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Tag: Eunício Oliveira


10:33 · 13.05.2017 / atualizado às 10:33 · 13.05.2017 por

Waldemir Catanho, suplente do senador Eunício Oliveira, e Sérgio Novais, suplente do senador José Pimentel, não chegaram a assumir vaga no Senado em nenhuma oportunidade desde o início dos mandatos dos titulares, em 2011 Fotos: José Leomar

Com papéis coadjuvantes nas campanhas eleitorais e atuação nula ao longo dos mandatos dos titulares, os suplentes de dois dos três senadores cearenses veem de longe o passar dos sete anos dos titulares à frente dos cargos e não nutrem qualquer expectativa de assumir vaga no Senado Federal até o fim do ano que vem, quando terminam os mandatos de Eunício Oliveira (PMDB) e José Pimentel (PT). Diante da discussão de proposta de corte de uma das duas vagas de suplência, Sérgio Novais, o primeiro-suplente de Pimentel, afirma, inclusive, que a vaga de suplência, hoje, é “esdrúxula”. Já o petista Waldemir Catanho, primeiro-suplente de Eunício, sustenta que o suplente tem um papel de substituição.

Atualmente, cada senador é eleito com dois suplentes, que podem assumir o cargo principal em casos de vacância. Uma chapa só pode concorrer ao Senado com os três nomes. Analistas políticos entrevistados pelo Diário do Nordeste, contudo, destacam que as necessidades de substituição já não ocorrem como no passado, o que acaba dando aos suplentes, hoje, importância maior no período pré-eleição, pois as escolhas estão associadas à formação de alianças e ao financiamento das campanhas. Os próprios suplentes relatam que é raro manter algum contato com os titulares, mesmo que tenham disputado eleição juntos.

Waldemir Catanho, por exemplo, lembra que a formação da chapa que compôs em 2010 foi resultado de uma aliança política da época do pleito, quando Eunício e Pimentel formaram uma dobradinha na campanha que terminou com a eleição dos dois. Depois do rompimento da aliança entre PT e PMDB, que culminou no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff em 2016, o petista diz que não existe qualquer relação com o titular do cargo, assim como expectativa de assumir vaga até 2018. “ Imagino que ele (Eunício) deva concluir o mandato de presidente do Senado”, afirma .

Relevância

Ele sustenta, porém, que o cargo de suplente de senador tem importância e não gera despesa aos cofres públicos. “Passa a ter importância na medida em que é possível que o titular eventualmente se afaste do cargo. Pode se tornar ministro, se eleger para outro cargo, e aí o suplente tem importância tremenda”.

Waldemir Catanho diz que é “válida” a discussão sobre a extinção de uma das vagas de suplente ou mesmo sobre mudanças na forma como são eleitos, mas afirma não ter uma opinião fechada sobre tais possibilidades. Para ele, este debate não deve ser prioridade na discussão da reforma política na Câmara dos Deputados, uma vez que “são poucos suplentes que assumem”. O fim de uma das vagas de suplência de senador é uma das propostas do relator da comissão especial da reforma política na Casa, o deputado federal Vicente Cândido (PT-SP).

“Alguns defendem que os suplentes sejam escolhidos apenas no momento da ausência do titular, alguns defendem que seja o segundo mais votado na eleição. Tem várias teses, mas nem de longe isso está entre as questões mais importantes do sistema político, porque os principais problemas do sistema político brasileiro têm a ver com a forma como as pessoas se elegem, o poder que o eleitor tem sobre o eleito”, argumenta.

Suplente de José Pimentel, Sérgio Novais, que quando compôs chapa com o petista estava no PSB, disputou as eleições de 2016 pelo PMDB e, atualmente, está sem partido, sem cogitar aderir a outra sigla no momento. Diferentemente de Waldemir Catanho, ele diz que tenta acompanhar o mandato do titular. “É um bom mandato. A gente pode classificar como um parlamentar trabalhador”, avalia. Novais, contudo, também não crê que possa assumir uma cadeira no Senado até 2018 por vacância. “Fui deputado federal e conheço tanto a Câmara quanto o Senado, então não tenho nenhuma expectativa sobre isso”, aponta.

Questionado sobre como avalia a mudança na suplência proposta pelo relator da reforma política na Câmara, Sérgio Novais diz que não sabe ao certo qual é a mudança em debate, mas crava: “Tá bom de suplente. Eu acabava logo era as duas (vagas) e deixava o segundo mais votado entrar”. Para ele, “a suplência é esdrúxula e tem que mudar, mas é difícil porque o Parlamento tem que aceitar mudanças”. Perguntado, então, sobre o porquê de ter aceitado compor chapa como suplente, já que classifica a função como “esdrúxula”, ele pondera que não iria disputar a eleição naquele ano, mas seu nome foi colocado após “acordo” firmado entre PSB e PT.

Desnecessário

Analistas políticos reafirmam palavras dos suplentes ao analisar a perda de espaço do cargo. O sociólogo Clésio Arruda, professor da Universidade de Fortaleza (Unifor), por exemplo, avalia que, hoje, um cenário econômico e tecnológico que permite a comunicação com mais facilidade, de forma virtual, leva à “desnecessidade” ou superficialidade das vagas de vice e suplente. “É algo que a gente tem que repensar, inclusive, pela crise que se tem de representatividade, que talvez seja o maior problema do indivíduo que chegou (ao cargo) por nenhum voto, como é o caso do suplente”.

Afirmando, ainda, que a raiz de inúmeras irregularidades no sistema político brasileiro é o modelo de financiamento das campanhas, Clésio Arruda também rejeita a utilização do suplente como estratégia de financiamento. “Pensar na existência do suplente (tendo) como argumento o arco de aliança ou ainda a maior capilaridade para arrecadação de fundos é justificativa que hoje deve ser banida”, diz.

Já o cientista político Josênio Parente, professor da Universidade Estadual do Ceará (Uece), lembra que, historicamente, a figura do suplente esteve associada a acordos que versavam sobre o financiamento em troca de “benesses aristocráticas” do cargo do titular, relação que, segundo ele, não deveria existir. “Esse é um ponto discutível, porque o suplente em si é um substituto”.

11:38 · 04.05.2017 / atualizado às 11:38 · 04.05.2017 por

O deputado Fernando Hugo (PP) iniciou os trabalhos da tribuna da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, nesta quinta-feira (4), para trazer à tona um documento oficial do governador Camilo Santana (PT), pelo qual ele pede aos senadores Eunício Oliveira (PMDB) e Tasso Jereissati (PSDB) ajuda para viabilizar recursos congelados para a viabilização da linha leste do metrô de Fortaleza.

Segundo o parlamentar, “é preciso pedir, de mãos dadas, para que o governo federal, isonomicamente, trate o Estado do Ceará”, pontuou ao expor em suas mãos o documento oficial entregue pelo governador. De acordo com Hugo, Camilo foi extremamente cearense ao fazer o pedido aos senadores para que intercedessem pela abertura de crédito do BNDES.

Hugo afirmou que o governo do Estado deveria receber R$ 1 bilhão a partir de empréstimo para a continuação da linha leste do metrô. “Temos que lutar é para que o presidente Michel Temer possa fazer valer o que contratualmente foi assinado, o que documentalmente é assinado”, defendeu o deputado.

