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Tag: eleições


11:09 · 26.07.2017 / atualizado às 11:09 · 26.07.2017 por

O PSDB/CE realiza na quinta-feira (27/07), na cidade de Aracoiaba, encontro dos tucanos da região Maciço de Baturité para debater as eleições de 2018 e Reforma Política. Será às 19h no auditório da Secretaria Municipal de Educação. No último dia 20 de julho passado, o evento do partido foi realizado no Município de Quixadá e contou com a presença de lideranças da sigla

Estão confirmadas para o Encontro da quinta-feira  as presenças do senador Tasso Jereissati, presidente regional, Luiz Pontes; deputado federal Raimundo Gomes de Matos, deputado estadual Carlos Matos e das lideranças nos municípios de Aracoiaba, Acarape, Redenção, Barreira, Guaiúba, Ocara, Baturité, Capistrano, Itapiúna, Guaramiranga, Pacoti, Palmácia, Mulungu, Aratuba. O anfitrião é o prefeito Antônio Cláudio de Aracoiaba.

da assessoria 

11:10 · 09.07.2017 / atualizado às 11:10 · 09.07.2017 por

Está no site do TSE:

Desde o primeiro semestre deste ano, as unidades técnicas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) trabalham na elaboração das minutas das instruções que irão reger as Eleições Gerais de 2018. Entretanto, diante da expectativa de uma nova reforma eleitoral, as unidades do Tribunal somente poderão concluir os textos das minutas após a eventual aprovação das alterações legislativas propostas pelo Congresso Nacional.

A competência do TSE para expedir as normas orientadoras das eleições é prevista no Código Eleitoral (Lei nº 4.737/1965). Segundo o artigo 23, inciso IX, da lei, “Compete, ainda, privativamente, ao Tribunal Superior (…) expedir as instruções que julgar convenientes à execução deste Código”. De acordo com o chefe da Assessoria Consultiva (Assec) do Tribunal, Sérgio Ricardo dos Santos, “essa é a premissa básica do poder-dever regulamentador do TSE”.

Além do Código Eleitoral, a Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997) trata da competência do TSE para expedir as instruções específicas relativas às eleições. O artigo 105 da Lei diz que “Até o dia 5 de março do ano da eleição, o Tribunal Superior Eleitoral, atendendo ao caráter regulamentar e sem restringir direitos ou estabelecer sanções distintas das previstas nesta Lei, poderá expedir todas as instruções necessárias para sua fiel execução, ouvidos, previamente, em audiência pública, os delegados ou representantes dos partidos políticos.

Baseadas nestas previsões legais, as unidades técnicas do TSE já estão trabalhando na elaboração das instruções do próximo pleito, aguardando, contudo, as possíveis alterações que a legislação eleitoral poderá sofrer se uma nova reforma for aprovada. Hoje, a Câmara dos Deputados analisa paralelamente duas propostas de reforma política que podem mudar bastante o sistema eleitoral brasileiro vigente.

A primeira proposta, oriunda do Senado Federal, estabelece o fim das coligações e cria a cláusula de barreira. A outra propõe a lista preordenada de candidatos nas eleições proporcionais, um fundo eleitoral que pode chegar a mais de R$ 3 bilhões em anos de pleitos gerais e a R$ 2,2 bilhões em disputas municipais, e a adoção de um sistema eleitoral distrital misto a partir da eleição de 2022.

“Não significa que o TSE legisla, obviamente. A regulamentação das leis por meio de instruções nada mais é do que um detalhamento, um esclarecimento maior que é dado a quem se dirige à norma. Por isso, sempre que uma lei eleitoral entra em vigor, é preciso que o Tribunal, na leitura dela [da lei], veja se há necessidade de fazer uma instrução regulamentar ou uma instrução esclarecedora sobre o assunto em questão”, explica Sérgio Ricardo.

Anualidade eleitoral

A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 16, determina que mudanças no processo eleitoral só podem começar a vigorar um ano depois de aprovadas. A regra é conhecida como princípio da anualidade eleitoral, também chamado de anterioridade eleitoral. Ele foi criado em 1993 com a aprovação da Emenda Constitucional (EC) nº 4, que deu nova redação ao artigo 16. O objetivo da emenda foi impedir alterações casuísticas nas regras legais.

A redação original do artigo 16 determinava que “a lei que alterar o processo eleitoral só entrará em vigor um ano após sua promulgação”. Com a nova redação, o dispositivo passou a prever que “a lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência”.

