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Tag: Violência


11:34 · 02.09.2018 / atualizado às 11:34 · 02.09.2018 por
Por Letícia Lima
O ex-ministro da Justiça do Governo Dilma Rouseff, José Eduardo Cardozo, de passagem por Fortaleza, na sexta-feira, defendeu que o combate a violência no País seja uma tarefa compartilhada entre União, Estados e municípios, com planos integrados de segurança pública e políticas sociais. Ele criticou o Governo Federal por fazer “mais estratégia de marketing do que efetivamente solução em segurança pública”. Para ele, o Ministério Extraordinário da Segurança Pública foi um “factóide”, criado de forma “atabalhoada”.
Em entrevista ao Diário do Nordeste, após palestra proferida, na sede da Defensoria Pública Geral do Estado, José Eduardo Cardozo listou medidas que ele considera importantes no combate à violência. Ele disse que no segundo mandato da ex-presidente Dilma seria lançado um plano de redução da violência voltado para as 80 cidades mais violentas do Brasil, com objetivo de conjulgar “esforços” entre o Governo Federal e os estados. No entanto, a proposta, segundo ele, não saiu do papel, em razão do impeachment da petista.
“Eu acho que a questão da segurança pública tem que ser compartilhada entre União, estados e municípios. Claro, todos os entes da Federação tem essa responsabilidade. Pela Constituição, hoje, o fundamental está nos estados. O Governo Federal apenas articula, o que dificulta muito medidas nacionais, a definição de estatísticas nacionais, que possam detectar os focos de criminalidade. Nós, inclusive, chegamos a propor uma mudança na Constituição em questão de segurança pública, pra que todos os entes da Federação fossem responsáveis pelas políticas e pudéssemos atuar de forma integrada”, destacou.
Ao ser questionado, no entanto, sobre os poucos repasses do Governo Federal, inclusive, na gestão de Dilma Rouseff, para a segurança pública do Ceará, reclamação feita diversas vezes pelo governador, Camilo Santana (PT), Cardozo respondeu que a União não pode ser um “mero repassador de recursos para o governo estadual”. “Todos os estados precisam de dinheiro e o governador Camilo tem toda razão quando fala isso. Agora, o Governo Federal não pode ser uma caixa financiadora de políticas estaduais em segurança pública. Não é o caso do governador Camilo, mas, em muitos estados, os recursos são repassados e mal gastos. Compram-se viaturas erradas, não se aplica o que se deve aplicar e faz-se mais estratégia de marketing do que efetivamente solução em segurança pública”.
O ex-ministro também classificou de estratégia de marketing a criação do Ministério Extraordinário da Segurança Pública, neste ano, em meio à crise no Rio de Janeiro. Para ele, ainda que o Ministério da Justiça acumule funções “demais”, separar a área da Segurança da área da Justiça é “inconcebível”. “Eu não posso separar a pasta que cuida do sistema da justiça do sistema de segurança pública. Justiça e Segurança Pública tem que estar com a mesma pasta, porque o dever de segurança pública é um dever do Executivo, do Judiciário e do Legislativo. Criaram de uma forma atabalhoada, sem estrutura, ou seja, o Governo Temer é um governo de marketing”, disparou.
14:37 · 15.05.2018 / atualizado às 14:37 · 15.05.2018 por

O primeiro secretário da Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor), Idalmir Feitosa (PR), usou a tribuna da Casa na manhã desta quarta, 15, para lamentar a morte da estilista Nayana Mara Costa Araújo, 32, assassinada na tarde de segunda, 14. “Como é que pode uma situação dessa perdurar dentro de uma cidade como Fortaleza?”, questiona o republicano. De acordo com ele, a cidade cresceu “por amor à vida”.

O parlamentar declara que a cidade vive uma “situação funesta, macabra, deplorável e que não se pode mais admitir”. Ele ainda destaca que com frequência os criminosos não respondem perante a Justiça. Segundo Feitosa, o momento atual da cidade atenta contra o mandamento bíblico que pede que se ame ao próximo como a si mesmo. “Como é que eu posso amar o próximo como a mim mesmo e ceifar a vida de quem na realidade estar a trabalhar?”, questiona.

