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Tag: Heitor Férrer


11:20 · 17.03.2017 / atualizado às 11:20 · 17.03.2017 por

O deputado Heitor Férrer (PSB) subiu à tribuna da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará nesta sexta-feira (17) para defender ações como a da concessão do aeroporto Pinto Martins à iniciativa privada, efetivada ontem em leilão.

Segundo o parlamentar, O Brasil é o 14º país do mundo com relação à carga tributária, atrás de nações como a Dinamarca e a Finlândia. “Esses países, que têm alta carga de tributos, dão segurança pública e saúde, segurança pública em educação e segurança pública em segurança pública”.

De acordo com o deputado, essas deveriam ser ações prioritárias do Estado e não a gestão de aeroportos. “Quando falei da concessão é justamente para dizer que o Estado não deve estar preocupado além dessas três atividades, mas principalmente com a atividade econômica”, pontuou.

09:00 · 16.03.2017 / atualizado às 09:00 · 16.03.2017 por

Por Antonio Cardoso

Enquanto no Brasil tivermos prioridades invertidas, não vamos sair deste palco de pobreza, de fraude e miséria em que vivemos. A declaração foi feita pelo deputado estadual Heitor Férrer (PSB), ontem, na Assembleia Legislativa. O parlamentar destacou que o Brasil sediou “irresponsavelmente” as Olimpíadas e a Copa do Mundo, que de concreto só restou prejuízos, enquanto isso o projeto de transposição de águas do Rio São Francisco ficou para trás.

“O ex-presidente Lula, na impressão que tinha de que estava coroando de êxito seu período de presidência, trouxe a famigerada Copa do Mundo, que deixou apenas o legado de 7 a 1 imposto pela Alemanha contra a nossa seleção. E trouxe as Olimpíadas, também sem qualquer legado”. Passados os dois mega-eventos, o resultado foi a quebra do Rio de Janeiro, diante do inadequado uso de verba estadual e da União”.

Dizendo-se indignado com a situação, Heitor comparou o que se gastou com os dois eventos e o que deveria ter sido feito pela transposição de águas do Rio São Francisco. “A Copa do Mundo de 2014 foi escolhida no mesmo ano em que se iniciaram as obras de Transposição, em 2007. O Brasil gastou com obras da Copa R$ 30 bilhões e nas Olimpíadas mais R$ 40 bilhões. São R$ 70 bilhões, enquanto a transposição, que iniciou há dez anos, tinha orçamento de R$ 4,1 bilhões, estando agora por quase R$ 10 bilhões”.

Ele ressaltou que enquanto o Estado tem a transposição como necessidade básica para o desenvolvimento e sobrevivência do seu povo, parece que, mesmo com o que se fala na Assembleia, a coisa não sai do quadrado e Brasília pouco liga para o colapso hídrico que insiste em ameaçar. “Isso mostra certa fraqueza de nossas lideranças. As águas já chegaram na Paraíba, mas ainda não se sabe quando chegarão ao Estado do Ceará”, afirmou.

12:26 · 15.03.2017 / atualizado às 12:26 · 15.03.2017 por

O deputado Heitor Férrer (PSB) subiu à tribuna da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará nesta quarta-feira (15) para questionar o legado da Copa do Mundo e das Olimpíadas no Brasil e comparar os gastos desses eventos com os da transposição de águas do Rio São Francisco.

De acordo com o parlamentar, “O Brasil sediou irresponsavelmente as Olimpíadas e a Copa do Mundo, trazendo para cá a famigerada Copa do Mundo que deixou apenas um legado: 7 a 1 que a Alemanha impôs”, disse.

Ao citar que a Suécia desistiu de sediar as Olimpíadas de 2022 em decorrência dos altos custos, Heitor relatou que o Brasil foi escolhido como sede no mesmo ano em que começaram as obras de transposição. Segundo ele, foram investidos R$ 70 bilhões nos estádios e em infraestrutura para o evento esportivo e cerca de R$ 10 bilhões para a obra hídrica do Nordeste.

“As obras que se arrastam há 10 anos foram prometida para serem entregues ainda no governo Lula. Ficou para ser entregue em 2015, adiaram para 2016, adiaram para 2017 e agora estamos falando em entregar essas obras apenas em 2018”, pontuou o deputado.

07:41 · 15.02.2017 / atualizado às 07:41 · 15.02.2017 por

Por Antonio Cardoso

Em discurso ontem na Assembleia Legislativa, o deputado Heitor Férrer (PSB) voltou a cobrar medidas por parte do Estado para que pacientes da rede pública estadual de Saúde não fiquem desamparados diante de medidas de contenção que estariam sendo tomadas pelo Executivo estadual. O pronunciamento ocorreu com o Plenário 13 de Maio quase vazio e ninguém da base governista se manifestou.

Heitor relatou que, na última semana, apresentou na tribuna a possibilidade da “tragédia” do fechamento do centro cirúrgico do Hospital Waldemar de Alcântara. “Na sexta à noite nos reunimos com vários médicos de vários hospitais, no Sindicato dos Médicos, para tratar do assunto”, contou. “O fechamento do centro cirúrgico é detalhe, apenas um detalhe”.

Férrer alertou que um corte linear de 10% na verba da Saúde no Estado vai resultar no fechamento do serviço de neurocirurgia dos hospitais Regional Norte e do Cariri. “Não dá para imaginar o Estado do Ceará, já com esse status quo dos hospitais regionais funcionando nessas duas grandes regiões, situados em Sobral e Juazeiro do Norte, ter que enfrentar o fechamento da neurocirurgia”, afirmou.

Parar o atendimento da especialidade nos locais, para ele, seria “uma verdadeira tragédia” para o Estado. “Não para nós deputados ou para quem tem plano de saúde, que é uma minoria e chega a apenas 12% da população. Mas para os 88% que precisam dos serviços públicos. Vamos imputar a esses cearenses uma pena de morte oficial, porque quando se atende em Sobral e deixa de atender o destino é Fortaleza, onde os hospitais não suportam mais a demanda”.

Audiências com senadores

Com cópia do Diário Oficial em mãos, Heitor cobrou que haja reversão da matéria. Ele informou ainda que, na mesma reunião da última sexta-feira (10), ficou decidido que serão agendadas audiências entre profissionais da medicina cearense e os três senadores do Estado. “Vamos falar com o senador Tasso Jereissati (PSDB), Eunício Oliveira (PMDB) e Pimentel (PT), porque não podemos permitir que isto aconteça”, declarou.

Odilon Aguiar (PMB) complementou, alertando para a falta de medicamentos para pacientes que fazem hemodiálise. Já Roberto Mesquita (PSD) disse que isso é motivo de vergonha para a atual geração de políticos. “Como explicar aos que nos vigiam que não há planejamento num assunto tão essencial à vida como a Saúde?”, questionou.

10:32 · 10.02.2017 / atualizado às 10:32 · 10.02.2017 por

Por Antonio Cardoso

Evandro Leitão (PDT) iniciou pronunciamento destacando números de crimes referentes ao mês de janeiro anunciados na quarta-feira (8) Foto: José Leomar

O líder do Governo, deputado Evandro Leitão (PDT), subiu à tribuna da Assembleia Legislativa na manhã de ontem para apontar as ações que a gestão estadual tem implementado para reduzir os índices de crimes em território cearense. Já no início do discurso, o pedetista destacou os números da Segurança Pública referentes a janeiro, anunciados pelo governador Camilo Santana (PT) na quarta-feira (8).

“Tivemos, como tem acontecido nos últimos dois anos, redução em praticamente todos os parâmetros. Mas os crimes violentos letais tiveram alta de 8% se comparados com o mesmo mês do ano passado”.

Evandro afirmou que levava os dados ao plenário para que houvesse discussão não apenas sobre a Segurança Pública, mas sobre o que precisa ser trabalhado para a contenção de casos de violência: a Educação. “Sabemos que só iremos mudar todo esse contexto, efetivamente, investindo com políticas públicas, especialmente na Educação”.

Afirmando que há uma “verdadeira revolução” no ensino básico do Ceará, Leitão apontou que o Estado se tornou referência para todo o País. “Não estamos falando apenas em universalizar matrículas, mas, sim, de um ensino público de qualidade. É a certeza de que estamos plantando agora para colher uma sociedade bem melhor no futuro”, apresentou.

“É de conhecimento de todos que essa evolução experimentada no ensino público do Ceará é fruto do chamado Programa de Alfabetização na Idade Certa (PAIC), iniciado em 2007, tendo a frente nossa atual vice-governadora Izolda Cela, então secretária de Educação”.

Outra ferramenta destacada por ele foi a ampliação da oferta de vagas de tempo integral nas escolas estaduais de ensino básico. O líder governista também ressaltou o investimento “forte” em escolas de ensino profissionalizante e comemorou que, em 2016, 77 das 100 melhores escolas do País foram do Ceará. “As 24 primeiras são de municípios cearenses. O Ceará está se tornando referência nacional para que outros estados venham aqui ver o exemplo de políticas públicas adotadas pelo Governo na área da Educação”, declarou.

Causas

Após o pronunciamento da liderança listando ações na Educação como ferramenta de combate à violência a longo prazo, porém, o deputado Heitor Férrer (PSB) subiu à tribuna para lamentar o aumento no número de homicídios no mês de janeiro. Ele apontou que uma das causas do problema é a falta de políticas públicas por parte do Estado e dos municípios.

“Nossos presos não estão sendo ressocializados, os municípios não oferecem empregos, falta iluminação pública, moradia, saneamento básico e tratamento de dependentes químicos”, afirmou o pessebista. “A droga é o principal causador de violência e seus dependentes precisam ser tratados”, acrescentou.

