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Tag: Cid Gomes


09:27 · 24.05.2017 / atualizado às 09:27 · 24.05.2017 por

Por Renato Sousa

Vereadores foram à tribuna da Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor), ontem, para defender o ex-governador Cid Gomes (PDT) e o atual ocupante do Palácio da Abolição, Camilo Santana (PT), das acusações de que ele teria recebido recursos indevidos durante a campanha de 2014. Para os parlamentares, as acusações são frágeis e os argumentos apresentados por Cid em entrevista coletiva realizada segunda-feira (22), na Assembleia Legislativa, foram convincentes. As acusações foram feitas pelo empresário Wesley Batista, um dos controladores da holding J&F e delator da Operação Lava-Jato.

De acordo com o presidente da CMFor, Salmito Filho (PDT), os documentos apresentados pelo ex-governador demonstram que os valores recebidos durante a campanha de Camilo aconteceram de acordo com a lei. “Fiquei muito contemplado pelos argumentos objetivos do ex-governador”, explica. Ele lembra que, até 2014, as empresas podiam fazer doações para as campanhas eleitorais.

Carlos Mesquita (Pros) também defendeu o governador. “Fiquei satisfeito com a postura do governador Cid. Ele demonstrou segurança e passou confiança a seus amigos de que não cometeu nenhum crime”, declara.

09:14 · 23.05.2017 / atualizado às 09:14 · 23.05.2017 por

Por Antonio Cardoso

Cid Gomes foi ao encontro dos jornalistas juntamente com alguns aliados Foto: José Leomar

Cid Gomes (PDT) afirma que vai processar, por crime de calúnia e difamação, o empresário Wesley Batista, um dos donos da JBS, que o denunciou como um dos políticos brasileiros que receberam “propina” distribuída por aquela empresa, para a campanha que elegeu o governador Camilo Santana (PT), em 2014.

O ex-governador Cid Gomes deu uma entrevista coletiva, no fim da manhã de ontem, nas dependências da Assembleia Legislativa, ao lado de deputados federais, estaduais e outros aliados, para fazer sua defesa, ao tempo que relatou encontros mantidos com o empresário e seu irmão, Joesley Batista, sem, contudo, tratar de questões relacionadas a financiamento de campanha eleitoral.

“Quero veementemente registrar a minha indignação por essas denúncias e quero dizer que não me resta nenhum outro caminho, que não seja processar o delator por calúnia”, apontou, em tom de revolta. “Constituirei advogado e irei processar o delator por calúnia e difamação”.

O dono da JBS afirmou que Cid Gomes teria solicitado R$ 20 milhões para a campanha ao Governo do Estado do seu sucessor, Camilo Santana, em 2014. De acordo com Wesley Batista, o secretário de Estado, Arialdo Pinho, e o então deputado federal Antônio Balhmann, que hoje faz parte do secretariado estadual, teriam dado sequência à cobrança do valor.

Comitês Financeiros

Sobre isso, Cid Gomes afirmou que em todas as campanhas tem o cuidado para que os candidatos não se envolvam diretamente na arrecadação. “Embora não fosse eu o candidato em 2014, todas as nossas campanhas têm regras e nos cercamos de cuidados. Já havia dito que candidato não cumpre a tarefa de pedir recursos a quem quer que seja, para que, exatamente nos cercando de cuidados, aquilo não fique implícito de que o doador terá eventualmente algum benefício”, disse.

Cid apontou que são constituídos nas campanhas comitês financeiros, cujos membros são divulgados publicamente. “É só pegar os registros, e vão ver que realmente o Balhmann e o Arialdo, licenciado do cargo, e mais algumas outras pessoas cumpriram a tarefa de buscar financiamento para a campanha. Coisa que é legal, como funciona regularmente o financiamento das campanhas no Brasil”, relatou.

“Eles tinham essa tarefa. Agora, em tempo algum, em nenhuma campanha se deu orientação, dei permissão, insinuei, apresentei, sugeri ou permiti que alguém fizesse vínculo de doações da campanha a qualquer tipo de benefício por parte do Estado”, enfatizou.

Na denúncia contra Cid consta que, como recompensa ao pagamento dos R$ 20 milhões, o governo faria o repasse dos R$ 110 milhões que o Estado devia à empresa em crédito de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS).

O ex-governador explicou que empresas exportadoras têm dois tipos de benefícios no Ceará. Um deles é relativo ao ressarcimento daquilo que recolheram de ICMS, o que se chama de desoneração das exportações, o que é regulamentado por lei federal chamada Lei Kandir.

Incentivo

“Particularmente no Ceará, tem outro incentivo à empresa. Esse incentivo se chama Proapi (Programa de Incentivo às Atividades Portuárias e Industriais), instituído em 1995, mas assumi pela primeira vez o Governo do Ceará 11 anos depois, em 2007. Poucas empresas tiveram direito ou foram beneficiadas por esse incentivo. Poucas empresas. Acho que não chegam a 20. Nenhuma em meu período de governo. Todas as empresas que fizeram jus a essa lei foram em períodos anteriores”.

De acordo com Cid, a programação do pagamento dos benefícios no Estado do Ceará obedece a um cronograma que leva em conta uma série de fatores. O primeiro seria o fluxo de caixa, seguido de prioridade naquilo que é socialmente mais necessário. “E são feitos por outras instâncias que não o governador”, contou.

“Me recuso a acreditar que alguém, ou uma das maiores empresas do Brasil, que é a JBS, não tivesse uma assessoria para orientá-los e esclarecê-los de que não é possível se fazer vinculação de qualquer tipo para o pagamento desses valores”.

No tocante à afirmação do delator de que não teria recebido nenhum real entre os anos de 2011, 2012 e em 2013, acusou que seria mais uma inverdade. “Ele recebeu em 2011, recebeu em 2012 e recebeu em 2013. Obviamente a legislação brasileira estabelece obrigatoriedades de pagamentos sem que se demande uma possível e factível demanda judicial”.

Qualquer pessoa que tem crédito a receber legítimo do Governo do Estado pode demandar judicialmente, prossegue o ex-governador. “Independentemente disso estar em vigor, creio que, há mais de 10 anos, a Lei de Responsabilidade Fiscal, que obriga aos governantes pagarem todas as despesas de seu mandato no período de seu mandato”, acrescenta.

Encontro

Diante da citação de seu nome, Cid Gomes contou ter feito pesquisas documentais durante o final de semana. “Mas examinando e vendo documentos identificamos contribuição da dita empresa, à campanha de 2006 em que eu não era governador, era oposição ao governador. Portanto, perde-se uma lógica que se tenta inculcar hoje de que qualquer contribuição de campanha, diz respeito a vinculação com alguma coisa”, disse.

Em 2006, quando foi eleito pela primeira vez para governar o Ceará, ele apontou que houve contribuição da JBS, sem qualquer compromisso. “Sem qualquer contraprestação de serviços. Quero aqui também enfatizar que, ao longo do período em que fui governador, todas as nossas contribuições, todas as campanhas, toda orientação que se deu é de que as arrecadações fossem feitas dentro da lei”.
Cid confirmou ter se encontrado com os irmãos Wesley e Joesley Batista. “Eles passaram a ter um empreendimento aqui no Estado do Ceará e eu participei da inauguração de uma segunda etapa do empreendimento deles. Eu participei. Eu estive lá”.

O ex-governador relatou também que esteve na sede da empresa de propriedade dos irmãos delatores. “Lembro bem que estive lá na sede da JBS e lembro que nessa ocasião tratamos dois assuntos. Um deles era um compromisso que eles espontaneamente assumiram de implantar no Ceará uma fábrica da Vigor e eu cobrei isso muitas vezes deles. A outra questão que lembro ter tratado, até contra a vontade deles, era a candidatura de um dos irmãos a governador de Goiás. Fomos, ele, esse irmão dele e eu, filiados ao mesmo partido (PROS). Lembro de ter tratado isso e eles demonstravam objeção a essa possibilidade”.

“Na minha agenda verifiquei vinda deles aqui ao Ceará e lembro de ter participado da inauguração da ampliação do Curtume. Como um dos assuntos tratados era a possível candidatura de um irmão dele em Goiás, e a desistência dessa candidatura aconteceu bem antes do período eleitoral, eu suponho que não foi em junho ou julho, como ele falou. Não foi”.

