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Tag: PROS


07:44 · 11.05.2018 / atualizado às 07:44 · 11.05.2018 por

Nome apresentado pelo PSDB para disputar o Governo do Estado pela oposição, o general Guilherme Theophilo tem se aproximado, em encontros articulados pelo senador tucano Tasso Jereissati, de lideranças de outros partidos contrários à gestão do governador Camilo Santana (PT) na intenção de consolidar uma possível candidatura . Na tarde desta quinta-feira (10), em reunião no escritório de Tasso em Fortaleza, o PROS, presidido no Ceará pelo deputado estadual Capitão Wagner, oficializou apoio à pré-candidatura do militar.

Ao final do encontro com Tasso e Wagner, o general Guilherme Theophilo disse que a adesão do PROS é “fundamental” para fortalecê-lo em busca da eleição. “Muita gente diz que sou pouco conhecido, mas tenho um nome e acho que, assessorado por esses partidos, por grandes assessores, e seguindo as diretrizes do senador Tasso, nós podemos fazer uma boa representação para o Estado do Ceará”, sustentou.

O deputado estadual, que há pouco tempo era apontado como possível candidato a governador por líderes da oposição, como o vice-prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa, será candidato a deputado federal, mas disse que assumirá “compromisso total” com a campanha do tucano, inclusive participando da elaboração do plano de governo a ser apresentado ao eleitor. Para ele, neste período de pré-campanha, o desafio do bloco oposicionista é tornar a pré-candidatura do general “popular”, com incursões pelo Estado, para fazer frente à “máquina do governo”.

“A gente confirmou o que já sabia pelo currículo, que é um candidato qualificado, com experiência muito grande de gestão pelas diversas missões que ele desempenhou na área da segurança, na área da saúde, da educação. Tem uma experiência de infraestrutura muito grande também, pelos diversos cargos que ocupou no Exército Brasileiro, e a gente fica feliz ao ver que o nosso candidato tem condições de ir para um debate e debater com propriedade todos esses temas”, destacou Wagner, ao justificar o apoio.

Desde que o PSDB começou a trabalhar a imagem do general Guilherme Theophilo como pré-candidato, líderes da oposição já haviam reclamado audiências com o militar para ouvir suas ideias e organizar eventos pelo Interior do Estado. O senador Tasso Jereissati tem convocado encontros desde então, para que, em seguida, o novo tucano possa ser apresentado ao eleitorado cearense.

09:13 · 02.04.2018 / atualizado às 09:13 · 02.04.2018 por

Por Letícia Lima e William Santos

Siglas da oposição também têm organizado eventos individuais. O PSDB, segundo Francini Guedes, tem encontro em Jaguaribara nesta semana Foto: José Leomar

Após ter deliberado, em reunião na última semana, que vai investir em uma agenda de mobilização pelo Ceará, a oposição ao Governo Camilo Santana (PT) ainda não tem uma definição de quais municípios devem receber debates promovidos pelo grupo oposicionista, a partir de abril, com a intenção de esboçar um plano de governo para a campanha do ainda indefinido candidato a governador. Enquanto isso, alguns partidos do bloco – formado por PSDB, PSD, Solidariedade, PROS e dissidentes do PR – tentam se movimentar individualmente no Interior do Estado para fortalecer as futuras chapas proporcionais.

Segundo o presidente estadual do PSDB, Francini Guedes, os integrantes da coordenação política formada em reunião na última segunda-feira (26) – o senador Tasso Jereissati (PSDB), o deputado estadual Capitão Wagner (PROS) e o ex-governador Lúcio Alcântara (sem partido) – tiveram encontro na última quarta-feira (28), mas ainda não há definição sobre a agenda de debates a serem realizados em municípios do Interior.

Quando da formatação da coordenação, a assessoria de imprensa do senador tucano havia informado, em nota, que após a “recomposição dos partidos”, já que o grupo oposicionista espera novas filiações até o fim da janela partidária, em 7 de abril, “será desenvolvido um cronograma de visitas às diversas regiões do Estado, bem como a formatação das chapas majoritária e proporcional”. Lúcio Alcântara, um dos membros da coordenação política oposicionista, disse ao Diário do Nordeste que o grupo só teria definições após a Semana Santa.