O novo texto teve origem na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 45/1991, de autoria do deputado Genebaldo de Souza Correia (PMDB-BA). Todavia, a redação final foi a sugerida pelo senador Josaphat Marinho (PFL-BA). Essa foi a primeira PEC à Constituição de 1988 levada para votação na Câmara. Após passar pelo Senado Federal, foi promulgada no dia 14 de setembro de 1993 e publicada no Diário Oficial da União (DOU) no dia seguinte.

As instruções das eleições

No primeiro semestre do ano anterior ao eleitoral, as unidades técnicas do TSE já começam a se municiar e a trabalhar nos protótipos de minutas das instruções do próximo pleito. Em seguida, o presidente do Tribunal designa o relator das instruções, que, juntamente com as áreas técnicas, finaliza os textos das minutas. Entre os temas tratados nas minutas estão calendário eleitoral, pesquisas eleitorais, propaganda eleitoral, registro de candidaturas e prestação de contas.

As minutas são disponibilizadas no Portal do TSE para consulta aberta aos interessados em participar das audiências públicas em que serão apresentados e debatidos todos os temas relacionados ao pleito. São convidados para as audiências representantes dos partidos políticos, do Ministério Público, da Ordem dos Advogados do Brasil e de emissoras de rádio e TV de todo o país, entre outros, porém, os eventos são abertos ao público em geral.

Realizadas as audiências públicas, o relator e as unidades técnicas analisam as contribuições apresentadas pelos interessados cadastrados, acatando ou não as propostas, para fechar os textos das minutas. Por fim, o ministro relator submete as minutas de instruções ao Plenário do TSE para apreciação, o que normalmente ocorre ainda no ano anterior ao da eleição. Se aprovadas, as minutas serão publicadas como resoluções daquele pleito. O prazo máximo para expedição das instruções é o dia 5 de março do ano da eleição.

“A ideia é aprovar as instruções com a máxima antecedência possível, pois já em janeiro do ano da eleição há alguns temas relacionados à eleição que precisam de uma orientação. Por exemplo, desde o dia 1º de janeiro já é possível registrar pesquisas eleitorais. Também podem ocorrem eventuais propagandas antecipadas, e os juízes auxiliares que julgam esses processos precisam de uma diretriz, precisam ter o manual de instruções, que é a resolução”, esclarece o assessor-chefe da Assec.

Caráter permanente

A partir da eleição de 2018, de acordo com a Resolução do TSE nº 23.472/2016, as instruções dos pleitos ordinários realizados pela Justiça Eleitoral terão caráter permanente. Conforme a Resolução, as instruções somente poderão ser alteradas em seis hipóteses. A primeira é no caso de reconhecimento da inconstitucionalidade de dispositivo da instrução pelo próprio TSE ou pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Também é possível na hipótese de análise da constitucionalidade de dispositivo legal pelo STF e diante da superveniência de lei ou Emenda Constitucional que tenha aplicação para as eleições reguladas pelas instruções.

As outras três hipóteses para alteração das instruções são: em decorrência do aperfeiçoamento das boas práticas e desenvolvimento tecnológico dos equipamentos, materiais e serviços utilizados nas eleições e das datas em que elas se realizam; em decorrência da modificação da jurisprudência do TSE e do Supremo sobre matéria eleitoral; e para correção de inexatidões materiais e retificação de erros de cálculo.

“Essa resolução estabelece que, a partir do próximo ano, todas as instruções das eleições passem a ser permanentes, e aí serão feitas alterações pontuais, na medida em que a legislação for alterada ou se houver mudança jurisprudencial, mas tudo precedido de audiência pública, conforme manda a lei”, enfatiza Sérgio Ricardo.

10:44 · 04.03.2017 / atualizado às 10:44 · 04.03.2017 por

Por Antonio Cardoso

Muitas são as críticas feitas quanto ao modo como se portam os políticos brasileiros. Mas na última sexta-feira, na Assembleia Legislativa do Ceará, os parlamentares se pronunciaram para condenar o outro lado, o eleitor.

O primeiro a tratar do assunto foi Ely Aguiar (PSDC). Ao afirmar que a população estaria cada vez mais decepcionada com os políticos, Ely afirmou que “parte do eleitorado tem culpa por ter colocado esses políticos onde estão. A população foi quem mandou eles para o exercício da função”, apontou. “Muitas vezes o eleitor também participa do processo quando recebe dinheiro para votar, ou recebe tijolo e outros benefícios para escolher essas pessoas”.