12:37 · 21.03.2017 / atualizado às 12:37 · 21.03.2017 por

O deputado Renato Rosendo (PSOL) ocupou a tribuna do Plenário 13 de Maio nesta terça-feira (21) para debater as operações da Polícia Federal que investigam senadores da República e o esquema de corrupção dos frigoríficos nacionais em troca de licenças.

“Não é possível que nós não entendamos como este país está vivendo o manto de uma corporocracia”, disse o deputado em relação às doações eleitorais efetuadas por grandes empresas, como a JBS, à campanhas de 2014. De acordo com Roseno, as corporações foram as maiores doadoras das campanhas de Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB), além de que “elegeram 360 deputados federais”.

“Esse esquema todo expõe as vísceras do esquema entre as grandes corporações da indústria de alimentos, que poluem o meio ambiente, sobretudo essas corporações”, afirmou o parlamentar ao sugerir que o consumidor paga duas vezes: “pela saúde e pela corrupção política”.

Roseno ainda se referiu à operação deflagrada hoje pela Polícia Federal, com a autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que mira em autoridades do Senado, inclusive o presidente dessa Casa, os senador cearense Eunício Oliveira (PMDB). “Hoje a Polícia Federal está fazendo mais uma operação, inclusive tendo como alvo o senador Eunício, envolvendo pessoas ligadas ao senador”, pontuou o parlamentar que se disse “enojado com tudo isso”.

A fim de fazer um contraponto, o deputado Leonardo Araújo (PMDB), líder do partido na Assembleia, pediu aparte e foi atendido por Roseno. “Quero esclarecer que a operação em que a Polícia Federal está dentro da Confederal [empresa de transporte de valores ligada ao senador] não traz nenhum temor à história do senador Eunício”, afirmou o peemedebista. Segundo Leonardo, o presidente do Senado “tem tido uma conduta ilibada e está sendo hoje alvo por causa da atribuição do cargo [que ocupa]”.

15:28 · 07.02.2017 / atualizado às 15:28 · 07.02.2017 por

A deputada Dra. Silvana (PMDB) subiu à tribuna da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará para enaltecer a posse do também peemedebista Eunício Oliveira à Presidência do Senado Federal na última semana.

“Hoje a gente vê realmente o país entrando nos trilhos na mão de um partido sério, que tem a reponsabilidade de governar para esta e para as futuras gerações”, afirmou Silvana ao ceder uma série de apartes aos deputados presentes.

Roberto Mesquita (PSD), Leonardo Araújo (PMDB), Fernanda Pessoa (PR) e Odilon Aguiar (PMB) se associaram às colocações de Silvana no que diz respeito ao fortalecimento do Estado do Ceará na política nacional. “Eu me orgulho de ter o senador como líder maior do PMDB”, disse Araújo, que assumiu a liderança do partido na Assembleia.

09:26 · 22.10.2016 / atualizado às 09:26 · 22.10.2016 por

Por Miguel Martins

Mais atuante na campanha de Roberto Cláudio, o ex-governador Cid Gomes adesivou veículos na Aldeota, na última quinta-feira (20) Foto: Helene Santos
Mais atuante na campanha de Roberto Cláudio, o ex-governador Cid Gomes adesivou veículos na Aldeota, na última quinta-feira (20) Foto: Helene Santos

Praticamente distantes do primeiro turno da campanha em Fortaleza, lideranças políticas surgem neste segundo momento da disputa expressando apoio e participando de eventos dos candidatos que concorrem à Prefeitura. Para parlamentares entrevistados pelo Diário do Nordeste, a presença dos líderes pode ajudar os postulantes, mas também atrapalhar, uma vez que, assim como haverá transferência de votos, também pode ocorrer movimento contrário.

Desde o início da semana, o senador Tasso Jereissati (PSDB) tem aparecido na propaganda eleitoral de Capitão Wagner (PR), apresentando-o como nova liderança local, com capacidade de fazer uma boa administração. Na tarde desta sexta-feira (21), foi a vez do senador Eunício Oliveira (PMDB) gravar programa em apoio ao aliado. Já na noite da última quinta, o ex-governador Cid Gomes resolveu entrar de vez na disputa em prol de Roberto Cláudio (PDT).

O governador Camilo Santana ainda vem consolidando sua participação como liderança política, mas também diz apoiar o atual prefeito de Fortaleza, enquanto o ex-governador Ciro Gomes tem utilizado as redes sociais para fazer defesa da atual gestão e atacar a campanha de Wagner. Para deputados estaduais, a inserção destes personagens na disputa em Fortaleza pode ser positiva, uma vez que é uma força a mais pedindo votos para seus postulantes. No entanto, a rejeição deles pode surtir efeito como um tiro no pé.

Influência

Para Audic Mota (PMDB), a presença de Tasso Jereissati na disputa vai ajudar muito Capitão Wagner, visto que, na opinião do peemedebista, o senador tucano é a maior personalidade política da atualidade, sobretudo na conjuntura atual do País. Ele ressaltou que Tasso passou pela “tormenta” que atingiu a política nacional sem qualquer suspeita de corrupção. “Já o governador Cid Gomes tem ligação estreita com o PT e Dilma, que são exemplos de fracasso da vida pública”, atacou.

Danniel Oliveira (PMDB) ressaltou que a participação das lideranças no pleito é importante, principalmente, porque agrega maior força aos postulantes. No entanto, conforme sustentou, Cid Gomes nunca foi vitorioso na Capital, o que poderia ser um complicador na campanha do prefeito. Na contramão, ele acredita que Tasso e Eunício podem ajudar Capitão Wagner, uma vez que, em 2014, nas eleições para o Governo do Estado, o peemedebista teve vitória na Região Metropolitana de Fortaleza.

De acordo com parlamentares ouvidos pelo Diário do Nordeste, não há qualquer dúvida de que votos serão transferidos para os candidatos, assim como a perda de apoios por conta da participação de tais lideranças políticas. Para Walter Cavalcante (PP), no entanto, não é possível mensurar o quanto as participações serão positivas ou negativas. “Eu considero todos grandes apoiadores, mas o principal apoiador é o povo”, ponderou.

Mudanças

O deputado Ely Aguiar (PSDC), que já foi oposição a Cid Gomes, disse que o político, em sua concepção, foi um dos melhores governadores que o Ceará já teve e que, por isso, terá poder de transferir votos para seu aliado na Capital. “A chegada dele na campanha dá respaldo para Roberto Cláudio”, opinou. Segundo o parlamentar, o candidato do PR tinha forte penetração na periferia da cidade, mas não conseguia atrair votos das classes mais abastadas da Capital, o que pode mudar com a presença de Tasso.

A deputada Silvana Oliveira (PMDB), que já fez parte da base governista de Cid Gomes, também afirmou que o ex-governador é uma grande liderança política. No entanto, ressaltou que houve uma vibração por parte dos militantes de Wagner quando Tasso passou a participar mais ativamente da campanha do republicano. “A figura do Tasso como empresário, administrador e político vai dar uma grande ajuda ao Capitão. Ele é a maior influência política do Ceará”.

Para Fernanda Pessoa (PR), as lideranças políticas que trabalham na candidatura de Wagner o deixaram à vontade no primeiro turno e só resolveram se dedicar mais à disputa neste segundo momento. Segundo disse, a presença de líderes vai influenciar no voto do eleitor que ficará do lado daquele que melhor representa seus ideais. Ela aposta na influência de Tasso para atrair votos para Capitão Wagner.

