mais longos serão disponibilizados online, onde as propostas estarão divulgadas de forma mais clara.

Funciona como uma alternativa à falta de tempo. “Por não termos a participação nos debates e contarmos com pouco tempo de televisão teremos de suprir isso com as redes sociais e nas ruas. Não tem outra alternativa. Também pretendemos, no período dos debates, fazer contraponto no momento em que acontecem”, relata, acrescentando que desde a fundação do Psol, esta seria a primeira vez em que o partido estaria impedido de participar dos debates. “Isso é uma questão que nós consideramos inconstitucional e vamos brigar até na última instância para mudar”, avisa. As inserções prometem ser sempre propositivas.

Outro que reclama do pouco espaço é o vice-presidente da Assembleia, Tin Gomes (PHS). Como as atividades no parlamento acontecem, excepcionalmente nesta semana, apenas na quarta-feira, ele conta que aproveitará para gravar pela manhã e à noite. As tardes estão reservadas para caminhadas e visitas. Na tarde de ontem ele tinha agendado reunião com a equipe responsável pela produção dos vídeos a serem exibidos nos próximos dias. “O tempo ficou muito curto. A divisão imposta pela mudança proporcionada no Congresso Nacional foi injusta e beneficia apenas os partidos que já são grandes. Mas tenho certeza que antes da eleição de 2018 haverá mudança, pois os deputados federais não vão querer se ver prejudicados como acontece hoje”.

Na propaganda para o cargo de prefeito, 90% do tempo é distribuído levando-se em consideração a quantidade de deputados na Câmara Federal dos seis maiores partidos da coligação. Os outros 10% de tempo são distribuídos de forma igualitária entre as candidaturas. “Diante dessas mudanças, faremos um programa mais incisivo possível. Vamos nos apresentar sem arrodeio, para que desta forma, as pessoas entendam no curto espaço de tempo as nossas mensagens”, diz Gomes.

Os três últimos candidatos, Roberto Cláudio (PDT), Heitor Férrer (PSB) e Francisco Gonzaga (PSTU) também foram procurados. Esse último, apesar de várias tentativas, as ligações não foram atendidas. A coordenação da campanha de Heitor informou apenas que as gravações dos programas iniciaram no sábado, mas que nenhum detalhe a mais poderia ser repassado por considerar a propaganda eleitoral uma das principais estratégias. A assessoria de Roberto Cláudio usou do mesmo argumento e respondeu que não teria como se pronunciar com tanta antecedência da veiculação.

12:45 · 22.08.2016 / atualizado às 12:45 · 22.08.2016 por

Apesar da crise que passam as legendas, a maior taxa dos últimos 14 anos de eleitores filiados a partidos políticos foi atingida neste ano no País. Cerca de 11,3% fizeram o processo de filiação.

Apenas 2010 foi o ano em que o número de candidatos não apresentou crescimento acima da média.

A legislação obriga qualquer candidato a ser filiado a alguma agremiação caso queira concorrer às eleições. Nas municipais, os partidos tentam ampliar a base de filiados, tendo em vista que há um maior número de cargos em disputa.

De acordo com o cientista político Bruno Wilhelm, o crescimento tem forte vínculo com o ciclo eleitoral municipal. “Os potenciais candidatos são o motor atrás das novas filiações, seja porque ainda não são filiados ou mudam de partido para outro, seja porque trazem novos filiados para os partidos para firmar a sua posição numa possível disputa na nomeação como candidatos do partido”.

De 2002 a 2016, o PMDB foi o partido que mais perdeu participação total de eleitores filiados no Brasil. Ela variou de 20% para 14,5% este ano. Em contrapartida, o PT conseguiu ampliar a participação, mas registrou queda entre 2015 e 2016.

As informações são do jornal O Globo.

09:55 · 22.08.2016 / atualizado às 10:37 · 22.08.2016 por
Voto com biometria é uma das preocupações da Justiça Eleitoral neste ano. FOTO: JOSE LEOMAR
Voto com biometria é uma das preocupações da Justiça Eleitoral neste ano. FOTO: JOSE LEOMAR

Os cartórios eleitorais, em Fortaleza, já estão trabalhando em regime de plantão para atender as demandas campanha deste ano na Capital cearense. Neste fim de semana denúncias de propaganda irregular e até uma Ação de Investigação Judicial foram protocoladas na Justiça Eleitoral.

>Candidatos ainda sem propostas públicas

Durante este mês os auxiliares do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) recebem treinamento sobre o funcionamento da urna eletrônica para, a partir de setembro, repassarem as informações aos mesários que trabalharão no dia do pleito nas seções eleitorais da cidade.

Na manhã deste domingo dezenas de funcionários do Tribunal estavam tirando dúvidas sobre o dia da votação, que também será feita através do voto biométrico, ainda não obrigatório na Capital.

Até a manhã de domingo, algumas denúncias de propaganda irregular foram feitas. No entanto, a fiscalização da Justiça Eleitoral não avistou qualquer irregularidade e nenhum postulante foi punido, conforme informou o chefe da 116ª Zona Eleitoral, Roberto Lopes, que faz parte da comissão responsável pela propaganda eleitoral deste ano.

Uma das denúncias dizia respeito à realização de uma ação social, que teria sido realizada pelo candidato Carlos Dutra, do PDT. Outra dava conta de pintura irregular em muro no comitê de campanha de Cláudia Gomes, e uma terceira de carro de som parado, no bairro Presidente Kennedy. O veículo estaria fazendo campanha para Eliana Gomes, do PCdoB. Os fiscais do TRE informaram que nenhuma das ações estavam ocorrendo.

Fiscais trabalham durante o fim de semana, em regime de plantão. FOTO: JOSE LEOMAR
Fiscais trabalham durante o fim de semana, em regime de plantão. FOTO: JOSE LEOMAR

“O que acontece é que ainda há muito desconhecimento sobre as novas regras eleitorais, e como há uma disputa acalorada, cheia de interesses, as pessoas acabam fazendo muitas denúncias. Mas elas, muitas vezes, não se configuram como irregulares”, apontou Roberto Lopes.

Ele informou ainda que muitos candidatos estão tentando registrar o CNPJ, mas a Receita Federal tem demorado a liberar o documento, visto que muitas informações dos próprios postulantes estão incorretas ou faltando.

Na manhã de ontem, na sede do Fórum Péricles Ribeiro, na Praia de Iracema, houve treinamento e instrução para auxiliares da Justiça Eleitoral que vão repassar as informações para os mesários. O trabalho de preparação acontece desde o final de julho passado e vai até o fim de agosto.

