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Tag: Candidatos


11:57 · 03.09.2017 / atualizado às 13:05 · 03.09.2017 por
Em 2014, a renovação alcançou o patamar de 52,2% Foto: José Leomar

Os atuais deputados estaduais cearenses já fazem contas para se situarem na disputa eleitoral do próximo ano. Todos estão certos de que haverá uma grande renovação, como vem acontecendo nos últimos pleitos. Agora, porém, em razão dos muitos escândalos envolvendo políticos dos diversos partidos, a expectativa é de que a renovação no Legislativo estadual possa superar a casa dos 60%.

As relações dos prováveis novatos já circulam na Assembleia, quase todos com sobrenomes já conhecidos da política cearense, pois filho ou parente próximo, incluindo as mulheres de alguns deles, como a do prefeito de Caucaia e a ex-prefeita de Tauá, mulher do conselheiro Domingos Filho, ex-deputado e ex-governador do Estado.

Em 2014, a renovação alcançou o patamar de 52,2%. À época, foram apenas 22 parlamentares releitos. Em reportagem publicada recentemente no Diário do Nordeste, os parlamentares comentaram tal expectativa quanto ao pleito de 2018.

O deputado Julinho (PDT), membro da Mesa Diretora da Casa, afirmou que o percentual de renovação de 2014 deve se repetir ou aumentar, uma vez que a população está acompanhando mais de perto os atos de seus representantes políticos. “Se determinado candidato não atender aos anseios da população, com certeza, o voto do eleitor será mudado, porque todo mundo está mais atento”.

Renato Roseno (PSOL) também crê em uma renovação expressiva dos assentos na Assembleia. No entanto, ele acredita que isso dependerá em boa parte do foco que os partidos vão dar, mas sobretudo se a sociedade civil organizada adotar uma postura mais assertiva no sentido de apresentar novos quadros.

08:56 · 25.11.2016 / atualizado às 08:57 · 25.11.2016 por

Faltando uma semana  para a eleição da nova Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Ceará, os deputados José Albuquerque, buscando a reeleição, e Sérgio Aguiar querendo ser presidente, ambos do mesmo partido, o PDT, se articulam em busca de apoios para a garantia de seus respectivos pleitos.

Ontem, Sérgio Aguiar, depois de um encontro com o governador Camilo Santana, onde reafirmou sua disposição de concorrer à presidência do Poder Legislativo, reuniu um grupo de parlamentares, da base governistas, para demonstrar seu apoio, além de garantir aos próprios colegas de almoço que não abandonará a disputa.

A eleição da nova Mesa Diretora da Assembleia está prevista para acontecer na próxima quinta-feira, dia 1º de dezembro, embora o Regimento Interno da Casa defina um prazo de até o dia 15 do último mês do ano para a sua realização.

 

09:10 · 28.09.2016 / atualizado às 09:10 · 28.09.2016 por

 

Por Suzane Saldanha

 

Vereador João Alfredo reclama da Legislação eleitoral que, no seu sentir, prejudica os partidos e as candidaturas menores
Vereador João Alfredo reclama da Legislação eleitoral que, no seu sentir, prejudica os partidos e as candidaturas menores

