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Tag: Eunício Oliveira


09:13 · 22.11.2017 / atualizado às 09:13 · 22.11.2017 por

Por Letícia Lima

A aproximação entre o governador Camilo Santana (PT) e o senador Eunício Oliveira (PMDB), até então adversários políticos, com vistas às eleições de 2018, segue repercutindo não só nos bastidores da Assembleia Legislativa, como também no Plenário 13 de Maio. Ontem, governistas defenderam ter sido “institucional” e em prol do Ceará a participação de Eunício no lançamento do programa “Juntos por Fortaleza”, realizado no Palácio da Abolição, na última sexta-feira (17). Já oposicionistas criticaram o movimento político do peemedebista, que até pouco tempo era contrário à gestão.

Ao relembrar o início da década de 1960, quando Virgílio Távora foi eleito governador em uma coligação que reuniu forças políticas antagônicas, o deputado Fernando Hugo (PP) concluiu, na tribuna, que a mesma “parceria jubilosa” tem sido vista entre Camilo e Eunício.

“Talvez o Zé Pitoco e a Chica do Babau estejam vibrando quando escutaram a grande quantidade de verbas concedidas, graças a ações de porte estadista do governador Camilo Santana e do senador Eunício Oliveira, de superarem as desavenças, as intrigas, ranços, rancores que ocorrem durante os períodos eleitorais”, sustentou.

‘Pilares’

Para Odilon Aguiar (PMB), o peemedebista comete um erro ao dar sinais de que pode se unir ao Governo. “Está confundindo o eleitor que hoje tem esperança de um novo projeto para o Estado e, dentro da política, o senador Eunício se insere ao lado dos Ferreira Gomes”, disse, acrescentando que a oposição tem, hoje, três “pilares” para apresentar “solução”: Eunício Oliveira, Capitão Wagner (PR) e o senador Tasso Jereissati (PSDB).

Já Manoel Santana (PT), que classificou o evento no Palácio da Abolição como “administrativo”, defendeu uma futura união entre as duas lideranças a favor de um projeto no Estado. “Não se faz política com ressentimento”. O oposicionista Danniel Oliveira (PMDB), por sua vez, mudou o tom de discursos na Assembleia. “O senador é o que tem hoje as melhores condições de trazer benefícios para o Estado”.

08:54 · 21.11.2017 / atualizado às 08:54 · 21.11.2017 por

Por Miguel Martins

Manoel Santana aponta que, até 2018, Camilo deve se empenhar para apaziguar a base Foto: Thiago Gadelha

O governador Camilo Santana (PT) terá que ter, segundo aliados, muita habilidade e capacidade extrema de diálogo para apaziguar questões que surgiram com a aproximação entre ele e o senador Eunício Oliveira (PMDB) para o pleito de 2018. Outro imbróglio que precisa ser equacionado pelo petista diz respeito a seu posicionamento quanto à disputa presidencial, visto que Lula, líder de seu partido, e Ciro Gomes, seu padrinho político, ainda estão colocados como pretensos candidatos.

De acordo com deputados governistas entrevistados pelo Diário do Nordeste, o chefe do Poder Executivo terá que se empenhar muito em resolver tais questões, principalmente com a base aliada mais robusta. O petista Manoel Santana, por exemplo, opina que, para equacionar a questão, o governador terá que ter muita habilidade política e administrativa para poder aglutinar interesses muitas vezes distintos e até conflitantes.

“Isso, obviamente, vai estar relacionado ao cenário nacional. O Lula sendo candidato e o Ciro mantendo seu nome, como fica? No que tange a uma composição do PMDB com a base, haverá uma equação dos conflitos entre o senador e os irmãos Ciro e Cid Gomes?”, questionou.

Para Elmano de Freitas (PT), porém, o governador não está se dedicando à resolução dessas questões agora, visto que procura se concentrar em concluir projetos da gestão. “Acho que ele está correto em concentrar seu tempo em governar. Aguardar o cenário nacional se resolver e, após isso, debater e deliberar as alianças no Estado”, destacou.

O pedetista Sérgio Aguiar argumenta que essas são duas questões problemáticas para o governador. No entanto, ele diz acreditar que é possível equacionar tanto o ponto da senatoria quanto o do apoio a candidato presidencial com compartilhamento de ações no Governo e, acima de tudo, com espírito público por parte dos integrantes da aliança, que poderiam abrir mão de suas pautas em prol de um bem maior.

