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Tag: sucessão


12:54 · 08.10.2016 / atualizado às 13:50 · 08.10.2016 por

Por Antonio Cardoso

Ronaldo justificou a aliança dizendo que o postulante pedetista abraçou cinco das suas propostas mais importantes. Foto: Kleber A. Gonçalves
Ronaldo justificou a aliança dizendo que o postulante pedetista abraçou cinco das suas propostas mais importantes. Foto: Kleber A. Gonçalves

Durante coletiva de imprensa realizada na manhã deste sábado (08) no Comitê Central da campanha do candidato à reeleição Roberto Cláudio (PDT), foi oficializado o apoio do PRB. O anúncio contou com a participação do deputado federal Ronaldo Martins, que disputou a eleição no primeiro turno ficando na quarta colocação, com 51.687 votos, além de outros republicanos como o deputado estadual David Durand, o vereador de Fortaleza, Gelson Ferraz e o recém-eleito para seu primeiro mandato, Evaldo Costa.

> Apoios no 2º turno têm pouco peso eleitoral

A informação foi repassada por Roberto e Ronaldo que justificou a aliança dizendo que o postulante pedetista abraçou cinco das suas propostas mais importantes que constavam em seu plano de governo. “Tive uma conversa breve sobre alguns pontos de nosso plano de governo, elaborado junto com as pessoas nos bairros, a quem pudemos ouvir. Uma das coisas que mais me pediram foi uma atenção melhor para os bairros e estou feliz porque o candidato estará absorvendo alguns pontos que foram batalhas nossas nessa campanha”.

Um dos pontos adotados diz respeito à criação da Ouvidoria. “Fui ouvidor da Assembleia, responsável por criá-la na Casa e sei da importância de ouvir a população”, disse Ronaldo, seguido por Roberto Cláudio. “A ideia é implantar, uma em cada bairro, mas capacitando os servidores que já atuam na prefeitura, para, assim, não haver custos ou contratação de mais gente”, explicou Roberto.

O segundo tópico absorvido está voltado para a saúde do idoso. A ideia de Ronaldo Martins era implantar o Hospital do Idoso, mas conforme explicou Roberto Claudio, a proposta será aproveitada, mas editada. “A ideia é boa, mas chegamos a um meio termo. Como temos a preocupação de garantir a manutenção de nossos serviços, o primeiro passo o qual me comprometi é que em vez de novo hospital, adaptar, principalmente os que estão em expansão como o IJF II, Hospital da Mulher, Frotinhas, Gonzaguinha e Hospital Nossas Senhora da Conceição para ter alas e serviços de geriatria em cada uma das unidades”.

Também será agregada a intenção de sinalizar, horizontalmente, os locais onde há a presença de fotossensores, controle de estoque de medicamentos nas unidades de saúde através de uma central informatizada e abertura de diálogo, intermediado por Ronaldo Martins, com os feirantes da Feira José Avelino.

Apoio do PT

Sobre ter ou não o apoio do Partido dos Trabalhadores, Roberto Cláudio disse que respeita as decisões partidárias, principalmente as democráticas. “O PT, me parece, fez uma ampla discussão, fez longo debate e saiu com a resolução de liberar seus filiados. Ontem a noite tive o privilégio de ter o maior líder do partido, que é o próprio governador Camilo Santana aqui no comitê em seu primeiro ato público de apoio dele a nossa candidatura. Estou muito feliz com o apoio importante, até porque, para se governar bem uma cidade como Fortaleza, precisamos de apoios institucionais”, declarou.

Segundo o candidato, não se governa uma cidade como Fortaleza, em meio a uma crise, sem ter projeto pronto e capacidade de estabelecer parcerias para captar recursos para o município. “E a garantia do apoio do governador do Estado ao nosso projeto é a garantia também de uma afinada parceria administrativa em um segundo governo. A garantia de apoio para realização de obras, projetos sociais, e me dá muita honra em ter apoio do grande líder político”.

Além de Ronaldo Martins e o PRB, Roberto Cláudio já tem ao seu lado Tin Gomes (PHS) e o candidato a vice, na chapa de Heitor Férrer, o advogado Dimas Oliveira, presidente estadual do partido REDE. “Sobre uma possível adesão do PSB, onde já esteve filiado, disse que preferia falar apenas quando algo de concreto pudesse ser anunciado.

