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Tag: PDT


10:07 · 11.03.2017 / atualizado às 10:07 · 11.03.2017 por

Por Edison Silva

Com encontros nos Estados Unidos e na Europa e pelo Brasil, Ciro busca multiplicadores das suas propostas Foto: José Leomar

Ciro Gomes (PDT) está falando, sem rodeio, sobre o cenário político nacional, para situar sua candidatura à Presidência da República, no próximo ano, quando deixa a entender já a ter consolidada. No seu pensar, chegou ao topo o desgaste imposto aos partidos e seus filiados, implicados na Lava-Jato, portanto, o quadro de candidatos em 2018 está praticamente definido.

Pouco, ou quase nada, será acrescentado aos escândalos atualmente conhecidos, mesmo com os depoimentos dos delatores da Odebrecht ainda mantidos em sigilo. O eleitorado brasileiro já está suficientemente enojado com as informações recebidas, portanto, no limite da indignação.

O ex-governador cearense se diz entristecido com a realidade política nacional e, ao mesmo tempo, confiante na sua postulação pela coerência do discurso que professa desde o início da sua, já considerada, longa vida pública que vai da Prefeitura de Fortaleza, passando pela Assembleia Legislativa, o Governo do Ceará, e dois ministérios (Fazenda e Integração Nacional) da República.

O PDT só não dá a estrutura mínima necessária para o embate, mas sem a candidatura do ex-presidente Lula a um novo mandato presidencial, ele entende não ser tão difícil montar uma aliança de centro-esquerda para fazer frente às forças conservadoras e de direita.

Candidatos

Ao contrário do pensar anterior, Ciro não trabalha com a hipótese de ter o PT como seu aliado, pelo menos no primeiro turno da disputa. Os petistas terão seu candidato, até por necessidade de manter suas bases ainda fiéis. A não candidatura do Lula, esclarece o pedetista, não tem qualquer relação com a Lava-Jato. Sem o seu principal nome na disputa, o PT não fechará o arco de aliança sempre montado nas últimas campanhas.

No quadro atual, Ciro admite que disputará com um candidato do PMDB, no seu entender um nome que repetirá o insucesso de Ulysses Guimarães, o último candidato do partido a presidente, assim como o atual governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, um petista, Marina Silva e Jair Bolsonaro.

Mas não são os nomes dos prováveis adversários e nem as alianças para sustentação da campanha a sua principal preocupação no momento. Essa questão fica para ser cuidada a partir do fim deste ano e início do próximo por ele e a direção do PDT.

Os eventos nacionais do partido e as palestras em ambientes de formadores de opinião são os objetivos dos próximos meses, acrescentando a isso umas viagens à Europa e Estados Unidos, para encontros em universidades, a partir do fim deste mês (na Pensilvânia, em Paris, Barcelona e Oxford).

Dinâmica

Ele espera dar mais visibilidade às suas propostas e contraponto ao que tem sido feito na administração pública nacional, conquistando, com isso, multiplicadores das suas ideias e apoios suficientes para facilitar os entendimentos partidários. As declarações de Caetano Veloso em apoio à sua pretensão são um exemplo do que está pretendendo colher.

Em agosto de 2015, quando anunciamos neste espaço a disposição de Ciro Gomes ser novamente candidato à Presidência da República, dissemos que o eleitorado nacional, por conta das mazelas já conhecidas àquela época, embora em menor potencial, “exigirá discursos mais firmes dos postulantes, de modo, não a convencerem aos eleitores, atualmente ressabiados com tantas inverdades, mas capazes de os motivarem a ser menos céticos em relação às promessas” que sempre são feitas e não cumpridas.

Ciro, prosseguimos, “pode ser um dos que venham a ter audiência, não só pela fluência como pela consistência do discurso, hoje, por certo, mais embasado. Suas passagens por diversos cargos públicos nas esferas municipal, estadual, nacional, e de executivo da iniciativa privada, sem máculas, as credenciam-no a ser ouvido e estar à altura das exigências reclamadas a quem deseja ser presidente do Brasil”.

A dinâmica como os fatos negativos surgem no Brasil, e a facilidade de o eleitor aceitar “salvadores”, nos permitem admitir que o ambiente de instabilidade nos partidos e a insegurança de prováveis candidatos motivem alterações inesperadas, deixando a posição final para os últimos momentos permitidos pela legislação eleitoral, em meados do próximo ano.

Até lá, as especulações dominarão o ambiente, principalmente em razão das decisões judiciais no âmbito da Lava-Jato, e mais significativa e principalmente quanto ao processo de cassação da chapa Dilma-Temer, em avançado curso no Tribunal Superior Eleitoral.

Cassada a chapa e eleito indiretamente um presidente da República pelo Congresso Nacional, com direito a postular a reeleição, o ungido, mesmo que ao fim do processo tenha se mostrado uma figura de menor expressão, tenderá a alterar o quadro, seja como candidato ou patrocinador de qualquer deles com a força do Governo, instrumento desequilibrador de campanha.

09:41 · 25.02.2017 / atualizado às 09:43 · 25.02.2017 por
Lúcio Alcântara disse que trocou algumas ideias com o governador, mas não falaram sobre política partidária. FOTO:  CARLOS GIBAJA – do Palácio da Abolição

O governador Camilo Santana recebeu, na manhã de ontem, sexta-feira, na residência oficial, o ex-governador Lúcio Alcântara, presidente do Partido da República (PR). Adversários políticos os dois estiveram em lados opostos nas duas últimas eleições, em 2014, quando Camilo foi eleito governador do Estado (e Roberto Pessoa, do PR, foi candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Eunício Oliveira, do PMDB), e no ano passado, quando o chefe do Poder Executivo apoiou o prefeito reeleito Roberto Cláudio (PDT), que esteve disputando no segundo turno contra Capitão Wagner, do PR.

A presença de Alcântara na residência do chefe do Poder Executivo estadual, segundo ele informou ao Diário do Nordeste, tinha como  intuito único fazer convite ao governador para participar de solenidade de posse como presidente do Instituto do Ceará, a ser realizada na tarde do dia 4 de março, no fim da tarde. O dirigente afirmou que queria entregar o convite pessoalmente a Camilo Santana.

Ainda durante o encontro os dois trocaram algumas informações, principalmente, sobre a questão hídrica no Estado. “Naturalmente, que surge uma conversa aqui e ali”, disse Alcântara, ressaltando, porém, que não foi tratado nada sobre política partidária. Nos últimos meses Camilo Santana tem se aproximado de figuras políticas de outras vertentes. Ele chamou para seu secretariado filiado do PSDB e está cada vez mais próximo do  PSB,  quando surgiu, inclusive, rumores de sua saída do PT e ingresso na sigla pessebista.

O governador postou  em sua página no Facebook uma foto com o ex-governador em que agradece o convite feito para a solenidade. “Recebi dele o convite para a solenidade de posse da nova diretoria do Instituto do Ceará, entidade na qual é presidente. Agradeço ao ex-governador pela visita e pelo convite para o evento”. Em princípio, Camilo Santana deve ir ao evento, segundo assegurou Lúcio.

 

07:50 · 20.02.2017 / atualizado às 07:50 · 20.02.2017 por
Ferreira Aragão (PDT) segue no comando do maior grupo de partidos da AL. FOTO: FABIANA DE PAULA

O deputado Ferreira Aragão (PDT) seguirá no comando do maior bloco partidário da Assembleia Legislativa do Ceará. Conforme foi anunciado, ele comandará o grupo de partidos formado por PDT, PP, PEN, DEM, PRB e PHS, totalizando 21 membros. Ainda de acordo com o ofício lido na última sexta-feira no Plenário 13 de Maio, os vice-líderes do bloco só serão anunciados depois de entendimento dentro do próprio bloco.

Havia a possibilidade de outros partidos, como o PRP, por exemplo,  fazerem parte da composição do bloco, mas esses podem, inclusive, montar um novo bloco e dessa forma também disputarem espaços na Assembleia. Outros blocos formados até o momento são: PMDB, PMB e PSD, com 10 membros e PSDB, PSDC, PR e SD com cinco integrantes.

09:39 · 26.01.2017 / atualizado às 09:39 · 26.01.2017 por

Por Miguel Martins

Presidente nacional do PDT, Carlos Lupi veio à Capital para ato do MST na noite de ontem Foto: Kléber A. Gonçalves
Presidente nacional do PDT, Carlos Lupi veio à Capital para ato do MST na noite de ontem Foto: Kléber A. Gonçalves

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, em visita a Fortaleza, ontem, afirmou que o Partido dos Trabalhadores (PT) na Capital “tem que ter humildade e reconhecer” a vitória do prefeito Roberto Cláudio (PDT). Parte da sigla petista defende que se mantenha a oposição contra a administração pedetista, enquanto outros querem maior aproximação com o prefeito.

Na Capital para participar de ato do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o dirigente também esteve em reunião com o prefeito no início da tarde, na qual discutiu, dentre outras pautas, alianças locais do partido com outras siglas.

Lupi também destacou que “parte importante” do PT não quer que as bancadas da legenda na Câmara Federal e no Senado votem em candidatos que tenham apoiado o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, o que daria fôlego à candidatura do cearense André Figueiredo (PDT) na eleição da Câmara.

“Quando a gente perde uma eleição, tem que ter humildade de reconhecer o vitorioso. Acho que aqui em Fortaleza o PT precisa ter humildade, reconhecer a vitória de Roberto Cláudio e buscar manter a unidade que temos buscado em nível nacional”.