Segundo Heitor, a redução da violência não se consolidará se não forem adotadas políticas públicas que quebrem os mecanismos geradores da violência. “Sem isso acontecer, a violência diminuída pontualmente é apenas uma ilusão”, analisou, defendendo, ainda, a importância da presença policial nas ruas.

10:31 · 10.02.2017 / atualizado às 10:31 · 10.02.2017 por

Por Antonio Cardoso

Heitor pediu que a liderança do Governo na Casa esclarecesse a informação, mas nenhum líder governista acompanhava o discurso em plenário Foto: José Leomar

Em discurso ontem na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Heitor Férrer (PSB) afirmou ter sido procurado por um grupo de médicos e membros do Sindicato dos Médicos do Estado do Ceará que a ele informaram suposta pretensão, por parte do Governo do Estado, de fechar a o centro cirúrgico do Hospital Geral Waldemar de Alcântara (HGWA), em Fortaleza. “Me recuso a acreditar nessa informação, pois se trata de um hospital de tamanha resolutividade e não merece sofrer um trauma desse”, sustentou.

Durante pronunciamento de dez minutos, sem qualquer interferência de deputados aliados do governador Camilo Santana (PT), Heitor disse que a Saúde do Estado estaria vivenciando momento caótico e que só saberia do caos do setor quem precisa da Saúde Pública. “Quem está em seus gabinetes, tem seus planos de saúde, recursos para ter atendimento particular, não consegue alcançar o drama por que passam milhões de cearenses quando necessitam de uma consulta médica, exame ou cirurgia pelo serviço público”, criticou.

O parlamentar afirmou que discursava em socorro à possibilidade de que o governador, por meio da Secretaria da Saúde, feche o centro cirúrgico. “Paralisar as atividades de cirurgias no hospital é o que eu considero como uma insanidade administrativa e me recuso a acreditar”, disse.

Para defender a manutenção dos serviços na unidade de saúde, Heitor apontou que o número de pessoas que precisam de cirurgias no Ceará supera os 11 mil. “Aguardam para serem atendidas, de acordo com números oficiais, no Hospital César Cals, para cirurgia geral, 1.213 pessoas. Urologia, outras 313, e proctologias, 137. Somando essas a outros procedimentos cirúrgicos, são mais de 2.500 cearenses nas filas só nesta unidade”, relatou o parlamentar.

“Já no Hospital Geral são mais 1.771 para cirurgia geral, 1.371 para urologia, 528 para ginecologia, mastologia outros 112, ortopedia e traumatologia mais 2.825, otorrinolaringologia, 1.428; proctologia, 61; e neurocirurgia, 142; totalizando 8.278 pacientes. Se somarmos os hospitais, são 11 mil pessoas esperando por cirurgia”, citou.
Para Heitor, a possibilidade de fechamento do centro cirúrgico do hospital é “inaceitável”.

“Não podemos acreditar que haja algum pensamento diabólico de que, no corte de despesas do Estado do Ceará, tenha-se a pretensão de reduzir o número de cirurgias no Estado com o fechamento do centro cirúrgico do hospital que atende a 13 mil pacientes por ano. São 3.500 procedimentos cirúrgicos e 300 estão na fila”, disse, acrescentando que a unidade já formou vários residentes médicos.

Ele pediu que a liderança do Governo na Casa esclarecesse se a informação seria correta ou não. “Se não for, temos que tranquilizar não apenas os profissionais médicos, mas principalmente os pacientes que precisam dos serviços do hospital”.

Governistas ausentes

Durante o discurso de Heitor, não havia nenhum membro da liderança do Governo no Plenário 13 de Maio. Procurado pelo Diário do Nordeste após a fala do oposicionista, o líder da base, Evandro Leitão (PDT), negou que haja interesse em fechar o centro cirúrgico da unidade.

Ele explicou que, de acordo com informações da Secretaria da Saúde, o que houve foi uma redução de repasse e que não haveria qualquer determinação por parte do Governo do Estado para fechar o equipamento.

“Houve remanejamento de recursos com a redução de 10% do que era destinado ao ISGH (que gerencia os equipamentos de saúde do Estado) para administrar o hospital, mas esses 10% estão sob a gestão da própria Secretaria da Saúde para aquisição de insumos, material e medicamentos”, ponderou. Segundo Leitão, o remanejamento não significaria qualquer prejuízo para os pacientes do hospital.

12:02 · 09.02.2017 / atualizado às 12:02 · 09.02.2017 por

O deputado Heitor Férrer (PSB) subiu à tribuna do Plenário 13 de Maio nesta quinta-feira (9) para repercurtir o aumento de 8% nos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) contabilizados pelo governo do Estado após 16 meses de baixas consecutivas.

O parlamentar disse que não havia parabenizado o governo antes, apesar de ter “muita vontade de fazer isso”, por aguardar que os números se consolidassem. “Porque não se consolidaria se não tivermos políticas públicas que quebrem os mecanismos geradores da violência. Se não houver, por parte do Estado, mecanismos públicos, essa violência diminuída pontualmente é apenas uma ilusão”, alfinetou.

Mantendo o tom das críticas, o deputado disse que o aumento dos números é o “desmonte” de algo que animava, mas direcionou a problemática às prefeituras municipais, pois “o número de homicídios é no Estado do Ceara, mas ele acontece nas cidades”, defendeu.

Em aparte, o deputado Capitão Wagner (PR) concordou com as afirmações de Heitor, mas ponderou que a diminuição dos crimes ocorreu por causa de acordo entre as facções criminosas. Já o líder do governo na Casa, Evandro Leitão (PDT) defendeu que “esse aumento que tivemos hoje é um aumento pontual. Se estávamos há 16 meses caindo e em um único mês aumenta, então esse único mês é pontual”.

17:09 · 16.01.2017 / atualizado às 17:09 · 16.01.2017 por

Por Miguel Martins

Heitor esteve na manhã desta terça-feira (16) na sede do MPF Foto: José Leomar
Heitor esteve na manhã desta terça-feira (16) na sede do MPF Foto: José Leomar

O deputado estadual Heitor Férrer (PSB) deu entrada, nesta segunda-feira (16), no Ministério Público Federal (MPF), em representação com minuta de Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra a Lei Estadual que determinou o aumento da cobrança do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) a partir de 2017. Segundo ele, incluir os critérios “cilindradas” e “cavalo-vapor” na diferenciação das alíquotas é inconstitucional. Heitor afirmou, ainda, que irá cobrar celeridade do Supremo Tribunal Federal (STF) na análise do caso.

“O Governo não pode estabelecer alíquotas diferenciadas para um tipo de carro e utilização do carro porque é inconstitucional cobrar IPVA com relação a cavalo-vapor. O carro quando vai ficando velho vai diminuindo o valor do IPVA e o cavalo-vapor não muda nunca. Espero que a ministra Cármen Lúcia tenha a mesma agilidade em dar liminar para proteger o contribuinte como deu em relação a liminar que suspendeu os efeitos da extinção do TCM”, argumenta, no ofício protocolado no MPF.

Heitor Férrer é autor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extinguiu o Tribunal de Contas dos Municípios do Ceará (TCM). No entanto, a ministra Cármen Lúcia, presidente do STF, por meio de liminar, suspendeu os efeitos da emenda constitucional no fim de 2016, e o o órgão segue em funcionamento normal até decisão do relator da ação, ministro Celso de Melo.

Variações

A Lei que aumentou a alíquota do IPVA foi aprovada no final de 2015 e passa a valer neste ano. A legislação aumenta a alíquota de veículos de maior potência e a mantém para os veículos de baixa potência, como carros de motor 1.0. Veículos ciclomotores, motonetas, motocicletas e triciclos de 125 a 300 cilindradas passaram de 2% para 3%; aqueles acima de 300 cilindradas, de 2% para 3,5¨%; já automóveis, camionetas, caminhonetes e utilitários de até 180 cavalos saltaram de 2,5% para 3%; acima de 180 cavalos, de 2,5% para 3,5%.

No ofício, Heitor Férrer pede que a minuta de ADI seja apreciada e manejada “o mais rápido possível” pelo procurador-geral da República no Ceará, Samuel Mirada Arruda, “para amortecer as lesões e prejuízos que o contribuinte cearense vem sofrendo”.

Em defesa do Governo do Estado, o vice-líder da base governista na Assembleia, deputado estadual Julinho (PDT), afirmou que a atitude de colocar parâmetros diferenciados na legislação visa justamente fazer justiça social. “Quem tem mais paga mais do que tem menos”, explicou. Ele admite, contudo, que se o Supremo averiguar qualquer tipo de inconstitucionalidade, é preciso modificar a Lei.

08:47 · 14.12.2016 / atualizado às 08:47 · 14.12.2016 por

Por Miguel Martins

Heitor Férrer disse que pode ter havido equívoco no texto quando se quer “colocar em dissolubilidade juízes sem extinção do órgão” Foto: José Leomar
Heitor Férrer disse que pode ter havido equívoco no texto quando se quer “colocar em dissolubilidade juízes sem extinção do órgão” Foto: José Leomar

O deputado estadual Heitor Férrer (PSB), autor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata da fusão do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) com o Tribunal de Contas do Estado (TCE), já cogita apoiar uma revisão da matéria e, ao invés da fusão dos órgãos, defende a extinção do TCM. O assunto voltou a ser tema de debates, ontem, na Assembleia Legislativa do Ceará, assim como em entidades que defendem a manutenção das instituições.