Apontando um processo de deixar invisível os partidos pequenos nesta campanha eleitoral, o vereador João Alfredo, candidato à Prefeitura pelo PSOL, voltou a reclamar da sua ausência nos debates televisionados em razão da legislação eleitoral e creditou a lei um dos motivos da baixa intenção de voto aos candidatos do PSOL pelo Brasil.
Conforme a nova legislação eleitoral, aprovada na reforma eleitoral em 2014, estão aptos a estar nos debates os candidatos filiados a partidos políticos com mais de nove parlamentares na Câmara dos Deputados.
João Alfredo afirmou se vergonhosa a situação de retrocesso registrada no país em todos os aspectos, inclusive na campanha eleitoral com regras violentas contra os partidos pequenos. O parlamentar relatou ser a primeira vez em mais de dez anos no PSOL que observa uma situação deste nível.
“Em 11 anos de resistência pelo PSOL, em seis campanhas que nós participamos, essa foi a primeira vez que isso aconteceu. Há dois anos, Ailton Lopes para governador participava dos debates. Fere o direito dos eleitores de conheceram toda as propostas e a opção é do eleitor, mas ele precisa conhecer o que pensa todas as candidaturas”, defendeu.
João Alfredo avalia ser pior a contra reforma política gestada no Congresso Nacional “golpista”. Segundo ele, a invisibilização das candidaturas dos partidos pequenos, que impede uma disputa em igualdade de todos os postulantes, fez com que Luiza Erundina caísse nas intenções de voto em São Paulo e que Marcelo Freixo enfrente uma dura disputa no Rio de Janeiro.
Nas pesquisas eleitorais, Erundina tem 4% e Freixo tem 9% no Rio de Janeiro, segundo pesquisa Ibope divulgada na última segunda-feira. Em Fortaleza, João Alfredo tem 1% das intenções de voto. “Essa invisibilização nossa já fez que Erundina caísse em São Paulo, com o que o Marcelo Freixo sofra na disputa porque não temos a possibilidade de fazer disputa em igualdade”, disse.
Ele destacou sua apresentação hoje na Câmara Municipal como candidato a prefeito de Fortaleza. João Alfredo fecha o ciclo de debates feitos com cada um dos postulantes à Prefeitura desde o fim agosto. “Esta Câmara adotou o princípio da isonomia, todas as candidaturas tiveram o mesmo tempo. Amanhã (hoje) serei o último, todos se colocaram e o povo é soberano”, analisou.
O parlamentar reclamou do “boicote” feito a sua minha participação nos debates de emissoras de televisão da cidade e destacou ter participado de encontros em universidades da cidade.
“Quero lembrar que a Fa7 promoveu debate e foi Heitor Férrer, Capitão Wagner e eu. Na Fanor foi uma sabatina e estive na Universidade Federal do Ceará, promovido pelo Observatório de Políticas Públicas”, apontou. Ele informou realizar uma transmissão paralela dos debates em sua página no Facebook para comentar as respostas dos candidatos.
João Alfredo também repercutiu a proposta do governo de Michel Temer de retirar do Ensino Médio as disciplinas de Artes e Educação Física. Ele denunciou que os professores da rede municipal da Escola das Artes estão desde o mês de junho sem receber remuneração.
“O problema com artes não é só do Temer, parece que Roberto Cláudio também tem. Desde de julho, os professores de dança na vila das artes estão sem receber o seu salário. Uma escola importante que dá a informação e que esses profissionais vem sendo desrespeitados”, disse.

09:47 · 27.09.2016 / atualizado às 09:47 · 27.09.2016 por

 

Por Antonio Cardoso

Em Caucaia, o candidato Naumi Amorim (PMB) tem 39% das intenções de voto, seguido de Eduardo Pessoa com 27%, conforme pesquisa Ibope publicada ontem no Diário do Nordeste. Em seguida aparecem os candidatos Potim (PTC) e Silvio Nascimento (PP) com 6% cada. Daniel Gadelha (PSOL) e Baiano Ximenes (REDE) têm 2% e 1% das intenções de voto respectivamente.

Se considerados apenas os votos válidos, descontando-se os votos em branco e nulos, Naumi Amorim aparece com 49% das intenções de voto contra 33% de Eduardo Pessoa. Potim surge com 8%, Silvio Nascimento com 7%, Daniel Gadelha com 2% e Baiano Ximenes com 1%.

Os números deram confiança a Naumi. Ele acredita que poderá vencer os adversários já no primeiro turno. “Vamos reforçar o trabalho com nossos militantes para que eles possam motivar ainda mais as pessoas a votarem na nossa chapa. Assim vamos conseguir o pouco que falta e vencer logo de primeira”.

Nesta semana Naumi promete que sua bandeira estará ainda mais presente nas ruas de Caucaia, tudo para não perder os votos que diz já ter conquistado e, de quebra, angariar os dos indecisos. “Temos feito entre seis e oito caminhadas por dia”, conta. Para alcançar o maior número possível de visitas, ele diz que seu grupo se divide. “Eu vou para um bairro, minha esposa para outro, meu filho e meu irmão também seguem para outros destinos. Sozinho não conseguiria visitar a todos os lugares. Mas a equipe já esteve nos quatro pontos da Caucaia e, se tiver segundo turno, vamos aumentar muito mais essa busca da confiança do eleitor”, avisa, acrescentando que pesquisas internas mostram vantagem ainda maior sobre os adversários. “Mas vamos nos basear sempre pela menor, para fazer um trabalho maior, corrigindo o que estiver errado”.

Segundo colocado nas pesquisas o tucano Eduardo Pessoa avalia que, embora as pesquisas sejam um meio “científico e interessante” para acompanhar uma eleição, ele prefere respeitar o dia da eleição e o voto de cada eleitor. “O eleitor é quem vai decidir se ganhamos no primeiro turno ou se vamos para o segundo. Enquanto isso, nosso trabalho continua igual, firme e forte”.

