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Tag: PSB


09:03 · 13.06.2017 / atualizado às 09:03 · 13.06.2017 por

Por Antonio Cardoso

Destituído da presidência estadual do PSB cearense por votar a favor da Reforma Trabalhista na Câmara, o deputado federal Danilo Forte promete não deixar barato o preço do seu afastamento para a entrada do também deputado federal Odorico Monteiro, ex-presidente do Pros, na sigla pessebista. O primeiro passo, segundo Forte, foi dado na semana passada, quando entrou com mandado de segurança no Tribunal Superior Eleitoral.

“Entrei com mandado de segurança para discutir o procedimento arbitrário com que foi feita a substituição, sem a garantia do contraditório, na medida em que a decisão foi tomada de forma monocrática, sem levar em consideração o direito constitucional de que qualquer pessoa que passa por julgamento possa se defender”, justificou.

Danilo Forte disse ainda aguardar a possibilidade de que seja retomado o diálogo interno na medida em que já foi feita a indicação do seu substituto. Segundo ele, criou-se uma crise interna que não existia. “O deputado Heitor Férrer tem também declarado posicionamento firme com relação a isso. Ele, inclusive, coloca a possibilidade de sair do partido. É lamentável”.

Danilo afirmou também que ainda não chegou a dialogar com Odorico depois de sua chegada ao partido. “Quem me convidou para vir para o PSB e me entregou a direção foi (o presidente nacional da legenda) Carlos Siqueira e Odorico veio depois, numa relação construída no momento de crise. Então não tenho motivo para dialogar com ele sobre isso”, exclamou.

Único do PSB na Assembleia Legislativa, Heitor Férrer afirma estar “completamente desinformado” com relação ao partido e reclama por não ter sido “minimamente considerado” em meio ao imbróglio. Odorico foi procurado pela reportagem, mas não atendeu às ligações.

