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Tag: PDT


09:36 · 14.10.2017 / atualizado às 09:36 · 14.10.2017 por
Governador e Ciro Gomes estiveram presentes em convenção do PDT. FOTO: KLEBER A. GONÇALVES

por Edison Silva

Toda movimentação do grupo oposicionista no Ceará, desde o momento do anúncio aqui feito das conversações existentes entre o senador Eunício Oliveira (PMDB), o governador Camilo Santana (PT) e o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), visando a formação de uma aliança com Eunício integrado à chapa majoritária encabeçada por Camilo disputando a reeleição, e ainda Cid Gomes (PDT) também candidato ao Senado, tem a finalidade de tentar impedir a concretização do acordo, péssimo para as pretensões pessoais e partidárias dos adversários do Governo.

Tudo continua inalterado. O discurso não sensibilizou o senador, muito menos os seus liderados peemedebistas. Eunício só retoma suas atividades normais como presidente do Senado, nos próximos dias. Ele foi passar uma rápida temporada fora do Brasil, mas esteve sendo informado por aliados mais próximos de todas as declarações públicas relacionadas à política e ao pleito do próximo ano.

O teor do discurso do presidenciável Ciro Gomes, na convenção do PDT, quinta-feira passada, teria lhe sido passado no mesmo dia. Ciro não tocou no assunto e isso foi considerado importante por amigos do senador, afinal, Ciro foi a única voz destoante contra o acordo, embora diga, como o irmão Cid, ser do governador a palavra final sobre essa questão.

Grandiosa
Eunício, dentre os nomes postos fora da base governista, é o único com a necessidade de continuar sendo senador, ou ir para a aventura de postular novamente a chefia do Executivo estadual. Se reelegendo, ele mantém o status de líder político no Ceará e continuará transitando na esfera do Poder Central.

Como governador, idem, mas derrotar Camilo é bem mais difícil, depois de mais frágil estar o corpo oposicionista e, a impossibilidade de vir a ter como companheiro de chapa um líder como o senador Tasso Jereissati, cuja contribuição em 2014, indiscutivelmente, foi grandiosa para permitir ao peemedebista levar a eleição para o segundo turno, e neste também ser competitivo.

Nada na política é impossível. Mas está difícil de a oposição demover o senador Eunício do caminho que ele está trilhando. A especulação, própria da política, ainda produzirá muitos factoides até a realização das convenções partidárias em 2018. Elas surgem dos próprios agentes interessados em desviar as atenções para o que de fato está acontecendo, ou para dar tempo de quebrar arestas ou resistências ao projeto em formatação.

Eles também especulam para tentar barganhar. Se de fato ainda pode ser cedo para definições sobre chapas para a disputa do pleito de 2018, a movimentação, até certo ponto ousada, da base governista, está a exigir celeridade dos adversários na formação da sua chapa ao Governo e ao Senado.

Hoje, o governador não tem concorrente. Até bem pouco seria Eunício o nome apontado para enfrentá-lo nas urnas. O próprio Eunício deu razões para tanto, pois prometeu ser o primeiro concorrente de Camilo desde o momento que as urnas confirmaram a sua derrota em 2014. Manteve o discurso até bem pouco tempo, quando, por certo, concluiu não ter companheiros para formar uma chapa competitiva. Sem palanque forte é bem mais difícil conquistar um mandato de senador ou de deputado.

O fato porém de Camilo estar em situação, aparentemente confortável para tentar a reeleição, não significa dizer que não terá grande dificuldade na disputa, ou até mesmo perder a eleição. Tem político da oposição comparando-o ao ex-governador Lúcio Alcântara, homem de bom diálogo, que conseguiu reunir uma base de apoio expressiva, mas não foi reeleito ao disputar o cargo com Cid Gomes. A oposição, vide as duas últimas eleições, estadual e de Fortaleza, com bem menos apoio político, conseguiu levar a decisão do pleito para o segundo turno.

