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Tag: PDT


09:38 · 24.06.2017 / atualizado às 09:38 · 24.06.2017 por

Por Edison Silva

Camilo tinha uma agenda extensa ontem em São Paulo, como se no Abolição estivesse, de tão perto era uma audiência da outra Foto: José Leomar

O governador Camilo Santana, ontem, em São Paulo, tinha um horário, no fim da tarde, para conversar com o ex-presidente Lula. Ficar ou sair do PT é a decisão que ele precisa tomar até abril do próximo ano, seis meses antes da eleição, limite para as filiações de pretensos candidatos no pleito de 2018. Aparentemente falta muito tempo, mas a decisão do governador não pode ficar para a última hora, devido à complexidade do problema. O ideal para ele era ficar no PT com liberdade para votar em Ciro Gomes (PDT) para presidente do Brasil.

Lula sabe do compromisso de Camilo com Ciro. Não se oporá à aliança de ambos, mas há complicação legal. Se o PT tiver candidato a presidente, e tudo indica que terá, não há como Camilo, sendo petista, poder fazer campanha conjunta com um candidato ao Poder Central de outra sigla. Além do mais, acrescente-se o fato de uma parte do PT cearense não aceitar Camilo e Ciro no mesmo palanque. Por essa razão, o governador começa a colocar em prática a ideia de trocar de partido, pois sua determinação é de disputar a reeleição com Cid Gomes candidato ao Senado e Ciro presidente.

Para os pedetistas cearenses, e também para os petistas, no espaço nacional, o ideal é que a desfiliação de Camilo aconteça sem qualquer trauma, de modo a permitir ambos estarem juntos no segundo turno da disputa presidencial, ou mesmo no próprio Estado. Ademais, admitem alguns pedetistas, a possibilidade de, no caso de Lula não vir a disputar o cargo de presidente, haver uma possibilidade de o PT se aliar ao PDT. Um exercício de futurologia, de certa forma equivocado, posto as resistências de pessoas mais próximas a Lula, quanto à necessidade de o PT ter o seu candidato próprio, deverá prevalecer.

Discussões

Além do mais, Camilo, como de resto todos os demais políticos brasileiros, precisa ter ciência de quais mudanças irão ocorrer na legislação eleitoral, valendo já para o próximo ano. Embora os escândalos que se sucedem no universo da política e da administração nacionais tenham brecado o curso das discussões sobre as alterações para o pleito de 2018, algo vai ocorrer, a partir do financiamento da campanha.

E qualquer que seja a novidade, ela terá de estar oficializada até o fim do próximo mês de setembro ou, mais precisamente, um ano antes do dia da votação. Assim, outubro será o marco para as definições de mudanças de partido, mesmo sendo abril, do próximo ano, o prazo final para as filiações.

Só o tempo do PT para a propaganda eleitoral prende Camilo à sigla atualmente. Os petistas cearenses muito pouco têm a oferecer ao governador para garantia da reeleição. A oposição no partido a esta, em razão de sua ligação com os irmãos Cid e Ciro Gomes, é bem mais expressiva, embora, também, se reflita em muito pouco votos.

Portanto, não podendo utilizar o tempo do partido e votar publicamente em Ciro e, por ele, também livremente ser votado, não há razão para continuar petista, sabendo que mesmo fora da sigla, os seus, hoje aliados, permanecerão, pois esperam as compensações que o Executivo pode proporcionar.

O desgaste do PT, pelo envolvimento de alguns dos seus nomes mais expressivos nos delitos em apuração, no caso da Lava-Jato e outros, somado ainda ao do Mensalão, sinalizam para uma outra derrocada nas eleições próximas, talvez maior que a assimilada no pleito municipal passado. Os que corroboram com essa ideia, por certo Camilo é um deles, defendem a não participação de Lula como candidato, cientes de que derrotado, como a principal liderança da sigla, os prejuízos eleitorais futuros seriam ainda bem mais significativos.

Relator

O deputado Osmar Baquit vai ser o relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de extinção do Tribunal de Contas dos Municípios. A base governista está determinada a mantê-lo, se confirmada for a sua expulsão do PSD, ora judicialmente questionada, sob a alegação de simples perseguição e da falta do devido processo legal para a tomada de decisão extrema do partido, anunciada na última quinta-feira à noite.

