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Tag: PSDB


09:42 · 09.06.2018 / atualizado às 09:42 · 09.06.2018 por

Por Márcio Dornelles

Ao lado de Capitão Wagner, o general Theophilo (PSDB) fez questão de destacar o apoio que tem recebido do PROS durante a pré-campanha Foto: Reinaldo Jorge

O Partido Republicano da Ordem Social (PROS) escolheu o Ceará como o primeiro Estado do País a receber o Seminário de Capacitação e Formação Política, que também será realizado em Minas Gerais, São Paulo e Brasília, durante todo o mês de junho e o início de julho. Além de lideranças do partido e outros filiados, marcaram presença no evento quadros do PSDB, como o pré-candidato ao Palácio da Abolição, general Theophilo, o ex-presidente estadual da legenda e possível pré-candidato ao Senado, Luiz Pontes, e o ex-prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa. O cenário confirma o laço eleitoral entre as duas siglas.

Na programação, foram convidados os deputados Roberto Mesquita (estadual) e Vaidon Oliveira (federal), que, juntos com o presidente estadual do PROS, Capitão Wagner, expuseram experiências eleitorais. Em seguida, palestraram a presidente nacional do PROS Mulher, Aparecida Santos, e o presidente da Fundação da Ordem Social, Felipe Espírito Santo. Foram discutidos temas como legislação eleitoral, reforma política e o histórico dos partidos no Brasil. O evento continua no sábado (9).

Capitão Wagner foi o cicerone do seminário, distribuindo o microfone aos convidados. Também falou o general Theophilo, que tinha compromisso de pré-campanha em Morada Nova. Ele fez questão de elogiar o apoio do PROS nos compromissos que já assume de olho na eleição, ao mesmo tempo em que criticou a ausência de outras agremiações antes contrárias ao governo.

“O Capitão, desde o inicio, se manteve fiel ao PSDB. Está sendo realmente um sustentáculo para os dois partidos trabalharem em conjunto. Os demais partidos estão todos na oposição. Fizeram uma grande união de esquerda de partidos que, de última hora, abraçaram o governo atual”, criticou.

Senado

Em seguida, discursou o empresário Luís Eduardo Girão. Ele foi citado por Capitão Wagner como possível candidato do PROS ao Senado na chapa. “O PROS deve ter a vaga ao Senado, provavelmente Luís Eduardo Girão. As vagas tanto para vice quanto (para o) Senado podem ser bem ocupadas por uma mulher da área da saúde. A doutora Mayra Pinheiro (ex-presidente do Sindicato dos Médicos do Ceará) tem esse perfil. Seria um nome que agregaria a questão da Saúde com a Segurança”, disse o dirigente ao Diário do Nordeste. Para ele, a realização do seminário no Ceará é um motivo de prestígio ao PROS estadual.

Na caminhada da chapa de oposição rumo ao Palácio da Abolição, porém, um dos desafios é tornar o nome do general Theophilo conhecido do eleitorado, sobretudo no Interior do Estado. PSDB e PROS aguardam o retorno do senador tucano Tasso Jereissati de uma viagem aos Estados Unidos para reforçar a agenda de visitas. “Vamos nos programar nas 45 maiores cidades do Ceará, para o mais rapidamente ele se tornar conhecido da população do Interior”, disse Roberto Pessoa.

09:37 · 26.05.2018 / atualizado às 09:37 · 26.05.2018 por
O general Guilherme Theophilo esteve no Centro com Capitão Wagner e um grupo de apoiadores que reunia, majoritariamente, policiais e militares Foto: JL Rosa

Em caminhada, ontem, pelos arredores da Praça do Ferreira, no Centro da Capital, o general Guilherme Theophilo, pré-candidato do PSDB ao Governo do Estado, teve, nas ruas, um primeiro contato direto com o eleitorado desde que foi anunciado oficialmente como o postulante da oposição nas eleições deste ano, em ato realizado na última segunda (21). Ao longo do percurso, quem estava à frente do pré-candidato tucano, apresentando-o a eleitores, era o deputado estadual Capitão Wagner, líder do PROS no Ceará.

