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09:46 · 17.09.2018 / atualizado às 09:46 · 17.09.2018 por

Por Miguel Martins

O empate entre Ciro Gomes (PDT) e Fernando Haddad (PT) na mais recente pesquisa Datafolha aumenta expectativas de correligionários sobre a disputa do eleitorado cearense pelos dois candidatos e também faz crescer a pressão do PDT e do PT no Estado sobre o governador Camilo Santana, petista apadrinhado pelos irmãos Ferreira Gomes, que, até o momento, não tem pedido votos para nenhum dos presidenciáveis.

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, acredita que Camilo, antes do pleito do dia 7 de outubro, confirmará apoio a Ciro Gomes. No entanto, o presidente estadual do PT, Moisés Braz, espera que o petista cumpra compromisso firmado durante Encontro de Tática Eleitoral, de apoio à candidatura da sigla à Presidência da República.

Pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira (14) mostrou que Haddad e Ciro estão empatados com 13% das intenções de voto. Ao Diário do Nordeste, Carlos Lupi opinou que Haddad “já foi até onde poderia ter ido e, quando começar a artilharia pesada, ele começa a baixar”. Questionado se tal “artilharia” partiria de Ciro, o dirigente afirmou apenas que “as críticas, os questionamentos, a rejeição do PT, que seria de 62%, tudo isso fará com que ele pare de crescer”.

Lupi destacou, porém, que apesar de Ciro e Haddad estarem disputando vaga no segundo turno, os dois não são adversários diretos. “Nosso adversário é o pensamento que o (candidato Jair) Bolsonaro apresenta. Isso é um risco para a Nação, ruim para a democracia”. Ele disse ainda acreditar que, no momento certo, o governador tende a estar ao lado de Ciro Gomes. “Acho que é natural que ele fique com o Ciro. O Camilo é fruto da liderança do Ciro e do Cid no Ceará”.

Cobrança

Do outro lado, petistas exigem que o governador apoie, de forma incondicional, o nome de Haddad. De acordo com Moisés Braz, um voto fará toda a diferença no pleito deste ano, e o apoio no Ceará é importante para a candidatura petista. “O Camilo precisa dizer ao eleitorado que o candidato dele é o Haddad. É isso o que estamos cobrando”.

Para o dirigente, nos próximos dez dias a tendência é que Fernando Haddad ultrapasse os adversários na disputa, inclusive Ciro Gomes. No entanto, ele também destacou que o pedetista não é o adversário do PT, mas a direita, representada, segundo Braz, por Jair Bolsonaro (PSL) e Geraldo Alckmin (PSDB).

11:48 · 12.09.2018 / atualizado às 11:48 · 12.09.2018 por

Por Miguel Martins

Segundo Moisés Braz, presidente do PT no Ceará, a reclamação sobre o volume de recursos para o Estado se estende a candidatos a deputado Foto: Helene Santos

O presidente em exercício do PT no Ceará, deputado estadual Moisés Braz, afirmou ao Diário do Nordeste, ontem, que não é apenas o governador Camilo Santana que está insatisfeito com o volume de recursos do Fundo Eleitoral repassado pela direção nacional da sigla para o pleito no Estado, mas todos os candidatos da agremiação.

De acordo com a plataforma DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ainda ontem, foram repassados mais R$ 392,9 mil para a conta de campanha do governador, mas, ainda assim, ele continua sendo um dos postulantes da sigla com menos repasses oriundos do Fundo Eleitoral. Ainda há promessa de liberação de outra parcela de valor equivalente.

Segundo Moisés Braz, Camilo Santana está correto em reclamar da situação, pois isso tem afetado não somente a candidatura majoritária, mas também as proporcionais no Ceará. De acordo com ele, ainda na semana passada, foi enviado um ofício à direção nacional do PT, questionando os critérios adotados pela cúpula petista para distribuição dos recursos do Fundo.

“Não participei de debate sobre liberação de recursos com a direção nacional. Já pedimos para dialogar, para ver se ainda há possibilidade de ajuda tanto para a candidatura majoritária quanto para as proporcionais. O volume de recursos para o Ceará foi pouco, tanto para o governador Camilo quanto para os proporcionais. Esperávamos um volume de recursos bem maior”, afirmou Moisés Braz.

Segundo ele, porém, há uma variação estabelecida de repasses a candidaturas proporcionais, indo de R$ 600 mil a R$ 1 milhão, no caso dos postulantes à Câmara Federal, e até R$ 48 mil para aqueles que disputam vaga na Assembleia Legislativa.

