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Tag: PROS


09:28 · 24.05.2017 / atualizado às 09:28 · 24.05.2017 por

O deputado federal Odorico Monteiro, que comandava o PROS no Ceará, deixou a sigla oficialmente na tarde de ontem, quando assinou, em Brasília, a ficha de filiação ao Partido Socialista Brasileiro (PSB). Ele assumirá a presidência estadual do partido, cuja vaga estava aberta após a destituição do deputado federal Danilo Forte do posto, por decisão da executiva nacional da legenda. A assessoria de imprensa de Odorico Monteiro informou, porém, que ainda não há data para a posse.

Em primeiro mandato na Câmara dos Deputados, Odorico Monteiro disputou a eleição de 2014, quando foi eleito deputado federal, pelo PT, partido ao qual foi filiado por 36 anos. Trocou a sigla petista pelo PROS em março de 2016 e, em maio do mesmo ano, foi alçado à presidência do partido no Ceará. Com a saída dele, a função deve ficar a cargo do vice-presidente, Leandro Vasques.

Em nota, o ex-presidente estadual do PSB, Danilo Forte, disse que não foi comunicado pela presidência nacional da sigla sobre os acertos com Odorico, considerando, portanto, o momento “desconfortável” e “agravado pela ausência de diálogo”. Ele presidia uma comissão provisória do PSB no Estado e foi destituído após ter contrariado fechamento de questão do partido e votado a favor da reforma trabalhista, no dia 27 de abril. Disse, contudo, que está à disposição do PSB para dialogar e “lutar pelas mudanças necessárias”.

No último domingo (20), a executiva nacional do PSB oficializou desembarque da base aliada do presidente Michel Temer (PMDB). Odorico Monteiro, que, diferentemente de Danilo Forte, é contrário às reformas previdenciária e trabalhista, assume o partido no Ceará já sob orientações de fazer oposição.

13:43 · 10.06.2016 / atualizado às 13:43 · 10.06.2016 por
Deputado Federal Odorico Monteiro (PT), suplente da comissão especial de reforma política.
Deputado Federal Odorico Monteiro é o presidente estadual do partido

O PROS Ceará realiza em Fortaleza, nesta sexta-feira (11),  um encontro para debater a conjuntura político e social, nos três níveis de poder, para definição de um eixo programático do partido e tomada de decisão nas eleições deste ano.

O deputado federal Odorico Monteiro é o presidente estadual do partido. O encontro de hoje ocorre às 17h no complexo das comissões da Assembleia Legislativa do Estado.

De acordo com o partido, 77 pré-candidatos a vereador da Capital devem estar presente. Depois de Fortaleza, os encontros seguem para o Interior do dia 12 de junho a 10 de julho.

De acordo com a sigla, a meta é chegar a todas as regionais  para reunir lideranças de mais de 150 municípios cearenses.

Calendário

Dia 12 de junho, em Viçosa do Ceará, municípios da Ibiapaba
Dia 18 de junho, em Reriutaba, municípios da região norte do estado
Dia 19 de junho, em Itapipoca, municípios do litoral oeste e região norte do estado
Dia 25 de junho, em Aracoiaba, municípios do Maciço de Baturité
Dia 26 de junho, em Caucaia, municípios da região metropolitana
Dia 02 de julho, em Cratéus, municípios do Sertão de Crateús e dos Inhamuns
Dia 03 de julho, em Aurora, municípios do sul do estado
Dia 09 de julho, em Quixadá, municípios do sertão central
Dia 10 de julho, em Icapui, municípios do litoral leste

11:51 · 27.02.2016 / atualizado às 11:51 · 27.02.2016 por

Por Antônio Cardoso

Cid Gomes conversa com deputados estaduais, secretários e outros sobre a programação de filiação deles ao PDT, no decorrer de março Foto: José Leomar
Cid Gomes conversa com deputados estaduais, secretários e outros sobre a programação de filiação deles ao PDT, no decorrer de março Foto: José Leomar

O ex-governador Cid Gomes reuniu, quinta-feira à noite, na Assembleia Legislativa, vários deputados estaduais que trocarão o PROS pelo PDT, onde ele próprio já está juntamente com o seu irmão Ciro Gomes. As filiações dos deputados ao PDT acontecerá no próximo dia 3 de março. No partido já estão filiados, além do prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, vários outros prefeitos do Interior e vereadores antes integrantes do PROS.

