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Tag: PROS


13:43 · 10.06.2016 / atualizado às 13:43 · 10.06.2016 por
Deputado Federal Odorico Monteiro (PT), suplente da comissão especial de reforma política.
Deputado Federal Odorico Monteiro é o presidente estadual do partido

O PROS Ceará realiza em Fortaleza, nesta sexta-feira (11),  um encontro para debater a conjuntura político e social, nos três níveis de poder, para definição de um eixo programático do partido e tomada de decisão nas eleições deste ano.

O deputado federal Odorico Monteiro é o presidente estadual do partido. O encontro de hoje ocorre às 17h no complexo das comissões da Assembleia Legislativa do Estado.

De acordo com o partido, 77 pré-candidatos a vereador da Capital devem estar presente. Depois de Fortaleza, os encontros seguem para o Interior do dia 12 de junho a 10 de julho.

De acordo com a sigla, a meta é chegar a todas as regionais  para reunir lideranças de mais de 150 municípios cearenses.

Calendário

Dia 12 de junho, em Viçosa do Ceará, municípios da Ibiapaba
Dia 18 de junho, em Reriutaba, municípios da região norte do estado
Dia 19 de junho, em Itapipoca, municípios do litoral oeste e região norte do estado
Dia 25 de junho, em Aracoiaba, municípios do Maciço de Baturité
Dia 26 de junho, em Caucaia, municípios da região metropolitana
Dia 02 de julho, em Cratéus, municípios do Sertão de Crateús e dos Inhamuns
Dia 03 de julho, em Aurora, municípios do sul do estado
Dia 09 de julho, em Quixadá, municípios do sertão central
Dia 10 de julho, em Icapui, municípios do litoral leste

11:51 · 27.02.2016 / atualizado às 11:51 · 27.02.2016 por

Por Antônio Cardoso

Cid Gomes conversa com deputados estaduais, secretários e outros sobre a programação de filiação deles ao PDT, no decorrer de março Foto: José Leomar
Cid Gomes conversa com deputados estaduais, secretários e outros sobre a programação de filiação deles ao PDT, no decorrer de março Foto: José Leomar

O ex-governador Cid Gomes reuniu, quinta-feira à noite, na Assembleia Legislativa, vários deputados estaduais que trocarão o PROS pelo PDT, onde ele próprio já está juntamente com o seu irmão Ciro Gomes. As filiações dos deputados ao PDT acontecerá no próximo dia 3 de março. No partido já estão filiados, além do prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, vários outros prefeitos do Interior e vereadores antes integrantes do PROS.

Cid acertou, também, que alguns eventos, além do maior em Fortaleza, na próxima semana, acontecerão no Interior, principalmente onde o partido tiver candidato a prefeito nas eleições de outubro próximo. Assim, além do simbolismo da filiação de Ivo Gomes no evento que acontecerá no Náutico Atlético Cearense dia 3 de março, um outro ato acontecerá em Sobral, ainda a ser definido, pois lá ele disputará a Prefeitura.

Ontem, na Assembleia, o deputado estadual Evandro Leitão, que participou da reunião da noite anterior, falou sobre a oficialização do ingresso dos deputados estaduais, federais, além da vice-governadora Izolda Cela e do secretário da Fazenda do Estado, Mauro Filho.

Respeitoso

De acordo com o líder do governo, que faz parte dos quadros do PDT, desde o ano de 2009, a definição se deu após reunião no gabinete da presidência da Assembleia com o ex-governador Cid Gomes, o presidente da Casa, Zezinho Albuquerque, os deputados Sarto, Sérgio Aguiar, Manoel Duca, Mirian Sobreira, Robério Monteiro e Ferreira Aragão. Também participou os secretários estaduais Jeová Mota (Esporte) e Mirian Sobreira (Políticas sobre Drogas), além dos ex-deputados Sineval Roque e Marcelo Sobreira.

“Como pedetista há sete anos, posso garantir que eles estão entrando em um partido com ambiente respeitoso, que tem crescido demais nos últimos anos no cenário nacional”, destacou Evandro leitão. No Ceará o PDT se torna o maior partido político do Estado, com grandes forças como os ex-governadores e ex-ministros Cid e Ciro Gomes, além do ministro das Comunicações, André Figueiredo. Com a migração, o Partido Republicano da Ordem Social (Pros) deixa de existir na Assembleia.

Na reunião, também conforme afirmou Evandro, ficou definido que, na primeira quinzena de março, serão realizados encontros regionais para filiação de lideranças ao PDT, nos municípios de Sobral e Itarema, no dia 4; São Gonçalo do Amarante e Camocim, dia 12 e no dia seguinte, em Crateús. O grupo estará em Crato e Iguatu no dia 18 de março. “Serão eventos para filiação de outras lideranças que tenham interesse em entrar no partido ‘brizolista’. Estamos muito felizes, alegres e de braços abertos para acolher todas essas lideranças, que se somarão a outras que já temos no nosso partido”, analisou. No evento de Fortaleza, um jantar de adesão, os pedetistas vão aproveitar para angariar os primeiros recursos da campanha eleitoral na Capital.

Um dos que estão de bagagens prontas para desembarcar no PDT, o deputado Sérgio Aguiar, assim como já havia feito na semana anterior, fez questão de anunciar a ida para o novo partido. “Estamos indo com a certeza de estarmos fazendo a escolha certa, uma vez que seguimos a orientação de dois grandes líderes, que são os irmãos Ciro e Cid Gomes”, declarou.

No mês de setembro do ano passado, o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, e mais de 40 prefeitos do Interior do Ceará se filiaram ao PDT, em evento promovido pelo diretório cearense do partido. Cid e Ciro Gomes assinaram filiação em momentos diferentes.

A ida do grupo liderado pelos irmãos Gomes tornará o PDT a maior bancada na Assembleia, com onze deputados. Ainda de acordo com Sérgio Aguiar, a comitiva desembarca em uma nova legenda, mas o apoio aos governos Camilo Santana e Dilma Rousseff serão mantidos durante as discussões na Casa. Para ele, o PDT é um partido “moderno”, cuja maior referência é Leonel Brizola.

09:44 · 19.02.2016 / atualizado às 09:44 · 19.02.2016 por

Por Miguel Martins

Os deputados estaduais Dr. Sarto e Ivo Gomes, ambos do PROS, preparam-se para deixar a sigla rumo ao PDT até meados do próximo mês Foto: José Leomar
Os deputados estaduais Dr. Sarto e Ivo Gomes, ambos do PROS, preparam-se para deixar a sigla rumo ao PDT até meados do próximo mês Foto: José Leomar

Promulgada, ontem, pelo Congresso Nacional, a Emenda Constitucional que garante a abertura de prazo de até 30 dias para mudança de filiação partidária sem caracterização de infidelidade partidária fará uma verdadeira mudança na representação parlamentar da Assembleia Legislativa do Ceará. Alguns partidos, como o PROS, deixarão de existir, enquanto outros, como PDT e PMB, devem se fortalecer.

Todos os parlamentares atualmente filiados ao Partido Republicano da Ordem Social na Casa deixarão a sigla e ingressarão no Partido Democrático Trabalhista. No entanto, há outras siglas que estão procurando se fortalecer nos próximos dias. Antes mesmo das eleições municipais de outubro próximo, as forças políticas do Poder Legislativo já se articulam visando a eleição da Mesa Diretora, visto que a atual gestão se encerra no fim do ano.

O bloco partidário formado por PMB e PSD, hoje, conta com oito parlamentares. A intenção de seus agregados é conseguir a participação de mais três nomes, totalizando onze deputados. Roberto Mesquita deve deixar o Partido Verde (PV) e ingressar no PSD, sendo assim o quinto parlamentar da legenda. Isso porque Osmar Baquit, atualmente na Secretaria da Pesca e Aquicultura, está se articulando para retornar ao Legislativo Estadual.

Além de Baquit e Mesquita, o partido conta ainda com Gony Arruda, Leonardo Pinheiro e Professor Teodoro. Enquanto isso, o PMB tem como membros: Laís Nunes, Júlio César Filho, Naumi Amorim, Bethrose e Odilon Aguiar. No entanto, Aguiar deve se licenciar para assumir a pasta que hoje está no comando de Baquit. O deputado disse que ainda não conversou com o governador Camilo Santana sobre sua ida para o Governo.

O deputado Lucilvio Girão (SD) também pode deixar sua legenda e ingressar em outro partido. Ele disse que acompanhará orientações do ex-governador Cid Gomes, mas ainda não acertou a ida para outra agremiação. O Partido Progressista (PP) é uma das opções, já que pelo menos dois parlamentares estariam negociando ida para a sigla.