Agiotagem
A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), da última quarta-feira, sobre a adoção de medidas cautelares contra integrantes do Congresso Nacional, dá razões para os favoráveis e contrários ao julgado, inclusive para o Senado Federal, para onde todas as atenções estarão voltadas, por quanto ele vai decidir se mantém ou torna sem efeito a decisão da 1ª turma do STF ordenando o afastamento do senador Aécio Neves, além de proibi-lo de sair de casa à noite, por conta do inquérito policial que apura se o senador, realmente, praticou o crime de corrupção passiva e obstrução da Justiça.

Aécio foi gravado pelo empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS, pedindo R$ 2 milhões para suposto pagamento de sua defesa em outro procedimento criminal. O primo foi flagrado recebendo o dinheiro, cujo pedido havia sido ratificado pela irmão do senador. Estes cumprem prisão domiciliar. O senador se defende dizendo vítima de armação, pois havia feito o pedido do dinheiro como um empréstimo.

O correto seria ter recorrido a um estabelecimento bancário, devidamente credenciado para tanto, utilizando-se do sistema consignado, como faz qualquer servidor. E se o empresário é aquele conhecido abastecedor de dinheiro a políticos, nas campanhas ou fora delas, o pedido de empréstimo fica mais duvidoso. Mas o Conselho de Ética não viu nada demais, nem tampouco levou a sério as acusações do Ministério Público, utilizando a prática comum do corporativismo, o grande pecado das instituições, para salvar os seus.

07:35 · 13.10.2017 / atualizado às 07:35 · 13.10.2017 por

O presidente estadual do PDT, André Figueiredo, e o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, foram reconduzidos à presidência da sigla pedetista no Ceará e na Capital, respectivamente. Em convenção realizada na manhã de ontem, que contou com diversas lideranças políticas locais, a legenda filiou outros 12 novos membros, dentre eles a prefeita de Icó, Laís Nunes, que era do PMB, e o chefe de Gabinete da Prefeitura, Queiroz Filho, que foi ex-presidente Municipal do PROS de Fortaleza.

Os presidentes do PT, PCdoB, PPS, PPL. PRTB e PODEMOS também compareceram ao evento, que contou ainda com a presença do deputado federal Odorico Monteiro, anunciado como presidente do PSB. Durante a convenção, Francisco De Assis Diniz, presidente do Partido dos Trabalhadores no Ceará fez um discurso em nome das legendas aliadas, em que defendeu a união de todas as forças republicanas, democráticas e socialistas “contra uma direita carcomida”. Ele lembrou ainda que a eleição será de dois turnos e que PT e PDT estariam juntos em um eventual segundo turno para as eleições do próximo anos para a Presidência da República.

Reconduzido à presidência do PDT de Fortaleza, o prefeito Roberto Cláudio destacou a responsabilidade de se ter um dos pretensos candidatos a presidente, ressaltando ainda que o Ceará é o Estado que construiu novo modelo de desenvolvimento que dá exemplo para o Brasil. “Nosso compromisso é de estarmos unidos, governando bem e alinhados para montarmos aqui no Ceará um palanque que dê força histórica para o Ciro. E nunca se teve tantas condições objetivas e claras para que o Ciro seja nosso presidente da República”, afirmou o prefeito, destacando ainda os atributos do presidenciável com relação a outros nomes que estão na disputa.

Durante a convenção o nome do secretário Mauro Filho foi citado como pretenso candidato a deputado federal e Cid Gomes para o Senado. No entanto, o ex-ministro Manoel Dias, secretário-geral da executiva nacional do PDT, representando o presidente do partido, Carlos Lupi, defendeu que André Figueiredo fosse um dos nomes da legenda para disputar uma das duas vagas ao Senado da República. Em seu discurso, Figueiredo, disse que o Ceará precisa de mais quatro anos de Governo Camilo.

O presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque ressaltou que a política aplicada pela atual gestão vai continuar. “Pode vir quem vier, com um time desse, nossa política vai continuar”, destacou. Secretários, ex-prefeitos, prefeitos, vereadores e outras lideranças políticas estiveram presentes ao evento.

