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Tag: PDT


19:54 · 20.05.2018 / atualizado às 19:54 · 20.05.2018 por
Roberto Freire (PPS) compôs chapa com Ciro em 1998. Na ocasião, ambos integravam o PPS, sigla que Freire ainda preside. Foto: Lula Marques

O pré-candidato à Presidência da República, Ciro Gomes (PDT), natural de Pindamonhangaba (SP), mas que já foi prefeito de Fortaleza e governador do Ceará, pretende disputar o Planalto pela terceira vez em 2018, após ficar em 3º lugar, em 1998, e em 4º lugar, em 2002.

Naquelas duas ocasiões teve como candidatos a vice, atuais adversários políticos. Há vinte anos, Ciro concorreu em chapa pura com Roberto Freire, pelo PPS. Os dois obtiveram no pleito de 1998, um total de 7.462.190 sufrágios, o que correspondeu a 10,97% dos votos válidos. Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Marco Maciel (concorrendo pelo antigo PFL, hoje DEM) foram os vencedores das eleições presidenciais.

Paulinho da Força (SD) disputou o Palácio do Planalto como vice de Ciro em 2002. Na época, Paulinho estava no PTB Foto: Agência Brasil

Além da discordância de Ciro e Freire quanto ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), os dois já haviam divergido politicamente durante o primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (também do PT), quando Ciro foi ministro da Integração Nacional. O presidente do PPS queria deixar a base lulista e o rompimento do partido dele com o governo petista, resultou na saída de Ciro, que migrou para o PSB. Freire foi ministro da Cultura do governo do emedebista Michel Temer (a quem Ciro faz oposição), entre 2016 e 2017, e exerce atualmente o cargo de deputado federal por São Paulo, além de presidir a sigla.

Em 2002, ainda pelo PPS, Ciro Gomes concorreu à presidência, tendo como vice Paulinho da Força, então no PTB e hoje no Solidariedade. Naquela disputa, Ciro e Paulinho da Força receberam 10.170.882 sufrágios, ou 11,97% dos votos válidos. Lula e José Alencar (já falecido, mas que concorreu pelo antigo PL) foram os vitoriosos.

Assim como Roberto Freire, Paulinho da Força foi um dos principais apoiadores do impeachment de Dilma, diversamente do pedetista, que foi aliado da presidente deposta.

Especulações

Na atual pré-campanha, em meio às articulações para composição de sua chapa já foram especulados nomes como os dos também cotados Marina Silva (Rede), Fernando Haddad (PT), do ex-prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB), e do presidente da CSN, Benjamin Steinbruch (recém-filiado ao PP).

11:09 · 14.04.2018 / atualizado às 11:09 · 14.04.2018 por

Por Miguel Martins

Ciro Gomes disse ontem, em visita ao Sistema Verdes Mares, que quer recrutar um empresário do Sul ou do Sudeste para ser seu candidato a vice Foto: José Leomar

Próximo a enfrentar a terceira candidatura à Presidência da República, Ciro Gomes (PDT) tem pela frente algumas barreiras a serem superadas, como o desconhecimento que parte da população tem de sua figura política e o temperamento, que no passado foi um de seus principais opositores.

Mais compenetrado, como ele mesmo diz, o pedetista afirmou ao Diário do Nordeste que está com mais experiência e, caso seja eleito presidente, vai “pintar o Ceará de ouro”. Na entrevista a seguir, ele fala sobre a aproximação entre o governador Camilo Santana (PT) e o senador Eunício Oliveira (MDB) no Estado, e também sobre o candidato a vice que busca para sua chapa.

Qual é a avaliação que o senhor faz da sua campanha, hoje, em relação às duas últimas em que disputou a Presidência da República?

É natural que este momento seja de especulação. O Brasil ainda verá muitas questões centrais se consumarem para termos mais clareza. Hoje eu vejo como se estivéssemos nos treinos livres da Fórmula 1. Nesses treinos livres têm cinco carros que estão ali mais favoráveis que são o Lula, eu, a Marina, o Bolsonaro e o Alckmin. Correndo por fora, agora, chegou o Joaquim Barbosa que representa, pelo menos no adjetivo, uma mudança política. Mas ainda há muitas questões a serem respondidas.

Haverá candidatura do Lula? Essa é a grande imponderabilidade. Pela Lei, hoje, ele não fica. Claro que isso me dói o coração. O Lula, para mim, não é figura que conheço pela televisão ou jornal. É um velho camarada que discordo e concordo há mais de 30 anos. E nos últimos 16 anos ajudei o Lula sem faltar um dia. É muito dolorido assistir e ver parte da sociedade, por ódio, soltar foguetes com prisão de um homem que serviu ao País com muito esforço para projetar o Brasil para o mundo. Ando fazendo palestras por outros países e as pessoas me perguntam aí fora: o que aconteceu com o Lula? E isso preocupa o mundo.

