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Tag: Danilo Forte


09:46 · 07.04.2018 / atualizado às 09:46 · 07.04.2018 por
Antes de ir para o PSDB, Danilo Forte já passou por PMDB, PSB e DEM na atual legislatura Foto: José Leomar

Após ter mantido silêncio, nas últimas semanas, sobre possível saída do DEM – embora admitisse negociações com outras legendas -, o deputado federal Danilo Forte assinou, nesta sexta-feira (4), ficha de filiação ao PSDB. Ele participou de evento de filiações à sigla tucana ocorrido na noite de quinta-feira em Maracanaú, mas apenas ontem, no escritório do senador Tasso Jereissati (PSDB) em Fortaleza, oficializou o ingresso na legenda tucana.

A filiação de Danilo Forte ao PSDB havia sido anunciada no dia anterior, em Maracanaú, mas, em discurso no evento, ele afirmou que havia recebido uma ligação da direção nacional do DEM, que prometera alinhar-se à oposição caso Tasso Jereissati fosse o candidato a governador do grupo contrário à gestão Camilo Santana (PT), o que adiou o acordo.

Na sexta, após assinar a ficha de filiação, o parlamentar disse ao Diário do Nordeste que, ainda na noite de quinta-feira, conversou com o presidente nacional do DEM, o prefeito de Salvador, ACM Neto, e com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, mas optou pelo PSDB para não criar “mais uma área de atrito” na antiga agremiação.

“Tem um desconforto com a direção local, na medida que os representantes dela já têm um compromisso assumido de apoio ao governo atual”, declarou. Tasso Jereissati, por sua vez, afirmou que “a vinda do Danilo Forte significa a vinda de um quadro de qualidade, que pode dar ao nosso partido uma força não só eleitoral, mas uma força moral muito grande”.

Filiações em Maracanaú

No evento de filiações em Maracanaú, o parlamentar já havia feito críticas a um “desconforto” gerado por conflitos no DEM e disse que escolheu o PSDB, ao receber convite do senador Tasso Jereissati, porque busca um “projeto definido” e com “postura coerente”.

Esta é a terceira vez em que Danilo Forte muda de partido apenas na atual legislatura. Eleito pelo PMDB em 2014, ele  filiou-se ao PSB  e após perder o comando do partido no Estado, em 2017, por ter contrariado deliberação do diretório nacional da sigla ao votar a favor da Reforma Trabalhista na Câmara dos Deputados, oficializou ingresso no DEM em dezembro do ano passado.

Pouco mais de três meses depois, porém, ele deixou o partido ao alegar “desconforto muito grande” na agremiação, que, embora em âmbito nacional, sob a presidência do prefeito de Salvador, ACM Neto, componha a base governista do presidente Michel Temer (PMDB), no Ceará, comandada por Chiquinho Feitosa, é aliada do governador Camilo Santana (PT).

“Lideranças do partido no Estado do Ceará quererem permanecer numa postura que o DEM nacional não corrobora. O DEM nacional, inclusive, tirou uma resolução muito clara que não coliga com o PT, e no Ceará persiste, nas lideranças do DEM, essa luta. Isso cria um desconforto muito grande e descaracteriza o partido”, reclamou.

Trocas

Danilo Forte lembrou que deixou o PMDB porque o partido “tinha afeição ao poder e não tinha projeto político”. Já o PSB o atraiu, conforme destacou, “porque queria uma ruptura com o sistema que governava o Brasil, que quebrou o Brasil em 2014, liderado pelo desastroso governo da presidenta Dilma”. Quando o partido desembarcou da base aliada de Temer no ano passado, entretanto, Danilo Forte buscou, no DEM, o espaço que havia perdido no PSB por discordar dos rumos tomados pela agremiação. “O PSB regrediu e retomou um projeto antigo, populista, que não priorizava exatamente as mudanças que o Brasil precisa fazer”.

“Eu sempre gostei de ter posição, defendo as mudanças porque elas são necessárias e precisam ser feitas; mudanças políticas, mudanças de comportamento, mudanças de postura. Ou a gente enfrenta isso abertamente e, dentro disso, cria um projeto para isso, ou eu não vou ficar no campo da semvergonhice e do palanque eleitoreiro. Não sou daqueles que em Brasília é Temer, que em Fortaleza é Lula e em Sobral se abraça com Ciro Gomes. Não sou. Eu tenho lado, tenho postura”, disparou.