Composição do PDT teve algumas mudanças

A nova composição do PDT Estadual manteve o deputado federal André Figueiredo como presidente regional, e o ex-governador Cid Gomes como primeiro vice-presidente. O deputado Zezinho Albuquerque é o segundo vice-presidente e o vereador Salmito Filho foi conduzido a secretário-geral. Completam ainda o grupo Francisco Soares, como secretário-adjunto e Mauro Filho, como primeiro-tesoureiro.

O vereador Iraguassu Filho é agora o tesoureiro-adjunto. Josbertini Clementino é um dos vogais. Ferreira Aragão segue como líder da bancada e David Duarte o consultor jurídico do partido.

No PDT municipal, em Fortaleza, o prefeito Roberto Cláudio foi reconduzido à presidência da legenda e Papito de Oliveira foi escolhido vice. O segundo-vice presidente é Salmito Filho. A secretaria-geral foi modificada e quem assume a função é Lúcio Bruno, articulador da Prefeitura. O tesoureiro é Julio Brizi.

09:01 · 12.10.2017 / atualizado às 09:01 · 12.10.2017 por
Dirigentes do PDT devem ainda confirmar apoio à candidatura de Camilo Santana ao Governo do Estado. Foto: José Leomar

A convenção dos diretórios  Estadual e Municipal  do Partido Democrático Trabalhista (PDT) será realizada na manhã desta quinta-feira e deve reunir as principais lideranças da legenda no Estado. Durante o evento, serão escolhidas as novas composições da agremiação em nível de Ceará e de Capital.

O encontro está marcado para iniciar às 10 horas, com a chegada de Cid e Ciro Gomes, o prefeito Roberto Cláudio, o presidente do partido, André Figueiredo e o presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque. Ainda no evento, cada liderança deve se pronunciar sobre a situação política do Brasil, a crise financeira e as perspectivas de disputa para 2018. A reunião está programada para se encerrar  às 13 horas, conforme informou a assessoria.

A convenção acontecerá  no Ginásio do Náutico Atlético Cearense, em Fortaleza, quando o partido ainda deverá ratificar seu apoio à reeleição de Camilo Santana (PT) ao Governo do Estado, confirmar o nome de Ciro Gomes como candidato para a Presidência da República e definir a candidatura de alguns outros membros.

A convenção irá contar com a presença das principais lideranças pedetistas, o atual presidente estadual e vice-presidente nacional do partido, deputado federal André Figueiredo; o pré-candidato a presidência da república Ciro Gomes; o ex-governador do Ceará, Cid Gomes; o secretário geral do partido e presidente da FLB-AP, Manoel Dias; o presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, deputado estadual Zezinho Albuquerque; todos os deputados federais (5) e estaduais (12) pedetistas do Estado; o prefeito da capital, Roberto Cláudio; os 49 prefeitos eleitos do partido, além de vereadores e demais lideranças políticas cearenses.

09:25 · 09.10.2017 / atualizado às 09:25 · 09.10.2017 por
Essa é a segunda convenção estadual do partido em que o grupo liderado por Cid e Ciro participam. FOTO: JOSÉ LEOMAR

O Partido Democrático Trabalhista (PDT), realiza na próxima quinta-feira (12) convenção que irá definir a composição da executiva estadual no Ceará, além de apresentar novos nomes que farão parte da sigla para a disputa em 2018. O evento servirá ainda para que a legenda feche questão com relação ao apoio à candidatura do governador Camilo Santana à reeleição durante o pleito do próximo ano.

No entanto, o ponto que ficará ainda para se resolver na aliança entre a legenda pedetista e o partido do governador, o PT, diz respeito ao apoio para a disputa presidencial. Enquanto PDT estuda lançar Ciro Gomes como candidato no disputa majoritária, o Partido dos Trabalhadores já fechou questão quanto ao nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, principal representante do partido no País. Petistas têm reiterado que não há “plano B” para a legenda, e seguem apostando no nome dele para a campanha que se avizinha.

Para parlamentares de ambos os lados esse é um ponto que ficará em aberto até os primeiros meses do próximo ano, visto que não há qualquer disponibilidade de ceder quanto às pré-candidaturas ainda colocadas. No entanto, eles ressaltam que muito ainda pode acontecer nos próximos meses, e não podendo estar juntos em um eventual primeiro turno, as duas forças políticas podem se encontrar lado a lado em um eventual segundo turno.