Fernando Hugo (PP) afirmou que a “esculhambaria reinante no Brasil” existe em termos políticos e eleitorais, fundamentalmente pela inoperância da Justiça em punir. “Esse é o principal de todos os pontos. Agora, o eleitorado brasileiro é mais corrupto do que o Eduardo Cunha, Lula, Michel Temer e outros menos votados. O eleitorado brasileiro tornou-se delinquente no votar, pior do que votava 20 anos atrás. É uma vergonha”, expôs.

Roberto Mesquita (PSD) fez coro às palavras de Hugo e disse que há por parte do eleitorado, também, a necessidade de fazer uma assepsia porque, como colocou, não existe concurso para deputado, senador, deputado federal ou governador. “São cargos eleitos pelo povo e esse mesmo povo precisa escolher melhor na hora de votar”.

O deputado salientou que, em meio a tudo, há um fato que reputa como uma luz no fim do túnel: a educação. “Não a que o Governo do Ceará, à moda nazista, procura fazer propaganda distorcida. Fato é que melhoramos muito na educação do Ceará, mas nenhum deputado tem coragem de colocar um filho seu para estudar em escola pública. Portanto, há mais falácia do que verdade nessa revolução da educação”, enfatizou.

Ampliando as críticas, Heitor Férrer (PSB) afirmou que, quando o voto é vendido, quem comprou não tem compromisso. “Comprou uma mera mercadoria. Transformou-se o eleitor em mercadoria de péssima qualidade”, ressaltou, citando exemplos da última campanha municipal.

19:23 · 30.11.2016 / atualizado às 19:59 · 30.11.2016 por
Odilon Aguiar chegou a suspeitar de manobra para que ele não votasse. Foto: JOSE LEOMAR
Odilon Aguiar chegou a suspeitar de manobra para que ele não votasse. Foto: JOSE LEOMAR

Três deputados que estavam licenciados e atuavam como secretários da gestão Camilo Santana foram exonerados dos seus cargos, a pedido, e participarão da votação da Mesa Diretora, na manhã desta quinta-feira, a partir das 11 horas. Mirian Sobreira (PDT), que estava à frente da Secretaria Especial de Drogas; Jeová Mota (PDT), da Secretaria dos Esportes; e Odilon Aguiar (PMB), da A Agricultura, Pesca e Aquicultura.

Ao Diário do Nordeste, Odilon Aguiar reclamou que o Governo estava demorando para publicar o pedido de exoneração, o que poderia atrapalhar sua participação na votação da Mesa Diretora, que acontecerá nesta quinta-feira, e escolherá o próximo presidente do Poder Legislativo.

O parlamentar apoia a eleição do primeiro-secretário da Casa, Sérgio Aguiar (PDT), enquanto que o candidato defendido pelo Governo é o atual presidente, o deputado Zezinho Albuquerque, também do PDT.

Durante reunião da Mesa Diretora, na manhã de hoje, Zezinho Albuquerque garantiu que a publicação no Diário Oficial já havia sido feita e Odilon votaria tranquilamente em seu candidato.

A exoneração dos três candidatos foi publicada na edição do dia 29 de novembro do Diário Oficial do Estado.

14:00 · 29.11.2016 / atualizado às 14:00 · 29.11.2016 por

O deputado Osmar Baquit (PSD) subiu à tribuna da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, nesta terça-feira (29), para falar como líder do bloco formado recentemente entre o seu partido, PMB, PRP, PCdoB e PEN e declarar o voto do bloco para o deputado Sérgio Aguiar (PDT) na eleição da Mesa Diretora da Casa, na próxima quinta (1º).

“Tomamos posição de forma democrática, esperando, como sempre foi costume, que nós fôssemos procurados para discutir a proporcionalidade, mas infelizmente desta vez não”, criticou o parlamentar ao declarar voto no pedetista.

Baquit disse que a democracia permite e, na disputa, “é salutar que tomemos posições pensadas e mantenhamos ela”. Apontando para Sérgio Aguiar, o deputado afirmou: “apoiamos um deputado da base do PDT e eu espero que vossa excelência, e acho que vai ganhar, seja o presidente de todos nós e não só de um lado”, completou.

Em aparte, o próprio Sérgio Aguiar ressaltou um pouco da sua história política e disse “lamentar que estejam colocando para a imprensa que a base do governo tem um outro candidato”. “Estou legitimamente dentro dos meus direitos”, afirmou o parlamentar sobre o assunto.