Qual a expectativa do senhor quanto às alianças partidárias que poderão ser feitas para fortalecer a sua campanha? Já existe uma preocupação com o nome para vice na chapa?

Essa preocupação existe, e é bom que se preocupe com o vice, porque é impressionante a quantidade de vices que chegaram lá. Temos o Michel Temer mais recentemente, mas já tivemos o Sarney e o Itamar (Franco) lá atrás, que foi o presidente que fez o Real. O Fernando Henrique fraudou a história, mas foi o Itamar o responsável pelo Real. Eu estou observando, mas quero ver se recruto um empresário do Sul, do Sudeste, alguém ali de Minas Gerais ou de São Paulo para completar um pouco a chapa. Tem que colocar um cara mais conservador, porque as pessoas acham que eu sou um pouco agressivo. Mas eu só sou agressivo para cima. É porque o pessoal não sabe, mas R$ 57,70 de R$ 100 que arrecadamos foram para os banqueiros, para 10 mil barões do sistema financeiro. É isso o que eu conto, e as pessoas querem satanizar o carteiro para não receber a carta.

O senhor espera herdar alguma parcela do quinhão petista, no caso de Lula não ser candidato?

Se ele não é candidato, a minha responsabilidade cresce muito. E isso começa a ser percebido. Eu tenho que entender que vou ser muito provado, muito insultado. Tentarão criar obstáculos a quem pretende unir o Brasil em torno de um novo projeto de desenvolvimento. Com isso que está acontecendo ao Lula, minha responsabilidade está crescendo. O Lula fez muito pelo povo, principalmente, pelos pobres, Tudo indicando que não deixarão ele participar da eleição, minha responsabilidade cresce muito.

O noticiário nacional registrou que o senhor, na Espanha, recentemente, disse estar preocupado com a lisura na disputa deste ano, sobretudo com relação ao “Caixa Dois”. Que preocupação é essa?

O Brasil vive procurando atalho para problema sério, que é problema sério do mundo. A relação de dinheiro e política é problema sério da democracia no mundo todo. Temos aqui no Brasil o problema da corrupção e relação do dinheiro com política. E o Tribunal (Supremo Tribunal Federal), sem Lei, resolveu que não vamos ter mais financiamento empresarial de campanha e que agora ele é privado e individual. Mas o poder econômico é um dado irremovível ou não da sociedade? A resposta é sim. E o poder político também é um dado irremovível da sociedade. O poder econômico sempre vai procurar se relacionar com o poder político.

Qual a melhor solução para isso? É melhor colocar luz para que a população veja e entenda como funciona ou colocar tudo para debaixo do tapete como eles fizeram? O pior dos mundos é o que eles fizeram. Agora vai ficar a mentira de que o financiamento é individual. Os honestos vão cumprir a Lei e os salafrários vão fazer “Caixa Dois”, como estamos vendo aí. Isso vai perdurar até aprendermos o caminho correto, que é a transparência ou o financiamento público de campanha. Mas neste momento está inapropriado, porque o País está em uma crise tremenda. Como o governante diz que falta dinheiro para a Segurança e coloca R$ 1 bilhão para político fazer campanha?

O que de novo o senhor pretende oferecer aos brasileiros, para sensibilizá-los a sufragar o seu nome para presidente?

Eu sou a mesma pessoa, só que mais estudada e mais velho. Fui prefeito com 29 anos, fui o governador mais jovem, com 32 anos, e o mais jovem ministro da Fazenda, com 36 anos. É natural, como pessoa super exposta, que eu seja conhecido por vários ângulos. Você fala a vida inteira e sempre tem uma fala fora do lugar, um gesto mais duro. E as pessoas cobram de mim que tenho que segurar a língua, e estou muito compenetrado. Mas agora é mais fácil, porque completei 60 anos, sou avô, estudei muito nesse período todo, me afastei da política porque quis. Se eu conseguir chegar à Presidência do Brasil, vou pintar este Estado todo de ouro, isso no sentido metafórico. Porque é a ele que tudo devo. Só tenho a agradecer ao povo cearense.

“Se eu conseguir chegar à Presidência do Brasil, vou pintar este Estado todo de ouro, isso no sentido metafórico. Porque é a ele que tudo devo”, afirma o pedetista Foto: José Leomar

Que choques o novo presidente precisará dar para começar a mudar o que hoje temos de errado no Brasil?