A partir de setembro será a vez dos mesários receberem o treinamento. De acordo com o chefe da 118ª Zona Eleitoral, Romaico Carvalho, há uma preocupação especial com o fato de neste ano Fortaleza participar do voto com identificação biométrica e voto normal, na urna eletrônica.

Ele explicou que o cadastramento biométrico ainda não é obrigatório na Capital cearense, e que acontecerá de forma ordinária, toda vez que o eleitor for realizar algum tipo de procedimento nos cartórios eleitorais.

PR e SD entram com ação contra Roberto Cláudio e Moroni

Até o momento o Ministério Público Eleitoral solicitou apenas a impugnação das candidaturas de Leonelzinho Alencar (PROS) e de Aonde é, do PTdoB. Os dois renunciaram seus mandatos para evitarem a cassação pela Câmara Municipal de Fortaleza por corrupção.

No entanto, na manhã deste domingo foi protocolado na 112ª Zona Eleitoral uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral em desfavor do prefeito Roberto Cláudio (PDT) e do candidato a vice-prefeito, Moroni Torgan (DEM). A ação foi feita pela coligação “Novo Caminho”, formada por PR e Solidariedade (SD), que apoiam o candidato Capitão Wagner (PR). O documento foi distribuído para a 114ª Zona Eleitoral, e aguarda assinatura da juíza, Maria Marleide Maciel Mendes, responsável pela Zona.

A ação se deu, segundo o advogado da coligação, Thiago Almeida, porque foi constatado diversas publicidades institucionais por parte da Prefeitura de Fortaleza fora do período estipulado pela Justiça Eleitoral, que deveria ocorrer até o dia 2 de julho passado.  Segundo Almeida, em diversos cruzamentos e avenidas da cidade existem propagandas institucionais sobre o funcionamento de UPAs 24 horas, pavimentações e outras ações da gestão Roberto Cláudio.

A ação foi requerida junto à Justiça Eleitoral para suspender a propaganda eleitoral em período vedado, e no mérito solicitou multa, que varia de R$ 5 mil a R$ 25 mil.

 

 

 

 

 

 

09:54 · 22.08.2016 / atualizado às 09:54 · 22.08.2016 por

As eleições municipais deste ano, inclusive em Fortaleza,  colocam em lados opostos prefeitos e vices que se elegeram juntos em 2012 em mais da metade das capitais brasileiras. Das 26 capitais onde haverá eleição, 14 terão prefeitos e vices disputando reeleição em chapas separadas ou apoiando candidatos adversários. Os rompimentos ocorreram principalmente nas regiões Norte – em quatro das sete capitais – e Nordeste – em seis das nove capitais.

As alianças entre prefeito e vice foram desfeitas tanto por motivos locais, que incluem discordâncias e disputa de poder na cidade ou no Estado, quanto nacionais, como o processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff. O afastamento da petista provocou rompimentos de alianças entre partidos contrários e favoráveis à saída da petista, principalmente PT e PMDB.

Um desses casos é o Rio de Janeiro. Na capital fluminense, o atual vice-prefeito, Adilson Pires (PT), apoia a candidatura a prefeito da deputada Jandira Feghali (PCdoB), que terá como candidato a vice o petista Edson Santos. Após o impeachment de Dilma, o PT desistiu de apoiar o nome do deputado federal Pedro Paulo (PMDB). Ele disputa o comando da cidade com apoio do atual prefeito, Eduardo Paes (PMDB).

O desgaste político entre PT e PMDB também contribuiu para a ruptura entre o prefeito de Goiânia (GO), o petista Paulo Garcia e seu vice, o peemedebista Agenor Mariano. Os dois romperam em dezembro do ano passado, após o início do processo de impeachment de Dilma na Câmara. Na eleição, Garcia, que não pode se reeleger, apoiará Adriana Accorsi (PT). Já Mariano apoia Iris Rezende (PMDB).

Na disputa

Em Fortaleza (CE), Salvador (BA), Manaus (AM) e Palmas (TO),  prefeitos e vices eleitos em 2012 vão disputar a eleição em chapas diferentes. Na capital cearense, o atual prefeito, Roberto Cláudio (PDT), tentará a reeleição sem o apoio de seu atual vice, Gaudêncio Lucena (PMDB). O peemedebista tenta se reeleger vice-prefeito da cidade na chapa do deputado estadual Capitão Wagner (PR).

O rompimento entre prefeito e vice de Fortaleza aconteceu nas eleições de 2014. Na época, Roberto Cláudio, que faz parte do grupo político dos irmãos Ciro e Cid Gomes (PDT), apoiou Camilo Santana (PT) para governador do Estado, preterindo a candidatura de Eunício Oliveira, líder do PMDB no Senado. Até então, os dois grupos políticos eram aliados no Estado. Gaudêncio é do PMDB e sócio em empresa com Eunício.

Em Salvador, o prefeito Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM) disputa reeleição sem o apoio de sua atual vice, Célia Sacramento (PPL). Ela foi preterida por ACM Neto, que escolheu o deputado estadual Bruno Reis (PMDB) como vice.

“O PMDB é o maior dos 15 partidos da minha coligação. Além disso ela (Célia Sacramento) mudou do PV para o PPL, que não tem tempo de TV”, justificou ACM. Sem conseguir emplacar na vice, Célia se lançou candidata a prefeita com uma vice de seu partido na chapa.

Chapas

Nas capitais do Tocantins e do Amazonas, os vice-prefeitos eleitos em 2012 chegaram a renunciar aos cargos e, no pleito deste ano, tentam se eleger para o comando das cidades em chapas adversárias às dos prefeitos. Em Palmas, Sargento Aragão (PEN) renunciou à vice-prefeitura antes mesmo de tomar posse e, neste ano, tenta se eleger prefeito em chapa adversária à do atual gestor, Carlos Amastha (PSB).

O atual prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), também tentará a reeleição tendo como adversário o vice que se elegeu com ele em 2012, Hissa Abrahão (PDT). O pedetista rompeu com o tucano ainda em 2013. No ano seguinte, se elegeu deputado federal e renunciou ao cargo municipal. Neste ano, tenta se eleger prefeito. Virgílio Neto, por sua vez, escolheu o deputado federal Marcos Rotta (PMDB) para a vice.

“Houve um rompimento diante de um desconforto na questão relacional, mas, acima de tudo, são as propostas”, disse Abrahão. De acordo com ele, um dos fatos que mais o aborreceram na relação com o prefeito foi quando Arthur Virgílio mandou suspender obras na zona leste de Manaus que tinham sido autorizadas pelo pedetista, então secretário de Obras da capital amazonense.

