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Tag: eleies 2018


09:07 · 23.05.2017 / atualizado às 09:07 · 23.05.2017 por

Por Renato Sousa

O presidente estadual do PSDB, o ex-senador Luiz Pontes, defendeu, em entrevista, que o partido tenha um candidato prprio a governador na disputa eleitoral do ano que vem. O PSDB, dentro da oposio, est trabalhando no sentido de que possamos apresentar um candidato, declara. Ele evita citar nomes, afirmando apenas que o partido tem quadros a altura da misso.

De acordo com o tucano, o partido deve tentar resgatar, durante a disputa do ano que vem, a experincia administrativa da legenda. O PSDB um partido que passou vinte anos como governo. Ele tem uma histria do que fez pelo Estado, explica. Segundo o ex-senador, a inteno fazer o Cear voltar a ser respeitado.

Luiz Pontes tambm diz que no h, por enquanto, conversas para tentar filiar algum detentor de cargopara disputar a eleio do ano que vem. Segundo Luiz Pontes, a prioridade no momento deve ser a formao de um projeto a ser desenvolvido a partir de junho deste ano, quando encontros regionais devem ser organizados por todo o Interior do Estado.

A inteno, de acordo com o dirigente tucano, realizar um ou dois eventos por ms, com um deles contando com a participao do recm-empossado presidente nacional da legenda, o senador e ex-governador Tasso Jereissati. Nesses encontros, a ideia j iniciar o teste dos nomes que podem disputar no ano que vem vagas nos legislativos estadual e federal.

Perguntado se o novo posto do ex-governador Tasso Jereissati modifica, de alguma maneira, a estratgia do partido para 2018, Pontes diz que no. Independente da volta dele presidncia nacional (do partido), o senador o maior capital poltico que ns temos, explica.

08:40 · 16.05.2017 / atualizado às 08:40 · 16.05.2017 por

Por Miguel Martins

Domingos Neto, presidente estadual do PSD, fala em reunies com outros grupos da oposio no Cear e da formao do diretrio do seu partido Foto: Nah Jereissati

Enquanto alguns partidos polticos j esto desde o incio do ano realizando eventos com o objetivo de estruturarem os seus diretrios e comisses provisrias com vistas ao pleito de 2018, outras legendas ainda no iniciaram o processo de renovao interna. O PSDB e o PMDB tambm j fizeram alguns.

Outras legendas esto agilizando seus movimentos internos para participarem do pleito do ano que vem sem maiores dificuldades, como o caso do PT, que realizou neste ano Eleies Diretas e congresso estadual. O Partido da Repblica, alm da participao em atividades conjuntas, tambm fez seu primeiro encontro, em abril passado. J o PP, de atividade poltico-partidria, realizou conveno estadual para renovar seus quadros no diretrio estadual, apesar das crises internas.

No PCdoB, o presidente da sigla, Luiz Carlos Paes, destacou que neste ano ser realizado o 14 Congresso da legenda, que ser iniciado em julho, terminando no fim do ano. Fora essa programao mais ampla, o dirigente salientou que o partido realizou no incio de abril reunio do comit central onde foi aprovada a resoluo para uma pr-avaliao dos ltimos 13 anos de Governo no Brasil.

Conjunto

J no PSD, de acordo com Domingos Neto, os eventos tm ocorrido em conjunto com as legendas de oposio. A tentativa agora realizar encontros com os partidos oposicionistas, como ocorreu recentemente no Municpio de Limoeiro do Norte.

Temos tido reunies peridicas com os presidentes dos partidos de oposio ao Governo do Estado. Na semana passada estivemos com deputados estaduais para discutirmos algumas aes da nossa bancada, disse ele.

O PSD est em busca de realizar um evento de instituio de seu diretrio estadual, o que ainda no foi feito. De acordo com Domingos Neto, isso poder acontecer no prximo ms de junho, visto que ele est aguardando uma resposta do presidente nacional da legenda, o ministro Gilberto Kassab.

O PSOL realiza, tambm neste ano, seu congresso nacional, que est marcado para acontecer em dezembro. A etapa estadual, no entanto, deve acontecer j em agosto, com plenrias nos municpios e diretrizes polticas para lanamento da delegao cearense. A gente busca adiantar a discusso sobre 2018, at porque a Reforma Poltica do (Eduardo) Cunha nos prejudicou muito. Estamos discutindo isso internamente, e iniciando uma discusso no Cear, informou Ceclia Feitoza, presidente estadual da sigla.