O parlamentar afirmou que foi determinante para a escolha do PSDB a busca por um “projeto definido, com começo, meio e fim, e com uma postura coerente”. “Acho que, na incoerência ou no jogo palanqueiro, nós não vamos resolver o problema na política do Ceará. Não vamos. Nem no Ceará, nem no Brasil. Esse filme já passou e ninguém gostou”.

08:33 · 05.03.2018 / atualizado às 08:33 · 05.03.2018 por

Junto a lideranças da oposição, quem também esteve em palestra do senador Tasso Jereissati (PSDB), nesta sexta-feira (2), foi o deputado federal Danilo Forte (DEM), que tem sinalizado afastamento da base do governador Camilo Santana (PT). Ao Diário do Nordeste, ele afirmou, porém, que só falará sobre eventual rompimento com o Governo após o dia 8 de março.

“É a data da convenção do DEM a nível nacional e eu acho que o DEM vai definir um norte que deve ser seguido”, sustentou. “O DEM vai definir um rumo e, em cima desse rumo, nós vamos fazer esse debate”.

Danilo Forte ressaltou que quem fala em nome no DEM estadual é o presidente do partido, Chiquinho Feitosa, mas disse que construirá seu posicionamento em âmbito local “em função do debate nacional”. “Até porque fui convidado para o partido em função do diretório nacional”.

A palestra de Tasso Jereissati, com o título “1986: um novo começo”, marcou o lançamento do Movimento Renasce no Ceará. Também estiveram presentes no evento, além de outros nomes do PSDB e dissidentes do PR, o presidente estadual do SD, deputado federal Genecias Noronha, a deputada estadual Aderlânia Noronha (SD), e o presidente do PSD no Ceará, deputado federal Domingos Neto.

09:28 · 16.12.2017 / atualizado às 09:28 · 16.12.2017 por

Por Miguel Martins

Danilo Forte discursa cercado por lideranças locais e nacionais da legenda. O DEM é o terceiro partido que o recebe em pouco mais de dois anos Foto: José Leomar

O deputado federal Danilo Forte, ex-PSB, se filiou ao Democratas (DEM), ontem, em evento na Assembleia Legislativa, que contou com a participação de lideranças nacionais da legenda, além das presenças do prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, do PDT, e de seu vice, Moroni Torgan, vice-presidente do DEM no Ceará. O partido tem como objetivo, a partir de agora, fortalecer sua participação nos 184 municípios do Estado e ser protagonista no processo eleitoral do próximo ano.

A tendência é que a legenda mantenha apoio a eventual candidatura do governador Camilo Santana (PT) à reeleição. Sinal disso é que o chefe do Poder Executivo no Ceará esteve reunido com lideranças nacionais do DEM na noite da última quinta-feira (14), debatendo assuntos políticos e eleitorais. Na solenidade de filiação, ontem, o presidente do partido no Estado, Chiquinho Feitosa, destacou o apoio que a legenda tem dado ao Governo do Estado e à Prefeitura de Fortaleza.

“Estamos envolvidos no processo de sucessão do Governo do Estado. Nosso partido está aliado à Prefeitura de Fortaleza e ao Governo do Estado, sempre no sentido propositivo de contribuir, porque é esse o nosso propósito para desenvolver nossa cidade e nosso Estado. Isso é fundamental”, disse Feitosa.
Ainda em seu pronunciamento, o dirigente sustentou que a sociedade não pode abandonar a política e, por isso, seria importante o ingresso de figuras como Danilo Forte na legenda, visto que deve somar ao DEM com novas ideias. Segundo ele, o partido está se preparando para construir chapas fortes para deputado federal e estadual.

Administração

Vice-prefeito de Fortaleza e vice-presidente do DEM, Moroni Torgan, em discurso, destacou o empenho do prefeito Roberto Cláudio na administração da capital cearense, o que tem feito dele um exemplo de administrador para os demais municípios. De acordo como o democrata, o distanciamento popular da política não é saudável, uma vez que, conforme defendeu, é ela quem define a vida de uma Nação.

“Os homens e mulheres de bem têm que saber de política. Nós amamos a democracia, as famílias e nosso País. Tenho certeza que vamos ter mais um irmão que batalha muito pelo Estado”, afirmou Moroni. O deputado estadual João Jaime (DEM) destacou que, com a chegada de Danilo Forte, o grêmio vai trabalhar ainda mais para aumentar a participação nos 184 municípios do Ceará. Para ele, o trabalho de fortalecimento da sigla tem como objetivo apresentar, pelo menos, 20 candidaturas a prefeituras cearenses em 2020.