09:08 · 12.06.2017 / atualizado às 09:08 · 12.06.2017 por

Destituído da presidência estadual do PSB cearense por votar a favor da reforma trabalhista na Câmara, o deputado federal Danilo Forte promete não deixar barato o preço do seu afastamento para a entrada do também deputado federal Odorico Monteiro, ex-presidente do Pros. O primeiro passo, segundo o próprio parlamentar afirmou ao Diário do Nordeste, foi dado na semana passada quando ele entrou com mandado de segurança no Tribunal Superior Eleitoral. “Entrei com mandado de segurança para discutir o procedimento arbitrário com que foi feita a substituição, sem a garantia do contraditório, na medida em que a decisão foi tomada de forma monocrática, sem levar em consideração o direito constitucional de que qualquer pessoa que passa por julgamento possa se defender”, explicou.
Danilo disse ainda aguardar a possibilidade de que seja retomado o diálogo interno na medida em que já foi feita a indicação do seu substituto. “Precisamos reescrever esse momento triste do PSB aqui no Estado do Ceará. Não se pode desconsiderar todo o trabalho que foi feito por nós, tirando o partido da total inércia, posto que estava completamente abandonado e demos cara e corpo ao PSB constituindo 151 comissões provisórias, participamos com candidatura própria em mais de 10 municípios onde fizemos dois prefeitos e quatro vices. Isso não pode ser desconsiderado”.
Além disso, segundo o ex-presidente, criou-se uma crise interna que não existia. “O deputado Heitor Férrer tem também declarado posicionamento firme com relação a isso. Ele, inclusive, coloca a possibilidade de sair do partido. É lamentável. Tínhamos diálogo muito próximo, tanto que trabalhamos sua candidatura em Fortaleza, buscando dar vida ao partido na capital. Diante disso, espero que consigamos ter respostas”, acredita. “Essa semana o TSE estava ocupado com o julgamento da chapa Dilma/Temer, mas esperamos que ainda nesta semana possamos ter uma conclusão desse pedido de mandado de segurança”.
No último dia 29 de maio, também em entrevista ao Diário do Nordeste Danilo Forte havia dito que não pensaria naquele momento num possível desembarque do PSB. Passados 15 dias, ele mantém a fala. “Não discutimos isso agora. Nesse momento o que quero é rearmonizar esse procedimento. Até porque esse debate precisa ser feito a nível nacional”. Para isso, ele conta que na semana passada foi realizada mais uma reunião em Brasília com a presença de dois senadores e 15 deputados federais da bancada de 34. “Trabalhamos para construir com esse grupo as perspectivas futuras. Buscamos o melhor entendimento das mudanças e possibilidade do debate para 2018. Há compromisso tanto dos deputados como senadores para tomarmos decisão conjunta”. Odorico, conforme disse Forte, não participou do encontro.
Danilo diz que ainda não chegou a dialogar com Odorico depois de sua chegada ao grupo pessebista. “Até porque meu diálogo não é com ele. Meu diálogo é com a direção nacional. Quem me convidou para vir para o PSB e me entregou a direção foi (o presidente nacional) Carlos Siqueira e Odorico veio depois, numa relação construída no momento de crise. Então não tenho motivo para dialogar com ele sobre isso”, exclama. “Tenho sim que dialogar é com quem me convidou. Não fui achado no meio da rua. Fui procurado, convencido e constituído de forma a buscar a recondução do partido no Ceará e era isso o que trabalhávamos”.
Representante único do PSB na Assembleia Legislativa do Ceará, o deputado Heitor Férrer afirma estar “completamente desinformado” com relação ao partido. “Não tenho nenhuma informação oficial da situação do PSB no Estado do Ceará. O partido destituiu Danilo da presidência e não tem presidente. O Odorico, segundo fotos e matérias jornalísticas, filiou-se ao partido, mas eu não recebi nenhuma comunicação da situação no Estado do Ceará onde represento o PSB como deputado estadual. Não fui minimamente considerado para dizerem quais foram as diretrizes com relação ao imbróglio de Danilo com o PSB”, reclama.
Ele diz se sentir “desrespeitado, desprestigiado e aviltado”, com o isolamento. “Como você é o único deputado estadual do partido e não se tem uma informação por telefonema, comunicação por e-mail e nada? O PSB está com comportamento que nunca pensei que tivesse. Não dá ciência aos seus representantes, da agenda nacional”.
Heitor diz ainda manter a esperança e aguardar que chegue comunicado oficial, utilizando de que meio for. “Faço o exercício da tolerância e aguardo o que o partido vai me dizer. Espero que chegue esse momento. O Odorico me ligou dizendo que estaria ingressando no PSB, mas como recém-filiado a oficialização não deveria partir dele, até porque ainda não é oficialmente presidente”, avalia.
Ele afirma saber da credibilidade da imprensa e não haver dúvidas de que Odorico Monteiro está filiado ao PSB, mas que só poderia tomar condutas e se nortear diante de fatos oficiais. Se vier a se concretizar, deixa claro sua posição. “É incompatível a minha convivência política sob a liderança de um cidista de quatro costados. Não fico no PSB sob a liderança Odorico, com larga folha de serviços prestados ao Ferreiras Gomes, e que já anuncia a ida do partido para o governo. Se eu saí do PDT porque abrigou cidistas, não posso ficar noutro com as mesmas características tomadas pelo PDT, sendo arrastado para o colo do Governo Camilo Santana, que faz parte do bloco de Cid Gomes”, antecipa. “Vai querer levar o partido para o grupo dos Ferreiras Gomes, fortalecendo ainda mais aquele grupo. Isso é incompatível com Heitor Férrer”, assegura.
Odorico foi procurado pelo Diário do Nordeste, mas as ligações não foram atendidas. Todavia em entrevista concedida também em 29 de maio ressaltou que na medida em que as cosias forem se organizando pretende reunir os filiados ao PSB no Ceará para diálogo aberto.