Segundo informou Feitoza, o partido tem interesse de construir uma perspectiva de candidatura, mas ela acredita que a Reforma Poltica que tramita no Congresso Nacional vai contribuir para que alguns partidos deixem de existir, e o PSOL seria um deles. Estamos trabalhando para que o partido no deixe de existir, disse a dirigente.

11:46 · 13.05.2017 / atualizado às 11:48 · 13.05.2017 por
O evento comandado pelo presidente do partido, Andr Figueiredo. Foto: Cid Barbosa

O Partido Democrtico Trabalhista (PDT) realiza, neste sbado (13), no Municpio do Crato, na Regio do Cariri, o seu Terceiro Encontro Regional, com vista a preparar a sigla para o pleito do prximo ano. Dentre as lideranas polticas presentes estavam o ex-governador do Estado, Cid Gomes; o presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque; e o presidente do grmio no Cear, o deputado federal Andr Figueiredo.

Dentre os temas listados por eles para tratar no encontro estava as discusses internas para melhoria dos indicadores do Brasil, em especial a economia. O partido est em busca de unidade em todo o Pas, uma vez que pretende lanar uma candidatura ao Governo Federal, sendo que o nome mais cotado do ex-deputado federal Ciro Gomes. Ele no participou do evento que aconteceu no Centro de Convenes do Cariri.

O primeiro Encontro Regional do PDT do Cear aconteceu no dia 8 de abril, em Sobral; e o segundo no feriado do dia 21 de abril, no Municpio de Guaramiranga, no Macio de Baturit.

Tambm acompanharam o evento deste sbado o deputado federal Lenidas Cristino e os secretrios do Trabalho e Desenvolvimento, Josbertini Clementino; e de Assuntos Internacionais, Antonio Balhman, alm dos deputados estaduais Mirian Sobreira, Julinho e Sineval Roque, bem como lideranas locais e prefeitos da regio.

 

 

10:33 · 13.05.2017 / atualizado às 10:33 · 13.05.2017 por

Por Edison Silva

Camilo Santana foi ao encontro estadual do PT, em Fortaleza, mas no se manifestou sobre apoio candidatura do ex-presidente Lula, como reclamaram alguns dos seus correligionrios participantes do evento
Foto: Nah Jereissati

As definies quanto ao quadro sucessrio estadual, assim como de resto as formaes das chapas proporcionais e senatoriais, s comearo a surgir a partir de outubro, quando j estiverem oficialmente definidas as legislaes eleitoral e partidria, um ano antes do dia da votao, 7 de outubro de 2018, o primeiro domingo daquele ms. Em dezembro deste ano, conforme est previsto, acontecer a segunda e, provavelmente, a mais importante etapa para o pleito vindouro, que ser a abertura da janela para os polticos trocarem de partido, com garantia de filiao partidria que os habilitem disputa do voto.

A candidatura de Lula a presidente inviabiliza, por bvio, a de Camilo pelo PT reeleio com o apoio do PDT tendo Ciro Gomes na relao de postulante ao Poder Central. O governador tem a preferncia de lideranas do PDT cearense de apoio sua reeleio, mas quer reciprocidade.

No PT, com o partido tendo nome concorrendo Presidncia da Repblica, Camilo sequer poder citar o nome de Ciro nos palanques e no espao da propaganda eleitoral de sua campanha. Ciro tambm tem o mesmo impedimento.

Camilo, pelas posies assumidas claramente, ser eleitor de Ciro. No h outra razo para ter o apoio do grupo que o levou chefia do Poder Executivo estadual seno o de continuar junto ao mesmo.

Convenes

O desgaste do PT com as aes da Lava-Jato, aliado s restries sofridas de parte do partido, ao longo dos ltimos anos, motivam-no a buscar outro abrigo partidrio dentro do arco de aliana a ser formado para sustentar a candidatura de Ciro.

Tarefa um tanto quando difcil, principalmente pelo fato de as coligaes s efetivamente se concretizarem nas convenes partidrias, provavelmente entre os meses de julho e agosto do prximo ano.

