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Tag: PDT


12:19 · 10.02.2018 / atualizado às 12:19 · 10.02.2018 por

Por Miguel Martins

Ciro Gomes e a direção do partido devem visitar vários municípios do CE em março Foto: Kleber A. Gonçalves

O Partido Democrático Trabalhista (PDT) inicia, após o Carnaval, uma série de incursões em municípios do Ceará com o objetivo de fortalecer o nome do pré-candidato Ciro Gomes à Presidência da República. Denominado de “Rota 12”, o movimento também pretende intensificar filiações partidárias para a disputa proporcional nas eleições de outubro próximo.

Além de Ciro Gomes, também participarão das atividades o presidente nacional da sigla, Carlos Lupi, o ex-governador do Ceará, Cid Gomes, o presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque, e também parlamentares com colégio eleitoral nas regiões a serem visitadas. Segundo informou ao Diário do Nordeste o presidente estadual da sigla, deputado federal André Figueiredo, as incursões ocorrerão nos dias 1, 2 e 3 de março, iniciando em Caririaçu com encerramento no Município de Icó.

O movimento servirá de “piloto” para atividades semelhantes que devem ser realizadas em outros estados da Federação nos próximos meses. “O nosso objetivo é interiorizar as ideias do PDT e replicar isso em todos os outros estados. Queremos apresentar todas as nossas bandeiras, bem como a pré-candidatura do Ciro em cada um dos estados”, disse o dirigente pedetista.

Filiações também estarão sendo realizadas nestes dias, de prefeitos, vereadores, ex-prefeitos e lideranças locais. O evento, com início em Caririaçu, segue até Juazeiro do Norte e deve passar também por Crato. “Queremos realizar em todo o Estado do Ceará e em todo o País, interiorizando as bandeiras do PDT”, defendeu André Figueiredo.

Frente

Na semana passada, representantes de PDT, PCdoB, PT, PSB, PSOL e até do MDB (neste caso o senador Roberto Requião, do Paraná) se reuniram para discutir metas para a disputa neste ano. Os partidos definiram a construção de uma frente democrática de esquerda que vise aglutinar as agremiações, ainda que isso não ocorra no primeiro turno da campanha.

A ideia é que se mantenha, pelo menos, discursos consonantes, já que não há consenso sobre nomes para a disputa. Com isso, todos os partidos deverão intensificar ações com objetivo de alavancar as pré-candidaturas até aqui colocadas.

Líder do Governo na Assembleia Legislativa, o deputado Evandro Leitão (PDT) afirmou que, com a possibilidade de Lula não vir a ser candidato no pleito vindouro, abre-se um leque para a candidatura do postulante do PDT, Ciro Gomes.

Para Sérgio Aguiar (PDT), o pré-candidato Ciro Gomes está em visita a vários estados dialogando e debatendo com segmentos organizados da sociedade civil, como universidades, associações e sindicatos através de palestras, propagando suas ideias pelo futuro do Brasil. “A estratégia a nível de Ceará é mobilizarmos as instâncias partidárias desde o órgão dirigente até a militância”, disse.

09:13 · 26.01.2018 / atualizado às 09:13 · 26.01.2018 por

Por Miguel Martins

Ontem, Camilo Santana participou de evento da executiva nacional do PT, em São Paulo, que marcou o lançamento da pré-candidatura de Lula. Na foto, os dois estão acompanhados de Tião Viana, governador do Acre Foto: Ricardo Stuckert

Após decisão unânime do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) pela condenação do ex-presidente Lula (PT) em segunda instância, petistas e outros aliados do governador Camilo Santana no Ceará aguardam um posicionamento dele quanto às pré-candidaturas à Presidência da República até agora colocadas. Enquanto lideranças do PT avaliam que o chefe do Executivo estadual deve apoiar o candidato da sigla, pedetistas apontam a possibilidade de Camilo compor, na campanha, mais de um palanque na base aliada do Governo do Estado.

As falas do governador durante evento de lançamento da pré-candidatura de Lula, ontem, em São Paulo, foram recebidas de formas diferentes por seus correligionários no Ceará. Durante discurso, Camilo destacou os feitos do líder político, afirmando que ele foi “o melhor presidente da história desse País”. O governador disse ainda que Lula é “a esperança” para que o povo brasileiro resgate “as grandes conquistas dos últimos anos”. “Nada apagará o brilho da história do nosso querido presidente Lula. A luta continua e a democracia sempre”, sustentou.