Articulação

O presidente da Assembleia, Zezinho Albuquerque (PROS), é quem está articulando com alguns deputados as mudanças partidárias, que devem acontecer até o próximo mês. Segundo ele, todos os membros do PROS já estão preparados para ingressar no PDT. Além dos estaduais, deputados federais e vereadores devem seguir para o partido.

“Com a promulgação da lei, estamos aguardando os prazos para o calendário. A direção do PDT deverá conversar com os deputados e vereadores do Interior, mas essa decisão foi tomada lá atrás. Não só por Cid ou Ciro, mas em conjunto”, disse.

De acordo com o primeiro-secretário da Assembleia, Sérgio Aguiar (PROS), todos os nove deputados da sigla na Casa vão migrar para o PDT, e esta se tornará em março a maior bancada estadual, visto que já tem Evandro Leitão e Ferreira Aragão nos seus quadros. Com 68 prefeitos e pelo menos 300 vereadores, assim como deputados federais e a vice-governadora, Izolda Cela, o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, e o presidente da Câmara Municipal, Salmito Filho, o PDT se torna, assim, o maior aglomerado político do Ceará.

“Nós que integramos o PROS hoje, vimos um afastamento da direção nacional e estadual para conosco e tomamos a decisão de, segundo a orientação dos ex-ministros Ciro e Cid Gomes, migrarmos para o PDT. Atendendo ao convite do partido, migraremos ainda no mês de março”, disse o parlamentar, que defende a realização de um grande evento para filiação em massa de políticos locais.

Outros deputados cooptados para aderirem a outras legendas são do PMDB. Silvana Oliveira, Agenor Neto e Walter Cavalcante estão ouvindo as propostas feitas por alguns partidos. Por ter relação próxima com a família Aguiar, que no Ceará comanda PMB e PSD, Agenor Neto analisa propostas das siglas. Silvana Oliveira descarta a possibilidade de deixar o PMDB, mas garante que tem recebido propostas. Já Walter Cavalcante recebeu convite até do presidente do PSB, Danilo Forte, porém, ainda não tomou uma decisão.

10:22 · 18.02.2016 / atualizado às 10:22 · 18.02.2016 por

O deputado Sérgio Aguiar (Pros) afirmou em discurso na Assembleia nesta quinta-feira (18) que irá para o PDT durante o período da janela partidária, que começa hoje ao ser promulgada pelo Senado Federal. De acordo com ele, todos os membros do Pros na Assembleia deixaram o partido também rumo ao PDT, que receberá ainda quatro deputados federais.

“Com a PEC, mudanças ocorrerão em várias bancadas a nível de Brasil e aqui no parlamento estadual. Tomarei a decisão de acompanhar aqueles que reputo como meus líderes, Cid Gomes e Ciro Gomes, para o PDT. O PDT é um partido moderno que vem do idealismo de Leonel Brizola, e que vem colocar a educação em primeiro lugar”, disse. Aguiar negou que a decisão seja “casuística” ou “eleitoreira”, mas fruto da demarcação do “espírito político” e de novos projetos.

09:30 · 09.10.2015 / atualizado às 09:30 · 09.10.2015 por

Por Suzane Saldanha

As filiações dos vereadores Salmito Filho ao PDT e Carlos Mesquita ao PROS repercutiram nos bastidores da Câmara Municipal de Fortaleza e foram questionadas, ontem, na tribuna por parlamentares do PROS que aguardavam a filiação em grupo ao PDT.

Os discursos e conversas nos corredores foram intensificados com a informação de que apenas Salmito e Elpídio Nogueira, que hoje exerce o cargo de secretário de Turismo da Capital, devem ingressar no partido até o dia 15 deste mês. Especula-se que o restante dos vereadores pode permanecer no PROS ou se filiar ao PDT ou a outro partido em março, prazo final para aderir a um partido com vistas à eleição.

Apontando a filiação de Salmito, Adail Júnior (PROS) destacou que os líderes do grupo político – Ciro e Cid Gomes, José Albuquerque, prefeito Roberto Cláudio e o próprio Salmito Filho – informaram que os vereadores iriam juntos para o PDT.

Ele afirmou ter colocado seu nome em uma lista para filiação no PDT e deve pensar em uma alternativa caso o seu nome não saia como filiado até a próxima semana. “Nós, políticos, temos a sabedoria de que político sem poder não é político, é liderança. Não ingressando nessa relação que sairá dia 15, vou pensar para onde eu vou”, apontou.

Precaução

Salmito justificou que a filiação no PDT sem os demais membros da bancada do PROS na Câmara Municipal ocorreu por precaução jurídica e de maneira isolada, sem decisão em grupo.

O vereador alegou ter se desfiliado do PROS quando prestou contas como tesoureiro e ter sido orientado por sua assessoria, na última sexta-feira, a se filiar ao PDT para garantir possibilidade de disputar as eleições no caso de algum partido questionar a regra eleitoral da janela partidária (que amplia prazo para filiações vigentes para as eleições) no Supremo Tribunal Federal.

“Eles (vereadores) não estavam desfiliados, sem partido. Como agora tem uma janela legal e oficial, é muito mais seguro para eles se filiarem na janela. O próprio prefeito de Fortaleza não sabia, comuniquei depois, essa foi uma decisão minha, pessoal, por precaução jurídica, sabendo que já estava tudo acertado”.

09:00 · 28.09.2015 / atualizado às 09:00 · 28.09.2015 por

O prefeito Roberto Cláudio e mais umas cinco dezenas de prefeitos ligados ao PROS se despedem hoje do partido e ingressam no PDT. Em um segundo momento, se filiarão ao novo partido liderados de Cid Gomes sem mandato, nos vários municípios cearenses. Os deputados federais, estaduais e vereadores, juntamente com o próprio Cid ficarão para um terceiro momento. Ciro Gomes foi o primeiro a se filiar ao PDT, recentemente, em Brasília.
A decisão sobre a programação de ingresso no PDT foi acertada no último sábado, após uma demorada reunião de Cid com o deputado André Figueiredo, presidente estadual do PDT, para resolver as últimas pendências no Interior, entre liderados do ex-governador e alguns pedetistas que comandam a sigla nos seus respectivos municípios.
O evento da filiação vai acontecer, no início da noite, em Fortaleza, com a presença do presidente nacional da sigla, Carlos Lupi, outras lideranças do PDT, além de Cid e Ciro Gomes. Numa segunda etapa, ainda a ser definida, a filiação será dos líderes políticos ainda hoje filiados ao PROS em vários municípios cearenses. Por último será a filiação dos deputados, federais e estaduais e vereadores.
Estes, desde o primeiro momento ficaram preocupados com seus mandatos, tendo em vista a dificuldade criada pela direção nacional do PROS de liberá-los para evitar o processo de perda do mandato por infidelidade partidária. No caso dos prefeitos, assim como de governadores, presidente e senadores, cujos mandatos são de cargos majoritários, a migração entre partidos é possível.
No último sábado, em Fortaleza, alguns dirigentes nacionais do PROS conversaram com aliados do ex-governador Cid Gomes, mas tudo ficou como antes. O partido já está entregue ao deputado federal Odorico Monteiro (PT), considerado um aliado de Cid Gomes, de quem foi secretário na Prefeitura de Sobral. O deputado federal Domingos Neto, líder da bancada do partido, chegou a ser contactado pela direção nacional do PROS para ficar no partido e dividir o seu comando no Ceará com Odorico Monteiro. Domingos espera a criação do PL para ser o seu presidente no Ceará.
A expectativa do grupo cidista é levar para o PDT um total aproximado de 70 prefeitos. Além dos que se filiarão hoje, alguns outros estão organizando os seus grupos, nos respectivos municípios, para acertarem a nova direção partidária na localidade.
Os deputados e os vereadores vão aguardar a sanção da Lei da Reforma Política, com a garantia do prazo de um mês para mudar de partido, sem problema com a Lei da Fidelidade Partidária, para se filiarem ao PDT.
Como a Reforma Política reduziu o tempo de filiação partidária para os candidatos que era de um ano e agora será apenas de seis meses, os vereadores poderão se filiar em abril do próximo ano, sem problema para concorrerem ao próximo pleito. Já os deputados, exceção dos que querem ser candidatos a prefeito, podem esperar bem mais para mudarem de partido, pois só disputarão a renovação dos eus mandatos na eleição em 2018.