Estou trabalhando em um grande projeto nacional de desenvolvimento, uma proposta sofisticada. Existem mais de 500 pessoas trabalhando nisso, e temos que desenvolver a condição para que o País cresça para resolvermos três grandes gargalos. O primeiro é o explosivo endividamento das famílias e das empresas. São 60 milhões com endividamento no SPC e as empresas têm dívidas de R$ 2 trilhões, dos quais R$ 600 bilhões já estão nas contas dos bancos como crédito de recuperação duvidoso. Se não resolver isso, não teremos investimento privado para tocar o crescimento. A outra grande tarefa é sanear as contas públicas. O Brasil está completamente falido. Falta dinheiro para tudo. Terminou o ano passado com a menor taxa de investimento. As obras da Transposição de Águas do Rio São Francisco, faltando apenas 3%, foram paralisadas. A Transnordestina, quando eu estava lá, tinham 5 mil pessoas trabalhando, e agora está parada, o investimento foi para o chão. Precisamos consertar as contas públicas.

E terceiro: o Brasil está proibido de crescer porque qualquer possibilidade de crescimento, como não se preparou a produção brasileira, nós geramos importação grande que pressiona a taxa de câmbio, e o Brasil quebra. Qualquer crescimento, o Brasil importa demais, não tem como pagar e quebra. É preciso resolver isso. E eu estou focando nisso para poder atender às demandas populares, que na ordem de preocupação do povo é Saúde, Emprego, Segurança, Corrupção, e aí vem Moradia, Educação e uma série de outras tarefas.

Como o senhor avalia a situação de corrupção que atinge o Brasil e o que fazer para reduzir esse mal em nossa sociedade?

Às vezes as pessoas me acusam de ser bocão, mas o flagelo da corrupção precisa ser enfrentado e denunciado. Quando eu denuncie o Michel Temer, lá trás, eu sabia do que estava falando. Quando denunciei o Eduardo Cunha, eu sabia o que estava falando. Infelizmente, o País vai ignorando essas denúncias e cai nessa esparrela. A corrupção tem dois efeitos mortais: tira o dinheiro que falta para a Saúde, Segurança, etc, e tira a confiança do povo no sistema democrático.

Hoje, todos pensam que a política é um pardieiro de pilantras sem exceção. Isso é uma coisa grave. Os jovens perderam a confiança, e não faltam razões para isso. O que temos que responder é com exemplos. Tem que dizer o que acontece, passar uma radiografia e mostrar a vida do candidato. É preciso separar o joio do trigo, como está na Bíblia. A segunda coisa necessária é inovação permanente, porque a corrupção no setor público vai mudando de forma de fazer. É um problema sério que estamos tendo que enfrentar com inovação institucional.

Qual seu posicionamento sobre a Reforma da Previdência?

Nosso sistema previdenciário foi montado quando éramos um país muito jovem. Nós tínhamos seis brasileiros trabalhando para um aposentado que não chegava aos 60 anos de idade. Hoje temos estatística de 1,5 para cada aposentado com expectativa de 73 anos. Isso, de fato, precisa ser posto em debate porque no futuro vamos ter problemas muito sérios. Entretanto foi proposto para déficit de R$ 180 bilhões por ano para reforma, perseguindo os mais pobres, que iria economizar R$ 360 bilhões para 10 anos. Ou seja, era mentira, não tinha reforma e era muito injusta.

Na prática, o grande problema da previdência, na partida, é que 2% dos beneficiários levam quase um terço de tudo. E quem são? Juízes, políticos, promotores, grandes corporações do serviço público. E a reforma não mexeu nada porque são os poderosos da República. É preciso consertar isso. O trabalhador ganha, no máximo, em média R$ 1,8 mil de aposentadoria. No serviço público tem aposentadoria de R$ 40 mil.

Eu, por exemplo, teria direito a três pensões que dariam quase R$ 80 mil. Imagina se eu teria condições de andar na rua se aceitasse isso. É preciso aceitar esse problema, que é fácil de falar, mas é difícil de fazer, porque mexe com os poderosos da República.

No Ceará, qual é a participação do senhor na formação da chapa governista?

Tenho mantido certa distância, até porque o (governador) Camilo é quem tem que conduzir esse processo. Eu voto nele e quando for procurado, quando for consultado, com a experiência que tenho, vou recomendar que sigamos coerentes com nossos valores e evitemos determinados tipos de conchavos que são mal entendidos pela população como conversa de gabinete para tirar o povo da jogada. Mas vou falar se for perguntado, porque quem decide é ele.

O senhor já assimilou uma possível aliança do governador Camilo com o seu desafeto, o senador Eunício Oliveira?