O presidente do PT no Ceará, Francisco de Assis Diniz, destacou que, além de estar presente no encontro, Camilo fez questão de tirar uma foto com o ex-presidente e outros governadores. “Isso é mais que simbólico, é um gesto. E, na política, vivemos de gestos e fatos”, ressaltou.

O dirigente salientou que Lula é o único candidato do partido e que não há outros planos para a disputa. “Conversamos permanentemente com o Camilo e ele está completamente comprometido no processo de construção da chapa, de palanque”, disse. No entanto, não há consenso nem mesmo na bancada petista sobre que rumos o governador deve tomar, uma vez que ele foi e é apoiado pelo grupo político liderado no Ceará por Cid e Ciro Gomes – este, pré-candidato a presidente pelo PDT.

O presidente estadual do partido, André Figueiredo, destacou que, em 2014, nem Lula ou Dilma Rousseff estiveram no palanque de apoio a Camilo. “Isso deve ser levado em conta, porque ele teve apoio integral do PDT do passado e de agora”.

De acordo com o pedetista, a base de sustentação de Camilo participará de mais de um palanque no Estado, mas a maioria das forças estará ao lado da candidatura de Ciro Gomes. “Ele (Camilo) é sensato e vai tomar um posicionamento correto, na hora certa”, disse. O pedetista ressaltou que é preciso encontrar um caminho que não signifique riscos para a reeleição de Camilo e que possa potencializar uma boa votação de Ciro no Ceará, “para que isso se reflita em outros estados”.

Alternativa

Outros pedetistas acompanham o ponto de vista de André Figueiredo. O deputado José Sarto afirmou que é natural que o governador se manifeste em apoio a Lula. No entanto, ele acredita que haverá dois palanques da base no Ceará, sem maiores tensões. Já Sérgio Aguiar projeta que haverá fortalecimento da postulação de Ciro a partir de agora, como uma alternativa de centro-esquerda no País.

O petista Elmano de Freitas, por sua vez, afirmou que o partido aprovou que a candidatura de Camilo estará vinculada a de Lula. No entanto, ele salientou que o governador mantém boas relações com Ciro Gomes e que é preciso manter a proximidade com “candidaturas de resistência ao neoliberalismo”. Presidente municipal do PT, o vereador Acrísio Sena afirmou que o governador tende a respeitar todos os partidos da sua base. “Como filiado ao PT, o candidato dele, oficialmente, é o Lula”.

A reportagem tentou falar com o governador sobre os próximos passos a serem dados diante do impasse quanto às candidaturas a presidente. A assessoria de Camilo afirmou que detalhes sobre nomes e candidaturas serão tratados apenas mais adiante.

11:20 · 30.12.2017 / atualizado às 11:20 · 30.12.2017 por

Por Renato Sousa

O ano de 2018 deve começar com diversas legendas já realizando suas primeiras atividades do ano no Ceará. De acordo com dirigentes partidários entrevistados pelo Diário do Nordeste, o mês de janeiro deve ser utilizado para atividades como planejamento, divulgação dos partidos e mobilização das militâncias.

Sigla com as maiores bancadas na Assembleia Legislativa e na Câmara Municipal de Fortaleza, o PDT deve mobilizar seus quadros, na segunda metade do mês, em favor da pré-candidatura presidencial do ex-governador Ciro Gomes. Segundo o presidente estadual do partido, o deputado federal André Figueiredo, os pedetistas lançarão a caravana “Rota 12” – referência ao número do partido – na região do Cariri no dia 22, percorrendo os municípios de Juazeiro do Norte, Caririaçu e Crato.

De acordo com ele, a caravana começa no Ceará porque foi aqui que Ciro construiu sua vida pública. “A campanha dele realmente toma uma magnitude maior em outros Estados porque aqui todos já convivem com ele”, declara. Entretanto, com a nova estratégia, a ideia é consolidar o nome do trabalhista como uma opção no Ceará e, a partir daí, no restante do País.

De acordo com Figueiredo, além de trabalhar a candidatura de Ciro, a intenção da “Rota 12” é dar maior exposição ao partido, ajudando nas disputas para deputado estadual e federal. O objetivo do partido é eleger pelo menos seis representantes para a Câmara dos Deputados e 12 para a Assembleia Legislativa do Estado do Ceará.