Quando não era abordado por frequentadores da praça que o conheciam pela carreira militar, o general Guilherme Theophilo era introduzido a eleitores por Capitão Wagner. “Vamos ‘botar’ o nosso governador para ‘botar’ moral e, depois, eu vou para a Prefeitura (de Fortaleza) para ajudá-lo”, disse o parlamentar, ao cumprimentar um homem. O militar respondia a reivindicações já em tom de campanha. “Agora é a hora!”, sustentou a outro senhor. Parte da caminhada também foi acompanhada pelo deputado federal Raimundo Gomes de Matos (PSDB).

Recém-filiado à legenda tucana, o general Guilherme Theophilo ressaltou, em entrevista, que o momento era fundamental para “chegar mais próximo à população carente, à população que está vivendo momentos difíceis”. Ele destacou, ainda, ter ouvido, no Centro, demandas de microempresários.

“A situação está muito difícil, muita gente falindo, porque é um governo que cobra muito tributo, muita taxa, e retorna muito pouco a esse povo, em termos de serviço público de saúde, de educação, de segurança, principalmente, então é o momento de a gente mudar esse Estado elegendo gente nova, elegendo gente que quer mudar”, pregou.

Ele minimizou, ainda, o fato de ser desconhecido de parte do eleitorado, ao frisar que estava acompanhado de “pessoas do bem”, como Capitão Wagner. “Só não sou conhecido por quem é do mal, porque as pessoas do bem me conhecem”, afirmou.

Neste fim de semana, o general Guilherme Theophilo começa as visitas ao Interior do Estado pelo Cariri. Em Barbalha, na manhã deste sábado, ele e o senador Tasso Jereissati (PSDB) participam de reunião com lideranças de partidos da oposição na região. Já no domingo, o militar comparece à missa que abre os festejos do Pau da Bandeira, na Igreja Matriz de Barbalha.

19:54 · 20.05.2018 / atualizado às 19:54 · 20.05.2018 por
Roberto Freire (PPS) compôs chapa com Ciro em 1998. Na ocasião, ambos integravam o PPS, sigla que Freire ainda preside. Foto: Lula Marques

O pré-candidato à Presidência da República, Ciro Gomes (PDT), natural de Pindamonhangaba (SP), mas que já foi prefeito de Fortaleza e governador do Ceará, pretende disputar o Planalto pela terceira vez em 2018, após ficar em 3º lugar, em 1998, e em 4º lugar, em 2002.

Naquelas duas ocasiões teve como candidatos a vice, atuais adversários políticos. Há vinte anos, Ciro concorreu em chapa pura com Roberto Freire, pelo PPS. Os dois obtiveram no pleito de 1998, um total de 7.462.190 sufrágios, o que correspondeu a 10,97% dos votos válidos. Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Marco Maciel (concorrendo pelo antigo PFL, hoje DEM) foram os vencedores das eleições presidenciais.

Paulinho da Força (SD) disputou o Palácio do Planalto como vice de Ciro em 2002. Na época, Paulinho estava no PTB Foto: Agência Brasil

Além da discordância de Ciro e Freire quanto ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), os dois já haviam divergido politicamente durante o primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (também do PT), quando Ciro foi ministro da Integração Nacional. O presidente do PPS queria deixar a base lulista e o rompimento do partido dele com o governo petista, resultou na saída de Ciro, que migrou para o PSB. Freire foi ministro da Cultura do governo do emedebista Michel Temer (a quem Ciro faz oposição), entre 2016 e 2017, e exerce atualmente o cargo de deputado federal por São Paulo, além de presidir a sigla.

Em 2002, ainda pelo PPS, Ciro Gomes concorreu à presidência, tendo como vice Paulinho da Força, então no PTB e hoje no Solidariedade. Naquela disputa, Ciro e Paulinho da Força receberam 10.170.882 sufrágios, ou 11,97% dos votos válidos. Lula e José Alencar (já falecido, mas que concorreu pelo antigo PL) foram os vitoriosos.

Assim como Roberto Freire, Paulinho da Força foi um dos principais apoiadores do impeachment de Dilma, diversamente do pedetista, que foi aliado da presidente deposta.

Especulações

Na atual pré-campanha, em meio às articulações para composição de sua chapa já foram especulados nomes como os dos também cotados Marina Silva (Rede), Fernando Haddad (PT), do ex-prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB), e do presidente da CSN, Benjamin Steinbruch (recém-filiado ao PP).