10:46 · 27.04.2018 / atualizado às 10:46 · 27.04.2018 por

Por Miguel Martins

Alguns dos que disputarão reeleição para manter suas cadeiras na Assembleia dizem já se deparar com desafios no contato com o eleitorado Foto: José Leomar

Deputados estaduais cearenses com boa votação em Fortaleza no último pleito temem, neste ano, ações criminosas durante os eventos de campanha em determinados bairros da cidade. Eles falam que rotinas tiveram que ser mudadas. Há, inclusive, quem admita a necessidade de uma “pactuação” entre políticos e criminosos para a realização de alguns eventos.

Ao Diário do Nordeste, deputados da base governista lamentaram que, apesar dos esforços do Governo do Estado, pouco mudou nos últimos anos no que diz respeito à segurança de localidades da Capital e, em alguns casos, a violência piorou. O petista Elmano de Freitas, por exemplo, relatou que em 2012, quando foi candidato a prefeito de Fortaleza, tiros foram disparados durante passeata e a comitiva teve que se dispersar.

Seis anos depois, como deputado estadual, Elmano destacou que a rotina em algumas comunidades foi alterada e, em determinadas localidades, ele teve que mudar o horário de encontros com moradores. “Antes eu fazia reuniões em qualquer horário, mas agora me limito a fazer no período da tarde, porque à noite as pessoas não querem ir”.

O deputado José Sarto (PDT), que já está no sexto mandato na Assembleia, disse que tem percebido a atuação cada vez mais frequente de “comandos paralelos”, principalmente, na periferia de Fortaleza. De acordo com ele, parlamentares que têm votos em “regiões dominadas pelo crime sofrerão as consequências das ações de bandidos e tenderão a perder votos nessas localidades”.

“Vamos ter muitas dificuldades, porque, quando vai se fazer uma reunião em determinado local, os próprios moradores têm temor. Um evento como o Dia das Mães, por exemplo, tem que ser mais ou menos pactuado com o tráfico. Lamentavelmente, essa é a realidade, mas como entrar e chegar à população?”, questionou José Sarto.

Pressão

Segundo alguns parlamentares, a situação crítica em algumas áreas, principalmente na Capital, não será resolvida até a disputa eleitoral de outubro, o que pode fazer com que muitos candidatos sofram alguma pressão por parte dos chamados comandos durante a disputa. “Esse é um problema que deve atingir mais diretamente quem tem militância na periferia”.

Elmano de Freitas, por sua vez, disse que os políticos terão que se adaptar a algumas realidades da cidade. “Não podemos deixar de fazer nosso trabalho, mas tem bairros em que faço reunião só até as 17 horas, porque em determinado local um morador não pode passar. A gente vai se adaptando, mas isso já nos afeta há algum tempo”.

O deputado Lucilvio Girão (PP) também afirmou que tem enfrentado tal situação. Ele relatou que foi convidado para um evento no bairro Pirambu, em comemoração ao Dia das Mães, e comparecerá ao local mesmo diante de “riscos”.

“Já estamos sentindo isso há algum tempo. Me chamaram para o Gueto, lá no Pirambu, e eu sei que corro risco, mas temos que ir, porque somos parlamentares”. Para Girão, o governador Camilo Santana (PT) tem investido na área da Segurança Pública, mas os resultados ainda seriam “pífios” por conta de uma “herança maldita” que o gestor teria recebido de antecessores.

Deputados têm observado cenário semelhante no Interior do Estado. Sérgio Aguiar (PDT) disse que já viu, em um distrito do Município de Morrinhos, inscrições em muros que indicam ação de grupos criminosos organizados. Ele ressaltou, porém, que o Governo do Estado tem buscado implementar unidades de segurança em áreas dominadas pelo crime a fim de garantir segurança para a população.

Impedidos

Capitão Wagner (PROS) relatou que, em 2016, durante carreata na disputa pela Prefeitura de Fortaleza, no bairro Padre Andrade, pessoas armadas ameaçaram sua comitiva. Para ele, 2018 será um ano difícil para buscar votos em áreas dominadas pelo tráfico. “A gente vai ter muita dificuldade, e muitos não vão se arriscar, a não ser que tenham alguma garantia nesses locais”, projetou. Ely Aguiar (PSDC) também disse acreditar que muitos políticos serão impedidos de visitar algumas comunidades.

Ex-vereador de Fortaleza, Heitor Férrer (SD) afirmou que tem observado tal dificuldade em toda a cidade. Segundo ele, o deputado que necessitar andar pela Capital na campanha terá contratempos na hora de pedir votos. “Onde andei na eleição passada, hoje tenho receio de andar”.