12:48 · 06.09.2015 / atualizado às 14:34 · 06.09.2015 por
Recentemente, Carlos Lupi esteve no Ceará apoiando ida do grupo para o PDT. FOTO: JOSE LEOMAR
Recentemente, Carlos Lupi esteve no Ceará apoiando ida do grupo para o PDT. FOTO: BRUNO GOMES

Até o próximo dia 28 de setembro, a maior parte do grupo liderado pelos irmãos Ciro e Cid Gomes deve estar filiada ao Partido Democrático Trabalhista (PDT) no Ceará. No dia 17 de outubro ocorrerá a convenção partidária para a constituição dos diretórios municipais e estadual, onde o prefeito Roberto Cláudio pode ser conduzido à presidência da sigla em Fortaleza.

O ex-deputado federal Ciro Gomes se filia antes, no dia 16 de setembro, em Brasília, na presença da cúpula do PDT na Capital Federal, conforme informações de membros do grupo no Estado e do próprio presidente estadual da sigla, o deputado federal André Figueiredo. No Ceará, o encontro deve ocorrer no Hotel Romanos, no bairro Messejana, onde comumente tem ocorrido os eventos do grupo.

De acordo com informações, alguns pontos ainda precisam ser resolvidos, e isso deve acontecer até a próxima quarta-feira. Pelo menos cinco municípios, dos 31 que tinham problemas de conciliação, ainda seguem sem acordo. O ato de filiação, segundo membros do grupo, ocorre dia 28 próximo, e no dia 17 de outubro a criação dos diretórios municipais. Ainda não houve qualquer discussão sobre Roberto Cláudio presidir o partido na Capital, mas, naturalmente, ele deve ser indicado, visto que é o prefeito de Fortaleza.

Até o final do mês será nomeada uma comissão provisória que vai funcionar até instalação dos diretórios municipais. Desde 1985 que o PDT no Ceará funciona através de diretórios.  O presidente do partido no Ceará, André Figueiredo, afirmou que desde o início da semana que viaja pelo Interior do Estado para tratar dos últimos detalhes em relação aos municípios onde não há confrontos. No entanto, ressaltou que em algumas cidades não há qualquer possibilidade de diálogo, visto que as lideranças locais são adversários políticos históricos. Neste caso, siglas amigas serão o destino para esses dirigentes.

“Estou viajando na região do Cariri, Centro Sul e Sertão Central, O processo está sendo feito de forma tranquila e serena. Já estive com o deputado (José) Sarto na sexta-feira, com companheiros de Acopiara, e ontem estive com o (ex-deputado) Sineval Roque, no Crato, para fazer alguns ajustes. Existem alguns problemas que não são ajustáveis, porque são grupos adversários que vão ser deslocados para outros partidos”, disse Figueiredo.

O objetivo do grupo é indicar um nome para presidente em 2018

Cid diz que apoia Ciro e Ciro aposta no nome do irmão. FOTO: KLEBER A. GONÇALVES
Cid diz que apoia Ciro e Ciro aposta no nome do irmão. FOTO: KLEBER A. GONÇALVES

Com a ida do grupo para o PDT, a sigla trabalhista se tornará o maior partido no Estado do Ceará, com pelo menos 79 prefeitos, onze deputados estaduais e, possivelmente, quatro deputados federais. Além do prefeito da Capital, o partido terá ainda o presidente da Câmara Municipal de Fortaleza como filiado e o presidente da Assembleia Legislativa.

O objetivo do grupo, em consenso com a presidência do PDT, é indicar um nome à Presidência da República em 2018, no fim do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff. Os nomes de Ciro e Cid Gomes são até então os indicados, mas não há uma certeza sobre quem poderá ser a indicação pedetista entre os dois. Recentemente, Carlos Lupi, presidente do partido em nível nacional, esteve em Fortaleza para garantir apoio à ida do grupo para a sigla.

09:51 · 29.08.2015 / atualizado às 09:51 · 29.08.2015 por
Ao lado do presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque, o ex-governador Cid Gomes comandou encontro para ouvir os relatos de problemas causados pela migração Foto: Kiko Silva
Ao lado do presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque, o ex-governador Cid Gomes comandou encontro para ouvir os relatos de problemas causados pela migração Foto: Kiko Silva

O ex-governador Cid Gomes orientou aos seus aliados que já comuniquem ao PROS a desfiliação do partido e informem quais são os nomes de quem formará as comissões provisórias do PDT onde ainda não há. Ele, porém, adiou a definição da data de quando será feita a filiação, enquanto se resolvem as pendências e se aguarda a reforma política.

O ex-gestor comandou, ontem, na Assembleia Legislativa, ao lado do presidente da Casa, Zezinho Albuquerque, um novo encontro para detalhar quais são os municípios onde há problemas com a migração. As próximas reuniões, segundo Cid Gomes, ocorrerão com o PDT e os deputados estaduais e federais.

Apesar de explicar a aliados que não há a exigência oficial de comunicação da desfiliação, Cid Gomes orientou que todos os membros que irão para o PDT atendam à recomendação por cautela. “É apenas excesso de cautela. Pela lei, não há a necessidade, mas já podem comunicar a desfiliação”, afirmou.

Outra orientação do ex-governador Cid Gomes é que, nos municípios onde o PDT não possui uma comissão provisória vigente, os membros do PROS também encaminhem uma lista com o sete nomes que integrarão o comando da legenda.
Na reunião realizada ontem foram detectados problemas em 31 municípios cearenses. Em alguns casos, há uma maior dificuldade para se chegar a uma solução e, por essa razão, Cid e Ciro Gomes já têm se posicionado à frente das negociações. Em outros, apesar de existirem pendências, as comissões provisórias do PDT não estão mais vigentes.

Cid Gomes avaliou, porém, que a quantidade informada na reunião está dentro do esperado e acredita que há tempo hábil para reduzir este número de municípios com problemas. “Está dentro do esperado. Eu tenho certeza que, a rigor, será menos do que isso, porque eu já tinha feito uma discussão com o presidente André (Figueiredo). Estamos fazendo o processo, agora vamos procurar a direção do PDT e ver esses casos”, pontuou o ex-governador.

PSD

Um dos casos mais emblemáticos na migração era o de Aracati, onde o prefeito Ivan Silvério é do PDT e tenta a reeleição, enquanto o ex-secretário Bismarck Maia pretende disputar o cargo na eleição de 2016.  Cid Gomes adiantou, no entanto, que o ex-chefe da Pasta de Turismo do Governo do Estado se filiará ao PSD.

“O prefeito de Aracati é do PDT, pleiteia e tem direito a tentar a reeleição. Como a gente vai querer tomar o partido dele? Não é razoável sob diversos aspectos. Então, nessas situações, a gente tem procurado zelar por nossos amigos com filiações por quais a gente tenha relação, PSD, PT, PTB, PHS. Eu citaria mais, não quero nem ser injusto, mas são vários partido com os quais a gente tem relação”, explicou Cid Gomes.

O ex-governador reconheceu que será difícil achar solução para todos os problemas, embora assegure que todos os esforços serão buscados.  “Por mais que a gente vá tentar resolver o problema de 100% no PDT e vamos lutar por isso até o derradeiro minuto, nós não vamos conseguir resolver 100%. Não estou dizendo isso para me acomodar. Repito, vou continuar lutando para que todos possam ser abrigados no PDT. Agora vai ter situações em que a gente vai ter que compreender”, frisou o ex-governador.

Logo após o fim do encontro, vários aliados questionaram Cid Gomes sobre a data para a filiação ao PDT, mas o ex-governador não sinalizou nenhuma definição com a justificativa de que não se poderia atropelar o processo ainda em negociação nos municípios do Interior.

“A gente deve fazer isso coletivamente. Essa é a ponderação que eu tenho feito desde o início. Não se trata de um ir deixar o outro na pendência. Tem que tratar isso sempre de forma coletiva e solidária”, esclareceu.

Reforma

Cid Gomes acrescentou que é também prudente aguardar a votação da Reforma Política no Senado para que se tenha uma ideia se a proposta de janela partidária para a mudança de legenda será aprovada. O ex-governador revelou que tentou até ligar para o presidente do Senado, Renan Calheiros, para ouvir uma previsão, mas não conseguiu fazer o contato.

“Naturalmente vai dar uma tranquilidade maior para quem tem mandato no Legislativo é a aprovação no Senado da emenda constitucional já aprovada na Câmara que dá o prazo de um mês para as alterações partidárias. Isso dá um outro nível de tranquilidade. Claro que nós vamos tomar uma decisão que tiver de ser tomada”, destacou.