09:37 · 30.05.2017 / atualizado às 09:37 · 30.05.2017 por

Por Antonio Cardoso

Odorico Monteiro filiou-se ao PSB em 23 de maio. Nas redes sociais, ele fala do início de “um novo ciclo de militância partidária” na legenda Foto: Bruno Gomes

O deputado federal Odorico Monteiro, ex-PROS, prepara a reestruturação do Partido Socialista Brasileiro (PSB) no Ceará. Novo presidente estadual da sigla, ele afirmou ao Diário do Nordeste que a transição é dirigida pelo presidente nacional, Carlos Siqueira. “Quando as coisas forem se organizando, vamos conversar com os membros”, diz. “Entrei no partido semana passada e estamos constituindo a nova estrutura, porque toda a direção estadual foi afastada e quem está conduzindo o processo é a presidência nacional”, cita.

Destituído da presidência estadual do partido após votar na Câmara a favor da Reforma Trabalhista, no dia 27 de abril, o deputado federal Danilo Forte, porém, promete não abrir mão do posto da maneira como decidiu a executiva nacional da legenda. Ele diz ter ficado “chateado” com o que ocorreu.

O deputado lembra que, em 2015, quando foi formalizado o convite da direção nacional do PSB a ele, buscou conversar com as pessoas que conduziam o partido no Ceará – a família Novais e Roberto Pessoa – para uma “transição de diálogo”. “O PSB era um partido que não existia, estava dentro de um saco, numa sala alugada perto da Praça da Estação. Demos cara a ele, participamos das eleições e, mesmo com menos de um mês que tive para organizar o partido para a eleição de 2016, conseguimos participar em vários municípios e fizemos dois prefeitos, quatro vice-prefeitos, 68 vereadores no Estado e, agora, tínhamos perspectiva muito boa, porque discutíamos a organização da eleição de 2018”, ressalta.

“Fiquei surpreendido com a violência com que o processo foi tomado”, analisa Forte, apontando que, internamente, ainda discute com correligionários o que pode ser feito para reverter a situação. “Achamos que o debate interno precisa ser aprofundado, porque esse posicionamento está muito fechado”. Segundo ele, o partido tinha linha clara na perspectiva do impeachment, assim como quanto à necessidade das reformas. A deliberação “repentina” da executiva nacional, diz Forte, deixou a bancada do PSB dividida ao meio.

Danilo ainda acusa a executiva nacional do partido de promover punições seletivas. “Só foram punidos quatro, os presidentes de comissão provisória. Tudo isso criou um ambiente muito ruim internamente. A partir daí, apareceram histórias de deputados que se mobilizavam para assumir o partido de uma forma, inclusive, sorrateira”.

Futuro

Quanto à possibilidade de deixar o partido, ele afirma que não tem pretensão para o momento. “Espero que consigamos reverter essa situação baseada na sinceridade e na honestidade da conduta. Senão, teremos de ver, no devido momento, uma situação de solução para o problema. O que eu posso me comprometer é ainda lutar para reverter essa situação”, salienta.

Odorico Monteiro, por sua vez, diz ter relação “muito boa” com o colega de bancada. “Temos uma boa relação, militamos juntos em algumas áreas, mas é natural o conflito. Agora, ele precisa ser resolvido entre a concepção do partido que tirou um novo alinhamento e o deputado. Não há conflitos conosco”.

09:28 · 24.05.2017 / atualizado às 09:28 · 24.05.2017 por

O deputado federal Odorico Monteiro, que comandava o PROS no Ceará, deixou a sigla oficialmente na tarde de ontem, quando assinou, em Brasília, a ficha de filiação ao Partido Socialista Brasileiro (PSB). Ele assumirá a presidência estadual do partido, cuja vaga estava aberta após a destituição do deputado federal Danilo Forte do posto, por decisão da executiva nacional da legenda. A assessoria de imprensa de Odorico Monteiro informou, porém, que ainda não há data para a posse.

Em primeiro mandato na Câmara dos Deputados, Odorico Monteiro disputou a eleição de 2014, quando foi eleito deputado federal, pelo PT, partido ao qual foi filiado por 36 anos. Trocou a sigla petista pelo PROS em março de 2016 e, em maio do mesmo ano, foi alçado à presidência do partido no Ceará. Com a saída dele, a função deve ficar a cargo do vice-presidente, Leandro Vasques.

