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Tag: eleições 2018


09:26 · 19.09.2018 / atualizado às 09:26 · 19.09.2018 por

A coligação “Tá na hora de mudar”, composta por PSDB e PROS, tem amargado, nos últimos dias, perdas de tempo de propaganda na televisão por decisões da Justiça Eleitoral. Em representações ajuizadas no Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE), a coligação governista “Por um Ceará cada vez mais forte” argumenta que, em propagandas de candidatos a deputado pelo PSDB, tem havido “invasão de propaganda eleitoral das coligações majoritárias nos espaços destinados aos candidatos à eleição proporcional”. Com isso, General Theophilo já acumula ao menos três sentenças de perda de tempo na TV. Na segunda à noite, por exemplo, parte do programa eleitoral do tucano foi suprimida por punição da Justiça Eleitoral.

Em uma das representações, os advogados da coligação do governador Camilo Santana (PT) afirmam que “a coligação majoritária teria utilizado o espaço destinado a candidatos proporcionais, por meio do candidato a deputado Carlos Matos Lima pois, ‘durante toda a exibição da propaganda ora questionada, é visível como pano de fundo, além da imagem e número, imagem do bordão ‘bota moral, General’, em clara e expressa alusão ao candidato majoritário’”. Em decisão do último dia 16, o juiz Demetrio Saker Neto determinou perda equivalente a 27 segundos, por cada veiculação questionada na ação, do tempo de TV de General Theophilo no turno da noite.

Em outras ações, o argumento da chapa governista é o mesmo, mas em relação a propagandas da candidata a deputada federal Moema São Thiago e da candidata a deputada estadual Helaine Marina Menezes Mendonça, ambas do PSDB. General Theophilo também perdeu segundos de propaganda nas duas representações.

Outros candidatos, como o senador Eunício Oliveira, candidato à reeleição pelo MDB, e o próprio governador Camilo Santana também têm sido alvos de representações com teor semelhante, mas, no “Mural Eletrônico” do TRE-CE, onde estão expostos os resultados dos julgamentos, é visível, entre a última segunda-feira (17) e esta terça (18), uma enxurrada de representações contra a coligação do candidato tucano, motivadas também por pedidos de direito de resposta e denúncias de irregularidades em inserções de propaganda na TV.

09:24 · 19.09.2018 / atualizado às 09:24 · 19.09.2018 por

Por Márcio Dornelles

O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará finalizou 99% dos julgamentos dos pedidos de registro de candidatura até a última segunda-feira (17) Foto: JL Rosa

Oito de 11 candidatos indeferidos com recurso recorreram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para garantirem participação nas eleições de 2018 no Ceará. Os três restantes apresentaram contestação para análise do próprio Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE). Entre os candidatos que levaram o caso à instância máxima da Justiça Eleitoral estão Domingos Filho (PSD), para deputado estadual, e José Maria Macedo Júnior, o Macedão (PP), para federal, apesar de já terem anunciado desistência para apoiarem as mulheres, Patrícia Aguiar (PSD) e Pollyana Macedo (PP).

Domingos Filho, Macedão e os demais candidatos que questionam decisão do TRE-CE aparecerão nas urnas em situação de “pendente de julgamento”. A informação também aparecerá, no dia da votação, para 75 postulantes que estão dentro do prazo de três dias para recurso, após a publicação do indeferimento. Apesar de não formalizarem a contestação à Justiça Eleitoral, automaticamente são inseridos no grupo para terem direito ao voto, caso os processos sejam deferidos futuramente. Em caso de trânsito em julgado com a ratificação da decisão inicial, os votos recebidos serão anulados.

Os demais postulantes com recurso no TSE são Maria Auxiliadora Bezerra Fechine (MDB), Claudemir da Silva Veras (PMN), Erivaldo Santiago Lopes (PMN), Elizabeth Fernandes (PROS), João Paulo de Oliveira Moraes (PROS) e Denis Oliveira (PT). Ao TSE, os candidatos apresentaram recurso especial ou ordinário, enquanto no TRE-CE deram entrada em embargos de declaração, ao tentarem suspender decisão anterior.

É o caso da candidata a deputada estadual pelo PDT, Lia Ferreira Gomes, irmã de Ciro e Cid Gomes, ambos do PDT. Ela faltou à revisão biométrica no município de Caucaia, onde possui inscrição eleitoral, e por isso teve a candidatura barrada pelo Pleno do TRE-CE. Também apresentaram embargos de declaração Ademir Brandão (Patri) e Francisco Reginaldo Rolim de Sousa (PMN).

