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Tag: Roberto Cláudio


09:05 · 22.03.2017 / atualizado às 09:05 · 22.03.2017 por

Por Renato Sousa

A Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor) aprovou, ontem, a mensagem do prefeito Roberto Cláudio (PDT) que altera as regras para a Zona Especial de Interesse Social (Zeis) III na região onde deve ser instalado o Parque Tecnológico e Criativo de Fortaleza, criado por decreto em junho de 2016. Pela nova redação da Lei Complementar, a área da Zeis III situada nos bairros Praia do Futuro I e II, Cais do Porto, Vicente Pinzón e Papicu deixa de ser objeto, exclusivamente, de Operação Urbana Consorciada (OUC) para passar a ser “preferencialmente”. A previsão é de que o Parque Tecnológico ocupe essas áreas.

Benefícios

Segundo a justificativa da mensagem, o texto anterior vinha “impossibilitando o regular exercício do direito de propriedade e, por outro lado, inviabilizando outros investimentos”. De acordo com a justificativa da matéria, não cabe ao Poder Municipal determinar como deve ser exercido o direito de propriedade. “A regra, assim como está (estava), invade a esfera de liberdade do cidadão”, aponta.

Para o líder do prefeito na CMFor, Ésio Feitosa (PPL), a nova redação não enfraquece a Zeis. Pelo contrário. “A Zeis não deve ser vista não só como uma área para a habitação popular, mas também para geração de empregos”, afirma. Segundo o vereador, a modificação foi motivada pela ausência, no texto anterior, de previsão de instalação do Parque Tecnológico na região da Praia do Futuro.

De acordo com o líder do Executivo, o parque “certamente trará muitos benefícios para a cidade”. Ele afirma que não há prejuízo no campo da habitação popular naquele espaço, afirmando que o prefeito também tem dedicado esforços nessa seara.
Durante os debates, a matéria foi criticado pelo vereador Guilherme Sampaio (PT). Para ele, “o mais grave é que mais da metade da área de Zeis III será substituída pelo Parque Tecnológico”.

09:53 · 18.03.2017 / atualizado às 09:53 · 18.03.2017 por

Por Edison Silva

O prefeito Roberto Cláudio tem um projeto de obras para este ano, parecido com o de 2016, quando disputou o segundo mandato Foto: Fabiane de Paula

O prefeito Roberto Cláudio (PDT) está com um esquema político-administrativo muito bem estruturado que, se mantido ao longo de todo este ano, e oferecendo os resultados planejados, o credenciará, em 2018, como um dos principais eleitores na sucessão estadual, diferente do pleito de 2014, quando, por uma série de fatores, dentre eles o de estar praticamente iniciando o Governo, após o primeiro ano de organização da sua própria arquitetura de gestão, das dificuldades financeiras para tocar as obras em andamento e a falta de uma consistente base de apoio legislativo.

Naquele ano, ainda sob a sombra do difícil resultado eleitoral da disputa municipal, bem acirrada no seu segundo turno, ele teve de assumir a candidatura ao Governo do Estado de um neófito para o eleitorado fortalezense, Camilo Santana, portanto, dependente total do trabalho político de seus aliados no maior colégio eleitoral do Estado, onde, o grupo liderado por Cid Gomes, desde o após Ciro Gomes prefeito desta cidade, eleitoralmente é bem menos expressivo em se comparando com a situação nos demais municípios cearenses. Camilo foi derrotado na Capital.

Equilibradas

As dificuldades da economia nacional, inevitavelmente, poderão tolher, de certa forma, algumas das ações planejadas pelo prefeito, mas, se não forem agravadas, as expectativas dizem que não serão, o essencial do projetado será executado, posto estar o erário municipal suficientemente capacitado para suportar os encargos a ele atribuídos nesse projeto de estabelecimento de metas para todos os setores da administração, como a de sequência das obras e da prestação dos serviços essenciais, notadamente os da Saúde, da Educação e de Mobilidade Urbana.

A partir do segundo ano do seu primeiro mandato, Roberto Cláudio colocou Fortaleza no topo das capitais brasileiras em razão dos ajustes feitos que deixaram devidamente equilibradas a sua arrecadação e as despesas. Foi e é ajudado pelo Estado, com os governadores Cid Gomes (PDT) e Camilo Santana (PT), apesar de toda crise na administração pública brasileira. A Prefeitura está apostando na autorização federal para a contratação de empréstimos externos, já pactuados com organismos internacionais, e a própria União, garantindo obras já previstas para o próximo ano.

O Governo Central pode até continuar dificultando, mas o prefeito, nos longos caminhos já percorridos para vencer a burocracia, e as reservas de peemedebistas em Brasília, tem contado com o apoio do senador Tasso Jereissati (PSDB), não como aliado político, ele sempre tem reafirmado sua posição de oposicionista, mas por ter espírito público suficiente para separar os interesses do Estado e os do seu partido e aliados. A propósito, Tasso também tem dado ajuda significativa ao governador Camilo Santana, nos pleitos do Ceará em Brasília.

Performance

Fortaleza se ressente de um líder capaz de ser um eleitor qualificado nas sucessões estaduais. Juraci Magalhães (PMDB), por uma década, após substituir Ciro na Prefeitura, e até a eleição de Luizianne Lins (PT) para sucedê-lo, mostrou ter o apoio do fortalezense, elegendo um sucessor e voltando ao cargo logo a seguir, mas pouco influenciou na disputa estadual, embora quando candidato a governador em 1994, perdendo para Tasso Jereissati, tenha conseguido uma boa performance na Capital, ao contrário do que aconteceu em 2006, quando disputou uma vaga de deputado federal, somando apenas 26.893 votos, ficando como um suplente do PL ao ter obtido somente 31.226 sufrágios em todo o Estado.

Luizianne Lins, na sua meteórica carreira até chegar à Prefeitura da Capital, tendo passado rapidamente pela Câmara Municipal e Assembleia Legislativa, era apontada como uma liderança emergente. Não conseguiu fazer o seu sucessor, teve uma votação na eleição de deputada federal nada significante para uma liderança local e na última eleição municipal ficou num sofrível terceiro lugar, frustrando todas as suas próprias perspectivas e da companheirada. São poucas as chances de reconquistar as vitórias das primeiras eleições disputadas.

O eleitorado de Fortaleza, como de resto os das muitas capitais brasileiras, difere dos das demais cidades. Ele tem um nível melhor de discernimento e certo grau de independência para a escolha dos seus representantes. Roberto Cláudio sabe disso. Para não cair nos mesmos erros dos seus antecessores, tem sim de fazer diferente tanto no campo político, como, e principalmente, no administrativo, para realmente ser um eleitor qualificado, capaz até de ficar dois anos sem mandato e ser bem lembrado no pleito seguinte.

Ele quer realmente ficar no cargo até o fim do ano 2020 ao dizer que o seu candidato a governador é Camilo Santana, embora o sucesso de seu Governo, neste ano, possa colocá-lo no páreo na sucessão de Camilo.

Encontro

As principais lideranças do PDT cearense vão estar em Brasília, hoje, para a convenção nacional do partido, quando, também, o nome de Ciro Gomes será enfatizado como o candidato do partido à sucessão presidencial. O ex-governador Cid Gomes e o prefeito Roberto Cláudio, no evento, poderão ser eleitos para a direção nacional da agremiação.

Ciro, como dissemos no último fim de semana, tem sido o centro de todas as atividades públicas da agremiação no País. Nos últimos dias ele ocupou vários espaços da propaganda partidária do partido, defendendo suas posições em relação às mudanças que hoje são discutidas no Congresso Nacional.

 

 

11:12 · 17.03.2017 / atualizado às 11:12 · 17.03.2017 por

Por Renato Sousa

Secretário João Pupo anuncia para os vereadores o aumento do número de táxis Foto: Lucas de Menezes

O secretário de Conservação e Serviços Públicos de Fortaleza, João Pupo, disse ontem para os vereadores da Capital que vão ser criadas, aproximadamente, mais 2 mil vagas de táxis, alterando a proporção de hoje de um táxi para cada 500 habitantes para um veículo para cada 350 fortalezenses, que é a média nordestina. A proposta do prefeito Roberto Cláudio deve chegar à Câmara Municipal em maio.

A mudança na Lei Orgânica de Fortaleza já havia sido anunciada pelo prefeito em janeiro deste ano. Segundo o secretário, foi criado um grupo de trabalho envolvendo o poder público, taxistas e os chamados “táxis amigos” – que operam sem licença – para debater o assunto. Ele confirmou que a Pasta estuda também a implantação de táxis elétricos na cidade.

Para o auxiliar do prefeito Roberto Cláudio (PDT), trata-se de um grau de “sofisticação” no setor de transporte. A proporção de novos veículos elétricos deve ficar em torno de 3% e 5% do total a ser contratado pela municipalidade. A licitação para as novas vagas deve ocorrer ainda este ano.

A área do transporte individual público não deve ser a única que deve ter novidades. O secretário afirmou também durante a palestra que até o fim do próximo ano toda a frota de ônibus deve passar a contar com internet wi-fi. De acordo com ele, isso ocorrerá devido a nova tecnologia dos validadores – responsáveis pela leitura dos bilhetes únicos e carteiras de estudante – que serão adquiridos pelas empresas de transporte.

Ônibus

O equipamento já contaria com o sistema para rotear internet. “De forma muito célere, até o fim ano que vem, acredito que 100% da frota contará com wi-fi”, afirmou. Atualmente, cerca de 200 ônibus dos cerca de 1.930 contam com internet. De acordo com Pupo, a experiência da internet nos ônibus é única no Brasil. “São Paulo tentou implementar, teve uma série de problemas técnicos e desistiu”, citou.

O secretário também anunciou que devem ser instalados, ao longo da segunda gestão de Roberto Cláudio (PDT), “trinários” – binários que envolvem três vias – em pelo menos dois pontos da Cidade: Av. Duque de Caxias – envolvendo as ruas Dom Pedro I e Clarindo de Queiroz –, no Centro, e Av. Desembargador Moreira – envolvendo Oswaldo Cruz e Barbosa de Freitas –, na Aldeota. De acordo com Pupo, as duas avenidas deverão dar prioridade ao transporte público. O trinário que se encontra com estudos mais avançados é o da Duque de Caxias.

