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Tag: PSDB


08:58 · 25.08.2017 / atualizado às 08:58 · 25.08.2017 por

Por Miguel Martins

Deputado Cabo Sabino reclama mais ação dos oposicionistas e diz que o evento de amanhã não é da oposição, mas do PMDB que os convidou Foto: Fabiane de Paula

Apesar de a oposição ao Governo Camilo Santana estar tentando se reaglutinar, a bancada oposicionista ainda não se recuperou após a perda de seis de seus representantes na Assembleia Legislativa do Ceará, somente nos últimos meses. O grupo tentará, amanhã, reunir suas principais lideranças num evento no Município de Massapê, na Zona Norte do Estado, terra do presidente da Assembleia, Zezinho Albuquerque, um dos principais articuladores do esquema governista, cidade em que o prefeito é seu irmão e adversário político.

Parlamentares ouvidos pela reportagem do Diário do Nordeste chegaram a dizer que já tinham marcado eventos particulares em outras regiões do Estado com antecedência, o que inviabilizaria a participação no evento que é encabeçado pelo PMDB. Nos últimos meses, conforme disseram, o grupo esteve distanciado, visto a agenda de suas principais lideranças em Brasília. A oposição é composta por membros do PMDB, PSDB, PR, SD, PSD e PMB.

Ausência

O último encontro realizado com a presença de todos os membros da oposição, diga-se suas principais lideranças, ocorreu em abril passado, e tal demora para um novo evento fez com que alguns representantes do grupo fizessem críticas públicas. O evento de amanhã, que até pouco tempo contaria apenas com a participação de peemedebistas, foi estendido para filiados de PSDB, Solidariedade, PSD, PR e PMB. O objetivo, segundo disseram, é debater projetos estratégicos para o Estado, além de discutir conjunturas para o pleito de 2018.

Segurança Pública e abastecimento hídrico, além da interiorização do Ensino Superior, devem dar o tom das discussões. No entanto, a ausência de seis membros do bloco parlamentar formado por PMDB, PSD e PMB será sentida no evento programado para acontecer no Município de Massapê, na região Norte do Estado.

Os deputados estaduais Silvana Oliveira, Audic Mota, Agenor Neto, todos do PMDB, mais Bethrose, Gony Arruda e Osmar Baquit, do PMB e do PSD, estão em rota de colisão com seus respectivos partidos e a tendência é que, muito em breve, eles deixem os quadros de tais siglas, pela expulsão, no caso dos peemedebistas, e por disposição própria, os demais que estão integrados ao grupo governista.

Apesar de alguns membros da oposição não considerarem que essa dissidência no bloco represente uma perda para o grupo, os seis parlamentares juntos representam um total de mais de 274 mil votos, o que faria falta em uma provável disputa que a bancada de oposição travasse com a situação, além de estarem defendendo as ideias do Governo, com Camilo Santana se preparando para disputar um novo mandato.

Somando os votos dos deputados citados, e mais os de Walter Cavalcante (PP) e Tomaz Holanda (PPS), que foram eleitos pela oposição mas também aderiram ao Governo, a quantidade de votos recebidos por esse grupo, em 2014, foi de mais de 333 mil votos. Para se ter uma ideia, no pleito passado, a diferença de votos entre o governador eleito, Camilo Santana, e o candidato derrotado, Eunício Oliveira (PMDB), foi de 303 mil votos.

Planejamentos

Coordenador da Bancada Cearense na Câmara Federal, o deputado Cabo Sabino (PR), que vem cobrando mais entrosamento entre a oposição, afirmou que não sabe se poderá participar do evento, pois estará em outro encontro no Município de Ipu. Ele destacou que os encontros são necessários, ressaltando ainda que a reunião de amanhã não é do colegiado de opositores, mas do PMDB que convidou alguns aliados.

“É importante que a oposição esteja junta, e não apenas em eventos públicos, mas em planejamentos internos. Os deputados que não fazem mais parte da oposição e aderiram ao Governo devem sair desses partidos nas ‘janelas partidárias’ e seguir para partidos aliados ao governador”, disse Sabino.

O deputado Roberto Mesquita (PSD) pode participar do evento, e destacou que a oposição deve se reunir mais para discutir pontos convergentes e apresentar propostas para o pleito do ano que vem, além de fazer com que haja sintonia entre seus membros. “Essa dissidência que há no grupo de oposição prejudica muito o nosso trabalho”, lamentou o parlamentar.

