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Tag: filiação


08:54 · 21.12.2017 / atualizado às 08:54 · 21.12.2017 por
Eduardo Bismarck (de rosa) é cumprimentado pelo prefeito Roberto Cláudio. Ele e outras lideranças pedetistas foram ao ato de filiação Foto: Thiago Gadelha

Em ato com a presença de diversas lideranças pedetistas, o filho do prefeito de Aracati, Bismarck Maia (PTB), o advogado Eduardo Bismarck, oficializou sua filiação ao PDT na noite desta quarta-feira (20), na sede do partido em Fortaleza. No evento, acompanhado também por vereadores e correligionários do município onde sua família tem influência política, Aracati, ele também foi anunciado oficialmente como pré-candidato da legenda a deputado federal em 2018.

Compareceram ao ato de filiação o presidente estadual do PDT, deputado federal André Figueiredo, o presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque, o prefeito da Capital, Roberto Cláudio, e o presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, Salmito Filho, além do deputado estadual Gony Arruda, que prepara a ida ao PDT, e do vereador da Capital Iraguassú Filho. Também compuseram a mesa a vice-prefeita de Aracati, Denise Menezes, e o ex-prefeito de Horizonte, Manoel Nezinho.

O ex-governador Cid Gomes era presença esperada, mas não foi ao ato. Bismarck Maia, em discurso, afirmou que Cid é “o maior padrinho” da pré-candidatura do filho à Câmara dos Deputados. André Figueiredo, por sua vez, ressaltou que a entrada de Eduardo Bismarck no partido é um reflexo do “carinho que o Bismarck (Maia) tem pelo PDT” e disse esperar que o ingresso do filho do prefeito de Aracati na agremiação abra espaço para uma aproximação entre a gestão de Bismarck Maia e o PDT daquele município, liderado por Ivan Silvério, que disputou o cargo de prefeito em 2016.

O presidente do PDT no Ceará afirmou, ainda, que a filiação do advogado está inserida em um processo de renovação do partido, que pretende lançar novos nomes à Câmara dos Deputados no ano que vem. A meta da legenda é eleger seis deputados federais no Estado.

Terceiro partido

Eduardo Bismarck deixa o PPS, partido no qual ingressou em 2016 para compor a coligação do pai em Aracati, para entrar no PDT. Em 2014, lançou-se pré-candidato a deputado federal pelo PROS, partido que, àquela época, abrigava o grupo político dos irmãos Ferreira Gomes, mas desistiu da postulação. No PTB, partido de Bismarck Maia,  o prefeito de Juazeiro do Norte, Arnon Bezerra, que preside a sigla no Ceará, já pretende lançar o filho, Pedro Augusto, à disputa por uma cadeira na Câmara.

O novo filiado justificou, porém, que a ida para o PDT decorre de uma identificação com bandeiras da sigla, além da proximidade com o ex-governador Cid Gomes. Ele destacou que pretende ser candidato a deputado federal, mas disse estar à disposição da agremiação para disputar, também, uma cadeira na Assembleia, ou mesmo não ser candidato no ano que vem.

09:28 · 16.12.2017 / atualizado às 09:28 · 16.12.2017 por

Por Miguel Martins

Danilo Forte discursa cercado por lideranças locais e nacionais da legenda. O DEM é o terceiro partido que o recebe em pouco mais de dois anos Foto: José Leomar

O deputado federal Danilo Forte, ex-PSB, se filiou ao Democratas (DEM), ontem, em evento na Assembleia Legislativa, que contou com a participação de lideranças nacionais da legenda, além das presenças do prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, do PDT, e de seu vice, Moroni Torgan, vice-presidente do DEM no Ceará. O partido tem como objetivo, a partir de agora, fortalecer sua participação nos 184 municípios do Estado e ser protagonista no processo eleitoral do próximo ano.

A tendência é que a legenda mantenha apoio a eventual candidatura do governador Camilo Santana (PT) à reeleição. Sinal disso é que o chefe do Poder Executivo no Ceará esteve reunido com lideranças nacionais do DEM na noite da última quinta-feira (14), debatendo assuntos políticos e eleitorais. Na solenidade de filiação, ontem, o presidente do partido no Estado, Chiquinho Feitosa, destacou o apoio que a legenda tem dado ao Governo do Estado e à Prefeitura de Fortaleza.