Com informações da Agência Estado.

09:32 · 13.08.2016 / atualizado às 09:32 · 13.08.2016 por

Este é o último final de semana antes de iniciar oficialmente a campanha daqueles que vão concorrer a uma das 184 prefeituras cearenses, assim como cadeiras nas câmaras municipais. A partir da próxima terça-feira (16) estará autorizada a propaganda eleitoral. Porém, o início do período da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão será depois, dia 26 de agosto.

Enquanto estão proibidos de distribuir material de campanha, candidatos da Capital aproveitam os últimos dias para fechamento de agenda, organização do calendário e roteiro de visitas aos bairros e conversas com apoiadores. Heitor Férrer (PSB) reservou o sábado para atividades internas. Ele afirmou ao Diário do Nordeste que constam na agenda gravação de programas políticos para a televisão, além da finalização das últimas peças, como panfletos e livretos, a serem apresentados em sua campanha. No domingo, cumpre com compromissos particulares, quando participa de um batizado e um aniversário.

Capitão Wagner (PR) se reuniu na tarde dessa sexta-feira, ao lado do seu candidato a vice, Gaudêncio Lucena,  com pré-candidatos ao cargo de vereador em Fortaleza. Hoje participa, no período da manhã, de aulão, para estudantes de um colégio particular. À tarde terá mais reunião com pré-candidatos.

A candidata do Partido dos Trabalhadores, Luizianne Lins, participa, na manhã de sábado, de plenária de lançamento da candidatura, na SER II. A partir das 13h, se reúne com a coordenação de campanha, às 15h, participa de nova plenária de lançamento de candidatura, desta vez na SER I. Depois das 18h cumpre agenda com apoiadores. Para o domingo, estão programadas reuniões internas durante todo o dia. Já no feriado, segunda-feira (15), estará em plenária de lançamento da candidatura na SER III e SER IV. Também está prevista participação nos festejos da Padroeira, Nossa Senhora de Assunção.

João Alfredo (Psol), tem em sua agenda, no início da manhã de sábado, de Oficina de Comunicação do Psol, às 14h almoça com apoiadores do movimento sindical. No fim da tarde vai se encontrar com artistas fortalezenses. À noite, às 19h, participa de roda de conversa. No domingo, toma café da manhã no Álvaro Weyne, na Praça Assis Bezerra. O candidato à reeleição, Roberto Cláudio (PDT) tinha programado encontro com os organizadores da campanha para programarem a inauguração do comitê que será no mesmo local onde funcionou o seu comitê da campanha anterior. Os demais candidatos não apresentaram agenda pública.

09:46 · 30.07.2016 / atualizado às 09:46 · 30.07.2016 por

Por Miguel Martins

 

Deputado federal Ronaldo Martins terá a homologação do seu nome no fim da tarde deste sábado, com a presença do líder do seu partido na Câmara dos Deputados Foto: Fabiane de Paula
Deputado federal Ronaldo Martins terá a homologação do seu nome no fim da tarde deste sábado, com a presença do líder do seu partido na Câmara dos Deputados Foto: Fabiane de Paula

O cenário político de Fortaleza, neste fim de semana será movimentado quando cinco candidatos ao cargo de prefeito vão realizar convenções partidárias oficializando seus nomes para a eleição na Capital cearense. Na segunda-feira será a vez da deputada federal Luizianne Lins (PT) homologar sua candidatura, e na quinta-feira (4) o prefeito Roberto Cláudio encerra o processo de encontros quando será confirmada sua postulação à reeleição.
Até o momento, somente o operário Francisco Gonzaga, do PSTU, oficializou sua candidatura à Prefeitura de Fortaleza, o que ocorreu no dia 22 de julho passado. Iniciando o processo de convenções para candidatura majoritária neste fim de semana, o PRB lança, hoje, o nome de Ronaldo Martins. O evento acontecerá, a partir das 15 horas, no Ginásio Poliesportivo da Parangaba.
Até o fechamento desta edição estava confirmada a presença do líder do PRB na Câmara Federal, Márcio Marinho (PRB-BA), além de lideranças locais. O nome do vice na chapa ainda não havia sido escolhido pela sigla. O partido ainda estava com 75 pré-candidatos à disputa proporcional na tarde de ontem, no entanto, só é permitido pela legislação eleitoral o máximo de 65 para disputar em chapa pura.
“Vamos apresentar e aprovar o nosso plano de governo, que será registrado em cartório logo na segunda-feira, pela manhã. Para além das propostas, nosso plano é um conjunto de compromissos com a cidade e com nossa gente”, explicou o postulante.
A convenção que deve oficializar o nome do deputado estadual Capitão Wagner (PR) como candidato a prefeito de Fortaleza, acontecerá a partir das 8 horas deste domingo, no ginásio poliesportivo do Colégio Farias Brito, na Aldeota. Segundo informações da assessoria de imprensa do postulante, nenhuma personalidade do cenário nacional deve participar do encontro, que contará com a presença dos senadores Eunício Oliveira (PMDB), Tasso Jereissati (PSDB), além dos deputados federais Gorete Pereira (PR), Cabo Sabino (PR) e Raimundo Gomes de Matos (PSDB).
Os deputados estaduais, vereadores e correligionários das siglas coligadas também comparecerão ao encontro. Cada uma das legendas irá para a disputa proporcional com chapa pura, e devem lançar até 65 candidatos a uma das 43 vagas da Câmara Municipal. O candidato não vai apresentar o plano de governo durante a convenção, o que acontecerá em um segundo momento. Já o nome do postulante a vice-prefeito na chapa, que deverá ser indicado pelo PMDB, não havia sido escolhido até a noite da última sexta-feira.
O PSOL, que se coliga com o PCB na disputa majoritária, lança o nome de João Alfredo em convenção que será realizada, a partir das 9 horas de domingo, na sede do partido, localizada na Avenida do Imperador, Centro. O presidente nacional do PSOL, Luiz Araújo, vai estar presente no evento, juntamente com o deputado federal Chico Alencar. “Vamos apresentar um plano de governo que já vem sendo discutido há algumas semanas”, disse o postulante.
Representantes do PCB estarão presentes ao evento, bem como outros grupos de esquerda, como o PCR, a Nova Organização Socialista, o Movimento Alternativo Independente Socialista (formado por dissidentes do PSTU), o Movimento dos Sem Terra (MST), e o Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST). Na ocasião, será oficializado ainda o nome de Raquel Lima, do PCB, como candidata a vice na chapa. Até o momento, as duas siglas estão com 35 nomes para a disputa proporcional, sendo 33 só do PSOL.
Na tarde de sexta-feira, o deputado Tin Gomes, que será o nome do PHS na disputa em Fortaleza, ainda estava em busca de escolher o candidato a vice em sua chapa. A preferência do parlamentar era por uma mulher, do PMN. Até as 20 horas, o partido ainda não tinha uma resposta. “Se ela não aceitar, vou ter que procurar outra pessoa”, disse o postulante quando questionado sobre a demora para indicar um vice na chapa formada por PHS, PMN e PRP.
O plano de governo do candidato está concluído, mas segundo informou, ainda deve ser aprimorado através de três seminários que serão realizados nos bairros, Barra do Ceará, Messejana e Conjunto Ceará. A convenção do PHS acontecerá no Ginásio Poliesportivo da Parangaba, a partir das 10 horas, com previsão para terminar ao meio dia.
Estão confirmadas as presenças do vice-presidente nacional do PHS, Belarmino Sousa, e dos presidentes das siglas aliadas no Ceará, Joaquim Noronha (PRP) e Reginaldo Moreira (PMN), além dos representantes municipais. Os postulantes aos cargos proporcionais dos três partidos também se farão presentes.
Até a tarde da sexta-feira, o deputado Heitor Férrer (PSB) estava aguardando confirmação da vinda do presidente da executiva nacional da sigla, Carlos Siqueira. No entanto, de acordo com a assessoria do postulante, o evento que oficializará sua candidatura contará com a participação da ex-senadora Marina Silva, presidente da Rede Sustentabilidade. A Rede também indicou o candidato a vice na chapa, nesse caso o advogado Dimas de Oliveira.
Ela deve abrir os trabalhos, a partir das 9 horas, visto que tem outros compromissos partidários no mesmo dia. A convenção PSB/ Rede acontecerá no ginásio da Faculdade Ari de Sá, a partir das 9 horas, onde também serão confirmadas as candidaturas proporcionais das duas siglas, que também seguem juntas em busca de uma vaga na Câmara Municipal. O plano de governo de Heitor não será apresentado nesse evento.
O processo de convenções na Capital cearense será concluído somente na próxima quinta-feira, com realização de encontro que oficializará a candidatura do prefeito Roberto Cláudio à reeleição. O evento acontecerá no ginásio da Faculdade Ari de Sá, a partir das 17 horas. Na segunda-feira (1º) a deputada federal e ex-prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), se lança, oficialmente, como candidata, com o deputado Elmano de Freitas (PT) na candidatura a vice. Os petista aguardam a presença do ex-presidente Lula na convenção.
Datas e locais das convenções
Ronaldo Martins (PRB)
Sábado, 30 de julho, no Ginásio Poliesportivo da Parangaba, a partir das 15 horas.
Capitão Wagner (PR)
Domingo, 31 de julho, no ginásio esportivo do Colégio Farias Brito, Aldeota, a partir das 8 horas.
Heitor Férrer (PSB)
Domingo, 31 de julho, no ginásio da Faculdade Ari de Sá, Centro, a partir das 9 horas.
Tin Gomes (PHS)
Domingo, 31 de julho, no Ginásio Poliesportivo da Parangaba, a partir das 10 horas.
João Alfredo (PSOL)
Domingo, 31 de julho, na sede do PSOL, Centro, a partir das 9 horas.
Luizianne Lins (PT)
Segunda-feira, 1º de agosto, ginásio da Faculdade Ari de Sá, a partir das 19 horas.
Roberto Cláudio (PDT)
Quinta-feira, 4 de agosto, no ginásio da Faculdade Ari de Sá, a partir das 17 horas.