Líder do Governo na Assembleia, Evandro Leitão (PDT) afirmou que não teve qualquer problema do tipo em suas atividades políticas, mas salientou que, devido ao cenário de violência, isso poderá acontecer. “Espero que não venha influenciar no trabalho de nossos colegas que são candidatos ao pleito”, frisou.

13:55 · 24.04.2018 / atualizado às 13:55 · 24.04.2018 por

O vereador Luis Gadelha (PPS) foi à tribuna da Câmara Municipal de Fortaleza na manhã desta terça-feira, 24, para lamentar a morte Robert Soares, diretor do Esportes Amadores e Olímpicos do Fortaleza Esporte Clube, durante um assalto na tarde de ontem. De acordo com o parlamentar, isso seria uma evidência de que “o sistema faliu”.  Ele lembra que, na última semana, vários vereadores já haviam ido à tribuna da Casa para lamentar outro latrocínio, que vitimou a estudante universitária Cecília Raquel. “Não queria mais subir nessa tribuna para dar voto de pesar a nenhum cearense”, declara.

Emanuel Acrízio (PRP), por sua vez, parabenizou a Polícia Civil por já ter efetuado a prisão – em Morada Nova, a quase 170 km de Fortaleza – de dois suspeitos do crime do diretor do Fortaleza. A Casa fez um minuto de silêncio em homenagem ao dirigente esportivo. Um requerimento de envio de voto de pesar à família, proposto por Benigno Jr. (PSD), também foi aprovado pelos vereadores.

 

10:30 · 13.04.2018 / atualizado às 10:30 · 13.04.2018 por
“Vai fazer terrorismo contra a sociedade, fica ali mesmo”.
Foto: José Leomar

O pré-candidato à Presidência da República, Ciro Gomes (PDT), em entrevista na manhã desta sexta-feira (13) ao programa Paulo Oliveira na Rádio Verdes Mares, disse que está preocupado com o problema da violência no Estado, visto a comoção causada junto à população. Segundo ele, “a política tem que ir para cima” das facções criminosas “tornando o Ceará um território inconveniente para eles, fazendo o que tiver que ser feito”.

O presidenciável reclamou ainda que essa situação de insegurança no Ceará e no Brasil tem feito surgir aproveitadores na política, e citou como exemplo o desempenho do pré-candidato pelo PSL à Presidência da República, o deputado federal Jair Bolsonaro.

“Quando se tem a carniça, o urubu aparece, e esse é o risco para o Ceará. No Brasil tem o Bolsonaro, deputado há 25 anos, que nunca deu um dia de serviço ao Rio de Janeiro. Nunca enfrentou milícias e aparece com frases feitas, de que bandido bom é bandido morto. E as pessoas ficam vulneráveis”, apontou.

Com relação à situação da Segurança Pública no Ceará, Ciro Gomes destacou que o número de policiais dobrou e o salário foi triplicado, além de renovação no sistema prisional como um todo. “A Política do Ceará tem resolvido esses casos em, praticamente, 48 horas. Tem 54 policiais da chacina de Cajazeiras presos. Na chacina da Cajazeiras todos foram identificados e presos. A chacina da Gentilândida, todos foram presos em 48 horas”.

Segundo explicou, alguns dos envolvidos nos crimes já tinham sido presos e estavam em liberdade provisória, visto que as leis brasileiras os beneficiaram. Ciro Gomes lembrou ainda que a população carcerária, hoje, no Brasil é da ordem de mais de 700 mil pessoas, sendo que ao menos 270 mil, conforme afirmou, é formada por jovens, pobres e negros da periferias que são apreendidos com quantidades de drogas.

“Ele é o ‘avião’ que o narcotráfico contratado por R$ 100 a diária. Eles dão isso para o bucha de canhão, para morrer mesmo. O garoto quando passa o portal da cadeia ou se filia ao tráfico ou vai ser estuprado ou morto. O menininho vira soldado de facção e tem que obedecer a ordem”, lamentou. De acordo com ele, o traficante, por outro lado, não está na favela, mas em condomínios de luxo.

O presidenciável também reclamou da falta de empenho das autoridades públicas para combater o surgimento e crescimento das chamadas facções criminosas. “Há 15 anos que um comando desse surgiu em São Paulo e o Governo de lá fez acordo com eles. Todos estão aqui, e um magote de abestado aqui vai e cria outro comando. Essas facções estão usando os abestados daqui”, disparou.