Já PSDB deve reservar o mês de janeiro para atividades com a militância. Segundo o presidente estadual do partido, Francini Guedes, a sigla deve realizar seminários de formação interna voltados para juventude e mulheres. O mês, afirma ele, será de “planejamento estratégico para o partido”.

O tucano demonstra entusiasmo especial pelos debates voltados para a juventude. “É importante que ela tenha uma participação bem ativa (na política)”, sustenta. De acordo com Guedes, porém, ainda não há uma data determinada para que os encontros aconteçam.

Julgamento

O PT, por sua vez, tem apenas um tema em mente: o julgamento de Lula. “O nosso foco tático é todo na mobilização de solidariedade ao Lula”, declara o presidente estadual da sigla, Francisco de Assis Diniz. O ex-presidente será julgado em segunda instância no dia 24 pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, em Porto Alegre. Caso ele, que já foi condenado em primeira instância pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, seja novamente condenado, pode ficar fora da disputa eleitoral de 2018.

De acordo com Diniz, a legenda deve realizar, já na primeira semana do mês, reunião de dirigentes e parlamentares para traçar estratégias que mobilizem a base do partido no Estado em favor de Lula. No dia do julgamento, os petistas devem comparecer às sedes da Justiça Federal pelo Brasil, o que inclui Fortaleza, para apoiar o ex-presidente. Segundo De Assis Diniz, a discussão eleitoral está suspensa até a decisão sobre Lula.

08:54 · 21.12.2017 / atualizado às 08:54 · 21.12.2017 por
Eduardo Bismarck (de rosa) é cumprimentado pelo prefeito Roberto Cláudio. Ele e outras lideranças pedetistas foram ao ato de filiação Foto: Thiago Gadelha

Em ato com a presença de diversas lideranças pedetistas, o filho do prefeito de Aracati, Bismarck Maia (PTB), o advogado Eduardo Bismarck, oficializou sua filiação ao PDT na noite desta quarta-feira (20), na sede do partido em Fortaleza. No evento, acompanhado também por vereadores e correligionários do município onde sua família tem influência política, Aracati, ele também foi anunciado oficialmente como pré-candidato da legenda a deputado federal em 2018.

Compareceram ao ato de filiação o presidente estadual do PDT, deputado federal André Figueiredo, o presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque, o prefeito da Capital, Roberto Cláudio, e o presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, Salmito Filho, além do deputado estadual Gony Arruda, que prepara a ida ao PDT, e do vereador da Capital Iraguassú Filho. Também compuseram a mesa a vice-prefeita de Aracati, Denise Menezes, e o ex-prefeito de Horizonte, Manoel Nezinho.

O ex-governador Cid Gomes era presença esperada, mas não foi ao ato. Bismarck Maia, em discurso, afirmou que Cid é “o maior padrinho” da pré-candidatura do filho à Câmara dos Deputados. André Figueiredo, por sua vez, ressaltou que a entrada de Eduardo Bismarck no partido é um reflexo do “carinho que o Bismarck (Maia) tem pelo PDT” e disse esperar que o ingresso do filho do prefeito de Aracati na agremiação abra espaço para uma aproximação entre a gestão de Bismarck Maia e o PDT daquele município, liderado por Ivan Silvério, que disputou o cargo de prefeito em 2016.

O presidente do PDT no Ceará afirmou, ainda, que a filiação do advogado está inserida em um processo de renovação do partido, que pretende lançar novos nomes à Câmara dos Deputados no ano que vem. A meta da legenda é eleger seis deputados federais no Estado.

Terceiro partido

Eduardo Bismarck deixa o PPS, partido no qual ingressou em 2016 para compor a coligação do pai em Aracati, para entrar no PDT. Em 2014, lançou-se pré-candidato a deputado federal pelo PROS, partido que, àquela época, abrigava o grupo político dos irmãos Ferreira Gomes, mas desistiu da postulação. No PTB, partido de Bismarck Maia,  o prefeito de Juazeiro do Norte, Arnon Bezerra, que preside a sigla no Ceará, já pretende lançar o filho, Pedro Augusto, à disputa por uma cadeira na Câmara.