07:44 · 11.05.2018 / atualizado às 07:44 · 11.05.2018 por

Nome apresentado pelo PSDB para disputar o Governo do Estado pela oposição, o general Guilherme Theophilo tem se aproximado, em encontros articulados pelo senador tucano Tasso Jereissati, de lideranças de outros partidos contrários à gestão do governador Camilo Santana (PT) na intenção de consolidar uma possível candidatura . Na tarde desta quinta-feira (10), em reunião no escritório de Tasso em Fortaleza, o PROS, presidido no Ceará pelo deputado estadual Capitão Wagner, oficializou apoio à pré-candidatura do militar.

Ao final do encontro com Tasso e Wagner, o general Guilherme Theophilo disse que a adesão do PROS é “fundamental” para fortalecê-lo em busca da eleição. “Muita gente diz que sou pouco conhecido, mas tenho um nome e acho que, assessorado por esses partidos, por grandes assessores, e seguindo as diretrizes do senador Tasso, nós podemos fazer uma boa representação para o Estado do Ceará”, sustentou.

O deputado estadual, que há pouco tempo era apontado como possível candidato a governador por líderes da oposição, como o vice-prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa, será candidato a deputado federal, mas disse que assumirá “compromisso total” com a campanha do tucano, inclusive participando da elaboração do plano de governo a ser apresentado ao eleitor. Para ele, neste período de pré-campanha, o desafio do bloco oposicionista é tornar a pré-candidatura do general “popular”, com incursões pelo Estado, para fazer frente à “máquina do governo”.

“A gente confirmou o que já sabia pelo currículo, que é um candidato qualificado, com experiência muito grande de gestão pelas diversas missões que ele desempenhou na área da segurança, na área da saúde, da educação. Tem uma experiência de infraestrutura muito grande também, pelos diversos cargos que ocupou no Exército Brasileiro, e a gente fica feliz ao ver que o nosso candidato tem condições de ir para um debate e debater com propriedade todos esses temas”, destacou Wagner, ao justificar o apoio.

Desde que o PSDB começou a trabalhar a imagem do general Guilherme Theophilo como pré-candidato, líderes da oposição já haviam reclamado audiências com o militar para ouvir suas ideias e organizar eventos pelo Interior do Estado. O senador Tasso Jereissati tem convocado encontros desde então, para que, em seguida, o novo tucano possa ser apresentado ao eleitorado cearense.

09:07 · 17.04.2018 / atualizado às 09:07 · 17.04.2018 por

Por Miguel Martins

Roberto Pessoa é um dos tucanos otimistas com as pesquisas internas do seu partido Foto: José Maria Melo

Enquanto alguns membros da bancada de oposição no Ceará relatam que o grupo passa por uma situação crítica, o vice-prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa, filiado ao PSDB, afirmou que os oposicionistas estão apenas aguardando a movimentação da base governista para apresentarem seus postulantes ao pleito deste ano. De acordo com Pessoa, nenhum dos nomes colocados pelos aliados da atual gestão para cargos majoritários se confirmarão, uma vez que, em sua análise, haverá impedimentos legais para tais postulações.

“Minha tese é de que, de um modo geral, esses nomes que estão sendo colocados pela base governista não serão candidatos”, disse. A oposição está em “stand by”, aguardando apenas que a base governista indique aqueles que, realmente, disputarão os cargos majoritários.

Pessoa disse que apesar de parecer fragilizada, a oposição, segundo pesquisas internas, aparece bem cotada quando são colocados lado a lado nomes como os do governador do Estado, Camilo Santana, e do deputado estadual Capitão Wagner (PROS) para a disputa ao Executivo. Wagner, porém, já afirmou que disputará vaga na Câmara Federal e não estaria disposto a disputar o Palácio da Abolição.

General

Atualmente, a oposição ao Governo Camilo Santana é formada por quatro partidos: PROS, PSDB, PSD e SD. Por enquanto, segundo disse, praticamente todos os membros da bancada são pré-candidatos à reeleição, com exceção de Wagner que pretende se candidatar a deputado federal. “Todos devem tentar reeleição, mas podem passar para a chapa majoritária. Vai depender de como vai atuar a base governista. Por enquanto, estamos em ‘stand by’”, afirmou.

