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09:54 · 21.07.2018 / atualizado às 09:54 · 21.07.2018 por

Por Edison Silva

Fac-símile de matéria recente que trata do otimismo de Ciro e seus aliados, com as conversas com representantes do PSB, com quem deseja muito fazer uma aliança

Ciro Gomes (PDT) perdeu a perspectiva do apoio pragmático do “Centrão” (DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade), mas continua perseguindo o do PSB, principalmente pelo seu peso ideológico e pela facilitação da adesão do PCdoB. Diferentemente do reflexo no âmbito nacional, a decisão dos partidos do “Centrão” de alinharem-se ao tucano Geraldo Alckmin, um dos mais fortes concorrentes de Ciro, no Ceará, na disputa presidencial nada muda. Todos os integrantes desses partidos citados continuarão na aliança do PDT, fiadora da candidatura de Camilo Santana.

A perda de perspectiva de apoio do “Centrão”, porém, impõe mais uma autocrítica ao agora oficial candidato do PDT à chefia da Nação. A indignação de cidadão com pretensões de ser presidente da República, independentemente da sua monta, não justifica discursos com palavras chulas ou impropérios dirigidos seja a quem for.

O político que ocupa ou pretende ocupar o posto mais importante do Pais, além do respeito à liturgia daquele cargo, tem a obrigação de dar bons exemplos, inclusive, no uso do vernáculo. O vitupério é repudiado até mesmo pelos que inconscientemente a tudo aplaudem.

Aglomerado

Evidente que Ciro não perdeu a chance de ter o apoio do “Centrão” pelos palavrões proferidos recentemente em palestra na Espanha e em São Paulo, referindo-se a mãe de pessoas. O seu posicionamento político é bem diferente da quase totalidade dos integrantes daquele grupo. A síntese do projeto que apresenta para solucionar problemas brasileiros vai de encontro ao que defendem os integrantes daquele aglomerado de partidos.

A sua intempestividade, porém, dificulta alianças. Na edição deste Diário do Nordeste, no primeiro sábado deste mês, já havíamos afirmado que a intempestividade “é o principal obstáculo para os apoios necessários, no momento”.

Naquele mesmo espaço foi ressaltado que, indiscutivelmente, “dentro do atual quadro de postulantes (ao cargo de presidente), ele reúne algumas das qualidade ou premissas reclamadas pelos eleitores ainda dispostos a dar voto de confiança nos políticos”.

Uma dessas qualidades é a coragem de dizer, apontar defeitos e oferecer soluções, com o crédito de ter sido prefeito, governador, ministro e executivo da iniciativa privada, e não ser apontado, como uma boa parte dos políticos o é, como envolvido em questões ligadas a improbidades. Isso o credencia a receber apoios, inclusive fora do universo partidário, para seguir na disputa presidencial.

A disputa presidencial deste ano, por conta do grande descrédito da classe política, como registramos, em agosto de 2015, quando Ciro ainda discutia com o PDT sua candidatura, ontem tornada oficial, sem ainda sequer estar filiado ao partido à época (a filiação foi em setembro daquele ano), “exigirá discursos mais firmes dos postulantes, de modo, não a convencerem aos eleitores, atualmente ressabiados com tantas inverdades, mas (discursos) capazes de os motivarem a ser menos céticos em relação às promessas”. Ciro Gomes pode ser um dos que venham a ter audiência.

É possível até que a decisão do “Centrão”, ficando com Alckmin, o beneficie no tocante à possibilidade de acordos com o PSB e o PCdoB. Embora integrantes destas siglas estejam juntos em alguns estados, inclusive no Ceará, ainda há um certo receio de eles aparecerem juntos, principalmente em razão de alegadas questões ideológicas, além do histórico relacionamento de indicados seus em administrações públicas, notadamente a federal, nos últimos governos.

O PSB, por certo, não sentir-se-ia confortável no mesmo palanque nacional, posto ter posições políticas, notadamente as sociais, diversas de boa parte daquele pessoal.

Sobrevivência

Os dirigentes do DEM, do PP, do PR, do PRB e do Solidariedade no Ceará estão todos na sombra do Governo do Estado. Os do PR e do Solidariedade, respectivamente Gorete Pereira e Genecias Noronha, ambos deputados federais, foram os últimos a se tornarem governistas no Estado.

