Busca

Tag: PT


08:57 · 15.07.2017 / atualizado às 08:57 · 15.07.2017 por
De Assis Diniz, Luiz Pontes e Gaudêncio Lucena, presidentes do PT, do PSDB, e vice-presidente do PMDB, respectivamente Fotos: Lucas de Menezes/José Leomar/Alex Costa

Em meio a uma crise de representatividade que atinge a credibilidade de partidos políticos, dirigentes das maiores siglas partidárias do Ceará têm dito que o momento é de buscar atrair novos quadros, apesar do distanciamento resultante de sucessivos escândalos de corrupção que fragilizam as agremiações, e fortalecer a participação e a democracia interna considerando os atuais filiados que, embora associados a determinadas siglas, não têm participado de discussões e tomadas de decisões dentro das legendas. São estratégias que, segundo eles, vão além de interesses eleitorais.

De acordo com registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os dez partidos com maiores números de eleitores filiados em território cearense são PT, PSDB, PMDB, PP, PTB, PDT, DEM, PPS, PSB e PR. O Diário do Nordeste buscou dirigentes dos cinco maiores para conversar sobre a relação das direções partidárias com os filiados e a participação destes em questões de interesse das respectivas legendas. A sigla petista tem, atualmente, 79,9 mil filiados no Ceará, seguida pelos tucanos, que são 57,6 mil. O número de filiados peemedebistas é de 48,1 mil, enquanto PP e PTB têm 37,3 mil e 34,7 mil eleitores filiados, respectivamente.

Na outra ponta da lista de 35 partidos com registro na Justiça Eleitoral, PCO, com apenas 14 filiados no Estado, NOVO, com 164, e PCB, com 353, são os grêmios com menores quantitativos de eleitores associados. Completam a relação das legendas partidárias mais reduzidas em termos de filiações no território cearense a REDE, que soma 796 filiados, e o PSTU, que possui 2,1 mil. Segundo dados do TSE referentes ao último mês de junho, o Ceará tem, hoje, 6,3 milhões de eleitores, dos quais 545,5 mil são filiados a algum partido.

Participação

Não são todos estes, porém, que têm, de fato, vida partidária. Ainda que o argumento de que é preciso “reencantar a militância” venha sendo propagado em discursos de diversos petistas desde a campanha eleitoral de 2016, o presidente do PT em Fortaleza, vereador Acrísio Sena, informou em entrevista recente ao Diário do Nordeste que, do total de 20 mil filiados ao partido na Capital, pouco mais de 3 mil participaram da eleição interna que definiu o atual diretório municipal da sigla no último mês de maio. Em outras 16 legendas que não possuem diretórios estaduais instituídos no Ceará, mas apenas comissões provisórias, não há sequer processo eleitoral para escolha de dirigentes que dê direito de voto aos respectivos filiados.

Presidente estadual do PT, Francisco de Assis Diniz reconhece que, como dirigente, “falar para atingir as pessoas” é desafio. Exemplo disso, cita ele, foi a convocação da última greve geral contra as reformas trabalhista e previdenciária, que, embora representasse pautas que atingem diretamente “o cotidiano dos trabalhadores”, não teve, nas palavras dele, “a dimensão que deveria ter”.

“Há uma dificuldade muito grande, porque as pessoas passam a incorporar um conceito metodológico sobre sua vida e sobre seu partido que, na grande maioria, é uma linguagem que não é compreensível e, muitas vezes, não está falando aos interesses imediatos do conjunto. Se você identifica pontualmente esse distanciamento, é porque a direção do partido não fala sobre as questões que são de interesse imediato daquele trabalhador”, diz. “Isso é da sociedade brasileira, não é só do PT, porque tem seus canais de diálogo, a sua estrutura de relacionamento com os filiados, mas o partido não consegue ter interlocução para o conjunto da classe”, avalia.

Mobilizar

Apesar disso, ele ressalta que o PT tem olhado com atenção para questões mobilizadoras que tragam os filiados para o conjunto do partido. São atividades de bairros, atividades de núcleos e organização setorial que, de acordo com o dirigente, envolve movimentos sociais, sindicais, de juventude, de mulheres e outros grupos sociais. “O partido tem que ter um sentido valorativo da relação da sociedade com as suas políticas, e é exatamente esse o elemento que organiza e mobiliza a nossa base social”.