Indagado se a espera refletia a desconfiança quanto à promessa feita pela direção nacional do PROS da entrega de uma carta de anuência, Cid Gomes negou ao justificar que, quanto maior a segurança, melhor. “O questionamento de um mandato com base na Lei de Fidelidade Partidária não se dá só pelo partido ou pelos suplentes do partido. Ele pode se dar pelo Ministério Público, ele pode se dar, creio eu, por qualquer cidadão. Então, quanto mais segurança a gente oferecer aos nossos amigos, melhor”, ressaltou.

Durante o encontro, vários aliados revelaram disputas internas quanto ao comando do partido. Cid Gomes prometeu reunião com deputados em busca de soluções. “A reunião com deputados é mais para resolver problema interno”, completou.

08:54 · 26.08.2015 / atualizado às 08:54 · 26.08.2015 por
O deputado Carlos Felipe já informou que, em Crateús, PDT e PCdoB não vão seguir juntos FOTO: Kléber Gonçalves
O deputado Carlos Felipe já informou que, em Crateús, PDT e PCdoB não vão seguir juntos FOTO: Kléber Gonçalves

Por Miguel Martins

Integrantes de partidos aliados do grupo liderado pelos irmãos Cid e Ciro Ferreira Gomes já analisam como devem se posicionar daqui para frente após a entrada de membros do PROS no PDT, o que deve acontecer até o início de setembro. Como adiantou o Diário do Nordeste, PSD, PTB e PP podem abrigar aqueles descontentes com a mudança por conta de interesses locais.

O PCdoB deve reavaliar a postura em alguns municípios, onde é oposição ao PDT. Segundo o deputado Carlos Felipe, em Crateús, há uma divergência entre as duas siglas, e os partidos não caminharão unidos no pleito de 2016. Já em Fortaleza, as siglas seguem aliadas em prol de uma possível candidatura do prefeito Roberto Cláudio à reeleição.

“Em Crateús, o PCdoB deve marchar contra o PDT. A tendência é essa. E eu, inclusive, já falei com o presidente do partido, o André Figueiredo. Já em Fortaleza, o comitê municipal age como aliado”, afirmou.

O parlamentar afirmou que a discussão sobre os rumos do partido junto ao grupo de Cid e Ciro Gomes não foi feita, mas destacou que deve-se haver um debate em torno do assunto. “Vai ter um momento em que cada um vai se posicionar sobre essa decisão, e o partido terá uma ação coletiva, ainda que tenhamos vozes dissidentes no PCdoB. Mas a tendência natural é participar da base desse grupo”, alegou.

O petista Manoel Santana destacou que a tendência do PT e de outras legendas é trabalhar na lógica de se fortalecer em 2016, pensando nas eleições de 2018. “Em uma análise criteriosa se percebe que podemos estar com o PDT, até porque temos uma aliança de oito anos”, defendeu. “Ninguém quer procurar uma aliança pensando em diminuir o seu tamanho”, avaliou.

Zé Ailton Brasil (PP) afirmou que o seu partido já vem analisando algumas estratégias políticas para 2016, destacando que a saída de nomes do PROS para o PDT não terá qualquer influência nas decisões internas da sigla, ainda que haja ingresso no grêmio. “Eu acredito que essa mudança terá pouca influência, mas isso ainda não foi discutido internamente”, ressaltou.

Segundo Roberto Mesquita, o PV vem sendo obediente à coligação que é liderada politicamente por Cid Gomes e deve continuar aliado do grupo. “No Brasil, não tratamos de programas partidários, mas de interesses. Não houve reunião no PV, mas ao que tudo indica, ele continuará aliado ao grupo que está no poder”.

Definição

“Leonardo Pinheiro (PSD) destacou que, em princípio, não haverá qualquer mudança de posicionamento de seu partido, nem saída nem ingresso de filiados. A sigla segue filiando novos membros e em busca de fazer o maior número de candidatos em 2016. “O PSD é um partido aliado do grupo que hoje está no PROS, mas até o momento não avaliamos qualquer movimento. Estamos aguardando ainda a decisão do grupo”, reforçou.

Sérgio Aguiar (PROS) alega que, por enquanto, a discussão inicial é a definição da filiação partidária e, em seguida, será debatida a formação de coligações. “Já há muita conversa nesse sentido, e acreditamos que a mesma coligação que esteve junto para a disputa estadual esteja formada para a municipal”.

08:49 · 25.08.2015 / atualizado às 08:49 · 25.08.2015 por
O deputado Sérgio Aguiar diz que alguns correligionários devem se manter no PROS FOTO: Érika Fonseca
O deputado Sérgio Aguiar diz que alguns correligionários devem se manter no PROS FOTO: Érika Fonseca

Por Miguel Martins

Apesar de estar na iminência de passar por um processo de encolhimento nos próximos dias no Ceará, o PROS deve contar com o ingresso de novos nomes ou até a permanência de alguns filiados insatisfeitos com a situação de saída para o PDT. Isso pode acontecer, já que há dificuldades para o grupo liderado por Ciro e Cid Gomes manter na sigla pedetista figuras antagônicas em alguns municípios.

Além de PDT e PROS, outras siglas devem acomodar os aliados dos Ferreira Gomes no Ceará para manter o máximo de unidade entre as legendas parceiras. São elas: PSD, PTB e até o PP. Com essas modificações, os quadros políticos e a força dos grêmios no Estado devem ser modificados, assim como a composição das casas legislativas.

O deputado Sérgio Aguiar (PROS) ressaltou que há possibilidade de alguns membros do partido permanecerem filiados ao grêmio, salientando que aqueles que estão deixando o PROS o fazem pela “porta da frente” e, portanto, a sigla será aliada do PDT. “Não estamos saindo pela porta de trás, mas pela da frente, em comum acordo com a direção nacional”, ressaltou.

Lideranças do PROS que têm conflitos com os diretórios locais do PDT podem continuar no seu partido ou migrar para legendas apoiadoras, como o PSD, hoje comandado no Ceará pela prefeita de Tauá, Patrícia Aguiar.

O deputado Odilon Aguiar (PROS), ao ser questionado sobre o seu rumo, chegou a dizer que poderia seguir orientações de Domingos Neto (PROS), indo para o PSD ou para o PL, que ainda aguarda ser criado.

Conflitos

Neto é um dos entusiastas para a criação do PL no Ceará, sendo cotado para comandar a nova sigla no Estado. Conforme informações de membros do PROS, há conflitos em pelo menos dez municípios, como o caso do prefeito de Aracati, Ivan Silveiro (PDT), adversário político de Bismarck Maia (PROS), que pretende se lançar candidato em 2016.

Durante toda essa semana, as comissões criadas para fazer o mapeamento dos diretórios e comissões provisórias estarão trabalhando na elaboração de um diagnóstico da situação do PDT no Estado.

O presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque, que está à frente das negociações junto à executiva nacional do PROS, pode ser o presidente do partido no Ceará. Ele chegou a defender sua permanência no partido, o que deve ser acertado até o dia 28. O deputado José Sarto (PROS) alega que é preciso priorizar a segurança jurídica ao mudar de partido.

10:39 · 23.08.2015 / atualizado às 10:39 · 23.08.2015 por
Fac-símile da publicação que primeiro tratou da pretensa candidatura de Ciro à Presidência da República, e os entendimentos para tal com a direção do PDT
Fac-símile da publicação que primeiro tratou da pretensa candidatura de Ciro à Presidência da República, e os entendimentos para tal com a direção do PDT

Por Edison Silva

O ingresso do grupo liderado por Cid e Ciro Gomes ao PDT está definido, não mais apenas pelo desejo de sair do PROS por discordar de posições adotadas pela direção nacional da agremiação, como era anunciado.

A mea-culpa feita pelo presidente Eurípedes Júnior, nos últimos encontros com o pessoal do Ceará, foi acompanhada do compromisso de atender a todos os pleitos dos cearenses de modo a mantê-los no partido. De fato, a migração para o PDT será feita em razão do compromisso de os pedetistas bancarem a candidatura presidencial de Ciro Gomes em 2018, mas o PROS vai continuar com tentáculos por aqui, com chances de permanecer um liderado de Cid no seu comando.