Distribuição

Um dos deputados com mais mandatos no Parlamento estadual, José Sarto (PDT) aponta que, no que diz respeito às vagas ao Senado na base governista, uma deve ser indicada pelo PDT, neste caso a de Cid Gomes, e a outra pelo PMDB, de Eunício Oliveira. Ao PT caberá ter a cabeça de chapa, com Camilo Santana sendo o candidato à reeleição. Sarto destaca, porém, que ainda há a vaga de candidato a vice-governador e as primeiras suplências para o Senado. “Tem é muita vaga”, salientou.

09:56 · 18.11.2017 / atualizado às 09:56 · 18.11.2017 por

Por Edison Silva

A conversa dos três, como se até bem pouco tempo não fossem adversários, só não agradava ao senador José Pimentel, ao lado, que não terá chance de participar da chapa majoritária encabeçada por Camilo Santana Foto: Helene Santos

Representantes do PR, do PSD e do Solidariedade, com a aquiescência do tucano Luiz Pontes, decidiram, quinta-feira, no apartamento da deputada estadual Fernanda Pessoa (PR), após uma longa discussão sobre a sucessão estadual cearense e a análise das últimas pesquisas relacionadas ao quadro político do Estado, se fixarem nos nomes, pela ordem de preferência, do senador Tasso Jereissati (PSDB), Capitão Wagner (PR) e do conselheiro Domingos Filho (ainda sem partido), para deles sair o candidato a governador em 2018 e um dos postulantes ao Senado. Dos três, só Tasso não participou do encontro.

O senador tucano está chegando ao Ceará neste fim de semana, após uma rápida temporada nos Estados Unidos, cuidando de assuntos de seu interesse particular. Ele tem reafirmado não pretender disputar mandato no próximo ano (ele é senador até 2022), mas continua sendo o nome preferido das oposições para enfrentar o governador Camilo Santana (PT) disputando a reeleição. A prioridade de Tasso Jereissati, até o próximo mês, será a disputa pela presidência nacional do PSDB. As questões relacionadas ao PSDB e às oposições no Ceará ficarão para o próximo ano, embora os demais representantes das siglas adversárias do Governo tenham pressa em definir o seu candidato.

Condicionantes

O Capitão Wagner admite disputar o Governo do Estado. Faz ponderações e algumas condicionantes, dentre elas, segundo um dos participantes do jantar, oferecido pela deputada Fernanda Pessoa, estar livre na coligação que bancar sua candidatura ao Executivo estadual, para escolher o seu próprio candidato à Presidência da República, que ele não especificou quem. Pelas últimas pesquisas em poder dos oposicionistas, Wagner estaria muito bem situado, tanto para postular o Governo do Estado quanto para uma das duas vagas de senador, ficando aquém apenas do senador Tasso.

Domingos Filho, a terceira opção para o Governo e nome também apontado para o Senado, está disposto a entrar na luta por um mandato no próximo ano. Sem mais razões para questionamentos sobre a extinção do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), posto considerado estar o fato consumado,

Domingos dá os primeiros passos para ter o exercício pleno da cidadania, no caso ser votado. Ele requer nos próximos dias o restabelecimento de sua condição plena de advogado, reabilitando-se na secção cearense da Ordem dos Advogados do Brasil, para cuidar da aposentadoria e filiar-se ao PSD, o partido dominado pela sua família neste Estado.

Fim das esperanças

A ida do senador Eunício Oliveira ao Palácio da Abolição, ontem, para um evento com características eminentemente políticas, ao lado do governador Camilo Santana, do presidente da Assembleia, Zezinho Albuquerque, do prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, e de outros governistas, foi o fim de toda e qualquer esperança dos oposicionistas cearenses de que ainda poderia haver uma chance do senador continuar sendo oposição a Camilo e com ele concorrer novamente ao Governo do Estado, ou ajudá-los a formar uma chapa competitiva contra os governistas. O encontro de Eunício com a cúpula palaciana foi bem mais aberto do que os já ocorridos.

09:54 · 18.11.2017 / atualizado às 09:54 · 18.11.2017 por

Por Miguel Martins

Governador Camilo Santana cumprimenta o senador Eunício Oliveira, no salão do Palácio, embora antes já tivessem conversado no Gabinete Foto: Helene Santos

O governador Camilo Santana, do PT, e o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB), estiveram juntos pela primeira vez em evento oficial, na manhã de ontem, no Palácio da Abolição. Denominado “Juntos por Fortaleza”, o programa de desenvolvimento da Capital cearense também serviu como uma espécie de termômetro da opinião pública para com a reaproximação das duas lideranças políticas, que até pouco tempo eram antagônicas. Eunício disputou o Governo do Estado contra Camilo.