Em caso de votação numa segunda etapa em Caucaia, feito inédito, Pessoa conta que ouvirá os eleitores e vai traçar ações para resolver os problemas do município. “Nasci e moro até hoje no mesmo lugar, na Carauçanga, zona rural de Caucaia. Conheço a cidade como a palma da minha mão e tenho o dever de não permitir que ela caia em mãos erradas”, diz o peessedebista.

09:00 · 26.09.2016 / atualizado às 09:00 · 26.09.2016 por
Tomaz Holanda apoia a esposa, mas não vai votar nela, pois seu título está registrado em Quixeramobim FOTO: FABIANE DE PAULA
Tomaz Holanda apoia a esposa, mas não vai votar nela, pois seu título está registrado em Quixeramobim FOTO: FABIANE DE PAULA

No pleito do próximo dia 2 de outubro, alguns parentes e aliados de candidatos que estão na disputa deste ano, apesar de estarem pedindo votos para seus correligionários ou familiares, não vão votar neles. Isso acontece porque alguns dos principais cabos eleitorais da disputa de 2016 estão com  domicílio eleitoral em outros municípios.

É o caso, por exemplo, do deputado Tomaz Holanda (PMDB), que apesar de pedir votos para a esposa, Libânia Holanda, que é candidata à vereadora de Fortaleza,  não vai votar nela,  uma vez que seu título está registrado em Quixeramobim. Tomaz,  recentemente, desistiu da disputa à Prefeitura do Município.

Outro caso semelhante é do deputado Bruno Gonçalves (PEN) e do seu pai, Acilon Gonçalves (PEN), que apesar de ajudarem Marta Gonçalves, pedindo votos para ela aqui na Capital, votam no Município do Eusébio.

Carlomano Marques (PMDB) e Magaly Marques (PMDB), conhecidos pelos apoios dados um ao outro, não contarão com seus votos para se ajudarem neste pleito, visto que Carlomano é candidato em Pacatuba, e Magaly em Fortaleza. Os irmãos Lucílvio Girão (PP) e Luciram Girão (PDT) passam pela mesma situação. Apesar de aliados, Lucilvio vota em Maranguape e Luciram é candidato em Fortaleza.

09:50 · 25.09.2016 / atualizado às 10:10 · 25.09.2016 por

A campanha eleitoral que vai eleger vereadores e prefeitos nos 184 municípios cearenses está chegando ao fim. Nesta última semana o trabalho dos postulantes deve ser intensificado nas ruas e no campo virtual não será diferente. As ferramentas online já não podem ser consideradas uma novidade em eleições, mas especialmente neste pleito, seu uso representou um reforço significativo diante da falta de recursos que ficaram limitados após a legislação proibir doações de empresas.

>>Luizianne Lins promove jantar de adesão com convites de até R$ 1 mil

>PMDB lidera doações partidárias nos 15 municípios com campanhas que mais arrecadaram no Ceará

Há, literalmente, candidato utilizando a internet para arrecadar dinheiro. A ex-prefeita Luizianne Lins (PT), por exemplo, tem apostado nesta estratégia e através de sua página no Facebook apela para que os militantes e simpatizantes façam doações a partir de R$ 25. Na quinta-feira (22) a petista fez um post chamando as pessoas para o “Time da Lôra”.

“Se você acredita nas nossas propostas e compartilha a esperança e a vontade de construir uma Fortaleza para toda gente, você também faz parte do #TimeDaLôra. Quer contribuir com a campanha? Acesse o nosso site e faça a sua doação. Colabore por uma cidade mais justa e cheia de oportunidades para todos e todas”, diz publicação, direcionando para o site da campanha, onde, além do espaço para as doações, está disponível o Plano de Governo, perfil, vídeos dos programas de televisão e depoimentos de apoiadores. O internauta também pode baixar o jingle e material impresso. Há ainda um formulário para militantes se inscreverem para trabalho voluntário.

Outro que investe na rede social para arrecadar é Heitor Férrer (PSB). Assim como Luizianne, ele postou no Facebook, também na quinta, uma convocação, alegando não ter “patrão” e nem padrinhos políticos. “Acesse agora o site e faça sua contribuição para manter nossa campanha independente a pleno vapor! É fácil, rápido, seguro e transparente”, aponta a publicação. Na quarta-feira (21), o candidato já havia feito outra postagem. “Não temos padrinhos políticos, nem patrão. A nossa única aliança é com o povo de Fortaleza, por isso pedimos a sua contribuição para seguir com nossa campanha independente a pleno vapor. Entre no site e faça sua doação”, justifica.