Para Carlos Matos (PSDB), o evento significa “atitude política”, buscando estar próximo à população. “Queremos dar um sentido de cooperação entre os partidos. Política se faz com compartilhamento de ideias e sensibilidade para encontrar as melhores respostas aos desafios”. O presidente do PSD, deputado Domingos Neto, afirmou que estará presente ao evento, destacando que os partidos estão unidos em nível regional e nacional.

11:47 · 30.07.2017 / atualizado às 11:47 · 30.07.2017 por
Oposição não se reúne oficialmente desde abril passado. FOTO: DIVULGAÇÃO

Após matéria do Diário do Nordeste dando conta de que a oposição espera articulação maior a partir de agosto com vista a fortalecer aliança já de olho em 2018, o presidente do PSD no Ceará, o deputado federal Domingos Neto, deve provocar o presidente do PMDB, Eunício Oliveira, para que as siglas se reúnam e debatam como poderão fortalecer a união para o pleito do próximo ano.

A última vez que todos partidos de oposição se reuniram foi em encontro regional ocorrido em Limoeiro do Norte, em abril passado. Por conta da turbulência em que vivem o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto, os oposicionistas ao Governo Camilo Santana tem encontrado dificuldades de se reunirem. “É mais fácil a gente se encontrar em Brasília para discutir o Ceará, do que no próprio Ceará”, disse.

Enquanto os presidentes de PSD e Solidariedade são deputados federais aliados do presidente Michel Temer,  e têm que ficar a postos na Câmara Federal, o presidente do PMDB do Ceará, Eunício Oliveira também preside o Senado da República e precisa se debruçar sobre matérias de importância para a Casa.

Já Tasso Jereissati, figura mais proeminente do PSDB do Estado, atualmente está presidindo a executiva nacional da sigla tucana, que passa por uma crise interna quanto sair ou não do Governo Temer.

11:09 · 26.07.2017 / atualizado às 11:09 · 26.07.2017 por

O PSDB/CE realiza na quinta-feira (27/07), na cidade de Aracoiaba, encontro dos tucanos da região Maciço de Baturité para debater as eleições de 2018 e Reforma Política. Será às 19h no auditório da Secretaria Municipal de Educação. No último dia 20 de julho passado, o evento do partido foi realizado no Município de Quixadá e contou com a presença de lideranças da sigla

Estão confirmadas para o Encontro da quinta-feira  as presenças do senador Tasso Jereissati, presidente regional, Luiz Pontes; deputado federal Raimundo Gomes de Matos, deputado estadual Carlos Matos e das lideranças nos municípios de Aracoiaba, Acarape, Redenção, Barreira, Guaiúba, Ocara, Baturité, Capistrano, Itapiúna, Guaramiranga, Pacoti, Palmácia, Mulungu, Aratuba. O anfitrião é o prefeito Antônio Cláudio de Aracoiaba.

da assessoria 

08:57 · 15.07.2017 / atualizado às 08:57 · 15.07.2017 por
De Assis Diniz, Luiz Pontes e Gaudêncio Lucena, presidentes do PT, do PSDB, e vice-presidente do PMDB, respectivamente Fotos: Lucas de Menezes/José Leomar/Alex Costa

Em meio a uma crise de representatividade que atinge a credibilidade de partidos políticos, dirigentes das maiores siglas partidárias do Ceará têm dito que o momento é de buscar atrair novos quadros, apesar do distanciamento resultante de sucessivos escândalos de corrupção que fragilizam as agremiações, e fortalecer a participação e a democracia interna considerando os atuais filiados que, embora associados a determinadas siglas, não têm participado de discussões e tomadas de decisões dentro das legendas. São estratégias que, segundo eles, vão além de interesses eleitorais.

De acordo com registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os dez partidos com maiores números de eleitores filiados em território cearense são PT, PSDB, PMDB, PP, PTB, PDT, DEM, PPS, PSB e PR. O Diário do Nordeste buscou dirigentes dos cinco maiores para conversar sobre a relação das direções partidárias com os filiados e a participação destes em questões de interesse das respectivas legendas. A sigla petista tem, atualmente, 79,9 mil filiados no Ceará, seguida pelos tucanos, que são 57,6 mil. O número de filiados peemedebistas é de 48,1 mil, enquanto PP e PTB têm 37,3 mil e 34,7 mil eleitores filiados, respectivamente.