A questão dos integrantes de todas essas agremiações é a sobrevivência política dos seus integrantes. Embora o candidato Alckmin tenha o PSDB local com um candidato a governador, o general Guilherme Theophilo, o presidenciável tucano, no quesito apoio político local, não oferece as perspectivas que o grupo de Ciro assegura.

Exemplo disso é a recente adesão ao grupo do próprio Ciro, do pessoal do PSD local, uma das siglas aliadas nacionalmente do tucano, assim como a decisão do PROS, presidido pelo Capitão Wagner, de não votar em Alckmin, embora esteja diretamente ligado ao PSDB cearense por conta da candidatura do general Guilherme Theophilo.

O § 1º do Art. 17 da Constituição Federal garante aos partidos, nos estados, definirem as suas alianças. No caso da falta de diretório constituído é que a direção nacional poderá intervir para evitar aliança diversa da formada nacionalmente.

Reafirmando

Na edição da última quarta-feira deste jornal, o ex-governador Cid Gomes, reafirmando o que dissera o irmão candidato à Presidência da República, disse não aceitar uma coligação com o MDB, excluindo, portanto, o senador Eunício Oliveira da chapa majoritária encabeçada pelo governador Camilo Santana.

Antes, ele já havia dito praticamente a mesma coisa, quando defendeu a indicação oficial de apenas um nome na chapa governista para disputar as duas vagas de senador. Sua alegação, para não ser cáustico tanto quanto Ciro o é em relação a Eunício, é a de que tendo o PDT, contrário a qualquer aliança com o MDB, e sendo um cearense o candidato do partido a presidente, não é possível logo aqui se violentar a posição do seu partido.

Esta tem sido a argumentação de Cid para não ter o senador como seu companheiro de chapa. Porém, o real motivo são as consequências do rompimento de Eunício com ele e seus aliados, em 2014, quando o senador que fazia parte do grupo queria ser o candidato a governador, no lugar do hoje Camilo Santana.

Ficaram grandes e profundas cicatrizes, e ainda ecoam as acusações verbais trocadas entre Eunício e Ciro, assim como ainda têm processos tramitando na Justiça do Ceará por conta das aleivosias de ambos, hoje fazendo parte das memórias, não agradáveis, das eleições cearenses.

O governador Camilo Santana tem interesse na composição com o MDB. Sua relação com Eunício extrapolou as questões administrativas. Ainda ontem iam estar juntos no Cariri, mas ele, até agora, pelas reações públicas dos seus principais aliados políticos, os irmãos Cid e Ciro, não conseguiu reduzir as resistências dos pedetistas, e o tempo está ficando mais exíguo ainda, pois tudo terá que acontecer até o dia 5 de agosto, último dia para a realização das convenções partidárias, quando se oficializam as coligações e indicações de candidatos.

O MDB ainda não marcou a sua convenção, ao contrário do PDT e seus demais aliados, que decidiram cumprir essa etapa do Calendário Eleitoral, no dia 5 de agosto. E o MDB não fixou a data de sua convenção exatamente por ainda não ter certeza de que haverá a tão significativa coligação para o projeto do seu principal líder, conseguir a reeleição para o Senado.

Sem coligação, não será surpresa uma candidatura do senador a deputado federal, posto ser muito difícil o governador, ao lado de Cid ou Ciro, ou de ambos no palanque, pedir votos para Eunício fora da sua coligação. Ademais, não será fácil ao senador estar sozinho numa chapa majoritária, dizendo que tem apoio do governador, de outra aliança, como fez na campanha de 2014, dizendo ser o candidato de Lula e de Dilma, quando ambos são do PT, o mesmo partido do seu adversário da época, Camilo Santana.

10:00 · 10.06.2018 / atualizado às 10:00 · 10.06.2018 por
Odorico Monteiro diz que o partido tem priorizado a renovação do Congresso Nacional e candidaturas nos estados Foto: Bruno Gomes

Após jantar de membros da bancada federal do PSB com o ex-governador Cid Gomes (PDT), que articula nacionalmente a construção da candidatura do irmão, Ciro Gomes, à Presidência da República, realizado em maio, a possibilidade de apoio da legenda ao cearense tem ganhado força entre parlamentares pessebistas em reuniões mais recentes da legenda.