Ciro Gomes ainda aparece com pontuação baixa nas pesquisas eleitorais apresentadas até aqui, enquanto Lula desponta como o principal nome na corrida eleitoral para 2018. Acontece que, dependendo de decisões judiciais em curso, a candidatura do petista pode ser até inviabilizada, o que seus correligionários contestam. No entanto, a possibilidade existe, e isso mudaria completamente as composições.

Além de ser feriado nacional, o dia 12 de outubro foi escolhido para a realização do evento por ser o número da legenda. De acordo com o deputado José Sarto (PDT), para além das discussões políticas, a sigla receberá a adesão de lideranças políticas que deverão ser apresentadas como pretensas candidatas a deputados estaduais e federais no pleito de 2018. “Nos últimos encontros que fizemos desde o início do ano, recebemos manifestações de várias lideranças do Interior interessadas em vir para o partido”. Com relação à disputa presidencial, o parlamentar ressaltou que não há dúvida quanto à indicação do PDT ao nome do ex-governador e ex-ministro Ciro Gomes.

“Língua solta”
Segundo ele, a sigla entende a tese defendida pelo partido do governador Camilo Santana, o PT, de apoio à uma eventual candidatura de Lula, mas partilha da opinião de que alguns que em se candidatando e sendo eleito, “Lula irá governar com o fígado e não com a cabeça”. “Pela morte da dona Marisa, a situação em que ele se encontra, ele iria governar com o fígado, isso se se consumar. O PDT defende a candidatura do Ciro, inclusive, com aglutinação de forças de centro-esquerda do Brasil”, defendeu Sarto. Para o deputado, “Ciro tem a língua solta, fala o que pensa e aquilo que para alguns é um defeito, outros acham que é uma virtude”, disse.

Para o líder da base de Camilo Santana na Assembleia, o deputado Evandro Leitão (PDT), não há qualquer problema na ideia de apoio local ao PT e em nível nacional a uma eventual candidatura da sigla pedetista. Segundo ele, no que diz respeito ao Ceará há um apoio consolidado ao nome do governador. No entanto, na perspectiva nacional o que existe é muita especulação. “Muita água ainda vai rolar. Temos o ex-governador como provável candidato do PDT e o ex-presidente que está pleiteando ser candidato da esquerda. Mas acredito que só em maio é que teremos algo de concreto”, disse.

Maior força
Sérgio Aguiar (PDT) também acredita que muitas das movimentações de agora podem ser alteradas no decorrer do próximo ano antes do pleito. Segundo ele, quanto mais possibilidade de candidaturas da frente de esquerda na corrida eleitoral, melhor. Lula, conforme informou, é o favorito na disputa, mas há alternativas com Ciro Gomes e a possibilidade de participação das forças em um eventual segundo turno. “O nosso apoio é a Camilo e o ex-governador Cid Gomes tem maturidade de deixar nosso governador trabalhar a melhor chapa possível. Mas temos maior força no grupo e vamos exigir o tamanho dessa força na participação da chapa”, disse Aguiar quanto as duas vagas que surgirão no próximo ano para o Senado da República.

O petista Manoel Santana, por outro lado, destacou que o PDT tem direito à sua candidatura própria, mas o PT já teria o candidato “que é o preferido nas pesquisas”. De acordo com ele, além disso, a agremiação tem a preferência do eleitorado brasileiro. “Se tiver candidatura do PDT e PT e eles disputarem a Presidência, é provável que estejam juntos no segundo turno. Isso já aconteceu no passado”.

Rachel Marques (PT) também usou o exemplo das pesquisas atuais para justificar o apoio do PT à uma provável candidatura de Lula. Segundo ela, o foco do Partido dos Trabalhadores será a participação do ex-presidente na disputa eleitoral em nível nacional e no Ceará o foco será total na reeleição de Camilo. “Naquilo que der para convergir, vamos convergir. Se der para ampliar, vamos ampliar”, disse.