Ele também criticou decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que revogou Lei aprovada no Ceará para evitar sinais de celular em presídios do Estado. Para o pré-candidato, é preciso “devolver o terror para cima deles”. “Eu não queria ser governador para não estar todos os dias atrás de confusão eu mesmo. Ainda bem que não toco mais essa tarefa. A política tem que ir para cima deles, tornando o território do Ceará inconveniente para eles, fazendo o que tiver que fazer”.

Ciro Gomes lembrou ainda uma tentativa de ataque impetrado por criminosos contra a Secretaria de Justiça do Ceará (Sejus), que foi descoberta pela Polícia. “Eles (policiais) deixaram os três ali mesmo, no chão. Vai fazer terrorismo contra a sociedade, fica ali mesmo”.

Intervenção

Para ele, porém, a intervenção federal, com a participação do Exército nas ruas, é um “erro grave”, visto que o soldado das Forças Armadas é treinado para matar o inimigo, e no caso do tráfico de drogas é preciso inteligência e tecnologia. “O Exército está apontando fuzil para inocentes. Daqui a pouco morre um soldado ou um cidadão. Aqui no Ceará, o grande problema que tem é o homicídio de pobres e o roubo.

12:28 · 27.03.2018 / atualizado às 12:28 · 27.03.2018 por

Após a onda de ataques a ônibus e prédios públicos na Capital, nos últimos dias, supostamente a mando de facções criminosas, o deputado Heitor Ferrer (PSB) questionou, na tribuna da Assembleia Legislativa, nesta manhã, o controle da violência no Estado.

Ele enfatizou que é “função primordial” do Estado “dar segurança pública no ir e vir” da população e cobrou políticas estaduais que vão além da repressão policial.

“Faz é pena a figura do governador, como um governante lambido, fraco, que não tem tido respostas e nem tem dado respostas à sociedade. o povo tá ávido por soluções, não adianta o governador achar que vai resolver a violência só com polícia, se junto com essa repressão não existir políticas sociais”.

15:56 · 13.03.2018 / atualizado às 15:57 · 13.03.2018 por

O vice-líder do prefeito Roberto Cláudio (PDT) na Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor), Portinho (PRTB), foi à tribuna da Casa na manhã desta terça, 13, para falar dos problemas que a Capital e o Estado enfrentam. “É uma preocupação diuturna do prefeito e do governador (Camilo Santana)”, declara. De acordo com o parlamentar, o momento atual não é “para tirar proveito político, mas para nos unirmos, dar as mãos, e que o bem prevaleça”.

Segundo o vereador, o problema enfrentado na segurança tem raízes profundas, não sendo uma coisa pontual de determinado governo. Para Portinho, o problema será solucionado por políticas voltadas para a juventude e ocupação dos espaços públicos. “O momento é de uma reflexão muito profunda”, diz.

13:42 · 30.11.2017 / atualizado às 13:42 · 30.11.2017 por

O primeiro secretário da Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor), Idalmir Feitosa (PR), foi à tribuna da Casa na manhã desta quinta (30) para lamentar os problemas na área de segurança pública. O parlamentar destacou o assalto a três delegados da Polícia Civil na quarta (28). “Secretário (estadual de Segurança Pública André Costa), sei que Vossa Excelência é muito digno na sua profissão, mas façamos com que os delegados não sejam mais assaltados”, pediu.

O republicano propôs que seja feita uma “corrente positiva de combater essa situação”. Nessa corrente, todos deveriam denunciar locais “onde estão instalados grupo de facções, a intolerância, o crime, para que a polícia possa coibir essa situação”. Para ele, essas denúncia seriam eficientes para reduzir os índices de violência.

10:01 · 11.10.2017 / atualizado às 10:01 · 11.10.2017 por

Por Letícia Lima

Em alusão ao Dia Nacional da Não Violência contra a Mulher, a deputada Fernanda Pessoa (PR) foi à tribuna da Assembleia Legislativa ontem, para chamar a atenção de seus pares para o aumento no número de mulheres que são agredidas e assassinadas no Brasil. Ela aproveitou também para estimular a reflexão sobre a participação das mulheres na sociedade e nos espaços políticos.

De acordo com dados apontados pela deputada, referentes a uma pesquisa encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a cada hora, 503 mulheres são violentadas e agredidas no País. O levantamento revela, ainda, que ao menos 4,4 milhões de mulheres foram vítimas de agressões físicas, no ano passado. Fernanda Pessoa também levou ao Plenário 13 de Maio dados de outra pesquisa realizada em parceria com o Observatório da Mulher, que mostra que o número de mulheres que declararam ter sofrido algum tipo de violência doméstica aumentou de 18% para 29%, entre 2015 e 2017.