Oficialmente, até ontem a Assembleia ainda não havia sido comunicada do fato. A reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde será examinado o relatório de Baquit, está programada para a próxima terça-feira (27).

A base governista já decidiu que manterá Osmar Baquit na CCJ. Um dos seus deputados deverá sair, momentaneamente, daquela Comissão para permitir que Baquit seja o representante do PDT no colegiado e continue relator da PEC do TCM, se oficializada for a sua expulsão das hostes partidárias.

11:46 · 13.05.2017 / atualizado às 11:48 · 13.05.2017 por
O evento é comandado pelo presidente do partido, André Figueiredo. Foto: Cid Barbosa

O Partido Democrático Trabalhista (PDT) realiza, neste sábado (13), no Município do Crato,  na Região do Cariri, o seu Terceiro Encontro Regional, com vista a preparar a sigla para o pleito do próximo ano. Dentre as lideranças políticas presentes estavam o ex-governador do Estado, Cid Gomes; o presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque; e o presidente do grêmio no Ceará, o deputado federal André Figueiredo.

Dentre os temas listados por eles para tratar no encontro estava as discussões internas para melhoria dos indicadores do Brasil, em especial a economia. O partido está em busca de unidade em todo o País, uma vez que pretende lançar uma candidatura ao Governo Federal, sendo que o nome mais cotado é do ex-deputado federal Ciro Gomes.  Ele não participou do evento que aconteceu no Centro de Convenções do Cariri.

O primeiro Encontro Regional do PDT do Ceará aconteceu no dia 8 de abril, em Sobral; e o segundo no feriado do dia 21 de abril, no Município de Guaramiranga, no Maciço de Baturité.

Também acompanharam o evento deste sábado o deputado federal Leônidas Cristino e os secretários do Trabalho e Desenvolvimento, Josbertini Clementino; e de Assuntos Internacionais, Antonio Balhman, além dos deputados estaduais Mirian Sobreira, Julinho e Sineval Roque, bem como lideranças locais e prefeitos da região.

 

 

09:36 · 02.05.2017 / atualizado às 09:36 · 02.05.2017 por

Por Miguel Martins

Embora o PDT seja, hoje, a maior sigla no Ceará, André Figueiredo diz que recursos não contemplam todas as despesas com planejamento estrutural Foto: Cid Barbosa

As 35 agremiações políticas do Brasil devem receber, ao final de 2017, cerca de R$ 819 milhões oriundos apenas do Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Políticos, denominado Fundo Partidário. No entanto, no Ceará, dirigentes de algumas das legendas com maior representatividade local reclamam dos recursos, que acreditam ser escassos diante das demandas e atividades realizadas pelos colegiados no Estado.

O presidente estadual do PDT, o deputado federal André Figueiredo, esteve no último fim de semana participando de evento do partido voltado às mulheres pedetistas do Norte e do Nordeste. Os valores referentes a aluguel de espaço e deslocamento de algumas pessoas, além de outros serviços, são pagos com recursos oriundos do Fundo. Ele destacou que o regimento da sigla tem dispositivo para participação feminina, e outros 10% também servem para formação e participação da juventude.

“O Fundo serve para despesas com aluguel da sede, pagamento de funcionários, realização de encontros regionais, planejamento no nível da imagem do partido, além de programas eleitorais, que também demandam uma certa despesa”, disse ele.

Insuficiente

Atualmente, o PDT do Ceará recebe por mês R$ 30 mil, o que, segundo Figueiredo, “dá um fôlego, mas não é suficiente para se ter despesa com planejamento estrutural”. Ele afirma que os repasses não são significativos mês a mês, mesmo sendo o PDT, hoje, a maior sigla do Ceará.

Por isso, as contribuições dos filiados têm ajudado o partido a realizar atividades no decorrer dos últimos meses. Atualmente, a executiva nacional do PDT tem critérios para dividir os recursos oriundos do Fundo Partidário de acordo com a estrutura dos diretórios em cada Estado, e como o Ceará conseguiu aumentar o tamanho da sigla, um aporte a mais foi dado. Ainda assim, para Figueiredo, não é suficiente.