Apesar de todo o otimismo de Roberto Pessoa quanto ao grupo do qual faz parte, outros membros da bancada oposicionista discordam dele e disseram ao Diário do Nordeste que a tendência é que a situação deles piore daqui para frente. “Tenho a forte impressão de que o Eunício cavou um buraco e pulou dentro dele, nos colocando na beira”, disse um membro do bloco de oposição, que preferiu se manter no anonimato.

A filiação do General Guilherme Theophilo ao PSDB, comunicado por integrantes do partido na última sexta-feira, fez com que seja apontado como um dos prováveis candidatos a cargo majoritário. Na manhã desta terça-feira, conforme informou o presidente da legenda, Francini Guedes, Theophilo estará no Ceará “para conversar sobre política”.

Questionado sobre a nova filiação, o tucano afirmou que o militar é competente, conhece os problemas do Estado e tem seu valor para a sociedade cearense, podendo, sim, ser o nome da oposição para o Governo do Estado no pleito deste ano.

09:46 · 07.04.2018 / atualizado às 09:46 · 07.04.2018 por
Antes de ir para o PSDB, Danilo Forte já passou por PMDB, PSB e DEM na atual legislatura Foto: José Leomar

Após ter mantido silêncio, nas últimas semanas, sobre possível saída do DEM – embora admitisse negociações com outras legendas -, o deputado federal Danilo Forte assinou, nesta sexta-feira (4), ficha de filiação ao PSDB. Ele participou de evento de filiações à sigla tucana ocorrido na noite de quinta-feira em Maracanaú, mas apenas ontem, no escritório do senador Tasso Jereissati (PSDB) em Fortaleza, oficializou o ingresso na legenda tucana.

A filiação de Danilo Forte ao PSDB havia sido anunciada no dia anterior, em Maracanaú, mas, em discurso no evento, ele afirmou que havia recebido uma ligação da direção nacional do DEM, que prometera alinhar-se à oposição caso Tasso Jereissati fosse o candidato a governador do grupo contrário à gestão Camilo Santana (PT), o que adiou o acordo.

Na sexta, após assinar a ficha de filiação, o parlamentar disse ao Diário do Nordeste que, ainda na noite de quinta-feira, conversou com o presidente nacional do DEM, o prefeito de Salvador, ACM Neto, e com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, mas optou pelo PSDB para não criar “mais uma área de atrito” na antiga agremiação.

“Tem um desconforto com a direção local, na medida que os representantes dela já têm um compromisso assumido de apoio ao governo atual”, declarou. Tasso Jereissati, por sua vez, afirmou que “a vinda do Danilo Forte significa a vinda de um quadro de qualidade, que pode dar ao nosso partido uma força não só eleitoral, mas uma força moral muito grande”.

Filiações em Maracanaú

No evento de filiações em Maracanaú, o parlamentar já havia feito críticas a um “desconforto” gerado por conflitos no DEM e disse que escolheu o PSDB, ao receber convite do senador Tasso Jereissati, porque busca um “projeto definido” e com “postura coerente”.

Esta é a terceira vez em que Danilo Forte muda de partido apenas na atual legislatura. Eleito pelo PMDB em 2014, ele  filiou-se ao PSB  e após perder o comando do partido no Estado, em 2017, por ter contrariado deliberação do diretório nacional da sigla ao votar a favor da Reforma Trabalhista na Câmara dos Deputados, oficializou ingresso no DEM em dezembro do ano passado.

Pouco mais de três meses depois, porém, ele deixou o partido ao alegar “desconforto muito grande” na agremiação, que, embora em âmbito nacional, sob a presidência do prefeito de Salvador, ACM Neto, componha a base governista do presidente Michel Temer (PMDB), no Ceará, comandada por Chiquinho Feitosa, é aliada do governador Camilo Santana (PT).

“Lideranças do partido no Estado do Ceará quererem permanecer numa postura que o DEM nacional não corrobora. O DEM nacional, inclusive, tirou uma resolução muito clara que não coliga com o PT, e no Ceará persiste, nas lideranças do DEM, essa luta. Isso cria um desconforto muito grande e descaracteriza o partido”, reclamou.