Cid acertou, também, que alguns eventos, além do maior em Fortaleza, na próxima semana, acontecerão no Interior, principalmente onde o partido tiver candidato a prefeito nas eleições de outubro próximo. Assim, além do simbolismo da filiação de Ivo Gomes no evento que acontecerá no Náutico Atlético Cearense dia 3 de março, um outro ato acontecerá em Sobral, ainda a ser definido, pois lá ele disputará a Prefeitura.

Ontem, na Assembleia, o deputado estadual Evandro Leitão, que participou da reunião da noite anterior, falou sobre a oficialização do ingresso dos deputados estaduais, federais, além da vice-governadora Izolda Cela e do secretário da Fazenda do Estado, Mauro Filho.

Respeitoso

De acordo com o líder do governo, que faz parte dos quadros do PDT, desde o ano de 2009, a definição se deu após reunião no gabinete da presidência da Assembleia com o ex-governador Cid Gomes, o presidente da Casa, Zezinho Albuquerque, os deputados Sarto, Sérgio Aguiar, Manoel Duca, Mirian Sobreira, Robério Monteiro e Ferreira Aragão. Também participou os secretários estaduais Jeová Mota (Esporte) e Mirian Sobreira (Políticas sobre Drogas), além dos ex-deputados Sineval Roque e Marcelo Sobreira.

“Como pedetista há sete anos, posso garantir que eles estão entrando em um partido com ambiente respeitoso, que tem crescido demais nos últimos anos no cenário nacional”, destacou Evandro leitão. No Ceará o PDT se torna o maior partido político do Estado, com grandes forças como os ex-governadores e ex-ministros Cid e Ciro Gomes, além do ministro das Comunicações, André Figueiredo. Com a migração, o Partido Republicano da Ordem Social (Pros) deixa de existir na Assembleia.

Na reunião, também conforme afirmou Evandro, ficou definido que, na primeira quinzena de março, serão realizados encontros regionais para filiação de lideranças ao PDT, nos municípios de Sobral e Itarema, no dia 4; São Gonçalo do Amarante e Camocim, dia 12 e no dia seguinte, em Crateús. O grupo estará em Crato e Iguatu no dia 18 de março. “Serão eventos para filiação de outras lideranças que tenham interesse em entrar no partido ‘brizolista’. Estamos muito felizes, alegres e de braços abertos para acolher todas essas lideranças, que se somarão a outras que já temos no nosso partido”, analisou. No evento de Fortaleza, um jantar de adesão, os pedetistas vão aproveitar para angariar os primeiros recursos da campanha eleitoral na Capital.

Um dos que estão de bagagens prontas para desembarcar no PDT, o deputado Sérgio Aguiar, assim como já havia feito na semana anterior, fez questão de anunciar a ida para o novo partido. “Estamos indo com a certeza de estarmos fazendo a escolha certa, uma vez que seguimos a orientação de dois grandes líderes, que são os irmãos Ciro e Cid Gomes”, declarou.

No mês de setembro do ano passado, o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, e mais de 40 prefeitos do Interior do Ceará se filiaram ao PDT, em evento promovido pelo diretório cearense do partido. Cid e Ciro Gomes assinaram filiação em momentos diferentes.

A ida do grupo liderado pelos irmãos Gomes tornará o PDT a maior bancada na Assembleia, com onze deputados. Ainda de acordo com Sérgio Aguiar, a comitiva desembarca em uma nova legenda, mas o apoio aos governos Camilo Santana e Dilma Rousseff serão mantidos durante as discussões na Casa. Para ele, o PDT é um partido “moderno”, cuja maior referência é Leonel Brizola.