Na volta, Baquit sugeriu que a chapa se chame Murilo Aguiar, em homenagem ao avô do candidato à presidência que faleceu após uma eleição há mais de 30 anos.

Cedendo mais apartes, Audic Mota (PMDB) tomou a palavra e disse que o voto para a presidência é o “voto mais personalístico, pois é onde escolhemos quem vai nos representar”.

Roberto Mesquita (PSD) também pontuou que o momento é rico e parabenizou Sérgio Aguiar “por dar oportunidade desse parlamento se oxigenar, porque está havendo uma construção plural e com o respeito absoluto”, afirmou.

Ao fim, Baquit retomou a palavra e disse que vai propor o voto aberto para o pleito.

10:31 · 27.10.2016 / atualizado às 10:31 · 27.10.2016 por

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, ontem, definir as novas das de eleições municipais, após os julgamentos dos recursos de candidatos que disputaram o pleito deste ano com pendências judiciais.

Segundo a legislação eleitoral vigente, agora, se o candidato cujo registro da candidatura tenha sido questionada na Justiça e ele tenha conseguido se eleger, antes do julgamento final da ação, e após a votação a Justiça Eleitoral o tenha considerado inelegível, independentemente da quantidade de votos anulados, haverá uma nova eleição.

Antes, da reforma eleitoral acontecida no ano passado, caso desse tipo, o segundo colocado era quem assumia o mandato.

No Ceará é possível que se tenha alguma eleição suplementar.

Leia a informação oficial publicada no site do TSE:

TSE estabelece calendário para realização de eleições suplementares

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabeleceu as datas para a realização de eventuais eleições suplementares em 2017. De acordo com a Portaria TSE nº 1078, de 20 de outubro de 2016, as eleições poderão ser realizadas nos seguintes dias: 15 de janeiro, 5 de fevereiro, 12 de março, 2 de abril, 7 de maio, 4 de junho, 2 de julho, 6 de agosto, 3 de setembro, 1º de outubro, 12 de novembro e 3 de dezembro.

A previsão de eleições suplementares está disposta no artigo 224 do Código Eleitoral, que sofreu algumas mudanças com a Reforma Eleitoral de 2015 (Lei nº 13.165). O parágrafo 3º desse artigo prevê a realização de novas eleições sempre que houver, independentemente do número de votos anulados e após o trânsito em julgado, “decisão da Justiça Eleitoral que importe o indeferimento do registro, a cassação do diploma ou a perda do mandato de candidato eleito em pleito majoritário”.

As instruções para a realização dessas eleições são estabelecidas por meio de Resolução específica, aprovada por cada Tribunal Regional Eleitoral.

08:56 · 17.10.2016 / atualizado às 08:57 · 17.10.2016 por
Para o trabalhista, com 350 prefeitos eleitos o partido teria base para disputa em 2018. Foto: Érika Fonseca
Para o trabalhista, com 350 prefeitos eleitos o partido teria base para disputa em 2018. Foto: Érika Fonseca

O presidente nacional do Partido Democrático Trabalhista (PDT), Carlos Lupi, defende a realização de uma Reforma Política consistente no Brasil, inclusive com cláusula de barreira. O dirigente criticou o que ele chamou de “remendo”, no caso da minirreforma aprovada no ano passado pelo Congresso Nacional. Para o trabalhista, com o fim do segundo turno deste ano, a sigla poderá eleger até 350 prefeitos em todo o País, o que lhe garantirá uma base consolidada para apostar em uma candidatura à Presidência da República em 2018.

Lupi esteve na manhã de sábado reunido com gestores eleitos pelo partido, além de aliados, onde fizeram uma avaliação da campanha no primeiro turno. Além dele, compareceram ao evento o ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, além dos deputados Sérgio Aguiar (PDT), Ferreira Aragão (PDT), Leônidas Cristino (PDT) e Zé Ailton Brasil (PP).

Segundo o dirigente, o País não teve uma Reforma Política verdadeira, mas um “remendo”. “Reforma começa quando pensa em coibir a quantidade de partidos. Hoje temos 35, e nós do PDT somos favoráveis á cláusula de barreira, que dá legitimidade aos partidos”, defendeu. O pedetista lembrou que foi o Supremo Tribunal Federal (STF) quem derrubou a cláusula, o que fez com que diversas outras siglas fossem instaladas no País.

“Nos Estados Unidos existem uns 50 partidos, mas como voto só três. Temos que coibir essa história de coligação, pois muitas das vezes se usam isso politicamente ou comercialmente para eleger seus vereadores, e o partido não tem nenhum voto, se não o de legenda”, reclamou. Para ele, a democracia exige um peso diferente, e não se pode igualar, por exemplo, um partido com 6 milhões de votos com outro que tem apenas 100 mil.