Como tem feito na rede social, Heitor também usa o site para expor seu Plano de Governo, divulgar agenda e como espaço para se comunicar diretamente com o eleitor, através de um link que possibilita a captação de perguntas que são respondidas pelo próprio socialista ou assessores de campanha. Visivelmente, a plataforma tem como maior intuito convencer para a doação.

Em situação mais favorável financeiramente, o candidato à reeleição Roberto Claudio (PDT) usa todos os espaços nas redes sociais e site somente para divulgar ações de sua campanha. Logo ao entrar em sua página no Facebook o navegante confere imagens e vídeos de caminhadas, carreatas e agenda. Uma estratégia adotada pelo pedetista tem sido vincular a visita feita a determinadas comunidades com o que sua gestão fez no local.

No espaço as propostas aparecem mais timidamente, mas ganham destaque no site, onde há link direcionando para a relação das ações de Roberto Claudio enquanto gestor municipal e promessas de ampliação. Todos os itens são precedidos do vocábulo “Mais”.

Apoiado por grandes partidos como PSDB e PMDB, Capitão Wagner (PR), principal concorrente do atual prefeito, segundo as últimas pesquisas do Ibope e Datafolha, segue o mesmo modelo de abordagem e também optou por não pedir dinheiro de eleitores. No site consta a agenda, propostas e campo para inscrição de voluntários.

Ronaldo Martins (PRB) não deixa explícito na rede social o pedido de ajuda financeira, escolheu usá-la para falar de propostas, repercutir caminhadas e, principalmente para postagens de imagens com fortalezenses que afirmam estar com o candidato. Os vídeos foram gravados com estudantes, idosos, empresários, cabeleireiros, cozinheiros etc. No site da campanha há espaço reservado para os compromissos assumidos, download do material de divulgação e formulário para uma espécie de tira-dúvidas.

João Alfredo, até a última sexta-feira, 23, também não havia pedido recursos através do Facebook, mas no site, aqueles que tenham interesses em colaborar têm a disposição um botão que direciona para o preenchimento de dados pessoais. “Antes mesmo da proibição legal, não recebíamos dinheiro de empresas, pois sempre soubemos que essa doação era fonte de comprometimento do poder público e de corrupção. Fazemos política com independência e coletividade, por isso convidamos você a doar e nos ajudar a espalhar nossa mensagem pela cidade”, diz texto de apresentação. Também está disponível a prestação de contas do candidato, porém somente até a data de 26 de agosto.

Outros que não usam do artifício são os postulantes Tin Gomes (PHS) e Francisco Gonzaga (PSTU). O primeiro reserva a rede social para publicar fotos e vídeos das visitas aos bairros e apresentar propostas de governo. O candidato não tem site. Por sua vez, Gonzaga posta ações já realizadas como caminhadas, reuniões e visitas. Sem site e com pouco tempo de TV, ele utiliza do Facebook para falar de seus projetos para Fortaleza.

Fiscalização

As doações feitas por eleitores, que nesta eleição também foram chamados de pessoas físicas, estão na mira dos Tribunais Regionais Eleitorais. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, um cruzamento de dados entre o cadastro de beneficiários de programas sociais do Governo Federal e o sistema de prestação de contas do TSE identificou que R$ 15.970.436,50 foram doados a candidatos e partidos políticos nas eleições deste ano por beneficiários do Bolsa Família.

Ainda conforme o Tribunal, o valor total de arrecadação declarado à Justiça Eleitoral até o momento é de mais de R$ 1 bilhão e, pelo que ficou constatado no cruzamento, no mínimo 16 mil beneficiários do programa social aparecem como doadores. Para o TSE, ou essas pessoas não deveriam estar recebendo o benefício federal ou podem ter o CPF usado por terceiros.

Por meio de formulário eletrônico disponível no Portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), doadores e fornecedores poderão informar, voluntariamente, as doações e os bens prestados a partidos e candidatos durante o pleito.

O objetivo é confrontar as informações declaradas nas prestações de contas eleitorais com as prestadas pelos doadores e fornecedores. O Tribunal também disponibiliza um formulário para que eleitor informe não ter feito qualquer doação. A ideia é que, surgindo valores com origem no CPF de quem declarou, o TSE logo constatará a existência de fraude.