Apesar de alguns petistas, inclusive a presidente nacional da sigla, Gleisi Hoffmann, afirmarem, em Fortaleza, que não veem com bons olhos uma possível aliança entre o chefe do Poder Executivo Estadual e o parlamentar peemedebista, pelos comentários feitos por aliados de ambos os lados, ontem, a parceria dos dois para 2018 está praticamente fechada, como adiantou o Diário do Nordeste, no início de setembro deste ano.

Eunício Oliveira foi o mais aclamado durante a solenidade, tanto pelo governador quanto pelo prefeito Roberto Cláudio. Logo que chegou à sede do Poder Executivo Estadual, o senador era aguardado por Camilo, o prefeito e outras lideranças. Eles conversaram demoradamente no gabinete do governador antes de descerem para o local do evento, onde já estavam outros políticos a eles ligados.

Se juntaram a eles o presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque (PDT), e o senador José Pimentel (PT), último a chegar à solenidade. Eles passaram aproximadamente uma hora na solenidade, tratando da importância da programação do evento e de outros assuntos. Logo após o encerramento do evento, voltaram a se reunir no gabinete de Camilo.

Durante entrevista coletiva, Camilo Santana e Roberto Cláudio evitaram comentar sobre questões eleitorais. No entanto, não faltaram elogios de ambos os lados. Ao Diário, o prefeito disse que se comprometeu a não falar de eleição neste ano. “Não quero contaminar o que realmente interessa, que é o grande esforço e compromisso com a cidade de Fortaleza. Eleição é para o próximo ano”, enfatizou o pedetista.

Parceria

Camilo Santana também se desvencilhou das perguntas sobre política eleitoral, e disse que focaria seus pronunciamentos apenas no que dizia respeito ao evento em si. Embora todos venham mantendo um discurso de que só tratarão de eleição no próximo ano, coube a Eunício Oliveira fazer as considerações sobre uma eventual parceria partidária para o próximo ano.

A última vez que PMDB e PT estiveram juntos no mesmo palanque, no Ceará, foi em 2012, quando o partido apoiou a candidatura de Roberto Cláudio para a Prefeitura de Fortaleza e indicou o vice-prefeito, Gaudêncio Lucena, na chapa que se consagrou vitoriosa. Durante coletiva, Eunício disse que o tratamento com o governador sempre foi cordial, mesmo durante as duas disputas eleitorais de 2014 e 2016, quando estiveram em lados opostos. Na primeira, Eunício foi o principal adversário de Camilo. Na segunda, Camilo apoiou Roberto Cláudio e Eunício votou em Capitão Wagner.

“Estivemos em uma disputa política local em 2014, e eu nunca, em nenhum momento, desrespeitei a pessoa, o ser humano e o cidadão Camilo. A recíproca é verdadeira, e eu nunca fui desrespeitado”, declarou. De acordo com ele, há uma convergência de ideias em prol do Estado do Ceará. “Essa aliança não pode servir apenas para beneficiar ou reeleger A ou B”, disse.

Lula

O senador ressaltou ainda que sendo de interesse do povo cearense, a parceria, que hoje é apenas administrativa, poderá evoluir para algo mais consistente, como aliança político-partidária. Ele afirmou que não vê qualquer impedimento nisso. “A relação com o governador e com o prefeito tem sido respeitosa, assim como foi com o ex-governador Cid Gomes. Sempre foi republicana, visando o interesse do Estado do Ceará”.

Na semana passada, o senador Tasso Jereissati (PSDB), até pouco tempo um dos principais aliados de Eunício Oliveira (formou com ele a chapa majoritária de 2014 e estiveram juntos na disputa municipal de 2016), disse que a sigla tucana não estará em mesmo palanque de quem apoiará candidaturas petistas. Eunício Oliveira, porém, reiterou que votará, sim, em Luiz Inácio Lula Silva, caso o PMDB não lance candidatura para o Palácio do Planalto.

“Eu já disse que se meu partido não tiver candidato, se minha aliança não me obrigar a ter uma posição divergente, vou votar no presidente Lula”. Questionado sobre as falas do tucano contra seu posicionamento, Eunício apenas sorriu.

Recursos

Para evitar a conotação política do evento, a presença de Eunício era justificada em razão da sua contribuição para permitir que o Governo Federal liberasse recursos para algumas das obras que foram anunciadas pelo governador Camilo e o prefeito Roberto Cláudio.