Independentemente dos prazos para a oficializao das candidaturas e das coligaes majoritrias, o momento significativo para Camilo, porm, ser o ditado pela nova legislao, principalmente quanto filiao partidria, posto no haver restrio para os detentores de mandatos executivos e de senador trocarem de partidos, como h para os demais legisladores, obrigados a aguardarem a tal janela, para buscarem nova sigla.

Camilo ter que ter sua filiao definitiva, para a disputa reeleio, nove meses antes do pleito. At l, por certo, ele avaliar o melhor caminho a seguir para garantir sua postulao, no prximo ano, a um segundo mandato.

Lista e financiamento

No ltimo sbado, no encontro estadual do PT, Camilo foi cobrado a se manifestar sobre a candidatura presidencial de Lula. Nada disse. Correligionrios petistas, porm, foram explcitos ao condicionarem o seu direito de legenda para ser novamente candidato ao Governo a apoiar o nome de Lula, mesmo sabendo da sua preferncia e as convenincias que encerram o processo de consolidao de sua postulao reeleio.

Os poucos aliados do governador, que no seu partido defendem a chapa Lula presidente e Camilo governador, com ele continuando no partido, no votaro na conveno a favor da homologao do seu nome sem um anncio pblico de renncia candidatura de Ciro, uma questo, ao tempo atual, dificlima.

Na prxima tera-feira, a Comisso Especial da Cmara dos Deputados volta a discutir temas da Reforma Poltica. A lista dos partidos e o financiamento pblico da campanha esto no centro daquele encontro. Os dois esto intimamente relacionados. Os deputados da Comisso tm mantido contatos de assessoramento constantes com integrantes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Habilitao

A preocupao evitar grandes discordncias dos temas em discusso. A alegao quanto necessidade da lista, alm do fortalecimento dos partidos, a necessidade de compatibilizao entre as candidaturas e os custos da eleio, hoje, sem qualquer dinheiro sado dos caixas das empresas de forma legal.

H uma certa resistncia, na Cmara, quanto formao das listas partidrias, principalmente pelo fato de os partidos brasileiros, em expressiva quantidade, funcionarem de forma cartorial. Os donos mandam tudo.

Assim, a lista poderia ser composta como bem aprouver cada um deles. O relator, o deputado petista Vicente Cndido, sugere, no entanto, nesse particular, que a lista seja elaborada em conveno, com a participao dos delegados do partido, por prvias, abertas a todos os filiados do partido e, ainda, por primrias, abertas a todos os eleitores que se inscreverem.

Uma outra novidade em discusso na parte referente aos registros das candidaturas. Pela proposta do relator, haveria uma habilitao prvia dos candidatos entre os meses de fevereiro e maro do ano da eleio, que os pretensos postulantes pediriam Justia Eleitoral, permitindo que esta, ao tempo que os polticos pudessem fazer articulaes, a Justia tivesse condies de examinar detidamente os seus documentos, facilitando, dessa forma, o processo de registro dentro do prazo.

09:30 · 09.05.2017 / atualizado às 09:30 · 09.05.2017 por

Por Antonio Cardoso

Para a deputada federal Luizianne Lins, a unidade necessria para eleger Lula em 2018 Foto: Nah Jereissati

O Partido dos Trabalhadores (PT) realizou, no ltimo final de semana, congressos estaduais com eleies simultneas para diretrios em 24 estados, entre eles o Cear. Bahia, Pernambuco e Maranho adiaram as datas. Durante os debates, petistas apontaram para o que chamam de novo PT. Tambm foi defendida unio dentro da sigla, mirando a reeleio do ex-presidente Luiz Incio Lula da Silva. O Dirio do Nordeste ouviu lideranas petistas sobre o atual momento e metas do PT, ainda que estejam desgastados aps verem uma correligionria ser retirada do comando do Pas por meio de um processo de impeachment.

O senador Jos Pimentel disse que o momento de resistncia, para evitar a perda de direitos que acumulamos ao longo dos ltimos anos. Para ele, o partido sabe da sua tarefa e, por isso, realizou os congressos. Vamos dizer sociedade brasileira que se faz necessrio retomar a agenda em que tenha crescimento econmico, incluso social e distribuio de renda, afirmou.

Segundo Pimentel, o 6 Congresso Estadual, realizado no auditrio coberto da Universidade Estadual do Cear, serviu para unificar o PT em esfera local. Apontamos uma srie de correes que precisam ser feitas, para que Lula tenha forte votao em 2018 e possamos reeleger Camilo como governador.