“Estamos envolvidos no processo de sucessão do Governo do Estado. Nosso partido está aliado à Prefeitura de Fortaleza e ao Governo do Estado, sempre no sentido propositivo de contribuir, porque é esse o nosso propósito para desenvolver nossa cidade e nosso Estado. Isso é fundamental”, disse Feitosa.
Ainda em seu pronunciamento, o dirigente sustentou que a sociedade não pode abandonar a política e, por isso, seria importante o ingresso de figuras como Danilo Forte na legenda, visto que deve somar ao DEM com novas ideias. Segundo ele, o partido está se preparando para construir chapas fortes para deputado federal e estadual.

Administração

Vice-prefeito de Fortaleza e vice-presidente do DEM, Moroni Torgan, em discurso, destacou o empenho do prefeito Roberto Cláudio na administração da capital cearense, o que tem feito dele um exemplo de administrador para os demais municípios. De acordo como o democrata, o distanciamento popular da política não é saudável, uma vez que, conforme defendeu, é ela quem define a vida de uma Nação.

“Os homens e mulheres de bem têm que saber de política. Nós amamos a democracia, as famílias e nosso País. Tenho certeza que vamos ter mais um irmão que batalha muito pelo Estado”, afirmou Moroni. O deputado estadual João Jaime (DEM) destacou que, com a chegada de Danilo Forte, o grêmio vai trabalhar ainda mais para aumentar a participação nos 184 municípios do Ceará. Para ele, o trabalho de fortalecimento da sigla tem como objetivo apresentar, pelo menos, 20 candidaturas a prefeituras cearenses em 2020.

O líder do DEM na Câmara, deputado federal Efraim Filho (PB), também participou da solenidade e defendeu que a legenda seja protagonista do pleito eleitoral do próximo ano, e não atue apenas como coadjuvante, como tem sido ao longo dos últimos anos ao lado do PSDB, por exemplo. “Queremos implementar ideias que tanto defendemos. Não seremos coadjuvantes nesse processo e o Ceará será muito importante para nós”.

Para o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ), com o ingresso de Danilo Forte no partido, aumentam as chances de fortalecimento do DEM, porque outros deputados podem buscar a legenda. Ele disse que eventual apoio a Camilo “é um problema do Diretório Regional”.

Terceiro partido

Ao filiar-se ao terceiro partido em pouco mais de dois anos, Danilo Forte afirmou que escolheu o DEM porque a legenda tem demonstrado interesse em apresentar “o novo” e dar segurança ao Brasil. “O partido tem proposta, postura e coragem de fazer o enfrentamento de debate. Muitos se dizem a favor das mudanças e, na hora, boicotam o Brasil. Mas o DEM não, porque o DEM tem disposição para isso”.

Depois de sair do PMDB, em 2015, o deputado se filiou ao PSB, mas deixou a legenda após ingresso do deputado federal Odorico Monteiro (ex-PT), que passou a comandá-la no Estado. O Democratas mantém-se na base governista de Camilo Santana e de Roberto Cláudio. Questionado sobre eventual apoio ao governador no pleito do próximo ano, Forte disse apenas que isso ainda será discutido.

Além de Roberto Cláudio, Moroni Torgan, Chiquinho Feitosa e Rodrigo Maia, outras figuras da política local e nacional estiveram no evento, como o ministro da Educação, Mendonça Filho, e o líder do DEM na Câmara, Efraim Filho. Também compareceram os deputados Gony Arruda (PSD), Leonardo Pinheiro (PP), Antônio Granja (PDT), Sérgio Aguiar (PDT), Audic Mota (PMDB), Nizo Costa (PMB) e Yuri Guerra (PMN), além de prefeitos e outros dirigentes políticos.

17:04 · 14.12.2017 / atualizado às 17:06 · 14.12.2017 por

O deputado Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, chega esta noite a Fortaleza. Ele janta, com alguns cearenses, no apartamento do advogado Caio Rocha. Amanhã, o presidente da Câmara e o ministro da Educação, Mendonça Filho,  terão um encontro com o governador Camilo Santana, no Palácio da Abolição e no fim da manhã ambos participarão da filiação do deputado federal Danilo Forte ao DEM.

09:11 · 28.09.2017 / atualizado às 09:11 · 28.09.2017 por

Após a carta de desfiliação de Antônio Palocci do Partido dos Trabalhadores (PT), onde faz críticas e insinuações à sigla e à figura do ex-presidente Lula, deputados da legenda lamentaram a demora da agremiação em expulsá-lo. Segundo disseram, é preciso que a agremiação venha a público o mais rápido possível para contrapor às afirmações feitas pelo ex-ministro. Na carta de desfiliação, o ex-ministro defendeu acordo de leniência na Lava-Jato para o partido e disse que houve acúmulo de corrupções nos governos a partir do segundo mandato de Lula.