09:46 · 17.09.2016 / atualizado às 09:46 · 17.09.2016 por

Por Antonio Cardoso
A quinta-feira (15), era o prazo definido para a Justiça Eleitoral divulgar, pela internet, o relatório discriminado das transferências do Fundo Partidário, recursos em dinheiro e valores estimáveis em dinheiro que os partidos políticos, as coligações e os candidatos tenham recebido para financiamento da sua campanha eleitoral e dos gastos que realizaram, desde o início da campanha até o dia 8 de setembro.

No dia seguinte ao que já deveria constar todos os dados, ainda havia municípios onde os formulários continuavam desatualizados, sem a devida prestação de contas. No município de Caucaia, por exemplo, do candidato Baiano Ximenes (REDE), até a sexta-feira, não constava prestação de contas no espaço reservado no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Daniel Gadelha (PSOL) recebeu R$ 210 da direção estadual do seu partido e não prestou contas das despesas.

Por outro lado, o candidato Eduardo Pessoa (PSDB) não informa quanto recebeu, mas já contratou despesas de R$ 653.260. Potim (PTC), que estava indeferido, recorreu e conseguiu o aval para concorrer, não registra entrada de recursos, mas, sem especificar, apontou ao TSE despesas contratadas de R$ 193.821.

Em Juazeiro do Norte, a candidata Flávia Soares (PRB) informou ter recebido R$ 2.564, sendo R$ 880 de recursos próprios e R$ 1.684 de doações de pessoas físicas, mas o campo dos gastos estava vazio. O contrário ocorre com Normando Sóracles (PSDB). Não consta no levantamento do Tribunal Superior Eleitoral o quanto a campanha recebeu, enquanto que, sem especificar o destino, mostra R$ 409.369,29 em despesas contratadas.

Complementando o quadro nas quatro cidades com maior número de eleitores, após Fortaleza, em Maracanaú os dois candidatos, Firmo Camurça (PR) e Julinho (PDT) estão em dia com o detalhamento. Mas em Sobral, apenas Josy Vasconcelos (PSOL) mantém o formulário da prestação de contas em branco.

Também chama atenção nos números do TSE a disparidade entre o que determinados candidatos comprovaram ter recebido dos partidos, investimentos próprios ou doações de pessoas físicas, e seus gastos da campanha. Em alguns casos a diferença representa quase dez vezes o que é arrecadado. Em Juazeiro quase triplica. Raimundo Macedo (PMDB) conta com recursos no montante de R$ 196 mil, enquanto o total de despesas contratadas soma R$ 555.495,69. O maior gasto registrado é com uma empresa fornecedora de combustíveis para quem já destinou, segundo registra o TSE, R$ 23.368,05.

Primeiro colocado na última pesquisa Ibope, divulgada nessa semana, o deputado federal Arnon Bezerra (PTB) conta com recursos financeiros da ordem de R$ 214.192,12, mas contratou em despesa, conforme atualização do TSE em 13 deste mês, R$ 387.328,83. O candidato foi quem mais disponibilizou dinheiro para sua campanha. Só dele foram R$ 120 mil, enquanto o partido destinou R$ 75 mil. O maior gasto foi com produção de programas de rádio, televisão ou vídeo, no valor de R$ 28,5 mil. Ainda no município caririense, Francisco Fabiano (PSB) tem despesa contratada em quase R$ 76 mil, mesmo com receita somada em R$ 43.400.

Em Maracanaú, o candidato à reeleição, Firmo Camurça contraiu despesas de R$ 197.441,33, mas recebeu R$ 135,7 mil. Seu único oponente, deputado estadual Júlio César, de acordo com o TSE, conta com R$ 18 mil de recursos próprios para fazer a sua campanha. Não consta doações de pessoas físicas e tampouco do partido. E, mesmo assim, há o registro de R$ 151.280,55 em despesas contratadas.

Segundo maior colégio eleitoral do Estado, no município de Caucaia, o deputado estadual Naumi Amorim (PMB) conta com R$ 119.744 de recurso financeiros e mais R$ 6 mil em recursos estimáveis, totalizando R$ 125.744. Por outro lado, o total de despesas contratadas passa de R$ 353 mil. Sílvio nascimento (PP) contratou R$ 98,9 mil, mas conta, com base na atualização de contas feita pelo TSE no último dia 15, com R$ 34 mil, resultado de R$ 24 mil de doações de pessoas físicas e outros R$ 10 mil de recursos próprios.

