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Tag: eleições 2018


10:12 · 22.09.2017 / atualizado às 10:12 · 22.09.2017 por

Por Miguel Martins

Deputados cearenses acreditam que pouca coisa irá mudar com a Reforma Política em discussão no Congresso Nacional para o pleito do próximo ano. Com a derrota da proposta de “distritão” e o fim das coligações proporcionais valendo apenas para 2020, partidos políticos já estariam se organizando para continuar as atividades como já faziam em pleitos passados, visto que as alterações deverão ser mínimas para 2018.

Para Roberto Mesquita (PSD), a discussão no Congresso, apesar da rejeição ao “distritão”, está na contramão do que quer o eleitorado. “Essa história que se chegou a apresentar, de juntar um com o outro para fazer casamento de aparências, não é o ideal. Coligar é somar ideias, não dá para juntar na mesma coligação pessoas totalmente antagônicas”, criticou.

Capitão Wagner (PR) corroborou com o colega, afirmando que nada substancial deve ser aprovado para 2018. “Se houvesse ‘distritão’ ou fim das coligações em 2018 talvez houvesse alguma mudança, mas acredito que para a próxima eleição teremos pouca ou quase nenhuma modificação”, disse.

O deputado Manoel Santana (PT), por outro lado, opinou que o interesse que une todos os congressistas diz respeito apenas ao financiamento das campanhas eleitorais. Segundo ele, o sistema tem favorecido campanhas ricas daqueles que têm o controle da máquina partidária e essas ações devem ser proibidas com fiscalização mais isenta. O petista também afirmou que, substancialmente, nada foi modificado para o próximo pleito.

Estratégias partidárias

Sérgio Aguiar (PDT) opinou que os partidos vão se preparar como já vinham fazendo, sem alteração nas tratativas. “O que a gente percebe é que o grande problema na crise tem sua raiz nas tratativas de apoios partidários para tempo de TV e outras coisas. Portanto, neste caso, se o Congresso não tomar uma decisão, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) vai tomar”, disse.

João Jaime (DEM) também demonstrou descrença em uma mudança mais substancial, ressaltando que, permanecendo as coligações proporcionais para o próximo ano, tudo continuará como estava, atendendo conveniências partidárias. Já Elmano de Freitas (PT) foi mais comedido e disse que vai aguardar a votação final no que diz respeito às coligações proporcionais e à cláusula de barreira que, para ele, “é importante para darmos espaço e estrutura a quem tem legitimidade”, defendeu.

09:38 · 20.09.2017 / atualizado às 09:38 · 20.09.2017 por

Por Miguel Martins

Osmar Baquit (PSD) é um dos defensores de que secretários que são pretensos candidatos deixem os cargos no Governo até dezembro Foto: Fabiane de Paula

Preocupados com o avanço de alguns secretários estaduais em suas bases eleitorais, deputados aliados do governador Camilo Santana (PT) na Assembleia querem que os gestores, pretensos candidatos ao pleito do próximo ano, sejam exonerados dos cargos até dezembro próximo. O assunto foi colocado em pauta na semana passada, em almoço da base governista, e deve ser levado até o chefe do Poder Executivo pelo líder do Governo na Casa, Evandro Leitão (PDT).

Parlamentares governistas estão insatisfeitos com algumas atitudes de secretários da atual gestão, bem como em relação a gestores da Prefeitura de Fortaleza que, segundo disseram ao Diário do Nordeste, estão realizando ações em municípios do Interior sem a participação devida dos deputados. Na gestão de Cid Gomes, o então governador exonerava seus auxiliares até um ano antes do pleito eleitoral, e é justamente isso que querem agora os governistas.

Os parlamentares demonstram preocupação com a “desvantagem” em relação a gestores estaduais, visto que estes detêm as prerrogativas para realizar ações como construção de equipamentos e melhorias para determinadas comunidades. Além disso, os governistas também reclamam da falta de atenção dada por alguns gestores do Governo Camilo, que não estariam atendendo às demandas parlamentares.
Dois nomes de secretários foram citados por deputados como prováveis candidatos a uma das 46 vagas no Legislativo Estadual. São eles: o secretário do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS), Josbertini Clementino, filiado ao PDT; e o secretário de Desenvolvimento Agrário (SDA), Dedé Teixeira, do PT.

Nicole Barbosa, secretária do Desenvolvimento Econômico do Estado e presidente do PSC Ceará, é apontada como pré-candidata a deputada federal. O nome do secretário da Segurança Pública e Defesa Social, André Costa, também chegou a ser sondado para ocupar um dos assentos na Assembleia, mas ele nega. O secretário de Educação, Ildivan Alencar, também é apontado como possível candidato ao pleito do próximo ano. Outro cotado como candidato é Fernando Santana, secretário-adjunto do gabinete do governador.

Exoneração

Osmar Baquit (PSD) é um dos principais defensores de que os secretários que pretendem ser candidatos deixem os cargos até dezembro. “O que queremos é que não haja desequilíbrio no pleito. Sei que é uma decisão que cabe ao governador Camilo, mas não sugeri em tom de crítica”.

Segundo ele, “a prática dos secretários não ajuda a desequilibrar o jogo”, o que é defendido, inclusive, pela maioria dos governistas que se sentem prejudicados com a ação dos gestores. Alguns governistas chamaram de “desleal” o conjunto de ações e defenderam a exoneração dos secretários até dezembro.