Em visita ao Sistema Verdes Mares, na segunda-feira (10), o governador reclamou do montante de recursos que o PT havia destinado à campanha no Ceará – R$ 392,9 mil até então. Com o repasse atualizado ontem no DivulgaCandContas, ele soma, agora, R$ 785 mil oriundos do Fundo Eleitoral, mas permanece entre os candidatos do PT a governador com menos recursos de Fundo Eleitoral da legenda.

Outras candidaturas também foram beneficiadas com mais repasses feitos pelo partido ontem. De acordo com a Justiça Eleitoral, o PT aumentou repasses para Camilo Santana, no Ceará; Márcia Tiburi, no Rio de Janeiro; Wellington Dias, no Piauí; e Décio Lima, em Santa Catarina.

11:48 · 11.09.2018 / atualizado às 11:48 · 11.09.2018 por
A campanha de Camilo tem apoiado apenas com a estrutura para, por exemplo, gravação de propaganda eleitoral dos aliados. Foto: Kid Júnior

O candidato à reeleição ao Governo do Estado, Camilo Santana, do Partido dos Trabalhadores (PT), ainda não repassou recursos financeiros de sua campanha para nenhuma candidatura proporcional até o momento, garante sua assessoria. Ele, porém, tem ajudado a seus pares com a estrutura que a campanha majoritária tem para, por exemplo, gravação de programas eleitorais.

Ao Diário do Nordeste, em entrevista, ontem, o governador reclamou dos poucos recursos que o PT destinou para sua campanha, sendo que até ontem, o valor oriundo do Fundo Eleitoral para a campanha de Camilo era da ordem de R$ 392 mil. O Divulgacandcontas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), porém, atualizou os repasses feitos para o petista, e já foram transferidos mais R$ 392 mil.

Com isso, Camilo Santana passa a ter de recursos oriundos da Executiva Nacional um montante de R$ 785 mil, continuando entre os candidatos do PT, na disputa de governador,  com menos recursos de Fundo Eleitoral da legenda.

15:21 · 10.09.2018 / atualizado às 18:22 · 10.09.2018 por
Camilo é o candidato à reeleição pelo PT que menos recebeu recursos da legenda. Foto: Natinho Rodrigues

Líder na disputa ao Governo do Estado e um dos quatro candidatos do Partido dos Trabalhadores (PT) à reeleição no Brasil, o governador Camilo Santana está entre os postulantes da sigla que menos receberam recursos do Fundo Eleitoral. De acordo com levantamento feito no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), através da plataforma Divulgacandcontas, o petista só tem à disposição, por enquanto, R$ 392 mil oriundos da direção nacional da agremiação.

Dos quatro candidatos à reeleição do PT, Fernando Pimentel, em Minas Gerais, é o que recebeu o maior montante, R$ 2,4 milhões. Rui Costa, que postula reeleição na Bahia, recebeu R$ 710 mil da direção nacional e R$ 500 mil da estadual. Já Wellington Dias, no Piauí, até o momento, conta com repasses de R$ 482,5 mil.

Para se ter uma ideia, Camilo Santana recebeu menos recursos até que candidatos cearenses a deputado federal, visto que os postulantes da sigla no Ceará tiveram repasses para suas contas da ordem de até R$ 500 mil, como foi o caso de Luizianne Lins. Os candidatos à reeleição José Nobre Guimarães e José Airton Cirilo também receberam mais que o governador, sendo R$ 450 mil cada.

De acordo com o TSE, o valor do fundo repartido entre os 35 partidos existentes é da ordem de R$ 1,7 bilhão, sendo que o MDB é a sigla que tem a maior fatia deste bolo, num total de R$ 234 milhões. Em seguida vem o PT, com R$ 212 milhões.