09:34 · 09.07.2016 / atualizado às 09:34 · 09.07.2016 por

Por William Santos

O anúncio do apoio do PMDB ao pré-candidato do PR foi comandado pelo senador Eunício Oliveira e reuniu lideranças das duas siglas e do PSDB Foto: Kid Júnior
O anúncio do apoio do PMDB ao pré-candidato do PR foi comandado pelo senador Eunício Oliveira e reuniu lideranças das duas siglas e do PSDB Foto: Kid Júnior

Com a presença de líderes do PMDB, do PSDB e do PR, a sigla peemedebista, comandada no Ceará pelo senador Eunício Oliveira, oficializou, em encontro na sede do partido em Fortaleza na tarde de ontem, o apoio à pré-candidatura do deputado estadual Wagner Sousa (PR) à Prefeitura de Fortaleza. A decisão, segundo Eunício, foi consenso dentro da legenda, mesmo entre nomes que defendiam a tese de candidatura própria do PMDB. Ao partido, então, caberá indicar o candidato a vice da chapa, também formada pelo PSDB.

Em entrevista após o anúncio, durante o qual Eunício e Wagner estiveram acompanhados do presidente estadual do PSDB, Luiz Pontes, do presidente estadual do PR, o ex-governador Lúcio Alcântara, do vice-presidente do PMDB no Ceará, Gaudêncio Lucena, além de deputados estaduais e federais dos três partidos, o senador garantiu que o PMDB apoiará Wagner “na plenitude”, com participação da militância peemedebista na campanha direta.

“O Capitão Wagner, a partir de hoje, não pertence mais ao PR, pertence aos partidos aliados, e nós vamos ampliar essa base de partidos”, afirmou.

Eunício também explicou que já está acordado, entre os partidos que compõem a coligação, que ficará a cargo do PMDB a escolha do pré-candidato a vice-prefeito que completará a chapa da aliança. Gaudêncio, cujo nome era cotado como possível pré-candidato peemedebista para a disputa eleitoral, porém, ainda não é o indicado.

“O PMDB não definiu nome ainda. Nós vamos conversar internamente, assim como eu fiz para construir o apoio à candidatura do Capitão Wagner, sem nenhuma dissidência, todas as lideranças, o diretório foi ouvido, a executiva foi ouvida, a bancada estadual, a bancada federal, a bancada municipal, a executiva municipal, então nós estamos unidos”, declarou o senador, acrescentando que “em relação a vice, nós vamos construir da mesma maneira, para que não tenha nenhum ruído”.

Reciprocidade

Segundo ele, foi determinante para a desistência de candidatura própria, cuja tese ganhou força após a renúncia do deputado federal Vitor Valim de disputar a eleição, o sentimento de “reciprocidade” em relação aos partidos que o apoiaram no pleito de 2014, quando foi candidato ao Governo do Estado, como PR, PSDB, PTN e Solidariedade.

“O Vitor (Valim) chegou a liderar as pesquisas em determinado momento, o Gaudêncio tem uma história, é vice-prefeito de Fortaleza e tantos outros companheiros que desejavam uma candidatura própria do PMDB. Foram todos convencidos de que, nesse momento, o mais importante não é o PMDB ter candidatura, o mais importante é nós elegermos alguém desse grupo que foi construído com muito suor, muita dificuldade, mas com muita firmeza nas eleições de 2014”, justificou.

O republicano Wagner Sousa, por sua vez, disse que o apoio do PMDB demonstra que sua pré-candidatura “está solidificada” e informou que começará, a partir de agora, a ouvir propostas da sigla de Eunício Oliveira para a elaboração de seu plano de governo, assim como tem feito com o PSDB.

“A partir de agora, a gente senta com os membros do PMDB, a partir dessa consolidação da chapa, para discutir os diversos temas da cidade. A questão da Segurança Pública não vai deixar de ser uma pauta extremamente importante, a Saúde, o Saneamento Básico, a questão ambiental, a questão do investimento na geração de emprego e renda. Tudo isso vai fazer parte da nossa discussão”.

07:25 · 19.04.2016 / atualizado às 07:25 · 19.04.2016 por
Segundo Eunício, a prioridade agora é definir quantas cadeiras a sigla terá direito na comissão que será formada para discutir a denúncia contra Dilma FOTO: Érika Fonseca
Segundo Eunício, a prioridade agora é definir quantas cadeiras a sigla terá direito na comissão que será formada para discutir a denúncia contra Dilma FOTO: Érika Fonseca

Por William Santos

No dia em que o Senado recebeu o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, que tramitará na Casa até que seja concluído, o senador cearense Eunício Oliveira, líder da bancada do PMDB, afirmou ao Diário do Nordeste que o partido ainda não se reuniu para definir posição sobre como seus parlamentares votarão diante da possibilidade de afastamento da petista da Presidência. Segundo Eunício, a prioridade, por enquanto, é definir quantas cadeiras a sigla terá direito na comissão que será formada para discutir a denúncia contra a presidente na Casa.

Ontem, o senador informou que teve três reuniões com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), nas quais trataram apenas sobre qual será o trâmite do processo na Casa. Ficou definido que a autorização dada pela Câmara para abertura do processo de impeachment será lida na sessão de hoje e, em seguida, Renan dará 48 horas úteis para que os líderes das legendas apresentem, na proporcionalidade partidária, os nomes que comporão a comissão, a ser formada por 21 membros.

“Na segunda de manhã devemos ter os nomes dos membros, aí o membro mais velho da comissão convoca para eleição do presidente e do relator na proporcionalidade dos partidos. Como o PMDB é o maior partido, cabe ao PMDB a indicação do maior número de membros, assim como a escolha entre a presidência ou a relatoria”. Eunício afirmou que tem em mente, para fazer o relatório ou dirigir os trabalhos, um “nome que tem o perfil para ter o equilíbrio que essa matéria requer”.

08:47 · 22.03.2016 / atualizado às 08:47 · 22.03.2016 por
Vitor Valim é apontado como candidato a prefeito do PMDB, mas não se pronunciou sobre o assunto
Vitor Valim é apontado como candidato a prefeito do PMDB, mas não se pronunciou sobre o assunto

Por Miguel Martins

O presidente do PMDB Ceará, o senador Eunício Oliveira, defende a pré-candidatura de Vitor Valim para prefeito de Fortaleza e uma aliança, já no primeiro turno, de todas as forças de oposição ao Governo Roberto Cláudio na Capital. No entanto, Valim, que é deputado federal, ainda não se manifestou sobre o convite e, recentemente, durante a chamada “janela partidária”, esteve em negociação com siglas aliadas da atual gestão.
Na última sexta-feira, em evento de filiação em Fortaleza, o PMDB filiou os vereadores Vaidon e Tamara Holanda, egressos do PSDC, bem como o deputado estadual Tomaz Holanda e o deputado federal Moses Rodrigues. Outros 62 vereadores, segundo informou Oliveira, se filiaram à legenda durante o ato.

“Temos uma candidatura posta, a do deputado Vitor Valim. Agora cabe a ele querer ou não ser candidato. Não tenho essa preocupação do ponto de vista pessoal ou partidário. Tenho é muita responsabilidade com o partido, o que muitas pessoas aí não têm”. Eleito vereador duas vezes, Valim está no primeiro mandato de deputado federal.
Eunício destacou que o partido, além da candidatura, pode contar com apoio de PSDB, PTN, SD, PR e até PSB. Tal apoio, segundo informou, pode se dar no primeiro ou segundo turnos da campanha, o que deve ser costurado nos próximos meses.