09:07 · 11.07.2016 / atualizado às 09:07 · 11.07.2016 por

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Com o anúncio da pré-candidatura de Ronaldo Martins no último sábado, sobe para nove o número de pré-candidatos que pretendem concorrer ao pleito deste ano na Capital cearense. São eles: João Alfredo (PSOL), Francisco Gonzaga (PSTU), Heitor Férrer (PSB), Wagner Sousa (PR), Ronaldo Martins, Luizianne Lins (PT), Roberto Cláudio (PDT), Tin Gomes (PHS) e Ely Aguiar (PSDC).

Pelo menos dois deles podem desistir da disputa, mas se não o fizerem esta é a mesma quantidade de postulações com nomes homologadas em 2012 para a disputa em Fortaleza , quando do primeiro turno das eleições. Naquele ano foram aceitas as candidaturas de Elmano de Freitas (PT), Roberto Cláudio (à época no PSB), Heitor Férrer (então no PDT), Moroni Torgan (DEM), Renato Roseno (PSOL), Marcos Cals (pelo PSDB), Inácio Arruda (PCdoB), Francisco Gonzaga (PSTU) e André Ramos (PPL).

Valdeci Cunha chegou a lançar seu nome pelo PRTB, mas teve sua candidatura indeferida pelo juiz da 114ª Zona Eleitoral, Mário Parente Teófilo Neto, pois teria deixado de prestar contas de sua campanha eleitoral de 2010, quando se candidatou ao cargo de deputado federal.

Postulantes já conseguiram fechar alianças para a disputa

Até o momento, algumas alianças já estão sendo traçadas para a disputa eleitoral de outubro próximo. O PR, de Wagner Sousa, conseguiu os apoios de PSDB, PMDB e está acertando últimos detalhes com o Solidariedade. O PSB, de Heitor Férrer, está tentando construir consenso com a Rede. PSOL, com João Alfredo, tem o apoio do PCB e parte de membros egressos do PSTU.

O deputado Tin Gomes, até o momento tem o apoio de duas siglas, o PRP e o PMN. Roberto Cláudio é o pré-candidato que mais atraiu aliados para sua postulação à reeleição, enquanto que os demais postulantes vão para a disputa sem coligação.