O líder do DEM na Câmara, deputado federal Efraim Filho (PB), também participou da solenidade e defendeu que a legenda seja protagonista do pleito eleitoral do próximo ano, e não atue apenas como coadjuvante, como tem sido ao longo dos últimos anos ao lado do PSDB, por exemplo. “Queremos implementar ideias que tanto defendemos. Não seremos coadjuvantes nesse processo e o Ceará será muito importante para nós”.

Para o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ), com o ingresso de Danilo Forte no partido, aumentam as chances de fortalecimento do DEM, porque outros deputados podem buscar a legenda. Ele disse que eventual apoio a Camilo “é um problema do Diretório Regional”.

Terceiro partido

Ao filiar-se ao terceiro partido em pouco mais de dois anos, Danilo Forte afirmou que escolheu o DEM porque a legenda tem demonstrado interesse em apresentar “o novo” e dar segurança ao Brasil. “O partido tem proposta, postura e coragem de fazer o enfrentamento de debate. Muitos se dizem a favor das mudanças e, na hora, boicotam o Brasil. Mas o DEM não, porque o DEM tem disposição para isso”.

Depois de sair do PMDB, em 2015, o deputado se filiou ao PSB, mas deixou a legenda após ingresso do deputado federal Odorico Monteiro (ex-PT), que passou a comandá-la no Estado. O Democratas mantém-se na base governista de Camilo Santana e de Roberto Cláudio. Questionado sobre eventual apoio ao governador no pleito do próximo ano, Forte disse apenas que isso ainda será discutido.

Além de Roberto Cláudio, Moroni Torgan, Chiquinho Feitosa e Rodrigo Maia, outras figuras da política local e nacional estiveram no evento, como o ministro da Educação, Mendonça Filho, e o líder do DEM na Câmara, Efraim Filho. Também compareceram os deputados Gony Arruda (PSD), Leonardo Pinheiro (PP), Antônio Granja (PDT), Sérgio Aguiar (PDT), Audic Mota (PMDB), Nizo Costa (PMB) e Yuri Guerra (PMN), além de prefeitos e outros dirigentes políticos.

08:57 · 11.07.2017 / atualizado às 08:57 · 11.07.2017 por

Por Antonio Cardoso

No primeiro ato público como presidente estadual do PSB, Odorico Monteiro reuniu filiados em entrevista coletiva na manhã de ontem Foto: Kléber A. Gonçalves

O novo presidente do PSB no Ceará, deputado federal Odorico Monteiro, reuniu membros do partido e equipes de imprensa, ontem, para fazer a apresentação oficial da estrutura partidária, renovada após a destituição do deputado federal Danilo Forte. O ato aconteceu na sede do partido, em Fortaleza, e reuniu poucos filiados, além de movimentos existentes dentro do PSB. A sigla cearense agora tem Odorico na presidência, o jovem empresário Paulo Macedo como vice-presidente e Manoel Lins, na secretaria-geral.

Odorico iniciou o pronunciamento relatando ter recebido o convite para a presidência estadual da sigla diretamente do presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira. “Não para tirar ninguém. Nosso convite foi em função de que o partido tomou decisão em relação às reformas na Câmara e busca alinhamento com suas questões históricas. Nesse sentindo, teve posicionamento por unanimidade da executiva nacional de uma postura contra a reforma trabalhista e a reforma da previdência”. Ele ressaltou que as mudanças ocorreram não somente no Ceará, mas em outros quatro estados.

Antes de Odorico, quem estava no comando do PSB cearense era Danilo Forte, que foi destituído por declarar abertamente ser a favor das reformas trabalhista e previdenciária. Forte tentou por via judicial ter de volta o cargo, mas não obteve êxito.

Odorico Monteiro contou ter procurado Danilo Forte para dialogar, mas disseque não teve retorno. Por outro lado, destacou ter conversado com o deputado estadual Heitor Férrer, que já havia declarado que não continuaria no partido diante do embarque de uma pessoa próxima aos irmãos Cid e Ciro Gomes. “Todas as comissões do partido ficaram inativas, com exceção de Fortaleza. Isso é uma demonstração nossa de que entendemos que ele deve continuar no partido”.