Balanço

O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará autorizou, ao todo, 773 candidatos, sendo cinco para o cargo de governador, com cinco vices, 10 para senador, com 19 suplentes, 225 para deputado federal e 511 para deputado estadual. Indeferidos sem registro de recurso no sistema da Justiça Eleitoral são 24 nomes, além de três deferidos com recurso, quando a autorização é questionada, e 20 renúncias. O edital com todos os candidatos aptos e coligações foi publicado no Diário da Justiça Eletrônico (DJE) na noite de ontem, após a totalização do DivulgaCand.

As urnas eletrônicas que serão usadas no pleito no Estado começam, a partir de hoje, a receber a carga de dados com as informações dos candidatos aptos, apesar das postulações que apresentaram recurso e outras que foram indeferidas nos últimos dias e ainda estão no prazo para contestar a decisão.

09:19 · 19.09.2018 / atualizado às 09:19 · 19.09.2018 por

Por Miguel Martins

Eduardo Girão, do PROS, foi o segundo dos cinco candidatos ao Senado mais bem colocados na pesquisa Ibope a dar entrevista ao “Diário na TV” Foto: José Leomar

Neófito em disputas eleitorais, o empresário Luís Eduardo Girão (PROS) disse, em entrevista ao Diário do Nordeste, que abrirá mão do salário de senador, caso seja eleito, e tentará acabar com regalias garantidas a representantes dos três poderes constituídos. Ele afirmou, ainda, que uma de suas primeiras medidas será a proposta de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado para investigar possível envolvimento de políticos e empresários com o tráfico de drogas.

Segundo dos cinco candidatos ao Senado mais bem colocados na última pesquisa Ibope a ser entrevistado pela TV Diário, ontem, o postulante se coloca como defensor da família e afirma ser contra medidas que, conforme avalia, vão de encontro aos preceitos cristãos. “Chegou a hora de a gente construir um novo movimento de valores da família. Nossas crianças vêm sendo erotizadas, querem liberar o aborto, cirurgia de mudança de sexo para crianças de 12 anos, liberar as drogas”, disse.

No entanto, o postulante ressaltou que o Brasil e o Ceará vivem momento importante, diante da “limpeza” em curso em diversos setores da sociedade. “Sou entusiasta da Operação Lava-Jato e talvez a justiça esteja sendo feita pela primeira vez no País. A gente sente o mau cheiro de tudo isso, mas o sofrimento ensina”, afirmou.

De acordo com ele, “a maior arma que tem não é o revólver, mas o título de eleitor”. “Eu sou cristão, acredito em Deus e sei que ele tem um plano para este País. Um plano de fraternidade, progresso e justiça social. Essa eleição vai ser decisiva para que a paz se restabeleça no Ceará”.

Para o enfrentamento da violência, o candidato afirmou que pretende instaurar uma CPI do narcotráfico em Brasília. Para isso, deve contatar senadores e deputados com os quais tem afinidade ideológica, como Magno Malta (PR-ES), candidato à reeleição. “Vamos recolher assinaturas de gabinete em gabinete para depois sabermos quem está por trás do crime organizado, quem são os poderosos por trás do crime organizado”.

Sobre os índices de violência, Girão opinou que falta “autoridade” para administrar a Segurança Pública do Estado e citou como exemplo disso a dificuldade que o Governo tem tido para instalar bloqueadores de celular nos presídios. Ele afirmou também que tem sido difícil se apresentar ao eleitorado, especialmente porque a base governista reúne 24 partidos.

Compra de votos

O candidato chamou atenção, ainda, para a venda de votos no Interior do Estado. Segundo ele, muitos postulantes buscam se esconder em um mandato para não prestar contas com a Justiça. Girão disse ser contra o foro privilegiado e defendeu o fim de benefícios para políticos, além de membros do Judiciário.

“Vou abrir mão do meu salário (subsídios), não por mérito meu, mas porque tenho outras fontes de renda. Mas acredito que outros políticos precisam. O que vou trabalhar para acabar é com o auxílio-moradia, auxílio-paletó, carro oficial e muitas outras mordomias que são pagas com dinheiro do brasileiro. Vou fazer minha parte de colega a colega que faça o mesmo”.

