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Diário do Nordeste

Egídio Serpa

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Alô FIFA! Rezar é proibido?

Egídio SerpaPublicado às: 12:2102/07/2009

Da Agência Estado: A comemoração do Brasil pelo título da Copa das Confederações, na África do Sul, e o comportamento dos jogadores após a vitória sobre os Estados Unidos causaram polêmica na Europa. A queixa é de que a seleção estaria usando o futebol como palco para a religião. A Fifa confirmou à Agência Estado que mandou um alerta à CBF pedindo moderação na atitude dos jogadores mais religiosos, mas indicou que por enquanto não puniria os atletas, já que a manifestação ocorreu após o apito final. Ao final do jogo contra os EUA, os jogadores da seleção brasileira fizeram uma roda no centro do campo e rezaram. A Associação Dinamarquesa de Futebol é uma das que não estão satisfeitas com a Fifa e quer posição mais firme. Pede punições para evitar que isso volte a ocorrer. Com centenas de jogadores africanos, vários países europeus temem que a falta de uma punição por parte da Fifa abra caminho para extremismos religiosos e que o comportamento dos brasileiros seja repetido por muçulmanos que estão em vários clubes da Europa. Tanto a Fifa quanto os europeus concordam que não querem que o futebol se transforme em um palco para disputas religiosas, um tema sensível em várias partes do mundo. Mas, por enquanto, a Fifa não ousa punir o Brasil. “A religião não tem lugar no futebol”, afirmou Jim Stjerne Hansen, diretor da Associação Dinamarquesa. Para ele, a oração promovida pelos brasileiros em campo foi “exagerada”. “Misturar religião e esporte daquela maneira foi quase criar um evento religioso em si. Da mesma forma que não podemos deixar a política entrar no futebol, a religião também precisa ficar fora”, disse o dirigente ao jornal Politiken, da Dinamarca. À Agência Estado, a entidade confirmou que espera que a Fifa tome “providências” e que busca apoio de outras associações.
As regras da Fifa de fato impedem mensagens políticas ou religiosas em campo. A entidade prevê punições em casos de descumprimento. Por enquanto, a Fifa não tomou nenhuma decisão e insiste que a manifestação religiosa apenas ocorreu após a partida. Essa não é a primeira vez que o tema causa polêmica. Ao fim da Copa do Mundo de 2002, a comemoração do pentacampeonato brasileiro foi repleta de mensagens religiosas. A Fifa mostrou seu desagrado na época. Mas disse que não teria como impedir a equipe que acabara de se sagrar campeã do mundo de comemorar à sua maneira. A entidade diz que está “monitorando” a situação. E confirma que “alertou a CBF sobre os procedimentos relevantes sobre o assunto”. A Fifa alega que, no caso da final da Copa das Confederações, o ato dos brasileiros de se reunir para rezar ocorreu só após o apito final. E as leis apenas falam da situação em jogo.

Esporte

Plano Real: todo o louvor a Itamar Franco

Egídio SerpaPublicado às: 6:3602/07/2009

Fez ontem 15 anos o Plano Real, criação do Governo do presidente Itamar Franco que alguns tucanos insistem em desconhecer. O Real não foi, como ficou demonstrado, um plano estratégico de desenvolvimento econômico, mas um engenho espetacular — nascido da cabeça do economista Edmar Bacha — que pôs abaixo a inflação, usando uma coisa chamada Unidade Real de Valor, a URV, que, 90 dias antes de 1° de julho de 1994, passou a corrigir, diariamente, os preços da economia. Vale repetir: o presidente da República era Itamar Franco e a ele o País deve todos os méritos pelo sucesso do Real, pois teve a coragem política de bancar o que o PT e o candidato Lula chamavam de “mais um plano eleitoral”. Entre setembro e dezembro daquele ano, o ministro da Fazenda era Ciro Gomes, arrancado do Governo do Ceará com índices altíssimos de ótimo e bom do Ibope e do Datafolha (era o mais popular do País), e, aos 36 anos de idade, posto no comando da economia brasileira. Nos 120 dias de sua gestão, Ciro enfrentou e venceu as tentativas do grande empresariado paulista, que, como fizera no Plano Cruzado, queria aumentar de novo os preços dos seus produtos após a eleição presidencial daquele ano. “Isso é uma canalhice”, gritou Ciro. E era mesmo, porque toda a capacidade da indústria estava ocupada — cobrava-se ágio na venda de automóveis. O resto da história é conhecida. No aniversário do Real, homenagens a Itamar Franco.