De acordo com o presidente do PSB no Ceará, o deputado federal Odorico Monteiro, que é aliado do grupo político liderado pelos irmãos Ferreira Gomes no Estado, isso ficou demonstrado em reunião da bancada federal do partido com o presidente nacional da legenda, Carlos Siqueira, realizada em Brasília na última quarta-feira (9).

“Eu diria para você que o sentimento da bancada do PSB, hoje, é de que o PSB deve fazer aliança com o PDT”, declarou Odorico, em entrevista ao Diário do Nordeste. Segundo ele, na reunião, os pessebistas discutiram “a questão da eleição como um todo”, mas, ao tratarem da disputa presidencial, as conversas sinalizaram que “o sentimento da bancada é de muita simpatia à candidatura do Ciro”.

Em 2014, o PSB teve a ex-senadora Marina Silva como candidata a presidente, após o falecimento do então presidenciável da sigla, Eduardo Campos, em acidente aéreo. Neste ano, a filiação do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, entusiasmou filiados sobre possível candidatura própria do partido, mas, desde que o ex-ministro declinou da possibilidade de lançar-se candidato, a sigla tem atraído interesses de outros pré-candidatos para a formação de uma coligação. Para Odorico Monteiro, há a favor do pedetista o fato de que Ciro já foi do PSB e, conforme afirmou, “não há mágoas, não há rancor” na relação do partido com o presidenciável.

Ciro Gomes, em maio passado, já havia declarado que a aliança “preferencial” do PDT é com o PSB, mas ressaltou, ao comparar o cenário eleitoral com o campeonato de Fórmula 1, que o momento ainda é de “treinos livres”. Quem tem estado à frente das conversas sobre alianças com outros partidos é o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi.

Segundo Odorico Monteiro, o PSB deve “manter as conversas” com  o PDT. Nacionalmente, afirmou o parlamentar, o partido “tem apresentado como prioridade a renovação do nosso Congresso e as candidaturas nos estados”. Ele argumentou, porém, que “em praticamente todos os estados é possível conciliar os interesses do PDT e do PSB”.

 

10:03 · 16.10.2017 / atualizado às 10:03 · 16.10.2017 por

O PSB nacional marcou para hoje a decisão sobre os seus deputados federais que desatenderam a orientação do partido e votaram a favor do presidente Temer, negando autorização para o Supremo Tribunal Federal, abrir processo contra o chefe da Nação, denunciado pelo Ministério Público Federal por corrupção, segundo delação do empresário Joesley Batista, dono da JBS.

Dentre os deputados está o cearense Danilo Forte, eleito pelo PMDB, mas que recentemente havia ingressado no PSB e assumido a presidência do diretório estadual da agremiação no Ceará. Danilo chegou a ser afastado da direção local do PSB, que foi entregue ao deputado , Odorico Monteiro, eleito pelo PT, mas que já tinha saído do partido e se filiado ao PROS, para assumir a  presidência estadual da sigla.

Danilo ganhou na Justiça de Brasília, nos últimos dias, o direito de retomar o controle do partido no Ceará,  mas a direção nacional não concorda com sua permanência no cargo.

Hoje, a coluna Política do Estadão, tem as seguintes notas sobre a situação de Danilo e outros parlamentares do PSB:

Sem teto. O deputado Danilo Forte, que será expulso do PSB, terá dificuldades para encontrar abrigo. Brigou com seis partidos no Ceará: PT, PTB, PR, PP, DEM e PTB.

 Porta da rua. Também serão expulsos a líder do PSB, Tereza Cristina, o ministro Fernando Coelho Filho e o deputado Fabio Garcia. Eles votaram a favor da reforma trabalhista.

10:42 · 21.09.2017 / atualizado às 10:42 · 21.09.2017 por

O deputado federal Danilo Forte conversa com o vice-governador de São Paulo, no fim da manhã de hoje, para acertar um encontro com a direção nacional do PSB e discutirem mudanças na orientação do partido para evitar a debandada de filiados, principalmente deputados. Danilo ganhou a ação que promoveu contra a direção nacional que o afastou da presidência da comissão provisória do partido no Ceará, por ele ter votado a favor da Reforma Trabalhista.