Já o Partido dos Trabalhadores (PT) está sem receber recursos do Fundo Partidário desde o início do ano e só deve regularizar a situação em julho. A legenda foi penalizada após ter recebido doação de campanha na conta do partido e não na conta da campanha, o que levou à penalidade de um semestre com perda dos recursos oriundos do Fundo.

De acordo com o presidente da sigla no Ceará, De Assis Diniz, isso foi resultado de ações de gestões passadas da legenda. “Por causa de uma doação de R$ 2 mil, ficamos seis meses sem o Fundo. Ingressamos em todas as fases de recursos e, na última fase, o recurso caiu nas mãos do (ministro) Gilmar Mendes, e aí já viu”, lamentou o dirigente.

Ele ressaltou que o controle de fiscalização dos recursos oriundos do Fundo Partidário é grande e, por isso, o PT procura utilizar os valores recebidos dentro da Lei. Quando o recurso está regular, o grêmio o utiliza nas atividades partidárias. A parte que cabe à participação feminina na política fica sob o comando da Secretaria de Mulheres, que organiza eventos.

Profissionalização

“Do ponto de vista da política em geral, a gente distribui nas regiões, com seminários, eventos e ações partidárias. O Fundo tem importância para a estrutura do partido, além da própria profissionalização dos integrantes do nível de Executivo”, afirmou Diniz. Ele alega, porém, que, como o PT é um partido que se movimenta muito, por ter “fortes relações” com frentes sindicais e movimentos sociais, o Fundo recebido não é adequado diante da necessidade para as realizações em todo o Ceará.

“Nós vamos começar agora, em junho, três grandes encontros regionais, um no Cariri, outro na Região Norte e um terceiro no Crateús e Inhamuns, encerrando em Fortaleza. Ou seja, temos muitas atividades, e em todas preservamos a presença de 50% das mulheres e das juventudes, que têm muita presença nos eventos”, afirmou.

Presidente do PSD no Ceará, o deputado federal Domingos Neto diz que o Fundo Partidário da sigla no Estado também é reduzido. “A manutenção do funcionamento do partido, custeio, toma a maior parte do orçamento. Investimos na comunicação, outro custo elevado, pois é totalmente custeada pela estadual, inclusive quando do custo de gravação dos programas e das ações das mulheres”, disse.

O orçamento do partido é de R$ 25 mil por mês, para custos com pessoal, manutenção da sede, serviços de terceiros, como advogado, contador, marketing. “Para ter maior vida partidária, seria necessário maior volume de recursos, pois muitas vezes deixamos de fazer eventos e outras ações por não ter condições financeiras”, reclamou Neto.

Dificuldade

Secretário-geral do PMDB do Ceará, João Melo destacou que o Fundo é uma questão de sobrevivência, pois sem ele nenhum partido conseguiria realizar eventos programados. Na legenda, ele viveu tempo em que o Fundo não existia, e afirmou que para manter a sede do partido instalada era “uma dificuldade extrema”. Os recursos eram oriundos exclusivamente de contribuições dos mandatos de vereadores, deputados estaduais e federais. “Não dava para nada, não conseguia existir um partido de fato. Por isso é tão importante a existência do Fundo Partidário”, defendeu João Melo.

Ele afirmou que a parcela do recurso que hoje é destinada ao grêmio é o que dá para custear cursos que são ministrados no Estado. O dirigente foi outro a dizer que os repasses ao PMDB não são suficientes para realizar a programação programada para o ano. “Nosso desejo é que se pudesse ter durante o ano inteiro e anos seguintes, não somente em períodos pré-eleitorais, eventos de maior participação e integração. Essa mobilização se dá dentro do que chamamos de encontros regionais, mas não temos alcance para isso, porque o Fundo não nos permite isso”.

09:26 · 17.04.2017 / atualizado às 09:26 · 17.04.2017 por

Por Miguel Martins

Partidos políticos no Ceará já trabalham com vistas a fortalecer bases eleitorais para o pleito de 2018. Encontros, seminários e novas filiações estão sendo realizados entre siglas que disputarão vagas de deputado estadual, federal, senador, governador e até presidente da República.

Dirigentes querem apostar em novos nomes na política para concorrerem a esses cargos, mas estão encontrando dificuldades com aqueles que desconfiam das agremiações partidárias. O PSD, segundo Domingos Neto, presidente da legenda no Ceará, tem realizado, nacionalmente, formação de novos líderes, oferecendo capacitação em gestão, ciências políticas e democracia.