A filiação de Ciro Gomes ao PDT, do modo como foi acertada, produzirá seus efeitos na política do Ceará só mesmo na disputa estadual de 2018. Mesmo colocando-o na cena nacional logo nas eleições municipais do próximo ano quando, por imperativo do seu próprio projeto de chegar à Presidência da República, terá de participar de campanhas nos grandes municípios brasileiros, com ênfase nas capitais, onde tenha um pedetista querendo ser prefeito, sem esquecer, evidente, de Fortaleza. Cid, contudo, vai ser o âncora em todo o Estado.

Impacto

Candidato a presidente da República, como das duas outras vezes, Ciro Gomes, por certo, será o majoritário no Estado, por conseguinte, com forte influência sobre o sucesso eleitoral dos candidatos a governador e senadores da sua aliança. E quem serão eles naquela oportunidade? Camilo Santana disputando a reeleição com Cid Gomes e Mauro Filho para o Senado? E Camilo abdica do PT para formar a dobradinha com Ciro, posto ser certo ter o seu partido um candidato próprio à sucessão da presidente Dilma, podendo ser o próprio Lula esse nome? A preferência para liderar a chapa estadual é dele, mas ele terá que mensurar as consequências do custo político a ser tomado.

São inúmeras as perguntas feitas já a partir de agora, no universo de elucubrações dos políticos cearenses, mesmo sendo outra a conversa jogada fora, para camuflar o impacto gerado com o anúncio da pretensa postulação presidencial do primogênito dos irmãos Ferreira Gomes, estimulada pela direção nacional do PDT, agremiação carente de assumir um projeto nacional, posto estar divorciada da linha de frente das disputas do cargo político maior da Nação, como protagonista, desde a morte do seu fundador e principal líder, Leonel Brizola, ex-governador dos estados do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro.

Animador

As conversas entre a direção nacional do PDT e Ciro estão fechadas. Os discursos programados para o momento final, “quando setembro vier” não estão diretamente ligados a uma candidatura presidencial. Assumir essa postura não é conveniente, agora, sobretudo para o cearense, mas os pronunciamentos não ficarão tão ao largo da meta presidencial.

Ciro passa a ser, a partir do ato solene da filiação, um animador das bases partidárias, exercitando a sua verve e os conhecimentos acumulados sobre a administração pública, como prefeito, governador, secretário estadual e duas vezes ministro de Estado, ganhando os espaços nacionais hoje concentrados entre alguns governistas e uns poucos oposicionistas como o senador Aécio Neves e a ex-senadora Marina Silva, ambos candidatos a presidente no pleito anterior, passado, passando pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, conterrâneo de Ciro Gomes, pois ambos nasceram na cidade paulista de Pindamonhangaba.

Migração

Embora o projeto seja o de uma adesão em bloco, há resistência de alguns deputados e vereadores que cobram segurança jurídica para seus mandatos, temendo as consequências da legislação pertinente quanto à troca de partidos, sem justa causa, dos detentores de mandatos legislativos.

Os dirigentes do PROS teriam garantido não importunar quem saia da agremiação, mas os suplentes e os representantes do Ministério Público podem requerer a perda dos mandatos de todos considerados infiéis. A saída para esses reticentes quanto à mudança de sigla é apostar numa norma legal, criada pela Reforma Política em discussão no Congresso Nacional, denominada de “janela”, para a migração se dar com tranquilidade.

O deputado José Albuquerque, o mais afinado com a direção nacional do PROS, e responsável por toda a negociação para permitir que o grupo ficasse no partido, administra um entendimento para um dos aliados continuar dirigindo o diretório da sigla no Ceará, facilitando a permanência de alguns dos detentores de mandatos, além de correligionários do Interior onde seja difícil a convivência com os filiados ao PDT.

Outros

Integrantes do grupo de Cid, hoje em outras agremiações, como o PSD e outras, também podem se filiar ao PDT. Os deputados estaduais Leonardo Pinheiro, Osmar Baquit, Lucílvio Girão, Gony Arruda, Júlio César e Professor Teodoro, são alguns dos que aguardam apenas a decisão do chefe para se desligarem de seus partidos, onde estão, por acomodação feita antes das últimas eleições estaduais. Com eles, naturalmente, iriam lideranças municipais, incluindo prefeito e vereadores, mudando, consequentemente, o mapa político do Estado em 2016.

11:42 · 22.08.2015 / atualizado às 11:42 · 22.08.2015 por
Com presença do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, comitiva do PROS, PDT e outros partidos aliados se encontrou na Assembleia Legislativa, na manhã de ontem, para discutir a conjuntura política FOTO: BRUNO GOMES
Com presença do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, comitiva do PROS, PDT e outros partidos aliados se encontrou na Assembleia Legislativa para discutir a conjuntura política FOTO: BRUNO GOMES

Por Miguel Martins

O grupo político liderado por Cid e Ciro Gomes no Ceará deixa o PROS e ingressa no PDT até a primeira quinzena de setembro, conforme informaram os participantes de reunião, ontem, na Assembleia Legislativa. Antes com meta de eleger até 20 prefeitos no Ceará em 2016, o PDT pretende agora aumentar esse número para até 100, incluindo Roberto Cláudio em Fortaleza.

O objetivo do grupo é formar uma base forte para as eleições presidenciais de 2018. O encontro de ontem contou com a presença do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, e do ex-governador Cid Gomes. Os nomes de Ciro e Cid estão colocados como os principais pretensos postulantes à presidência pelo PDT, já que esse foi um dos acordos firmados entre o grupo político cearense e a executiva do grêmio.

Ajustes em alguns municípios devem ser feitos para evitar conflitos de interesses. Essas pendências devem ser solucionadas até o fim de agosto. Na reunião de ontem, compareceram deputados do PROS, como o presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque, e de outras siglas, como PSD, PTN e PSDC.

De acordo com Carlos Lupi, o crescimento que o PDT almeja alcançar com a filiação do grupo ligado aos Ferreira Gomes não se restringe a uma ampliação numérica do partido. “(Cid e Ciro) são duas pessoas conhecidas além das fronteiras do Ceará. Nós, inclusive, apoiamos a candidatura do Ciro em 2002 e temos relação de amizade antiga. O que temos aqui é mais um reencontro do que qualquer outra afirmação. Estou muito feliz com isso”, disse o dirigente.

Lupi voltou a firmar que algumas formalidades precisam ser sanadas, destacando que vai respeitar todas as questões locais. “Da minha parte está tudo fechado há um bom tempo. No meu coração isso é certo e, agora, temos apenas que resolver questões de acertos locais. Agora é somar forças e ajudar o País a ter uma opção”, ressaltou.

O presidente nacional do PDT também respondeu as críticas feitas pelo senador Cristovam Buarque, que, em entrevista ao Diário do Nordeste, chegou a dizer que o partido “vendeu a alma”. Segundo Lupi, o parlamentar, “como todo intelectual, tem devaneios”. Ele pediu respeito do senador em relação “ao partido que lhe deu sustentação política”. Cristovam tem intenção de ser candidato a presidente da República, o que deve ficar inviável com a chegada de Cid e Ciro.

Reeleição

O presidente do PDT cearense, André Figueiredo, destacou que a decisão de dar espaço aos Ferreira Gomes foi tomada por consenso. Com o ingresso do grupo no PDT, fica inviável uma candidatura a prefeito de Fortaleza do deputado Heitor Férrer, já que, como ressalta André Figueiredo, o caminho natural é apoio à reeleição de Roberto Cláudio.

Para o dirigente estadual pedetista, Heitor Férrer não deve pensar apenas em seu “quintal” e em disputas locais. Figueiredo informou que o PDT continua com a meta de eleger pelo menos 20 prefeitos. Porém, com o ingresso do grupo hoje filiado ao PROS, as chances de candidaturas são ampliadas, levando o partido a repensar as metas.

Carlos Lupi destacou que, indo para o PDT, a candidatura de Roberto Cláudio à reeleição é natural, completando que há possibilidade de, no Ceará, o partido apresentar até 100 candidatos a prefeito. Ele ressaltou que, com o grêmio fortalecido em 2016, os planos de candidatura em 2018 são potencializados.

O prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, afirmou que ainda há ajustes a serem feitos para a filiação do grupo, o que pode acontecer até a primeira quinzena de setembro. No entanto, ele destacou que a presença de Carlos Lupi no Ceará junto com André Figueiredo e Cid Gomes demonstra a afinidade que está havendo entre as lideranças políticas. “É um sinal forte e claro de que o caminho vem se consolidando. Não tem nada formal ainda, mas o que temos são relações pessoais e políticas fortes”, disse.