09:44 · 19.02.2016 / atualizado às 09:44 · 19.02.2016 por

Por Miguel Martins

Os deputados estaduais Dr. Sarto e Ivo Gomes, ambos do PROS, preparam-se para deixar a sigla rumo ao PDT até meados do próximo mês Foto: José Leomar
Os deputados estaduais Dr. Sarto e Ivo Gomes, ambos do PROS, preparam-se para deixar a sigla rumo ao PDT até meados do próximo mês Foto: José Leomar

Promulgada, ontem, pelo Congresso Nacional, a Emenda Constitucional que garante a abertura de prazo de até 30 dias para mudança de filiação partidária sem caracterização de infidelidade partidária fará uma verdadeira mudança na representação parlamentar da Assembleia Legislativa do Ceará. Alguns partidos, como o PROS, deixarão de existir, enquanto outros, como PDT e PMB, devem se fortalecer.

Todos os parlamentares atualmente filiados ao Partido Republicano da Ordem Social na Casa deixarão a sigla e ingressarão no Partido Democrático Trabalhista. No entanto, há outras siglas que estão procurando se fortalecer nos próximos dias. Antes mesmo das eleições municipais de outubro próximo, as forças políticas do Poder Legislativo já se articulam visando a eleição da Mesa Diretora, visto que a atual gestão se encerra no fim do ano.

O bloco partidário formado por PMB e PSD, hoje, conta com oito parlamentares. A intenção de seus agregados é conseguir a participação de mais três nomes, totalizando onze deputados. Roberto Mesquita deve deixar o Partido Verde (PV) e ingressar no PSD, sendo assim o quinto parlamentar da legenda. Isso porque Osmar Baquit, atualmente na Secretaria da Pesca e Aquicultura, está se articulando para retornar ao Legislativo Estadual.

Além de Baquit e Mesquita, o partido conta ainda com Gony Arruda, Leonardo Pinheiro e Professor Teodoro. Enquanto isso, o PMB tem como membros: Laís Nunes, Júlio César Filho, Naumi Amorim, Bethrose e Odilon Aguiar. No entanto, Aguiar deve se licenciar para assumir a pasta que hoje está no comando de Baquit. O deputado disse que ainda não conversou com o governador Camilo Santana sobre sua ida para o Governo.

O deputado Lucilvio Girão (SD) também pode deixar sua legenda e ingressar em outro partido. Ele disse que acompanhará orientações do ex-governador Cid Gomes, mas ainda não acertou a ida para outra agremiação. O Partido Progressista (PP) é uma das opções, já que pelo menos dois parlamentares estariam negociando ida para a sigla.

Articulação

O presidente da Assembleia, Zezinho Albuquerque (PROS), é quem está articulando com alguns deputados as mudanças partidárias, que devem acontecer até o próximo mês. Segundo ele, todos os membros do PROS já estão preparados para ingressar no PDT. Além dos estaduais, deputados federais e vereadores devem seguir para o partido.

“Com a promulgação da lei, estamos aguardando os prazos para o calendário. A direção do PDT deverá conversar com os deputados e vereadores do Interior, mas essa decisão foi tomada lá atrás. Não só por Cid ou Ciro, mas em conjunto”, disse.

De acordo com o primeiro-secretário da Assembleia, Sérgio Aguiar (PROS), todos os nove deputados da sigla na Casa vão migrar para o PDT, e esta se tornará em março a maior bancada estadual, visto que já tem Evandro Leitão e Ferreira Aragão nos seus quadros. Com 68 prefeitos e pelo menos 300 vereadores, assim como deputados federais e a vice-governadora, Izolda Cela, o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, e o presidente da Câmara Municipal, Salmito Filho, o PDT se torna, assim, o maior aglomerado político do Ceará.

“Nós que integramos o PROS hoje, vimos um afastamento da direção nacional e estadual para conosco e tomamos a decisão de, segundo a orientação dos ex-ministros Ciro e Cid Gomes, migrarmos para o PDT. Atendendo ao convite do partido, migraremos ainda no mês de março”, disse o parlamentar, que defende a realização de um grande evento para filiação em massa de políticos locais.