Estiveram presentes à coletiva: deputado federal Ronaldo Martins (PRB), presidente da Câmara Salmito Filho (PDT), deputados estaduais Dr. Sarto (PDT), Ely Aguiar (PSDC) e David Durand (PRB). O deputado federal Odorico Monteiro (PROS) também participou, assim como o vereador Gelson Ferraz, e o eleito no último domingo, Evaldo Costa (PRB).

09:36 · 08.07.2016 / atualizado às 09:38 · 08.07.2016 por

Por Miguel Martins

Após desistência do deputado Vitor Valim para disputar o pleito de 2016, em Fortaleza, o PMDB deve decidir, em reunião, hoje à tarde, na sede do partido, o apoio à pré-candidatura do deputado estadual Capitão Wagner.

Senador Eunício Oliveira diz que hoje é a última reunião para tratar de sucessão municipal e após ele anunciará a posição do partido FOTO: Agência Senado
Senador Eunício Oliveira diz que hoje é a última reunião para tratar de sucessão municipal e após ele anunciará a posição do partido FOTO: Agência Senado

Como o PSDB, que já apoia o republicano, deixou em aberto a escolha para a postulação a vice-prefeito na chapa majoritária, a sigla peemedebista pode indicar um nome para o cargo e este deverá ser o atual vice-prefeito da Capital, Gaudêncio Lucena.
Praticamente toda a bancada estadual na Assembleia apoia a decisão de coligação com o Partido da República, em Fortaleza, principalmente, porque houve um apoio dado pela sigla durante a disputa eleitoral de 2014, quando o presidente do PMDB no Ceará, Eunício Oliveira, disputou a vaga de governador do Estado. Ao Diário do Nordeste, o dirigente afirmou que fará a última reunião e, em seguida, anunciará a posição majoritária do partido.
De acordo com Danniel Oliveira, todas as possibilidades de conversações foram exauridas e, portanto, chegou o momento de expor a ideia do partido. “Não há definição 100% se vamos compor com o Wagner, mas há uma tendência majoritária que será respeitada, de estarmos juntos com ele. Encontramos nele um bom candidato para Fortaleza, com projeto que vem sendo amadurecido, e isso, obviamente, será colocado na balança, será respeitado”, disse.
Segundo Danniel, Wagner foi “muito decente” com o candidato ao Governo do Estado em 2014, e trabalhou junto com o PR, votando no PMDB. “Obviamente que essa reciprocidade é muito firme em nosso partido, principalmente pelo nosso presidente, que deu oportunidade de estarmos com ele. Já que houve uma desistência clara por parte do deputado Vitor Valim, por questões pessoais, isso acabou afunilando para amanhã (hoje), talvez, já estarmos encaminhando uma possibilidade de indicação do partido a vice”, ressaltou.
O nome de Danniel Oliveira também foi colocado na mesa de negociações como possível vice na chapa encabeçada por Wagner Sousa, mas de acordo com o peemedebista, ele prefere estar na Casa Legislativa. “Não penso nisso como batalha e prefiro estar na trincheira, lutando pelo Wagner. Mas o meu projeto é o projeto do partido, e se o partido acreditar que eu contribuiria na chapa, estarei disposto”.
O líder da bancada na Assembleia Legislativa, deputado Audic Mota, ressaltou que a única definição que houve até aqui foi a recusa de Vitor Valim à disputa para a Prefeitura de Fortaleza. “Essa decisão não dependeu do partido, e, infelizmente, foi uma falha do processo, pois o partido deveria ter investido na candidatura dele”, afirmou.
Segundo ele, há outros caminhos possíveis, como a indicação dos nomes de Gaudêncio Lucena e Danniel Oliveira em uma chapa única, porém, destacou que também pode haver uma composição com algum outro candidato que esteve na chapa com o PMDB, em 2014. “O candidato que se afigura é o Wagner, e isso se torna mais natural. Mas a decisão é do partido”, ressaltou.
Defensora de candidatura própria do PMDB, Silvana Oliveira, ressaltou que se submete a qualquer decisão do partido, mas ainda assim ressaltou que a agremiação vive um momento político bom e que assim seria possível o lançamento de uma candidatura própria. “Mas se o partido quer que a gente vá marchar com o Wagner, eu vou satisfeita. Ele terá nosso apoio, com certeza, e eu estou só esperando decidirem isso para eu ir às ruas”.
Tomaz Holanda e Agenor Neto foram defensores de apoio à pré-candidatura de Wagner Sousa desde o primeiro momento. De acordo com Neto ele sempre foi defensor de um apoio a um nome que fizesse parte do bloco de aliança que esteve junto em 2014.
“Em todas as pesquisas feitas quem sempre se destacou foi o Wagner. Em virtude disso, sempre me posicionei a favor dele. Por isso o PMDB deve apoiar apoio, como também o nome para compor a chapa como vice. Entre os mais fortes estão os nomes do Gaudêncio e do deputado Danniel”. Para Neto, o PMDB tem tempo de Rádio e TV suficientes para ajudar Wagner Sousa a ir para a disputa no segundo turno, e deveria estar atento para, segundo ele, não repetir os mesmos erros do pleito de 2014.
Wagner Sousa, depois do apoio do PMDB, está fechando ainda aliança com o Solidariedade. Na manhã de ontem, ele teve um almoço com o presidente estadual da sigla, o deputado federal Genecias Noronha, e até a próxima semana deve fechar com a legenda em Fortaleza. “O apoio do PMDB é importante, pois fortalece nossa campanha devido a estrutura de militância nas ruas. Esse apoio também pode atrair novos partidos para a nossa candidatura, e fazer com que ela seja mais viável”, declarou o postulante.

