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Tag: PT


09:28 · 18.04.2017 / atualizado às 09:28 · 18.04.2017 por

Por Renato Sousa

A executiva estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) julgará, hoje (18), recurso apresentado pelo candidato à presidência da legenda em Fortaleza, o ex-vereador Deodato Ramalho, e pelo vice-presidente municipal Raimundo Ângelo, pedindo que sejam anuladas duas urnas utilizadas na eleição do último dia 9, quando da votação para escolha dos novos dirigentes do partido na Capital cearense.

A Comissão Eleitoral já havia decidido, na última semana, pela anulação das urnas, alegando a ausência de atas eleitorais. Entretanto, o presidente da Executiva estadual, o sindicalista De Assis Diniz, afirmou em entrevista que apenas o órgão estadual tem competência para tanto.

Acrísio Sena diz crer que a executiva não ratificará a decisão da comissão eleitoral e garantirá a contagem de todos os votos, o que lhe daria a vitória com apenas 3 votos de diferença. “A minha expectativa é que a executiva ratifique esse votos”, diz. Para ele, como em reunião anterior, no dia 11, o colegiado já havia se manifestado pela apuração de todos os votos, não haveria porque ser diferente hoje. Em entrevista, ele já havia dito que a ausência de ata não é o bastante para anulação das urnas.

09:29 · 17.04.2017 / atualizado às 09:30 · 17.04.2017 por
PMDB e PT são os partidos com mais filiados no Brasil, de acordo com último levantamento.

Termina nesta segunda-feira o prazo para os 35 partidos políticos com registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) enviarem a relação atualizada de seus filiados. Todos os anos, de acordo com a Lei dos Partidos Políticos (Lei nº 9.096/1995), as legendas têm até a segunda semana dos meses de abril e outubro de cada ano para fazer a atualização.

A lei determina que as listas devem ser enviadas aos juízes eleitorais, para arquivamento, publicação e cumprimento dos prazos de filiação partidária para efeito de candidatura a cargos eletivos, com a relação dos nomes de todos os seus filiados. Alem disso, devem conter a data de filiação e o número dos títulos e das seções eleitorais em que os filiados estiverem inscritos.

Um dos requisitos para o registro de candidatura a cargos eletivos é a prova de filiação partidária. Para concorrer, o candidato deverá estar filiado à legenda pela qual pretende concorrer há pelo menos um ano antes do pleito.

 

Filiados

A última listagem entregue à Justiça Eleitoral, em outubro do ano passado, está disponível no sistema Filiaweb e contabiliza 16.623.411 eleitores filiados a partidos políticos.

Segundo a última relação, a legenda com o maior número de filiados é o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), com 2.401.556 (14,44%) inscritos. O Partido dos Trabalhadores (PT) ocupa a segunda posição, com 1.586.521 (9,54%) filiados.

Já as agremiações que têm o menor número de inscritos são o Partido da Causa Operária (PCO) com 2.937 (0,018%) e o Partido Novo (NOVO), com 8.822 (0,053%) filiados.

do TSE

 

 

09:26 · 17.04.2017 / atualizado às 09:26 · 17.04.2017 por

Por Miguel Martins

Partidos políticos no Ceará já trabalham com vistas a fortalecer bases eleitorais para o pleito de 2018. Encontros, seminários e novas filiações estão sendo realizados entre siglas que disputarão vagas de deputado estadual, federal, senador, governador e até presidente da República.

Dirigentes querem apostar em novos nomes na política para concorrerem a esses cargos, mas estão encontrando dificuldades com aqueles que desconfiam das agremiações partidárias. O PSD, segundo Domingos Neto, presidente da legenda no Ceará, tem realizado, nacionalmente, formação de novos líderes, oferecendo capacitação em gestão, ciências políticas e democracia.

Presidente do PDT, André Figueiredo ressalta que o partido iniciou uma série de encontros regionais, que totalizarão nove, sendo o segundo no próximo dia 21, no Maciço de Baturité, com a presença de líderes pedetistas. “Estamos buscando cada vez mais o crescimento do partido, com regras bem definidas em termos de caráter e identidade com nossas bandeiras”, afirma.

No PT, de acordo com o presidente da sigla, Francisco de Assis Diniz, a centralidade dos debates está vinculada à reeleição de Camilo Santana. Após eleições internas que terminam em maio, informa ele, o partido fará três seminários regionais, com o intuito de mobilizar filiados e construir uma identidade para o pleito vindouro. “Os candidatos estão sendo discutidos para sair em arco de aliança ou sozinhos”.

Luiz Pontes, do PSDB, destaca que a sigla, a qual tem hoje 65 diretórios no Estado, pretende realizar prévias no Ceará para 2018. “Estou conversando para tentar formar uma chapa forte, porque o PSDB tem desejo de ter candidato a Governo. Temos duas vagas ao Senado e em 2018 as oposições estão juntas”, diz.

10:27 · 09.04.2017 / atualizado às 11:17 · 09.04.2017 por
Fora da Capital, Camilo vota ao lado da esposa, Onélia Leite, em Icapuí – Foto: Lucas de Menezes

O governador Camilo Santana, está em repouso com a família em Icapuí e não vota em Fortaleza na eleição petista neste domingo. O partido escolhe hoje os presidentes de diretórios municipais. Na Capital, disputam o cargo, atualmente ocupado pelo deputado estadual Elmano de Freitas, o ex-vereador Deodato Ramalho e vereador Acrísio Sena.

De acordo com o presidente estadual do PT, De Assis Diniz, o chefe do executivo estadual votará na escola Professora Mizinha, localizada na cidade de Icapuí no bairro Morro Alto. O governador, neste pleito, só votará para eleger os delegados ao Congresso Estadual do partido. Camilo deve votar ainda pela manhã, acompanhado da esposa, a primeira-dama Onélia Leite, que também é filiada ao PT.

Segundo informações do partido, no Ceará estão aptos a votar 90.748 filiados distribuídos em 163 cidades, das quais 152 renovarão as suas direções municipais e também elegerão os delegados ao Congresso Estadual e outras 11 cidades somente realizarão a eleição de delegados.

11:13 · 08.04.2017 / atualizado às 11:13 · 08.04.2017 por

                                                           

Ex-vereador Deodato Ramalho é apoiado pelo grupo da deputada federal e ex-prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins. Acrisio é apresentado por outras correntes do partido mais próximas ao governador Camilo Santana

 O Partido dos Trabalhadores elege, amanhã, 9, seu novo presidente municipal. Disputam o cargo, atualmente ocupado pelo deputado estadual Elmano de Freitas, o ex-vereador Deodato Ramalho e vereador Acrísio Sena. Neste domingo ocorre também ocorre a escolha dos delegados para o Congresso estadual, que acontece de 5 a 7 de maio. Devem ser escolhidos os novos dirigentes estaduais do partido, bem como os representantes do Estado no Congresso Nacional do PT, que acontece em junho.

O ex-parlamentar conta com o apoio da Democracia Socialista – corrente interna que tem como principal expoente a deputada federal e ex-prefeita Luizianne Lins – e da Casa Vermelha – de vereador Guilherme Sampaio, além de sua própria corrente, a Articulação de Esquerda, e de  apoio de Elmano. Acrísio, por sua vez, tem o apoio do Campo Democrático – tendência que conta com o atual presidente estadual do partido, De Assis Diniz, e com o deputado federal José Guimarães – e do Avante 21 – que conta com o secretário estadual adjunto de Políticas Sobre Drogas Marcelo Uchôa -, além da Militância Socialista, do próprio Acrísio. Na última semana, ele também conquistou o apoio do Movimento PT, corrente do deputado federal José Airton e que havia lançado o ex-vereador Vicente Pinto para o cargo. Além de convergência política, o ex-parlamentar alegou problemas profissionais para abandonar da disputa: ele não teria conseguido licença de suas funções como médico na rede municipal e estadual. “Não queria prejudicar meus pacientes ou o partido”, afirmou em entrevista no dia 3.