Para além das “lutas” contra as reformas propostas pelo governo Temer, ele destaca que o partido realiza desde o ano passado debates, plenárias e seminários que permitam a participação dos filiados, além dos atos políticos que têm marcado a posse dos novos diretórios municipais no Ceará. Nos últimos dias 13 e 14, um foi realizado na Região Centro-Sul e outro na Região dos Inhamuns. Ao contrário de Acrísio, que defende a realização de uma campanha de novas filiações ao PT, entretanto, De Assis Diniz considera que o mais importante no momento é fazer uma atualização cadastral dos que já fazem parte da sigla.

“Temos 25 mil (filiados na Capital), dos quais 20 mil têm cadastro e votaram 3.600, o que dá demonstração de que o problema não é filiar, é acompanhar, estar presente, participar”, diz o presidente do PT no Ceará.

Tucanos

Diferentemente do dirigente petista, o presidente estadual do PSDB, Luiz Pontes, aponta que o partido tem buscado novas filiações ao passo em que volta as atenções também a ouvir os filiados sobre “deficiências e carências” da legenda, visando a preparação de uma boa chapa para as eleições de 2018. “Nós tivemos uma mobilização muito grande nas eleições municipais, tanto é que, no Ceará, pelo número de votos alcançados nas eleições anteriores, tínhamos mais comissões provisórias e só cinco diretórios municipais. Nessa eleição de 2016, o partido pulou para 65 diretórios municipais, então mostra que teve um bom desempenho”, salienta.

O dirigente explica que, a partir de resolução interna, o partido exige um percentual mínimo de votos por município para que as comissões provisórias tornem-se diretórios. O aumento destes últimos, segundo Luiz Pontes, contribui para uma maior participação dos filiados em questões da sigla. “Comissão provisória não tem direito a voto na convenção estadual, nem na nacional, tem cinco membros só, é uma coisa mais simples. Já o diretório é executiva, tem várias funções e modos de participar”, aponta. De acordo com o tucano, em 2017, o PSDB busca movimentações internas “com novas filiações” e reuniões em Fortaleza e no Interior do Estado.

Frequência

Para mobilizar filiados, encontros regionais também têm sido prioridade no PMDB cearense, segundo Gaudêncio Lucena, vice-presidente estadual da legenda. No primeiro semestre, contabiliza ele, foram três encontros: um em Fortaleza, outro em Limoeiro do Norte e um terceiro na Região do Cariri. “Este ano, realizamos apenas três encontros regionais. Deveria ter sido realizado um outro e, provavelmente, isso se dará agora no mês de julho, mas esse momento político nacional tem prendido a atenção e a presença do presidente estadual do partido em Brasília (o presidente do Senado, senador Eunício Oliveira), o que fez com que houvesse um atraso nessa programação”.

Gaudêncio afirma que, com a proximidade das eleições de 2018, a expectativa é de que haja um encontro regional por mês ao longo do segundo semestre. Ele pondera, contudo, que os eventos não têm apenas intenção eleitoral. “São a oportunidade onde a gente tem relacionamento mais próximo com os nossos prefeitos, vice-prefeitos, lideranças, filiados, pessoas que têm uma simpatia pelo partido, então fazemos esses encontros em todas as regiões do Estado e, com isso, a gente consegue fazer uma aproximação”, sustenta.

O peemedebista reconhece, porém, que é difícil ter, nos encontros, presença “maciça” de filiados. “Reunir duas, três mil pessoas é muito significativo. Poucos são os partidos que conseguem uma presença maciça nos encontros regionais”, coloca. Embora os encontros sirvam, também, para atrair novas filiações, Gaudêncio Lucena observa que o quadro de falta de credibilidade de partidos políticos tem dificultado no PMDB, do presidente Michel Temer, a adesão e a formação de novas lideranças.