18:21 · 17.05.2016 / atualizado às 18:21 · 17.05.2016 por
 Heitor Férrer discute aliança para sua postulação à Prefeitura de Fortaleza FOTO: JOSE LEOMAR
Heitor Férrer discute aliança para sua postulação à Prefeitura de Fortaleza FOTO: JOSE LEOMAR

A assessoria do deputado Heitor Férrer (PSB) distribuiu agora à tarde uma informação sobre encontro do parlamentar com representante do Solidariedade em Fortaleza, quando discutiram questões relacionadas a uma possível apoio desta agremiação à sua candidatura à Prefeitura de Fortaleza.

Heitor, em primeiro lugar, começou a discutir uma aliança com o PSDB. Integrantes deste partido também negociam com o Capitão Wagner (PR), outro candidato a prefeito. Os tucanos, porém, não definiram com quem seguirá.
Leia a nota da assessoria de Heitor:
“O deputado Heitor Férrer recebeu, nesta tarde, em seu gabinete na Assembleia, Célio Studart, presidente da executiva municipal do Solidariedade em Fortaleza, partido presidido no Ceará pelo deputado federal Genecias Noronha. A conversa se afunila em torno de uma composição entre PSB e Solidariedade com vistas à disputa pela Prefeitura de Fortaleza.”
09:09 · 17.03.2016 / atualizado às 09:09 · 17.03.2016 por
Para Roberto Mesquita, eleitores não aprovam nem Dilma nem sucessores legais, como Temer FOTO: Fabiane de Paula
Para Roberto Mesquita, eleitores não aprovam nem Dilma nem sucessores legais, como Temer FOTO: Fabiane de Paula

Por Antônio Cardoso

O deputado Roberto Mesquita (PR) lamentou, durante discurso na Assembleia Legislativa, ontem, que a presidente Dilma Rousseff não tenha mais “a menor condição” de continuar com seu mandato e que, para piorar a situação, seus sucessores legais também não estariam em condições de assumir o comando do país diante da concretização do impeachment.

“Todos estão envolvidos em denúncias de corrupção, fazendo com que o povo assista a um desmanche das instituições democráticas”, analisou. “Está claro que os brasileiros não querem que a presidente saia e o comando do Brasil fique com Michel Temer, Renan Calheiros ou Eduardo Cunha”, completou.

Ele lamentou que uma das consequências do atual cenário seja a presença de pessoas nas ruas defendendo a volta da ditadura militar. “É um momento de completa desilusão e até falta de compreensão de algumas pessoas em relação ao cenário atual. Pedir o retorno da ditadura só pode ser explicado pela falta de amparo sentido pela população”, declarou.

Mesquita disse que a culpa pelo desemprego, atraso em obras importantes e hospitais fechados seria das más escolhas políticas e dos eleitores. “A culpa nos cabe por atuarmos na política nesse momento grave e não devemos fugir da nossa culpa, mas chamar a população para discutir”, indicou. “Nós, deputados, os vereadores, prefeitos, senadores e a presidente, não assumiram o cargo por concurso, mas foram eleitos pelo voto do povo e, se alguém não cumpre o seu papel como deveria, deve ser chamado ao debate com o povo que o escolheu, para cobrar mais responsabilidade”, opinou.

