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Tag: Oposição


11:20 · 15.11.2017 / atualizado às 13:43 · 15.11.2017 por
Em menos de um ano, Odilon Aguiar passou de secretário de Governo para opositor da gestão se filiando ao PMB. Agora terá que buscar uma outra sigla Foto: José Leomar

O Partido da Mulher Brasileira (PMB), no Ceará, antes controlado pela ex-prefeita de Tauá, Patrícia Aguiar, hoje é mais uma sigla controlada pelo governador Camilo Santana.

Oficialmente, o partido está desativado no Ceará desde primeiro de março deste ano, quando era presidido pela ex-prefeito de Tauá, Patrícia Aguiar,  mulher do conselheiro em disponibilidade, Domingos Filho, do extinto Tribunal de Contas dos Municípios.

Recentemente, Patrícia anunciou que havia se desligado da legenda e ingressado no  PSD, agremiação presidida pelo seu filho, deputado federal Domingos Neto. Ela não conseguiu ter o partido como opositor ao Governo Camilo. Desde março o PMB já está sob controle de Camilo, que monta a nova direção.

Quase todos os integrantes do PMB já estavam com o Governo Camilo, mas ainda existem algumas dúvidas, principalmente em relação ao prefeito de Caucaia, Naumi Amorim, embora ele tenha compromisso de votar em Camilo em 2018. Sua mulher, porém, Érika Amorim, é  candidata a deputada estadual e ainda não há informação sobre qual legenda, embora ela hoje seja filiada ao PMB.

A prefeita Laís Nunes já havia deixado o PMB e se filiado ao PDT recentemente, estando ainda no partido e votando com Camilo na Assembleia, os deputados Nizo Costa e Bethrose.

Aliado de Domingos Filho, o deputado Odilon Aguiar ainda tem destino incerto. O parlamentar informou que está aguardando os encaminhamentos que devem ser dados pelo deputado Domingos Neto, atualmente principal liderança do grupo político de oposição em Tauá, para depois decidir para onde irá.

Não há, contudo, certeza se Odilon se filiará ao PSD, uma vez que ele confessou que Domingos Neto estaria conversando com outros partidos para tratar de filiações partidárias. Em menos de um ano, Odilon  passou de secretário do Governo Camilo para opositor da gestão, ainda que esteja em partido de maioria governista.

Com a saída do grupo de oposição ao governador Camilo Santana do PMB, a gestão do chefe do Poder Executivo no Ceará se fortalece, pois é mais um partido que se alia ao seu mandato. Extraoficialmente Magda Costa assumiu o partido no Ceará, enquanto que em Fortaleza o grêmio passará para o comando de Diogo Vieira.

A legenda passará a ser uma opção para ingresso de governistas de outros partidos e terá como vice-presidente a ex-deputada estadual Meire Costa Lima, mãe do deputado Julinho (PDT).

09:02 · 31.10.2017 / atualizado às 09:02 · 31.10.2017 por

Por Miguel Martins

Renato Roseno pontua que, apesar da crise que atinge a esquerda, o PSOL cresce entre os jovens Foto: José Leomar

A esquerda brasileira saiu como derrotada do pleito municipal do ano passado, com a perda de diversas prefeituras Brasil afora, o que fará falta na disputa eleitoral de 2018. No entanto, parlamentares ligados a esse espectro ideológico da política acreditam que, devido às ações impopulares implementadas pelo Governo Michel Temer, partidos que hoje fazem oposição terão a oportunidade de se reerguer a partir das próximas eleições.

Para deputados entrevistados pelo Diário do Nordeste, é preciso que a representação política esteja alinhada no intuito de fortalecer o projeto nacional de distribuição de renda. Do contrário, demorará mais a retomada de espaços perdidos.

Único representante do PSOL no Parlamento cearense, o deputado Renato Roseno demonstra preocupação com a quantidade de votos que a legenda precisa atingir para eleger um deputado estadual ou federal no Ceará.

Posicionamento

Segundo ele, apesar da crise que a esquerda tem sofrido nos últimos anos, o PSOL tem crescido no setor da juventude. “Nos posicionamos como críticos aos governos petistas e ao golpe parlamentar do impeachment. Nosso posicionamento é o mais coerente, mas agora precisamos nos mostrar”, afirmou.

O petista Elmano de Freitas, por sua vez, avalia que a esquerda foi derrotada nas eleições de 2016, mas já se encontra em plena recuperação, principalmente após a execução de programas de centro-direita que, segundo ele, estão retirando direitos.

“No plano da economia, o pensamento social à esquerda tem maioria, mas no campo comportamental a direita tem maioria. Essa dualidade se apresenta no Brasil de hoje, mas no debate de 2018 vai prevalecer o projeto de Nação do nosso País”, analisou.

Manoel Santana (PT) diz que tem cobrado do PT que apresente “com clareza” um projeto para o País. “Não é só apresentar o nome do Lula, mas dizer, por exemplo, quais os caminhos que devem ser tomados para diminuir a concentração de renda”.

08:59 · 18.10.2017 / atualizado às 08:59 · 18.10.2017 por
Heitor Férrer, apesar de fazer parte da oposição, está em partido da base do Governo. Foto: Fabiane de Paula

A oposição na Assembleia Legislativa segue sem unidade e os discursos dos parlamentares da bancada, ainda que tenham algum tipo de relevância para seus mandatos ou sociedade, não surtem a ressonância desejada no Plenário 13 de Maio. Deputados que fazem parte do bloco oposicionista querem maior participação de suas lideranças, que segundo disseram, ainda se encontram distantes das discussões locais sobre as eleições de 2018.