09:25 · 07.09.2017 / atualizado às 09:25 · 07.09.2017 por

Por Miguel Martins

Danniel Oliveira teve o apoio de toda base governista para o seu projeto, ao qual foi anexado o do governador Camilo com o mesmo fim Foto: Fabiane de Paula

A prática da vaquejada está regulamentada no Estado do Ceará, após a aprovação da emenda à Constituição Federal, que autoriza a sua realização no País. Os deputados aprovaram, ontem, o projeto de regulamentação de iniciativa do deputado Danniel Oliveira (PMDB), sobrinho do senador Eunício Oliveira, ficando em segundo plano um projeto idêntico do governador Camilo Santana, cuja tramitação começou na última terça-feira.

Em outro momento, o projeto do deputado ficaria de lado pela prioridade que a base governista dá às matérias de iniciativa do governador. Alguns deputados ressaltavam esse detalhe, na sessão de ontem, corroborando as informações de bastidores que dão conta de um entendimento político entre o senador Eunício e o grupo governista cearense.

O argumento do projeto de Danniel, assim como o do governador Camilo Santana, de regulamentação da matéria, é o fato de algumas decisões, no Interior, inclusive da parte do Judiciário, impedirem a realização do evento. A regulamentação acabaria com essa dificuldade.

Nos últimos dias, após a publicação de matéria do Diário do Nordeste, no sábado passado, dando conta de entendimentos entre governistas e Eunício Oliveira, ficou cada vez mais forte a tese de que Camilo Santana e Eunício Oliveira estariam se reaproximando, podendo estar lado a lado em palanques durante o pleito de 2018. Nos bastidores da Casa esse foi um dos assuntos mais comentados e, ontem, durante a sessão plenária, parlamentares, por diversas vezes, comentavam tal aproximação.

Danniel Oliveira, até então nome do PMDB ainda se posicionando como oposição, esteve a manhã toda de ontem ao lado de governistas, segundo ele, tratando apenas de temas relacionados ao projeto de regulamentação da vaquejada. Sua proposta, que iniciou tramitação na semana passada, tem teor semelhante à matéria apresentada pelo governador.

Comedida

O parlamentar destacou que a vaquejada é todo evento de natureza competitiva, no qual uma dupla de vaqueiros num espaço determinado deita o animal bovino na área demarcada. O texto do deputado, assim como a mensagem enviada pelo Governo, afirma que a prática movimenta R$ 600 milhões por ano, promove mais de 720 mil empregos diretos e indiretos, gerando renda dentro e fora do Nordeste brasileiro.

Na terça-feira passada, o líder do Governo, Evandro Leitão (PDT), chegou a propor de regime de urgência para a matéria do Executivo. No entanto, após diálogo de governistas com Danniel Oliveira, resolveram acordar e aprovar as ideias dos dois textos, e o projeto do governador foi apensado ao de Danniel, tornando-se um projeto só do governador e do peemedebista.

Desde o início de agosto, o deputado Leonardo Araújo (PMDB) reduziu o tom das críticas ao Governo, o que também aconteceu com Danniel Oliveira, que tem apresentado postura mais comedida. Com uma possível adesão de toda a cúpula peemedebista à base governista na Assembleia, o Governo Camilo Santana se fortalecerá ainda mais e passaria a ter, pelo menos, 37 representantes no Legislativo Estadual.

09:24 · 05.09.2017 / atualizado às 09:24 · 05.09.2017 por

Por Miguel Martins

A possibilidade de aproximação entre o governador Camilo Santana e o senador da República Eunício Oliveira é vista com cautela por seus liderados. Enquanto alguns acreditam que tal alinhamento será benéfico para o Estado do Ceará, outros argumentam que o eleitorado não vai acatar que antagonistas até pouco tempo estejam lado a lado no pleito do próximo ano.

Como o Diário do Nordeste abordou no domingo passado, nos bastidores da política cearense, ainda que com um pouco de descrença por alguns, há insistentes comentários sobre possível alinhamento entre o governador Camilo Santana e o grupo liderado por Ciro e Cid Gomes, ambos do PDT, e o PMDB do presidente do Congresso Nacional, o senador Eunício Oliveira.

