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Tag: PDT


09:25 · 07.09.2017 / atualizado às 09:25 · 07.09.2017 por

Por Miguel Martins

Danniel Oliveira teve o apoio de toda base governista para o seu projeto, ao qual foi anexado o do governador Camilo com o mesmo fim Foto: Fabiane de Paula

A prática da vaquejada está regulamentada no Estado do Ceará, após a aprovação da emenda à Constituição Federal, que autoriza a sua realização no País. Os deputados aprovaram, ontem, o projeto de regulamentação de iniciativa do deputado Danniel Oliveira (PMDB), sobrinho do senador Eunício Oliveira, ficando em segundo plano um projeto idêntico do governador Camilo Santana, cuja tramitação começou na última terça-feira.

Em outro momento, o projeto do deputado ficaria de lado pela prioridade que a base governista dá às matérias de iniciativa do governador. Alguns deputados ressaltavam esse detalhe, na sessão de ontem, corroborando as informações de bastidores que dão conta de um entendimento político entre o senador Eunício e o grupo governista cearense.

O argumento do projeto de Danniel, assim como o do governador Camilo Santana, de regulamentação da matéria, é o fato de algumas decisões, no Interior, inclusive da parte do Judiciário, impedirem a realização do evento. A regulamentação acabaria com essa dificuldade.

Nos últimos dias, após a publicação de matéria do Diário do Nordeste, no sábado passado, dando conta de entendimentos entre governistas e Eunício Oliveira, ficou cada vez mais forte a tese de que Camilo Santana e Eunício Oliveira estariam se reaproximando, podendo estar lado a lado em palanques durante o pleito de 2018. Nos bastidores da Casa esse foi um dos assuntos mais comentados e, ontem, durante a sessão plenária, parlamentares, por diversas vezes, comentavam tal aproximação.

Danniel Oliveira, até então nome do PMDB ainda se posicionando como oposição, esteve a manhã toda de ontem ao lado de governistas, segundo ele, tratando apenas de temas relacionados ao projeto de regulamentação da vaquejada. Sua proposta, que iniciou tramitação na semana passada, tem teor semelhante à matéria apresentada pelo governador.

Comedida

O parlamentar destacou que a vaquejada é todo evento de natureza competitiva, no qual uma dupla de vaqueiros num espaço determinado deita o animal bovino na área demarcada. O texto do deputado, assim como a mensagem enviada pelo Governo, afirma que a prática movimenta R$ 600 milhões por ano, promove mais de 720 mil empregos diretos e indiretos, gerando renda dentro e fora do Nordeste brasileiro.

Na terça-feira passada, o líder do Governo, Evandro Leitão (PDT), chegou a propor de regime de urgência para a matéria do Executivo. No entanto, após diálogo de governistas com Danniel Oliveira, resolveram acordar e aprovar as ideias dos dois textos, e o projeto do governador foi apensado ao de Danniel, tornando-se um projeto só do governador e do peemedebista.

Desde o início de agosto, o deputado Leonardo Araújo (PMDB) reduziu o tom das críticas ao Governo, o que também aconteceu com Danniel Oliveira, que tem apresentado postura mais comedida. Com uma possível adesão de toda a cúpula peemedebista à base governista na Assembleia, o Governo Camilo Santana se fortalecerá ainda mais e passaria a ter, pelo menos, 37 representantes no Legislativo Estadual.

09:24 · 05.09.2017 / atualizado às 09:24 · 05.09.2017 por

Por Miguel Martins

A possibilidade de aproximação entre o governador Camilo Santana e o senador da República Eunício Oliveira é vista com cautela por seus liderados. Enquanto alguns acreditam que tal alinhamento será benéfico para o Estado do Ceará, outros argumentam que o eleitorado não vai acatar que antagonistas até pouco tempo estejam lado a lado no pleito do próximo ano.

Como o Diário do Nordeste abordou no domingo passado, nos bastidores da política cearense, ainda que com um pouco de descrença por alguns, há insistentes comentários sobre possível alinhamento entre o governador Camilo Santana e o grupo liderado por Ciro e Cid Gomes, ambos do PDT, e o PMDB do presidente do Congresso Nacional, o senador Eunício Oliveira.