Acrísio e Deodato têm posturas opostas em relação ao governo municipal. Deodato é defensor da manutenção do partido na oposição ao prefeito Roberto Cláudio (PDT). De acordo com ele, o partido recebeu votos de oposição na última disputa municipal e assim deve agir. Acrísio, por outro lado, apóia o diálogo, afirmando que PT, PDT e PCdoB são aliados em nível federal e estadual e que uma aproximação seria importante para a construção de um palanque forte para uma nova candidatura do ex-presidente Lula ao Palácio do Planalto, bem como para a campanha pela reeleição do governador Camilo Santana. Ele prega que o partido seja “independente” e “saia do isolamento”.

Domingo, por escolher também os delegados para o Congresso estadual do partido, também será um dia de disputa entre os dois candidatos à presidência do PT Ceará. O sindicalista De Assis Diniz, que tenta a reeleição, e seu desafiante, Elmano de Freitas.

10:11 · 19.03.2017 / atualizado às 10:11 · 19.03.2017 por

A sexta edição do Congresso Nacional do Partido dos Trabalhadores, agendada para ocorrer entre os dias 01 e 03 de junho, será decisiva para os petistas. Além de apontar novos rumos ao partido, o encontro terá a missão de escolher a sua nova Direção Nacional, o novo presidente do PT e, de acordo com o que afirmou em discurso  na Assembleia Legislativa o deputado Elmano Freitas (PT), o ex-presidente Lula pode ser oficializado como candidato à presidência da República. “Estamos inciando em nosso partido um processo de debate para o Congresso, onde vamos apresentar diretrizes para o programa de governo a ser apresentado na disputa do ano que vem”, disse. “Se depender de nós, aprovaremos o nome de Lula para presidir o partido e apresentá-lo à sociedade como o nome a disputar a presidência”, declarou.
Elmano afirmou que o PT trabalha a construção de um novo projeto para o país. “Esperamos que, ao chegar em 2018, não sejamos um país com a reforma da Previdência aprovada, mas com o histórico de ter derrotado a proposta de Michel Temer”, sustentou.
O petista ressaltou que 2017 será o ano de resistência às propostas do governo “golpista” de Temer. “Ao mesmo tempo, será de preparação para a disputa que teremos nas eleições de 2018. E, por isso, já estamos assistindo há alguns meses, de maneira diuturna e massiva, ataques permanentes ao ex-presidente Lula”.
Os ataques, segundo Elmano, partem daqueles que defendem mudar a Previdência e tirar direitos dos trabalhadores. “Eles sabem que há uma liderança popular construída no país e que é uma das poucas capazes de liderar o povo contra as reformas e apresentar projeto para 2018, que recoloque como centro de desenvolvimento o povo pobre do Brasil”, apontou. “Trata-se de uma liderança que entende de melhorar a renda dos mais pobres, garante o desenvolvimento e não retira direitos”.

09:41 · 25.02.2017 / atualizado às 09:43 · 25.02.2017 por
Lúcio Alcântara disse que trocou algumas ideias com o governador, mas não falaram sobre política partidária. FOTO:  CARLOS GIBAJA – do Palácio da Abolição

O governador Camilo Santana recebeu, na manhã de ontem, sexta-feira, na residência oficial, o ex-governador Lúcio Alcântara, presidente do Partido da República (PR). Adversários políticos os dois estiveram em lados opostos nas duas últimas eleições, em 2014, quando Camilo foi eleito governador do Estado (e Roberto Pessoa, do PR, foi candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Eunício Oliveira, do PMDB), e no ano passado, quando o chefe do Poder Executivo apoiou o prefeito reeleito Roberto Cláudio (PDT), que esteve disputando no segundo turno contra Capitão Wagner, do PR.

A presença de Alcântara na residência do chefe do Poder Executivo estadual, segundo ele informou ao Diário do Nordeste, tinha como  intuito único fazer convite ao governador para participar de solenidade de posse como presidente do Instituto do Ceará, a ser realizada na tarde do dia 4 de março, no fim da tarde. O dirigente afirmou que queria entregar o convite pessoalmente a Camilo Santana.

Ainda durante o encontro os dois trocaram algumas informações, principalmente, sobre a questão hídrica no Estado. “Naturalmente, que surge uma conversa aqui e ali”, disse Alcântara, ressaltando, porém, que não foi tratado nada sobre política partidária. Nos últimos meses Camilo Santana tem se aproximado de figuras políticas de outras vertentes. Ele chamou para seu secretariado filiado do PSDB e está cada vez mais próximo do  PSB,  quando surgiu, inclusive, rumores de sua saída do PT e ingresso na sigla pessebista.

O governador postou  em sua página no Facebook uma foto com o ex-governador em que agradece o convite feito para a solenidade. “Recebi dele o convite para a solenidade de posse da nova diretoria do Instituto do Ceará, entidade na qual é presidente. Agradeço ao ex-governador pela visita e pelo convite para o evento”. Em princípio, Camilo Santana deve ir ao evento, segundo assegurou Lúcio.

 

09:39 · 26.01.2017 / atualizado às 09:39 · 26.01.2017 por

Por Miguel Martins

Presidente nacional do PDT, Carlos Lupi veio à Capital para ato do MST na noite de ontem Foto: Kléber A. Gonçalves
Presidente nacional do PDT, Carlos Lupi veio à Capital para ato do MST na noite de ontem Foto: Kléber A. Gonçalves

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, em visita a Fortaleza, ontem, afirmou que o Partido dos Trabalhadores (PT) na Capital “tem que ter humildade e reconhecer” a vitória do prefeito Roberto Cláudio (PDT). Parte da sigla petista defende que se mantenha a oposição contra a administração pedetista, enquanto outros querem maior aproximação com o prefeito.

Na Capital para participar de ato do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o dirigente também esteve em reunião com o prefeito no início da tarde, na qual discutiu, dentre outras pautas, alianças locais do partido com outras siglas.

Lupi também destacou que “parte importante” do PT não quer que as bancadas da legenda na Câmara Federal e no Senado votem em candidatos que tenham apoiado o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, o que daria fôlego à candidatura do cearense André Figueiredo (PDT) na eleição da Câmara.

“Quando a gente perde uma eleição, tem que ter humildade de reconhecer o vitorioso. Acho que aqui em Fortaleza o PT precisa ter humildade, reconhecer a vitória de Roberto Cláudio e buscar manter a unidade que temos buscado em nível nacional”.

Na última terça-feira (24), Roberto Cláudio se reuniu com os vereadores petistas Acrísio Sena e Guilherme Sampaio, dando continuidade a encontros com os parlamentares da Câmara Municipal de Fortaleza antes do início do ano legislativo. Entretanto, enquanto Acrísio tem demonstrado interesse em se aproximar da gestão municipal, Guilherme diz que manterá oposição ao prefeito.

O presidente do PT no Ceará, Francisco de Assis Diniz, já havia dito ao Diário do Nordeste que a relação entre PT e PDT em Fortaleza será discutida no congresso estadual da sigla, marcado para maio.

Governador

Lupi também opinou sobre a possibilidade de Camilo Santana deixar os quadros do PT e ingressar no PSB. Segundo ele, o PDT será aliado do governador do Ceará independentemente da cor partidária, visto que a administração do petista “é fruto de aliança do qual foram atores principais Ciro e Cid Gomes”, ambos do PDT.