“Não tenho dúvidas que estaremos juntos no primeiro ou segundo turnos. Vamos unificar toda a oposição. No meu entendimento, todo mundo poderia ir junto no primeiro turno. Mas se não, vamos unidos no segundo”.

Apoios

O problema é que PR e PSB têm pré-candidaturas postas, as dos deputados Wagner Sousa e Heitor Férrer, respectivamente. Os dois já buscam alguns apoios na Capital, como do PSDB.

Eunício Oliveira diz acreditar na força dos votos que recebeu em 2014, quando foi candidato a governador, para impulsionar possível candidatura peemedebista à disputa na Capital. No primeiro turno, ele foi vitorioso com 56% dos votos e, no segundo, com 57%, o que aponta, segundo ele, o desejo de mudança da população da Região Metropolitana de Fortaleza.

“Temos que arrumar isso que está aí. Mas será a população quem vai dizer se está satisfeita com o transporte, com a limpeza, com a segurança”, alega.

10:47 · 10.10.2015 / atualizado às 10:47 · 10.10.2015 por
fortaleza, 09 de outubro de 2015- filiacao dos irmaos novais ao pmdb. eliane novais e sergio novais.
Os irmãos Eliane e Sérgio Novais participaram de ato simbólico de filiação, ontem, ao PMDB FOTO: José Leomar

Por Suzane Saldanha

Com o discurso de investir na renovação dos candidatos para disputar a Câmara Municipal de Fortaleza na eleição de 2016, o presidente estadual do PMDB, Eunício Oliveira, recebeu no partido, ontem, em ato simbólico de filiação, os irmãos Eliane e Sérgio Novais, egressos do PSB.

Neste ano, a sigla expulsou de seus quadros alguns integrantes acusados de infidelidade partidária, como o vereador de Fortaleza Carlos Mesquita, hoje filiado ao PROS, e prefeitos de municípios do Interior. Da antiga bancada do PMDB na Câmara Municipal de Fortaleza, composta por Luciram Girão, Marcus Teixeira e Magaly Marques, só esta deve ter o apoio do partido nas eleições, com a candidatura do filho dela, Samuel Marques.

Questionado sobre as saídas do partido dos vereadores Luciram Girão e Marcus Teixeira, empossados após a ida dos ex-vereadores Walter Cavalcante e Vitor Valim para a Assembleia e Câmara Federal, respectivamente, Eunício disse que quem não teve sentimento partidário deve buscar outro caminho.

Viciados

“A ideia é renovação total. Quem não tem sentimento partidário, quem não teve sentimento partidário nas últimas eleições é melhor que procure outro caminho”, atestou, acrescentando que a agremiação quer a adesão de jovens quadros que não estariam viciados no comportamento do toma lá da cá.
Ele também fez referência à saída de Danilo Forte e aos quadros expulsos neste ano.

“Foi isso que liberamos para que essas pessoas que não tinham compromisso pudessem sair do partido para que entrassem pessoas com espírito partidário”, afirmou.

Eunício destacou que cerca de 80 pessoas devem disputar a Câmara Municipal pela agremiação e a intenção é fazer seis vereadores. “As pessoas dizem que o PMDB perdeu, mas perdeu o quê? Nós perdemos um deputado federal”, minimizou, acrescentando que reúne as forças para vencer a disputa pela Prefeitura de Fortaleza em 2016.

O senador ainda comemorou a ida dos irmãos Novais, a quem ele se refere como pessoas com “história de lealdade e decência a um partido que deixaram pela circunstância da morte de Eduardo Campos”.

Eliane Novais, que deve disputar vaga na Câmara Municipal de Fortaleza, reforçou o discurso de renovação do PMDB na Casa, citando as candidaturas de Samuel Marques e Willame Correia à Câmara, como ela. “Devemos fazer quatro grandes nomes para dar essa nova roupagem e qualificação” ao Legislativo municipal.

18:00 · 31.08.2015 / atualizado às 21:49 · 31.08.2015 por
Eunício Oliveira (PMDB), candidato ao Governo do Estado. FOTO: arquivo.
Eunício Oliveira diz que o PMDB não facilitará as condições para que mudanças constantes de partido sempre se repitam antes das eleições

Em nota encaminhada às redações, o senador Eunício Oliveira garante que o PMDB no Senado não vai apoiar a aprovação da chamada janela partidária. De acordo com o peemedebista a legenda “não dará oportunidade para aqueles que ficam toda eleição mudando de partido.” A agremiação comandada pelo parlamentar no Ceará tem sofrido com as migrações partidárias, chegando a perder o deputado federal Danilo Forte.

Confira a nota enviada pela assessoria de imprensa do senador

O senador Eunício Oliveira (PMDB) afirmou em entrevista de rádio na manhã de hoje, que o Senado não aprovará a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê brecha de 30 dias em anos de eleições para que deputados e vereadores possam mudar de partido sem perder o mandato, a chamada “janela partidária”. De acordo com o parlamentar, a regra para quem mudar de partido seguirá a mesma, haverá pedido automático para a perda de mandato. “O PMDB do Senado não dará oportunidade para aqueles que ficam toda eleição mudando de partido”, alegou.

Eunício assegura que o Senado não tem a intenção de dar continuidade a essa mudança na Constituição Federal. O senador peemedebista defende a fidelidade partidária e explica que a regra atual para quem muda de partido é o pedido automático do mandato, que pode ser feito tanto pelo Ministério Público Eleitoral quanto pelo suplente da vaga. “Eu jamais tomarei o mandato de um parlamentar, mas a lei é para todo mundo e a verdade tem de ser para todos”, ponderou.

O senador critica a mudança de partido como trampolim para as eleições, uma prática bastante vista em anos que antecedem os pleitos eleitorais, por isso muitos torcem por essa brecha de 30 dias para que possam mudar de partido sem perder o mandato. Todavia, Eunício afirma que não haverá janela, e quem quiser mudar de legenda correrá o risco de perder o mandato parlamentar. “Alguns políticos nossos, conhecidos do Ceará, a cada eleição vão para partidos diferentes porque existe sempre a criação de partidos novos. Na última eleição todo mundo correu para o PROS, e agora a bola da vez é o PDT. Podem ir, mas, sem janela”, afirmou.

Questionado sobre o lema que vem sendo defendido pelo PMDB, “a verdade é sempre o melhor caminho”, o senador explicou que o seu partido quer a verdade vinda das ruas e, por isso, está sintonizado com o sentimento da população. “Veja o Ceará, onde está a nossa Refinaria?”, questionou. “Mentira tem pernas curtas. Todos governantes que estão no poder e se elegeram mentindo, se deram mal e caíram como mentirosos para a população ”, observou.

Eleições de 2016

Na entrevista Eunício Oliveira revelou que o deputado federal Victor Valim é um potencial candidato à Prefeitura de Fortaleza em 2016. “O PMDB terá candidato em Fortaleza e nos outros 183 municípios do Estado. Vitor Valim é um grande nome do partido, que poderá disputar o pleito com grandes chances de vitória”, finalizou.