A falta de reuniões entre seus membros, e também discussões internas, nos diversos partidos, é algo a ser revisto, conforme defendem. Na semana passada, apesar do burburinho em torno de uma possível candidatura ao Governo do Estado pela bancada de oposição, nada foi concretizado, e nem mesmo o nome sondado, o do senador Tasso Jereissati (PSDB), foi confirmado por ele ou por seus assessores. Além disso, a indefinição pública do senador Eunício Oliveira (PMDB) quanto a que lado deve estar na disputa do próximo ano dificulta um maior alinhamento entre os seus liderados.

“Os senadores Eunício Oliveira, Tasso Jereissati e o senhor Roberto Pessoa são os maiores protagonistas da oposição no Ceará. Eles deveriam dar a energia aos que aqui estão, mas ninguém vê unidade entre eles próprios”, disse o deputado Heitor Férrer (PSB), um dos oposicionistas, mesmo que seu partido seja governista. “Qual foi a grande reunião que eles fizeram para aglutinar a oposição? Nenhuma”, apontou o pessebista.

Segundo ele, a oposição faz o papel de criticar e cobrar do Governo, no sentido de fragilizar o governante, mas é preciso maior interação com as lideranças políticas, o que não tem acontecido. “Precisamos de uma liga maior e quem deve ter isso são os líderes, que deveriam estar fazendo esse papel”, reclamou Férrer.

Para o pessebista, a indefinição de quadros de oposição para o pleito do próximo ano se dá porque os líderes do bloco estão tratando a política por conveniência pessoal. “O Eunício Oliveira está num limbo, em que ele próprio se colocou. Ele acena com a mão esquerda para o governador Camilo e com a direita para a oposição. Ele é o maior protagonista, e agora quer salvar o mandato com apoio do Camilo e dos Ferreira Gomes ou com a oposição”, lamentou.

Férrer afirmou ainda que não há nada de concreto em uma eventual candidatura de Tasso Jereissati para o Governo do Estado, o que dificulta ainda mais a situação dos oposicionistas. “Não sei se concretamente ele é candidato, porque eu não ouvi nada dele. Mas essa indicação balança as estruturas políticas da sociedade. No momento em que se definir, tenho certeza que o Governo Camilo treme”.

O deputado Carlos Matos (PSDB) afirmou que muitos partidos “têm dificuldades de ficarem fora de um poder, pois acham que só podem fazer algo se estiverem ligados ao Governo”. Segundo disse, a sigla tucana não age dessa forma, tanto que passou muitos anos longe do Governo Central, mas seguiu acreditando em seus valores.

Derrotada
“Não queremos o caminho fácil. Queremos um projeto que coloque o Ceará em novo patamar, não sendo um dos maiores em violência e menores salários do País”, reclamou. Segundo ele, apesar da falta de unidade, “a oposição não está morta”, ainda que tenha sido derrotada nos pleitos de 2014, em nível estadual, e 2016 na disputa para a Prefeitura de Fortaleza.

Para ele, o ideal seria que houvesse uma definição da oposição ainda neste ano, até porque em nível nacional, siglas como o PSDB têm pressa para apresentar um projeto e um nome para o pleito de 2018. Ao contrário do que disse Heitor Férrer, o tucano ressaltou que não há impasse quanto ao trabalho da bancada, destacando que há, sim, nomes fortes para a disputa entre eles.

Ely Aguiar (PSDC) afirmou que a oposição está fazendo levantamento da atual situação, se articulando nos bastidores e “vazando” informações para sentir a ressonância entre a população. “A gente observa que o Ceará terá opção, pois não se pode ter um candidato único. Acredito que essa definição aconteça até o início de novembro”, defendeu. O parlamentar acredita ainda que não sendo um nome de peso, a oposição pode apresentar alguém que seja desconhecido da política cearense.

09:36 · 14.10.2017 / atualizado às 09:36 · 14.10.2017 por
Governador e Ciro Gomes estiveram presentes em convenção do PDT. FOTO: KLEBER A. GONÇALVES

por Edison Silva

Toda movimentação do grupo oposicionista no Ceará, desde o momento do anúncio aqui feito das conversações existentes entre o senador Eunício Oliveira (PMDB), o governador Camilo Santana (PT) e o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), visando a formação de uma aliança com Eunício integrado à chapa majoritária encabeçada por Camilo disputando a reeleição, e ainda Cid Gomes (PDT) também candidato ao Senado, tem a finalidade de tentar impedir a concretização do acordo, péssimo para as pretensões pessoais e partidárias dos adversários do Governo.

Tudo continua inalterado. O discurso não sensibilizou o senador, muito menos os seus liderados peemedebistas. Eunício só retoma suas atividades normais como presidente do Senado, nos próximos dias. Ele foi passar uma rápida temporada fora do Brasil, mas esteve sendo informado por aliados mais próximos de todas as declarações públicas relacionadas à política e ao pleito do próximo ano.

O teor do discurso do presidenciável Ciro Gomes, na convenção do PDT, quinta-feira passada, teria lhe sido passado no mesmo dia. Ciro não tocou no assunto e isso foi considerado importante por amigos do senador, afinal, Ciro foi a única voz destoante contra o acordo, embora diga, como o irmão Cid, ser do governador a palavra final sobre essa questão.