Para o deputado Julinho (PDT), que faz parte da base de sustentação do Governo Camilo, “se realmente estiver havendo essa aproximação, acho que é natural, porque o governador e o Governo estão bem avaliados pela população”, disse. A petista Rachel Marques, por sua vez, disse que o foco do partido é criar uma aliança em torno da eleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e reeleição de Camilo Santana. “O que vier nesse sentido pode ser discutido, mas aceitável”, afirmou.

Silvana Oliveira (PMDB), que tem sido uma das principais defensoras da gestão Camilo Santana na Assembleia, disse que, pelo que tem acompanhado, há uma possibilidade forte de isso acontecer. “No meu entender, essa aproximação favorece muito o Ceará”.

Para o deputado Roberto Mesquita (PSD), confirmando-se tal alinhamento, visando melhorias para o Estado do Ceará, ele vê com bons olhos. No entanto, sendo apenas para conveniências de ambos com o objetivo de salvar seus mandatos, ele se posiciona contrário. “Se cada um, com a força que tem, lutar para que o Ceará seja menos desigual, com mais Saúde e Saneamento Básico, estou ao lado dessa parceria. Se for só casamento de aparência, vejo com tristeza”, disse.

Alguns deputados chegaram a dizer que o acordo entre as duas lideranças já está fechado, faltando apenas um diálogo com suas bases. “Tem que ser explicado tudo aquilo que foi falado um ao outro ao longo desses anos. Não se pode de uma hora para a outra dizer que são amigos desde criancinha, porque se testemunhou agressões de um contra a outro”, diz Roberto Mesquita.

08:12 · 19.08.2017 / atualizado às 08:12 · 19.08.2017 por

Por Miguel Martins

Para as eleições de 2018, PDT, PCdoB e PT já adotam discurso de que pretendem pelo menos manter as bancadas que já têm na Assembleia Foto: José Leomar

Enquanto algumas lideranças partidárias estão atentas ao que pode ser aprovado como Reforma Política no Congresso Nacional, outras legendas já estão em constante movimento no tabuleiro da política local, com vistas ao pleito de 2018. PDT, PT e PCdoB, siglas que fazem parte da base de apoio do governador Camilo Santana, se articulam com o intuito de aumentar suas participações, principalmente, nas casas legislativas.

No Ceará, o Partido Democrático Trabalhista (PDT), por exemplo, é o que está mais adiantado no sentido de unir seus filiados e, em encontros regionais, tem atraído apoios e indicado nomes para a disputa do ano que vem. A agremiação dá quase como certo o apoio à reeleição de Camilo, candidatos próprios na disputa pelas vagas no Senado e a indicação de Ciro Gomes como candidato a presidente.

Segundo o presidente do partido no Estado, deputado federal André Figueiredo, o grêmio deve realizar mais encontros até outubro, quando ocorrerá uma convenção partidária para indicar a composição das executivas estadual e de Fortaleza.

No início do ano, pedetistas disseram que havia dificuldade no partido para encontrar nomes para a disputa por vagas na bancada cearense na Câmara Federal, visto que parlamentares com mandato pela sigla já sinalizaram que não tentarão reeleição. No entanto, após a realização dos encontros regionais, o partido já trabalha com vistas a aumentar participação na Casa, bem como manter as 12 vagas na Assembleia Legislativa.

No que diz respeito às vagas de senador, visto o término dos mandatos de oito anos de José Pimentel (PT) e Eunício Oliveira (PMDB), a sigla pedetista tem reiterado o interesse em lançar Cid Gomes e André Figueiredo à disputa. O PT, aliado de primeira ordem do PDT, porém, tem sinalizado, na figura do presidente estadual da legenda, Francisco de Assis Diniz, interesse na candidatura do deputado federal José Guimarães à eleição para o Senado. Informações dão conta, ainda, de que Pimentel tem interesse em disputar a vaga mais uma vez.

O PT criou um grupo de trabalho para discutir as eleições de 2018, mas, segundo o deputado estadual Elmano de Freitas, o colegiado ainda não se reuniu. Ele disse, ainda, que o processo sucessório do próximo ano passa pela candidatura ou não do ex-presidente Lula, pois, dependendo da presença do petista no pleito, o partido definirá posições. “Se o PT tem um senador e um governador é natural que queira manter”, ressaltou.