Na última terça-feira (24), Roberto Cláudio se reuniu com os vereadores petistas Acrísio Sena e Guilherme Sampaio, dando continuidade a encontros com os parlamentares da Câmara Municipal de Fortaleza antes do início do ano legislativo. Entretanto, enquanto Acrísio tem demonstrado interesse em se aproximar da gestão municipal, Guilherme diz que manterá oposição ao prefeito.

O presidente do PT no Ceará, Francisco de Assis Diniz, já havia dito ao Diário do Nordeste que a relação entre PT e PDT em Fortaleza será discutida no congresso estadual da sigla, marcado para maio.

Governador

Lupi também opinou sobre a possibilidade de Camilo Santana deixar os quadros do PT e ingressar no PSB. Segundo ele, o PDT será aliado do governador do Ceará independentemente da cor partidária, visto que a administração do petista “é fruto de aliança do qual foram atores principais Ciro e Cid Gomes”, ambos do PDT.

Ao tratar da eleição na Câmara, o dirigente declarou que nem Jovair Arantes (PTB-GO) nem Rodrigo Maia (DEM-RJ) demonstram ter uma linha de independência necessária para o comando da Casa, visto que foram favoráveis ao impeachment da ex-presidente Dilma e fazem parte da base de apoio ao presidente Michel Temer (PMDB).

Lupi ressaltou, ainda, que há um diálogo avançado com a bancada do PT e que, na próxima terça-feira (31), a Rede Sustentabilidade deve deliberar apoio ao pedetista. Ele também conversa com a direção do PCdoB.

09:12 · 19.01.2017 / atualizado às 09:12 · 19.01.2017 por

Por Miguel Martins

O presidente estadual do PT, Francisco de Assis Diniz, afirma que a relação da sigla com o PDT será discutida “com calma” nos fóruns adequados Foto: Nah Jereissati
O presidente estadual do PT, Francisco de Assis Diniz, afirma que a relação da sigla com o PDT será discutida “com calma” nos fóruns adequados Foto: Nah Jereissati

Para buscar caminhos à crise de representatividade pela qual tem passado ao longo dos últimos dois anos, o PT realiza, a partir de março, uma série de encontros para a renovação de seus diretórios, com vistas a uma maior aproximação com movimentos sociais. No entanto, em meio às eleições internas, está a possibilidade de aliança com siglas que fazem parte do mesmo espectro político que a legenda petista, como o PDT.

Em Fortaleza, por exemplo, há um impasse sobre como o partido deve se comportar em relação à gestão do pedetista Roberto Cláudio. Enquanto parte do grupo defende manutenção da postura de oposição à gestão, outros querem que haja uma maior proximidade com o segundo mandato do prefeito.

Na última reunião do diretório nacional, o PT decidiu antecipar as eleições para a renovação das direções. Em âmbito municipal, haverá um Processo de Eleição Direta (PED), e em nível estadual e também federal o partido realizará congressos.

“Vamos ter uma etapa municipal, estadual e nacional. A busca da renovação da direção visa construir um amplo processo de mobilização a constituir-se a partir da renovação, relação que possa estar vinculada ao reflexo dos institucionais com movimentos sociais, militância e o processo que o PT sofreu no último período”, disse o presidente do PT no Ceará, Francisco de Assis Diniz.

O Congresso Municipal acontecerá, simultaneamente, em todas as cidades do Brasil onde o PT tem diretórios, no dia 12 de março. As chapas concorrentes ao comando da sigla na Capital, contudo, devem ser registradas até o dia 30 deste mês.

Se ainda houver interesse do governador Camilo Santana (PT) de manter alguma influência no partido, o secretário da Casa Civil, Nelson Martins, deve ter o seu primeiro teste na articulação política do Governo, mediando conflitos em torno dos grupos que miram o comando do PT em Fortaleza.

O deputado Elmano de Freitas é o atual presidente do diretório municipal, e tem adotado postura opositora à gestão do prefeito Roberto Cláudio (PDT), aliado do governador. No entanto, em nível estadual e federal, PT e PDT são aliados. O desejo do prefeito é contar também com o apoio dos petistas na Capital, o que já é sinalizado pelo vereador Acrísio Sena.

Apoio

Enquanto o outro vereador da sigla, Guilherme Sampaio, insiste com a tese de oposição, Acrísio trabalha com o objetivo de se alinhar cada vez mais com Roberto Cláudio – ele, inclusive, participou da campanha do prefeito no segundo turno das eleições de 2016, assim como Camilo.

Francisco de Assis Diniz diz que o posicionamento do partido sobre a questão só deve ser definido após a escolha do novo diretório municipal, em março. “Vamos discutir, sim, essa relação do PT com o PDT, mas com calma, dentro dos fóruns adequados”, afirmou. “Não podemos colocar essa discussão agora no centro do debate. A ideia primordial no momento é a renovação”.

Os congressos estaduais do PT ocorrerão entre 24 e 26 de março. É quando serão escolhidos os delegados que participarão do Congresso Nacional, este entre os dias 7 e 9 de abril.

15:19 · 04.01.2017 / atualizado às 15:19 · 04.01.2017 por
No Diário Oficial, o governador diz que o secretário assumiria a função já no dia 3 de janeiro. Foto: Érika Fonseca
No Diário Oficial, o governador diz que o secretário assumiria a função já no dia 3 de janeiro. Foto: Érika Fonseca

O petista Dedé Teixeira, após tomar posse na Assembleia Legislativa como deputado efetivo, por conta da renúncia de parlamentares que fizeram parte da mesma coligação que ele, em 2014, já retornou para suas funções na Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA). Um dia após ser empossado parlamentar, conforme está no Diário Oficial do Estado (DOE), ele já havia sido nomeado gestor da pasta.

Com isso abre vaga para que o suplente da coligação, o ex-deputado Sineval Roque (PDT) assuma o assento deixado pelo petista. Dessa forma, o PDT passa a ter 13 parlamentares na Casa, enquanto que o PT perde um representante ficando apenas com quatro.

base do Governo, com todas as mudanças ocorridas desde a renúncia de quatro parlamentares, foi quem mais se beneficiou ficando mais robusta e representativa no Legislativo Estadual.

12:09 · 01.11.2016 / atualizado às 12:09 · 01.11.2016 por

Por Miguel Martins

Vitórias da base de Camilo Santana são vistas no PDT como importantes para demonstrar força política de Ciro Gomes com vistas a 2018 Foto: José Leomar
Vitórias da base de Camilo Santana são vistas no PDT como importantes para demonstrar força política de Ciro Gomes com vistas a 2018 Foto: José Leomar

O grupo político liderado pelos irmãos Cid Gomes e Ciro Gomes – ambos no PDT – e partidos aliados se consagrou como o grande vitorioso das eleições municipais no Ceará, em 2016, após os resultados do último domingo, com a vitória de Roberto Cláudio (PDT) em Fortaleza e de Naumi Amorim (PMB) em Caucaia, na Região Metropolitana da Capital. Das dez maiores cidades do Estado, a base governista de Camilo Santana (PT) conseguiu eleger oito prefeitos, enquanto a oposição só elegeu dois gestores municipais dentre as maiores prefeituras.

No Ceará, o Partido Democrático Trabalhista (PDT), somando votos conquistados no primeiro e no segundo turnos, foi a sigla que obteve a maior quantidade de votos para prefeito, totalizando 2.077.605 sufrágios. Dos mais de 2 milhões de votos na legenda pedetista, 678.847 foram confiados ao candidato reeleito em Fortaleza no dia 30 de outubro, Roberto Cláudio.

O Partido da República (PR), que tinha Capitão Wagner como postulante na capital cearense, foi a segunda legenda com mais votos no Estado, totalizando 1,2 milhão do eleitorado cearense. O PMDB, maior força política do Brasil, ficou na terceira colocação no Ceará, com 502 mil votos, sendo seguido pelo Partido dos Trabalhadores (PT), com 486 mil, e pelo PSD, com 273 mil.

Conforme dados do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), cinco municípios respondem por 60% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado e foram estas prefeituras disputadas pelos grupos políticos existentes. Fortaleza, que concentra quase 50% das riquezas produzidas no Ceará e é a cidade mais populosa, com mais de 1,6 milhão de habitantes, reelegeu Roberto Cláudio, do PDT, com quase 679 mil votos.

Já a cidade mais populosa fora da Capital, Caucaia, elegeu Naumi Amorim, do PMB, partido que faz parte da base de apoio do governador Camilo Santana e é aliado do grupo dos Ferreira Gomes. No Ceará, o PMB é presidido pela atual prefeita de Tauá, Patrícia Aguiar, e forma bloco com o PSD.

Oposição

No entanto, Maracanaú, que representa o segundo maior PIB estadual, reelegeu Firmo Camurça, do PR, partido que faz parte de uma coligação formada ainda por PSDB, PMDB e SD, a mesma que apoiava a candidatura de Capitão Wagner em Fortaleza.

Sobral, reduto eleitoral da família Ferreira Gomes, será governada pelo irmão de Cid e Ciro Gomes, o deputado estadual Ivo Gomes, do PDT. Ele já foi secretário do Município, bem como gestor da Educação na Capital. Também atuou no Governo Camilo por alguns meses, antes de deixar o cargo de secretário das Cidades, posto hoje ocupado pelo irmão Lúcio Gomes.