10:25 · 10.07.2016 / atualizado às 10:25 · 10.07.2016 por

Por  Suzane Saldanha             

 

O vereador José do Carmo, vice-presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, não é mais candidatos, mas reconhece a dificuldade dos candidatos em razão da descrença da população com a classe política FOTO: José Leomar
O vereador José do Carmo, vice-presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, não é mais candidatos, mas reconhece a dificuldade dos postulantes em razão da descrença da população com a classe política FOTO: José Leomar

Em período de pré-campanha eleitoral, os vereadores da Capital apontam a descrença acentuada na classe política em razão do conturbado cenário eleitoral como uma das dificuldades já presenciadas na temporada. Eles avaliam que o aborrecimento dos eleitores pode ser mais intenso durante a campanha eleitoral quando os postulantes vão estar nas ruas.
Faltando duas semanas para oficialização dos candidatos a eleição deste ano, a partir do dia 20 deste mês fica permitido a realização de convenções destinadas a deliberar sobre coligações e escolher candidatos a prefeito, a vice-prefeito e a vereador. A campanha eleitoral tem início a partir do dia 16 de agosto.
Na eleição deste ano, os postulantes à Câmara Municipal também enfrentam a restrição do limite de gastos na campanha. Os postulantes a vereador da Capital podem desembolsar até R$ 343.910,50.
Ronivaldo Maia (PT) aponta que o resultado geral de maus exemplos na política têm aborrecido e deixado a população mais hostil aos políticos. Ele relata que membros do próprio Partido dos Trabalhadores reclamam da incoerência de princípios e de alianças feitas pela sigla.
“No caso do PT há um sentimento de aborrecimento dos petistas com alianças que a gente fez, quando estou em uma roda comum o que eu noto é vai ser difícil, as pessoas estão decepcionadas”, avaliou.
O parlamentar ressalta que o PT, neste primeiro momento, tem feito encontros com um públicos mais politizados e apoiadores. Segundo Maia, a resistência deve ser mais forte no período de campanha eleitoral. “Eu opino que a gente vai encontrar essa resistência do senso comum de que a política piorou, as pessoas já tinham aborrecimento e isso tem se potencializado”, analisa.
Para ele, uma das grandes tarefas dos candidatos este ano é a de fazer o debate com alguns pessoas desiludidas com a política para mostrar que os políticos não são todos iguais. Ronivaldo Maia defende que os eleitores precisam refletir e não hostilizar candidatos antes de analisar propostas. “Esse ano pode até ser pior, mas no geral temos déficit de nível de consciência, há uma cobrança que não é seguida de consciência. O que mais hostiliza é o mais vulnerável a votar errado”, apontou.
Apesar de já ter anunciado não disputar a reeleição este ano para apoiar o seu ex-chefe de gabinete Marcelo Lemos, José do Carmo (PSL) vai fazer campanha com o apadrinhado e estima que a maior dificuldade nesta campanha será com a descrença nos políticos.
“Hoje estamos com grande dificuldade de fazer campanha pela descrença dos políticos em função desse quadro nacional que colocam todos como farinha do mesmo saco, mas ainda temos pessoa sérias e comprometidas”, afirmou. Ele destaca fazer um intenso trabalho de atendimento a população no Bom Jardim.
Para ele, o vereador se tornou um assistente social nos bairros atendendo a diversos problemas da comunidade. O desemprego, segundo José do Carmo, tem aumentado o volume de pedidos. “O vereador hoje é assistente social, todo problema o povo vem para o vereador. Essa onda de desemprego, nunca vi tanta gente desempregada, atendo dez pessoas e oito pedem emprego”, relata.
Entre os pedidos feitos a ele, ajudas para compra de remédios, realização de exames e até de enterros. “Não tem quem faça enterro e temos que fazer, a situação crítica para se fazer campanha”, pontuou.
Ziêr Férrer (PDT) avalia o respingo do cenário político nacional na atuação de políticos com e sem mandato, mas ressalta que o eleitor tem a consciência de quem desenvolve um trabalho correto. Férrer afirma que quem entra na vida pública deve servir às pessoas com menos oportunidade e não pode se intimidar com a hostilidade.
Ele relata que o vereador é o político mais cobrado por estar mais presente nas comunidades e tomar conhecimento de todos os problemas do bairro. “Eu me sinto 24 horas dentro da comunidade, logicamente que respinga nos profissionais da política que não atuam nos bairros e no vereador que atua nos bairros”, disse.
Alípio Rodrigues (PTN) lembra que fazer campanha eleitoral em Russas, cidade em que nasceu, nos anos 80 era bem mais difícil por terminar, em alguns casos, em violência diferente do presenciado hoje na Capital. Para ele, o fortalezense sabe diferenciar o cenário local e nacional. “A vida política sempre foi difícil e hoje eu acho mais fácil, eu moro no meu bairro 30 anos”, disse.
Atuante no Pirambu, o parlamentar também aponta que o número de pedidos de emprego aumentou nesse período de crise. “Antes de eu ser vereador era comerciante atacadista e tenho relacionamento bom. A gente arruma, uns se aposentam, e o jeito de ajudar”, salienta.
Além de emprego, segundo ele, a população da Capital, inclusive conterrâneos de Russas, pedem cadeira de roda, muletas, liberação de corpo no Instituto Médico Legal, entre outras coisas. Apesar das ajudas, ele afirma ter mais trabalho desenvolvido na própria Câmara Municipal do que com esses serviços.

09:11 · 28.06.2016 / atualizado às 09:11 · 28.06.2016 por

Por Miguel Martins

 

A definição do nome do deputado Zé Ailton Brasil para disputar a Prefeitura do Crato motivou os aliados governistas de outros municípios da Região a anteciparam suas escolhas
A definição do nome do deputado Zé Ailton Brasil para disputar a Prefeitura do Crato motivou os aliados governistas de outros municípios da Região a anteciparam suas escolhas