Ao tratar da eleição na Câmara, o dirigente declarou que nem Jovair Arantes (PTB-GO) nem Rodrigo Maia (DEM-RJ) demonstram ter uma linha de independência necessária para o comando da Casa, visto que foram favoráveis ao impeachment da ex-presidente Dilma e fazem parte da base de apoio ao presidente Michel Temer (PMDB).

Lupi ressaltou, ainda, que há um diálogo avançado com a bancada do PT e que, na próxima terça-feira (31), a Rede Sustentabilidade deve deliberar apoio ao pedetista. Ele também conversa com a direção do PCdoB.

10:11 · 24.01.2017 / atualizado às 10:11 · 24.01.2017 por

Por Miguel Martins

O governador Camilo Santana (PT) realizou, ontem, no Palácio da Abolição, a primeira reunião do ano com o seu secretariado e, em coletiva de imprensa, desconversou sobre a possibilidade de deixar os quadros do Partido dos Trabalhadores (PT). Questionado sobre a saída da sigla petista, o chefe do Executivo Estadual afirmou apenas que tem recebido convites de diversos partidos, mas que tem se dedicado apenas a questões administrativas.

Camilo está mantendo a mesma postura que o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, adotou quando se cogitava que sairia do Partido Republicano da Ordem Social (Pros) para ingressar no Partido Democrático Trabalhista (PDT). “Todas as minhas energias têm se voltado para administrar o Estado, superar os desafios. Eu tenho recebido diversos convites de diversos partidos, mas estarei discutindo a questão política no momento certo”, disse o governador.

Há especulações de que Camilo Santana vá para o Partido Socialista Brasileiro (PSB), mas, para disputar reeleição ao Governo, isso poderá ser definido até o início de 2018. O PT, no entanto, não quer perder o governador, tanto que a deputada estadual Rachel Marques, em entrevista ao Diário do Nordeste, chegou a cogitar que ele poderia ser eleito presidente do partido no Ceará.

O presidente estadual do PT, Francisco de Assis Diniz, já havia negado a possibilidade de saída do governador da sigla. Principal representação política do PT no Estado, Camilo, entretanto, tem enfrentado dificuldades no partido. Em 2016, ele não conseguiu manter a sigla unida para apoiar Roberto Cláudio na eleição municipal. Hoje, o petista termina a primeira reunião do ano com o secretariado e o tema mudança de partido deve ficar para outro momento.

11:05 · 20.01.2017 / atualizado às 11:05 · 20.01.2017 por

Decepcionado com a postura dos deputados federais do PCdoB, que optaram por votar em Rodrigo Maia, do DEM do Rio de janeiro para continuar presidindo a Câmara dos Deputados, a partir de fevereiro vindouro, e já antevendo que os deputados petistas farão o mesmo, o deputado cearense André Figueiredo (PDT) deu uma longa entrevista ao jornalista Daniel Carvalho, hoje publicada no jornal Folha de S.Paulo, onde expressa sua decepção com os representantes dos partidos aliados na defesa do Governo Dilma Rousseff, acabado no ano passado com o impeachment da presidente.

Além do lamento do deputado por ter sua candidatura à presidência da Câmara dos Deputados enfraquecida, e antecipadamente derrotada, as manifestações do PCdoB e do PT, favoráveis a Rodrigo Maia, antecipa um posicionamento em relação à disputa presidencial do próximo ano, quando o PDT espera ter o apoio dos representantes das duas siglas à postulação de Ciro Gomes, nome que o partido trabalha, nacionalmente, já há algum tempo.

Tudo indica que o PT terá candidato à presidência em 2018, Num passado, não muito distante, Ciro Gomes, estimulado por Lula a ser candidato a governador de São Paulo, chegou até a mudar o seu domicílio eleitoral de Fortaleza para a Capital paulista, mas foi descartado pelos petistas e a pretensa candidatura acabou não existindo e ele teve de voltar a ter domicílio eleitoral  no Ceará.

Leia a entrevista de André Figueiredo na Folha de S.Paulo desta sexta-feira:

 

Trocam princípios por cargo, diz André Figueiredo, sobre eleição na Câmara

DANIEL CARVALHO
DE BRASÍLIA

Único candidato da oposição a disputar a presidência da Câmara, o deputado André Figueiredo (PDT-CE) qualificou como “lamentável” o apoio do PC do B à reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ), anunciado na quarta-feira (18), e a tendência de o PT seguir o mesmo caminho.

“É frustrante para quem confia nesses partidos, para quem veste a camisa deles. É absolutamente lamentável alguns parlamentares realmente defenderem a tese de que é necessário trocar seus princípios por cargos”, afirmou à Folha. Leia a seguir.

Alan Marques/Folhapress
André Figueiredo (PDT), que disputa a chefia da Câmara
André Figueiredo (PDT), que disputa a chefia da Câmara

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Folha – Dizem que o senhor foi “convencido” a disputar. Não queria?
André Figueiredo – No primeiro momento, eu realmente resisti à tese de lançar uma candidatura do PDT, até porque achava que o PT iria lançar uma candidatura como maior partido da oposição. Não lançando, começaram deputados do próprio PT a instigar o PDT a apresentar uma opção. Conversei com vários parlamentares do PT, do PC do B, da Rede e do PSOL e tivemos a expectativa de que, já num primeiro momento, pudéssemos apresentar uma candidatura que representasse a unidade do nosso campo político. Não sei o que levou o PT a ter essa hesitação, talvez por parte de alguns setores ou de alguns parlamentares tanto do PT como do PC do B mais pragmáticos, que talvez estejam defendendo a ocupação de um espaço na Mesa em detrimento da coerência com seus princípios.

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O apoio a candidatos que apoiaram o impeachment frustra o senhor?
É frustrante não para mim. É frustrante para quem confia nesses partidos, para quem veste a camisa deles. É absolutamente lamentável alguns parlamentares realmente defenderem a tese de que é necessário trocar seus princípios por cargos. Isso é um absurdo e rechaçamos qualquer hipótese disso. Movimentos sociais que têm uma identidade com PT e PC do B não aceitarão a possibilidade de que esses partidos tomem a decisão de caminhar ao lado de candidatos da linha de frente do golpe.

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Apoiar uma candidatura governista pode ser um tiro no pé para partidos de esquerda?
É o esfacelamento da história do PT, do PC do B. Você ter a opção de votar num candidato que representa a história e os princípios do nosso campo e acabar votando num candidato que representa justamente aquilo que combatemos, é um grande tiro no pé. Têm uma opção que foi instigada por eles mesmos. Não foi ideia do PDT.

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O senhor chegou a conversar com o ex-presidente Lula sobre sua candidatura?
Conversei com a [ex] presidenta Dilma [Rousseff], e o Lupi [presidente nacional do PDT] falou com o Lula. Ela considera verdadeiramente um absurdo o PT apoiar um candidato que tenha participado ativamente [do impeachment].

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Em que termos Lupi conversou com Lula?
Nos termos de que seria inadmissível. Mas as notícias recentes mostram que ele [Lula] deu o aval [para o PT apoiar Maia].

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Como seria sua relação com o Executivo?
Respeitosa. Michel Temer foi presidente da Câmara e sabe como agir com o Legislativo sem necessariamente colocar a faca no pescoço.

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Como vai tratar a agenda econômica do governo?
A reforma tributária é uma necessidade do Brasil. O que precisamos é, dentro deste processo, tributar quem ganha muito.

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O sr. pautaria a reforma trabalhista?
Vamos pautar, mas não vamos votar no afogadilho. Não vamos embarreirar nenhum projeto oriundo do Poder Executivo. Mas vamos discutir com muita exaustão qualquer projeto que complique as gerações atuais e as gerações futuras e, principalmente, projetos que tirem direitos dos trabalhadores.