Imediatamente ao afastamento de Danilo, a direção nacional entregou o PSB cearense ao deputado Odorico Monteiro, recém-saído do PT. A decisão da Justiça de Brasília ainda não foi comunicada ao Tribunal Regional Eleitoral do Ceará. Para Danilo Forte, todos os atos praticados sob o comando de Odorico estão nulos.

Essa decisão judicial devolvendo o comando do PSB a Danilo Forte, está na mesma linha daquela outra, também da Justiça de Brasília, que cancelou a expulsão do deputado Osmar Baquit do PSD, numa clara demonstração de que os partidos não contam com assessoria jurídica competente.

09:28 · 07.08.2017 / atualizado às 09:28 · 07.08.2017 por

Por Letícia Lima

A mais de um ano para a disputa presidencial de 2018, a crise no cenário político brasileiro mobiliza partidos rumo à eleição. Na ala da esquerda não há consenso sobre a construção de um bloco para o ano que vem. Pelo que líderes nacionais do PDT, PSB, PT e PCdoB afirmaram ao Diário do Nordeste, cada uma dessas siglas deverá apostar em candidaturas próprias na corrida ao Palácio do Planalto. Embora frisem que na política tudo é possível, o espírito geral dos dirigentes é por mais “porta-vozes” de tais legendas concorrendo ao pleito.

Os desdobramentos da Operação Lava-Jato sobre a classe política brasileira acenderam o alerta vermelho nos partidos em relação a quais táticas e quadros serão elencados para a disputa de 2018. Até agora, a esquerda parece estar fragmentada e disposta a apresentar várias alternativas. Se de um lado o PT, que defende a candidatura do ex-presidente Lula – condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro –, quer liderar uma frente com o PDT, o PSB e o PCdoB, não é bem assim que pensam esses partidos.

Segundo o vice-presidente de Relações Governamentais do PSB, Beto Albuquerque, a sigla não cogita nova aliança com o PT em âmbito nacional. Ele afirma que a hora é de defender um projeto político próprio e já colocar candidatos pessebistas para “circular no Brasil”.

“O PT não é nossa prioridade. Um partido, para ser de esquerda, não precisa estar agarrado com o PT, e com o PT aprendemos o que deve fazer e o que não se deve fazer”, diz. Segundo ele, “quem não se mostrar na eleição de 2018 vai se assumir ineficaz perante a sociedade brasileira”. Beto acredita, porém, que a hora não é de decidir nomes.

O PSB, portanto, dialoga com o PCdoB, a Rede e o PDT, que também não está atrás na corrida presidencial. A sigla pedetista já lançou a pré-candidatura “irreversível” do ex-ministro Ciro Gomes. O presidente nacional da legenda, Carlos Lupi, considera que o cearense deveria encabeçar uma frente da esquerda com vistas a 2018. “Eu acho que a aliança é boa. O PT já teve o seu ciclo e agora é um novo ciclo”, defende. Lupi lembra que o PDT já apoiou o PT e espera o mesmo nas próximas eleições.

Já a presidente nacional do PCdoB, deputada federal Luciana Santos, vai além e analisa que é preciso ter mais candidaturas no campo da esquerda, para alcançar aqueles que ainda não se sentem representados. Ela concorda que as candidaturas de Ciro e de Lula são naturais, assim como poderá ser a do PCdoB. “Há muita fragmentação das nossas forças e avaliamos que, diante da fragmentação, vale a pena afirmar algumas bandeiras que para nós são muito caras”.

Prioridade

Por outro lado, o PT não abre mão de lançar Lula como representante do bloco de esquerda. Para o vice-presidente nacional do partido, deputado federal Paulo Teixeira, a condenação proferida pelo juiz Sergio Moro, em julho, será revertida. Ele reconhece ser boa a possibilidade de uma chapa formada por Lula e Ciro, mas descarta outro nome senão o de Lula para concorrer à presidência pelo PT.

“O PT tem nomes nacionais que podem ter sucesso, mas precisamos discutir tendo em vista que Lula tem que ser candidato. Não vai haver um desgaste (com a condenação do Lula), está havendo um sentimento de solidariedade de que foi cometida uma injustiça”, pondera Teixeira.