Eduardo Girão defendeu também que a população avalie a vida pregressa dos candidatos para definir o voto. “Podemos construir uma realidade diferente, quando fazemos as coisas com honestidade, obstinação, respeito e tolerância”, pregou.

12:35 · 18.09.2018 / atualizado às 12:35 · 18.09.2018 por

O vereador Acrísio Sena (PT) foi à tribuna da Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor) defender, na manhã desta terça-feira, 18, que a tendência é que o novo candidato do partido à Presidência da República, o ex-ministro da Educação Fernando Haddad, deve crescer ainda mais nas próximas pesquisas eleitorais. Para o parlamentar, o crescimento do presidenciável é um “novo fato político” na disputa deste ano.

“Ele já mostra o seu potencial e a saída daquela condição de cidadão desconhecido”, diz o parlamentar. Para o petista, entretanto, não se trata apenas da transferência de votos do ex-presidente Lula da Silva (PT), que liderava as pesquisas até ter sua candidatura impugnada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). De acordo com Sena, o crescimento também se deve ao currículo de Haddad. “Ele é Prouni, Fies, ônibus escolares, 322 escolas técnicas, 18 novas universidades, a valorização da educação pública de qualidade nos oito anos de Lula”, diz o vereador, reconhecendo, porém, que o poder de transferência de votos de Lula ainda não se encerrou.

 

09:32 · 18.09.2018 / atualizado às 09:32 · 18.09.2018 por

Por Márcio Dornelles

A última sessão para o julgamento de pedidos de registro de candidatura no Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE), ontem (17), teve cerca de seis horas de duração para análise de 80 processos. Os números de todos os registros serão totalizados nesta terça-feira (18).

 

 

Das coligações inicialmente apresentadas ao Tribunal Regional Eleitoral do Ceará, apenas uma sofreu alteração. A “Frente de Esquerda Socialista”, composta por PSOL e PCB, ficará apenas com a primeira sigla e permanecerá com a nomenclatura, segundo informou a Secretaria Judiciária do órgão. O relator, juiz Tiago Asfor Rocha Lima, decidiu pela exclusão do Partido Comunista Brasileiro e forçou o PSOL a escolher um novo candidato para vice de Ailton Lopes, no lugar de Raquel Lima. Será Carina Souza.

Resolvida a pendência que barrava o PSOL, o juiz Tiago Asfor já liberou 55 candidatos proporcionais, sendo 23 para deputado federal e 32 para deputado estadual.

Da coligação “Em Defesa do Ceará”, dos partidos PT, PCdoB, PV, PR e PMN, sob a relatoria da juíza Kamile Moreira Castro, estão aptos 26 candidatos a deputado federal. A juíza também autorizou a candidatura de 50 nomes da coligação para deputado estadual dos partidos PT, PV e PSB.

A coligação “Juntos para Renovar”, entre DC e PSL, teve 94 candidatos aprovados pelo desembargador Raimundo Nonato Silva Santos, sendo 66 candidatos a deputado estadual e 28 a deputado federal aprovados. Também sob a relatoria do desembargador, estão aptos para deputado estadual 31 nomes da coligação “Trabalho, Dignidade e Luta”, dos partidos PCdoB e PTB.

Já a coligação formada por MDB, PHS, AVANTE, SD, PSD, PSC, PODEMOS e PRB, teve deferidos 91 pedidos de registro de candidatura pelo juiz Roberto Viana, dos quais 28 são para a Câmara dos Deputados e 63 para a Assembleia Legislativa do Ceará. PRTB, PPS e Patriotas tiveram 27 postulantes a deputado federal autorizados pelo desembargador Inácio de Alencar Cortez Neto. Para a vaga de deputado estadual, coligaram-se PRTB, PPS e PPL, com 50 candidatos autorizados.

Para deputado federal, o PPL se coligou com PDT, PTB, DEM, PSB e PRP, que teve 28 candidatos aprovados também pelo desembargador Inácio de Alencar. Sob a relatoria do juiz federal Alcides Saldanha Lima está a coligação entre PP, PDT, PR, DEM e PRP registrou para deputado estadual 55 candidaturas.