Trocas

Danilo Forte lembrou que deixou o PMDB porque o partido “tinha afeição ao poder e não tinha projeto político”. Já o PSB o atraiu, conforme destacou, “porque queria uma ruptura com o sistema que governava o Brasil, que quebrou o Brasil em 2014, liderado pelo desastroso governo da presidenta Dilma”. Quando o partido desembarcou da base aliada de Temer no ano passado, entretanto, Danilo Forte buscou, no DEM, o espaço que havia perdido no PSB por discordar dos rumos tomados pela agremiação. “O PSB regrediu e retomou um projeto antigo, populista, que não priorizava exatamente as mudanças que o Brasil precisa fazer”.

“Eu sempre gostei de ter posição, defendo as mudanças porque elas são necessárias e precisam ser feitas; mudanças políticas, mudanças de comportamento, mudanças de postura. Ou a gente enfrenta isso abertamente e, dentro disso, cria um projeto para isso, ou eu não vou ficar no campo da semvergonhice e do palanque eleitoreiro. Não sou daqueles que em Brasília é Temer, que em Fortaleza é Lula e em Sobral se abraça com Ciro Gomes. Não sou. Eu tenho lado, tenho postura”, disparou.

O parlamentar afirmou que foi determinante para a escolha do PSDB a busca por um “projeto definido, com começo, meio e fim, e com uma postura coerente”. “Acho que, na incoerência ou no jogo palanqueiro, nós não vamos resolver o problema na política do Ceará. Não vamos. Nem no Ceará, nem no Brasil. Esse filme já passou e ninguém gostou”.

09:24 · 06.04.2018 / atualizado às 09:24 · 06.04.2018 por
Evento de filiações do grupo político de Roberto Pessoa e de Danilo Forte ao PSDB reuniu lideranças de todos os partidos da oposição atualmente Foto: JL Rosa

Em uma demonstração de mobilização da oposição no Ceará para as eleições deste ano, o PSDB realizou ontem, em Maracanaú, um evento de filiações conjuntas de ex-integrantes do PR e de novos oposicionistas à legenda tucana. O ato, realizado no início da noite no auditório do Centro de Desenvolvimento Educacional do Colégio 7 de Setembro, sacramentou a ida do vice-prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa, da filha dele, deputada estadual Fernanda Pessoa, e do ex-governador Lúcio Alcântara ao PSDB, além do deputado federal Danilo Forte, ex-DEM, que anunciou para hoje a sua  mudança, oficializando de vez o rompimento com o Governo Camilo Santana (PT).

Também se filiaram ao partido vereadores e prefeitos, dentre eles, o de Maracanaú, Firmo Camurça. No auditório, o palco reuniu todos os líderes oposicionistas: o atual e o ex-presidente estadual do PSDB, Francini Guedes e Luiz Pontes, o deputado federal tucano Raimundo Gomes de Matos, o presidente do SD no Ceará, deputado federal Genecias Noronha, e o presidente estadual do PSD, deputado federal Domingos Neto.

Estiveram presentes no evento, ainda, os deputados estaduais Capitão Wagner (PROS), Carlos Matos (PSDB) e Heitor Férrer (SD), além do conselheiro em disponibilidade do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Domingos Filho, recém-filiado ao PSD, segundo Domingos Neto, seu filho e presidente estadual do partido, após decisão judicial.

Pré-candidato a deputado federal, Roberto Pessoa, em discurso, destacou que ao menos 120 municípios cearenses estavam representados no ato e, ao lembrar do antigo partido, disse que havia perdido o comando do PR por ação de “forças estranhas”. “Mas vão pagar essa conta!”.

Francini Guedes, por sua vez, pregou que as filiações não ocorreram “em troca de favores pessoais”. “Vêm porque acham que o PSDB é um bom partido, com boas ideias”, ressaltou ele, emendando em seguida: “Nós temos candidato a governador! Podem ficar certos disso!”.

Unir forças

Já o senador Tasso Jereissati, em entrevista coletiva, disse que o momento era de união dos oposicionistas, uma vez que, segundo ele, a força dos governos federal e estadual está “cooptando a maioria dos políticos na tentativa de que não haja oposição”. “Hoje, é um dia em que se unem as forças para enfrentar essa verdadeira falta de respeito à democracia”, citou. Tasso frisou que a oposição trabalha na formação das chapas para o pleito.