“Se eu disser que sou contra, vão dizer que estou legislando em causa própria, porque voltando os secretários, eu saio”, ironizou Manoel Santana (PT), suplente na vaga de Dedé Teixeira. No entanto, ele destacou que a celeuma faz parte da disputa de espaços políticos, visto que, para alguns, os secretários estão se fortalecendo para a disputa. “Mas o que garante que de fora eles não vão manter influência nas secretarias?”, questionou.

Para Carlos Felipe (PCdoB), que também defende a exoneração dos secretários, na gestão é “muito difícil” não politizar uma secretaria, o que termina por comprometer a efetividade das pastas. “O ideal, para não se ter prejuízos para a população, é que o secretário renuncie e vá ser candidato até um ano antes do pleito”, sustentou.

Prefeitura

Alguns parlamentares dizem, ainda, que mais grave seria a participação de secretários da gestão do prefeito Roberto Cláudio (PDT), de Fortaleza, em ações de municípios com os quais não têm qualquer vínculo. “O prefeito deveria fazer o mesmo que Cid Gomes fez, para assim evitar qualquer comprometimento dos serviços da Prefeitura, porque é desigual”, disse um dos deputados governistas.

Para José Sarto (PDT), é natural o interesse de secretários em disputar um cargo eletivo, mas ele opinou que há um limite a ser norteado pela ética. “Em termos de gestão, o secretário que quer ser candidato deveria sair pouco antes de abril. Acho que até por prudência, para o secretário se ausentar antes do que diz a Lei, até para que as secretarias possam fluir normalmente, e tenham como prioridade a gestão e não a política”, defendeu.

08:43 · 19.09.2017 / atualizado às 08:43 · 19.09.2017 por

Por Renato Sousa

O Novo, legenda criada em 2015 e que deve disputar suas primeiras eleições nacionais no ano que vem, estuda lançar um candidato a governador no Ceará, ano que vem. De acordo com Marcelo Medeiros, ex-dirigente do partido, a ideia é que a legenda tenha candidatos ao posto em sete estados.

Ele não divulga os nomes que são estudados pela agremiação para a campanha do ano que vem, mas declara que deve ser alguém que ainda não esteja entre os cerca de 270 filiados no Ceará – o portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registra 160 filiados. “Tem muita gente namorando com o Novo. Esse namoro pode acabar em casamento”, declara.

Segundo o contabilista Sérgio Gonçalves, outro filiado da agremiação, o candidato do partido deve ser alguém ligado ao empresariado e que abrace as ideias de redução do tamanho do Estado e ampliação da liberdade econômica. “Você tem que começar a desmontar essa estrutura do Estado, com essa quantidade de empresas que trazem um enorme prejuízo para o Brasil”, disse.

A expectativa é de que o nome para o Palácio da Abolição seja divulgado no mês de outubro conjuntamente com o candidato da legenda à Presidência da República, afirmam. No plano legislativo, a expectativa é de que o partido eleja uma bancada de, pelo menos, 35 deputados federais. A quantidade é superior ao que elegeram o PR e o PSB, que dividem a quinta colocação como os partidos que lograram eleger as maiores bancadas para a Câmara dos Deputados.

Os integrantes do Novo defendem o liberalismo econômico. “Nos últimos anos, o estatismo tem dado muitos prejuízos à população”, afirma Gonçalves. Ele diz que o modelo de Estado no Brasil concentra-se em áreas nas quais não deveria estar presente – como em empresas públicas – e falta naquelas em que deveria – como segurança pública. “A administração pública não foi feita para gerir empresas”, disse.

10:09 · 16.09.2017 / atualizado às 10:09 · 16.09.2017 por

Por Edison Silva

Na Assembleia Legislativa cearense, o PMDB perdeu, de fato, três deputados para a base governista. O PT terá dificuldade de formar uma chapa competitiva. Os problemas também ocorrerão quanto à disputa para a Câmara Federal Foto: José Leomar

Rodrigo Janot sai de cena, mas as consequências da sua atuação como procurador-geral da República fincam no poço da política brasileira o PT e o PMDB, além de deixarem chamuscadas algumas outras importantes legendas do cenário nacional, projetando, para o pleito do próximo ano, resultados sombrios para integrantes de todas essas agremiações, inclusive no Ceará, embora aqui não tão acentuados.
Os petistas e peemedebistas daqui tendem a sofrer uma baixa relativamente grande em relação aos números de votos conquistados no pleito de 2014, quando ambas as siglas tiveram candidatos ao Governo do Estado, por motivações outras.

PT e PMDB do Ceará, por razões diferentes, mas, enfatize-se, não propriamente por questões ligadas à Lava-Jato, mas também por ela, sequer terão quadros para apresentarem chapas completas de candidatos competitivos às vagas na Assembleia Legislativa e Câmara Federal, sobretudo agora, quando é praticamente certo não haver mais coligação partidária para as eleições proporcionais, afastando os aventureiros que postulavam cadeiras nas Casas legislativas apostando nos votos das legendas, o somatório dos votos conquistados por todos os candidatos, gerando a idiossincrasia de o eleitor votar em um nome e acabar elegendo outro.