“É indisfarçável o meu constrangimento em ter que vir aqui não para falar sobre meu governo, realizações, sobre a política do Brasil e do Estado do Ceará. Lamentavelmente venho me defender de uma acusação que atinge aquilo que para mim é o mais sagrado”, disse, complementando: “tudo o que espero da vida pública é poder ao cabo dela, merecer o respeito, a consideração, o reconhecimento dos meus conterrâneos cearenses”.

“Eu tenho patrimônio que é compatível com meus 34 anos de trabalho e esse patrimônio material não chega a R$ 800 mil. Isso é facilmente comprovado pelas declarações que são públicas, de Imposto de Renda. Assisti a um vídeo de um dos donos da JBS em que diz que eu pedi a ele R$ 20 milhões. Quero aqui negar absolutamente, pela minha índole, pelo meu caráter que jamais, em tempo algum, pedi qualquer tipo de benefício para o que quer que fosse, vinculando a favores do Governo do Estado ou dos demais mandatos de prefeito e de deputado”.

“Ao longo desses 34 anos me dediquei sempre com exclusividade à vida pública, salvo período pequeno no primeiro mandato de deputado quando tive uma distribuidora de medicamentos. Eu diria diferente hoje: se eu estiver envolvido na Lava-Jato, árvores vão andar, vaca vai voar, pedra vai falar. Eu não estou envolvido na Lava-Jato e em nenhuma outra operação”.

Catapora

A despeito de prejuízo à possível candidatura de seu irmão Ciro Gomes à Presidência, Cid rebateu. “Há alguma acusação contra mim? Pela leitura dos depoimentos escritos eu não enxergo nenhuma acusação contra mim. Eu não sou acusado de nada. Em se abrindo algum inquérito, o Ministério Público entendendo que eu possa, vou me defender. Com toda a convicção e toda a tranquilidade. O que isso tem a ver com o Ciro? Se eu fosse corrupto, ainda assim, ser corrupto não é catapora. Você estar ao lado de um corrupto, não pega. Mas eu não sou corrupto. Eu sou honesto. A minha índole é de seriedade, as minhas aspirações são de merecer o reconhecimento das pessoas e meus filhos terem orgulho de mim. Só isso”.

11:46 · 13.05.2017 / atualizado às 11:48 · 13.05.2017 por
O evento é comandado pelo presidente do partido, André Figueiredo. Foto: Cid Barbosa

O Partido Democrático Trabalhista (PDT) realiza, neste sábado (13), no Município do Crato,  na Região do Cariri, o seu Terceiro Encontro Regional, com vista a preparar a sigla para o pleito do próximo ano. Dentre as lideranças políticas presentes estavam o ex-governador do Estado, Cid Gomes; o presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque; e o presidente do grêmio no Ceará, o deputado federal André Figueiredo.

Dentre os temas listados por eles para tratar no encontro estava as discussões internas para melhoria dos indicadores do Brasil, em especial a economia. O partido está em busca de unidade em todo o País, uma vez que pretende lançar uma candidatura ao Governo Federal, sendo que o nome mais cotado é do ex-deputado federal Ciro Gomes.  Ele não participou do evento que aconteceu no Centro de Convenções do Cariri.

O primeiro Encontro Regional do PDT do Ceará aconteceu no dia 8 de abril, em Sobral; e o segundo no feriado do dia 21 de abril, no Município de Guaramiranga, no Maciço de Baturité.

Também acompanharam o evento deste sábado o deputado federal Leônidas Cristino e os secretários do Trabalho e Desenvolvimento, Josbertini Clementino; e de Assuntos Internacionais, Antonio Balhman, além dos deputados estaduais Mirian Sobreira, Julinho e Sineval Roque, bem como lideranças locais e prefeitos da região.

 

 

17:17 · 15.01.2017 / atualizado às 17:17 · 15.01.2017 por
Segundo o MPF, o ex-governador do Ceará teria utilizado de sua influência para obter, irregularmente, um empréstimo no BNB em 2014 Foto: Kid Júnior
Segundo o MPF, o ex-governador do Ceará teria utilizado de sua influência para obter, irregularmente, um empréstimo no BNB em 2014 Foto: Kid Júnior

O ex-governador do Ceará, Cid Ferreira Gomes (PDT), e outras sete pessoas tornaram-se réus após a Justiça Federal aceitar uma ação movida pelo Ministério Público Federal (MPF) por improbidade administrativa. A acusação é de que houve irregularidade na concessão de empréstimo à empresa Corte Oito Gestão e Empreendimento Ltda, que tem como sócios Cid Gomes e Ricardo Sérgio Farias Nogueira, pelo Banco do Nordeste do Brasil (BNB), em 2014.

Segundo a denúncia do MPF, a Corte Oito recebeu empréstimo de R$ 1,3 milhão para a construção de galpões em Sobral, município da Região Norte do Estado. A operação financeira foi realizada quando o político ainda era governador.

De acordo com inquérito instaurado pelo MPF com relatório da Controladoria Geral da União (CGU), na concessão do empréstimo não foram respeitadas as regras para operações financeiras com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). No relatório, consta que Cid teria utilizado de influência política para obter o empréstimo irregularmente.

O MPF argumenta que também houve falhas no controle interno do banco e superdimensionamento do faturamento da empresa na avaliação de crédito para o empréstimo.

Além do MPF, por decisão judicial, também será incluída a União como parte autora da ação. Entre os réus, além dos sócios da Corte Oito, aparecem também cinco funcionários do banco – Acy Milhomem de Vasconcelos, Micael Gomes Rodrigues, José Welington Tomas, André Bernard Pontes Lima e Richardson Nunes de Meneses – e o então superintendente João Robério Pereira de Messias.

Na análise do recebimento da ação, de autoria do procurador da República Oscar Costa Filho, o juiz federal Alcides Saldanha Lima decidiu que os acusados responderiam por atos tipificados na Lei de Improbidade Administrativa como lesão ao erário e violação dos princípios da administração pública. O processo vai tramitar na 10ª Vara da Justiça Federal do Ceará.

Reações

A assessoria de imprensa do ex-governador declarou, por telefone que o aceite da denúncia “dá chance de Cid e os demais citados se defenderem na Justiça e mostrarem que não existe nenhuma irregularidade”.

Em nota, o BNB informou que “foram adotadas providências com vistas a apuração da ocorrência relacionada à contratação da referia operação de crédito”. O banco também ressaltou que tem compromisso de atuar com transparência e colaborar com os órgãos competentes, a fim de esclarecer quaisquer fatos relacionados às suas operações.

09:14 · 02.01.2017 / atualizado às 09:14 · 02.01.2017 por
Cid e Camilo assistiram à posse de Roberto Cláudio da mesa de comando dos trabalhos da Câmara Foto: Fabiane de Paula
Cid e Camilo assistiram à posse de Roberto Cláudio da mesa de comando dos trabalhos da Câmara Foto: Fabiane de Paula

Unidos em torno da candidatura de Roberto Cláudio (PDT) ao longo da campanha que o levou à reeleição, em outubro de 2016, o ex-governador Cid Gomes (PDT) e o seu sucessor, Camilo Santana (PT), aplaudiram ontem, da Mesa Diretora da Câmara Municipal, a posse do aliado político para mais quatro anos à frente da Prefeitura de Fortaleza. Após a solenidade, ambos traçaram perspectivas acerca das novas gestões municipais – um sob a ótica de chefe do Executivo Estadual, outro como liderança de grupo político que já mira a eleição presidencial de 2018.

Ao Diário do Nordeste, Camilo projetou que, assim como já anunciaram o Governo do Estado e a Prefeitura da Capital, 2017 deve trazer medidas de austeridade para outras administrações municipais no Ceará. “Os desafios não são pequenos nesse momento, diante da economia, diante da questão hídrica do Ceará, mas acho que, sempre mantendo as parcerias importantes entre União, Estado e Município, principalmente com diálogo com a população, a gente consegue superar os desafios e construir uma cidade, um Estado cada vez melhor para a sua gente”, disse.