Danilo Forte, ao justificar a troca do DEM pelo PSDB, reclamou de “desconforto muito grande” no antigo partido, diante de conflitos de posicionamentos entre o comando estadual e a direção nacional da sigla. “Na incoerência ou no jogo palanqueiro, não vamos resolver o problema na política do Ceará”, afirmou o deputado, acrescentando que não assinaria a ficha de filiação naquele momento, por ter recebido um apelo da direção nacional do DEM, admitindo fazer aliança com o PSDB. Ele admitiu se filiar ainda hoje.

09:13 · 02.04.2018 / atualizado às 09:13 · 02.04.2018 por

Por Letícia Lima e William Santos

Siglas da oposição também têm organizado eventos individuais. O PSDB, segundo Francini Guedes, tem encontro em Jaguaribara nesta semana Foto: José Leomar

Após ter deliberado, em reunião na última semana, que vai investir em uma agenda de mobilização pelo Ceará, a oposição ao Governo Camilo Santana (PT) ainda não tem uma definição de quais municípios devem receber debates promovidos pelo grupo oposicionista, a partir de abril, com a intenção de esboçar um plano de governo para a campanha do ainda indefinido candidato a governador. Enquanto isso, alguns partidos do bloco – formado por PSDB, PSD, Solidariedade, PROS e dissidentes do PR – tentam se movimentar individualmente no Interior do Estado para fortalecer as futuras chapas proporcionais.

Segundo o presidente estadual do PSDB, Francini Guedes, os integrantes da coordenação política formada em reunião na última segunda-feira (26) – o senador Tasso Jereissati (PSDB), o deputado estadual Capitão Wagner (PROS) e o ex-governador Lúcio Alcântara (sem partido) – tiveram encontro na última quarta-feira (28), mas ainda não há definição sobre a agenda de debates a serem realizados em municípios do Interior.

Quando da formatação da coordenação, a assessoria de imprensa do senador tucano havia informado, em nota, que após a “recomposição dos partidos”, já que o grupo oposicionista espera novas filiações até o fim da janela partidária, em 7 de abril, “será desenvolvido um cronograma de visitas às diversas regiões do Estado, bem como a formatação das chapas majoritária e proporcional”. Lúcio Alcântara, um dos membros da coordenação política oposicionista, disse ao Diário do Nordeste que o grupo só teria definições após a Semana Santa.

O PSDB, por sua vez, tem encontro do partido no próximo dia 5 de abril em Jaguaribara, que deve reunir tucanos dos municípios do Baixo e Médio Jaguaribe para uma palestra com o deputado federal Raimundo Gomes de Matos. Francini Guedes informou que o foco do evento não é a formatação da chapa do partido, mas ressaltou que o PSDB já trabalha na construção de uma lista de pré-candidaturas a vagas na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados.

Filiações

A bancada da legenda no Legislativo estadual, inclusive, pode aumentar antes mesmo da eleição de outubro. Atualmente, o PSDB é representado na Casa apenas pelo deputado estadual Carlos Matos, mas pode ganhar a deputada Fernanda Pessoa (ex-PR), que negocia, junto com o pai, o vice-prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa, possível ingresso no partido.

Depois que a deputada federal Gorete Pereira assumiu a presidência estadual do PR e levou o partido à base governista, Roberto Pessoa vinha dialogando, além do PSDB, com o PSD, presidido no Estado pelo deputado federal Domingos Neto, e com o Solidariedade, liderado pelo também deputado federal Genecias Noronha. Na última semana, ele também chegou a ir a Brasília para reunião com o presidente nacional do DEM, o prefeito de Salvador, ACM Neto, mas, segundo Fernanda Pessoa declarou ao Diário do Nordeste, a filiação dela e do pai à legenda tucana está acertada e deve ocorrer nesta quinta-feira (5).