Esses dois partidos perderam vários deputados no espaço de tempo entre os pleitos de 2014 e o do próximo ano, quase todos pelo afago ou cargos do Governo, aliado aos descontentamentos com líderes das respectivas agremiações.

E não se tem notícia de novas filiações em condições de preencher o vazio aberto, implicando, por evidente, em se enfraquecerem na busca da conquista, inclusive das vagas garantidas no pleito passado. PT e PMDB podem ficar limitados a um deputado federal cada. Na Assembleia os petistas podem ter apenas dois deputados, se confirmada a postulação de Luizianne Lins para uma das cadeiras, e o PMDB igual número.

Enérgica

O PT já não tinha a mesma força política quando Janot chegou à Procuradoria da República. O chamado “mensalão”, seguido de outros escândalos de menor potencial, comparando-se com os motivadores das recentes prisões de integrantes dos seus quadros, resultado da ação fiscalizadora enérgica do Ministério Público Federal, motivaram não só o aumento do repúdio de parte da sociedade brasileira, como serviram para consolidar o afundamento do partido.

E o PMDB, o seu primeiro aliado, pelas mesmas práticas escandalosas dos seus principais atores, passou a ser, nos últimos tempos, o principal protagonista das práticas criminosas conhecidas pelos brasileiros.

As acusações oficiais graves, sobre a prática de corrupção e outros ilícitos contra figuras importantes para os dois partidos, como o presidente Michel Temer, o ex-presidente Lula e outros dos seus respectivos grêmios são, evidente, a razão central do empecilho para novas filiações, embora possam ser apontadas algumas exceções como o caso recente do senador pernambucano Fernando Bezerra e o filho, ministro das Minas e Energia, que trocaram o PSB pelo PMDB, em razão da perspectiva de concorrer com o atual governador, a chefia do Executivo daquele Estado.

O PMDB do Ceará não tem espaço para albergar caciques. Situação diferente dessas duas siglas mais citadas é a do PP.

Esta agremiação, mesmo tendo o seu presidente nacional, senador Ciro Nogueira, bastante citado na Lava-Jato, vencidas as pendengas internas locais pelo comando do diretório estadual, poderá surgir como a segunda maior bancada da Assembleia, pós-eleição de 2014, por filiar governistas cujas relações sejam realmente inconciliáveis com pedetistas em seus respectivos locais de atuação político-eleitoral, confirmando-se, assim, a pouca interferência do processo da Lava-Jato neste Estado.

As demais outras siglas, inclusive o PSDB, só a partir do próximo mês, com a definição da legislação que disciplinará o próximo pleito, poderão ter clareado o seu patrimônio pós-eleição de 2018.

Discurso pronto

O ex-governador Cid Gomes (PDT) vai dizer a quem lhe abordar sobre uma aliança do seu partido com o PMDB do senador Eunício Oliveira, para a reeleição deste e a do governador Camilo Santana, que “quem conduz a sucessão (estadual) é o governador. O que ele (Camilo) fizer terá o meu apoio”.

No dia 2 de setembro, neste espaço, escrevemos sobre um entendimento em curso sobre a participação do senador Eunício Oliveira na chapa encabeçada pelo governador Camilo Santana, no próximo ano, fechando a chapa majoritária que incluiria, ainda, Cid Gomes como postulante a uma das duas vagas de senador e Zezinho Albuquerque como vice de Camilo.

Cid não estava no Brasil, na oportunidade, mas já havia sido informado sobre todas as tratativas iniciadas por terceiros interessados, ligados aos dois lados. Ele não criou obstáculo para a continuidade das conversações, embora tenha ouvido opiniões divergentes de aliados sobre a concretização do entendimento, sempre lembrando, porém, ser o governador o responsável pela condução dos entendimentos pela condição de principal interessado na sua reeleição.

Eunício e Cid ainda não conversaram, mas parece não demorar muito esse diálogo acontecer, longe das câmaras e dos curiosos também por conta do distante tempo da homologação das alianças.

Dizendo-se comprometido em ajudar o irmão Ciro Gomes a ter uma boa votação no Estado como candidato a presidente da República e trabalhar pela reeleição de Camilo, Cid Gomes diz saber assimilar os discursos da política, mesmo aqueles duros, sem afronta à honra, posto resultarem das inconformações, principalmente dos resultados eleitorais, absorvidas ao longo do tempo. Ademais, comprometido com o sucesso eleitoral do governador, não será entrave para as negociações em curso.

10:07 · 16.09.2017 / atualizado às 10:07 · 16.09.2017 por
Vitor Valim e José Airton Cirilo evitam falar sobre saída dos atuais partidos. Danilo Forte e Cabo Sabino já citaram outras siglas Fotos: JL Rosa/Fabiane de Paula/Lucas Moura

Eles não escondem a insatisfação com os atuais partidos, mas, à espera da possível aprovação de uma Reforma Política no Congresso Nacional e de acordos internos que podem ser fechados dentro das próprias siglas, deputados federais cearenses que vislumbram a possibilidade de mudar de legenda na janela partidária preferem ainda não dar como certa a ida, tampouco o destino. Cabo Sabino (PR), Danilo Forte (PSB), Vitor Valim (PMDB), José Airton Cirilo (PT) e Adail Carneiro (PP), dentre os 22 nomes que compõem a bancada federal do Ceará, vivem em comum o estremecimento de relações com correligionários, mas, apesar das críticas públicas às atuais agremiações, nenhum admite que já tem decisão tomada sobre o futuro político.