O PSDB, por sua vez, tem encontro do partido no próximo dia 5 de abril em Jaguaribara, que deve reunir tucanos dos municípios do Baixo e Médio Jaguaribe para uma palestra com o deputado federal Raimundo Gomes de Matos. Francini Guedes informou que o foco do evento não é a formatação da chapa do partido, mas ressaltou que o PSDB já trabalha na construção de uma lista de pré-candidaturas a vagas na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados.

Filiações

A bancada da legenda no Legislativo estadual, inclusive, pode aumentar antes mesmo da eleição de outubro. Atualmente, o PSDB é representado na Casa apenas pelo deputado estadual Carlos Matos, mas pode ganhar a deputada Fernanda Pessoa (ex-PR), que negocia, junto com o pai, o vice-prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa, possível ingresso no partido.

Depois que a deputada federal Gorete Pereira assumiu a presidência estadual do PR e levou o partido à base governista, Roberto Pessoa vinha dialogando, além do PSDB, com o PSD, presidido no Estado pelo deputado federal Domingos Neto, e com o Solidariedade, liderado pelo também deputado federal Genecias Noronha. Na última semana, ele também chegou a ir a Brasília para reunião com o presidente nacional do DEM, o prefeito de Salvador, ACM Neto, mas, segundo Fernanda Pessoa declarou ao Diário do Nordeste, a filiação dela e do pai à legenda tucana está acertada e deve ocorrer nesta quinta-feira (5).

A deputada estadual ressaltou que o PSDB foi escolhido por ter “tradição”. “É um partido que é grande no País, tem uma credibilidade e, nessa estrada, tem o líder maior das oposições (no Estado), que é o senador Tasso Jereissati. Vamos juntar com Roberto Pessoa, Lúcio Alcântara e com os demais a gente fortalece o partido, aumentando a bancada de deputados federais e estaduais para, com isso, fazer realmente um partido forte, nacionalmente, no Estado”, justificou Fernanda Pessoa. No partido, ela deve disputar reeleição à Assembleia, enquanto Roberto Pessoa buscará vaga na Câmara dos Deputados, em Brasília.

Ainda de acordo com Fernanda Pessoa, o ex-governador e ex-presidente do PR, Lúcio Alcântara, deve se filiar também ao PSDB. A parlamentar destacou que o nome dele foi bem cotado em pesquisas internas da oposição para eventual disputa ao Senado. “Apesar de dizer que vai sair da vida pública, o nome dele apontaram muito bem”.

Ela disse acreditar, ainda, que a candidatura oposicionista ao Governo do Estado deve ser definida nas próximas reuniões do grupo. “A população está cansada e quer (uma alternativa), principalmente na situação que estamos hoje, na Segurança, com problemas de recursos financeiros, o nosso Eixo (da Transposição das Águas do Rio São Francisco) está atrasado, isso mostra um descaso de prioridade”.

Histórico

Fernanda Pessoa permaneceu filiada ao PR por oito anos, enquanto Roberto Pessoa já foi filiado ao antigo PFL, atual Democratas, e, depois, migrou para o PR. Em 2015, ele chegou a se filiar ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), mas três meses depois perdeu o comando da legenda para o deputado federal Danilo Forte e voltou ao PR.

Mais cauteloso, Francini Guedes, por sua vez, afirmou que o diálogo dos dissidentes do PR com o PSDB “está bem encaminhado, mas não posso dizer que chegou aos finalmentes”. Segundo ele, o martelo deve ser batido em encontro de Roberto Pessoa com o senador Tasso Jereissati nesta semana.

Domingos Neto, do PSD, fez visitas, durante a Semana Santa, a Tabuleiro do Norte, São João do Jaguaribe, Morada Nova, Barro, Icó, Orós, Lavras da Mangabeira, Cedro, Jaguaribe e Umari. Já Genecias Noronha, do Solidariedade, esteve em Parambu, seu reduto eleitoral. As mudanças partidárias do grupo político de Roberto Pessoa devem ser as últimas na bancada da oposição durante a janela partidária, que se encerra no dia 7 de abril.