Congresso

O PCdoB, conforme explicou o deputado Carlos Felipe, trabalha com vistas a realizar um congresso no mês de outubro, tratando das definições para 2018. Segundo o parlamentar, alguns nomes estão colocados já para a disputa do próximo ano. Ele não descarta, inclusive, a possibilidade de o deputado Manoel Santana, hoje no PT, se candidatar a deputado estadual pela sigla.

Segundo Felipe, o deputado Chico Lopes deve ser indicado para disputar, mais uma vez, uma vaga na Câmara Federal. O secretário da Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Inácio Arruda, que já foi senador, deve ser um dos cotados para a Assembleia, assim como Augusta Brito, que deve tentar reeleição. Em agosto e setembro, o PCdoB realiza ações municipais e estaduais com vistas ao pleito de 2018.

12:29 · 07.08.2017 / atualizado às 12:29 · 07.08.2017 por
Principais lideranças do PDT estadual e nacional devem estar reunidas no encontro FOTO: KLEBER GONÇALVES

O Partido Democrático Trabalhista (PDT)  realiza no próximo fim de semana mais um encontro regional, dessa vez em São Gonçalo do Amarante, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). A coordenação anuncia que o evento contará com as presenças do presidente nacional do partido, Carlos Lupi, do pré-candidato à Presidência da República, Ciro Gomes, além do presidente estadual da legenda, André Figueiredo, e do prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, que é preside o diretório  municipal do grêmio na Capital. No último evento, em Iguatu, Ciro Gomes não compareceu.

Os encontros regionais serão concluídos até o fim de setembro, visto que no dia 7 de outubro haverá o congresso partidário do grêmio que deve indicar os quadros para a executiva regional da sigla. O evento está marcado para acontecer no auditório da Universidade do Parlamento Cearense (Unipace), anexo à sede do Poder Legislativo Estadual.

09:28 · 07.08.2017 / atualizado às 09:28 · 07.08.2017 por

Por Letícia Lima

A mais de um ano para a disputa presidencial de 2018, a crise no cenário político brasileiro mobiliza partidos rumo à eleição. Na ala da esquerda não há consenso sobre a construção de um bloco para o ano que vem. Pelo que líderes nacionais do PDT, PSB, PT e PCdoB afirmaram ao Diário do Nordeste, cada uma dessas siglas deverá apostar em candidaturas próprias na corrida ao Palácio do Planalto. Embora frisem que na política tudo é possível, o espírito geral dos dirigentes é por mais “porta-vozes” de tais legendas concorrendo ao pleito.

Os desdobramentos da Operação Lava-Jato sobre a classe política brasileira acenderam o alerta vermelho nos partidos em relação a quais táticas e quadros serão elencados para a disputa de 2018. Até agora, a esquerda parece estar fragmentada e disposta a apresentar várias alternativas. Se de um lado o PT, que defende a candidatura do ex-presidente Lula – condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro –, quer liderar uma frente com o PDT, o PSB e o PCdoB, não é bem assim que pensam esses partidos.

Segundo o vice-presidente de Relações Governamentais do PSB, Beto Albuquerque, a sigla não cogita nova aliança com o PT em âmbito nacional. Ele afirma que a hora é de defender um projeto político próprio e já colocar candidatos pessebistas para “circular no Brasil”.

“O PT não é nossa prioridade. Um partido, para ser de esquerda, não precisa estar agarrado com o PT, e com o PT aprendemos o que deve fazer e o que não se deve fazer”, diz. Segundo ele, “quem não se mostrar na eleição de 2018 vai se assumir ineficaz perante a sociedade brasileira”. Beto acredita, porém, que a hora não é de decidir nomes.

O PSB, portanto, dialoga com o PCdoB, a Rede e o PDT, que também não está atrás na corrida presidencial. A sigla pedetista já lançou a pré-candidatura “irreversível” do ex-ministro Ciro Gomes. O presidente nacional da legenda, Carlos Lupi, considera que o cearense deveria encabeçar uma frente da esquerda com vistas a 2018. “Eu acho que a aliança é boa. O PT já teve o seu ciclo e agora é um novo ciclo”, defende. Lupi lembra que o PDT já apoiou o PT e espera o mesmo nas próximas eleições.

Já a presidente nacional do PCdoB, deputada federal Luciana Santos, vai além e analisa que é preciso ter mais candidaturas no campo da esquerda, para alcançar aqueles que ainda não se sentem representados. Ela concorda que as candidaturas de Ciro e de Lula são naturais, assim como poderá ser a do PCdoB. “Há muita fragmentação das nossas forças e avaliamos que, diante da fragmentação, vale a pena afirmar algumas bandeiras que para nós são muito caras”.