Para Manoel Santana o ex-ministro deveria ter sido expulso há alguns anos, quando, segundo disse, “optou por fazer da política um instrumento de enriquecimento”. Segundo o petista, o ex-colega de partido faz de sua delação um meio de manter sua fortuna e conseguir liberdade “se colocando a serviço dos que querem destruir o ex-presidente Lula”. “Ele é um homem que foi seduzido pelos encantos do capitalismo. Foi de trotskista a serviçal do capital rentista”.

Elmano de Freitas corroborou com o colega e disse que seu constrangimento se dá porque o partido “aguentou Palocci por tanto tempo”, visto que deveria tê-lo retirado dos quadros da legenda há algum tempo. “Ele está demonstrando quem é. Há muitos anos fazia conversas com o sistema financeiro, e lamento que tenha sido tarde demais. Penso que temos outros ‘Paloccis’ no PT e é preciso fazer esse processo de depuração”, defendeu. O petista disse também estranhar a produção de “fatos que ficam guardados” para se publicar sempre que há alguma notícia positiva referente a Lula.

O deputado Moisés Braz também questionou a falta de provas ou de algum fator novo nas acusações feitas por Palocci, e ressaltou que compete à Justiça apurar os fatos e ao PT fazer a defesa e tentar desmentir as denúncias. “O PT precisa dar satisfação à sociedade, porque ele fez uma denúncia contra o partido e a um membro do partido por quem temos muito respeito. O partido precisa se posicionar”.

Para Rachel Marques “isso demonstra o desespero do Palocci diante a possibilidade de prisão”. Para ela, o ex-ministro se utiliza de retórica para fazer acusações sem nenhuma prova. “Acho lamentável como ele pode encerrar uma carreira de maneira tão medíocre”, concluiu.

09:29 · 17.04.2017 / atualizado às 09:30 · 17.04.2017 por
PMDB e PT são os partidos com mais filiados no Brasil, de acordo com último levantamento.

Termina nesta segunda-feira o prazo para os 35 partidos políticos com registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) enviarem a relação atualizada de seus filiados. Todos os anos, de acordo com a Lei dos Partidos Políticos (Lei nº 9.096/1995), as legendas têm até a segunda semana dos meses de abril e outubro de cada ano para fazer a atualização.

A lei determina que as listas devem ser enviadas aos juízes eleitorais, para arquivamento, publicação e cumprimento dos prazos de filiação partidária para efeito de candidatura a cargos eletivos, com a relação dos nomes de todos os seus filiados. Alem disso, devem conter a data de filiação e o número dos títulos e das seções eleitorais em que os filiados estiverem inscritos.

Um dos requisitos para o registro de candidatura a cargos eletivos é a prova de filiação partidária. Para concorrer, o candidato deverá estar filiado à legenda pela qual pretende concorrer há pelo menos um ano antes do pleito.

 

Filiados

A última listagem entregue à Justiça Eleitoral, em outubro do ano passado, está disponível no sistema Filiaweb e contabiliza 16.623.411 eleitores filiados a partidos políticos.

Segundo a última relação, a legenda com o maior número de filiados é o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), com 2.401.556 (14,44%) inscritos. O Partido dos Trabalhadores (PT) ocupa a segunda posição, com 1.586.521 (9,54%) filiados.

Já as agremiações que têm o menor número de inscritos são o Partido da Causa Operária (PCO) com 2.937 (0,018%) e o Partido Novo (NOVO), com 8.822 (0,053%) filiados.

do TSE

 

 

12:45 · 22.08.2016 / atualizado às 12:45 · 22.08.2016 por

Apesar da crise que passam as legendas, a maior taxa dos últimos 14 anos de eleitores filiados a partidos políticos foi atingida neste ano no País. Cerca de 11,3% fizeram o processo de filiação.

Apenas 2010 foi o ano em que o número de candidatos não apresentou crescimento acima da média.

A legislação obriga qualquer candidato a ser filiado a alguma agremiação caso queira concorrer às eleições. Nas municipais, os partidos tentam ampliar a base de filiados, tendo em vista que há um maior número de cargos em disputa.