Questionado sobre, caso a eleição para presidente da República fosse hoje, direta ou indiretamente, qual seria o candidato do PSB, ele disse apenas que o assunto será tratado no congresso nacional da agremiação. “Hoje, entendemos que Temer deveria renunciar e que, imediatamente, fossem realizadas eleições diretas, porque essa crise tem componente político estrutural e não é pelo Congresso que vamos sair dela”, analisou.

Segundo Odorico, no Ceará, a meta do PSB, agora, é “constituir o maior número de diretórios possíveis”. “Queremos preparar um grande congresso estadual do partido para que em outubro a gente participe do congresso nacional. Durante o mês de agosto vamos realizar congressos municipais, organizar o estadual, até chegarmos ao nacional”.

Gestão anterior

Além do novo presidente, se pronunciaram o vice, Paulo Macedo, que chegou a dizer que o PSB estava “acéfalo” no Estado, e representantes de movimentos como o sindical. “O afastamento de Danilo da presidência no Ceará não foi apenas porque votou contra as reformas. Essa é a razão principal, no entanto, o partido não se reúne, e essa é uma das condições básicas para o partido funcionar”, criticou o economista Joaci Leite, que já presidiu a sigla no Ceará.

No fim da tarde de ontem, o próprio deputado Danilo Forte tornou público um manifesto assinado por 74 ex-presidentes de comissões provisórias e diretórios municipais do PSB cearense, destituídos dos cargos na gestão de Odorico Monteiro. Em carta endereçada ao presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, eles manifestam apoio “incomensurável” a Danilo e protestam, ainda, contra a revogação das formações do partido, constituídas desde 2015 nos municípios cearenses.

A prefeita de Alto Santo, Íris Gadelha, que representa os signatários no texto, reclama que os ex-dirigentes municipais não foram comunicados de qualquer decisão ou punição da direção nacional e ressalta que o diálogo entre o deputado federal e as lideranças do partido na Capital e no Interior foi fundamental para a eleição de prefeitos, vices e vereadores em 2016.

09:03 · 13.06.2017 / atualizado às 09:03 · 13.06.2017 por

Por Antonio Cardoso

Destituído da presidência estadual do PSB cearense por votar a favor da Reforma Trabalhista na Câmara, o deputado federal Danilo Forte promete não deixar barato o preço do seu afastamento para a entrada do também deputado federal Odorico Monteiro, ex-presidente do Pros, na sigla pessebista. O primeiro passo, segundo Forte, foi dado na semana passada, quando entrou com mandado de segurança no Tribunal Superior Eleitoral.

“Entrei com mandado de segurança para discutir o procedimento arbitrário com que foi feita a substituição, sem a garantia do contraditório, na medida em que a decisão foi tomada de forma monocrática, sem levar em consideração o direito constitucional de que qualquer pessoa que passa por julgamento possa se defender”, justificou.

Danilo Forte disse ainda aguardar a possibilidade de que seja retomado o diálogo interno na medida em que já foi feita a indicação do seu substituto. Segundo ele, criou-se uma crise interna que não existia. “O deputado Heitor Férrer tem também declarado posicionamento firme com relação a isso. Ele, inclusive, coloca a possibilidade de sair do partido. É lamentável”.

Danilo afirmou também que ainda não chegou a dialogar com Odorico depois de sua chegada ao partido. “Quem me convidou para vir para o PSB e me entregou a direção foi (o presidente nacional da legenda) Carlos Siqueira e Odorico veio depois, numa relação construída no momento de crise. Então não tenho motivo para dialogar com ele sobre isso”, exclamou.

Único do PSB na Assembleia Legislativa, Heitor Férrer afirma estar “completamente desinformado” com relação ao partido e reclama por não ter sido “minimamente considerado” em meio ao imbróglio. Odorico foi procurado pela reportagem, mas não atendeu às ligações.