No Ceará, o cenário também segue preocupante. Isso porque, segundo a Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSPDS), são, aproximadamente, 62 vítimas denunciando situações que se enquadram na Lei Maria da Penha a cada dia. Diante desse cenário, Fernanda Pessoa, que é presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos das Mulheres na Assembleia, pediu mais investimento em políticas públicas para as mulheres.

Clamo aqui para que os gestores públicos, instituam ações que promovam o diálogo dentro das instituições sobre a mulher e o seu papel na sociedade com o objetivo de estimular, cada vez mais, a participação das mulheres como protagonistas de suas vidas e também como protagonistas nos espaços de poder. A participação feminina ainda é tímida, apesar de já termos conquistado muito espaço. Aqui, nesta Casa, somos 7 mulheres. E somos nós, as mulheres, que vamos orientar as políticas”.

A deputada destacou também a Lei Maria da Penha que completou 11 anos, mas que, apesar de existir, o crime contra a mulher persiste.

Infelizmente, o crime contra a mulher se tornou cultural e não bastam apenas leis, precisamos mudar a atitude, pois só as leis não serão mais suficientes, é preciso instituir políticas efetivas. Estamos nos mobilizando para que a Casa da Mulher Brasileira, um equipamento completo, uma inovação no atendimento humanizado às mulheres, tenha suas atividades iniciadas logo, aqui na Capital. Se nossa sociedade não tiver uma reação firme, teremos a cada tempo inúmeros casos de violência. Exigimos que os agressores sejam punidos conforme a lei”.

Ao final, a deputada disse que já apresentou projetos no combate à violência contra a mulher, como o que cria um centro integrado de atendimento às crianças e aos adolescentes, vítimas de agressão sexual, além de uma proposta que prevê a instituição do fundo estadual de amparo às mulheres agredidas.

09:54 · 11.10.2017 / atualizado às 09:54 · 11.10.2017 por

Tema recorrente nas discussões da Assembleia Legislativa, a segurança pública não ficou de fora, mais uma vez, dos pronunciamentos de deputados que subiram à tribuna da Casa ontem. Dessa vez, aliados do governador Camilo Santana (PT), além de insistirem na articulação por parte do Governo Federal de um plano nacional de combate à violência junto aos estados, também pediram “união” das bancadas de políticos cearenses na hora de priorizar recursos das emendas à área da segurança.

Durante discurso o deputado Agenor Neto (PMDB) afirmou que, apesar de ver o empenho do Estado para tentar minimizar os problemas enfrentados na segurança, ele avalia que esse esforço ainda é insuficiente, principalmente devido à falta de recursos. Para o parlamentar, que é da ala peemedebista favorável à gestão estadual, a Assembleia deve “ajudar” a garantir mais verbas para o poder Executivo cearense, por isso cobrou que os seus pares destinem parte de suas emendas feitas ao Orçamento do Estado, para a segurança.

Agenor Neto chamou também a bancada cearense de senadores e deputados federais para “unir forças” e destinar recursos das emendas para a segurança. Ele defendeu que a Assembleia monitore os municípios com maior índice de violência, inclusive, com o uso de câmeras
“As pessoas estão ficando presas dentro de suas casas, com medo da situação que só piora. Temos que unir forças com a bancada federal, para que eles possam destinar parte dos seus recursos também para a Segurança Pública. Cada deputado federal tem R$ 16 milhões por ano, porque não repassar meio milhão, que multiplicado pelos 22 (deputados federais cearenses) já dá R$ 11 milhões e pode ser somado com os R$ 15 milhões nossos”.

Manoel Santana (PT) afirmou que boa parte das promessas feitas por Camilo Santana, no início do mandato, estão sendo cumpridas. Assim como tem pregado o governador, o petista voltou a cobrar mais investimentos da União nos estados e a elaboração de um plano nacional de segurança pública.

“Não há nenhum governo sozinho que consiga impedir que essas situações (de violência) ocorram, precisa-se de um plano nacional de segurança. Mas, no Ceará, se aumentaram as viaturas, são 4.200 novos policiais militares que devem estar em ação até o fim do próximo ano. Nós vimos nesse período, o efetivo que faz a segurança ser ampliado, concretamente, inclusive, melhorado, do ponto de vista de veículos, com aeronaves e helicópteros, que permitem (os policiais) se deslocarem com mais rapidez até o local das ocorrências”.