Isolados para vagas proporcionais, concorrem para deputado estadual Patri, com 48 candidatos aptos; PMN, 28; PROS, 61; PSDB, 19; PSTU, 4; e Rede, 4. Para deputado federal, PROS tem 30 candidatos; Rede, 15; PSDB, 13; Novo, 6; e PSTU, 1.

09:19 · 18.09.2018 / atualizado às 09:19 · 18.09.2018 por
Segundo Cleiton Monte, Ailton Lopes tem discurso coerente, mas pouca articulação no Estado Foto: José Leomar

Na reta final, a disputa pelo Governo do Estado ainda é marcada por uma campanha morna, que, por diversos fatores, parece não abrir espaços para reviravoltas até o dia 7 de outubro. A avaliação é de cientistas políticos entrevistados pelo Diário do Nordeste, que, ao analisarem a primeira metade da campanha, consideram que, por esta ser uma disputa de baixa competitividade, não tem empolgado o eleitor. Tal cenário, conforme analisam, é fruto da estrutura da candidatura governista, fortalecida por diversos elementos, mas também de erros de estratégia dos partidos de oposição.

Pesquisador do Laboratório de Estudos sobre Política, Eleições e Mídia (Lepem) da Universidade Federal do Ceará (UFC), o cientista político Cleiton Monte observa que, por um lado, o governador Camilo Santana (PT) “largou com uma vantagem extraordinária” em busca da reeleição, por ter uma base de apoio de 24 partidos e “boa aceitação por parte da população”, segundo pesquisas de avaliação do governo, enquanto, por outro, conforme avalia, este seria o pleito em que a oposição demonstrou estar mais enfraquecida no Estado desde a redemocratização. Segundo ele, nos últimos anos, o governo esteve “desarmando” a oposição, que não se organizou em torno de uma “agenda alternativa”.

“É uma campanha que, devido a ser de baixa competitividade, não empolgou o eleitor. Por exemplo: mesmo aquele que não pensa em votar no Camilo Santana não consegue visualizar uma outra opção, então é possível que a gente tenha um número muito grande de votos brancos e nulos aqui no Ceará”.

Para ele, professor do Centro Universitário Unichristus, a tendência é que, no fim da campanha, “Camilo se fortaleça ainda mais na liderança da disputa”. Já General Theophilo (PSDB), conforme aponta, pode ter “certo crescimento” ao tornar-se mais conhecido, mas isso não deve ser suficiente para levá-lo ao segundo turno.

Quanto aos outros candidatos, Cleiton Monte analisa que a candidatura de Ailton Lopes (PSOL), embora tenha “um discurso articulado e coerente, não tem um discurso voltado para as camadas populares, para o Interior do Estado, não tem uma rede de lideranças políticas, não tem recurso, e tudo isso dificulta a campanha”. Já Hélio Góis (PSL) e Francisco Gonzaga (PSTU), segundo ele, “têm uma pauta”, mas, sem recursos, estrutura e capilaridade, não conseguem fortalecer as campanhas.

Propaganda negativa

A cientista política Carla Michele Quaresma, professora do Centro Universitário Estácio do Ceará, faz avaliação semelhante ao expressar que “a impressão que temos é que não tem eleição no Estado do Ceará”. Para ela, isso é consequência da estrutura de campanha do petista e da dificuldade de organização da oposição ao longo dos últimos anos, que culminou no lançamento de um candidato desconhecido.

Além disso, a cientista política considera que a turbulenta disputa presidencial tem deixado a campanha estadual em segundo plano. “Parece que a situação do Ceará é de um referendo”, analisa. “Agora, é muito provável que haja, nessa reta final da campanha, uma intensificação da propaganda negativa, porque esses candidatos que estão no pleito não têm mais nada a perder”, afirma Quaresma.

09:18 · 18.09.2018 / atualizado às 09:18 · 18.09.2018 por

Por Márcio Dornelles

A última sessão para julgamento de pedidos de registro de candidatura no Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE), ontem, teve quase seis horas de duração para análise de 80 processos, entre eles o do ex-deputado federal e ex-prefeito de Juazeiro do Norte, Raimundo Antônio de Macedo (MDB), o Raimundão, que teve o registro indeferido e será substituído pelo filho, Davi Macedo. Os juízes do colegiado também barraram 45 candidaturas do PTC. De acordo com o TRE-CE, foram concluídos os julgamentos de 99% de 934 processos. Nove ficaram pendentes de análise. No total, 773 registros estão deferidos.

