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Tag: segurança pública


09:01 · 24.03.2017 / atualizado às 09:01 · 24.03.2017 por

Por Antonio Cardoso

Segundo Ferreira Aragão, a lei está errada, referindo-se ao Estatuto da Criança e do Adolescente e a proteção de adolescentes infratores Foto: José Leomar

A segurança pública e os efeitos de suas falhas voltaram a pautar discursos de parlamentares na Assembleia Legislativa do Ceará. Ontem, o deputado estadual Ferreira Aragão (PDT) relatou que o Centro Educacional Patativa do Assaré, localizado em Fortaleza, enfrentava mais uma revolta dos adolescentes ali abrigados. “Aconteceu outra movimentação nas últimas horas e 86 infratores da lei fizeram a maior algazarra. Essa deve ser a centésima rebelião, uma prova indubitável de que o Patativa (do Assaré) não serve para nada”.

O pedetista afirmou que o problema ocorre “porque a política do trato com a criança e adolescente no Brasil já foi para o beleléu”. Ele ressaltou que os internos se revoltam e quebram as camas porque sabem que o governo dará outras novas. “Deveria deixar dormindo no chão para ele sentir na pele que não se pode danificar um patrimônio público para manifestar revolta porque não pode fugir”, defendeu. “Está tudo errado. A lei é a primeira a estar errada. Há anos falo desse problema do Estatuto da Criança e do Adolescente. As leis que tratam do menor no Brasil estão erradas e a coisa só piora”, enfatizou.

O parlamentar relatou que no ano de 1970, quando foi inaugurado o Instituto Penal Paulo Sarasate (IPPS), em Fortaleza, primeiro presídio do Estado, não se tinha presos suficientes para atingir a capacidade máxima. “Fortaleza não produzia os mil presos e, para completar a população carcerária do IPPS, traziam presos do Interior”.

Rumo

Segundo Ferreira, com o passar do tempo e o fomento de “leis malfeitas”, foi aumentando o número de criminosos. “Passou-se a dar crédito a bandidos, tratando com amor, carinho e afeto. Ainda hoje se discute como o Supremo Tribunal Federal solta uma quadrilha perigosa como é a dos ‘Pipocas’, liberada pelo ministro Marco Aurélio, o mesmo que mandou liberar o goleiro Bruno. É uma quadrilha que só serve para matar o povo e até policiais. Aí não podemos sonhar com um Brasil calmo e tranquilo se a lei não ajuda”, disse.

Outro que destacou casos de insegurança foi o deputado Bruno Gonçalves (PEN). Ainda que faça parte da base aliada do Governo do Estado na Assembleia, ele não poupou nas críticas ao sistema de segurança, sobrando inclusive para o novo secretário estadual de Segurança Pública, André Costa.

“Infelizmente, o Governo Camilo ainda não achou o rumo da segurança pública. Passaram-se dois anos aqui na Assembleia e eu caladinho, porque às vezes é melhor calar do que falar do que não concorda. Falava-se em redução de homicídios. Era uma quantidade de números que até acredito que sejam verídicos, que tenham diminuído, mas não pela eficiência do sistema de segurança, e sim pela vontade ou não do bandido de matar. Estamos nas mãos dos bandidos fazerem ou não o ato”, acrescentou o parlamentar.

Depois de Bruno, o líder do Governo, deputado Evandro Leitão (PDT), subiu à tribuna para fazer o contraponto. “É fato que passamos por momento de dificuldades relativas à violência social. É fato que temos carências no Estado, mas nessa perspectiva o Governo do Estado tem trabalhado a segurança pública”.

Divisas

De acordo com o líder, desde o dia 1º de janeiro de 2015, o governador Camilo Santana assumiu o comando do Estado e tem tido preocupação e respeito no sentido de estruturar a Secretaria de Segurança para, assim, dar maior tranquilidade à população cearense.

“De lá para cá foram diversas as ações efetivamente implantadas”, disse, citando primeiramente a extensão das bases do Ciopaer. “Também foram implantados os Batalhões de Divisas. Até então não se tinha policiais fazendo a segurança e o controle do que entra e sai de nossas divisas. Além disso, tivemos a implantação do Raio em diversos municípios”.

Diante da reclamação, Evandro anunciou que no próximo dia 10 serão chamados 250 policiais civis para iniciar atividades. “O governador vai alocar para a Área Integrada de Segurança 9, que inclui o Eusébio, 24 novas viaturas e dos 1.400 policiais que iniciarão curso, tomei conhecimento que cerca de 80 irão para a região”, apontou.

12:07 · 09.03.2017 / atualizado às 12:07 · 09.03.2017 por

A vereadora Larissa Gaspar (PPL) criticou as pessoas que tentam criar uma oposição entre os direitos humanos e a segurança pública. “É irracional tentar fazer essa polarização”, diz. Ela falou em resposta ao pronunciamento de Márcio Martins (PR).

A vereadora afirmou que os parlamentares tem “a obrigação de fazer um debate honesto”. Ela diz ter, juntamente com os militantes dos direitos humanos, profundo respeito pela atividade policial. Entretanto, declara que é preciso ter consciência da “motivação dos crimes. De acordo com Gaspar, “um crime de ódio é diferente de um assalto, de tráfico de drogas”.

09:23 · 18.02.2017 / atualizado às 09:23 · 18.02.2017 por

Por Antonio Cardoso

Casos de violência e a sensação de insegurança em todo o Brasil foram tema do discurso do deputado estadual Fernando Hugo (PP) nessa sexta-feira na Assembleia Legislativa. Segundo o deputado, hoje, todos os municípios do Brasil, diariamente em pânico, manifestam toda a insatisfação com o reinado da violência que maltrata e mata.

Como já havia feito em outras oportunidades, ele questionou o que poderia ter levado ao aumento de práticas violentas. “Determinadas coisas são intrigantes. Queixava-se que o País era miserabilíssimo e vieram as ações iniciadas no Governo Fernando Henrique Cardoso, solidificadas por Lula, destacando-se especialmente o Bolsa Família, distribuiu-se o dinheiro, socializou-se e chegou-se até ao império da falácia de dizer que todo mundo no Brasil era classe média. Mas piorou muito a violência, a traquinagem bandística”.

Uma das razões apontadas pelo parlamentar foi a adoção no Brasil da lei que praticamente restringiu o uso de armas a trabalhadores da segurança pública e privada. “Em 2004 o então presidente Lula sancionou uma aprovação legal do Congresso, desarmando a população e impondo normas rígidas para portar arma. Piorou muito. O ladrão quando vai assaltar tem 200% de certeza que lá no comércio, no carro ou no lar, não tem uma arma para a defesa da sua vítima”, disse.

Ele apresentou na Assembleia requerimento onde pede que seja enviado ofício ao presidente da Câmara Federal, deputado Rodrigo Maia, solicitando urgência na votação do Projeto de Lei 3.722/12, que disciplina as normas de aquisição, posse, porte e circulação de armas de fogo e munições. “Meu requerimento propõe ao Rodrigo Maia urgenciar a discussão, o debate e a aprovação ou não no Plenário”.

Fragilidade

Fernando Hugo relatou que hoje em dia, fazendo uma análise sociológica, o desarmamento “catastroficamente” expôs a fragilidade reativa do cidadão, esteja ele em casa, nos automóveis de passeio ou de transporte de massa. “Não existia essa multidão de assaltos a mão armada. Agora o bandido, mirim ou descuidista entra no ônibus com faca e diz que é assalto porque sabe que ninguém ali tem arma para reagir”, apontou.