De acordo com o cientista político Bruno Wilhelm, o crescimento tem forte vínculo com o ciclo eleitoral municipal. “Os potenciais candidatos são o motor atrás das novas filiações, seja porque ainda não são filiados ou mudam de partido para outro, seja porque trazem novos filiados para os partidos para firmar a sua posição numa possível disputa na nomeação como candidatos do partido”.

De 2002 a 2016, o PMDB foi o partido que mais perdeu participação total de eleitores filiados no Brasil. Ela variou de 20% para 14,5% este ano. Em contrapartida, o PT conseguiu ampliar a participação, mas registrou queda entre 2015 e 2016.

As informações são do jornal O Globo.

09:43 · 11.04.2016 / atualizado às 09:43 · 11.04.2016 por

Os 35 partidos políticos com registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) têm até o dia 14 de abril para encaminhar à Justiça Eleitoral, via internet, informações atualizadas sobre a relação de filiados. Os dados serão divulgados pela Corregedoria-Geral da Justiça Eleitoral (CGE), após o processamento dos dados, no dia 20 de abril.

Esta advertência é da Justiça Eleitoral.

O prazo final para o envio das listas de filiados foi estabelecido pelo Provimento nº 5/2016 da CGE. A relação atualizada deve conter a data de filiação e o número dos títulos e das seções eleitorais em que os filiados às legendas estiverem inscritos. Se a relação não é remetida nos prazos mencionados, permanece inalterada a filiação de todos os eleitores.

O artigo 19 da Lei dos Partidos Políticos (Lei nº 9.096/1995) estipula que as legendas devem encaminhar as listas de seus filiados em abril e outubro de cada ano. Os dados devem ser disponibilizados por meio do sistema Filiaweb, que permite a interação on-line com o Sistema de Filiação Partidária.

Havendo coexistência de filiações partidárias, prevalecerá a mais recente, devendo a Justiça Eleitoral determinar o cancelamento das demais.

Filiados até 2015

Ao todo, há no Brasil 15.842.525 de filiados a partidos políticos. Esse dado foi calculado com base nas últimas relações enviadas à Justiça Eleitoral, em 2015, pelos 35 partidos registrados no TSE.

O Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) tem o maior número de filiados: 2.376.463. Em seguida, vem o Partido dos Trabalhadores (PT), com 1.590.104, e o Partido Progressista (PP), com 1.419.386 filiados.

Os três partidos mais recentes que tiveram seus registros aprovados no TSE (Partido Novo – 1.394; Partido da Mulher Brasileira – 34; e Rede Sustentabilidade – 1.576) somam juntos 3.004 filiados.

07:54 · 04.03.2016 / atualizado às 07:54 · 04.03.2016 por

Por Miguel Martins

Evento de filiação reuniu o prefeito Roberto Cláudio, presidente municipal do PDT, o líder estadual da sigla, ministro André Figueiredo, e o presidente nacional, Carlos Lupi, além dos irmãos Cid e Ciro Gomes e parlamentares Foto: Kléber a. Gonçalves
Evento de filiação reuniu o prefeito Roberto Cláudio, presidente municipal do PDT, o líder estadual da sigla, ministro André Figueiredo, e o presidente nacional, Carlos Lupi, além dos irmãos Cid e Ciro Gomes e parlamentares Foto: Kléber a. Gonçalves

Com o ingresso da vice-governadora, Izolda Cela, de nove deputados estaduais, quatro federais, 68 prefeitos e pouco mais de 300 vereadores, o Partido Democrático Trabalhista (PDT) se torna a maior representação política do Estado. O grêmio pretende alçar voos altos em 2018 e lançar, a partir do Ceará, candidatura à Presidência da República.

Ontem à noite, em Fortaleza, o PDT, solenemente, recebeu as filiações de vereadores, deputados estaduais e federais, além de outros liderados do ex-governador Cid Gomes. Antes, já haviam se filiado à sigla os prefeitos, o próprio Cid e seu irmão, Ciro Gomes. O presidente nacional do partido, Carlos Lupi, veio ao Estado participar do evento.

Secretários estaduais da gestão Camilo Santana, como Josbertini Clementino, da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social, Jeová Mota, do Esporte, e Ferruccio Feitosa, titular da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece), também compareceram ao jantar de filiação que ocorreu no Náutico Atlético Cearense, além do pai e do irmão do atual governador, Eudoro e Tiago Santana. Secretários do governo municipal, como a titular da Saúde, Socorro Martins, e parlamentares de outros partidos, a exemplo de Wellington Sabóia (PSC), foram ao evento para demonstrar apoio a Roberto Cláudio.