08:54 · 02.02.2017 / atualizado às 08:54 · 02.02.2017 por

Por Renato Sousa

Na abertura do ano legislativo, Roberto Cláudio entregou ao presidente da Casa, Salmito Filho, a prestação de contas do último ano da gestão Foto: Kid Júnior

O prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), apontou que a limpeza urbana deve ser uma das prioridades de sua administração neste ano. No tradicional discurso de abertura do ano legislativo da Câmara Municipal de Fortaleza, ontem, o pedetista afirmou que deve contratar uma consultoria para sugerir questões para tratar do tema. “Nós, enquanto líderes desta cidade, enquanto pessoas que devem estar à frente de seu tempo, temos que liderar esse esforço”, disse.

De acordo com Roberto Cláudio, em 2015, Fortaleza era a cidade que coletava a maior quantidade de lixo per capita no País. Ele aponta que a cidade tem desembolsado mais de R$200 milhões para sustentar a coleta do material. “Esse dinheiro não cai do céu. Ele sai do Tesouro”.

Por isso, o prefeito informou que, além da contratação de um estudo, medidas devem já ser tomadas em regiões onde o problema é mais grave. Ele citou, por exemplo, que, na Avenida Leste-Oeste, deve ser implantado projeto piloto em uma extensão de cerca de 1,4km com ciclomonitoramento, ecopontos e lixeiras subterrâneas. Entretanto, o projeto será caro. “Não dá para implantar em toda a cidade”, explicou. Para o pedetista, é preciso uma mudança de consciência para a solução do problema. “Não venceremos esse problema sem uma grande campanha de cidadania”, declarou.

Roberto Cláudio disse também que tem a intenção de aumentar, proporcionalmente, os gastos com Saúde e Educação. Para este ano, ele anunciou que devem ser abertas dez novas creches em tempo integral e cinco novas escolas em tempo integral. Na área da Saúde, voltou a falar sobre a criação de farmácias dentro dos terminais de ônibus. As primeiras devem ser entregues a partir de agosto e, até dezembro deste ano, cada um dos terminais deve ter uma.

Segurança

Acompanhado na visita à Câmara pelo vice-prefeito Moroni Torgan (DEM), o prefeito garantiu que Moroni deve liderar o esforço municipal na área de Segurança “que mobilize os mais diferentes setores da sociedade”. Em entrevista coletiva, porém, ele voltou a afirmar que não está convencido de que armar a Guarda Municipal seja estratégia válida para a gestão. Guardas compareceram à Câmara com faixas demandando o armamento.

O prefeito também afirmou que gostaria de manter o gabinete aberto aos vereadores, aos movimentos sociais e às demais lideranças da sociedade civil. “Eu aprendi uma coisa nesses quatro anos: trabalhar junto com vocês economiza tempo”, declarou. Roberto Cláudio prometeu separar duas tardes por semana para receber vereadores. Na presença de servidores, ele reafirmou, ainda, a capacidade de Fortaleza manter em dia o pagamento dos servidores municipais, destacando que está aberto a discutir demandas do funcionalismo.

09:50 · 31.01.2017 / atualizado às 09:53 · 31.01.2017 por

Por Renato Sousa

O plenário da Câmara Municipal de Fortaleza inicia amanhã (1º) os trabalhos de 2017. A abertura do ano legislativo contará com a presença do prefeito Roberto Cláudio (PDT), que falará sobre as prioridades da gestão municipal para este ano, e prestar contas do que fez em 2016.

Tradicionalmente, a fala do prefeito costuma servir como uma prestação de contas do trabalho do ano anterior, além de apontar quais as prioridades para o ano que inicia. Neste primeiro dia, os pronunciamentos devem ser apenas do prefeito e do presidente da Casa, vereador Salmito Filho (PDT). As sessões plenárias, nas quais todos os vereadores têm espaço de fala e onde ocorrem as deliberações, serão retomadas na quinta-feira (2).

O prefeito já teve uma série de encontros com os parlamentares da nova legislatura ao longo do mês de janeiro. Conforme já havia informado ao Diário do Nordeste, o pedetista destacou, junto aos vereadores, a necessidade de contenção de gastos neste início de mandato. A expectativa é de que ele retome o tema em seu discurso na Câmara.

Até o momento, os vereadores já apresentaram mais de 200 matérias para votação. A maioria é de requerimentos. Quem mais apresentou matérias foi Eliana Gomes (PCdoB), com mais de 50 proposituras.

09:22 · 27.01.2017 / atualizado às 09:22 · 27.01.2017 por

Por Renato Sousa

Pedetista se reúne com as bancadas da Casa até a semana que vem, apresentando metas deste início de gestão Foto: José Leomar
Pedetista se reúne com as bancadas da Casa até a semana que vem, apresentando metas deste início de gestão Foto: José Leomar

O prefeito Roberto Cláudio (PDT) deve concluir na próxima semana a série de reuniões que vem mantendo com os vereadores da nova legislatura da Câmara Municipal de Fortaleza. As últimas bancadas a serem recebidas devem ser a do Solidariedade e a do PDT – esta, a maior da Casa. De acordo com o prefeito, a ordem foi proposital. Ele queria evitar críticas de que estaria “privilegiando a bancada do meu partido”.

Ontem, em visita ao Sistema Verdes Mares, o chefe do Executivo Municipal explicou que os encontros têm servido para colocar os vereadores a par da situação do município e das estratégias do Palácio do Bispo para este início de novo mandato. A abertura do ano legislativo na Câmara Municipal será no próximo dia 1º de fevereiro.

“Disse a eles que nós precisamos de um plano de sustentabilidade econômica”, afirmou Roberto Cláudio, referindo-se às iniciativas que tem adotado neste início de mandato para conter gastos. “Se a gente não zelar bem do recurso público e não mantiver o mesmo rigor fiscal que mantivemos nos últimos quatro anos, certamente faltarão recursos”, declarou.

O prefeito afirmou, ainda, que as conversas com os adversários de sua gestão também têm sido proveitosas. “Tem sido uma conversa muito madura”, diz o pedetista. Ele ressalta que tem tentado focar o debate “em Fortaleza e naquilo que nos une, e não no que nos divide”. A oposição ao prefeito na Câmara tem, segundo os vereadores que compõem o bloco, sete parlamentares do total de 43 na Casa, mas não aglutina a bancada do PT.

De acordo com a vereadora Larissa Gaspar (PPL), cuja bancada foi recebida pelo prefeito ainda nos primeiros dias do ano, a reunião serviu para que o prefeito e o partido “conversassem sobre a cidade”. Ela disse que a bancada apresentou projetos que gostaria que o prefeito desse atenção. Larissa destacou a pauta da habitação e da regularização fundiária, além do combate à violência contra a mulher.

Para a vereadora, o encontro foi demonstração de que o prefeito pretende manter o Legislativo como aliado na construção de sua agenda de governo.

Metas

O prefeito também teria falado de suas metas para a administração, como solucionar o problema das filas de espera para exames e consultas na rede municipal de saúde e a distribuição de medicamentos. Roberto Cláudio também teria tratado de seus planos para a área de segurança, com o videomonitoramento de 50 áreas da cidade e de parcerias entre a Guarda Municipal e a Polícia Militar.

O vereador Guilherme Sampaio (PT) – que, juntamente com seu colega de bancada, Acrísio Sena, encontrou-se com o prefeito na última terça-feira (24) – disse que o pedetista também reafirmou a sua antipatia em relação à ideia de armar a Guarda Municipal, avaliação compartilhada com os petistas. “Ele disse que gostaria de manter esse canal aberto para pautas em que pudesse haver convergência entre nós e a Prefeitura”, afirma, lembrando, porém, que o PT segue na oposição.

09:12 · 19.01.2017 / atualizado às 09:12 · 19.01.2017 por

Por Miguel Martins

O presidente estadual do PT, Francisco de Assis Diniz, afirma que a relação da sigla com o PDT será discutida “com calma” nos fóruns adequados Foto: Nah Jereissati
O presidente estadual do PT, Francisco de Assis Diniz, afirma que a relação da sigla com o PDT será discutida “com calma” nos fóruns adequados Foto: Nah Jereissati

Para buscar caminhos à crise de representatividade pela qual tem passado ao longo dos últimos dois anos, o PT realiza, a partir de março, uma série de encontros para a renovação de seus diretórios, com vistas a uma maior aproximação com movimentos sociais. No entanto, em meio às eleições internas, está a possibilidade de aliança com siglas que fazem parte do mesmo espectro político que a legenda petista, como o PDT.

Em Fortaleza, por exemplo, há um impasse sobre como o partido deve se comportar em relação à gestão do pedetista Roberto Cláudio. Enquanto parte do grupo defende manutenção da postura de oposição à gestão, outros querem que haja uma maior proximidade com o segundo mandato do prefeito.

Na última reunião do diretório nacional, o PT decidiu antecipar as eleições para a renovação das direções. Em âmbito municipal, haverá um Processo de Eleição Direta (PED), e em nível estadual e também federal o partido realizará congressos.

“Vamos ter uma etapa municipal, estadual e nacional. A busca da renovação da direção visa construir um amplo processo de mobilização a constituir-se a partir da renovação, relação que possa estar vinculada ao reflexo dos institucionais com movimentos sociais, militância e o processo que o PT sofreu no último período”, disse o presidente do PT no Ceará, Francisco de Assis Diniz.

O Congresso Municipal acontecerá, simultaneamente, em todas as cidades do Brasil onde o PT tem diretórios, no dia 12 de março. As chapas concorrentes ao comando da sigla na Capital, contudo, devem ser registradas até o dia 30 deste mês.