Outros deputados cooptados para aderirem a outras legendas são do PMDB. Silvana Oliveira, Agenor Neto e Walter Cavalcante estão ouvindo as propostas feitas por alguns partidos. Por ter relação próxima com a família Aguiar, que no Ceará comanda PMB e PSD, Agenor Neto analisa propostas das siglas. Silvana Oliveira descarta a possibilidade de deixar o PMDB, mas garante que tem recebido propostas. Já Walter Cavalcante recebeu convite até do presidente do PSB, Danilo Forte, porém, ainda não tomou uma decisão.

10:22 · 18.02.2016 / atualizado às 10:22 · 18.02.2016 por

O deputado Sérgio Aguiar (Pros) afirmou em discurso na Assembleia nesta quinta-feira (18) que irá para o PDT durante o período da janela partidária, que começa hoje ao ser promulgada pelo Senado Federal. De acordo com ele, todos os membros do Pros na Assembleia deixaram o partido também rumo ao PDT, que receberá ainda quatro deputados federais.

“Com a PEC, mudanças ocorrerão em várias bancadas a nível de Brasil e aqui no parlamento estadual. Tomarei a decisão de acompanhar aqueles que reputo como meus líderes, Cid Gomes e Ciro Gomes, para o PDT. O PDT é um partido moderno que vem do idealismo de Leonel Brizola, e que vem colocar a educação em primeiro lugar”, disse. Aguiar negou que a decisão seja “casuística” ou “eleitoreira”, mas fruto da demarcação do “espírito político” e de novos projetos.

09:30 · 09.10.2015 / atualizado às 09:30 · 09.10.2015 por

Por Suzane Saldanha

As filiações dos vereadores Salmito Filho ao PDT e Carlos Mesquita ao PROS repercutiram nos bastidores da Câmara Municipal de Fortaleza e foram questionadas, ontem, na tribuna por parlamentares do PROS que aguardavam a filiação em grupo ao PDT.

Os discursos e conversas nos corredores foram intensificados com a informação de que apenas Salmito e Elpídio Nogueira, que hoje exerce o cargo de secretário de Turismo da Capital, devem ingressar no partido até o dia 15 deste mês. Especula-se que o restante dos vereadores pode permanecer no PROS ou se filiar ao PDT ou a outro partido em março, prazo final para aderir a um partido com vistas à eleição.

Apontando a filiação de Salmito, Adail Júnior (PROS) destacou que os líderes do grupo político – Ciro e Cid Gomes, José Albuquerque, prefeito Roberto Cláudio e o próprio Salmito Filho – informaram que os vereadores iriam juntos para o PDT.

Ele afirmou ter colocado seu nome em uma lista para filiação no PDT e deve pensar em uma alternativa caso o seu nome não saia como filiado até a próxima semana. “Nós, políticos, temos a sabedoria de que político sem poder não é político, é liderança. Não ingressando nessa relação que sairá dia 15, vou pensar para onde eu vou”, apontou.

Precaução

Salmito justificou que a filiação no PDT sem os demais membros da bancada do PROS na Câmara Municipal ocorreu por precaução jurídica e de maneira isolada, sem decisão em grupo.

O vereador alegou ter se desfiliado do PROS quando prestou contas como tesoureiro e ter sido orientado por sua assessoria, na última sexta-feira, a se filiar ao PDT para garantir possibilidade de disputar as eleições no caso de algum partido questionar a regra eleitoral da janela partidária (que amplia prazo para filiações vigentes para as eleições) no Supremo Tribunal Federal.

“Eles (vereadores) não estavam desfiliados, sem partido. Como agora tem uma janela legal e oficial, é muito mais seguro para eles se filiarem na janela. O próprio prefeito de Fortaleza não sabia, comuniquei depois, essa foi uma decisão minha, pessoal, por precaução jurídica, sabendo que já estava tudo acertado”.