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E a anistia para caixa dois?
Não é nosso projeto. Não queremos corroborar anistia a qualquer tipo de crime.

09:23 · 19.01.2017 / atualizado às 09:23 · 19.01.2017 por

Por Miguel Martins

Pela legislação atual, Camilo Santana (PT) tem até abril de 2018 para decidir se muda de partido para disputar reeleição ao Governo do Estado Foto: José Leomar
Pela legislação atual, Camilo Santana (PT) tem até abril de 2018 para decidir se muda de partido para disputar reeleição ao Governo do Estado Foto: José Leomar

Os rumores de que o governador Camilo Santana poderá deixar o Partido dos Trabalhadores (PT) e ingressar no Partido Socialista Brasileiro (PSB) se intensificaram nos últimos dias após conversa entre ele e Paulo Câmara (PSB), chefe do Poder Executivo de Pernambuco. Enquanto o presidente da sigla pessebista no Ceará, o deputado federal Danilo Forte, vê com bons olhos tal possibilidade, o deputado estadual Heitor Férrer (PSB), que dirige o diretório de Fortaleza, não gostou da ideia.

Férrer já deixou o PDT após ingresso dos irmãos Cid e Ciro Gomes e do prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, todos aliados do governador. Já os petistas entrevistados pelo Diário do Nordeste não creem como possível a ida de Camilo para o PSB. As conversas com o chefe do Executivo cearense acontecem desde o ano passado, e ele é bem visto no PSB, até porque seu pai, Eudoro Santana, já presidiu a sigla em momento difícil para o grêmio no Ceará.

Interesse

O último encontro de Camilo com Paulo Câmara, conforme noticiou ontem a “Coluna Comunicado”, deste jornal, ocorreu em Fortaleza antes da viagem oficial do petista ao Oriente Médio, quando o governador de Pernambuco esteve no Ceará para uma reunião de família, em Quixeramobim. Questionado sobre as especulações, o presidente estadual do PSB, Danilo Forte, afirmou que tem acompanhado as conversas “de longe” e elogiou o trabalho do petista à frente do Governo do Estado.

“É um cara aberto ao diálogo com os mais diversos segmentos da sociedade, e qualquer agremiação se orgulharia muito de tê-lo como membro”, disse. No entanto, durante o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), os dois partidos passaram por afastamento. A sigla pessebista compõe a base aliada do Governo Michel Temer (PMDB).

“O PSB ainda não tem uma pré-definição para 2018, mas pretendemos atravessar o momento em condições melhores para a economia”, pontuou Danilo. Nos bastidores da política local, o que se comenta é que há um interesse no grupo dos irmãos Ciro e Cid Gomes, ambos do PDT, de ampliar o leque de possibilidades de apoios com vistas a 2018, quando haverá eleição para o Governo do Estado e para a Presidência da República.

O PSB, portanto, seria opção para o ingresso de Camilo, mantendo relações próximas com PT e PDT em nível local, mas com o empecilho de que o PSB tem projeto presidencial diferente do pedetista. Presidente da sigla pessebista em Fortaleza, Heitor Férrer não vê com bons olhos a possibilidade de mudança, pois, para ele, não há como dissociar Camilo de Cid e Ciro Gomes.

No entanto, Danilo Forte destacou que Férrer tem adotado linha de independência na Assembleia Legislativa, tanto que, ao propor a extinção do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), atendeu a desejo do Governo. “O Heitor não é um deputado preso, assim como o PSB não quer ser. Dá para ter os dois no mesmo partido, pois são duas pessoas inteligentes, sérias com a coisa pública”, declarou.

Férrer afirmou, porém, que Camilo é “o miolo da linha política dos Ferreira Gomes”, não tendo qualquer desvinculação entre eles. “Apesar de estarem em siglas diferentes, o Camilo só é governador por conta do apoio dos Ferreira Gomes, tanto que Camilo tem no seu secretariado o Mauro Filho, Arialdo Pinho, Antônio Balhmann, todos já secretários do Cid, e o Lúcio Ferreira Gomes, fortalecido na Infraestrutura, e Nelson Martins, que foi líder do Cid, e hoje está na Casa Civil”, apontou.

Os petistas também não acreditam na ida de Camilo ao PSB e veem com estranhamento a possibilidade de que o governador deixe os quadros do PT. De acordo com o presidente estadual da sigla, Francisco de Assis Diniz, Camilo já teria ratificado seu posicionamento de não sair do partido. O dirigente ressaltou, inclusive, que o chefe do Poder Executivo Estadual, como membro do diretório estadual, participará efetivamente do processo de eleição interna da sigla, marcado para março. “Não há o que dizer, isso é apenas especulação. O governador já disse que isso não vai acontecer”, minimizou.

Bancada

A deputada estadual Rachel Marques também disse desconhecer a informação, destacando ainda que não há qualquer tratativa neste sentido dentro do PT. Na tarde de ontem, ela e os outros três deputados do PT com representação na Assembleia – Elmano de Freitas, Manuel Santana e Moisés Braz – se reuniram com o secretário da Casa Civil, o também petista Nelson Martins, para discutir, dentre outras pautas, o posicionamento dos representantes da legenda na Casa nos próximos meses.

Segundo Marques, há discussões preliminares no PT sobre a mudança dos diretórios municipais e estadual e, neste debate interno, o nome de Camilo poderia, inclusive, ser escolhido por consenso para a presidência estadual do partido. Já Manuel Santana afirmou que, caso seja confirmada a ida do governador para o PSB, em nada mudaria a relação dele com os petistas da Assembleia Legislativa.

“Não queremos romper com o governador em hipótese alguma, por isso não muda em nada nossa relação”, disse. Pela legislação, Camilo tem até abril de 2018 para decidir se muda de partido com vistas a disputar um segundo mandato no Governo.

 

09:12 · 19.01.2017 / atualizado às 09:12 · 19.01.2017 por

Por Miguel Martins

O presidente estadual do PT, Francisco de Assis Diniz, afirma que a relação da sigla com o PDT será discutida “com calma” nos fóruns adequados Foto: Nah Jereissati
O presidente estadual do PT, Francisco de Assis Diniz, afirma que a relação da sigla com o PDT será discutida “com calma” nos fóruns adequados Foto: Nah Jereissati

Para buscar caminhos à crise de representatividade pela qual tem passado ao longo dos últimos dois anos, o PT realiza, a partir de março, uma série de encontros para a renovação de seus diretórios, com vistas a uma maior aproximação com movimentos sociais. No entanto, em meio às eleições internas, está a possibilidade de aliança com siglas que fazem parte do mesmo espectro político que a legenda petista, como o PDT.

Em Fortaleza, por exemplo, há um impasse sobre como o partido deve se comportar em relação à gestão do pedetista Roberto Cláudio. Enquanto parte do grupo defende manutenção da postura de oposição à gestão, outros querem que haja uma maior proximidade com o segundo mandato do prefeito.

Na última reunião do diretório nacional, o PT decidiu antecipar as eleições para a renovação das direções. Em âmbito municipal, haverá um Processo de Eleição Direta (PED), e em nível estadual e também federal o partido realizará congressos.

“Vamos ter uma etapa municipal, estadual e nacional. A busca da renovação da direção visa construir um amplo processo de mobilização a constituir-se a partir da renovação, relação que possa estar vinculada ao reflexo dos institucionais com movimentos sociais, militância e o processo que o PT sofreu no último período”, disse o presidente do PT no Ceará, Francisco de Assis Diniz.

O Congresso Municipal acontecerá, simultaneamente, em todas as cidades do Brasil onde o PT tem diretórios, no dia 12 de março. As chapas concorrentes ao comando da sigla na Capital, contudo, devem ser registradas até o dia 30 deste mês.