Em nota, o ex-presidente estadual do PSB, Danilo Forte, disse que não foi comunicado pela presidência nacional da sigla sobre os acertos com Odorico, considerando, portanto, o momento “desconfortável” e “agravado pela ausência de diálogo”. Ele presidia uma comissão provisória do PSB no Estado e foi destituído após ter contrariado fechamento de questão do partido e votado a favor da reforma trabalhista, no dia 27 de abril. Disse, contudo, que está à disposição do PSB para dialogar e “lutar pelas mudanças necessárias”.

No último domingo (20), a executiva nacional do PSB oficializou desembarque da base aliada do presidente Michel Temer (PMDB). Odorico Monteiro, que, diferentemente de Danilo Forte, é contrário às reformas previdenciária e trabalhista, assume o partido no Ceará já sob orientações de fazer oposição.

09:11 · 23.05.2017 / atualizado às 09:11 · 23.05.2017 por
Após a delação da JBS, Heitor Férrer quer que dois secretários de Camilo deixem os cargos Foto: José Leomar

A crise no governo Temer, que cresce nos últimos dias após a divulgação da delação da JBS, também tem abalado partidos aliados que, em meio a divisões internas, já desembarcaram da base aliada do governo. No PSB, por exemplo, não é consenso a decisão tomada pela executiva nacional no último sábado (20), de que a sigla fará oposição e defenderá, ainda, a renúncia do peemedebista. Único deputado federal cearense do PSB, Danilo Forte afirma que romper com o governo exigiria “debate mais aprofundado, uma visão mais do todo, não apenas da questão eleitoral”. Segundo ele, questão será discutida em reunião da bancada da sigla amanhã (24).

No partido, que tem vivido rachas internos desde a votação da reforma trabalhista na Câmara, no dia 27 de abril, o clima é de divisão. “Tem vários sentimentos dentro do partido. Se você for analisar a bancada da Câmara e do Senado, a maioria acha que o País precisa das reformas, ninguém vai tirar o País da crise sem fazer mudanças em profundidade”, sustenta o parlamentar. Questionado se permanece compondo a base aliada de Temer, Danilo Forte afirma que continua defendendo “reformas que o Brasil precisa”.

“É lógico que, se comprovadas as denúncias que estão aí colocadas, aí tem o espaço para fazer questionamento sobre a condição ou não de o governo continuar esse processo”, admite, opinando, porém, que o PSB não pode “contribuir para a instabilidade no País” com uma decisão “imposta” pela direção. “É uma visão mais em função do clamor da rua, e não propriamente alicerçada numa visão mais de Estado. Quando o partido tomou a decisão a favor do impeachment, era para fazer as reformas que o País está precisando”. Não é a primeira vez em que Forte discorda da executiva nacional. Quando votou a favor da reforma trabalhista, perdeu a presidência estadual da sigla e tenta reverter a punição.

Representação

Já no Ceará, o deputado estadual Heitor Férrer (PSB) deu entrada, ontem, em representação na Procuradoria Geral de Justiça do Ministério Público Estadual (MPCE) e no Ministério Público Federal (MPF), pedindo que sejam tomadas providências para acionar judicialmente e destituir dos cargos os secretários Arialdo Pinho e Antônio Balhmann, após serem citados na delação da JBS por recebimento de propina.

Heitor também apresentou requerimento na Assembleia Legislativa solicitando ao governador Camilo Santana (PT) a exoneração dos secretários. Pinho é titular da Secretaria de Turismo e Balhmann é o secretário de Assuntos Internacionais.

09:41 · 25.02.2017 / atualizado às 09:43 · 25.02.2017 por
Lúcio Alcântara disse que trocou algumas ideias com o governador, mas não falaram sobre política partidária. FOTO:  CARLOS GIBAJA – do Palácio da Abolição

O governador Camilo Santana recebeu, na manhã de ontem, sexta-feira, na residência oficial, o ex-governador Lúcio Alcântara, presidente do Partido da República (PR). Adversários políticos os dois estiveram em lados opostos nas duas últimas eleições, em 2014, quando Camilo foi eleito governador do Estado (e Roberto Pessoa, do PR, foi candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Eunício Oliveira, do PMDB), e no ano passado, quando o chefe do Poder Executivo apoiou o prefeito reeleito Roberto Cláudio (PDT), que esteve disputando no segundo turno contra Capitão Wagner, do PR.

