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Tag: Eunício Oliveira


09:24 · 05.09.2017 / atualizado às 09:24 · 05.09.2017 por

Por Miguel Martins

A possibilidade de aproximação entre o governador Camilo Santana e o senador da República Eunício Oliveira é vista com cautela por seus liderados. Enquanto alguns acreditam que tal alinhamento será benéfico para o Estado do Ceará, outros argumentam que o eleitorado não vai acatar que antagonistas até pouco tempo estejam lado a lado no pleito do próximo ano.

Como o Diário do Nordeste abordou no domingo passado, nos bastidores da política cearense, ainda que com um pouco de descrença por alguns, há insistentes comentários sobre possível alinhamento entre o governador Camilo Santana e o grupo liderado por Ciro e Cid Gomes, ambos do PDT, e o PMDB do presidente do Congresso Nacional, o senador Eunício Oliveira.

Para o deputado Julinho (PDT), que faz parte da base de sustentação do Governo Camilo, “se realmente estiver havendo essa aproximação, acho que é natural, porque o governador e o Governo estão bem avaliados pela população”, disse. A petista Rachel Marques, por sua vez, disse que o foco do partido é criar uma aliança em torno da eleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e reeleição de Camilo Santana. “O que vier nesse sentido pode ser discutido, mas aceitável”, afirmou.

Silvana Oliveira (PMDB), que tem sido uma das principais defensoras da gestão Camilo Santana na Assembleia, disse que, pelo que tem acompanhado, há uma possibilidade forte de isso acontecer. “No meu entender, essa aproximação favorece muito o Ceará”.

Para o deputado Roberto Mesquita (PSD), confirmando-se tal alinhamento, visando melhorias para o Estado do Ceará, ele vê com bons olhos. No entanto, sendo apenas para conveniências de ambos com o objetivo de salvar seus mandatos, ele se posiciona contrário. “Se cada um, com a força que tem, lutar para que o Ceará seja menos desigual, com mais Saúde e Saneamento Básico, estou ao lado dessa parceria. Se for só casamento de aparência, vejo com tristeza”, disse.

Alguns deputados chegaram a dizer que o acordo entre as duas lideranças já está fechado, faltando apenas um diálogo com suas bases. “Tem que ser explicado tudo aquilo que foi falado um ao outro ao longo desses anos. Não se pode de uma hora para a outra dizer que são amigos desde criancinha, porque se testemunhou agressões de um contra a outro”, diz Roberto Mesquita.

09:40 · 02.09.2017 / atualizado às 09:40 · 02.09.2017 por

Por Edison Silva

Eunício e Camilo quando participavam do debate na Televisão Verdes Mares, na disputa pelo Governo do Estado. Pelos entendimentos, Camilo disputa a reeleição e Eunício, ao lado de Cid Gomes, as duas vagas de senador Foto: Lucas de Menezes

Nesta semana, os bastidores da política cearense foram dominados, mesmo com uma certa dose de incredulidade, por insistentes comentários sobre um possível reatar de entendimentos entre o grupo liderado pelos irmãos Ciro e Cid Gomes (PDT) e o do PMDB do senador Eunício Oliveira, hoje presidente do Congresso Nacional.

Eles estão rompidos desde o início de 2014, quando Cid negou apoio à postulação de Eunício para o Governo do Estado, vindo posteriormente a indicar, como candidato ao posto, Camilo Santana (PT), o eleito. A disputa pela chefia do Executivo estadual cearense foi acirrada. E virulentas foram as acusações pessoais, continuadas até bem pouco tempo, entre Ciro e o senador.

Os atores principais, pelo menos até agora, ainda distante do momento de consolidação das alianças políticas para a sucessão estadual, até podem fazer-se de alheios, desinteressados e distantes das reservadas conversações autorizadas de aliados seus interessados no entendimento, por razões outras além daquelas de terem que encarar as normais críticas do realinhamento, após tantos desaforos trocados. Ambos os lados têm dado sinalização de ser possível voltarem a fazer campanha juntos.