A PEC de Heitor Férrer já conta com mais de 20 assinaturas de deputados estaduais e tem o apoio de parlamentares da base governista. A oposição, por outro lado, prega a tese de que a matéria do pessebista é defendida por aliados do governador Camilo Santana devido à vitória de Domingos Filho para a presidência do TCM. Filho é pai de Domingos Neto, principal liderança do PMB e do PSD no Estado. Os dois partidos romperam com o Governo após eleição da Mesa Diretora da Assembleia.

Ao Diário do Nordeste, Heitor Férrer disse que a intenção inicial era fundir os órgãos, mas agora, depois de ouvir as presidências das duas instituições, ele pensa no sentido de evitar a fusão e, com isso, uma possível inconstitucionalidade da matéria. “Poderíamos fazer uma emenda à emenda tratando da extinção do TCM e colocar os conselheiros do órgão em disponibilidade”, sustentou.

O pessebista disse que, mesmo sendo autor da proposta, não fica constrangido em reconhecer que houve equívoco seu e de sua assessoria técnica, quando defendeu colocar em disponibilidade os conselheiros do TCM sem ter sido extinto. “Pode ter havido equívoco quando se quer colocar em dissolubilidade juízes sem extinção do órgão”.

O deputado informou que conversaria com o presidente da Assembleia, Zezinho Albuquerque (PDT), para convencer que a matéria seja modificada a partir de emenda de algum parlamentar da base, uma vez que a PEC tem o apoio do Governo. “Tenho que conversar com a base para apresentarem uma emenda no sentido de fazer o que foi feito nos outros estados: extinguir o TCM. Já foi dada entrada e agora tenho que estabelecer as regras. Se colocar fusão e disponibilidade dos conselheiros, talvez gere inconstitucionalidade”.

Economia

Para Heitor, a redução dos custos terá impacto importante no Estado no decorrer dos anos, visto que os conselheiros do TCM continuarão sendo pagos, mas não serão mais substituídos no caso das aposentadorias. “Daqui a pouco se estabiliza a aposentadoria e muitos deles têm tempo para isso. Só o Domingos Filho não tem tempo para se aposentar, mas os demais têm”, disse.

Durante a sessão ordinária de ontem, porém, a proposta também foi alvo de críticas. Para Ely Aguiar (PSDC), com a medida, a única coisa que será reduzida será a capacidade do Estado de investigar os desvios de recursos públicos pelas prefeituras municipais. Ele destacou que o principal prejudicado com a fusão das duas Cortes de Contas seria o PCdoB, que, segundo disse, seria “agraciado” com um cargo de conselheiro em um dos tribunais de Contas. “Só que, com a fusão, não haverá mais a vaga”.

Danniel Oliveira (PMDB) também criticou a PEC. “Não passa de retaliação política do Governo”, disse. “É uma enganação que a Assembleia não vai deixar passar”, completou.

09:56 · 12.11.2016 / atualizado às 09:56 · 12.11.2016 por

A seca que castiga o território cearense pelo quinto ano consecutivo voltou a pautar debates na Assembleia Legislativa. Nessa sexta-feira o deputado Ely Aguiar (PSDC) ressaltou a audiência que o governador Camilo Santana teve com o presidente da República Michel Temer na mesma semana para tratar do envio de mais recursos para amenizar o problema no Estado. “Uma das questões abordadas na reunião foi a transposição do São Francisco”, apontou. “Ficamos na expectativa, no sentido de que a coisa comece a funcionar”.

O parlamentar relatou ter apresentado na Assembleia projeto de indicação sugerindo ao Governo do Estado a criação de um Fórum permanente sobre recursos hídricos. “O grupo seria formado por técnicos do governo, representantes das universidades, do Ministério Público, desta Casa, do Dnocs e do Governo Federal, para que ao longo do tempo os recursos hídricos fossem debatidos com técnicos, buscando soluções para secas mesmo durante quadra invernosa”.

Ely afirmou que o Estado do Ceará vive o que chamou de seca anunciada. “No governo de Cid Gomes com um ano de antecedência já se sabia que o próximo seria de seca. Por isso a importância desse fórum que foi sugerido e o governo chegou a dizer que a ideia era válida após ser aprovada na Assembleia, mas não colocou em funcionamento”, reclamou.

Diante da impossibilidade de erradicar as secas, por serem fenômenos naturais, Ely Aguiar disse que a esperança se concentra em ações governamentais para amenizar seus efeitos. “O Ceará nunca se preparou para lidar com as secas e por aqui chegou a ser constituída, inclusive a indústria da seca. Hoje a água que temos armazenada é por conta de açudes construídos ainda na época do governo de Tasso Jereissati, a quem considero o pai da açudagem”, apontou.

Heitor Férrer (PSB) também falou em “morte anunciada” ao analisar que o Governo do Estado deveria ter trabalhado a precaução. “O drama ainda não chegou ao seu auge pela grande obra que foi o Açude Castanhão. Se não fosse por ele, os fortalezenses saberiam que o Estado está em seca, porque até agora só quem sabe é quem mora nos outros municípios como Canindé, Quixeré e várias cidades do Interior”, contou.

Fernanda Pessoa (PR) também falou da problemática e se uniu aos seus colegas no debate. “É sabido que a nossa situação é uma das mais graves de todos os tempos. Estamos com quase todos os reservatórios em sua capacidade muito abaixo do necessário para o consumo humano. Temos uma transposição que não termina nunca e se arrasta com o sofrimento da nossa gente. O gado morre, a plantação morre, a nossa terra está morrendo e levando a nossa gente já sofrida”.

A deputada ressaltou que, no Ceará, mais de 75% do território apresenta seca extrema ou seca severa. “Todo o Cariri, parte dos Sertões Central e dos Inhamuns e da Região Jaguaribana estão com seca excepcional, a mais grave”, ressaltou. “O mapa mais atual do Monitor de Secas do Nordeste publicado em outubro pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos mostra que a forma mais severa de estiagem avançou sobre a Região, sendo observada em áreas de quase todos os estados nordestinos. De acordo com a Funceme, em cinco anos choveu apenas 516 milímetros no Ceará. O índice é o menor desde 1910”.

Fernanda colocou, ainda, que o principal período chuvoso só começaria no mês de março se estendendo por abril e maio, do ano que vem. “Enquanto isso, os nossos principais reservatórios vão secando cada vez mais. Os 153 açudes monitorados pela Cogerh estão no momento, com nível médio de 7,90% do volume total. O Castanhão, responsável por abastecer toda a Região Metropolitana está praticamente sem água e desde julho, as águas do açude Orós estão abastecendo de forma emergencial algumas cidades do estado, o que inclui toda a Região Metropolitana e algumas do interior. Mas este abastecimento só aguenta até o final de janeiro”, alertou.

Por fim, a republicana relatou que em Icó, por exemplo, os moradores sofrem com a diminuição do volume de água para o açude Lima Campos. “Desde o ano passado a vazão que era de 1.800 litros por segundo, passou para apenas 400 litros por segundo. Esta redução diária em seu volume de água vem trazendo preocupação à comunidade icoense, que tem no reservatório a principal fonte de abastecimento humano. Esta redução do volume da água captada tem afetado muito os agricultores, os homens e mulheres do campo que vivem do que plantam. Só na região do Icó, para se ter uma ideia, as culturas permanentes do Perímetro Irrigado já estão entre 80% e 90% perdidas. A nossa gente está enfrentando muita dificuldade com a seca neste momento e nós nem imaginamos o quanto”.

09:29 · 20.10.2016 / atualizado às 09:30 · 20.10.2016 por

O deputado estadual Heitor Férrer (PSB) cobrou ontem em discurso na Assembleia Legislativa que deputados federais e senadores que representam o Ceará em Brasília se unam para assegurar que a obra da Transposição do Rio São Francisco seja concluída, evitando que, caso 2017 seja mais um ano de seca, os cearenses não pereçam por falta de água até para beber. “A previsão inicial era para 2015 e agora, mais uma vez é adiada para março de 2018. Isso é inaceitável, quando os jornais mostram que metade dos açudes que abastecem o Ceará está seca”.
O parlamentar criticou que o Governo Federal tenha anunciado a Resolução nº 1.133/2016, da Agência Nacional de Águas, onde o artigo 3º, aponta que, agora, o início da operação da primeira fase do empreendimento se dará até 26 de março de 2018. A tragédia que vai se abater ao nosso estado será como nunca vista antes. Faltará água para beber. Nossos animais morrerão de sede. A nossa esperança é que os senadores cearenses Tasso, Eunício e Pimentel, não permitam mais que essa obra seja adiada”, disse.
É o terceiro adiamento do início de operação do projeto que, até agora, alcançou 89,9% de execução física, considerando o avanço de obras civis, instalações eletromecânicas e ações ambientais. De acordo com dados da edição de agosto do Sumário Executivo do Projeto, divulgado pela Secretaria de Infraestrutura Hídrica do Ministério da Integração Nacional, do orçamento total de R$ 10,7 bilhões, 78,2%, ou R$ 8,371 bilhões, já foram gastos.
Heitor criticou a prioridade dada pelo Governo Federal para a Copa do Mundo e Olimpíadas. “O problema é maior quando vemos que mandar águia para os cearenses parece não ser a prioridade. Isso demonstra fraqueza da bancada cearense pois nós já fomos enganados com a refinaria que até hoje aguardamos o ressarcimento do bilhão que gastamos. A mesma situação se repete com a transposição, mas para a Copa e as Olimpíadas não faltou dinheiro e só para encerar o acabamento das estruturas das Olimpíadas, foram destinados R$ 3 bilhões. A União não deu o dinheiro, pois fazia parte das mudanças de mobilidade urbana para a Copa do Mundo, mas da Copa, o maior legado que ficou foi o placar de 7 a 1 para a Alemanha, do resto o que sobrou foi o negado”, apontou.
Heitor convocou os colegas parlamentares para se reunirem com prefeitos, deputados federais, senadores e até vereadores para que seja feita a cobrança diretamente em Brasília, onde a decisão pode ser mudada. “Precisamos, se preciso, acampar em Brasília porque alguma atitude precisa ser tomada”, pregou. “Lembro que o ex-governador Ciro Gomes ficou imortalizado ao construir o Canal do Trabalhador em apenas 90 dias, com dispensa de licitação, mas naquele momento não houve quem não aprovasse a sua ousadia que garantiu água aos cearenses. Hoje temos uma obra já iniciada e quase concluída, para salvar os 12 milhões de nordestinos que dela dependem”, apontou.
Em apartes, Roberto Mesquita (PSD) e Fernando Hugo reforçaram as palavras de Heitor. O primeiro, disse que o tema, ao lado da segurança pública deve ser pauta constante na Assembleia. “Precisamos não ser verdes, amarelos ou vermelhos, mas apenas cearenses, para tratar do assunto com a indignação que merece”. Hugo relatou que desde o ano de 2009, quando fez visita à obra, já avisava que ela não seria concluída. “Cheguei até a brincar com o saudoso deputado Wellington Landin, dizendo que daria um banho nele com as águas do São Francisco. O que vi naquele ano foi um desgaste e total abandono”, contou.