A presença de Alcântara na residência do chefe do Poder Executivo estadual, segundo ele informou ao Diário do Nordeste, tinha como  intuito único fazer convite ao governador para participar de solenidade de posse como presidente do Instituto do Ceará, a ser realizada na tarde do dia 4 de março, no fim da tarde. O dirigente afirmou que queria entregar o convite pessoalmente a Camilo Santana.

Ainda durante o encontro os dois trocaram algumas informações, principalmente, sobre a questão hídrica no Estado. “Naturalmente, que surge uma conversa aqui e ali”, disse Alcântara, ressaltando, porém, que não foi tratado nada sobre política partidária. Nos últimos meses Camilo Santana tem se aproximado de figuras políticas de outras vertentes. Ele chamou para seu secretariado filiado do PSDB e está cada vez mais próximo do  PSB,  quando surgiu, inclusive, rumores de sua saída do PT e ingresso na sigla pessebista.

O governador postou  em sua página no Facebook uma foto com o ex-governador em que agradece o convite feito para a solenidade. “Recebi dele o convite para a solenidade de posse da nova diretoria do Instituto do Ceará, entidade na qual é presidente. Agradeço ao ex-governador pela visita e pelo convite para o evento”. Em princípio, Camilo Santana deve ir ao evento, segundo assegurou Lúcio.

 

10:30 · 24.01.2017 / atualizado às 10:30 · 24.01.2017 por

Por Beatriz Jucá

Rodrigo Maia (DEM-RJ) deu entrevista coletiva antes do jantar, ao lado do aliado cearense Danilo Forte (PSB), que organizou o encontro Foto: Kléber A. Gonçalves
Rodrigo Maia (DEM-RJ) deu entrevista coletiva antes do jantar, ao lado do aliado cearense Danilo Forte (PSB), que organizou o encontro Foto: Kléber A. Gonçalves

Com a presença de menos da metade da bancada cearense, o atual presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM-RJ), participou de um jantar em Fortaleza, ontem, em busca de apoio à sua candidatura à Presidência da Casa. Apesar dos recentes questionamentos judiciais sobre sua impossibilidade de disputar a eleição, Maia diz que não há empecilho na legislação e segue visitando estados na tentativa de criar um amplo bloco de aliados.

Na noite de ontem, o PSB confirmou apoio ao democrata. Maia também sinalizou avanços nas negociações com PT, PCdoB e PMDB. Ele anunciou, ainda, um ato com apoiadores nos próximos dias.

Pelo menos dez deputados cearenses foram ao jantar, embora 14 tenham confirmado presença anteriormente. A eles, Rodrigo Maia explicou como tem construído a candidatura e como pensa em conduzir os trabalhos na Câmara, caso seja eleito. Ele disse que garantirá tempo suficiente para que matérias polêmicas – como as reformas trabalhista e previdenciária – sejam debatidas com profundidade. “Esse é o principal pleito dos partidos. Vamos criar duas comissões especiais para discutir isso com muito cuidado”, afirmou.

Na ocasião, o parlamentar afirmou que, além das medidas para superar a crise econômica, a pauta de revisão do pacto federativo também deve ser prioritária. “Não é só a agenda econômica que será pautada. Queremos maior proximidade com governadores e prefeitos para colaborar com projetos voltados aos estados e municípios”, declarou.

Insegurança jurídica

A candidatura de Rodrigo Maia à reeleição vem sendo questionada judicialmente, tendo em vista que a lei estabelece que o presidente eleito na sessão preparatória do primeiro ano não pode concorrer a um novo mandato. Na última sexta, uma liminar determinou a não candidatura de Maia, decisão que foi revertida ontem. Ele disse que a insegurança jurídica sobre a disputa não o preocupa, pois a legislação não trata do caso de um presidente no exercício de mandato suplementar. Para ele, a decisão sobre essa questão deverá ser tomada internamente, na Câmara.