09:08 · 12.06.2017 / atualizado às 09:08 · 12.06.2017 por

Destituído da presidência estadual do PSB cearense por votar a favor da reforma trabalhista na Câmara, o deputado federal Danilo Forte promete não deixar barato o preço do seu afastamento para a entrada do também deputado federal Odorico Monteiro, ex-presidente do Pros. O primeiro passo, segundo o próprio parlamentar afirmou ao Diário do Nordeste, foi dado na semana passada quando ele entrou com mandado de segurança no Tribunal Superior Eleitoral. “Entrei com mandado de segurança para discutir o procedimento arbitrário com que foi feita a substituição, sem a garantia do contraditório, na medida em que a decisão foi tomada de forma monocrática, sem levar em consideração o direito constitucional de que qualquer pessoa que passa por julgamento possa se defender”, explicou.
Danilo disse ainda aguardar a possibilidade de que seja retomado o diálogo interno na medida em que já foi feita a indicação do seu substituto. “Precisamos reescrever esse momento triste do PSB aqui no Estado do Ceará. Não se pode desconsiderar todo o trabalho que foi feito por nós, tirando o partido da total inércia, posto que estava completamente abandonado e demos cara e corpo ao PSB constituindo 151 comissões provisórias, participamos com candidatura própria em mais de 10 municípios onde fizemos dois prefeitos e quatro vices. Isso não pode ser desconsiderado”.
Além disso, segundo o ex-presidente, criou-se uma crise interna que não existia. “O deputado Heitor Férrer tem também declarado posicionamento firme com relação a isso. Ele, inclusive, coloca a possibilidade de sair do partido. É lamentável. Tínhamos diálogo muito próximo, tanto que trabalhamos sua candidatura em Fortaleza, buscando dar vida ao partido na capital. Diante disso, espero que consigamos ter respostas”, acredita. “Essa semana o TSE estava ocupado com o julgamento da chapa Dilma/Temer, mas esperamos que ainda nesta semana possamos ter uma conclusão desse pedido de mandado de segurança”.
No último dia 29 de maio, também em entrevista ao Diário do Nordeste Danilo Forte havia dito que não pensaria naquele momento num possível desembarque do PSB. Passados 15 dias, ele mantém a fala. “Não discutimos isso agora. Nesse momento o que quero é rearmonizar esse procedimento. Até porque esse debate precisa ser feito a nível nacional”. Para isso, ele conta que na semana passada foi realizada mais uma reunião em Brasília com a presença de dois senadores e 15 deputados federais da bancada de 34. “Trabalhamos para construir com esse grupo as perspectivas futuras. Buscamos o melhor entendimento das mudanças e possibilidade do debate para 2018. Há compromisso tanto dos deputados como senadores para tomarmos decisão conjunta”. Odorico, conforme disse Forte, não participou do encontro.
Danilo diz que ainda não chegou a dialogar com Odorico depois de sua chegada ao grupo pessebista. “Até porque meu diálogo não é com ele. Meu diálogo é com a direção nacional. Quem me convidou para vir para o PSB e me entregou a direção foi (o presidente nacional) Carlos Siqueira e Odorico veio depois, numa relação construída no momento de crise. Então não tenho motivo para dialogar com ele sobre isso”, exclama. “Tenho sim que dialogar é com quem me convidou. Não fui achado no meio da rua. Fui procurado, convencido e constituído de forma a buscar a recondução do partido no Ceará e era isso o que trabalhávamos”.
Representante único do PSB na Assembleia Legislativa do Ceará, o deputado Heitor Férrer afirma estar “completamente desinformado” com relação ao partido. “Não tenho nenhuma informação oficial da situação do PSB no Estado do Ceará. O partido destituiu Danilo da presidência e não tem presidente. O Odorico, segundo fotos e matérias jornalísticas, filiou-se ao partido, mas eu não recebi nenhuma comunicação da situação no Estado do Ceará onde represento o PSB como deputado estadual. Não fui minimamente considerado para dizerem quais foram as diretrizes com relação ao imbróglio de Danilo com o PSB”, reclama.
Ele diz se sentir “desrespeitado, desprestigiado e aviltado”, com o isolamento. “Como você é o único deputado estadual do partido e não se tem uma informação por telefonema, comunicação por e-mail e nada? O PSB está com comportamento que nunca pensei que tivesse. Não dá ciência aos seus representantes, da agenda nacional”.
Heitor diz ainda manter a esperança e aguardar que chegue comunicado oficial, utilizando de que meio for. “Faço o exercício da tolerância e aguardo o que o partido vai me dizer. Espero que chegue esse momento. O Odorico me ligou dizendo que estaria ingressando no PSB, mas como recém-filiado a oficialização não deveria partir dele, até porque ainda não é oficialmente presidente”, avalia.
Ele afirma saber da credibilidade da imprensa e não haver dúvidas de que Odorico Monteiro está filiado ao PSB, mas que só poderia tomar condutas e se nortear diante de fatos oficiais. Se vier a se concretizar, deixa claro sua posição. “É incompatível a minha convivência política sob a liderança de um cidista de quatro costados. Não fico no PSB sob a liderança Odorico, com larga folha de serviços prestados ao Ferreiras Gomes, e que já anuncia a ida do partido para o governo. Se eu saí do PDT porque abrigou cidistas, não posso ficar noutro com as mesmas características tomadas pelo PDT, sendo arrastado para o colo do Governo Camilo Santana, que faz parte do bloco de Cid Gomes”, antecipa. “Vai querer levar o partido para o grupo dos Ferreiras Gomes, fortalecendo ainda mais aquele grupo. Isso é incompatível com Heitor Férrer”, assegura.
Odorico foi procurado pelo Diário do Nordeste, mas as ligações não foram atendidas. Todavia em entrevista concedida também em 29 de maio ressaltou que na medida em que as cosias forem se organizando pretende reunir os filiados ao PSB no Ceará para diálogo aberto.