Desestímulo

“Evidentemente, essa turbulência política no Brasil faz com que alguns fiquem desestimulados da política, mas é exatamente nesse momento que nós temos que apresentar para a juventude um modo diferente do que alguns pregam. Devemos incentivar a participação política, o ingresso de novas pessoas no partido, para que a gente possa injetar um sangue novo no partido e tenha, logo num futuro muito próximo, lideranças políticas com outro pensamento”, diz.

Discurso semelhante é adotado por Luiz Pontes, do PSDB, partido que, assim como o PMDB e o PT, tem nomes envolvidos em escândalos de corrupção. “Essa política deixa a pessoa muito frustrada de se envolver. A gente tem que trazer as pessoas boas para dentro para conter essas pessoas que não têm o compromisso da ética”.

O petista Francisco de Assis Diniz, por sua vez, ressalta que “todo e qualquer partido que imagine longevidade tem que ter inserção social e capacidade de renovar e reciclar as suas lideranças”. Um caminho para isso no PT, destaca ele, é que, por resolução do partido, 20% dos cargos de direção da legenda são, atualmente, ocupados por jovens filiados. A reportagem entrou em contato com os presidentes do PP, Antônio José, e do PTB, Arnon Bezerra, mas as ligações não foram atendidas até o fechamento desta matéria.

11:56 · 13.07.2017 / atualizado às 11:56 · 13.07.2017 por

O deputado Moisés Braz (PT) lamentou na tribuna da Assembleia a condenação imposta pelo juiz Sérgio Moro ao ex-presidente Lula. “O petista relatou que até o ano 2002 o Brasil vivia na margem da miséria e da pobreza absoluta, mas Lula tirou o povo da miséria e criou oportunidades no meio rural, gerou emprego e renda. Os banqueiros passaram a persegui-lo porque a política feita no Brasil não é para os trabalhadores”, disse. “Enquanto Aécio Neves está solto, Temer compra parlamentar e o povo brasileiro perde direitos com a reforma trabalhista, aquele que mais fez pelo povo pobre foi condenado a prisão e a perder direitos políticos”.

09:38 · 24.06.2017 / atualizado às 09:38 · 24.06.2017 por

Por Edison Silva

Camilo tinha uma agenda extensa ontem em São Paulo, como se no Abolição estivesse, de tão perto era uma audiência da outra Foto: José Leomar

O governador Camilo Santana, ontem, em São Paulo, tinha um horário, no fim da tarde, para conversar com o ex-presidente Lula. Ficar ou sair do PT é a decisão que ele precisa tomar até abril do próximo ano, seis meses antes da eleição, limite para as filiações de pretensos candidatos no pleito de 2018. Aparentemente falta muito tempo, mas a decisão do governador não pode ficar para a última hora, devido à complexidade do problema. O ideal para ele era ficar no PT com liberdade para votar em Ciro Gomes (PDT) para presidente do Brasil.

Lula sabe do compromisso de Camilo com Ciro. Não se oporá à aliança de ambos, mas há complicação legal. Se o PT tiver candidato a presidente, e tudo indica que terá, não há como Camilo, sendo petista, poder fazer campanha conjunta com um candidato ao Poder Central de outra sigla. Além do mais, acrescente-se o fato de uma parte do PT cearense não aceitar Camilo e Ciro no mesmo palanque. Por essa razão, o governador começa a colocar em prática a ideia de trocar de partido, pois sua determinação é de disputar a reeleição com Cid Gomes candidato ao Senado e Ciro presidente.

Para os pedetistas cearenses, e também para os petistas, no espaço nacional, o ideal é que a desfiliação de Camilo aconteça sem qualquer trauma, de modo a permitir ambos estarem juntos no segundo turno da disputa presidencial, ou mesmo no próprio Estado. Ademais, admitem alguns pedetistas, a possibilidade de, no caso de Lula não vir a disputar o cargo de presidente, haver uma possibilidade de o PT se aliar ao PDT. Um exercício de futurologia, de certa forma equivocado, posto as resistências de pessoas mais próximas a Lula, quanto à necessidade de o PT ter o seu candidato próprio, deverá prevalecer.

Discussões

Além do mais, Camilo, como de resto todos os demais políticos brasileiros, precisa ter ciência de quais mudanças irão ocorrer na legislação eleitoral, valendo já para o próximo ano. Embora os escândalos que se sucedem no universo da política e da administração nacionais tenham brecado o curso das discussões sobre as alterações para o pleito de 2018, algo vai ocorrer, a partir do financiamento da campanha.