O governador ressaltou que o momento exige dos gestores responsabilidade com as contas públicas para a garantia de equilíbrio fiscal. “Nenhum gestor pode gastar além da sua arrecadação, então é preciso ter muita responsabilidade, muita austeridade, e início de governo é o momento propício para fazer as mudanças necessárias”, defendeu.

Prestes a anunciar  mudanças no secretariado estadual, porém, ele não deu nenhum detalhe além do que já havia declarado na semana passada, quando, em entrevista ao Diário do Nordeste, sinalizou que modificará o comando da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). O anúncio, assegurou Camilo, será feito ainda nesta semana e inclui mudanças em mais de uma pasta. Ele não quis responder quantas ou quais.

Extinção do TCM

Poucos dias após vir à tona a medida cautelar da ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou, na última quarta-feira (28), a suspensão dos efeitos da emenda constitucional que extinguia o Tribunal de Contas dos Municípios do Ceará (TCM), o governador também foi questionado  se vê impactos de eventual insegurança jurídica gerada a partir da decisão liminar. Apesar de, em declarações públicas anteriores, já ter se mostrado favorável à extinção da Corte de Contas, Camilo, desta vez, respondeu apenas que “caberá à Assembleia o questionamento, vamos aguardar”. O presidente do Legislativo Estadual, deputado Zezinho Albuquerque (PDT), esteve na posse e informou que a Procuradoria da Casa “está trabalhando nisso”.

Já Cid Gomes pontuou que “assuntos que estão sob a esfera do Poder Judiciário não devem ser muito comentados”, mas disse esperar que, em fevereiro, quando haverá uma decisão definitiva do Supremo sobre o caso após o recesso do Judiciário, a Corte respeite a autonomia do Ceará e a independência da Assembleia Legislativa.

“O momento era de véspera de fim de ano, de recesso. Acho que a petição que foi feita levou a ministra a incorrer numa preocupação de que a fiscalização fosse uma tarefa que ficasse comprometida, quando a gente, que estava aqui acompanhando as coisas, sabe que estava longe disso acontecer, porque o Tribunal entraria em recesso, está em recesso, mas mesmo antes disso se teve o cuidado de redistribuir os processos, de maneira que todas as fiscalizações, todas as tarefas corriqueiras do Tribunal já estavam distribuídas e entregues a conselheiros do Tribunal de Contas do Estado”, ponderou.

Contrariando argumento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) impetrada pela Associação Nacional dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), a qual motivou a decisão da ministra, o ex-governador sustentou, ainda, que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) e o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) são órgãos auxiliares da Assembleia com uma mesma função: fiscalizar gestores públicos.

O conselheiro Domingos Filho, que costurou a ADI junto à Atricon e será empossado presidente do TCM nesta sexta-feira (6), havia dito, em entrevista ao Diário do Nordeste na semana passada, que o “primeiro e mais importante” argumento da peça era, justamente, o do “vício de iniciativa”. “O Ministério Público, a Defensoria Pública e os Tribunais de Contas são órgãos autônomos nos termos da Constituição Federal. Eles só podem ser alterados, só podem se reorganizar por iniciativa dos próprios órgãos”, afirmou, na ocasião.

Cid Gomes, ontem, foi de encontro a esta tese. “Eu acho que, na medida que essas informações chegarem, até porque a decisão foi sem ouvir a outra parte, na medida que o Judiciário toma conhecimento de como o processo estava sendo feito, que era uma matéria que foi apresentada há sete anos na Assembleia, eu acho que todos esses fatores, sendo levados ao conhecimento do Judiciário, farão com que essa decisão seja tomada respeitando a autonomia do Estado do Ceará, respeitando a independência da Assembleia Legislativa, de gerir sobre órgãos auxiliares seus”. Antes aliado do grupo político capitaneado pelos irmãos Ferreira Gomes, Domingos Filho rompeu a aliança em dezembro último, durante a eleição da Mesa Diretora do Legislativo Estadual.

2018

Ao referir-se, ainda, à posse de prefeitos pedetistas no Ceará, o ex-governador ressaltou que os eleitos – foram 52 no total, a maior quantidade do Estado – serão acompanhados pelo partido, uma vez que suas gestões podem influenciar positivamente – ou não – na pretensão de candidatura do irmão, Ciro Gomes (PDT), à Presidência da República em 2018.

“Se você tem mais municípios com prefeitos filiados ao PDT, isso aumenta a nossa responsabilidade. Um comprometimento de um, as falhas de um, um equívoco de um, tudo isso terá reflexos. Então há um bônus óbvio, mas há um ônus, que nós queremos cuidar,acompanhar, ajudar, apoiar a todas as nossas administrações. Os bons exemplos aqui certamente serão ressaltados numa campanha do Ciro”, afirmou.

Nomeado nos agradecimentos do prefeito Roberto Cláudio em seu discurso de posse, Cid Gomes aproveitou a ocasião para, ao ser perguntado sobre possível contribuição ao segundo governo do prefeito da Capital, destacar “o talento, a inteligência, a competência” do pedetista. “Eu e o Ciro, o que fizemos foi estimulá-lo para que ele possa dar os vôos que tem dado: antes presidente da Assembleia, prefeito de Fortaleza, reeleito, e certamente é um nome que ainda dará grandes contribuições ao Estado do Ceará”.

 

14:59 · 08.11.2016 / atualizado às 14:59 · 08.11.2016 por

O deputado estadual Heitor Ferrer (PSB) usou o tempo na tribuna da Assembleia Legislativa do Ceará nesta terça-feira (8) para repercutir matéria do jornal O Globo. Segundo o periódico, o ex-governador Cid Gomes (PDT), no exercício do mandato, comprou equipamentos que deveriam ter sido disponibilizados por empreiteiras para a construção da linha leste do metrô de Fortaleza.

Heitor disse que os materiais eram tuneladoras, conhecidas como tatuzões, e até agora não foram utilizadas nas obras. “O governador Cid fez uma aventura de construtor e empreiteiro e fez o povo do Ceará pagar R$ 137.595.259,48 em quatro tuneladoras”.

Segundo Heitor, o ex-governador “comprou os equipamentos, guardou nos caixotes e estão lá se transformando em pó, de nada serviram os tatuzões”.

09:26 · 22.10.2016 / atualizado às 09:26 · 22.10.2016 por

Por Miguel Martins

Mais atuante na campanha de Roberto Cláudio, o ex-governador Cid Gomes adesivou veículos na Aldeota, na última quinta-feira (20) Foto: Helene Santos
Mais atuante na campanha de Roberto Cláudio, o ex-governador Cid Gomes adesivou veículos na Aldeota, na última quinta-feira (20) Foto: Helene Santos

Praticamente distantes do primeiro turno da campanha em Fortaleza, lideranças políticas surgem neste segundo momento da disputa expressando apoio e participando de eventos dos candidatos que concorrem à Prefeitura. Para parlamentares entrevistados pelo Diário do Nordeste, a presença dos líderes pode ajudar os postulantes, mas também atrapalhar, uma vez que, assim como haverá transferência de votos, também pode ocorrer movimento contrário.

Desde o início da semana, o senador Tasso Jereissati (PSDB) tem aparecido na propaganda eleitoral de Capitão Wagner (PR), apresentando-o como nova liderança local, com capacidade de fazer uma boa administração. Na tarde desta sexta-feira (21), foi a vez do senador Eunício Oliveira (PMDB) gravar programa em apoio ao aliado. Já na noite da última quinta, o ex-governador Cid Gomes resolveu entrar de vez na disputa em prol de Roberto Cláudio (PDT).

O governador Camilo Santana ainda vem consolidando sua participação como liderança política, mas também diz apoiar o atual prefeito de Fortaleza, enquanto o ex-governador Ciro Gomes tem utilizado as redes sociais para fazer defesa da atual gestão e atacar a campanha de Wagner. Para deputados estaduais, a inserção destes personagens na disputa em Fortaleza pode ser positiva, uma vez que é uma força a mais pedindo votos para seus postulantes. No entanto, a rejeição deles pode surtir efeito como um tiro no pé.

Influência

Para Audic Mota (PMDB), a presença de Tasso Jereissati na disputa vai ajudar muito Capitão Wagner, visto que, na opinião do peemedebista, o senador tucano é a maior personalidade política da atualidade, sobretudo na conjuntura atual do País. Ele ressaltou que Tasso passou pela “tormenta” que atingiu a política nacional sem qualquer suspeita de corrupção. “Já o governador Cid Gomes tem ligação estreita com o PT e Dilma, que são exemplos de fracasso da vida pública”, atacou.

