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08:59 · 17.07.2018 / atualizado às 08:59 · 17.07.2018 por
Presidente do PT estadual, o deputado Moisés Braz disse, ontem, que uma ala do partido tenta “convencer os companheiros” a formar coligação Foto: Helene Santos

No momento em que, com a proximidade das convenções partidárias, afunilam-se as definições de alianças para o pleito deste ano, o PT ainda não decidiu se disputará sozinho a eleição para deputado federal e estadual ou se formará uma coligação proporcional com outros partidos da base aliada do governador Camilo Santana. Em entrevista, ontem, durante encontro de pré-candidatos do partido em Fortaleza, porém, o presidente em exercício da agremiação no Ceará, deputado estadual Moisés Braz, afirmou que, se o Encontro de Tática Eleitoral do PT, marcado para o próximo dia 28, tivesse sido ontem, ele não teria “nenhuma dúvida que passava a chapa própria ainda”.

Na tarde de hoje, dirigentes e parlamentares petistas, assim como o secretário geral do PT Nacional, Romênio Pereira, têm uma audiência com o governador no Palácio da Abolição, onde serão discutidos, conforme informaram quadros do partido, a conjuntura política nacional e o cenário eleitoral no Ceará. Amanhã, Camilo tem reunião com os pré-candidatos da base aliada.

Segundo Moisés Braz, o encontro de ontem, realizado em um hotel no Bairro de Fátima, reuniu 31 pré-candidatos a deputado estadual e outros 13 a deputado federal. Toda a bancada petista na Assembleia Legislativa esteve presente – os deputados Rachel Marques, Dedé Teixeira e Elmano de Freitas, além do próprio Moisés – e dois dos três deputados federais do Estado também – José Guimarães e José Airton Cirilo. Luizianne Lins não compareceu, mas realizou com seu grupo, na noite de ontem, na sede do Sindicato dos Comerciários, a plenária “Lula Livre – Quero PT no Senado”, em defesa da manutenção da vaga da sigla na Câmara Alta.

No encontro de pré-candidatos, as discussões ocorreram a portas fechadas para a imprensa, mas, de acordo com Moisés Braz, estavam em discussão a distribuição das vagas na chapa majoritária do governador e o fortalecimento das bancadas do PT na Assembleia e na Câmara. Para isso, ele informou que há uma ala do partido que tenta “convencer os companheiros de que precisamos buscar um bloco de partidos”, mas reconheceu que a tese de chapa pura, defendida em resolução da sigla, tem maior força entre os filiados.

Convencimento

“O PT está debatendo e as falas dos companheiros ainda continuam reafirmando que, para nós, do Partido dos Trabalhadores, contando os votos que tivemos na outra eleição, pegando esse parâmetro, é muito mais importante a gente ter chapa pura”, afirmou. O dirigente lembrou que, em 2014, quando o PT obteve 400 mil votos, poderiam ter sido eleitos quatro deputados estaduais, mas, em coligação, o partido garantiu apenas duas vagas – ocupadas por ele próprio e Elmano de Freitas.

Por outro lado, Moisés Braz expôs que uma ala do partido argumenta que “o PT não pode cair no isolamento”. “Eu fui procurado, e quero colocar isso com muita franqueza, pelo PMDB, por intermédio do Danniel Oliveira, pelo PR, da Dra. Silvana, pelo PSB, do Audic Mota, pelo PV, e temos conversado muito com o PV, e fui procurar o PCdoB para que a gente possa fazer uma coligação com um bloco de partidos, porque acho que há espaço para a gente juntar alguns partidos”, destacou. Apesar disso, o dirigente disse que “se nós estivéssemos agora no Encontro de Tática Eleitoral, não tenho nenhuma dúvida que passava a chapa própria ainda”.

Moisés Braz também garantiu que o PT continuará reivindicando a vaga que tem no Senado. Embora esta não seja um “condicionante prioritário” nas negociações, ele disse que a sigla não abrirá mão do espaço na chapa “para que o PDT indique duas vagas”. Já José Airton Cirilo afirmou que há dois movimentos no partido em relação a isso: um quer a manutenção da vaga de senador; o outro entende que, “para consolidar o nome do governador, o PT teria que abrir mão dessa chapa”. Segundo ele, porém, “esse debate ainda não aconteceu no PT”.

Definição

José Guimarães, por sua vez, ressaltou que o PT nacional tem três prioridades: a campanha presidencial do ex-presidente Lula, a eleição de ao menos 70 deputados federais e de governadores, senadores e deputados estaduais. Ele disse que “outras questões vão se adequando a esses três postulados” e não descartou coligação proporcional.

“Eu conversei longamente com o Cid (Gomes, do PDT) na sexta-feira (13) sobre essas questões proporcionais. Portanto, nós temos conversado com o PP, com o PV, com o PCdoB, temos conversado com todo mundo”, citou. Para Guimarães, contudo, “cada partido vai discutir o que é prioridade para si” e as definições só devem vir à tona “na véspera” do fim do prazo de oficialização de coligações.