11:20 · 12.10.2016 / atualizado às 11:20 · 12.10.2016 por

Por Miguel Martins

Heitor Férrer não acompanha a decisão do seu partido no apoio ao candidato Roberto Cláudio, como ontem à tarde ficou acertado Foto: José Leomar
Heitor Férrer não acompanha a decisão do seu partido no apoio ao candidato Roberto Cláudio, como ontem à tarde ficou acertado Foto: José Leomar

Com a ideia de neutralidade neste segundo turno, o candidato derrotado no pleito deste ano, Heitor Férrer (PSB), voltou a criticar a utilização dos institutos de pesquisas durante a campanha eleitoral. Presidente do PSB de Fortaleza, o parlamentar retornou aos trabalhos da Assembleia Legislativa, ontem, mais de uma semana depois do resultado das urnas, e afirmou que muitos candidatos perderam a vontade de continuar na disputa devido ao uso das amostragens.

O pessebista ficou na quarta posição nas eleições deste ano, em Fortaleza, atrás de Roberto Cláudio (PDT), Capitão Wagner (PR) e Luizianne Lins (PT), resultado bem aquém do obtido no pleito de 2012, quando conseguiu mais de 262 mil votos. O número de sufrágios de Heitor, na votação do último dia 2 de outubro, foi reduzido para pouco mais de 90 mil.

“O grande problema que encontro na pesquisa eleitoral é o fato de ela conduzir o pleito com resultados previamente estabelecidos. Você faz os números e leva o eleitor a utilizar o chamado voto útil, inviabilizando o voto dele”, lamentou.

Segundo disse, geralmente, nestes casos o eleitor deixa de lado o candidato em quem pretendia votar e, com temor de que outros sejam eleitos, prefere apostar seu voto em outro candidato. “O mal da pesquisa, que é ciência, é que ela vai induzindo o eleitor a realizar o voto útil”.

Reeleição

No entanto, as pesquisas deste ano acertaram a pontuação de Heitor Férrer. No caso da pesquisa Ibope, no último levantamento divulgado, o pessebista aparecia com 7% dos votos válidos, e foi justamente essa a porcentagem apresentada nas urnas.

“Neste ano eles acertaram meu número, não tenho como questionar isso. Mas hoje mesmo encontrei vários eleitores que disseram que não votaram em mim para a Luizianne não ir para o segundo turno, e outros que queriam Roberto Cláudio já no primeiro turno”.

Para Férrer, a pesquisa também tira o ânimo do candidato. Ele citou, por exemplo, que muitos dos postulantes que apareciam com baixa pontuação não tinham ânimo para a disputa. “Qual ânimo tinha o Tin de sair nas ruas? E o Gonzaga? Qual a emoção que o próprio Ronaldo ou o João Alfredo tinham? Ela desanima o candidato, porque diz que ele tinha baixa pontuação de votos”, lamentou.

O parlamentar destacou que quer que a pesquisa seja feita por quem tem interesse no pleito, mas para análise pessoal, como partidos políticos que precisam da amostragem para direcionar o comportamento de seu candidato. “É importante neste sentido, mas não dar resultado antes das urnas abertas”, reclamou.

Na tarde de ontem, Heitor Férrer se reuniu com o partido para decidir como se comportará neste segundo turno, se apoiando Roberto Cláudio, Capitão Wagner ou se mantendo na neutralidade. A tendência do parlamentar sempre foi manter a neutralidade no segundo turno da disputa, enquanto que os entendimentos levaram o presidente da executiva estadual, Danilo Forte, ao apoio a Roberto Cláudio.

Heitor Férrer disse ainda ser contra o mecanismo da reeleição, pois o prefeito, em sua avaliação, se utiliza da máquina pública para se reeleger. No entanto, ele ressaltou que “o povo deu resposta para muitos desses prefeitos, aqui mesmo no Ceará”.

07:47 · 07.10.2016 / atualizado às 07:47 · 07.10.2016 por

Por Miguel Martins

Capitão Wagner, ao lado da deputada Fernanda Pessoa, confere mensagens telefônicas no intervalo da sessão de ontem da Assembleia Foto: José Leomar
Capitão Wagner, ao lado da deputada Fernanda Pessoa, confere mensagens telefônicas no intervalo da sessão de ontem da Assembleia Foto: José Leomar

O candidato a prefeito pelo PR, Capitão Wagner, segue em busca de apoios para a sua candidatura no segundo turno da campanha, em Fortaleza. Enquanto Roberto Cláudio (PDT) atraiu para si PHS, PMN e REDE, o republicano espera que PRB e PSB façam parte da sua coligação, e para isso tem mantido contato com os presidentes das duas siglas.

“Já recebemos informações do posicionamento do deputado (federal) Guimarães de que o PT deve apoiar Roberto Cláudio, e não temos muito o que fazer. Eleitores que votaram na Luizianne, no Heitor, no Ronaldo, João Alfredo, Tin e até no Gonzaga têm nos procurado e a gente espera conquistar a confiança deles para nos levar rumo à vitória”, disse o deputado, ontem, no intervalo da sessão ordinária da Assembleia Legislativa.

O candidato destacou estar dialogando, desde a última segunda-feira (3), com Heitor Férrer (PSB) e Ronaldo Martins (PRB), dois dos candidatos que, com ele e Roberto Cláudio, disputaram o primeiro turno da eleição para prefeito da Capital. Ele esperava uma resposta de Martins até a tarde de ontem, o que não aconteceu até o fechamento desta edição. Ronaldo Martins também está conversando com o candidato Roberto Cláudio.

Divergências

Hoje, Wagner deve se reunir com o deputado federal Danilo Forte, presidente estadual do PSB, na esperança de fechar acordo com a sigla para este segundo turno. “A gente espera um posicionamento favorável, porque, no caso de Ronaldo Martins, houve um embate grande por parte da campanha dele por conta da atual forma de gerir a cidade de Fortaleza”.

Ele destacou ainda que o apoio do deputado Heitor Férrer é viável, visto que é muito difícil o pessebista apoiar Roberto Cláudio, por conta das divergências entre o parlamentar e o ex-governador Cid Gomes (PDT), um dos padrinhos políticos do atual prefeito. “Acho que ele pode ficar isento ou apoiar a gente”, disse o republicano.

Na última quarta-feira, Roberto Cláudio anunciou apoios de PHS, PMN e REDE. No entanto, outras siglas menores não demonstraram a quem irão apoiar neste segundo turno, como PT do B e PRP. Wagner aproveitou para dialogar com o deputado estadual Joaquim Noronha, presidente do PRP cearense, e afirmou que está conversando com vereadores que tiveram votação expressiva na cidade, mas que não obtiveram êxito no pleito de domingo passado.

Ele disse que espera fechar todas as negociações com as siglas ainda nesta semana, visto que a disputa, a partir de agora, terá menos de um mês. “Temos apenas 21 dias para fazermos nosso trabalho e por isso é preciso se desdobrar. Temos que ter tempo para gravar os programas, estar nas ruas e fazer nossa campanha. É preciso ainda assimilar as ideias que foram de outras candidaturas e estar abrindo agenda para conversar com outras lideranças”, defendeu.

Camisas

A partir de hoje terá início no rádio e na televisão a propaganda eleitoral. Capitão Wagner destacou que, por ser um programa mais extenso, se dedicará a falar de outras áreas que não puderam ser abordadas durante o primeiro turno de sua campanha. Além de se aprofundar em dados, o postulante quer também aumentar o leque de propostas para a cidade.

Ele também falou sobre a polêmica envolvendo a retirada de camisas com símbolos do personagem Capitão América da campanha, bem como a vinda de tropas federais para dar segurança ao pleito do dia 30 de outubro por conta de uma suposta militância da Polícia Militar na campanha.

Tropas

De acordo com Capitão Wagner, os próprios eleitores associaram seu nome ao personagem dos quadrinhos Capitão América e passaram a usar camisa com o escudo do personagem. Segundo ele, é algo que acontece de forma espontânea.

“As pessoas associaram meu nome ao personagem, e a partir de agora, com a proibição, dizem até que vão utilizar do Capitão Caverna. Mas não foi nada direcionado pela campanha. Foi uma coisa natural que aconteceu. Eu não vou incentivar nem que utilize ou que não utilize. Vou ficar isento”, afirmou.