Enquanto que no Crato e Barbalha a escolha dos nomes de aliados do governador Camilo Santana para a disputa Municipal vêm ocorrendo de forma tranquila, com as indicações de Zé Ailton Brasil (PP) e Fernando Santana (PT), em Juazeiro do Norte a indicação não está sendo fácil. PT, PDT, PTB e PSD travam uma batalha para ver quem vai lançar o nome para as eleições desse ano entre aqueles que fazem parte da base de Camilo Santana.
No Crato, por exemplo, PP, PT, PCdoB, PSD, PMB, PEN, PDT e PTB estão todos unidos em prol da pré-candidatura de Zé Ailton Brasil, o que não deve ser repetido no Município vizinho, na Região do Cariri. O presidente da sigla pedetista no Ceará, André Figueiredo, por exemplo, defende a pré-candidatura do empresário André Bender para a disputa no Município, enquanto que as demais legendas acreditam ter mais méritos para lançarem seus postulantes.
Há quem diga que o PDT deve fixar a meta macro, visando o pleito de 2018, por isso deve investir na candidatura do prefeito Roberto Cláudio, em Fortaleza, e não buscar atritos com aliados em outros municípios. Figueiredo defende, por outro lado, que para fortalecer a candidatura do PDT para a Presidência da República é preciso ter um bom quadro de prefeitos e vereadores eleitos neste ano.
“Estamos conversando e quero resolver tudo o mais rápido possível. Não vamos deixar as coisas para a última hora. Houve uma decisão no Crato, onde o Camilo definiu o Zé Ailton como candidato. O PDT pleiteia Juazeiro do Norte, até porque Barbalha já tem o PT na disputa. Advogamos a tese de termos a candidatura em Juazeiro, apoiando o Gilmar Bender”, disse o dirigente. Acontece que PT, PTB e PSD também pleiteiam encabeçar a chapa na cidade.
Segundo o presidente do PSD no Ceará, o partido não tem nenhum compromisso com o PDT em Juazeiro, nem mesmo o PMB. “Ele (André Figueiredo) pode falar pelo PDT, mas o PSD não faz parte dessa conversa. Teremos candidato pelo PSD. Estamos conversando com todos os partidos, e não dependemos de acordo para decidir nossos rumos”, disse. “Não tem nada a ver o fato de o Crato ou Barbalha não terem candidaturas do PDT”, apontou.
O vice-presidente do PP no Ceará, Antônio José Albuquerque, procurou evitar polêmica com os aliados, até porque já garantiu apoio para um de seus filiados no Crato. Segundo ele, em Juazeiro do Norte a sigla vai apoiar uma candidatura que seja da base do governador Camilo Santana, independente do nome escolhido.
O Partido dos Trabalhadores, por outro lado, estuda a possibilidade de lançar Manuel Santana, ex-prefeito do Município, e que de acordo com seus correligionários está bem nas pesquisas internas feitas. Acontece que o nome do petista não é consenso entre os aliados, o que torna complicada a possibilidade de os partidos governistas andarem juntos no pleito em Juazeiro. Caberá ao governador do Estado, Camilo Santana, tentar apaziguar os ânimos das siglas nos próximos dias.
O presidente do PTB, Arnon Bezerra, por outro lado, acredita que seu irmão, Luiz Ivan Bezerra, atual vice-prefeito de Juazeiro do Norte, é o melhor nome para a disputa. “Todo mundo tem direito de ter seu candidato, mas não pode colocar em jogo um projeto maior. O PDT tem a Prefeitura de Fortaleza, o PT tem o Governo do Estado. O que não pode agora é sacrificar uma aliança por conta de vaidade partidária”, apontou.
Segundo ele, tanto PT quanto PDT tem um projeto nacional maior, que passa pela Capital cearense, e que portanto não deveriam procurar intriga com aliados por conta da disputa em Juazeiro do Norte. “É preciso ter responsabilidade do que é melhor para a cidade e não colocar a cidade em risco. Sou muito consciente que trabalho em uma aliança que me leva a assumir essa responsabilidade. Não vou colocar a faca no pescoço de ninguém por vaidade”, disse.

08:22 · 23.05.2016 / atualizado às 08:22 · 23.05.2016 por

 

Desembargador Abelardo Benevides, presidente do TRE, marcou sessão da Corte para todos os dias no período de registro das candidaturas
Desembargador Abelardo Benevides, presidente do TRE, marcou sessão da Corte para todos os dias no período de registro das candidaturas

Juízes e servidores de cartórios eleitorais participaram, na última semana, de dois dias de reuniões, em Fortaleza, na Escola da Magistratura, tratando de questões relacionados ao processo de preparação das eleições municipais deste ano. O desembargador Abelardo Benevides, presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), não esconde sua preocupação com os prazos estipulados pela nova legislação eleitoral, sobretudo em relação aos registros das candidaturas.

O TRE do Ceará, inclusive, em razão da necessidade de atender aos prazos de registro das candidaturas já definiu o seu calendário de reuniões para o período. No Tribunal haverá sessões todos os dias, inclusive aos sábado, sendo que alguns dias da semana até duas reuniões poderão acontecer, mesmo que à Corte Eleitoral só os recursos contra decisões de registros de candidaturas e outros temas lhes sejam afetos.

Os registros de candidatos, por ser a disputa municipal, são feitas nos cartórios eleitorais das respectivas zonas dos 184 municípios cearenses. Em Fortaleza e em alguns outros municípios, com maiores números de candidatos, mais de um juiz ficará responsável pelos registros, cabendo ao Tribunal cuidar apenas dos recursos contra ou favor dos registros ou suas negativas.

09:37 · 31.03.2016 / atualizado às 09:37 · 31.03.2016 por
O deputado Zezinho Albuquerque diz que, por ora, as comissões não devem ser alteradas FOTO: José Leomar
O deputado Zezinho Albuquerque diz que, por ora, as comissões não devem ser alteradas FOTO: José Leomar

Por Miguel Martins

A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Ceará se reúne na próxima semana com membros do Colégio de Líderes da Casa para discutir, dentre outras coisas, composições das comissões técnicas e normas do Regimento Interno. No entanto, um dos principais assuntos a serem debatidos será o comportamento dos parlamentares no Plenário 13 de Maio diante ano eleitoral.

De acordo com o primeiro-secretário da Mesa, o deputado Sérgio Aguiar (PDT), está havendo inquietação por parte dos parlamentares devido ao desenrolar de discussões em plenários, principalmente, por conta do período eleitoral que se avizinha. “De certa forma está havendo na Casa, por conta das eleições municipais, diversos debates mais efervescentes. Isso porque a Casa deverá ter uma dezena de deputados candidatos ao pleito desse ano”, afirmou.

Alguns parlamentares estão com seus nomes colocados para a disputa eleitoral de outubro, e muitos pronunciamentos têm se limitado a tratar de assuntos localizados. Conforme Aguiar, muitas vezes, durante as discussões, deputados querem “avançar no Regimento Interno”. Hoje existem pelo menos 14 pré-candidatos na Assembleia.

Proporcionalidade

De acordo com Sérgio Aguiar, até o momento, nenhum parlamentar representante de bancada ou bloco partidário reclamou a participação nas comissões técnicas da Casa. “O que pode haver é que um membro de uma bancada tenha saído do partido, e o líder do partido queira indicar o substituto dessas vagas. Aí eu vejo que é um ato legítimo que pode ser feito para manter a proporcionalidade das bancadas nesta legislatura”, relatou.

O PMDB, até o momento, foi a única sigla que disse que quer recompor as vagas que até então estavam cedidas para o deputado Walter Cavalcante, hoje no PP. Das sete comissões que Cavalcante participava, ele já informou querer participar apenas de uma. O PMDB perdeu um parlamentar, mas ganhou outro, Tomaz Holanda, egresso do PPS.

Ainda segundo Sérgio Aguiar haverá uma discussão sobre blocos partidários, já que há uma intenção de unir PDT, PP, PT e PCdoB em um super bloco com mais de 20 parlamentares.

