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Tag: PMDB


08:24 · 16.06.2017 / atualizado às 08:24 · 16.06.2017 por

Por Miguel Martins

Deputado Odilon Aguiar (PMB) critica o que chama de “fraqueza” e “falta de postura” de alguns colegas na Casa que deixam de fazer oposição Foto: José Leomar

Assim como foi em outras legislaturas, o embate recente entre parlamentares da oposição na Assembleia Legislativa do Ceará demonstra o quão frágil é a bancada oposicionista na Casa. Lideranças partidárias não conseguiram manter seus representantes unidos, o que corroborou para a debandada do bloco.

Somente no fim do ano passado, quatro parlamentares outrora opositores à gestão Camilo Santana (PT) ingressaram na base governista e, mais recentemente, depois de intensos diálogos com assessores do Governo, a deputada Silvana Oliveira (PMDB) foi mais uma que se alinhou à administração do petista. Aliás, a sigla peemedebista, neste processo todo, foi a que mais se desgastou e, hoje, a maioria dos seus membros na Assembleia não atende às orientações partidárias.

Desde o início do ano, Agenor Neto, Audic Mota e Tomaz Holanda deixaram a bancada de oposição de lado e ingressaram na base aliada do Governo. Tomaz, inclusive, saiu do PMDB e retornou ao PPS. João Jaime é outro que fazia oposição a Camilo e agora integra a base governista. Para alguns parlamentares, a “desidratação” da bancada de oposição é comum nos legislativos Brasil afora, principalmente, por conta da forma de se fazer política no País.

Segundo eles, ao se aproximar o período eleitoral, em busca de reeleição, alguns deputados acabam sendo atraídos pelo Executivo. “A oposição migrando para a situação só mostra a força do Governo. Sempre que se mostra no início uma oposição robusta, eu digo que ela, ao longo dos meses, vai minguando, como minguou agora”, diz Heitor Férrer (PSB).

O parlamentar afirma estranhar que um partido consolidado como o PMDB tenha perdido o controle de seus deputados. De acordo com ele, a oposição não se consolida ao longo do mandato porque, para atender suas áreas de atuação, tem que migrar para o Governo, que muitas vezes as nega pelo simples fato de serem opositores. “O PMDB, hoje, dos cinco membros, tem três na base do Governo e só dois ficaram na oposição”, ressalta.

Para Renato Roseno (PSOL), a “desidratação da oposição é impressionante”, pois revela como os parlamentares dependem do aparato estatal para manterem os mandatos na Casa. “Se aproxima da reeleição e há desidratação da bancada de oposição tamanho é o aparato do Governo. Antes eles viam os oposicionistas como aguerridos e depois mudam de opinião, sem uma motivação programática”.

João Jaime (DEM), que foi opositor do governador Cid Gomes quando se formou um bloco de apenas cinco parlamentares de oposição, diz que o problema está no sistema político brasileiro, onde não há uma linha ideológica bem formatada, como em países de democracia consolidada, a exemplo dos Estados Unidos. Ele cita, por exemplo, que no país norte-americano a possibilidade de mudança de pensamento entre democratas e republicanos é quase impossível.

“Aqui temos um Governo meia boca presidencialista e meia boca parlamentarista. Por isso tem essa desordem toda”, argumenta. Roberto Mesquita (PSD), que na atual legislatura fez o caminho inverso, de governista para opositor, opina que o poder que o Governo tem para oferecer vantagens imediatas e dar aos parlamentares benesses acaba por desequilibrar a bancada de oposição no Legislativo.

Calar

Ele ressalta que as urnas demonstraram que quase a metade da população cearense não apoiou, em 2014, o nome de Camilo para o Governo, mas isso não foi representado na Casa devido à cooptação de opositores. “Se o Governo quisesse mais pessoas para enaltecer seus feitos, seria legítimo. O que vemos é que ele não tem essa vontade, quer apenas calar seus malfeitos. É isso que ele vem patrocinando com suas benesses”, aponta.

Odilon Aguiar (PMB) critica o que chama de “fraqueza” e “falta de postura” de alguns membros da Casa. Ele lamenta que alguns que foram “aguerridos” na defesa da população, agora, estão “afinando” com o Governo. “Isso prejudica a democracia, a representatividade de seus partidos, porque devemos respeito e obrigação ao partido”, considera.