Danniel Oliveira (PMDB) ressaltou que a participação das lideranças no pleito é importante, principalmente, porque agrega maior força aos postulantes. No entanto, conforme sustentou, Cid Gomes nunca foi vitorioso na Capital, o que poderia ser um complicador na campanha do prefeito. Na contramão, ele acredita que Tasso e Eunício podem ajudar Capitão Wagner, uma vez que, em 2014, nas eleições para o Governo do Estado, o peemedebista teve vitória na Região Metropolitana de Fortaleza.

De acordo com parlamentares ouvidos pelo Diário do Nordeste, não há qualquer dúvida de que votos serão transferidos para os candidatos, assim como a perda de apoios por conta da participação de tais lideranças políticas. Para Walter Cavalcante (PP), no entanto, não é possível mensurar o quanto as participações serão positivas ou negativas. “Eu considero todos grandes apoiadores, mas o principal apoiador é o povo”, ponderou.

Mudanças

O deputado Ely Aguiar (PSDC), que já foi oposição a Cid Gomes, disse que o político, em sua concepção, foi um dos melhores governadores que o Ceará já teve e que, por isso, terá poder de transferir votos para seu aliado na Capital. “A chegada dele na campanha dá respaldo para Roberto Cláudio”, opinou. Segundo o parlamentar, o candidato do PR tinha forte penetração na periferia da cidade, mas não conseguia atrair votos das classes mais abastadas da Capital, o que pode mudar com a presença de Tasso.

A deputada Silvana Oliveira (PMDB), que já fez parte da base governista de Cid Gomes, também afirmou que o ex-governador é uma grande liderança política. No entanto, ressaltou que houve uma vibração por parte dos militantes de Wagner quando Tasso passou a participar mais ativamente da campanha do republicano. “A figura do Tasso como empresário, administrador e político vai dar uma grande ajuda ao Capitão. Ele é a maior influência política do Ceará”.

Para Fernanda Pessoa (PR), as lideranças políticas que trabalham na candidatura de Wagner o deixaram à vontade no primeiro turno e só resolveram se dedicar mais à disputa neste segundo momento. Segundo disse, a presença de líderes vai influenciar no voto do eleitor que ficará do lado daquele que melhor representa seus ideais. Ela aposta na influência de Tasso para atrair votos para Capitão Wagner.

08:52 · 08.09.2016 / atualizado às 08:52 · 08.09.2016 por

Todos os deputados federais cearenses envolvidos diretamente na disputa municipal, em Fortaleza e nos municípios de Sobral e Juazeiro do Norte, Luizianne Lins (PT), Ronaldo Martins (PRB), Moroni Torgan (DEM), Arnon Bezerra (PTB) e Moses Rodrigues (PMDB), estão comprometidos com seus respectivos partidos de participarem da votação da próxima segunda-feira, em Brasília, quando será decidida a sorte do deputado Eduardo Cunha, quanto a perder ou não o seu mandato.

A cassação do mandato de Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados é questão de honra para vários dos partidos representados naquela Casa Legislativa, tanta é a repercussão do seu processo de cassação por quebra do decoro parlamentar.

Para os próprios deputados candidatos e as lideranças dos seus respectivos partidos, não só a participação no processo de votação quanto o de cassar o mandato de Cunha é uma questão de sobrevivência política, principalmente para os parlamentares que estão disputando mandatos de prefeitos ou vice em diversos municípios brasileiros. A votação será na segunda-feira, dia 12, segundo a convocação oficial já feita.

No Ceará, além da participação dos deputados federais que estão participando da disputa municipal, também os ligados ao grupo do ex-governador Cid Gomes estão comprometidos em votar a favor da cassação de Cunha, um dos principais adversários de Cid no cenário nacional, o pivô de sua saída do Ministério da Educação, logo no início do Governo da ex-presidente Dilma Rousseff.

Foi Eduardo Cunha quem convocou Cid Gomes, quando ministro, a se explicar, no plenário da Câmara dos Deputados sobre suas declarações de que naquela Casa existiam centenas de “achacadores”. Na sessão, Cid apontou o dedo para Eduardo Cunha e abandonou o plenário da Câmara, com alguns deputados e foi ao Palácio do Planalto entregar o cargo, enquanto o próprio Eduardo anunciava a sua exoneração do ministério.

Protelação

Eduardo Cunha responde a processo disciplinar sob o argumento de ter mentido ao afirmar não ter qualquer conta no exterior, o que posteriormente foi comprovado no curso da investigação feita pelo Ministério Público Federal sobre o envolvimento dele com o recebimento de propina de empresa prestadora de serviços para a Petrobras.

A denúncia de deputados do PSOL ao Conselho de Ética resultou na abertura do processo só agora concluído, após várias tentativas de anulação ou protelação feita pelo próprio Eduardo Cunha. Os deputados do Conselho de Ética aprovaram, por maioria, o relatório a recomendação d a cassação do mandato. Ele está afastado da vida legislativa por decisão judicial que, também, contribuiu para sua renúncia da presidência da Casa.

22:40 · 01.08.2016 / atualizado às 22:40 · 01.08.2016 por

Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmaram multa imposta ao ex-governador Cid Gomes (PDT), por propaganda em período não permitido pela legislação eleitoral no pleito de 2014, em que o governador Camilo Santana foi eleito.

A decisão do TSE, por maioria de votos, conheceu um recurso feito pela coligação que apoio a candidatura a governador do senador Eunício Oliveira. O processo original reclamava uma propaganda no site da  secretaria de Desenvolvimento Agrário, na época ocupada por Nelson Martins, cujo recurso especial, sobre a mesma questão, não foi conhecido pelos ministros do TSE.

Leia a nota publicada no site do TSE sobre a decisão:

Aplicada multa a ex-governador do Ceará por propaganda institucional vedada nas eleições de 2014

Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiram por maioria de votos, na sessão desta segunda-feira (1º), multar em 5 mil UFIRs (R$ 5,3 mil) o ex-governador do Ceará, Cid Ferreira Gomes, por propaganda institucional, em período vedado, durante a campanha eleitoral de 2014. A publicidade foi veiculada em site do governo do Ceará, que divulgou a construção de várias cisternas no estado.

Relatora do processo sobre o caso, a ministra Maria Thereza de Assis Moura deu parcial provimento à representação movida pela Coligação Ceará de Todos contra Camilo Santana, então candidato e atual governador do Ceará, e o ex-governador do Ceará, Cid Gomes, e outros, pela divulgação da propaganda institucional, em período proibido, no site da Secretaria de Desenvolvimento Agrário do governo cearense. A ministra acolheu a parte sobre o pedido de multa ao governador do Ceará, na ocasião do fato.

Apesar de Cid Gomes não ter sido candidato a cargo eletivo em 2014, a ministra Maria Thereza afirmou que, sobre o tema, “importa ressalvar o entendimento firmado por esta Corte Eleitoral nas eleições de 2010 e 2012, segundo o qual o agente público titular do órgão em que é veiculada a publicidade institucional, em período vedado, deve ser por ela responsabilizado”.

“Dou parcial provimento ao recurso ordinário [da coligação] para, reconhecendo a legitimidade passiva do representado Cid Ferreira Gomes, aplicar-lhe a sanção de multa no valor de cinco mil UFIRs”, concluiu a relatora, sendo acompanhada pelos ministros Luiz Fux, Herman Benjamin e Rosa Weber.

Os ministros Henrique Neves e Luciana Lóssio divergiram do entendimento da ministra Maria Thereza. Ambos afirmaram que era preciso deixar claro que o então governador do Ceará, Cid Gomes, teria autorizado, ou pelo menos consentido, com a veiculação da propaganda institucional questionada, para responsabilizá-lo.

Ainda na decisão, a ministra relatora não conheceu do recurso especial apresentado por José Nelson Martins de Sousa contra a Coligação Ceará de Todos. Neste ponto, ela foi seguida de maneira unânime pelos ministros.