Municípios

No próximo dia 28, a comissão formada para analisar os conflitos locais entre PROS e PDT se reúne, ocasião em que será apresentado relatório da situação de todos os municípios com representatividade do PROS. O mesmo ocorre com grupos do PDT.

Já o deputado Zezinho Albuquerque agradeceu ao presidente nacional do PROS, Eurípedes Júnior, pelo apoio dado em momento de mudança na legenda, inclusive prometendo carta de anuência aos filiados que trocarem de partido.
Além de deputados estaduais e federais do PROS, estavam no encontro Evandro Leitão e Ferreira Aragão, do PDT; Professor Teodoro e Gony Arruda, do PSD; Júlio César Filho (PTN), Nizo Costa (PSDC) e o presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, Salmito Filho (PROS).

12:24 · 21.08.2015 / atualizado às 12:24 · 21.08.2015 por
O presidente da Assembleia, José Albuquerque ainda não comentou a declaração.
O presidente da Assembleia, José Albuquerque ainda não comentou a declaração.

O ex-ministro Cid Gomes (Pros), afirmou em entrevista coletiva na Assembleia que o presidente da Assembleia, deputado José Albuquerque (PROS) pode ser uma liderança do grupo político a permanecer no partido. “O deputado José Albuquerque é uma pessoa que tem boas relações com a executiva nacional (do PROS) e tem conversado nesse sentido. Nós queremos sair sem quebra de relação de diálogo, a possível ida ao PDT tem um objetivo que está além de uma eventual indisposição com o PROS”, disse. Procurado pela reportagem, Zezinho não quis se pronunciar sobre a declaração.

Sobre a ida de seu grupo político para o PDT, Cid ressaltou que não houve nenhuma opinião contrária nas discussões internas e garantiu que o fato deve ser confirmado após resolução de pendências municipais. “Essa será uma relação que vai se consolidar e a paquera, se Deus quiser, virará um casamento”, destacou.

 

08:51 · 20.08.2015 / atualizado às 08:51 · 20.08.2015 por
Salmito Filho alegou que o PDT prioriza políticas sociais, principalmente na área da educação
Salmito Filho alegou que o PDT prioriza políticas sociais, principalmente na área da educação

Por Suzane Saldanha

Em tempo de definição da possível mudança do grupo político liderado por Ciro e Cid Gomes para o PDT, os vereadores do PROS em Fortaleza defendem que problemas regionais relacionados a eleição de 2016 não devem se sobrepor ao projeto nacional do grupo, que pode disputar à Presidência com os irmãos Ferreira Gomes.

Os parlamentares apontam, no entanto, já avistarem dificuldades na disputa, pois a chapa deve ser formada por pelo menos nove parlamentares, caso os sete migrem para a sigla, além de Iraguassú Teixeira e Didi Mangueira, ambos do PDT.

Salmito Filho, que é presidente da Câmara Municipal, destaca haver a possibilidade real e verdadeira da saída do grupo para o PDT e que formação de chapa e a probabilidade de eleição são questões menores. O parlamentar ressalta que o grupo tem afinidade ideológica e programática com o PDT, o que tornará possível a construção de uma cultura partidária.

“Eu particularmente trabalho e me preocupo com o que é mais importante que é um projeto. Existe a possibilidade real e concreta de uma candidatura à Presidência da República pelo PDT, do ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes ou do ex-ministro e ex-governador Cid Gomes”, atesta.

Ele afirmou que preocupações individuais são legítimas para o indivíduo, mas atestou ser preciso pensar no projeto coletivo e político do grupo que teria muito a contribuir nacionalmente.  “Em relação a preocupação de se formar chapa para vereador, a minha proposta é que depois a gente possa fazer uma reunião e convidar os pré-candidatos a vereador, outros pré-candidatos para que possam conhecer a proposta programática do PDT, caso a gente concretize essa ida, que eu imagino que é isso que vai acontecer e defendo”, salientou.

Salmito Filho ainda afirmou que o PDT prioriza políticas sociais, principalmente na área da educação, um das prioridades do prefeito Roberto Cláudio e de Cid Gomes, quando foi governador e prefeito de Sobral. E criticou que o PROS não tenha assumido o compromisso firmado com eles de discutir um programa para desenvolvimento social e econômico, além da falta de autonomia para filiação nos diretórios municipais.

“A direção nacional do PROS nunca permitiu que houvesse esse encontro nacional e foi piorando a situação, além disso a direção baixou a decisão que qualquer filiado no Brasil inteiro só poderia ser filiado ou renovar sua filiação com a autorização da direção nacional”, relatou.

Ele lembrou que no próximo dia 28 será realizada uma reunião para ver a situação dos diretórios municipais que possam ter divergência com lideranças do PDT.  Adelmo Martins defendeu que todos os filiados possam migrar unidos para o PDT visando o projeto um maior. “A nível nacional existe um projeto de poder que o PDT é o melhor partido para o grupo, não existe outro que tenha um nome e uma história”, opinou.

Ele opina que não será possível fechar acordo em todos diretórios e entre todos os filiados no Estado e que deveria ser feito uma negociação com partidos alternativos e também para que filiados entendam que podem não ser candidatos.
“Tem que ter partidos alternativos e negociação, cada um de nós procurar compreender o momento que é difícil e você estar em um partido e de uma hora para outro não ser mais candidato”, apontou. O vereador argumenta ser indiscutível a candidatura do prefeito, Roberto Cláudio, no PDT.

Adelmo relata a grande preocupação e dificuldade dos vereadores do PROS na disputa é a chapa de nove vereadores que deve ser formada no próximo pleito. Para ele, as coligações terão que ser estudadas e alguns parlamentares devem migrar para outros partidos alternativos. “O interesse do prefeito não é igual ao nosso. Ele tem interesse de ter uma coligação ampla, pegando todos os segundos dos partidos, mas nós particularmente sabemos que alguns partidos vão com um parlamentar ou dois que só são eles e não tem outros para poder melhorar a performance do partido”, explica

A ideia de mudar para um partido alternativo deve ser incorporada por Márcio Cruz, caso ele dispute a eleição. O parlamentar ainda cogita colocar sua esposa Ana Paula (PCdoB) para concorrer a vaga na Câmara Municipal.
“Eu não vou seguir para o PDT, já avisei ao prefeito e pedi indicação para decidir qual o melhor partido para ir. Estou conversando com PTN e PSD”, afirma. Cruz conta ter pedido ajuda do prefeito por acreditar não adiantar ir para o PDT por ter pouco mais de cinco mil votos e não ter condição de disputar com o restante do correligionários.

Tema é levado para tribuna

Já Adail Júnior levou o tema para a tribuna da Casa. De acordo com o vereador, os parlamentares do PROS devem pensar no projeto nacional com a possibilidade dos líderes do grupo concorrerem à Presidência da República. Segundo ele, não teria outro partido a altura, mesmo que seja concretizado o debate no Congresso Nacional sobre a diminuição do prazo para filiação para seis meses ou a abertura da janela partidária.

“A municipalização é muito pequeno haja visto o tamanho do grupo. Temos que esquecer um pouco os problemas regionais e que pudéssemos avançar na propositura nacional, e que nós pudéssemos encaminhar um direcionamento para o PDT”, defendeu.

Adail ainda lembrou da grande disputa que os vereadores terão que enfrentar ao fazer um blocão com os sete parlamentares do PROS e mais os dois do PDT. No entanto, ele salientou ser necessário pensar no tempo de televisão para o prefeito. “Vamos formar o famoso blocão que pode se transformar em um titanic. Mesmo pensando em sermos vítimas e tudo que pode causar na nossa reeleição, acho conveniente nós todos do PROS defendermos a ida para o PDT”, argumentou.

08:49 · 20.08.2015 / atualizado às 08:49 · 20.08.2015 por
Ely Aguiar reclamou não haver mais conexão dos filiados com os partidos
Ely Aguiar reclamou não haver mais conexão dos filiados com os partidos

Por Antônio Cardoso

Em pronunciamento na tribuna da Assembleia Legislativa do Ceará, na manhã de quarta-feira, 19, o deputado Ely Aguiar (PSDC) disse que aqueles que se aproveitam desta oportunidade dão razão ao adágio “farinha do mesmo saco”. O parlamentar considerou ser essencial antes de se filiar a uma determinada sigla partidária, conhecer seu estatuto. “O político deve ler o estatuto de um partido, caso se identifique com ele, se filia”, disse Ely, completando: “hoje não se observa mais o interesse partidário, de uma sigla, mas interesse pessoal. Nós temos nossos projetos pessoais, mas quando entramos na política temos que nos portar como representantes da população”.