Na outra ponta da lista de 35 partidos com registro na Justiça Eleitoral, PCO, com apenas 14 filiados no Estado, NOVO, com 164, e PCB, com 353, são os grêmios com menores quantitativos de eleitores associados. Completam a relação das legendas partidárias mais reduzidas em termos de filiações no território cearense a REDE, que soma 796 filiados, e o PSTU, que possui 2,1 mil. Segundo dados do TSE referentes ao último mês de junho, o Ceará tem, hoje, 6,3 milhões de eleitores, dos quais 545,5 mil são filiados a algum partido.

Participação

Não são todos estes, porém, que têm, de fato, vida partidária. Ainda que o argumento de que é preciso “reencantar a militância” venha sendo propagado em discursos de diversos petistas desde a campanha eleitoral de 2016, o presidente do PT em Fortaleza, vereador Acrísio Sena, informou em entrevista recente ao Diário do Nordeste que, do total de 20 mil filiados ao partido na Capital, pouco mais de 3 mil participaram da eleição interna que definiu o atual diretório municipal da sigla no último mês de maio. Em outras 16 legendas que não possuem diretórios estaduais instituídos no Ceará, mas apenas comissões provisórias, não há sequer processo eleitoral para escolha de dirigentes que dê direito de voto aos respectivos filiados.

Presidente estadual do PT, Francisco de Assis Diniz reconhece que, como dirigente, “falar para atingir as pessoas” é desafio. Exemplo disso, cita ele, foi a convocação da última greve geral contra as reformas trabalhista e previdenciária, que, embora representasse pautas que atingem diretamente “o cotidiano dos trabalhadores”, não teve, nas palavras dele, “a dimensão que deveria ter”.

“Há uma dificuldade muito grande, porque as pessoas passam a incorporar um conceito metodológico sobre sua vida e sobre seu partido que, na grande maioria, é uma linguagem que não é compreensível e, muitas vezes, não está falando aos interesses imediatos do conjunto. Se você identifica pontualmente esse distanciamento, é porque a direção do partido não fala sobre as questões que são de interesse imediato daquele trabalhador”, diz. “Isso é da sociedade brasileira, não é só do PT, porque tem seus canais de diálogo, a sua estrutura de relacionamento com os filiados, mas o partido não consegue ter interlocução para o conjunto da classe”, avalia.

Mobilizar

Apesar disso, ele ressalta que o PT tem olhado com atenção para questões mobilizadoras que tragam os filiados para o conjunto do partido. São atividades de bairros, atividades de núcleos e organização setorial que, de acordo com o dirigente, envolve movimentos sociais, sindicais, de juventude, de mulheres e outros grupos sociais. “O partido tem que ter um sentido valorativo da relação da sociedade com as suas políticas, e é exatamente esse o elemento que organiza e mobiliza a nossa base social”.

Para além das “lutas” contra as reformas propostas pelo governo Temer, ele destaca que o partido realiza desde o ano passado debates, plenárias e seminários que permitam a participação dos filiados, além dos atos políticos que têm marcado a posse dos novos diretórios municipais no Ceará. Nos últimos dias 13 e 14, um foi realizado na Região Centro-Sul e outro na Região dos Inhamuns. Ao contrário de Acrísio, que defende a realização de uma campanha de novas filiações ao PT, entretanto, De Assis Diniz considera que o mais importante no momento é fazer uma atualização cadastral dos que já fazem parte da sigla.

“Temos 25 mil (filiados na Capital), dos quais 20 mil têm cadastro e votaram 3.600, o que dá demonstração de que o problema não é filiar, é acompanhar, estar presente, participar”, diz o presidente do PT no Ceará.

Tucanos

Diferentemente do dirigente petista, o presidente estadual do PSDB, Luiz Pontes, aponta que o partido tem buscado novas filiações ao passo em que volta as atenções também a ouvir os filiados sobre “deficiências e carências” da legenda, visando a preparação de uma boa chapa para as eleições de 2018. “Nós tivemos uma mobilização muito grande nas eleições municipais, tanto é que, no Ceará, pelo número de votos alcançados nas eleições anteriores, tínhamos mais comissões provisórias e só cinco diretórios municipais. Nessa eleição de 2016, o partido pulou para 65 diretórios municipais, então mostra que teve um bom desempenho”, salienta.