10:48 · 17.06.2016 / atualizado às 10:48 · 17.06.2016 por
Participaram do encontro dirigentes estaduais pedetistas e parlamentares, entre vereadores, deputados estaduais e deputados federais Foto: Helene Santos
Participaram do encontro dirigentes estaduais pedetistas e parlamentares, entre vereadores, deputados estaduais e deputados federais Foto: Helene Santos

Para orientar pré-candidatos e unificar uma estratégia da sigla visando as eleições municipais de outubro próximo, lideranças do PDT no Ceará realizaram, na tarde de ontem, em Fortaleza, o seminário Eleições Municipais 2016. Prefeitos de 32 cidades estiveram presentes, inclusive o de Fortaleza, Roberto Cláudio. No encontro, eles receberam orientações de especialistas no que diz respeito às novas regras eleitorais, válidas já para o pleito deste ano. No evento, o ex-governador Cid Gomes afirmou, em discurso, que esta deve ser, se comparada a outras eleições, “a mais judicializada”.

Participaram do encontro, ainda, o presidente estadual do PDT, o deputado federal André Figueiredo, os presidentes da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque, e da Câmara Municipal de Fortaleza, Salmito Filho, além de outros parlamentares pedetistas.

O presidente nacional da legenda, Carlos Lupi, não esteve em Fortaleza porque cumpria agenda com Ciro Gomes em Uberlândia, Minas Gerais.

Levantamento prévio do diretório estadual do PDT contabiliza 148 pré-candidatos a prefeito e a vice no Ceará. André Figueiredo disse que, na última reunião do diretório nacional da legenda, no Rio de Janeiro, foram acertados 12 pontos prioritários, envolvendo setores como Educação, Meio Ambiente, Saúde e Inovação Tecnológica, que devem nortear as campanhas pedetistas pelo Brasil. “Vamos entregar aos nossos pré-candidatos para que eles possam incorporá-los. Ao mesmo tempo, (apresentaremos) pontos que devem nortear um parlamentar do PDT, em termos de conduta”.

Roberto Cláudio, por sua vez, afirmou que, a partir de julho, o PDT “organizará agenda muito intensa de eventos de pré-candidatura a prefeito e a vereador em Fortaleza” nos bairros, para, depois, “consolidar as alianças e já ter um projeto para o futuro, que avalie as conquistas presentes, as sedimente para o futuro e sinalize com novos projetos”.

08:45 · 10.06.2016 / atualizado às 08:45 · 10.06.2016 por

Por Miguel Martins

Bancada do PDT na Assembleia recebeu o ex-governador Cid Gomes para discutir a postura em cidades onde o partido e aliados terão candidatos Foto: José Leomar
Bancada do PDT na Assembleia recebeu o ex-governador Cid Gomes para discutir a postura em cidades onde o partido e aliados terão candidatos Foto: José Leomar

O PDT tem realizado encontros para tentar sanar pendências com vistas às eleições municipais deste ano. Na tarde de ontem, o ex-governador Cid Gomes se reuniu com os deputados estaduais da sigla para discutir os encaminhamentos dados por eles nos locais onde a legenda participará da disputa pelo cargo de prefeito. Há ainda divergências entre partidos aliados em diversos municípios.

Antes da reunião com os parlamentares e outras lideranças, Cid já havia conversado com o governador Camilo Santana, o prefeito Roberto Cláudio e com o deputado Zezinho Albuquerque sobre a política de aliança do grupo, inclusive com o PSD e o PMB, agremiações comandadas pela família do ex-vice-governador do Estado, Domingos Filho, hoje conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM).

Em Aracati, por exemplo, o PTB lançou candidatura própria e o PDT também terá candidato. O mesmo ocorre em Itapipoca, onde há nome pedetista para a disputa, bem como do PT. Em Meruoca, três aliados, PP, PDT e PT, têm lançado pré-candidatos para concorrerem ao pleito de outubro próximo.

Ao Diário do Nordeste, o presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque, que recepcionou os deputados em sua sala, defendeu que é preciso reeleger os prefeitos do PDT que disputarão mais um mandato e ajudar a eleger os nomes pedetistas que estão se colocando na disputa pela primeira vez.

No entanto, o parlamentar ressaltou que é necessário, ainda, ajudar a eleger o maior número de aliados possível. “Nós estamos trabalhando as candidaturas do PDT e também dos partidos aliados, pois quem quer ter aliados precisa prestigiar. Essa reunião com um de nossos líderes e todos os deputados visa, justamente, fazer uma análise geral da situação não só do PDT, mas dos aliados”, destacou.

Apoiadores de Camilo

Segundo Zezinho, o objetivo é eleger o maior número de candidatos a prefeito que apoiaram a candidatura do governador Camilo Santana, em 2014. “Existem lugares em que temos partidos aliados do governador que estão em lados opostos e temos que ver isso. Essas coisas precisam ser conversadas e aqueles que estiverem com melhor avaliação a gente vai conversando e tentando negociar”, disse.

O deputado afirmou, também, que o pleito de 2016 será muito importante para o PDT, uma vez que o partido mostrará se tem ou não forças para a disputa em 2018, quando pretende lançar a candidatura do cearense Ciro Gomes para a Presidência da República. “Ele está trabalhando, visitando alguns estados junto com o presidente do partido, Carlos Lupi. Precisamos levar a mensagem de mudança do PDT”, sustentou.

Solucionar problemas

O líder do governo na Assembleia, Evandro Leitão (PDT), afirmou que o partido está construindo uma plataforma para a disputa eleitoral deste ano em diversos municípios, e alguns problemas localizados devem ser sanados. O encontro serviu para que os deputados da sigla encaminhassem soluções.

“Em Aracati, o PTB, através do Bismarck Maia, lançou pré-candidatura, e em Itapipoca nós temos candidato, mas o prefeito de lá é do PT. Esses são dois municípios em que os problemas são maiores. Em outros há pouca discussão entre aliados”.

Pré-candidato em Maracanaú, Júlio César Filho (PDT) destacou que o diagnóstico da disputa na cidade foi apresentado ao grupo. Lá, existem dois nomes colocados pelo PDT e, após o processo de pré-candidatura, em agosto, o partido deve definir quem encabeçará a chapa. “Quem tiver as melhores condições será o candidato do PDT”, argumentou o parlamentar.

08:01 · 04.03.2016 / atualizado às 08:01 · 04.03.2016 por

Por Miguel Martins

O ex-governador Cid Gomes, em entrevista ao Diário do Nordeste, disse que aguarda reciprocidade do Partido dos Trabalhadores (PT), em Fortaleza, quanto ao apoio à candidatura do prefeito Roberto Cláudio à reeleição. O líder político afirmou que em 2014 seu grupo apoiou a presidente Dilma Rousseff, que foi reeleita, e lançou um petista ao Palácio da Abolição, contribuindo para eleger o primeiro governador da sigla no Ceará.

Na ocasião, ainda no PSB, o grupo político de Cid Gomes tinha alguns nomes colocados na mesa para disputar o Governo do Estado. No entanto, contrariando, inclusive, seus correligionários, Cid e alguns liderados resolveram apoiar Camilo Santana, que se consagrou governador do Estado. O ex-chefe do Executivo Estadual disse ainda que não se cogita levar Santana para o PDT, visto que o projeto de seu grupo para o Ceará é multipartidário, onde diversas legendas estão integradas.

“Procuramos respeitar os filiados do PT, e não cogitamos atrair ninguém de lá para o PDT. Agora, nós apoiamos, aqui no Ceará, nas eleições passadas, a candidatura da Dilma, do PT. Apoiamos o Camilo, que é do PT, e temos, além do Roberto Cláudio, vários candidatos do PDT à reeleição e esperamos reciprocidade”, disse Cid Gomes.

Segundo ele, a aliança não pode ser feita apenas por um partido apoiando um outro. “Somos maior que o PT, e esperamos apoio do partido, inclusive, em Fortaleza. Entendemos o processo interno, mas achamos justo pleitearmos isso. E vamos ponderar essa situação em nível nacional. Queremos do PT de Fortaleza o apoio à candidatura de Roberto Cláudio”. O ex-governador afirmou ao Diário que ainda tem tempo para negociar com a executiva nacional do Partido dos Trabalhadores, o que deve ser consolidado após os encontros regionais que serão feitos ao longo do mês de março.