 

Ranking dos candidatos petistas que receberam recursos do Fundo Eleitoral

Fernando Pimentel (MG) – R$ 2,4 milhões *
Marcia Tiburi (RJ) – R$ 1,6 milhão
Luiz Marinho (SP) – R$ 1,6 milhão
Fátima Bezerra (RN) – R$ 1,6 milhão
Miguel Rossetto (RS) – R$ 1 milhão
Katia Maria (GO) – R$ 833 mil
Rui Costa (BA) – R$ 710 mil *
Marcus Alexandre (AC) – R$ 500 mil
Wellington Dias (PI) – R$ 482,5 mil *
Jackeline Rocha (ES) – R$ 450 mil
Camilo Santana (CE) – R$ 392 mil *
Décio Lima (SC) – R$ 383 mil
Paulo Rocha (PA) – R$ 352 mil
Dr. Rosinha (PR) – R$ 332 mil
Miragaya (DF) – R$ 232 mil
Humberto Amaducci (MS) – R$ 150 mil

* candidato à reeleição

 

11:29 · 02.09.2018 / atualizado às 11:29 · 02.09.2018 por
Petista e tucano estiveram participando de agenda de campanha na Capital cearense, na sexta-feira. FOTO: REPRODUÇÃO/FACEBOOK

O candidato do PT a vice-presidente, Fernando Haddad (PT), dormiu em Fortaleza na sexta-feira passada (31) e durante a noite, junto com outros petistas, acompanhou a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que indeferiu o registro de candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na manhã de sábado, o petista deixou a Capital cearense rumo a Recife, e de lá seguirá para Caetés, município onde nasceu Lula.

No noite de sexta-feira, após rápida passagem pelo comitê de Lula na Av. 13 de Maio, quando falou para movimentos sociais, Haddad se dirigiu até um hotel de Fortaleza onde acompanhou ao lado de petistas do Ceará a decisão do TSE, que por 6 votos a 1, decidiu que Lula não pode ser candidato. Dentre os correligionários ao lado dele estava o deputado federal José Nobre Guimarães.

Fernando Haddad deve gravar programa eleitoral para a campanha na televisão em Pernambuco, já se preparando para assumir, no lugar de Lula, a cabeça de chapa da candidatura presidencial. Em entrevista coletiva, o ex-prefeito de São Paulo disse que estará com Lula na segunda-feira para tratar sobre a decisão do TSE e discutir os rumos da campanha daqui pra frente.

Enquanto isso, Gerlado Alckmin, do PSDB, seguiu com agenda na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). Buscando dar maior atenção do eleitorado do Nordeste, o tucano teve agenda em Horizonte, quando se reuniu com correligionários e fez caminhada pela cidade, No período da tarde, ao lado do candidato ao Governo do Estado, General Theophilo (PSDB), participou de carreata pelas ruas de Caucaia, Município com segundo maior contingente eleitoral do Ceará, e à noite foi à comemoração do aniversário do deputado federal Danilo Forte.

14:47 · 31.08.2018 / atualizado às 14:47 · 31.08.2018 por
Os tucanos Geraldo Alckmin, que disputa a Presidência da República; e General Theophilo, candidato ao Governo do Ceará, foram os que mais receberam recursos de suas legendas. FOTO: PSDB-divulgacao

O PSDB é o terceiro partido no Brasil com maior volume de recursos oriundos do Fundo Eleitoral para a campanha deste ano, atrás apenas de MDB e PT. No entanto, até o momento, de acordo com o site Divulgacandcontas, as candidaturas de Geraldo Alckmin a presidente,  e de General Theophilo, para o Governo do Ceará, são as que mais receberam de repasses das direções nacionais de suas legendas.. 

O total do Fundo Eleitoral para a campanha deste ano gira em torno de R$ 1,7 bilhão, sendo R$ 234 milhões do MDB, R$ 212 mi do PT, e R$ 185 milhões para o PSDB. Até o momento, Geraldo Alckmin já recebeu R$ 44,8 milhões para sua candidatura, enquanto que o candidato Lula (PT) recebeu R$ 20 milhões. Em seguida, vem o pedetista Ciro Gomes, com R$ 20 milhões, sendo seguido por Marina Silva (REDE) com R$ 5,6 milhões, Guilherme Boulos (PSOL) com R$ 4 milhões e Álvaro Dias (PODE) com R$ 3,2 milhões.

No Ceará, até o momento, General Theophilo recebeu R$ 1,2 milhão, e o governador do Estado, Camilo Santana (PT), que tenta reeleição, apenas R$ 392 mil. Outro que já recebeu recursos da direção do partido foi Ailton Lopes, do PSOL, com R$ 91 mil.

Os candidatos a presidente, assim como os postulantes ao Governo do Ceará, em suas contas no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apontam que devem gastar até o limite legal estipulado pela Justiça Eleitoral, sendo R$ 70 milhões para as candidaturas ao Palácio do Planalto, e R$ 9,1 milhões para aqueles que concorrem ao Poder Executivo Estadual.