Presidente do PDT, André Figueiredo ressalta que o partido iniciou uma série de encontros regionais, que totalizarão nove, sendo o segundo no próximo dia 21, no Maciço de Baturité, com a presença de líderes pedetistas. “Estamos buscando cada vez mais o crescimento do partido, com regras bem definidas em termos de caráter e identidade com nossas bandeiras”, afirma.

No PT, de acordo com o presidente da sigla, Francisco de Assis Diniz, a centralidade dos debates está vinculada à reeleição de Camilo Santana. Após eleições internas que terminam em maio, informa ele, o partido fará três seminários regionais, com o intuito de mobilizar filiados e construir uma identidade para o pleito vindouro. “Os candidatos estão sendo discutidos para sair em arco de aliança ou sozinhos”.

Luiz Pontes, do PSDB, destaca que a sigla, a qual tem hoje 65 diretórios no Estado, pretende realizar prévias no Ceará para 2018. “Estou conversando para tentar formar uma chapa forte, porque o PSDB tem desejo de ter candidato a Governo. Temos duas vagas ao Senado e em 2018 as oposições estão juntas”, diz.

10:07 · 11.03.2017 / atualizado às 10:07 · 11.03.2017 por

Por Edison Silva

Com encontros nos Estados Unidos e na Europa e pelo Brasil, Ciro busca multiplicadores das suas propostas Foto: José Leomar

Ciro Gomes (PDT) está falando, sem rodeio, sobre o cenário político nacional, para situar sua candidatura à Presidência da República, no próximo ano, quando deixa a entender já a ter consolidada. No seu pensar, chegou ao topo o desgaste imposto aos partidos e seus filiados, implicados na Lava-Jato, portanto, o quadro de candidatos em 2018 está praticamente definido.

Pouco, ou quase nada, será acrescentado aos escândalos atualmente conhecidos, mesmo com os depoimentos dos delatores da Odebrecht ainda mantidos em sigilo. O eleitorado brasileiro já está suficientemente enojado com as informações recebidas, portanto, no limite da indignação.

O ex-governador cearense se diz entristecido com a realidade política nacional e, ao mesmo tempo, confiante na sua postulação pela coerência do discurso que professa desde o início da sua, já considerada, longa vida pública que vai da Prefeitura de Fortaleza, passando pela Assembleia Legislativa, o Governo do Ceará, e dois ministérios (Fazenda e Integração Nacional) da República.

O PDT só não dá a estrutura mínima necessária para o embate, mas sem a candidatura do ex-presidente Lula a um novo mandato presidencial, ele entende não ser tão difícil montar uma aliança de centro-esquerda para fazer frente às forças conservadoras e de direita.

Candidatos

Ao contrário do pensar anterior, Ciro não trabalha com a hipótese de ter o PT como seu aliado, pelo menos no primeiro turno da disputa. Os petistas terão seu candidato, até por necessidade de manter suas bases ainda fiéis. A não candidatura do Lula, esclarece o pedetista, não tem qualquer relação com a Lava-Jato. Sem o seu principal nome na disputa, o PT não fechará o arco de aliança sempre montado nas últimas campanhas.

No quadro atual, Ciro admite que disputará com um candidato do PMDB, no seu entender um nome que repetirá o insucesso de Ulysses Guimarães, o último candidato do partido a presidente, assim como o atual governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, um petista, Marina Silva e Jair Bolsonaro.

Mas não são os nomes dos prováveis adversários e nem as alianças para sustentação da campanha a sua principal preocupação no momento. Essa questão fica para ser cuidada a partir do fim deste ano e início do próximo por ele e a direção do PDT.

Os eventos nacionais do partido e as palestras em ambientes de formadores de opinião são os objetivos dos próximos meses, acrescentando a isso umas viagens à Europa e Estados Unidos, para encontros em universidades, a partir do fim deste mês (na Pensilvânia, em Paris, Barcelona e Oxford).

Dinâmica

Ele espera dar mais visibilidade às suas propostas e contraponto ao que tem sido feito na administração pública nacional, conquistando, com isso, multiplicadores das suas ideias e apoios suficientes para facilitar os entendimentos partidários. As declarações de Caetano Veloso em apoio à sua pretensão são um exemplo do que está pretendendo colher.