O novo filiado justificou, porém, que a ida para o PDT decorre de uma identificação com bandeiras da sigla, além da proximidade com o ex-governador Cid Gomes. Ele destacou que pretende ser candidato a deputado federal, mas disse estar à disposição da agremiação para disputar, também, uma cadeira na Assembleia, ou mesmo não ser candidato no ano que vem.

09:04 · 04.12.2017 / atualizado às 09:04 · 04.12.2017 por

Por Miguel Martins

Após o jantar de adesão realizado na última quinta-feira (30) com o objetivo de arrecadar fundos para custear viagens do pré-candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, pelo País, a legenda quer mobilizar cada vez mais a militância no intuito de emplacar o nome do postulante. Segundo pedetistas entrevistados pelo Diário do Nordeste, o ex-governador tem desafios a serem enfrentados, todos ligados a eventual candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), principal líder da centro-esquerda no Brasil.

Nas pesquisas de intenção de voto já divulgadas, Ciro não aparece encabeçando os resultados, que mostram Lula como o primeiro na preferência do eleitorado, seguido pelo deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ). Para aliados do ex-ministro, isso tende a mudar com o início da propaganda eleitoral em rádio e televisão, bem como durante a participação dele em debates.

A rejeição à imagem do pedetista é outro fator que deve ser levado em conta, uma vez que Ciro Gomes segue com rejeição elevada diante do eleitorado. A pressão que o governador Camilo Santana deve sofrer de seu partido no Ceará, o PT, também preocupa aliados do pré-candidato, sem contar a falta de estrutura e recursos para bancar as incursões que deverão ser feitas pelo País durante a disputa.

Dependência

Para Sérgio Aguiar (PDT), o fator principal para sucesso ou não de uma eventual candidatura de Ciro Gomes será a existência da candidatura de Lula. Segundo ele, com a retirada de eventual postulação do petista, questões financeiras, eleitorais e locais se viabilizariam para Ciro.

Líder do Governo na Assembleia, Evandro Leitão (PDT), destacou que as pesquisas mostram apenas um retrato do momento, e não necessariamente o que será demonstrado nas urnas. Para, o pré-candidato do PDT está promovendo um debate sério sobre problemas econômicos do País.

“Quando o período eleitoral se aproximar e os nomes que disputarão se confirmarem, creio que as pesquisas vão mudar bastante e o nome dele tende a evoluir”, disse Leitão.

09:51 · 01.12.2017 / atualizado às 09:51 · 01.12.2017 por

Por Miguel Martins e William Santos

Ciro proferiu palestra com o tema “Um Brasil forte para quem trabalha e produz” para uma plateia de apoiadores, dentre eles, o governador Camilo Santana, o prefeito Roberto Cláudio e o ex-governador Cid Gomes Foto: Kleber A. Gonçalves

O ex-governador e ex-ministro Ciro Gomes, pré-candidato do PDT à Presidência da República, disse ontem, em entrevista coletiva, que deseja um nome do setor produtivo como candidato a vice-presidente na chapa que desenha para a disputa pelo Executivo Federal. Segundo o pedetista, o presidente nacional do partido, Carlos Lupi, está empenhado em conversas que visam a composição da candidatura, mas, de antemão, Ciro ressaltou que “gostaria muito de aperfeiçoar no simbólico a minha chapa com um nome da produção”. As declarações foram dadas no Marina Park Hotel, onde ele palestrou, à noite, para um público de apoiadores antes de um jantar promovido pelo PDT para arrecadação de fundos que custeiem as viagens de Ciro pelo País.

O jantar de adesão promovido pelo PDT reuniu as principais lideranças governistas do Estado, além de dirigentes partidários, deputados, secretários e outros apoiadores. O pré-candidato chegou ao local acompanhado do irmão e também ex-governador, Cid Gomes, do governador Camilo Santana (PT), do prefeito Roberto Cláudio (PDT) e, ainda, dos presidentes da Assembleia Legislativa, deputado Zezinho Albuquerque (PDT), e da Câmara Municipal de Fortaleza, vereador Salmito Filho (PDT).

Carlos Lupi, presidente nacional do PDT, e André Figueiredo, que preside a legenda no Ceará, também estiveram presentes, assim como deputados da base aliada de Camilo na Assembleia, como Fernando Hugo (PP), Audic Mota (PMDB), Dr. Sarto (PDT), Tin Gomes (PHS) e outros. Ciro proferiu palestra com o tema “Um Brasil forte para quem trabalha e produz”, com ingressos individuais a mil reais.