Não.

E se o Camilo estiver ao lado de Eunício Oliveira na disputa eleitoral deste ano, como o senhor irá se comportar?

Ele (Camilo) é quem manda. Mas eu, muito improvavelmente, serei fotografado ao lado dessa chapa.

Como vai ser fazer campanha no Ceará pedindo votos para Camilo, do PT, com os petistas pedindo votos para Lula ou outro candidato do Partido dos Trabalhadores à Presidência?

Isso é natural. Vai acontecer no Brasil inteiro. Por exemplo, eu apoio o governador do Piauí, Wellington Dias, que é do PT e apoio o candidato do PT na Bahia. O PT, por outro lado, não apoia nenhum candidato do PDT em lugar algum do Brasil. Paciência.

08:57 · 12.04.2018 / atualizado às 08:57 · 12.04.2018 por

Por Letícia Lima

De olho na disputa eleitoral de 2018, lideranças e militantes do PDT no Ceará voltam a percorrer municípios do Interior do Estado, a partir de hoje, na caravana “Rumo 12”. O objetivo, conforme destacou, ontem, na tribuna da Assembleia Legislativa, o deputado Sérgio Aguiar (PDT), é buscar uma “integração” com partidos aliados e fortalecer o nome do pré-candidato do partido à Presidência da República, Ciro Gomes, como uma “alternativa para o nosso País sair desse lamaçal em que se encontra”.

A incursão começa, na tarde desta quinta-feira, por municípios da Região Norte do Estado (Varjota, Reriutaba, Guaraciaba do Norte e São Benedito), e segue até o próximo sábado (14), passando pela Serra da Ibiapaba (Ibiapina, Ubajara, Tianguá, Viçosa do Ceará, Granja e Camocim) e pelo Litoral Norte (Jijoca de Jericoacoara, Marco e Acaraú). Esta é a segunda edição da “Rumo 12”, que, em março, visitou 11 municípios cearenses em três dias.

Naquela oportunidade, Ciro Gomes fez críticas ao Governo do presidente Michel Temer (MDB) e tratou, principalmente, de questões como o desemprego e a violência.
Sérgio Aguiar destacou que as incursões têm o objetivo de “levar para boa parte da população o ‘Rumo 12’, que trata de um Brasil de gente que ousa fazer diferente”.

“Com isso, vamos fortalecer essa atuação, tendo a oportunidade de fazer com que haja integração do PDT e dos partidos aliados, tendo em vista que, mais uma vez, o Estado do Ceará já (está) bem mais experiente e preparado para governar um País com tantas vicissitudes, como é o caso do nosso pré-candidato, Ciro Gomes. Iremos fazer parte desse movimento, sugerindo uma alternativa para o nosso País sair desse lamaçal”.

Agenda na Capital

A caravana deve contar, mais uma vez, com a presença do irmão de Ciro, o ex-governador Cid Gomes (PDT), além de deputados, prefeitos e outras lideranças do PDT, sendo oportunidade também para o fortalecimento de pré-candidaturas do partido para a eleição deste ano.

Ao mesmo tempo, Ciro Gomes cumpre agenda em Fortaleza até amanhã. Nesta quinta, ele ministra palestra na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), para tratar da conjuntura política nacional e desafios para o País. Já na sexta, o presidenciável deve participar de solenidade, no Paço Municipal, em homenagem a ex-prefeitos da Capital.

09:20 · 08.03.2018 / atualizado às 09:20 · 08.03.2018 por

Por Miguel Martins

Apesar de ter sido um dos primeiros presidenciáveis a se colocar como pré-candidato ao pleito de outubro próximo, o ex-governador e ex-ministro Ciro Gomes, do PDT, não despontou entre os favoritos nas pesquisas eleitorais até o momento. Visando dar um novo fôlego à pré-candidatura, o pedetista terá seu nome lançado pelo partido, hoje, em Brasília, para a disputa eleitoral.

Para além disso, o PDT prepara a continuidade da caravana “Rumo 12” para consolidar a pré-candidatura de Ciro no Ceará. As próximas incursões acontecerão na Região Norte do Estado, onde está localizado o principal colégio eleitoral da família Ferreira Gomes. Parlamentares disseram ao Diário do Nordeste que, a partir de agora, haverá uma movimentação com o intuito de alavancar o nome do pedetista no cenário nacional.

Todas as lideranças políticas do PDT no Ceará, dentre elas o presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque, e o presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, Salmito Filho, devem comparecer ao evento. Líder do Governo Camilo Santana, o deputado Evandro Leitão também estará em Brasília. Para ele, após o lançamento oficial da pré-candidatura, “as pessoas agora terão a oportunidade de fazerem o juízo de valor”.