09:00 · 28.09.2015 / atualizado às 09:00 · 28.09.2015 por

O prefeito Roberto Cláudio e mais umas cinco dezenas de prefeitos ligados ao PROS se despedem hoje do partido e ingressam no PDT. Em um segundo momento, se filiarão ao novo partido liderados de Cid Gomes sem mandato, nos vários municípios cearenses. Os deputados federais, estaduais e vereadores, juntamente com o próprio Cid ficarão para um terceiro momento. Ciro Gomes foi o primeiro a se filiar ao PDT, recentemente, em Brasília.
A decisão sobre a programação de ingresso no PDT foi acertada no último sábado, após uma demorada reunião de Cid com o deputado André Figueiredo, presidente estadual do PDT, para resolver as últimas pendências no Interior, entre liderados do ex-governador e alguns pedetistas que comandam a sigla nos seus respectivos municípios.
O evento da filiação vai acontecer, no início da noite, em Fortaleza, com a presença do presidente nacional da sigla, Carlos Lupi, outras lideranças do PDT, além de Cid e Ciro Gomes. Numa segunda etapa, ainda a ser definida, a filiação será dos líderes políticos ainda hoje filiados ao PROS em vários municípios cearenses. Por último será a filiação dos deputados, federais e estaduais e vereadores.
Estes, desde o primeiro momento ficaram preocupados com seus mandatos, tendo em vista a dificuldade criada pela direção nacional do PROS de liberá-los para evitar o processo de perda do mandato por infidelidade partidária. No caso dos prefeitos, assim como de governadores, presidente e senadores, cujos mandatos são de cargos majoritários, a migração entre partidos é possível.
No último sábado, em Fortaleza, alguns dirigentes nacionais do PROS conversaram com aliados do ex-governador Cid Gomes, mas tudo ficou como antes. O partido já está entregue ao deputado federal Odorico Monteiro (PT), considerado um aliado de Cid Gomes, de quem foi secretário na Prefeitura de Sobral. O deputado federal Domingos Neto, líder da bancada do partido, chegou a ser contactado pela direção nacional do PROS para ficar no partido e dividir o seu comando no Ceará com Odorico Monteiro. Domingos espera a criação do PL para ser o seu presidente no Ceará.
A expectativa do grupo cidista é levar para o PDT um total aproximado de 70 prefeitos. Além dos que se filiarão hoje, alguns outros estão organizando os seus grupos, nos respectivos municípios, para acertarem a nova direção partidária na localidade.
Os deputados e os vereadores vão aguardar a sanção da Lei da Reforma Política, com a garantia do prazo de um mês para mudar de partido, sem problema com a Lei da Fidelidade Partidária, para se filiarem ao PDT.
Como a Reforma Política reduziu o tempo de filiação partidária para os candidatos que era de um ano e agora será apenas de seis meses, os vereadores poderão se filiar em abril do próximo ano, sem problema para concorrerem ao próximo pleito. Já os deputados, exceção dos que querem ser candidatos a prefeito, podem esperar bem mais para mudarem de partido, pois só disputarão a renovação dos eus mandatos na eleição em 2018.

12:48 · 06.09.2015 / atualizado às 14:34 · 06.09.2015 por
Recentemente, Carlos Lupi esteve no Ceará apoiando ida do grupo para o PDT. FOTO: JOSE LEOMAR
Recentemente, Carlos Lupi esteve no Ceará apoiando ida do grupo para o PDT. FOTO: BRUNO GOMES

Até o próximo dia 28 de setembro, a maior parte do grupo liderado pelos irmãos Ciro e Cid Gomes deve estar filiada ao Partido Democrático Trabalhista (PDT) no Ceará. No dia 17 de outubro ocorrerá a convenção partidária para a constituição dos diretórios municipais e estadual, onde o prefeito Roberto Cláudio pode ser conduzido à presidência da sigla em Fortaleza.

O ex-deputado federal Ciro Gomes se filia antes, no dia 16 de setembro, em Brasília, na presença da cúpula do PDT na Capital Federal, conforme informações de membros do grupo no Estado e do próprio presidente estadual da sigla, o deputado federal André Figueiredo. No Ceará, o encontro deve ocorrer no Hotel Romanos, no bairro Messejana, onde comumente tem ocorrido os eventos do grupo.