08:59 · 24.08.2015 / atualizado às 08:59 · 24.08.2015 por
Fortaleza 30 de julho de 2015. Sessao no TRE.  - Politica - 31po0902  -  …RIKA FONSECA
A sessão nesta segunda-feira está prevista para ocorrer às 17h FOTO: ÉRIKA FONSECA

A pauta prevista para a sessão de julgamento do Tribunal Regional Eleitoral no Ceará (TRE-CE) desta segunda-feira (24) traz um embate jurídico entre os representantes das duas maiores coligações que disputaram o Governo do Estado na eleição do ano passado.

O documento disponibilizado pela Justiça Eleitoral ressalta duas ações de investigação judicial eleitoral sob a relatoria da desembargadora e vice-presidente do TRE, Maria Nailde Pinheiro Nogueira. No primeiro processo, a coligação Ceará de Todos, frente de apoio ao senador Eunício Oliveira (PMDB), pede a cassação do diploma do governador Camilo Santana (PT) com a justificativa de abusos do poder econômico e conduta vedada ao agente público.

No segundo processo que consta da pauta de julgamento de hoje, a coligação Para o Ceará Seguir Mudando, frente de apoio ao governador Camilo Santana no ano passado, acusa Eunício Oliveira, Roberto Pessoa e  Fernanda Pessoa de abuso do poder econômico, poder político e autoridade.

 

11:20 · 24.02.2015 / atualizado às 11:20 · 24.02.2015 por

Dep Danniel Oliveira image

 

 

 

 

 

 

 

O clima esquentou na Assembleia Legislativa do Ceará, na manhã desta terça-feira, entre o petista Elmano de Freitas, e o peemedebista Danniel Oliveira, quando o primeiro estava tratando sobre o Movimento dos Sem-Terra (MST). Em seu pronunciamento, Elmano criticou a gestão da Companhia Energética do Ceará (Coelce), que segundo disse, não realiza as obras necessárias para o funcionamento de adutoras e nem mesmo a instalação de energia para funcionamento de escola em assentamentos da reforma agrária no Interior.

Ele também condenou os latifúndios existentes no País, e chegou a citar uma fazenda do senador Eunício Oliveira (PMDB), invadida em Goiás. O parlamentar também lembrou ainda a abertura de diálogo do governador Camilo Santana com o pessoal do Movimento dos Sem-Terra, ocorrido durante toda a noite de ontem.

Em defesa do senador Eunicio Oliveira, o deputado Danniel Oliveira (PMDB), afirmou que o que está acontecendo na fazenda do senador é “inescrupulosa”, ressaltando que a fazenda é produtiva, ao contrário do que se diz. “Fazenda produtiva não pode ser desapropriada”, disse o peemedebista chamando a questão de “politiqueira do mais baixo nível”.

Em resposta, Elmano Freitas disse que a ocupação de terra em área que não cumpre função social pode ser ocupada. “Essa decisão não é do deputado Elmano, é de ministros do STJ (Superior Tribunal de Justiça). A área ocupada pode ser desapropriada, como diz o Supremo Tribunal Federal”, afirmou o petista.

20:30 · 22.02.2015 / atualizado às 20:30 · 22.02.2015 por

 

Na última semana, o PMDB iniciou uma série de inserções chamando o eleitor para acompanhar o programa do partido que vai ao ar na próxima quinta-feira (26). De acordo com o senador da República, Eunício Oliveira, a sigla vai anunciar que “entre o Brasil e qualquer outra coisa” vai ficar com o Brasil.

Segundo disse, “o trabalhador não pode pagara a conta pela atitudes tomadas pelo Governo Federal”. “O PMDB não se distanciou do Governo, foi o Governo quem se distanciou do PMDB, querendo mostrar que o partido é empreguista, oportunista. O PMDB vai mostra que não é isso. Não queremos recessão para o Brasil, queremos ajudar o nosso País”, disse o peemedebista.

“Chega de submissão! Que coalização é essa, que você entrega dois ministérios importantes a duas pessoas que não têm compromisso com o partido e querem fundar um terceiro para destruir um aliado?”, questionou.

Oliveira se refere aos ministros de Cidades, Gilberto Kassab, e de Educação, Cid Gomes, que segundo ele, estavam em busca de resgatar o Partido Liberal (PL), para depois fundi-los com PSD, e assim montarem uma das maiores bancadas do Congresso Nacional.

Em novembro do ano passado, o então governador do Estado, Cid Gomes, propôs a a formação de uma frente parlamentar de esquerda para tentar apaziguar as diferenças impostas na base, principalmente pelo PMDB.

“Eles achavam que o PMDB iria ficar calado quanto a isso. O partido reagiu, e eles perceberam que tudo foi um factoide de pessoas que não têm compromisso com partidos, e usam as legendas apenas para tomar espaço de poder. A prova disso é que eles estão preocupados procurando o partido”, disse o líder do partido no Senado, afirmando que terá encontros essa semana com ministros do Governo Dilma, dentre eles o da Fazenda, Joaquim Levy.

Sintonizado
“Sem o PMDB eles não governam o Brasil, eles não têm força, mesmo usando os ministérios de Cidades e Educação. A prova disso é que eles só tiveram cem votos na Câmara (Federal, quando da eleição para presidência da Casa)”, disse o parlamentar, afirmando ainda que o PMDB não defende impeachment da presidente, e por outro lado quer ajudar a chefe do Poder Executivo e ao País.

“O partido está mas sintonizado com as ruas. Vamos aprovar projetos para moralizar a vida pública, vamos discutir com os trabalhadores a questão da leis trabalhistas, é papel do partido e eu estou feliz porque o partido se realinha com os sentimentos das ruas”, afirmou.

Ele ressaltou ainda que via haver mudança na direção nacional do PMDB, e Eunício Oliveira já é um dos nomes apontados para dirigir a legenda. No entanto, salientou que não pretende fazer disputa dentro do partido.

“Quem foi eleito líder por unanimidade, em votação direta, não pode estar reclamando de nada. Estou ‘desangustiado’ porque o partido nunca me faltou, por isso tenho 42 anos de PMDB”, disse o peemedebista, que é cotado no PMDB como sucessor de Renan Calheiros na condução dos trabalhos do Senado Federal.

 

10:52 · 07.02.2015 / atualizado às 10:52 · 07.02.2015 por
O senador Eunício Oliveira quer montar escritórios de assessoria no Estado para monitorar as ações do Governo e orientar opositores da gestão estadual FOTO: Kléber A. Gonçalves
O senador Eunício Oliveira quer montar escritórios de assessoria no Estado para monitorar as ações do Governo e orientar opositores da gestão estadual FOTO: Kléber A. Gonçalves

Por Miguel Martins

Os presidentes dos partidos da coligação “Ceará de Todos”, derrotada nas eleições do ano passado, na disputa pelo Governo do Estado, estiveram reunidos em um restaurante de Fortaleza, na tarde de ontem, para discutir mecanismos de trabalho, neste ano, com vistas ao pleito municipal de 2016. Além disso, os líderes partidários decidiram criar, já nos próximos meses, escritórios técnicos de acompanhamento da gestão de Camilo Santana (PT) para averiguar o que foi prometido durante a campanha e o que está sendo cumprido.

Estiveram presentes no encontro o senador Eunício Oliveira, presidente do PMDB e candidato a governador derrotado nas eleições passadas; Lúcio Alcântara e Roberto Pessoa, do PR; Luiz Pontes, do PSDB; Gaudêncio Lucena, vice-presidente do PMDB; Herbert Lobo, secretário geral do PPS; Toinho do Chapéu, do PTN; e Paulo Henrique, presidente do PRP.