Ciro não decolou ainda nas pesquisas de intenções de votos. Para Leitão, porém, fora o nome do ex-presidente Lula, que lidera todos os levantamentos, os demais seguem mais ou menos no mesmo patamar de preferência do eleitor. “A definição sobre a candidatura do Lula será, a meu ver, o principal ponto para a decolagem”, disse, por sua vez, Sérgio Aguiar (PDT), que está em Brasília desde ontem.

A Executiva Ampliada do PDT se reúne na sede nacional do partido, na capital federal, a partir das 14h, para discutir rumos e prováveis nomes que disputarão as eleições de outubro. De acordo com a legenda, para o Senado, serão indicados no Ceará os nomes do ex-governador Cid Gomes e do atual líder do PDT na Câmara dos Deputados, André Figueiredo. No entanto, existe a possibilidade de apenas Cid ser o indicado da sigla na coligação governista local.

09:16 · 03.03.2018 / atualizado às 09:16 · 03.03.2018 por

No segundo dia da caravana Rumo 12, promovida pelo PDT, no Ceará, o pré-candidato do partido à Presidência da República, Ciro Gomes, percorreu, ontem, mais seis municípios da Região do Cariri. Por onde passou, ele reforçou as críticas que tem feito ao Governo Temer (PMDB) e enfatizou que pretende apresentar, nas eleições, um outro projeto de governo para o País. Na manhã de hoje (3), a caravana visita outros dois municípios: Barro e Mauriti.

Para Ciro e sua comitiva, formada pelo presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, o presidente estadual da legenda, deputado federal André Figueiredo, e o ex-governador Cid Gomes, além de outros correligionários, o primeiro compromisso da sexta-feira foi a convenção municipal do PDT de Barbalha.

Na Câmara de Vereadores daquele Município, o pré-candidato voltou a dizer que, diante da possibilidade de o ex-presidente Lula (PT) não ser candidato, ele tem uma “imensa responsabilidade de construir um caminho para o nosso País sair de onde está”. “Nós não podemos deixar que o Brasil vá para uma eleição sem que o povo tenha uma alternativa de defesa dos mais pobres”, sustentou.

Depois de Barbalha, a caravana Rumo 12 passou, ainda ontem, por Missão Velha, Penaforte, Jati, Porteiras e, à noite, chegou a Brejo Santo. Na última quinta-feira (1), a comitiva de Ciro já havia visitado Caririaçu, Juazeiro do Norte e Crato. O presidente do PDT no Ceará, André Figueiredo, avaliou que a recepção ao pré-candidato tem sido “extremamente positiva” para o partido na Região do Cariri.

08:50 · 27.02.2018 / atualizado às 08:50 · 27.02.2018 por

Por Miguel Martins

Depois dos encontros no Ceará, Ciro fará o mesmo em outras grandes cidades do País Foto: Marcello Casal Jr.

O Partido Democrático Trabalhista (PDT) dará início na quinta-feira a uma série de ações que tem como objetivo alavancar a pré-candidatura do presidenciável Ciro Gomes no Ceará. Denominado de “Rota 12”, o movimento percorrerá diversas cidades da Região do Cariri. De acordo com o presidente estadual da legenda, André Figueiredo, as esquerdas no Brasil, apesar da pauta em comum, tendem a ir para a disputa separadamente, o que pode ser prejudicial para os interesses do bloco.

Representantes do PDT, PT, PSB, PCdoB e PSOL lançaram o manifesto “Unidade para Reconstruir o Brasil”, que visa criar um projeto em prol do desenvolvimento do País. No entanto, eles não chegaram a um consenso sobre apoios no primeiro turno da campanha eleitoral de outubro. Segundo Figueiredo, enquanto PT, PDT e PSOL trabalham com a possibilidade de candidatura própria, PSB e PCdoB ainda não se decidiram, mesmo que a sigla comunista já tenha apresentado Manuela D’Ávila como pretensa candidata, o que não convenceu os aliados.

A “Rota 12”, conforme explicou, terá início depois de amanhã, quando ele, Ciro Gomes e o presidente nacional da legenda, Carlos Lupi, saem de Brasília para se encontrarem com Cid Gomes e Zezinho Albuquerque em Juazeiro do Norte. O prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, e outros gestores municipais da região também são aguardados nos encontros, que terão início no Município de Caririaçu.

Um ato político está programado para a noite em um clube no Município do Crato. No dia seguinte, pela manhã, será realizada a convenção do PDT de Barbalha, que pode contar com as presenças de Ciro e Lupi. Em seguida, um ato na Câmara Municipal de Missão Velha, e, posteriormente, em Penaforte e Jati, onde a prefeita Neta, que é do PSD, deve se filiar à sigla pedetista. A caravana ainda deve passar por Porteiras e será encerrada em Brejo Santo.