09:37 · 30.05.2017 / atualizado às 09:37 · 30.05.2017 por

Por Antonio Cardoso

Odorico Monteiro filiou-se ao PSB em 23 de maio. Nas redes sociais, ele fala do início de “um novo ciclo de militância partidária” na legenda Foto: Bruno Gomes

O deputado federal Odorico Monteiro, ex-PROS, prepara a reestruturação do Partido Socialista Brasileiro (PSB) no Ceará. Novo presidente estadual da sigla, ele afirmou ao Diário do Nordeste que a transição é dirigida pelo presidente nacional, Carlos Siqueira. “Quando as coisas forem se organizando, vamos conversar com os membros”, diz. “Entrei no partido semana passada e estamos constituindo a nova estrutura, porque toda a direção estadual foi afastada e quem está conduzindo o processo é a presidência nacional”, cita.

Destituído da presidência estadual do partido após votar na Câmara a favor da Reforma Trabalhista, no dia 27 de abril, o deputado federal Danilo Forte, porém, promete não abrir mão do posto da maneira como decidiu a executiva nacional da legenda. Ele diz ter ficado “chateado” com o que ocorreu.

O deputado lembra que, em 2015, quando foi formalizado o convite da direção nacional do PSB a ele, buscou conversar com as pessoas que conduziam o partido no Ceará – a família Novais e Roberto Pessoa – para uma “transição de diálogo”. “O PSB era um partido que não existia, estava dentro de um saco, numa sala alugada perto da Praça da Estação. Demos cara a ele, participamos das eleições e, mesmo com menos de um mês que tive para organizar o partido para a eleição de 2016, conseguimos participar em vários municípios e fizemos dois prefeitos, quatro vice-prefeitos, 68 vereadores no Estado e, agora, tínhamos perspectiva muito boa, porque discutíamos a organização da eleição de 2018”, ressalta.

“Fiquei surpreendido com a violência com que o processo foi tomado”, analisa Forte, apontando que, internamente, ainda discute com correligionários o que pode ser feito para reverter a situação. “Achamos que o debate interno precisa ser aprofundado, porque esse posicionamento está muito fechado”. Segundo ele, o partido tinha linha clara na perspectiva do impeachment, assim como quanto à necessidade das reformas. A deliberação “repentina” da executiva nacional, diz Forte, deixou a bancada do PSB dividida ao meio.

Danilo ainda acusa a executiva nacional do partido de promover punições seletivas. “Só foram punidos quatro, os presidentes de comissão provisória. Tudo isso criou um ambiente muito ruim internamente. A partir daí, apareceram histórias de deputados que se mobilizavam para assumir o partido de uma forma, inclusive, sorrateira”.

Futuro

Quanto à possibilidade de deixar o partido, ele afirma que não tem pretensão para o momento. “Espero que consigamos reverter essa situação baseada na sinceridade e na honestidade da conduta. Senão, teremos de ver, no devido momento, uma situação de solução para o problema. O que eu posso me comprometer é ainda lutar para reverter essa situação”, salienta.

Odorico Monteiro, por sua vez, diz ter relação “muito boa” com o colega de bancada. “Temos uma boa relação, militamos juntos em algumas áreas, mas é natural o conflito. Agora, ele precisa ser resolvido entre a concepção do partido que tirou um novo alinhamento e o deputado. Não há conflitos conosco”.

09:28 · 24.05.2017 / atualizado às 09:28 · 24.05.2017 por

O deputado federal Odorico Monteiro, que comandava o PROS no Ceará, deixou a sigla oficialmente na tarde de ontem, quando assinou, em Brasília, a ficha de filiação ao Partido Socialista Brasileiro (PSB). Ele assumirá a presidência estadual do partido, cuja vaga estava aberta após a destituição do deputado federal Danilo Forte do posto, por decisão da executiva nacional da legenda. A assessoria de imprensa de Odorico Monteiro informou, porém, que ainda não há data para a posse.