“Não quero que pensem que estou incentivando a andar armado. Esse texto que está pronto para ir ao Plenário (da Câmara) é de exigências imensas para adquirir, portar e conduzir armas de fogo e similares”.

07:25 · 16.02.2017 / atualizado às 07:25 · 16.02.2017 por

Por Renato Sousa

Vereador Julierme Sena (PR) defendeu declaração polêmica do secretário de Segurança Pública Foto: Jorge Alves

Apesar de ser, tradicionalmente, uma pauta estadual, os vereadores de Fortaleza debateram ontem, no plenário da Câmara Municipal, os problemas da Segurança Pública na Capital e a necessidade de valorização dos profissionais da área. O tema foi levantado por nomes oriundos das polícias militar e civil.

Durante o grande expediente, quem trouxe a matéria para a discussão foi o vereador Julierme Sena (PR), que é policial civil. Ele defendeu a fala do secretário estadual de Segurança Pública, André Costa, que afirmou que os criminosos teriam que escolher entre “Justiça e cemitério”, questionando, ironicamente, o que os agentes deveriam fazer no caso de um confronto. “O policial deve morrer? Deve ficar de mãos atadas? Deve dar flores para o bandido?”.

Julierme Sena fez críticas aos movimentos de defesa dos direitos humanos. “Nunca vi defensor de direitos humanos ir em enterro de policial”, apontou. Ele questionou se “os policiais não são humanos”.

Responsabilidade

Em aparte, o colega de bancada, Soldado Noélio, afirmou que há um esforço da imprensa em desmerecer os policiais. Já Evaldo Costa (PRB) sustentou que, apesar da Segurança ser, primordialmente, uma atribuição estadual, o Município tem sua parcela de responsabilidade. Em aparte, ele também defendeu a fala do secretário de Segurança. “Ele não mandou ninguém sair por aí matando bandido”, declarou.

Coube à presidente da Comissão de Direitos Humanos da Casa, Larissa Gaspar (PPL), fazer a defesa dos militantes de direitos humanos. Ela pediu o apoio de seus pares para “desconstruir uma visão de que direitos humanos são direitos de bandidos”. A vereadora afirmou que os direitos fundamentais existem para ser garantidos a todo e qualquer cidadão, inclusive aos policiais.

Os vereadores também debateram a política de valorização dos policiais militares posta em prática pelo governador Camilo Santana (PT). Acrísio Sena (PT) destacou a promoção de mais de 11 mil PMs graças à Lei das Promoções, aprovada no primeiro ano da gestão. Já Soldado Noélio afirmou que o governo estadual supervaloriza avanços que são “muito menores” do que o Palácio da Abolição propaga.

07:43 · 15.02.2017 / atualizado às 07:43 · 15.02.2017 por

Por Antonio Cardoso

Os moradores dos municípios do Interior cearense estão apavorados. Mais uma prova da total falta de segurança pública é a enorme quantidade de ações contra bancos e cidadãos. A declaração é da deputada estadual Fernanda Pessoa (PR), que na manhã de ontem subiu à tribuna da Assembleia para relatar o crescimento da violência que assusta os quatro cantos do Estado. “São assaltos a agências bancárias, carros-fortes, malotes e cidadãos. Além de arrombamentos de caixa eletrônico e bancos, e saidinhas bancárias”.

Fernanda apresentou dados do Sindicato dos Bancários do Ceará, os quais mostram que apenas neste ano, “e estamos ainda na primeira quinzena de fevereiro”, foram 14 ataques a bancos no Ceará. Em 2016, o sindicato contabilizou 78 ataques.

“As explosões que aconteceram neste ano no nosso Ceará foram cinematográficas e têm deixado os cidadãos aterrorizados, além de deixar os municípios sem serviços bancários. Em alguns dos ataques foram feitos reféns”, relatou. A razão para os ataques, segundo a parlamentar, seria a falta de uma política de segurança pública eficaz. “Os casos são muitos. E, o pior, são ações criminosas que envolvem vários crimes como assaltos, sequestros, assassinatos. E as consequências são trágicas”.

Diante do exposto, Fernanda Pessoa disse que o Governo do Estado precisa intensificar as investigações e adotar ações mais eficazes para conter estes crimes, além de enviar reforço policial para o Interior. “É preciso uma ação de Inteligência e um reforço especial para conter estes crimes. Mas também defendo aqui que são necessários investimentos, por parte das agências bancárias, em itens de segurança para proteger a população. Mas o que enfrentamos com estes assaltos é sem dúvida a ineficiência na segurança pública”.

Apesar de todo o aparato de segurança montado no Estado, a deputada avaliou que atualmente os cearenses vivem um “verdadeiro estado de calamidade” e insegurança total.

09:17 · 13.02.2017 / atualizado às 09:17 · 13.02.2017 por

Por Renato Sousa

O vereador Soldado Noélio (PR) quer incluir a questão da segurança pública em um capítulo exclusivo na Lei Orgânica do Município de Fortaleza, espécie de constituição municipal. De acordo com o vereador, outros municípios já o fazem. “A nossa lei orgânica trata muito pouco desse tema”, afirma.

A intenção do parlamentar foi anunciada na última quarta, 8, na tribuna da Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor). O republicano, que é oposição à prefeitura, pediu o apoio inclusive dos parlamentares da base. “Vamos deixar de lado essa guerra política sobre quem é base ou oposição, e vamos nos preocupar com a população”, declarou.

De acordo com Noélio, muito do que ele gostaria de ver na LOM já está presente na lei federal que regulamenta a atuação das guardas municipais. Segundo o vereador, o texto da União “deixa claro que as guarda podem ter um destaque muito maior”. Ele afirma que a ideia é transferir esse destaque para a LOM. “Não é algo que a Câmara Municipal está inventando, é uma lei federal que já está em vigor”. O republicano afirma que no âmbito do município, algumas medidas que ele deseja na lei máxima do município já ocorrem, mas ainda de maneira tímida.

O parlamentar afirma que a intenção da ideia não é armar a guarda municipal. “Quem define isso, pela própria legislação já existente, é o prefeito”, declara. A ideia, segundo Noélio, é demonstrar que “a Câmara que está realmente preocupada (com o tema) e vai tomar um posicionamento sobre isso”. Ele declara que segurança pública é uma das principais preocupações do cidadão. E a emenda à Lei Orgânica seria “o município assumindo a responsabilidade”.

Apesar de garantir que não se trata disso, o parlamentar voltou a defender o uso de armas de fogo por parte da Guarda Municipal. De acordo com ele, isso já ocorre em diversos municípios de maneira exitosa. “Quanto mais órgãos tivermos garantindo mais segurança, melhor”, declara. Para o vereador, é que o prefeito tenha “coragem de fazer o que precisa ser feito”.

O armamento da Guarda Municipal foi um dos grandes pontos de debate da campanha para prefeito do ano passado. O deputado estadual Capitão Wagner (PR), que foi para o segundo turno contra Roberto Cláudio (PDT), defendeu a proposta em campanha. O trabalhista, por sua vez, vem dizendo que não está convencido de que essa seja a melhor alternativa. Vereadores eleitos, tanto da base como da oposição, são favoráveis à ideia.

A segurança pública – tradicionalmente, responsabilidade dos governos estaduais – é um dos temas onde o prefeito vem buscando mais protagonismo. Roberto Cláudio escolheu como vice o ex-secretário estadual de Segurança e delegado da polícia federal Moroni Torgan (DEM), o qual ele assegurou, após a eleição, que seria o vice-prefeito mais atuante da história da capital, justamente na área da segurança pública. Em discurso na Câmara no último dia 1º, ele afirmou que que Moroni deve liderar o esforço municipal na área de segurança “que mobilize os mais diferentes setores da sociedade”. 