José Airton também ponderou que o PT trabalha para ir sozinho para a disputa proporcional “se for necessário”, mas explicou que o partido ainda terá “uma discussão mais afunilada com o governador e com os outros partidos” sobre eventual coligação. “Como nós estamos em uma coligação e apoiamos o governador que tem uma chapa mais ampla, é natural que haja uma aliança com outros partidos, que a gente possa compor na chapa proporcional de forma a fortalecer também essa chapa proporcional”, admitiu.

07:21 · 22.06.2018 / atualizado às 07:21 · 22.06.2018 por

Por Miguel Martins

Na AL, petistas Rachel Marques e Elmano de Freitas estão alinhados ao PDT de Tin Gomes e Evandro Leitão, mas uma possível coligação é incerta Foto: José Leomar

A bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) na Assembleia Legislativa não tem interesse em formar coligação proporcional com o Partido Democrático Trabalhista (PDT), e aposta em chapa própria ou em aliança com legendas com menor potencial de votos. Os petistas querem se reunir, mais uma vez, com o governador Camilo Santana, para dialogar sobre as pretensões da legenda e, após isso, definir rumos no Encontro de Tática Eleitoral do partido, marcado para acontecer no fim de julho, antes da convenção de agosto.

Em Fortaleza, o PT deixará de ser comandado pelo vereador Acrísio Sena e passará a ser presidido pelo ex-vereador Deodato Ramalho, que toma posse hoje. Prestes a entregar o cargo, Acrísio Sena defendeu unidade em torno da candidatura de Camilo Santana. Já o deputado estadual Elmano de Freitas sustentou que, “acima da candidatura do governador, tem a candidatura do presidente Lula. Em segundo, o governador e, em terceiro, a candidatura proporcional”.

“O essencial, nos próximos dias, é que o Partido dos Trabalhadores mantenha o clima de união em torno do nome de Camilo Santana para o Governo do Ceará. Meu desejo é que a frente ampla, com PT e PDT, leve adiante o projeto de reeleição do governador e de derrotar quem apoia o atual Governo ilegítimo de Temer”, declarou, em nota, o vereador Acrísio Sena.

Elmano de Freitas, por sua vez, disse que uma aliança com o PDT não beneficiaria o PT. “O PT tem votação menor e não tem porque repetir aliança para eleger deputados do PDT e o PT ficar como suplente”, afirmou o deputado. “Queremos uma aliança que tenha chance de disputa e, com o PDT, a coligação dificulta as eleições de deputados petistas. Se não interessa ao PT, não nos interessa”.

Segundo ele, a sigla dialoga com outros partidos para avaliar o melhor cenário para a disputa. Conversas estariam em curso com PP, PSB e PCdoB. De acordo com Elmano, o partido pretende se reunir com o governador Camilo Santana para discutir pendências antes do Encontro de Tática Eleitoral, visto que, segundo ele, não há acordo sobre a ausência de candidatura petista ao Senado e coligação proporcional, pontos tratados com o chefe do Executivo há algumas semanas.

“O PT já corre o risco de não ser reconhecido na chapa majoritária, já que a coligação tende a lançar apenas um senador ou fazer aliança com o senador Eunício. Já vamos perder uma vaga no Senado. Vamos perder também as de deputado? Não tem sentido”, explicou.

Rachel Marques, apesar de não ter opinião formada sobre o assunto, ressaltou que é preciso avaliar os interesses da base para tentar agregar com os do partido. “O PT tem voto de legenda muito forte e, por isso, é melhor que esteja sozinho, sem coligação. Mas vamos ouvir as posições e pensar no fortalecimento da base do governador Camilo”.

Sem consenso

Manoel Santana e Moisés Braz, este presidente em exercício do PT estadual, disseram acompanhar a postura de Elmano de Freitas. “Ficar (em coligação proporcional) com o PDT é difícil, até porque não sabemos quantos candidatos o PT tem e que estão dispostos a retirar seus nomes para fortalecer em outra condição de disputa. Uma chapa própria é muito defendida pelo conjunto, mas ainda não é consenso”, disse Santana. Dedé Teixeira, por sua vez, opinou que, “com o PDT, qualquer partido sai prejudicado na eleição”.

O parlamentar afirmou que há discussões sobre a formação de três chapas na base: uma com MDB, PSD e SD; outra liderada pelo PT e uma terceira encabeçada pelo PDT. “Todo mundo está fazendo, de forma natural, seus cálculos”, justificou.

09:10 · 13.06.2018 / atualizado às 09:10 · 13.06.2018 por

Por Miguel Martins

Deputado Moisés Braz ocupa, interinamente, a presidência estadual do PT. Ele garante legenda a Camilo mesmo apoiando Ciro Foto: Saulo Roberto

O governador Camilo Santana não terá dificuldade para realizar o registro de sua candidatura à reeleição, ainda que apoie o nome do pré-candidato à Presidência da República do PDT, Ciro Gomes. A afirmação é do presidente em exercício do Partido dos Trabalhadores (PT), o deputado estadual Moisés Braz. Ele, porém, defende que o PT lance um candidato a presidente de seu próprio quadro de filiados, caso o ex-presidente Lula seja impedido pela Justiça Eleitoral.