Se ainda houver interesse do governador Camilo Santana (PT) de manter alguma influência no partido, o secretário da Casa Civil, Nelson Martins, deve ter o seu primeiro teste na articulação política do Governo, mediando conflitos em torno dos grupos que miram o comando do PT em Fortaleza.

O deputado Elmano de Freitas é o atual presidente do diretório municipal, e tem adotado postura opositora à gestão do prefeito Roberto Cláudio (PDT), aliado do governador. No entanto, em nível estadual e federal, PT e PDT são aliados. O desejo do prefeito é contar também com o apoio dos petistas na Capital, o que já é sinalizado pelo vereador Acrísio Sena.

Apoio

Enquanto o outro vereador da sigla, Guilherme Sampaio, insiste com a tese de oposição, Acrísio trabalha com o objetivo de se alinhar cada vez mais com Roberto Cláudio – ele, inclusive, participou da campanha do prefeito no segundo turno das eleições de 2016, assim como Camilo.

Francisco de Assis Diniz diz que o posicionamento do partido sobre a questão só deve ser definido após a escolha do novo diretório municipal, em março. “Vamos discutir, sim, essa relação do PT com o PDT, mas com calma, dentro dos fóruns adequados”, afirmou. “Não podemos colocar essa discussão agora no centro do debate. A ideia primordial no momento é a renovação”.

Os congressos estaduais do PT ocorrerão entre 24 e 26 de março. É quando serão escolhidos os delegados que participarão do Congresso Nacional, este entre os dias 7 e 9 de abril.

09:30 · 17.01.2017 / atualizado às 09:30 · 17.01.2017 por

Por Renato Sousa

Ontem, Roberto Cláudio voltou a mencionar a projeção de que até 40% do quadro de terceirizados da Prefeitura seja incluído nos cortes Foto: Nah Jereissati
Ontem, Roberto Cláudio voltou a mencionar a projeção de que até 40% do quadro de terceirizados da Prefeitura seja incluído nos cortes Foto: Nah Jereissati

Anunciado desde antes da posse de Roberto Cláudio (PDT) para outros quatro anos à frente da Prefeitura de Fortaleza, o pacote de medidas de enxugamento da máquina pública com o objetivo de cortar gastos ainda não foi completamente fechado. Ontem, o prefeito informou que, de acordo com estimativas do Paço Municipal, o corte de terceirizados pode chegar a 40% do total dos profissionais que compõem a gestão municipal. Ele ressaltou, contudo, que, até o momento, não há previsão de nenhuma ação que demande envio de projeto para a Câmara Municipal de Fortaleza. “É tudo por decreto e medida administrativa”, citou.

Ao mencionar o corte de terceirizados, o prefeito ponderou, ainda, que ainda não há um número exato, acrescentando que o corte não será horizontal, com determinadas áreas podendo ter reduções menores que outras, apesar de não detalhar quais.

“A gente não vai fazer um corte irresponsável, que paralise serviços públicos”, afirmou o prefeito. A declaração foi dada ontem (16), durante vistoria à construção de escola de tempo integral no bairro Siqueira.

De acordo com o prefeito, o ajuste é necessário para que se mantenha a saúde fiscal do município. “Todas as transferências de recursos – tanto federais quanto do ICMS (que é um imposto estadual) – estão em queda”, citou. Ele destaca que, ao contrário de outras capitais, Fortaleza tem conseguido honrar seus compromissos, incluindo um aumento de cerca de 8% para os servidores municipais, concedido em dezembro. “Essa é uma realidade única no Brasil”.

Preocupação

Entretanto, caso o ajuste fiscal não seja feito, esse cenário pode mudar. “Se a gente não fizer isso, não tem mágica: a gente vai ficar com a mesma situação da maioria dos outros municípios”.
Desde que foi reeleito, em outubro de 2016, Roberto Cláudio tem anunciado uma série de cortes na máquina, que envolveu desde o fim do aluguel de carros oficiais para os secretários até a fusão de secretarias.

O prefeito afirmou que os gastos da Prefeitura de Fortaleza com telefone, internet e passagens aéreas também serão alvos dos cortes. A expectativa é de economizar até R$300 milhões em custeio da máquina. “São pequenas economias que, somadas, vão fazer com que a gente possa pagar os servidores em dia, ampliar serviços públicos e manter investimentos”, frisou.

Ele também falou sobre o reajuste das passagens de ônibus, em vigor desde sábado (14). De acordo com o pedetista, o aumento foi necessário em virtude dos reajustes dos insumos do transporte coletivo. “Nos últimos 14 meses, foram três aumentos do óleo diesel”, justificou. O prefeito ponderou, ainda, que a nova tarifa, que chegou a R$ 3,20, não tem nenhuma relação com o ajuste fiscal.

O aumento, anunciado pela Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor) após reunião com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (Sindiônibus), representa reajuste de mais de 16%, o maior desde 2003, tendo superado o aumento de 2015, de R$0,35. Em termos nominais, o reajuste de R$0,45 é o maior desde a implantação do Plano Real.

Oposição

Parlamentares da oposição já anunciaram que pretendem tomar medidas para tentar barrar o aumento da passagem. A ação deverá ser decidida hoje, em reunião dos vereadores adversários da administração.

O pedetista também comentou a decretação de estado de emergência em Fortaleza e na Região Metropolitana, assinada pelo governador Camilo Santana (PT) na última sexta-feira (13), antes de sua viagem ao Irã. De acordo com Roberto Cláudio, a estratégia foi adotada como forma de poder-se agilizar obras para evitar um colapso hídrico.

16:03 · 06.01.2017 / atualizado às 16:04 · 06.01.2017 por

Após anunciar o novato Esio Feitosa (PPL)  como líder do Governo na Câmara Municipal de Fortaleza, o  prefeito Roberto Cláudio (PDT) escolheu outros três vereadores de primeiro mandato para serem vice-líderes da gestão municipal na Casa Legislativa. São eles: Renan Colares (PDT), Michel Lins  (PPS) e Dr. Porto (PRTB).

Os quatro participaram de reunião com o prefeito e com o presidente da Câmara, vereador Salmito Filho (PDT), na última quarta-feira (4). A Câmara Municipal, porém, só retoma seus trabalhos em fevereiro, após o recesso parlamentar.

Durante encontro com 42 dos 43 vereadores eleitos na terça-feira (3) – apenas Marta Gonçalves (PEN) não compareceu -, Roberto Cláudio já havia informado que faria uma série de encontros individuais com os parlamentares no decorrer da semana, os quais incluiriam a Mesa Diretora, a liderança do Governo e todas as bancadas da Casa.

08:30 · 04.01.2017 / atualizado às 08:30 · 04.01.2017 por

Por Miguel Martins

Vereadores de oposição dizem que sete nomes compõem o bloco, mas nem todos confirmam fazerem parte da bancada que se opõe ao Governo Foto: José Leomar
Vereadores de oposição dizem que sete nomes compõem o bloco, mas nem todos confirmam fazerem parte da bancada que se opõe ao Governo Foto: José Leomar

A bancada de oposição na Câmara Municipal de Fortaleza participou, ontem, da reunião que o prefeito Roberto Cláudio realizou com vereadores da Casa. Pouco antes do encontro com o chefe do Poder Executivo, os membros do grupo, separadamente, escolheram o líder e o vice-líder do bloco.

O vereador Plácido Filho (PSDB), que já liderou a oposição na gestão da ex-prefeita Luizianne Lins (PT), será o líder da bancada oposicionista ao prefeito Roberto Cláudio. A vice-liderança ficará sob o comando do Soldado Noélio (PR), novato no Parlamento Municipal. Apesar de dizerem ter sete vereadores no bloco, nem todos confirmam que fazem parte da bancada.

O vereador Casimiro Neto (PMDB), por exemplo, não participou da reunião dos oposicionistas e chegou ao restaurante que recebeu também o encontro do prefeito com os vereadores pouco depois de Roberto Cláudio. Membro do PT, o vereador Acrísio Sena já deixou claro que, em hipótese alguma, faria oposição ao lado de siglas como PSDB, PMDB ou PR.

Já o vereador mais votado desta Legislatura, Célio Studart, do Solidariedade (SD), disse que manterá uma postura de independência na Casa. Embora seu partido tenha feito parte da coligação que apoiou a candidatura de Capitão Wagner (PR) na eleição de 2016, ele sequer lembrava da reunião com a oposição marcada para o início da tarde de ontem. Ao Diário do Nordeste, afirmou que estava no local devido ao convite do prefeito para apresentar o secretariado.

Independência

“É um prazer enorme poder conhecer aqueles que vão executar os projetos que serão votados pela Câmara”, disse. Perguntado sobre como atuará na Câmara pelos próximos anos, Studart respondeu que terá “independência total”. “Chegamos aqui não por mérito de qualquer outra coisa, mas pela confiança dada pela população. O que a população espera é que a gente fiscalize e crie projetos de Lei”.

O vereador ressaltou ainda que, para fiscalizar o Governo, é preciso independência. “Não vou participar de oposição por oposição”, disse, quando questionado sobre a reunião que ocorria em uma das mesas do restaurante onde foi realizado o encontro do prefeito com os vereadores. “Vamos ter postura independente. O que tiver bom terá nosso aval, e o que for negativo terá nosso voto contra”, enfatizou.

Assim como o Partido dos Trabalhadores, o Solidariedade ainda não decidiu como a legenda trabalhará na Casa nos próximos anos, e Studart destacou que vai aguardar um veredicto da sigla. Após entrevista com o Diário, o parlamentar resolveu ouvir o que tinham a dizer seus colegas de oposição.

O prefeito Roberto Cláudio, que saudou o grupo no local, frisou que quer ter uma relação aberta com os opositores. “Ela faz parte da lógica de um bom Parlamento. Nos últimos quatro anos tivemos raros atritos com a oposição, e queremos manter o nível de diálogo com eles”.

Eleito líder da bancada, Plácido Filho sustentou que, apesar de pequena, a oposição está organizada. “Estamos debatendo pontos que serão abordados a partir de fevereiro. Esperamos o retorno dos trabalhos e queremos dar uma olhada minuciosa no Orçamento para 2017”.