Em agosto de 2015, quando anunciamos neste espaço a disposição de Ciro Gomes ser novamente candidato à Presidência da República, dissemos que o eleitorado nacional, por conta das mazelas já conhecidas àquela época, embora em menor potencial, “exigirá discursos mais firmes dos postulantes, de modo, não a convencerem aos eleitores, atualmente ressabiados com tantas inverdades, mas capazes de os motivarem a ser menos céticos em relação às promessas” que sempre são feitas e não cumpridas.

Ciro, prosseguimos, “pode ser um dos que venham a ter audiência, não só pela fluência como pela consistência do discurso, hoje, por certo, mais embasado. Suas passagens por diversos cargos públicos nas esferas municipal, estadual, nacional, e de executivo da iniciativa privada, sem máculas, as credenciam-no a ser ouvido e estar à altura das exigências reclamadas a quem deseja ser presidente do Brasil”.

A dinâmica como os fatos negativos surgem no Brasil, e a facilidade de o eleitor aceitar “salvadores”, nos permitem admitir que o ambiente de instabilidade nos partidos e a insegurança de prováveis candidatos motivem alterações inesperadas, deixando a posição final para os últimos momentos permitidos pela legislação eleitoral, em meados do próximo ano.

Até lá, as especulações dominarão o ambiente, principalmente em razão das decisões judiciais no âmbito da Lava-Jato, e mais significativa e principalmente quanto ao processo de cassação da chapa Dilma-Temer, em avançado curso no Tribunal Superior Eleitoral.

Cassada a chapa e eleito indiretamente um presidente da República pelo Congresso Nacional, com direito a postular a reeleição, o ungido, mesmo que ao fim do processo tenha se mostrado uma figura de menor expressão, tenderá a alterar o quadro, seja como candidato ou patrocinador de qualquer deles com a força do Governo, instrumento desequilibrador de campanha.

09:41 · 25.02.2017 / atualizado às 09:43 · 25.02.2017 por
Lúcio Alcântara disse que trocou algumas ideias com o governador, mas não falaram sobre política partidária. FOTO:  CARLOS GIBAJA – do Palácio da Abolição

O governador Camilo Santana recebeu, na manhã de ontem, sexta-feira, na residência oficial, o ex-governador Lúcio Alcântara, presidente do Partido da República (PR). Adversários políticos os dois estiveram em lados opostos nas duas últimas eleições, em 2014, quando Camilo foi eleito governador do Estado (e Roberto Pessoa, do PR, foi candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Eunício Oliveira, do PMDB), e no ano passado, quando o chefe do Poder Executivo apoiou o prefeito reeleito Roberto Cláudio (PDT), que esteve disputando no segundo turno contra Capitão Wagner, do PR.

A presença de Alcântara na residência do chefe do Poder Executivo estadual, segundo ele informou ao Diário do Nordeste, tinha como  intuito único fazer convite ao governador para participar de solenidade de posse como presidente do Instituto do Ceará, a ser realizada na tarde do dia 4 de março, no fim da tarde. O dirigente afirmou que queria entregar o convite pessoalmente a Camilo Santana.

Ainda durante o encontro os dois trocaram algumas informações, principalmente, sobre a questão hídrica no Estado. “Naturalmente, que surge uma conversa aqui e ali”, disse Alcântara, ressaltando, porém, que não foi tratado nada sobre política partidária. Nos últimos meses Camilo Santana tem se aproximado de figuras políticas de outras vertentes. Ele chamou para seu secretariado filiado do PSDB e está cada vez mais próximo do  PSB,  quando surgiu, inclusive, rumores de sua saída do PT e ingresso na sigla pessebista.

O governador postou  em sua página no Facebook uma foto com o ex-governador em que agradece o convite feito para a solenidade. “Recebi dele o convite para a solenidade de posse da nova diretoria do Instituto do Ceará, entidade na qual é presidente. Agradeço ao ex-governador pela visita e pelo convite para o evento”. Em princípio, Camilo Santana deve ir ao evento, segundo assegurou Lúcio.