Se ainda houver interesse do governador Camilo Santana (PT) de manter alguma influência no partido, o secretário da Casa Civil, Nelson Martins, deve ter o seu primeiro teste na articulação política do Governo, mediando conflitos em torno dos grupos que miram o comando do PT em Fortaleza.

O deputado Elmano de Freitas é o atual presidente do diretório municipal, e tem adotado postura opositora à gestão do prefeito Roberto Cláudio (PDT), aliado do governador. No entanto, em nível estadual e federal, PT e PDT são aliados. O desejo do prefeito é contar também com o apoio dos petistas na Capital, o que já é sinalizado pelo vereador Acrísio Sena.

Apoio

Enquanto o outro vereador da sigla, Guilherme Sampaio, insiste com a tese de oposição, Acrísio trabalha com o objetivo de se alinhar cada vez mais com Roberto Cláudio – ele, inclusive, participou da campanha do prefeito no segundo turno das eleições de 2016, assim como Camilo.

Francisco de Assis Diniz diz que o posicionamento do partido sobre a questão só deve ser definido após a escolha do novo diretório municipal, em março. “Vamos discutir, sim, essa relação do PT com o PDT, mas com calma, dentro dos fóruns adequados”, afirmou. “Não podemos colocar essa discussão agora no centro do debate. A ideia primordial no momento é a renovação”.

Os congressos estaduais do PT ocorrerão entre 24 e 26 de março. É quando serão escolhidos os delegados que participarão do Congresso Nacional, este entre os dias 7 e 9 de abril.

15:44 · 04.01.2017 / atualizado às 15:44 · 04.01.2017 por
O vereador defende oposição a Roberto Cláudio, enquanto Acrísio pensa diferente. FOTO: JOSE LEOMAR
O vereador defende oposição a Roberto Cláudio, enquanto Acrísio pensa diferente. FOTO: JOSE LEOMAR

Ex-secretário de Cultura do governador Camilo Santana, o vereador Guilherme Sampaio atuará como o líder do Partido dos Trabalhadores na Câmara Municipal de Fortaleza para o período legislativo que se inicia. Na função, o parlamentar reafirma o papel de oposição do PT à gestão municipal e explica que o partido não comporá com o bloco de oposição formado por PR e PSDB no Legislativo.

Apesar de Acrísio Sena, do PT, defender uma postura mais independente ao lado da gestão Roberto Cláudio, Sampaio defende “uma oposição forte, combativa, consistente e qualificada ao prefeito, mas pela via da esquerda”. O vereador não pretende compor com as bancadas de oposição do PSDB e PR, que deram sustentação à candidatura de Capitão Wagner (PR), no pleito passado.

“Esse grupo político faz oposição ao governador Camilo Santana e, nacionalmente, sustenta o golpe contra a presidente eleita Dilma Rousseff”, ressalta ele. “Com a redução das bancadas de esquerda temos a imensa responsabilidade de sermos porta-vozes dos movimentos sociais e populares e do pensamento progressista na Câmara”.

com  assessoria

15:19 · 04.01.2017 / atualizado às 15:19 · 04.01.2017 por
No Diário Oficial, o governador diz que o secretário assumiria a função já no dia 3 de janeiro. Foto: Érika Fonseca
No Diário Oficial, o governador diz que o secretário assumiria a função já no dia 3 de janeiro. Foto: Érika Fonseca

O petista Dedé Teixeira, após tomar posse na Assembleia Legislativa como deputado efetivo, por conta da renúncia de parlamentares que fizeram parte da mesma coligação que ele, em 2014, já retornou para suas funções na Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA). Um dia após ser empossado parlamentar, conforme está no Diário Oficial do Estado (DOE), ele já havia sido nomeado gestor da pasta.

Com isso abre vaga para que o suplente da coligação, o ex-deputado Sineval Roque (PDT) assuma o assento deixado pelo petista. Dessa forma, o PDT passa a ter 13 parlamentares na Casa, enquanto que o PT perde um representante ficando apenas com quatro.

base do Governo, com todas as mudanças ocorridas desde a renúncia de quatro parlamentares, foi quem mais se beneficiou ficando mais robusta e representativa no Legislativo Estadual.

09:10 · 03.11.2016 / atualizado às 09:10 · 03.11.2016 por

Por Antonio Cardoso

Acrísio Sena conversa com o seu colega Deodato Ramalho ao lado de Guilherme Sampaio, no plenário da Câmara Municipal de Fortaleza Foto: José Leomar
Acrísio Sena conversa com o seu colega Deodato Ramalho ao lado de Guilherme Sampaio, no plenário da Câmara Municipal de Fortaleza Foto: José Leomar

O vereador Acrísio Sena disse, no plenário da Câmara Municipal de Fortaleza, na última terça-feira, esperar que a direção municipal do PT convoque o mais rápido possível os seus dirigentes e apresente um posicionamento, além de balanço do primeiro e do segundo turno da eleição na Capital cearense.

“Precisa redimensionar os rumos do partido em Fortaleza. Como acompanho pela imprensa dirigentes e parlamentares de nosso partido emitindo opiniões e antecipando posições, eu, como vereador reeleito, também me acho no direito de emitir meu ponto de vista. Até porque, se um partido optou entre dois caminhos, do voto nulo e do apoio ao atual prefeito Roberto Cláudio, é claro que esses procedimentos vão influenciar na tomada de decisão para o futuro”.

Acrísio disse que cada caminho escolhido pelas correntes do partido ocorreu de maneira influenciada. “Eu disse na tribuna que nós não poderíamos desvincular a disputa de 2016 da de 2018. Disse que o segundo turno seria a ante sala de 2018, e está comprovado que as mesmas forças que se enfrentam em Fortaleza, neste ano, se enfrentarão em 2018”, analisou. “O arco de aliança que está em nível nacional em torno do governo Temer, com PSDB, PMDB, PR, que são oposição ao governador Camilo Santana, deverão ser também aqui em Fortaleza, e se enfrentarão daqui a um ano e meio quando começa o debate”.

Retrovisor

Na avaliação do petista, o seu partido, que luta pelo processo de reconstrução, inclusive com correntes pedindo congresso extraordinário, hoje precisa muito mais de um “farol de milha” do que um “retrovisor”. “Essa política do retrovisor, de olhar para trás, para o processo que vem desde 2012, eu acho um equívoco. Temos que levar em consideração que temos um governador que está enfrentando todos os desafios com a segurança, com a seca e problemas de caixa para pagar o funcionalismo. Não vamos levar em consideração essa realidade?”, questionou.

“Acho equívoco. Até porque os dois principais partidos hoje no Estado, o PT e o PDT, têm mantido postura em nível nacional de enfrentamento ao governo Temer e aqui eles dão sustentação ao governo de Camilo. Então acho que chegou a hora de pararmos e enfrentarmos esse debate com perspectiva e olhar de futuro, sob a necessidade do Partido dos Trabalhadores se reconstruir e ter projeto, inclusive para Fortaleza”, opinou.

Segundo Acrísio Sena, o resultado das eleições na Capital impõe a necessidade urgente de se apresentar um projeto para o PT de Fortaleza. “Que construa unidade, na perspectiva de direção coletiva e que se reencontre nos movimentos sociais. Esse projeto que ainda trabalha com olhos voltados para o resultado da eleição de 2012, para nós não interessa”, disse.

Após o posicionamento de Acrísio, o vereador petista Guilherme Sampaio subiu à mesma tribuna para dizer que o colega havia trabalhado para Roberto Cláudio no segundo turno e que, portanto, não lhe soava como surpresa se posicionar de tal maneira. “As declarações são públicas e ele as tem colocado para o partido já há algum tempo. Apenas me sinto na obrigação de discordar, uma vez que considero que o PT não deveria fazer essa discussão na tribuna da Câmara, na terça-feira depois da eleição municipal”.