Em Juazeiro do Norte, a quinta maior economia do Ceará, o deputado federal Arnon Bezerra (PTB) foi eleito com pouco mais de 55 mil votos, enquanto o segundo colocado, o pedetista Gilmar Bender, ficou com pouco mais de 44 mil votos.

Apesar de não ser do partido de Cid e Ciro, Arnon Bezerra é aliado de longa data dos irmãos e até colocou, recentemente, o seu partido à disposição do grupo de Cid para acomodar, no município de Aracati, a candidatura vitoriosa à Prefeitura dali do ex-secretário de Turismo do Estado, Bismarck Maia.

Os cinco municípios citados, com exceção de Aracati, representam mais de 40% da população cearense e, de acordo com as forças políticas existentes, o grupo aliado ao governador Camilo Santana parte na dianteira, visto que administrará Fortaleza, Caucaia, Sobral e Juazeiro do Norte, com o PDT à frente de duas das cinco prefeituras, tendo PMB e PTB como aliados. Já o PR seguirá no comando da segunda maior economia do Ceará, Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza.

Outros municípios

No Crato, cidade com população de quase 130 mil habitantes, o prefeito eleito foi Zé Ailton Brasil, do PP, partido aliado dos Ferreira Gomes no Estado. Brasil, inclusive, na Assembleia Legislativa, onde é deputado, tem atuado como uma espécie de quarta liderança do Governo Camilo Santana. Já em Itapipoca a vitória foi de João Barroso, do PSDB. A cidade é a sétima mais populosa do Ceará, com mais de 126 mil habitantes.

Em Maranguape, na Região Metropolitana de Fortaleza, o PHS, junto com PV e PCdoB, conseguiu eleger João Paulo Xeres, e no Iguatu, Ednaldo Lavor, do PDT, surpreendeu o atual prefeito Aderilo Filho (PSD), que foi apoiado pelo deputado estadual Agenor Neto, do PMDB. Em Quixadá, o ex-prefeito petista, Ilário Marques, foi vitorioso, com o apoio de lideranças políticas locais, como o deputado estadual Osmar Baquit, do PSD.

Com a nova configuração de forças, os aliados de Cid e Ciro Gomes saíram fortalecidos em oito das dez cidades mais populosas e ricas do Ceará. O PDT elegeu três prefeitos, em Fortaleza, Iguatu e Sobral; o PTB venceu em Juazeiro do Norte, o PMB, em Caucaia; o PP, no Crato; o PHS, em Maranguape; e o PT em Quixadá. Já a oposição ao grupo elegeu apenas dois prefeitos, sendo o PR, em Maracanaú; e PSDB em Itapipoca.

Para o deputado federal André Figueiredo, presidente do PDT no Ceará, a reeleição de Roberto Cláudio significa o fortalecimento do partido não apenas no Estado, mas também nacionalmente, por dar uma demonstração de força política de Ciro Gomes, nome que o partido tem trabalhado para disputar a Presidência da República.

“O PDT se fortalece na medida em que tem mais de 50 prefeitos eleitos no Ceará, conquistou a manutenção de Roberto na frente da Prefeitura de Fortaleza e conta ainda com a pré-candidatura de Ciro Gomes para a presidência da República”, afirmou. Figueiredo atuou diretamente na campanha, em caminhadas, carreatas e adesivaços.

08:56 · 17.10.2016 / atualizado às 08:57 · 17.10.2016 por
Para o trabalhista, com 350 prefeitos eleitos o partido teria base para disputa em 2018. Foto: Érika Fonseca
Para o trabalhista, com 350 prefeitos eleitos o partido teria base para disputa em 2018. Foto: Érika Fonseca

O presidente nacional do Partido Democrático Trabalhista (PDT), Carlos Lupi, defende a realização de uma Reforma Política consistente no Brasil, inclusive com cláusula de barreira. O dirigente criticou o que ele chamou de “remendo”, no caso da minirreforma aprovada no ano passado pelo Congresso Nacional. Para o trabalhista, com o fim do segundo turno deste ano, a sigla poderá eleger até 350 prefeitos em todo o País, o que lhe garantirá uma base consolidada para apostar em uma candidatura à Presidência da República em 2018.

Lupi esteve na manhã de sábado reunido com gestores eleitos pelo partido, além de aliados, onde fizeram uma avaliação da campanha no primeiro turno. Além dele, compareceram ao evento o ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, além dos deputados Sérgio Aguiar (PDT), Ferreira Aragão (PDT), Leônidas Cristino (PDT) e Zé Ailton Brasil (PP).

Segundo o dirigente, o País não teve uma Reforma Política verdadeira, mas um “remendo”. “Reforma começa quando pensa em coibir a quantidade de partidos. Hoje temos 35, e nós do PDT somos favoráveis á cláusula de barreira, que dá legitimidade aos partidos”, defendeu. O pedetista lembrou que foi o Supremo Tribunal Federal (STF) quem derrubou a cláusula, o que fez com que diversas outras siglas fossem instaladas no País.

“Nos Estados Unidos existem uns 50 partidos, mas como voto só três. Temos que coibir essa história de coligação, pois muitas das vezes se usam isso politicamente ou comercialmente para eleger seus vereadores, e o partido não tem nenhum voto, se não o de legenda”, reclamou. Para ele, a democracia exige um peso diferente, e não se pode igualar, por exemplo, um partido com 6 milhões de votos com outro que tem apenas 100 mil.

“Não se pode ter o mesmo direito. Não digo que tenha que acabar com esses partidos, mas se quiser existir tem que ter a legitimidade que só é dada quando se tem o voto”, apontou. Apesar da crise pela qual passa o homem público e em meio às incertezas do quadro político futuro, o PDT está trabalhando com vistas a fazer uma base sólida nas eleições desse ano, visando apontar um nome para a Presidência da República em 2018. O cearense Ciro Gomes tem sido apresentado por Lupi como o principal nome na disputa pela sigla pedetista, e para ele, Ciro irá surpreender, e mesmo não sendo novo na discussão política brasileira, será visto como o “novo” na campanha.

O PDT está entre os partidos que mais cresceram no pleito de 2016, com algo em torno de 10%, e ainda espera segundo turno nos municípios de Fortaleza, São Luiz, Guararapes, Osasco, Ribeirão Preto, Maringá, Caxias do Sul e Serra. Com isso, o partido pode chegar a até 350 prefeitos, caso obtenha êxito em todas as cidades em que disputa o segundo turno da campanha municipal. “Isso nos dá uma base para ter presença do partido em todo o Brasil. E desde já estamos com a candidatura do Ciro colocada. O Ciro tem linguagem aberta, ele não tem rabo preso. Aquilo que criticam nele é o que vejo como seu maior valor”.

Para o dirigente, o que mais atrai na pré-candidatura de Ciro Gomes à Presidência em 2018 é o cato de ele ter “currículo limpo em uma sociedade em que todos são acusados de alguma podridão”. Ele também apontou alguns prováveis aliados para o próximo pleito junto ao PDT, como PSB, PCdoB, PTB e até o PT. “Existem vários partidos que temos relações e outros que vendo a possibilidade de o Ciro ganhar vem. A política é perspectiva de vitória. E o Ciro pode ser a grande novidade”.

Taxas de juros são o principal problema para economia, segundo trabalhista

O pedetista reconheceu que o País passa por um momento muito grave no que diz respeito à situação financeira e política, e apontou a crise econômica internacional como responsável por parte desses problemas. No entanto, para Lupi a crise política, causada pela instabilidade do Governo Michel Temer tem afastado, segundo ele, investidores do mercado internacional e do mercado interno.

No entanto o ponto  mais grave diz respeito as taxas de juros vigentes no País, onde segundo apontou, são as maiores do planeta. “No cartão de crédito elas podem chegar, anualmente, a mais de 340%, e isso é um roubo. Em vez de tratar o câncer, que é a taxa de juros, o Governo continua dando remédio para dor de cabeça para tratar de câncer”.

Para ele, o Governo deveria atacar a taxa de juros e apontá-la como maior inimigo das contas públicas e não apenar aposentados e pensionistas. Por conta da falta de uma política que norteie isso como foco da economia, a dívida interna e externa acaba aumentando. “Não devemos querer sempre colocar isso nas mãos da sociedade. Diminuir o dinheiro da população é um crime”, criticou.

Para Lupi, Governo não tem compromisso social 

No entanto, ele defendeu também que se toque no salário do Poder Judiciário, que também deveria, em sua avaliação, ser tocado para ver o quanto o Governo economizaria ao invés de taxar o salário mínimo de quem ganha pela previdência social. “Isso é falta de foco e compromisso social. Esse Governo Temer não tem bom futuro porque está começando mal”, apontou.

Diante a crise de representatividade do homem público, Lupi vê uma luz no fim do túnel e acredita que todo esse processo tem um lado positivo. No entanto ele ressalta que todas as denúncias devem ser feitas, mas também é preciso pensar no direito de defesa das pessoas, para só depois condenar ou absolver. “Porque se não vãos voltar ao tempo da inquisição, onde vários mártires foram punidos em nome da Lei. A lei só pode existir dando amplo direito de defesa”, destacou.

Para ele, o processo se mostra positivo quando muitos donos de empresas estão sendo apenados, e não são funcionários com menor importância mas presidentes de grandes conglomerados empresarias. “Isso é salutar para a sociedade. Mas o político é reflexo da sociedade. Temos que ter a conscientização do povo para não votarem em que um não tem compromisso com o social e que rouba”.