Prioridade

Por outro lado, o PT não abre mão de lançar Lula como representante do bloco de esquerda. Para o vice-presidente nacional do partido, deputado federal Paulo Teixeira, a condenação proferida pelo juiz Sergio Moro, em julho, será revertida. Ele reconhece ser boa a possibilidade de uma chapa formada por Lula e Ciro, mas descarta outro nome senão o de Lula para concorrer à presidência pelo PT.

“O PT tem nomes nacionais que podem ter sucesso, mas precisamos discutir tendo em vista que Lula tem que ser candidato. Não vai haver um desgaste (com a condenação do Lula), está havendo um sentimento de solidariedade de que foi cometida uma injustiça”, pondera Teixeira.

08:28 · 04.08.2017 / atualizado às 08:28 · 04.08.2017 por

Por Miguel Martins

Alguns secretários municipais de Fortaleza, segundo o prefeito Roberto Cláudio (PDT), serão exonerados no próximo ano para participarem da disputa por vagas na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados. Ainda de acordo com ele, alguns vereadores da Capital também já estão na relação de pretensos candidatos a vagas nos legislativos estadual e federal.

O prefeito esteve ontem na Assembleia Legislativa cearense para assinar um acordo com os prefeitos de Caucaia e Maracanaú sobre os limites dos três municípios. Roberto Cláudio é presidente municipal do PDT e, como tal, será um dos protagonistas da eleição na Capital cearense. Na conversa com jornalistas, ontem, ele sinalizou que a prioridade para o pleito de 2018 será a reeleição do governador Camilo Santana (PT) e uma eventual candidatura de Ciro Gomes (PDT) à Presidência da República. Nos últimos meses, o chefe do Poder Executivo Municipal tem aumentado a participação em eventos com o governador do Estado em Fortaleza.

Nos encontros regionais do Partido Democrático Trabalhista, como afirmou Roberto Cláudio, têm se destacado os discursos quanto às duas vagas para o Senado Federal que serão abertas com o fim dos mandatos de José Pimentel (PT) e Eunício Oliveira (PMDB). De acordo com o prefeito há interesse do PDT em indicar dois nomes para a disputa aos cargos, sendo um deles o do ex-governador Cid Gomes.

“Há uma sinalização feita pelo presidente do partido, Carlos Lupi, e por boa parte do partido, de termos dois espaços no Senado Federal. Esse assunto tem crescido dentro do partido, e pretendemos ter dois lugares em uma chapa liderada pelo governador Camilo”, disse.

Como presidente do PDT municipal ele já está conversando com alguns vereadores da sigla e de agremiações aliadas, que têm interesse em disputar a eleição do próximo ano, seja para deputado estadual ou federal. Segundo disse, o presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, Salmito Filho (PDT), é um dos que estão trabalhando na possibilidade de disputar uma vaga à Assembleia Legislativa.

No entanto, Roberto Cláudio afirmou que existe também a possibilidade de alguns secretários da Prefeitura serem exonerados para disputarem vagas na Assembleia e na Câmara Federal, sem no entanto citar nomes de pretendentes.

09:38 · 24.06.2017 / atualizado às 09:38 · 24.06.2017 por

Por Edison Silva

Camilo tinha uma agenda extensa ontem em São Paulo, como se no Abolição estivesse, de tão perto era uma audiência da outra Foto: José Leomar

O governador Camilo Santana, ontem, em São Paulo, tinha um horário, no fim da tarde, para conversar com o ex-presidente Lula. Ficar ou sair do PT é a decisão que ele precisa tomar até abril do próximo ano, seis meses antes da eleição, limite para as filiações de pretensos candidatos no pleito de 2018. Aparentemente falta muito tempo, mas a decisão do governador não pode ficar para a última hora, devido à complexidade do problema. O ideal para ele era ficar no PT com liberdade para votar em Ciro Gomes (PDT) para presidente do Brasil.