Aos jornalistas, ele reafirmou que, com a pré-candidatura, o PDT busca “responder aos problemas com um novo e emancipador projeto nacional de desenvolvimento” e sustentou que, em suas viagens pelo País, tem percebido que, depois de “fenômenos” como João Doria e Luciano Huck “virarem na curva”, a população quer “experiência”.

“Quer concretude, quer uma vida política limpa, quer ficha limpa, e isso, para nós, é uma inspiração, porque agora estamos dedicados a pesquisar soluções para os problemas”, defendeu. Perguntado pelo Diário do Nordeste sobre o nome que representaria tal experiência para a composição da chapa, ele afirmou que, junto a Carlos Lupi, tem travado diálogos e, das conversas, deve surgir a composição da chapa. Ciro ressaltou, contudo, que gostaria de aperfeiçoar simbolicamente a candidatura “com um nome da produção”.

“Um empresário que tivesse compromisso com a produção, que tivesse compromisso com o capital nacional brasileiro, para que nós dois, juntos, pudéssemos sinalizar para o povo brasileiro que esse projeto nacional que nós defendemos vem para ajudar e unir quem trabalha com quem produz no Brasil”, disse.

Articulação

Responsável por articular o jantar de adesão, o ex-governador Cid Gomes passou a manhã de ontem na Assembleia Legislativa, no gabinete de Tin Gomes, conversando com deputados governistas sobre a organização do evento da noite, cujo objetivo era arrecadar R$ 2 milhões para financiar as viagens de Ciro pelo Brasil. À noite, o pré-candidato e André Figueiredo disseram que não tinham, ainda, informações sobre o valor arrecadado.

Para Cid Gomes, as últimas pesquisas eleitorais divulgadas não refletem o que vai se consolidar na campanha. Ele disse que há muitas incertezas sobre a pretensa candidatura de Lula e destacou que, na oposição, enquanto o PSDB está dividido, o PMDB não deve lançar candidatura própria, o que pode favorecer o crescimento de Ciro nas pesquisas futuras, visto a capacidade de sua argumentação.

No que diz respeito ao Ceará, o ex-governador ressaltou que existem características em uma eleição nacional que não são reproduzidas em sua plenitude nos estados, como aconteceu com ele, em 2002, quando era prefeito de Sobral e apoiou Ciro para a Presidência, enquanto o PT, seu aliado na Prefeitura, apoiou o nome de Lula.

“A gente superou isso. E aqui no Ceará, mesmo o Lula não sendo o candidato, acredito que o PT terá candidatura no primeiro turno, e é natural que os membros do partido trabalhem pela candidatura do partido deles”, disse. Cid Gomes destacou que é necessária a apresentação de um conjunto de propostas e bandeiras em comum a todos os partidos progressistas: “Ciro pode ser beneficiário desse pacto”.

Bancada federal

Sobre a aproximação entre o governador Camilo Santana e o senador Eunício Oliveira, (PMDB), o pedetista opinou que, mais que elogiável, é uma obrigação dos dois chefes de poderes atraírem recursos para o Estado. No entanto, destacou que, se houver espaço nessa relação para uma proximidade entre os partidos aliados e o PMDB, com vistas ao pleito de 2018, isso terá que ser construído.

“E deverá ser uma relação profissional, no sentido de colocar o Ceará acima de qualquer questão partidária ou eleitoral”, disse. Sobre as pretensões do PDT em 2018, o ex-governador afirmou que a intenção do partido é ampliar as bancadas na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa. Para isso, estuda possibilidades que vão desde a constituição de um “blocão” com diversos partidos à formação de pequenos blocos ou chapas individuais.

09:37 · 24.11.2017 / atualizado às 09:37 · 24.11.2017 por

Por Miguel Martins

O Partido Democrático Trabalhista (PDT) quer maior engajamento dos filiados no Ceará, principalmente em torno da pretensa candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República. Para isso, a legenda realizará, na próxima quinta-feira (30), um jantar de adesão na Capital, que contará com a participação de dirigentes locais, deputados federais e estaduais, prefeitos e vereadores que discutirão formas de aglutinar cada vez mais a militância da agremiação.