08:57 · 11.07.2017 / atualizado às 08:57 · 11.07.2017 por

Por Antonio Cardoso

No primeiro ato público como presidente estadual do PSB, Odorico Monteiro reuniu filiados em entrevista coletiva na manhã de ontem Foto: Kléber A. Gonçalves

O novo presidente do PSB no Ceará, deputado federal Odorico Monteiro, reuniu membros do partido e equipes de imprensa, ontem, para fazer a apresentação oficial da estrutura partidária, renovada após a destituição do deputado federal Danilo Forte. O ato aconteceu na sede do partido, em Fortaleza, e reuniu poucos filiados, além de movimentos existentes dentro do PSB. A sigla cearense agora tem Odorico na presidência, o jovem empresário Paulo Macedo como vice-presidente e Manoel Lins, na secretaria-geral.

Odorico iniciou o pronunciamento relatando ter recebido o convite para a presidência estadual da sigla diretamente do presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira. “Não para tirar ninguém. Nosso convite foi em função de que o partido tomou decisão em relação às reformas na Câmara e busca alinhamento com suas questões históricas. Nesse sentindo, teve posicionamento por unanimidade da executiva nacional de uma postura contra a reforma trabalhista e a reforma da previdência”. Ele ressaltou que as mudanças ocorreram não somente no Ceará, mas em outros quatro estados.

Antes de Odorico, quem estava no comando do PSB cearense era Danilo Forte, que foi destituído por declarar abertamente ser a favor das reformas trabalhista e previdenciária. Forte tentou por via judicial ter de volta o cargo, mas não obteve êxito.

Odorico Monteiro contou ter procurado Danilo Forte para dialogar, mas disseque não teve retorno. Por outro lado, destacou ter conversado com o deputado estadual Heitor Férrer, que já havia declarado que não continuaria no partido diante do embarque de uma pessoa próxima aos irmãos Cid e Ciro Gomes. “Todas as comissões do partido ficaram inativas, com exceção de Fortaleza. Isso é uma demonstração nossa de que entendemos que ele deve continuar no partido”.

Questionado sobre, caso a eleição para presidente da República fosse hoje, direta ou indiretamente, qual seria o candidato do PSB, ele disse apenas que o assunto será tratado no congresso nacional da agremiação. “Hoje, entendemos que Temer deveria renunciar e que, imediatamente, fossem realizadas eleições diretas, porque essa crise tem componente político estrutural e não é pelo Congresso que vamos sair dela”, analisou.

Segundo Odorico, no Ceará, a meta do PSB, agora, é “constituir o maior número de diretórios possíveis”. “Queremos preparar um grande congresso estadual do partido para que em outubro a gente participe do congresso nacional. Durante o mês de agosto vamos realizar congressos municipais, organizar o estadual, até chegarmos ao nacional”.

Gestão anterior

Além do novo presidente, se pronunciaram o vice, Paulo Macedo, que chegou a dizer que o PSB estava “acéfalo” no Estado, e representantes de movimentos como o sindical. “O afastamento de Danilo da presidência no Ceará não foi apenas porque votou contra as reformas. Essa é a razão principal, no entanto, o partido não se reúne, e essa é uma das condições básicas para o partido funcionar”, criticou o economista Joaci Leite, que já presidiu a sigla no Ceará.

No fim da tarde de ontem, o próprio deputado Danilo Forte tornou público um manifesto assinado por 74 ex-presidentes de comissões provisórias e diretórios municipais do PSB cearense, destituídos dos cargos na gestão de Odorico Monteiro. Em carta endereçada ao presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, eles manifestam apoio “incomensurável” a Danilo e protestam, ainda, contra a revogação das formações do partido, constituídas desde 2015 nos municípios cearenses.

A prefeita de Alto Santo, Íris Gadelha, que representa os signatários no texto, reclama que os ex-dirigentes municipais não foram comunicados de qualquer decisão ou punição da direção nacional e ressalta que o diálogo entre o deputado federal e as lideranças do partido na Capital e no Interior foi fundamental para a eleição de prefeitos, vices e vereadores em 2016.