Sinalizações

A não definição de um segundo nome para senador, na chapa de Camilo, como reportado neste espaço no último sábado, se não tinha o objetivo primeiro de atrair Eunício para uma aliança, sem dúvida foi a abertura para o entendimento já não tão distante. Abstendo-se dos discursos do senador sobre sucessão estadual, as condições políticas do momento não lhes parecem favoráveis para a repetição da disputa de 2014. O acordo, portanto, lhe facilita renovar o mandato.

Aliados de Eunício têm procurado mostrar indicações dele de não ter interesse em persistir na disputa com o grupo governista cearense, citando como primeiro exemplo o fato de ele não ter colocado para a votação, em segundo turno, a emenda constitucional de sua iniciativa, impedindo a extinção do Tribunal de Contas dos Municípios.

Agora, por último, além dos acenos de ajuda ao Governo do Estado e à Prefeitura de Fortaleza, com ações do Governo Federal, o senador estancou o processo de expulsão de três deputados estaduais do PMDB: Agenor Neto, Audic Mota e Silvana Oliveira, hoje no grupo do Governo.

A emenda constitucional de Eunício, garantindo a manutenção do TCM, se aprovada meses atrás, poderia até ser questionada, por ferir o princípio federativo, no entanto seria um grande empecilho para extinguir aquele Tribunal, além de produzir um ganho político para Domingos Filho, pretenso candidato ao Governo, ampliando sua capacidade de fustigar o governador e também ao próprio Eunício, que o teve como concorrente, no mesmo grupo, para ser candidato a sucessor de Cid no Governo.

Se formada a aliança, Domingos fica com espaço muito restrito para disputar um cargo majoritário. A não expulsão dos deputados também pode se relacionar à perspectiva do acordo. Expulsos, eles no Governo poderiam criar dificuldades para votar na chapa situacionista com o peemedebista.

Pretendentes

Os observadores mais atentos do quadro político local têm leituras mais aproximadas das pretensões dessas lideranças, enxergando, portanto, situações compatíveis com os interesses dos pretendentes aos diversos cargos abertos à disputa, que fora da política seriam inimagináveis de acontecer.

Ao PDT, ao PT de Camilo, e ao PMDB de Eunício, o acordo ora badalado tem grande valia. Para o governador, é menos um forte adversário que desaparece, além da garantia de mais tempo para a propaganda eleitoral no rádio e televisão, um ponto a ser considerado em qualquer campanha majoritária. Para o senador, será uma oportunidade de disputar a reeleição com melhores perspectivas de vitória.

Aparentemente, efetivando-se tal quadro, enfraquecida ficará a oposição à reeleição de Camilo. Ledo engano. A oposição tem facilidades de vez por outra fazer a eleição ser realmente disputada, principalmente quando tem um bom nome que inspire confiança e consiga atacar a vulnerabilidade do governante na disputa do segundo mandato. Eunício foi oposição em 2014, conseguiu levar a disputa para o segundo turno. Camilo era o candidato da situação, com Cid no Governo, lhe emprestando todo o apoio que o Poder pode oferecer aos seus.

Palanque

O PSDB do senador Tasso Jereissati, com representantes de outras siglas que deram musculatura à candidatura de Eunício em 2014, pode motivar o eleitorado a reagir contra essa pretensa aliança, e, como resultado, fortalecer os nomes que venham a ser apresentados para a chapa majoritária oposicionista.

Os tucanos terão candidato ao Governo do Estado, não apenas pelo fato de o partido, disputando o cargo de Presidente da República, precisar de um palanque no Estado, mas, sobretudo, pela determinação de querer derrotar Camilo por ser petista e apoiado por Ciro e Cid Gomes. Preferencialmente, se não houvesse obstáculo em relação às alianças no pleito federal, Eunício seria o nome das oposições.

Sem ele, o PSDB construirá sua própria candidatura. Há tempo suficiente para desenvolver esse projeto, porém o partido precisa decidir logo e começar a andar com o escolhido pelo Interior do Estado para fazer o contraponto com Camilo, constantemente em missão administrativa que se confunde com campanha política.