Questionado se o fato de ser citado na Operação Lava-Jato o preocupa em relação à eleição da Câmara, Maia disse não ver problema em ser citado e que se defenderá em breve. “Provarei que a ilação é falsa”, disse.

Acompanharam a coletiva os deputados Moses Rodrigues (PMDB), Raimundo Gomes de Matos (PSDB), Vaidon (PSDC) e Danilo Forte (PSB). A imprensa não pôde acompanhar o jantar. Conforme a assessoria de Danilo Forte, que organizou o jantar, compareceram, ainda, Macêdo (PP), Ronaldo Martins (PRB), Odorico Monteiro (PROS), Vitor Valim (PMDB), Cabo Sabino (PR) e Gorete Pereira (PR).

09:23 · 19.01.2017 / atualizado às 09:23 · 19.01.2017 por

Por Miguel Martins

Pela legislação atual, Camilo Santana (PT) tem até abril de 2018 para decidir se muda de partido para disputar reeleição ao Governo do Estado Foto: José Leomar
Pela legislação atual, Camilo Santana (PT) tem até abril de 2018 para decidir se muda de partido para disputar reeleição ao Governo do Estado Foto: José Leomar

Os rumores de que o governador Camilo Santana poderá deixar o Partido dos Trabalhadores (PT) e ingressar no Partido Socialista Brasileiro (PSB) se intensificaram nos últimos dias após conversa entre ele e Paulo Câmara (PSB), chefe do Poder Executivo de Pernambuco. Enquanto o presidente da sigla pessebista no Ceará, o deputado federal Danilo Forte, vê com bons olhos tal possibilidade, o deputado estadual Heitor Férrer (PSB), que dirige o diretório de Fortaleza, não gostou da ideia.

Férrer já deixou o PDT após ingresso dos irmãos Cid e Ciro Gomes e do prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, todos aliados do governador. Já os petistas entrevistados pelo Diário do Nordeste não creem como possível a ida de Camilo para o PSB. As conversas com o chefe do Executivo cearense acontecem desde o ano passado, e ele é bem visto no PSB, até porque seu pai, Eudoro Santana, já presidiu a sigla em momento difícil para o grêmio no Ceará.

Interesse

O último encontro de Camilo com Paulo Câmara, conforme noticiou ontem a “Coluna Comunicado”, deste jornal, ocorreu em Fortaleza antes da viagem oficial do petista ao Oriente Médio, quando o governador de Pernambuco esteve no Ceará para uma reunião de família, em Quixeramobim. Questionado sobre as especulações, o presidente estadual do PSB, Danilo Forte, afirmou que tem acompanhado as conversas “de longe” e elogiou o trabalho do petista à frente do Governo do Estado.

“É um cara aberto ao diálogo com os mais diversos segmentos da sociedade, e qualquer agremiação se orgulharia muito de tê-lo como membro”, disse. No entanto, durante o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), os dois partidos passaram por afastamento. A sigla pessebista compõe a base aliada do Governo Michel Temer (PMDB).

“O PSB ainda não tem uma pré-definição para 2018, mas pretendemos atravessar o momento em condições melhores para a economia”, pontuou Danilo. Nos bastidores da política local, o que se comenta é que há um interesse no grupo dos irmãos Ciro e Cid Gomes, ambos do PDT, de ampliar o leque de possibilidades de apoios com vistas a 2018, quando haverá eleição para o Governo do Estado e para a Presidência da República.

O PSB, portanto, seria opção para o ingresso de Camilo, mantendo relações próximas com PT e PDT em nível local, mas com o empecilho de que o PSB tem projeto presidencial diferente do pedetista. Presidente da sigla pessebista em Fortaleza, Heitor Férrer não vê com bons olhos a possibilidade de mudança, pois, para ele, não há como dissociar Camilo de Cid e Ciro Gomes.

No entanto, Danilo Forte destacou que Férrer tem adotado linha de independência na Assembleia Legislativa, tanto que, ao propor a extinção do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), atendeu a desejo do Governo. “O Heitor não é um deputado preso, assim como o PSB não quer ser. Dá para ter os dois no mesmo partido, pois são duas pessoas inteligentes, sérias com a coisa pública”, declarou.