De acordo com Eunício Oliveira, os líderes partidários discutiram temas relacionados às eleições municipais do próximo ano, principalmente a participação que cada partido terá na disputa para as prefeituras do Estado, incluindo a composição de uma chapa para disputar a Prefeitura de Fortaleza, em oposição ao atual prefeito, Roberto Cláudio (PROS). “Debatemos algumas ideias sobre prefeituras, perspectivas dos partidos no Estado e formatação de encaminhamentos, assim como debate sobre os encontros regionais que faremos e sobre o que tem incomodado muitas pessoas”, disse.

Fortaleza

Apesar de ter sido derrotado no segundo turno das eleições do ano passado, Eunício Oliveira tirou 58% dos votos na Capital cearense. Ele pretende utilizar a votação em Fortaleza como trunfo para o pleito do próximo ano. O assunto chegou a ser pautado pelas lideranças na reunião de ontem. Conforme informou o senador, discutiu-se não uma candidatura do PMDB, mas a de um nome que seja consenso do conjunto das forças que não concordam com a gestão atual em Fortaleza, nem com o grupo político do qual o prefeito é aliado.

“Eles querem mandar na Prefeitura de Fortaleza e em outros municípios, assim como nas câmaras, na Assembleia e no Governo do Estado. Quem não concorda vai se unir a gente. Mas não é hora de indicar nomes, é hora de se discutir. Daqui para lá ninguém sabe sequer como estarão as lideranças, um (líder) forte hoje pode não estar lá na frente. Mas acredito que podem surgir novas lideranças até as eleições. Muita água ainda vai rolar”, salientou o peemedebista.

O presidente do PSDB, Luiz Pontes, afirmou que a conversa teve o intuito de detalhar que postura a oposição deve tomar daqui em diante, não só no sentido de se opor ao Governo estadual, mas fazer um trabalho discutindo questões relacionadas ao cenário eleitoral de 2016. “Queremos marchar unidos e, daqui para frente, vamos ver como podemos discutir as eleições municipais, não somente para Fortaleza, mas para outros municípios do Estado”, destacou.

Presidente do PR no Ceará, o ex-governador Lúcio Alcântara frisou que os encontros entre essas legendas visam também passar uma revista dos acontecimentos políticos dos últimos meses, assim como trabalhar na formação de um plano nacional de estruturação da oposição. Ele reforçou a importância da união entre os opositores à gestão de Camilo Santana, e disse que, no momento, os partidos estão preocupados em estruturar um trabalho oposicionista no Ceará, não somente na Assembleia Legislativa cearense, mas em outras esferas também.

Assessoria

Para auxiliar o trabalho dos oposicionistas, eles pretendem montar escritórios de assessoria de informações e levantamentos técnicos das promessas que foram feitas pelo governador Camilo Santana durante a campanha eleitoral.

“Onde estão as 12 mil vagas para a Saúde? A extensão do Raio que não se fala mais? A contratação de 800 professores para as universidades estaduais? Eles diziam que tinham um atendimento perfeito na Saúde. São essas coisas que precisam ser cobradas”, ressaltou Eunício Oliveira.

Ainda segundo o peemedebista, é preciso garantir que candidatos não cometam mais o que ele chamou de calote eleitoral, quando os gestores eleitos não cumprem as promessas de campanha. Conforme explicou, os escritórios não serão montados para ser ocupados por deputados, mas por técnicos especializados e contratados pelas legendas para fazer a assessoria aos parlamentares. “Vamos cobrar posicionamentos claros e objetivos que foram prometidos na campanha”, garantiu o senador.

No almoço, que durou mais de duas horas, também não faltaram críticas ao posicionamento da gestão Cid Gomes (PROS), da qual Eunício foi aliado por mais de sete anos, em relação ao início dos trabalhos de instalação da Refinaria Premium II, o que para os presentes não passou de “uma mentira” para o eleitor.

Calote

“Foi o maior calote público, o maior estelionato eleitoral feito em um Estado brasileiro. Eles mentiram para a população e esconderam da bancada e do Senado essa informação. O Governo do Estado tinha essa informação e, como tinha candidato a governador, tinha medo que isso vazasse”, acusou Eunício.

De acordo com o peemedebista, a gestão passada é a culpada da situação vivenciada pelo Ceará por ter perdido o empreendimento. Eunício Oliveira lembrou que foi o Governo anterior que se reunia com o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, e tratava do assunto junto ao Governo Federal. “O Governo do Estado foi culpado, porque tinha essa informação e não compartilhou. E agora é o Estado do Ceará quem vai pagar”, critica.

20:59 · 30.01.2015 / atualizado às 20:59 · 30.01.2015 por
Eunício Oliveira defendeu a candidatura de Renan Calheiros para presidente do Senado FOTO: Érika Fonseca
Eunício Oliveira defendeu a candidatura de Renan Calheiros para presidente do Senado FOTO: Érika Fonseca

O senador Eunício Oliveira foi reconduzido hoje à liderança do PMDB no Senado Federal. A decisão foi tomada por unanimidade em reunião da bancada do partido nesta sexta-feira. O peemedebista deve ficar no cargo pelos próximos dois anos.

Eunício Oliveira defendeu a luta pela unidade e fortalecimento do partido e prometeu colocar na pauta de discussões sobre temas como a reforma política, manutenção de direitos trabalhistas e ações de incentivo à economia nacional.

O líder ainda defendeu uma agenda de debates com os seis ministros da cota do PMDB (Agricultura, Minas e Energia, Turismo, Pesca, Secretaria dos Portos e Aviação Civil).

Na reunião, 15 dos 19 senadores do PMDB manifestaram apoio à indicação do senador Renan Calheiros para a disputa de presidente do Senado, que ocorre no domingo. Também concorre ao cargo outro peemedebista, o senador Luiz Henrique da Silveira.

Com informações da assessoria de imprensa do senador Eunício Oliveira

09:12 · 27.01.2015 / atualizado às 09:12 · 27.01.2015 por
Agora são seis o total de ações propostas por Eunício contra os seus adversários junto ao Tribunal Regional Eleitoral cearense Foto: Érika Fonseca
Agora são seis o total de ações propostas por Eunício contra os seus adversários junto ao Tribunal Regional Eleitoral cearense Foto: Érika Fonseca

Por Miguel Martins

A Coligação Ceará de Todos, liderada pelo PMDB, que foi derrotada na disputa para o Governo do Estado no ano passou, entrou com outras duas ações contra o governador Camilo Santana (PT) e a vice-governadora Izolda Cela (PROS) solicitando, dessa vez, a impugnação dos mandatos dos dois. Em dezembro de 2014, pouco antes da diplomação dos eleitos, o grupo, encabeçado pelo candidato derrotado Eunício Oliveira (PMDB), já havia entrado com quatro ações de investigação eleitoral.

Depois da diplomação, a coligação entrou com duas ações de impugnação de mandato eletivo, onde os mesmos temas são abordados, mas com penas diferentes. O TRE ainda não se posicionou a respeito dessas novas ações em que estão incluídos, também, o ex-governador Cid Gomes e o ex-secretário de Segurança Pública estadual, Servilho Paiva e outros integrantes do Governo anterior.

De acordo com o advogado da coligação, Vicente Aquino, o desembargador Abelardo Benevides, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que ficou como relator das quatro primeiras ações, já notificou as partes acusadas para que elas se manifestem. As primeiras ações foram de abuso de poder político e econômico com captação de sufrágio.