A deputada estadual ressaltou que o PSDB foi escolhido por ter “tradição”. “É um partido que é grande no País, tem uma credibilidade e, nessa estrada, tem o líder maior das oposições (no Estado), que é o senador Tasso Jereissati. Vamos juntar com Roberto Pessoa, Lúcio Alcântara e com os demais a gente fortalece o partido, aumentando a bancada de deputados federais e estaduais para, com isso, fazer realmente um partido forte, nacionalmente, no Estado”, justificou Fernanda Pessoa. No partido, ela deve disputar reeleição à Assembleia, enquanto Roberto Pessoa buscará vaga na Câmara dos Deputados, em Brasília.

Ainda de acordo com Fernanda Pessoa, o ex-governador e ex-presidente do PR, Lúcio Alcântara, deve se filiar também ao PSDB. A parlamentar destacou que o nome dele foi bem cotado em pesquisas internas da oposição para eventual disputa ao Senado. “Apesar de dizer que vai sair da vida pública, o nome dele apontaram muito bem”.

Ela disse acreditar, ainda, que a candidatura oposicionista ao Governo do Estado deve ser definida nas próximas reuniões do grupo. “A população está cansada e quer (uma alternativa), principalmente na situação que estamos hoje, na Segurança, com problemas de recursos financeiros, o nosso Eixo (da Transposição das Águas do Rio São Francisco) está atrasado, isso mostra um descaso de prioridade”.

Histórico

Fernanda Pessoa permaneceu filiada ao PR por oito anos, enquanto Roberto Pessoa já foi filiado ao antigo PFL, atual Democratas, e, depois, migrou para o PR. Em 2015, ele chegou a se filiar ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), mas três meses depois perdeu o comando da legenda para o deputado federal Danilo Forte e voltou ao PR.

Mais cauteloso, Francini Guedes, por sua vez, afirmou que o diálogo dos dissidentes do PR com o PSDB “está bem encaminhado, mas não posso dizer que chegou aos finalmentes”. Segundo ele, o martelo deve ser batido em encontro de Roberto Pessoa com o senador Tasso Jereissati nesta semana.

Domingos Neto, do PSD, fez visitas, durante a Semana Santa, a Tabuleiro do Norte, São João do Jaguaribe, Morada Nova, Barro, Icó, Orós, Lavras da Mangabeira, Cedro, Jaguaribe e Umari. Já Genecias Noronha, do Solidariedade, esteve em Parambu, seu reduto eleitoral. As mudanças partidárias do grupo político de Roberto Pessoa devem ser as últimas na bancada da oposição durante a janela partidária, que se encerra no dia 7 de abril.

11:20 · 30.12.2017 / atualizado às 11:20 · 30.12.2017 por

Por Renato Sousa

O ano de 2018 deve começar com diversas legendas já realizando suas primeiras atividades do ano no Ceará. De acordo com dirigentes partidários entrevistados pelo Diário do Nordeste, o mês de janeiro deve ser utilizado para atividades como planejamento, divulgação dos partidos e mobilização das militâncias.

Sigla com as maiores bancadas na Assembleia Legislativa e na Câmara Municipal de Fortaleza, o PDT deve mobilizar seus quadros, na segunda metade do mês, em favor da pré-candidatura presidencial do ex-governador Ciro Gomes. Segundo o presidente estadual do partido, o deputado federal André Figueiredo, os pedetistas lançarão a caravana “Rota 12” – referência ao número do partido – na região do Cariri no dia 22, percorrendo os municípios de Juazeiro do Norte, Caririaçu e Crato.

De acordo com ele, a caravana começa no Ceará porque foi aqui que Ciro construiu sua vida pública. “A campanha dele realmente toma uma magnitude maior em outros Estados porque aqui todos já convivem com ele”, declara. Entretanto, com a nova estratégia, a ideia é consolidar o nome do trabalhista como uma opção no Ceará e, a partir daí, no restante do País.

De acordo com Figueiredo, além de trabalhar a candidatura de Ciro, a intenção da “Rota 12” é dar maior exposição ao partido, ajudando nas disputas para deputado estadual e federal. O objetivo do partido é eleger pelo menos seis representantes para a Câmara dos Deputados e 12 para a Assembleia Legislativa do Estado do Ceará.

Já PSDB deve reservar o mês de janeiro para atividades com a militância. Segundo o presidente estadual do partido, Francini Guedes, a sigla deve realizar seminários de formação interna voltados para juventude e mulheres. O mês, afirma ele, será de “planejamento estratégico para o partido”.