De acordo com informações, alguns pontos ainda precisam ser resolvidos, e isso deve acontecer até a próxima quarta-feira. Pelo menos cinco municípios, dos 31 que tinham problemas de conciliação, ainda seguem sem acordo. O ato de filiação, segundo membros do grupo, ocorre dia 28 próximo, e no dia 17 de outubro a criação dos diretórios municipais. Ainda não houve qualquer discussão sobre Roberto Cláudio presidir o partido na Capital, mas, naturalmente, ele deve ser indicado, visto que é o prefeito de Fortaleza.

Até o final do mês será nomeada uma comissão provisória que vai funcionar até instalação dos diretórios municipais. Desde 1985 que o PDT no Ceará funciona através de diretórios.  O presidente do partido no Ceará, André Figueiredo, afirmou que desde o início da semana que viaja pelo Interior do Estado para tratar dos últimos detalhes em relação aos municípios onde não há confrontos. No entanto, ressaltou que em algumas cidades não há qualquer possibilidade de diálogo, visto que as lideranças locais são adversários políticos históricos. Neste caso, siglas amigas serão o destino para esses dirigentes.

“Estou viajando na região do Cariri, Centro Sul e Sertão Central, O processo está sendo feito de forma tranquila e serena. Já estive com o deputado (José) Sarto na sexta-feira, com companheiros de Acopiara, e ontem estive com o (ex-deputado) Sineval Roque, no Crato, para fazer alguns ajustes. Existem alguns problemas que não são ajustáveis, porque são grupos adversários que vão ser deslocados para outros partidos”, disse Figueiredo.

O objetivo do grupo é indicar um nome para presidente em 2018

Cid diz que apoia Ciro e Ciro aposta no nome do irmão. FOTO: KLEBER A. GONÇALVES
Cid diz que apoia Ciro e Ciro aposta no nome do irmão. FOTO: KLEBER A. GONÇALVES

Com a ida do grupo para o PDT, a sigla trabalhista se tornará o maior partido no Estado do Ceará, com pelo menos 79 prefeitos, onze deputados estaduais e, possivelmente, quatro deputados federais. Além do prefeito da Capital, o partido terá ainda o presidente da Câmara Municipal de Fortaleza como filiado e o presidente da Assembleia Legislativa.

O objetivo do grupo, em consenso com a presidência do PDT, é indicar um nome à Presidência da República em 2018, no fim do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff. Os nomes de Ciro e Cid Gomes são até então os indicados, mas não há uma certeza sobre quem poderá ser a indicação pedetista entre os dois. Recentemente, Carlos Lupi, presidente do partido em nível nacional, esteve em Fortaleza para garantir apoio à ida do grupo para a sigla.

09:51 · 29.08.2015 / atualizado às 09:51 · 29.08.2015 por
Ao lado do presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque, o ex-governador Cid Gomes comandou encontro para ouvir os relatos de problemas causados pela migração Foto: Kiko Silva
Ao lado do presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque, o ex-governador Cid Gomes comandou encontro para ouvir os relatos de problemas causados pela migração Foto: Kiko Silva

O ex-governador Cid Gomes orientou aos seus aliados que já comuniquem ao PROS a desfiliação do partido e informem quais são os nomes de quem formará as comissões provisórias do PDT onde ainda não há. Ele, porém, adiou a definição da data de quando será feita a filiação, enquanto se resolvem as pendências e se aguarda a reforma política.

O ex-gestor comandou, ontem, na Assembleia Legislativa, ao lado do presidente da Casa, Zezinho Albuquerque, um novo encontro para detalhar quais são os municípios onde há problemas com a migração. As próximas reuniões, segundo Cid Gomes, ocorrerão com o PDT e os deputados estaduais e federais.