Férrer afirmou, porém, que Camilo é “o miolo da linha política dos Ferreira Gomes”, não tendo qualquer desvinculação entre eles. “Apesar de estarem em siglas diferentes, o Camilo só é governador por conta do apoio dos Ferreira Gomes, tanto que Camilo tem no seu secretariado o Mauro Filho, Arialdo Pinho, Antônio Balhmann, todos já secretários do Cid, e o Lúcio Ferreira Gomes, fortalecido na Infraestrutura, e Nelson Martins, que foi líder do Cid, e hoje está na Casa Civil”, apontou.

Os petistas também não acreditam na ida de Camilo ao PSB e veem com estranhamento a possibilidade de que o governador deixe os quadros do PT. De acordo com o presidente estadual da sigla, Francisco de Assis Diniz, Camilo já teria ratificado seu posicionamento de não sair do partido. O dirigente ressaltou, inclusive, que o chefe do Poder Executivo Estadual, como membro do diretório estadual, participará efetivamente do processo de eleição interna da sigla, marcado para março. “Não há o que dizer, isso é apenas especulação. O governador já disse que isso não vai acontecer”, minimizou.

Bancada

A deputada estadual Rachel Marques também disse desconhecer a informação, destacando ainda que não há qualquer tratativa neste sentido dentro do PT. Na tarde de ontem, ela e os outros três deputados do PT com representação na Assembleia – Elmano de Freitas, Manuel Santana e Moisés Braz – se reuniram com o secretário da Casa Civil, o também petista Nelson Martins, para discutir, dentre outras pautas, o posicionamento dos representantes da legenda na Casa nos próximos meses.

Segundo Marques, há discussões preliminares no PT sobre a mudança dos diretórios municipais e estadual e, neste debate interno, o nome de Camilo poderia, inclusive, ser escolhido por consenso para a presidência estadual do partido. Já Manuel Santana afirmou que, caso seja confirmada a ida do governador para o PSB, em nada mudaria a relação dele com os petistas da Assembleia Legislativa.

“Não queremos romper com o governador em hipótese alguma, por isso não muda em nada nossa relação”, disse. Pela legislação, Camilo tem até abril de 2018 para decidir se muda de partido com vistas a disputar um segundo mandato no Governo.

 

15:06 · 18.01.2017 / atualizado às 15:07 · 18.01.2017 por

 

O governador Camilo Santana tem até abril de 2018 para decidir se sai ou fica no PT para ser candidato à reeleição
O governador Camilo Santana tem até abril de 2018 para decidir se sai ou fica no PT para ser candidato à reeleição

Uma nota no jornal O Estado de S.Paulo de hoje motivou uma onda de especulação sobre a possível saída do governador Camilo Santana do PT, para ingressar no PSB. O governador encerra a viagem que faz para ao exterior amanhã. Sua última conversa com o governador de Pernambuco, a quem se atribui a interlocução para a troca de partido, foi ainda no ano passado, quando os governadores estavam discutindo com o Governo Federal a divisão dos recursos da chamada repatriação do dinheiro de brasileiros em outros países. Os governadores do Nordeste defendiam uma situação diferenciada.

Camilo, pela legislação atual, tem até o início de abril do próximo ano para decidir se fica ou sai do PT, para disputar um segundo mandato. Ele, por exercer mandato Executivo não se sujeita à Lei da Fidelidade partidária.

Para ser candidato à reeleição com o apoio do grupo que o ajudou a se eleger governador, terá que se filiar a um partido de não oposição à pretensão política de Ciro Gomes, hoje potencialmente candidato a Presidente da República pelo PDT. O PSB tem projeto presidencial diferente do traçado pelo PDT, portanto, um forte empecilho para a filiação de Camilo.

A tendência natural de Camilo Santana é deixar o PT por conta do seu alinhamento à candidatura de Ciro Gomes. Não necessariamente ele terá que ir para o PDT, mas com certeza será para uma sigla onde ele possa influenciar que ela se componha com o PDT na disputa presidencial, condição que não teria no PSB.