O dirigente explica que, a partir de resolução interna, o partido exige um percentual mínimo de votos por município para que as comissões provisórias tornem-se diretórios. O aumento destes últimos, segundo Luiz Pontes, contribui para uma maior participação dos filiados em questões da sigla. “Comissão provisória não tem direito a voto na convenção estadual, nem na nacional, tem cinco membros só, é uma coisa mais simples. Já o diretório é executiva, tem várias funções e modos de participar”, aponta. De acordo com o tucano, em 2017, o PSDB busca movimentações internas “com novas filiações” e reuniões em Fortaleza e no Interior do Estado.

Frequência

Para mobilizar filiados, encontros regionais também têm sido prioridade no PMDB cearense, segundo Gaudêncio Lucena, vice-presidente estadual da legenda. No primeiro semestre, contabiliza ele, foram três encontros: um em Fortaleza, outro em Limoeiro do Norte e um terceiro na Região do Cariri. “Este ano, realizamos apenas três encontros regionais. Deveria ter sido realizado um outro e, provavelmente, isso se dará agora no mês de julho, mas esse momento político nacional tem prendido a atenção e a presença do presidente estadual do partido em Brasília (o presidente do Senado, senador Eunício Oliveira), o que fez com que houvesse um atraso nessa programação”.

Gaudêncio afirma que, com a proximidade das eleições de 2018, a expectativa é de que haja um encontro regional por mês ao longo do segundo semestre. Ele pondera, contudo, que os eventos não têm apenas intenção eleitoral. “São a oportunidade onde a gente tem relacionamento mais próximo com os nossos prefeitos, vice-prefeitos, lideranças, filiados, pessoas que têm uma simpatia pelo partido, então fazemos esses encontros em todas as regiões do Estado e, com isso, a gente consegue fazer uma aproximação”, sustenta.

O peemedebista reconhece, porém, que é difícil ter, nos encontros, presença “maciça” de filiados. “Reunir duas, três mil pessoas é muito significativo. Poucos são os partidos que conseguem uma presença maciça nos encontros regionais”, coloca. Embora os encontros sirvam, também, para atrair novas filiações, Gaudêncio Lucena observa que o quadro de falta de credibilidade de partidos políticos tem dificultado no PMDB, do presidente Michel Temer, a adesão e a formação de novas lideranças.

Desestímulo

“Evidentemente, essa turbulência política no Brasil faz com que alguns fiquem desestimulados da política, mas é exatamente nesse momento que nós temos que apresentar para a juventude um modo diferente do que alguns pregam. Devemos incentivar a participação política, o ingresso de novas pessoas no partido, para que a gente possa injetar um sangue novo no partido e tenha, logo num futuro muito próximo, lideranças políticas com outro pensamento”, diz.

Discurso semelhante é adotado por Luiz Pontes, do PSDB, partido que, assim como o PMDB e o PT, tem nomes envolvidos em escândalos de corrupção. “Essa política deixa a pessoa muito frustrada de se envolver. A gente tem que trazer as pessoas boas para dentro para conter essas pessoas que não têm o compromisso da ética”.

O petista Francisco de Assis Diniz, por sua vez, ressalta que “todo e qualquer partido que imagine longevidade tem que ter inserção social e capacidade de renovar e reciclar as suas lideranças”. Um caminho para isso no PT, destaca ele, é que, por resolução do partido, 20% dos cargos de direção da legenda são, atualmente, ocupados por jovens filiados. A reportagem entrou em contato com os presidentes do PP, Antônio José, e do PTB, Arnon Bezerra, mas as ligações não foram atendidas até o fechamento desta matéria.

10:52 · 11.06.2017 / atualizado às 10:52 · 11.06.2017 por

Todo o noticiário dá conta da dificuldade que experimenta o PSDB nacional quanto a decidir sair ou ficar no Governo Temer, no encontro marcado para esta segunda-feira em Brasília. A decisão deveria ter saído na semana passada, mas foi adiada para amanhã em razão do julgamento que acontecia no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para onde estavam voltadas todas as atenções do universo político nacional, até pela possibilidade de ali ser decretada a saída de Temer da Presidência da República.