09:07 · 22.03.2018 / atualizado às 09:07 · 22.03.2018 por

Por Ana Carolina Curvello

Capitão Wagner e Roberto Mesquita, ontem, em Brasília, no momento da filiação dos dois aos PROS, no gabinete da liderança do partido na Câmara, entre o presidente nacional da sigla, Eurípedes Júnior, e parlamentares Foto: Assessoria do Pros

Os deputados estaduais Capitão Wagner e Roberto Mesquita, ontem, assinaram ficha de filiação ao Partido Republicano da Ordem Social (PROS), em um ato simbólico na liderança do partido na Câmara, em Brasília. O presidente nacional do partido, Eurípedes Junior, o líder na Câmara, Felipe Bornier (RJ), e os deputados federais do PROS, inclusive o cearense Vaidon Oliveira, participaram do ato.

Wagner manteve reserva até o momento da filiação. Ontem, poucos momentos antes da solenidade, ele conversou com o deputado Heitor Férrer, mas nada falou sobre o fato. O deputado Roberto Mesquita, seu companheiro de mudança de partido, foi para Brasília na terça-feira, sem também falar no assunto.

O presidente do PROS destacou o crescimento do partido e a chegada dos novos deputados aos quadros da agremiação. “Na política, a gente nunca sabe tudo, e os dois possuem capacidade de contribuir ainda mais com as bandeiras defendidas pela sociedade e apoiadas por nossos representantes”, declarou.

Na palavra do líder do PROS na Câmara, o partido só tem a ganhar com o ingresso dos cearenses. “São duas lideranças natas que já fizeram história. O partido está aberto e agradece a entrada dos dois políticos”, disse o deputado Felipe Bornier.

Consolidar

Capitão Wagner deixou o Partido da República (PR), após a sigla passar para a base aliada do governador Camilo Santana (PT), sob o comando da deputada federal Gorete Pereira, embora, antes de isso acontecer, ele já demonstrava estar disposto a deixar a sigla, tanto que quando Lúcio Alcântara, o então presidente estadual, lhe ofereceu o lugar ele declinou do posto.

De acordo com o Capitão, a sua vontade em querer disputar o Governo do Estado na eleição de outubro também motivou a desfiliação do PR. “Era inviável estar no partido e saio do PR sem mágoas. Fiz amigos e boas referências e, quem sabe, o partido mais pra frente possa se aliar com a gente”, disse.

Ao se filiar ao PROS, o deputado informou que a sua pré-candidatura ao Governo do Ceará já é dada como certa e, a partir de agora, pretende consolidar as alianças partidárias com a oposição no Estado. “Estamos conversando com vários partidos, conseguimos fechar aliança com o PSD e Solidariedade, e o Podemos se colocou como um possível aliado também”, declarou.

O PSDB, segundo o Capitão, também deve integrar o apoio à candidatura ao Governo, mas os tucanos ainda não fecharam questão sobre o assunto. “Temos tido conversas com o senador Tasso, ele agora foi confirmado como coordenador geral da campanha nacional e talvez isso afaste ele do Estado, mas fortalece a posição dele no partido. Logicamente o senador é vital e importante pra gente ter um tempo maior na TV, mas também de credibilidade com a população”, explicou.

O deputado Roberto Mesquita decidiu sair do PSD e se filiar ao PROS para acompanhar o deputado Capitão Wagner e fortalecer a oposição no Estado. Segundo ele, o Capitão será um forte candidato ao Governo do Ceará. “O deputado pode muito bem ser o nosso candidato ao Governo e estando no mesmo partido que ele estaremos fortalecendo o projeto da oposição”, disse o deputado.

A entrada do deputado estadual e de outros nomes, inclusive de vereadores de Fortaleza (o PR elegeu para a Câmara Municipal: Márcio Martins, Soldado Nélio, Idalmir Feitosa e Julierne Sena), a princípio não deve alterar as direções municipal e estadual do PROS. Segundo o presidente nacional, o comando no Ceará seguirá com o deputado federal Vaidon Oliveira.