O vereador Noélio destacou que Segurança e Saúde devem ser dois dos principais pontos abordados pela bancada, visto que são áreas ainda críticas na Capital. Eleito primeiro-secretário da Mesa Diretora da Câmara no domingo (1), Idalmir Feitosa (PR) disse que a presença da oposição na reunião convocada pelo prefeito Roberto Cláudio “demonstra a grandeza da nossa cultura, da nossa forma de ser oposição, porque quando se impõe é participativa”, ressaltou.

08:29 · 04.01.2017 / atualizado às 08:29 · 04.01.2017 por

Por Miguel Martins

Até mesmo a bancada de oposição ao prefeito compareceu ao encontro de ontem, realizado em um restaurante da Capital. Na foto, Roberto Cláudio cumprimenta o vereador Idalmir Feitosa (PR), um dos opositores na Câmara Foto: José Leomar
Até mesmo a bancada de oposição ao prefeito compareceu ao encontro de ontem, realizado em um restaurante da Capital. Na foto, Roberto Cláudio cumprimenta o vereador Idalmir Feitosa (PR), um dos opositores na Câmara Foto: José Leomar

Buscando maior aproximação com o Legislativo Municipal, o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), se reuniu, ontem, com 42 dos 43 vereadores da Câmara Municipal da Capital. Na ocasião, ele apresentou o secretariado do Governo, destacando a função de cada um, além de propostas para o início do segundo mandato. A partir de hoje, o chefe do Executivo inicia processo de diálogo individual com as bancadas da Casa, o que deve se estender pelos próximos dias. A única ausente foi Marta Gonçalves (PEN).

No primeiro encontro, conforme informou, o diálogo deve ser com a Mesa Diretora e com a liderança do Governo na Câmara. Já amanhã, adiantou ao Diário do Nordeste, o debate será feito com a maior bancada do Legislativo de Fortaleza, que é a sigla pedetista.

“Temos um desejo grande de governar junto com a Câmara. Durante os quatro anos do meu primeiro mandato eu acertei muito mais do que errei porque mantive proximidade com os vereadores que trouxeram demandas e expectativas populares”, ressaltou Roberto Cláudio.

Ele destacou que pretende manter essa mesma proximidade no segundo mandato, colocando-se à disposição para receber os vereadores em seu gabinete. “Vamos trabalhar agora com cada uma das bancadas, e a partir de amanhã (hoje) conversaremos com a Mesa Diretora e lideranças. Na quinta-feira (amanhã) estaremos dialogando com as bancadas maiores”, reforçou.

Prioridades

O prefeito enfatizou a importância do diálogo com o Legislativo, que é quem aprova as matérias oriundas do Governo e tem maior proximidade com a população. Dentre as medidas apontadas por ele como prioritárias no diálogo com a Câmara, está a licitação para as três primeiras Areninhas do ano, um lote de revitalização de praças e edital cultural para eventos em praças públicas de Fortaleza.

Ainda na reunião de ontem, Roberto Cláudio compartilhou com os vereadores medidas de contenção de gastos que serão tomadas pela Prefeitura já nos primeiros meses do mandato, além de destacar matérias que já estão no Parlamento Municipal, como o Código de Obras e Posturas e outras. A maioria dos cortes a serem implementados pelo prefeito é de ordem administrativa e, portanto, não há necessidade de proposta de Lei.

No encontro, ocorrido em um restaurante no bairro São João do Tauape, ele ainda pontuou que 2017 tende a ser um ano difícil para a economia – nacional e localmente. Assim, para manter obras em andamento e o pagamento do funcionalismo público em dia, o prefeito disse que é necessário consenso no que diz respeito aos gastos públicos.

Roberto Cláudio também vai convidar os vereadores a participar dos eventos do projeto “Prefeitura nos Bairros”, por meio do qual, uma vez por mês, a sede da Prefeitura será instada em um bairro da Capital.

O presidente da Câmara, Salmito Filho (PDT), esteve na reunião e defendeu o trabalho de independência e harmonia que deve existir entre os dois poderes com vistas a melhorar a vida da população. “Para além de receber as demandas e fiscalizar o Governo, o nosso objetivo institucional é fazer a Câmara estar mais perto da população, através de parcerias com a sociedade civil organizada, indo aos bairros. A Prefeitura, tendo essa alternativa, é muito louvável, pois ganha a cidade de Fortaleza”.

Base

O chefe do Executivo, por sua vez, ao ser questionado sobre a possibilidade de ter apoio de membro do PT à gestão, ao contrário do que ocorreu no mandato passado, disse ficar honrado caso se confirme a ida de Acrísio Sena à base aliada, uma vez que o petista é seu amigo pessoal e “teria muito a contribuir”.

Vereador de primeiro mandato, Esio Feitosa (PPL) terá a missão de coordenar a bancada de 35 vereadores da base governista de Roberto Cláudio. No encontro, ele salientou que é um desafio que requer muita responsabilidade. O parlamentar terá um colégio de três vice-líderes para ajudá-lo nos próximos quatro anos, e destacou que tem conversado com todos os aliados em busca de unidade.

“A perspectiva é que tenhamos um ano de crise e os vereadores devem ter responsabilidade com a cidade. Queremos que eles tenham essa compreensão, de que temos que fazer muitos sacrifícios”, disse o novo líder.

08:48 · 03.01.2017 / atualizado às 08:48 · 03.01.2017 por

Por Miguel Martins

A solenidade de posse do novo secretariado de Roberto Cláudio (PDT) reuniu muitos vereadores e ex-vereadores – três deles que, inclusive, afastaram-se dos cargos no Legislativo para assumir pastas no Governo Municipal. Dentre os presentes no evento, o petista Acrísio Sena, que pretende fazer parte da base de apoio do prefeito reeleito, destacou que não fará oposição ao lado de PMDB, PSDB e PR.

Atualmente, a oposição a Roberto Cláudio na Câmara é composta por apenas sete dos 43 vereadores, todos membros das siglas tucana, peemedebista e republicana. No âmbito nacional, esses partidos fazem parte da base de sustentação do Governo Michel Temer (PMDB), que tem no PT uma das siglas opositoras.

“Eu, em hipótese alguma, estarei no mesmo campo de oposição de PMDB, PSDB e PR. Não tem a menor possibilidade”, frisou Acrísio Sena. Há impasse no que diz respeito ao posicionamento da bancada do PT na Câmara porque Guilherme Sampaio, o outro vereador reeleito pela sigla, defende que o grêmio continue fazendo oposição ao governo, da mesma forma que o fez de 2014 a 2016.

“Temos duas funções muito claras. A do Guilherme e a minha, que é a que estabeleçamos um diálogo em Fortaleza com o PDT. Nem defendo adesão e muito menos oposição a qualquer custo”. Visando o pleito de 2018, ele disse que não visualiza PT e PDT sem um grau de integração.

Ontem, foram empossados secretários os vereadores Elpídio Nogueira (PDT), Evaldo Lima (PCdoB) e Antônio Henrique (PDT). Com isso, assumirão na Câmara os suplentes Eron Moreira (PP), Eliana Gomes (PCdoB) e Carlos Mesquita (PROS).

08:47 · 03.01.2017 / atualizado às 08:47 · 03.01.2017 por

Por Miguel Martins

Em discurso, Roberto Cláudio também agradeceu ao vice-prefeito Moroni Torgan, às esposas dos dois e aos vereadores e partidos que o apoiam Foto: Fabiane de Paula
Em discurso, Roberto Cláudio também agradeceu ao vice-prefeito Moroni Torgan, às esposas dos dois e aos vereadores e partidos que o apoiam Foto: Fabiane de Paula

O prefeito Roberto Cláudio (PDT) deu posse, na manhã de ontem, a todo o secretariado da gestão e, já no período da tarde, realizou reunião com a equipe. O chefe do Executivo da Capital se reúne, na manhã de hoje, com vereadores da Câmara Municipal de Fortaleza, quando pretende apresentar os gestores que agora compõem a nova estrutura administrativa do governo aos membros do Legislativo.

Ontem, o prefeito também anunciou, como uma das principais medidas do novo mandato, a criação do projeto “Prefeitura nos Bairros”, por meio do qual pelo menos uma vez ao mês, ao longo da gestão, ele pretende levar a estrutura da administração municipal a um dos bairros da Capital, tornando o governo mais próximo da população.

As incursões da gestão nos logradouros da cidade têm início em fevereiro, quando secretários e os demais titulares de coordenadorias passarão um dia inteiro em um bairro ainda a ser escolhido, ouvindo demandas da população no tocante a ações dirigidas ao local e adjacências. “A sede (da Prefeitura) vai ser toda lá, com secretariado e equipe municipal buscando aproximar a gestão do povo”, explicou Roberto Cláudio.

Em um discurso de mais de meia hora na solenidade de posse, o prefeito destacou que seu primeiro mandato foi de muitas realizações, mas com falhas que buscará corrigir nos próximos quatro anos. Propostas que pretende implantar serão norteadas pelo Plano Fortaleza 2040, que trata do desenvolvimento da cidade com estratégias a serem implementadas em curto, médio e longo prazos.

Ele ressaltou, ainda, que quer ouvir as pessoas e entender as angústias da população, principalmente de quem vive na periferia de Fortaleza. “É muito importante termos decência moral para que a gente busque sempre capacidade e esteja sempre se reinventando”, pontuou.

O prefeito informou que, na reunião de hoje com os vereadores, apresentará seu secretariado e pretende discutir as primeiras medidas administrativas da gestão e algumas legislativas junto aos parlamentares da Capital. Ele tem como aliada quase a totalidade da composição da Casa.

Relação com a Câmara

Algumas das medidas que ele pretende implementar ao longo do mandato já estão, inclusive, na Câmara, como a Lei de Uso e Ocupação do Solo, o Código de Obras e Posturas e a Lei de Poluição Visual. Roberto Cláudio ressaltou que, assim como no primeiro governo, espera manter com a Câmara relação “com transparência e muito respeito”.