Grandiosa
Eunício, dentre os nomes postos fora da base governista, é o único com a necessidade de continuar sendo senador, ou ir para a aventura de postular novamente a chefia do Executivo estadual. Se reelegendo, ele mantém o status de líder político no Ceará e continuará transitando na esfera do Poder Central.

Como governador, idem, mas derrotar Camilo é bem mais difícil, depois de mais frágil estar o corpo oposicionista e, a impossibilidade de vir a ter como companheiro de chapa um líder como o senador Tasso Jereissati, cuja contribuição em 2014, indiscutivelmente, foi grandiosa para permitir ao peemedebista levar a eleição para o segundo turno, e neste também ser competitivo.

Nada na política é impossível. Mas está difícil de a oposição demover o senador Eunício do caminho que ele está trilhando. A especulação, própria da política, ainda produzirá muitos factoides até a realização das convenções partidárias em 2018. Elas surgem dos próprios agentes interessados em desviar as atenções para o que de fato está acontecendo, ou para dar tempo de quebrar arestas ou resistências ao projeto em formatação.

Eles também especulam para tentar barganhar. Se de fato ainda pode ser cedo para definições sobre chapas para a disputa do pleito de 2018, a movimentação, até certo ponto ousada, da base governista, está a exigir celeridade dos adversários na formação da sua chapa ao Governo e ao Senado.

Hoje, o governador não tem concorrente. Até bem pouco seria Eunício o nome apontado para enfrentá-lo nas urnas. O próprio Eunício deu razões para tanto, pois prometeu ser o primeiro concorrente de Camilo desde o momento que as urnas confirmaram a sua derrota em 2014. Manteve o discurso até bem pouco tempo, quando, por certo, concluiu não ter companheiros para formar uma chapa competitiva. Sem palanque forte é bem mais difícil conquistar um mandato de senador ou de deputado.

O fato porém de Camilo estar em situação, aparentemente confortável para tentar a reeleição, não significa dizer que não terá grande dificuldade na disputa, ou até mesmo perder a eleição. Tem político da oposição comparando-o ao ex-governador Lúcio Alcântara, homem de bom diálogo, que conseguiu reunir uma base de apoio expressiva, mas não foi reeleito ao disputar o cargo com Cid Gomes. A oposição, vide as duas últimas eleições, estadual e de Fortaleza, com bem menos apoio político, conseguiu levar a decisão do pleito para o segundo turno.

Agiotagem
A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), da última quarta-feira, sobre a adoção de medidas cautelares contra integrantes do Congresso Nacional, dá razões para os favoráveis e contrários ao julgado, inclusive para o Senado Federal, para onde todas as atenções estarão voltadas, por quanto ele vai decidir se mantém ou torna sem efeito a decisão da 1ª turma do STF ordenando o afastamento do senador Aécio Neves, além de proibi-lo de sair de casa à noite, por conta do inquérito policial que apura se o senador, realmente, praticou o crime de corrupção passiva e obstrução da Justiça.

Aécio foi gravado pelo empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS, pedindo R$ 2 milhões para suposto pagamento de sua defesa em outro procedimento criminal. O primo foi flagrado recebendo o dinheiro, cujo pedido havia sido ratificado pela irmão do senador. Estes cumprem prisão domiciliar. O senador se defende dizendo vítima de armação, pois havia feito o pedido do dinheiro como um empréstimo.

O correto seria ter recorrido a um estabelecimento bancário, devidamente credenciado para tanto, utilizando-se do sistema consignado, como faz qualquer servidor. E se o empresário é aquele conhecido abastecedor de dinheiro a políticos, nas campanhas ou fora delas, o pedido de empréstimo fica mais duvidoso. Mas o Conselho de Ética não viu nada demais, nem tampouco levou a sério as acusações do Ministério Público, utilizando a prática comum do corporativismo, o grande pecado das instituições, para salvar os seus.

08:53 · 12.10.2017 / atualizado às 08:53 · 12.10.2017 por
No plenário da Assembleia, os deputados só comentam o noticiário, pois não participam dos entendimentos FOTO: josé leomar

Os deputados estaduais cearenses têm sido tomado de surpresas com as informações sobre entendimentos entre alguns dirigentes partidários com vistas a alianças para a disputa de cargos majoritários nas eleições do próximo ano, tanto da parte do Governo quanto da oposição. Eles não são chamados a discutir as possibilidades de coligações e, por isso, não podem falar muito para os jornalistas e eleitores dos entendimentos em curso.

Primeiro foi o anúncio da negociação entre o senador Eunício Oliveira e o governador Camilo Santana. E agora, foi o anúncio feito pelo deputado federal Genecias Noronha sobre o encontro de oposicionistas com o senador Tasso Jereissati, quando o este garantiu que as oposições terão candidato a governador, sem, no entanto nada mais adiantar, gerando a especulação de que ele próprio poderia disputar o Governo.

Antes, depois de um encontro também com o senador Tasso, o vice-prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa, anunciou que as oposições dariam um ultimato ao senador Eunício Oliveira, sobre se ele será ou não candidato a governador concorrendo com o governador Camilo Santana. Eunício, até a última terça-feira ainda estava fora do Brasil, embora os seus liderados tenham mantido a mesma posição de silêncio quanto ao seu entendimento com Camilo.