Muitos observadores vaticinam que também nesta segunda-feira o PSDB não decidirá. Uma boa parte do partido, explicitamente defende a retirada do Governo. O restante está dividido entre os que querem ficar e aqueles que realmente sabem das consequências internas de uma decisão sobre a saída, pois as denúncias que recaem sobre o presidente nacional afastado, senador Aécio Neves, cujas atividades parlamentares  estão suspensas por decisão judicial.

Ora, se o alegado para o partido retirar o seu apoio ao Governo Temer é o fato de o presidente estar sendo acusado de práticas delituosas, incompatíveis com o decoro e motivadoras de investigação criminal, o que fazer internamente com o senador Aécio Neves, em igual situação de Temer, que motivou até uma decisão judicial afastando-o do exercício parlamentar, diferente de outros senadores, também investigados, mas ainda no pleno exercício do mandato.

É verdade que tanto  Temer quanto Aécio estão sendo apenas investigados. Ainda não há sentença condenatório contra nenhum dos dois. Mas, se o PSDB se afastar do Governo para não se contaminar com os malfeitos atribuídos a Temer, como justificar manter Aécio nos seus quadros.

Está na coluna Painel do jornal Folha de S.Paulo deste domingo:

Ampulheta Para tentar segurar o ímpeto de debandada do PSDB do governo Temer, tucanos contrários à saída dirão, na segunda (12), que é preciso dar um pouco mais de tempo ao presidente. A ideia é estabelecer um novo prazo de 15 dias.

Nem aí Alvo de aliados que agora pregam seu afastamento definitivo da presidência do PSDB, com novas eleições para a sigla em setembro, Aécio Neves (PSDB-MH) tem feito articulação política de sua casa. Ele pede calma nas conversas sobre a saída do governo.

Me aguardem “Para se tomar uma decisão dessa magnitude é preciso que haja razoável convergência”, diz Aécio. “Pelo que tenho ouvido de governadores , ministros e parlamentares, isso ainda não existe.”

09:07 · 23.05.2017 / atualizado às 09:07 · 23.05.2017 por

Por Renato Sousa

O presidente estadual do PSDB, o ex-senador Luiz Pontes, defendeu, em entrevista, que o partido tenha um candidato próprio a governador na disputa eleitoral do ano que vem. “O PSDB, dentro da oposição, está trabalhando no sentido de que possamos apresentar um candidato”, declara. Ele evita citar nomes, afirmando apenas que o partido tem quadros a altura da missão.

De acordo com o tucano, o partido deve tentar resgatar, durante a disputa do ano que vem, a experiência administrativa da legenda. “O PSDB é um partido que passou vinte anos como governo. Ele tem uma história do que fez pelo Estado”, explica. Segundo o ex-senador, a intenção é fazer o Ceará “voltar a ser respeitado”.

Luiz Pontes também diz que não há, por enquanto, conversas para tentar filiar algum detentor de cargo para disputar a eleição do ano que vem. Segundo Luiz Pontes, a prioridade no momento deve ser a formação “de um projeto” a ser desenvolvido a partir de junho deste ano, quando encontros regionais devem ser organizados por todo o Interior do Estado.

A intenção, de acordo com o dirigente tucano, é realizar um ou dois eventos por mês, com um deles contando com a participação do recém-empossado presidente nacional da legenda, o senador e ex-governador Tasso Jereissati. Nesses encontros, a ideia é já iniciar o teste dos nomes que podem disputar no ano que vem vagas nos legislativos estadual e federal.

Perguntado se o novo posto do ex-governador Tasso Jereissati modifica, de alguma maneira, a estratégia do partido para 2018, Pontes diz que não. “Independente da volta dele à presidência nacional (do partido), o senador é o maior capital político que nós temos”, explica.

09:26 · 17.04.2017 / atualizado às 09:26 · 17.04.2017 por

Por Miguel Martins

Partidos políticos no Ceará já trabalham com vistas a fortalecer bases eleitorais para o pleito de 2018. Encontros, seminários e novas filiações estão sendo realizados entre siglas que disputarão vagas de deputado estadual, federal, senador, governador e até presidente da República.

Dirigentes querem apostar em novos nomes na política para concorrerem a esses cargos, mas estão encontrando dificuldades com aqueles que desconfiam das agremiações partidárias. O PSD, segundo Domingos Neto, presidente da legenda no Ceará, tem realizado, nacionalmente, formação de novos líderes, oferecendo capacitação em gestão, ciências políticas e democracia.