Isso porque, entre eles, ainda há dúvidas, inclusive, sobre quando será aberta a janela partidária. Pela legislação vigente, o período para que parlamentares possam trocar de partido sem risco de perda de mandato ocorreria em março do ano que vem. Dentre as propostas em discussão na Câmara dos Deputados no âmbito da Reforma Política, porém, um destaque, a ser votado pelos parlamentares junto a umas das Propostas de Emenda à Constituição (PEC) que estabelecem alterações à legislação eleitoral, pode antecipar a janela partidária para 30 dias após a promulgação da referida PEC, que institui parte da Reforma em discussão.

Espera

Assim, uma vez que, para valer nas eleições de 2018, qualquer mudança deve ser aprovada e promulgada até um ano antes do pleito – ou seja, no limite do dia 7 de outubro –, com a eventual aprovação do destaque, deputados que estão de malas prontas nas atuais agremiações poderiam oficializar as mudanças já em novembro deste ano.

O momento, contudo, é de aguardar. Vitor Valim, que cumpre suspensão das atividades partidárias do PMDB por 60 dias, após ter votado a favor da denúncia criminal da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer, em agosto, diz que tem vivido “uma relação muito complicada” com a cúpula do partido, presidido nacionalmente pelo senador Romero Jucá (RR). Mesmo afirmando que foi suspenso “por um homem que não tem nenhuma conduta moral e ética para ser presidente do partido”, porém, ele evita falar sobre a possibilidade de saída do PMDB.

“Eu não trabalho com suposições, trabalho nos fatos atuais”, minimiza. “Hoje, a situação é essa: esperar os acontecimentos da Reforma Política e, no momento adequado, qualquer reflexão sobre permanência ou saída eu farei”, acrescenta.

Danilo Forte, por sua vez, sinaliza que é pouco provável a reversão do já anunciado divórcio do PSB. As fissuras na relação, que já davam sinais quando a direção nacional da sigla passou a defender posições diferentes das sustentados pelo cearense em relação ao Governo Temer, tornaram-se abismos quando, após a votação da Reforma Trabalhista, em abril, Danilo foi destituído da presidência estadual do partido por contrariar decisão da legenda e votar a favor do Palácio do Planalto.

Rumo ao DEM

Tentou reverter a punição com o apoio de parte da bancada pessebista na Câmara, foi até à Justiça, mas até o momento não vislumbra um revés a seu favor. “Com o atual presidente eu não tenho como conviver. O (Carlos) Siqueira inviabilizou totalmente o partido. A administração dele é um desastre”, dispara. Hoje, o PSB é presidido no Ceará pelo também deputado federal Odorico Monteiro, que deixou o PROS para assumir o comando da sigla no Estado. Para Danilo Forte, a troca foi “antidemocrática”, “abrupta” e “autoritária”.

A remota possibilidade de permanecer no PSB, segundo ele, só seria viável “se houvesse mudança, com novas caras capazes de defender um projeto mais estável para o País”, mas, atualmente, Danilo Forte e outros dissidentes da sigla pessebista preparam migração rumo a uma promessa de “renovação” do DEM. Junto com deputados do próprio DEM e de outros partidos, a proposta do grupo é levar mudanças ao estatuto e novas bandeiras à sigla já instituída, em nome de um projeto político-partidário que desponte como “alternativa” ao clamor social por partidos mais representativos.

Cabo Sabino, que já havia até anunciado a ida ao Podemos tão logo fosse aberta a janela partidária, agora adota tom mais moderado ao falar da situação no PR. Ele aguarda diálogo com a direção nacional da sigla sobre a possibilidade de um “acordo” pela permanência no partido, contanto que tenha “liberdade” para votar de acordo com seus posicionamentos e seu eleitorado. Em votações de matérias de interesse do governo na Câmara, como a Reforma Trabalhista, Cabo Sabino reclamou de pressões do partido, aliado do Planalto, por ter declarado votos contrários às decisões da legenda.

“A minha saída do PR seria só por isso mesmo, porque o PR é um partido grande, que me dá oportunidade de fazer um trabalho que é aquele que gosto de fazer”, afirma. Membro de 22 comissões da Casa atualmente, ele também pondera que, em partido menor, teria “perda de desenvolvimento legislativo”.

Isolamento petista

Já José Airton Cirilo, embora admita nutrir “insatisfações” em relação a correligionários petistas, prefere não tratar, ainda, do futuro na agremiação. “Tenho uma relação boa com o PT, o problema é que tem uma guerra interna no partido completamente absurda, desleal, que me deixa profundamente insatisfeito, mas eu não vou tomar essa decisão agora. É uma coisa que só vou deixar para tratar oportunamente, não agora”, afirma.

Ele reclama de “um processo de me isolar, me excluir politicamente”, mas diz que informações referentes a diálogos com outras legendas, por enquanto, são apenas “especulações”. “Não dependo da máquina partidária, nunca tive apoio da máquina partidária para ser eleito. Sou eleito pelo povo. Só espero não ser atrapalhado”.