Mesmo antes do evento, em várias outras oportunidades, o governador e o prefeito já haviam destacado a colaboração de Eunício para a liberação de recursos e autorizações para que o Estado e a Prefeitura da Capital tivessem condições de contratar empréstimos externos, emperrados desde ainda o Governo da ex-presidente Dilma Rousseff.

Em seu pronunciamento, Eunício Oliveira chegou a mencionar que recursos foram encaminhados para o Município de Barbalha, cujo prefeito não é seu aliado e nem do Governo do Estado. A Prefeitura é administrada pelo tucano Argemiro Sampaio Neto, que contou com o apoio do PMDB no pleito do ano passado.

Muitas personalidades da política local estiveram prestigiando o lançamento do projeto “Juntos por Fortaleza”, como deputados federais, inclusive o presidente do PDT, André Figueiredo, deputados estaduais e vereadores. Dentre os vereadores estava o opositor tucano, Plácido Filho, que serviu de motivo de brincadeiras, em alguns momentos, por seus pares aliados do prefeito Roberto Cláudio.

Dos peemedebistas da Assembleia estavam Audic Mota e Leonardo Araújo, este, até pouco tempo o mais crítico da gestão Camilo Santana. Danniel Oliveira, sobrinho de Eunício, não compareceu. Ele foi um dos primeiros a arrefecer seu modo de fazer oposição ao Governo. Walter Cavalcante, apesar de estar no PP, disse a seus colegas que era “peemedebista de corpo e alma”.

08:58 · 01.11.2017 / atualizado às 08:58 · 01.11.2017 por

Por Miguel Martins

Zezinho Albuquerque diz que apoio será “bem-vindo”, mas só deve ser fechado em 2018 Foto: Fabiane de Paula

O presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque (PDT), em entrevista, ontem, afirmou que o senador Eunício Oliveira (PMDB) vem ajudando o Ceará e que um possível apoio do peemedebista à reeleição do governador Camilo Santana (PT) seria bem-vindo. Parlamentares da base governista já sinalizam simpatia a um acordo no Ceará, o que ainda é rechaçado por alguns opositores.

Albuquerque disse que todos os partidos estão em conversação, inclusive aqueles que fazem oposição ao Governo Camilo Santana. Segundo ele, porém, o fechamento de questão em torno de alianças ficará apenas para 2018. “Temos um projeto e quem quiser se somar será muito importante para nós”, disse.

O deputado destacou, por exemplo, o empenho que Eunício Oliveira vem tendo na liberação de empréstimos e recursos para o Ceará. “O Eunício está ajudando muito o Ceará, e nós já fizemos aliança no passado com ele. Eu mesmo votei no Eunício para senador”, lembrou.

Há algumas semanas, tanto oposição quanto base aliada demonstravam receio quanto a possibilidade de aliança entre Camilo Santana e Eunício Oliveira. No entanto, com os últimos movimentos do senador, pelo menos a base já sinaliza estar menos preocupada com a questão.

De acordo com Carlos Felipe (PCdoB), não há qualquer restrição pessoal ao partido do senador, até porque ele tem exercido seu trabalho de forma coerente. O problema, no entanto, é o posicionamento de Eunício quanto às reformas apresentadas pelo presidente Michel Temer. “A dificuldade é que a gente faz todo um debate contra o golpe e, de repente, volta a esse ponto”.

Manoel Santana (PT) afirmou que o partido tem discutido a possibilidade na informalidade e ressaltou que Eunício já disse que votaria em Lula para presidente. “Acho que essa é uma construção em nível nacional que pode se repetir muito bem no Ceará. No PT, algumas pessoas podem ser contra e outras a favor, mas a gente tem que dizer que o PT, no Senado, aprovou o Eunício como presidente”.

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A peemedebista Silvana Oliveira reclamou que, quando se aliou a Camilo Santana, foi criticada pela legenda, mas destacou que, para que a eventual aliança não seja prejudicada, é importante o governador e o senador irem a público expor o alinhamento. “Eu entendo que eles fazem parte de um projeto para o Ceará, mas esse clima de incertezas pode prejudicar tudo”, disse.

Capitão Wagner (PR) afirmou que a única certeza que tem é de que não ficará no mesmo palanque que as lideranças da base governista Ciro e Cid Gomes. “Se alguém do meu partido se aliar, eu saio do partido. Se não tiver nenhum candidato, eu voto no candidato do PSOL”.