A assessoria de comunicação do governador Camilo Santana disse que não poderia passar informação sobre as notificações do Tribunal Regional Eleitoral, visto que estava em um evento externo com o chefe do Poder Executivo. No entanto, se comprometeu a dar resposta sobre o assunto, mas até o fechamento desta edição o contato não foi retomado.

Investigação

Uma das ações, impetrada por Eunício Oliveira e pela coligação Ceará de Todos, formada pelos partidos PMDB, PR, PSDB, DEM, PPS, PSC, PSDC, PTN e PRP, dispõe sobre denúncia de abuso de poder político e econômico contra o governador Camilo Santana, assim como contra Izolda Cela, Cid Gomes, Servilho Paiva, então secretário de Segurança Pública; e Lauro Carlos de Araújo Prado, comandante Geral da Polícia Militar.
Uma terceira ação, também solicitando investigação judicial eleitoral por abuso de poder político e econômico contra Camilo, Izolda, além Carlo Ferrentini, Gilvan Silva, Sergio Fontenele e Nelson Martins, esses então representantes das secretarias de Cidades, Esporte, Desenvolvimento Agrário e da superintendência do Desenvolvimento Agrário.

Dentre os pedidos feitos nessa ação estão a apresentação de toda a documentação relativa aos convênios firmados pelo Estado com diversas prefeituras, assim como cassação do diploma e Camilo e Izolda, além de pena de inelegibilidade para estes e pra os demais promovidos.

Outra ação pede investigação contra até 15 pessoas, dentre elas o ex-governador Cid Gomes, o ex-secretário de saúde, Ciro Gomes, o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, além de Camilo Santana e Izolda Cela por uso da máquina estatal em favor das suas respectivas candidaturas governistas.

Dentre as acusações está a veiculação de publicidade institucional no site oficial do Governo, assim como nas redes sociais, durante os três meses que antecederam o pleito. Um provável aumento de inserções da Prefeitura de Fortaleza no período eleitoral também é apontado pela acusação como manobra para alavancar a candidatura de Camilo Santana na Capital.

10:56 · 22.11.2014 / atualizado às 10:56 · 22.11.2014 por
Em almoço, o grupo discutiu a atuação na Assembleia em 2015. Eunício disse que, como senador, terá relação institucional com Camilo FOTO: ÉRIKA FONSECA
Em almoço, o grupo discutiu a atuação na Assembleia em 2015. Eunício disse que, como senador, terá relação institucional com Camilo FOTO: ÉRIKA FONSECA

Por Yohanna Pinheiro

Com o objetivo de fortalecer a formação de um bloco parlamentar independente do governador eleito Camilo Santana (PT) a partir de janeiro na Assembleia Legislativa, o senador Eunício Oliveira (PMDB) reuniu-se, na tarde de ontem, com 12 deputados estaduais eleitos que se articulam como oposição ao governo e com outros aliados. O parlamentar negou, entretanto, que sua participação seja a de líder, mas apenas de apoio.

“Não sou o líder do bloco, estou apenas junto com eles, porque entendo que a população nos colocou nessa posição”, destacou o peemedebista. “Convidei-os para um almoço, mas isso aconteceu depois de várias reuniões entre eles. Não foi uma iniciativa pessoal. É uma iniciativa dos parlamentares que foram eleitos pela oposição. Cabe a eles fazer a coordenação, a liderança. Eu estou apenas participando e apoiando esse bloco”.

Estiveram presentes no almoço os deputados eleitos Audic Mota (PMDB), Capitão Wagner (PR), Carlomano Marques (PMDB), Carlos Matos (PSDB), Danniel Oliveira (PMDB), Dra. Silvana (PMDB), Ely Aguiar (PSDC), Fernanda Pessoa (PR), João Jaime (DEM), Roberto Mesquita (PV), Tomaz Holanda (PPS) e Walter Cavalcante (PMDB), além do vice-prefeito de Fortaleza, Gaudêncio Lucena (PMDB), Roberto Pessoa (PR), Lúcio Alcântara (PR) e Marlon Cambraia.

Palanque

Eunício, que perdeu a disputa pelo governo para Camilo, nega que a ação de montar um bloco de oposição na Assembleia seja uma atitude revanchista. “Nós já descemos do palanque, a eleição já passou e o que nós precisamos fazer agora é fazer um conjunto de parlamentares que irão, obviamente, fiscalizar o Poder Executivo, que é o papel deles”, apontou o senador.

O papel principal do bloco será, segundo Eunício, fiscalizar as ações do Executivo e cobrar de Camilo a execução de suas promessas de campanha. “Não é fazer campanha nesse momento, não é continuar no palanque. Não é fazer oposição por oposição, mas uma oposição propositiva e questionadora daquilo que foi prometido para a sociedade cearense”, ressaltou.

Questionado a respeito do recado de Camilo de que o próximo ano seria de contenção de gastos, o senador preferiu não se manifestar a respeito. “Eu não quero avaliar, até porque ele nem assumiu o governo. Deixa ele assumir o governo, vamos ver de que maneira ele vai se comportar”, destacou.

Eunício avaliou como natural que alguém do grupo possa mudar de lado, migrando para o governo, mas ponderou que o parlamentar que deixar de assumir o posicionamento pelo qual foi eleito estará “traindo o eleitor que, ao votar nele, sabia que estava votando em alguém que não defendia essas posições, mas um posicionamento contrário”.

Disputas municipais

Ao se reunir com os aliados, Eunício já prepara terreno para as disputas municipais, motivado pela significativa votação que recebeu principalmente em Fortaleza e Região Metropolitana. “Saímos dessa eleição com um capital político importante, que a gente precisa preservar e alimentar. (…) O próximo momento vai ser a eleição de Fortaleza e das cidades do interior. Vamos buscar a unidade desse grupo e da aliança que construímos no Ceará e, se possível, ampliá-la”.

Sobre a relação como senador com o governador Camilo Santana, Eunício afirmou que será de caráter institucional e continuará a trazer recursos para o Ceará. “Eu não serei opositor no Senado. Eu vou ser alguém que vai continuar trazendo recursos para o Estado, vou continuar fazendo o que eu sempre fiz. (…) Obviamente que numa posição de deixar claro para o Ceará o que está acontecendo em Brasília, e de que forma esses recursos chegaram aqui e para que eles chegaram, além de fiscalizar”.

08:48 · 06.11.2014 / atualizado às 08:48 · 06.11.2014 por
Dos candidatos do segundo turno só as contas de Eunício estavam no site do TSE. As de Camilo Santana podem não ter sido entregue ainda FOTO: Érika Fonseca
Dos candidatos do segundo turno só as contas de Eunício estavam no site do TSE. As de Camilo Santana podem não ter sido entregue ainda FOTO: Érika Fonseca

O senador Eunício Oliveira (PMDB), candidato a governador do Estado, disse ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter arrecadado um total de R$ 43.678.954,53 e gasto R$ 38.219.746,90. Esses números estão no site do TSE, inclusive com a relação dos doadores e das despesas feitas pela campanha do senador. A prestação de contas do governador eleito, Camilo Santana (PT), até o início da noite de ontem, não estava no mesmo site.