Até o início do próximo ano, embora a oposição queira ter uma definição da sua parte sobre os candidatos aos cargos de governador e senador, ninguém confirmará aliança ou anunciará candidatos, a exceção do governador Camilo Santana, já em campanha na busca da reeleição. Até lá, todos os principais líderes políticos continuarão afirmando que ainda é cedo para as definições de nomes, estipulando a especulação, que é o próprio do ambiente político.

Mobilização
Embora havendo a possibilidade de surgirem mais de um candidato a governador, para os políticos cearenses, só o governador e o nome a ser apontado pelo senador Tasso Jereissati serão competitivos em 2018. Camilo, por enquanto, é o único a fazer campanha, nos dias atuais, mesmo com o nome de realizar ações administrativas.
Como as oposições não têm nome acertado, a mobilização que os partidos fazem com vistas à disputa do próximo ano são encontros no Interior do Estado, anunciando que terão candidato para concorrer ao Governo.

Apesar das promessas de candidatura própria a unidade da bancada oposicionista em torno de um tema central na Assembleia ainda está longe de acontecer. O deputado Roberto Mesquita (PSD), por exemplo, disse que, “naturalmente, a oposição está dividida, porque o poder da ‘máquina’ do Governo faz se ter maior coesão do lado de lá”. No entanto, ele ressaltou que a recente manifestação de união entre as lideranças da bancada dá um novo ânimo aos opositores.

“A oposição foi atacada e isso nos abalou, porque quadros muito bons foram para o Governo”, lamentou. Para o parlamentar, a possibilidade, ainda vigente, de aliança entre Eunício Oliveira e Camilo Santana “soa como um balde de água fria” em uma possível candidatura de oposição.
“Quando se admite essa possibilidade, causa o enfraquecimento da oposição, que precisa se mostrar unida e forte. Se quer se aliar, acaba nos enfraquecendo”, disse. O deputado Heitor Férrer (PSB) ressaltou que a possibilidade de aliança entre o senador Eunício Oliveira e o governador Camilo Santana transmite a ideia d que a discussão gira em torno de “conveniências de mandato”.

Possibilidade
“Isso é muito ruim, porque nessa visão demonstra que o Eunício se opõe aos Ferreira Gomes e pode se aliar a eles. Para o Ceará é ruim ter oposição que se utiliza disso para se manter”. Ele ressaltou que há uma opções a mais na oposição, como Roberto Pessoa e Capitão Wagner, ambos do PR.

Fernanda Pessoa (PR), ao contrário dos demais parlamentares de oposição, tem demonstrado animação com a possibilidade de uma eventual candidatura de Tasso ao Governo do Estado. Segundo ela, o nome de Tasso se sobressai sobre os demais porque ele, em décadas de carreira política, nunca se envolveu em qualquer caso de corrupção, diferente de muitos políticos.

Capitão Wagner, por sua vez, acredita que o momento político deve impulsionar a organização dos deputados de oposição quanto à deficiência da prestação de serviços do Governo do Estado. Ele destacou, por exemplo, que a situação hídrica e da segurança pública serão dois pontos que devem ser mais abordados pelos opositores.

Já Odilon Aguiar (PMB) salientou que “as especulações procuram desarticular a oposição, mas em conversas com as lideranças percebemos que há toda uma empolgação em fortalecer uma chapa de oposição”. “Os problemas do Ceará continuam os mesmos, e neste ponto é que a oposição deve efervescer, até porque nas ruas a população cobra muito nosso posicionamento”, apontou.

09:57 · 11.10.2017 / atualizado às 09:57 · 11.10.2017 por
Genecias Noronha ao lado da esposa, a deputada Aderlânia Noronha. Ele passou toda a manhã no plenário da Assembleia. FOTO: JOSÉ LEOMAR

O deputado Genecias Noronha, presidente estadual do Solidariedade (SD), admite entendimentos entre o senador Eunício Oliveira (PMDB) e o governador Camilo Santana (PT), para participarem da mesma chapa majoritária, em que ambos disputarão suas reeleições, mas afirma, com base em declarações do próprio Eunício, que se o senador Tasso Jereissati (PSDB) for candidato a governador pelas oposições, o peemedebista ficará com ele.

O próprio Genecias diz não ter obstáculo para participar na aliança do governador Camilo Santana, embora o seu projeto e o das oposições ao atual governador seja bem diferente um do outro. Ontem, Genecias passou toda a manhã no plenário da Assembleia conversando com os deputados estaduais oposicionistas, admitindo a possibilidade de o próprio Tasso ser candidato a governador pelo fato de o senador ter dito a ele e a outros oposicionistas que no Ceará eles terão um palanque forte para disputar o Governo do Estado.

O deputado reconhece que Camilo está forte para disputar a reeleição, mas os números da pesquisa que a ele e foi mostrada pelo senador Tasso Jereissati estimula as oposições. Uma nova pesquisa já teria sido encomendada, desta vez, diz ele, terá o nome do senador Tasso Jereissati como candidato a governador, e também o do senador Eunício Oliveira, embora reconheça que a pretensão de Eunício seja mesmo a de disputar um segundo mandato de senador.

Genecias, reservadamente, vem trabalhando sua candidatura a uma das duas vagas de senador. Ele, como os demais oposicionistas, até bem pouco acreditavam na candidatura de Eunício ao Governo do Estado, como o peemedebista havia anunciado, em várias oportunidades, desde quando perdeu a eleição em 2014 para Camilo Santana.