15:56 · 06.07.2017 / atualizado às 16:42 · 06.07.2017 por

Por Adriano Queiroz

Eunício comandará o Brasil, enquanto o presidente da República, Michel Temer (os dois aparecem na foto acima), e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) estiverem cumprindo agenda no Exterior Foto: AFP

Ao assumir a Presidência da República na tarde desta quinta-feira (6), o presidente do Senado Federal, Eunício Oliveira (PMDB-CE), passou a ser o quinto cearense na história republicana brasileira a ocupar o posto máximo do Poder Executivo do País.

Eunício é atualmente o terceiro na linha sucessória presidencial e comandará o Brasil, enquanto o presidente da República, Michel Temer (PMDB-SP), e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) estiverem cumprindo agenda no Exterior.

>Eunício será o 4º a ocupar a Presidência da República em 14 meses

Temer viajou nesta quinta para Hamburgo, na Alemanha, onde participa, até sábado (8) da reunião de cúpula do G-20, grupo das 20 maiores economias mundiais. Já Maia tem compromissos na Argentina e só deve retornar ao País no domingo (9).

Antes de Eunício, outros quatro cearenses ocuparam a Presidência da República Foto: Beto Barata/PR/FotosPúblicas

Antes de Eunício, os outros cearenses que ocuparam a Presidência da República, foram: José Linhares, que governou interinamente entre outubro de 1945 e janeiro de 1946; Humberto Castelo Branco, primeiro presidente do regime militar, e que governou entre abril de 1964 e março de 1967 (ele viria a falecer cerca de 4 meses depois em um acidente aéreo); Paes de Andrade, que na qualidade de presidente da Câmara,assumiu o comando interino do País, por 11 vezes, entre os governos de José Sarney e Fernando Collor; e, mais recentemente, Mauro Benevides, que, assim como Eunício, era presidente do Senado quando precisou ocupar a chefia do Executivo em dezembro de 1992.

Eunício Oliveira é natural de Lavras da Mangabeira, tem 64 anos, e está na presidência do Senado desde 1º de fevereiro deste ano. Ele ocupa mandato na Casa Legislativa desde 1º de fevereiro de 2011. Antes, Eunício já foi deputado federal (1999-2011) e Ministro das Comunicações (2004-2005), do governo Lula.

Saindo do país em viagem a Hamburgo, na Alemanha, para participar da Cúpula do G20, Michel Temer passou o comando da Presidência da República interinamente ao presidente do Senado Eunício Oliveira (PMDB-CE). As informações da assessoria do Planalto são de que Temer transmitiu o cargo temporariamente logo antes de embarcar, por volta das 13h, no entanto, Eunício só passa a ser presidente oficialmente entre 15h e 16h. Rodrigo Maia, presidente da Câmara, que é o primeiro na linha sucessória, iria assumir o cargo, mas está em viagem na Argentina. Veja no vídeo o momento em que Temer passa o cargo a Eunício. #presidencia #temporaria #viagem #temer #eunicio #brasil #planalto #diariodonordeste #dn

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10:33 · 13.05.2017 / atualizado às 10:33 · 13.05.2017 por

Waldemir Catanho, suplente do senador Eunício Oliveira, e Sérgio Novais, suplente do senador José Pimentel, não chegaram a assumir vaga no Senado em nenhuma oportunidade desde o início dos mandatos dos titulares, em 2011 Fotos: José Leomar

Com papéis coadjuvantes nas campanhas eleitorais e atuação nula ao longo dos mandatos dos titulares, os suplentes de dois dos três senadores cearenses veem de longe o passar dos sete anos dos titulares à frente dos cargos e não nutrem qualquer expectativa de assumir vaga no Senado Federal até o fim do ano que vem, quando terminam os mandatos de Eunício Oliveira (PMDB) e José Pimentel (PT). Diante da discussão de proposta de corte de uma das duas vagas de suplência, Sérgio Novais, o primeiro-suplente de Pimentel, afirma, inclusive, que a vaga de suplência, hoje, é “esdrúxula”. Já o petista Waldemir Catanho, primeiro-suplente de Eunício, sustenta que o suplente tem um papel de substituição.