Em relação à vinda das tropas federais para a Capital, requisitada pelo Tribunal Regional Eleitoral ao Tribunal Superior Eleitoral, Wagner se disse totalmente a favor, o que, segundo ele, será bom para sua candidatura, e para o processo eleitoral, com vistas a impedir que haja qualquer ilicitude. “Eu sou totalmente a favor que venha o Exército, a Marinha, a Aeronáutica, a Polícia Federal para fiscalizar melhor. Para nossa candidatura será bom, porque não temos como fiscalizar em todos os cantos”.

09:51 · 01.10.2016 / atualizado às 09:51 · 01.10.2016 por

Por Suzane Saldanha

Movimento era tranquilo, nesta sexta-feira, nos comitês de Ronaldo Martins, Capitão Wagner, Heitor Férrer e João Alfredo Fotos: José Leomar
Movimento era tranquilo, nesta sexta-feira, nos comitês de Ronaldo Martins, Capitão Wagner, Heitor Férrer e João Alfredo Fotos: José Leomar

Na reta final da campanha, permitida pela legislação eleitoral até às 22h deste sábado, os candidatos à Prefeitura de Fortaleza intensificam ações de contato com o eleitor nas ruas em diversos pontos da cidade, com as respectivas militâncias, na tentativa de conquistar o voto dos ainda indecisos. No último dia de campanha, entre as atividades programadas, estão mini carreatas, panfletagens e caminhadas. Nesta sexta-feira, os comitês de campanha contavam com pouca movimentação, já que toda a militância estava nas ruas.

Durante os 45 dias de campanha, os oito postulantes a prefeito concentraram atividades nas ruas e nos próprios comitês. Na manhã de sexta-feira, o comitê do candidato Ronaldo Martins (PRB), no bairro Parangaba, reunia apenas quatro pessoas, pois seus apoiadores estavam nas ruas, principalmente no Centro, bairro em que o próprio postulante realizou uma caminhada pela manhã. Ele também se reuniu com a coordenação da campanha e fez caminhada no bairro Conjunto Ceará.

De acordo com Euler Barbosa, secretário-geral do PRB, nos mais de 40 dias de campanha, o postulante participou de 111caminhadas, 18 comícios e 11 mini carreatas. O comitê abrigou reuniões com grupo de mulheres, jovens e ações de candidatos a vereador pelo PRB.

Neste sábado, Ronaldo e a militância participam de “bandeiraços” e “adesivaços” em 10 locais da Capital. No domingo, o candidato vota às 9h na Assembleia Legislativa e acompanha a votação da candidata a vice da chapa, Nina Carvalho, no Panamericano. Ele estará no comitê durante a apuração dos votos.

Capitão Wagner (PR) participou, na sexta-feira, de caminhadas nos bairros Edson Queiroz e Vila Velha, além de uma reunião com a equipe de campanha e uma mini carreata no Vila Velha. Neste sábado (1º), o candidato do PR participa de carreata de um candidato a vereador, se reúne com a equipe e faz uma mini-carreata com concentração na Avenida Pompílio Gomes.

Votação

Já no domingo, ele vota às 8h30, no colégio Lima Nogueira, no bairro João XXIII. Wagner acompanha a apuração no comitê, instalado na Avenida Barão de Studart, na companhia de familiares, amigos e apoiadores da campanha. Na campanha, o comitê de Wagner tem realizado distribuição de material, reuniões com lideranças e segmentos, informou a coordenadora de ações no comitê, Ranielly Reis.

Heitor Férrer (PSB) visitou, na sexta-feira, o Mercado dos Pinhões e a praça da Cidade 2000, além de ter gravado vídeos para serem divulgados no Facebook. Para este sábado, a programação do candidato do PSB é de caminhadas nos bairros Centro e Conjunto Ceará. No domingo, Férrer vota às 8h, no Colégio Estadual Justiniano de Serpa, e depois almoça com a família. A previsão é de que ele acompanhe a votação no comitê, na Avenida Barão de Studart.

Entre as atividades desenvolvidas na campanha, Heitor visitou feiras e espaços públicos, como o Passeio Público e a Praça do Ferreira, realizou mini-carreatas e “adesivaços”. No comitê, ele recebeu segmentos voltados para turismo, gastronomia e segurança alimentar.

Panfletagem

João Alfredo (PSOL) participa, neste sábado, de uma caminhada pelo Centro. A concentração é na Praça do Carmo, às 8h30, seguindo trajeto até a Praça dos Leões. À tarde, está prevista uma plenária no próprio comitê, instalado na sede do partido, no Centro, e à noite panfletagem na Avenida Beira Mar. Na sexta-feira, militantes fizeram panfletagem na Praça da Estação, em universidades e feiras no bairro Granja Lisboa.

No domingo, João Alfredo participa de um café da manhã com militantes e filiados do PSOL no comitê central a partir das 7h e vota às 10h, na Faculdade Farias Brito. Conforme o secretário-geral do partido, Moésio Mota, durante a campanha, o comitê abrigou plenárias temáticas, lançamentos de campanhas de candidatos a vereador e rodas de conversas. Dentre as ações da campanha, ele destacou panfletagens, uma “bicicletada”, 30 caminhadas e passeios de barco na Sabiaguaba e no Rio Ceará.

09:00 · 16.09.2016 / atualizado às 09:00 · 16.09.2016 por

Por Suzane Saldanha

Ontem, durante a exposição das propostas do candidato do PSB, pouco mais de dez vereadores estiveram no plenário da Câmara Foto: Fabiane de Paula
Ontem, durante a exposição das propostas do candidato do PSB, pouco mais de dez vereadores estiveram no plenário da Câmara Foto: Fabiane de Paula

Candidato do PSB à Prefeitura de Fortaleza, o deputado estadual Heitor Férrer apresentou, ontem, na Câmara Municipal, seu plano de governo destacando medidas voltadas à segurança pública, saúde e políticas para o trânsito. Uma das principais bandeiras de sua campanha é a redução em 50% do número de fotossensores na cidade. A ideia foi criticada e questionada por vereadores da Capital. Durante a exposição do pessebista, pouco mais de dez parlamentares estiveram no plenário da Casa.

Na próxima semana, são esperados na Câmara Municipal os candidatos Luizianne Lins (PT), na terça-feira (20), e Tin Gomes (PHS), na quinta-feira (22).

Heitor iniciou sua fala aos vereadores avaliando que as políticas públicas desenvolvidas pelos municípios, por meio dos agentes públicos, devem confluir para a paz social e que o Brasil não foi construído visando a busca do equilíbrio social. Para ele, os agentes políticos devem ter responsabilidade nas ações a serem deixadas. Diante da defesa do equilíbrio social, o candidato apontou que 72 dos 119 bairros de Fortaleza têm Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) igual ao de países de terceiro mundo no continente africano.

Conforme defendeu, para neutralizar os problemas, devem ser feitos investimentos em iluminação pública, pavimentação, atividades em praças, saneamento básico, lazer e escolas de tempo integral.

Segurança para saúde

Heitor Férrer afirmou que a primeira proposta do seu governo é apostar na segurança pública para saúde, suprindo a demanda dos postos de saúde com médicos e medicamentos. “A primeira proposta é da segurança pública em saúde. É a proposta número um que temos que levar à cidade porque a demanda de quem precisa menos nós temos que dar mais”, disse.

No caso da educação, o deputado estadual destacou que pretende dar continuidade ao investimento nas escolas de tempo integral, iniciado na gestão da ex-prefeita Luizianne Lins e continuado pelo atual prefeito Roberto Cláudio. “Nenhum candidato pode ter leviandade de dizer que vai implantar universalização porque é impossível fazer em quatro anos por contado Orçamento do município. É uma proposta de todos os candidatos que vão continuar implantação dessa política em educação”, ressaltou.

Apontando déficit de 95 mil moradias populares na Capital, Heitor disse ter também a intenção de construir 15 mil moradias com recursos da reciclagem de sobras da construção civil.

O postulante do PSB ter a intenção de implantar rede de internet Wi-Fi gratuita em toda a cidade e ampliar as praças vivas com políticas de lazer. “Nós faremos com que elas atendam toda a coletividade, (sejam como) a extensão da sua casa”, afirmou.

Após o pronunciamento de Heitor, a maioria dos questionamentos dos vereadores presentes girou em torno da promessa de retirada de 50% dos fotossensores da cidade. O pessebista defendeu que a “indústria da multa” deve, sim, ser questionada por “tirar” R$ 7 milhões do contribuinte fortalezense e desvirtuar a função dos aparelhos.

O candidato defendeu ter a intenção de evitar excessos e diminuir acidentes, comprometendo-se a não aumentar o número já alto de fotossenssores. “No momento em que o poder público passa a ter equipamento que lhe rende R$ 7 milhões, a função é apenas arrecadatória. Ele está sendo multado e não agrediu a terceiros. A multa é mais na CE-040, uma verdadeira pegadinha, ninguém sabe se é 60 ou 80km”, relatou.

Áreas

Heitor alegou querer implantar os equipamentos em áreas certas. “Minha política é acabar com a indústria da multa, (com) o fotossensor visível para que ninguém ultrapasse ou atropele. Muitos são camuflados para multar. Nossa proposta é polêmica, entendemos e respeitamos a preocupação”, sustentou.

Respondendo a questionamentos de parlamentares que estavam no plenário, o candidato a prefeito pelo PSB ressaltou também que não armaria a Guarda Municipal por entender que ela não deve desenvolver o papel de Polícia e sim de guardar o patrimônio público. Ele admitiu ter mudado de posicionamento com relação à questão, pois defendia o armamento em 2012, no último pleito.