Guilherme apontou que, se Acrísio compreende que é urgente uma discussão do partido, avaliação dos resultados eleitorais, ele tem seu apoio. “Vamos convocar diretório e executiva para fazer isso. Mas se a fala quer dizer discutir, dois dias após o resultado da eleição, eventual relacionamento da bancada do Partido dos Trabalhadores, que fez quatro anos de oposição à atual administração, discordo radicalmente. Não que a discussão seja ilegítima, mas que não seja feita na tribuna da Câmara”.

Deodato Ramalho se acostou às reflexões de Guilherme, sobretudo quando disse que não seria “o momento adequado para debater as nossas questões internas ou fazer balanço do resultado eleitoral, incluindo a perspectiva do partido em Fortaleza”.

Deodato disse que acabou ajudando na eleição de Roberto Cláudio. “Fiz isso no amanhecer do dia da eleição. É a minha posição, inclusive, expressada na Câmara em relação ao segundo turno. Eu pontuava que tinha a tendência de anular também meu voto para a eleição de prefeito, mas adverti que se eu sentisse que havia algum perigo de o Capitão Wagner (PR) ganhar a eleição, eu me renderia a uma necessidade maior”, colocou.

08:38 · 19.10.2016 / atualizado às 08:38 · 19.10.2016 por

Por Suzane Saldanha

Guilherme Sampaio reclamou de desrespeito ao PT e qualificou a campanha de Capitão Wagner como “demagógica” e “oportunista” Foto: Fabiane de Paula
Guilherme Sampaio reclamou de desrespeito ao PT e qualificou a campanha de Capitão Wagner como “demagógica” e “oportunista” Foto: Fabiane de Paula

A bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara Municipal de Fortaleza repudiou e fez diversas críticas, ontem, à candidatura de Capitão Wagner (PR) à Prefeitura de Fortaleza, em razão de propagandas exibidas que atacam o PT e associam o candidato Roberto Cláudio (PDT) a esquema de corrupção envolvendo a sigla. Vereadores de outros partidos não se pronunciaram sobre o assunto.

As propagandas veiculadas na televisão e no rádio pela campanha de Wagner foram retiradas do ar pela Justiça Eleitoral no último fim de semana. Acrísio Sena classificou o posicionamento do candidato como descabido e desesperado “diante da iminência de uma derrota no segundo turno”. O vereador afirmou que a propaganda de Wagner mostrou o despreparo de um postulante que pretende atuar como gestor da Capital.

Ele destacou que o PT mostrou indignação contra o tipo de atitude do postulante do PR, que não respeitaria quem pensa diferente. “Estamos vendo entrar em cena o arco de forças que deram o golpe no País, a base da oposição ao governador Camilo. Nós não podemos pensar duas vezes de seguir o rumo de estar junto aos dois principais partido que dão sustentação ao Governo Camilo”, defendeu.

Sena lembrou, ainda, que, ao fim do primeiro turno, Wagner chegou a procurar o PT para fazer um acordo para ter apoio do partido e da candidata derrotada no primeiro turno, Luizianne Lins, mas que agora modifica o discurso e ataca a legenda. Ele frisou a presença dos senadores Tasso Jereissati (PSDB) e Eunício Oliveira (PMDB) na campanha do candidato do PR para fazer crítica à propaganda em rádio e televisão de Wagner.

“Tive a oportunidade de presenciar em programas eleitorais um candidato dizendo que não tinha padrinho, que o padrinho era o pai e a mãe”, citou.

Guilherme Sampaio afirmou repudiar a postura de Wagner, que, para ele, foi motivo de grande decepção, pois a campanha do postulante demonstra ser “demagógica” e “oportunista”. Para o vereador petista, o candidato agiu de forma desrespeitosa com o PT. “Uma campanha que mentiu para o povo, demagógica, que explorou o medo da violência e o direito à vida e, agora, no segundo turno, se mostra mais desqualificada”, apontou.

Mudança

Guilherme Sampaio opinou que Wagner estaria se revelando “alguém muito pior do que o colega vereador que conviveu na Câmara Municipal”. Ele afirmou, ainda, que a campanha do candidato do PR se rendeu ao “marketing mais barato” e está associada às forças mais conservadoras para atacar a imagem do partido que mais promoveu a inclusão social no País. “Essa campanha foi uma desconstrução política. Lamento muito que um jovem que vai para política usa esse tipo de estratagema, sai menor do que entrou”, avaliou.

Ronivaldo Maia reforçou a opinião dos colegas de bancada quanto ao “desespero” do candidato que, segundo ele, estaria afundando. “Essa onda que se passou de cara nova não passou de uma marola. O PT lamenta o ataque covarde aos seus quadros públicos e quase 200 mil eleitores que escolherem nossas candidaturas”, salientou.

Corrupção

Ronivaldo ainda apontou que o candidato é filiado ao PR, que seria, segundo ele, o quarto partido mais corrupto do Brasil. E acrescentou que um dos seus padrinhos políticos, o senador Eunício Oliveira, foi citado em delação de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro. “Sérgio Machado revelou acordo de repasse de 40 milhões para peemedebistas no Senado, incluido senador Eunício”, concluiu.

Deodato Ramalho lembrou que foram “feias” acusações violentas do mesmo grupo nas campanhas de 2010, contra o ex-governador Cid Gomes, e em 2014, contra o governador Camilo Santana, e depois do período eleitoral foram esquecidas. “Imaginando que o povo é tolo se faz uma campanha violenta. Agora novamente vem o deputado Wagner com grosserias e ofensas”, disse.

O parlamentar pediu que o eleitorado cobre de políticos que utilizam tais discursos no período eleitoral e não aceite a demagogia e a irresponsabilidade política. “Não podemos mais admitir esse tipo de demagogia, irresponsabilidade política que cada vez mais coloca a classe política na lata do lixo”, sustentou.

11:21 · 12.10.2016 / atualizado às 11:21 · 12.10.2016 por

Por Miguel Martins

O deputado Elmano de Freitas, presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) em Fortaleza, não quis comentar as falas do governador do Estado, Camilo Santana, que disse em evento do bloco PSD/PMB, na última segunda-feira (10), que a legenda petista se equivocou por duas vezes nestas eleições ao não ter apoiado a candidatura de Roberto Cláudio (PDT) no primeiro turno, e ao ter ficado neutra neste segundo turno. O deputado petista, no entanto, reconheceu que a sigla “sofreu uma derrota profunda” nas urnas e que é preciso unir todos os correligionários para “reerguer” a agremiação.

Elmano de Freitas disse que estaria nos próximos dias no Interior para discutir assuntos do partido com filiados do PT em outros municípios do Estado. “Estou convencido de que tivemos, com o resultado eleitoral, um sinal claro de mudança radical sobre o nosso partido. Temos que ouvir, de certa maneira com humildade, para reerguer o PT”, afirmou o dirigente.

Ao ser questionado sobre as falas do governador Camilo contra a sigla, por ter lançado Luizianne Lins como candidata no primeiro turno e liberado os filiados neste segundo momento de campanha, Elmano de Freitas afirmou apenas que o partido precisa estar unido e não precisa se atacar mutuamente.

“Precisamos de unidade para reconstruir o partido nos patamares de ética, seriedade e de muita aproximação com os movimentos sociais”. Ele foi um dos que não aceitavam a movimentação de Camilo no sentido de o PT se coligar ao PDT, na defesa do projeto de reeleição do prefeito.