Membro do Partido Republicano da Ordem Social (Pros-CE), o deputado estadual Manoel Duca está de malas prontas para desembarcar com o grupo liderado pelos irmãos Cid e Ciro Gomes no PDT. Duquinha afirmou nunca ter precisado de ajuda de partido para ser eleito. “Tenho minhas andanças e consigo me eleger. Nunca fui ajudado por partido. Se Cid e Ciro Gomes forem para determinado partido eu acompanho, pois não vou ficar isolado. Aqui no Ceará temos um grupo político, então quero justificar que sou soldado do grupo e não do partido”.

O PSDC de Ely Aguiar tem atualmente 29 vereadores em todo o Estado, sendo dois na Capital. E pelo que chamou de falta de ideologia partidária, o deputado afirmou que “se metade pedir para sair, fará um favor”. “Agora mesmo estamos a observar a manifestação de um grupo com a possibilidade de migrar para outro (partido). Andando pela Praia de Iracema uma pessoa me parou e perguntou: deputado, você faz parte das ovelhinhas que serão tangidas por Cid? Vai pra onde?”, relatou.

Ely Aguiar, defendeu na tribuna da Assembleia o fim das mudanças políticas, o que chamou de “farra” em “uma República de Banana”. “Se sai de um partido e vai para outro. Atropela a lei que funciona para uns e para outros não. Como ficam os que querem sair do meu partido? Hoje eu olho para o colega Heitor Férrer (PDT), que já disse ter a intenção de sair, caso seu partido abra as portas para os Ferreiras Gomes. E agora, ele vai ficar no grupo ou correr o risco de perder o mandato?”, indagou.

Quem também se pronunciou sobre o assunto foi o deputado Capitão Wagner (PR), afirmando que os partidos políticos estão cada vez mais desacreditados. Para ele, “é preciso que se tenha uma garantia de que os partidos não sejam usados para barganha”.

08:54 · 19.08.2015 / atualizado às 08:54 · 19.08.2015 por
Antes de participar de evento na AL sobre valorização dos servidores municipais, o prefeito Roberto Cláudio conversou com deputados aliados FOTO: Fabiane de Paula
Antes de participar de evento na AL sobre valorização dos servidores municipais, o prefeito Roberto Cláudio conversou com deputados aliados FOTO: Fabiane de Paula

Por Miguel Martins

Em visita à Assembleia Legislativa, na manhã de ontem, o prefeito Roberto Cláudio disse que há intenção “explícita” da maioria do grupo liderado por Ciro e Cid Gomes de ingresso no PDT. Ele afirmou que a discussão sobre a candidatura de reeleição à Prefeitura será adiada. O deputado Heitor Férrer (PDT) aguarda a filiação de seus adversários políticos para decidir seu destino.

Roberto Cláudio diz ter afinidade com a “história, coerência e programa sólido” do PDT, reforçando ser necessário costurar alguns ajustes. “Nada que seja difícil de se conciliar”, pontua. “Ficamos honrados com o convite do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi. E esse é o caminho natural para o nosso grupo. Mas é preciso dialogar e encontrar soluções para problemas solúveis de questões municipais”.

Roberto Cláudio justifica que o momento atual deve ter como foco a união do grupo liderado pelos irmãos Ferreira Gomes. Segundo ele, há uma série de manifestações que necessitam ser conciliadas até o dia 28 de agosto.

Com a ida do grupo do PROS ao PDT, a tendência é que a candidatura de reeleição do prefeito Roberto Cláudio seja chancelada pelo novo partido do gestor, o que contraria o interesse de Heitor Férrer de disputar o comando do Executivo municipal, como fez em 2012. O deputado afirmou que o resultado das últimas eleições o credencia a ser candidato pelo PDT, mas reconheceu que há uma conjuntura nacional que dificulta o cenário.

“Vou aguardar essa filiação para saber se fico no partido ou se saio”, declarou Heitor. Ele afirmou que não pode tomar decisão sem a efetiva concretização do ato do grupo político liderado por Ciro e Cid Gomes. “Obviamente que a filiação de um ex-ministro e de um ex-governador é festiva e, por isso, tenho meditado na entrada ou não em outros partidos”, ressaltou o pedetista, que diz ter recebido convites do PSDB, PMDB, PRB, SD e PPS.

“Não estou pensando onde posso desembarcar, mas com o desembarque no meu partido. Somente após esse acontecimento darei uma resposta à população”, salientou o parlamentar.

Conciliação

O deputado Evandro Leitão (PDT) aposta em uma conciliação entre Heitor Férrer e os irmãos Ferreira Gomes. “Ele tem quase 30 anos de partido e acho que dialogando, apesar das diferenças históricas, o Heitor possa permanecer no PDT”, disse.

Segundo Leitão, há uma satisfação na possível entrada do grupo no PDT. “Isso vai fazer com que grandes lideranças possam estar no PDT e que o partido saia de nove prefeitos para mais de 80. Vamos deixar de ter três deputados para um número considerável”, defendeu.

Já Ferreira Aragão (PDT) analisa a situação atual com cautela. Ele lembrou que já houve aceno nacional, mas disse que não há nada definido. “Qualquer modificação vai gerar atritos no Interior, pois lá a coisa é mais acirrada, e você não tem adversário político, mas inimigos. Tudo ainda são apenas discussões. Vamos esperar a decisão dos cardeais”, ponderou.

08:53 · 19.08.2015 / atualizado às 08:53 · 19.08.2015 por
O presidente da AL, Zezinho Albuquerque, diz que o grupo de Cid Gomes não vai deixar nenhum filiado pelo meio do caminho FOTO: José Leomar
O presidente da AL, Zezinho Albuquerque, diz que o grupo de Cid Gomes não vai deixar nenhum filiado pelo meio do caminho FOTO: José Leomar

Por Miguel Martins

Um dia após os irmãos Cid e Ciro Gomes defenderem, em encontro com lideranças do PROS, a ida do grupo para o PDT, filiados dos dois partidos apoiam a mudança. No entanto, impasses devem ser resolvidos em alguns municípios onde membros das duas legendas são antagônicos e se consideram inimigas.

No encontro ocorrido na segunda-feira, a tendência apresentada nos discursos era de defesa pela filiação ao PDT, mas alguns prefeitos citaram dificuldades de diálogo em seus municípios com diretórios pedetistas. Alguns gestores relataram até apoio de líderes locais do PDT à candidatura de Eunício Oliveira ao Governo do Estado em 2014.

O presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque (PROS), afirmou que comissões foram formadas nos municípios com dificuldades de conciliação para reduzir desavenças que podem surgir com o ingresso no PDT. “Como vamos acomodar essas pessoas? Não podemos deixar ninguém sem partido”.

Ele relatou problemas em municípios como Capistrano e Aracati. “Temos que dialogar para que as pessoas não saiam magoadas ou desprestigiadas”, ressaltou. Em 2013, esse mesmo grupo que hoje estuda filiação ao PDT deixou o PSB esvaziado.
Albuquerque esclareceu que, por enquanto, a liderança regional permanecerá sob o comando de André Figueiredo (PDT), reconduzido ao cargo em convenção recente. “Não se pode chegar na casa dos outros querendo atropelar”, salientou.

Convenção

Zezinho destacou ainda que o presidente nacional do PROS, Eurípedes Júnior, tem sido acolhedor com as propostas apresentadas pelo grupo liderado pelos Ferreira Gomes no Ceará, marcando uma convenção extraordinária para a criação do diretório estadual cearense do grêmio.

Odilon Aguiar (PROS) explica que a tendência inicial era mudar para o PSD, presidido no Ceará pela prefeita de Tauá, Patrícia Aguiar. “Para onde formos, acredito que não teremos nenhum problema, seja no PDT ou PSD. É mais uma questão de alinhamento e estratégia política do ex-governador”, destacou.

José Sarto (PROS) defendeu a unidade do grupo. “Aqui e acolá vai ter um problema, como já tivemos no PSB, mas essas divergências serão pontualmente resolvidas”, opinou.

09:04 · 18.08.2015 / atualizado às 09:04 · 18.08.2015 por
Fortaleza, 17 de agosto de 2015, Ferreira Gomes analisa saida para o PDT. Na foto Cid Gomes
Fortaleza, 17 de agosto de 2015, Ferreira Gomes analisa saida para o PDT. Na foto Cid Gomes

Em reunião para discutir o futuro do grupo hoje filiado ao PROS cearense, aliados do ex-governador Cid Gomes saíram do encontro, que ocorreu ontem à noite, ainda sem definição se ficam no partido ou se marcham para o PDT. Entretanto, Cid e Ciro Gomes, assim como o prefeito Roberto Cláudio, deixaram clara a predileção pelo PDT, que já garantiu guarida para lançar a candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República em 2018.