No PP, o momento também não é bom para Adail Carneiro. Entre idas e vindas, ele foi alçado à presidência estadual do partido pela direção nacional, entre 2016 e 2017, mas não teve a liderança reconhecida por correligionários e perdeu o posto no primeiro semestre deste ano. A reportagem entrou em contato com o deputado para ouvi-lo sobre a situação no partido e as perspectivas de permanência ou não nos quadros pepistas, mas ele não atendeu às ligações até o fechamento desta matéria.

07:52 · 14.09.2017 / atualizado às 07:52 · 14.09.2017 por

Por Miguel Martins

Secretário-geral do PP no Ceará, Paulo Henrique Lustosa, frisa que as estratégias do partido para 2018 dependerão de mudanças na legislação Foto: Fabiane de Paula

Independentemente das mudanças que possam ocorrer com a aprovação da Reforma Política em discussão no Congresso Nacional, partidos políticos no Ceará buscam unidade interna para se viabilizarem para o pleito de 2018. Muitas agremiações, porém, deixaram somente para outubro próximo deliberações para as eleições, a partir de eventos como congressos, seminários, encontros e convenções.

Secretário-geral do Partido Progressista (PP) no Estado, o deputado federal Paulo Henrique Lustosa afirmou ao Diário do Nordeste que, além da questão em aberto sobre a Reforma Política, a sigla também teve que enfrentar problemas internos, visto que a disputa pela condução da legenda está sub judice. “Estamos trabalhando no sentido de fortalecer o partido. Como há todo esse questionamento sobre as repercussões da Reforma, nossa estratégia vai depender de como ela ficará”.

De acordo com Lustosa, a ideia é promover discussões em seminários, a partir de outubro, visto que a Reforma Política influenciará a estratégia a ser adotada pelo partido. “Se o sistema proporcional e a proibição de coligações forem mantidos, tenderemos a ampliar o número de candidatos para garantir vagas. Mas se a Câmara resolver aprovar o ‘distritão’, a estratégia será outra, porque não vai fazer sentido apresentar 50 nomes. Será melhor apresentar uns três”.

Os encontros do PP acontecerão nos municípios onde o partido elegeu prefeitos em 2016. Ele ressaltou ainda que a legenda está se organizando administrativamente, visto que, nas últimas eleições, problemas burocráticos, como contas a pagar, foram ampliados.

Maior agremiação do Estado, o Partido Democrático Trabalhista (PDT) também programa a realização de sua convenção partidária para 7 de outubro, mas neste fim de semana vai realizar encontro regional na região do Sertão de Crateús. O grêmio faz reuniões desde março.

De acordo com o deputado estadual Sérgio Aguiar (PDT), os objetivos da legenda são o fortalecimento do nome de Ciro Gomes para a disputa pela Presidência da República e o apoio à reeleição de Camilo Santana (PT). No entanto, a sigla pedetista quer ainda participar da chapa majoritária que seria encabeçada pelo governador. “Temos posição clara de oposição ao Governo que está aí e, no Ceará, apoio ao Camilo Santana. Ele faz parte desse movimento que pretende também fortalecer as bancadas, quer em nível estadual, quer em nível federal”, disse.

O petista Elmano de Freitas afirmou que, na próxima segunda-feira (18), o partido realizará um seminário na Fundação Perseu Abramo para a apresentação de um programa de governo para disputa presidencial. Ele ressaltou, ainda, que está concluindo um estudo de balanço do Governo Camilo, com intuito de sugerir contribuições a eventual programa de governo para a candidatura do governador à reeleição. “Também teremos reunião das bancadas com a presidência para discutir o balanço da caravana do Lula, bem como a atual conjuntura e eleições 2018”.

Oposição

O PMDB já discute o pleito do próximo ano há algum tempo e isso tem sido feito nos encontros regionais da legenda, alguns dos quais são realizados em parceria com PR, PSDB, SD, PSD e PMB, siglas aliadas da legenda peemedebista. Segundo o deputado Leonardo Araújo, os próximos eventos do partido serão realizados ainda em setembro, outubro e novembro, provavelmente em Quixadá e região dos Inhamuns.

Presidente do PR em Fortaleza, o deputado Capitão Wagner afirmou que o grêmio tem se reunido periodicamente desde o término das eleições do ano passado. O mais recente encontro, marcado para a última segunda-feira (11), foi adiado para outubro. Já o PCdoB realiza conferências em todos os municípios do Estado, visto que, no próximo mês, haverá encontro estadual do partido para deliberar sobre pautas da conferência nacional, marcada para novembro.

08:56 · 11.09.2017 / atualizado às 08:56 · 11.09.2017 por

Por Miguel Martins

Faltando mais de um ano para o pleito de 2018, deputados têm intensificado, cada vez mais, a presença em suas bases eleitorais, o que tem prejudicado as atividades legislativas no Plenário 13 de Maio. Os próprios parlamentares, porém, destacam que há possibilidade de conciliar o tempo de trabalho junto ao eleitorado com as sessões ordinárias da Assembleia Legislativa, que são realizadas apenas em quatro dias da semana.

Como o Diário do Nordeste vem noticiando já há algumas semanas, as sessões da Casa estão frequentemente esvaziadas, visto as investidas dos parlamentares em municípios do Interior. Deputados chegaram a dizer, inclusive, que nos municípios mais distantes da Capital alguns “se esbarram” em busca de votos.

