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09:05 · 20.10.2017 / atualizado às 09:05 · 20.10.2017 por

por Letícia Lima

O deputado Fernando Hugo (PP) destacou Plenário da Assembleia, matéria do Diário do Nordeste, sobre o crescimento populacional em Fortaleza, constatado em estudo da Empresa Brasileira de pesquisa Agropecuária (Embrapa), pode contribuir para o problema da violência. O parlamentar alertou sobre a importância dos dados e defendeu que os poderes Legislativos Municipal e Estadual discutam a questão a fim de obter maior controle da natalidade.

De acordo com o levantamento do órgão, Fortaleza é a quarta cidade do Nordeste e a 12ª do País, entre os municípios com população superior a 2 milhões habitantes. A Capital cearense é ocupada por mais de 8 mil pessoas a cada km². No ranking por unidades da Federação, o estudo mostra também que o Ceará ocupa a 12ª posição, com uma taxa de densidade demográfica urbana de 3.207 habitantes por quilômetro quadrado.

Para Fernando Hugo, esse cenário de crescimento populacional é umas das motivações do agravamento da insegurança no Estado. “Fortaleza tem, indiscutivelmente, pano pras mangas de assim manifestar-se como uma cidade desprovida de paz social e isso não posta-me como um crítico oportunista ou barato, é ver os dados, e o governo não nega e apresenta-os na eiva pura da verdade que é inquestionável. Fortaleza tem 2 milhões e 727 mil habitantes, em menos de 50 anos se teve essa assombrosa triplicação de população na nossa Capital. De 1970 pra cá, triplicou a população de Fortaleza não só pela natalidade existente aqui, o êxodo vindo do Interior sempre foi um fato gregário fazendo com que se tenha essa superpopulação”, avaliou.

O parlamentar disse que “não podemos continuar nessa crescente e anômala” explosão demográfica e cobrou ações do poder público para controlar a taxa de natalidade.

“É importante que esses dados sejam discutidos na Câmara Municipal, porque Fortaleza alberga como chafariz maior. Uma hora dessa, certamente, a população dentro de Fortaleza é muito maior que 3 milhões de habitantes. Esse estudo serve para podermos cobrar dos entes administrativos maior controle de natalidade. Verificarmos que não podemos continuar nessa crescente, anômala e incontrolável taxa de quase 3 milhões de habitantes. Faço um alerta para se discutir educação primária, educação inicial”.

08:36 · 26.04.2017 / atualizado às 08:36 · 26.04.2017 por

Por Renato Sousa

O vereador Raimundo Filho (PRTB) usou a tribuna da Câmara Municipal de Fortaleza, ontem, para defender que a população tome consciência e contribua com a limpeza urbana da cidade. “A conscientização da população é um fator de extrema importância para que as políticas ambientais tenham sucesso”, declarou. De acordo com o vereador, a Prefeitura tem feito sua parte nesse aspecto, mas ainda é preciso uma mobilização maior da sociedade. “O lixo é gerado por todos, portanto é responsabilidade de todos”, declarou.

Para o parlamentar, a disseminação de lixo “é um dos agravantes da degradação do meio ambiente”. Ele afirmou que o poder público tem a função de disseminar a consciência ambiental na população, divulgando iniciativas como a coleta seletiva e a reciclagem. “Não há como não produzir lixo, mas é possível reduzir e reutilizar”.

Raimundo Filho apontou, ainda, as iniciativas que vêm sendo tomadas pelo Palácio do Bispo para tratar do tema. “Já temos 24 ecopontos e mais 23 serão construídos até o fim do mandato”, declarou o vereador. Ele citou também o anúncio feito pela secretária de Urbanismo e Meio Ambiente, Aguéda Muniz, de eliminar aproximadamente 200 pontos de lixo na Capital.

08:30 · 29.07.2014 / atualizado às 08:30 · 29.07.2014 por

fO deputado federal Artur Bruno (PT), que tentará retornar para a Assembleia Legislativa, afirmou que, atualmente, há uma “descrença muito grande” da população para com a representação política no Brasil, principalmente, em relação aos partidos “que são fracos”. Segundo ele, a população está desiludida, e isso deve ser debatido com os leitores, principalmente sobre a importância da política e do voto na vida dessas pessoas.