Já Ely Aguiar (PSDC) acredita que o Governo está incomodado com o grupo diminuto de oposição e tem tentado, segundo ele, paralisar a Assembleia. “O Governo quer esvaziar o debate, evitando que as sessões sejam realizadas e cooptando alguns deputados, levando para seu lado os que antes faziam oposição. Ele deve oferecer coisa boa, porque eles vão para lá com grande satisfação”, ironiza.

08:54 · 15.06.2017 / atualizado às 08:54 · 15.06.2017 por

A deputada estadual Silvana Oliveira (PMDB) voltou a falar na tribuna que dos dez integrantes do bloco partidário composto pelo PMDB, PMB e PSD, recebeu o voto de seis. “Não é difícil saber que eu tive a maioria dentro do PMDB e do bloco”. Ela disse ter se sentido magoada pela notificação recebida em seu gabinete. “Doeu meu coração. Foi diferente da mensagem que recebi do meu amigo Gaudêncio Lucena. Dizia que o PMDB não aceita a minha liderança e que eu deveria no prazo de 24 horas fazer as reparações que o PMDB julgava necessárias”. Silvana relatou se sentir perseguida pelo PMDB. “Onde estou sendo desobediente? Por que o PMDB quer me perseguir? Por que não aceita a liderança dessa mulher? Alguém avaliou a minha liderança?”, questionou.

09:10 · 14.06.2017 / atualizado às 09:10 · 14.06.2017 por

Por Antonio Cardoso

O deputado estadual Osmar Baquit (PSD) disse em discurso, ontem, na Assembleia Legislativa, ser necessário esclarecer a situação que passa dentro de seu partido, de onde já antecipou que sairá tão logo seja aberta a janela partidária. “Colocaram nos jornais que eu teria sido intimado pelo PSD. Eu não fui intimado porque não recebi a intimação. Não recebi, primeiro, porque o documento não estava autenticado, segundo, não constava a ata da reunião e, terceiro, porque quem escolhe líder de bloco não é o partido, quem escolhe é o próprio bloco”, reclamou.

A Comissão Executiva Estadual do PSD anunciou na última segunda-feira ter deliberado pela recondução imediata do deputado estadual Leonardo Araújo como líder do bloco, que conta ainda com o PMDB e PMB, na Assembleia. Foi divulgado ainda que seria exigida também a reintegração dele à Comissão de Constituição, Justiça e Redação.

“Dessa maneira, conforme a resolução, Leonardo Araújo deverá voltar à relatoria da PEC que prevê a extinção do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM)”, informou a Executiva da legenda que conta, além de Osmar Baquit, com os deputados Roberto Mesquita e Gony Arruda.

“Eu fui designado para a comissão de Constituição e Justiça pela deputada Silvana (Oliveira), eleita pela maioria do bloco. Podem até contestar politicamente, mas legalmente não. As substituições que a deputada fez foram legítimas”, disse Osmar. “Não estou aqui acusando A, B ou C. Ontem (segunda-feira) foram ao meu gabinete para entregar o documento do PSD e eu disse que não poderia receber um documento que não esteja autenticado, sem a ata da reunião que tomou a decisão e mandado imediatamente que acatasse a liderança do deputado Leonardo Araújo a quem respeito e não tenho nada. Da maneira que colocaram é como se eu tivesse recebido”.

O parlamentar destacou que, independentemente de qualquer coisa, não se poderia encobrir situações divergentes na Assembleia. “Peço ao deputado Audic Mota, secretário desta Casa, que peça a Mesa Diretora para instaurar o Conselho de Ética. Não podemos viver sem ele, porque é importante nesse momento pré-eleitoral e vamos entrar no período eleitoral”, apontou.

Audic Mota respondeu que já tratou sobre o assunto com o presidente Zezinho Albuquerque (PDT) na última sexta-feira.

09:05 · 13.06.2017 / atualizado às 09:05 · 13.06.2017 por

Por Miguel Martins

Após o processo de destituição do deputado Leonardo Araújo (PMDB) da liderança do bloco formado por PMDB, PMB e PSD na Assembleia Legislativa, a situação entre os membros da sigla peemedebista na Casa ficou difícil. Enquanto alguns defendem a expulsão da nova líder, Silvana Oliveira, da agremiação, outros, que são a maioria, apoiam sua permanência no comando da bancada.