Para Renato Roseno (PSOL), é preciso que seus pares deem mais atenção a debates estratégicos para o Ceará, sobre temas como crise hídrica e instabilidade econômica. “Não sou deputado de região. Vejo que os deputados devem visitar periodicamente suas regiões, mas isso não pode prejudicar os debates estratégicos do Estado. É possível ter equilíbrio de agendas”, disse.

Danniel Oliveira (PMDB) opina que a ausência de parlamentares na Casa enfraquece o debate. “A Assembleia vive um momento ruim. Você vê o plenário totalmente esvaziado, e é preciso que a Casa não viva eleição prévia”.

Julinho (PDT) e Evandro Leitão (PDT) defendem que é possível aos parlamentares conciliar as atividades legislativas com o empenho em busca de votos. “Pode ser que o deputado não esteja em plenário, mas é preciso estar na Casa, fazer acompanhamento das matérias que estão tramitando”, sustentou Leitão. Já Walter Cavalcante (PP) pondera que a função na Casa não se limita ao Plenário 13 de Maio.

09:54 · 09.09.2017 / atualizado às 09:54 · 09.09.2017 por

Por Edison Silva

Os deputados estaduais eleitos em 2014, para a atual legislatura, representavam 22 agremiações que se uniram em seis coligações partidárias Foto: José Leomar

Entre 25 a 30 deputados estaduais podem não voltar para a Assembleia Legislativa em 2019, após os resultados da eleição do próximo ano. Há políticos experientes, no próprio Legislativo estadual, calculando uma renovação de até pouco mais de 60%, incluindo as vagas dos desistentes de buscarem a reeleição e dos que possam tentar mandato federal ou majoritário.

A redução que sofrerá o número de partidos com representação na Assembleia também será de grande monta. Mais da metade ficará de fora, se mantido o texto constitucional já aprovado, em primeiro turno, na Câmara dos Deputados, acabando com as coligações proporcionais, e estabelecendo a cláusula de desempenho.

No pleito passado, em 2014, foram eleitos deputados estaduais filiados a 22 partidos. A quase totalidade deles estava reunida em seis coligações proporcionais, cujo único critério foi o de unir candidatos com expectativa de votações parecidas, de modo que todos tivessem a mesma chance de vitória.

Uma das situações foi a aliança formada pelo PTN, PPS e PSDC. Cada uma dessas siglas, por conta do somatório de todos os votos da legenda, conseguiu eleger um representante para o Legislativo estadual. Outras coligações do mesmo naipe também tiveram sucessos parecidos. Mas na disputa do próximo ano a situação caminha para ser bem diferente, principalmente para as legendas consideradas menos promissoras na arregimentação de votos.

Oxigenação

A renovação do Legislativo é sempre gratificante, por várias razões, notadamente a da oxigenação do Poder, que hoje, apesar da importância no contexto do ambiente democrático, está apequenado demais. Legisla muito pouco e quase sempre ao ser provocado pelo Executivo.

A sua função fiscalizadora sempre deixa a desejar, tanto pela falta de disposição para o trabalho, quanto pela desinformação ou, pior ainda, por estarem demasiadamente ligados aos governantes pelo interesse em conquistas de benesses de pouca valia para as comunidades que representam, em razão de particularidades que elas encerram.

Os deputados federais, no início desta semana, na discussão das propostas para a Reforma Política, mantiveram quase na integralidade a emenda constitucional aprovada pelo Senado Federal, no fim do ano passado, decretando o fim das coligações para os cargos do Legislativo, e criando o instituto de federações partidárias, providências tendentes a provocar profundos reflexos no ambiente dos partidos políticos, tanto em relação à atuação deles nos ambientes dos parlamentos e, sobretudo, quanto na perspectiva de atrair candidatos para a formação de suas chapas.

Influência

Ainda existem pendências para os parlamentares concluírem o processo de votação, em razão dos muitos destaques visando impedir as tais mudanças, mas o sentimento de expressivo segmento do Congresso Nacional é o de fazer mesmo a Reforma Política com essas poucas modificações, posto a disposição dos senadores em manter as alterações feitas pelos deputados, no texto original saído do Senado, até pelo fato de não haver mais tempo para outras mudanças, dada a necessidade de a nova ordem legislativa estar concluída até o dia 7 do próximo mês, um ano antes do dia da votação em 2018, uma imposição antiga da Constituição da República.

O fim das coligações proporcionais, realmente, terá influência direta na redução do número de partidos com representantes nas Casas legislativas. Em 2014, no Ceará, 31 partidos indicaram nomes para a disputa de cargos majoritários (governador e senador) e proporcionais (deputados federais e estaduais).

À exceção do PSB, cujo candidato ao Governo do Estado disputou sem aliança, os demais candidatos ao Executivo estadual, que reuniram 30 partidos, desdobraram suas coligações na esfera proporcional de acordo com o possível potencial eleitoral dos vários postulantes, uma forma de atender os pequenos partidos, daí ter-se 22 agremiações com bancadas na Assembleia, mesmo sendo as tais bancadas com um só parlamentar liderando ele próprio, posto não haver qualquer afinidade de ideologia ou programas partidários entre os coligados.