“Não se pode ter o mesmo direito. Não digo que tenha que acabar com esses partidos, mas se quiser existir tem que ter a legitimidade que só é dada quando se tem o voto”, apontou. Apesar da crise pela qual passa o homem público e em meio às incertezas do quadro político futuro, o PDT está trabalhando com vistas a fazer uma base sólida nas eleições desse ano, visando apontar um nome para a Presidência da República em 2018. O cearense Ciro Gomes tem sido apresentado por Lupi como o principal nome na disputa pela sigla pedetista, e para ele, Ciro irá surpreender, e mesmo não sendo novo na discussão política brasileira, será visto como o “novo” na campanha.

O PDT está entre os partidos que mais cresceram no pleito de 2016, com algo em torno de 10%, e ainda espera segundo turno nos municípios de Fortaleza, São Luiz, Guararapes, Osasco, Ribeirão Preto, Maringá, Caxias do Sul e Serra. Com isso, o partido pode chegar a até 350 prefeitos, caso obtenha êxito em todas as cidades em que disputa o segundo turno da campanha municipal. “Isso nos dá uma base para ter presença do partido em todo o Brasil. E desde já estamos com a candidatura do Ciro colocada. O Ciro tem linguagem aberta, ele não tem rabo preso. Aquilo que criticam nele é o que vejo como seu maior valor”.

Para o dirigente, o que mais atrai na pré-candidatura de Ciro Gomes à Presidência em 2018 é o cato de ele ter “currículo limpo em uma sociedade em que todos são acusados de alguma podridão”. Ele também apontou alguns prováveis aliados para o próximo pleito junto ao PDT, como PSB, PCdoB, PTB e até o PT. “Existem vários partidos que temos relações e outros que vendo a possibilidade de o Ciro ganhar vem. A política é perspectiva de vitória. E o Ciro pode ser a grande novidade”.

Taxas de juros são o principal problema para economia, segundo trabalhista

O pedetista reconheceu que o País passa por um momento muito grave no que diz respeito à situação financeira e política, e apontou a crise econômica internacional como responsável por parte desses problemas. No entanto, para Lupi a crise política, causada pela instabilidade do Governo Michel Temer tem afastado, segundo ele, investidores do mercado internacional e do mercado interno.

No entanto o ponto  mais grave diz respeito as taxas de juros vigentes no País, onde segundo apontou, são as maiores do planeta. “No cartão de crédito elas podem chegar, anualmente, a mais de 340%, e isso é um roubo. Em vez de tratar o câncer, que é a taxa de juros, o Governo continua dando remédio para dor de cabeça para tratar de câncer”.

Para ele, o Governo deveria atacar a taxa de juros e apontá-la como maior inimigo das contas públicas e não apenar aposentados e pensionistas. Por conta da falta de uma política que norteie isso como foco da economia, a dívida interna e externa acaba aumentando. “Não devemos querer sempre colocar isso nas mãos da sociedade. Diminuir o dinheiro da população é um crime”, criticou.

Para Lupi, Governo não tem compromisso social 

No entanto, ele defendeu também que se toque no salário do Poder Judiciário, que também deveria, em sua avaliação, ser tocado para ver o quanto o Governo economizaria ao invés de taxar o salário mínimo de quem ganha pela previdência social. “Isso é falta de foco e compromisso social. Esse Governo Temer não tem bom futuro porque está começando mal”, apontou.

Diante a crise de representatividade do homem público, Lupi vê uma luz no fim do túnel e acredita que todo esse processo tem um lado positivo. No entanto ele ressalta que todas as denúncias devem ser feitas, mas também é preciso pensar no direito de defesa das pessoas, para só depois condenar ou absolver. “Porque se não vãos voltar ao tempo da inquisição, onde vários mártires foram punidos em nome da Lei. A lei só pode existir dando amplo direito de defesa”, destacou.

Para ele, o processo se mostra positivo quando muitos donos de empresas estão sendo apenados, e não são funcionários com menor importância mas presidentes de grandes conglomerados empresarias. “Isso é salutar para a sociedade. Mas o político é reflexo da sociedade. Temos que ter a conscientização do povo para não votarem em que um não tem compromisso com o social e que rouba”.