Em 2016, o PDT pretende eleger prefeitos em, pelo menos, 10% dos municípios brasileiros. Filiado ao partido desde 1984, o presidente estadual da sigla, o ministro das Telecomunicações André Figueiredo, afirmou que o momento é “extremamente grandioso para o partido”, visto que o grêmio toma posição de destaque no Ceará não só no que diz respeito à quantidade, mas também à qualidade.

Atualmente, a sigla tem 68 prefeitos em todo o Estado, dentre eles o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, mais de 300 vereadores, incluindo o presidente da Câmara Municipal da Capital, Salmito Filho, bem como o ex-governador Cid Gomes e o ex-ministro Ciro Gomes. Somam-se a eles o ingresso de nove deputados estaduais, incluindo o presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque, e quatro federais. Em entrevista ao Diário do Nordeste, Cid afirmou que outros parlamentares ainda podem ingressar na sigla nas próximas duas semanas.

“O PDT agora é um partido que toma feições muito fortes dentro do nosso projeto de termos uma alternativa para 2018. E parte do Ceará a perspectiva de termos Ciro Gomes como candidato à Presidência da República”, afirmou André Figueiredo. Desde meados do ano passado, havia um diálogo para o ingresso de Ciro na sigla, já visando ao intuito de candidatura própria pedetista no pleito de 2018. Na noite de ontem, Ciro foi anunciado e aplaudido por pedetistas como “nosso futuro presidente do Brasil”.

Articulação

As negociações entre o grupo político cearense e a executiva nacional do PDT, em Brasília, se deram, primeiramente, por meio de duas reuniões com as presenças de Cid, Ciro, Roberto Cláudio e Zezinho Albuquerque, ainda no ano passado.

Estes nomes moldaram o debate em torno do ingresso das lideranças locais, buscando respeitar algumas conjecturas municipais já consolidadas, como diretórios constituídos que não poderiam ser substituídos. Com os 68 gestores municipais atuais, a legenda quer eleger de 80 a 100 prefeitos no Estado em outubro, dando destaque para a disputa em Fortaleza.

“Em termos de população, Fortaleza é a Capital mais relevante em que vamos disputar as eleições”, disse Figueiredo.

Processo incompleto

Para Cid Gomes, as filiações de ontem fazem parte de um segundo processo de ingresso de nomes egressos do PROS. No entanto, ele ressaltou que o processo não está completo. “Agora, demos sequência a esse processo de filiação. Temos deputados de outros partidos e vereadores, além de lideranças de candidaturas a prefeitos nos municípios do Estado. A partir da semana que vem, deflagraremos o processo de encontros regionais”.

Os encontros vão ocorrer na Região Metropolitana de Fortaleza, Litoral Norte, Sertão dos Inhamuns, Crateús, Sertão Central, Jaguaribe, Centro Sul e Cariri. No Ceará, o ex-governador ressaltou que o objetivo do PDT é trabalhar na tentativa de reeleição do governador Camilo Santana. “Vamos ainda compor alianças com o restante da chapa para termos candidatura federal e estadual para 2018”, disse Cid.

09:17 · 29.11.2015 / atualizado às 09:17 · 29.11.2015 por
A gravidez da deputada Laís Nunes suscitou o debate na Assembleia sobre a falta de regulamentação da licença-maternidade para deputadas FOTO: José Leomar
A gravidez da deputada Laís Nunes suscitou o debate na Assembleia sobre a falta de regulamentação da licença-maternidade para deputadas FOTO: José Leomar

Por Edison Silva

O Partido da Mulher Brasileira (PMB), segundo pessoas ligadas ao deputado federal Domingos Neto, o seu presidente no Ceará, além de dois deputados federais cearenses, já está contando com uma bancada na Assembleia Legislativa de quatro deputados e em negociação com mais dois, esperando ampliar mais ainda até o próximo dia 10, prazo garantido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para ingresso em um novo partido, sem que o novo filiado possa sofrer sanção da sua sigla anterior.

Além das investidas de lideranças do PMB, alguns deputados estão sendo chamados a ingressar no Partido Popular (PP), agora sob controle de liderados do ex-governador Cid Gomes, depois das negociações para o deputado federal Adail Carneiro ter aceitado ser secretário estadual para permitir a convocação do suplente Paulo Henrique Lustosa, ampliando a bancada do PP na Câmara Federal.