A deputada federal e ex-prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins, avaliou que o momento para o PT, nacional e localmente, expe necessidade de unidade. Porque a nossa tarefa vai ser muito grandiosa no prximo ano, que eleger Lula presidente mais uma vez, justificou.

Sobre a executiva nacional ter decidido pela diviso do mandato de presidente do PT de Fortaleza, entre Deodato Ramalho e Acrsio Sena, ela disse que o recado foi claro: Como em vrios lugares do Brasil, o que se viu foi a tentativa de unificar, j que estamos muito sofridos do ponto de vista partidrio e poltico.

Eleio

O deputado estadual Elmano de Freitas, que era candidato presidncia estadual do PT e optou por defender votos para o atual presidente, Francisco de Assis Diniz, argumentou que o partido deu uma demonstrao de maturidade dos dirigentes para construir uma unidade na linha poltica que est resumida na prioridade absoluta do PT em 2017 resistir aos ataques ao direito do trabalhador e preparar a campanha do presidente Lula. Em torno disso, ele apontou que ser organizada tambm a campanha ao Governo do Estado.

Dentre inovaes pelas quais passar o partido, Elmano adiantou que haver uma diviso de tarefas executivas compartilhadas por mais de um grupo da sigla, proporcionando maior interao das correntes na construo partidria. Ele disse, ainda, que o PT passar por um processo de renovao, especialmente com a juventude. J De Assis Diniz, reeleito ao comando da sigla, afirmou que o PT mudar a forma de se relacionar com a militncia. A mudana de relacionamento da esquerda lenta e gradual, mas queremos dar um passo mais acelerado.

09:35 · 02.05.2017 / atualizado às 09:35 · 02.05.2017 por

Por Miguel Martins

Com representatividade cada vez mais abalada por denncias de irregularidades e corrupo, a Cmara Federal tem sido espao visado por dirigentes partidrios cearenses que querem renovar a atuao das siglas na Casa, a partir de 2019. Para isso, presidentes de agremiaes no Estado buscam estimular a participao de nomes novos na disputa eleitoral do prximo ano.

Eles disseram ao Dirio do Nordeste que tm encontrado resistncia, principalmente, por parte da juventude e do segmento de mulheres, que so maioria no eleitorado brasileiro. A lista de deputados e senadores citados em delao de executivos da Odebrecht mostrou que quase 70 congressistas na funo de seus mandatos estariam envolvidos em esquema de corrupo, o que est sendo analisado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin.

Atualmente, a bancada cearense na Cmara formada por 22 deputados de apenas 13 legendas, sendo que dois deles j foram citados durante as investigaes da Operao Lava-Jato. PT, PMDB, PP e PDT possuem trs parlamentares no colegiado. O PR possui dois, enquanto PCdoB, PSD, DEM, PRB, PSDB, PROS, PSB e SD tm apenas um membro no Legislativo cada.

Mudana

O presidente do PDT no Cear, o deputado federal Andr Figueiredo, afirmou que a sigla tem 20 deputados federais e quer ter uma bancada mais representativa a partir de 2019. Segundo ele, a partir das delaes de executivos da Odebrecht, constatou-se a necessidade de um Parlamento com polticos comprometidos com os interesses da populao.

As ruas respaldam o respeito ao aposentado e ao trabalhador e as reformas na Cmara Federal, como esto sendo votadas, no representam o clamor popular, disse ele. O dirigente ressaltou ser necessrio ter uma Cmara comprometida com o povo para derrotar aquilo que for de encontro sociedade brasileira.

Atualmente, o PDT tem quatro das 22 vagas da bancada cearense na Cmara. Alm de Andr Figueiredo, fazem parte dela tambm Lenidas Cristino, Ariosto Holanda e Vicente Arruda, mas estes esto licenciados. O partido quer eleger at seis representantes em 2018.

O ex-governador Cid Gomes (PDT) j demonstrou preocupao com a ampliao da bancada pedetista na Cmara, visto que membros do PDT na Casa j disseram que podem no concorrer reeleio, o que abre vacncia para novos nomes. Andr Figueiredo tambm pode disputar outro cargo, mas, por enquanto, ele pr-candidato reeleio.