Calendário

A partir deste sábado nenhum candidato poderá ser detido ou preso, salvo em flagrante delito, em respeito ao Código Eleitoral, art. 236, § 1º. A lei estabelece que, em caso de prisão do candidato, o mesmo deverá ser conduzido até um juiz para verificar se houve alguma ilegalidade.

Se a ação for considerada irregular, a prisão poderá ser negligenciada e o autor da reclusão poderá ser responsabilizado. Nos municípios em que houver 2º turno, a determinação será válida, da mesma maneira, quinze dias antes do dia da eleição, ou seja, 15 de outubro.

A legislação também protege o eleitorado. A partir do dia 27 deste mês, nenhum eleitor poderá ser preso ou detido, salvo em flagrante delito, ou em virtude de sentença criminal condenatória por crime inafiançável, ou por desrespeito a salvo-conduto. A forma como deve se dar o procedimento em caso de prisão, é o mesmo adotado para os candidatos. O eleitor precisa ser levado para que um juiz tome a decisão.

09:33 · 23.08.2016 / atualizado às 09:33 · 23.08.2016 por

A partir da próxima sexta-feira, 26, até o dia 29 de setembro, a campanha dos candidatos aos cargos de prefeito e vereador na Capital cearense ganha o reforço dos programas de televisão. Até lá os concorrentes se dividem entre visitas, caminhadas, carreatas e gravações. Na última sexta-feira (19) a Justiça Eleitoral definiu a distribuição dos tempos de programas que serão veiculados, diariamente, nas emissoras de rádio e televisão.

Neste ano, o período eleitoral na TV e no rádio ficou menor, passou de 45 para 35 dias. Outra mudança foi no tempo destinado. As campanhas terão, no total, dez minutos em cada uma das duas inserções obrigatórias na televisão. Contarão, também, com 70 minutos de propaganda garantida ao longo do dia na programação da TV aberta, sendo 60% do tempo para candidatos a prefeito e 40% para os vereadores.

Postulante ao cargo de prefeito, o deputado estadual Capitão Wagner (PR) terá o maior tempo de TV. São 3 minutos e 24 segundos no total. Ele afirma que, se tratando de divulgação, está avançado, tendo garantido, no mínimo, 10 programas de televisão. “Estamos com bastante material coletado desde a convenção. Guardamos vídeos, áudios e fotos para iniciar tanto o programa de TV como de rádio”, conta Wagner. Segundo o republicano, as gravações dos seus programas têm ocorrido durante a noite, em estúdio. “É quando gravamos os áudios e imagens internas. Mas quando conseguimos espaço na agenda fazemos as externas”, explica.

A estratégia adotada por Capitão Wagner será, primeiro, torná-lo conhecido por todos os fortalezenses. “Vamos apresentar o Wagner que existe além do Capitão, do profissional de segurança. As pessoas precisam conhecer o professor, pai de família, que veio da periferia. A partir do conhecimento da população quanto a nossa história, passaremos a apresentar nossas propostas e, somente no final, pediremos votos”, conta. “Não adianta pedir voto sem que as pessoas conheçam nossas propostas. Por isso, optamos por, na primeira semana, fazer uma apresentação, na seguinte começamos a falar das propostas e a partir de então começar a pedir votos”.

Luizianne Lins (PT) foi eleita prefeita de Fortaleza em 2004 e reeleita em 2008. Agora, como deputada federal, ela tenta voltar ao comando da gestão da Capital e, para isso, de acordo com nota encaminhada pela equipe de marketing da sua campanha, tem desenvolvido uma estratégia inicial baseada “no desejo já detectado numa parcela da população pelo retorno da Luizianne à Prefeitura de Fortaleza”. Como diz a nota, a petista vai trabalhar em seus primeiros programas, em cima desse “clamor”. As gravações iniciaram no domingo (21) e terão frequência semanal.

Ronaldo Martins (PRB) também representa o Ceará na Câmara Federal e busca neste pleito ser eleito prefeito. Conforme afirmou ao Diário do Nordeste, optou por destacar em seus vídeos as propostas, deixando de lado as “firulas que tentam encher os olhos do eleitor”. Ao todo, Ronaldo terá 197 inserções. “O maior tempo de candidatura tem 1.000 inserções. Nosso grande desafio será mostrar os nossos compromissos de forma direta. Temos que passar a mensagem em menos tempo. E para compensar, vamos fazer o trabalho de rua, conversando com as pessoas, o que acaba sendo o mais importante”.

Mesmo assim, ele se diz animado. “Esta diferença de tempo de TV só nos estimula para a luta”. O candidato começou a gravar na última semana e pretende preparar novos programas diariamente. “Quero apresentar para a população os nossos compromissos, alguns diretamente do local onde pretendo fazer mudanças”, adianta.