O PDT no Ceará, desde o ingresso do grupo liderado por Ciro e Cid Gomes, tornou-se o maior partido do Estado e, atualmente, é a principal sigla de sustentação da gestão do governador Camilo Santana (PT), além de ter o prefeito da Capital, Roberto Cláudio; o presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque; o presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, Salmito Filho; e pelo menos 30% das prefeituras cearenses.

De acordo com o líder do Governo na Assembleia, deputado Evandro Leitão (PDT), o jantar de adesão será realizado com o objetivo de mobilizar a base pedetista na perspectiva da eleição de 2018. Cada convidado pagará, no mínimo, mil reais por boleto do jantar, que contará com palestra de Ciro Gomes, com o tema “Um Brasil forte para quem trabalha e produz”.

“Precisamos de toda a base de vereadores, deputados estaduais e federais, além de lideranças de maneira geral, para motivar essas pessoas, porque vamos ter um pleito muito difícil. A classe política está desacreditada pela população, e precisamos fazer com que nossas mensagens cheguem às bases de forma contundente e diferenciada dos demais partidos”, disse Leitão. Além de Ciro e Cid Gomes, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, e o governador Camilo Santana são aguardados no jantar.

Estrutura de campanha

Para José Sarto (PDT), o jantar tem como objetivo socializar informações, arrecadar recursos e mobilizar a militância. “Esses eventos servem para oxigenar o partido e partilhar informações de como estamos, até porque estamos com uma pré-candidatura extremamente viável, considerando que o cenário para 2018 terá muitas alterações”, disse.

Sérgio Aguiar (PDT), por sua vez, ressaltou que o evento deve reforçar as finanças do partido, visto que Ciro Gomes precisa melhorar sua estrutura para se locomover pelo País. “É o grande carro chefe desse jantar de adesão. Precisamos melhorar o caixa do partido para termos aí a segurança de que as despesas sejam todas supridas com o esforço dos próprios militantes”, afirmou.

09:36 · 14.10.2017 / atualizado às 09:36 · 14.10.2017 por
Governador e Ciro Gomes estiveram presentes em convenção do PDT. FOTO: KLEBER A. GONÇALVES

por Edison Silva

Toda movimentação do grupo oposicionista no Ceará, desde o momento do anúncio aqui feito das conversações existentes entre o senador Eunício Oliveira (PMDB), o governador Camilo Santana (PT) e o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), visando a formação de uma aliança com Eunício integrado à chapa majoritária encabeçada por Camilo disputando a reeleição, e ainda Cid Gomes (PDT) também candidato ao Senado, tem a finalidade de tentar impedir a concretização do acordo, péssimo para as pretensões pessoais e partidárias dos adversários do Governo.

Tudo continua inalterado. O discurso não sensibilizou o senador, muito menos os seus liderados peemedebistas. Eunício só retoma suas atividades normais como presidente do Senado, nos próximos dias. Ele foi passar uma rápida temporada fora do Brasil, mas esteve sendo informado por aliados mais próximos de todas as declarações públicas relacionadas à política e ao pleito do próximo ano.

O teor do discurso do presidenciável Ciro Gomes, na convenção do PDT, quinta-feira passada, teria lhe sido passado no mesmo dia. Ciro não tocou no assunto e isso foi considerado importante por amigos do senador, afinal, Ciro foi a única voz destoante contra o acordo, embora diga, como o irmão Cid, ser do governador a palavra final sobre essa questão.

Grandiosa
Eunício, dentre os nomes postos fora da base governista, é o único com a necessidade de continuar sendo senador, ou ir para a aventura de postular novamente a chefia do Executivo estadual. Se reelegendo, ele mantém o status de líder político no Ceará e continuará transitando na esfera do Poder Central.

Como governador, idem, mas derrotar Camilo é bem mais difícil, depois de mais frágil estar o corpo oposicionista e, a impossibilidade de vir a ter como companheiro de chapa um líder como o senador Tasso Jereissati, cuja contribuição em 2014, indiscutivelmente, foi grandiosa para permitir ao peemedebista levar a eleição para o segundo turno, e neste também ser competitivo.