Lula sabe do compromisso de Camilo com Ciro. Não se oporá à aliança de ambos, mas há complicação legal. Se o PT tiver candidato a presidente, e tudo indica que terá, não há como Camilo, sendo petista, poder fazer campanha conjunta com um candidato ao Poder Central de outra sigla. Além do mais, acrescente-se o fato de uma parte do PT cearense não aceitar Camilo e Ciro no mesmo palanque. Por essa razão, o governador começa a colocar em prática a ideia de trocar de partido, pois sua determinação é de disputar a reeleição com Cid Gomes candidato ao Senado e Ciro presidente.

Para os pedetistas cearenses, e também para os petistas, no espaço nacional, o ideal é que a desfiliação de Camilo aconteça sem qualquer trauma, de modo a permitir ambos estarem juntos no segundo turno da disputa presidencial, ou mesmo no próprio Estado. Ademais, admitem alguns pedetistas, a possibilidade de, no caso de Lula não vir a disputar o cargo de presidente, haver uma possibilidade de o PT se aliar ao PDT. Um exercício de futurologia, de certa forma equivocado, posto as resistências de pessoas mais próximas a Lula, quanto à necessidade de o PT ter o seu candidato próprio, deverá prevalecer.

Discussões

Além do mais, Camilo, como de resto todos os demais políticos brasileiros, precisa ter ciência de quais mudanças irão ocorrer na legislação eleitoral, valendo já para o próximo ano. Embora os escândalos que se sucedem no universo da política e da administração nacionais tenham brecado o curso das discussões sobre as alterações para o pleito de 2018, algo vai ocorrer, a partir do financiamento da campanha.

E qualquer que seja a novidade, ela terá de estar oficializada até o fim do próximo mês de setembro ou, mais precisamente, um ano antes do dia da votação. Assim, outubro será o marco para as definições de mudanças de partido, mesmo sendo abril, do próximo ano, o prazo final para as filiações.

Só o tempo do PT para a propaganda eleitoral prende Camilo à sigla atualmente. Os petistas cearenses muito pouco têm a oferecer ao governador para garantia da reeleição. A oposição no partido a esta, em razão de sua ligação com os irmãos Cid e Ciro Gomes, é bem mais expressiva, embora, também, se reflita em muito pouco votos.

Portanto, não podendo utilizar o tempo do partido e votar publicamente em Ciro e, por ele, também livremente ser votado, não há razão para continuar petista, sabendo que mesmo fora da sigla, os seus, hoje aliados, permanecerão, pois esperam as compensações que o Executivo pode proporcionar.

O desgaste do PT, pelo envolvimento de alguns dos seus nomes mais expressivos nos delitos em apuração, no caso da Lava-Jato e outros, somado ainda ao do Mensalão, sinalizam para uma outra derrocada nas eleições próximas, talvez maior que a assimilada no pleito municipal passado. Os que corroboram com essa ideia, por certo Camilo é um deles, defendem a não participação de Lula como candidato, cientes de que derrotado, como a principal liderança da sigla, os prejuízos eleitorais futuros seriam ainda bem mais significativos.

Relator

O deputado Osmar Baquit vai ser o relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de extinção do Tribunal de Contas dos Municípios. A base governista está determinada a mantê-lo, se confirmada for a sua expulsão do PSD, ora judicialmente questionada, sob a alegação de simples perseguição e da falta do devido processo legal para a tomada de decisão extrema do partido, anunciada na última quinta-feira à noite.

Oficialmente, até ontem a Assembleia ainda não havia sido comunicada do fato. A reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde será examinado o relatório de Baquit, está programada para a próxima terça-feira (27).

A base governista já decidiu que manterá Osmar Baquit na CCJ. Um dos seus deputados deverá sair, momentaneamente, daquela Comissão para permitir que Baquit seja o representante do PDT no colegiado e continue relator da PEC do TCM, se oficializada for a sua expulsão das hostes partidárias.

11:46 · 13.05.2017 / atualizado às 11:48 · 13.05.2017 por
O evento é comandado pelo presidente do partido, André Figueiredo. Foto: Cid Barbosa

O Partido Democrático Trabalhista (PDT) realiza, neste sábado (13), no Município do Crato,  na Região do Cariri, o seu Terceiro Encontro Regional, com vista a preparar a sigla para o pleito do próximo ano. Dentre as lideranças políticas presentes estavam o ex-governador do Estado, Cid Gomes; o presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque; e o presidente do grêmio no Ceará, o deputado federal André Figueiredo.