Candidato pelo Psol, João Alfredo terá 13 segundos de vídeo. A estratégia da sua campanha será desenvolver conteúdos chamando pra internet. Vídeos explicativos mais longos serão disponibilizados online, onde as propostas estarão divulgadas de forma mais clara.

Funciona como uma alternativa à falta de tempo. “Por não termos a participação nos debates e contarmos com pouco tempo de televisão teremos de suprir isso com as redes sociais e nas ruas. Não tem outra alternativa. Também pretendemos, no período dos debates, fazer contraponto no momento em que acontecem”, relata, acrescentando que desde a fundação do Psol, esta seria a primeira vez em que o partido estaria impedido de participar dos debates. “Isso é uma questão que nós consideramos inconstitucional e vamos brigar até na última instância para mudar”, avisa. As inserções prometem ser sempre propositivas.

Outro que reclama do pouco espaço é o vice-presidente da Assembleia, Tin Gomes (PHS). Como as atividades no parlamento acontecem, excepcionalmente nesta semana, apenas na quarta-feira, ele conta que aproveitará para gravar pela manhã e à noite. As tardes estão reservadas para caminhadas e visitas. Na tarde de ontem ele tinha agendado reunião com a equipe responsável pela produção dos vídeos a serem exibidos nos próximos dias. “O tempo ficou muito curto. A divisão imposta pela mudança proporcionada no Congresso Nacional foi injusta e beneficia apenas os partidos que já são grandes. Mas tenho certeza que antes da eleição de 2018 haverá mudança, pois os deputados federais não vão querer se ver prejudicados como acontece hoje”.

Na propaganda para o cargo de prefeito, 90% do tempo é distribuído levando-se em consideração a quantidade de deputados na Câmara Federal dos seis maiores partidos da coligação. Os outros 10% de tempo são distribuídos de forma igualitária entre as candidaturas. “Diante dessas mudanças, faremos um programa mais incisivo possível. Vamos nos apresentar sem arrodeio, para que desta forma, as pessoas entendam no curto espaço de tempo as nossas mensagens”, diz Gomes.

Os três últimos candidatos, Roberto Cláudio (PDT), Heitor Férrer (PSB) e Francisco Gonzaga (PSTU) também foram procurados. Esse último, apesar de várias tentativas, as ligações não foram atendidas. A coordenação da campanha de Heitor informou apenas que as gravações dos programas iniciaram no sábado, mas que nenhum detalhe a mais poderia ser repassado por considerar a propaganda eleitoral uma das principais estratégias. A assessoria de Roberto Cláudio usou do mesmo argumento e respondeu que não teria como se pronunciar com tanta antecedência da veiculação.

12:45 · 22.08.2016 / atualizado às 12:45 · 22.08.2016 por

Apesar da crise que passam as legendas, a maior taxa dos últimos 14 anos de eleitores filiados a partidos políticos foi atingida neste ano no País. Cerca de 11,3% fizeram o processo de filiação.

Apenas 2010 foi o ano em que o número de candidatos não apresentou crescimento acima da média.

A legislação obriga qualquer candidato a ser filiado a alguma agremiação caso queira concorrer às eleições. Nas municipais, os partidos tentam ampliar a base de filiados, tendo em vista que há um maior número de cargos em disputa.

De acordo com o cientista político Bruno Wilhelm, o crescimento tem forte vínculo com o ciclo eleitoral municipal. “Os potenciais candidatos são o motor atrás das novas filiações, seja porque ainda não são filiados ou mudam de partido para outro, seja porque trazem novos filiados para os partidos para firmar a sua posição numa possível disputa na nomeação como candidatos do partido”.

De 2002 a 2016, o PMDB foi o partido que mais perdeu participação total de eleitores filiados no Brasil. Ela variou de 20% para 14,5% este ano. Em contrapartida, o PT conseguiu ampliar a participação, mas registrou queda entre 2015 e 2016.

As informações são do jornal O Globo.

09:55 · 22.08.2016 / atualizado às 10:37 · 22.08.2016 por
Voto com biometria é uma das preocupações da Justiça Eleitoral neste ano. FOTO: JOSE LEOMAR
Voto com biometria é uma das preocupações da Justiça Eleitoral neste ano. FOTO: JOSE LEOMAR

Os cartórios eleitorais, em Fortaleza, já estão trabalhando em regime de plantão para atender as demandas campanha deste ano na Capital cearense. Neste fim de semana denúncias de propaganda irregular e até uma Ação de Investigação Judicial foram protocoladas na Justiça Eleitoral.