Apesar de explicar a aliados que não há a exigência oficial de comunicação da desfiliação, Cid Gomes orientou que todos os membros que irão para o PDT atendam à recomendação por cautela. “É apenas excesso de cautela. Pela lei, não há a necessidade, mas já podem comunicar a desfiliação”, afirmou.

Outra orientação do ex-governador Cid Gomes é que, nos municípios onde o PDT não possui uma comissão provisória vigente, os membros do PROS também encaminhem uma lista com o sete nomes que integrarão o comando da legenda.
Na reunião realizada ontem foram detectados problemas em 31 municípios cearenses. Em alguns casos, há uma maior dificuldade para se chegar a uma solução e, por essa razão, Cid e Ciro Gomes já têm se posicionado à frente das negociações. Em outros, apesar de existirem pendências, as comissões provisórias do PDT não estão mais vigentes.

Cid Gomes avaliou, porém, que a quantidade informada na reunião está dentro do esperado e acredita que há tempo hábil para reduzir este número de municípios com problemas. “Está dentro do esperado. Eu tenho certeza que, a rigor, será menos do que isso, porque eu já tinha feito uma discussão com o presidente André (Figueiredo). Estamos fazendo o processo, agora vamos procurar a direção do PDT e ver esses casos”, pontuou o ex-governador.

PSD

Um dos casos mais emblemáticos na migração era o de Aracati, onde o prefeito Ivan Silvério é do PDT e tenta a reeleição, enquanto o ex-secretário Bismarck Maia pretende disputar o cargo na eleição de 2016.  Cid Gomes adiantou, no entanto, que o ex-chefe da Pasta de Turismo do Governo do Estado se filiará ao PSD.

“O prefeito de Aracati é do PDT, pleiteia e tem direito a tentar a reeleição. Como a gente vai querer tomar o partido dele? Não é razoável sob diversos aspectos. Então, nessas situações, a gente tem procurado zelar por nossos amigos com filiações por quais a gente tenha relação, PSD, PT, PTB, PHS. Eu citaria mais, não quero nem ser injusto, mas são vários partido com os quais a gente tem relação”, explicou Cid Gomes.

O ex-governador reconheceu que será difícil achar solução para todos os problemas, embora assegure que todos os esforços serão buscados.  “Por mais que a gente vá tentar resolver o problema de 100% no PDT e vamos lutar por isso até o derradeiro minuto, nós não vamos conseguir resolver 100%. Não estou dizendo isso para me acomodar. Repito, vou continuar lutando para que todos possam ser abrigados no PDT. Agora vai ter situações em que a gente vai ter que compreender”, frisou o ex-governador.

Logo após o fim do encontro, vários aliados questionaram Cid Gomes sobre a data para a filiação ao PDT, mas o ex-governador não sinalizou nenhuma definição com a justificativa de que não se poderia atropelar o processo ainda em negociação nos municípios do Interior.

“A gente deve fazer isso coletivamente. Essa é a ponderação que eu tenho feito desde o início. Não se trata de um ir deixar o outro na pendência. Tem que tratar isso sempre de forma coletiva e solidária”, esclareceu.

Reforma

Cid Gomes acrescentou que é também prudente aguardar a votação da Reforma Política no Senado para que se tenha uma ideia se a proposta de janela partidária para a mudança de legenda será aprovada. O ex-governador revelou que tentou até ligar para o presidente do Senado, Renan Calheiros, para ouvir uma previsão, mas não conseguiu fazer o contato.

“Naturalmente vai dar uma tranquilidade maior para quem tem mandato no Legislativo é a aprovação no Senado da emenda constitucional já aprovada na Câmara que dá o prazo de um mês para as alterações partidárias. Isso dá um outro nível de tranquilidade. Claro que nós vamos tomar uma decisão que tiver de ser tomada”, destacou.

Indagado se a espera refletia a desconfiança quanto à promessa feita pela direção nacional do PROS da entrega de uma carta de anuência, Cid Gomes negou ao justificar que, quanto maior a segurança, melhor. “O questionamento de um mandato com base na Lei de Fidelidade Partidária não se dá só pelo partido ou pelos suplentes do partido. Ele pode se dar pelo Ministério Público, ele pode se dar, creio eu, por qualquer cidadão. Então, quanto mais segurança a gente oferecer aos nossos amigos, melhor”, ressaltou.