Economia

Chico Lopes celebra redução da jornada de trabalho

Egídio SerpaPublicado às: 6:3302/07/2009

Para o presidente da CNI, Armando Monteiro, a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, aprovada pela Comissão Especial da Câmara dos Deputados, “será um tiro no pé das centrais de trabalhadores, pois provocará desemprego”. Para o deputado cearense Chico Lopes (PCdoB), a jornada reduzida incentivará a criação de pelo menos dois milhões de novos empregos em todo o País. Ele adverte, porém, que “a batalha mais difícil ainda está por vir” — a votação da matéria no plenário da Câmara e do Senado, em duas votações em cada casa.

Economia

Cresce a produção de mel no Ceará

Egídio SerpaPublicado às: 6:3202/07/2009

Primeiro do Nordeste e terceiro do Brasil na exportação de mel, o Ceará avança nesse setor do agronegócio. No ano passado, as exportações cearenses de mel somaram US$ 6,7 milhões e o valor de sua produção, de 3,4 mil toneladas, foi de R$ 17,6 milhões. Dos 184 municípios do Ceará, 135 produzem mel. Há 77 associações de produtores e três empresas com o selo SIF do Ministério da Agricultura. No polo Litoral Leste/Jaguaribe, concentram-se 20 municípios, 100 associações de produtores e uma produção de 1,1 mil toneladas.

Economia

Leilão da Caixa foi bom para empresa cearense

Egídio SerpaPublicado às: 6:3102/07/2009

Quem aproveitou bem o recente Feirão da Casa Própria, promovido em Fortaleza pela Caixa Econômica Federal, foi a Magis Incorporações, do empresário cearense Deda Studart. A empresa vendeu 64 unidades dos empreendimentos Lagune e Forte Iracema, contabilizando cerca de R$ 5,5 milhões durante os três dias do megaevento.

Economia

Seinfra recebe projeto de correia da UTE Pecém

Egídio SerpaPublicado às: 6:3002/07/2009

Já está com a Secretaria de Infra-Estrutura do Governo do Ceará (Seinfra) o projeto de construção da correia tubular que transportará minério de ferro para a UTE do Pecém Geradora de Energia, que a brasileira MPX e a portuguesa EDP constroem no Complexo Portuário e Industrial do Pecém. A correia, importada, terá 7,5 quilômetros.

Economia

Cid cria fundo para energia solar no Ceará

Egídio SerpaPublicado às: 6:2902/07/2009

Quem leu o projeto de lei encaminhado ao Legislativo pelo governador Cid Gomes, criando um Fundo de Incentivo ao Consumo de Energia Solar, garante: ele é melhor do que seus similares espanhol e alemão — os mais adiantados na área — e canadense. A grande “sacada” desse fundo é esta: sem ferir qualquer preceito ou lei federal de energia, ele permite que o Estado atraia desde fabricantes de painéis fotovoltáicos a geradoras de grande porte. E mais: o dinheiro do incentivo fiscal ficará no Ceará, pois quem quiser ser contribuinte desse ´fundo de energia verde´ poderá fazê-lo com quantias mínimas. A energia solar tem uma característica: os equipamentos de geração costumam ser produzidos na mesma região onde ela é gerada. Então, viva Tauá, pois será nesse município da região dos Inhamuns, no Oeste cearense, que será construída a segunda maior usina comercial de geração de energia solar no mundo — a primeira está em Poertugal.