Os gastos registrados pela candidatura de Eunício com os dos demais candidatos derrotados na disputa de governador, Eliane Novais (PSB) e Ailton Lopes (PSOL), somam R$ 42,3 milhões, enquanto a arrecadação contabilizada sem o petista somou aproximadamente R$ 46,2 milhões, informaram.

O senador Eunício Oliveira, por seu comitê financeiro, apresentou o relatório com o detalhamento das receitas e despesas de campanha. Tanto Camilo Santana quanto o peemedebista, por terem participado do segundo turno, têm ainda até o dia 25 de novembro para justificar os recursos que utilizaram durante a campanha eleitoral.

O comitê financeiro de Eunício Oliveira, no entanto, antecipou a prestação de contas. Somente o relatório de despesas registrou um montante de R$ 38,2 milhões gastos com combustíveis, alimentação, energia, locação de veículos e imóveis, publicidade por materiais impressos e pagamento de serviços prestados por terceiros.

O comitê financeiro do peemedebista também justificou certa parte das despesas com doações feitas a candidaturas da coligação para deputado estadual e federal. O vereador Wellington Sabóia (PSC), que tentou uma vaga na Assembleia Legislativa como aliado de Eunício Oliveira e depois passou a apoiar Camilo Santana, foi registrado como um dos beneficiados com os recursos.

Construtoras

No demonstrativo das receitas, o comitê financeiro de Eunício Oliveira registrou ter arrecadado um total de R$ 43,2 milhões. No relatório divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o montante veio de doações de empresas particulares e da própria direção nacional do PMDB, em alguns casos como intermediário direto dos doados.

Eunício recebeu relativamente pouco de ajuda de cearenses pessoa física e jurídica. Os maiores doadores são as grandes construtoras do País, como a OAS, Queiroz Galvão, Norbert Odebrecht, Andrade Gutierrez, Camargo Correa e Marquise.

Também estão na relação de maiores doadores do peemedebista, bancos, laticínios, plano de saúde e a JBS, a que maior contribuiu individualmente, R$ 3.682.000,00.

Já a ex-candidata a Eliane Novais (PSB) declarou ter gasto durante toda a campanha eleitoral um total de R$ 3,5 milhões.

09:57 · 03.11.2014 / atualizado às 09:57 · 03.11.2014 por

Na matéria “Preteridos na eleição, aliados ameaçam rebelião contra PT”, publicada na versão online de hoje (03), a Folha de S.Paulo aponta o senador Eunício Oliveira (PMDB) como um dos grandes aliados do Governo que saíram magoados das eleições. A reportagem afirma que Eunício “não engoliu” o apoio de Dilma a Camilo Santana (PT), que acabou vencedor da eleição para Governador no Ceará.

“A irritação começou quando o Palácio do Planalto patrocinou a candidatura do petista por ser aliado do governador Cid Gomes (Pros), desafeto de Eunício. Por meses, o Planalto pressionou o peemedebista a sair do páreo, mas Eunício foi em frente e se aliou ao PSDB no Estado, que elegeu Tasso Jereissati (PSDB-CE)  ao Senado”, destaca.

No “exército de magoados”, a Folha aponta também o Presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (PMDB), que atribui sua derrota na disputa ao governo no Rio Grande do Norte a um vídeo gravado por Lula em defesa de seu adversário,  Robinson Faria (PSD). Os outros nomes são Lindbergh Farias (PT), Lobão Filho (PMDB) e Vital do Rêgo (PMDB).

 

 

09:08 · 28.10.2014 / atualizado às 09:08 · 28.10.2014 por

Por Miguel Martins

O candidato Eunício Oliveira (PMDB), mais uma vez, ganhou a eleição na cidade de Fortaleza, que não seguiu a maioria dos votos dos eleitores do Estado, o que não foi suficiente para a vitória nas urnas em todo o Estado. Nos dez maiores colégios eleitorais do Ceará, o peemedebista perdeu em seis e ganhou somente em quatro.

No primeiro turno, Eunício Oliveira obteve maior votação em municípios da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), como em Caucaia, Maracanaú, Maranguape, Quixadá e na própria Capital. Ele também foi vitorioso Iguatu. Este último, no segundo turno deu vitória para o petista Camilo Santana. O candidato governista venceu em Sobral, Juazeiro do Norte, Crato e Itapipoca e aumentou sua vantagem sobre o adversário.

Em todo o Ceará, 6,2 milhões de pessoas estão aptas a votar. No entanto, no primeiro turno, somente 5 milhões compareceram às seções eleitorais para exercerem o direito do voto, o que resultou em uma abstenção de mais de 1,2 milhão, o que representa 20 % do eleitorado cearense. Cerca de 303 mil eleitores votaram em branco e 438 mil anularam seus votos para governador.

No segundo turno foram 1,3 milhão de abstenção, cerca de 21,75% do eleitorado do Estado. Ao todo foram 69,3 mil votos em branco e 246 mil votos nulos. Os votos válidos foram 4,5 milhões, Camilo Santana obteve 2,3 milhões (53,35%) contra 2,1 milhões (46,65%) de Eunício Oliveira.

Nos dez maiores colégios eleitorais do Ceará, no segundo turno, o candidato peemedebista perdeu em seis e ganhou somente em quatro deles. Em todas as treze zonas eleitorais da Capital cearense o peemedebista foi vitorioso, demonstrando que o eleitorado fortalezense não seguiu a votação da maioria dos eleitores do Interior do Estado. Ele obteve pouco mais que 702 mil votos, enquanto que Camilo Santana ficou com 526,2 mil votos.

Caucaia, segundo maior colégio eleitoral do Estado, também deu vitória a Oliveira, que ficou com 123, 6 mil votos contra 108,5 mil para Santana. Já em Maracanaú, Camilo Santana obteve 43,6 mil votos, enquanto que Eunício ficou com mais de 73 mil votos. A cidade, também na Região Metropolitana de Fortaleza, é reduto eleitoral de Roberto Pessoa (PR), candidato a vice-governador do Estado na chapa encabeçada pelo PMDB.

No Município de Juazeiro do Norte, Camilo obteve 91,8 mil votos, e Eunício 32,2 mil. No reduto eleitoral do governador Cid Gomes, Sobral, o petista obteve 62 mil votos e Eunício 38 mil. No Crato ocorreu uma das maiores diferenças entre os dois postulantes, visto que o petista recebeu 83% dos votos e o peemedebista somente 16%. Os números totais registraram no Município da Região do Cariri, 55 mil votos para Camilo e 11 mil para Eunício.

Em Itapipoca, Camilo ficou com 41 mil votos e Eunício somente 19 mil. Iguatu, Município que tem forte presença do PMDB e Eunício ficou com 50,48%, Camilo também foi vencedor, com 30 mil votos (61%) contra 19 mil do adversário (38%). Em Maranguape a situação foi mais apertada, e deu vitória para o opositor da gestão cidista, com 27 mil votos para o candidato governista (48%) contra 28 mil para Eunício (51%).

Crateús, outro Município entre o maior eleitorado no Ceará, deu vitória para Camilo Santana que obteve 61% dos votos contra 38,5% para Eunício. Curiosamente, em Lavras da Mangabeira, terra natal de Eunício Oliveira, ele perdeu com ma margem pequena de diferença. Enquanto que Camilo Santana obteve 8.644 votos (51%), Eunício obteve 8.067 votos, ou seja 48% do total. Já em Barbalha, cidade onde nasceu o candidato petista, ele obteve 21 mil votos, e Eunício somente 11 mil,