Evidente que o momento exige renovao, e acho que os partidos e os parlamentares que no esto envolvidos nessas denncias tero, naturalmente, maior facilidade no ano que vem, disse o presidente estadual do PSD, Domingos Neto. Segundo ele, o partido tem feito, em nvel federal, uma busca ativa por perfis idneos nos quais a sigla possa apostar, visando uma renovao nos quadros da agremiao, principalmente, na Cmara.

Reforma

Sem dvidas essa uma prioridade nossa. Tambm necessria a aprovao de uma Reforma Poltica mais estruturante, onde a gente possa mostrar que nosso sistema poltico atual est ajudando nessa desconexo, disse o parlamentar do PSD.
Nas palavras de Antnio Jos, presidente do PP no Cear, o desejo da legenda ampliar a participao de novos filiados na poltica, principalmente por conta do que est acontecendo na poltica em nvel federal.

Atualmente, o PP do Cear tem trs nomes na Cmara Federal e pretende aumentar e renovar os quadros da sigla naquela Casa. Precisamos fazer uma grande renovao na poltica federal de nosso Pas e dessa forma que queremos contribuir, disse ele, afirmando ainda que vai apostar em nomes novos na poltica, mas com experincia em outros setores da sociedade.

10:15 · 01.05.2017 / atualizado às 10:15 · 01.05.2017 por

Por Miguel Martins

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) teme perder ainda mais a representatividade que tem, tanto em nvel estadual quanto nacionalmente. Com apenas um representante em casas legislativas em todo o Cear, a sigla critica as mudanas eleitorais ocorridas em 2015 e est apreensiva com pontos da Reforma Poltica que est em debate no Congresso Nacional.

Em 2012, o partido conseguiu eleger dois vereadores Toinha Rocha e Joo Alfredo para a Cmara Municipal de Fortaleza, o que no se repetiu em 2016, quando a sigla, com a maior quantidade de candidatos de sua histria, no obteve sucesso em nenhum dos municpios em que disputou eleio.

Renato Roseno, primeiro deputado estadual eleito pela sigla no Cear, o nico do partido com representao em casas legislativas no Estado. Ele afirmou que o aumento do nmero de representantes do PSOL tanto na Assembleia Legislativa quanto na Cmara Federal depende da Reforma Poltica.

Se fizerem a contrarreforma, como eles querem, ficar muito difcil. Queremos crescer do ponto de vista social e poltico, e precisamos pensar nisso, declarou. Segundo ele, o PSOL no se guia apenas na agenda das eleies, mas no dia a dia da populao. No entanto, Roseno afirmou que muito ruim para a legenda ter apenas um representante em casa legislativa para representar todo o partido.

Contrapontos

importante ter membros do PSOL nas casas parlamentares para fazer os contrapontos necessrios. Em uma democracia tem que ter pelo menos dois lados, porque com apenas um lado no democracia, apontou. Ele ainda no sabe se ser candidato reeleio, pois o partido deve decidir isso aps congresso a ser realizado neste ano.

Segundo Roseno, o quociente eleitoral do partido de 200 mil votos, o que impossibilita, muitas vezes, uma candidatura Cmara Federal. No estamos com medo do pleito de 2018, mas uma questo racional. A reforma de Cunha tirou a gente dos debates polticos e nosso tempo de TV. Isso um absurdo. Eles esto sufocando os pequenos para manter os grandes poderios eleitorais, que so venais, clientelistas e corruptos.

09:54 · 29.04.2017 / atualizado às 09:54 · 29.04.2017 por

Por Antonio Cardoso

O deputado estadual Walter Cavalcante (PP) diz que o PT teve a chance de fazer a maior gesto j vista no Brasil, mas acabou perdendo o controle Foto: Jos Leomar

O presidente Michel Temer (PMDB) disse, durante caf da manh com jornalistas no Palcio da Alvorada, em dezembro ltimo, que aproveitaria a suposta impopularidade para tomar medidas impopulares. O peemedebista faz jus fala quando cobra do Congresso a aprovao de reformas como a trabalhista e principalmente a previdenciria. Suas decises tm sido rejeitadas inclusive por membros de partidos que compem a base de seu governo. Em paralelo, esquerdistas se municiam com a rejeio de seus atos e j preparam discurso para a eleio de 2018. A anlise fruto de colocaes feitas por deputados estaduais e federais do Cear.