09:03 · 13.06.2017 / atualizado às 09:03 · 13.06.2017 por

Por Antonio Cardoso

Destituído da presidência estadual do PSB cearense por votar a favor da Reforma Trabalhista na Câmara, o deputado federal Danilo Forte promete não deixar barato o preço do seu afastamento para a entrada do também deputado federal Odorico Monteiro, ex-presidente do Pros, na sigla pessebista. O primeiro passo, segundo Forte, foi dado na semana passada, quando entrou com mandado de segurança no Tribunal Superior Eleitoral.

“Entrei com mandado de segurança para discutir o procedimento arbitrário com que foi feita a substituição, sem a garantia do contraditório, na medida em que a decisão foi tomada de forma monocrática, sem levar em consideração o direito constitucional de que qualquer pessoa que passa por julgamento possa se defender”, justificou.

Danilo Forte disse ainda aguardar a possibilidade de que seja retomado o diálogo interno na medida em que já foi feita a indicação do seu substituto. Segundo ele, criou-se uma crise interna que não existia. “O deputado Heitor Férrer tem também declarado posicionamento firme com relação a isso. Ele, inclusive, coloca a possibilidade de sair do partido. É lamentável”.

Danilo afirmou também que ainda não chegou a dialogar com Odorico depois de sua chegada ao partido. “Quem me convidou para vir para o PSB e me entregou a direção foi (o presidente nacional da legenda) Carlos Siqueira e Odorico veio depois, numa relação construída no momento de crise. Então não tenho motivo para dialogar com ele sobre isso”, exclamou.

Único do PSB na Assembleia Legislativa, Heitor Férrer afirma estar “completamente desinformado” com relação ao partido e reclama por não ter sido “minimamente considerado” em meio ao imbróglio. Odorico foi procurado pela reportagem, mas não atendeu às ligações.