Economia

Mesmo sem Sarney, crise do Senado continuará

Egídio SerpaPublicado às: 6:0502/07/2009

Da Folha de S. Paulo, em matéria assinada pelo repórter Kennedy Alencar: A crise do Senado continuará grave com José Sarney na presidência da Casa ou fora dela. Motivos: ela se estende a outros senadores e possui raízes podres antigas em todas as esferas da instituição.
Sarney está na berlinda porque personifica como poucos os vícios do Senado e da tradição patrimonialista da política brasileira. Ele é o último grande oligarca do século 20. Apesar do importante papel na transição da ditadura para a democracia em 1985, dono de um temperamento que dissipou e não alimentou crises, Sarney fez carreira política na base da troca de favores, com frequente confusão entre o público e o privado.
No entanto, senadores do DEM, PMDB, PT e PSDB, para ficar nos quatro principais partidos, também usaram o patrimônio público como se fosse particular. Se Sarney permanecer enfraquecido na cadeira, esses senadores terão de responder por seus pecados. Se Sarney sair, também. No cenário de licença, o substituto imediato é o atual primeiro-vice-presidente do Senado, Marconi Perillo (PSDB-GO). O tucano seria candidato a mandato-relâmpago. Tem processos na Justiça e entraria na mira de peemedebistas humilhados. É detestado por Lula, e a própria bancada do PSDB acha que duraria pouco. Na hipótese de inviabilização de Perillo, a substituta é a segunda-vice-presidente, Serys Slhessarenko (PT-MT). Ela faz parte da turma com funcionário-fantasma morando no exterior e salário pago pelo Senado. Uma licença de Sarney poderia desencadear efeito dominó. E se o peemedebista renunciar à presidência do Senado? Nova eleição teria de ser feita em cinco dias. Talvez isso forçasse à renúncia de toda a Mesa Diretora, o que exigiria nova eleição no mesmo prazo. Ora, o estopim da atual crise foi justamente a disputa entre as alianças inusitadas de PMDB e DEM contra PT e PSDB. Não parece haver clima para reeditar embate semelhante àquele em que Sarney derrotou Tião Viana (PT-AC). E uma chapa única, de consenso, com um nome “ético” ou inofensivo aos olhos do governo e da oposição? Seria difícil encontrar, mas há alguns poucos senadores a preencher esse perfil. Os tradicionalmente lembrados são o democrata Marco Maciel (PE) e os peemedebistas Pedro Simon (RS), Jarbas Vasconcellos (PE) e Garibaldi Alves (RN). Mas, resolvidos embaraços políticos, estaria solucionada a crise do Senado? Não. Motoristas continuariam a ganhar R$ 12 mil por mês, com direito a dublagem de mordomo. Dos R$ 2,8 bilhões de orçamento anual do Senado, cerca de R$ 2 bilhões servem para custear apenas a folha de pagamento de ativos e inativos -uma despesa insustentável perante uma opinião pública, que vai tomando conhecimento da caixa-preta do Congresso. A maioria dos 600 atos secretos (que podem ser mais de mil) seria legalmente vista como ato jurídico perfeito. Traduzindo: dificilmente tais atos seriam revertidos na Justiça. O atual primeiro-secretário do Senado, Heráclito Fortes (PI), diz que não dá para saber quantos funcionários exatamente a Casa tem. Sua secretaria é uma espécie de prefeitura do Senado. Heráclito revela que, no início do ano, o Senado tinha 12 mil e que o número caiu para cerca de 11 mil. Os contratos de terceirização de funcionários, uma mina de ouro da gestão Agaciel Maia, são outra caixa-preta. Os funcionários de carreira têm penduricalhos salariais que multiplicam seus salários. Sarney é a cara da crise, mas não a única. Uma solução de verdade custará tempo e vontade de cortar na carne de senadores, partidos e servidores.