O petista não quis dizer se iria manter a neutralidade neste segundo turno da campanha, no qual disputam Capitão Wagner (PR) e Roberto Cláudio (PDT), destacando apenas que iria ao Interior para conversar com os “companheiros” petistas em diversos municípios do Estado. Na segunda-feira passada, o governador Camilo Santana chegou a dizer que iria convidar prefeitos e militantes de outras cidades para trabalharem em prol da campanha pedetista na Capital cearense.

Apesar do posicionamento neutro de Elmano de Freitas, candidato derrotado no pleito de 2012 contra o próprio Roberto Cláudio e como vice de Luizianne, os outros deputados estaduais do PT com assentos na Assembleia disseram que iriam trabalhar para reeleger o prefeito. Manuel Santana, Rachel Marques e Moisés Braz afirmaram ao Diário do Nordeste que a sigla precisa se unir àqueles partidos que foram contrários ao processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

08:46 · 11.10.2016 / atualizado às 08:46 · 11.10.2016 por

Por Miguel Martins

Governador Camilo Santana fala para prefeitos e vice-prefeitos eleitos no último dia 2 de outubro, assim como outras lideranças filiadas ao PSD e ao PMB cearense, no encontro da manhã de ontem realizado em Fortaleza Foto: Nah Jereissati
Governador Camilo Santana fala para prefeitos e vice-prefeitos eleitos no último dia 2 de outubro, assim como outras lideranças filiadas ao PSD e ao PMB cearense, no encontro da manhã de ontem realizado em Fortaleza Foto: Nah Jereissati

“Na política não há neutralidade”. Com estas palavras, o governador do Estado, Camilo Santana, criticou a decisão do Partido dos Trabalhadores (PT), tomada na última sexta (7), quando optou por ficar neutro na disputa do segundo turno, em Fortaleza, e liberou seus filiados. De acordo com o chefe do Poder Executivo Estadual, a sigla cometeu dois equívocos, um ao lançar a deputada Luizianne Lins como candidata a prefeita, no primeiro turno, e agora ao não apoiar abertamente o candidato à reeleição Roberto Cláudio (PDT).

O governador sempre defendeu a candidatura do prefeito Roberto Cláudio, chegando a desenvolver esforços no sentido de viabilizar uma coligação do PT com o PDT, o que não foi possível em razão da decisão de Luizianne, controladora do diretório municipal do partido, de ela própria disputar a Prefeitura, mesmo que isoladamente.

Depois de fazer essas observações sobre a posição do PT de Fortaleza, em relação ao segundo turno, o governador, reunido ontem com prefeitos eleitos do bloco PSD e PMB, falou sobre a requisição, da parte do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), de tropas federais para garantir a segurança do processo de votação nesta segunda etapa da disputa municipal, em Fortaleza.

Camilo Santana afirmou que esteve em reunião com os comandantes da Polícia Militar, quando foi enfático ao dizer que todos são livres para exercer o direito ao voto, mas que nenhum servidor estadual e principalmente policial poderia cometer excessos em relação à política. Ele se referia às denúncias de abuso por parte de PMs durante o primeiro turno das eleições na Capital e no Interior, em especial no caso em que envolveu o ex-senador e secretário de Governo, Inácio Arruda, do PCdoB.

Sindicatos

“Qualquer excesso será avaliado. Nós temos a Controladoria que tem essa missão, e todos os casos serão apurados com todo rigor. Estamos concordando com o pleito que todos os juízes, de todas as zonas eleitorais de Fortaleza, solicitaram”, disse. Camilo deixou claro que a decisão de convocar as tropas federais é da presidência do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e não dele, para evitar qualquer atrito junto a sindicatos que representam os policiais do Estado.

Mais de duas dezenas dos candidatos a vereador no pleito deste ano eram policiais militares, muitos deles, inclusive, utilizando a patente para se promoverem politicamente. Um soldado da Polícia Militar chegou a ser eleito vereador de Fortaleza, bem como um Policial Federal. “Estamos concordando com o pleito do TRE e com o que solicitaram todos os juízes eleitorais das zonas da Capital. Segundo os próprios juízes houve excessos”, ressaltou o governador.

Sobre a decisão do Partido dos Trabalhadores na campanha eleitoral neste segundo turno, o governador foi enfático e disse que a decisão do grêmio foi um equívoco. “Mais uma vez um equívoco. No primeiro turno e no segundo turno”, lamentou. Ele ressaltou ainda que a partir de agora vai se dedicar mais à disputa eleitoral, apoiando o prefeito Roberto Cláudio.

No encontro realizado pelo bloco PSD e PMB, ontem, ele convidou todos os prefeitos das duas siglas que foram eleitos a se dedicarem às campanhas de Caucaia e Fortaleza, duas cidades cearenses que terão segundo turno no próximo dia 30 de outubro. Para unir todos os grupos, o governador deve realizar uma reunião no comitê central da campanha de Roberto Cláudio convidando todos os prefeitos da base para que eles possam ajudar seu candidato.

Agenda

“Queremos que eles ajudem em suas colônias para reforçar o trabalho aqui em Fortaleza, num momento em que vamos também parabenizar todos os eleitos”, disse ele, ressaltando, porém, que o evento ainda não tem data para ser realizado, mas deve acontecer a partir da segunda quinzena de outubro, na reta final da campanha. “Queremos que as pessoas possam reunir suas colônias e reforçar o pedido de apoio ao Roberto”.

Apesar de participar mais ativamente da campanha do candidato do PDT, Roberto Cláudio, o governador Camilo Santana afirmou que não mudará sua agenda institucional em função da candidatura do colega. Ele ressaltou, porém, que procurará inserir-se na campanha a partir da agenda do prefeito, buscando articular e apoiar seu pleito.

No primeiro turno da campanha, Camilo Santana chegou a dizer que a base governista não poderia perder em Sobral, mas agora ressaltou que todas as cidades cearenses são importantes e que terá como prioridade as eleições em Caucaia e Fortaleza, municípios com maior número de eleitores do Estado. Aos prefeitos presentes ao evento de ontem, o governador pediu, além do apoio para os candidatos Naumi Amorim e Roberto Cláudio (em Caucaia e Fortaleza), atenção maior no que diz respeito à seca no Estado.

“Estamos no segundo turno da campanha e precisamos fazer um trabalho muito grande em torno do Roberto Cláudio. Precisamos manter essa parceria e humildade”, destacou. “Quero ajudar Caucaia e Fortaleza, até porque boa parte das pessoas que vivem em Fortaleza nasceram no Interior. Essas pessoas ajudaram Roberto Cláudio em 2012, e podem dar uma boa contribuição em 2016”.

O evento do bloco PSD e PMB, realizado ontem, tinha como objetivo apresentar aos prefeitos eleitos o modelo ideal para transição entre prefeituras. Além de gestores eleitos, alguns parlamentares também participaram do encontro, que contou ainda com a participação de prefeitos de outros partidos.

Desmonte

Na próxima segunda-feira, os atuais prefeitos, já que apenas alguns conseguiram ganhar um segundo mandato, vão ter um encontro em Fortaleza com representantes do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) e do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado do Ceará (TCM) com o objetivo de discutir a transmissão de cargo.

Representantes dos dois órgãos vão reforçar os trabalhos que desenvolverão de modo a não permitir os tradicionais desmontes, quando prefeitos não conseguem se reeleger ou eleger um afilhado, causando sérios prejuízos à administração municipal com a paralisação de serviços essenciais à população.