Roberto Pessoa, vice-prefeito de Maracanaú, e a deputada estadual Fernanda Pessoa, filha dele, também de saída do PR, por serem oposição ao governo Camilo Santana, não acompanharam Wagner, como tinham programado, pelo fato de ele ter decidido ir para o PROS.

Início

O PROS chegou ao Ceará em 2013, imediatamente após a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o considerou apto a ter atuação no País, pelas mãos dos irmãos Cid e Ciro Gomes. Cid era governador do Estado e divergiu da posição do partido em querer ter Eduardo Campos, já falecido, como candidato a presidente da República.

Cid e Ciro são os principais adversários de Wagner. Os irmãos passaram pouco tempo no PROS, por divergências com a direção nacional, e se filiaram ao PDT, garantindo tranquilidade para a candidatura do prefeito Roberto Cláudio à reeleição em 2016. Em 2012, o prefeito foi eleito pelo PSB.

11:55 · 21.03.2018 / atualizado às 11:55 · 21.03.2018 por

 

Capitão Wagner evitou dar publicidade na sua filiação ao PROS, em Brasília, juntamente com o deputado Roberto Mesquita Foto: José Leomar

A filiação do deputado Capitão Wagner (PR), do deputado Roberto Mesquita (PSD) e de outros aliados seus ao Partido Republicano da Ordem Social (PROS) acontece, no fim desta manhã, em Brasília, no gabinete da liderança do partido na Câmara dos Deputados.

Ontem, no início da noite, o presidente nacional do PROS, Eurípedes Júnior, confirmou para a reportagem do Diário do Nordeste a realização do evento, no fim da manhã de hoje. Wagner e Roberto Mesquita, estavam evitando dar publicidade à filiação.

Segundo Wagner, os vereadores de Fortaleza, Soldado Noélio e Julierme Sena, ambos no PR, também deverão migrar para a legenda em outra oportunidade. Eles não estão coberto pela legislação que garante aos deputados trocar de legenda sem sofrer as penalidades da lei da Fidelidade Partidária

Capitão Wagner deixa o Partido da República, após a sigla passar para a base aliada do governador Camilo Santana (PT), sob o comando da deputada federal, Gorete Pereira, embora, mesmo antes de isso acontecer ele já demonstrava estar disposto a deixar a sigla, tanto que quando Lúcio Alcântara, o então presidente estadual lhe ofereceu o lugar ele declinou do posto.

O PR passou muitos anos fazendo oposição ao grupo político de Cid e Ciro Gomes, padrinhos políticos de Camilo, enquanto era dirigido pelo ex-governador Lúcio Alcântara e por outras lideranças como o vice-prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa.

Hoje, Lúcio encontra-se fora da vida partidária, já Roberto Pessoa e sua filha, a deputada estadual Fernanda Pessoa, estão decidindo qual deverá ser a legenda que se filiarão.

09:31 · 17.03.2018 / atualizado às 09:31 · 17.03.2018 por

Por Márcio Dornelles

Eurípedes Júnior (de paletó), em 2013, quando veio acertar o ingresso dos integrantes do grupo de Ciro e Cid Gomes ao PROS Foto: Fabiane de Paula

O diretório nacional do Partido Republicano da Ordem Social (PROS) tem a expectativa de que a filiação do deputado estadual Capitão Wagner ocorra até a próxima quarta-feira (21), embora não tenha sido divulgada, até o momento, nenhuma data para eventual solenidade. O parlamentar, ainda no PR, chegou a anunciar, em janeiro, a mudança de bandeira, mas as conversas com a sigla esfriaram. Outros partidos foram consultados por ele entre fevereiro e o início de março, mas o acerto positivo com a ex-legenda dos irmãos Ciro e Cid Gomes teria avançado a partir da autonomia oferecida ao deputado.

Uma reunião aconteceu na última quarta (14) entre Capitão Wagner e o presidente nacional do PROS, Eurípedes Júnior. O dirigente informou ao Diário do Nordeste que a “expectativa é de filiação até a próxima quarta-feira”. O acordo também foi confirmado por outro dirigente do partido.