E qualquer que seja a novidade, ela terá de estar oficializada até o fim do próximo mês de setembro ou, mais precisamente, um ano antes do dia da votação. Assim, outubro será o marco para as definições de mudanças de partido, mesmo sendo abril, do próximo ano, o prazo final para as filiações.

Só o tempo do PT para a propaganda eleitoral prende Camilo à sigla atualmente. Os petistas cearenses muito pouco têm a oferecer ao governador para garantia da reeleição. A oposição no partido a esta, em razão de sua ligação com os irmãos Cid e Ciro Gomes, é bem mais expressiva, embora, também, se reflita em muito pouco votos.

Portanto, não podendo utilizar o tempo do partido e votar publicamente em Ciro e, por ele, também livremente ser votado, não há razão para continuar petista, sabendo que mesmo fora da sigla, os seus, hoje aliados, permanecerão, pois esperam as compensações que o Executivo pode proporcionar.

O desgaste do PT, pelo envolvimento de alguns dos seus nomes mais expressivos nos delitos em apuração, no caso da Lava-Jato e outros, somado ainda ao do Mensalão, sinalizam para uma outra derrocada nas eleições próximas, talvez maior que a assimilada no pleito municipal passado. Os que corroboram com essa ideia, por certo Camilo é um deles, defendem a não participação de Lula como candidato, cientes de que derrotado, como a principal liderança da sigla, os prejuízos eleitorais futuros seriam ainda bem mais significativos.

Relator

O deputado Osmar Baquit vai ser o relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de extinção do Tribunal de Contas dos Municípios. A base governista está determinada a mantê-lo, se confirmada for a sua expulsão do PSD, ora judicialmente questionada, sob a alegação de simples perseguição e da falta do devido processo legal para a tomada de decisão extrema do partido, anunciada na última quinta-feira à noite.

Oficialmente, até ontem a Assembleia ainda não havia sido comunicada do fato. A reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde será examinado o relatório de Baquit, está programada para a próxima terça-feira (27).

A base governista já decidiu que manterá Osmar Baquit na CCJ. Um dos seus deputados deverá sair, momentaneamente, daquela Comissão para permitir que Baquit seja o representante do PDT no colegiado e continue relator da PEC do TCM, se oficializada for a sua expulsão das hostes partidárias.

14:22 · 31.05.2017 / atualizado às 14:22 · 31.05.2017 por

O deputado Manoel Santana (PT) lamentou que motoristas que fazem o percurso entre Juazeiro e Crato estejam sendo multados indevidamente por conta de fotossensor cuja manutenção anual está em atraso desde o ano de 2013. “Tem gente que passa com 15km por hora na via de 60km/h e é multado. Há taxista que vai precisa vender o carro para pagar as multas”.
Ele também apontou na atual conjuntura política fica cada vez mais clara a interferência do meio empresarial no político. “Existe um complexo financeiro empresarial que de acordo com suas conveniências controla a política e a economia do país”, apontou. “Descobriram que poderiam corromper políticos e transformá-los em agentes seus dentro do Congresso”.

09:33 · 06.05.2017 / atualizado às 11:44 · 06.05.2017 por

O Partido dos Trabalhadores (PT) realiza, neste fim de semana, seu 6º Congresso Estadual. O evento acontece no complexo coberto de eventos da Universidade Estadual do Ceará (Uece), campus Itaperi, e deve contar com a presença das principais lideranças da legenda no Estado, incluindo o governador Camilo Santana, que participa de mesa ao meio-dia deste sábado (6). A ex-primeira-dama Marisa Letícia e o militante  Raimundo Nonato da Silva, conhecido como Sula, devem ser homenageados.

No domingo, 7, está programada a eleição dos delegados cearenses para o congresso nacional do partido, programado para acontecer em junho deste ano. Também deve ser escolhida no domingo (7) a direção estadual do partido para os próximos dois anos. Concorrem ao posto de presidente o atual dirigente da legenda em Fortaleza, o deputado estadual Elmano de Freitas, e o sindicalista De Assis Diniz, que tenta ser reeleito para o posto. Além da presidência, também devem ser eleitos os integrantes do Diretório Estadual e das comissões de Finanças e de Ética.