No terceiro dia o evento será realizado em Milagres e Barro, sendo concluído em Mauriti com ato de novas filiações. De acordo com Figueiredo, o objetivo do evento é fortalecer a pré-candidatura de Ciro e aumentar o número de representantes da legenda no Interior.

Cid Gomes vai aproveitar a mobilização para ratificar sua candidatura ao Senado. Por um certo tempo, após esses eventos no Interior, ele vai dar uma maior assistência à candidatura do Ciro fora do Ceará.

12:19 · 10.02.2018 / atualizado às 12:19 · 10.02.2018 por

Por Miguel Martins

Ciro Gomes e a direção do partido devem visitar vários municípios do CE em março Foto: Kleber A. Gonçalves

O Partido Democrático Trabalhista (PDT) inicia, após o Carnaval, uma série de incursões em municípios do Ceará com o objetivo de fortalecer o nome do pré-candidato Ciro Gomes à Presidência da República. Denominado de “Rota 12”, o movimento também pretende intensificar filiações partidárias para a disputa proporcional nas eleições de outubro próximo.

Além de Ciro Gomes, também participarão das atividades o presidente nacional da sigla, Carlos Lupi, o ex-governador do Ceará, Cid Gomes, o presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque, e também parlamentares com colégio eleitoral nas regiões a serem visitadas. Segundo informou ao Diário do Nordeste o presidente estadual da sigla, deputado federal André Figueiredo, as incursões ocorrerão nos dias 1, 2 e 3 de março, iniciando em Caririaçu com encerramento no Município de Icó.

O movimento servirá de “piloto” para atividades semelhantes que devem ser realizadas em outros estados da Federação nos próximos meses. “O nosso objetivo é interiorizar as ideias do PDT e replicar isso em todos os outros estados. Queremos apresentar todas as nossas bandeiras, bem como a pré-candidatura do Ciro em cada um dos estados”, disse o dirigente pedetista.

Filiações também estarão sendo realizadas nestes dias, de prefeitos, vereadores, ex-prefeitos e lideranças locais. O evento, com início em Caririaçu, segue até Juazeiro do Norte e deve passar também por Crato. “Queremos realizar em todo o Estado do Ceará e em todo o País, interiorizando as bandeiras do PDT”, defendeu André Figueiredo.

Frente

Na semana passada, representantes de PDT, PCdoB, PT, PSB, PSOL e até do MDB (neste caso o senador Roberto Requião, do Paraná) se reuniram para discutir metas para a disputa neste ano. Os partidos definiram a construção de uma frente democrática de esquerda que vise aglutinar as agremiações, ainda que isso não ocorra no primeiro turno da campanha.

A ideia é que se mantenha, pelo menos, discursos consonantes, já que não há consenso sobre nomes para a disputa. Com isso, todos os partidos deverão intensificar ações com objetivo de alavancar as pré-candidaturas até aqui colocadas.

Líder do Governo na Assembleia Legislativa, o deputado Evandro Leitão (PDT) afirmou que, com a possibilidade de Lula não vir a ser candidato no pleito vindouro, abre-se um leque para a candidatura do postulante do PDT, Ciro Gomes.

Para Sérgio Aguiar (PDT), o pré-candidato Ciro Gomes está em visita a vários estados dialogando e debatendo com segmentos organizados da sociedade civil, como universidades, associações e sindicatos através de palestras, propagando suas ideias pelo futuro do Brasil. “A estratégia a nível de Ceará é mobilizarmos as instâncias partidárias desde o órgão dirigente até a militância”, disse.

09:13 · 26.01.2018 / atualizado às 09:13 · 26.01.2018 por

Por Miguel Martins

Ontem, Camilo Santana participou de evento da executiva nacional do PT, em São Paulo, que marcou o lançamento da pré-candidatura de Lula. Na foto, os dois estão acompanhados de Tião Viana, governador do Acre Foto: Ricardo Stuckert

Após decisão unânime do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) pela condenação do ex-presidente Lula (PT) em segunda instância, petistas e outros aliados do governador Camilo Santana no Ceará aguardam um posicionamento dele quanto às pré-candidaturas à Presidência da República até agora colocadas. Enquanto lideranças do PT avaliam que o chefe do Executivo estadual deve apoiar o candidato da sigla, pedetistas apontam a possibilidade de Camilo compor, na campanha, mais de um palanque na base aliada do Governo do Estado.