Agora, a decisão a ser tomada é sobre a candidatura do parlamentar: se será ao Governo do Estado ou à Câmara dos Deputados. “Capitão Wagner tem qualificação para disputar qualquer cargo na esfera política”, disse.

O presidente afirmou, ainda, estar tranquilo quanto à cláusula de barreira, que força as legendas a elegeram mais deputados federais, liberando Wagner para a escolha. Para Eurípedes, “o PROS está sólido no Brasil e superará já em 2018 a cláusula de barreira proposta para 2030”.

A entrada do deputado estadual e de outros nomes, a princípio, não deve alterar os diretórios municipal e estadual do PROS. Segundo o presidente nacional, o comando no Ceará seguirá com o deputado federal Vaidon Oliveira, que, inclusive, acompanhava Capitão Wagner no evento do partido realizado na Assembleia em janeiro.

Grupo

Na quarta-feira da reunião entre Eurípedes e Capitão Wagner, o vice-prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa, também cumpria agenda no Distrito Federal, mas a presença dele no mesmo encontro não foi confirmada. A deputada estadual Fernanda Pessoa, filha dele, adiantou que Roberto estava otimista com a viagem a Brasília e possível acerto com o PROS. No mesmo grupo político que deixa o PR, agora sob a tutela da deputada federal Gorete Pereira no Ceará, está o vereador Soldado Noélio. “É um dos (partidos) mais prováveis”, confirmou o parlamentar.

O deputado estadual Roberto Mesquita, insatisfeito com o PSD, também estaria de malas prontas para o PROS, mas prefere manter a cautela. “O PROS é uma opção que se apresenta bem real, mas vou para o partido que o Capitão for”, explicou,

O partido chegou ao Ceará após a filiação do então governador Cid Gomes e do irmão, Ciro. Elegeu, em 2014, 12 deputados estaduais e três federais. Depois, a maioria migrou para o PDT. A possível entrada de Wagner renova esperanças da sigla de voltar a ter um número significativo de parlamentares eleitos.

09:06 · 12.03.2018 / atualizado às 09:06 · 12.03.2018 por

Os vereadores Márcio Martins e Soldado Noélio, o suplente em exercício Daniel Borges e o vereador licenciado Julierme Sena estiveram reunidos, sábado, 11, em café da manhã com o deputado estadual Capitão Wagner para discutir o seus futuros partidários. Todos são filiados ao PR e demonstram incômodo com a nova presidente estadual da legenda, a deputada federal Gorete Pereira.

De acordo com Wagner, confirmou-se que Julierme e Noélio devem de fato deixar o partido com ele. Borges, por ser suplente, deve continuar na legenda. A avaliação é de que, caso ele saia, pode ter dificuldades para ser efetivado se Noélio e Julierme, pré-candidatos a deputados estaduais, forem eleitos. Já Martins afirma que o cenário ainda está sob avaliação e que, por isso, não declararia qual deve ser seu destino.

Segundo o deputado estadual, o destino ainda não foi decidido, já que ele ainda busca uma legenda que assegure sua candidatura ao governo do Estado. O republicano deve ir a Brasília nesta quarta, 14, para conversas com dirigentes partidários. Entre os partidos com os quais está conversando estão o DEM e o Pros. De acordo com Julierme Sena, o destino provável é o Pros.

08:48 · 27.02.2018 / atualizado às 08:48 · 27.02.2018 por

Por Miguel Martins

O Partido Republicano da Ordem Social, o PROS, deu aval para que o deputado Capitão Wagner (ainda no PR) tenha autonomia no comando da legenda no Ceará. O parlamentar, na semana passada, estava dialogando com representantes de algumas siglas, em Brasília. Recentemente ele fez um anúncio público de que se filiaria, no período da abertura do prazo para mudanças de partido, entre março e abril, no PROS.