Durante o encontro, vários aliados revelaram disputas internas quanto ao comando do partido. Cid Gomes prometeu reunião com deputados em busca de soluções. “A reunião com deputados é mais para resolver problema interno”, completou.

08:54 · 26.08.2015 / atualizado às 08:54 · 26.08.2015 por
O deputado Carlos Felipe já informou que, em Crateús, PDT e PCdoB não vão seguir juntos FOTO: Kléber Gonçalves
O deputado Carlos Felipe já informou que, em Crateús, PDT e PCdoB não vão seguir juntos FOTO: Kléber Gonçalves

Por Miguel Martins

Integrantes de partidos aliados do grupo liderado pelos irmãos Cid e Ciro Ferreira Gomes já analisam como devem se posicionar daqui para frente após a entrada de membros do PROS no PDT, o que deve acontecer até o início de setembro. Como adiantou o Diário do Nordeste, PSD, PTB e PP podem abrigar aqueles descontentes com a mudança por conta de interesses locais.

O PCdoB deve reavaliar a postura em alguns municípios, onde é oposição ao PDT. Segundo o deputado Carlos Felipe, em Crateús, há uma divergência entre as duas siglas, e os partidos não caminharão unidos no pleito de 2016. Já em Fortaleza, as siglas seguem aliadas em prol de uma possível candidatura do prefeito Roberto Cláudio à reeleição.

“Em Crateús, o PCdoB deve marchar contra o PDT. A tendência é essa. E eu, inclusive, já falei com o presidente do partido, o André Figueiredo. Já em Fortaleza, o comitê municipal age como aliado”, afirmou.

O parlamentar afirmou que a discussão sobre os rumos do partido junto ao grupo de Cid e Ciro Gomes não foi feita, mas destacou que deve-se haver um debate em torno do assunto. “Vai ter um momento em que cada um vai se posicionar sobre essa decisão, e o partido terá uma ação coletiva, ainda que tenhamos vozes dissidentes no PCdoB. Mas a tendência natural é participar da base desse grupo”, alegou.

O petista Manoel Santana destacou que a tendência do PT e de outras legendas é trabalhar na lógica de se fortalecer em 2016, pensando nas eleições de 2018. “Em uma análise criteriosa se percebe que podemos estar com o PDT, até porque temos uma aliança de oito anos”, defendeu. “Ninguém quer procurar uma aliança pensando em diminuir o seu tamanho”, avaliou.

Zé Ailton Brasil (PP) afirmou que o seu partido já vem analisando algumas estratégias políticas para 2016, destacando que a saída de nomes do PROS para o PDT não terá qualquer influência nas decisões internas da sigla, ainda que haja ingresso no grêmio. “Eu acredito que essa mudança terá pouca influência, mas isso ainda não foi discutido internamente”, ressaltou.

Segundo Roberto Mesquita, o PV vem sendo obediente à coligação que é liderada politicamente por Cid Gomes e deve continuar aliado do grupo. “No Brasil, não tratamos de programas partidários, mas de interesses. Não houve reunião no PV, mas ao que tudo indica, ele continuará aliado ao grupo que está no poder”.

Definição

“Leonardo Pinheiro (PSD) destacou que, em princípio, não haverá qualquer mudança de posicionamento de seu partido, nem saída nem ingresso de filiados. A sigla segue filiando novos membros e em busca de fazer o maior número de candidatos em 2016. “O PSD é um partido aliado do grupo que hoje está no PROS, mas até o momento não avaliamos qualquer movimento. Estamos aguardando ainda a decisão do grupo”, reforçou.

Sérgio Aguiar (PROS) alega que, por enquanto, a discussão inicial é a definição da filiação partidária e, em seguida, será debatida a formação de coligações. “Já há muita conversa nesse sentido, e acreditamos que a mesma coligação que esteve junto para a disputa estadual esteja formada para a municipal”.