09:24 · 05.09.2017 / atualizado às 09:24 · 05.09.2017 por

Por Miguel Martins

A possibilidade de aproximação entre o governador Camilo Santana e o senador da República Eunício Oliveira é vista com cautela por seus liderados. Enquanto alguns acreditam que tal alinhamento será benéfico para o Estado do Ceará, outros argumentam que o eleitorado não vai acatar que antagonistas até pouco tempo estejam lado a lado no pleito do próximo ano.

Como o Diário do Nordeste abordou no domingo passado, nos bastidores da política cearense, ainda que com um pouco de descrença por alguns, há insistentes comentários sobre possível alinhamento entre o governador Camilo Santana e o grupo liderado por Ciro e Cid Gomes, ambos do PDT, e o PMDB do presidente do Congresso Nacional, o senador Eunício Oliveira.

Para o deputado Julinho (PDT), que faz parte da base de sustentação do Governo Camilo, “se realmente estiver havendo essa aproximação, acho que é natural, porque o governador e o Governo estão bem avaliados pela população”, disse. A petista Rachel Marques, por sua vez, disse que o foco do partido é criar uma aliança em torno da eleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e reeleição de Camilo Santana. “O que vier nesse sentido pode ser discutido, mas aceitável”, afirmou.

Silvana Oliveira (PMDB), que tem sido uma das principais defensoras da gestão Camilo Santana na Assembleia, disse que, pelo que tem acompanhado, há uma possibilidade forte de isso acontecer. “No meu entender, essa aproximação favorece muito o Ceará”.

Para o deputado Roberto Mesquita (PSD), confirmando-se tal alinhamento, visando melhorias para o Estado do Ceará, ele vê com bons olhos. No entanto, sendo apenas para conveniências de ambos com o objetivo de salvar seus mandatos, ele se posiciona contrário. “Se cada um, com a força que tem, lutar para que o Ceará seja menos desigual, com mais Saúde e Saneamento Básico, estou ao lado dessa parceria. Se for só casamento de aparência, vejo com tristeza”, disse.

Alguns deputados chegaram a dizer que o acordo entre as duas lideranças já está fechado, faltando apenas um diálogo com suas bases. “Tem que ser explicado tudo aquilo que foi falado um ao outro ao longo desses anos. Não se pode de uma hora para a outra dizer que são amigos desde criancinha, porque se testemunhou agressões de um contra a outro”, diz Roberto Mesquita.

09:40 · 02.09.2017 / atualizado às 09:40 · 02.09.2017 por

Por Edison Silva

Eunício e Camilo quando participavam do debate na Televisão Verdes Mares, na disputa pelo Governo do Estado. Pelos entendimentos, Camilo disputa a reeleição e Eunício, ao lado de Cid Gomes, as duas vagas de senador Foto: Lucas de Menezes

Nesta semana, os bastidores da política cearense foram dominados, mesmo com uma certa dose de incredulidade, por insistentes comentários sobre um possível reatar de entendimentos entre o grupo liderado pelos irmãos Ciro e Cid Gomes (PDT) e o do PMDB do senador Eunício Oliveira, hoje presidente do Congresso Nacional.

Eles estão rompidos desde o início de 2014, quando Cid negou apoio à postulação de Eunício para o Governo do Estado, vindo posteriormente a indicar, como candidato ao posto, Camilo Santana (PT), o eleito. A disputa pela chefia do Executivo estadual cearense foi acirrada. E virulentas foram as acusações pessoais, continuadas até bem pouco tempo, entre Ciro e o senador.

Os atores principais, pelo menos até agora, ainda distante do momento de consolidação das alianças políticas para a sucessão estadual, até podem fazer-se de alheios, desinteressados e distantes das reservadas conversações autorizadas de aliados seus interessados no entendimento, por razões outras além daquelas de terem que encarar as normais críticas do realinhamento, após tantos desaforos trocados. Ambos os lados têm dado sinalização de ser possível voltarem a fazer campanha juntos.

Sinalizações

A não definição de um segundo nome para senador, na chapa de Camilo, como reportado neste espaço no último sábado, se não tinha o objetivo primeiro de atrair Eunício para uma aliança, sem dúvida foi a abertura para o entendimento já não tão distante. Abstendo-se dos discursos do senador sobre sucessão estadual, as condições políticas do momento não lhes parecem favoráveis para a repetição da disputa de 2014. O acordo, portanto, lhe facilita renovar o mandato.

Aliados de Eunício têm procurado mostrar indicações dele de não ter interesse em persistir na disputa com o grupo governista cearense, citando como primeiro exemplo o fato de ele não ter colocado para a votação, em segundo turno, a emenda constitucional de sua iniciativa, impedindo a extinção do Tribunal de Contas dos Municípios.