Presidente do PDT, André Figueiredo ressalta que o partido iniciou uma série de encontros regionais, que totalizarão nove, sendo o segundo no próximo dia 21, no Maciço de Baturité, com a presença de líderes pedetistas. “Estamos buscando cada vez mais o crescimento do partido, com regras bem definidas em termos de caráter e identidade com nossas bandeiras”, afirma.

No PT, de acordo com o presidente da sigla, Francisco de Assis Diniz, a centralidade dos debates está vinculada à reeleição de Camilo Santana. Após eleições internas que terminam em maio, informa ele, o partido fará três seminários regionais, com o intuito de mobilizar filiados e construir uma identidade para o pleito vindouro. “Os candidatos estão sendo discutidos para sair em arco de aliança ou sozinhos”.

Luiz Pontes, do PSDB, destaca que a sigla, a qual tem hoje 65 diretórios no Estado, pretende realizar prévias no Ceará para 2018. “Estou conversando para tentar formar uma chapa forte, porque o PSDB tem desejo de ter candidato a Governo. Temos duas vagas ao Senado e em 2018 as oposições estão juntas”, diz.

09:41 · 25.02.2017 / atualizado às 09:43 · 25.02.2017 por
Lúcio Alcântara disse que trocou algumas ideias com o governador, mas não falaram sobre política partidária. FOTO:  CARLOS GIBAJA – do Palácio da Abolição

O governador Camilo Santana recebeu, na manhã de ontem, sexta-feira, na residência oficial, o ex-governador Lúcio Alcântara, presidente do Partido da República (PR). Adversários políticos os dois estiveram em lados opostos nas duas últimas eleições, em 2014, quando Camilo foi eleito governador do Estado (e Roberto Pessoa, do PR, foi candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Eunício Oliveira, do PMDB), e no ano passado, quando o chefe do Poder Executivo apoiou o prefeito reeleito Roberto Cláudio (PDT), que esteve disputando no segundo turno contra Capitão Wagner, do PR.

A presença de Alcântara na residência do chefe do Poder Executivo estadual, segundo ele informou ao Diário do Nordeste, tinha como  intuito único fazer convite ao governador para participar de solenidade de posse como presidente do Instituto do Ceará, a ser realizada na tarde do dia 4 de março, no fim da tarde. O dirigente afirmou que queria entregar o convite pessoalmente a Camilo Santana.

Ainda durante o encontro os dois trocaram algumas informações, principalmente, sobre a questão hídrica no Estado. “Naturalmente, que surge uma conversa aqui e ali”, disse Alcântara, ressaltando, porém, que não foi tratado nada sobre política partidária. Nos últimos meses Camilo Santana tem se aproximado de figuras políticas de outras vertentes. Ele chamou para seu secretariado filiado do PSDB e está cada vez mais próximo do  PSB,  quando surgiu, inclusive, rumores de sua saída do PT e ingresso na sigla pessebista.

O governador postou  em sua página no Facebook uma foto com o ex-governador em que agradece o convite feito para a solenidade. “Recebi dele o convite para a solenidade de posse da nova diretoria do Instituto do Ceará, entidade na qual é presidente. Agradeço ao ex-governador pela visita e pelo convite para o evento”. Em princípio, Camilo Santana deve ir ao evento, segundo assegurou Lúcio.

 

07:52 · 14.02.2017 / atualizado às 07:52 · 14.02.2017 por

Por Miguel Martins

Luiz Pontes, presidente estadual do PSDB, é entusiasta das prévias para escolha dos candidatos, inclusive a governador, pelo seu partido Foto: José Leomar

Depois do resultado da prévia que resultou na candidatura e, consequente, vitória de João Dória Jr. na eleição para a Prefeitura do Município de São Paulo, o presidente do PSDB no Ceará, Luiz Pontes, quer adotar a eleição interna no partido para escolher um nome ao Governo do Estado em 2018. Outrora a principal força política local, a sigla tucana viveu momentos difíceis há alguns anos, e desde as eleições de 2014 está buscando se recuperar como força política.

Atualmente, em todo o Ceará, o PSDB possui 160 vereadores, 15 prefeitos e duas dezenas de vice-prefeitos, além de comissões provisórias e diretórios em 170 dos 184 municípios do Ceará. De acordo com Pontes, o partido pretende arregimentar novas lideranças no Estado em busca de trabalhar uma “nova política” para os cearenses.