As falas do governador durante evento de lançamento da pré-candidatura de Lula, ontem, em São Paulo, foram recebidas de formas diferentes por seus correligionários no Ceará. Durante discurso, Camilo destacou os feitos do líder político, afirmando que ele foi “o melhor presidente da história desse País”. O governador disse ainda que Lula é “a esperança” para que o povo brasileiro resgate “as grandes conquistas dos últimos anos”. “Nada apagará o brilho da história do nosso querido presidente Lula. A luta continua e a democracia sempre”, sustentou.

O presidente do PT no Ceará, Francisco de Assis Diniz, destacou que, além de estar presente no encontro, Camilo fez questão de tirar uma foto com o ex-presidente e outros governadores. “Isso é mais que simbólico, é um gesto. E, na política, vivemos de gestos e fatos”, ressaltou.

O dirigente salientou que Lula é o único candidato do partido e que não há outros planos para a disputa. “Conversamos permanentemente com o Camilo e ele está completamente comprometido no processo de construção da chapa, de palanque”, disse. No entanto, não há consenso nem mesmo na bancada petista sobre que rumos o governador deve tomar, uma vez que ele foi e é apoiado pelo grupo político liderado no Ceará por Cid e Ciro Gomes – este, pré-candidato a presidente pelo PDT.

O presidente estadual do partido, André Figueiredo, destacou que, em 2014, nem Lula ou Dilma Rousseff estiveram no palanque de apoio a Camilo. “Isso deve ser levado em conta, porque ele teve apoio integral do PDT do passado e de agora”.

De acordo com o pedetista, a base de sustentação de Camilo participará de mais de um palanque no Estado, mas a maioria das forças estará ao lado da candidatura de Ciro Gomes. “Ele (Camilo) é sensato e vai tomar um posicionamento correto, na hora certa”, disse. O pedetista ressaltou que é preciso encontrar um caminho que não signifique riscos para a reeleição de Camilo e que possa potencializar uma boa votação de Ciro no Ceará, “para que isso se reflita em outros estados”.

Alternativa

Outros pedetistas acompanham o ponto de vista de André Figueiredo. O deputado José Sarto afirmou que é natural que o governador se manifeste em apoio a Lula. No entanto, ele acredita que haverá dois palanques da base no Ceará, sem maiores tensões. Já Sérgio Aguiar projeta que haverá fortalecimento da postulação de Ciro a partir de agora, como uma alternativa de centro-esquerda no País.

O petista Elmano de Freitas, por sua vez, afirmou que o partido aprovou que a candidatura de Camilo estará vinculada a de Lula. No entanto, ele salientou que o governador mantém boas relações com Ciro Gomes e que é preciso manter a proximidade com “candidaturas de resistência ao neoliberalismo”. Presidente municipal do PT, o vereador Acrísio Sena afirmou que o governador tende a respeitar todos os partidos da sua base. “Como filiado ao PT, o candidato dele, oficialmente, é o Lula”.

A reportagem tentou falar com o governador sobre os próximos passos a serem dados diante do impasse quanto às candidaturas a presidente. A assessoria de Camilo afirmou que detalhes sobre nomes e candidaturas serão tratados apenas mais adiante.

11:20 · 30.12.2017 / atualizado às 11:20 · 30.12.2017 por

Por Renato Sousa

O ano de 2018 deve começar com diversas legendas já realizando suas primeiras atividades do ano no Ceará. De acordo com dirigentes partidários entrevistados pelo Diário do Nordeste, o mês de janeiro deve ser utilizado para atividades como planejamento, divulgação dos partidos e mobilização das militâncias.

Sigla com as maiores bancadas na Assembleia Legislativa e na Câmara Municipal de Fortaleza, o PDT deve mobilizar seus quadros, na segunda metade do mês, em favor da pré-candidatura presidencial do ex-governador Ciro Gomes. Segundo o presidente estadual do partido, o deputado federal André Figueiredo, os pedetistas lançarão a caravana “Rota 12” – referência ao número do partido – na região do Cariri no dia 22, percorrendo os municípios de Juazeiro do Norte, Caririaçu e Crato.

De acordo com ele, a caravana começa no Ceará porque foi aqui que Ciro construiu sua vida pública. “A campanha dele realmente toma uma magnitude maior em outros Estados porque aqui todos já convivem com ele”, declara. Entretanto, com a nova estratégia, a ideia é consolidar o nome do trabalhista como uma opção no Ceará e, a partir daí, no restante do País.

De acordo com Figueiredo, além de trabalhar a candidatura de Ciro, a intenção da “Rota 12” é dar maior exposição ao partido, ajudando nas disputas para deputado estadual e federal. O objetivo do partido é eleger pelo menos seis representantes para a Câmara dos Deputados e 12 para a Assembleia Legislativa do Estado do Ceará.