 

07:50 · 20.02.2017 / atualizado às 07:50 · 20.02.2017 por
Ferreira Aragão (PDT) segue no comando do maior grupo de partidos da AL. FOTO: FABIANA DE PAULA

O deputado Ferreira Aragão (PDT) seguirá no comando do maior bloco partidário da Assembleia Legislativa do Ceará. Conforme foi anunciado, ele comandará o grupo de partidos formado por PDT, PP, PEN, DEM, PRB e PHS, totalizando 21 membros. Ainda de acordo com o ofício lido na última sexta-feira no Plenário 13 de Maio, os vice-líderes do bloco só serão anunciados depois de entendimento dentro do próprio bloco.

Havia a possibilidade de outros partidos, como o PRP, por exemplo,  fazerem parte da composição do bloco, mas esses podem, inclusive, montar um novo bloco e dessa forma também disputarem espaços na Assembleia. Outros blocos formados até o momento são: PMDB, PMB e PSD, com 10 membros e PSDB, PSDC, PR e SD com cinco integrantes.

09:39 · 26.01.2017 / atualizado às 09:39 · 26.01.2017 por

Por Miguel Martins

Presidente nacional do PDT, Carlos Lupi veio à Capital para ato do MST na noite de ontem Foto: Kléber A. Gonçalves
Presidente nacional do PDT, Carlos Lupi veio à Capital para ato do MST na noite de ontem Foto: Kléber A. Gonçalves

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, em visita a Fortaleza, ontem, afirmou que o Partido dos Trabalhadores (PT) na Capital “tem que ter humildade e reconhecer” a vitória do prefeito Roberto Cláudio (PDT). Parte da sigla petista defende que se mantenha a oposição contra a administração pedetista, enquanto outros querem maior aproximação com o prefeito.

Na Capital para participar de ato do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o dirigente também esteve em reunião com o prefeito no início da tarde, na qual discutiu, dentre outras pautas, alianças locais do partido com outras siglas.

Lupi também destacou que “parte importante” do PT não quer que as bancadas da legenda na Câmara Federal e no Senado votem em candidatos que tenham apoiado o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, o que daria fôlego à candidatura do cearense André Figueiredo (PDT) na eleição da Câmara.

“Quando a gente perde uma eleição, tem que ter humildade de reconhecer o vitorioso. Acho que aqui em Fortaleza o PT precisa ter humildade, reconhecer a vitória de Roberto Cláudio e buscar manter a unidade que temos buscado em nível nacional”.

Na última terça-feira (24), Roberto Cláudio se reuniu com os vereadores petistas Acrísio Sena e Guilherme Sampaio, dando continuidade a encontros com os parlamentares da Câmara Municipal de Fortaleza antes do início do ano legislativo. Entretanto, enquanto Acrísio tem demonstrado interesse em se aproximar da gestão municipal, Guilherme diz que manterá oposição ao prefeito.

O presidente do PT no Ceará, Francisco de Assis Diniz, já havia dito ao Diário do Nordeste que a relação entre PT e PDT em Fortaleza será discutida no congresso estadual da sigla, marcado para maio.

Governador

Lupi também opinou sobre a possibilidade de Camilo Santana deixar os quadros do PT e ingressar no PSB. Segundo ele, o PDT será aliado do governador do Ceará independentemente da cor partidária, visto que a administração do petista “é fruto de aliança do qual foram atores principais Ciro e Cid Gomes”, ambos do PDT.

Ao tratar da eleição na Câmara, o dirigente declarou que nem Jovair Arantes (PTB-GO) nem Rodrigo Maia (DEM-RJ) demonstram ter uma linha de independência necessária para o comando da Casa, visto que foram favoráveis ao impeachment da ex-presidente Dilma e fazem parte da base de apoio ao presidente Michel Temer (PMDB).

Lupi ressaltou, ainda, que há um diálogo avançado com a bancada do PT e que, na próxima terça-feira (31), a Rede Sustentabilidade deve deliberar apoio ao pedetista. Ele também conversa com a direção do PCdoB.