Nada na política é impossível. Mas está difícil de a oposição demover o senador Eunício do caminho que ele está trilhando. A especulação, própria da política, ainda produzirá muitos factoides até a realização das convenções partidárias em 2018. Elas surgem dos próprios agentes interessados em desviar as atenções para o que de fato está acontecendo, ou para dar tempo de quebrar arestas ou resistências ao projeto em formatação.

Eles também especulam para tentar barganhar. Se de fato ainda pode ser cedo para definições sobre chapas para a disputa do pleito de 2018, a movimentação, até certo ponto ousada, da base governista, está a exigir celeridade dos adversários na formação da sua chapa ao Governo e ao Senado.

Hoje, o governador não tem concorrente. Até bem pouco seria Eunício o nome apontado para enfrentá-lo nas urnas. O próprio Eunício deu razões para tanto, pois prometeu ser o primeiro concorrente de Camilo desde o momento que as urnas confirmaram a sua derrota em 2014. Manteve o discurso até bem pouco tempo, quando, por certo, concluiu não ter companheiros para formar uma chapa competitiva. Sem palanque forte é bem mais difícil conquistar um mandato de senador ou de deputado.

O fato porém de Camilo estar em situação, aparentemente confortável para tentar a reeleição, não significa dizer que não terá grande dificuldade na disputa, ou até mesmo perder a eleição. Tem político da oposição comparando-o ao ex-governador Lúcio Alcântara, homem de bom diálogo, que conseguiu reunir uma base de apoio expressiva, mas não foi reeleito ao disputar o cargo com Cid Gomes. A oposição, vide as duas últimas eleições, estadual e de Fortaleza, com bem menos apoio político, conseguiu levar a decisão do pleito para o segundo turno.

Agiotagem
A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), da última quarta-feira, sobre a adoção de medidas cautelares contra integrantes do Congresso Nacional, dá razões para os favoráveis e contrários ao julgado, inclusive para o Senado Federal, para onde todas as atenções estarão voltadas, por quanto ele vai decidir se mantém ou torna sem efeito a decisão da 1ª turma do STF ordenando o afastamento do senador Aécio Neves, além de proibi-lo de sair de casa à noite, por conta do inquérito policial que apura se o senador, realmente, praticou o crime de corrupção passiva e obstrução da Justiça.

Aécio foi gravado pelo empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS, pedindo R$ 2 milhões para suposto pagamento de sua defesa em outro procedimento criminal. O primo foi flagrado recebendo o dinheiro, cujo pedido havia sido ratificado pela irmão do senador. Estes cumprem prisão domiciliar. O senador se defende dizendo vítima de armação, pois havia feito o pedido do dinheiro como um empréstimo.

O correto seria ter recorrido a um estabelecimento bancário, devidamente credenciado para tanto, utilizando-se do sistema consignado, como faz qualquer servidor. E se o empresário é aquele conhecido abastecedor de dinheiro a políticos, nas campanhas ou fora delas, o pedido de empréstimo fica mais duvidoso. Mas o Conselho de Ética não viu nada demais, nem tampouco levou a sério as acusações do Ministério Público, utilizando a prática comum do corporativismo, o grande pecado das instituições, para salvar os seus.

07:35 · 13.10.2017 / atualizado às 07:35 · 13.10.2017 por

O presidente estadual do PDT, André Figueiredo, e o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, foram reconduzidos à presidência da sigla pedetista no Ceará e na Capital, respectivamente. Em convenção realizada na manhã de ontem, que contou com diversas lideranças políticas locais, a legenda filiou outros 12 novos membros, dentre eles a prefeita de Icó, Laís Nunes, que era do PMB, e o chefe de Gabinete da Prefeitura, Queiroz Filho, que foi ex-presidente Municipal do PROS de Fortaleza.

Os presidentes do PT, PCdoB, PPS, PPL. PRTB e PODEMOS também compareceram ao evento, que contou ainda com a presença do deputado federal Odorico Monteiro, anunciado como presidente do PSB. Durante a convenção, Francisco De Assis Diniz, presidente do Partido dos Trabalhadores no Ceará fez um discurso em nome das legendas aliadas, em que defendeu a união de todas as forças republicanas, democráticas e socialistas “contra uma direita carcomida”. Ele lembrou ainda que a eleição será de dois turnos e que PT e PDT estariam juntos em um eventual segundo turno para as eleições do próximo anos para a Presidência da República.