Militante

O parlamentar apontou que a pergunta mais frequente feita pelos brasileiros, hoje, é o que estaria havendo com a presidente Dilma Rousseff. “As pessoas começam a perceber que estamos a deriva, sem a líder maior do país. Dilma parece estar presa em uma cela e infelizmente vê seu histórico de militante e pessoa responsável se desmanchar”, analisa.

Mesquita questionou como estariam as ruas se esse cenário político ocorresse em outro país. “Se fosse em outra nação, estaria havendo uma verdadeira guerra civil, uma revolução, com enfrentamentos nas ruas”, avaliou. Segundo o parlamentar, as pessoas que foram às ruas, ao vaiarem as presenças de Aécio Neves e Geraldo Alckmin, ambos do PSDB, externaram a descrença vivida na categoria política.

Silvana Oliveira (PMDB), mesmo sendo do partido dos possíveis sucessores de Dilma citados por Mesquita, não considerou que esta seria a melhor saída. Para ela, Dilma deveria renunciar ao cargo “por amor ao País”. “Estamos virando um vexame internacional, com um investigado pelo Ministério Público de São Paulo, o ex-presidente Lula, sendo indicado para um ministério, mostrando que lhe falta decência e respeito pelo país que ele próprio governou”.

19:46 · 13.03.2016 / atualizado às 19:46 · 13.03.2016 por

O PT de Fortaleza fará sua conferência dia 17 de abril, para decidir sobre uma candidatura própria à Prefeitura de Fortaleza, em outubro próximo. Como o prazo das homologações de nomes para a disputa deste ano vai de 20 de julho a 5 de agosto, alguns petistas associam a fixação da data da definição de uma posição do segmento local da agremiação, ao calendário estabelecido pelo governador Camilo Santana para suas ações de convencimento da maioria do seu partido a se coligar com o PDT do prefeito Roberto Cláudio. O calendário de Camilo como aqui retratado em 14 de fevereiro, começava com conversas com a presidente Dilma Rousseff e Rui Falcão, presidente nacional do PT.
Camilo vai estar no palanque de Roberto Cláudio. A nenhum dos dois interessa uma relação incestuosa, que não lhes permita fazer o mesmo comício, ou aparecerem juntos na propaganda eleitoral. E a legislação eleitoral tem limites para o compartilhamento de espaços em concentrações e no horário do rádio e televisão, no curso da campanha eleitoral, permitido a apenas os do partido do candidato ou a ele coligados. O governador disse ao presidente nacional do PT, e posteriormente à presidente Dilma, da sua determinação de figurar como copatrocinador da campanha de reeleição do prefeito de Fortaleza. Apontou suas razões, e as do PT, no Estado, e em outros municípios brasileiros, algumas delas já descritas neste espaço. E só depois dos contatos nacionais, Camilo começou a conversar com os companheiros de partido a ele mais ligados.
Pelo comportamento demonstrado até aqui, o governador vai perseguir, até a exaustão, o objetivo de persuasão para conseguir o seu objetivo, a aliança do PT com o PDT, incluindo, no percurso, nova rodada de conversações com a cúpula nacional do partido. Esta, também, será instada pelos representantes maiores do partido do prefeito, com os argumentos expostos por Camilo, para cobrarem a reciprocidade de apoios dados, no passado, ao próprio Camilo, e no presente, a candidatos petistas em cidades importantes para o partido, dentre outras São Paulo.
O ex-governador Cid Gomes, nas páginas do Diário do Nordeste, recentemente, disse da disposição do comando do PDT, sobretudo se baldados os esforços de Camilo, tão interessado em ser bem sucedido na missão, quanto o próprio prefeito em ter o apoio, de discutir todas as alianças nacionais, condicionando-as às de Fortaleza, considerada a mais importante, também por se tratar de uma reeleição. Ademais, acrescentam aliados do prefeito, não há sentido a indiferença do comando partidário, se a dificuldade de formalização de um acordo reúne é patrocinada por uma parte do diretório municipal.
A reciprocidade dos interesses do prefeito e do governador, além da afinidade que os une, está 2016 para Roberto Cláudio, e 2018 para o Camilo. Qualquer que venha a ser o resultado de outubro próximo, o atual prefeito, pelos números da disputa municipal, e a sua importância no grupo político onde ambos estão abrigados, terá voz altiva para se posicionar a favor ou contra a pretensão de reeleição do Governador. E a manifestação de amanhã, por óbvio, dependerá, indiscutivelmente, do tamanho do empenho e participação do chefe do Executivo estadual no pleito deste ano.