Caberá agora à executiva estadual do partido, que se reúne no fim do mês para tratar do assunto, tomar alguma decisão quanto aos encaminhamentos do bloco no decorrer da semana. No entanto, a comissão de ética do PMDB sequer tomou atitude quanto aos posicionamentos de Audic Mota e Agenor Neto que, em dezembro de 2016, deixaram a bancada de oposição na Casa e passaram a ser aliados do Governo Camilo Santana (PT).

Naquela ocasião, o então líder do partido, deputado Leonardo Araújo, chegou a dizer que o partido daria início ao processo de expulsão dos parlamentares, o que, passados seis meses, não se confirmou. O mesmo Leonardo Araújo disse ao Diário do Nordeste que enviou ofício ao partido para que fosse iniciado o processo de expulsão da parlamentar, bem como suspendendo as ações impetradas por ela como líder do bloco na Casa.

“Não vou silenciar ao que a Silvana fez. Ela tentou me intimidar várias vezes, e eu vou para cima dela”, disse. Seis dos dez membros do bloco escolheram Oliveira como nova líder: Bethrose (PMB), Agenor Neto, Audic Mota, Gony Arruda (PSD), Osmar Baquit (PSD) e a própria. Já Roberto Mesquita (PSD), Odilon Aguiar (PMB), Leonardo Araújo e Danniel Oliveira (PMDB) seguem na oposição.

“Estou aguardando pacificamente a ‘lei da semeadura’”, ironizou, por sua vez, Silvana Oliveira, ao ser questionada sobre os próximos passos na legenda. Ela voltou a dizer que tem maioria no PMDB e no bloco e não vê motivação para que a sigla não a aceite como líder da bancada.

O secretário-geral do PMDB no Ceará, João Melo, afirmou que nos dias 27 e 28 próximos acontecerão encontros da executiva estadual, em Brasília, para traçar posicionamento sobre a situação dos membros da sigla.

11:19 · 10.06.2017 / atualizado às 11:19 · 10.06.2017 por

Por Miguel Martins

Roberto Mesquita abordou a deputada Silvana Oliveira perto da entrada do plenário, na manhã de ontem, após o horário de fechamento do plenário Foto: José Leomar

Embora ontem não tenha havido sessão na Assembleia Legislativa do Ceará, foram considerados lidos no expediente dois memorandos. Um deles encaminhava a indicação da deputada peemedebista Silvana Oliveira para a liderança do bloco composto pelos partidos PMDB, PMB e PSD. Desta forma, Silvana desbanca seu correligionário Leonardo Araújo.

O segundo memorando apontava mudança na composição das comissões de Constituição, Justiça e Redação, de onde sai o deputado Leonardo Araújo e entra Osmar Baquit (PSD), e de Orçamento, Finanças e Tributação com a substituição do deputado Odilon Aguiar (PMB) pelo deputado Agenor Neto (PMDB).

Diante da oficialização, os ânimos ficaram mais acirrados dentro do bloco que agora está mais dividido do que nunca. Ao Diário do Nordeste, Leonardo Araújo afirmou que não reconhece a liderança de Silvana. “Vamos fazer o enfrentamento. Não reconheço a liderança da deputada Silvana. Deixo claro que não reconheço, espero e acompanharei junto ao partido para que tome as medidas cabíveis pela traição realizada por parte de deputados”.

No bloco em questão já era visível a existência de mal-estar. Assim como Leonardo diz não reconhecer a liderança de sua correligionária, parlamentares que compunham o grupo também não estavam não aceitavam a liderança dele, pois são favoráveis ao Governo Camilo Santana. Conforme apontou o Diário do Nordeste em matéria publicada na última quinta-feira, dos dez membros, pelo menos seis são considerados governistas, já contando com o retorno de Osmar Baquit ao Parlamento e a adesão de Silvana. Além deles, fazem parte da base de apoio ao Governo Camilo Santana os deputados Bethrose (PMB), Gony Arruda (PSD), Agenor Neto e Audic Mota (PMDB). Do lado da oposição são apenas Leonardo Araújo, Danniel Oliveira (PMDB), Roberto Mesquita (PSD) e Odilon Aguiar.