10:32 · 10.02.2017 / atualizado às 10:32 · 10.02.2017 por

Por Antonio Cardoso

Evandro Leitão (PDT) iniciou pronunciamento destacando números de crimes referentes ao mês de janeiro anunciados na quarta-feira (8) Foto: José Leomar

O líder do Governo, deputado Evandro Leitão (PDT), subiu à tribuna da Assembleia Legislativa na manhã de ontem para apontar as ações que a gestão estadual tem implementado para reduzir os índices de crimes em território cearense. Já no início do discurso, o pedetista destacou os números da Segurança Pública referentes a janeiro, anunciados pelo governador Camilo Santana (PT) na quarta-feira (8).

“Tivemos, como tem acontecido nos últimos dois anos, redução em praticamente todos os parâmetros. Mas os crimes violentos letais tiveram alta de 8% se comparados com o mesmo mês do ano passado”.

Evandro afirmou que levava os dados ao plenário para que houvesse discussão não apenas sobre a Segurança Pública, mas sobre o que precisa ser trabalhado para a contenção de casos de violência: a Educação. “Sabemos que só iremos mudar todo esse contexto, efetivamente, investindo com políticas públicas, especialmente na Educação”.

Afirmando que há uma “verdadeira revolução” no ensino básico do Ceará, Leitão apontou que o Estado se tornou referência para todo o País. “Não estamos falando apenas em universalizar matrículas, mas, sim, de um ensino público de qualidade. É a certeza de que estamos plantando agora para colher uma sociedade bem melhor no futuro”, apresentou.

“É de conhecimento de todos que essa evolução experimentada no ensino público do Ceará é fruto do chamado Programa de Alfabetização na Idade Certa (PAIC), iniciado em 2007, tendo a frente nossa atual vice-governadora Izolda Cela, então secretária de Educação”.

Outra ferramenta destacada por ele foi a ampliação da oferta de vagas de tempo integral nas escolas estaduais de ensino básico. O líder governista também ressaltou o investimento “forte” em escolas de ensino profissionalizante e comemorou que, em 2016, 77 das 100 melhores escolas do País foram do Ceará. “As 24 primeiras são de municípios cearenses. O Ceará está se tornando referência nacional para que outros estados venham aqui ver o exemplo de políticas públicas adotadas pelo Governo na área da Educação”, declarou.

Causas

Após o pronunciamento da liderança listando ações na Educação como ferramenta de combate à violência a longo prazo, porém, o deputado Heitor Férrer (PSB) subiu à tribuna para lamentar o aumento no número de homicídios no mês de janeiro. Ele apontou que uma das causas do problema é a falta de políticas públicas por parte do Estado e dos municípios.

“Nossos presos não estão sendo ressocializados, os municípios não oferecem empregos, falta iluminação pública, moradia, saneamento básico e tratamento de dependentes químicos”, afirmou o pessebista. “A droga é o principal causador de violência e seus dependentes precisam ser tratados”, acrescentou.

Segundo Heitor, a redução da violência não se consolidará se não forem adotadas políticas públicas que quebrem os mecanismos geradores da violência. “Sem isso acontecer, a violência diminuída pontualmente é apenas uma ilusão”, analisou, defendendo, ainda, a importância da presença policial nas ruas.

11:19 · 07.02.2017 / atualizado às 11:19 · 07.02.2017 por

O deputado Ferreira Aragão (PDT) utilizou o tempo que lhe foi definido a frente da tribuna do Plenário 13 de Maio nesta terça-feira (7) para fazer coro às afirmações de Fernando Hugo (PP) sobre a segurança pública brasileira.

Defendendo o atual Secretário de Segurança Pública do Estado, André Costa, Ferreira disse que “temos que apoiar o secretário, pois o que ele falou é a pura verdade. O que ele falou foi da legalidade”. De acordo com o deputado, “num confronto direto entre bandido e policial, ele também tem que receber na mesma moeda o que ele está oferecendo”, disse.

11:17 · 07.02.2017 / atualizado às 11:17 · 07.02.2017 por

O deputado estadual Fernando Hugo (PP) subiu à tribuna da Assembleia Legislativa do Ceará nesta terça-feira (7) para criticar o aumento do crime organizado no país.

“O Brasil está caoticamente afundado na maior crise de insegurança pública que se pode ter notícia num país civilizado”, afirmou o parlamentar ao citar o caos instalado em cidades do Espírito Santo. O Estado enfrenta um período de greve da polícia militar em que eles estão dentro dos quartéis. Força Nacional e Forças Armadas já ajudam no patrulhamento das ruas.

O deputado afirmou que em tempos atrás se dizia que a distribuição de renda faria com que a violência diminuísse. “Eu queria perguntar é porque piorou tanto a segurança pública? O que faltou, se melhorou o social e distribuiu a renda?”, questionou o parlamentar.

Hugo ainda defendeu a união dos poderes centrais no que tange à segurança pública para que o Estado pudesse tomar ações efetivas contra a violência. Ele ainda prestou saudações ao Secretário de Segurança Pública, André Costa, que causou polêmica ao dizer que as únicas saídas para os bandidos seriam “a Justiça ou o cemitério”. “As polícias têm que ter ações mais fortes. Cada tiro que a polícia recebe, responda com 100”, entoou o deputado.

09:54 · 08.12.2016 / atualizado às 09:54 · 08.12.2016 por

Por Antonio Cardoso

Casos de violência mais uma vez pautaram os discursos de parlamentares na Assembleia Legislativa do Ceará. Durante a sessão de ontem, a execução do motorista do deputado federal Genecias Noronha (SD) foi o assunto mais colocado pelos presentes. Além deste episódio, outras ações violentas haviam ocorrido no Estado no dia anterior.

“Me deixa estarrecido essa onda de violência que assola o Ceará. Tivemos várias execuções em plena luz do dia, inclusive na presença de crianças que saíam da escola”, relatou o deputado Ely Aguiar (PSDC). “Hoje sentimos falta da nossa companheira Aderlânia aqui no Plenário porque ela teve de ir enterrar o motorista de sua família”, lamentou. A deputada estadual Aderlânia Noronha é esposa de Genecias.

Um dos deputados que mais tratam de Segurança Pública na Assembleia, Ely Aguiar apontou que manter três policiais militares dentro de uma viatura, da forma como acontece hoje, já não é suficiente para garantir segurança à população.

“Sabe lá o que são três policiais perseguindo bandidos que antes atiravam contra a Polícia com revólver (calibre) 38, mas que agora atiram até granada? Na Barra do Ceará, foi apreendida uma submetralhadora com capacidade de derrubar até helicóptero e o carro do prefeito de Fortaleza foi roubado”, citou.

Em aparte, o deputado Carlos Matos (PSDB) lamentou que, de cada 100 homicídios ocorridos no Estado, 97 deixam de ser apurados. “Deveríamos preparar requerimento para que o secretário de Segurança venha dar explicações sobre como esses crimes estão sendo investigados. Temos que exigir uma resposta”.

Roberto Mesquita (PSD) pregou que a capacidade de se indignar que a sociedade e o Parlamento parecem estar perdendo não pode ser algo disseminado. “Nós estamos vendo um Poder Legislativo cabisbaixo, porque votou leis que não tinham sentido serem votadas. Como votar a instalação de bloqueador de celular em presídio se em presídio já não pode ter celular?”.