Em primeiro mandato na Câmara dos Deputados, Odorico Monteiro disputou a eleição de 2014, quando foi eleito deputado federal, pelo PT, partido ao qual foi filiado por 36 anos. Trocou a sigla petista pelo PROS em março de 2016 e, em maio do mesmo ano, foi alçado à presidência do partido no Ceará. Com a saída dele, a função deve ficar a cargo do vice-presidente, Leandro Vasques.

Em nota, o ex-presidente estadual do PSB, Danilo Forte, disse que não foi comunicado pela presidência nacional da sigla sobre os acertos com Odorico, considerando, portanto, o momento “desconfortável” e “agravado pela ausência de diálogo”. Ele presidia uma comissão provisória do PSB no Estado e foi destituído após ter contrariado fechamento de questão do partido e votado a favor da reforma trabalhista, no dia 27 de abril. Disse, contudo, que está à disposição do PSB para dialogar e “lutar pelas mudanças necessárias”.

No último domingo (20), a executiva nacional do PSB oficializou desembarque da base aliada do presidente Michel Temer (PMDB). Odorico Monteiro, que, diferentemente de Danilo Forte, é contrário às reformas previdenciária e trabalhista, assume o partido no Ceará já sob orientações de fazer oposição.

10:06 · 09.09.2016 / atualizado às 10:06 · 09.09.2016 por
Deputado Macedo (PP) não foi localizado pela reportagem do Diário do Nordeste e nem pelos jornais ‘O Estado de S.Paulo’ e ‘O Globo’ Foto: Érika Fonseca
Deputado Macedo (PP) não foi localizado pela reportagem do Diário do Nordeste e nem pelos jornais ‘O Estado de S.Paulo’ e ‘O Globo’ Foto: Érika Fonseca

Se depender dos votos dos deputados federais do Ceará, o destino de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) já está selado. Pelo menos 16 dos 22 parlamentares que compõem a bancada do Estado na Câmara dos Deputados confirmaram que não só comparecerão à sessão marcada para a próxima segunda-feira (12) à noite, que definirá se Cunha perderá ou não o mandato, como votarão pela cassação dele.

O relatório do deputado federal Marcos Rogério (DEM-RO) recomenda que a Casa destitua Cunha, mas há ainda a possibilidade de o peemedebista receber uma pena mais branda, como a suspensão por três meses, conforme defendem seus aliados. Em 7 de junho, o deputado João Carlos Bacelar (PR-BA) apresentou um voto em separado ao do relator, pedindo uma punição mais suave para o ex-presidente da Câmara dos Deputados.

Entre os parlamentares do Ceará, André Figueiredo (PDT), Arnon Bezerra (PTB), Chico Lopes (PC do B), Danilo Forte (PSB), Domingos Neto (PSD), José Airton Cirilo (PT), José Guimarães (PT), Leônidas Cristino (PDT), Luizianne Lins (PT), Moroni Torgan (DEM), Moses Rodrigues (PMDB), Odorico Monteiro (PROS), Raimundo Gomes de Matos (PSDB), Ronaldo Martins (PRB), Vicente Arruda (PDT) e Vitor Valim (PMDB) confirmaram que vão comparecer à sessão e votarão pela cassação de Eduardo Cunha.

Apenas o deputado Genecias Noronha (SD) afirmou ser favorável a uma pena mais branda para o peemedebista. Já a deputada Gorete Pereira (PR) informou que não deve comparecer à votação na segunda-feira.

Os deputados federais Adail Carneiro (PP) e Cabo Sabino (PR) confirmaram ao Diário do Nordeste que estarão presentes na sessão que decidirá o destino político de Cunha, mas não quiseram informar como vão votar.

O republicano Cabo Sabino, no entanto, disse à nossa reportagem que não mudou o posicionamento com relação ao ex-presidente da Casa. No dia 24 de abril, o parlamentar declarou ao Diário ser favorável à cassação.

Já o deputado Macedo (PP) não havia respondido à nossa enquete até o fim da tarde de ontem. Por telefone, sua assessoria de imprensa informou que o parlamentar deve confirmar em breve seu comparecimento ou não à sessão.