Entendimentos

A oposição reclama uma candidatura a governador do senador Tasso Jereissati, a partir do momento que tomou consciência dos entendimentos do senador Eunício Oliveira com o governador Camilo Santana e o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), para o peemedebista ser candidato na chapa de Camilo, ao lado de Cid Gomes disputando a outra vaga de senador.

Genecias, Roberto Pessoa (PR) e outros políticos conversaram com o senador Tasso Jereissati, na sexta-feira da semana passada. Ontem, a conversa de Genecias com deputados estaduais foi </MC></MC>o possível fortalecimento da bancada oposicionista, com uma provável candidatura do tucano. Alguns parlamentares da oposição demonstraram animação com essa possibilidade. Eles admitem que uma aliança de Camilo com Eunício Oliveira, gerará descrédito no eleitorado cearense.

Segundo membros da oposição que participaram da reunião de sexta-feira, o senador Tasso Jereissati não chegou a confirmar ter pretensão de disputa no próximo ano o Governo do Estado, mas também não descartou tal possibilidade. Já Genecias Noronha destacou que nos últimos meses o tucano se apresentava de forma mais resistente a tal possibilidade.

Empecilho
De acordo com o parlamentar, que é uma das lideranças partidárias da oposição no Ceará, Eunício Oliveira, por outro lado, tem dito, claramente, que em se confirmando uma candidatura de Tasso, ele seria o candidato ao Senado da República apoiando o colega tucano, inclusive, votando em candidato à Presidência apoiado por ele.

Genecias afirmou que em caso de uma provável aliança Camilo-Eunício, o Solidariedade não seria empecilho, mas destacou que o caminho da legenda, a priori, é de oposição. “O Solidariedade nunca diz dessa água não beberei”. Para ele, não há qualquer empecilho no fato de os irmãos Cid e Ciro serem apoiadores de Camilo. “Eu não tenho dificuldades em fazer alianças com os Ferreira Gomes, inclusive, já fui aliado deles. Mas é porque temos uma plataforma de governo diferente. O Camilo é gente boa, mas como governador está deixando a desejar”.

09:03 · 25.09.2017 / atualizado às 09:03 · 25.09.2017 por

Por Miguel Martins

Roberto Mesquita (PSD) disse não saber como será o comportamento de seus pares até o fim do ano, mas afirmou se manter na oposição Foto: José Leomar

A oposição ao governador Camilo Santana na Assembleia segue em crise e sem perspectiva de retomar algum protagonismo no Legislativo Estadual. Cada vez mais diminuta, a bancada continua enfrentando dificuldades para manter a unidade e os pronunciamentos de seus membros não têm sido reverberados durante as discussões que acontecem no Plenário 13 de Maio.

Os parlamentares de oposição concordam que falta mais entrosamento entre eles, mas não sabem como isso pode mudar, até porque muitos dos que eram opositores passaram a se aliar ao Governo. A deputada Silvana Oliveira (PMDB), que outrora fez coro para os oposicionistas, disse que a bancada quase não existe na Assembleia, visto sua diminuição após apropriação por parte do Executivo.

Segundo ela, isso se atribui principalmente ao bom desempenho da economia e de algumas áreas da gestão, como Saúde e Educação. “Isso desestimulou vários deputados de oposição que passaram a se aliar ao Governo”, destacou a deputada.

Roberto Mesquita (PSD) afirmou não saber como será o comportamento de seus pares até o fim do ano, mas deixou claro que vai permanecer como opositor à gestão petista na Assembleia. Ele ressaltou que há um “relaxamento” do papel do opositor, influenciado pela perda de bons quadros, como o peemedebista Audic Mota, hoje primeiro-secretário da Assembleia. “Nós vemos uma aproximação do senador Eunício Oliveira do grupo dos Ferreira Gomes, a quem ele fazia ferrenha oposição, e isso é como se jogar um balde de água fria nas ações da oposição”.

Fernanda Pessoa (PR), por outro lado, explicou que tem percebido uma diminuição das ações dos oposicionistas, mas disse que isso se deve ao fato de o ano eleitoral estar se aproximando, o que faz com que parlamentares se desloquem até suas bases, tendo reflexos, inclusive, no esvaziamento das sessões. “Não estamos tendo uma unidade na oposição, porque cada qual está fazendo seu discurso e não há mais entrosamento”, disse.

Preocupadas

Ela lembrou, por exemplo, que nem mesmo os encontros que eram realizados pela oposição às terças-feiras estão acontecendo. Nessas reuniões, os deputados de oposição alinhavam os discursos e pautavam assuntos a serem levados à tribuna. “As pessoas estão muito preocupadas com suas bases e isso tem feito com que a unidade da oposição tenha ficado menor”.

Para Renato Roseno (PSOL), o debate não está ocorrendo porque a base governista está se desvencilhando das discussões, preferindo ficar calada quando algum tema polêmico é apontado pelos opositores. “A estratégia parece que é passar os assuntos sem discussão”, considerou. Segundo o socialista, está havendo no Ceará “um grande acordo de armistício para permitir que tudo fique como antes. Agora, entre outubro de 2017 e 2018, muita coisa vai acontecer”.

Capitão Wagner (PR) chegou a tentar liderar um bloco composto somente por opositores, mas, ao que tudo indica, até mesmo essa bancada, formada apenas por cinco parlamentares, não está coesa na Casa. Segundo o republicano, o Governo do Estado tem obtido êxito na cooptação de parlamentares opositores, visto que falta ao bloco direcionamento, o que tem dificultado a situação deles.