Atualmente, cada senador é eleito com dois suplentes, que podem assumir o cargo principal em casos de vacância. Uma chapa só pode concorrer ao Senado com os três nomes. Analistas políticos entrevistados pelo Diário do Nordeste, contudo, destacam que as necessidades de substituição já não ocorrem como no passado, o que acaba dando aos suplentes, hoje, importância maior no período pré-eleição, pois as escolhas estão associadas à formação de alianças e ao financiamento das campanhas. Os próprios suplentes relatam que é raro manter algum contato com os titulares, mesmo que tenham disputado eleição juntos.

Waldemir Catanho, por exemplo, lembra que a formação da chapa que compôs em 2010 foi resultado de uma aliança política da época do pleito, quando Eunício e Pimentel formaram uma dobradinha na campanha que terminou com a eleição dos dois. Depois do rompimento da aliança entre PT e PMDB, que culminou no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff em 2016, o petista diz que não existe qualquer relação com o titular do cargo, assim como expectativa de assumir vaga até 2018. “ Imagino que ele (Eunício) deva concluir o mandato de presidente do Senado”, afirma .

Relevância

Ele sustenta, porém, que o cargo de suplente de senador tem importância e não gera despesa aos cofres públicos. “Passa a ter importância na medida em que é possível que o titular eventualmente se afaste do cargo. Pode se tornar ministro, se eleger para outro cargo, e aí o suplente tem importância tremenda”.

Waldemir Catanho diz que é “válida” a discussão sobre a extinção de uma das vagas de suplente ou mesmo sobre mudanças na forma como são eleitos, mas afirma não ter uma opinião fechada sobre tais possibilidades. Para ele, este debate não deve ser prioridade na discussão da reforma política na Câmara dos Deputados, uma vez que “são poucos suplentes que assumem”. O fim de uma das vagas de suplência de senador é uma das propostas do relator da comissão especial da reforma política na Casa, o deputado federal Vicente Cândido (PT-SP).

“Alguns defendem que os suplentes sejam escolhidos apenas no momento da ausência do titular, alguns defendem que seja o segundo mais votado na eleição. Tem várias teses, mas nem de longe isso está entre as questões mais importantes do sistema político, porque os principais problemas do sistema político brasileiro têm a ver com a forma como as pessoas se elegem, o poder que o eleitor tem sobre o eleito”, argumenta.

Suplente de José Pimentel, Sérgio Novais, que quando compôs chapa com o petista estava no PSB, disputou as eleições de 2016 pelo PMDB e, atualmente, está sem partido, sem cogitar aderir a outra sigla no momento. Diferentemente de Waldemir Catanho, ele diz que tenta acompanhar o mandato do titular. “É um bom mandato. A gente pode classificar como um parlamentar trabalhador”, avalia. Novais, contudo, também não crê que possa assumir uma cadeira no Senado até 2018 por vacância. “Fui deputado federal e conheço tanto a Câmara quanto o Senado, então não tenho nenhuma expectativa sobre isso”, aponta.

Questionado sobre como avalia a mudança na suplência proposta pelo relator da reforma política na Câmara, Sérgio Novais diz que não sabe ao certo qual é a mudança em debate, mas crava: “Tá bom de suplente. Eu acabava logo era as duas (vagas) e deixava o segundo mais votado entrar”. Para ele, “a suplência é esdrúxula e tem que mudar, mas é difícil porque o Parlamento tem que aceitar mudanças”. Perguntado, então, sobre o porquê de ter aceitado compor chapa como suplente, já que classifica a função como “esdrúxula”, ele pondera que não iria disputar a eleição naquele ano, mas seu nome foi colocado após “acordo” firmado entre PSB e PT.