A candidatura de Raimundão foi negada por unanimidade pelo Pleno com base na rejeição das contas do período em que esteve à frente do Executivo de Juazeiro. Os juízes reconheceram a impugnação apresentada pelo Ministério Público Eleitoral, que citou o impedimento a partir de decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), “em decisões irrecorríveis, por irregularidades insanáveis que configuram atos dolosos de improbidade administrativa”.

A advogada de defesa do candidato, Mariana Pedroza, confirmou ao Diário do Nordeste que o emedebista será substituído pelo filho, Davi Macedo. No sistema DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Raimundão aparece indeferido com base na Lei da Ficha Limpa.

Outra decisão unânime do TRE-CE foi tomada para negar a postulação de 45 candidatos do PTC, por reflexo do indeferimento do Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (Drap) da sigla. A direção do partido não prestou as contas do exercício de 2015 e 2016, e prejudicou os filiados que pretendiam concorrer nas eleições de 2018.

Entre os impedidos está o candidato ao Senado Robert Burns. À reportagem, ele reconheceu que houve erro da direção do partido e informou que esperava o julgamento das contas antes da decisão. Garantiu, ainda, que irá recorrer no TSE.

09:17 · 18.09.2018 / atualizado às 09:17 · 18.09.2018 por

Por Miguel Martins

Ontem, Eunício Oliveira (MDB) foi o primeiro de cinco candidatos ao Senado pelo Ceará a dar entrevista ao “Diário na TV”, da TV Diário Foto: José Leomar

Presidente do Senado e candidato à reeleição, o emedebista Eunício Oliveira disse, em entrevista ao Diário do Nordeste, que os políticos nordestinos sofrem discriminação no Congresso Nacional. O parlamentar afirmou, porém, que, apesar das denúncias que sofreu ao longo da vida pública, nunca foi condenado a nada, o que lhe dá motivos para seguir na carreira política.

Eunício foi o primeiro candidato a senador a participar de uma série de entrevistas veiculadas no telejornal “Diário na TV”, da TV Diário, ao longo desta semana, com os cinco postulantes ao Senado mais bem posicionados em intenções de voto na pesquisa Ibope divulgada em 16 de agosto. O parlamentar também tratou da aliança político-partidária com o governador Camilo Santana (PT), seu adversário no pleito de 2014.

“Nós, nordestinos que ocupamos alguma posição, sabemos o quanto é difícil. Temos um ex-presidente preso para não disputar as eleições. Isso talvez tenha acontecido porque ele é nordestino. Não é fácil ser nordestino e ocupar aquela cadeira”, disse o senador, referindo-se à presidência do Senado. O emedebista fez, ainda, paralelo entre o que chamou de “Sul maravilha” e o Nordeste do País. “No Interior de São Paulo e Paraná as pessoas são ricas. Aqui, as pessoas ainda passam fome”, comparou.

O postulante atribuiu as críticas das quais é alvo no pleito à discriminação por ser nordestino. “Eles tentam tirar daquela cadeira alguém que defende o Nordeste, que defende o Ceará. Alguém que vai procurar o mínimo de equilíbrio. Nunca fui condenado a nada, apenas acusações levianas. Aqueles que queriam tomar o poder do Congresso Nacional, que roubaram recursos do Brasil, para não pegar cadeia, acusam as pessoas”.

Eunício Oliveira disse ainda que tem utilizado todos os meios possíveis para ajudar o Brasil a ter calma e harmonia, bem como para resolver questões essenciais da Região Nordeste. Ele afirmou ser o parlamentar que mais alocou recursos para todos os 184 municípios do Ceará, em pouco mais de 20 meses, sem distinguir a cor partidária das prefeituras. “Tendo o prefeito votado em mim ou não, fiz o meu dever de casa, cumpri minha obrigação”, enfatizou. “Eu posso até não estar presente nos 184 municípios nesta campanha, mas estarei presente através do trabalho que fiz”.

Aliança

Sobre a aliança com Camilo, o senador relatou que o governador o procurou reclamando de demandas do Ceará que não haviam sido atendidas por diversos órgãos e, desde então, se estabeleceu parceria administrativa que culminou na aliança político-eleitoral deste ano. Os dois têm dividido palanques em busca de votos por todo o Estado.