Agora, por último, além dos acenos de ajuda ao Governo do Estado e à Prefeitura de Fortaleza, com ações do Governo Federal, o senador estancou o processo de expulsão de três deputados estaduais do PMDB: Agenor Neto, Audic Mota e Silvana Oliveira, hoje no grupo do Governo.

A emenda constitucional de Eunício, garantindo a manutenção do TCM, se aprovada meses atrás, poderia até ser questionada, por ferir o princípio federativo, no entanto seria um grande empecilho para extinguir aquele Tribunal, além de produzir um ganho político para Domingos Filho, pretenso candidato ao Governo, ampliando sua capacidade de fustigar o governador e também ao próprio Eunício, que o teve como concorrente, no mesmo grupo, para ser candidato a sucessor de Cid no Governo.

Se formada a aliança, Domingos fica com espaço muito restrito para disputar um cargo majoritário. A não expulsão dos deputados também pode se relacionar à perspectiva do acordo. Expulsos, eles no Governo poderiam criar dificuldades para votar na chapa situacionista com o peemedebista.

Pretendentes

Os observadores mais atentos do quadro político local têm leituras mais aproximadas das pretensões dessas lideranças, enxergando, portanto, situações compatíveis com os interesses dos pretendentes aos diversos cargos abertos à disputa, que fora da política seriam inimagináveis de acontecer.

Ao PDT, ao PT de Camilo, e ao PMDB de Eunício, o acordo ora badalado tem grande valia. Para o governador, é menos um forte adversário que desaparece, além da garantia de mais tempo para a propaganda eleitoral no rádio e televisão, um ponto a ser considerado em qualquer campanha majoritária. Para o senador, será uma oportunidade de disputar a reeleição com melhores perspectivas de vitória.

Aparentemente, efetivando-se tal quadro, enfraquecida ficará a oposição à reeleição de Camilo. Ledo engano. A oposição tem facilidades de vez por outra fazer a eleição ser realmente disputada, principalmente quando tem um bom nome que inspire confiança e consiga atacar a vulnerabilidade do governante na disputa do segundo mandato. Eunício foi oposição em 2014, conseguiu levar a disputa para o segundo turno. Camilo era o candidato da situação, com Cid no Governo, lhe emprestando todo o apoio que o Poder pode oferecer aos seus.

Palanque

O PSDB do senador Tasso Jereissati, com representantes de outras siglas que deram musculatura à candidatura de Eunício em 2014, pode motivar o eleitorado a reagir contra essa pretensa aliança, e, como resultado, fortalecer os nomes que venham a ser apresentados para a chapa majoritária oposicionista.

Os tucanos terão candidato ao Governo do Estado, não apenas pelo fato de o partido, disputando o cargo de Presidente da República, precisar de um palanque no Estado, mas, sobretudo, pela determinação de querer derrotar Camilo por ser petista e apoiado por Ciro e Cid Gomes. Preferencialmente, se não houvesse obstáculo em relação às alianças no pleito federal, Eunício seria o nome das oposições.

Sem ele, o PSDB construirá sua própria candidatura. Há tempo suficiente para desenvolver esse projeto, porém o partido precisa decidir logo e começar a andar com o escolhido pelo Interior do Estado para fazer o contraponto com Camilo, constantemente em missão administrativa que se confunde com campanha política.

15:56 · 06.07.2017 / atualizado às 16:42 · 06.07.2017 por

Por Adriano Queiroz

Eunício comandará o Brasil, enquanto o presidente da República, Michel Temer (os dois aparecem na foto acima), e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) estiverem cumprindo agenda no Exterior Foto: AFP

Ao assumir a Presidência da República na tarde desta quinta-feira (6), o presidente do Senado Federal, Eunício Oliveira (PMDB-CE), passou a ser o quinto cearense na história republicana brasileira a ocupar o posto máximo do Poder Executivo do País.

Eunício é atualmente o terceiro na linha sucessória presidencial e comandará o Brasil, enquanto o presidente da República, Michel Temer (PMDB-SP), e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) estiverem cumprindo agenda no Exterior.

>Eunício será o 4º a ocupar a Presidência da República em 14 meses

Temer viajou nesta quinta para Hamburgo, na Alemanha, onde participa, até sábado (8) da reunião de cúpula do G-20, grupo das 20 maiores economias mundiais. Já Maia tem compromissos na Argentina e só deve retornar ao País no domingo (9).