12:54 · 08.10.2016 / atualizado às 13:50 · 08.10.2016 por

Por Antonio Cardoso

Ronaldo justificou a aliança dizendo que o postulante pedetista abraçou cinco das suas propostas mais importantes. Foto: Kleber A. Gonçalves
Ronaldo justificou a aliança dizendo que o postulante pedetista abraçou cinco das suas propostas mais importantes. Foto: Kleber A. Gonçalves

Durante coletiva de imprensa realizada na manhã deste sábado (08) no Comitê Central da campanha do candidato à reeleição Roberto Cláudio (PDT), foi oficializado o apoio do PRB. O anúncio contou com a participação do deputado federal Ronaldo Martins, que disputou a eleição no primeiro turno ficando na quarta colocação, com 51.687 votos, além de outros republicanos como o deputado estadual David Durand, o vereador de Fortaleza, Gelson Ferraz e o recém-eleito para seu primeiro mandato, Evaldo Costa.

> Apoios no 2º turno têm pouco peso eleitoral

A informação foi repassada por Roberto e Ronaldo que justificou a aliança dizendo que o postulante pedetista abraçou cinco das suas propostas mais importantes que constavam em seu plano de governo. “Tive uma conversa breve sobre alguns pontos de nosso plano de governo, elaborado junto com as pessoas nos bairros, a quem pudemos ouvir. Uma das coisas que mais me pediram foi uma atenção melhor para os bairros e estou feliz porque o candidato estará absorvendo alguns pontos que foram batalhas nossas nessa campanha”.

Um dos pontos adotados diz respeito à criação da Ouvidoria. “Fui ouvidor da Assembleia, responsável por criá-la na Casa e sei da importância de ouvir a população”, disse Ronaldo, seguido por Roberto Cláudio. “A ideia é implantar, uma em cada bairro, mas capacitando os servidores que já atuam na prefeitura, para, assim, não haver custos ou contratação de mais gente”, explicou Roberto.

O segundo tópico absorvido está voltado para a saúde do idoso. A ideia de Ronaldo Martins era implantar o Hospital do Idoso, mas conforme explicou Roberto Claudio, a proposta será aproveitada, mas editada. “A ideia é boa, mas chegamos a um meio termo. Como temos a preocupação de garantir a manutenção de nossos serviços, o primeiro passo o qual me comprometi é que em vez de novo hospital, adaptar, principalmente os que estão em expansão como o IJF II, Hospital da Mulher, Frotinhas, Gonzaguinha e Hospital Nossas Senhora da Conceição para ter alas e serviços de geriatria em cada uma das unidades”.

Também será agregada a intenção de sinalizar, horizontalmente, os locais onde há a presença de fotossensores, controle de estoque de medicamentos nas unidades de saúde através de uma central informatizada e abertura de diálogo, intermediado por Ronaldo Martins, com os feirantes da Feira José Avelino.

Apoio do PT

Sobre ter ou não o apoio do Partido dos Trabalhadores, Roberto Cláudio disse que respeita as decisões partidárias, principalmente as democráticas. “O PT, me parece, fez uma ampla discussão, fez longo debate e saiu com a resolução de liberar seus filiados. Ontem a noite tive o privilégio de ter o maior líder do partido, que é o próprio governador Camilo Santana aqui no comitê em seu primeiro ato público de apoio dele a nossa candidatura. Estou muito feliz com o apoio importante, até porque, para se governar bem uma cidade como Fortaleza, precisamos de apoios institucionais”, declarou.

Segundo o candidato, não se governa uma cidade como Fortaleza, em meio a uma crise, sem ter projeto pronto e capacidade de estabelecer parcerias para captar recursos para o município. “E a garantia do apoio do governador do Estado ao nosso projeto é a garantia também de uma afinada parceria administrativa em um segundo governo. A garantia de apoio para realização de obras, projetos sociais, e me dá muita honra em ter apoio do grande líder político”.

Além de Ronaldo Martins e o PRB, Roberto Cláudio já tem ao seu lado Tin Gomes (PHS) e o candidato a vice, na chapa de Heitor Férrer, o advogado Dimas Oliveira, presidente estadual do partido REDE. “Sobre uma possível adesão do PSB, onde já esteve filiado, disse que preferia falar apenas quando algo de concreto pudesse ser anunciado.

Estiveram presentes à coletiva: deputado federal Ronaldo Martins (PRB), presidente da Câmara Salmito Filho (PDT), deputados estaduais Dr. Sarto (PDT), Ely Aguiar (PSDC) e David Durand (PRB). O deputado federal Odorico Monteiro (PROS) também participou, assim como o vereador Gelson Ferraz, e o eleito no último domingo, Evaldo Costa (PRB).

10:06 · 25.09.2016 / atualizado às 10:06 · 25.09.2016 por
Diretórios peemedebistas e republicanos, nas esferas municipais, estaduais e nacional, foram os que mais contribuíram com campanhas nos principais municípios do Estado. Em Fortaleza, as duas siglas estão coligadas em torno da chapa Capitão Wagner (PR) e Gaudêncio (PMDB) Foto: JL Rosa

Diretórios peemedebistas e republicanos  foram os que mais contribuíram com campanhas nos principais municípios do Estado. Em Fortaleza, as duas siglas estão coligadas em torno da chapa Capitão Wagner (PR) e Gaudêncio (PMDB) Foto: JL Rosa

Nos 15 municípios cearenses com maior arrecadação para campanha a prefeito em 2016, 14 siglas fizeram doações partidárias para candidatos ao Poder Executivo municipal. Juntas, essas legendas contribuíram com R$ 6.116.492,11 para as candidaturas que apoiam.

O partido que mais fez doações foi o PMDB, tendo distribuído um total de R$ 1.389.983,00 a candidatos de cinco municípios: Fortaleza, Sobral, Lavras da Mangabeira, Camocim e Pacatuba. Logo em seguida, aparece o PR que fez doações no valor de R$ 865 mil, em dois municípios: Fortaleza e Pacatuba. Na Capital, as duas siglas aparecem coligadas na chapa Capitão Wagner/Gaudêncio.

O PDT é o terceiro maior doador, entre os 15 municípios com campanha mais cara, tendo contribuído com R$ 824.131,34 em cinco municípios: Fortaleza, Juazeiro do Norte, São Gonçalo do Amarante, Pacatuba e Itapipoca. Na Capital, o partido apoia a reeleição do atual prefeito e seu filiado Roberto Cláudio. Na quarta posição, aparece o PT, com doações de R$ 800 mil, concentradas apenas na candidatura da ex-prefeita Luizianne Lins, na Capital cearense.

Fechando a lista dos cinco partidos que mais fizeram doações, entre os 15 municípios cearenses de campanha mais cara, está o PP que doou R$ 745 mil a candidatos de quatro municípios: Fortaleza, Crato, Pacajus e São Gonçalo do Amarante.

Municípios

Considerando apenas os 15 municípios com mais arrecadação na disputa para prefeito, Fortaleza aparece com volume quase dez vezes maior de doações partidárias, em relação ao município com segundo maior total de recursos recebidos por meio dessa fonte.

A Capital, que tem oito candidatos a prefeito, recebeu de 10 partidos um montante de R$ 4.790.025,15. Lavras da Mangabeira, que aparece em seguida recebeu apenas R$ 490 mil, frutos da doação de um único partido, o PMDB. Na sequência aparece Sobral, que recebeu R$ 200 mil também de contribuição peemedebista.

Completam a lista dos cinco municípios que mais receberam doações partidárias: Pacajus e Juazeiro do Norte, que arrecadaram, via contribuições das legendas, R$ 190.210,00 e R$ 136.227,62, respectivamente. A diferença entre essas campanhas é que no caso de Juazeiro do Norte houve doações de cinco partidos, enquanto em Pacajus apenas três partidos fizeram doações.

Na lista dos 15 municípios cearenses com maior arrecadação, apenas Itaitinga e Eusébio não contaram com receitas oriundas de partidos. Confira abaixo o ranking de doações partidárias nos 15 municípios com maior arrecadação no Ceará!

RANKING DE DOAÇÕES POR PARTIDO

PMDB: R$ 1.389.983,00
PR: R$ 865.000,00
PDT: R$ 824.131,34
PT: R$ 800.000,00
PP:R$ 745.000,00
PRB: R$ 487.500,00
PSDB: R$ 400.000,00
PSB: R$ 324.992,15
PHS: R$ 100.000,00
PTB: R$ 75.000,00
PV: R$ 40.000,00
PSOL: R$ 28.693,00
SD: R$ 20.000,00
PMB: R$ 16.192,62

RANKING DE DOAÇÕES PARTIDÁRIAS POR MUNICÍPIO

FORTALEZA: R$ 4.790.025,15
LAVRAS DA MANGABEIRA: R$ 490.000,00
SOBRAL: R$ 200.000,00
PACAJUS: R$ 190.210,00
JUAZEIRO DO NORTE: R$ 136.227,62
PACATUBA: R$ 100.00,00
SÃO GONÇALO DO AMARANTE: R$ 90.168,00
CAMOCIM: R$ 55.000,00
ARACATI: R$ 50.000,00
CRATO: R$ 50.000,00
MARANGUAPE: R$ 40.000,00
ITAPIPOCA: R$ 15.581,34
GRANJA: R$ 20.000,00
ITAITINGA: R$ 0,00
EUSÉBIO: R$ 0,00

DETALHAMENTO POR MUNICÍPIO

1-FORTALEZA:

PR: R$ 815.000,00
PSDB: R$ 400.000,00
PMDB: R$ 599.983,00
PSB: R$ 299.992,15
PSOL: R$ 28.000,00
PT: R$ 800.000,00
PDT: R$ 684.550,00
PP: R$ 575.000,00
PRB: R$ 487.500,00
PHS: R$ 100.000,00

TOTAL: R$ 4.790.025,15

2-JUAZEIRO DO NORTE:

PTB: R$ 75.000,00
PSOL: R$ 00.315,00
PSB: R$ 20.000,00
PDT: R$ 24.000,00
PMB: R$ 16.912,62

TOTAL: R$ 136.227,62

3-MARANGUAPE:

PV: R$ 40.000,00

4-SOBRAL:

PMDB: R$ 200.000,00

5-LAVRAS DA MANGABEIRA:

PMDB: R$ 490.000,00

6-CAMOCIM:

PMDB: R$ 50.000,00
PSB: R$ 5.000,00

TOTAL: R$ 55.000,00

7-CRATO:

PP: R$ 50.000,00

8-PACAJUS:

PP: R$ 100.000,00
PSOL: R$ 210,00
PSB: R$ 90.000,00

TOTAL: R$ 190.210.000,00

9- SÃO GONÇALO DO AMARANTE:

PDT: R$ 50.000,00
PP: R$ 40.000,00
PSOL: R$ 168,00

TOTAL: R$ 90.168,00

10- PACATUBA:

PMDB: R$ 50.000,00
PR: R$ 50.000,00

TOTAL: R$ 100.00,00

11- ARACATI:

PDT: R$ 50.000,00

12- ITAPIPOCA:

PDT: R$ 15.581,34

13- ITAITINGA:

NENHUMA DOAÇÃO PARTIDÁRIA

14-EUSÉBIO:

NENHUMA DOAÇÃO PARTIDÁRIA

15 – GRANJA:

SD: R$ 20.000,00

TOTAL: R$ 6.116.492,11

Fonte: TSE

09:38 · 05.08.2016 / atualizado às 09:42 · 05.08.2016 por
Vereadores de Fortaleza, ontem, não escondiam suas preocupações com o fechamento das coligações proporcionais Foto: Natinho Rodrigues
Vereadores de Fortaleza, ontem, não escondiam suas preocupações com o fechamento das coligações proporcionais Foto: Natinho Rodrigues

Por Suzane Saldanha

Na véspera da convenção do PDT, ocorrida na noite de ontem, o clima de indefinição na formação das coligações partidárias dos aliados do prefeito Roberto Cláudio (PDT) para a disputa proporcional agitava os bastidores da Câmara Municipal. Os vereadores da base, impactados diretamente com os acordos entre as siglas, discutiam as possíveis alianças proporcionais e as chances de cada partido na eleição em outubro próximo.

O interesse dos vereadores nas coligações proporcionais estava relacionado diretamente à perspectiva de sucesso eleitoral, posto existir o entendimento de que a renovação na Casa, com o pleito deste ano, será uma das maiores dos últimos pleitos, principalmente em razão do número de candidatos à Câmara Municipal somado aos desgastes da classe política.

Entre os burburinhos nos corredores do Legislativo municipal, ontem, era apontado o nome do vereador Salmito Filho (PDT), presidente da Câmara, como cotado para ser o candidato a vice na chapa encabeçada pelo prefeito Roberto Cláudio. O nome do deputado federal Moroni Torgan (DEM) também era colocado, embora, anteriormente o deputado federal já houvesse declarado não interesse no posto, por preferir permanecer com o mandato em Brasília.

Nos últimos dias, a Casa Legislativa abrigou diversas reuniões, inclusive na sala da Presidência, entre os aliados do prefeito que tentavam acordar as coligações proporcionais. O deputado federal Roberto Mesquita, presidente municipal do PSD, foi um dos que estiveram no local.

Na última quarta, membros do PDT, como Renan Colares, filho do deputado estadual Fernando Hugo, e Iraguassú Teixeira, filho do vereador Iraguassú Teixeira, além dos 14 vereadores que vão tentar reeleição, participaram de uma reunião com José Queiroz Maia Filho, chefe de gabinete do prefeito e presidente municipal do PROS, articulador das coligações proporcionais das agremiações aliadas ao prefeito da Capital.

Agradaria

Preocupados com a possibilidade de renovação na eleição proporcional, os vereadores pedetistas manifestaram o desejo da coligação com partidos aliados para conseguir preencher o maior número de vagas na Casa. Alguns apontavam a vontade de ter qualquer sigla na aliança proporcional. Contudo, a chapa PDT, PROS, PTB e PP foi a mais citada entre eles. Houve ainda quem reclamasse da possível inclusão do PROS, que deve ter uma média de 20 mil votos, por entender que a sigla poderia tomar uma vaga do próprio PDT.

Já os vereadores a favor da coligação PDT, PROS, PTB e PP defendiam que como o PROS, o PTB e o PP podem até fazer um vereador, cada agremiação, a sobra dos votos desses partidos iria para os postulantes do PDT. O medo dos pré-candidatos das outras siglas é perder a vaga.

Nos corredores da Câmara os parlamentares pedetistas avaliavam que em um cenário ruim o PDT, com chapa pura, poderia fazer de sete a oito cadeiras. Numa perspectiva otimista, o número chegaria a 11. Já coligado com os outros três partidos, a chance da chapa seria de eleger até 15 postulantes. A análise é que os mais votados devem ter de 12 a 10 mil votos.

Até o início da tarde ontem, horas antes da convenção, um outro impasse era registrado entre mais cinco partidos. A possível coligação DEM, PCdoB, PSD, PMB e PSL seria uma das ideias, mas não agradaria ao PSL, comandado pelo vereador José do Carmo. Diante disso, o DEM, que inclusive havia marcado sua convenção para a parte da manhã, adiou a homologação dos seus nomes e da coligação para o fim da tarde ou mesmo junto com a do PDT. Poucas horas antes da realização da convenção do PDT, a coligação proporcional PSC, PSDC e PV era a única que estava acertada.

09:37 · 05.08.2016 / atualizado às 09:37 · 05.08.2016 por
O prefeito Roberto Cláudio é cumprimentado por Cid Gomes sob os olhares do deputado Moroni Torgan, candidato a vice-prefeito Foto Kleber A. Gonçalves
O prefeito Roberto Cláudio é cumprimentado por Cid Gomes sob os olhares do deputado Moroni Torgan, candidato a vice-prefeito Foto Kleber A. Gonçalves

No dia cercado de expectativas, entre aliados, sobre o nome do pré-candidato a vice-prefeito que embarcará, junto com o atual prefeito, Roberto Cláudio (PDT), na empreitada eleitoral que mira a reeleição, o silêncio que o postulante à Prefeitura de Fortaleza mantinha até então foi quebrado por apitos, batucadas e gritos de centenas de pessoas que cantavam já em clima de campanha: “Roberto Cláudio e Moroni agora é 12!”. As duas pré-candidaturas, da coligação composta, até ontem à noite, por 16 partidos, foram oficializadas na convenção que reuniu, além dos irmãos Ferreira Gomes, a atual primeira-dama do Estado, Onélia Leite, que selou o apoio do governador Camilo Santana (PT) ao prefeito da Capital.

Roberto Cláudio discursou aos apoiadores por quase meia hora, enumerando realizações do atual mandato que pretende ampliar caso seja reeleito, com prioridade nas áreas de Saúde, Educação e Mobilidade Urbana, e adiantando “novas ideias” que deve levar para a campanha, as quais abrangem, por exemplo, Trabalho e Segurança Pública.

A coligação, segundo ele, conta com 16 siglas e pode receber ainda outras duas, com as quais está dialogando. A convenção de ontem contou com as presenças de lideranças do PDT, como a do presidente nacional do partido, Carlos Lupi, a do presidente do grêmio no Ceará, o deputado federal André Figueiredo, e também a da vice-governadora Izolda Cela, além de dirigentes e parlamentares de outras siglas, a exemplo dos deputados federais Odorico Monteiro (Pros) e Domingos Neto (PSD).

Entre os pedetistas, também estiveram presentes os ex-governadores Cid e Ciro Gomes e os presidentes da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque, e da Câmara Municipal de Fortaleza, Salmito Filho. O governador não esteve na convenção, mas Roberto Cláudio afirmou que esteve com Camilo antes de chegar ao evento. “Vim da casa dele agora. O Camilo é um grande sujeito, um grande governador, e vai estar do nosso lado, moralmente, sempre caminhando com a gente”, destacou. Na manhã de hoje, os dois visitam, juntos, as obras do IJF 2, no Centro.

Sobre o programa de governo que deve apresentar aos eleitores, o pedetista informou que o Plano Fortaleza 2040, projeto que prevê ações para o desenvolvimento da Capital em curto, médio e longo prazos, servirá de “ponto de partida” para a definição de propostas, mas ressaltou que serão construídas também durante a campanha eleitoral.

“A gente já tem um boneco, o primeiro material, o que queremos fazer, mas ele será legitimado pela participação popular dentro do comitê”, detalhou.

Prioridades

Ele adiantou que dará prioridade a três áreas que considera relevantes: Saúde, Educação e Mobilidade Urbana. O gestor municipal destacou ações do mandato, ponderando que há muito a ser continuado. “Algumas das questões que mais avançaram foram na área de Saúde. Contratamos mais de 360 médicos, concluímos e reformamos 70 postos de saúde, construímos 20 novos postos, implantamos cinco UPAs, implantamos uma Policlínica. Mesmo com tudo isso, essa é uma área que ainda precisa avançar”, citou.