Programático

A instituição de federações de partidos é a saída, à brasileira, para garantir a existência de legendas cujos candidatos não consigam, na disputa, o número mínimo de votos exigidos por um dos itens da Reforma Política, para permitir à sigla as mesmas vantagens garantidas às demais com expressivas representações nos legislativos municipais, estaduais e federal, especialmente as parcelas do Fundo Partidário e o tempo de rádio e televisão para a propaganda partidária.

Reduzir o número de partidos é uma boa medida levando-se em consideração a anarquia causada pelas 35 agremiações oficialmente registradas no Tribunal Superior Eleitoral. A maioria delas existe para satisfazer interesses questionáveis de seus “proprietários”, a partir de negociações para composições de alianças que favoreçam a candidatos mais tempo de rádio e televisão, além de poderem fazer farras com recursos do Fundo Partidário.

Elas não têm qualquer compromisso ideológico ou programático capaz de representar esse ou aquele segmento da sociedade, e de contribuir para o fortalecimento da democracia, tanto que são poucos os políticos nacionais que permanecem por longas temporadas nas agremiações em que primeiro se filiaram no início da vida pública.

09:02 · 08.09.2017 / atualizado às 09:02 · 08.09.2017 por

Por Miguel Martins

Heitor Férrer (PSB) teme que o eleitor nem sequer permita aproximação dos candidatos Foto: José Leomar

Cada vez mais desacreditados pela opinião pública, políticos buscam se apegar ao fato de serem “ficha limpa” para tentar convencer o eleitor, durante o pleito do próximo ano, de seu histórico de hombridade. É o que dizem deputados estaduais entrevistados pelo Diário do Nordeste, que projetam este como um dos principais argumentos de campanha nas eleições de 2018, principalmente pelo desgaste da classe política agravado por denúncias de corrupção.

Segundo parlamentares, é importante que a população conheça o histórico de cada um dos candidatos e o comportamento daqueles que já têm mandato eletivo. O deputado Julinho (PDT) é um dos que devem usar o discurso da probidade na campanha. “Não podemos perder a oportunidade e precisamos frisar que a população deve escolher políticos novos que possam fazer a limpeza na política”.

De acordo com ele, devido ao grande número de políticos citados e investigados em irregularidades em todo o Brasil, aqueles que forem “ficha limpa” e que não tenham qualquer questionamento na Justiça terão uma maior simpatia do eleitorado. “A população tem que ter o olhar mais atento, procurar saber o que os políticos fizeram e depois apostar seu voto. Cada cidadão é responsável por isso”.

Aproximação

Para Heitor Férrer (PSB), é preciso que a população tenha paciência para ouvir os políticos, o que pode ser um diferencial ao voto. Segundo ele, sua preocupação é que o cidadão nem permita que o candidato diga que é ficha limpa, negando a aproximação. “Quando a classe política se degenera, termina contaminando toda a periferia da classe política. Por isso, tenho procurado andar, entregar meu currículo, mostrar o que eu sou e o que eu fiz para que as pessoas possam sentir que há pessoas boas e más em todas as áreas”, justificou.

Osmar Baquit (PSD) lamentou que a opinião pública já nivelou todo homem público “por baixo” e, por mais que alguém tenha postura e seja correto, o nome “político” já é negativo no dia a dia das pessoas. “Mas se você tem uma ficha limpa, dificilmente será prejudicado. Os que são honestos e têm parcela de compromisso com a sociedade se darão melhor nas eleições”, disse. No entanto, para ele, boa parte da população não deve se atentar para este fato.

Com 20 anos de vida pública, o deputado Tomaz Holanda (PPS) acredita que o uso da imagem de homem ilibado dará o tom do pleito do próximo ano, inclusive entre os candidatos à reeleição. “Faço política por devoção, mas no Brasil tem gente que faz por profissão e esses o povo vai tirar da vida pública”.

Apelo social

Bruno Gonçalves (PEN), por outro lado, acredita que isso deve funcionar apenas na teoria, visto que o apelo social tende a continuar tendo força em 2018. Segundo, ele a maioria da população vota naqueles que apresentarem metas de campanha com mais condições para políticas sociais para minorar as mazelas do dia a dia. “Um Bolsa Família, que não é nada para a gente, para muitas famílias é um socorro. Com certeza o histórico do político ajuda, principalmente, no campo majoritário”, ponderou.

09:01 · 08.09.2017 / atualizado às 09:01 · 08.09.2017 por

Por Miguel Martins

Deputado Julinho (PDT) acredita que o alcance de redes sociais aumentou nos últimos anos e diz que elas terão papel relevante na campanha Foto: José Leomar

Apesar de estarem cada vez mais conectados às redes sociais, buscando tornar os mandatos mais transparentes, a maioria dos parlamentares do Legislativo Estadual pouco interage com o eleitorado na Internet. Segundo alguns deputados entrevistados pelo Diário do Nordeste, porém, as ferramentas devem ser um dos mecanismos mais utilizados no pleito do ano que vem, o que, para alguns, pode até baratear os custos da campanha.

Em âmbito nacional, levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo revelou que os presidenciáveis de 2018 têm utilizado tais mecanismos para propagar ações do dia a dia, com o intuito de estarem mais próximos do eleitorado. O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) lidera o ranking de maior interação com o público, sendo seguido pelo ex-presidente Lula, do PT, e João Doria, do PSDB, prefeito de São Paulo.