>Candidatos ainda sem propostas públicas

Durante este mês os auxiliares do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) recebem treinamento sobre o funcionamento da urna eletrônica para, a partir de setembro, repassarem as informações aos mesários que trabalharão no dia do pleito nas seções eleitorais da cidade.

Na manhã deste domingo dezenas de funcionários do Tribunal estavam tirando dúvidas sobre o dia da votação, que também será feita através do voto biométrico, ainda não obrigatório na Capital.

Até a manhã de domingo, algumas denúncias de propaganda irregular foram feitas. No entanto, a fiscalização da Justiça Eleitoral não avistou qualquer irregularidade e nenhum postulante foi punido, conforme informou o chefe da 116ª Zona Eleitoral, Roberto Lopes, que faz parte da comissão responsável pela propaganda eleitoral deste ano.

Uma das denúncias dizia respeito à realização de uma ação social, que teria sido realizada pelo candidato Carlos Dutra, do PDT. Outra dava conta de pintura irregular em muro no comitê de campanha de Cláudia Gomes, e uma terceira de carro de som parado, no bairro Presidente Kennedy. O veículo estaria fazendo campanha para Eliana Gomes, do PCdoB. Os fiscais do TRE informaram que nenhuma das ações estavam ocorrendo.

Fiscais trabalham durante o fim de semana, em regime de plantão. FOTO: JOSE LEOMAR
Fiscais trabalham durante o fim de semana, em regime de plantão. FOTO: JOSE LEOMAR

“O que acontece é que ainda há muito desconhecimento sobre as novas regras eleitorais, e como há uma disputa acalorada, cheia de interesses, as pessoas acabam fazendo muitas denúncias. Mas elas, muitas vezes, não se configuram como irregulares”, apontou Roberto Lopes.

Ele informou ainda que muitos candidatos estão tentando registrar o CNPJ, mas a Receita Federal tem demorado a liberar o documento, visto que muitas informações dos próprios postulantes estão incorretas ou faltando.

Na manhã de ontem, na sede do Fórum Péricles Ribeiro, na Praia de Iracema, houve treinamento e instrução para auxiliares da Justiça Eleitoral que vão repassar as informações para os mesários. O trabalho de preparação acontece desde o final de julho passado e vai até o fim de agosto.

A partir de setembro será a vez dos mesários receberem o treinamento. De acordo com o chefe da 118ª Zona Eleitoral, Romaico Carvalho, há uma preocupação especial com o fato de neste ano Fortaleza participar do voto com identificação biométrica e voto normal, na urna eletrônica.

Ele explicou que o cadastramento biométrico ainda não é obrigatório na Capital cearense, e que acontecerá de forma ordinária, toda vez que o eleitor for realizar algum tipo de procedimento nos cartórios eleitorais.

PR e SD entram com ação contra Roberto Cláudio e Moroni

Até o momento o Ministério Público Eleitoral solicitou apenas a impugnação das candidaturas de Leonelzinho Alencar (PROS) e de Aonde é, do PTdoB. Os dois renunciaram seus mandatos para evitarem a cassação pela Câmara Municipal de Fortaleza por corrupção.

No entanto, na manhã deste domingo foi protocolado na 112ª Zona Eleitoral uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral em desfavor do prefeito Roberto Cláudio (PDT) e do candidato a vice-prefeito, Moroni Torgan (DEM). A ação foi feita pela coligação “Novo Caminho”, formada por PR e Solidariedade (SD), que apoiam o candidato Capitão Wagner (PR). O documento foi distribuído para a 114ª Zona Eleitoral, e aguarda assinatura da juíza, Maria Marleide Maciel Mendes, responsável pela Zona.

A ação se deu, segundo o advogado da coligação, Thiago Almeida, porque foi constatado diversas publicidades institucionais por parte da Prefeitura de Fortaleza fora do período estipulado pela Justiça Eleitoral, que deveria ocorrer até o dia 2 de julho passado.  Segundo Almeida, em diversos cruzamentos e avenidas da cidade existem propagandas institucionais sobre o funcionamento de UPAs 24 horas, pavimentações e outras ações da gestão Roberto Cláudio.

A ação foi requerida junto à Justiça Eleitoral para suspender a propaganda eleitoral em período vedado, e no mérito solicitou multa, que varia de R$ 5 mil a R$ 25 mil.