Em entrevista após o evento, Roberto Cláudio também respondeu críticas de alguns se seus adversários no pleito, que, nas respectivas convenções, sustentaram que o prefeito prioriza áreas nobres da cidade em sua gestão. “Nós temos obras hoje, literalmente, em todos os 119 bairros da cidade de Fortaleza. Nós vamos ter 21 areninhas, 76 creches abertas, 25 escolas de tempo integral até o final do ano, teremos 250 praças reformadas, diversas obras de mobilidade, e essas ações, muitas vezes, não são conhecidas por quem mora num bairro e não frequenta o outro”.

O pedetista disse, ainda, que não fará uma campanha de revanchismos, acusações ou ódio. “Aquela história de ‘bateu, levou’ não vai ser aqui. A minha resposta será apontar uma obra, uma mudança que a cidade teve”. Na lista de “novas ideias” que pretende executar, disse que vai propor “um grande projeto de capacitação para o trabalho” e apresentará, ainda, uma proposta de política integrada de prevenção à violência em parceria com o Governo do Estado. “Uma proposta que envolva responsabilidades do município para prevenir violência – muito mais ações sociais e ações de infraestrutura territoriais que vão apoiar ações de policiamento do Governo do Estado”, detalhou.

Vice

Questionado sobre o que determinou a escolha do deputado federal Moroni Torgan (DEM) como vice da chapa, o pedetista afirmou que vinha “cantando” o parlamentar “há muito tempo”, mas só pode fechar questão em torno do nome ontem. “A gente teve que conversar com todos os aliados. Havia outros pré-candidatos, a gente teve que ter toda a delicadeza para manter a nossa base unida nesse processo de escolha. E o nome do Moroni é o nome que agrega, que une. O Moroni é o deputado federal mais votado do Ceará”.

Já Moroni disse estar pronto para deixar o mandato na Câmara dos Deputados em dezembro e assumir a vice-prefeitura em 2017, caso a coligação seja eleita. “Quando Fortaleza chamou, através desse convite do Roberto Cláudio, eu tinha que dizer: ‘bom, o que eu tinha que fazer em Brasília, eu termino até dezembro, e a partir de janeiro eu estou aqui para, inclusive, trabalhar principalmente na proteção do nosso povo”.

09:13 · 04.08.2016 / atualizado às 09:13 · 04.08.2016 por

Por Miguel Martins

Ivo Gomes terá o seu nome homologado como candidato a prefeito de Sobral na convenção que será realizada no Arco do Triunfo, sexta-feira Foto: José Leomar
Ivo Gomes terá o seu nome homologado como candidato a prefeito de Sobral na convenção que será realizada no Arco do Triunfo, sexta-feira Foto: José Leomar

Ao contrário do que acontece na Capital, PDT, PT e PMDB são aliados em vários municípios cearenses na disputa pelo cargo de prefeito. Sobral e Caucaia são as principais delas. O PDT também tem divergência com o PSDB, a qual se mostrará mais acentuada em Sobral, em razão da candidatura de Ivo Gomes, irmão de Ciro e Cid Gomes, os pedetistas na relação dos principais adversários de Luizianne Lins (PT), Eunício Oliveira (PMDB) e Tasso Jereissati (PSDB). Todos, porém, até pouco tempo eram aliados.

Ivo Gomes terá o seu nome homologado como candidato a prefeito de Sobral sexta-feira, no último dia do Calendário Eleitoral para a realização de convenções. Ivo disputará com um candidato do PMDB, provavelmente aliado ao PSDB. A disputa em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), deve contar com seis candidatos para o pleito deste ano.

Dentre os postulantes está o deputado Naumi Amorim (PMB), que contará com o apoio do governador Camilo Santana, do PT, e terá como candidata a vice-prefeita a ex-deputada estadual, do PTB, Livia Arruda, filha do ex-prefeito do Município, José Gerardo Arruda, do PMDB. Lívia foi deputada estadual enquanto sua mãe era prefeita de Caucaia, o principal reduto eleitoral da família.

Acordos

Devem estar na disputa com Naumi Daniel Gadelha (PSOL), Eduardo Pessoa (PSDB), Silvio Nascimento (PP), Baiano Ximenes (Rede) e Hipólito índio (PTC), conhecido como Potim. A disputa em Caucaia chegou a ter 11 candidatos, mas devido aos acordos feitos foi se reduzindo até chegar à quantidade atual. Na tarde de hoje, Amorim fará convenção com, pelo menos, 13 partidos coligados, dentre eles o PDT, que tem como lideranças maiores os irmãos Cid e Ciro Gomes, além do deputado federal André Figueiredo, e o PMDB, de Gerardo Arruda. Além destes tem ainda PSD, PCdoB, SD, PTB, PT, PSDC, PRP, PSC e PPL.

Em Sobral, a convenção de Ivo será no fim da tarde de sexta-feira com a participação dos dois irmãos, do governador Camilo Santana e lideranças nacionais do PDT. Os pedetistas, em razão da liderança dos irmãos de Ivo, elegeram Fortaleza e Sobral, como os dois municípios prioritários nesta campanha.

Naumi Amorim, recentemente já fez uma grande movimentação política no Município, inclusive com a participação do ministro Gilberto Kassab, principal liderança nacional do PSD, um dos seus partidos aliados. O candidato afirma que tem boa relação com todos os demais candidatos, e não trabalhará na campanha agredindo os demais candidatos, até porque o pleito em Caucaia pode ser decidido somente no segundo turno, e aquele que tiver o maior número de apoios pode ser eleito.

“Se eu fosse candidato que falasse mal dos outros, o grupo do José Gerardo Arruda e do Paulo Guerra, que é do PDT, não teriam entrado na disputa ao meu lado”. Os dois grupos são divergentes em Caucaia, desde quando Gerardo era, de fato, a principal força política local.

09:12 · 04.08.2016 / atualizado às 09:12 · 04.08.2016 por

Por Suzane Saldanha

Roberto Cláudio fez ontem uma visita ao Sistema Verdes Mares, onde falou sobre o evento político que acontecerá na noite de hoje Foto: Thiago Gadelha
Roberto Cláudio fez ontem uma visita ao Sistema Verdes Mares, onde falou sobre o evento político que acontecerá na noite de hoje Foto: Thiago Gadelha

O ex-governador Cid Gomes (PDT), na última conversa com o governador Camilo Santana (PT), segunda-feira, defendeu que ele tivesse uma postura discreta com relação a seu apoio ao candidato Roberto Cláudio (PDT), para evitar a campanha de vitimização de Luizianne Lins (PT). Para Cid, Camilo não deveria ir à convenção de hoje que homologará o nome de Roberto Cláudio para disputar a reeleição. A decisão, contudo, ficou de ser tomada por ele e o próprio prefeito de Fortaleza.

Cid defende que Camilo fique preservado para momentos mais importantes da campanha, quando as pesquisas assim indicarem. A princípio, segundo auxiliares de Camilo, sua disposição é de ir ao evento desta noite. Ontem, o prefeito Roberto Cláudio afirmou, em visita ao Sistema Verdes Mares, ter a intenção de definir ainda naquela noite o nome do candidato a vice-prefeito. Tendo o apoio de 18 partidos, a conversa final com alguns aliados para definir o nome do vice e fechar as coligações proporcionais seria feita durante todo o dia de ontem.

Hoje, a convenção da sigla contará com a presença do presidente nacional, Carlos Lupi; do presidente estadual, André Figueiredo; dos irmãos Cid e Ciro Gomes e da vice-governadora Izolda Cela. Roberto Cláudio disse, pela manhã, que não tinha confirmação sobre a participação ou não de Camilo.

Vice

O prefeito apontou ter a meta de que as definições com os aliados, sobre o nome do vice, fossem feitas até a noite de ontem, podendo acontecer, no máximo, até a manhã de hoje. Segundo ele, as conversas com os 18 partidos ocorrem “cuidadosamente e delicadamente”.

“Quero muito até à noite de hoje (terça-feira) ter uma definição, até porque a convenção está agendada para amanhã (hoje) e de fato esse é o prazo que a gente está contabilizando como razoável para chegar na convenção com a definição, já unindo os aliados todos”, destacou.

De acordo com Roberto Cláudio, apesar de já ter conversado com as siglas, alguns partidos deveriam ser ouvidos novamente na tarde e noite de ontem para unir a base e fortalecer o embate eleitoral.

“Vou continuar a conversa agora à tarde com outros partidos, obviamente há nomes distintos que são apresentados e nossa ideia é, muitas vezes, conversar mais de uma vez com cada partido para que efetivamente seja uma decisão que una a base aliada”, avaliou.

Roberto Cláudio detalhou que cinco nomes de perfis diferentes foram apresentados oficialmente a ele como alternativa para compor a chapa encabeçada pelo PDT. E reforçou que a escolha do candidato a vice-prefeito deve obedecer aos critérios de unir a base aliada, contribuir no processo eleitoral e, principalmente, observando a ajuda para governar em um eventual segundo mandato.

“Eu, felizmente, tenho o privilégio de ter apoio de 18 partidos, o que demonstra um espírito de união e convergência em torno de um projeto de continuidade, mas, ao mesmo tempo, demanda muita delicadeza, muito respeito aos múltiplos aliados na escolha desse processo do candidato a vice-prefeito”, relatou.