Antes de Eunício, outros quatro cearenses ocuparam a Presidência da República Foto: Beto Barata/PR/FotosPúblicas

Antes de Eunício, os outros cearenses que ocuparam a Presidência da República, foram: José Linhares, que governou interinamente entre outubro de 1945 e janeiro de 1946; Humberto Castelo Branco, primeiro presidente do regime militar, e que governou entre abril de 1964 e março de 1967 (ele viria a falecer cerca de 4 meses depois em um acidente aéreo); Paes de Andrade, que na qualidade de presidente da Câmara,assumiu o comando interino do País, por 11 vezes, entre os governos de José Sarney e Fernando Collor; e, mais recentemente, Mauro Benevides, que, assim como Eunício, era presidente do Senado quando precisou ocupar a chefia do Executivo em dezembro de 1992.

Eunício Oliveira é natural de Lavras da Mangabeira, tem 64 anos, e está na presidência do Senado desde 1º de fevereiro deste ano. Ele ocupa mandato na Casa Legislativa desde 1º de fevereiro de 2011. Antes, Eunício já foi deputado federal (1999-2011) e Ministro das Comunicações (2004-2005), do governo Lula.

Saindo do país em viagem a Hamburgo, na Alemanha, para participar da Cúpula do G20, Michel Temer passou o comando da Presidência da República interinamente ao presidente do Senado Eunício Oliveira (PMDB-CE). As informações da assessoria do Planalto são de que Temer transmitiu o cargo temporariamente logo antes de embarcar, por volta das 13h, no entanto, Eunício só passa a ser presidente oficialmente entre 15h e 16h. Rodrigo Maia, presidente da Câmara, que é o primeiro na linha sucessória, iria assumir o cargo, mas está em viagem na Argentina. Veja no vídeo o momento em que Temer passa o cargo a Eunício. #presidencia #temporaria #viagem #temer #eunicio #brasil #planalto #diariodonordeste #dn

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10:33 · 13.05.2017 / atualizado às 10:33 · 13.05.2017 por

Waldemir Catanho, suplente do senador Eunício Oliveira, e Sérgio Novais, suplente do senador José Pimentel, não chegaram a assumir vaga no Senado em nenhuma oportunidade desde o início dos mandatos dos titulares, em 2011 Fotos: José Leomar

Com papéis coadjuvantes nas campanhas eleitorais e atuação nula ao longo dos mandatos dos titulares, os suplentes de dois dos três senadores cearenses veem de longe o passar dos sete anos dos titulares à frente dos cargos e não nutrem qualquer expectativa de assumir vaga no Senado Federal até o fim do ano que vem, quando terminam os mandatos de Eunício Oliveira (PMDB) e José Pimentel (PT). Diante da discussão de proposta de corte de uma das duas vagas de suplência, Sérgio Novais, o primeiro-suplente de Pimentel, afirma, inclusive, que a vaga de suplência, hoje, é “esdrúxula”. Já o petista Waldemir Catanho, primeiro-suplente de Eunício, sustenta que o suplente tem um papel de substituição.

Atualmente, cada senador é eleito com dois suplentes, que podem assumir o cargo principal em casos de vacância. Uma chapa só pode concorrer ao Senado com os três nomes. Analistas políticos entrevistados pelo Diário do Nordeste, contudo, destacam que as necessidades de substituição já não ocorrem como no passado, o que acaba dando aos suplentes, hoje, importância maior no período pré-eleição, pois as escolhas estão associadas à formação de alianças e ao financiamento das campanhas. Os próprios suplentes relatam que é raro manter algum contato com os titulares, mesmo que tenham disputado eleição juntos.

Waldemir Catanho, por exemplo, lembra que a formação da chapa que compôs em 2010 foi resultado de uma aliança política da época do pleito, quando Eunício e Pimentel formaram uma dobradinha na campanha que terminou com a eleição dos dois. Depois do rompimento da aliança entre PT e PMDB, que culminou no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff em 2016, o petista diz que não existe qualquer relação com o titular do cargo, assim como expectativa de assumir vaga até 2018. “ Imagino que ele (Eunício) deva concluir o mandato de presidente do Senado”, afirma .

Relevância

Ele sustenta, porém, que o cargo de suplente de senador tem importância e não gera despesa aos cofres públicos. “Passa a ter importância na medida em que é possível que o titular eventualmente se afaste do cargo. Pode se tornar ministro, se eleger para outro cargo, e aí o suplente tem importância tremenda”.