Correligionrio de Temer, o deputado federal Vitor Valim (PMDB) votou contra a reforma trabalhista. Ele diz no concordar com uma srie de pontos colocados por ela e pela previdenciria. Se eu fosse encarregado de fazer a pauta, faria reformas tributrias, no cdigo de processo penal, alm de uma srie de coisas que tambm clamam por urgncia nesse Pas. Essas so, de fato, urgentes.

O peemedebista prega que o governo deveria ter conversado mais com as centrais sindicais e com a sociedade civil organizada para fazer as duas reformas. Da maneira que foi feita, no toa, cortaram vrios pontos. No foi conversada com que deveria ser, opina Valim.

Cabo Sabino, deputado federal pelo PR cearense, afirma que o momento inoportuno para o estardalhao que o Governo Federal se mostra disposto a fazer. Em sua opinio, a melhor coisa que aconteceu para a esquerda brasileira foi Michel Temer ter assumido a Presidncia da Repblica. Porque conseguiu ressuscitar a esquerda que estava apagada, digamos at desacreditada, pela populao. Ele consegue ser pior do que foi a presidenta Dilma (Rousseff) no seu incio de segundo mandato.

Cobrana desigual

Sabino avalia que, hoje, o governo cobra muito do trabalhador, da populao mais carente, e deixa de cobrar da classe empresarial.

Se lembrarmos quando, h alguns anos, tivemos crise econmica no Pas, o governo deu reduo do IPI para oxigenar as montadoras automobilsticas, deu iseno de IPI para a linha branca, para que as empresas dessem segmento, gerassem empregos e no tivessem nenhum tipo de prejuzo. Agora, quando o prprio Estado est com dificuldade financeira, ele cobra do trabalhador. Estamos vivendo momento de turbulncia terrvel de tomadas de decises que vo na contramo, argumenta.

Diante da impopularidade do atual governo, a deputada estadual Rachel Marques (PT) diz que o PT vai trabalhar em 2018 com discurso contra as medidas colocadas. Ela sustenta que o que est sendo encaminhado pelo governo golpista de Michel Temer no passou pelo crivo popular. fruto de governo golpista e paralelo a todos os temas que esto sendo colocados vamos apresentar exatamente o contrrio em 2018, adianta.

Opinio semelhante tem o deputado estadual Elmano de Freitas (PT). Segundo ele, o partido j comea a organizar a pauta para as eleies de 2018. Precisamos ter propostas concretas, que faam o Pas voltar poca do emprego, a quando o salrio aumentava e no se via a retirada de direitos de trabalhador, como se v com esse governo.

Por sua vez, a deputada estadual Silvana Oliveira (PMDB) no acredita que as medidas sejam suficientes para que eleitores deixem de votar em candidatos ou partidos da base do atual governo federal.

Vejo erro quando ele coloca as duas reformas ao mesmo tempo. A reforma trabalhista vai dar salto em empregos, isso fato, e entendo que a populao comea a reconhecer, avalia. Nesse momento, ele aprova a reforma trabalhista e deveria dar um tempo, porque a prpria populao iria se manifestar pedindo a reforma da Previdncia, de forma tranquila, serena, e criando leis iguais para todo mundo, diz.

Controle perdido

Walter Cavalcante (PP) tambm no acredita que haja mudana a ponto de a esquerda, especialmente o PT, reassumir o comando do Brasil. Eles tiveram a chance de sair fazendo a maior estrela brilhar na histria do Brasil, e no se preocuparam em trabalhar o ser humano. Deixaram as coisas flurem, perdendo o controle, analisa.

Para ele, o PT e partidos que compuseram a chapa majoritria tiveram a oportunidade de fazer a maior gesto j vista no Brasil. Quando tinham fora capaz de melhorar a vida dos brasileiros, jogaram fora, pelo fato de as benesses do poder mudarem as pessoas, afirma o pepista.

10:00 · 21.04.2017 / atualizado às 10:00 · 21.04.2017 por

Por Miguel Martins

Evandro Leito (PDT) um dos poucos deputados estaduais cearenses que tm apenas uma filiao desde quando entrou na poltica Foto: Evandro Leito

Uma das reclamaes de polticos cearenses quanto ideologia partidria o uso das agremiaes como moeda de troca, para a viabilizao de um possvel mandato eletivo. No entanto, conforme levantamento feito pelo Dirio do Nordeste, a maioria dos deputados da Assembleia Legislativa cearense j integrou mais de um partido durante a vida poltica, sendo a minoria fiel a apenas uma legenda.