O presidente do Poder Legislativo, Zezinho Albuquerque (PDT), por outro lado, afirmou ao Diário do Nordeste que Camilo Santana tem compromisso com Ciro e Cid Gomes, visto que eles foram responsáveis por sua eleição, em 2014, enquanto os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff não estiveram aqui, na campanha, apoiando o governador eleito e nem foram à TV pedir votos para Camilo. No pleito daquele ano, tanto Camilo quanto seu adversário, Eunício Oliveira (MDB), eram aliados do Governo petista.

O presidente do PT cearense disse que o seu partido já definiu como prioritária a reeleição do governador Camilo Santana. De acordo com Moisés Braz, a ausência de Camilo em evento de lançamento de pré-candidatura de Lula gerou algum mal estar no partido, mas ele ressaltou que alguns deputados federais cearenses também não estiveram lá. “A presença dele, claro que seria importante, mas não compromete em nada nossa posição quanto à sua reeleição ao Governo do Ceará. Isso não está em debate”, disse.

Segundo o petista, o posicionamento de apoio de Camilo a Ciro ainda não ficou claro, e o que o governador defendeu em reunião da legenda foi apoio a um nome do “campo progressista”, caso Lula seja impedido de concorrer ao pleito deste ano. Dos nomes deste campo, o chefe do Executivo estadual defende apoio ao postulante pedetista, já no primeiro turno da campanha. “O Lula sendo candidato, o palanque do Camilo, do PT, será do Lula. O governador não terá nenhum risco de não ter legenda para sua reeleição. Não existe essa história. Ele terá legenda, porque é o nosso candidato à reeleição”, defendeu.

Servia

Presidente do Poder Legislativo Estadual, o deputado Zezinho Albuquerque destacou que o governador Camilo “tem gratidão” a Ciro e Cid Gomes, e que por isso tende a apoiar o nome de Ciro Gomes. “Nem Lula e nem Dilma estiveram aqui apoiar o Camilo. E eles sabem que a política também se faz com gratidão. Ele é muito grato com quem esteve com ele o tempo todo. Ele está lá como governador, hoje, porque teve o apoio de Cid e Ciro”, afirmou Zezinho.

O pedetista ressaltou ainda que Lula não pode ser candidato e defendeu que a legislação eleitoral seja seguida. “Segundo as leis, ele não pode ser candidato. Se o Lula não é candidato, o PT tem direito de lançar outro candidato, mas o governador Camilo está trabalhando na linha de ter Ciro como presidente e (Fernando) Haddad como vice. (O PT) está apostando em uma coisa que não é possível, já que ele (Lula) foi condenado e não pode ser candidato. Por que ele pode e outros que estavam impedidos no passado não puderam? Para aqueles (a Lei) servia e para o Lula não serve? A Justiça é para todos”, enfatizou.

Apesar de alguns petistas terem dito que Camilo votaria em Lula, o deputado Manoel Santana (PT) afirma que a tendência é que o governador vote em Ciro Gomes. Elmano de Freitas (PT) disse que o partido terá que “dialogar bastante”, e lembrou que o partido definiu que Camilo é candidato do partido à reeleição com candidatura vinculada a uma eventual postulação de Lula. Segundo ele, porém, não seria interessante para o “campo progressista” um atrito com o PDT, aliado do Partido dos Trabalhadores no Ceará há mais de uma década.

09:09 · 12.06.2018 / atualizado às 09:09 · 12.06.2018 por

Por Miguel Martins

Deputado André Figueiredo, presidente estadual do PDT, evita fazer comentários sobre a posição do PT em relação à disputa presidencial Foto: Cid Barbosa

A direção nacional do PT quer que os diretórios estaduais da agremiação só façam coligação, preferencialmente, com o PSB, o PCdoB e partidos que apoiem a pretensa candidatura de Lula à Presidência da República. A decisão foi tomada no último sábado (9), após a festa de lançamento da pré-candidatura do petista, em Minas Gerais, na sexta-feira (8). O governador Camilo Santana, porém, não foi para aquele evento, e membros do PDT no Ceará não têm dúvidas sobre o apoio do petista a Ciro Gomes, no pleito deste ano.

Pedetistas, contudo, avaliam com cautela a não ida do chefe do Executivo ao evento de lançamento da pré-candidatura do ex-presidente Lula. Segundo informaram ao Diário do Nordeste, por defenderem uma união do que se convencionou chamar de centro-esquerda, eles preferem evitar qualquer atrito com os membros do Partido dos Trabalhadores (PT). Os petistas, por outro lado, afirmam que Camilo ficará com Lula.