 

Ranking dos presidenciáveis que receberam recursos de seus partidos:

Geraldo Alckmin (PSDB) – R$ 44,8 milhões

Lula (PT) –  R$ 20 milhões

Ciro Gomes (PDT) – R$ 10 milhões

Marina Silva (REDE) – R$ 5,6 milhões

Guilherme Boulos  (PSOL) – R$ 4 milhões

Álvaro Dias (PODE) –  R$ 3,2 milhões
Ranking no Ceará

General Theophilo (PSDB) R$ 1,2 milhão

Camilo Santana  (PT) R$ 392 mil

Ailton Lopes (PSOL)  R$ 91 mil

Os demais candidatos ao Governo no Ceará, de acordo com o site Divulgacandcontas, ainda não receberam recursos oriundos de suas legendas. 

 

09:24 · 22.08.2018 / atualizado às 09:24 · 22.08.2018 por

Por Letícia Lima

Moisés Braz diz que a direção estadual já adotou todas as medidas para a campanha no CE Foto: Helene Santos

A executiva estadual do PT, segundo o seu presidente, deputado Moisés Braz, decidiu que o material de campanha televisivo do governador Camilo Santana (PT), candidato à reeleição, exibirá imagens do ex-presidente Lula e de seu candidato a vice, Fernando Haddad. E reafirmou a orientação de que Camilo “se envolva” na campanha presidencial, contrariando aliados de outros partidos.

A reunião ocorreu na última segunda-feira, à tarde, na sede do PT, em Fortaleza, mas não contou com a participação de Camilo Santana. Segundo Moisés, o encontro teve caráter “interno” e serviu para “tocar” três “orientações” referentes à campanha, algumas já deliberadas pelas lideranças antes. Uma delas é a que impõe o apoio do governador à candidatura de Lula ou de quem o substituir, caso ele seja impedido de disputar a eleição por estar enquadrado na Lei da Ficha Limpa. Lula está preso em Curitiba, condenado no caso do tríplex de Guarujá.

“Nós vamos, de fato, fortalecer essa luta pela candidatura do Lula, abrindo os comitês, chamando os diretórios de partido, chamando aí o nosso mandatário, vereador, prefeito e vice-prefeito, pra que todo mundo se envolva na campanha do presidente Lula, a campanha do 13, a campanha do Lula e a campanha do Camilo no Estado”.

Militância

A fala de Moisés vem de encontro ao que tem defendido, publicamente, o ex-governador Cid Gomes (PDT), candidato ao Senado da chapa de Camilo e um dos principais articuladores políticos de sua campanha à reeleição. Tendo em vista a candidatura à Presidência da República de seu irmão, Ciro Gomes, pelo PDT, que é hoje o principal partido da base do governador, Cid quer, ao contrário dos petistas, que Camilo trate apenas da eleição estadual no seu palanque.

O presidente estadual do PT acredita que quando o impasse em torno da candidatura de Lula for resolvido e o partido decidir substituí-lo por Fernando Haddad, “a militância petista vai pra rua, o Haddad, imediatamente, sobe nas pesquisas e a gente vai pro segundo turno com qualquer outro candidato que venha pela frente”.

“Não temos nenhuma preocupação de que o PDT ou outros partidos venham de fato falar se o Lula pode ou não pode, se o Haddad é ou não é desconhecido, porque nós estamos focados na eleição do PT à Presidência da República.

Comitê

Também nessa reunião de segunda-feira, diz Moisés, a executiva discutiu como será o programa de televisão do partido, tanto a nível majoritário, como a nível proporcional. Segundo ele, a propaganda eleitoral gratuita de Camilo exibirá imagens do ex-presidente Lula e de Haddad.

“Nós vamos de fato fazer, além dos programas de legenda onde a gente vai apresentar os programas pessoais dos candidatos, nós vamos sim apresentar a imagem do presidente Lula e vamos trazer o Haddad como vice-presidente, até que seja definido essa questão nacional. Mas o nosso foco é a candidatura do Lula, portanto, vamos trazer o Lula como nosso candidato, o Haddad como vice e vamos focar, sobretudo, também o nosso governador. Isso tá muito claro, eles vão aparecer na propaganda do PT”, afirmou.