09:08 · 12.06.2017 / atualizado às 09:08 · 12.06.2017 por

Destituído da presidência estadual do PSB cearense por votar a favor da reforma trabalhista na Câmara, o deputado federal Danilo Forte promete não deixar barato o preço do seu afastamento para a entrada do também deputado federal Odorico Monteiro, ex-presidente do Pros. O primeiro passo, segundo o próprio parlamentar afirmou ao Diário do Nordeste, foi dado na semana passada quando ele entrou com mandado de segurança no Tribunal Superior Eleitoral. “Entrei com mandado de segurança para discutir o procedimento arbitrário com que foi feita a substituição, sem a garantia do contraditório, na medida em que a decisão foi tomada de forma monocrática, sem levar em consideração o direito constitucional de que qualquer pessoa que passa por julgamento possa se defender”, explicou.
Danilo disse ainda aguardar a possibilidade de que seja retomado o diálogo interno na medida em que já foi feita a indicação do seu substituto. “Precisamos reescrever esse momento triste do PSB aqui no Estado do Ceará. Não se pode desconsiderar todo o trabalho que foi feito por nós, tirando o partido da total inércia, posto que estava completamente abandonado e demos cara e corpo ao PSB constituindo 151 comissões provisórias, participamos com candidatura própria em mais de 10 municípios onde fizemos dois prefeitos e quatro vices. Isso não pode ser desconsiderado”.
Além disso, segundo o ex-presidente, criou-se uma crise interna que não existia. “O deputado Heitor Férrer tem também declarado posicionamento firme com relação a isso. Ele, inclusive, coloca a possibilidade de sair do partido. É lamentável. Tínhamos diálogo muito próximo, tanto que trabalhamos sua candidatura em Fortaleza, buscando dar vida ao partido na capital. Diante disso, espero que consigamos ter respostas”, acredita. “Essa semana o TSE estava ocupado com o julgamento da chapa Dilma/Temer, mas esperamos que ainda nesta semana possamos ter uma conclusão desse pedido de mandado de segurança”.
No último dia 29 de maio, também em entrevista ao Diário do Nordeste Danilo Forte havia dito que não pensaria naquele momento num possível desembarque do PSB. Passados 15 dias, ele mantém a fala. “Não discutimos isso agora. Nesse momento o que quero é rearmonizar esse procedimento. Até porque esse debate precisa ser feito a nível nacional”. Para isso, ele conta que na semana passada foi realizada mais uma reunião em Brasília com a presença de dois senadores e 15 deputados federais da bancada de 34. “Trabalhamos para construir com esse grupo as perspectivas futuras. Buscamos o melhor entendimento das mudanças e possibilidade do debate para 2018. Há compromisso tanto dos deputados como senadores para tomarmos decisão conjunta”. Odorico, conforme disse Forte, não participou do encontro.
Danilo diz que ainda não chegou a dialogar com Odorico depois de sua chegada ao grupo pessebista. “Até porque meu diálogo não é com ele. Meu diálogo é com a direção nacional. Quem me convidou para vir para o PSB e me entregou a direção foi (o presidente nacional) Carlos Siqueira e Odorico veio depois, numa relação construída no momento de crise. Então não tenho motivo para dialogar com ele sobre isso”, exclama. “Tenho sim que dialogar é com quem me convidou. Não fui achado no meio da rua. Fui procurado, convencido e constituído de forma a buscar a recondução do partido no Ceará e era isso o que trabalhávamos”.
Representante único do PSB na Assembleia Legislativa do Ceará, o deputado Heitor Férrer afirma estar “completamente desinformado” com relação ao partido. “Não tenho nenhuma informação oficial da situação do PSB no Estado do Ceará. O partido destituiu Danilo da presidência e não tem presidente. O Odorico, segundo fotos e matérias jornalísticas, filiou-se ao partido, mas eu não recebi nenhuma comunicação da situação no Estado do Ceará onde represento o PSB como deputado estadual. Não fui minimamente considerado para dizerem quais foram as diretrizes com relação ao imbróglio de Danilo com o PSB”, reclama.
Ele diz se sentir “desrespeitado, desprestigiado e aviltado”, com o isolamento. “Como você é o único deputado estadual do partido e não se tem uma informação por telefonema, comunicação por e-mail e nada? O PSB está com comportamento que nunca pensei que tivesse. Não dá ciência aos seus representantes, da agenda nacional”.
Heitor diz ainda manter a esperança e aguardar que chegue comunicado oficial, utilizando de que meio for. “Faço o exercício da tolerância e aguardo o que o partido vai me dizer. Espero que chegue esse momento. O Odorico me ligou dizendo que estaria ingressando no PSB, mas como recém-filiado a oficialização não deveria partir dele, até porque ainda não é oficialmente presidente”, avalia.
Ele afirma saber da credibilidade da imprensa e não haver dúvidas de que Odorico Monteiro está filiado ao PSB, mas que só poderia tomar condutas e se nortear diante de fatos oficiais. Se vier a se concretizar, deixa claro sua posição. “É incompatível a minha convivência política sob a liderança de um cidista de quatro costados. Não fico no PSB sob a liderança Odorico, com larga folha de serviços prestados ao Ferreiras Gomes, e que já anuncia a ida do partido para o governo. Se eu saí do PDT porque abrigou cidistas, não posso ficar noutro com as mesmas características tomadas pelo PDT, sendo arrastado para o colo do Governo Camilo Santana, que faz parte do bloco de Cid Gomes”, antecipa. “Vai querer levar o partido para o grupo dos Ferreiras Gomes, fortalecendo ainda mais aquele grupo. Isso é incompatível com Heitor Férrer”, assegura.
Odorico foi procurado pelo Diário do Nordeste, mas as ligações não foram atendidas. Todavia em entrevista concedida também em 29 de maio ressaltou que na medida em que as cosias forem se organizando pretende reunir os filiados ao PSB no Ceará para diálogo aberto.

09:37 · 30.05.2017 / atualizado às 09:37 · 30.05.2017 por

Por Antonio Cardoso

Odorico Monteiro filiou-se ao PSB em 23 de maio. Nas redes sociais, ele fala do início de “um novo ciclo de militância partidária” na legenda Foto: Bruno Gomes

O deputado federal Odorico Monteiro, ex-PROS, prepara a reestruturação do Partido Socialista Brasileiro (PSB) no Ceará. Novo presidente estadual da sigla, ele afirmou ao Diário do Nordeste que a transição é dirigida pelo presidente nacional, Carlos Siqueira. “Quando as coisas forem se organizando, vamos conversar com os membros”, diz. “Entrei no partido semana passada e estamos constituindo a nova estrutura, porque toda a direção estadual foi afastada e quem está conduzindo o processo é a presidência nacional”, cita.