Presidente do Partido Democrático Trabalhista (PDT) no Ceará, o deputado federal André Figueiredo destacou que a não participação de Camilo no evento de lançamento da pré-candidatura do ex-presidente Lula foi uma decisão pessoal, visto que o governador preferiu participar de eventos de inaugurações de obras do seu Governo e da Prefeitura de Fortaleza.

Preferência

De acordo com o pedetista, já há algum tempo o chefe do Poder Executivo estadual tem dado demonstração de que tende a apoiar Ciro Gomes (PDT) na disputa presidencial deste ano, representando, inclusive, o que defende parte do Partido dos Trabalhadores (PT), ainda que esta parte seja minoritária.

Segundo ele, não cabe à legenda pedetista interferir nas discussões intrapartidárias de outra legenda, mas o dirigente ressalta que o PDT continuará defendendo a gestão de Camilo. “O PDT sabe muito bem dos posicionamentos dele, mas a posição que ele defende é minoritária, apesar de que quase todos os governadores, da Bahia, do Piauí e do Ceará, sejam iguais. Então, lamentamos que o PT não esteja conosco no primeiro turno”.

Para ele, porém, no segundo turno as duas legendas tendem a estar juntas e, caso Ciro Gomes siga para a disputa no segundo momento, todas as forças do campo de esquerda poderão estar unidas.

De acordo com o deputado Sérgio Aguiar (PDT), o governador Camilo Santana, sendo um dos quadros mais expressivos do PT no momento, tem um peso diante de suas decisões. “Essa defesa dele do nome de Ciro como a melhor alternativa para representar a centro-esquerda faz parte de um grande projeto nacional para que o País não corra o risco de presenciar uma reedição do Collor configurada”.

O petista Manoel Santana afirma que o governador Camilo Santana estará apoiando a pré-candidatura de Lula até o momento em que ele for candidato. Não sendo o ex-presidente o postulante do PT, Camilo já demonstrou sua preferência, que é a pré-candidatura do ex-governador do Ceará, Ciro Gomes. Os petistas cearenses dizem acreditar que Lula será candidato.

07:19 · 08.06.2018 / atualizado às 07:19 · 08.06.2018 por

Por Miguel Martins

Em entrevista recente ao jornal O Estado de S. Paulo, Camilo Santana defendeu que, se Lula não puder ser candidato, o PT apoie Ciro Gomes Foto: Saulo Roberto

O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), não deve comparecer à solenidade de lançamento da pré-candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República, hoje, em Minas Gerais. De acordo com a agenda divulgada pela assessoria de imprensa do chefe do Poder Executivo, nesta sexta-feira ele participará de assinatura de ordens de serviços no Interior e na Capital. Alguns petistas tinham anunciado que ele iria ao evento da legenda.

O PT realiza hoje, em Contagem, Minas Gerais, o lançamento da pré-candidatura de Lula, preso há dois meses, após ter sido condenado por corrupção e lavagem de dinheiro. No Ceará, enquanto petistas defendem que o presidenciável se mantenha como o nome da sigla para a disputa, o ex-governador Cid Gomes, um dos principais líderes do grupo governista no Estado, acredita que Lula não terá registro de candidatura deferido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas deve apoiar outro nome da própria legenda para a disputa deste ano.

Uma das dúvidas entre petistas do Estado, ontem, dizia respeito à presença ou não do governador Camilo Santana no evento de hoje. A assessoria local do partido chegou a confirmar que o petista estaria no encontro, mas a executiva nacional, no fim da tarde, disse que Camilo não havia confirmado a ida, apesar do convite feito.

A assessoria do PT no Ceará afirmou ainda que o senador José Pimentel e os deputados federais cearenses do partido, Luizianne Lins, José Guimarães e José Airton Cirilo, devem participar do lançamento da pré-candidatura do ex-presidente. Já os deputados estaduais Elmano de Freitas, Manoel Santana e Dedé Teixeira informaram que não poderão comparecer ao ato. De acordo com a assessoria de comunicação do governador, às 9h, ele deve participar de eventos em Crateús e, à tarde, a partir das 14h, estará no Terminal de Messejana, em Fortaleza. Às 18h, participa de entrega de uma Areninha em Russas.

Preocupação

Há uma preocupação na base governista de Camilo em relação aos palanques presidenciais no Ceará, uma vez que o governador, filiado ao PT, tem no seu arco de aliança diversas legendas que também apresentaram pré-candidatos ao pleito deste ano, em âmbito nacional. A sigla petista, no entanto, só deve discutir questões referentes à eleição no Estado durante o Encontro de Táticas Eleitorais, que foi adiado para julho.

O ex-governador Cid Gomes, uma das principais lideranças do PDT cearense e articulador da pré-candidatura de Ciro Gomes (PDT), disse ao Diário do Nordeste não acreditar que Lula conseguirá ser candidato, mas que a sigla petista terá candidatura. No entanto, no Ceará, ele destacou que a eleição se configurará em função da realidade local.