11:52 · 18.05.2014 / atualizado às 11:52 · 18.05.2014 por
Roberto Pessoa diz que será candidato ao Governo mesmo sem a candidatura de Tasso ao Senado FOTO: Natinho Rodrigues
Roberto Pessoa diz que será candidato ao Governo mesmo sem a candidatura de Tasso ao Senado FOTO: Natinho Rodrigues

Por Edison Silva

Roberto Pessoa (PR) reafirma ser candidato a governador do Estado. Ele não mais condiciona sua postulação à participação do ex-governador Tasso Jereissati (PSDB) na chapa majoritária, disputando a vaga de senador, mas tem certeza de tê-lo como um dos principais apoiadores.

Pessoa diz ter recebido sinalização de poder contar com Sérgio Novais, presidente estadual do PSB, como candidato a vice-governador, caracterizando uma aliança verdadeiramente de oposição ao Governo Cid Gomes (PROS). Os dois, de fato, são muito mais que adversários políticos do governador. São, de fato, inimigos pessoais de Cid e Ciro Gomes.

O PR acertou fazer sua convenção para homologar candidaturas e alianças no dia 30 de junho, em Maracanaú, Município da Região Metropolitana de Fortaleza, governado por Pessoa, ao longo de oito anos, completados no fim de 2012. É o último dia para esse tipo de evento político, segundo o Calendário Eleitoral deste ano.

Ele acredita que até lá terá gerado fatos estimulantes a garantirem outros apoios partidários, embora reconheça a existência de algumas barreiras na montagem do palanque a partir da complexidade de deixar de lado o apoio à reeleição da presidente Dilma, e dividir o espaço entre os candidatos à Presidência, Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB).

Ao lado do ex-governador Lúcio Alcântara, presidente estadual do PR, Pessoa aponta as razões da sua determinação e as estratégias montadas para viabilizar o seu projeto. Ele não esconde um certo desapontamento com o senador Eunício Oliveira (PMDB), sobretudo por questões de ordem pessoal, suficientes para, no momento, nos convencer da impossibilidade de o peemedebista vir a ser uma opção para o PR, se insucesso houver na empreitada do filiado a esta sigla.

Contestadores

Eunício e Roberto estão buscando apoio dos mesmos partidos que hoje participam do Governo estadual, dentre eles o DEM, PPS e PV. Pelos cálculos de Pessoa, 30% do eleitorado cearense já estão na oposição e nela continuarão. Ele espera conquistar 70% desses contestadores antes de começar a campanha propriamente dita, a partir do dia 5 de julho, sendo este o principal trunfo para garantir a adesão de outras siglas, ampliando o seu tempo de propaganda eleitoral no rádio e na televisão.

Para o ex-prefeito de Maracanaú, as eleições deste ano, mais que todas as outras, têm uma complexidade tal de difícil compreensão por qualquer analista ou cientista político, daí não se poder apontar favoritos, mesmo reconhecendo que esse ou aquele postulante a cargo majoritário reúna, antes ou no curso da campanha, mais elementos imprescindíveis ao sucesso nas urnas. A fundamentação dessa sua avaliação aponta para o evento Copa do Mundo, a partir de junho,

Pilastras

O candidato, claro, sempre pensa em chances de vitória. Esta, porém, não acontece como milagre. O cargo majoritário é conquistado por quem tem nome, estrutura partidária e dinheiro, os geradores de votos. São indissociáveis essas três pilastras. Divididas, as oposições cearenses não as reúnem, e consequentemente ficam mais debilitadas.

O momento, como aqui já observamos, por algumas razões, beneficia os adversários do Governo, mas o Poder, a oposição só conquistará se seus integrantes tiverem competência para produzirem um projeto alternativo de governança, além de desprendimento e humildade para unirem força em torno de um nome mais competitivo.

Lamentavelmente, isso não está existindo. E os governistas, apesar dos percalços, continuam com as melhores perspectivas de permanecer onde estão, afastando o sonho dos adversários por mais oito anos, o tempo de duração de dois mandatos consecutivos. Assim, não erra quem diz, pela oposição que conhecemos no Ceará, o Governo só tem possibilidade de perder, no futuro, se for para ele próprio.