Como não houve trabalho no plenário. Odilon Aguiar e Roberto Mesquita foram ao gabinete de Leonardo Araújo para juntos traçarem estratégias a serem seguidas daqui para frente. Antes de chegarem ao gabinete de Araújo, Mesquita e Odilon conversaram com Silvana no salão que dá acesso ao Plenário da Assembleia.

Eles foram reclamar da atitude dela, mas negaram que tenham ido tirar satisfação e disseram ter se tratado de uma mera coincidência. Enquanto conversavam, Leonardo gritou do piso superior que a liderança havia sido “comprada”.

Roberto Mesquita disse que a oposição fica “triste” diante das últimas movimentações ocorridas nas bancadas da Casa. Odilon já vem fazendo oposição após ter sido um dos mais entusiastas defensores de Camilo.

09:08 · 23.05.2017 / atualizado às 09:08 · 23.05.2017 por

Por Miguel Martins

A executiva estadual do PMDB fechou questão contra a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). Ainda no início do encontro, parlamentares do PMDB que fazem parte da base governista de Camilo Santana apresentaram um requerimento solicitando a liberação da bancada para votar “de acordo com suas consciências”, o que foi rejeitado pela maioria presente.

Assinaram o documento os deputados Silvana Oliveira, Audic Mota e Agenor Neto. De acordo com o secretário-geral do partido, João Melo, a agremiação fechou questão em torno da PEC sob duas argumentações. A primeira é a de que a proposta trata do mesmo teor de Proposta de Emenda à Constituição votada e aprovada no ano passado; e a existência de duas PECs no Congresso Nacional que querem autorizar os tribunais de contas dos municípios a terem os mesmos padrões dos Tribunais de Contas dos Estados (TCEs) e Tribunal de Contas da União (TCU).

Ainda de acordo com Melo, o fato de a matéria aprovada no ano passado estar sendo questionada na Justiça também motiva o voto contrário da bancada à matéria de autoria de Heitor Férrer (PSB), tramitando na Casa desde a semana passada. Ele avisou ainda que aquele que votar contra a orientação partidária terá sua ação encaminhada ao conselho de ética do partido.

Respeitoso

A deputada Silvana Oliveira disse que votará pela manutenção do Tribunal de Contas dos Municípios, mas disse ter achado “desrespeitosa” a convocação para tratar do assunto, coisa que não aconteceu no ano passado, quando da discussão da PEC aprovada pela Casa. Ela disse ter assinado o requerimento de liberação da bancada para que seus pares votem de acordo com suas consciências.

“Eu assinei para liberar a bancada, com o Agenor e o Audic. Votarei pelo TCM, mantendo minha palavra, contudo libero a bancada pela consciência. A bancada não foi convocada antes, não achei respeitoso, me senti enfrentada. Não entendo diálogo assim”, disse a peemedebista. Já Leonardo Araújo, que na Assembleia lidera a bancada, afirmou que as diretrizes do partido são tomadas pela executiva.

09:36 · 02.05.2017 / atualizado às 09:36 · 02.05.2017 por

Por Miguel Martins

Embora o PDT seja, hoje, a maior sigla no Ceará, André Figueiredo diz que recursos não contemplam todas as despesas com planejamento estrutural Foto: Cid Barbosa

As 35 agremiações políticas do Brasil devem receber, ao final de 2017, cerca de R$ 819 milhões oriundos apenas do Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Políticos, denominado Fundo Partidário. No entanto, no Ceará, dirigentes de algumas das legendas com maior representatividade local reclamam dos recursos, que acreditam ser escassos diante das demandas e atividades realizadas pelos colegiados no Estado.

O presidente estadual do PDT, o deputado federal André Figueiredo, esteve no último fim de semana participando de evento do partido voltado às mulheres pedetistas do Norte e do Nordeste. Os valores referentes a aluguel de espaço e deslocamento de algumas pessoas, além de outros serviços, são pagos com recursos oriundos do Fundo. Ele destacou que o regimento da sigla tem dispositivo para participação feminina, e outros 10% também servem para formação e participação da juventude.

“O Fundo serve para despesas com aluguel da sede, pagamento de funcionários, realização de encontros regionais, planejamento no nível da imagem do partido, além de programas eleitorais, que também demandam uma certa despesa”, disse ele.