09:36 · 08.10.2016 / atualizado às 09:36 · 08.10.2016 por
Imprensa só entrou no local no início da reunião, enquanto José Guimarães fazia pronunciamento Foto: JL Rosa
Imprensa só entrou no local no início da reunião, enquanto José Guimarães fazia pronunciamento Foto: JL Rosa

O PT de Fortaleza decidiu, no início da noite desta sexta-feira (7), que os seus filiados, com ou sem mandato, estão livres para participar ou não do segundo turno da disputa pela Prefeitura de Fortaleza. Nada, porém, de aliança com a candidatura do Capitão Wagner (PR). As duas teses que estavam em discussão na reunião que durou pouco mais de três horas – do voto nulo ou de apoio a Roberto Cláudio (PDT) – não geraram consenso entre os participantes do encontro. Para evitar divisão maior na sigla, ficou decidido que todos estão liberados.

Compareceram à reunião, em um hotel no Bairro de Fátima, o presidente municipal do PT e candidato a vice-prefeito que terminou o primeiro turno na terceira colocação, o deputado estadual Elmano de Freitas, os deputados federais José Guimarães e José Airton Cirilo e os vereadores Acrísio Sena, Deodato Ramalho e Guilherme Sampaio, além de militantes e dirigentes das frentes setoriais do partido. O presidente do PT Ceará, Francisco de Assis Diniz, não foi ao encontro, segundo informou a assessoria do diretório estadual, por problemas de saúde.

A reunião, que estava marcada para começar às 14h e só teve início por volta das 16h, ocorreu a portas fechadas, com resolução deliberada pouco depois das 19h. Em entrevista coletiva ao sair do local, Elmano de Freitas destacou que o diretório decidiu liberar seus filiados e lideranças para votar “segundo suas consciências”. “E considerando os valores e o programa que o nosso partido apresentou na campanha eleitoral, que tem no seu estatuto, no seu programa geral, então os nossos filiados e lideranças políticas estão liberados para a sua decisão no segundo turno da eleição de Fortaleza”, acrescentou. Segundo ele, a decisão foi tomada por “amplíssima maioria” do diretório municipal.

O dirigente petista também agradeceu pelos “quase 200 mil votos” recebidos pela candidatura da ex-prefeita Luizianne Lins no último dia 2, e fez uma avaliação da campanha, afirmando que, apesar da pouca estrutura, do pouco tempo de televisão e da ausência de apoio externo, uma vez que o PT disputou o primeiro turno na Capital com chapa pura, o resultado obtido nas urnas demonstra “a força política do nosso partido, o enraizamento que o PT tem nessa cidade, e das lideranças políticas que temos com muito orgulho no PT de Fortaleza”.

09:00 · 05.10.2016 / atualizado às 09:00 · 05.10.2016 por
Governador Camilo Santana já conversou com alguns petistas estimulando o apoio deles, no segundo turno, à postulação de Roberto Cláudio Foto: Nah Jereissati
Governador Camilo Santana já conversou com alguns petistas estimulando o apoio deles, no segundo turno, à postulação de Roberto Cláudio Foto: Nah Jereissati

O prefeito Roberto Cláudio (PDT) e o deputado Capitão Wagner (PR) ainda não consolidaram os apoios dos aliados dos demais candidatos que participaram da disputa pela Prefeitura de Fortaleza, no primeiro turno das eleições, mas as conversas estão bem adiantadas. A dificuldade maior é de os dirigentes dos partidos dos ex-adversários dos dois justificarem suas adesões no segundo turno.

Roberto Cláudio, com o governador Camilo Santana (PT) e o ex-governador Cid Gomes, avançou mais no dia de ontem. Camilo atua diretamente com os seus correligionários do PT e com a direção do PSB. Roberto Cláudio tinha se encontrado com o deputado Ronaldo Martins (PRB), com quem também já havia estado o candidato Capitão Wagner. Os petistas ainda hoje podem decidir a posição.

A conversa com Tin Gomes (PHS), para apoiar Roberto Cláudio, foi iniciada pelo deputado José Albuquerque (PDT), presidente da Assembleia Legislativa, e será concluída pelo próprio prefeito. O vereador João Alfredo, que representou o PSOL na disputa, e Francisco Gonzaga (PSTU), não participarão do segundo turno apoiando um ou outro candidato.

Luizianne Lins (PT) e Heitor Férrer (PSB), embora correligionários seus possam emprestar apoio a um dos dois candidatos nesta parte final da disputa pela Prefeitura de Fortaleza, não terão qualquer atividade política. Eles foram os mais críticos de Roberto e Wagner, no curso da campanha do primeiro turno.

Análise

Ontem, na Câmara Municipal, o vereador Guilherme Sampaio (PT), um dos dois representantes do partido reeleitos (o outro foi Acrísio Sena), ponderou ser o momento para uma análise e do cuidado de se dialogar com outras forças progressistas de esquerda e de centro no País para enfrentar a eleição em 2018.

“Exige, na minha compreensão, o máximo de unidade das forças mais progressistas do País. Isso nos impõe um diálogo com todos esses partidos que nos foram solidários ao enfrentamento do golpe e a construção, onde for possível, de estratégias comuns”, declarou.

Segundo ele, o PT vai fazer uma discussão interna (hoje) sobre a situação eleitoral para poder se posicionar sobre o segundo turno da eleição municipal em Fortaleza. “O PT deve emitir uma resolução para expressar o saldo da discussão”, adiantou. Guilherme Sampaio também afirmou que não adiantaria seu posicionamento.

“Nós não estamos contemplados nas candidaturas que foram para o segundo turno. Nesta discussão, eu não vou antecipar posicionamento pessoal, porque vou fazer essa discussão internamente primeiro, pela responsabilidade com as pessoas que representamos, mas nessa discussão tem que estar ponderado o que simbolicamente cada uma destas candidaturas representam, não só para a cidade, mas para a política nacional. Isso significa eleger candidato A ou B com relação a sustentação do governo golpista, nós temos forças políticas mais progressistas no comando do Governo do Estado como a presença do governador Camilo e perspectiva da sua reeleição em 2018 diante da responsabilidade partidária que nós temos”, refletiu o petista.

Discurso

O argumento do vereador Guilherme Sampaio, com outras palavras, é o mesmo do governador Camilo Santana, ainda antes da decisão do PT de Fortaleza apresentar a candidatura de Luizianne a prefeita. Para Camilo, o PT deveria apoiar a candidatura de Roberto Cláudio, tanto pelo apoio que este deu à sua eleição como pelo fato de o PDT ter sido um aliado da ex-presidente Dilma Rousseff.

Camilo já conversou com alguns petistas sobre a posição que a agremiação deve anunciar nas próximas horas. De acordo com Guilherme Sampaio, independente do posicionamento do partido nas urnas, os vereadores devem continuar até dezembro sendo críticos da atual gestão, sem que isso impeça a sigla de se posicionar sobre as opções colocadas para o segundo turno.

“Isso não nos impede de nos posicionarmos entre as opções que estão colocados no segundo turno, é uma opção que se apresenta a um partido que já governou Fortaleza, já dirigiu o País e tem responsabilidade com o futuro político do País”. O parlamentar também defendeu como positivo o resultado eleitoral que demonstraria a força do partido, já que o PT enfrentou uma campanha sem recursos, com tempo de televisão menor comparado aos outros candidatos que estão no segundo turno.

Avaliar

Ontem, a bancada do PT não compareceu à sessão na Câmara, pois se reuniram com o diretório municipal para avaliar o resultado eleitoral. Guilherme chegou depois das 11h quando a sessão já havia terminado. Na Assembleia Legislativa, exceto os deputados Manoel Santana e Raquel Marques, que pouco permaneceram em plenário, o restante da bancada, Elmano de Freitas e Moisés Bras, também não registrou presença.

Além do PT, outra bancada que também se reuniu, ontem, foi a do PDT, que teve nove vereadores reeleitos e elegeu dois novatos. Quatro dos atuais vereadores da agremiação ficaram de fora da próxima composição da Casa Legislativa.