Desnecessário

Analistas políticos reafirmam palavras dos suplentes ao analisar a perda de espaço do cargo. O sociólogo Clésio Arruda, professor da Universidade de Fortaleza (Unifor), por exemplo, avalia que, hoje, um cenário econômico e tecnológico que permite a comunicação com mais facilidade, de forma virtual, leva à “desnecessidade” ou superficialidade das vagas de vice e suplente. “É algo que a gente tem que repensar, inclusive, pela crise que se tem de representatividade, que talvez seja o maior problema do indivíduo que chegou (ao cargo) por nenhum voto, como é o caso do suplente”.

Afirmando, ainda, que a raiz de inúmeras irregularidades no sistema político brasileiro é o modelo de financiamento das campanhas, Clésio Arruda também rejeita a utilização do suplente como estratégia de financiamento. “Pensar na existência do suplente (tendo) como argumento o arco de aliança ou ainda a maior capilaridade para arrecadação de fundos é justificativa que hoje deve ser banida”, diz.

Já o cientista político Josênio Parente, professor da Universidade Estadual do Ceará (Uece), lembra que, historicamente, a figura do suplente esteve associada a acordos que versavam sobre o financiamento em troca de “benesses aristocráticas” do cargo do titular, relação que, segundo ele, não deveria existir. “Esse é um ponto discutível, porque o suplente em si é um substituto”.

11:38 · 04.05.2017 / atualizado às 11:38 · 04.05.2017 por

O deputado Fernando Hugo (PP) iniciou os trabalhos da tribuna da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, nesta quinta-feira (4), para trazer à tona um documento oficial do governador Camilo Santana (PT), pelo qual ele pede aos senadores Eunício Oliveira (PMDB) e Tasso Jereissati (PSDB) ajuda para viabilizar recursos congelados para a viabilização da linha leste do metrô de Fortaleza.

Segundo o parlamentar, “é preciso pedir, de mãos dadas, para que o governo federal, isonomicamente, trate o Estado do Ceará”, pontuou ao expor em suas mãos o documento oficial entregue pelo governador. De acordo com Hugo, Camilo foi extremamente cearense ao fazer o pedido aos senadores para que intercedessem pela abertura de crédito do BNDES.

Hugo afirmou que o governo do Estado deveria receber R$ 1 bilhão a partir de empréstimo para a continuação da linha leste do metrô. “Temos que lutar é para que o presidente Michel Temer possa fazer valer o que contratualmente foi assinado, o que documentalmente é assinado”, defendeu o deputado.

12:37 · 21.03.2017 / atualizado às 12:37 · 21.03.2017 por

O deputado Renato Rosendo (PSOL) ocupou a tribuna do Plenário 13 de Maio nesta terça-feira (21) para debater as operações da Polícia Federal que investigam senadores da República e o esquema de corrupção dos frigoríficos nacionais em troca de licenças.

“Não é possível que nós não entendamos como este país está vivendo o manto de uma corporocracia”, disse o deputado em relação às doações eleitorais efetuadas por grandes empresas, como a JBS, à campanhas de 2014. De acordo com Roseno, as corporações foram as maiores doadoras das campanhas de Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB), além de que “elegeram 360 deputados federais”.

“Esse esquema todo expõe as vísceras do esquema entre as grandes corporações da indústria de alimentos, que poluem o meio ambiente, sobretudo essas corporações”, afirmou o parlamentar ao sugerir que o consumidor paga duas vezes: “pela saúde e pela corrupção política”.

Roseno ainda se referiu à operação deflagrada hoje pela Polícia Federal, com a autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que mira em autoridades do Senado, inclusive o presidente dessa Casa, os senador cearense Eunício Oliveira (PMDB). “Hoje a Polícia Federal está fazendo mais uma operação, inclusive tendo como alvo o senador Eunício, envolvendo pessoas ligadas ao senador”, pontuou o parlamentar que se disse “enojado com tudo isso”.