Conforme informou, haverá um diálogo com todos os partidos aliados, e no caso do PT a conversa se seguirá em nível nacional. “Prestamos apoio à Dilma e ao Camilo, e, certamente, o PT vai querer nosso apoio em algumas capitais e até em cidades do Ceará, e vamos tratar dessa questão. Respeitamos as divergências, os segmentos do PT, mas queremos reciprocidade.

Mudanças

Os irmãos Ferreira Gomes, além da força política são conhecidos por já terem passado por mais de meia dúzia de partidos nos últimos anos. Com essas frequentes mudanças, tanto Ciro quanto Cid acabam levando consigo um número considerável de apoiadores resultando assim no esvaziamento de siglas que, de repente, desaparecem no Estado.

Foi o que aconteceu em 2013 com o Partido Socialista Brasileiro (PSB), que de maior legenda no Estado, praticante, deixou de existir, embora aos poucos venha tentando se reerguer. Agora, dois anos e cinco meses depois, o Partido Republicano da Ordem Social (PROS) é o grêmio que sofre o esvaziamento.

Cid foi filiado ao PMDB de 1983 a 1988, saindo para se filiar ao PSDB, onde ficou até 1996. Em seguida, ingressou no PPS e logo depois no PSB, partido em que mais tempo permaneceu, uma década. Depois de entrar no PROS, ficou menos de dois anos, e desde o final de 2015 está no PDT.

“Somos coerentes na nossa posição progressista de centro esquerda, independente de partido. Os partidos são cartórios, não praticam a democracia interna. Não nos resta outra alternativa a não ser sair”. Cid ressaltou ainda que a maior parte de sua saída dos partidos não teve como objetivo se aproximar do poder, mas ir para a oposição. “Tenho a consciência tranquila quanto a isso. Concorri no Ceará como oposição. O Ciro concorreu como oposição a presidente, e, provavelmente, vai concorrer agora em oposição. Nossa saída dos partidos é por coerência da nossa ideologia”.

11:51 · 27.02.2016 / atualizado às 11:51 · 27.02.2016 por

Por Antônio Cardoso

Cid Gomes conversa com deputados estaduais, secretários e outros sobre a programação de filiação deles ao PDT, no decorrer de março Foto: José Leomar
Cid Gomes conversa com deputados estaduais, secretários e outros sobre a programação de filiação deles ao PDT, no decorrer de março Foto: José Leomar

O ex-governador Cid Gomes reuniu, quinta-feira à noite, na Assembleia Legislativa, vários deputados estaduais que trocarão o PROS pelo PDT, onde ele próprio já está juntamente com o seu irmão Ciro Gomes. As filiações dos deputados ao PDT acontecerá no próximo dia 3 de março. No partido já estão filiados, além do prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, vários outros prefeitos do Interior e vereadores antes integrantes do PROS.

Cid acertou, também, que alguns eventos, além do maior em Fortaleza, na próxima semana, acontecerão no Interior, principalmente onde o partido tiver candidato a prefeito nas eleições de outubro próximo. Assim, além do simbolismo da filiação de Ivo Gomes no evento que acontecerá no Náutico Atlético Cearense dia 3 de março, um outro ato acontecerá em Sobral, ainda a ser definido, pois lá ele disputará a Prefeitura.

Ontem, na Assembleia, o deputado estadual Evandro Leitão, que participou da reunião da noite anterior, falou sobre a oficialização do ingresso dos deputados estaduais, federais, além da vice-governadora Izolda Cela e do secretário da Fazenda do Estado, Mauro Filho.

Respeitoso

De acordo com o líder do governo, que faz parte dos quadros do PDT, desde o ano de 2009, a definição se deu após reunião no gabinete da presidência da Assembleia com o ex-governador Cid Gomes, o presidente da Casa, Zezinho Albuquerque, os deputados Sarto, Sérgio Aguiar, Manoel Duca, Mirian Sobreira, Robério Monteiro e Ferreira Aragão. Também participou os secretários estaduais Jeová Mota (Esporte) e Mirian Sobreira (Políticas sobre Drogas), além dos ex-deputados Sineval Roque e Marcelo Sobreira.

“Como pedetista há sete anos, posso garantir que eles estão entrando em um partido com ambiente respeitoso, que tem crescido demais nos últimos anos no cenário nacional”, destacou Evandro leitão. No Ceará o PDT se torna o maior partido político do Estado, com grandes forças como os ex-governadores e ex-ministros Cid e Ciro Gomes, além do ministro das Comunicações, André Figueiredo. Com a migração, o Partido Republicano da Ordem Social (Pros) deixa de existir na Assembleia.

Na reunião, também conforme afirmou Evandro, ficou definido que, na primeira quinzena de março, serão realizados encontros regionais para filiação de lideranças ao PDT, nos municípios de Sobral e Itarema, no dia 4; São Gonçalo do Amarante e Camocim, dia 12 e no dia seguinte, em Crateús. O grupo estará em Crato e Iguatu no dia 18 de março. “Serão eventos para filiação de outras lideranças que tenham interesse em entrar no partido ‘brizolista’. Estamos muito felizes, alegres e de braços abertos para acolher todas essas lideranças, que se somarão a outras que já temos no nosso partido”, analisou. No evento de Fortaleza, um jantar de adesão, os pedetistas vão aproveitar para angariar os primeiros recursos da campanha eleitoral na Capital.

Um dos que estão de bagagens prontas para desembarcar no PDT, o deputado Sérgio Aguiar, assim como já havia feito na semana anterior, fez questão de anunciar a ida para o novo partido. “Estamos indo com a certeza de estarmos fazendo a escolha certa, uma vez que seguimos a orientação de dois grandes líderes, que são os irmãos Ciro e Cid Gomes”, declarou.

No mês de setembro do ano passado, o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, e mais de 40 prefeitos do Interior do Ceará se filiaram ao PDT, em evento promovido pelo diretório cearense do partido. Cid e Ciro Gomes assinaram filiação em momentos diferentes.

A ida do grupo liderado pelos irmãos Gomes tornará o PDT a maior bancada na Assembleia, com onze deputados. Ainda de acordo com Sérgio Aguiar, a comitiva desembarca em uma nova legenda, mas o apoio aos governos Camilo Santana e Dilma Rousseff serão mantidos durante as discussões na Casa. Para ele, o PDT é um partido “moderno”, cuja maior referência é Leonel Brizola.

08:51 · 23.02.2016 / atualizado às 08:51 · 23.02.2016 por
Carlos Lupi, presidente nacional do PDT, participará das filiações em Fortaleza Foto: Érika Fonseca
Carlos Lupi, presidente nacional do PDT, participará das filiações em Fortaleza Foto: Érika Fonseca

O PDT de Fortaleza trabalha com a possibilidade de eleger ao menos seis vereadores para a Câmara Municipal nas eleições de outubro próximo. O processo de filiação da legenda deve iniciar no próximo dia 3 de março, quando do jantar de adesão do diretório municipal da sigla, que contará com a presença dos ex-ministros Ciro e Cid Gomes e também do presidente nacional da legenda, Carlos Lupi.

O evento será promovido pela direção municipal pedetista em Fortaleza, que é comandada pelo prefeito Roberto Cláudio. Avaliações dos experientes em disputas por vagas no Legislativo municipal dão conta de que o PDT pode eleger o atual presidente da Câmara Municipal, Salmito Filho, e os vereadores Adail Júnior, Antônio Henrique, Elpídio Nogueira, Didi Mangueira e Iraguassu Filho.

Conforme informou o presidente do PDT no Ceará, o ministro das Comunicações André Figueiredo, “conversas superficiais” dizem que a ideia do partido é eleger de seis a sete vereadores no pleito deste ano. O grêmio deve ir para a disputa coligado com outras siglas, visto que alguns blocos devem ser formados todos em apoio a candidatura à reeleição de Roberto Cláudio.

“Teremos filiações de vereadores, a partir da próxima semana, mas teremos o mês de março todo para isso. Até o dia 18 de março, por outro lado, teremos tempo para filiação de deputados estaduais e federais”, afirmou o dirigente pedetista, embora algumas informações digam da dificuldade de o partido filiar candidatos a vereador de Fortaleza, por conta da quantidade de votos necessários à eleição.