O tucano demonstra entusiasmo especial pelos debates voltados para a juventude. “É importante que ela tenha uma participação bem ativa (na política)”, sustenta. De acordo com Guedes, porém, ainda não há uma data determinada para que os encontros aconteçam.

Julgamento

O PT, por sua vez, tem apenas um tema em mente: o julgamento de Lula. “O nosso foco tático é todo na mobilização de solidariedade ao Lula”, declara o presidente estadual da sigla, Francisco de Assis Diniz. O ex-presidente será julgado em segunda instância no dia 24 pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, em Porto Alegre. Caso ele, que já foi condenado em primeira instância pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, seja novamente condenado, pode ficar fora da disputa eleitoral de 2018.

De acordo com Diniz, a legenda deve realizar, já na primeira semana do mês, reunião de dirigentes e parlamentares para traçar estratégias que mobilizem a base do partido no Estado em favor de Lula. No dia do julgamento, os petistas devem comparecer às sedes da Justiça Federal pelo Brasil, o que inclui Fortaleza, para apoiar o ex-presidente. Segundo De Assis Diniz, a discussão eleitoral está suspensa até a decisão sobre Lula.

09:09 · 20.11.2017 / atualizado às 09:09 · 20.11.2017 por

Por Miguel Martins

Em evento na última terça-feira na AL, petistas se revezaram nas críticas ao Governo Temer Foto: José Leomar

Apesar de serem antagonistas no cenário político nacional, no Ceará, PT e PSDB estão com discursos alinhados contra a gestão do presidente Michel Temer (PMDB). Nos últimos eventos realizados pelas duas siglas, foram muitas as críticas feitas ao peemedebista, tanto no que diz respeito às reformas propostas pelo Governo quanto à interferência do Palácio do Planalto na legenda tucana.

No PT, a aversão ao Governo de Temer é total. Já no PSDB há uma disputa de forças entre aqueles que querem permanecer na gestão e os que defendem uma saída imediata da base aliada, sob o risco de o partido ser prejudicado naquela que é sua maior pretensão: a eleição para o comando do Governo Federal.

Durante convenção estadual do PSDB, no último dia 10, todos os tucanos presentes foram uníssonos nas críticas ao Governo Federal. Da liderança maior, o senador Tasso Jereissati, ao recém-empossado presidente da legenda no Ceará, Francini Guedes, muitos destacaram a necessidade de os tucanos deixarem a administração e se dedicarem a um plano de reaproximação com a população.

Eles chegaram a dizer que o presidente nacional afastado da legenda, Aécio Neves, estaria tomando atitudes, como a de destituir Tasso da presidência interina, a mando do Planalto. Além das críticas ao Governo Temer, os discursos foram direcionados ao PT, ao governador Camilo Santana, ao senador Eunício Oliveira, que preside o PMDB do Ceará, e aos irmãos Ciro e Cid Gomes, líderes do PDT estadual.

Já o PT, durante lançamento da plataforma digital “O Ceará e o Brasil que o Povo Quer”, na última terça-feira (14), somou-se às críticas dos tucanos. Com a presença da presidente nacional do partido, a senadora Gleisi Hoffmann, foram diversas as considerações feitas contra Michel Temer, principalmente no que diz respeito à desconstrução de políticas públicas idealizadas nas gestões petistas.

Diversos petistas se revezaram nas críticas ao presidente, dentre eles os deputados federais José Guimarães e Luizianne Lins, o chefe adjunto do gabinete do governador, Fernando Santana, e os deputados estaduais Moisés Braz, Rachel Marques e Manoel Santana.

Aliados

No Ceará, poucas as lideranças partidárias se expõem como aliadas de Temer, caso do deputado federal Domingos Neto, presidente do PSD. Até mesmo entre peemedebistas há reclamações, como as que têm sido feitas pela líder do partido na Assembleia, a deputada Silvana Oliveira. Outros membros da sigla na Casa preferem o silêncio e não o criticam, mas também não fazem a defesa do presidente.

“Eu entendo que o mínimo que o partido deveria fazer seria se desligar desse mal. O partido não poderia tolerar isso. Não sofrerei avaliação nas urnas sem expor o que penso”, diz Silvana.