Mas como política nada é impossível, tudo será diferente se o governador resolver romper com o grupo político liderado por Cid e Ciro Gomes. O rompimento acontecendo, Camilo estará livre para se filiar a    qualquer partido que o receba.

11:20 · 12.10.2016 / atualizado às 11:20 · 12.10.2016 por

Por Miguel Martins

Heitor Férrer não acompanha a decisão do seu partido no apoio ao candidato Roberto Cláudio, como ontem à tarde ficou acertado Foto: José Leomar
Heitor Férrer não acompanha a decisão do seu partido no apoio ao candidato Roberto Cláudio, como ontem à tarde ficou acertado Foto: José Leomar

Com a ideia de neutralidade neste segundo turno, o candidato derrotado no pleito deste ano, Heitor Férrer (PSB), voltou a criticar a utilização dos institutos de pesquisas durante a campanha eleitoral. Presidente do PSB de Fortaleza, o parlamentar retornou aos trabalhos da Assembleia Legislativa, ontem, mais de uma semana depois do resultado das urnas, e afirmou que muitos candidatos perderam a vontade de continuar na disputa devido ao uso das amostragens.

O pessebista ficou na quarta posição nas eleições deste ano, em Fortaleza, atrás de Roberto Cláudio (PDT), Capitão Wagner (PR) e Luizianne Lins (PT), resultado bem aquém do obtido no pleito de 2012, quando conseguiu mais de 262 mil votos. O número de sufrágios de Heitor, na votação do último dia 2 de outubro, foi reduzido para pouco mais de 90 mil.

“O grande problema que encontro na pesquisa eleitoral é o fato de ela conduzir o pleito com resultados previamente estabelecidos. Você faz os números e leva o eleitor a utilizar o chamado voto útil, inviabilizando o voto dele”, lamentou.

Segundo disse, geralmente, nestes casos o eleitor deixa de lado o candidato em quem pretendia votar e, com temor de que outros sejam eleitos, prefere apostar seu voto em outro candidato. “O mal da pesquisa, que é ciência, é que ela vai induzindo o eleitor a realizar o voto útil”.

Reeleição

No entanto, as pesquisas deste ano acertaram a pontuação de Heitor Férrer. No caso da pesquisa Ibope, no último levantamento divulgado, o pessebista aparecia com 7% dos votos válidos, e foi justamente essa a porcentagem apresentada nas urnas.

“Neste ano eles acertaram meu número, não tenho como questionar isso. Mas hoje mesmo encontrei vários eleitores que disseram que não votaram em mim para a Luizianne não ir para o segundo turno, e outros que queriam Roberto Cláudio já no primeiro turno”.

Para Férrer, a pesquisa também tira o ânimo do candidato. Ele citou, por exemplo, que muitos dos postulantes que apareciam com baixa pontuação não tinham ânimo para a disputa. “Qual ânimo tinha o Tin de sair nas ruas? E o Gonzaga? Qual a emoção que o próprio Ronaldo ou o João Alfredo tinham? Ela desanima o candidato, porque diz que ele tinha baixa pontuação de votos”, lamentou.

O parlamentar destacou que quer que a pesquisa seja feita por quem tem interesse no pleito, mas para análise pessoal, como partidos políticos que precisam da amostragem para direcionar o comportamento de seu candidato. “É importante neste sentido, mas não dar resultado antes das urnas abertas”, reclamou.

Na tarde de ontem, Heitor Férrer se reuniu com o partido para decidir como se comportará neste segundo turno, se apoiando Roberto Cláudio, Capitão Wagner ou se mantendo na neutralidade. A tendência do parlamentar sempre foi manter a neutralidade no segundo turno da disputa, enquanto que os entendimentos levaram o presidente da executiva estadual, Danilo Forte, ao apoio a Roberto Cláudio.

Heitor Férrer disse ainda ser contra o mecanismo da reeleição, pois o prefeito, em sua avaliação, se utiliza da máquina pública para se reeleger. No entanto, ele ressaltou que “o povo deu resposta para muitos desses prefeitos, aqui mesmo no Ceará”.