Situação indefinida vivem os peemedebistas Mauro Benevides e Aníbal Gomes, por conta da relação de suplência e titularidade entre os dois. Benevides é o atual suplente em exercício, tendo assumido o mandato no dia 3 de maio deste ano. Aníbal é o titular licenciado desde o dia 28 de abril. Conforme declaração ao jornal “O Estado de S. Paulo”, Mauro Benevides não deve comparecer à sessão que votará pela cassação ou não de seu correligionário Eduardo Cunha porque Aníbal Gomes deve reassumir o mandato até a data da votação.

O Diário do Nordeste tentou contato com o parlamentar por telefone, mas o celular do deputado estava na caixa postal. Segundo informou o gabinete do peemedebista, ele participava de uma audiência na Câmara. A reportagem também tentou contato com Aníbal Gomes, mas nem ele e nem sua secretária atenderam às ligações.

Quebra de decoro

Eduardo Cunha é acusado de quebra de decoro parlamentar por ter omitido, no dia 12 de março de 2015, em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras sobre a existência de contas bancárias em seu nome no Exterior. O processo contra ele já se arrasta há dez meses e seis dias. Cunha está afastado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) desde o dia 5 de maio e renunciou à Presidência da Casa no dia 7 de julho.

08:50 · 08.09.2016 / atualizado às 08:50 · 08.09.2016 por
Heitor diz que na segunda-feira, o presidente estadual do partido pedirá ajuda da nacional Foto: José Leomar
Heitor diz que na segunda-feira, o presidente estadual do partido pedirá ajuda da nacional Foto: José Leomar

Por Miguel Martins

Os candidatos Heitor Férrer, do PSB, e Tin Gomes, do PHS, aguardam mais repasses das executivas nacionais de seus partidos para continuarem a tocar a campanha em Fortaleza.

Enquanto o pessebista só arrecadou R$ 299 mil, o humanista conseguiu somente R$ 100 mil da direção nacional, ainda que tenha gastado mais de R$ 328 mil em apenas 20 dias de disputa nas ruas da Capital cearense.

Ao todo, Heitor Férrer totalizou R$ 305 mil de receitas, de acordo com o que está disponibilizado no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no entanto, R$ 6 mil foram doados pelo próprio candidato. Até o momento, nenhuma pessoa física colaborou com a candidatura do pessebista, que deve solicitar a amigos e a parceiros do candidato a vice Dimas de Oliveira, da Rede.

“Estamos no limite dos gastos, pagando a campanha de maneira franciscana, com papel, pagando ativista e investindo no programa de TV, além de alguns carros de som”, disse o candidato ao Diário do Nordeste. Segundo ele, tudo o que foi arrecadado até agora, fora os R$ 6 mil investidos por ele, foram repasses do partido. No próximo domingo, conforme informou, o presidente do partido no Ceará, Danilo Forte, estará se deslocando até a sede do partido, em Brasília, para tentar conseguir junto à nacional mais recursos.

Segundo Férrer, as pessoas ainda estão muito receosas de fazerem a doação para os candidatos, e dificilmente vão participar mais ativamente deste pleito. “É uma coisa nova, e quem participou no passado, da minha campanha, foram meus irmãos. Neste ano vou ver ainda se eles podem doar. Fora eles, sempre contei com o apoio do partido e de algumas pessoas jurídicas. Temos que buscar mais recursos, porque este valor está praticamente esgotado”, explicou.

Gastou

O deputado Tin Gomes contestou a informação de que ele não havia prestado contas, conforme publicado no Diário do Nordeste de ontem, e afirmou que desde o dia 1º de agosto havia divulgado todas as despesas contraídas, bem como as receitas. Conforme a Divulgação de Candidaturas e Contas do TSE, o humanista já gastou R$ 328 mil e arrecadou somente R$ 141 mil, sendo R$ 100 mil da direção nacional do PHS.

“Os meus contratos de carro, aluguel de comitê, papel, adesivo, tudo está registrado no site do TSE. Agora os recursos para a campanha vão entrar gradativamente. Tenho até o dia 30 de novembro para fechar a conta. Se não está batendo agora, vai bater. Vou me dedicar, pedir às pessoas que estão querendo ajudar”, disse o postulante. Ele também está programando a realização de um jantar, no próximo dia 28 de setembro, para arrecadar recursos.

O candidato Francisco Gonzaga (PSTU), que era o único que ainda não havia declarado ao TSE suas receitas ou despesas, não atendeu as ligações.