Dentre os temas listados por eles para tratar no encontro estava as discussões internas para melhoria dos indicadores do Brasil, em especial a economia. O partido está em busca de unidade em todo o País, uma vez que pretende lançar uma candidatura ao Governo Federal, sendo que o nome mais cotado é do ex-deputado federal Ciro Gomes.  Ele não participou do evento que aconteceu no Centro de Convenções do Cariri.

O primeiro Encontro Regional do PDT do Ceará aconteceu no dia 8 de abril, em Sobral; e o segundo no feriado do dia 21 de abril, no Município de Guaramiranga, no Maciço de Baturité.

Também acompanharam o evento deste sábado o deputado federal Leônidas Cristino e os secretários do Trabalho e Desenvolvimento, Josbertini Clementino; e de Assuntos Internacionais, Antonio Balhman, além dos deputados estaduais Mirian Sobreira, Julinho e Sineval Roque, bem como lideranças locais e prefeitos da região.

 

 

09:36 · 02.05.2017 / atualizado às 09:36 · 02.05.2017 por

Por Miguel Martins

Embora o PDT seja, hoje, a maior sigla no Ceará, André Figueiredo diz que recursos não contemplam todas as despesas com planejamento estrutural Foto: Cid Barbosa

As 35 agremiações políticas do Brasil devem receber, ao final de 2017, cerca de R$ 819 milhões oriundos apenas do Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Políticos, denominado Fundo Partidário. No entanto, no Ceará, dirigentes de algumas das legendas com maior representatividade local reclamam dos recursos, que acreditam ser escassos diante das demandas e atividades realizadas pelos colegiados no Estado.

O presidente estadual do PDT, o deputado federal André Figueiredo, esteve no último fim de semana participando de evento do partido voltado às mulheres pedetistas do Norte e do Nordeste. Os valores referentes a aluguel de espaço e deslocamento de algumas pessoas, além de outros serviços, são pagos com recursos oriundos do Fundo. Ele destacou que o regimento da sigla tem dispositivo para participação feminina, e outros 10% também servem para formação e participação da juventude.

“O Fundo serve para despesas com aluguel da sede, pagamento de funcionários, realização de encontros regionais, planejamento no nível da imagem do partido, além de programas eleitorais, que também demandam uma certa despesa”, disse ele.

Insuficiente

Atualmente, o PDT do Ceará recebe por mês R$ 30 mil, o que, segundo Figueiredo, “dá um fôlego, mas não é suficiente para se ter despesa com planejamento estrutural”. Ele afirma que os repasses não são significativos mês a mês, mesmo sendo o PDT, hoje, a maior sigla do Ceará.

Por isso, as contribuições dos filiados têm ajudado o partido a realizar atividades no decorrer dos últimos meses. Atualmente, a executiva nacional do PDT tem critérios para dividir os recursos oriundos do Fundo Partidário de acordo com a estrutura dos diretórios em cada Estado, e como o Ceará conseguiu aumentar o tamanho da sigla, um aporte a mais foi dado. Ainda assim, para Figueiredo, não é suficiente.

Já o Partido dos Trabalhadores (PT) está sem receber recursos do Fundo Partidário desde o início do ano e só deve regularizar a situação em julho. A legenda foi penalizada após ter recebido doação de campanha na conta do partido e não na conta da campanha, o que levou à penalidade de um semestre com perda dos recursos oriundos do Fundo.

De acordo com o presidente da sigla no Ceará, De Assis Diniz, isso foi resultado de ações de gestões passadas da legenda. “Por causa de uma doação de R$ 2 mil, ficamos seis meses sem o Fundo. Ingressamos em todas as fases de recursos e, na última fase, o recurso caiu nas mãos do (ministro) Gilmar Mendes, e aí já viu”, lamentou o dirigente.

Ele ressaltou que o controle de fiscalização dos recursos oriundos do Fundo Partidário é grande e, por isso, o PT procura utilizar os valores recebidos dentro da Lei. Quando o recurso está regular, o grêmio o utiliza nas atividades partidárias. A parte que cabe à participação feminina na política fica sob o comando da Secretaria de Mulheres, que organiza eventos.