Cid e Ciro ressaltaram aos liderados que a prioridade deve ser um projeto nacional, reforçando a tese de que isso seria mais viável com a ida ao PDT. Antes mesmo de o encontro iniciar, Ciro já havia adiantado sua decisão pessoal. Agora, a preocupação dos líderes é resolver pendências municipais que assustam prefeitos e vereadores que têm dificuldade de se relacionar com diretórios locais do PDT.

Outra inquietação dizia respeito à possibilidade de vereadores e deputados terem os mandatos questionados pelo PROS, sob alegação de infidelidade partidária. No entanto, Cid Gomes fez questão de salientar que a direção nacional do PROS já garantiu a carta de anuência aos filiados, liberando-os para deixar o partido sem questionamentos.

O presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque, se reuniu, nos últimos dias, com a presidência nacional do PROS. Cid Gomes chegou a dizer que o deputado estaria “amicíssimo” do presidente nacional do partido, Eurípedes Júnior, completando: “eu fui logo para o extremo. Vocês dão a carta de anuência? Sim”, relatou o ex-governador cearense.

Projetos pessoais

A possibilidade de alçar voos para a Presidência da República foi o tema que dominou a reunião de ontem. O nome de Ciro Gomes como candidato foi defesa unânime entre prefeitos e deputados aliados. Zezinho Albuquerque também ratificou que o PDT garantiu legenda a Ciro Gomes para disputar o cargo mais alto do Palácio do Planalto.

Sobre um possível constrangimento com o deputado Heitor Férrer (PDT), que se coloca como candidato a prefeito da capital cearense, Roberto Cláudio declarou que “projetos pessoais” não podem se sobrepor a uma proposta nacional, no caso a gestação de uma candidatura a presidente da República. “Defendo Cid e Ciro presidente em 2018”, resumiu o gestor.

“Poucos partidos e grupos políticos têm o privilégio de ter lideranças sérias como nós. Temos dois candidatos prontos para o debate nacional mais duro que tiver”, disse Roberto Cláudio, alegando que defende a ida para o PDT desde 2013, quando o grupo migrou do PSB para o PROS. Já naquela época, a ordem era apoiar a reeleição da presidente Dilma e apresentar candidato a presidente em 2018.

Cid Gomes esclareceu aos prefeitos que a principal demanda feita ao diretório nacional do PROS continua sem resolução, que é a descentralização das filiações partidárias para que os diretórios municipais não dependam de autorização nacional para filiares novos quadros.

Cid ressaltou, referindo-se aos protestos contra o Governo Federal, que a maioria dos atos de corrupção apontados na Operação Lava-Jato não são oriundos do governo atual. “Aconteceu no governo dele (Lula)”.

09:32 · 17.08.2015 / atualizado às 09:32 · 17.08.2015 por

Ainda não será no encontro desta noite, em Fortaleza, com filiados ao PROS, decidirão se ficam ou saem do partido. Na reunião desta noite, Cid, Ciro e o presidente da Assembleia, deputado José Albuquerque, vão fazer um relato das últimas conversas que tiveram, em Brasília, na última semana, com a direção do PROS e a do PDT, para subsidiarem os liderados na decisão que o grupo deve tomar, dependendo, também, do encerramento das discussões que acontecem no Congresso Nacional sobre a Reforma Política.

Os integrantes do grupo liderado por Cid e Ciro Gomes serão informados que foram muito boas as últimas conversas com os dirigentes dos dois partidos. O PROS ofereceu algumas garantias para que eles permaneçam onde estão, e o PDT, idem, ainda mais com a animação de ter Ciro Gomes como o seu candidato à Presidência da República.

09:33 · 14.07.2015 / atualizado às 09:33 · 14.07.2015 por
Cid e Ciro Gomes comandaram, ontem à noite, encontro com filiados do PROS e de partidos aliados para iniciar oficialmente as negociações sobre a decisão de migrar ou não para o PDT Foto: Kiko silva
Cid e Ciro Gomes comandaram, ontem à noite, encontro com filiados do PROS e de partidos aliados para iniciar oficialmente as negociações sobre a decisão de migrar ou não para o PDT Foto: Kiko Silva

Por Alan Barros e Lorena Alves

O encontro do grupo político liderado pelos irmãos Cid e Ciro Gomes com os demais aliados acertou que a decisão definitiva sobre uma possível migração partidária será debatida sem pressa e deve ser finalizada, no mais tardar, até o fim de agosto ou mesmo setembro, para aguardar o avanço das votações da reforma política. O ex-ministro Cid Gomes assegurou, no entanto, que há somente duas alternativas em análise: a permanência no PROS ou a ida para o PDT.

A principal reclamação que o grupo político mantém contra o PROS é a dependência dos comandos estadual e municipais da legenda à direção nacional. “O PROS tem uma diferença. Para fazer uma filiação em qualquer município do Brasil tem que ser junto à nacional. Há uma centralização de filiações e isso deixa inseguras todas as pessoas filiadas”, explicou Cid Gomes.

O ex-ministro ressaltou que essa demanda já foi transmitida à direção nacional e revelou que uma alteração nesse modelo adotado pelo PROS é um dos condicionantes para que o grupo tenha uma definição. “Já estou junto à direção nacional para que isso possa ser alterado. Se não conseguir essa alteração, nós vamos canalizar, no momento certo, o momento de ir para um outro partido”, frisou.

Cid Gomes esclareceu também que qualquer decisão será tomada com base no avanço das votações da reforma no Congresso Nacional que deve alterar algumas regras eleitorais.

Conjectura

“Hoje não é uma reunião de decisão. Essa é uma reunião em que a gente procura compartilhar as decisões, ver a realidade de cada um dos municípios do Estado do Ceará. Discutir também a conjectura sobre quais serão as mudanças nas regras eleitorais para que a gente, à luz dela, possa tomar a nossa decisão”, destacou o ex-ministro Cid Gomes em entrevista antes do início do encontro.

Qualquer decisão definitiva, segundo o ex-governador Cid Gomes, será feita de forma coletiva, ouvindo a bancada federal do partido e as demais lideranças do grupo político. “Queremos que todas essas decisões sejam feitas em grupo, a partir do nosso grupo no Ceará e levando em conta também a bancada deputados federais que pertencem ao PROS”, acrescentou.

Cid salientou que, dos 12 deputados federais do PROS, só dois devem seguir rumos individuais: Miro Teixeira (RJ) deve ir para a Rede Sustentabilidade, caso a criação seja efetivada, e Pastor Ronaldo Fonseca (DF) mira um partido em criação ligado à Igreja Assembleia de Deus.

No encontro com os aliados, Cid deixou clara a preocupação sobre a aprovação da “janela” que abre possibilidade de troca de partidos em um período delimitado sem que filiados tenham mandatos questionados. “Mesmo que não seja aprovada a janela partidária, temos tempo. Nosso tempo é setembro”, reforçou.

Dúvidas

O encontro também serviu para que prefeitos filiados ao PROS ou a partidos aliados tirassem dúvidas sobre a segurança jurídica de trocar de legenda. Ciro Gomes ressaltou que mandatos de prefeito e governador estão isentos de questionamentos, além dos vereadores que foram eleitos por outros partidos e mudaram para o PROS. A preocupação central, destacou Ciro, refere-se aos deputados eleitos pelo PROS no ano passado.

Questionado se o interesse de disputar a presidência da República em 2018 seria levada em consideração nessa decisão, Ciro Gomes limitou-se a relatar as aflições que mantém em relação ao cenário político no Ceará e no Brasil. Ele disse estar preocupado não somente com o “desastre econômico” brasileiro, mas com a escalada de um “ódio fascista” que traz riscos à manutenção da democracia.

“Em relação ao País, ando preocupado não só com o desastre econômico que começará a subtrair renda e empregos. Mas estou preocupado com a democracia na medida em que há um ódio meio fascista tomando lugar de um debate mais reflexivo que formule crítica ao Governo dentro do reconhecimento da regra democrática”, pontuou.

Apesar de defender que a única saída é do campo democrático, sem tentativas de golpe, Ciro Gomes fez duras críticas ao Governo Federal, principalmente em relação à política econômica adotada no País, cujo personagem central é o ministro da Fazenda, Joaquim Levy.