“A base do Ciro no Ceará está apoiando o Camilo. A base do PT, que deve ter um candidato, também apoia o Camilo, assim como a base do PCdoB, que tem a Manuela como pré-candidata, e até o PODEMOS, o PRB. O PR, por exemplo, está indicando o Josué Alencar. A eleição no Ceará vai se configurar em função da realidade local”, disse.

Para Cid Gomes, Lula está incluído no que a Lei da Ficha Limpa impõe sobre condenação em segunda instância, e seria pouco provável sua candidatura ser aceita pelo TSE. O ex-governador acredita que ao menos cinco candidaturas à Presidência devem ser oficializadas neste ano. “O Lula não vai conseguir ser candidato, mas imagino que o PT tenha uma candidatura”.

O chefe da Casa Civil, Nelson Martins, acredita que “dá para administrar essa questão da candidatura do Ciro Gomes e de uma possível candidatura do PT ao Planalto”. Segundo ele, porém, é preciso aguardar mais para ter uma ideia sobre Lula ser candidato ou não. “O governador Camilo tem dito que, em uma situação definitiva em que o Lula não possa ser o candidato, que se procure juntar os partidos de esquerda num bloco só. Se o Lula não for, temos que fazer um acordo, se possível, para ter um candidato só”, defendeu.

Estratégica única

Já o deputado Elmano de Freitas (PT) disse que o partido tem uma única estratégia, que é a de “lutar pela liberdade do Lula e registrá-lo como nosso candidato a presidente, estando preso ou solto”. Dedé Teixeira (PT) corroborou com o colega e disse que a Justiça tentará inviabilizar a candidatura do líder político. “Essa é uma decisão política importante. Esse é um processo de dois turnos, e neste momento o Lula é elegível”.

Ele ressaltou ainda que o PT do Ceará estaria unido em defesa da candidatura de Lula, ainda que o governador do Estado, que é filiado ao partido, já tenha defendido o nome de Ciro encabeçando o processo pela esquerda. A partir do lançamento da pré-candidatura de Lula, hoje, em Minas Gerais, outros eventos devem ser realizados em todo o País com vistas a fortalecer o nome do petista. Para o deputado Manoel Santana (PT), além da candidatura de Lula, o grêmio precisa apresentar à população um programa de governo.

10:42 · 24.05.2018 / atualizado às 10:42 · 24.05.2018 por

Por Renato Sousa

O vereador Acrísio Sena (PT), presidente do partido na Capital, defendeu ontem, na Câmara Municipal de Fortaleza, que a sigla petista abra mão da vaga para o Senado na chapa majoritária deste ano. Na avaliação do dirigente, o PT já está bem representado com o governador Camilo Santana, e exigir uma vaga na Câmara Alta daria à legenda uma representação desproporcional. “Estaríamos apenas nós, um único partido, reivindicando 50% da chapa”, disse.

Atualmente, o PT tem um dos três senadores cearenses, José Pimentel, cujo mandato termina em dezembro deste ano. Acrísio, em entrevista, disse que ainda não há discussão sobre nomes. De acordo com ele, o Diretório Estadual do partido deve se reunir, na sexta (25), para definir o calendário de discussões sobre a tática eleitoral deste ano.

O vereador também declarou que o arco de alianças de mais de 20 siglas construído em torno da reeleição do governador – o que inclui as recentes adesões dos até pouco tempo oposicionistas SD e PSD – inviabiliza um “blocão” das legendas para as disputas proporcionais. Segundo ele, isso criaria dificuldades para as agremiações. “Se você for acomodar 24 partidos, inevitavelmente teremos que fazer pressões para evitar que alguns colegas seja candidatos”.

De acordo com a legislação eleitoral, a quantidade de candidatos que um partido não coligado pode lançar é de 1,5 vezes a quantidade de vagas para o cargo. No caso de coligação, sobe para duas vezes. Para Acrísio, devem surgir vários blocos de partidos governistas para o Legislativo, o que abre a possibilidade de o PT não formar coligação.

A fala foi feita um dia após o colega de bancada de Sena na Câmara, Guilherme Sampaio, ir à tribuna da Casa defender a reeleição de Pimentel. De acordo com o parlamentar, é inaceitável que o partido divida palanque com o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB) – que tem se aproximado do governador nos últimos meses –, por este ter apoiado o impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT) – que ele chama de “golpe” – e medidas implementadas pelo presidente Michel Temer (MDB), como a reforma trabalhista e a criação de um teto de gastos federais.

“Nossa tarefa prioritária neste momento é denunciar mais esse golpe. É não apoiando quem ajudou a articulá-lo que nós vamos conseguir comunicar isso claramente à sociedade brasileira”, declarou. Ele afirmou que um grupo de correntes do PT prepara o lançamento de pré-campanha pela manutenção de Pimentel no Senado.

Lula

Na reunião do Diretório, Acrísio Sena também espera que seja ratificado o apoio ao nome do ex-presidente Lula da Silva (PT) como pré-candidato à Presidência da República. Ele cumpre mais de 12 anos de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

“Nessa conjuntura, não temos como abrir mão do capital político do ex-presidente”, afirmou. Na última semana, o governador defendeu que o partido passe a apoiar o nome do ex-governador Ciro Gomes (PDT) ao Palácio do Planalto.