13:54 · 11.10.2016 / atualizado às 13:54 · 11.10.2016 por
Roberto Cláudio já conta com o apoio de 23 partidos na disputa deste segundo turno Foto: Thiago Gadelha
Roberto Cláudio já conta com o apoio de 23 partidos na disputa deste segundo turno Foto: Thiago Gadelha

O Partido Trabalhista do Brasil (PTdoB), em Fortaleza, confirmou apoio ao prefeito Roberto Cláudio neste segundo turno. Com a adesão da sigla, o candidato à reeleição está coligado com 23 agremiações. Ainda nesta terça-feira, PRP e PSB podem anunciar seus apoios aos postulantes que seguem na disputa.

De acordo com o presidente do PT do B/CE, Thiago Ciríaco, o partido apoiará no segundo turno da eleição deste ano o candidato Roberto Cláudio. “No primeiro turno, Nilton Araújo do PT do B foi o candidato a vice prefeito de Tin Gomes (PHS) com a proposta de construirmos uma Fortaleza mais humanizada. Agora, apoiamos Roberto Cláudio porque acreditamos que ele representa o melhor para a nossa capital”, ressaltou.

09:00 · 26.09.2016 / atualizado às 09:00 · 26.09.2016 por
Tomaz Holanda apoia a esposa, mas não vai votar nela, pois seu título está registrado em Quixeramobim FOTO: FABIANE DE PAULA
Tomaz Holanda apoia a esposa, mas não vai votar nela, pois seu título está registrado em Quixeramobim FOTO: FABIANE DE PAULA

No pleito do próximo dia 2 de outubro, alguns parentes e aliados de candidatos que estão na disputa deste ano, apesar de estarem pedindo votos para seus correligionários ou familiares, não vão votar neles. Isso acontece porque alguns dos principais cabos eleitorais da disputa de 2016 estão com  domicílio eleitoral em outros municípios.

É o caso, por exemplo, do deputado Tomaz Holanda (PMDB), que apesar de pedir votos para a esposa, Libânia Holanda, que é candidata à vereadora de Fortaleza,  não vai votar nela,  uma vez que seu título está registrado em Quixeramobim. Tomaz,  recentemente, desistiu da disputa à Prefeitura do Município.

Outro caso semelhante é do deputado Bruno Gonçalves (PEN) e do seu pai, Acilon Gonçalves (PEN), que apesar de ajudarem Marta Gonçalves, pedindo votos para ela aqui na Capital, votam no Município do Eusébio.

Carlomano Marques (PMDB) e Magaly Marques (PMDB), conhecidos pelos apoios dados um ao outro, não contarão com seus votos para se ajudarem neste pleito, visto que Carlomano é candidato em Pacatuba, e Magaly em Fortaleza. Os irmãos Lucílvio Girão (PP) e Luciram Girão (PDT) passam pela mesma situação. Apesar de aliados, Lucilvio vota em Maranguape e Luciram é candidato em Fortaleza.

11:55 · 15.09.2016 / atualizado às 11:55 · 15.09.2016 por
Tomaz Holanda desistiu de candidatura após reunião com membros do PMDB e SD FOTO: FABIANE DE PAULA
Tomaz Holanda desistiu de candidatura após reunião com membros do PMDB e SD FOTO: FABIANE DE PAULA

O deputado estadual Tomaz Holanda, do PMDB, desistiu de sua candidatura a prefeito do Município de Quixeramobim. Em nota publicada em sua página, na manhã desta quinta-feira, o candidato afirmou que esteve em reunião, ontem à noite,  com representantes dos partidos, inclusive, com a presença do presidente do Solidariedade, Genecias Noronha, onde ele decidiu abrir mão de sua postulação para apoiar Clébio Pavone, do Solidariedade.

Segue a nota:

Amigas e amigos eleitores,

Viemos por meio dessa nota comunicar que após uma longa e proveitosa reunião realizada na noite de ontem, foi decidido que a melhor forma para mudar Quixeramobim de verdade é somando forças com pessoas que buscam o mesmo objetivo. Por esse motivo, Tomaz Holanda está abrindo mão de sua candidatura em prol de um bem maior: Salvar Quixeramobim! Portanto, estamos nos juntando ao amigo Clébio Pavone e iremos apoiá-lo com toda nossa força, juntamente com Dr. Rômulo Coelho, vereadores e lideranças políticas da nossa coligação. O ato para selar essa união irá acontecer hoje, durante grande carreata  do 15 + 77 que está programada para sair às 18:00 horas com concentração a partir das 16:00 horas na Vila São Paulo. Venha participar você também”.