16:56 · 03.05.2017 / atualizado às 16:56 · 03.05.2017 por

A Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores decidiu que o diretório municipal de Fortaleza  terá dois presidentes no curso do mandato de dois anos. O vereador Acrísio Sena, que saiu vencedor da disputa com três votos de diferença, mas foi contestado, sob a alegação de fraude em duas urnas, no dia da votação, presidirá a legenda durante o primeiro ano de mandato, enquanto o ex-vereador Deodato Ramalho, o candidato derrotado que recorreu do resultado pleito presidirá o partido na metade final do mandato. De acordo com nota divulgada pela Executiva, a decisão homologou acordo realizado entre os candidatos. O texto afirma que a deliberação ocorreu por compreensão da “unificação de todas as forças políticas como diretriz estratégicas para o processo de organização e fortalecimento do PT nesta Capital”.

Acrísio e Deodato têm posturas opostas em relação ao governo municipal. Deodato é defensor da manutenção do partido na oposição ao prefeito Roberto Cláudio (PDT). De acordo com ele, o partido recebeu votos de oposição na última disputa municipal e assim deve agir. Acrísio, por outro lado, apóia o diálogo, afirmando que PT, PDT e PCdoB são aliados em nível federal e estadual e que uma aproximação seria importante para a construção de um palanque forte para uma nova candidatura do ex-presidente Lula ao Palácio do Planalto, bem como para a campanha de reeleição do governador Camilo Santana. Ele prega que o partido seja “independente” e “saia do isolamento”.

09:36 · 02.05.2017 / atualizado às 09:36 · 02.05.2017 por

Por Miguel Martins

Embora o PDT seja, hoje, a maior sigla no Ceará, André Figueiredo diz que recursos não contemplam todas as despesas com planejamento estrutural Foto: Cid Barbosa

As 35 agremiações políticas do Brasil devem receber, ao final de 2017, cerca de R$ 819 milhões oriundos apenas do Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Políticos, denominado Fundo Partidário. No entanto, no Ceará, dirigentes de algumas das legendas com maior representatividade local reclamam dos recursos, que acreditam ser escassos diante das demandas e atividades realizadas pelos colegiados no Estado.

O presidente estadual do PDT, o deputado federal André Figueiredo, esteve no último fim de semana participando de evento do partido voltado às mulheres pedetistas do Norte e do Nordeste. Os valores referentes a aluguel de espaço e deslocamento de algumas pessoas, além de outros serviços, são pagos com recursos oriundos do Fundo. Ele destacou que o regimento da sigla tem dispositivo para participação feminina, e outros 10% também servem para formação e participação da juventude.

“O Fundo serve para despesas com aluguel da sede, pagamento de funcionários, realização de encontros regionais, planejamento no nível da imagem do partido, além de programas eleitorais, que também demandam uma certa despesa”, disse ele.

Insuficiente

Atualmente, o PDT do Ceará recebe por mês R$ 30 mil, o que, segundo Figueiredo, “dá um fôlego, mas não é suficiente para se ter despesa com planejamento estrutural”. Ele afirma que os repasses não são significativos mês a mês, mesmo sendo o PDT, hoje, a maior sigla do Ceará.

Por isso, as contribuições dos filiados têm ajudado o partido a realizar atividades no decorrer dos últimos meses. Atualmente, a executiva nacional do PDT tem critérios para dividir os recursos oriundos do Fundo Partidário de acordo com a estrutura dos diretórios em cada Estado, e como o Ceará conseguiu aumentar o tamanho da sigla, um aporte a mais foi dado. Ainda assim, para Figueiredo, não é suficiente.

Já o Partido dos Trabalhadores (PT) está sem receber recursos do Fundo Partidário desde o início do ano e só deve regularizar a situação em julho. A legenda foi penalizada após ter recebido doação de campanha na conta do partido e não na conta da campanha, o que levou à penalidade de um semestre com perda dos recursos oriundos do Fundo.