Parambu

Mesquita apontou, ainda, que na cidade de Parambu ocorre um assassinato por semana. “A cidade está hoje nos jornais porque foi assassinado o motorista do deputado federal, mas há algum tempo lá vem tendo assassinatos e crimes de toda natureza. Se fala na rua, a céu aberto, de onde partem os crimes e a Polícia não toma providências. O Estado, que tem a obrigação de proteger o cidadão, que é o ente onde todas as pessoas depositam seus problemas nas áreas da educação, saúde e na segurança, não está tendo a competência de oferecer esse serviço de qualidade”, criticou.

Joaquim Noronha (PRP) também lamentou o ocorrido em Parambu e destacou que já havia levado à tribuna o problema da violência não apenas em Parambu, mas na região dos Inhamuns. Segundo ele, os crimes continuam assolando a cidade, mesmo com a adoção de medidas por parte do Governo, como o envio de uma viatura, a nomeação de um delegado e o aumento do efetivo policial.

“Mesmo assim não foi suficiente para conter a criminalidade naquele município. Quero aclamar a Secretaria da Segurança para que possa colocar em ação o serviço de inteligência para saber de onde se nasce e de onde vem os bandidos que ali permanecem. Não é só questão de força policial, mas de inteligência para saber os vínculos e as razões que levam ao aumento assíduo de assassinatos na região”, cobrou Joaquim Noronha. “Somente a força policial não está dando jeito”, concluiu.

 

12:46 · 03.11.2016 / atualizado às 12:46 · 03.11.2016 por

O deputado Audic Mota (PMDB) subiu à tribuna da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, nesta quinta-feira, para criticar a gestão do Governo do Estado com relação à segurança pública, em especial a greve dos policiais civis.

De acordo com o parlamentar, “a Polícia Civil do Estado do Ceará enfrenta um quadro delicado de dificuldade”, disse. Ele citou o caso da instituição em Trairi, que, segundo ele, “tem um delegado, um escrivão e três inspetores”, além de “dois coletes balísticos e munições vencidas.

Trairi para Audic é o “verdadeiro retrato do caos da segurança pública” no Ceará e questionou: “quando o governo vai fazer algo de efetivo na área?”

09:23 · 20.10.2016 / atualizado às 09:23 · 20.10.2016 por

Por Antonio Cardoso

Capitão Wagner no plenário da AL, ontem, antes de falar, entre Ely Aguiar, Fernando Hugo e Gony Arruda, aliados de Roberto Cláudio Foto: José Leomar
Capitão Wagner no plenário da AL, ontem, antes de falar, entre Ely Aguiar, Fernando Hugo e Gony Arruda, aliados de Roberto Cláudio Foto: José Leomar

O deputado estadual e candidato à Prefeitura de Fortaleza Capitão Wagner (PR) afirmou ontem, na Assembleia, que criminosos estão dizendo, nos bairros da Capital, em quem os eleitores devem votar para prefeito. Segundo o parlamentar, eles fizeram isso no primeiro turno e estão fazendo agora, na segunda etapa da disputa pela Prefeitura. Todo o pronunciamento de Capitão Wagner foi direcionado à política estadual de segurança pública, sendo esta a única relação entre a questão e a disputa travada entre ele e o atual prefeito, Roberto Cláudio (PDT).

Wagner cobrou do Governo do Estado posição a respeito da situação dos presídios do Ceará. “Cadê os bloqueadores que seriam instalados?”, questionou. “O grande causador dessa violência nos presídios e nas ruas do Ceará, (de) toda a situação, foi o próprio Governo quem criou quando anunciou antecipadamente a instalação, e em nenhum momento teve a coragem de fazer o que havia falado. Poderia ter ficado calado, adquirido sem alarde e até combinado com a imprensa que não divulgasse por questão de segurança”.

O parlamentar chamou atenção para a análise do relatório do Ministério Público do Ceará que aponta os motivos pelos quais aconteceram rebeliões, em maio, nos presídios cearenses, que resultaram inclusive em mortes. “Temos que cobrar, como fiscal do Executivo, como órgão que tem a prerrogativa de cobrar, o motivo pelo qual o Governo do Estado não tomou providência com relação à questão do sistema penitenciário”.

Outro episódio criticado por Wagner foi o assalto seguido de resgate de presos no 3º Distrito Policial, em Fortaleza, na manhã do dia 11 deste mês. “Chamou atenção de todos os profissionais de segurança e do Estado quando à luz do dia, a quatro quarteirões da Secretaria da Segurança Pública, numa delegacia onde o cidadão deveria se sentir seguro, bandidos invadem para assaltar quem estava registrando B.O por outro delito e para resgatar presos, deixando os policiais dentro da cela da delegacia. E para piorar ainda fugiram no carro da Polícia”.

O deputado apontou que, hoje, os criminosos sentem-se donos do Ceará, a ponto de fazerem acordos que reduzem homicídios e quebrarem pactos. “Agora quero ver se efetivamente a redução dos homicídios foi por conta do trabalho do governador Camilo Santana. Porque o pacto entre PCC e Comando Vermelho foi rompido”, desafiou.

Eleição

Em rápido momento em que fez menção ao processo eleitoral no qual concorre no segundo turno com o prefeito Roberto Cláudio, ele afirmou que o crime organizado estaria com tanto fôlego que chegou ao ponto de determinar até o que o cidadão pode fazer. “Estipula quem pode ir e vir nas comunidades e, nesse processo eleitoral, vi coisa que só tinha visto no filme Tropa de Elite. Os bandidos estão determinando, inclusive, em quem o cidadão vai votar. Chegam nas casas coagindo. Isso é perigoso demais porque, quando o crime se infiltra no processo eleitoral, o sufrágio está contaminado”.

Outro que usou da tribuna para mostrar preocupação com o clima de tensão nos presídios do Ceará foi Ely Aguiar (PSDC). Ele também lembrou a “guerra” e “confrontos” dentro das unidades, que causam desconforto e preocupação para a população cearense. “A situação, depois de solicitada a presença de tropas federais, foi controlada, mas ainda requer cuidado e ações por parte do Governo”, pregou.

Como já havia feito outras vezes, o parlamentar questionou a competência do secretário Hélio Leitão como titular da Secretaria da Justiça. “É um sonhador que está no lugar errado, no momento errado. Não tem perfil para conduzir a Secretaria da Justiça e sua administração, em minha concepção, é um verdadeiro desastre”, opinou Ely Aguiar.

09:07 · 28.09.2016 / atualizado às 09:07 · 28.09.2016 por

Por Suzane Saldanha

O vereador Deodato Ramalho (PT) afirmou que há demagogia no argumento de que a insegurança deve ser combatida com repressão Foto: Fabiane de Paula
O vereador Deodato Ramalho (PT) afirmou que há demagogia no argumento de que a insegurança deve ser combatida com repressão Foto: Fabiane de Paula

O debate sobre Segurança Pública na campanha eleitoral para a Prefeitura de Fortaleza voltou a ser tema central dos pronunciamentos na Câmara Municipal. Ontem, vereadores aliados ao prefeito Roberto Cláudio (PDT), que tenta reeleição, e à candidata e ex-prefeita Luizianne Lins (PT) criticaram propostas e questionaram a competência do candidato do PR, Capitão Wagner, para tratar da questão na cidade.

O armamento da Guarda Municipal continua a ser atacado pelos parlamentares. Sem aliados em plenário, porém, não houve defesa das propostas de Wagner por parte dos vereadores. Ruthmar Xavier (PR), Casimiro Neto (PMDB) e Tamara Holanda (PMDB) são os aliados do candidato republicano na Casa.