No que diz respeito à troca de quase 70% do seu secretariado, o gestor enfatizou que a equipe foi modificada por se tratar de um novo governo. Ao longo do mês de janeiro, ele deve nomear os coordenadores com status de secretário, o que já começou na tarde de ontem. Em seguida, serão nomeados os secretários-executivos e os presidentes de autarquias. A solenidade de posse do secretariado teve início com celebração ecumênica conduzida por líderes das igrejas Católica, Evangélica e Mórmon.

09:12 · 02.01.2017 / atualizado às 09:12 · 02.01.2017 por
Roberto Cláudio tomou posse na noite de ontem, em solenidade na Câmara Municipal Foto: Fabiane de Paula
Roberto Cláudio tomou posse na noite de ontem, em solenidade na Câmara Municipal Foto: Fabiane de Paula

Após tomar posse para o segundo mandato à frente da Prefeitura de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT) detalhou, em entrevista coletiva na noite deste domingo (1), ações que pretende priorizar na nova gestão. Saúde e Segurança, como havia sinalizado durante a campanha eleitoral, devem receber o que chama de “inovações” já a partir do primeiro ano de governo. Educação, Emprego e Infraestrutura – esta incluindo mobilidade urbana e urbanização – completam, segundo ele, a linha de frente do segundo mandato.

Antes, em discurso no plenário da Câmara Municipal de Fortaleza, onde ocorreu a solenidade de posse dele e do vice-prefeito, Moroni Torgan (DEM), o pedetista já havia listado realizações do primeiro governo e pretensões para o segundo, mas, aos jornalistas, citou ações com previsão de prazo para serem executadas. Ao tratar de Saúde, disse que regularizará o estoque de medicamentos básicos dos postos ainda neste ano. Ele também informou que deseja inaugurar o IJF2 em 2018.

“É preciso que Saúde continue a ser a área em que a cidade mais investe ao longo de quatro anos, que a gente também qualifique e dê mais eficiência a esses gastos, e o mais importante: que a gente, agora, faça o que não foi possível ser feito no primeiro mandato”, afirmou.

Roberto Cláudio falou, ainda, de políticas de Segurança que envolvem a atuação da Guarda Municipal em parceria com o Raio. Segundo ele, a Prefeitura de Fortaleza pretende instalar, ao longo dos próximos quatro anos, pelo menos 50 pontos de observação da Guarda Municipal em espaços públicos da Capital, definidos a partir da incidência de crimes violentos.

“A Guarda Municipal contará com uma cabine, com câmeras de segurança no seu entorno, dois guardas municipais fixos em cada uma dessas cabines e dois volantes no entorno delas. Para cada duas cabines dessas, e com elas já se estabelece o novo sistema de monitoramento e fiscalização que não existia antes, a ideia, em integração com o Governo, já negociada com o governador, é que uma equipe do Raio possa dar suporte a essas duas equipes da Guarda Municipal nesses territórios”, explicou. De acordo com Roberto Cláudio, um plano deve ser lançado neste primeiro semestre, mapeando as áreas de implementação.

Equipe de governo

Hoje, às 9 horas, o prefeito dá posse aos novos secretários no Paço Municipal e, em seguida, realiza a primeira reunião com a equipe. O secretariado desta gestão, anunciado no dia 23 de dezembro, tem 67% de renovação em relação à equipe de governo do primeiro mandato. Segundo ele, a composição do chamado segundo escalão, formado por secretários-executivos e outros cargos da administração municipal, será anunciada “progressivamente” ao longo do mês de janeiro.

Questionado sobre como buscou equilibrar critérios técnicos a arranjos que atendessem aos 18 partidos que o apoiaram no pleito durante a escolha do secretariado, Roberto Cláudio argumentou que seu “grande compromisso” foi montar “um bom governo”.

“Minha satisfação sempre, e mais importante, é com a população. É a gente obviamente mediar, conciliar, conversar, mas ao final de tudo montar um secretariado que, na minha perspectiva, responda às expectativas da população e aos nossos compromissos. Esse foi o único e principal critério. Na conversa com os partidos, nós tentamos buscar perfis que pudessem conciliar uma dupla habilidade: alguma vivência política, algum tipo de habilidade ou de convivência com a política, e do outro lado conhecimento técnico na área em que irá exercer a sua missão, a sua função”, disse.

O pedetista pontuou, ainda, que “grande parte” do secretariado não tem filiação partidária. “São técnicos que foram escolhidos pela sua competência, pela sua história. Alguns são novas apostas da gestão, e outros nós buscamos em partidos pessoas que, dentro da nossa base de governo, pudessem conciliar essas duas habilidades”, completou.

09:08 · 02.01.2017 / atualizado às 09:08 · 02.01.2017 por

Por Beatriz Jucá

Na solenidade de posse de Roberto Cláudio e Moroni, o vereador Salmito Filho convidou para compor a mesa o governador Camilo, o deputado Zezinho Albuquerque, o ex-governador Cid Gomes e o procurador Plácido Rios Foto: Fabiane de Paula
Na solenidade de posse de Roberto Cláudio e Moroni, o vereador Salmito Filho convidou para compor a mesa o governador Camilo, o deputado Zezinho Albuquerque, o ex-governador Cid Gomes e o procurador Plácido Rios Foto: Fabiane de Paula

Com o discurso voltado à transformação de Fortaleza em uma cidade pacificada e mais competitiva economicamente, o prefeito Roberto Cláudio foi empossado, ontem, para o seu segundo mandato na Prefeitura da Capital. A solenidade, realizada na Câmara Municipal de Fortaleza, durou cerca de 50 minutos e marcou ainda a posse do vice-prefeito Moroni Torgan. Na ocasião, o prefeito prometeu ampliar políticas e ações iniciadas no primeiro mandato, como as areninhas e a construção de creches e de novos equipamentos de saúde, além de investimentos para um transporte público mais célere.

A sessão solene de posse foi aberta por volta das 19h pelo presidente recém-eleito da Câmara, vereador Salmito Filho. Na oportunidade, foram convidados para compor a mesa o governador Camilo Santana; o presidente da Assembleia, Zezinho Albuquerque; o ex-governador Cid Gomes, e o procurador Plácido Rios. Após os ritos constitucionais de juramento e assinatura do termo de posse, o prefeito Roberto Cláudio agradeceu a apoiadores, mas também à contribuição dos vereadores ao seu primeiro mandato, destacando a proximidade deles aos problemas dos bairros e a importância do diálogo com o Executivo.

O prefeito ainda afirmou que o momento é de renovação dos compromissos com a cidade e das alianças políticas. “Tenho consciência de que este é um novo momento e que o segundo mandato deve superar o primeiro. Vamos tentar inovar e nos reinventar permanentemente”. Segundo Roberto Cláudio, Fortaleza tem caminhado rumo à modernidade e está em processo para superar históricas desigualdades sociais. “A Prefeitura de Fortaleza deve intervir nesse processo como mediadora, não apenas realizando ações positivas, mas estimulando o mercado e gerando mais emprego”.

Roberto Cláudio disse querer estimular uma relação de pertencimento com a cidade promovendo ações de estímulo à utilização do espaço público. Ele citou como exemplo de ações que impulsionam isso a criação de novas praças e das areninhas, o Bicicletar, a criação de faixas exclusivas para ônibus e as medidas com o objetivo de tornar o transporte público mais rápido.

Para ele, uma cidade menos desigual e com maior sentimento de pertencimento não é utópica, mas algo possível de alcançar com um planejamento eficaz. Nesse sentido, ele citou as metas previstas no Fortaleza 2040. “O plano traça caminhos para uma Fortaleza mais acessível e acolhedora”, apontou, antes de ressaltar que o segundo mandato será dedicado a colocar em prática ações previstas no documento.

Política fiscal

O prefeito também destacou a importância de ter adotado uma política fiscal austera, o que, segundo ele, garantiu a continuidade da oferta dos serviços públicos e de investimentos no atual período de recessão econômica brasileira. O prefeito ainda comentou algumas conquistas do seu primeiro mandato, como a ampliação dos postos de saúde, a criação de 250 novos leitos hospitalares, a construção de novas creches e a implementação de escolas em tempo integral.

Para o segundo mandato, Roberto Cláudio disse que exigirá que a equipe gestora cumpra o projeto político aprovado pela população de Fortaleza nas urnas. Conforme o prefeito, o objetivo da nova gestão é investir na qualificação e na ampliação dos serviços públicos. Nesse sentido, ele prometeu, por exemplo, a criação de novas praças e areninhas, a criação de novas creches, a universalização do acesso à pré-escola e a duplicação das vagas nas escolas de tempo integral.

Na saúde, Roberto Cláudio pretende, nos próximos quatro anos, regularizar o estoque de medicamentos nos postos de saúde e ampliar as policlínicas com sistema de saúde escola. Além disso, o prefeito prometeu obras de pavimentação em 60 comunidades já selecionadas e a universalização de wifi e ar-condicionado na frota de ônibus. “Vamos fazer novos binários e novas avenidas em áreas que ainda não chegamos”, afirmou.

Mas as áreas que deverão ganhar atenção especial são a Segurança e a Economia. A primeira terá um programa de prevenção à violência conduzido pelo vice Moroni Torgan, que deve apresentar algumas informações ao secretariado na reunião de hoje (2).

Já na Economia, Roberto Cláudio pretende implantar políticas de incentivo tributário, desburocratização para a criação de empresas, iniciar novas parcerias com a iniciativa privada e ampliar as ações de profissionalização de jovens e adultos. “Isso vai tornar Fortaleza mais atrativa para investimentos. Daqui a quatro anos, desejo olhar na janela e ver uma Fortaleza mais pacificada e competitiva frente às grandes metrópoles”.