19:54 · 20.05.2018 / atualizado às 19:54 · 20.05.2018 por
Roberto Freire (PPS) compôs chapa com Ciro em 1998. Na ocasião, ambos integravam o PPS, sigla que Freire ainda preside. Foto: Lula Marques

O pré-candidato à Presidência da República, Ciro Gomes (PDT), natural de Pindamonhangaba (SP), mas que já foi prefeito de Fortaleza e governador do Ceará, pretende disputar o Planalto pela terceira vez em 2018, após ficar em 3º lugar, em 1998, e em 4º lugar, em 2002.

Naquelas duas ocasiões teve como candidatos a vice, atuais adversários políticos. Há vinte anos, Ciro concorreu em chapa pura com Roberto Freire, pelo PPS. Os dois obtiveram no pleito de 1998, um total de 7.462.190 sufrágios, o que correspondeu a 10,97% dos votos válidos. Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Marco Maciel (concorrendo pelo antigo PFL, hoje DEM) foram os vencedores das eleições presidenciais.

Paulinho da Força (SD) disputou o Palácio do Planalto como vice de Ciro em 2002. Na época, Paulinho estava no PTB Foto: Agência Brasil

Além da discordância de Ciro e Freire quanto ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), os dois já haviam divergido politicamente durante o primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (também do PT), quando Ciro foi ministro da Integração Nacional. O presidente do PPS queria deixar a base lulista e o rompimento do partido dele com o governo petista, resultou na saída de Ciro, que migrou para o PSB. Freire foi ministro da Cultura do governo do emedebista Michel Temer (a quem Ciro faz oposição), entre 2016 e 2017, e exerce atualmente o cargo de deputado federal por São Paulo, além de presidir a sigla.

Em 2002, ainda pelo PPS, Ciro Gomes concorreu à presidência, tendo como vice Paulinho da Força, então no PTB e hoje no Solidariedade. Naquela disputa, Ciro e Paulinho da Força receberam 10.170.882 sufrágios, ou 11,97% dos votos válidos. Lula e José Alencar (já falecido, mas que concorreu pelo antigo PL) foram os vitoriosos.

Assim como Roberto Freire, Paulinho da Força foi um dos principais apoiadores do impeachment de Dilma, diversamente do pedetista, que foi aliado da presidente deposta.

Especulações

Na atual pré-campanha, em meio às articulações para composição de sua chapa já foram especulados nomes como os dos também cotados Marina Silva (Rede), Fernando Haddad (PT), do ex-prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB), e do presidente da CSN, Benjamin Steinbruch (recém-filiado ao PP).

09:19 · 06.04.2018 / atualizado às 09:19 · 06.04.2018 por

Por Letícia Lima e Renato Sousa

“Não esperem de nós, do PT, a submissão diante da injustiça, submissão diante da afronta à Constituição. Esperem do PT uma militância mais aguerrida”, afirmou da tribuna da Assembleia Legislativa, ontem, o deputado Elmano de Freitas (PT). A bancada petista reagiu com críticas ao resultado do julgamento do habeas corpus ao ex-presidente Lula, no Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou o início do cumprimento da pena do petista, condenado, em segunda instância, a 12 anos de prisão no processo do tríplex.

O deputado destacou o direito que a Constituição assegura ao cidadão à presunção de inocência até que os recursos à sentença condenatória sejam julgados. Ele não citou entendimento adotado pela maioria do STF, em 2016, de que o réu pode começar a cumprir a pena, após decisão em segunda instância.
Para Elmano, a prisão de Lula o transformará no “novo Mandela”, fazendo referência ao ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela. “O Lula, se for preso, vai sair da prisão para ser presidente do Brasil”, disse.

O deputado Manoel Santana, ontem já não mais integrante da bancada do PT, pois trocou o partido pelo PCdoB para disputar um novo mandato, repetiu parte do seu discurso no dia anterior, também no plenário da Assembleia Legislativa.

Para ele, “assim como diz a estrofe de uma música que ninguém pode prender um sonho e impedir alguém de lutar, ninguém pode abafar o grito dos oprimidos. Todo sonho se alimenta da história e acredito que o povo unido vencerá esse momento de dificuldades que o País atravessa”.

Na Câmara Municipal de Fortaleza, o vereador Acrísio Sena, presidente municipal do PT, disse estar indignado pelo fato da condenação de Lula não ter sido, na sua visão, baseada em argumentos jurídicos, mas em cálculos políticos. Para Acrísio, o País vive “uma grande instabilidade institucional”, e a decisão de quarta-feira poderá levar a uma “recessão democrática”.