O ingresso do parlamentar no PROS, se confirmado, dá um pouco de fôlego à bancada de oposição no Ceará após diversas baixas ocorridas nos últimos meses. Dirigente nacional do PROS disse ao Diário do Nordeste que Capitão Wagner se filiará ao PROS na abertura da “janela de migração partidária”. A conversa com a executiva nacional, segundo informaram, foi a “melhor possível”. “Wagner virá com total autonomia de gestão da sigla no Estado, e também contribuirá com a nacional”.

Atualmente, o deputado federal Vaidon Oliveira é o presidente do PROS no Ceará e, segundo informações, a relação entre os dois é de sintonia. “A partir de sua vinda, eles decidirão os rumos do partido no Estado”. Dessa forma, Capitão Wagner procurará se fortalecer como liderança política no Ceará.

Ele temia que o PROS também fosse atraído pela base governista, o que não está descartado de acontecer. No entanto, por enquanto, o parlamentar espera fortalecer a legenda se colocando como pré-candidato ao Governo do Estado, contando com apoio de legendas da oposição. Acontece que, de acordo com membros de legendas oposicionistas, existe a possibilidade de se ter mais de um palanque da oposição no Ceará, se Wagner mantiver sua candidatura.

O PROS chegou ao Ceará pelas filiações de Cid e Ciro Gomes. O Partido chegou a ser o maior do Estado, por um certo tempo. Com a saída deles, a agremiação passou por vários comandos, inclusive do deputado Odorico Morais, após ter saído do PT. Odorico hoje preside o PSB, depois do afastamento do deputado Danilo Forte, que por um tempo presidiu o grêmio no Estado. Antes de Danilo o partido ficou por alguns dias sob o comando de Roberto Pessoa, que era do PR e para o PR retornou logo depois de perdido o PSB para Danilo Forte.

08:58 · 21.02.2018 / atualizado às 08:58 · 21.02.2018 por

Por Miguel Martins

O deputado Capitão Wagner vai conversar, em Brasília, hoje, com dirigentes do Partido da República e do PROS. Ontem, Roberto Pessoa, presidente do honra do PR cearense, tinha encontro com dirigentes nacionais do partido, para evitar que a deputada federal Gorete Pereira assuma o comando da legenda no Ceará e se alie ao Governo do Estado, a quem todo o restante do PR cearense faz oposição.

“Vamos ver como fica a situação do PR”, diz Capitão Wagner, admitindo poder disputar o Governo do Estado. Na última segunda-feira (19), ele esteve com o senador Tasso Jereissati (PSDB), com quem diz ter tratado sobre sua possível candidatura, e o senador havia recomendado prudência, defendendo a conclusão da pesquisa encomendada sobre a sucessão estadual cearense para uma tomada de posição das oposições.

Ontem, à reportagem do Diário do Nordeste, Wagner admitiu que, se realmente sair candidato a governador, no seu palanque não haverá espaço para presidenciável, tendo em vista que são vários os candidatos à Presidência da República dos partidos de oposição no Ceará.

Ele também admitiu, após falar do seu encontro com o senador Tasso Jereissati, na segunda-feira, a possibilidade de as oposições apresentarem mais de um candidato a governador, em razão da posição do PSDB de ter palanque no Estado para o candidato presidencial tucano.

Wagner não gostou da manifestação da deputada Gorete Pereira, na entrevista publicada ontem pelo Diário do Nordeste, ao tratar de uma possível candidatura dele a governador, nem quanto a indefinição partidária.

07:55 · 02.02.2018 / atualizado às 07:55 · 02.02.2018 por

Por Miguel Martins

A decisão do PSL nacional de indicar Capitão Wagner (ainda no PR) e Heitor Freire (PSL) como coordenadores da campanha do presidenciável Jair Bolsonaro (PSC-RJ) no Ceará vai de encontro aos interesses do deputado federal Cabo Sabino (ainda no PR), que queria comandar os trabalhos da candidatura do postulante no Estado. Sabino também deve enfrentar uma disputa interna pela direção do PHS estadual, uma vez que a direção nacional da sigla foi mudada após decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Gilmar Mendes.