Os parlamentares reclamam uma reduo no nmero de agremiaes pois, segundo eles, as diversas legendas existentes no Pas servem apenas para que aventureiros se utilizem de tal espao para se perpetuarem no poder, seja Legislativo ou Executivo. Como a maioria dos grmios, hoje em dia, no tem uma ideologia slida, filiados a eles esto pessoas de todos os tipos de pensamentos.

Para se ter uma noo da quantidade de oportunidades que os polticos brasileiros tm quanto escolha partidria, da dcada de 1980 at o momento foram criados 35 partidos polticos, sendo 8 a partir de 1981 at o incio da dcada seguinte, 16 nos anos 1990 e 11 de 2005 a 2015. Com tantas agremiaes assim, ficou fcil para alguns ingressarem em siglas partidrias sem qualquer compromisso com identidade ideolgica.

Em 1981 nascia o PMDB, oriundo do MDB, com ideias de centro. Em seguida o PSDB surgiu com conceitos da social-democracia. PDT, representante dos trabalhistas, surgia tambm, assim como o PT, oriundo do movimento sindical no ps-greves do ABC Paulista. O que se viu no decorrer dos ltimos 30 anos foi o surgimento de dezenas de partidos sem um funcionamento programtico ou ideologia consolidada.

Casos

Com isso, as migraes foram feitas de acordo com a convenincia de cada um. Na Assembleia Legislativa do Cear poucos so aqueles parlamentares que comearam numa sigla e nela permanecem at hoje. Para alguns, em determinados casos, isso justificvel, mas no na maior parte deles.

Para se ter uma ideia, dos 13 deputados da Casa que esto no PDT atualmente, 11 deles j foram membros de outros partidos. Somente Ferreira Arago e Evandro Leito sempre fizeram parte dos quadros da legenda. Heitor Frrer, atualmente, do PSB, j foi o principal nome da sigla pedetista e, curiosamente, a maior parte dos integrantes do PDT integraram o PSB e, mais recentemente, do PROS.

Os membros de PSD e PMB na Assembleia j estiveram filiados ao PMDB, PSDB e PR, no passado recente. J os membros atuais do Partido Progressista (PP), hoje, no foram eleitos pela legenda. Joaquim Noronha, que foi eleito pelo grmio, atualmente preside o PRP.
Tudo indica tambm que, at o pleito do prximo ano, se no houver qualquer alterao na legislao eleitoral, a dana das cadeiras nos partidos se repetir, at porque muitos deputados cearenses esto insatisfeitos com suas legendas.

Modificada

Para Srgio Aguiar, que j passou por PPS, PSB, PROS e atualmente est no PDT, somente com uma Reforma Poltica slida, que diminua a quantidade de partidos, que a situao vai ser modificada. Ele reconhece que j pertenceu a algumas legendas, mas destaca que tem origem em um grupo poltico e sempre acompanha esse grupo nas decises partidrias.

Atualmente, no se leva em conta a ideologia do partido, mas a convenincia individual ou de grupo poltico para as eleies, declarou Aguiar. Eleito trs vezes pelo PV e atualmente no PSD, Roberto Mesquita avalia que uma clusula de barreira seria o ideal para reduzir a proliferao de legendas no Pas. Creio que deve haver verticalizao e o fim das coligaes, que viraram moeda de troca nas eleies, junto com o tempo de televiso.

Atrados

Odilon Aguiar, que j esteve no PMDB, PROS e agora filiado ao PMB, o Partido da Mulher Brasileira, informou ao Dirio do Nordeste que tem tido dificuldade no que diz respeito questo partidria. Vejo que o problema sistmico por conta da fragilidade dos partidos, e isso acaba no oferecendo aos seus filiados uma ativa participao.

Tendo o PR como seu nico partido, Capito Wagner afirmou que a mudana de partido se justifica em alguns casos, mas em outras circunstncias o que se v so pessoas pulando de partido de acordo com a convenincia poltica, as vezes para estar no poder ou prximo dele.

Membro do PDT desde 2009, Evandro Leito afirmou que o sistema poltico vive um momento crtico diante do excesso de partidos, com a maioria das legendas sem ideologias ou bandeiras. Com isso, muitas vezes, os quadros so atrados pela perspectiva de poder, e no pelo esprito pblico. S tive um partido, o PDT, ao qual sou filiado desde 2009. Fui atrado pela sigla para fazer parte de seus quadros pelo pensamento brizolista.