Estão sendo chamados para o PP os deputados Lucílvio Girão, Osmar Baquit, Fernando Hugo e o ex-deputado Marcos Cals. O PP no Ceará continua sendo presidido pelo Padre Zé Linhares e tem como vice-presidente o prefeito de Massapê, Antônio José Aguiar Albuquerque, filho do deputado estadual José Albuquerque, o principal articulador do grupo político do ex-governador Cid Gomes.

Já estão filiados ao PMB as deputadas estaduais Laís Nunes e Bethrose Fontenele, além de Odilon Aguiar e Júlio Cesar Filho. Até a última sexta-feira era dado como certo ingresso na sigla dos deputados Zé Ailton e Naumi Amorim. Alguns justificaram a mudança de sigla pela garantia de legenda para disputarem prefeituras dos seus respectivos municípios. O outro federal, além de Domingos Neto, é o deputado Macedão, comprometido com o presidente do partido para se filiar ao PL, não registrado pelo TSE como esperado.

PSD

O deputado Domingos Neto tinha o compromisso do ministro Kassab de ser o presidente no PL no Ceará, mas como eles não conseguiram registrar a agremiação, Domingos decidiu ir para o PMB com Macedão. O outro deputado federal comprometido de formar com Domingos Neto era Adail Carneiro, que resolveu mesmo ficar onde está, no PHS, com a promessa de presidir esta agremiação e permanecer aliado do grupo de Cid Gomes.

O grupo político que dá suporte a Domingos Neto já tem o comando do PSD no Ceará. É sua mãe, a prefeita de Tauá, Patrícia Aguiar, a presidente do PSD, hoje com um bom número de prefeitos e alguns deputados estaduais, hoje ligados ao Governo do Estado.

Neste fim de semana, em Brasília, lideranças do PSD tinham encontro com o ministro Kassab para discutirem a participação do partido na disputa municipal do próximo ano. O partido, hoje, está compromissado com a candidatura à reeleição do prefeito Roberto Cláudio. Semana passada, em Tauá e em Fortaleza, Roberto Cláudio, a prefeita Patrícia Aguiar e familiares dela trataram da disputa municipal, ratificando o apoio à postulação do atual gestor da Capital.

2018

Embora a busca por adesão de deputados e outros políticos aos partidos ligados ao ex-governador Cid Gomes e à família Aguiar, do conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios, Domingos Aguiar, ex-vice-governador do Ceará e ex-presidente da Assembleia Legislativa, os políticos estão acompanhando essa movimentação com vistas às eleições estaduais de 2018.

Embora ainda aliados, os grupos de Cid Gomes e dos Aguiar estão se estruturando para negociar no próximo pleito estadual com forças suficientes para não ficarem totalmente dependentes um do outro. Domingos Filho já é apontado como um dos candidatos a cargos majoritários que estão em disputa naquele ano, preferencialmente o de governador, mas com possibilidade de aceitar uma das vagas para o Senado Federal.

Publicamente, Domingos Filho evita tratar de temas políticos em razão do impedimento pelo cargo que ocupa. Mas amigos dele não escondem que há trabalho para ele deixar o TCM, mesmo antes dos cinco anos exigidos pela lei, para obter todas as garantias e vantagens do cargo na aposentadoria, em troca de um mandato em cargo majoritário. Ele pretendia ser candidato a governador, em 2014, mas foi preterido pela postulação do atual governador Camilo Santana, indicado por Cid Gomes.

Mesmo no TCM, vereadores, prefeitos e alguns deputados estaduais continuam sendo liderados dele, hoje representado pelo filho Domingos Neto e pela mulher Patrícia Aguiar.

14:54 · 05.11.2015 / atualizado às 14:54 · 05.11.2015 por

Está na coluna Painel da Folha de S.Paulo desta quinta-feira a seguinte nota sobre uma possível candidato de Ciro Gomes à Presidência da República:

“Futuro O PDT tem trabalhado para filiar, em breve, o ex-ministro Mangabeira Unger. Integrantes do partido dizem que ele ajudará a montar a estrutura para a possível candidatura presidencial de Ciro Gomes em 2018.”

Mangabeira Unger já foi formatador de uma das candidaturas de Ciro à Presidência da República. Ele teve, há quem diga, forte influência na filiação de Ciro ao PDT, para ser candidato à sucessão da presidente Dilma Rousseff, pelo PDT.