Os outros vereadores do PMDB, partido coligado com o PR com representação na Câmara, têm buscado discrição quanto à campanha dos prefeituráveis. Magaly Marques não tem citado Wagner na campanha. Já Vaidon Oliveira não tenta reeleição para apoiar seu filho Alysson Vaidon (PSD), partido que está coligado ao PDT.

Em pronunciamento, Deodato Ramalho (PT), líder do PT na Casa, afirmou haver uma linguagem demagógica, na campanha, de que o problema da insegurança seria combatido com a repressão. Para ele, o discurso é manipulador e amedrontador para tentar conquistar voto.

“Não podemos enfrentar esse câncer através de mecanismo que estimula a violência. Se fosse verdade que armamento e truculência pudessem diminuir o índice de violência, nós seríamos os mais pacíficos”, afirmou.

Em seguida, rebatendo a defesa feita por Wagner, durante apresentação de seu plano de governo na Câmara na semana passada, de implantar políticas de segurança similares às da cidade de Diadema, em São Paulo, declarou: “O que aconteceu em Diadema não tem nada a ver com armamento de Guarda”.

Em aparte, Salmito Filho (PDT) apontou que a experiência bem sucedida em Diadema tem relação com o fechamento de bares e a proibição de venda de bebida alcoólica. “É a política pública social bem sucedida em Diadema e Medellín (na Colômbia) que reduziu os indicadores de violência, e não o argumento pequeno de armar a Guarda Municipal, que não tem papel e competência de Polícia Militar”, acrescentou.

‘Monotemático’

Ronivaldo Maia (PT) também usou tempo de liderança da oposição para criticar o candidato do PR. Para ele, Wagner não está preparado para ser chefe do Executivo de uma cidade como Fortaleza. “O Capitão, não tendo condições do ponto de vista de conteúdo, tem sido monotemático, ele tem explorado o debate da violência”, disse.

O vereador salientou, ainda, que políticos devem ter seriedade nas promessas de campanha, inclusive analisando o orçamento disponível para gerir a cidade, e sustentou que Luizianne Lins é preparada para voltar ao cargo.

Referindo-se a falas de Wagner sobre a política, Toinha Rocha (sem partido), por sua vez, avaliou que, ao negar a política, um candidato também se nega a cuidar das pessoas.

09:38 · 17.09.2016 / atualizado às 09:38 · 17.09.2016 por

Por Edison Silva

O deputado federal Moroni Torgan foi quem introduziu o tema Segurança nas campanhas municipais em Fortaleza, a partir do ano 2000 Foto: Fernanda Siebra
O deputado federal Moroni Torgan foi quem introduziu o tema Segurança nas campanhas municipais em Fortaleza, a partir do ano 2000 Foto: Fernanda Siebra

O Ibope perguntou a 805 eleitores, entre os dias 11 e 13 deste mês, o seguinte: “Independente da sua intenção de voto, na sua opinião, quem será o próximo Prefeito de Fortaleza?”. 53% dos entrevistados disseram que será Roberto Cláudio (PDT), 24% apontaram o nome do Capitão Wagner (PR), 12% citaram Luizianne Lins (PT). Heitor Férrer conseguiu 2% e Ronaldo Martins (PRB) 1%. Os demais não foram citados.

Percentuais tão díspares em relação aos demais do restante da pesquisa, aqui publicada na última quinta-feira (15), quanto os da espontânea, estimulada ou mesmo das projeções para um provável segundo turno, indicam, por certo, que a quase totalidade dos candidatos à Prefeitura da Capital não conseguiu transmitir confiança sequer ao eleitorado com quem propriamente se identifica.

A Saúde, registra a pesquisa em questão, é o principal problema apontado pelo fortalezense. Depois dela, bem distante, vem a questão da Segurança, da Educação e outros. A Saúde e a Educação não estão sendo tratadas com a percuciência e clareza que permitam ao eleitor assimilar para acreditar no prometido, ficando, portanto, a dúvida quanto à capacidade do futuro prefeito de fazer as intervenções necessárias à melhoria desses serviços, e de outros, também significativos para a melhoria de vida da população. E como a Segurança é apelo fácil para qualquer um apontar soluções mirabolantes, ela tem ganho mais espaço na campanha.

Rendeu

Desde a eleição municipal de 2000, vencida por Juraci Magalhães, a questão da Segurança entrou como um dos temas centrais, apresentado por Moroni Torgan, o policial federal introduzido na política do Ceará após exercer o cargo de secretário de Segurança do Estado.

O tema rendeu para ele vários mandatos de deputado federal, inclusive o atual, e um de vice-governador. Infrutíferas, porém, foram as suas quatro tentativas de ser prefeito de Fortaleza com o discurso de Segurança, apesar de sempre ter sido bem votado, e em 2004 ter chegado ao segundo turno à frente de Luizianne Lins, com quase 50 mil votos. Em 2008, também, foi ele o segundo candidato mais votado, mas perdeu para a mesma Luizianne ainda no primeiro turno da eleição.

O discurso da Segurança é sempre impactante. Todos têm interesse em morar em um ambiente de paz e tranquilidade. Mas o cidadão tem mostrado querer muito mais da gestão pública e saber das limitações, legais e financeiras, do Município para prover ou não tal serviço.

Diferentemente da disputa estadual, quando essa questão se torna relevante, no pleito municipal, o mais próximo de todas as comunidades, transmite confiança ao cidadão o candidato que melhor expõe suas propostas para os serviços básicos de Saúde, da Educação, do transporte, da limpeza urbana e tantos outros exigidos no dia a dia.

Capitão Wagner, pela patente como Moroni tem a de policial federal, embora não tenha a mesma empatia e vigor na sua presença e fala, atrai para si as atenções e preferências dos mais preocupados com a insegurança, além do apoio dos companheiros de farda. E estranho, conseguiu levar para o centro do debate o seu tema preferido e razão dos mandatos de vereador e deputado estadual, conquistados nas duas últimas eleições.

Reciclarem

Mais esclarecido e cônscio dos seus direitos, o eleitor de hoje deixa muito menos se engabelar com o discurso fácil de tudo fazer sem explicar e comprovar como. Ele não quer mais ser enganado e a maioria dos candidatos não percebeu a necessidade de reciclar seus discursos.

Todos os atuais postulantes ao cargo de prefeito da Capital já disputaram várias outras eleições, inclusive de prefeito, no caso do deputado Heitor Férrer que está na sua quarta campanha para a Prefeitura da Capital. A mais bem-sucedida foi em 2012, quando chegou no terceiro lugar ao fim do primeiro turno. Com a mesma oratória, em 2016, persistindo no equívoco, poderá sair menor da disputa.

Luizianne Lins, que para muitos poderia ser a principal adversária do prefeito Roberto Cláudio, também ficou no passado. Entrou na disputa como fez em 2004. Por birra. Lá, os tempos eram outros e sua valentia venceu o comando nacional do partido e os adversários. Ela era o novo na campanha.

E na época os candidatos a cargos majoritários não utilizavam os modernos instrumentos de campanha, principalmente as pesquisas, para nortearem os seus passos. Se soubesse que no primeiro turno da eleição não era o atual prefeito, com todas as chances de ir para o segundo turno, teria se voltado para o trabalho de se firmar como a segunda força. A partir de ontem deu um novo norte à sua caminhada, mas o tempo está realmente muito curto.