Reconduzido à presidência do PDT de Fortaleza, o prefeito Roberto Cláudio destacou a responsabilidade de se ter um dos pretensos candidatos a presidente, ressaltando ainda que o Ceará é o Estado que construiu novo modelo de desenvolvimento que dá exemplo para o Brasil. “Nosso compromisso é de estarmos unidos, governando bem e alinhados para montarmos aqui no Ceará um palanque que dê força histórica para o Ciro. E nunca se teve tantas condições objetivas e claras para que o Ciro seja nosso presidente da República”, afirmou o prefeito, destacando ainda os atributos do presidenciável com relação a outros nomes que estão na disputa.

Durante a convenção o nome do secretário Mauro Filho foi citado como pretenso candidato a deputado federal e Cid Gomes para o Senado. No entanto, o ex-ministro Manoel Dias, secretário-geral da executiva nacional do PDT, representando o presidente do partido, Carlos Lupi, defendeu que André Figueiredo fosse um dos nomes da legenda para disputar uma das duas vagas ao Senado da República. Em seu discurso, Figueiredo, disse que o Ceará precisa de mais quatro anos de Governo Camilo.

O presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque ressaltou que a política aplicada pela atual gestão vai continuar. “Pode vir quem vier, com um time desse, nossa política vai continuar”, destacou. Secretários, ex-prefeitos, prefeitos, vereadores e outras lideranças políticas estiveram presentes ao evento.

Composição do PDT teve algumas mudanças

A nova composição do PDT Estadual manteve o deputado federal André Figueiredo como presidente regional, e o ex-governador Cid Gomes como primeiro vice-presidente. O deputado Zezinho Albuquerque é o segundo vice-presidente e o vereador Salmito Filho foi conduzido a secretário-geral. Completam ainda o grupo Francisco Soares, como secretário-adjunto e Mauro Filho, como primeiro-tesoureiro.

O vereador Iraguassu Filho é agora o tesoureiro-adjunto. Josbertini Clementino é um dos vogais. Ferreira Aragão segue como líder da bancada e David Duarte o consultor jurídico do partido.

No PDT municipal, em Fortaleza, o prefeito Roberto Cláudio foi reconduzido à presidência da legenda e Papito de Oliveira foi escolhido vice. O segundo-vice presidente é Salmito Filho. A secretaria-geral foi modificada e quem assume a função é Lúcio Bruno, articulador da Prefeitura. O tesoureiro é Julio Brizi.

09:01 · 12.10.2017 / atualizado às 09:01 · 12.10.2017 por
Dirigentes do PDT devem ainda confirmar apoio à candidatura de Camilo Santana ao Governo do Estado. Foto: José Leomar

A convenção dos diretórios  Estadual e Municipal  do Partido Democrático Trabalhista (PDT) será realizada na manhã desta quinta-feira e deve reunir as principais lideranças da legenda no Estado. Durante o evento, serão escolhidas as novas composições da agremiação em nível de Ceará e de Capital.

O encontro está marcado para iniciar às 10 horas, com a chegada de Cid e Ciro Gomes, o prefeito Roberto Cláudio, o presidente do partido, André Figueiredo e o presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque. Ainda no evento, cada liderança deve se pronunciar sobre a situação política do Brasil, a crise financeira e as perspectivas de disputa para 2018. A reunião está programada para se encerrar  às 13 horas, conforme informou a assessoria.

A convenção acontecerá  no Ginásio do Náutico Atlético Cearense, em Fortaleza, quando o partido ainda deverá ratificar seu apoio à reeleição de Camilo Santana (PT) ao Governo do Estado, confirmar o nome de Ciro Gomes como candidato para a Presidência da República e definir a candidatura de alguns outros membros.

A convenção irá contar com a presença das principais lideranças pedetistas, o atual presidente estadual e vice-presidente nacional do partido, deputado federal André Figueiredo; o pré-candidato a presidência da república Ciro Gomes; o ex-governador do Ceará, Cid Gomes; o secretário geral do partido e presidente da FLB-AP, Manoel Dias; o presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, deputado estadual Zezinho Albuquerque; todos os deputados federais (5) e estaduais (12) pedetistas do Estado; o prefeito da capital, Roberto Cláudio; os 49 prefeitos eleitos do partido, além de vereadores e demais lideranças políticas cearenses.