“O que me deixa entristecido é o eleitor captar a mensagem de que armando uma Guarda Municipal se vai combater violência. A função é de guardar patrimônio, Guarda vai trocar patrimônio por uma vida. O bom da vida é refletir ao ler mais e mudar posições”, disse, ao defender a nova opinião sobre o tema.

08:52 · 16.09.2016 / atualizado às 08:52 · 16.09.2016 por

Por Antônio Cardoso, Miguel Martins e Suzane Saldanha

Roberto Cláudio (PDT) e Capitão Wagner (PDT), tecnicamente empatados, avaliaram os números positivamente Fotos: José Leomar/Natinho Rodrigues
Roberto Cláudio (PDT) e Capitão Wagner (PDT), tecnicamente empatados, avaliaram os números positivamente Fotos: José Leomar/Natinho Rodrigues

No 31º dia de campanha, após a divulgação da segunda rodada da pesquisa Ibope/TV Verdes Mares de intenções de voto para prefeito de Fortaleza, cujo resultado foi detalhado na edição de ontem do Diário do Nordeste, os quatro postulantes que aparecem nas primeiras colocações – Roberto Cláudio (PDT), Capitão Wagner (PR), Luizianne Lins (PT) e Heitor Férrer (PSB) – tiveram reações distintas quanto aos números da disputa.

Enquanto Roberto Cláudio e Capitão Wagner, empatados tecnicamente na liderança, comemoraram o crescimento nos índices de preferência do eleitorado, Luizianne Lins, que manteve o mesmo percentual da primeira pesquisa, publicada em 22 de agosto, preferiu dizer que a consulta é retrato de um momento. Já Heitor Férrer, que teve queda nas intenções de voto, afirmou que os números não refletem o “sentimento das ruas”.

No levantamento do Ibope, o atual prefeito Roberto Cláudio lidera as intenções de voto, com 34%, seguido de Capitão Wagner, que soma 28%. A ex-prefeita Luizianne Lins continua em terceiro, com 18%. Mais atrás está Heitor Férrer, que tem 7%. Pela margem de erro, que é de três pontos, Roberto Cláudio e Capitão Wagner estão, até aqui, tecnicamente empatados.

Repercussão

Ontem, durante caminhada no bairro Canindezinho, o atual prefeito avaliou que todas as pesquisas realizadas desde o início da campanha apontam evolução nos seus índices de aceitação, enquanto caem os de rejeição. “Todos os indicadores melhoram progressivamente e só posso estar grato por tudo isso”, declarou. Roberto Cláudio cresceu cinco pontos em relação ao primeiro levantamento, contra sete pontos a mais de Wagner. Até a eleição, ele afirmou que pretende “intensificar o trabalho que tem dado certo”.

Capitão Wagner, por sua vez, disse que seu crescimento nas pesquisas demonstra que a estratégia da campanha está correta. “Quando a gente pega na mão das pessoas e tira das dúvidas de alguma proposta, a gente solidifica o voto”. Ele comentou, ainda, as críticas de adversários sobre sua proposta de armar a Guarda Municipal. “De forma nenhuma vamos ser irresponsáveis com essa questão. Eu sei do prejuízo que pode ser entregar a quem não está pronto”, respondeu.

Na noite da última quarta-feira (14), em comício no bairro Presidente Kennedy, Luizianne Lins criticou a ideia do republicano, que chamou de criação do “Raio Municipal”. Ao avaliar a pesquisa Ibope, a petista destacou que nunca partiu na frente em campanhas das quais saiu vitoriosa e disse que os números são um “retrato momentâneo”. “Nós estamos em desvantagem, porque temos a metade do tempo de TV, e há um debate oportunista sobre a segurança que me assusta mesmo”, criticou.

Já Heitor Férrer, que ontem esteve na Câmara Municipal, apontou respeitar os institutos de pesquisa, mas não concordar com os dados divulgados. Ele teve declínio de dois pontos na comparação com a primeira pesquisa. “O que tenho a dizer é que o que nós sentimos nas ruas não guarda consonância com os números dos institutos. É uma opinião e toda opinião tem que ser respeitada, assim como a opinião de qualquer eleitor sobre qualquer proposta nossa”.

 

21:05 · 15.09.2016 / atualizado às 21:05 · 15.09.2016 por
Foto: Helene Santos
O atual prefeito da Capital e candidato à reeleição, Roberto Cláudio (PDT), segue como o postulante que mais arrecadou e também como o que mais gastou, embora perca para o candidato Capitão Wagner (PR) no quesito despesas contratadas Foto: Helene Santos

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou nesta quinta-feira (15) a prestação parcial de contas dos candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereador dos 5.570 municípios brasileiros.

No caso de Fortaleza, todos os oito prefeituráveis enviaram a documentação sobre receitas e despesas de campanha eleitoral no prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral. Os candidatos tiveram entre os dias 9 e 13 deste mês para informar arrecadações e gastos realizados entre o início da campanha e o dia 8 de setembro.

Os dados, que podem ser conferidos no sistema DivulgaCandContas do TSE, mostram que o atual prefeito da Capital e candidato à reeleição, Roberto Cláudio (PDT), segue como o postulante que mais arrecadou e também como o que mais gastou, embora perca para o candidato Capitão Wagner (PR) no quesito despesas contratadas. O pedetista arrecadou R$ 5.747.784,00 no período e gastou R$ 2.738.911,90, quase o mesmo valor contratado para campanha: R$ 2.739.611,90.

Já o republicano teve receitas totais de R$ 2.060.003,00, despesas pagas de R$ 1.296.463,66, mas tem o maior volume de despesas contratadas entre os prefeituráveis: R$ 3.035.457,98. Na sequência aparecem a candidata Luizianne Lins (PT) e Ronaldo Martins (PRB), respectivamente com as terceiras e quartas maiores arrecadações, gastos e contratações. A petista, por exemplo, declarou ter recebido um total de R$ 760.500,00 em recursos, tendo gastado R$ 709.277,00 e contratado R$ 729.276,82 em despesas. Martins, por sua vez, arrecadou R$ 524.000,00, pagou R$ 454.340,08 em custos de campanha e contratou R$ 519.009,48.

O quinto postulante à Prefeitura de Fortaleza que mais recebeu recursos para a campanha foi Heitor Férrer (PSB), com arrecadação total de R$ 307.992,15. Ele também foi o quinto que mais desembolsou até o momento: R$ 106.971,95. No entanto, o socialista é superado por Tin Gomes (PHS), no que se refere à contratação de despesas. Enquanto Heitor contratou R$ 304.460,26, Tin tem um total em despesas contratadas de R$ 357.978,74. O humanista, por sua vez, teve receitas de R$ 143.000,00 e despesas pagas de R$ 47.675,00.

Nas duas últimas posições em termos de receitas e despesas eleitorais aparecem, respectivamente, João Alfredo (PSOL) e Gonzaga (PSTU). A coordenação financeira da campanha de João Alfredo declarou à Justiça Eleitoral ter arrecadado R$ 36.400,00, ter gasto R$ 29.090 e ter contratado r$ 31.590,00. Já o candidato do PSTU, o único que ainda não tinha informado nenhuma receita ou despesa antes da prestação parcial de contas obrigatória, informou receitas de R$ 8.820,00, além de pagamentos e contratações totalizando R$ 3.120,00.

Ponto em comum

Donos de campanhas que aparecem nos dois extremos em termos de receitas e despesas, Roberto Cláudio e Gonzaga têm pelo menos um aspecto em comum. Os dois são os únicos, entre os oito prefeituráveis, cujo maior volume de arrecadações vem de doações de contribuições feitas como pessoa física. Essa fonte de recurso corresponde a 91,38% das receitas do candidato do PSTU e a 78,08% daquelas arrecadadas pelo postulante do PDT. As receitas de Gonzaga, contudo, são 651 vezes menores que as de Roberto Cláudio.

Brasil e Ceará

Contando apenas os candidatos a prefeito, em todo o País, 88,86% dos 16.571 postulantes fizeram a prestação parcial de contas prevista em lei, totalizando 14.725. Com 184 municípios, o Ceará teve média maior que a nacional, com 91,53% dos 520 prefeituráveis, somando 476 prestações realizadas.

Confira receitas e despesas dos candidatos em Fortaleza!