“Nós estamos realizando reuniões com algumas lideranças, discutindo a renovação dos diretórios e das comissões provisórias e esperamos que até o fim de março estejamos com tudo definido. O partido começa a se preparar para as eleições de 2018, buscando renovações, não só quanto a novas lideranças, mas em pessoas interessadas em disputar eleição para deputado estadual, federal”, disse o dirigente.

Segundo ele, por enquanto há “um sentimento forte” dentro da legenda para que ela tenha um candidato próprio ao Governo do Estado em 2018 e, por conta disso, durante todo o ano de 2017 o partido fará um trabalho de encontros regionais em busca de fortalecer as bases da sigla no Interior do Estado.

Os eventos acontecerão por regiões, sendo divididos por Cariri, Zona Norte, Centro-Oeste, Sul e Norte. “Faremos três reuniões no Cariri, terminando em Juazeiro do Norte; nos municípios da Zona Norte, com um finalizado em Sobral; além de pequenas regiões da Ibiapaba, terminando em Tianguá”.

O PSDB, conforme informou, está se mobilizando, realizando novas filiações, e é de interesse de Luiz Pontes implantar de vez as prévias no PSDB do Ceará para a disputa ao Governo do Estado e ao Senado. Segundo ele, as discussões em torno do tema já estão sendo feitas, e em breve ele irá a São Paulo para dialogar com o governador daquele Estado, Geraldo Alckmin (PSDB-SP), e com o presidente nacional da sigla, o senador Aécio Neves (PSDB-MG).

Modelo

“As prévias que foram feitas em São Paulo devem ser o modelo para os demais estados brasileiros, visto que João Dória Jr. foi vitorioso nas prévias e já no primeiro turno se consagrou eleito prefeito da cidade de São Paulo”, destacou o presidente do partido. Segundo ele, que no passado já foi contra as prévias, o modelo foi “um exemplo de democracia” que deve ser implantado no Estado do Ceará.

“Vou discutir com eles o modelo, mas elas podem começar no final de 2017 ou início de 2018. Quero saber o que eles lá de São Paulo acham, o que deu errado, o que pode ser melhorado. São Paulo é um exemplo que deve ser seguido e precisamos tirar proveito daquilo que foi bom”, defendeu.

Luiz Pontes evitou citar nomes, mas ele acredita que o senador Tasso Jereissati, eleito em 2014, tem uma capacidade de aglutinação que lhe confere possibilidade de ser um dos indicados ou apontar algum nome. No entanto, ele ressalta que novos nomes podem surgir, a despeito do que ocorreu no caso Doria Jr. em São Paulo.

“O importante, a partir de agora, é que vou me dedicar a fundo para implantar as prévias. Tenho que conversar com os membros da executiva estadual, das municipais e aproveitar esse momento que estamos renovando os diretórios para abrir esse diálogo, para que, futuramente, possamos fazer prévias em todos os municípios”, defendeu.

14:13 · 01.11.2016 / atualizado às 14:13 · 01.11.2016 por

Está na Coluna Estadão a seguinte nota:

8 ARTICULAÇÃO POLÍTICA   

Contra Ciro, PMDB e PSDB planejam juntar forças

Após as eleições municipais, siglas já planejam juntar forças para a campanha presidencial de 2018

Estadão

 

Terminada a eleição, PMDB e PSDB já planejam juntar forças para a campanha nacional de 2018. Os dois partidos tiveram os melhores desempenhos na disputa municipal, mas sabem que, se o PT derreteu na eleição, uma frente de esquerda, liderada por Ciro Gomes (PDT) pode se tornar uma novidade com apelo eleitoral. Especialmente, no quadro de desconfiança em relação aos políticos tradicionais. Por isso, querem reunir o maior número de aliados, especialmente o PSD, do ministro das Comunicações, Gilberto Kassab, para se fortalecer.

O PSD conseguiu vencer em 541 municípios, se tornando a terceira maior força eleitoral. Quanto mais prefeitos, maior a chance de fazer uma bancada expressiva no Congresso em 2018. O que atrai qualquer candidato, seja ele do PMDB, do PSDB ou fruto de uma aliança entre os dois partidos.

Entre os tucanos, José Serra é o presidenciável mais próximo de Kassab. Aécio Neves tem boa relação. Já Geraldo Alckmin, quase nenhuma.