12:08 · 01.01.2017 / atualizado às 12:08 · 01.01.2017 por

Por Renato Sousa

Atual presidente da Câmara, o vereador Salmito Filho (PDT) deve manter-se no cargo. Será dele, portanto, a tarefa de dar posse ao prefeito Foto: Jorge Alves
Atual presidente da Câmara, o vereador Salmito Filho (PDT) deve manter-se no cargo. Será dele, portanto, a tarefa de dar posse ao prefeito Foto: Jorge Alves

Neste domingo (1), nos 184 municípios cearenses, acontecem as solenidades de posse dos prefeitos e vereadores eleitos em outubro passado. Alguns poucos ainda têm pendências com a Justiça Eleitoral. O mandato deles é de quatro anos. Em Fortaleza, a solenidade acontecerá no fim da tarde, na Câmara Municipal. Serão empossados, inicialmente, os 43 vereadores, e logo depois o prefeito Roberto Cláudio (PDT).

Os vereadores são empossados primeiro em razão de ser o presidente da Câmara, a ser eleito imediatamente após a posse, o designado a receber o juramento do prefeito. Pelo entendimento já existente, o vereador Salmito Filho (PDT) será reeleito presidente da Câmara, para mais um período de dois anos.

De acordo com o Regimento Interno do Legislativo Municipal, a sessão de instalação da legislatura – na qual parlamentares são empossados – é conduzida pelo mais votado da eleição, no caso, Célio Studart (SD), que teve 38 mil votos. Caberá a ele e a um vereador a ser escolhido para secretariar os trabalhos colher, de cada um dos parlamentares, o juramento de defesa das constituições federal e estadual, além da Lei Orgânica do Município. Célio é quem também deve conduzir a eleição da Mesa.

Durante a instalação da legislatura e a eleição da Mesa Diretora, apenas os vereadores terão acesso ao plenário da Câmara Municipal. Cada participante poderá levar seis convidados, que serão acomodados na Galeria do Povo Dom Helder Câmara e no auditório da Casa, onde deve ser instalado um telão<MC0>.

A expectativa é de que apenas uma chapa concorra e que Salmito mantenha-se na Presidência da Casa. Em 14 de novembro, após reunião com os parlamentares eleitos, o pedetista divulgou carta com o apoio de 34 vereadores ao seu nome, inclusive da oposição. Soldado Noélio (PR), um destes opositores, afirmou em entrevista que o ideal era que fosse possível lançar uma chapa de nomes críticos ao Palácio do Bispo, mas ponderou que, “infelizmente, a oposição não teria força para eleger o presidente”.

Renovação

A próxima legislatura já começa diferente da anterior. Aproximadamente 60% dos parlamentares que estarão na Câmara durante os próximos quatro anos não a compuseram nos quatro últimos. Cerca de 20% da composição eleita em 2012 escolheu nem mesmo disputar uma vaga.

Entretanto, com a indicação do novo secretariado do prefeito – e a ida de Evaldo Lima (PCdoB) para a Cultura, Elpídio Nogueira (PDT) para os Direitos Humanos e Antônio Henrique (PDT) para a Regional III –, três nomes com experiência devem retornar à Casa: Carlos Mesquita (Pros), Dr. Eron (PP) e Eliane Gomes (PCdoB).

Tal renovação, porém, não deve se refletir na composição da Mesa. Conforme apurou o Diário do Nordeste, dos seis nomes que comporão a chapa com Salmito para vice-presidências e secretarias, apenas dois chegam à Câmara agora: Bruno Martins (PRTB) e Idalmir Feitosa (PR). Este, contudo, já foi vereador por cinco mandatos. Ainda não há informações sobre as presidências das comissões temáticas ou sobre os vogais<MC0>.

Após a eleição do presidente do Legislativo Municipal e da Mesa Diretora, caberá a ele dar posse a Roberto Cláudio (PDT) e a seu vice-prefeito, Moroni Torgan (DEM). Com a posse de Moroni – e sua renúncia ao posto de deputado federal –, o peemedebista Vaidon Oliveira deve ser alçado à Câmara Federal.

Roberto Cláudio elegeu maioria no Parlamento Municipal. Apenas seu partido conquistou 11 das 43 cadeiras da Casa. Em segundo lugar vieram o PR e o PRTB, tendo elegido quatro parlamentares cada um. O PPL elegeu três, enquanto SD, PEN, PSD, PT, PTC, PRP e PPS conseguiram um par de representantes cada. Por fim, PSDB, PMDB, PTN, PSL, PCdoB, PSDC e PRB garantiram sua presença na próxima legislatura pela bancada mínima. Com a volta de Dr. Eron, o PP também passa a ser representado na Câmara.

Oposição

Há outras diferenças em relação à legislatura anterior. Em 2012, o prefeito enfrentou uma oposição que era majoritariamente de esquerda – a maioria dos opositores vinha do PT e do PSOL. Agora, o cenário é diferente. Nenhum parlamentar do PSOL foi eleito e a bancada do PT foi reduzida pela metade, indo de quatro para dois vereadores. Os membros da oposição serão, em um primeiro momento, oriundos de partidos com perfil mais inclinado para a centro-direita, principalmente daqueles que compuseram a coligação que apoiou Capitão Wagner (PR) na eleição para prefeito.

19:12 · 31.12.2016 / atualizado às 19:12 · 31.12.2016 por

Por Beatriz Jucá e Edison Silva

Roberto Cláudio afirma que, ao fim de sua segunda gestão na Prefeitura de Fortaleza, pretende entregar uma cidade mais cidadã, planejada e com melhores indicadores na Educação, na Saúde e na Mobilidade Urbana Foto: Fabiane de Paula
Roberto Cláudio afirma que, ao fim de sua segunda gestão na Prefeitura de Fortaleza, pretende entregar uma cidade mais cidadã, planejada e com melhores indicadores na Educação, na Saúde e na Mobilidade Urbana Foto: Fabiane de Paula

Reeleito em outubro último para mais uma gestão no Executivo da Capital, o prefeito Roberto Cláudio diz planejar uma administração diferente do primeiro mandato, priorizando principalmente as áreas da economia e da Segurança Pública. Segundo ele, Educação, Saúde e Mobilidade Urbana também terão atenção especial. O prefeito diz que iniciará o mandato reunindo, no dia 2 de janeiro, o secretariado para discutir ações para os próximos anos. Já no dia 3 de janeiro, ele planeja um encontro entre a equipe administrativa e os vereadores de Fortaleza para apresentar as mudanças planejadas para a segunda gestão e também a preparação de mensagens a serem enviadas para a Câmara Municipal. No restante do mês, o prefeito ainda dedicará parte de sua agenda para receber vereadores e ouvir deles as principais demandas dos bairros.

A sua nova administração será igual à anterior?

Certamente que não. Será um novo governo. É um novo momento do Brasil, com novas demandas da população. Claro que tem a mensagem da reeleição, que é de aprovação de medidas e políticas implantadas no primeiro governo. As que foram bem avaliadas serão ampliadas, como as areninhas, a iluminação de luz branca e de led, as praças públicas, as creches e as escolas em tempo integral. Há uma demanda para que elas cheguem em novos bairros. Entretanto, neste ano a população também tem novas expectativas. Tenho dito que o grande desafio que temos é manter a marca de um governo inovador e moderno, mas também ter muita sensibilidade para entender os desafios sociais e físicos de quem mora na periferia, que ainda é muito deficiente de estrutura e de serviços públicos. Neste segundo governo, queremos manter essas duas marcas das políticas de inovação e da modernidade, como as que fizemos na Mobilidade Urbana, e ao mesmo tempo casar isso com políticas que cheguem à periferia, mudando a face de infraestrutura física e de serviços públicos básicos, como Educação e qualificação profissional. É um novo momento, um novo governo, e por isso que mudamos quase 70% da equipe. Demos novas missões e trouxemos novas pessoas justamente para que a gestão não fique na zona de conforto e possa se reinventar neste segundo governo com a mesma indignação com o que está errado, com o mesmo dinamismo e a mesma capacidade criativa de realização que norteou os secretários neste primeiro governo. É isso que procuraremos manter já a partir do dia 1º de janeiro.

Que Fortaleza o senhor imagina entregar para a população ao fim da sua gestão?

Subjetivamente, eu diria uma cidade que promova uma nova relação de cidadania e de comprometimento entre o cidadão que vive nela e a própria cidade. Esta é uma ação que passa pelo poder público, mas que não é só do poder público. Quando iniciamos as ciclofaixas de lazer, recuperamos espaços públicos, criamos as areninhas, implantamos o bilhete único e as faixas exclusivas para ônibus; quando entregamos obras de infraestrutura na cidade, e as pessoas passam a sair de casa e usufruir esses espaços, passa a ter nova relação de solidariedade e interação com as pessoas que vivem no entorno. Quando fazemos isso, estamos valorizando o verdadeiro sentido de uma cidade, que não é só um ajuntamento de pessoas no mesmo território. Uma cidade envolve sentimentos de identidade, de pertencimento, de solidariedade e, por fim, o que é mais importante, de cidadania. Se você me pergunta subjetivamente qual é a minha maior ambição, é que em oito anos a gente possa construir uma relação de cidadania com a cidade. Obviamente isso passa muito pelo papel estimulador do poder público. Do ponto de vista mais prático, eu diria que espero entregar uma Fortaleza mais planejada. O Fortaleza 2040 vai nos ajudar a ter uma noção de futuro. Uma cidade precisa pensar em longo prazo para que as de curto prazo tenham coerência com essa visão estratégica de longo prazo. Então, eu diria que espero deixar uma cidade planejada, uma cidade que traga mais oportunidades de infraestrutura e de serviços públicos para bairros e comunidades historicamente alijadas do desenvolvimento de Fortaleza. Ao mesmo tempo, a gente poder olhar pra trás e sentir que nas mais diversas áreas de atuação da Prefeitura houveram mudanças de indicadores. Queremos entregar uma Educação com maior número de matrículas e mais qualidade, uma Saúde com melhor cobertura, um transporte público que esteja mais ágil e mais confortável. São estas as minhas ambições: a da cidadania, a da mudança e a de indicadores de qualidade melhores nos serviços públicos essenciais.

Durante a campanha, em outubro, o debate que mais foi travado diz respeito à Saúde e à Segurança. Esses dois pontos têm projetos especiais?