Destituído da presidência estadual do partido após votar na Câmara a favor da Reforma Trabalhista, no dia 27 de abril, o deputado federal Danilo Forte, porém, promete não abrir mão do posto da maneira como decidiu a executiva nacional da legenda. Ele diz ter ficado “chateado” com o que ocorreu.

O deputado lembra que, em 2015, quando foi formalizado o convite da direção nacional do PSB a ele, buscou conversar com as pessoas que conduziam o partido no Ceará – a família Novais e Roberto Pessoa – para uma “transição de diálogo”. “O PSB era um partido que não existia, estava dentro de um saco, numa sala alugada perto da Praça da Estação. Demos cara a ele, participamos das eleições e, mesmo com menos de um mês que tive para organizar o partido para a eleição de 2016, conseguimos participar em vários municípios e fizemos dois prefeitos, quatro vice-prefeitos, 68 vereadores no Estado e, agora, tínhamos perspectiva muito boa, porque discutíamos a organização da eleição de 2018”, ressalta.

“Fiquei surpreendido com a violência com que o processo foi tomado”, analisa Forte, apontando que, internamente, ainda discute com correligionários o que pode ser feito para reverter a situação. “Achamos que o debate interno precisa ser aprofundado, porque esse posicionamento está muito fechado”. Segundo ele, o partido tinha linha clara na perspectiva do impeachment, assim como quanto à necessidade das reformas. A deliberação “repentina” da executiva nacional, diz Forte, deixou a bancada do PSB dividida ao meio.

Danilo ainda acusa a executiva nacional do partido de promover punições seletivas. “Só foram punidos quatro, os presidentes de comissão provisória. Tudo isso criou um ambiente muito ruim internamente. A partir daí, apareceram histórias de deputados que se mobilizavam para assumir o partido de uma forma, inclusive, sorrateira”.

Futuro

Quanto à possibilidade de deixar o partido, ele afirma que não tem pretensão para o momento. “Espero que consigamos reverter essa situação baseada na sinceridade e na honestidade da conduta. Senão, teremos de ver, no devido momento, uma situação de solução para o problema. O que eu posso me comprometer é ainda lutar para reverter essa situação”, salienta.

Odorico Monteiro, por sua vez, diz ter relação “muito boa” com o colega de bancada. “Temos uma boa relação, militamos juntos em algumas áreas, mas é natural o conflito. Agora, ele precisa ser resolvido entre a concepção do partido que tirou um novo alinhamento e o deputado. Não há conflitos conosco”.

09:28 · 24.05.2017 / atualizado às 09:28 · 24.05.2017 por

O deputado federal Odorico Monteiro, que comandava o PROS no Ceará, deixou a sigla oficialmente na tarde de ontem, quando assinou, em Brasília, a ficha de filiação ao Partido Socialista Brasileiro (PSB). Ele assumirá a presidência estadual do partido, cuja vaga estava aberta após a destituição do deputado federal Danilo Forte do posto, por decisão da executiva nacional da legenda. A assessoria de imprensa de Odorico Monteiro informou, porém, que ainda não há data para a posse.

Em primeiro mandato na Câmara dos Deputados, Odorico Monteiro disputou a eleição de 2014, quando foi eleito deputado federal, pelo PT, partido ao qual foi filiado por 36 anos. Trocou a sigla petista pelo PROS em março de 2016 e, em maio do mesmo ano, foi alçado à presidência do partido no Ceará. Com a saída dele, a função deve ficar a cargo do vice-presidente, Leandro Vasques.

Em nota, o ex-presidente estadual do PSB, Danilo Forte, disse que não foi comunicado pela presidência nacional da sigla sobre os acertos com Odorico, considerando, portanto, o momento “desconfortável” e “agravado pela ausência de diálogo”. Ele presidia uma comissão provisória do PSB no Estado e foi destituído após ter contrariado fechamento de questão do partido e votado a favor da reforma trabalhista, no dia 27 de abril. Disse, contudo, que está à disposição do PSB para dialogar e “lutar pelas mudanças necessárias”.

No último domingo (20), a executiva nacional do PSB oficializou desembarque da base aliada do presidente Michel Temer (PMDB). Odorico Monteiro, que, diferentemente de Danilo Forte, é contrário às reformas previdenciária e trabalhista, assume o partido no Ceará já sob orientações de fazer oposição.