De acordo com o presidente da sigla no Ceará, De Assis Diniz, isso foi resultado de ações de gestões passadas da legenda. “Por causa de uma doação de R$ 2 mil, ficamos seis meses sem o Fundo. Ingressamos em todas as fases de recursos e, na última fase, o recurso caiu nas mãos do (ministro) Gilmar Mendes, e aí já viu”, lamentou o dirigente.

Ele ressaltou que o controle de fiscalização dos recursos oriundos do Fundo Partidário é grande e, por isso, o PT procura utilizar os valores recebidos dentro da Lei. Quando o recurso está regular, o grêmio o utiliza nas atividades partidárias. A parte que cabe à participação feminina na política fica sob o comando da Secretaria de Mulheres, que organiza eventos.

Profissionalização

“Do ponto de vista da política em geral, a gente distribui nas regiões, com seminários, eventos e ações partidárias. O Fundo tem importância para a estrutura do partido, além da própria profissionalização dos integrantes do nível de Executivo”, afirmou Diniz. Ele alega, porém, que, como o PT é um partido que se movimenta muito, por ter “fortes relações” com frentes sindicais e movimentos sociais, o Fundo recebido não é adequado diante da necessidade para as realizações em todo o Ceará.

“Nós vamos começar agora, em junho, três grandes encontros regionais, um no Cariri, outro na Região Norte e um terceiro no Crateús e Inhamuns, encerrando em Fortaleza. Ou seja, temos muitas atividades, e em todas preservamos a presença de 50% das mulheres e das juventudes, que têm muita presença nos eventos”, afirmou.

Presidente do PSD no Ceará, o deputado federal Domingos Neto diz que o Fundo Partidário da sigla no Estado também é reduzido. “A manutenção do funcionamento do partido, custeio, toma a maior parte do orçamento. Investimos na comunicação, outro custo elevado, pois é totalmente custeada pela estadual, inclusive quando do custo de gravação dos programas e das ações das mulheres”, disse.

O orçamento do partido é de R$ 25 mil por mês, para custos com pessoal, manutenção da sede, serviços de terceiros, como advogado, contador, marketing. “Para ter maior vida partidária, seria necessário maior volume de recursos, pois muitas vezes deixamos de fazer eventos e outras ações por não ter condições financeiras”, reclamou Neto.

Dificuldade

Secretário-geral do PMDB do Ceará, João Melo destacou que o Fundo é uma questão de sobrevivência, pois sem ele nenhum partido conseguiria realizar eventos programados. Na legenda, ele viveu tempo em que o Fundo não existia, e afirmou que para manter a sede do partido instalada era “uma dificuldade extrema”. Os recursos eram oriundos exclusivamente de contribuições dos mandatos de vereadores, deputados estaduais e federais. “Não dava para nada, não conseguia existir um partido de fato. Por isso é tão importante a existência do Fundo Partidário”, defendeu João Melo.

Ele afirmou que a parcela do recurso que hoje é destinada ao grêmio é o que dá para custear cursos que são ministrados no Estado. O dirigente foi outro a dizer que os repasses ao PMDB não são suficientes para realizar a programação programada para o ano. “Nosso desejo é que se pudesse ter durante o ano inteiro e anos seguintes, não somente em períodos pré-eleitorais, eventos de maior participação e integração. Essa mobilização se dá dentro do que chamamos de encontros regionais, mas não temos alcance para isso, porque o Fundo não nos permite isso”.

09:28 · 18.04.2017 / atualizado às 09:28 · 18.04.2017 por

Por Renato Sousa

A executiva estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) julgará, hoje (18), recurso apresentado pelo candidato à presidência da legenda em Fortaleza, o ex-vereador Deodato Ramalho, e pelo vice-presidente municipal Raimundo Ângelo, pedindo que sejam anuladas duas urnas utilizadas na eleição do último dia 9, quando da votação para escolha dos novos dirigentes do partido na Capital cearense.

A Comissão Eleitoral já havia decidido, na última semana, pela anulação das urnas, alegando a ausência de atas eleitorais. Entretanto, o presidente da Executiva estadual, o sindicalista De Assis Diniz, afirmou em entrevista que apenas o órgão estadual tem competência para tanto.