“É preferível participar e mudar as regras ao invés de ficar fora do processo. Tenho participado de reuniões e debates políticos para discutir isso”, disse ele. O petista afirmou ainda que a eleição está com um aspecto de “niilismo” e “pessimismo”, pois a sociedade se recusa a acreditar no homem público. No entanto, ele ressalta que não há outra maneira de desfazer tal situação a não ser pela democracia e representação.

 

07:49 · 25.06.2014 / atualizado às 07:49 · 25.06.2014 por
Fernando Hugo diz que a impunidade nos processos é culpa da morosidade do Judiciário FOTO: José Leomar
Fernando Hugo diz que a impunidade nos processos é culpa da morosidade do Judiciário FOTO: José Leomar

Por Miguel Martins

O deputado Fernando Hugo (SD), em seu pronunciamento, ontem, no plenário da Assembleia, disse estar preocupado, como homem público, da falta de interesse do eleitorado em relação à política cearense, conforme matéria do Diário do Nordeste de ontem. Segundo ele, a impunidade é um dos motivadores do distanciamento das pessoas com a política, o que ocorre devido à falta de ações mais céleres por parte do Poder Judiciário.

Quantas vezes se disse por aqui que existem prefeitos, com processos, que foram reeleitos e no fim de seus mandatos ainda continuam no cargo por falta de celeridade do Judiciário. A manchete do jornal joga sobre os ombros de nós, políticos, a culpa por tudo isso, disse ele, ressaltando que somente 16% do eleitorado tem muito interesse na política, enquanto que 29% têm pouco interesse e 26% não têm interesse nenhum.

Para ele, essa situação faz parte da desinformação das pessoas para com o viver político, o que contribui para esse desinteresse das pessoas.

Fernando

Hugo corrobora com o sociólogo Marcos Colares, que na matéria disse que, caso haja voto facultativo no Brasil, haveria mais corrupção no processo eleitoral.

Segundo o parlamentar, no Brasil, diferente de outros países desenvolvidos, ainda há a venda de votos e atos corruptíveis, como o fato de se levar eleitores até os locais de votação.

Participar

“Cerca de 55% não têm interesse ou pouco interesse no fator maior que é a eleição. No processo eleitoral é que irá se encontrar um endereçamento melhor para a qualidade de vida de nosso povo. Essa massa enorme de desinteressados choca-nos tremendamente”, lamentou Hugo.

Ele disse também que pior do que não ter interesse é não participar do processo político brasileiro, o que contribui para os atos de corrupção ocorridos ao longo da história política brasileira. O deputado Thiago Campelo (SD) também lamentou a situação eleitoral brasileira, e disse que a impunidade ainda é constante no País, onde os processos se arrastam, e quando há uma decisão da Justiça Eleitoral, os envolvidos se utilizam de recursos que fazem com que tais processos sigam sem uma decisão definitiva.

Corroborando com o colega, Fernando Hugo ressaltou que, apesar de haver situações de corrupção em muitos setores da política, a maioria é de “homens de bem”, que trabalham em favor da sociedade.

Lula Morais (PCdoB) lembrou que nos Estados Unidos, menos que 50% da população vai às urnas para escolher o presidente da República. Ele defende o voto obrigatório como é adotado pelo Brasil, pois há uma maior participação da população. Fernando Hugo disse que tem orgulho de ser político, e ressaltou que, somente por conta de alguns equívocos da Justiça a impunidade segue no País.

09:32 · 24.06.2014 / atualizado às 09:32 · 24.06.2014 por
O sociólogo Marcos Colares diz que, se o voto fosse facultativo no Brasil, a compra de votos seria ainda maior FOTO: José Leomar
O sociólogo Marcos Colares diz que, se o voto fosse facultativo no Brasil, a compra de votos seria ainda maior FOTO: José Leomar

Nas vésperas de iniciar formalmente a campanha eleitoral no País, mais de um quarto da população afirma não ter nenhum interesse no pleito deste ano, conforme pesquisa do Ibope divulgada na última semana. Para sociólogos cearenses, o pouco entusiasmo dos brasileiros com a política é motivado principalmente pela crença na impunidade parlamentar e pela fragilidade de uma democracia jovem.

De acordo com o levantamento CNI/Ibope, 16% disseram ter muito interesse, 29% interesse médio, 29% alegam pouco interesse e 26% não têm interesse nenhum. Cientistas políticos ouvidos pelo Diário do Nordeste ponderam que, caso o Brasil adotasse o voto facultativo, o cenário de dispersão dos eleitores poderia ser ainda mais sério.