07:49 · 04.04.2018 / atualizado às 07:49 · 04.04.2018 por
Ontem, além de reafirmar chapas próprias, o PT saiu em defesa do ex-presidente Lula na Assembleia, com discurso da deputada Rachel Marques Foto: José Leomar

Por Letícia Lima e William Santos

Em busca de pré-candidaturas que consolidem chapas puras para as eleições deste ano, o diretório estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) reafirma que, até o momento, a legenda pretende ir sozinha para a disputa proporcional e, sem formar coligação, eleger cinco deputados estaduais e três a quatro deputados federais pelo Ceará. Ontem, a sigla divulgou nota em que lembra resolução do PT divulgada no ano passado e, contrariando pressões de outras siglas e “boatos” sobre coligações, reitera que “é decisão da direção do PT Ceará sair só nas eleições proporcionais”.

A nota, divulgada pela assessoria de comunicação do PT, foi uma reação a declarações de membros de partidos governistas e a notícias veiculadas na imprensa. Ao Diário do Nordeste, o presidente estadual do partido, Francisco de Assis Diniz, ressaltou que a “tese estratégica” da sigla é “construir a própria chapa para sair só”, o que já vem acontecendo internamente. Segundo o dirigente, o partido tem, atualmente, entre oito e nove pré-candidaturas a deputado federal e outras 23 a deputado estadual. Ele projeta que tal número, contudo, pode aumentar até o próximo dia 7 de abril, prazo final da janela partidária. “Queremos chegar aos 35 (pré-candidatos à Assembleia)”.

A resolução sobre as eleições parlamentares de 2018, divulgada ainda em 2017, estabelece que “a direção estadual do PT, seus dirigentes municipais, prefeitos, vereadores, setores sociais organizados, militantes em geral, deverão envidar esforços na construção de uma chapa própria de candidatos (as) a deputado (a) estadual para as eleições de 2018”.

‘Blocão’

O documento ressoa, ainda, o discurso de petistas que dizem que a sigla foi prejudicada na coligação proporcional que compôs no pleito de 2014. “O partido elegeu apenas dois deputados estaduais, quando poderia ter saído das urnas com uma bancada de quatro parlamentares na Assembleia Legislativa”.

Embora a resolução reitere que o PT deve ir sozinho para a disputa, segundo De Assis Diniz, o partido aceitará formar coligação se todos os partidos que atualmente compõem a base governista de Camilo Santana (PT) aderirem a um único “blocão”. “Se for uma aliança de A a Z, nós topamos”, afirma ele, rejeitando, porém, a possibilidade de formação de um bloco maior e de coligações menores de partidos aliados com menor potencial eleitoral. “Eu acho que o governador tem toda a força política para construir isso (‘blocão’). Não tem força o PT isoladamente, o MDB, o PDT, mas o governo tem, basta querer”, justifica.

Em matéria publicada no último dia 26 de março, o presidente do PT no Ceará havia informado que, após reunião da executiva estadual petista no dia 20, o partido aguardava uma reunião com o governador Camilo Santana para discutir as táticas eleitorais da sigla. De lá para cá, De Assis Diniz teve dois encontros com o chefe do Executivo, mas, “com agenda muito apertada” de Camilo, uma reunião para discutir as questões colocadas “com maior profundidade” deve acontecer após o fim do prazo de filiações, na próxima semana.

Nos dois primeiros encontros, de acordo com o dirigente, foram pautas a reforma do secretariado do Governo do Estado, após a desincompatibilização dos secretários que serão candidatos, e a conjuntura nacional, no contexto dos ataques à caravana do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Região Sul na última semana. A decisão do partido sobre como irá para a disputa proporcional, salienta o dirigente petista, será homologada no Encontro Estadual de Tática Eleitoral do PT, marcado para o dia 26 de maio.

Julgamento

A conjuntura nacional, aliás, também foi levada à tribuna da Assembleia, ontem, pela deputada Rachel Marques (PT). Em razão do julgamento do habeas corpus do ex-presidente Lula, marcado para hoje, no Supremo Tribunal Federal (STF), que decidirá se ele poderá ser preso ou não, ela pregou a “unificação” dos partidos de esquerda a favor do direito de Lula disputar as eleições em outubro próximo.

Rachel Marques informou, na tribuna da Casa, que haverá mobilizações no Centro de Fortaleza, nesta quarta-feira, a partir das 15h, com a presença do pré-candidato à Presidência da República pelo PSOL, Guilherme Boulos, e da pré-candidata a vice pelo partido, Sônia Guajajara. Ela voltou a dizer, ainda, que a condenação em segunda instância do ex-presidente Lula a 12 anos de prisão, no caso envolvendo o tríplex de Guarujá, foi dada “sem provas, com o intuito de tirá-lo da disputa eleitoral”.