10:29 · 19.04.2017 / atualizado às 10:29 · 19.04.2017 por

Por Miguel Martins

Para o deputado Leonardo Arajo, a corrida ao Interior para evitar o avano dos candidatos que s esto l na vspera da eleio Foto: Jos Leomar

Os polticos ainda no sabem quais sero as novas regras para as eleies do prximo ano, em razo de ainda estar sendo discutida, no Congresso Nacional, uma Reforma Poltica, mas todas as atenes dos atuais detentores de mandatos legislativos estaduais e federais, assim como dos novos pretensos candidatos, j se mobilizam para garantirem espaos junto ao eleitorado.

Alguns parlamentares confirmam a mobilizao que esto fazendo ao intensificarem as visitas s suas bases eleitorais com a alegao de que seus redutos j esto sendo invadidos por novos postulantes e at colegas que s aparecem nos municpios a cada quatro anos.
O peemedebista Leonardo Arajo ressaltou que os movimentos relacionados s eleies do prximo ano j foram iniciados, o que visvel, em sua avaliao, visto que alguns parlamentares que aparecem somente de quatro em quatro anos j esto pousando nas bases eleitorais dos demais, potenciais candidatos reeleio.

Segundo informou, a tendncia que no decorrer do ano isso se intensifique ainda mais. No entanto, ele afirmou que o trabalho que realiza como parlamentar constante, indo s suas bases eleitorais na sexta-feira e retornando somente na segunda-feira. Capito Wagner (PR) afirmou que tem mantido o trabalho que vem realizando desde que se elegeu deputado, mas afirmou que est buscando expandir seu mandato no Interior do Estado.

Contnuo

No pleito passado, conforme explicou, sua rea de atuao se limitou a Fortaleza e Regio Metropolitana, mas agora est buscando conversar com diversas lideranas no Estado. Se a gente leva um benefcio para uma cidade, o eleitor vai reconhecer. A gente tem procurado dar resposta ao eleitorado, procurado atender e discutir as demandas para grande parcela da populao que representamos.

Agenor Neto (PMDB), por sua vez, destacou que tem realizado um trabalho contnuo nos municpios que representa, afirmando tambm que por conta disso acaba recebendo o reconhecimento de suas bases. J o lder do Governo, Evandro Leito (PDT), inclusive, tem mobilizado os vice-lderes para darem maior ateno s demandas do Executivo, visto que ele pretende se dedicar mais aos seus colgios eleitorais.

A gente acaba acumulando muitas tarefas na funo que exerce, e acabamos nos afastando de nossas lideranas locais. Mas, neste ano, estou tentando dividir com alguns vice-lderes e deputados para que esta tarefa no fique restrita somente minha pessoa, disse.
Ele ressaltou ainda que seus colegas tm intensificado as visitas ao Interior do Estado, todos na expectativa para 2018. Eu tenho viajado bastante. Voltei a viajar neste ano, porque ns precisamos dar assistncia para todas as lideranas que acompanham nosso mandato.

Bruno Gonalves (PEN), por sua vez, afirmou que realiza atendimentos em seu consultrio todos os dias, chegando a atender at 250 pessoas por semana. Alm disso, ele participa de encontros, inauguraes de obras de prefeituras e Estado, assim como de reunies com lideranas. A gente costuma trabalhar quatro anos na mesma remada para atender e depois cobrar os servios feitos nos quatro anos. Mas lgico que tudo se intensifica de agora at a eleio, diz.

Srgio Aguiar (PDT) disse que nos ltimos dez dias visitou oito municpios e estar presente em mais seis no prximo feriado. Toda semana a gente est divulgando, discutindo, conversando com vereadores, lderes comunitrios e eleitores. Se a gente no se aproximar o mximo possvel, olho no olho, no consegue consolidar os pleitos, disse. Por conta do sistema poltico brasileiro, com eleies a cada dois anos, o pedetista afirma que preciso fazer um trabalho contnuo com a populao.

Julinho (PDT) disse ser necessrio correr para tentar viabilizar as candidaturas. Segundo ele, a disputa para as 46 vagas na Assembleia muito intensa, visto que alguns tm maior potencial de votos que outros.