Alteração

Os demais candidatos, com quase nenhuma chance, já quase bateram no teto. Hoje, suas preocupações devem se voltar para os próximos pleitos, pois correm o risco de saírem da disputa seriamente prejudicados para as pretensões futuras, principalmente aqueles cujo objetivo, desde o início, era o de tão-somente manterem seus nomes em evidência para facilitar a reeleição para os mandatos legislativos já conquistados, tanto na Assembleia quanto na Câmara Federal.

Mas, embora a poucos dias para o encerramento da campanha, ainda podem surgir alterações e mudar essa realidade apontada pela última pesquisa. Há exemplos vários de mudanças do quadro eleitoral nos instantes que antecedem o processo de votação, embora, sem dúvida, não parece ser muito fácil de acontecer sem uma alteração radical de como a maioria dos candidatos está se comportando.

Se, antes, apenas o candidato Roberto Cláudio estava norteando sua campanha com informações especiais de pesquisas próprias, especialmente as qualitativas, outros candidatos passaram a fazer suas pesquisas. Elas são fundamentais para subsidiar o trabalho das equipes, sobretudo as da comunicação, o melhor espaço que os políticos têm para a transmissão de suas ideias e propostas, sem esquecer as informações que essas pesquisas internas oferecem para o trabalho de rua de cada um dos postulantes, pois o contato pessoal ainda é, um dos mais importantes em qualquer das campanhas.

09:27 · 05.09.2016 / atualizado às 09:27 · 05.09.2016 por

Por Antônio Cardoso

No Ceará, 196 policiais, entre civis e militares, são candidatos no pleito municipal deste ano Foto: José Leomar
No Ceará, 196 policiais, entre civis e militares, são candidatos no pleito municipal deste ano Foto: José Leomar

Estimulados pelas pesquisas de opinião que apontam Educação, Segurança e Saúde como áreas prioritárias para o eleitorado no Ceará, candidatos a prefeituras e a câmaras municipais usam suas profissões nestas áreas para buscar votos dos 6,3 milhões de eleitores cearenses.

Estatísticas disponibilizadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que, dentre as profissões atuantes nestes três campos, a de professor é a que tem mais candidatos no Estado. Entre profissionais do Ensino Fundamental, Médio, Superior e de formação profissional, são 990. Deste total, 933 buscam uma vaga de vereador, 23 são candidatos a prefeito e outros 34 tentam o cargo de vice-prefeito.

Para Anízio Melo, presidente do Sindicato dos Professores do Ceará (Apeoc), o número ainda é muito pequeno, uma vez que a maior parcela dos candidatos não é eleita. Segundo ele, os atuais postulantes são menos de 5% do número de educadores que atuam, hoje, no Ceará.

“A representatividade é baixa na eleição e ainda precisamos avaliar que um número irrisório terá sucesso nas urnas”, avalia. Além disso, conforme Anízio, há outro fator que tem influência na atual representatividade da categoria: a utilização do título de “professor”, por muitos que não exercem o magistério, como meio para angariar o respeito do eleitor. “É um componente que ainda é utilizado. Por isso os professores não têm representação nas casas legislativas”, opina.

Segurança

A segunda ocupação que mais candidatos apontaram exercer no Ceará é a de policial. Entre civis e militares, são 196. Do Corpo de Bombeiros, quatro postulam cargo de vereador. Outros 35 são militares reformados e levarão as patentes às urnas.

Segundo o presidente da Associação dos Cabos e Soldados Militares do Ceará, primeiro-sargento Eliziano Queiroz, a procura de militares por cargos eletivos se justifica na medida em que a categoria já conquistou resoluções esperadas há anos por meio da representação política.

“Os policiais estão pleiteando vagas municipais porque sabem quais problemas ocorrem nos municípios e de que maneira podem colaborar”, afirma. “A Segurança Pública é feita também com ações sociais e muitos militares estão engajados nesse tipo de trabalho e veem na política oportunidade de ampliar atuação nas cidades, bairros e distritos”.

Relacionados à Saúde, tema também recorrente em eleições, 126 médicos se lançaram candidatos no Ceará. Deste total, 34 tentam ser prefeitos, outros 35, vice-prefeitos, e 57 concorrem ao cargo de vereador.

Na visão da presidente do Sindicato dos Médicos do Estado do Ceará, Mayra Pinheiro, o Brasil vive um movimento que tende a trazer a classe médica de volta ao protagonismo no cenário político, mas, se entre os professores há os que usam do título para cair no gosto do eleitor, com os médicos, diz ela, não é diferente.

“Muitos se tornaram políticos e deixaram de ter a Saúde como prioridade”, reconhece. A proposta para a categoria, explica Mayra, é que se destaquem políticos com origem nos movimentos de profissionais da saúde, para que, quando eleitos, possam defender a carreira médica.

08:53 · 24.08.2016 / atualizado às 08:53 · 24.08.2016 por
acrisio-sena
O vereador do PT defendeu, em pronunciamento na Câmara Municipal, que o tema deve ser tratado de forma humanizada e integrada Foto: Bruno Gomes

Por Suzane Saldanha

Em pronunciamento na Câmara Municipal de Fortaleza, ontem, o vereador Acrísio Sena (PT) avaliou que o debate em torno da Segurança Pública feito pelos prefeituráveis da Capital é uma peça de marketing. Para ele, o setor precisa ser trabalhado de forma humanizada e integrada, apostando na Educação, na Saúde e na Economia, e não na questão de armar ou não o pessoal da Guarda Municipal.

Segundo detalhou, é necessário investimento em segurança educacional, com o aumento de creches e escolas; segurança hídrica, em razão da falta de esgotamento sanitário em diversos bairros da cidade; e em segurança econômica, apostando na geração de emprego e renda nos mais diversos bairros da cidade.

Apontando não ser a Segurança Pública competência do Município e sim do Estado, o vereador ainda defendeu que haja, no pleito deste ano, um debate transparente e de forma respeitosa da parte dos candidatos diante do tema. “A nossa Constituição brasileira, na organização dos poderes, dos onze princípios e diretrizes, nós não encontramos nada sobre segurança publica ligada ao Município, exceto no inciso sete que diz que compete ao Município articulação e cooperação com entes federados”, destacou.

Segundo Acrísio Sena, dentre as 43 competências do prefeito, segundo a Lei Orgânica de Fortaleza, apenas uma é de solicitar, quando necessário, o auxílio das autoridades policiais do Estado, a quem de fato tem atribuição para cuidar de Segurança.

“Não podemos trabalhar a questão da Segurança vendendo como marketing essa proposta”, disse, chamando atenção que o tema vem ganhando espaço nos debates dos candidatos à Prefeitura de Fortaleza, o que para ele é uma discussão enviesada, pois está fora das competências da gestão municipal. “Temos que avançar e cobrar dos governantes que tragam propostas consistentes, e dentro da sua competência”, defendeu.

Debate sério

Acrísio afirmou, ainda, não ser “um vice que vai resolver problema da Segurança, ou ter candidato oriundo das forças de segurança, que nós vamos trazer mais Segurança. Em alguns casos, pode trazer até mais insegurança”, referindo-se a Moroni Torgan (DEM), candidato a vice de Roberto Cláudio (PDT), e Capitão Wagner, candidato do PR.

Segundo ele, é preciso trabalhar uma “perspectiva correta” na temática, como tem feito o governador Camilo Santana (PT). “A lei diz que o Município entra apenas como força auxiliar na questão da segurança. Sabemos que a violência não se combate com a criminalização da juventude, portanto temos que trazer de maneira séria e transparente o debate”, disse.