ROBERTO CLÁUDIO (PDT)

Receitas (total de recursos recebidos): R$ 5.747.784,00
Recursos financeiros: R$ 5.747.784,00
Recursos estimáveis: R$ 0,00
Doação de partidos: R$ 1.259.550,00
Doação de pessoas físicas: R$ 4.488.234,00
Recursos próprios: R$ 0,00
Despesas contratadas: R$ 2.739.611,90
Despesas pagas: R$ 2.738.911,90

CAPITÃO WAGNER (PR)

Receitas (total de recursos recebidos): R$ 2.060.003,00
Recursos financeiros: R$ 2.015.003,00
Recursos estimáveis: R$ 45.000,00
Doação de partidos: R$ 1.814.983,00
Doação de pessoas físicas: R$ 145.020,00
Recursos próprios: R$ 100.000,00
Despesas contratadas: R$ 3.035.457,98
Despesas pagas: R$ 1.296.463,66

LUIZIANNE (PT)

Receitas (total de recursos recebidos): R$ 760.500,00
Recursos financeiros: R$ 757.000,00
Recursos estimáveis: R$ 3.500,00
Doação de partidos: R$ 750.000,00
Doação de pessoas físicas: R$ 10.500,00
Recursos próprios: R$ 0,00
Despesas contratadas: R$ 729.276,82
Despesas pagas: R$ 709.277,00

RONALDO MARTINS (PRB)

Receitas (total de recursos recebidos): R$ 524.110,00
Recursos financeiros: R$ 487.500,00
Recursos estimáveis: R$ 36.610,00
Doação de partidos: R$ 487.500,00
Doação de pessoas físicas: R$ 15.460,00
Recursos próprios: R$ 21.150,00
Despesas contratadas: R$ 519.009,48
Despesas pagas: R$ 454.340,08

HEITOR FÉRRER (PSB)

Receitas (total de recursos recebidos): R$ 307.992,15
Recursos financeiros: R$ 299.992,15
Recursos estimáveis: R$ 8.000,00
Doação de partidos: R$ 299.992,15
Doação de pessoas físicas: R$ 2.000,00
Recursos próprios: R$ 6.000,00
Despesas contratadas: R$ 304. 460,26
Despesas pagas: R$ 106.971,95

TIN GOMES (PHS)

Receitas (total de recursos recebidos): R$ 143.000,00
Recursos financeiros: R$ 143.000,00
Recursos estimáveis: R$ 0,00
Doação de partidos: R$ 100.000,00
Doação de pessoas físicas: R$ 43.000,00
Recursos próprios: R$ 0,00
Despesas contratadas: R$ 357.978,74
Despesas pagas: R$ 47.675,00

JOÃO ALFREDO (PSOL)

Receitas (total de recursos recebidos): R$ 36.400,00
Recursos financeiros: R$ 36.400,00
Recursos estimáveis: R$ 0,00
Doação de partidos: R$ 28.000,00
Doação de pessoas físicas: R$ 8.400,00
Recursos próprios: R$ 0,00
Despesas contratadas: R$ 31.590,00
Despesas pagas: R$ 29.090,00

GONZAGA (PSTU)

Receitas (total de recursos recebidos): R$ 8.820,00
Recursos financeiros: R$ 3.200,00
Recursos estimáveis: R$ 5.620,00
Doação de partidos: R$ 0,00
Doação de pessoas físicas: R$ 8.060,00
Recursos próprios: R$ 760,00
Despesas contratadas: R$ 3.120,00
Despesas pagas: R$ 3.120,00

Fonte: TSE

09:33 · 15.09.2016 / atualizado às 09:33 · 15.09.2016 por
Foto: Helene Santos
Heitor Férrer (PSB), por exemplo, deve seguir sua agenda sem alteração, indo às feiras livres, comércio, ruas do centro e distribuindo material, além de fazer uso das redes sociais Foto: Helene Santos

Por Miguel Martins

Faltando pouco mais de duas semanas para a realização do primeiro turno da campanha eleitoral em Fortaleza, alguns candidatos disseram que não vão modificar a forma como vêm atuando no pleito deste ano e seguirão realizando as mesmas atividades feitas até aqui. Em uma disputa com menos ataques entre os adversários, como ocorreu em outras eleições, os postulantes têm apresentados propostas parecidas, inclusive, defendendo manter muito do que foi feito na atual gestão municipal.

Capitão Wagner (PR) afirmou que vai manter o mesmo estilo de trabalho feito até então. Segundo ele, o programa na TV está atendendo as expectativas, destacando, porém, que é preciso intensificar mais a presença nas ruas. “A gente sente muito quando tem o contato, porque consolida o voto. O Voto fica consolidado e o caminho é esse. Como os recursos são restritos, não tem como ter grande estrutura de rua. Mas a ideia é usar a imagem do candidato no maior número de bairros”.

Para Wagner, o eleitor está cansado dos candidatos que só pensam em atacar seus adversários. Segundo ele, as pessoas querem saber de propostas. “Lógico que é importante apresentar proposta e o problema também. Acho que dessa forma atrai muito mais a atenção do eleitor”, disse. No entanto, o parlamentar afirmou que quando há um ataque e não se apresenta uma proposta, o eleitor fica desestimulado com o candidato. “Essa estratégia está sendo utilizada por todo mundo, porque o eleitor está cansado de tudo isso”.

O republicano destacou que nas próximas duas semanas vai apresentar outras propostas, visto que o programa de governo dele é amplo. Até o momento ele destacou ações somente para as áreas de Saúde, Segurança, Educação e Geração de Emprego.

Na reta final da campanha outros assuntos devem ser pautados, como melhor estrutura das feiras livres, cultura, bem como ampliação do leque de propostas para Educação. “A gente não está entrando num campeonato de propostas, porque muitas inexecutáveis. Vamos manter o que estar bom”.

Heitor Férrer (PSB) deve seguir sua agenda sem alteração, indo às feiras livres, comércio, ruas do centro e distribuindo material, além de fazer uso das redes sociais. Segundo ele, sua característica de trabalho não vai mudar, visto que desta forma tem conseguido o apoio popular. “Essas minhas condutas não vão ser orientadas pelas pesquisas eleitorais, e vou me manter assim. Vou continuar da mesma forma até o dia 2 de outubro”, afirmou.

O candidato também tem como carro-chefe de sua campanha o tratamento da saúde pública como prioridade, e afirmou que vai buscar garantir remédios para toda a população, através de compras integradas, que segundo ele, são mais baratas. Além disso, o parlamentar pretende ainda “quebrar mecanismos que geram a violência”, e para isso deve investir em praças, qualificação de pessoas para o primeiro negocio e pavimentar as ruas da cidade. Ele quer ainda “retirar os assaltantes que roubam o contribuinte”, os fotos-sensores da cidade.

Férrer disse que vai também criar o posto de saúde móvel, para levar atendimento primário na casa das pessoas. “A sociedade não quer ataques, não quer confrontos. Temos que propor ideias e atrair o eleitor por essas ideias”, defendeu.

Intensificação

Coordenador da campanha de Luizianne Lins e candidato a vice-prefeito, Elmano de Freitas (PT), foi o único que disse que na reta final vai procurar intensificar os trabalhos de rua. Segundo ele, além de dois míni-comícios por noite, o PT fará comícios itinerantes, caminhadas porta a porta, bem como movimentos na entrada de escolas, fábricas, lojas e comércio no Centro da cidade. A postulante também participará mais ativamente dos eventos dos candidatos a vereador.

“Queremos assumir, de maneira mais forte, os sinais e massificar o máximo que pudermos, com militância nas ruas. Vamos agora fazer uma reta final de massificação”, disse. De acordo com Freitas, devido ao bom nível dos candidatos na disputa deste ano, tem havido menos embates e críticas a determinadas candidaturas e mais propostas. “Da nossa parte existe a maturidade de quem já foi gestão e que sabe que não há condições de apresentar propostas que não teria condições de realizar. O PT, durante algum tempo, achou que poderia fazer tudo em quatro anos, mas percebeu que não”.

Dentre as principais propostas apresentadas pela candidatura de Luizianne até aqui está a promessa de garantir remédios no sistema de saúde para toda a população de Fortaleza, além da reestruturação do Programa Saúde da Família (PSF), na área da Saúde. Na Educação, o candidato destacou a valorização do professor, além de melhoria da qualidade da merenda escolar. Na habitação, o PT pretende construir 10 mil moradias, além da construção de banheiros para 60 mil imóveis que se encontram atualmente sem.

09:26 · 11.09.2016 / atualizado às 09:26 · 11.09.2016 por
Imagem: Reprodução da internet
Dados constam do site do TSE, que disponibiliza informações discriminadas sobre receitas e despesas de campanha de candidatos de todo o País Imagem: Reprodução da internet

O atual prefeito de Fortaleza e candidato à reeleição, Roberto Cláudio (PDT) lidera o ranking do número de doações feitas por pessoas físicas, entre os oito postulantes à prefeitura da Capital cearense.

O pedetista recebeu contribuições de 52 doadores individuais, com montantes que variam de R$ 3.000 a R$ 350.000. Essas doações representam até o momento 79,31% dos R$ 4.999.784,00 arrecadados pelo candidato. Além dessas fontes de recursos, a campanha de Roberto Cláudio também recebeu R$ 684.550 da direção municipal de seu partido e outros R$ 350 mil da direção  do PP, uma das 18 siglas que compõem a coligação “Fortaleza Só Tem A Ganhar”.

Em segundo lugar, no que se refere ao número de doadores individuais, aparece o candidato João Alfredo (PSOL), da coligação “A Fortaleza que Resiste”, composta ainda pelo PCB. O vereador recebeu treze doações de pessoa física, com valores entre R$ 50 e R$ 2 mil. A direção estadual do PSOL contribuiu com R$ 28 mil.

O peso das doações partidárias, no caso de João Alfredo, é de 79,66%, o que representa uma relação quase inversa a que acontece no caso da campanha de Roberto Cláudio.

Na terceira posição entre os que mais contaram com doações individuais até o momento está a candidata Luizianne Lins (PT), que teve quatro doadores contribuindo como pessoa física. As colaborações para a petista variaram entre R$ 100 e R$ 5 mil. Já Capitão Wagner (PR) teve a colaboração de três doadores individuais. Entre as pessoas físicas que doaram ao republicano, no entanto, estão o próprio candidato a vice em sua chapa, Gaudêncio (PMDB), que contribuiu com R$ 100 mil. As outras duas doações foram com valores, respectivamente de R$ 20 e de R$ 100 mil.

O candidato Tin Gomes (PHS) teve a colaboração de dois doadores individuais, que contribuíram com R$ 2.300 e R$ 39 mil. Já os candidatos Ronaldo Martins (PRB) e Heitor Férrer (PSB) contam com uma colaboração individual cada, mas, no caso do socialista, o valor arrecadado por esse meio veio do próprio prefeiturável, que entrou com R$ 6 mil em recursos próprios.