“A oposição precisa de direcionamento urgentemente. Sou um dos integrantes, mas sozinho não tenho como articular todos os partidos. Não tenho a condição que o Governo tem de oferecer qualquer benefício imediato, e com isso temos dificuldades”, disse ele, acreditando que em 2018 isso possa mudar.

Máquina

Leonardo Araújo (PMDB), que também tem reduzido sua atuação como opositor na Casa, afirmou que “as benesses do Poder esvaziaram grande da oposição”. O parlamentar disse ter votado a favor das contas do governador Camilo Santana neste mês, por exemplo, pois havia feito análise técnica e, apesar de discordar das prioridades, os dados declarados estavam regulares. “No PMDB, éramos seis deputados e hoje somos dois, porque quatro partiram para o Governo. Isso prova o uso da máquina e como ser Governo é bom”.

Para Heitor Férrer, do PSB, a crise na oposição no atual cenário pode mudar nos próximos meses, visto que ele acredita que a gestão de Camilo Santana, apesar do tamanho de sua base, ainda não mostrou a que veio.

10:11 · 26.08.2017 / atualizado às 10:11 · 26.08.2017 por

Por Edison Silva

O governador Camilo Santana e o deputado José Albuquerque, conjuntamente, são presenças constantes nos vários municípios cearenses Foto: José Leomar

O governador Camilo Santana (PT) vai para a disputa de um segundo mandato com o apoio do ex-governador Cid Gomes (PDT), tendo como candidato a vice-governador um nome da estreita confiança deste, que é o deputado José Albuquerque (PDT), presidente da Assembleia Legislativa.

O diretório estadual do PT terá de homologar a coligação, em meio aos discursos de resistência de alguns petistas, também pelo fato de a aliança se estender à chapa senatorial encabeçada por Cid, ao lado de um nome, para a segunda vaga de senador, por certo não tão do agrado do grupo opositor do ex-governador no partido de Camilo, que, presume-se ultrapassará esse óbice.

Com o fim da verticalização das alianças partidárias, as direções estaduais dos partidos passaram a ter o poder de “adotar os critérios de escolha e o regime de suas coligações eleitorais, sem obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em âmbito nacional …”, segundo estabelece a Constituição Federal, no parágrafo 1º do seu Art. 17. Desse modo, não há impedimento de PT e PDT terem candidaturas presidenciais próprias e marcharem juntos para disputar o Governo do Estado e as duas vagas de senador, sem embargos, naturalmente, das outras questões de cunho paroquial.

Articulação

Quando Cid Gomes anunciou estar disposto a concorrer a uma das duas vagas de senador, e lançou o nome do deputado André Figueiredo, presidente do PDT cearense, para a outra, mesmo sabendo que ele não o é, sinalizou para todos os seus, inclusive o governador Camilo Santana, que o território já estava demarcado, e o seu companheiro na disputa ao Senado da República será escolhido só nos momentos finais da construção da chapa majoritária governista, descartando toda e qualquer articulação, por acaso existente, como as citadas em meio às especulações existentes por conta das relações do próprio Camilo com empresários e políticos de outras agremiações.

André Figueiredo já havia comunicado a amigos e aos irmãos, Ciro e Cid Gomes, sua disposição de concorrer à reeleição. Assim, o nome do outro candidato ao Senado será daquele capaz de agregar valores à campanha governista. E esses valores não são apenas os eminentemente políticos e eleitorais, descartando, de pronto, qualquer nome do PT, pois a agremiação já estaria devidamente contemplada com a indicação do candidato a governador. E não será surpresa se os governistas vierem a votar para o Senado em Cid e em um nome atualmente integrante da oposição.

Confiança

O deputado José Albuquerque, como candidato a vice-governador, cumprirá uma missão. Diferentemente do momento de formação da chapa majoritária governista de 2014, quando ele declinou de disputar a senatória ou a vice-governança, pois reagiu à escolha de Camilo, posto esperar ser ele o nome para suceder Cid, tamanho o trabalho feito junto a prefeitos e outros políticos (ele disputava a mesma posição com Domingos Filho e Mauro Filho), agora o lugar de vice parece lhe atender.

Albuquerque, além de ser da absoluta confiança de Ciro e Cid e ter boa relação com Camilo, pela quantidade de mandatos que já exerceu na Assembleia Legislativa, incluindo seis anos consecutivos como presidente daquela Casa, por certo quer um outro mandato. O de deputado federal está descartado. Ele já lançou o filho, Antonio José, ex-prefeito do Município de Massapê, para disputar uma das 22 vagas da representação cearense na Câmara Federal. E o cargo de senador, no seu grupo político, está reservado para as necessárias negociações.

Pressa

Pelas demonstrações de lealdade expressas por líderes e liderado, não há razões para se admitir ter o próximo vice de Camilo, se chegarem a vencer a disputa, a missão de tolher os seus passos políticos futuros, mas o fim de um segundo mandato majoritário de um aliado, mesmo nele sendo depositada certa confiança, sempre motiva preocupação aos líderes que o indicaram, posto a ameaça de quebra da continuidade do comando do Poder. Por isso a necessidade de ter um vice, de certa forma, com condições de pôr um freio, se necessário for, na afoiteza do titular, principalmente se ele quer continuar tendo mandato eletivo.

Na oposição, notadamente no campo do PMDB e do PSDB, o quadro ainda não está claro. Há determinação, da parte das lideranças dessas agremiações, as com melhores estruturas de disputa de cargos majoritários, da formação de uma chapa competitiva, admitindo-se, inclusive, a indicação de nomes de outras agremiações, mas está faltando a conversa determinante para a concretização do objetivo.