Política

Sarney ameaça renunciar e muda posição do PT

Egídio SerpaPublicado às: 5:5802/07/2009

De O Estado de S. Paulo: Para sobreviver no cargo, o senador José Sarney (PMDB-AP) emparedou ontem o PT e tornou o Palácio do Planalto sócio de sua crise. Diante da sugestão de afastamento do comando da Casa, apresentada pela manhã por senadores petistas, o presidente do Senado ameaçou renunciar ao cargo, fato que desencadearia um processo sucessório fratricida e abalaria a aliança PT-PMDB em 2010. A manobra de Sarney foi a senha para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciasse uma operação de “enquadramento” do PT para salvar o aliado. Horas depois de decidir engrossar o coro pelo afastamento de Sarney - alvo de denúncias reveladas pelo Estado -, o PT voltou atrás. Às 22h15 de ontem, ao deixar a casa de Sarney, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) selou o tom da resistência à renúncia: “Foi importante a decisão do PT (o recuo). O que está em jogo é 2010″. O líder da legenda no Senado, Aloizio Mercadante (SP), capitaneou a visita, na noite de ontem, da bancada dos “arrependidos” à casa de Sarney. “A renúncia é uma possibilidade que ele pode vir a tomar. Mas, no nosso ponto de vista, não é a melhor escolha, porque a crise não pode ser atribuída a ele. Desses 14 anos de atos secretos, ele foi presidente por quatro anos. Não é justo”, disse Mercadante, ao fim do encontro. Respaldado pelo PT, Sarney avisou, como novo fôlego, que só decidirá sobre sua permanência ou não no posto depois de uma conversa reservada com Lula. No início da noite de terça-feira, o presidente já havia escalado a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) para falar com Sarney e pedir explicitamente que ele não tomasse nenhuma decisão sobre afastamento do cargo antes da conversa marcada para hoje - Lula participava do encontro da União Africana, na Líbia. A primeira conversa com o PT ocorreu logo cedo, quando Sarney recebeu em sua casa Mercadante e a líder do governo no Congresso, senadora Ideli Salvatti (PT-SC). Diante da proposta para que se afastasse do cargo enquanto durasse a apuração das denúncias, o presidente foi taxativo: “Licença eu não aceito. Ou me afasto de vez, ou fico no cargo com o apoio de vocês”. Na véspera, sete petistas dos 12 da bancada haviam defendido com veemência o afastamento de Sarney, em reunião da bancada que se estendera até a meia-noite. Apesar das articulações políticas que antecederam os encontros marcados para hoje - haverá também uma reunião de Lula com a bancada do PT -, senadores e assessores do Planalto deram ontem como certo que Sarney renunciará ao cargo depois da audiência com Lula. “O que está em negociação é a garantia de que o senador deixa a presidência e o PT põe um ponto final nas retaliações contra ele, aliados políticos e familiares”, disse um ministro ao Estado, supondo que fontes petistas fornecem denúncias à mídia desde que Tião Viana (PT-AC) foi derrotado por Sarney na disputa pelo comando da Casa. Aliados de Sarney deram outra versão: “Ele quer ficar para mostrar que o DEM é o grande parceiro do ex-diretor-geral Agaciel Maia nos desmandos administrativos do Senado”, afirmou um senador próximo ao peemedebista. O clima na bancada do PMDB é de revolta com a “traição” do DEM e de vingança. Além de escalar uma tropa de choque para detratar os adversários que entoaram o “fora Sarney”, o PMDB vai operar para que toda a artilharia contra o partido se volte para o DEM, a primeira-secretaria e o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM). Os peemedebistas entendem que a crise é de natureza administrativa e que quem tem de responder é o partido que comandou a primeira-secretaria na última década: o DEM. Apostando na “normalidade”, o gabinete da presidência até divulgou a agenda de baixo risco político para hoje: Sarney participa de sessões solenes e recebe o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, e uma delegação do Comitê Central do Partido Comunista da China. Agendou também a presença no comando da Mesa na sessão do plenário, a partir das 16h. Ontem, o grupo de Sarney manifestou alívio pela decisão do primeiro vice-presidente, Marconi Perillo (PSDB-GO), de encerrar a sessão plenária logo após a abertura, em razão da morte do deputado José Pinotti (DEM-SP). “Na minha casa o doutor Pinotti era santo de altar. Senti grande vazio com seu falecimento.” Quando José Nery (PSOL-PA) ameaçou tratar da crise, o primeiro-secretário, Heráclito Fortes (DEM-PI), reagiu: “A sessão não é para falar da crise. Fale sobre Pinotti.” A sessão terminou sem ataques.

 

Política

Evangelho de hoje (Mateus 9,1-8)

Egídio SerpaPublicado às: 5:5002/07/2009

Naquele tempo, entrando em um barco, Jesus atravessou para a outra margem do lago e foi para a sua cidade. Apresentaram-lhe, então, um paralítico deitado numa cama. Vendo a fé que eles tinham, Jesus disse ao paralítico: “Coragem, filho, os teus pecados estão perdoados!” Então alguns mestres da Lei pensaram: “Esse homem está blasfemando!” Mas Jesus, conhecendo os pensamentos deles, disse: “Por que tendes esses maus pensamentos em vossos corações? O que é mais fácil, dizer: ‘Os teus pecados estão perdoados’, ou dizer: ‘Levanta-te e anda’? Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem na terra poder para perdoar pecados, — disse, então, ao paralítico — “Levanta-te, pega a tua cama e vai para a tua casa”. O paralítico então se levantou, e foi para a sua casa. Vendo isso, a multidão ficou com medo e glorificou a Deus, por ter dado tal poder aos homens.

Fé em Deus



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