09:12 · 19.01.2017 / atualizado às 09:12 · 19.01.2017 por

Por Miguel Martins

O presidente estadual do PT, Francisco de Assis Diniz, afirma que a relação da sigla com o PDT será discutida “com calma” nos fóruns adequados Foto: Nah Jereissati
O presidente estadual do PT, Francisco de Assis Diniz, afirma que a relação da sigla com o PDT será discutida “com calma” nos fóruns adequados Foto: Nah Jereissati

Para buscar caminhos à crise de representatividade pela qual tem passado ao longo dos últimos dois anos, o PT realiza, a partir de março, uma série de encontros para a renovação de seus diretórios, com vistas a uma maior aproximação com movimentos sociais. No entanto, em meio às eleições internas, está a possibilidade de aliança com siglas que fazem parte do mesmo espectro político que a legenda petista, como o PDT.

Em Fortaleza, por exemplo, há um impasse sobre como o partido deve se comportar em relação à gestão do pedetista Roberto Cláudio. Enquanto parte do grupo defende manutenção da postura de oposição à gestão, outros querem que haja uma maior proximidade com o segundo mandato do prefeito.

Na última reunião do diretório nacional, o PT decidiu antecipar as eleições para a renovação das direções. Em âmbito municipal, haverá um Processo de Eleição Direta (PED), e em nível estadual e também federal o partido realizará congressos.

“Vamos ter uma etapa municipal, estadual e nacional. A busca da renovação da direção visa construir um amplo processo de mobilização a constituir-se a partir da renovação, relação que possa estar vinculada ao reflexo dos institucionais com movimentos sociais, militância e o processo que o PT sofreu no último período”, disse o presidente do PT no Ceará, Francisco de Assis Diniz.

O Congresso Municipal acontecerá, simultaneamente, em todas as cidades do Brasil onde o PT tem diretórios, no dia 12 de março. As chapas concorrentes ao comando da sigla na Capital, contudo, devem ser registradas até o dia 30 deste mês.

Se ainda houver interesse do governador Camilo Santana (PT) de manter alguma influência no partido, o secretário da Casa Civil, Nelson Martins, deve ter o seu primeiro teste na articulação política do Governo, mediando conflitos em torno dos grupos que miram o comando do PT em Fortaleza.

O deputado Elmano de Freitas é o atual presidente do diretório municipal, e tem adotado postura opositora à gestão do prefeito Roberto Cláudio (PDT), aliado do governador. No entanto, em nível estadual e federal, PT e PDT são aliados. O desejo do prefeito é contar também com o apoio dos petistas na Capital, o que já é sinalizado pelo vereador Acrísio Sena.

Apoio

Enquanto o outro vereador da sigla, Guilherme Sampaio, insiste com a tese de oposição, Acrísio trabalha com o objetivo de se alinhar cada vez mais com Roberto Cláudio – ele, inclusive, participou da campanha do prefeito no segundo turno das eleições de 2016, assim como Camilo.

Francisco de Assis Diniz diz que o posicionamento do partido sobre a questão só deve ser definido após a escolha do novo diretório municipal, em março. “Vamos discutir, sim, essa relação do PT com o PDT, mas com calma, dentro dos fóruns adequados”, afirmou. “Não podemos colocar essa discussão agora no centro do debate. A ideia primordial no momento é a renovação”.

Os congressos estaduais do PT ocorrerão entre 24 e 26 de março. É quando serão escolhidos os delegados que participarão do Congresso Nacional, este entre os dias 7 e 9 de abril.

15:19 · 04.01.2017 / atualizado às 15:19 · 04.01.2017 por
No Diário Oficial, o governador diz que o secretário assumiria a função já no dia 3 de janeiro. Foto: Érika Fonseca
No Diário Oficial, o governador diz que o secretário assumiria a função já no dia 3 de janeiro. Foto: Érika Fonseca

O petista Dedé Teixeira, após tomar posse na Assembleia Legislativa como deputado efetivo, por conta da renúncia de parlamentares que fizeram parte da mesma coligação que ele, em 2014, já retornou para suas funções na Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA). Um dia após ser empossado parlamentar, conforme está no Diário Oficial do Estado (DOE), ele já havia sido nomeado gestor da pasta.

Com isso abre vaga para que o suplente da coligação, o ex-deputado Sineval Roque (PDT) assuma o assento deixado pelo petista. Dessa forma, o PDT passa a ter 13 parlamentares na Casa, enquanto que o PT perde um representante ficando apenas com quatro.

base do Governo, com todas as mudanças ocorridas desde a renúncia de quatro parlamentares, foi quem mais se beneficiou ficando mais robusta e representativa no Legislativo Estadual.