A fim de fazer um contraponto, o deputado Leonardo Araújo (PMDB), líder do partido na Assembleia, pediu aparte e foi atendido por Roseno. “Quero esclarecer que a operação em que a Polícia Federal está dentro da Confederal [empresa de transporte de valores ligada ao senador] não traz nenhum temor à história do senador Eunício”, afirmou o peemedebista. Segundo Leonardo, o presidente do Senado “tem tido uma conduta ilibada e está sendo hoje alvo por causa da atribuição do cargo [que ocupa]”.

15:28 · 07.02.2017 / atualizado às 15:28 · 07.02.2017 por

A deputada Dra. Silvana (PMDB) subiu à tribuna da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará para enaltecer a posse do também peemedebista Eunício Oliveira à Presidência do Senado Federal na última semana.

“Hoje a gente vê realmente o país entrando nos trilhos na mão de um partido sério, que tem a reponsabilidade de governar para esta e para as futuras gerações”, afirmou Silvana ao ceder uma série de apartes aos deputados presentes.

Roberto Mesquita (PSD), Leonardo Araújo (PMDB), Fernanda Pessoa (PR) e Odilon Aguiar (PMB) se associaram às colocações de Silvana no que diz respeito ao fortalecimento do Estado do Ceará na política nacional. “Eu me orgulho de ter o senador como líder maior do PMDB”, disse Araújo, que assumiu a liderança do partido na Assembleia.

09:26 · 22.10.2016 / atualizado às 09:26 · 22.10.2016 por

Por Miguel Martins

Mais atuante na campanha de Roberto Cláudio, o ex-governador Cid Gomes adesivou veículos na Aldeota, na última quinta-feira (20) Foto: Helene Santos
Mais atuante na campanha de Roberto Cláudio, o ex-governador Cid Gomes adesivou veículos na Aldeota, na última quinta-feira (20) Foto: Helene Santos

Praticamente distantes do primeiro turno da campanha em Fortaleza, lideranças políticas surgem neste segundo momento da disputa expressando apoio e participando de eventos dos candidatos que concorrem à Prefeitura. Para parlamentares entrevistados pelo Diário do Nordeste, a presença dos líderes pode ajudar os postulantes, mas também atrapalhar, uma vez que, assim como haverá transferência de votos, também pode ocorrer movimento contrário.

Desde o início da semana, o senador Tasso Jereissati (PSDB) tem aparecido na propaganda eleitoral de Capitão Wagner (PR), apresentando-o como nova liderança local, com capacidade de fazer uma boa administração. Na tarde desta sexta-feira (21), foi a vez do senador Eunício Oliveira (PMDB) gravar programa em apoio ao aliado. Já na noite da última quinta, o ex-governador Cid Gomes resolveu entrar de vez na disputa em prol de Roberto Cláudio (PDT).

O governador Camilo Santana ainda vem consolidando sua participação como liderança política, mas também diz apoiar o atual prefeito de Fortaleza, enquanto o ex-governador Ciro Gomes tem utilizado as redes sociais para fazer defesa da atual gestão e atacar a campanha de Wagner. Para deputados estaduais, a inserção destes personagens na disputa em Fortaleza pode ser positiva, uma vez que é uma força a mais pedindo votos para seus postulantes. No entanto, a rejeição deles pode surtir efeito como um tiro no pé.

Influência

Para Audic Mota (PMDB), a presença de Tasso Jereissati na disputa vai ajudar muito Capitão Wagner, visto que, na opinião do peemedebista, o senador tucano é a maior personalidade política da atualidade, sobretudo na conjuntura atual do País. Ele ressaltou que Tasso passou pela “tormenta” que atingiu a política nacional sem qualquer suspeita de corrupção. “Já o governador Cid Gomes tem ligação estreita com o PT e Dilma, que são exemplos de fracasso da vida pública”, atacou.