O nome do senador Eunício Oliveira, o candidato derrotado por Camilo no pleito passado, continua sendo o apontado por correligionários seus para disputar novamente o Governo. O PSDB cearense, dependendo da posição da sigla, nacionalmente, votará novamente no Eunício.

Mas o senador não confirmou para o PSDB que realmente disputará o Governo do Ceará. Aliás, hoje, em Massapê, cidade da Zona Norte do Estado, onde um encontro político reúne lideranças dessas duas e outras agremiações, Luiz Pontes, presidente do PSDB, pode fazer uma cobrança ao próprio senador, no palanque, sobre se ele será ou não candidato. Os tucanos querem decidir logo essa situação para começar a discutir os seus nomes que comporão a chapa majoritária, por entender já estar no tempo de intensificar, com nomes, as ações políticas no Interior do Estado.

Os oposicionistas reconhecem o avanço de Camilo em praticamente todos os municípios do Estado, com a bandeira de ações administrativas, fortalecendo politicamente o seu nome, além de aumentar o número de prefeitos conquistados, não só pela influência do cargo, mas, também, pelo distanciamento dos adversários, situação bem diferente do mesmo período anterior da eleição estadual.

08:58 · 25.08.2017 / atualizado às 08:58 · 25.08.2017 por

Por Miguel Martins

Deputado Cabo Sabino reclama mais ação dos oposicionistas e diz que o evento de amanhã não é da oposição, mas do PMDB que os convidou Foto: Fabiane de Paula

Apesar de a oposição ao Governo Camilo Santana estar tentando se reaglutinar, a bancada oposicionista ainda não se recuperou após a perda de seis de seus representantes na Assembleia Legislativa do Ceará, somente nos últimos meses. O grupo tentará, amanhã, reunir suas principais lideranças num evento no Município de Massapê, na Zona Norte do Estado, terra do presidente da Assembleia, Zezinho Albuquerque, um dos principais articuladores do esquema governista, cidade em que o prefeito é seu irmão e adversário político.

Parlamentares ouvidos pela reportagem do Diário do Nordeste chegaram a dizer que já tinham marcado eventos particulares em outras regiões do Estado com antecedência, o que inviabilizaria a participação no evento que é encabeçado pelo PMDB. Nos últimos meses, conforme disseram, o grupo esteve distanciado, visto a agenda de suas principais lideranças em Brasília. A oposição é composta por membros do PMDB, PSDB, PR, SD, PSD e PMB.

Ausência

O último encontro realizado com a presença de todos os membros da oposição, diga-se suas principais lideranças, ocorreu em abril passado, e tal demora para um novo evento fez com que alguns representantes do grupo fizessem críticas públicas. O evento de amanhã, que até pouco tempo contaria apenas com a participação de peemedebistas, foi estendido para filiados de PSDB, Solidariedade, PSD, PR e PMB. O objetivo, segundo disseram, é debater projetos estratégicos para o Estado, além de discutir conjunturas para o pleito de 2018.

Segurança Pública e abastecimento hídrico, além da interiorização do Ensino Superior, devem dar o tom das discussões. No entanto, a ausência de seis membros do bloco parlamentar formado por PMDB, PSD e PMB será sentida no evento programado para acontecer no Município de Massapê, na região Norte do Estado.

Os deputados estaduais Silvana Oliveira, Audic Mota, Agenor Neto, todos do PMDB, mais Bethrose, Gony Arruda e Osmar Baquit, do PMB e do PSD, estão em rota de colisão com seus respectivos partidos e a tendência é que, muito em breve, eles deixem os quadros de tais siglas, pela expulsão, no caso dos peemedebistas, e por disposição própria, os demais que estão integrados ao grupo governista.

Apesar de alguns membros da oposição não considerarem que essa dissidência no bloco represente uma perda para o grupo, os seis parlamentares juntos representam um total de mais de 274 mil votos, o que faria falta em uma provável disputa que a bancada de oposição travasse com a situação, além de estarem defendendo as ideias do Governo, com Camilo Santana se preparando para disputar um novo mandato.

Somando os votos dos deputados citados, e mais os de Walter Cavalcante (PP) e Tomaz Holanda (PPS), que foram eleitos pela oposição mas também aderiram ao Governo, a quantidade de votos recebidos por esse grupo, em 2014, foi de mais de 333 mil votos. Para se ter uma ideia, no pleito passado, a diferença de votos entre o governador eleito, Camilo Santana, e o candidato derrotado, Eunício Oliveira (PMDB), foi de 303 mil votos.

Planejamentos

Coordenador da Bancada Cearense na Câmara Federal, o deputado Cabo Sabino (PR), que vem cobrando mais entrosamento entre a oposição, afirmou que não sabe se poderá participar do evento, pois estará em outro encontro no Município de Ipu. Ele destacou que os encontros são necessários, ressaltando ainda que a reunião de amanhã não é do colegiado de opositores, mas do PMDB que convidou alguns aliados.

“É importante que a oposição esteja junta, e não apenas em eventos públicos, mas em planejamentos internos. Os deputados que não fazem mais parte da oposição e aderiram ao Governo devem sair desses partidos nas ‘janelas partidárias’ e seguir para partidos aliados ao governador”, disse Sabino.