No entanto, enquanto Bolsonaro e Doria buscam mais proximidade realizando eles mesmos transmissões ao vivo, Lula, geralmente, tem o apoio da assessoria nas postagens. Os deputados estaduais cearenses, desde 2014, vêm dando mais ênfase ao uso das redes sociais, mas, ainda assim, poucos são os que, de fato, buscam maior aproximação com o eleitor.

Sem interação

Na maioria das vezes eles se apoiam em publicações feitas por assessores, sem um diálogo direto com as pessoas que acessam suas redes. O Diário do Nordeste visitou páginas de parlamentares e constatou que, nos últimos quatro anos, alguns passaram a utilizar mais essas ferramentas, mas, em comparação com políticos de outros países e outros estados, há ainda muito a ser desenvolvido.

Apesar da popularização das redes sociais, há parlamentar cearense que não se interessou ainda pelo uso de tais mecanismos de interação com o eleitor, como foi verificado pela reportagem. Apresentador de televisão, Ely Aguiar (PSDC) utiliza as ferramentas com desenvoltura e possui atualmente cerca de 11 mil seguidores no Facebook.

Apesar de jovem, Bruno Pedrosa (PP) utiliza redes sociais sem qualquer diferencial, assim como a maioria de seus pares. Atualmente, ele está com 13 mil seguidores em sua página no Facebook, e faz a divulgação do mandato em suas bases.

Ainda que tenha uma atuação tímida na Assembleia, David Durand (PRB) atua como repórter de TV e locutor de rádio, além de ter sido pastor de igreja. Ele investe, principalmente, no Facebook e no Instagram, e busca interagir diariamente com o público-alvo. Até pouco tempo atrás, Silvana Oliveira (PMDB) fazia uso esporádico das redes e não tinha uma página no Facebook. Resolveu criar uma e tem, hoje, 1,9 mil seguidores.

Polêmica em suas posições, a parlamentar procura interagir diretamente com seu eleitorado, inclusive, fazendo vídeos e dialogando com seguidores. “Tenho utilizado (a rede), mas acho que eu poderia explorar mais, talvez por falta de habilidade. Sinto que poderia ser melhor”, diz.

Walter Cavalcante, do PP, geralmente propaga discurso religioso em sua página no Facebook, que conta com quase 16 mil “curtidas”. Diariamente, ele publica, por exemplo, um evangelho bíblico para interagir com seus seguidores. Já o deputado Tomaz Holanda (PPS), assim como a maioria dos parlamentares, se limita a divulgar seu mandato, principalmente, ações ao lado de lideranças locais.

Eventos

Com 6 mil curtidas em sua página, Audic Mota (PMDB) também usa a assessoria de imprensa para fazer suas publicações, que ora divulgam seus feitos e agendas, ora comunicam alguma data comemorativa. Desde que foi eleito primeiro-secretário da Casa, ele também resolveu publicar registros de eventos públicos onde aparece com o governador Camilo Santana.

O presidente do Legislativo Estadual, Zezinho Albuquerque (PDT), divulga no Facebook eventos relacionados ao dia a dia da Assembleia, bem como ao mandato. Ele tem 11 mil seguidores. No entanto, é Capitão Wagner (PR) um dos deputados mais atuantes e o que possui mais seguidores no Facebook: 220 mil no total. Ele publica, diariamente, informações do mandato, geralmente enaltecendo a Polícia Militar e tecendo críticas à gestão da Segurança Pública. Também procura interagir com seus eleitores através de outras redes sociais.

Com 13 mil seguidores, Sérgio Aguiar (PDT) publica ações de seu mandato quase diariamente, principalmente, ao lado de lideranças da Região Norte. Ele busca fazer uso de várias redes sociais, chegando a postar sobre o mesmo assunto em até três ferramentas do tipo.

Líder do Governo, Evandro Leitão (PDT), além de agendas, também publica imagens ao lado de lideranças de municípios onde tem colégio eleitoral. Ele soma 23 mil seguidores no Facebook e atua de forma semelhante aos demais, inclusive, republicando informações em diversas redes sociais.

Eleições

Roberto Mesquita (PSD) utiliza seu perfil nas redes sociais para divulgar trabalhos. Ele chegou a criar uma página, cuja atualização mais recente é de abril passado, tendo menos de 2 mil “curtidas”. Para o deputado Julinho (PDT), tais ferramentas terão papel importante nas eleições do ano que vem, como em 2014.

Segundo disse, antigamente, pessoas “mais humildes” não utilizavam as redes, o que mudou com o passar do tempo. Ele destaca que contratou pessoas para gerenciar suas páginas e até patrocina o aumento do alcance e direcionamento de publicações para o público-alvo.

O pedetista acredita que o investimento nesse tipo de mecanismo é menor e mais relevante, mas ressalta que o barateamento do pleito se dará somente com aprovação da Reforma Política. Já Manoel Santana (PT) afirma que as redes sociais têm papel relevante, porém, de difícil mensuração no processo eleitoral. “Penso eu que quem não estiver sintonizado com esse meio de comunicação terá prejuízo significativo”, considera.