Profissionalização

“Do ponto de vista da política em geral, a gente distribui nas regiões, com seminários, eventos e ações partidárias. O Fundo tem importância para a estrutura do partido, além da própria profissionalização dos integrantes do nível de Executivo”, afirmou Diniz. Ele alega, porém, que, como o PT é um partido que se movimenta muito, por ter “fortes relações” com frentes sindicais e movimentos sociais, o Fundo recebido não é adequado diante da necessidade para as realizações em todo o Ceará.

“Nós vamos começar agora, em junho, três grandes encontros regionais, um no Cariri, outro na Região Norte e um terceiro no Crateús e Inhamuns, encerrando em Fortaleza. Ou seja, temos muitas atividades, e em todas preservamos a presença de 50% das mulheres e das juventudes, que têm muita presença nos eventos”, afirmou.

Presidente do PSD no Ceará, o deputado federal Domingos Neto diz que o Fundo Partidário da sigla no Estado também é reduzido. “A manutenção do funcionamento do partido, custeio, toma a maior parte do orçamento. Investimos na comunicação, outro custo elevado, pois é totalmente custeada pela estadual, inclusive quando do custo de gravação dos programas e das ações das mulheres”, disse.

O orçamento do partido é de R$ 25 mil por mês, para custos com pessoal, manutenção da sede, serviços de terceiros, como advogado, contador, marketing. “Para ter maior vida partidária, seria necessário maior volume de recursos, pois muitas vezes deixamos de fazer eventos e outras ações por não ter condições financeiras”, reclamou Neto.

Dificuldade

Secretário-geral do PMDB do Ceará, João Melo destacou que o Fundo é uma questão de sobrevivência, pois sem ele nenhum partido conseguiria realizar eventos programados. Na legenda, ele viveu tempo em que o Fundo não existia, e afirmou que para manter a sede do partido instalada era “uma dificuldade extrema”. Os recursos eram oriundos exclusivamente de contribuições dos mandatos de vereadores, deputados estaduais e federais. “Não dava para nada, não conseguia existir um partido de fato. Por isso é tão importante a existência do Fundo Partidário”, defendeu João Melo.

Ele afirmou que a parcela do recurso que hoje é destinada ao grêmio é o que dá para custear cursos que são ministrados no Estado. O dirigente foi outro a dizer que os repasses ao PMDB não são suficientes para realizar a programação programada para o ano. “Nosso desejo é que se pudesse ter durante o ano inteiro e anos seguintes, não somente em períodos pré-eleitorais, eventos de maior participação e integração. Essa mobilização se dá dentro do que chamamos de encontros regionais, mas não temos alcance para isso, porque o Fundo não nos permite isso”.

09:26 · 17.04.2017 / atualizado às 09:26 · 17.04.2017 por

Por Miguel Martins

Partidos políticos no Ceará já trabalham com vistas a fortalecer bases eleitorais para o pleito de 2018. Encontros, seminários e novas filiações estão sendo realizados entre siglas que disputarão vagas de deputado estadual, federal, senador, governador e até presidente da República.

Dirigentes querem apostar em novos nomes na política para concorrerem a esses cargos, mas estão encontrando dificuldades com aqueles que desconfiam das agremiações partidárias. O PSD, segundo Domingos Neto, presidente da legenda no Ceará, tem realizado, nacionalmente, formação de novos líderes, oferecendo capacitação em gestão, ciências políticas e democracia.

Presidente do PDT, André Figueiredo ressalta que o partido iniciou uma série de encontros regionais, que totalizarão nove, sendo o segundo no próximo dia 21, no Maciço de Baturité, com a presença de líderes pedetistas. “Estamos buscando cada vez mais o crescimento do partido, com regras bem definidas em termos de caráter e identidade com nossas bandeiras”, afirma.

No PT, de acordo com o presidente da sigla, Francisco de Assis Diniz, a centralidade dos debates está vinculada à reeleição de Camilo Santana. Após eleições internas que terminam em maio, informa ele, o partido fará três seminários regionais, com o intuito de mobilizar filiados e construir uma identidade para o pleito vindouro. “Os candidatos estão sendo discutidos para sair em arco de aliança ou sozinhos”.

Luiz Pontes, do PSDB, destaca que a sigla, a qual tem hoje 65 diretórios no Estado, pretende realizar prévias no Ceará para 2018. “Estou conversando para tentar formar uma chapa forte, porque o PSDB tem desejo de ter candidato a Governo. Temos duas vagas ao Senado e em 2018 as oposições estão juntas”, diz.