Para o deputado Julinho (PDT), que faz parte da base de sustentação do Governo Camilo, “se realmente estiver havendo essa aproximação, acho que é natural, porque o governador e o Governo estão bem avaliados pela população”, disse. A petista Rachel Marques, por sua vez, disse que o foco do partido é criar uma aliança em torno da eleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e reeleição de Camilo Santana. “O que vier nesse sentido pode ser discutido, mas aceitável”, afirmou.

Silvana Oliveira (PMDB), que tem sido uma das principais defensoras da gestão Camilo Santana na Assembleia, disse que, pelo que tem acompanhado, há uma possibilidade forte de isso acontecer. “No meu entender, essa aproximação favorece muito o Ceará”.

Para o deputado Roberto Mesquita (PSD), confirmando-se tal alinhamento, visando melhorias para o Estado do Ceará, ele vê com bons olhos. No entanto, sendo apenas para conveniências de ambos com o objetivo de salvar seus mandatos, ele se posiciona contrário. “Se cada um, com a força que tem, lutar para que o Ceará seja menos desigual, com mais Saúde e Saneamento Básico, estou ao lado dessa parceria. Se for só casamento de aparência, vejo com tristeza”, disse.

Alguns deputados chegaram a dizer que o acordo entre as duas lideranças já está fechado, faltando apenas um diálogo com suas bases. “Tem que ser explicado tudo aquilo que foi falado um ao outro ao longo desses anos. Não se pode de uma hora para a outra dizer que são amigos desde criancinha, porque se testemunhou agressões de um contra a outro”, diz Roberto Mesquita.

08:12 · 19.08.2017 / atualizado às 08:12 · 19.08.2017 por

Por Miguel Martins

Para as eleições de 2018, PDT, PCdoB e PT já adotam discurso de que pretendem pelo menos manter as bancadas que já têm na Assembleia Foto: José Leomar

Enquanto algumas lideranças partidárias estão atentas ao que pode ser aprovado como Reforma Política no Congresso Nacional, outras legendas já estão em constante movimento no tabuleiro da política local, com vistas ao pleito de 2018. PDT, PT e PCdoB, siglas que fazem parte da base de apoio do governador Camilo Santana, se articulam com o intuito de aumentar suas participações, principalmente, nas casas legislativas.

No Ceará, o Partido Democrático Trabalhista (PDT), por exemplo, é o que está mais adiantado no sentido de unir seus filiados e, em encontros regionais, tem atraído apoios e indicado nomes para a disputa do ano que vem. A agremiação dá quase como certo o apoio à reeleição de Camilo, candidatos próprios na disputa pelas vagas no Senado e a indicação de Ciro Gomes como candidato a presidente.

Segundo o presidente do partido no Estado, deputado federal André Figueiredo, o grêmio deve realizar mais encontros até outubro, quando ocorrerá uma convenção partidária para indicar a composição das executivas estadual e de Fortaleza.

No início do ano, pedetistas disseram que havia dificuldade no partido para encontrar nomes para a disputa por vagas na bancada cearense na Câmara Federal, visto que parlamentares com mandato pela sigla já sinalizaram que não tentarão reeleição. No entanto, após a realização dos encontros regionais, o partido já trabalha com vistas a aumentar participação na Casa, bem como manter as 12 vagas na Assembleia Legislativa.

No que diz respeito às vagas de senador, visto o término dos mandatos de oito anos de José Pimentel (PT) e Eunício Oliveira (PMDB), a sigla pedetista tem reiterado o interesse em lançar Cid Gomes e André Figueiredo à disputa. O PT, aliado de primeira ordem do PDT, porém, tem sinalizado, na figura do presidente estadual da legenda, Francisco de Assis Diniz, interesse na candidatura do deputado federal José Guimarães à eleição para o Senado. Informações dão conta, ainda, de que Pimentel tem interesse em disputar a vaga mais uma vez.