Sobre a mudança nas composições das comissões, o presidente da Casa, Zezinho Albuquerque (PDT), afirmou que está esperando o período de adesões a novas legendas se encerar para, em seguida, reunir a Mesa Diretora e, depois, os líderes partidários para saber como alterar os colegiados. Segundo ele, a reunião com o Colégio de Líderes será na próxima semana.

Sobre as recentes críticas de parlamentares quanto ao uso da palavra na tribuna, o presidente afirmou que “o deputado se inscreve e fala se quiser”.

11:06 · 30.03.2016 / atualizado às 11:23 · 30.03.2016 por
Roseno não o direito de participar dos debates Crédito: José Leomar
Roseno não tem o direito de participar dos debates pela lei eleitoral
Crédito: José Leomar

Só os candidatos a prefeito cujo partido tenha no mínimo 10 deputados federais, eleitos em 2014, ou filiado ao seu partido até antes do dia 19 de fevereiro, quando da abertura da “Janela Partidária” são obrigados a ser convidados a participarem dos debates no rádio e na televisão. Em Fortaleza, a nova lei atinge diretamente ao deputado Renato Roseno (PSOL), cuja legenda não tem o número suficiente de parlamentares exigido pela legislação.

O que diz o texto do Art. 46 da lei: “Independentemente da veiculação da propaganda eleitoral gratuita no horário definido nesta Lei, é facultada a transmissão por emissora de rádio ou televisão de debates sobre as eleições majoritária ou proporcional, sendo assegurada a participação de candidatos dos partidos com representação superior a nove Deputados, e facultada a dos demais, …”

O partido do deputado Renato Roseno só tem seis deputados federais, um deles filiado recentemente, aproveitando a “Janela Partidária”, portanto, só se alguma estação entender de abrir uma exceção para a sua participação e os demais candidatos concordarem, visto ser garantido a todos os postulantes fazer exigências sobre suas participações nos debates, o que não significa dizer que essas objeções inviabilizem os programas.

Ontem, representantes do PSOL e do PV, entraram no Supremo Tribunal Federal com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra os Arts. 46 e 47 da nova legislação eleitoral. A relatora da ADI é a ministra Rosa Weber.

Leia a notícia do site do Supremo Tribunal:

Nova ADI questiona alterações nas regras sobre debates e propagandas eleitorais

Os artigos 46 e 47, parágrafo 2º, incisos I e II, da Lei das Eleições (Lei 9.504/1997), alterados pela Lei 13.165/2015, estão sendo questionados em mais uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 5487) ajuizada no Supremo Tribunal Federal (STF). Os dispositivos se referem, respectivamente, à participação de candidatos em debates e à distribuição do horário destinado à propaganda eleitoral gratuita aos partidos e ou coligações para transmissão pelas emissoras de rádio e de TV.

Representados na Câmara Federal com cinco deputados, o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e o Partido Verde (PV), autores da ADI, argumentam que a mudança na legislação lhes causou prejuízos, uma vez que a regra anterior permitia a participação em debates eleitorais dos candidatos de partidos que tivessem pelo menos um representante na Câmara dos Deputados. A partir das alterações trazidas pela Lei 13.165/2015, somente os partidos com mais de nove deputados federais podem ter seus candidatos participando de debates.

Já sobre o tempo destinado à propaganda eleitoral gratuita, os dois partidos sustentam que, com a mudança na legislação, 90% do horário eleitoral gratuito devem ser divididos proporcionalmente à representação na Câmara dos Deputados (valendo a soma de coligações: tempo correspondente dos seis partidos maiores na eleição majoritária e o tempo todos os partidos na eleição proporcional), enquanto que os 10% restantes distribuídos igualmente entre todas as agremiações.

Na ação, PSOL e PV afirmam que as mudanças nas regras incorrem em várias inconstitucionalidades, como a criação de cláusula de barreira imediatamente para as eleições municipais de 2016, o desrespeito à anterioridade numérica dos partidos advinda das eleições de 2014 e a adoção de critérios desproporcionais e que restringem direitos das legendas numericamente menores.

Pedidos

Os partidos pedem a concessão de medida liminar para suspender a eficácia dos dispositivos questionados. No mérito, requerem a declaração de inconstitucionalidade parcial do caput do artigo 46 da Lei Eleitoral (nove deputados) e inconstitucionalidade total da nova redação dos incisos I e II do parágrafo 2º do artigo 47. Pedem também a invalidação da regra prevista no parágrafo 5º do artigo 46, que permite a fixação número de participantes nos debates pelos próprios candidatos, suprimindo do dispositivo a expressão “inclusive as que definam o número de participantes”.

A relatora da ação é a ministra Rosa Weber.

09:27 · 25.01.2016 / atualizado às 09:27 · 25.01.2016 por
Pretensos candidatos em Fortaleza, Heitor e Wagner devem mirar gestão de Roberto Cláudio. FOTO: JOSE LEOMAR
Pretensos candidatos em Fortaleza, Heitor e Wagner devem mirar gestão de Roberto Cláudio. FOTO: JOSE LEOMAR

Pelo menos 18 deputados da Assembleia Legislativa do Ceará estão sondados para a disputa eleitoral de outubro próximo no Estado, o que representa 39% do total de parlamentares da Casa. A quantidade expressiva de parlamentares interessados em disputar o pleito deste ano significa também que as discussões no Plenário 13 de Maio devem focar, cada vez mais, as prefeituras municipais e seus atuais gestores.

O caso mais emblemático é o do peemedebista Carlomano Marques, que, em praticamente, todos os seus pronunciamentos fez críticas ao prefeito de Pacatuba. Marques, possivelmente, é candidato à Prefeitura de Pacatuba. No entanto, o gestor que deve sofrer mais ataques da tribuna da Casa neste ano é o prefeito Roberto Cláudio, visto que dos possíveis candidatos ao pleito Municipal, pelo menos seis visam a disputa na Capital cearense.

Wagner Sousa (PR), Elmano de Freitas (PT), Heitor Férrer (PSB), Tin Gomes (PHS), Renato Roseno (PSOL) e Bruno Pedrosa (PSC) têm sinalizado a possibilidade de serem candidatos à disputa eleitoral em Fortaleza.

Outros pretensos candidatos oriundos da Assembleia devem disputar as prefeituras da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) , como é o caso de Bethrose (PMB), em São Gonçalo do Amarante; Júlio César Filho (PMB), em Maracanaú; Lucilvio Girão (SD), em Maranguape; e Naumi Amorim (PSL), em Caucaia.