Acrísio Sena diz crer que a executiva não ratificará a decisão da comissão eleitoral e garantirá a contagem de todos os votos, o que lhe daria a vitória com apenas 3 votos de diferença. “A minha expectativa é que a executiva ratifique esse votos”, diz. Para ele, como em reunião anterior, no dia 11, o colegiado já havia se manifestado pela apuração de todos os votos, não haveria porque ser diferente hoje. Em entrevista, ele já havia dito que a ausência de ata não é o bastante para anulação das urnas.

09:29 · 17.04.2017 / atualizado às 09:30 · 17.04.2017 por
PMDB e PT são os partidos com mais filiados no Brasil, de acordo com último levantamento.

Termina nesta segunda-feira o prazo para os 35 partidos políticos com registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) enviarem a relação atualizada de seus filiados. Todos os anos, de acordo com a Lei dos Partidos Políticos (Lei nº 9.096/1995), as legendas têm até a segunda semana dos meses de abril e outubro de cada ano para fazer a atualização.

A lei determina que as listas devem ser enviadas aos juízes eleitorais, para arquivamento, publicação e cumprimento dos prazos de filiação partidária para efeito de candidatura a cargos eletivos, com a relação dos nomes de todos os seus filiados. Alem disso, devem conter a data de filiação e o número dos títulos e das seções eleitorais em que os filiados estiverem inscritos.

Um dos requisitos para o registro de candidatura a cargos eletivos é a prova de filiação partidária. Para concorrer, o candidato deverá estar filiado à legenda pela qual pretende concorrer há pelo menos um ano antes do pleito.

 

Filiados

A última listagem entregue à Justiça Eleitoral, em outubro do ano passado, está disponível no sistema Filiaweb e contabiliza 16.623.411 eleitores filiados a partidos políticos.

Segundo a última relação, a legenda com o maior número de filiados é o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), com 2.401.556 (14,44%) inscritos. O Partido dos Trabalhadores (PT) ocupa a segunda posição, com 1.586.521 (9,54%) filiados.

Já as agremiações que têm o menor número de inscritos são o Partido da Causa Operária (PCO) com 2.937 (0,018%) e o Partido Novo (NOVO), com 8.822 (0,053%) filiados.

do TSE

 

 

09:26 · 17.04.2017 / atualizado às 09:26 · 17.04.2017 por

Por Miguel Martins

Partidos políticos no Ceará já trabalham com vistas a fortalecer bases eleitorais para o pleito de 2018. Encontros, seminários e novas filiações estão sendo realizados entre siglas que disputarão vagas de deputado estadual, federal, senador, governador e até presidente da República.

Dirigentes querem apostar em novos nomes na política para concorrerem a esses cargos, mas estão encontrando dificuldades com aqueles que desconfiam das agremiações partidárias. O PSD, segundo Domingos Neto, presidente da legenda no Ceará, tem realizado, nacionalmente, formação de novos líderes, oferecendo capacitação em gestão, ciências políticas e democracia.

Presidente do PDT, André Figueiredo ressalta que o partido iniciou uma série de encontros regionais, que totalizarão nove, sendo o segundo no próximo dia 21, no Maciço de Baturité, com a presença de líderes pedetistas. “Estamos buscando cada vez mais o crescimento do partido, com regras bem definidas em termos de caráter e identidade com nossas bandeiras”, afirma.

No PT, de acordo com o presidente da sigla, Francisco de Assis Diniz, a centralidade dos debates está vinculada à reeleição de Camilo Santana. Após eleições internas que terminam em maio, informa ele, o partido fará três seminários regionais, com o intuito de mobilizar filiados e construir uma identidade para o pleito vindouro. “Os candidatos estão sendo discutidos para sair em arco de aliança ou sozinhos”.

Luiz Pontes, do PSDB, destaca que a sigla, a qual tem hoje 65 diretórios no Estado, pretende realizar prévias no Ceará para 2018. “Estou conversando para tentar formar uma chapa forte, porque o PSDB tem desejo de ter candidato a Governo. Temos duas vagas ao Senado e em 2018 as oposições estão juntas”, diz.