O deputado Roberto Mesquita (PSD) pode participar do evento, e destacou que a oposição deve se reunir mais para discutir pontos convergentes e apresentar propostas para o pleito do ano que vem, além de fazer com que haja sintonia entre seus membros. “Essa dissidência que há no grupo de oposição prejudica muito o nosso trabalho”, lamentou o parlamentar.

Para Carlos Matos (PSDB), o evento significa “atitude política”, buscando estar próximo à população. “Queremos dar um sentido de cooperação entre os partidos. Política se faz com compartilhamento de ideias e sensibilidade para encontrar as melhores respostas aos desafios”. O presidente do PSD, deputado Domingos Neto, afirmou que estará presente ao evento, destacando que os partidos estão unidos em nível regional e nacional.

09:33 · 12.08.2017 / atualizado às 09:41 · 12.08.2017 por

Por Miguel Martins

 

Deputado Cabo Sabino reclama da falta de mobilização das oposições ao governador Camilo, que, segundo ele é franco favorito para se reeleger FOTO: Fabiane de Paula

Líder da bancada cearense na Câmara Federal, o deputado Cabo Sabino, do Partido da República (PR), reclama da falta de interação entre membros da oposição no Estado, e diz que a bancada está indecisa quanto a escolha de um nome que faça frente ao governador Camilo Santana, candidato natural à reeleição em 2018. O republicano disse ainda que tem um bom relacionamento com o chefe do Poder Executivo, mas não estaria no mesmo palanque que ele visto a relação do petista com os irmãos Ciro e Cid Gomes.
A reclamação de Cabo Sabino não é novidade entre e os membros da bancada oposicionista que têm reclamado a falta de um movimento por parte de suas lideranças, como já disseram ao <CF61>Diário do Nordeste</CF>, por exemplo, os deputados Genecias Noronha (SD) e Domingos Neto (PSD). Neto, por exemplo, afirmou que os embates em Brasília têm tomado muito do tempo dos opositores ao Governo Camilo Santana, uma vez que os líderes partidários têm envolvimento direto com o Congresso Nacional.
Eunício Oliveira (PMDB) é presidente do Senado Federal, enquanto que Tasso Jereissati esteve à frente do PSDB nacional. Por conta das discussões quanto às reformas e ao processo contra o presidente Michel Temer, Noronha e Neto, por exemplo, tiveram que se dedicar ainda mais aos trabalhos no Congresso.
Deputados estaduais da bancada de oposição na Assembleia Legislativa são outros que vez por outro reclamam da falta de entrosamento entre membros e lideranças. A última vez que os oposicionistas ao Governo Camilo Santana se reuniram oficialmente foi no início do ano, e não tem previsão de um novo encontro.
“A oposição adormeceu no que diz respeito ao lançamento de um nome para o Governo do Estado em 2018, enquanto a situação já tem um candidato natural à reeleição. Esse Governo está no poder e durante todos esses quatro anos tem trabalhado, e se o pleito fosse hoje, ele seria eleito no primeiro turno”, afirmou o deputado Cabo Sabino. Segundo informou, a indefinição da oposição vai atrapalhar quaisquer planos que tenham futuramente, uma vez que nenhum diálogo foi realizado no pensando na sucessão de 2018.
Apontando Tasso Jereissati como principal nome da oposição ao Governo do Estado e Capitão Wagner (PR) ao Senado, Sabino disse que suas declarações não são contra o grupo do qual ainda faz parte, mas um alerta para que haja movimento por parte dele. “Qual o nome que existe hoje? Não existe um nome de candidato onde a oposição discutiu unida. A grande questão é que toquei na ferida, mas na ausência de um ‘cacique’, algum ‘índio’ tem que tomar conta da tribo”, disse.
Para Sabino há nomes com potencial de disputa na oposição, mas é preciso agir e apresentar logo quem será o escolhido. No Ceará, apesar de algumas deserções de membros, a bancada oposicionista é formada por PMDB, SD, PSD, PMB, PR, PSDB e PSDC. Apesar de fazer parte da oposição, o PSOL não se alinhou a essas outras agremiações.
“Espero que dada essa situação a oposição, realmente, se sente, se reúna, traga estratégia e apresente um nome logo. Eu não diria que ela está desarticulada, mas indecisa e nessa questão de indecisão o Camilo ganha tempo e espaço”, frisou.
Segundo disse, o governador está conseguindo agregar para si prefeitos e vereadores, já que a bancada oposicionista continua aguardando. “Deveria ser o contrário, porque deveríamos trabalhar para tentar equilibrar as forças”. Questionado sobre sua relação com o governador Camilo Santana, o deputado federal disse que não visualiza sua participação em palanque ao lado dos irmãos Ciro e Cid Gomes, aliados de primeira ordem do governador.
“Tenho respeito e bom relacionamento com o governador Camilo. Ele seria um excelente quadro para o PODEMOS ou para o PR, se não tivesse essa ligação com os Ferreira Gomes”, ironizou. Cabo Sabino está negociando com o PODEMOS a possibilidade de ingressar na sigla. No entanto, ele assegurou que devido a interesses outros há a possibilidade de ele negociar com outra legenda.
“Eu não quero entrar em conflito. Vou mudar de partido, é fato. Essa conversa não está descartada”, ressaltou. O parlamentar, junto com seus aliados, trabalha com vistas a 2020, quando pretendem lançar um nome à Prefeitura de Fortaleza. Para isso estão em busca de partidos para liderarem no Estado.