O PT criou um grupo de trabalho para discutir as eleições de 2018, mas, segundo o deputado estadual Elmano de Freitas, o colegiado ainda não se reuniu. Ele disse, ainda, que o processo sucessório do próximo ano passa pela candidatura ou não do ex-presidente Lula, pois, dependendo da presença do petista no pleito, o partido definirá posições. “Se o PT tem um senador e um governador é natural que queira manter”, ressaltou.

Congresso

O PCdoB, conforme explicou o deputado Carlos Felipe, trabalha com vistas a realizar um congresso no mês de outubro, tratando das definições para 2018. Segundo o parlamentar, alguns nomes estão colocados já para a disputa do próximo ano. Ele não descarta, inclusive, a possibilidade de o deputado Manoel Santana, hoje no PT, se candidatar a deputado estadual pela sigla.

Segundo Felipe, o deputado Chico Lopes deve ser indicado para disputar, mais uma vez, uma vaga na Câmara Federal. O secretário da Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Inácio Arruda, que já foi senador, deve ser um dos cotados para a Assembleia, assim como Augusta Brito, que deve tentar reeleição. Em agosto e setembro, o PCdoB realiza ações municipais e estaduais com vistas ao pleito de 2018.

12:29 · 07.08.2017 / atualizado às 12:29 · 07.08.2017 por
Principais lideranças do PDT estadual e nacional devem estar reunidas no encontro FOTO: KLEBER GONÇALVES

O Partido Democrático Trabalhista (PDT)  realiza no próximo fim de semana mais um encontro regional, dessa vez em São Gonçalo do Amarante, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). A coordenação anuncia que o evento contará com as presenças do presidente nacional do partido, Carlos Lupi, do pré-candidato à Presidência da República, Ciro Gomes, além do presidente estadual da legenda, André Figueiredo, e do prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, que é preside o diretório  municipal do grêmio na Capital. No último evento, em Iguatu, Ciro Gomes não compareceu.

Os encontros regionais serão concluídos até o fim de setembro, visto que no dia 7 de outubro haverá o congresso partidário do grêmio que deve indicar os quadros para a executiva regional da sigla. O evento está marcado para acontecer no auditório da Universidade do Parlamento Cearense (Unipace), anexo à sede do Poder Legislativo Estadual.

09:28 · 07.08.2017 / atualizado às 09:28 · 07.08.2017 por

Por Letícia Lima

A mais de um ano para a disputa presidencial de 2018, a crise no cenário político brasileiro mobiliza partidos rumo à eleição. Na ala da esquerda não há consenso sobre a construção de um bloco para o ano que vem. Pelo que líderes nacionais do PDT, PSB, PT e PCdoB afirmaram ao Diário do Nordeste, cada uma dessas siglas deverá apostar em candidaturas próprias na corrida ao Palácio do Planalto. Embora frisem que na política tudo é possível, o espírito geral dos dirigentes é por mais “porta-vozes” de tais legendas concorrendo ao pleito.

Os desdobramentos da Operação Lava-Jato sobre a classe política brasileira acenderam o alerta vermelho nos partidos em relação a quais táticas e quadros serão elencados para a disputa de 2018. Até agora, a esquerda parece estar fragmentada e disposta a apresentar várias alternativas. Se de um lado o PT, que defende a candidatura do ex-presidente Lula – condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro –, quer liderar uma frente com o PDT, o PSB e o PCdoB, não é bem assim que pensam esses partidos.

Segundo o vice-presidente de Relações Governamentais do PSB, Beto Albuquerque, a sigla não cogita nova aliança com o PT em âmbito nacional. Ele afirma que a hora é de defender um projeto político próprio e já colocar candidatos pessebistas para “circular no Brasil”.

“O PT não é nossa prioridade. Um partido, para ser de esquerda, não precisa estar agarrado com o PT, e com o PT aprendemos o que deve fazer e o que não se deve fazer”, diz. Segundo ele, “quem não se mostrar na eleição de 2018 vai se assumir ineficaz perante a sociedade brasileira”. Beto acredita, porém, que a hora não é de decidir nomes.