Insuficiente

Atualmente, o PDT do Ceará recebe por mês R$ 30 mil, o que, segundo Figueiredo, “dá um fôlego, mas não é suficiente para se ter despesa com planejamento estrutural”. Ele afirma que os repasses não são significativos mês a mês, mesmo sendo o PDT, hoje, a maior sigla do Ceará.

Por isso, as contribuições dos filiados têm ajudado o partido a realizar atividades no decorrer dos últimos meses. Atualmente, a executiva nacional do PDT tem critérios para dividir os recursos oriundos do Fundo Partidário de acordo com a estrutura dos diretórios em cada Estado, e como o Ceará conseguiu aumentar o tamanho da sigla, um aporte a mais foi dado. Ainda assim, para Figueiredo, não é suficiente.

Já o Partido dos Trabalhadores (PT) está sem receber recursos do Fundo Partidário desde o início do ano e só deve regularizar a situação em julho. A legenda foi penalizada após ter recebido doação de campanha na conta do partido e não na conta da campanha, o que levou à penalidade de um semestre com perda dos recursos oriundos do Fundo.

De acordo com o presidente da sigla no Ceará, De Assis Diniz, isso foi resultado de ações de gestões passadas da legenda. “Por causa de uma doação de R$ 2 mil, ficamos seis meses sem o Fundo. Ingressamos em todas as fases de recursos e, na última fase, o recurso caiu nas mãos do (ministro) Gilmar Mendes, e aí já viu”, lamentou o dirigente.

Ele ressaltou que o controle de fiscalização dos recursos oriundos do Fundo Partidário é grande e, por isso, o PT procura utilizar os valores recebidos dentro da Lei. Quando o recurso está regular, o grêmio o utiliza nas atividades partidárias. A parte que cabe à participação feminina na política fica sob o comando da Secretaria de Mulheres, que organiza eventos.

Profissionalização

“Do ponto de vista da política em geral, a gente distribui nas regiões, com seminários, eventos e ações partidárias. O Fundo tem importância para a estrutura do partido, além da própria profissionalização dos integrantes do nível de Executivo”, afirmou Diniz. Ele alega, porém, que, como o PT é um partido que se movimenta muito, por ter “fortes relações” com frentes sindicais e movimentos sociais, o Fundo recebido não é adequado diante da necessidade para as realizações em todo o Ceará.

“Nós vamos começar agora, em junho, três grandes encontros regionais, um no Cariri, outro na Região Norte e um terceiro no Crateús e Inhamuns, encerrando em Fortaleza. Ou seja, temos muitas atividades, e em todas preservamos a presença de 50% das mulheres e das juventudes, que têm muita presença nos eventos”, afirmou.

Presidente do PSD no Ceará, o deputado federal Domingos Neto diz que o Fundo Partidário da sigla no Estado também é reduzido. “A manutenção do funcionamento do partido, custeio, toma a maior parte do orçamento. Investimos na comunicação, outro custo elevado, pois é totalmente custeada pela estadual, inclusive quando do custo de gravação dos programas e das ações das mulheres”, disse.

O orçamento do partido é de R$ 25 mil por mês, para custos com pessoal, manutenção da sede, serviços de terceiros, como advogado, contador, marketing. “Para ter maior vida partidária, seria necessário maior volume de recursos, pois muitas vezes deixamos de fazer eventos e outras ações por não ter condições financeiras”, reclamou Neto.

Dificuldade

Secretário-geral do PMDB do Ceará, João Melo destacou que o Fundo é uma questão de sobrevivência, pois sem ele nenhum partido conseguiria realizar eventos programados. Na legenda, ele viveu tempo em que o Fundo não existia, e afirmou que para manter a sede do partido instalada era “uma dificuldade extrema”. Os recursos eram oriundos exclusivamente de contribuições dos mandatos de vereadores, deputados estaduais e federais. “Não dava para nada, não conseguia existir um partido de fato. Por isso é tão importante a existência do Fundo Partidário”, defendeu João Melo.

Ele afirmou que a parcela do recurso que hoje é destinada ao grêmio é o que dá para custear cursos que são ministrados no Estado. O dirigente foi outro a dizer que os repasses ao PMDB não são suficientes para realizar a programação programada para o ano. “Nosso desejo é que se pudesse ter durante o ano inteiro e anos seguintes, não somente em períodos pré-eleitorais, eventos de maior participação e integração. Essa mobilização se dá dentro do que chamamos de encontros regionais, mas não temos alcance para isso, porque o Fundo não nos permite isso”.