Convenções

O PROS marcou para o dia 28 de junho, penúltimo dia do Calendário Eleitoral, a realização das convenções partidárias, obrigatórias para a homologação dos nomes dos candidatos nas eleições deste ano, reafirmando uma posição do próprio governador Cid Gomes, adotada em todas as suas campanhas, de deixar para o último momento o anúncio da chapa majoritário, sua ou dos seus liderados.

Dizia, ontem, um dos seus próximos aliados que só na véspera da convenção serão definidos os candidatos a governador, vice e senador, com o critério que só às vésperas serão definidos.

No curto espaço de 15 dias o governador Cid Gomes e o irmão, Ciro Gomes, conversaram, reservada e demoradamente, em duas oportunidades, com a presidente Dilma Rousseff. A primeira em Brasília. A segunda, no início da semana passada, no Sul do Ceará, numa visita a obras de transposição de águas do Rio São Francisco. A presença de Ciro, nos dois momentos, significa que cuidaram de política, pois de administração trataria só o governador, como o fez em várias oportunidades ao longo do mandato da presidente.

E não deve ter sido outro o centro da conversa senão a sucessão estadual. O rompimento do senador Eunício Oliveira (PMDB) com a aliança liderada por Cid, para ser candidato a governador, e a manifestação de integrantes do PROS, no cenário nacional, contrariamente aos interesses políticos do governador, subsidiaram as conversas com Dilma, na busca de manterem inalterados os compromissos da presidente e do PT com a sucessão do próprio Cid.

15:09 · 09.05.2014 / atualizado às 15:09 · 09.05.2014 por

Da assessoria

Será o sétimo encontro regional da aliança PSB e Rede no Ceará. Os eventos contam com a participação dos pré-candidatos do PSB.

A direção estadual do PSB – Ceará, juntamente com a Rede Sustentabilidade, realizará, no dia 9 de maio, o seu sétimo encontro regional, desta vez na cidade de Crateús, que reunirá lideranças do município, cidades vizinhas e da região dos Inhamuns. Os primeiros seis encontros foram realizados no Cariri (na cidade do Crato), na região Centro Sul do Estado (em Iguatu), no Maciço de Baturité (em Baturité), em Fortaleza (onde reuniu lideranças da região metropolitan) e no Sertão Central (Quixadá).

Os encontros têm como objetivo dar seqüência ao trabalho de reorganização da legenda no Ceará e ao planejamento para as eleições 2014, bem como coletar subsídios para um programa estadual de governo. Participam filiados, dirigentes, apoiadores, integrantes dos segmentos sociais do partido (Juventude, Mulher, LGBT, Negros, Movimento Popular e Movimento Sindical) e pré-candidatos da legenda, além de lideranças políticas dos vários municípios onde foram criadas comissões provisórias do partido.

Estarão presentes o presidente do PSB-CE, Sergio Novais; a deputada estadual Eliane Novais (PSB/CE), a representante da Rede Sustentabilidade no Ceará, Geovana Cartaxo, a presidenta do PSB de Fortaleza, Nicolle Barbosa; o secretário geral do PSB/CE, Jadson Sarto e lideranças locais.”

Serviço

Evento: Encontro Regional do PSB/Rede – Crateús

Data:  9 de maio de 2014, às 9h

Local: Rua Auton Aragão, 505 São Vicente – Sede da Inspetoria do CREA – Crateús/CE – vizinho ao CAPS

 

Assessoria de comunicação: Paulo Marcelo Freitas (85) 8632.4752

09:44 · 04.04.2014 / atualizado às 12:46 · 04.04.2014 por

De acordo com o vice presidente da Assembleia Legislativa, o deputado Tin Gomes (PHS), o governador Cid Gomes deverá se pronunciar na Casa caso vá renunciar ao governo. Ele ressalta, entretanto, que caso não renuncie, ele não deverá ir à Assembleia. O deputado não descarta ainda a possibilidade de que o governador possa anunciar sua saída ou permanência no cargo apenas à noite, diretamente para a imprensa ou pelo Facebook.

Segundo o parlamentar, não é esperado novo bloco de mensagens do Poder Executivo para ser aprovado na Casa ainda nesta sexta-feira.