O PSB, portanto, dialoga com o PCdoB, a Rede e o PDT, que também não está atrás na corrida presidencial. A sigla pedetista já lançou a pré-candidatura “irreversível” do ex-ministro Ciro Gomes. O presidente nacional da legenda, Carlos Lupi, considera que o cearense deveria encabeçar uma frente da esquerda com vistas a 2018. “Eu acho que a aliança é boa. O PT já teve o seu ciclo e agora é um novo ciclo”, defende. Lupi lembra que o PDT já apoiou o PT e espera o mesmo nas próximas eleições.

Já a presidente nacional do PCdoB, deputada federal Luciana Santos, vai além e analisa que é preciso ter mais candidaturas no campo da esquerda, para alcançar aqueles que ainda não se sentem representados. Ela concorda que as candidaturas de Ciro e de Lula são naturais, assim como poderá ser a do PCdoB. “Há muita fragmentação das nossas forças e avaliamos que, diante da fragmentação, vale a pena afirmar algumas bandeiras que para nós são muito caras”.

Prioridade

Por outro lado, o PT não abre mão de lançar Lula como representante do bloco de esquerda. Para o vice-presidente nacional do partido, deputado federal Paulo Teixeira, a condenação proferida pelo juiz Sergio Moro, em julho, será revertida. Ele reconhece ser boa a possibilidade de uma chapa formada por Lula e Ciro, mas descarta outro nome senão o de Lula para concorrer à presidência pelo PT.

“O PT tem nomes nacionais que podem ter sucesso, mas precisamos discutir tendo em vista que Lula tem que ser candidato. Não vai haver um desgaste (com a condenação do Lula), está havendo um sentimento de solidariedade de que foi cometida uma injustiça”, pondera Teixeira.

08:28 · 04.08.2017 / atualizado às 08:28 · 04.08.2017 por

Por Miguel Martins

Alguns secretários municipais de Fortaleza, segundo o prefeito Roberto Cláudio (PDT), serão exonerados no próximo ano para participarem da disputa por vagas na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados. Ainda de acordo com ele, alguns vereadores da Capital também já estão na relação de pretensos candidatos a vagas nos legislativos estadual e federal.

O prefeito esteve ontem na Assembleia Legislativa cearense para assinar um acordo com os prefeitos de Caucaia e Maracanaú sobre os limites dos três municípios. Roberto Cláudio é presidente municipal do PDT e, como tal, será um dos protagonistas da eleição na Capital cearense. Na conversa com jornalistas, ontem, ele sinalizou que a prioridade para o pleito de 2018 será a reeleição do governador Camilo Santana (PT) e uma eventual candidatura de Ciro Gomes (PDT) à Presidência da República. Nos últimos meses, o chefe do Poder Executivo Municipal tem aumentado a participação em eventos com o governador do Estado em Fortaleza.

Nos encontros regionais do Partido Democrático Trabalhista, como afirmou Roberto Cláudio, têm se destacado os discursos quanto às duas vagas para o Senado Federal que serão abertas com o fim dos mandatos de José Pimentel (PT) e Eunício Oliveira (PMDB). De acordo com o prefeito há interesse do PDT em indicar dois nomes para a disputa aos cargos, sendo um deles o do ex-governador Cid Gomes.

“Há uma sinalização feita pelo presidente do partido, Carlos Lupi, e por boa parte do partido, de termos dois espaços no Senado Federal. Esse assunto tem crescido dentro do partido, e pretendemos ter dois lugares em uma chapa liderada pelo governador Camilo”, disse.

Como presidente do PDT municipal ele já está conversando com alguns vereadores da sigla e de agremiações aliadas, que têm interesse em disputar a eleição do próximo ano, seja para deputado estadual ou federal. Segundo disse, o presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, Salmito Filho (PDT), é um dos que estão trabalhando na possibilidade de disputar uma vaga à Assembleia Legislativa.

No entanto, Roberto Cláudio afirmou que existe também a possibilidade de alguns secretários da Prefeitura serem exonerados para disputarem vagas na Assembleia e na Câmara Federal, sem no entanto citar nomes de pretendentes.