Ele informou, ainda, que o comitê do partido “pró-Lula” será inaugurado na próxima semana, quarta-feira (5), na avenida 13 de Maio, em frente ao Instituto Federal do Ceará (IFCE). “Vamos centralizar lá tudo que for de material, a militância e vamos ter lá um momento de orientação política para o Interior do Estado”, detalhou. Diferente do comitê do governador Camilo, que será o mesmo da eleição passada, na avenida Sebastião de Abreu, no bairro Cocó.

12:11 · 19.08.2018 / atualizado às 21:28 · 19.08.2018 por
Durante lançamento de candidatura de Cid e André Figueiredo, Camilo disse que estava junto a Ciro. FOTO: REPRODUÇÃO/FACEBOOK

O governador do Estado, Camilo Santana (PT), durante  evento que oficializou as candidaturas de Cid Gomes e André Figueiredo, ambos do PDT, no sábado passado, disse ao presidenciável Ciro Gomes (PDT) que estaria junto com ele e que o presidenciável “representa a esperança”, o que não foi visto com bons olhos pela cúpula petista no Ceará. De acordo com o presidente em exercíciodo PT no Ceará, o deputado Moisés Braz, Camilo participará do evento de lançamento da candidatura de Lula no Estado e terá que apoiar a postulação do PT para a Presidência da República.

“Ciro, quero dizer que nós estamos juntos”, disse o governador Camilo Santana, afirmando ainda que o pedetista “dá uma grande contribuição ao processo importantíssimo, que é o processo eleitoral que estamos vivendo. Ciro, você representa a esperança”, afirmou  o petista enquanto segurava a mão de Ciro.

Para Moisés Braz, o fato de o governador ter dito isso se dá por conta da coligação PT e PDT no Ceará, mas isso não quer dizer que o governador vá apoiar Ciro Gomes para presidente. “Ele vai apoiar  e defender a candidatura do Partido dos Trabalhadores. Foi um compromisso que tivemos nas conversas feitas. Mas, claro, em muitas ocasiões ele estará ao lado de prefeitos do PDT que vão pedir votos para o Ciro“, disse.
Segundo Moisés, nesta segunda-feira (20), o partido vai oficializar Sônia Braga como coordenadora oficial da campanha presidencial do PT no Ceará, e em seguida, marcar encontro para inauguração do comitê regional da candidatura de Lula, a ser instalado na Avenida 13 de Maio. “Vamos fazer um evento oficial e vamos solicitar a presença do governador. Vamos deixar claro que o palanque do Camilo é o palanque do PT”.

Nos próximos dias, os ministros do TSE vão dizer se Lula pode ou não ser candidato a presidente. Hoje ele é considerado inelegível, por conta da Lei da Ficha Limpa.

Atualizada às 21:28

09:12 · 09.08.2018 / atualizado às 09:12 · 09.08.2018 por

Por Miguel Martins

Na convenção em que seu nome foi homologado para disputar a reeleição, o governador Camilo Santana não falou nos nomes de Ciro e Lula Foto: Kid Júnior

O desconforto causado com as fotos de Cid, Camilo e Izolda, entre as de Ciro e Lula, na convenção do PDT com o PT no último domingo, motivando a ausência de Cid no evento, é o norte para a montagem dos palanques dos candidatos à Presidência da República dos dois partidos. Os petistas querem Camilo fazendo campanha para Lula, enquanto Cid Gomes defende que o governador cuide apenas da sua própria campanha.

Ontem, na Assembleia Legislativa, correligionários do governador ligados a Ciro Gomes e a Lula tratavam da questão, ao tempo em que Cid Gomes anunciava que ele cuidará da campanha do irmão Ciro e defendia neutralidade do governador Camilo Santana, em nome do projeto político estadual.

Na convenção do último domingo, em seu pronunciamento, o governador Camilo Santana não fez qualquer referência aos dois candidatos à Presidência da República, embora os petistas que organizaram a festa esperassem uma manifestação enfática sua, como fizera no dia anterior na convenção do MDB, em relação ao apoio à reeleição do senador Eunício Oliveira, para quem também pedirá voto.

O silêncio de Camilo em relação à candidatura de Lula ou um substituto do petista aconteceu alguns dias depois de ele ter participado do Encontro de Táticas Eleitorais do PT cearense, que decidiu que ele estaria ao lado da candidatura petista ao Palácio do Planalto.

Lembrado

Camilo tem como principais eleitores no Estado os irmãos Cid e Ciro Gomes. Ele é sempre lembrado que em 2014, quando disputou com o senador Eunício Oliveira o Governo do Estado, não contou, em momento algum, com Lula e a ex-presidente Dilma Rousseff no seu palanque, enquanto Eunício anunciava ter o apoio dos dois.