08:30 · 18.08.2016 / atualizado às 08:30 · 18.08.2016 por

Por Antonio Cardoso

 

 

O deputado Carlos Matos disse ter conversado com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin sobre as ações do governo paulista contra a violência no Estado FOTO: Fabiane de Paula
O deputado Carlos Matos disse ter conversado com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin sobre as ações do governo paulista contra a violência no Estado FOTO: Fabiane de Paula

O deputado estadual Carlos Matos (PSDB) relatou ontem, em discurso na Assembleia Legislativa que na última semana fez viagens para fora do Ceará, com o intuito de absorver ideias que possam amenizar a crise na segurança pública estadual. O tucano disse que esteve com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, com quem conversou sobre os desafios que consolidaram o controle da violência no Estado. “Passei a tarde com o secretário de segurança e sua equipe, focando especialmente na questão de homicídios. Vi vários relatos que considero serem necessários comparar. O primeiro é que a taxa de apuração dos crimes lá cometidos é de 35% a 40%. No Ceará esse número é de somente 3%”, apontou.
Matos lamentou que de cada 100 crimes cometidos, apenas 3 são apurados, enquanto que em São Paulo chega a 40. “Se você não apura o que está por trás do crime, como combater bem? Claro que não dá. Será que o Estado está há mais de dez anos sem governante que não vê isso? Será que falta recurso ou decisão?”, questionou.
O parlamentar afirmou que o intuito de sua viagem foi buscar soluções, fazendo o que chamou de oposição propositiva. “Não quero apenas ficar batendo e criticando no governo. Quero que o Estado reaja e mostre que está interessado em tomar postura diferente”.
Ele também destacou que o governo paulista criou um tribunal militar para apurar crimes cometidos por policiais. “Aqui estamos com a chacina de Messejana que caminha há meses e não há posição firme por parte de ninguém”.
Carlos Matos disse ter questionado o secretário de segurança paulista, Mágino Alves Barbosa Filho, sobre o papel dos municípios para a segurança pública como todo e ter ouvido do titular da pasta, ser de suma importância. “O que costumamos ver é o município querer se esquivar e transferir toda a responsabilidade para o Estado. Por aqui vemos evidências de que o relacionamento intermunicipal não existe”, analisou. “Fortaleza não conseguirá superar sozinha essa crise e vai precisar se relacionar com Maracanaú, Caucaia e Eusébio, municípios vizinhos. Isso vale não apenas para a segurança, mas também para a saúde”.
De São Paulo o parlamentar seguiu para o Rio Grande do Norte. “Lá eu tive longa conversa com o secretário de segurança que assumiu há três meses. Lá chegou ao caos e trocou o secretário. Será que no Ceará vai ter que chegar a esse ponto? Se tem que fazer, que faça logo ou o governador vai perder seu mandato sem dar a contribuição que poderia”.
No estado vizinho ao Ceará, o peessedebista disse ter discutido vários assuntos, entre os quais o bloqueio de celulares. “Aprovamos aqui o bloqueio de celulares de uma forma que é inconstitucional. Vi nos jornais que o governador foi a Brasília para pedir que o Governo Federal tome a iniciativa de bloquear o sinal. Mas lá no Rio Grande do Norte o governo alugou torres e bloqueou as ligações no primeiro presídio. Isso rendeu ação enorme do crime organizado, mas o governo está firme”.
O parlamentar contou ter andado pelas ruas de Natal, onde presenciou a presença de tanques de guerra nas esquinas. “Eles vivem um momento de decisão. Ou o governo exerce a sua autoridade ou será desmoralizado”, relatou, acrescentando que o Rio Grande do Norte se uniu. “Todos os deputados deram R$ 7milhões em emendas para o Estado não recuar. A população fez carreata até a sede da segurança para homenagear os policiais que não recuaram e estão nas ruas defendendo as famílias”.
Sem a presença de parlamentares da liderança do governo, coube ao deputado Carlos Felipe (PCdoB) apontar as medidas adotadas pelo Governo do Estado do Ceará no combate a violência. Antes, ele concordou que o governo precisa tomar a iniciativa de fazer o bloqueio dos celulares. “Mas ninguém pode desmerecer o esforço e a dedicação do governador Camilo Santana. Ele tomou a frente e montou até o gabinete de crise”.
Felipe relacionou a abertura das inscrições do concurso para contratação de mais 4200 policiais militares e a implantação do Batalhão de Divisas nas fronteiras do Estado. “É importante trabalhar o serviço de inteligência e por isso também houve concurso e formação de novos agentes da Polícia Civil. Não podemos ignorar as bases do Raio e do Ciopaer no Interior”, destacou. São ações que têm causado a redução nos números de homicídios depois de 16 anos em que só crescia”.

08:55 · 07.07.2016 / atualizado às 08:55 · 07.07.2016 por

Por Antônio Cardoso

Na Assembleia Legislativa do Ceará, assim como em dias anteriores, o Plenário 13 de Maio ficou parcialmente vazio durante quase todo o tempo das discussões de ontem. Era visível a ausência de deputados Foto: Fabiane de Paula
Na Assembleia Legislativa do Ceará, assim como em dias anteriores, o Plenário 13 de Maio ficou parcialmente vazio durante quase todo o tempo das discussões de ontem. Era visível a ausência de deputados Foto: Fabiane de Paula

A Segurança Pública – ou a falta dela – voltou a pautar os debates de parlamentares na Assembleia Legislativa do Ceará. Na sessão de ontem, o deputado estadual Capitão Wagner (PR), como já havia feito no dia anterior, subiu à tribuna do Plenário 13 de Maio para cobrar que o Governo do Estado cumpra com o que tem acordado. Ele informou que, mesmo após concluído o curso de formação dos mais de 700 concursados da Polícia Civil, o governo pretende dividir em três etapas as nomeações.

“Estamos diante de uma crise nunca antes vista no setor de Segurança. O crime organizado tomou conta dos presídios, das cidades e do Estado, mas acontece que, precisando investir em inteligência e investigação, o governador (Camilo Santana) resolveu fracionar a nomeação dos aprovados no concurso da Polícia Civil”, criticou.

Segundo Wagner, a situação é preocupante também porque muitos dos concursados pediram demissão de seus empregos para fazer o curso de formação. O parlamentar afirmou que a gestão estadual “não tem cumprido com o que promete” e defendeu que haja reestruturação na Polícia Civil.

“Há 40 anos, tínhamos 4.500 policiais civis, e hoje, apenas 2.200. Só temos a metade. Então como combater o crime?”, questionou. “Pernambuco, por exemplo, com população parecida com a do Ceará, tem 26 mil policiais militares e nós, 16 mil. Os policiais civis são 6 mil lá, aqui só 2200”, acrescentou.

As palavras de Wagner Sousa ganharam o apoio de Tomaz Holanda (PMDB) e Roberto Mesquita (PSD). O primeiro sustentou que, se os projetos apresentados por parlamentares da oposição fossem levados em consideração na Casa, muita coisa positiva seria aproveitada. Segundo ele, há “completa” falta de estrutura funcional nas delegacias.

“Há dois meses, a minha casa foi invadida por cinco bandidos, minha família foi feita refém e, quando fomos na delegacia prestar depoimento, sequer existia material para fazer o Boletim de Ocorrência. O pior foi ouvir de policiais que sequer papel higiênico tinha nos banheiros. Essa falta de investimento é o que nos deixa tristes”, relatou Holanda.

Mesquita, por sua vez, considerou que assuntos como Saúde e Segurança Pública são caros para a população. O parlamentar lamentou que deputados da base do governo mantenham “visão míope”, enxergando apenas o que lhes convém. “Quando comparam com outros estados é para favorecer o governo. Querem fazer a população de tola, mas ela hoje é inteligente e sabe as áreas que mais afligem. Hoje, as pessoas sequer podem sair de casa, com medo da violência”.