Apesar de Cabo Sabino ter sido o primeiro a defender apoio ao pré-candidato Jair Bolsonaro no Ceará, seu antigo aliado, Capitão Wagner, se antecipou e, em encontro com o vice-presidente nacional do PSL, Julian Lemos, na quarta-feira passada, foi confirmado como um dos coordenadores no Estado de uma eventual candidatura de Bolsonaro à Presidência.

A disputa entre os dois parlamentares vem se intensificando desde o ano passado, quando um pré-acordo entre eles não teria sido respeitado. Segundo aponta Wagner, Sabino havia se comprometido em ser candidato a deputado estadual, caso Wagner disputasse uma das 22 vagas de deputado federal. No entanto, com o passar dos meses, Sabino, após conversa com seus correligionários, decidiu se manter como postulante à reeleição, diz o Capitão.

Liberdade

Nas redes sociais, o clima entre os dois já é de inimizade, bem diferente do que aconteceu no pleito de 2014, quando fizeram “dobradinha” naquela eleição. Para se fortalecer no Estado como liderança política, Sabino decidiu comandar o Partido Humanista da Solidariedade (PHS), o que deveria acontecer fazer a partir do dia 16 de março.

Além de ter afirmado que votará em Jair Bolsonaro, Cabo Sabino já declarou que apoiará Eunício Oliveira (MDB) para o Senado da República. Quanto à postulação ao Governo do Estado, ele disse que só vai se posicionar quando as chapas forem fechadas. No entanto, informações dão conta de que a tendência é que ele esteja alinhado à eventual candidatura de Camilo Santana à reeleição. Wagner é um dos opositores de Camilo.

09:09 · 26.01.2018 / atualizado às 09:09 · 26.01.2018 por

Por Letícia Lima

Cercado por nomes do PR e do PROS, Wagner disse que pretende dar uma “cara de renovação” à sigla, adotando como bandeira a segurança pública Foto: José Leomar

Sob a promessa de construir um novo grupo político de oposição no Ceará, cuja principal bandeira será a segurança pública, o deputado estadual Capitão Wagner anunciou ontem, oficialmente, na Assembleia Legislativa, a sua ida para o Partido Republicano da Ordem Social (PROS). Como já havia sido antecipado pelo Diário do Nordeste, o parlamentar permanece no Partido da República (PR) até março, quando abre a janela partidária, e depois assumirá a presidência estadual da nova sigla.

Embora o partido ainda não tenha fechado questão sobre a disputa presidencial, Capitão Wagner defendeu que o apoio do PROS no Estado ao presidenciável Jair Bolsonaro (ainda no PSC) fortaleceria a legenda. No entanto, na avaliação de outros filiados entrevistados pelo Diário do Nordeste, a questão não é consenso e deverá ser desafio para ele no novo partido.

Ao lado de lideranças políticas do PROS, como o deputado federal Vaidon Oliveira, atual presidente do partido no Estado, e de correligionários do PR, entre eles a deputada estadual Fernanda Pessoa e o prefeito de Maracanaú, Firmo Camurça, Wagner justificou que escolheu o PROS como nova agremiação partidária pela “independência” política garantida a ele.

Sem espaço

Segundo o parlamentar, no PR, ele não tinha mais espaço para “ampliar” a sua atuação, uma vez que quer disputar o cargo de deputado federal nas eleições deste ano. O Partido da República já conta com a deputada federal Gorete Pereira, que deve tentar reeleição, e há ainda a possibilidade de o futuro presidente da sigla, Roberto Pessoa, concorrer a uma vaga de deputado.

Por outro lado, o movimento de Wagner é semelhante ao que fez o seu ex-correligionário e ex-aliado, deputado federal Cabo Sabino, que, em busca da reeleição no pleito de outubro próximo, também anunciou saída do PR para assumir o comando estadual do Partido Humanista da Solidariedade (PHS). Os dois parlamentares, que têm em comum a mesma base eleitoral, romperam politicamente.

No PROS, Capitão Wagner, campeão de votos quando disputou cadeira na Câmara Municipal de Fortaleza e na Assembleia Legislativa, pode ajudar a eleger mais candidatos do partido na eleição proporcional. Afinal, entre os critérios de distribuição das verbas do Fundo Partidário e do novo fundo de financiamento de campanha, está o número de votos de cada partido para a Câmara dos Deputados. No caso do Fundo Partidário, 95% do dinheiro é destinado aos partidos que tiverem melhor desempenho na eleição para deputado federal. Já 35% do fundo eleitoral público será dividido pelo mesmo critério.