Por isso, pedetistas cobram trabalho de Camilo em defesa da candidatura de Ciro. Os petistas sequer imaginam tal situação. Ontem, o deputado Elmano de Freitas (PT) dizia que a prioridade, agora, é acelerar a construção de um palanque de Lula na Capital. “O responsável pela campanha do Lula é o PT. Se o PT não se organizar, ninguém vai”, disse o petista.

“Isso é o que é prioritário nos próximos dez dias para a campanha do Lula no Ceará inteiro”, defendeu. O deputado afirmou ainda que aquele postulante que fizer uma campanha mais próxima da candidatura de Lula terá chances de êxito no pleito de outubro próximo.

Dedé Teixeira (PT) chegou a informar que o partido já está preparando a construção de um “comitê popular” na Avenida da Universidade, reduto de candidaturas petistas na Capital. As prioridades do partido, segundo ele, são a candidatura presidencial e a reeleição de Camilo Santana já no primeiro turno, além da eleição de deputados federais. “Mesmo entendendo que parte da base de Camilo apoia o Ciro, vamos tentar trabalhar nossas bandeiras. O povo cearense tem preferência pelo Lula e o candidato apoiado por ele terá o apoio dos cearenses”, disse.

Próprio

Os pedetistas evitam comentar a posição do governador Camilo Santana quanto à disputa presidencial, mas não escondem que evitarão o palanque de Camilo se os petistas persistirem em utilizá-lo para defender a candidatura de um filiado ao PT. O anúncio do ex-governador Cid Gomes de que cuidará da campanha de Ciro poderá ser entendido como a existência de um palanque próprio para Ciro, com ou sem o governador.

O deputado Walter Cavalcante (MDB) disse que votará em Ciro Gomes, assim como todos os pedetistas e outros aliados da base governista. “Eu sou Ciro, porque o Lula não é candidato e nem será. A candidatura dele agora visa apenas manter seu nome fortalecido, é uma estratégia do partido”, disse, por sua vez, Tin Gomes (PDT).

De acordo com o pedetista, até filiados do PT votarão em Ciro Gomes “quando eles virem que não existe mais esse negócio de Lula”. Otimista, Tin Gomes salientou ainda que, caso o ex-presidente não seja candidato, o eleitorado petista do Ceará e de toda a região Nordeste migrará para a postulação do PDT.

O deputado Julinho, do PPS, disse que seu voto será no ex-governador Ciro Gomes, mas reconheceu que, na composição de 24 partidos, há vários simpatizantes do postulante petista. “Ciro e Lula têm o maior número de simpatizantes, o que faz com que a base esteja dividida entre os dois. Lula agrega muita coisa, mas talvez não possa levar o registro de candidatura até o final e a maioria votará no Ciro com o Lula saindo da jogada”.

09:12 · 31.07.2018 / atualizado às 09:12 · 31.07.2018 por

Por Miguel Martins

Membros do PDT no Ceará acreditam que a resolução petista impondo apoio de Camilo Santana a candidato do PT ao Palácio do Planalto não afetará as relações entre as duas legendas no Estado. Em maio passado, o governador chegou a defender apoio do PT à candidatura de Ciro Gomes, presidenciável do PDT, o que não foi visto com bons olhos pela cúpula petista.

O chefe do Executivo estadual, inclusive, foi eleito governador com esforços dos irmãos Ferreira Gomes que, em 2014, apostaram em sua postulação. O ex-presidente Lula e a ex-presidente Dilma Rousseff não participaram da campanha em prol de Camilo, visto que seu adversário no Ceará era Eunício Oliveira (MDB), também aliado do PT nacional à época.

A resolução aprovada pelo Partido dos Trabalhadores do Ceará, no sábado passado, impôs ao governador Camilo apoio a Lula ou outro nome petista que venha a ser indicado pela legenda ao Palácio do Planalto. De acordo com José Sarto (PDT), tudo vai depender se Lula for candidato. O compromisso de Camilo, segundo disse, é com o ex-presidente e não com outro nome da legenda.

“O PT apresentando outro candidato, é natural que o Ceará, independente das grandes lideranças, dê boa votação ao candidato Ciro. O fator que vai definir mesmo é se o Lula for candidato. Em não sendo, os votos vão migrar consideravelmente para o Ciro”, defendeu.