Sim. Eu até ampliaria o escopo. Governar uma cidade é tratar de vários assuntos e de todos os territórios ao mesmo tempo. Temos que dar resposta aos vários problemas que surgem, da drenagem que está jorrando água em um bairro a uma grande política de planejamento urbano. Então, é impossível que em quatro anos nós mudemos a realidade de uma cidade por inteiro. Por isso que é tão importante planejar e realizar ações prioritárias. Temos quatro áreas estratégicas que deverão receber atenção especial nos próximos quatro anos de governo. A primeira é a Educação. Nós queremos ampliar matrículas e universalizar a pré-escola. Mesmo abrindo mais de 80 creches, há 4 mil crianças ainda não atendidas. Queremos universalizar isso e duplicar as vagas nas escolas em tempo integral. Queremos também todas as escolas de Fortaleza ensinando a ler e a escrever na idade certa. Outra área estratégica é a mobilidade, queremos ampliar e capilarizar as políticas vencedoras do primeiro governo, das ciclofaixas, das faixas exclusivas, dos binários. Temos como meta garantir a universalidade da frota com ar-condicionado e Wifi. Mas há três áreas que deverão receber políticas especiais, que são a economia local, a Saúde e a Segurança municipal. Esta última não é atribuição do município, mas daremos a ela uma atenção especial. Numa crise, a economia local acaba repercutindo e a consequência mais dura é o desemprego. Então é importante que os municípios se tornem espaços atrativos para investimentos. No primeiro semestre do ano, teremos ações para tornar Fortaleza competitiva. Essa área terá quatro ações: política de incentivos tributários; arranjos público-privados, que envolvem PPPs e concessões; a terceira ação é a da capacitação e formação para o mercado de trabalho; a quarta, que já iniciamos, é prática. Tornar Fortaleza a cidade mais desburocratizada do Brasil para emissão de licenças, alvarás de funcionamento de atividades econômicas e abertura de empresas. Na Segurança, o vice Moroni liderará o papel de monitoramento e de prevenção de violência do Município. Haverá uma articulação com a guarda municipal e o Raio, e isso já foi conversado com o governador Camilo. Do outro lado, também vamos integrar políticas sociais de prevenção de violência em territórios com maior incidência de mortes violentas e assaltos. Isso envolverá luz, pavimentação, areninhas, políticas para jovens e um conjunto de ações sociais. E na Saúde, que recebeu muitos investimentos no primeiro governo, vamos incorporar novas ações. Há um segundo passo que precisa ser dado, algumas metas específicas. A primeira é garantir no primeiro ano a regularização dos 84 medicamentos básicos da atenção primária em todas as farmácias e postos da Prefeitura. A segunda é integrar os postos à nossa rede de hospitais. Temos reformas e adaptações em andamento nos hospitais. O desafio é primeiro integrá-los entre si e depois integrá-los aos postos. Também iremos implantar mais três policlínicas, inaugurar o IJF 2. Temos também a ideia de aproveitar uma estrutura já existente da cidade que não é bem aproveitada, que são as universidades que ofertam cursos de Saúde. A nossa ideia é criar um modelo de cogestão em alguns territórios da cidade entre a Prefeitura e a rede de ensino, que tem profissionais e estudantes excelentes. Isso pode trazer modernidade e inovações para a nossa rede de assistência. Essa discussão ainda está no início.

Educação e Saúde são áreas caras. Para a Educação, há recursos garantidos, mas não para a Saúde. Como fazer uma Saúde de qualidade no município com a dificuldade de recursos?

53% do gasto global do Município está concentrado em duas áreas: Educação e Saúde. Há determinação constitucional de gastar 25% com a Educação, nós gastamos 26%. Na Saúde, é 15%, e nós chegamos a 27%. Respondendo à sua pergunta, acho que a saída para os municípios tem sido priorizar gastos em Saúde em detrimento de outras áreas. O orçamento é uma peça que não tolera discursos. Quando você olha para a LOA, você vê o que de fato o governo priorizou. Não tem como investir em Saúde sem retirar de outras áreas. Uma saída de vários municípios brasileiros tem sido aumentar a parcela de recursos próprios para essa área. O que a gente tem feito também é captar recursos externos para a Saúde. As policlínicas, por exemplo, e o próprio IJF 2, nós estamos fazendo com recursos em parceria. Um com o Estado e outro com organismos internacionais, justamente para tentar reduzir a utilização de recursos próprios no financiamento desses investimentos. No entanto, no custeio, é diferente. No IJF, temos 72% de custeio da Prefeitura de Fortaleza e 28% da União e do Governo do Estado. Planejamos para o IJF 2 alguns tipos de atividades assistenciais que são financiadas pela União, principalmente expansão de leitos e serviços de alta complexidade. Isso permitirá que o Município modifique a proporção de gastos, embora não reduza drasticamente em números absolutos. Entretanto, municípios e estados têm ficado com essa responsabilidade de financiar e expandir os serviços de Saúde. Enquanto não houver um novo pacto federativo, uma nova responsabilidade de financiamento da Saúde, a saída para os municípios que priorizam essa área é gastar mais e com eficiência. A despeito da gente ter uma grande quantidade de funcionários que não são públicos, temos que concentrar nossos recursos nos nossos equipamentos. Depois que eles estiverem bem custeados é que poderemos expandir serviços a prestadores da rede filantrópica e conveniada ao SUS.

O senhor disse que administrar a Prefeitura tem uma capilaridade grande e Fortaleza precisa crescer neste momento de crise nacional. Como Fortaleza pode crescer proporcionalmente à sua evolução demográfica?

Numa perspectiva de longo prazo, para que a cidade possa cumprir essa tarefa de planejamento de 24 anos que o Fortaleza 2040 propõe, é importante que a gente estruture um plano econômico. A gente precisa maximizar nossas potencialidades econômicas, dinamizar o que já existe e, inclusive, estruturar novas atividades que a cidade oferta. A economia do mar, por exemplo. Nós temos 33 quilômetros de costa, e o Fortaleza 2040 entende que um dos setores que a cidade nunca priorizou ou valorizou foi esse potencial da economia do mar, que envolve da pesca ao turismo. Uma ambição nossa junto com o Governo do Estado é ter um arrojado plano turístico. Há muitos lugares do mundo que conseguem transformar causos e prédios antigos em fatos turísticos, em atração de curiosidade para quem visita. Queremos construir itinerários e roteiros em Fortaleza, seja gastronômico, histórico ou cultural. Precisamos valorizá-los e vendê-los. Essa é uma política para o Turismo que não envolve grandes investimentos em infraestrutura, mas que tem um apelo muito forte junto a quem tem interesse em nos visitar. O plano econômico do Fortaleza 2040, dinamizando atividades atuais e estruturando atividades econômicas como esta, é o futuro para que a cidade não dependa unicamente dos repasses de outros entes. Quanto mais pujante a economia local, mais receita o município vai ter para poder fazer as compensações necessárias e atender o tamanho da demanda e da expectativa da população. Então, fundamentalmente, no longo prazo, a cidade depende de um plano econômico que a dinamize e que reduza a dependência aos repasses. Esta é uma questão. A outra é aproveitar a boa situação fiscal de Fortaleza comparada às outras capitais, e a sua grande capacidade de endividamento para de forma planejada captar investimentos de outras fontes, principalmente de organismos internacionais. Temos uma carteira de mais de R$ 2 bilhões já negociados ou em negociação, uma forma de investir sem precisar retirar do tesouro. E a expectativa é de uma nova economia para quando começarmos a pagar. Por isso, nós em quatro anos de uma crise, conseguimos parcerias com bancos e organismos internacionais. Essas ações permitirão que Fortaleza possa investir nos próximos anos mais ainda do que investiu na primeira gestão.

O senhor foi eleito com uma coligação que envolveu grande quantidade de partidos políticos. Como compatibilizar o interesse da administração com o político neste contexto?

Agindo com muita verdade e proximidade. Eu vim do Parlamento, então digo que o que o parlamentar mais precisa é de canais de diálogo com o Executivo. Comecei com o apoio de apenas um terço da Câmara e terminei com o apoio de dois terços. Nunca perdi o hábito de recebê-los e ouvir as demandas do bairro. Já começo, inclusive, a estabelecer essa relação no dia 3 de janeiro. No dia 2, teremos a primeira reunião do secretariado e, a partir do dia 3, convidarei os vereadores para uma reunião com o secretariado para falar um pouco sobre as prioridades, as ações da gestão para os próximos quatro anos e para ouvirmos as demandas dos parlamentares. O contato com eles ajuda uma relação de entendimento do próprio Executivo com a cidade e valoriza o trabalho do parlamentar. Fiz uma escolha de um secretariado extremamente técnico, claro que procuramos para algumas áreas perfis que unissem a técnica e a política. Tenho um profundo respeito pela Câmara. Sem ela, costumo dizer que não teria conseguido fazer tudo o que fizemos na primeira gestão. Eu tive o hábito de, além de receber vereadores toda semana e de andar com eles nas comunidades, abrir todo semestre legislativo. Quero continuar porque acho que isso é uma questão de respeito e reverência em relação ao trabalho da Câmara Municipal de Fortaleza. Quero registrar aqui que estou tendo o enorme privilégio de mais um mandato, apesar deste ano tão conturbado político e economicamente para o País. Quero assumir com o fortalezense o compromisso de continuar trabalhando para tornar a cidade melhor. Posso ter errado em alguns momentos, mas sempre dei o melhor de mim. E é isso que eu quero continuar fazendo para que as pessoas possam viver melhor na nossa cidade.

08:20 · 30.12.2016 / atualizado às 08:20 · 30.12.2016 por

Para um, 2017 será ano de começar um novo governo. O outro, ao chegar à metade do mandato, admite que projetava mais resultados alcançados até então, mas diz que trabalha para honrar compromissos de campanha que ainda não são realidade. O Diário do Nordeste publica, na superedição deste fim de semana, entrevistas com o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), e com o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), nas quais ambos listam prioridades de ações a partir de 1º de janeiro.