Todos os postulantes à exceção de Roberto Cláudio têm nas doações partidárias os percentuais mais expressivos de contribuições financeiras para suas respectivas campanhas.

Por sua vez, o candidato Gonzaga (PSTU) ainda não informou nenhuma receita recebida, por nenhum tipo de fonte de arrecadação.

Confira abaixo a lista completa de doadores e dos valores doados aos candidatos (atualizada às 20h46 desta quinta-feira)!

LISTA DE DOADORES

Roberto Cláudio

DIREÇÃO MUNICIPAL/PDT R$684.550,00
DIREÇÃO NACIONAL/PP R$350.000,00
FERNANDO CIRINO GURGEL R$350.000,00
MARIA ISABEL ARY E SILVA R$300.000,00
SANDRA JEREISSATI ARY BRASIL R$300.000,00
ANA LUIZA JEREISSATI ARY BARROSO R$300.000,00
ETEVALDO NOGUEIRA FILHO R$250.000,00
FRANCISCO MAGNO NOGUEIRA LIMA R$250.000,00
JOAO JEREISSATI ARY R$200.000,00
JULIO VENTURA NETO R$183.816,71
EDSON CARVALHO VENTURA R$140.523,35
FRANCISCO MACHADO VENTURA R$137.367,54
EDSON CARVALHO VENTURA FILHO R$125.026,40
JOSE VILMAR FERREIRA R$100.000,00
FRANCISCO GUILHERME DE AGUIAR R$100.000,00
GERARDO RODRIGUES DE ALBUQUERQUE NETO R$94.500,00
HENRIQUE JEREISSATI ARY BRASIL R$90.000,00
RENE ANTONIO TEIXEIRA MACIEL R$80.000,00
ANTONIO JOSE DE FREITAS MELLO R$80.000,00
RUBENS ANTONIO TEIXEIRA MACIEL R$70.000,00
PEDRO JORGE JEREISSATI ARY R$70.000,00
EMILIO ARY FILHO R$70.000,00
FRANCISCO BORGES NETO R$59.000,00
ROSE MARIE MATOS FERREIRA R$50.000,00
WANDER JEAN MATOS FERREIRA R$50.000,00
ROSE ALINE MATOS FERREIRA DE FREITAS GUIMARAES R$50.000,00
LIVIO DE ANDRADE ARARIPE R$50.000,00
ROBERTO CLAUDIO FROTA BEZERRA R$30.000,00
FRANCISCO JOSE QUEIROZ MAIA R$30.000,00
HAROLDO RODRIGUES DE ALBUQUERQUE JUNIOR R$28.000,00
AFRANIO BARREIRA FILHO R$25.000,00
RICHARD WAGNER DE QUEIROZ RAMOS R$24.000,00
CHRISTIAN FERREIRA MELO R$23.000,00
MARCELA TENISE LOPES CARRILHO MACHADO R$22.000,00
IGOR DE ANDRADE ARARIPE R$20.000,00
SIMONE MICHILES SANTOS RAMOS R$20.000,00
PAULO FRANCISCO BARRETO DA ROCHA R$18.000,00
ANA PAULA ACIOLY DE VASCONCELOS R$16.000,00
FRANCISCO DANIEL CHAGAS CHAVES R$16.000,00
MANUEL PEREIRA SAMPAIO FILHO R$16.000,00
MARIO NOGUEIRA JUNIOR R$15.000,00
IZABEL PHABIANA DA SILVA MEDEIROS R$14.000,00
NILTON DA SILVA MACHADO FILHO R$11.000,00
SERGIO RAMOS DE MENEZES JUNIOR R$11.000,00
RAFAELLA COELHO ANDRADE MOUTINHO R$10.000,00
JANUARIA GRANGEIRO DE MOURA SAMPAIO R$10.000,00
LEONARDO SOEIRO RAMOS R$10.000,00
MARIA DAS GRACAS RODRIGUES BEZERRA R$9.000,00
VALTER FILGUEIRAS BORGES R$9.000,00
EUCLIDES JOSE DE LIMA R$9.000,00
MICHELE GUIMARAES DA SILVA R$6.000,00
NEIO LUCIO SILVA MOUTINHO R$6.000,00
JOSE BENEVIDES DE MORAIS NETO R$4.000,00
ALESSANDRA COELHO ANDRADE R$3.000,00

João Alfredo

DIREÇÃO ESTADUAL/PSOL R$ 28.000,00
VANDA CARNEIRO DE CLAUDINO SALES R$2.000,00
ALEXANDRE ARAÚJO COSTA R$ 1.000,00
ANTONIO GUILHERME RODRIGUES DE OLIVEIRA R$ 1.000,00
EVELINE BARROS LEAL R$ 1.000,00
MARIA DE FÁTIMA MENEZES MONTE R$1.000,00
LAIS AYRES BARREIRA R$ 700,00
JOSE MARCELO MAIA NOGUEIRA R$ 600,00
LUIS RENATO BEZERRA PEQUENO R$400,00
VÓLIA AIRES BARREIRA GUEDES R$200,00
ANTONIO ANDERSON ALBUQUERQUE VENANCIO R$ 150,00
GUILHERME AMORIM MONTENEGRO R$ 150,00
HUMBERTO ILO MOREIRA GUIMARÃES JUNIOR R$ 150,00
ODETE OLIVEIRA PEREIRA R$50,00

Luizianne Lins

DIREÇÃO NACIONAL/PT R$500.000,00
JOSE BARROSO PIMENTEL R$5.000,00
FRANCISCA SIMONE DE CASTRO ALVES NEPOMUCENO R$400,00
JOHN KENEDY DE ARAUJO R$200,00
WALDEMIR CASTANHO DE SENA JUNIOR R$100,00

Capitão Wagner

DIREÇÃO NACIONAL/PR R$750.000,00
DIREÇÃO ESTADUAL/PSDB R$400.000,00
DIREÇÃO ESTADUAL/PMDB R$399.983,00
DIREÇÃO NACIONAL/PMDB R$200.000,00
GAUDENCIO GONÇALVES DE LUCENA R$100.000,00
JORGE ALBERTO VIEIRA STUDART GOMES R$100.000,00
DIREÇÃO ESTADUAL/PR R$65.000,00
RENATA VASCONCELOS LIMA R$20,00

Tin Gomes

PARTIDO HUMANISTA DA SOLIDARIEDADE R$100.000,00
PEDRO SABOYA MARTINS R$39.000,00
JOSE EUCLIDES PIMENTEL GOMES R$2.300,00

Ronaldo Martins

DIREÇÃO NACIONAL/PRB R$487.500,00
ANTONIO RAIMUNDO FERREIRA DE MENEZES R$7.000,00

Heitor Férrer

DIREÇÃO ESTADUAL/PSB R$ 299.992,15
HEITOR CORREIA FERRER R$6.000,00

Gonzaga

R$ 0,00

Fonte: TSE

10:39 · 10.09.2016 / atualizado às 10:39 · 10.09.2016 por

Por Antônio Cardoso

O tempo de campanha de 45 dias, que era considerado curto por candidatos e partidos para que apresentassem ideias aos eleitores, já passou da metade, por isso, nos próximos 20 dias, os prefeituráveis correm contra o Calendário Eleitoral em busca de votos. Desde 16 de agosto, quando teve início a caminhada dos postulantes, até a eleição em 2 de outubro, as campanhas são realizadas, com ou sem dinheiro em caixa, mas agora devem ter estratégias intensificadas.

O prefeito Roberto Cláudio (PDT), que busca reeleição, tem dividido o tempo de campanha com despachos na Prefeitura. Embora com o relógio correndo mais rápido, ele diz que esta tem sido uma caminhada favorável e comemora o feedback recebido das pessoas. “Tenho manifestado a minha gratidão pelo carinho que recebo nas ruas. Isso me deixa à vontade e não tenho do que me queixar”, disse.

O pedetista pretende, agora na reta final, intensificar sua presença nas ruas, assim como a do candidato a vice, Moroni Torgan (DEM). “A agenda precisa ser diária e diversificada. Contamos com movimentos e segmentos, como de juventude e mulheres, e trabalhamos nosso plano de governo. A ideia é intensificar”.

Capitão Wagner (PR), que nos primeiros dias de campanha optou por apresentar-se ao eleitorado, afirma que, daqui para a frente, se dedicará a adquirir a confiança das pessoas, especialmente eleitores indecisos, apresentando propostas com o “pé no chão”. “Pesquisas apontam que grande parcela dos eleitores ainda não tem um candidato definido. Diante desse cenário, nossa expectativa é trabalhar para chegar ao segundo turno”.

A estratégia agora, conforme afirma, é todos os dias estar nas ruas para que possa escutar e apresentar propostas pessoalmente. “Nas visitas que fazemos fica claro a importância desse contato pessoal, ele gera uma confiança muito grande”.

Candidato pelo PSB, o deputado estadual Heitor Férrer ressaltou que, diante da escassez de recursos financeiros, tenta se virar com a distribuição de panfletos e contar com a divulgação de suas propostas nos programas eleitorais e carros de som. “Nesses últimos dias de campanha vamos aproveitar otimizando o que temos de ferramentas como o tempo de televisão e rádio, além das redes sociais. Faremos propaganda direta”, adiantou.

Procurada, a candidata Luizianne Lins (PT) não foi encontrada. A assessoria informou que ela estaria em trânsito e encaminhou o contato para Waldemir Catanho, membro da coordenação da campanha petista. Ele disse que o PT, diante das dificuldades de financiamento, aposta em fazer campanha no estímulo da militância e nos programas de rádio e TV. “Vamos buscar o resultado que esperamos, daqui para a frente intensificando as atividades de rua”, completou.