09:06 · 26.03.2018 / atualizado às 09:06 · 26.03.2018 por
Segundo o presidente do PT Ceará, Francisco de Assis Diniz, o partido conta com 22 pré-candidatos à Assembleia e oito a deputado federal Foto: Thiago Gadelha

Embora já tenha fechado questão, em resoluções internas, sobre algumas estratégias para as eleições deste ano, o PT cearense espera por uma reunião com o governador Camilo Santana (PT) para expor as teses defendidas pela agremiação e tentar, com o chefe do Executivo estadual, estabelecer pontos de consenso em relação às demandas de outros partidos da base governista. De acordo com lideranças petistas entrevistadas pelo Diário do Nordeste, mesmo que já trabalhe, por exemplo, na construção de chapas próprias para a disputa por cadeiras na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados, o partido não descarta diálogo com os demais membros da base sobre a formação de um “chapão” com todos os partidos aliados.

Em reunião das executivas estadual e municipal do PT, realizada na última terça-feira (20), o partido reforçou a intenção de não compor coligação proporcional no Estado, mas o assunto ainda deve ser amplamente discutido internamente até um encontro com o governador, a ser solicitado pela agremiação.

Segundo o presidente estadual do PT, Francisco de Assis Diniz, nos próximos dias, a sigla pretende realizar reuniões com as forças políticas petistas, com os pré-candidatos até agora colocados para a disputa e com a própria executiva do partido para, depois, “defender os interesses do PT” em diálogo com o chefe do Executivo estadual.

“Queremos chegar na reunião com o governador com uma posição acumulada com as correntes políticas, em reunião com a bancada dos deputados estaduais, deputados federais, senador e secretários e com a executiva”, relata o dirigente, ponderando, porém, que a postura do partido não será de irredutibilidade nas discussões. “Não vamos chegar com a faca nos peitos do governador. Ele é a principal liderança do partido. Vamos ouvir o governador e defender os interesses do PT”, afirma.

Meta

De Assis Diniz expõe que a “tática” do PT é “eleger cinco deputados estaduais, quatro deputados federais e discutir o futuro com o Camilo, no que diz respeito à composição do governo e ao programa de governo”. Segundo ele, até o momento, o partido conta com 22 nomes para disputar vagas na Assembleia e outros oito pré-candidatos a deputado federal, mas tal número pode ser alterado até o fim do prazo legalmente previsto para novas filiações e trocas de partidos na janela partidária. “Até o dia 7 (de abril) iremos consolidar essas candidaturas”, coloca.

O vereador da Capital Acrísio Sena, presidente municipal do PT em Fortaleza, por sua vez, destaca que “a posição do partido é de manter a resolução de sair só para federal e estadual”, mas pontua que o PT tem “abertura” para discutir com Camilo o “chapão”, caso seja formado por todos os partidos que compõem a base governista. O PDT e o PP, partidos com bancadas maiores que a do PT na Assembleia, são favoráveis à composição de um grande bloco governista.

“O sentimento é de que o partido está preparado, tem chapas prontas para disputar tanto para federal quanto para estadual. Politicamente, para o partido, o melhor caminho seria sair sozinho, mas se for um ‘chapão’ para valer, com todo mundo junto, o partido tem uma disposição de dialogar”, argumenta Acrísio.

Segundo ele, está fora de discussão para o PT, contudo, a tese, defendida por alguns partidos da base, de construção de uma chapa maior e outras coligações menores, formadas por partidos com menor densidade eleitoral. “Porque aí ou é o ‘chapão’ ou é a avaliação de cada partido”, justifica o vereador. Acrísio Sena demarca, porém, que até o momento “não houve nenhuma mudança na resolução”.

Alguns petistas têm defendido que a legenda repense a decisão de não compor coligação proporcional no Estado. O secretário da Casa Civil, Nelson Martins, por exemplo, contradisse ao Diário do Nordeste, em matéria publicada na última terça, o argumento de correligionários que sustentam que o PT saiu prejudicado do pleito de 2014, pois poderia ter conquistado mais vagas de deputado estadual se não tivesse formado coligação. “Mesmo tendo eleito apenas dois deputados, em momento algum (o PT) teve menos do que quatro deputados nesta legislatura. Em determinado momento, esteve até com cinco”, afirmou.

Senado

Outro ponto indefinido no partido que, segundo Acrísio Sena, ainda depende da conversa com o governador, é a reivindicação – ou não – da vaga ocupada pelo PT do Ceará no Senado, atualmente com o senador José Pimentel. Resolução nacional do partido do ano passado, endossada recorrentemente por nomes como a deputada federal Luizianne Lins, determina que, nos estados onde o PT tem senador atualmente, a legenda deve reivindicar a manutenção da vaga nas eleições de outubro.

Na coligação governista que se desenha, entretanto, aliados já dão como certo que a chapa do grupo para o Senado será composta pelo ex-governador Cid Gomes (PDT) e pelo senador Eunício Oliveira (PMDB). Isso porque, para alguns partidos, o PT não deve reivindicar a vaga, uma vez que já tem o principal cargo da chapa majoritária, de governador.

“É um ponto que nós precisamos debater com o governador, para saber se a aliança com o PMDB é para valer”, diz Acrísio. Segundo o vereador, isso deve ser pauta de um outro encontro de tática eleitoral do partido, marcado para 26 de maio, após a reunião com o governador Camilo Santana.