Proporcional

No tocante às coligações proporcionais, ele informou ter definido, na noite da última terça-feira (2), a coligação entre o PV, PSC e PSDC. Contudo, outras duas ou três coligações, entre PCdoB, PDT, PROS, PP, PTB, PSD, PSL e PMB, seriam fechadas ao longo do dia de ontem.

“A gente tem algumas definições consolidadas e hoje à tarde (ontem) parte da tarefa dessas conversas com partidos é concretizar essas alianças, surgiu uma nova de ontem para hoje que, além dos partidos que estão indo só como o PEN, PTC, PTN, PPL, PRTB, há uma coligação definida do PV, PSC e o PSDC”.

Confirmando a presença de lideranças nacionais e estaduais na convenção, como Carlos Lupi e Ciro Gomes, Roberto Cláudio contou também ter feito o convite ao governador Camilo Santana (PT), mas que ainda não teria recebido a confirmação da presença do chefe do Executivo Estadual no evento. Ele ainda apontou que não participaria da convenção em Sobral para oficializar o nome de Ivo Gomes, irmão de Cid e Ciro Gomes, à Prefeitura de Sobral.

“Minha tarefa é focar em Fortaleza, a despeito de ter tido a honra de receber convites de outros diversos municípios para participar das convenções, eu entendo que minha tarefa é estar aqui em Fortaleza”, salientou.

Roberto Cláudio ainda afirmou ser este o momento de mostrar ao fortalezense o seu projeto para a cidade, as realizações feitas no primeiro mandato, e passar a mensagem de que, em um eventual segundo mandato, terá muito mais domínio administrativo para fazer mais e melhor do que o primeiro governo.

“Eu estou agarrado à tarefa de apresentar a cidade, o nosso projeto, realizações e as mensagens de que, no segundo governo, acumularemos bem mais realizações”.

09:29 · 26.07.2016 / atualizado às 10:12 · 26.07.2016 por
O pré-candidato tem o apoio de oito legendas, mas não conseguiu atrair PT e PCdoB. FOTO: JOSE LEOMAR
O pré-candidato tem o apoio de oito legendas, mas não conseguiu atrair PT e PCdoB. FOTO: JOSE LEOMAR

O PDT de Maracanaú marcou para o dia 1º de agosto, às 19 horas, a convenção que deve oficializar o nome do deputado estadual Júlio César Filho para concorrer à Prefeitura do Município. O evento acontecerá no campus do IFCE na cidade, e contará com as presenças do ex-governador Cid Gomes, do presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque, e do presidente estadual da legenda, o deputado federal André Figueiredo.

Até o momento oito partidos fazem parte da coligação que dará sustentação à candidatura do pedetista, são eles: PHS, PEN, PV, PTC, PRTB, PSB, PRP, além do PDT. O pré-candidato, no entanto, ainda não conseguiu atrair os apoios de PCdoB e PT, apesar das tentativas feitas.

10:33 · 22.07.2016 / atualizado às 10:33 · 22.07.2016 por
O pedetista quer discutir legislação eleitoral com seus correligionários. FOTO: JOSE LEOMAR
O pedetista quer discutir legislação eleitoral com seus correligionários. FOTO: JOSE LEOMAR

Além da agenda como liderança do Governo na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Evandro Leitão (PDT), tem tentado conciliar o trabalho com as atividades junto aos candidatos ao pleito desse ano. Na manhã do próximo sábado (23), o pedetista vai se reunir com aliados para discutir as regras válidas para as eleições municipais desse ano.

O parlamentar espera reunir no auditório Murilo Aguiar, da Assembleia Legislativa, aproximadamente 60 pré-candidatos de 20 municípios, incluindo vereadores e prefeitos que disputam reeleição.  No encontro, um jurista especialista em direito eleitoral fará uma palestra sobre as regras válidas na campanha. De acordo com Leitão, o momento também servirá para os pré-candidatos aliados trocarem informações e experiências entre eles, e dar “a largada para a disputa”.

10:32 · 22.07.2016 / atualizado às 10:32 · 22.07.2016 por
Júlio César Filho é filho do ex-prefeito de Maracanaú, Júlio César Lima, e vai para a disputa majoritária pela primeira vez. FOTO: JOSE LEOMAR
Júlio César Filho é filho do ex-prefeito de Maracanaú, Júlio César Lima, e vai para a disputa majoritária pela primeira vez. FOTO: JOSE LEOMAR

O deputado Júlio César Filho (PDT) foi escolhido pela sigla pedetista como o candidato a disputar a Prefeitura de Maracanaú no pleito de outubro próximo. Ele estava em disputa interna com o empresário Edilson Teixeira, mas teve a candidatura confirmada na manhã desta quinta-feira, depois de pesquisas internas que mostraram seu nome como o favorito entre as duas opções junto ao eleitorado maracanauense.

O candidato a vice na chapa encabeçada pelo PDT ainda não foi decidido, o que deve acontecer depois de reunião com aliados. Com a indicação de Júlio César Filho, acredita-se que mais partidos podem aderir à coligação.

PT e PCdoB, por enquanto, não fazem parte da aliança que indicou o parlamentar como o nome pedetista para a disputa. A data de convenção para oficializar a candidatura do postulante ainda não foi definida, pois vai depender das agendas do ex-governador Cid Gomes e do presidente do partido no Ceará, o deputado federal André Figueiredo.

09:01 · 05.07.2016 / atualizado às 09:01 · 05.07.2016 por

Por Miguel Martins

Segundo o presidente do PT no Ceará, Francisco De Assis Diniz, todas as postulações da sigla foram tratadas com Camilo e Cid Foto: Lucas de Menezes
Segundo o presidente do PT no Ceará, Francisco De Assis Diniz, todas as postulações da sigla foram tratadas com Camilo e Cid Foto: Lucas de Menezes

Apesar de fazerem parte do bloco governista que apoia o governador Camilo Santana, algumas siglas vão atuar em lados opostos em diversos municípios cearenses nas eleições deste ano. PDT, PT, PP, PSD e PTB, dentre outras legendas, estão concluindo o fechamento de suas listas para a disputa de prefeituras nos 184 municípios, mas em muitas localidades é praticamente inviável que tais partidos estejam na mesma coligação. Há, inclusive, agremiações situacionistas que deverão se coligar com grêmios opositores ao governo, sem, no entanto, romperem a aliança em âmbito estadual.

Somente em Fortaleza, as siglas aliadas lançaram quatro pré-candidaturas distintas. São elas: Roberto Cláudio tentando reeleição pelo PDT; Luizianne Lins no PT; Tin Gomes postulando pelo PHS; e Ronaldo Martins construindo uma candidatura no PRB. Segundo informaram os presidentes de partidos no Ceará, além da Capital, haverá disputa entre os aliados em vários dos mais importantes municípios do Estado, como no Crato, Juazeiro do Norte, Itapipoca, Pacatuba, Maranguape, São Gonçalo do Amarante e outros.

O PDT, por exemplo, está com 117 pré-candidaturas fechadas nos 184 municípios do Estado, dentre eles Fortaleza, Maracanaú, Juazeiro do Norte, Sobral, Itapipoca, Iguatu, Aracati, Amontada, Acopiara, Baturité e Icó. Algumas destas cidades também terão postulações apoiadas ou encabeçadas pelo PT e pelo PSD, conforme líderes disseram ao Diário do Nordeste.

O PSD é o parceiro mais importante do PDT pela relação existente entre a sua atual presidente, a prefeita Patrícia Aguiar, de Tauá, com o grupo político liderado pelo ex-governador Cid Gomes, a primeira liderança do PDT no Ceará. Mesmo assim, não estarão coligados em todos os locais em que disputarão o comando municipal.

Em Juazeiro do Norte, há um impasse entre as legendas aliadas, visto que PT, PDT, PSD e até PTB querem lançar nomes para a disputa de prefeito. O pedetista André Figueiredo já chegou a dizer que os petistas conseguiram emplacar uma pré-candidatura em Barbalha, enquanto o PP, no Crato. Por isso, para ele, o ideal seria uma postulação do PDT em Juazeiro. Isso, porém, é contestado pelos presidentes dos demais partidos.

Listas

De acordo com o presidente do PT no Ceará, Francisco De Assis Diniz, a lista completa dos municípios onde o partido terá candidaturas ainda não foi concluída, mas a maioria das cidades que disputará está dentro do arco de aliança do Governo do Estado. Contudo, segundo ele, mesmo sendo poucos, alguns municípios poderão ter candidaturas de aliados em lados opostos.

“Tudo ainda é provisório e temos uns 17 dias para concluir toda a lista (as convenções partidárias só serão realizadas a partir do dia 20 próximo). Nessa eleição, a palavra final sobre alianças será do diretório estadual”, apontou De Assis. Conforme informou o dirigente petista, a maioria das alianças tem sido feita com PDT e PROS, além dos demais partidos que compõem a base. “Haverá coligações fora? Haverá, mas ainda não sabemos. Em Maracanaú ainda não está resolvido. Lá estamos na composição da atual gestão e por isso é caso emblemático”.

Diniz disse ainda que, inicialmente, tratou de todas as postulações do PT junto ao governador Camilo Santana e com o ex-governador Cid Gomes, que é liderança do PDT no Estado. Para tentar pacificar com o bloco formado por PSD e PMB, o dirigente ressaltou que também dialogou com os presidentes destas siglas, o deputado federal Domingos Neto (PSD) e sua mãe, a prefeita do município de Tauá, Patrícia Aguiar (PMB).