Um dos municípios cearenses que deve ter a disputa mais acirrada do pleito deste ano é Sobral, e lá o irmão do ex-governador Cid Gomes, o deputado Ivo Gomes (PROS), deve ser candidato. Em Iguatu, a deputada licenciada, Mirian Sobreira (PROS), deve tentar retomar o cargo que outrora foi de seu grupo político. Leonardo Pinheiro (PSD), segundo informações da Assembleia, é pré-candidato em Morada Nova.

Laís Nunes (PMB) está trabalhando com a possibilidade de ser prefeita do Município de Icó. Tomaz Holanda (PPS), desde o ano passado sonda a possibilidade de disputar as eleições em Quixeramobim, e Zé Ailton Brasil (PP) trabalha sua candidatura no Crato. O suplente de deputado Nizo Costa também tem pretensão de ser candidato a prefeito em Cariús.

Pretensos candidatos oriundos da Assembleia Legislativa:

Bethrose – São Gonçalo do Amarante
Carlomano Marques – Pacatuba
Elmano de Freitas – Fortaleza
Heitor Férrer – Fortaleza
Ivo Gomes – Sobral
Júlio César Filho – Maracanaú
Laís Nunes – Icó
Leonardo Pinheiro – Morada Nova
Lucílvio Girão – Maranguape
Mirian Sobreira – Iguatu
Tin Gomes – Fortaleza
Tomaz Holanda – Quixeramobim
Zé Ailton Brasil – Crato
Nizo Costa – Cariús
Renato Roseno – Fortaleza
Bruno Pedrosa – Fortaleza
Naumi Amorim – Caucaia
Wagner Sousa – Fortaleza

09:19 · 22.01.2016 / atualizado às 09:19 · 22.01.2016 por
Petistas lançaram manifesto em defesa da candidato próprio a prefeito na Capital, mas nomes esperados, como Luizianne Lins, não foram FOTO: Natinho Rodrigues
Petistas lançaram manifesto em defesa da candidato próprio a prefeito na Capital, mas nomes esperados, como Luizianne Lins, não foram FOTO: Natinho Rodrigues

Por Miguel Martins

Representantes do PT em Fortaleza querem construir, ao longo dos próximos meses, uma candidatura própria de consenso entre seus filiados para evitar uma disputa interna que fragilizar ainda mais a sigla, que tem enfrentado ampla rejeição nos últimos anos. Na tarde de ontem, o presidente da executiva municipal, deputado Elmano de Freitas, se reuniu com alguns membros do grêmio para lançar uma resolução partidária em que defende participação na disputa majoritária nas eleições de outubro.

A sigla quer evitar as prévias e trabalhar um nome que tenha maior densidade eleitoral e que seja o aglutinador das forças internas da agremiação e de prováveis alianças. “Você está sendo atacado, seu partido está sendo atacado, o Governo Federal e o Estadual também. Vamos perder tempo em um debate interno, em uma disputa acirrada? Não tem lógica”, disse Elmano.

Segundo ele, é possível que o PT gaste mais energia e tempo em discussão sobre um nome, mas alega ser necessário, já que o candidato precisa unificar a legenda. “Temos vários nomes que podem unificar, mas vamos tentar ver um que unifique e tenha maior desempenho eleitoral na disputa”, alegou, citando como possíveis postulantes os vereadores licenciados Acrísio Sena e Guilherme Sampaio, o vereador Deodato Ramalho e a deputada federal Luizianne Lins.

O PT de Fortaleza, durante todo o ano passado, não conseguiu se reunir com o governador Camilo Santana para discutir as disputas eleitoras em Fortaleza. O assunto voltou à pauta, ontem, durante coletiva em que o partido apresentou o manifesto pró-candidatura própria. Elmano de Freitas disse que o partido tem interesse em que o chefe do Executivo apoie um candidato majoritário da sigla, mas compreende os compromissos que ele tem com o prefeito Roberto Cláudio, até porque Camilo teve apoio do grupo político do qual o gestor Municipal faz parte.

Vetar

Elmano ressaltou ainda que em 2014, quando a presidente Dilma Rousseff recebeu apoio de dois candidatos ao Governo do Estado, Eunício Oliveira e Camilo Santana, ela decidiu se ausentar da participação nos palanques locais, distanciando-se da disputa no Ceará. “Temos uma situação semelhante em Fortaleza. Como é que o governador vai se colocar diante disso? Temos antes que conversar com ele e saber o que ele sugere. Nessa situação, o PT não vai chegar e dizer como ele tem que fazer. Queremos chegar a um consenso, inclusive com o governador”.

Elmano disse não acreditar que o governador tenha interesse em vetar a escolha do PT municipal, ressaltando que, do ponto de vista partidário, Camilo não se posicionou sobre Fortaleza nem sobre qualquer município. O partido pretende discutir quais serão as alianças que poderão ser feitas em prol de uma candidatura petista, já que esse é outro obstáculo a ser superado.

O partido ainda vai passar por um debate interno no processo eleitoral até encaminhar a decisão final para a executiva nacional para ser homologada. No dia 27 de janeiro, o partido realizará reunião interna para discutir o processo com os filiados. No dia 30, o PT Estadual fará a Conferência Eleitoral, ocasião em que nomes dos pretensos candidatos em todo o Estado serão colocados para avaliação da legenda. Já no dia 8 de abril ocorrerá a conferência nacional do PT.

Derrota

O líder do PT na Câmara Municipal de Fortaleza, Deodato Ramalho, afirmou que o manifesto em favor da candidatura própria ratifica o processo que se iniciou em 2013, após a derrota do partido nas eleições de 2012. Segundo ele, o governador Camilo Santana, “na pior das hipóteses, tem que se colocar como magistrado e respeitar as posições partidárias do PT”. Ele também defende o apoio do chefe do Executivo estadual ou, no máximo, a neutralidade do governador.

Para o secretário da Cultura e vereador licenciado, Guilherme Sampaio, o documento apresentado é um guia sobre o processo eleitoral de 2016 e trará grande responsabilidade para o partido. Ele diz que o projeto do PT está sob forte ataque “das forças políticas que sempre dominaram e pautaram a política nacional”, o que só pode ser respondido, avalia, pelo diálogo com as pessoas durante o processo eleitoral.

O vereador Ronivaldo Maia e o assessor de  articulação política dos movimentos sociais, Acrísio Sena, não foram ao encontro, mas enviaram representantes. A deputada Luizianne Lins não compareceram ao evento.

O presidente estadual do PT, De Assis Diniz, chegou ao término do encontro. Ao Diário do Nordeste o dirigente disse que é preciso ter cautela na definição da candidatura, acrescentando que a legenda não pode se sobrepor a decisões da executiva nacional e ainda precisa ouvir a opinião do “maior cabo eleitoral” do partido no Estado, o governador Camilo Santana.