“O fato de o voto ser obrigatório evita que se tenha menor participação. Se fosse voluntário, poderia estimular ainda mais a compra de votos”, opina o sociólogo Marcos Colares, professor do departamento de Ciências Sociais da Universidade Estadual do Ceará (Uece).
Para o especialista, os dados do Ibope trazem uma reflexão circunstancial.

“O eleitor terá posições diferentes antes da campanha, durante os programas eleitorais e na véspera das votações. O nível de esclarecimento das pessoas também interfere. Um eleitor que acredita que o voto trará mudanças fará maior empenho em votar”, declara o docente, que também leciona no departamento de Direito Público da Universidade Federal do Ceará (UFC).

Marcos Colares explica que a falta de inserção do eleitorado na política neste momento também se deve ao fato de as coligações não estarem totalmente firmadas. “Nessa eleição, tem um caldo, que é a eleição do Legislativo. Eles são os que mobilizam o voto para presidente e governador”. E completa: “Os eleitores dizem que não têm interesse porque não conhecem as pessoas. O horário eleitoral pode trazer um esclarecimento maior”.

Campanhas

Na análise do acadêmico, as campanhas em prol da participação dos eleitores não devem se encerrar em anos eleitorais, tampouco focar só nas eleições de outubro. “É preciso demonstrar a importância de a população escolher membros do conselho tutelar, do conselho de idosos, de propor emendas ao Legislativo e mostrar que a ação do indivíduo organizado pode representar mudanças”, exemplifica.

“Acho que neste ano vão ter dados importantes para atrair a atenção do eleitor, como julgamentos de políticos acusados de corrupção, ações que ocorrem em decorrência dos fichas sujas, esses fatores devem mobilizar discussões”, encerra Colares.

Para a professora Maria Cristina de Queiroz, doutora em Sociologia que leciona no curso de Serviço Social da Uece, o desinteresse da população nas eleições demonstra a fragilidade na consolidação da democracia no País. “Após a ditadura, há os primeiros momentos de envolvimento no processo eleitoral e nas campanhas. Se pegar os dados das últimas eleições, há um nível de abstenção muito grande, em vários níveis, do federal ao municipal”, destaca.

Ainda sobre a falta de identificação da sociedade com a política, a docente afirma: “Temos uma democracia frágil e partidos com pouco envolvimento ideológico. As eleições são baseadas em relações de apadrinhamento”. Ela avalia que a empolgação da população com a política foi um momento pontual no pós-regime militar. “No retorno da democracia, deu uma esquentada, mas depois teve um arrefecimento”, aponta.

A doutora em Sociologia relata que o distanciamento da sociedade com a política não pode ser atribuído à carência de informação do eleitorado. “Não é falta de informação, tem um tipo de informação seletiva, aquilo que se tem acesso pela televisão, mas o povo está fazendo suas leituras através do que se vê no dia a dia”, opina. “A pesquisa é um dado de agora que capta o momento, é uma continuidade do que tem ocorrido nos últimos anos”.

Divulgação

A cientista política Patrícia Teixeira, professora da Universidade do Vale Jaguaribe, corrobora com a visão de que a sociedade está informada, apesar das limitações. “Hoje a falta de informação não pode ser alegada, temos diversos meios de divulgação. Existe uma camada que ainda não tem acesso a esses meios, mas isso não se justifica”, alega.

Na avaliação de Patrícia Teixeira, a apatia dos eleitores com a política, mesmo nas vésperas da campanha eleitoral, é motivada pela certeza da impunidade dos parlamentares e descrença na implementação de mudanças. “Nesse último Governo, as coisas vieram muito à tona. Não é que cresceu a corrupção, mas hoje temos uma visibilidade maior e isso causa repulsa naquele que vê e se pergunta: para que, por que (participar)?”, enfatiza.

A socióloga avalia que os brasileiros não têm o histórico de participação popular. “É uma sensação de impotência também que explica o desinteresse na participação política. A certeza da impunidade causa ojeriza na população que se vê como um fantoche”, justifica, alegando que essa inércia no processo eleitoral se estende a outros instrumentos de cidadania do cotidiano.

“Nossos representantes são escolhidos por partidos, em convenções. Os dirigentes fazem análises dentro dos gabinetes, não existem figuras em nível nacional representativas na política para as pessoas. A população não se vê refletida”, pontua.