Autonomia

Domingos Neto afirmou que existem questões que são problemas do próprio município, mas ressaltou que seu partido, o PSD, terá autonomia para tomar decisões. No último fim de semana, o partido decidiu que terá candidatura própria no município do Crato. Acontece que, antes desta decisão, a sigla tinha se comprometido com apoio ao nome do deputado estadual Zé Ailton Brasil, do PP, que foi o escolhido da sigla e do governador Camilo Santana, para encabeçar a chapa governista naquela cidade. O PT é outro que está ameaçando romper com a pré-candidatura de Brasil no Crato.

“Existem resistências de pré-candidatos, como no Crato. O PSD vai disputar contra aliados em muitos municípios. Como é uma questão local, existem casos onde estamos aliados até de partidos da oposição. Disputamos contra o PDT em Icó, São Gonçalo do Amarante, Iguatu, Tianguá e outros”, disse.

O PSD tem discutido lançar candidatura própria ao pleito em dezenas de municípios cearenses, dentre eles Caucaia, Juazeiro do Norte, Itapipoca, Maranguape, Iguatu, Quixadá, Pacatuba, Canindé, Crateús, Aquiraz, Quixeramobim, Aracati, Viçosa, Acopiara, Eusébio, Itaitinga, Granja, Beberibe e Itapajé.

Já o vice-presidente do PP, Antônio José Albuquerque, afirmou que a sigla está fazendo um levantamento de todos os municípios cearenses onde o grêmio deve ter candidatura própria, visto que alguns pré-candidatos desistiram e outros surgiram. Uns têm desistido pelas dificuldades financeiras e outros por questões políticas locais. “Vamos ter várias candidaturas e dar um esforço especial no Crato, onde temos a pré-candidatura de Zé Ailton Brasil”, ressaltou o dirigente.

Com o lançamento da pré-candidatura do PP no Crato, o PSD lançou também um nome, não fechando questão em relação ao apoio a Brasil. O PT, por sua vez, questiona a indicação do vice na chapa. “Estamos conversando com os partidos e esperamos pacificar a situação com PT e PSD”, disse o deputado que postula a vaga de prefeito do município da Região do Cariri.

09:08 · 28.06.2016 / atualizado às 09:08 · 28.06.2016 por

Por Suzane Saldanha

Nos encontros, segundo Roberto Cláudio, a ideia é prestar contas e ouvir sugestões Foto: Nah Jereissati
Nos encontros, segundo Roberto Cláudio, a ideia é prestar contas e ouvir sugestões Foto: Nah Jereissati

Em clima de pré-campanha eleitoral com vistas à eleição municipal em outubro próximo, o PDT se prepara para iniciar uma série de encontros em 25 bairros de Fortaleza a partir do mês de julho. De acordo com o prefeito Roberto Cláudio, presidente municipal da sigla, a proposta é fazer uma prestação de contas da gestão, saber as expectativas da comunidade e ouvir sugestões para o plano de governo.

Antes da realização das reuniões, o chefe do Executivo destaca que vai participar, nesta semana, de quatro a seis eventos por dia para entregar obras até 1º de julho, próxima sexta, prazo final para a participação de agentes públicos em inaugurações.

Ele esteve na Câmara Municipal de Fortaleza, ontem, para o sorteio de unidades habitacionais do programa “Minha Casa, Minha Vida”. Na ocasião, também estiveram presentes o presidente da Casa, Salmito Filho (PDT); o secretário de Relações Institucionais, Nelson Martins, representando o governador Camilo Santana (PT); os deputados federais Odorico Monteiro (PROS) e Chico Lopes (PCdoB); vereadores e ex-vereadores.

Segundo o prefeito, a partir de julho, a bancada do PDT promove eventos em comunidades para prestar contas da gestão, saber o que foi feito de bom nos locais e o que precisa ser realizado. Também serão feitas reuniões temáticas nos fins de semana para debater áreas que farão parte do plano de governo, como Infraestrutura, Mobilidade, Juventude, Educação, Saúde, Planejamento e Cidadania.

“É uma proposta de prestação de contas e, ao mesmo tempo, de escuta às novas necessidades e expectativas da comunidade. Serão 25 encontros desses”, explica. Roberto Cláudio ressaltou que, a partir deste momento, o partido entra em clima de pré-campanha eleitoral.

De acordo com o prefeito, o presidente da Câmara, Salmito Filho, uma comissão de vereadores e membros do PDT municipal organizam a agenda desses eventos na cidade, separando as regiões por área de atuação dos parlamentares do partido.

Apoio

Em relação ao apoio de outras siglas à reeleição, Roberto Cláudio salientou ter uma base administrativa formada por 15 partidos que, até o momento, sinalizam a possibilidade de apoio. Contudo, reforça que a questão deve ser fechada próximo ao período das convenções eleitorais, a partir de 20 de julho.

“Isso vai depender dos encontros do PDT com esses partidos. Isso se finaliza e se fecha perto das convenções no dia 5 de agosto. Em paralelo, o PDT tem conversado com partidos políticos, com outros partidos que fazem parte da base política, mas, com muita sinceridade, tenho tentado me contaminar muito pouco com a questão política até o dia 1º de julho”, afirmou.

08:59 · 21.06.2016 / atualizado às 08:59 · 21.06.2016 por

Por Miguel Martins

Para Luís Carlos Paes, presidente do PCdoB no Ceará, “PT, PCdoB e outras forças” deveriam apoiar, neste pleito, a reeleição de Roberto Cláudio Foto: Kiko Silva
Para Luís Carlos Paes, presidente do PCdoB no Ceará, “PT, PCdoB e outras forças” deveriam apoiar, neste pleito, a reeleição de Roberto Cláudio Foto: Kiko Silva

Apesar de estarem unidos nacionalmente contra o governo interino de Michel Temer, nas eleições deste ano, em Fortaleza, partidos com representação ideológica mais à esquerda vão atuar em lados opostos. Enquanto o PCdoB fecha questão em torno da candidatura à reeleição de Roberto Cláudio, que é do PDT, PT e PSOL vão atuar contra a postulação do atual gestor da capital cearense.

Um problema que os partidos de esquerda tendem a enfrentar durante o período eleitoral é a falta de recursos oriundos do setor privado para suas campanhas, bem como a minirreforma política que acabou prejudicando as siglas menores. A falta de confiança de parte da população para com tais grêmios também pode afetar o desempenho de seus postulantes.

O PSOL ainda não decidiu como atuará no pleito de 2016, o que só deve ocorrer em 23 de julho, na convenção da legenda. Segundo o deputado estadual Renato Roseno, a sigla precisa definir estratégias e buscar crescer no Interior. Para isso, deve lançar ao menos 30 candidatos para a disputa majoritária e ter chapas proporcionais com centenas de postulantes ao cargo de vereador. “O nosso objetivo é indicar mais, mas as regras são as piores possíveis”, reclamou.

O PSOL tende a lançar nomes consolidados dentro da sigla, mas o vereador João Alfredo, que tem capilaridade eleitoral na Capital, já disse que pretende encerrar a vida pública e se dedicar aos estudos. Toinha Rocha deixou o partido e aderiu à Rede, sobrando o nome de Roseno para encabeçar a chapa. “A gente tem que decidir se vai lançar candidaturas com maior densidade eleitoral ou se investirá para percorrer o Interior. Estamos vendo todas essas variáveis”, afirmou.

Alianças

Presidente do PCdoB no Ceará, Luís Carlos Paes afirmou que, em todo o Brasil, o partido resolveu construir alianças nas principais cidades e estar junto com PT e PDT – segundo ele, onde determinada candidatura estivesse mais forte, o apoio dos aliados seria direcionado para ela.

Em São Paulo, por exemplo, o PCdoB vai apoiar a candidatura à reeleição de Fernando Haddad, do PT. “Em Fortaleza, seria natural que essas forças se congregassem para impedir uma vitória do bloco conservador. Eu sei que está difícil, mas o ideal seria se nós, PT, PCdoB e outras forças, uníssemos nossas forças em torno de Roberto Cláudio. O PT ajudaria mais ao Brasil nesse momento fazendo essa união e poderia até lançar um vice”, defendeu. Sem isso, Paes chegou a dizer que o PCdoB poderia indicar o deputado federal Chico Lopes como candidato a vice-prefeito do pedetista.

O partido aposta em, no máximo, 25 candidaturas majoritárias no pleito de 2016. A ideia é ultrapassar a quantidade de prefeitos eleitos no pleito de 2012, que foram sete.

Militância

Presidente do PT Fortaleza, Elmano de Freitas disse que a sigla trabalhará, principalmente, na participação dos militantes. Com a pouca possibilidade de se coligar no primeiro turno da campanha, ele disse que ainda vai conversar com outras legendas, mas primeiro atuará na constituição de um plano de governo para a candidatura petista. “Estamos tranquilos e temos um nome forte na corrida eleitoral. Temos nossos vereadores e militância popular, e achamos que a eleição de primeiro turno é diferente, onde poderemos ter 20% a 25%”, declarou.

Segundo Elmano, a executiva nacional do PT já informou que a campanha terá o mínimo de recursos possíveis e que os candidatos vão depender, principalmente, da campanha militante. Na próxima terça, ele se reúne com o presidente nacional da sigla, Rui Falcão, em Brasília, para fechar agenda de visitas do dirigente, bem como do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente afastada, Dilma Rousseff, a Fortaleza para dar apoio ao nome de Luizianne Lins.