09:29 · 17.04.2017 / atualizado às 09:30 · 17.04.2017 por
PMDB e PT são os partidos com mais filiados no Brasil, de acordo com último levantamento.

Termina nesta segunda-feira o prazo para os 35 partidos políticos com registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) enviarem a relação atualizada de seus filiados. Todos os anos, de acordo com a Lei dos Partidos Políticos (Lei nº 9.096/1995), as legendas têm até a segunda semana dos meses de abril e outubro de cada ano para fazer a atualização.

A lei determina que as listas devem ser enviadas aos juízes eleitorais, para arquivamento, publicação e cumprimento dos prazos de filiação partidária para efeito de candidatura a cargos eletivos, com a relação dos nomes de todos os seus filiados. Alem disso, devem conter a data de filiação e o número dos títulos e das seções eleitorais em que os filiados estiverem inscritos.

Um dos requisitos para o registro de candidatura a cargos eletivos é a prova de filiação partidária. Para concorrer, o candidato deverá estar filiado à legenda pela qual pretende concorrer há pelo menos um ano antes do pleito.

 

Filiados

A última listagem entregue à Justiça Eleitoral, em outubro do ano passado, está disponível no sistema Filiaweb e contabiliza 16.623.411 eleitores filiados a partidos políticos.

Segundo a última relação, a legenda com o maior número de filiados é o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), com 2.401.556 (14,44%) inscritos. O Partido dos Trabalhadores (PT) ocupa a segunda posição, com 1.586.521 (9,54%) filiados.

Já as agremiações que têm o menor número de inscritos são o Partido da Causa Operária (PCO) com 2.937 (0,018%) e o Partido Novo (NOVO), com 8.822 (0,053%) filiados.

do TSE

 

 

10:43 · 09.02.2017 / atualizado às 10:43 · 09.02.2017 por

O deputado Fernando Hugo (PP) iniciou os trabalhos na manhã desta quinta-feira (9) à frente da tribuna da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará criticando as últimas decisões do presidente Michel Temer e de grandes representações políticas do PMDB.

“Há quem diga que eu fui o maior insulto petista no Ceará”, iniciou o parlamentar ao dizer que “um conjunto de fatos efetivamente realizados pelo governo Michel Temer deixam muito a desejar porque há nesse conjunto de fatos um casulo nojento, fétido, igual ou pior do que se poderia imaginar”, afirmou Hugo.

O deputado citou a nomeação do secretário-geral da Presidência, Moreira Franco (PMDB-RJ), que foi anulada ontem pela Justiça Federal, por causa das delações divulgadas em que o nome dele aparecem. “Tanto criticou-se contra o ato extremamente obscuro de Dilma Rousseff querendo encapuzar Lula da Silva e fez agora da mesma forma Michel Temer com Wellington Moreira Franco”, disse.

Além disso, Hugo também criticou a nomeação do ex-ministro da Justiça Alexandre de Moraes para o Supremo Tribunal Federal (STF). “O processo de escolha é tão sujo, tão nojento que precisa urgentemente uma alma santa para poder mexer na Constituição. É um absurdo o que o Michel Temer fez”, reclamou o deputado sobre a indicação.

O parlamentar ainda soltou farpas em direção ao presidente do PMDB, o senador Romero Jucá (PMDB-RR), o líder do governo no Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o indicado pelo governo para gerir a Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Edison Lobão (PMDB-MA).

15:28 · 07.02.2017 / atualizado às 15:28 · 07.02.2017 por

A deputada Dra. Silvana (PMDB) subiu à tribuna da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará para enaltecer a posse do também peemedebista Eunício Oliveira à Presidência do Senado Federal na última semana.

“Hoje a gente vê realmente o país entrando nos trilhos na mão de um partido sério, que tem a reponsabilidade de governar para esta e para as futuras gerações”, afirmou Silvana ao ceder uma série de apartes aos deputados presentes.

Roberto Mesquita (PSD), Leonardo Araújo (PMDB), Fernanda Pessoa (PR) e Odilon Aguiar (PMB) se associaram às colocações de Silvana no que diz respeito ao fortalecimento do Estado do Ceará na política nacional. “Eu me orgulho de ter o senador como líder maior do PMDB”, disse Araújo, que assumiu a liderança do partido na Assembleia.