12:12 · 18.03.2014 / atualizado às 12:12 · 18.03.2014 por

Acaba de ser empossado na Assembleia Legislativa o suplente  Thiago Campelo Nogueira (SDD), de Aracoiaba. Ele entra no lugar de Téo Menezes, que solicitou licença de até 120 dias para tratar de assuntos pessoais. Em discurso pela ordem, o parlamentar agradeceu a presença de autoridades que foram prestigiar o momento, aos familiares e aos cidadãos que votaram nele.

11:07 · 24.11.2013 / atualizado às 11:07 · 24.11.2013 por

Por Edison Silva

O governador Cid Gomes não tem aberto espaço a seus correligionários, de qualquer matiz, para tratar da sucessão estadual. Antes, quando algum deles o abordava, a resposta adiava a continuação da conversa para 2014. Agora, ele tem sempre dito que, além de estar muito cedo para cuidar do tema, deve aguardar a manifestação das oposições a fim de saber quem vem a ser delas, o pretendente ao seu lugar no Palácio da Abolição.

Sabe bem, o chefe do Executivo cearense, não ter, no momento atual, o restrito campo oposicionista no Estado, um nome capaz de ser apresentado como competitivo na disputa eleitoral de 2014. E estabelecendo esse marco (o do lançamento do candidato adversário), como fincado já está, Cid adia uma decisão a ser tomada por ele, no seleto grupo da sua privacidade, e deixa todos os ansiosos pretensos candidatos, dentro e fora do PROS, senão imobilizados, mas sitiados num pequeno campo, sem condições de manobras capazes de alterar o planejado.

Tem sido característica de Cid, desde quando decidiu ser governador do Estado, deixar para o último momento a conclusão do projeto, por ele próprio arquitetado, de formatação das chapas majoritárias. Em 2006, o candidato ao Senado, Inácio Arruda, só foi incorporado à chapa momentos antes da convenção que a homologou. Em 2010, quando da reeleição, o vice-governador Domingos Filho, na época presidente da Assembleia Legislativa, foi escolhido também muito próximo do limite.

Nas duas últimas eleições municipais, em Fortaleza, já como governador, teve o problema da indicação do nome do vice de Luizianne, Tin Gomes, de início rejeitado por ela. O nome dele só foi oficializado após a convenção petista.

Estratégia
Tin não era do partido de Cid, naquela oportunidade no PSB. O vice de Luizianne foi indicado por Cid, tirado dos quadros do PHS. Já em relação a 2012, a falta de entendimento do governador com a prefeita, levado até os instantes finais da escolha dos candidatos, acabou por se dar o rompimento e Roberto Cláudio, então no PSB, se elegeu o prefeito da Capital.

A estratégia de Cid, para escolher os seus candidatos, se deixa com amarras os pretensos postulantes do seu grupo, também cria dificuldade para a própria oposição, pois sem saber quem são os nomes e o tamanho da aliança do Governo, experimentará uma inibição geral nas suas hostes, e como consequência, mais dificuldade de formatar uma chapa. A disputa de 2010, ainda deve estar viva na memória dos mesmos contrários ao atual governante. Eram de muito pequena expressão eleitoral os candidatos apresentados para enfrentá-lo na reeleição.

Faz falta
O governador, com alguns percalços, até pelo fato de provavelmente ficar sem um mandato, ainda formará uma ampla aliança em apoio ao candidato que escolher para disputar a sua sucessão. Mas só alcançará esse patamar, exatamente pelo fato de não ter oposição no Estado.

A exceção do deputado estadual Heitor Férrer (PDT), dissidente no seu partido, para manter o comportamento crítico ao Governo estadual (o partido forma na base de Cid), pelo menos dentre os detentores de mandatos, não se levanta uma voz oposicionista de envergadura, alguém que faça um pronunciamento sequer, analisando o Governo, levantando dúvidas, questionando ações ou procedimentos da administração, enfim, fazendo realmente oposição, estabelecendo o contraditório daquilo que o governante apresenta como o melhor.

Faz falta uma oposição séria, competente, merecedora de respeito. Os governos precisam de oposição, mas infelizmente a grande maioria quer ser mesmo é cortesã, prejudicando o governante, por estar sempre incensado e a sociedade que deixa de ter mais e melhores serviços públicos. E a minoria restante, guardada as devidas exceções, vai para a oposição, não só pelo fato de o eleitorado tê-la colocado lá, mas, em várias outras oportunidades pelo interesse contrariado nos campos da política ou da administração, por isso a produção de discursos rancorosos, sem qualidade, fica desacreditado e se torna inútil, principalmente para eles próprios.