Segurança é uma delas. Ao tratar do tema que travou inúmeros debates ao longo da campanha eleitoral de 2016, Roberto Cláudio detalha um conjunto de políticas de monitoramento e prevenção à violência a ser executado no segundo governo. O governador, por sua vez, comemora o fato de que, neste ano, o Estado conseguiu manter redução no índice de homicídios, que caía desde 2015. Entretanto, “não completamente satisfeito com os resultados”, assegura mudanças na cúpula da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) em 2017.

Economia

Mergulhados na mesma crise econômica nacional, Camilo Santana e Roberto Cláudio também tratam de desafios semelhantes – embora em diferentes proporções – à frente do Executivo. Nas entrevistas, os dois colocam o equilíbrio fiscal como prioridade no novo ano.

Para isso, o governador, que terminou 2016 enviando à Assembleia Legislativa o “Plano de Sustentabilidade para o Desenvolvimento do Estado do Ceará”, anuncia que, em meio às “crises econômica, política e hídrica”, novas medidas de austeridade devem vir. Já o prefeito, entendendo que a crise, localmente, tem como principal impacto o desemprego, diz que adotará ações que tornem Fortaleza mais competitiva para receber investimentos. Elas incluem, nas palavras dele, uma política de incentivo tributário, arranjos público-privados e outras.

Politicamente, após o ano eleitoral em que, contrariando o próprio partido, o PT, Camilo Santana reafirmou aliança com Roberto Cláudio, o chefe do Executivo Estadual admite, ainda, a possibilidade de mudar de legenda partidária. Ambos também falam das relações com vereadores e deputados estaduais. Após cisão na base aliada quando da eleição da Mesa Diretora da Assembleia, no início deste mês, o governador começa o ano reconhecendo que perdeu aliados, mas ganhou outros.

10:21 · 24.12.2016 / atualizado às 10:21 · 24.12.2016 por

Por Renato Sousa

O anúncio do novo secretariado de Roberto Cláudio foi feito nessa sexta-feira e modifica composição da Câmara Foto: José Leomar
O anúncio do novo secretariado de Roberto Cláudio foi feito nessa sexta-feira e modifica composição da Câmara Foto: José Leomar

A Prefeitura de Fortaleza anunciou, nessa sexta-feira (23), os nomes que comporão a segunda gestão do prefeito Roberto Cláudio (PDT), reeleito em outubro deste ano. A renovação dos quadros foi de 67%. Entretanto, os principais nomes da equipe econômica foram mantidos, como o secretário de Planejamento, Philipe Nottingham, e o secretário de Finanças, Jurandir Gurgel.

A atual titular da Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente, Águeda Muniz, também segue no posto, assim como o secretário de Conservação e Serviços Públicos, João Pupo, o Procurador Geral do Município, José Leite Jucá, e o chefe de gabinete do prefeito, Queiroz Maia. O coordenador de articulação política, Lúcio Bruno, também continuará no cargo.

Samuel Dias, atual secretário de Infraestrutura, assumirá a Secretaria de Governo, até então ocupada pelo irmão de Roberto Cláudio, Prisco Bezerra. Segundo a Prefeitura, a saída de Prisco ocorre por razões pessoais. Nomes do segundo escalão deverão ser divulgados em janeiro. Já foi anunciada, contudo, a permanência de Eudoro Santana, ex-deputado estadual e pai do governador Camilo Santana (PT), a frente do Instituto de Planejamento de Fortaleza (Iplanfor).

‘Formalidade’

O anúncio da nova equipe foi feito pelo coordenador de comunicação da Prefeitura, Moacir Maia. O prefeito não compareceu, de acordo com o jornalista, por avaliar que o anúncio era “mera formalidade”. Ele também alegou cansaço, uma vez que, segundo Moacir, havia deixado o Paço Municipal às duas da manhã de sexta-feira.

Uma das intenções de Roberto Cláudio com a renovação da equipe é incutir entusiasmo na administração. “O novo secretariado combina experiência de alguns que já estão no governo com sangue novo e disposição”, afirmou Maia. O coordenador de comunicação sustentou que trata-se de uma equipe de competência técnica comprovad<MC0>a.

Segundo o jornalista, a Secretaria de Segurança Cidadã, criada pelo atual prefeito em seu primeiro mandato, terá maior destaque no segundo governo. O atual secretário, Francisco Veras, será substituído por seu secretário executivo, o policial federal Antônio Azevedo. De acordo com o assessor, o vice-prefeito eleito Moroni Torgan (DEM) terá papel fundamental nesta área. “O vice-prefeito Moroni Torgan terá uma atuação na articulação entre os órgãos que trabalham nessa temática da segurança pública nos diferentes níveis de governo”, detalhou.

A primeira reunião com a equipe de governo ocorrerá no dia 2 de janeiro, logo após a posse coletiva do novo secretariado. Na sequência, o prefeito deverá conduzir uma reunião de trabalho, colocando a equipe a par das prioridades da gestão. Moacir Maia afirmou que os próximos quatro anos já deverão ter como norte a agenda do Plano Fortaleza 2040, lançado nesta última semana<MC0>.

Duas pastas serão fundidas na nova gestão. A Secretaria do Trabalho une-se à pasta de Desenvolvimento Econômico, tendo como titular Mosiah de Caldas Torgan, filho de Moroni. Já as secretarias de Assistência Social e de Direitos Humanos passarão a ser a Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Combate à Fome, sob comando do vereador Elpídio Nogueira (PDT), que foi secretário de Turismo.

A fusão é parte do esforço do pedetista em cortar gastos. Roberto Cláudio anunciou esta semana o objetivo de reduzir R$ 300 milhões em custeio da máquina. Moacir Maia defendeu que as fusões também buscam dar eficiência à gestão. “No lugar de você imaginar ações pontuais ou segmentadas, você tem uma única pasta capaz de pensar a área de forma sistêmica”.

Câmara

Além de Elpídio, dois outros vereadores integrarão a nova equipe. O atual líder do prefeito na Câmara, Evaldo Lima (PCdoB), substitui o jornalista Magela Lima na pasta da Cultura, e Antônio Henrique (PDT) assumirá a Secretaria Regional III no lugar da engenheira Fátima Canuto.

Com as indicações, três vagas são abertas na Câmara Municipal. A ex-secretária municipal de Desenvolvimento Habitacional (Habitafor), Eliana Gomes (PCdoB), retorna à Casa com a saída de Evaldo; Dr. Eron (PP) assume a vaga de Antonio Henrique, e Carlos Mesquita (Pros) deve ocupar cadeira de Elpídio.

A saída de Evaldo também levantou questões sobre quem poderia assumir a liderança do Palácio do Bispo na Câmara Municipal. De acordo com Moacir Maia, as negociações sobre o tema estão em curso e o anúncio deve ocorrer antes do Ano Novo. “Este é um trabalho (administrar Fortaleza) que a gente sabe que Executivo sozinho não faz e precisa dessa articulação com o Poder Legislativo”.

09:17 · 20.12.2016 / atualizado às 09:17 · 20.12.2016 por
Roberto Cláudio exibe o diploma, que acabara de receber, ontem, ao lado do pai, da mulher e das duas filhas. Nesta semana, ele anuncia o seu novo secretariado Foto: Kléber A. Gonçalves
Roberto Cláudio exibe o diploma, que acabara de receber, ontem, ao lado do pai, da mulher e das duas filhas. Nesta semana, ele anuncia o seu novo secretariado Foto: Kléber A. Gonçalves

A equipe de secretários do novo governo do prefeito Roberto Cláudio (PDT) deve ser anunciada na próxima sexta-feira (23). Ele admite mudanças em até metade do atual secretariado e fusão de pastas, mas nem todos os nomes já foram definidos, informou ontem o pedetista, ao chegar à cerimônia de diplomação dos eleitos na capital cearense, no Centro de Eventos do Ceará. A ideia, resumiu, “é manter alguns secretários onde estão, mudar de missão alguns outros e trazer novas caras ao governo”.

A composição, contudo, só será fechada, segundo Roberto Cláudio, após diálogos com os atuais secretários e também com os partidos que o apoiaram na eleição de outubro deste ano – a coligação do pedetista foi composta por 18 siglas no total.

“Tenho conversado com os atuais secretários, tenho conversado com instituições, comecei hoje (ontem) a conversar com o primeiro partido. Temos até sexta para conversar com os partidos, todos ou parte deles, que nos deram apoio, para até sexta-feira a gente tomar uma decisão mais pública e coletiva do secretariado”, disse. Alguns secretários, como Socorro Martins, titular da Pasta da Saúde; João Pupo, da Secretaria de Conservação e Serviços Públicos; e Paola Braga, secretária executiva da Secretaria da Cultura (Secultfor), estiveram na solenidade.

O prefeito também voltou a falar de um pacote de medidas para redução de gastos municipais que prometeu anunciar “já no primeiro dia de gestão”. Questionado se as mudanças terão semelhanças com as medidas anunciadas recentemente pelo Governo do Estado e pelo Governo Federal sob o mesmo argumento, Roberto Cláudio disse que o pacote tem “semelhanças e diferenças”.

“Eu não vou antecipar nada até ele estar pronto. O que posso dizer é que é um conjunto que tem metas, uma meta de poder produzir uma economia entre R$ 250 e R$ 300 milhões ao Município sem que isso prejudique as ações de serviços públicos, de investimentos e pagando o pessoal em dia”, garantiu.

Ações

Como na campanha, ele citou, ainda, áreas prioritárias para o início da segunda gestão. O prefeito afirmou que buscará inovações em Saúde e Segurança Municipal (as políticas nesta área estarão sob o comando do vice-prefeito eleito, Moroni Torgan), além de ações que tornem Fortaleza mais competitiva para investimentos, como desburocratização de processos e capacitação de mão-de-obra.

Ele também disse que pretende trabalhar uma pauta de “reforma tributária municipal” que torne a Capital mais atrativa e “arranjos públicos e privados”, a exemplo de concessões, parcerias público-privadas e operações urbanas consorciadas.