Danniel Oliveira (PMDB) ressaltou que a participação das lideranças no pleito é importante, principalmente, porque agrega maior força aos postulantes. No entanto, conforme sustentou, Cid Gomes nunca foi vitorioso na Capital, o que poderia ser um complicador na campanha do prefeito. Na contramão, ele acredita que Tasso e Eunício podem ajudar Capitão Wagner, uma vez que, em 2014, nas eleições para o Governo do Estado, o peemedebista teve vitória na Região Metropolitana de Fortaleza.

De acordo com parlamentares ouvidos pelo Diário do Nordeste, não há qualquer dúvida de que votos serão transferidos para os candidatos, assim como a perda de apoios por conta da participação de tais lideranças políticas. Para Walter Cavalcante (PP), no entanto, não é possível mensurar o quanto as participações serão positivas ou negativas. “Eu considero todos grandes apoiadores, mas o principal apoiador é o povo”, ponderou.

Mudanças

O deputado Ely Aguiar (PSDC), que já foi oposição a Cid Gomes, disse que o político, em sua concepção, foi um dos melhores governadores que o Ceará já teve e que, por isso, terá poder de transferir votos para seu aliado na Capital. “A chegada dele na campanha dá respaldo para Roberto Cláudio”, opinou. Segundo o parlamentar, o candidato do PR tinha forte penetração na periferia da cidade, mas não conseguia atrair votos das classes mais abastadas da Capital, o que pode mudar com a presença de Tasso.

A deputada Silvana Oliveira (PMDB), que já fez parte da base governista de Cid Gomes, também afirmou que o ex-governador é uma grande liderança política. No entanto, ressaltou que houve uma vibração por parte dos militantes de Wagner quando Tasso passou a participar mais ativamente da campanha do republicano. “A figura do Tasso como empresário, administrador e político vai dar uma grande ajuda ao Capitão. Ele é a maior influência política do Ceará”.

Para Fernanda Pessoa (PR), as lideranças políticas que trabalham na candidatura de Wagner o deixaram à vontade no primeiro turno e só resolveram se dedicar mais à disputa neste segundo momento. Segundo disse, a presença de líderes vai influenciar no voto do eleitor que ficará do lado daquele que melhor representa seus ideais. Ela aposta na influência de Tasso para atrair votos para Capitão Wagner.

09:34 · 09.07.2016 / atualizado às 09:34 · 09.07.2016 por

Por William Santos

O anúncio do apoio do PMDB ao pré-candidato do PR foi comandado pelo senador Eunício Oliveira e reuniu lideranças das duas siglas e do PSDB Foto: Kid Júnior
O anúncio do apoio do PMDB ao pré-candidato do PR foi comandado pelo senador Eunício Oliveira e reuniu lideranças das duas siglas e do PSDB Foto: Kid Júnior

Com a presença de líderes do PMDB, do PSDB e do PR, a sigla peemedebista, comandada no Ceará pelo senador Eunício Oliveira, oficializou, em encontro na sede do partido em Fortaleza na tarde de ontem, o apoio à pré-candidatura do deputado estadual Wagner Sousa (PR) à Prefeitura de Fortaleza. A decisão, segundo Eunício, foi consenso dentro da legenda, mesmo entre nomes que defendiam a tese de candidatura própria do PMDB. Ao partido, então, caberá indicar o candidato a vice da chapa, também formada pelo PSDB.

Em entrevista após o anúncio, durante o qual Eunício e Wagner estiveram acompanhados do presidente estadual do PSDB, Luiz Pontes, do presidente estadual do PR, o ex-governador Lúcio Alcântara, do vice-presidente do PMDB no Ceará, Gaudêncio Lucena, além de deputados estaduais e federais dos três partidos, o senador garantiu que o PMDB apoiará Wagner “na plenitude”, com participação da militância peemedebista na campanha direta.

“O Capitão Wagner, a partir de hoje, não pertence mais ao PR, pertence aos partidos aliados, e nós vamos ampliar essa base de partidos”, afirmou.

Eunício também explicou que já está acordado, entre os partidos que compõem a coligação, que ficará a cargo do PMDB a escolha do pré-candidato a vice-prefeito que completará a chapa da aliança. Gaudêncio, cujo nome era cotado como possível pré-candidato peemedebista para a disputa eleitoral, porém, ainda não é o indicado.