“Disse para ele (governador) que pelo meu Ceará eu até brigo, e juntamos forças. A gente passou um ano e meio destravando projetos que estavam travados no Congresso”. Eunício mencionou a conclusão da Transposição de águas do Rio São Francisco, complementos para a continuidade do Cinturão das Águas e, ainda, a instalação do Centro Regional de Inteligência.

“Eu e o Camilo tínhamos projetos para administrar o Estado e acho que agora estamos dando um exemplo para o Brasil. Conversamos durante um ano e quatro meses e nunca tratamos de eleições ou sucessão”, disse.

14:11 · 17.09.2018 / atualizado às 14:12 · 17.09.2018 por

O candidato a senador Eduardo Girão (PROS), nacionalmente, é o sexto candidato que mais doou a si mesmo na campanha deste ano. O postulante à Câmara Alta já aplicou de recursos próprios no seu projeto eleitoral, R$1,5 milhão. Na 16ª colocação, também nacionalmente, está o ex-governador Cid Gomes (PDT), que postula vaga no Senado. A candidatura dele recebeu, até o momento, R$1 milhão de Prisco Bezerra (PDT), seu candidato a primeiro suplente. Os dados são do Sistema de Divulgação de Candidaturas e Prestação de Contas (DivulgaCandContas), do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Até o momento, o candidato que mais doou a si mesmo no País é o presidenciável Henrique Meirelles (MDB), que disponibilizou R$45 milhões de seus próprios recursos ao objetivo de chegar ao Planalto. A chapa de Carlos Amastha (PSB) ao Governo do Tocantins – com quase R$1,5 e seu candidato a vice, Stival Jr (PSDB), mais R$1,5 milhão – e de Prof. Oriovisto Guimarães (Pode) ao Senado pelo Paraná – que doou R$2,35 milhões a si mesmo – completam o ranking.

 

09:46 · 17.09.2018 / atualizado às 09:46 · 17.09.2018 por

Por Miguel Martins

O empate entre Ciro Gomes (PDT) e Fernando Haddad (PT) na mais recente pesquisa Datafolha aumenta expectativas de correligionários sobre a disputa do eleitorado cearense pelos dois candidatos e também faz crescer a pressão do PDT e do PT no Estado sobre o governador Camilo Santana, petista apadrinhado pelos irmãos Ferreira Gomes, que, até o momento, não tem pedido votos para nenhum dos presidenciáveis.

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, acredita que Camilo, antes do pleito do dia 7 de outubro, confirmará apoio a Ciro Gomes. No entanto, o presidente estadual do PT, Moisés Braz, espera que o petista cumpra compromisso firmado durante Encontro de Tática Eleitoral, de apoio à candidatura da sigla à Presidência da República.

Pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira (14) mostrou que Haddad e Ciro estão empatados com 13% das intenções de voto. Ao Diário do Nordeste, Carlos Lupi opinou que Haddad “já foi até onde poderia ter ido e, quando começar a artilharia pesada, ele começa a baixar”. Questionado se tal “artilharia” partiria de Ciro, o dirigente afirmou apenas que “as críticas, os questionamentos, a rejeição do PT, que seria de 62%, tudo isso fará com que ele pare de crescer”.

Lupi destacou, porém, que apesar de Ciro e Haddad estarem disputando vaga no segundo turno, os dois não são adversários diretos. “Nosso adversário é o pensamento que o (candidato Jair) Bolsonaro apresenta. Isso é um risco para a Nação, ruim para a democracia”. Ele disse ainda acreditar que, no momento certo, o governador tende a estar ao lado de Ciro Gomes. “Acho que é natural que ele fique com o Ciro. O Camilo é fruto da liderança do Ciro e do Cid no Ceará”.

Cobrança

Do outro lado, petistas exigem que o governador apoie, de forma incondicional, o nome de Haddad. De acordo com Moisés Braz, um voto fará toda a diferença no pleito deste ano, e o apoio no Ceará é importante para a candidatura petista. “O Camilo precisa dizer ao eleitorado que o candidato dele é o Haddad. É isso o que estamos cobrando”.

Para o dirigente, nos próximos dez dias a tendência é que Fernando Haddad ultrapasse os adversários na disputa, inclusive Ciro Gomes. No entanto, ele também destacou que o pedetista não é o adversário do PT, mas a direita, representada, segundo Braz, por Jair Bolsonaro (PSL) e Geraldo Alckmin (PSDB).