No novo partido, Capitão Wagner projeta eleger três deputados federais e quatro deputados estaduais, entre eles, Roberto Mesquita, hoje filiado ao PSD, mas que confirmou, ontem, “seguir” o colega no PROS, em busca da reeleição para mandato na Assembleia Legislativa.

Na esteira dos projetos que pretende executar na nova “casa”, Wagner enfatizou que a direção nacional do PROS deu total liberdade a ele para defender a candidatura que o diretório estadual achar conveniente, quer seja para Governo do Estado, quer seja para presidente da República. Questionado sobre possível apoio a Jair Bolsonaro, o parlamentar considera que uma aliança fortaleceria o partido no Estado, mas diz que vai esperar por uma decisão nacional da sigla.

“Entendo que, na verdade, não é só a necessidade (de apoiar o Bolsonaro) por conta da militância, mas é um candidato competitivo. Isso acaba fortalecendo o grupo, traz o voto de legenda, caso haja coligação com o partido que feche o Bolsonaro – não está definido ainda se, de fato, ele vai para o PSL, então não há qualquer dificuldade nesse sentido. A nível nacional, o partido ainda não se posicionou, não definiu qual candidato a presidente vai apoiar, mas nos dá tranquilidade, certeza e independência para que a decisão que a gente tome aqui seja decisão honrada, com todos os membros do partido”.

Oposição

No entanto, esse poderá ser um desafio a ser enfrentado por Capitão Wagner no PROS. Mesmo confirmando que o parlamentar tem autonomia para apoiar quem “achar conveniente”, o atual dirigente do partido no Estado, deputado federal Vaidon Oliveira, preferiu não entrar em detalhes ao opinar sobre um eventual palanque no Estado com Bolsonaro. “Se tiver que ser o Bolsonaro… O momento confuso, com a condenação do ex-presidente Lula, dá uma revolta na política nacional, a gente que está em Brasília não tem um nome para a disputa presidencial. Então a nossa conjuntura nacional vai depender do que acontecer ainda na conjuntura nacional”, ponderou.

Já quanto à disputa ao governo estadual, Capitão Wagner foi categórico ao dizer que é “zero” a possibilidade de o partido apoiar a reeleição do governador Camilo Santana (PT). Ele frisou que cobrará fidelidade daqueles que se filiarem. Sobre o fato de ter escolhido um partido que já abrigou os irmãos Cid e Ciro Ferreira Gomes, Wagner disse que, agora, dará uma “cara de renovação” à legenda e adotará como uma de suas principais bandeiras a segurança pública.

“Nenhum partido, hoje, defende a segurança com objetividade e critérios técnicos, e nos foi dada essa condição de formar, inclusive, a nível nacional, um grupo que possa trabalhar essa bandeira dentro do partido. Não há qualquer possibilidade de estarmos num palanque que nós criticamos durante toda a nossa vida política”, cravou.

Em quatro anos, partido vai da base à oposição

Em um intervalo de apenas quatro anos, o PROS passou por mudanças de comando e rumos no Estado. Basta lembrar que, se neste ano o partido vai para a disputa na oposição, nas eleições de 2014, a sigla era uma força política governista, sob a direção dos irmãos Ciro e Cid Gomes. Naquele ano, 12 dos 46 deputados estaduais eleitos para a Assembleia Legislativa eram filiados à legenda, assim como três dos 22 deputados federais da bancada cearense.

Com a saída dos irmãos Ferreira Gomes do partido, em 2015, quando já era sinalizada a intenção de Ciro ser pré-candidato à Presidência da República pelo PDT, o PROS também perdeu deputados, prefeitos, vereadores e outros filiados no Ceará. Com o ingresso dos deputados Capitão Wagner e Roberto Mesquita, a sigla volta a ter bancada no Legislativo estadual ainda neste ano.