Já PSDB deve reservar o mês de janeiro para atividades com a militância. Segundo o presidente estadual do partido, Francini Guedes, a sigla deve realizar seminários de formação interna voltados para juventude e mulheres. O mês, afirma ele, será de “planejamento estratégico para o partido”.

O tucano demonstra entusiasmo especial pelos debates voltados para a juventude. “É importante que ela tenha uma participação bem ativa (na política)”, sustenta. De acordo com Guedes, porém, ainda não há uma data determinada para que os encontros aconteçam.

Julgamento

O PT, por sua vez, tem apenas um tema em mente: o julgamento de Lula. “O nosso foco tático é todo na mobilização de solidariedade ao Lula”, declara o presidente estadual da sigla, Francisco de Assis Diniz. O ex-presidente será julgado em segunda instância no dia 24 pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, em Porto Alegre. Caso ele, que já foi condenado em primeira instância pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, seja novamente condenado, pode ficar fora da disputa eleitoral de 2018.

De acordo com Diniz, a legenda deve realizar, já na primeira semana do mês, reunião de dirigentes e parlamentares para traçar estratégias que mobilizem a base do partido no Estado em favor de Lula. No dia do julgamento, os petistas devem comparecer às sedes da Justiça Federal pelo Brasil, o que inclui Fortaleza, para apoiar o ex-presidente. Segundo De Assis Diniz, a discussão eleitoral está suspensa até a decisão sobre Lula.

08:54 · 21.12.2017 / atualizado às 08:54 · 21.12.2017 por
Eduardo Bismarck (de rosa) é cumprimentado pelo prefeito Roberto Cláudio. Ele e outras lideranças pedetistas foram ao ato de filiação Foto: Thiago Gadelha

Em ato com a presença de diversas lideranças pedetistas, o filho do prefeito de Aracati, Bismarck Maia (PTB), o advogado Eduardo Bismarck, oficializou sua filiação ao PDT na noite desta quarta-feira (20), na sede do partido em Fortaleza. No evento, acompanhado também por vereadores e correligionários do município onde sua família tem influência política, Aracati, ele também foi anunciado oficialmente como pré-candidato da legenda a deputado federal em 2018.

Compareceram ao ato de filiação o presidente estadual do PDT, deputado federal André Figueiredo, o presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque, o prefeito da Capital, Roberto Cláudio, e o presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, Salmito Filho, além do deputado estadual Gony Arruda, que prepara a ida ao PDT, e do vereador da Capital Iraguassú Filho. Também compuseram a mesa a vice-prefeita de Aracati, Denise Menezes, e o ex-prefeito de Horizonte, Manoel Nezinho.

O ex-governador Cid Gomes era presença esperada, mas não foi ao ato. Bismarck Maia, em discurso, afirmou que Cid é “o maior padrinho” da pré-candidatura do filho à Câmara dos Deputados. André Figueiredo, por sua vez, ressaltou que a entrada de Eduardo Bismarck no partido é um reflexo do “carinho que o Bismarck (Maia) tem pelo PDT” e disse esperar que o ingresso do filho do prefeito de Aracati na agremiação abra espaço para uma aproximação entre a gestão de Bismarck Maia e o PDT daquele município, liderado por Ivan Silvério, que disputou o cargo de prefeito em 2016.

O presidente do PDT no Ceará afirmou, ainda, que a filiação do advogado está inserida em um processo de renovação do partido, que pretende lançar novos nomes à Câmara dos Deputados no ano que vem. A meta da legenda é eleger seis deputados federais no Estado.

Terceiro partido

Eduardo Bismarck deixa o PPS, partido no qual ingressou em 2016 para compor a coligação do pai em Aracati, para entrar no PDT. Em 2014, lançou-se pré-candidato a deputado federal pelo PROS, partido que, àquela época, abrigava o grupo político dos irmãos Ferreira Gomes, mas desistiu da postulação. No PTB, partido de Bismarck Maia,  o prefeito de Juazeiro do Norte, Arnon Bezerra, que preside a sigla no Ceará, já pretende lançar o filho, Pedro Augusto, à disputa por uma cadeira na Câmara.

O novo filiado justificou, porém, que a ida para o PDT decorre de uma identificação com bandeiras da sigla, além da proximidade com o ex-governador Cid Gomes. Ele destacou que pretende ser candidato a deputado federal, mas disse estar à disposição da agremiação para disputar, também, uma cadeira na Assembleia, ou mesmo não ser candidato no ano que vem.