Ele ressaltou, ainda, que haverá filiação em diversas regiões do Ceará, visto que os parlamentares pretendem prestigiar seus correligionários em seus colégios eleitorais. O jantar do PDT de Fortaleza, organizado pelo partido e aliados do prefeito, conforme informou Figueiredo, será realizado, a partir das 19 horas, no Clube Náutico Atlético Cearense.

De acordo com ele, o presidente nacional da legenda, Carlos Lupi, estará presente, assim como Cid Gomes e Ciro Gomes. Durante toda essa semana os dirigentes do partido devem se reunir para discutir como se darão as filiações em massa à legenda pedetista nos próximos dias.

Expectativa

Desde o ano passado, parlamentares filiados ao PROS aguardavam a abertura de “janela partidária” para deixarem a agremiação e ingressarem em um novo partido. Na semana passada, o Congresso Nacional promulgou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata sobre filiações durante 30 dias, que vão até o dia 18 de março próximo.

Ainda em 2015, Cid e Ciro Gomes ingressaram no PDT, junto com Roberto Cláudio e o presidente da Câmara, Salmito Filho. Com a ida de parlamentares para a legenda pedetista, o PROS deixa de existir na Assembleia e na Câmara Municipal. Os nove deputados do PROS migrarão para o PDT, que se tornará a maior bancada estadual.

Eles se aliarão a Evandro Leitão e Ferreira Aragão, que já estão no partido. O PDT terá 68 prefeitos, três centenas de vereadores, deputados federais, a vice-governadora Izolda Cela, o prefeito Roberto Cláudio, o presidente da Câmara, Salmito Filho, e o presidente da Assembleia, Zezinho Albuquerque.

09:02 · 22.02.2016 / atualizado às 09:02 · 22.02.2016 por
Ciro e Cid Gomes foram os primeiros a se filiarem ao PDT, em solenidade realizada em Brasília. O deputado federaol André Figueiredo foi um dos que os saudaram
Ciro e Cid Gomes foram os primeiros a se filiarem ao PDT, em solenidade realizada em Brasília. O deputado federaol André Figueiredo foi um dos que os saudaram

O ex-governador Cid Gomes, hoje, começa a conversar com alguns dos seus liderados para definir como serão feitas as novas filiações do seu pessoal que ainda está no PROS, e em outras agremiações, ao PDT. A ideia inicial de fazer um evento único talvez acabe não dando certo em razão de alguns, notadamente os que pretendem disputar prefeituras municipais, preferirem fazer a solenidade de filiação no próprio município, no caso do deputado estadual Ivo Gomes, cujo nome será lançado na disputa pela Prefeitura sobralense.

Cid e o seu irmão Ciro Gomes já estão filiados ao PDT desde o ano passado. Quase todos os prefeitos cearenses que seguem a orientação deles também já se filiaram, juntamente com alguns vereadores. Os deputados federais e estaduais e outros vereadores preferiram esperar pela abertura da “janela partidária”. No caso dos vereadores, a liberação para mudança de sigla é a partir do dia 2 de março, por conta da Lei 13.265, da Reforma Política, que abriu um prazo de trinta dias para que os legisladores municipais tivessem oportunidade de mudarem de agremiação um mês antes do limite de filiação partidária para quem vai disputar cargos majoritário e proporcional em outubro próximo, dia 2 de abril.

Propaganda

Já em relação aos deputados, a tal “janela partidária” foi aberta a partir da última sexta-feira, após a publicação da alteração feita na Constituição brasileira, permitindo a troca de partido, sem prejuízo do mandato, no prazo de trinta dias da promulgação da emenda constitucional, embora condicione que no caso dos deputados federais a mudança de partido não beneficiará a nova agremiação com mais recursos do Fundo Partidário, nem de tempo para a propaganda eleitoral no rádio e na televisão.

Hoje, tanto a distribuição dos recursos do Fundo Partidário, gerido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), quanto do tempo do horário eleitoral e partidário, é feita com base no número de deputados federais de cada agremiação eleito no pleito anterior. O Supremo Tribunal Federal, com a criação de novos partidos, entendeu que o parlamentar, mudando de partido, garantiria à nova agremiação mais recursos e tempo. Agora, com a emenda constitucional volta ao que era antes. Os partidos terão os recursos do Fundo e o tempo de rádio e televisão com base na bancada que tenha eleito naquela legislatura.

A expectativa de alguns liderados do ex-governador Cid Gomes é que aconteça, em Fortaleza, um evento maior para assinalar o ingresso dos deputados federais a ele ligados no PDT, com a presença de integrantes da direção nacional desta agremiação. Os deputados estaduais que não serão candidatos a prefeito também se filiariam naquela oportunidade. Os demais, candidatos, fariam atos isolados, nos seus respectivos municípios, com a participação dos dirigentes estaduais pedetistas.

Bancada

Da área municipal, em Fortaleza, está cuidando o prefeito Roberto Cláudio, presidente do diretório municipal do PDT. O prefeito também está comandando a movimentação de outros pequenos partidos a ele aliados, no sentido de evitar divergências maiores nas composições das chapas proporcionais que serão apresentadas.

A expectativa do PDT é de fazer a maior bancada na Câmara Municipal de Fortaleza, mas alguns candidatos estão preocupados com a quantidade de votos necessários para suas respectivas eleições. Muitos pretendentes a vagas na Câmara estão preferindo legendas menores, onde poderiam ter mais chances de sucesso.

Embora o PROS, partido a que era filiado Cid Gomes e seus liderados, fique sem representação na Câmara Municipal e na Assembleia Legislativa, seus dirigentes continuam ligados ao ex-governador e ao prefeito. O partido no Ceará recebe orientação do deputado federal Odorico Monteiro (PT) que, segundo alguns dos seus aliados, também aproveitará a “janela partidária” para deixar o PT e assumir, ele próprio, a presidência do PROS no Estado.

Indefinição

Em razão da mobilização que está sendo feita pelo comando do PSD e do PMB, concorrendo com filiações na mesma esfera do grupo de Cid Gomes, hoje os dirigentes do PDT ainda não sabem informar qualquer será o real tamanho do partido após o prazo das filiações partidárias, ao fim do mês de março. Alguns deputados estaduais que estavam certos de se filiar ao partido acertaram com o PSD e o PMB e já integram o bloco partidária dessas agremiações na Assembleia Legislativa.

O compromisso deles, segundo dizem, é o de marcharem juntos na disputa municipal deste ano e, na próxima eleição, em 2018, com a vaga de senador na chapa majoritária sendo reservada para Domingos Filho, hoje conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios, pai de Domingos Neto, presidente estadual do PMB e marido da prefeita de Tauá, Patrícia Aguiar, presidente estadual do PSD. Neto e Patrícia poderão trocar de siglas e inverterem as posições que têm hoje. Ele presidindo o PSD e ela o Partido da Mulher.

Pendência

O Partido Progressista também será outra agremiação que receberá filiações de políticos ligados ao grupo político de Cid Gomes. Hoje, a maioria do diretório estadual do PP, presidido pelo Padre Zé Linhares, é de políticos levados pelo deputado José Albuquerque, presidente da Assembleia, representando o grupo de Cid Gomes.

O PP servirá para atender aos que relutam em se filiar ao PDT em razão de divergências nas bases em municípios do Interior. Alguns deles querem ser candidatos a prefeito e a preferência é dos pedetistas tradicionais. O PTB, também, servirá de apoio para atender aos que têm pendência, tanto que já abriga, além de outros, o ex-secretário Bismarck Maia, ex-secretário dos governos Cid Gomes e pretenso candidato a prefeito do Município de Aracati, para concorrer com um pedetista.

09:49 · 11.02.2016 / atualizado às 09:49 · 11.02.2016 por
O relatório da desembargadora Nailde Nogueira, corregedora do TRE, foi concluído em janeiro FOTO: Érika Fonseca
O relatório da desembargadora Nailde Nogueira, corregedora do TRE, foi concluído em janeiro FOTO: Érika Fonseca

O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE) julgará, na sessão da próxima segunda-feira (15), ação de investigação judicial eleitoral que pede a cassação e inelegibilidade do governador Camilo Santana e do antecessor Cid Gomes por suposto abuso de poder político e econômico nas eleições de 2014. Assinado pela Procuradoria Regional Eleitoral do Ceará, o processo cita a vice-governadora Izolda Cela e ex-secretários da gestão passada: Carlo Ferrentini (Cidades), Gilvan Paiva (Esportes), Sérgio Fontenele (DER) e Nelson Martins (Desenvolvimento Agrário).