Ações

Terceiro na sucessão da liderança do governo, o deputado Leonardo Pinheiro (PP) reconheceu que há cobranças feitas de maneira legítima, mas que em outras vezes há, nas colocações, “ranço” de oposição. “Há razão nas cobranças, mas é preciso reconhecer, e (deputados) sabem da dificuldade que passa o Brasil e o Ceará”, argumentou.

Segundo Leonardo, de fato, o fracionamento deve existir. “Mas há o compromisso de chamar todos os policiais. Agora, o governo precisa ter a responsabilidade de, além de chamar, poder pagar”, apontou. “A situação não está fácil para ninguém, tanto que, dos 27 estados, 23 passam por problemas no pagamento do funcionalismo, enquanto o Ceará já pagou a primeira parcela do 13º salário. Há um esforço grande para que compromissos sejam cumpridos”, destacou.

Lembrando o confronto, na última quinta-feira (30), entre policiais e uma quadrilha no distrito de Juatama, em Quixadá, que ocasionou a morte de três policiais militares, a deputada Rachel Marques (PT) citou, por sua vez, encontro de Camilo com uma comitiva de empresários, estudantes e outros setores da cidade na terça-feira (5).

“Além da possibilidade de antecipar a instalação da base com 52 policiais do Raio na cidade, houve o comprometimento do governador de adquirir uma nova aeronave para o Ciopaer em Quixadá, de uma base do Corpo de Bombeiros e implementação de uma delegacia com atendimento 24 horas”, contou. “Reconhecemos a gravidade da situação do ponto de vista da criminalidade, mas não podemos dizer que o governo não age”, disse.

09:12 · 24.05.2016 / atualizado às 09:12 · 24.05.2016 por

Por Miguel Martins

Para Fernando Hugo, a falta de atenção dos deputados para temas locais é reflexo de problemas econômicos causados, segundo ele, na gestão do PT Foto: José Leomar
Para Fernando Hugo, a falta de atenção dos deputados para temas locais é reflexo de problemas econômicos causados, segundo ele, na gestão do PT Foto: José Leomar

Temas tidos como recorrentes na Assembleia Legislativa, Saúde, Segurança e Seca ficaram relegados, nos últimos meses, a um segundo plano durante os pronunciamentos dos deputados estaduais, ainda que a situação das três áreas seja crítica no Estado. Alguns parlamentares, no entanto, justificam que a discussão em Brasília sobre o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff tomou boa parte das discussões nos legislativos estaduais e municipais.

Outros afirmam que vêm levando os temas para a tribuna do Plenário 13 de Maio, mas reconhecem que pouco tem sido resolvido. De acordo com Heitor Férrer (PSB), as questões locais vêm sendo debatidas, mas, segundo ele, deputados e opinião pública estão cansados, visto que, de tanto falar sobre tais assuntos, acabou-se por banalizar aquilo que é grave.

“Nós sabemos que isso termina não repercutindo, mas sabemos que está doendo em que está doente, e em quem sente falta de segurança. Ficamos encabulados de repetir os temas, mas levantamos assuntos que a própria sociedade está cansada de ouvir”, declarou.

Para Heitor Férrer, os temas estão atualizados e os problemas continuam os mesmos, como no caso da Segurança Pública, com greve de agentes penitenciários, rebeliões em presídios, e da Saúde, com corredores de hospitais lotados de pacientes em busca de atendimento. “O Governo não reage. Tem uma base aliada que forma um obstáculo, como foi no passado. O Governo tem reagido pouco, e tudo se banalizou”, disse.

O deputado Fernando Hugo (PP) justificou a falta de atenção dos parlamentares para temas locais devido aos problemas na economia que teriam sido causados pelo Governo do PT, o que resultou, segundo ele, na paralisação de vários setores do Estado Brasileiro, bem como foi responsável pela maior parte dos debates nos últimos meses nos legislativos do País.

Reverberação

“Esses são temas, historicamente, ímpares na história do Brasil, e por isso as reverberações feitas nos Estados através das assembleias e câmaras municipais, chegando a ofuscar os problemas citadinos e de regiões”, afirmou. Segundo ele, porém, os parlamentares não devem deixar de discutir temas de áreas em crise no Estado, como a Segurança Pública e a “falência do sistema prisional cearense”.

“A seca leva a marcante preocupação de todos nós com a estiagem, e mais ainda hoje, quando sabemos que a Transposição do Rio São Francisco, certamente, não deverá ocorrer este ano”, lamentou. Ele, no entanto, ressaltou que a crise na Saúde é uma constante no Ceará e, vez por outra, é levada à tribuna da Assembleia, mas disse que repasses prometidos pelo Governo Dilma podem não chegar aos cofres do Estado. “Os repasses pela União do Fundo de Participação dos Municípios e dos Estados são indignos para a sustentabilidade das unidades administrativas. Nunca houve na história uma situação tão caótica como essa dos péssimos repasses para Saúde, Segurança e Educação”.

Segundo plano

Roberto Mesquita (PSD), por outro lado, disse que os temas não desapareceram do cotidiano da Casa, mas problemas de maior magnitude fizeram com que ficassem em segundo plano, visto que o afastamento da presidente Dilma Rousseff mudou todo o cenário político nacional.

“Esse assunto Seca está mais presente do que nunca, e no segundo semestre será mais debatido. A Saúde nunca esteve tão ruim, pois não existe Saúde Pública no Estado, e nem Segurança. As ações de combate à Seca são tímidas, e tem um programa dos mais idiotas do mundo, onde uma empresa cava poços, a outra limpa e uma terceira para instalar o poço”, criticou.

Carlos Matos (PSDB) também disse que os problemas do Governo Central têm influenciado nos Estados e, por isso, temas locais ficaram em segundo plano. “Estamos passando por uma grave crise nos presídios, uma seca forte e a Saúde com dificuldades. Mas estamos muito ligados nessas questões, e os deputados têm cobrado muito. O colapso que o Brasil estava vivendo ocupou muito espaço, mas são temas que vão voltar com toda força (ao Legislativo)”, afirmou.

17:55 · 28.04.2016 / atualizado às 17:55 · 28.04.2016 por

Capitão Wagner (PR) discursou sobre a segurança pública nesta manhã, na Assembleia Legislativa. O deputado destacou a fala do Secretário de Segurança, Delci Teixeira, que, após certos pronunciamentos na Assembleia e manchetes de jornais, afirmou: “qualquer pirangueiro que jogue pedra numa delegacia, já é considerado o Al Capone”, fazendo referência ao gangster famoso nos Estados Unidos nas décadas de 20 e 30.

O parlamentar refutou a fala do secretário e apresentou diversos casos de violência no estado, como ameaças ao governador por redes sociais e o acontecimento no dia cinco deste mês no qual foi localizado 13 kg de dinamites no entorno da casa. Ainda, apontou a prisão do número dois do PCC, o irmão do Marcola e 26 ataques a prédios públicos. “Se esse criminosos são apenas pirangueiros, como Delci disse, eles realmente são bons, pois faz tempo que saíram do campo da ameaça e passaram para a prática.

De acordo com Capitão Wagner, Delci Teixeira afirmou que há facções criminosas em todas as penitenciárias do país. No entanto “esse discurso que é um problema nacional não é mais desculpa”, assim, exigiu que o governo do estado ampliasse as medidas de combate a violência e cobrou dos outros deputados da casa a instauração da CPI do Narcotráfico.