Waldemir Catanho diz que é “válida” a discussão sobre a extinção de uma das vagas de suplente ou mesmo sobre mudanças na forma como são eleitos, mas afirma não ter uma opinião fechada sobre tais possibilidades. Para ele, este debate não deve ser prioridade na discussão da reforma política na Câmara dos Deputados, uma vez que “são poucos suplentes que assumem”. O fim de uma das vagas de suplência de senador é uma das propostas do relator da comissão especial da reforma política na Casa, o deputado federal Vicente Cândido (PT-SP).

“Alguns defendem que os suplentes sejam escolhidos apenas no momento da ausência do titular, alguns defendem que seja o segundo mais votado na eleição. Tem várias teses, mas nem de longe isso está entre as questões mais importantes do sistema político, porque os principais problemas do sistema político brasileiro têm a ver com a forma como as pessoas se elegem, o poder que o eleitor tem sobre o eleito”, argumenta.

Suplente de José Pimentel, Sérgio Novais, que quando compôs chapa com o petista estava no PSB, disputou as eleições de 2016 pelo PMDB e, atualmente, está sem partido, sem cogitar aderir a outra sigla no momento. Diferentemente de Waldemir Catanho, ele diz que tenta acompanhar o mandato do titular. “É um bom mandato. A gente pode classificar como um parlamentar trabalhador”, avalia. Novais, contudo, também não crê que possa assumir uma cadeira no Senado até 2018 por vacância. “Fui deputado federal e conheço tanto a Câmara quanto o Senado, então não tenho nenhuma expectativa sobre isso”, aponta.

Questionado sobre como avalia a mudança na suplência proposta pelo relator da reforma política na Câmara, Sérgio Novais diz que não sabe ao certo qual é a mudança em debate, mas crava: “Tá bom de suplente. Eu acabava logo era as duas (vagas) e deixava o segundo mais votado entrar”. Para ele, “a suplência é esdrúxula e tem que mudar, mas é difícil porque o Parlamento tem que aceitar mudanças”. Perguntado, então, sobre o porquê de ter aceitado compor chapa como suplente, já que classifica a função como “esdrúxula”, ele pondera que não iria disputar a eleição naquele ano, mas seu nome foi colocado após “acordo” firmado entre PSB e PT.

Desnecessário

Analistas políticos reafirmam palavras dos suplentes ao analisar a perda de espaço do cargo. O sociólogo Clésio Arruda, professor da Universidade de Fortaleza (Unifor), por exemplo, avalia que, hoje, um cenário econômico e tecnológico que permite a comunicação com mais facilidade, de forma virtual, leva à “desnecessidade” ou superficialidade das vagas de vice e suplente. “É algo que a gente tem que repensar, inclusive, pela crise que se tem de representatividade, que talvez seja o maior problema do indivíduo que chegou (ao cargo) por nenhum voto, como é o caso do suplente”.

Afirmando, ainda, que a raiz de inúmeras irregularidades no sistema político brasileiro é o modelo de financiamento das campanhas, Clésio Arruda também rejeita a utilização do suplente como estratégia de financiamento. “Pensar na existência do suplente (tendo) como argumento o arco de aliança ou ainda a maior capilaridade para arrecadação de fundos é justificativa que hoje deve ser banida”, diz.

Já o cientista político Josênio Parente, professor da Universidade Estadual do Ceará (Uece), lembra que, historicamente, a figura do suplente esteve associada a acordos que versavam sobre o financiamento em troca de “benesses aristocráticas” do cargo do titular, relação que, segundo ele, não deveria existir. “Esse é um ponto discutível, porque o suplente em si é um substituto”.

11:38 · 04.05.2017 / atualizado às 11:38 · 04.05.2017 por

O deputado Fernando Hugo (PP) iniciou os trabalhos da tribuna da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, nesta quinta-feira (4), para trazer à tona um documento oficial do governador Camilo Santana (PT), pelo qual ele pede aos senadores Eunício Oliveira (PMDB) e Tasso Jereissati (PSDB) ajuda para viabilizar recursos congelados para a viabilização da linha leste do metrô de Fortaleza.

Segundo o parlamentar, “é preciso pedir, de mãos dadas, para que o governo federal, isonomicamente, trate o Estado do Ceará”, pontuou ao expor em suas mãos o documento oficial entregue pelo governador. De acordo com Hugo, Camilo foi extremamente cearense ao fazer o pedido aos senadores para que intercedessem pela abertura de crédito do BNDES.

Hugo afirmou que o governo do Estado deveria receber R$ 1 bilhão a partir de empréstimo para a continuação da linha leste do metrô. “Temos que lutar é para que o presidente Michel Temer possa fazer valer o que contratualmente foi assinado, o que documentalmente é assinado”, defendeu o deputado.