Ação contra Camilo foi motivada pela concessão de convênios pelo Governo Cid Gomes a prefeituras do Estado, nas vésperas da campanha eleitoral, que, segundo sustenta a Procuradoria Eleitoral, seriam em troca de apoio dos prefeitos ao atual governador nas eleições de 2014. De acordo com o procurador regional eleitoral no pleito passado, Rômulo Conrado, o Estado repassou recursos em “período vedado”. Pondera que as exceções são admitidas em casos de obras em andamento ou calamidade pública, o que ele nega que tenha ocorrido em tais casos.

“Ainda que tenha havido a celebração do convênio (obrigação formal preexistente) com cronograma prefixado, como o objeto dos convênios não se destina a enfrentar situações de emergência e de calamidade, o repasse de recursos sem que a obra tenha sido fisicamente iniciada (sem obra em andamento) claramente configura a conduta vedada”, argumenta a Procuradoria Eleitoral no processo.

Liminar

A ação foi assinada pelo procurador Rômulo Conrado em setembro de 2014. Naquele mesmo mês, o desembargador Abelardo Benevides, hoje presidente do TRE, decidiu liminarmente pela suspensão do pagamento de parcelas remanescentes de 47 dos 80 convênios questionados, “tendo em vista que a análise dos documentos revelara indícios de irregularidades”.

Conforme o Ministério Público Eleitoral, a maioria dos convênios relacionava-se a municípios em que o prefeito era filiado a um partido do arco de alianças do então candidato Camilo Santana, apoiado por Cid Gomes. A defesa dos promovidos, no entanto, rechaça que todos os gestores beneficiados seriam de legendas aliadas e acrescenta que, partindo da premissa da Procuradoria Eleitoral, seria esperada a liberação de convênios para prefeitos da oposição, em busca de apoios para Camilo Santana.

O relatório da desembargadora Maria Nailde Pinheiro Nogueira, corregedora do TRE, foi concluído no dia 28 de janeiro deste ano, ocasião em que ela pediu a inclusão do processo na pauta da Corte eleitoral. A ação de investigação judicial eleitoral deveria ter sido analisada pelo pleno do TRE no último dia 2 de fevereiro, mas foi adiada.

A defesa dos representados, segundo consta no relatório da corregedora Nailde Pinheiro, alegou a nulidade das provas produzidas por meio de fotografias registradas do celular do então procurador regional eleitoral e não autorizadas pelo secretário das Cidades, bem como dos documentos referentes aos 41 convênios da Pasta. Alega ainda a ilegitimidade passiva de Cid Gomes, já que os atos de formalização e repasse de recursos dos convênios são de iniciativa exclusiva dos secretários de Estado.

09:37 · 06.01.2016 / atualizado às 09:37 · 06.01.2016 por
A deputada federal Luizianne Lins enviou nota ao Diário do Nordeste respondendo a declaração do ex-governador Cid Gomes, que, em entrevista a este jornal, afirmou que a presidente Dilma Rousseff deveria se desfiliar do PT.
Diz a deputada:
As declarações do ex-governador Cid Gomes, que sugere que Dilma saia do PT, não pretendem defender a presidenta do difícil quadro institucional pelo qual passa o País. Na verdade, são apenas uma forma de atacar nosso partido, preparando o terreno para o irmão (Ciro Gomes) que pretende se lançar candidato a presidente em 2018. Os Ferreira Gomes querem colocar a presidenta numa posição de neutralidade em relação ao embate que deverá acontecer em 2018, entre Ciro e Lula. Essa é a fatura que vão cobrar pelas posições que estão divulgando e que são supostamente contra o impeachment e a favor da democracia. Na realidade, o objetivo é dissociar Dilma do PT e de Lula, abrindo caminho, mais uma vez, para um projeto pessoal deles. Entrar e sair de partidos é uma prática típica dos Ferreira Gomes, que não têm nenhum projeto político que não seja o próprio projeto de poder. Quem já passou por pelo menos sete siglas não entende a dinâmica da vida partidária, não respeita a democracia interna dos partidos nem suas bases sociais. Pelo seu perfil, Dilma certamente vai preferir o caminho da coragem, da luta política franca, da verdade das ruas e da militância, que é quem efetivamente está defendendo seu governo. Não o atalho do oportunismo e da camuflagem partidária dos neo-coroneis da nossa política.
09:29 · 06.01.2016 / atualizado às 09:29 · 06.01.2016 por
Cid Gomes diz que o prefeito Roberto Cláudio, que deve disputar a reeleição, tem o desafio de colocar em dúvida a capacidade de seus adversários que nunca tiveram mandato no Executivo
Cid Gomes diz que o prefeito Roberto Cláudio, que deve disputar a reeleição, tem o desafio de colocar em dúvida a capacidade de seus adversários que nunca tiveram mandato no Executivo

Aos 52 anos de idade, dos quais 28 dedicados à política, o ex-governador do Estado e ex-ministro Cid Gomes afirmou, na segunda parte da entrevista ao Diário do Nordeste, que, por enquanto, está se dedicando a empreendimentos pessoais, explorando sua veia empresarial, como a construção de uma usina de energia solar. No entanto, ele não descarta a possibilidade de voltar a se candidatar a um cargo público futuramente. Em ano de eleições, o líder do maior grupo político do Ceará também destacou que o prefeito Roberto Cláudio, que disputará a reeleição, tem como desafio colocar em dúvida a capacidade de seus adversários políticos que nunca tiveram mandato no Executivo, e fazer um comparativo entre as ações realizadas pelo seu Governo com gestões passadas.

Leia a entrevista completa no site do Diário do Nordeste e assista ao vídeo no link

09:21 · 05.01.2016 / atualizado às 09:21 · 05.01.2016 por
Cid Gomes afirma que, antes de o deputado Eduardo Cunha ser eleito presidente da Câmara, já circulavam informações de que o parlamentar era envolvido em ilicitudes FOTO: José Leomar
Cid Gomes em entrevista ao Diário do Nordeste FOTO: José Leomar

Afastado dos holofotes, o ex-governador do Ceará Cid Gomes defende que a presidente Dilma Rousseff se desfilie do Partido dos Trabalhadores (PT) e assuma o compromisso público de não participar de campanha à sua sucessão.

Em entrevista ao Diário do Nordeste, ele afirmou que isso poderá “desarmar” o PSDB e sua posição mais radical. O ex-gestor chamou o presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, de “morto vivo”, afirmando ainda que parte do PT, hoje, é fisiologista, não se diferenciando de ações praticadas pelo PMDB.

Leia a entrevista completa no site do Diário do Nordeste e assista no link http://svmar.es/cidgomes2016

09:43 · 10.11.2015 / atualizado às 09:43 · 10.11.2015 por
Cid Gomes disse que a trajetória de Eduardo Cunha sempre esteve vinculada ao patrimonialismo, malversação e ações políticas pouco nobres FOTO: BRUNO GOMES
O ex-governador Cid Gomes participou nesta segunda-feira (9) de solenidade em comemoração aos 80 anos do Tribunal de Contas do Estado (TCE) FOTO: BRUNO GOMES

O ex-governador Cid Gomes evitou comentar a informação publicada no Diário do Nordeste de que o governador Camilo Santana tem negociado com chineses a implantação de refinaria no Estado, mas disse ser um caminho possível.

Cid Gomes lembrou que as ações de extração e refino já não são mais de exclusividade da Petrobras. O ex-governador participou nesta segunda-feira (9) de solenidade em comemoração aos 80 anos do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

“Quem deve falar sobre isso são autoridades do Governo. Mas a Petrobrás ter exclusividade há muito tempo já foi quebrado. A Petrobras não tem monopólio na extração. Muito menos em refino. Há várias empresas privadas já no Brasil, fazendo refino de petróleo. Acho que esse caminho é possível e o Camilo deve estar lutando para viabilizar desta forma”, afirmou Cid Gomes.