“O PMDB não definiu nome ainda. Nós vamos conversar internamente, assim como eu fiz para construir o apoio à candidatura do Capitão Wagner, sem nenhuma dissidência, todas as lideranças, o diretório foi ouvido, a executiva foi ouvida, a bancada estadual, a bancada federal, a bancada municipal, a executiva municipal, então nós estamos unidos”, declarou o senador, acrescentando que “em relação a vice, nós vamos construir da mesma maneira, para que não tenha nenhum ruído”.

Reciprocidade

Segundo ele, foi determinante para a desistência de candidatura própria, cuja tese ganhou força após a renúncia do deputado federal Vitor Valim de disputar a eleição, o sentimento de “reciprocidade” em relação aos partidos que o apoiaram no pleito de 2014, quando foi candidato ao Governo do Estado, como PR, PSDB, PTN e Solidariedade.

“O Vitor (Valim) chegou a liderar as pesquisas em determinado momento, o Gaudêncio tem uma história, é vice-prefeito de Fortaleza e tantos outros companheiros que desejavam uma candidatura própria do PMDB. Foram todos convencidos de que, nesse momento, o mais importante não é o PMDB ter candidatura, o mais importante é nós elegermos alguém desse grupo que foi construído com muito suor, muita dificuldade, mas com muita firmeza nas eleições de 2014”, justificou.

O republicano Wagner Sousa, por sua vez, disse que o apoio do PMDB demonstra que sua pré-candidatura “está solidificada” e informou que começará, a partir de agora, a ouvir propostas da sigla de Eunício Oliveira para a elaboração de seu plano de governo, assim como tem feito com o PSDB.

“A partir de agora, a gente senta com os membros do PMDB, a partir dessa consolidação da chapa, para discutir os diversos temas da cidade. A questão da Segurança Pública não vai deixar de ser uma pauta extremamente importante, a Saúde, o Saneamento Básico, a questão ambiental, a questão do investimento na geração de emprego e renda. Tudo isso vai fazer parte da nossa discussão”.

07:25 · 19.04.2016 / atualizado às 07:25 · 19.04.2016 por
Segundo Eunício, a prioridade agora é definir quantas cadeiras a sigla terá direito na comissão que será formada para discutir a denúncia contra Dilma FOTO: Érika Fonseca
Segundo Eunício, a prioridade agora é definir quantas cadeiras a sigla terá direito na comissão que será formada para discutir a denúncia contra Dilma FOTO: Érika Fonseca

Por William Santos

No dia em que o Senado recebeu o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, que tramitará na Casa até que seja concluído, o senador cearense Eunício Oliveira, líder da bancada do PMDB, afirmou ao Diário do Nordeste que o partido ainda não se reuniu para definir posição sobre como seus parlamentares votarão diante da possibilidade de afastamento da petista da Presidência. Segundo Eunício, a prioridade, por enquanto, é definir quantas cadeiras a sigla terá direito na comissão que será formada para discutir a denúncia contra a presidente na Casa.

Ontem, o senador informou que teve três reuniões com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), nas quais trataram apenas sobre qual será o trâmite do processo na Casa. Ficou definido que a autorização dada pela Câmara para abertura do processo de impeachment será lida na sessão de hoje e, em seguida, Renan dará 48 horas úteis para que os líderes das legendas apresentem, na proporcionalidade partidária, os nomes que comporão a comissão, a ser formada por 21 membros.

“Na segunda de manhã devemos ter os nomes dos membros, aí o membro mais velho da comissão convoca para eleição do presidente e do relator na proporcionalidade dos partidos. Como o PMDB é o maior partido, cabe ao PMDB a indicação do maior número de membros, assim como a escolha entre a presidência ou a relatoria”. Eunício afirmou que tem em mente, para fazer o relatório ou dirigir os trabalhos, um “nome que tem o perfil para ter o equilíbrio que essa matéria requer”.