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Diário do Nordeste

Egídio Serpa

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Deputados decidem: carga horária da PM só em 6 meses

Egídio SerpaPublicado às: 19:0430/04/2008

A Assembléia Legislativa do Ceará aprovou na sessão desta quarta-feira, 30, a mensagem 6.977/08, que trata dos concursos públicos para a Polícia Militar e Corpo de Bombeiros e das gratificações aos policias que cumprirem carga horária diária de oito horas. A matéria foi aprovada com duas emendas. A primeira, de autoria do plenário, determina que o Governo Estadual terá um prazo de 180 dias para enviar à Casa projeto regulamentando a carga horária de trabalho semanal para as duas corporações. A segunda, do deputado Ferreira Aragão (PDT), modifica o artigo 10 do projeto que acompanha a mensagem, determinando a idade mínima de 18 anos e a máxima de 30 anos para a participação no curso de formação de praças e quadro de oficiais da PM e Corpo de Bombeiros. A emenda de autoria do plenário foi fruto de uma negociação entre a bancada governista, o procurador geral do Estado, Fernando Oliveira, a bancada do PSDB, o deputado Adahil Barreto (PR) e representantes de entidades das duas corporações. Adahil, que havia apresentado recurso ao plenário em favor de uma emenda de sua autoria, concordou em retirar sua proposta. Houve consenso em torno da nova emenda que passou a ser uma iniciativa do plenário, sendo, por isso, apreciada pelas comissões antes de retornar para a votação junto com a mensagem. O deputado Adahil Barreto agradeceu a todos que apoiaram a sua luta em favor dos policiais cearenses. Ele disse que retirou o recurso diante do consenso alcançado e que vai esperar que, em 180 dias, “possamos ter a fixação de uma jornada de trabalho digna” para as duas corporações. O líder do Governo, Nelson Martins (PT), agradeceu aos deputados da base de apoio, ao procurador Fernando Oliveira, por contribuir na elaboração da emenda e destacou a postura democrática do governador Cid Gomes em aceitar a alteração proposta. O deputado João Jaime, líder do PSDB, também parabenizou a todos pelo consenso, mas criticou o fato de Nelson Martins tentar capitalizar o acordo em torno da emenda. “Fez parte do consenso o acordo de que ninguém tentaria capitalizar os resultados”, reclamou ele. O deputado Roberto Cláudio (PHS) disse que o Governo do Estado dá mais uma vez o exemplo de que cultua o diálogo, o respeito às bancadas e aos movimentos sociais. O líder do bloco, deputado Welington Landim (PSB) destacou a importância do diálogo e a transparência do Governo. Pronunciaram-se ainda os deputados Ely Aguiar (PSDC), Tomás Figueiredo (PSDB), Perboyre Diógenes (PSL), Júlio César (PSDB) e Lula Morais (PCdoB). Tomás destacou que se não fosse a bancada do seu partido, o assunto talvez não fosse sequer discutido em plenário. Ely disse que aguarda que o Governo tenha a sensibilidade e sensatez de mudar a atual escala de trabalho dos policias. Perboyre informou que, de qualquer modo, teria votado a favor da mensagem do Executivo. Lula Morais alertou para o fato de que a mensagem traz questões importantíssimas para os policiais que deixaram de ser discutidas porque se preferiu centralizar o debate em torno do problema da carga horária dos policiais e bombeiros militares. (Da Coordenadoria de Comunicação Social da Assembléia Legislativa)

Polícia

Deputados criticam jornada de trabalho da PM

Egídio SerpaPublicado às: 18:5930/04/2008

Na sessão de hoje, 30, da Assembléia Legislativa do Ceará, alguns deputados pronunciaram-se contra a mensagem do Governo do Estado que trata da jornada de trabalho dos policiais militares, discutida durante audiência pública. Para o deputado Heitor Férrer (PDT), a jornada proposta “é um chicote patrocinado pela cúpula que comanda a tropa”. Para o parlamentar, a escala é desumana, pode gerar doenças para os policiais e por isso provoca insatisfação a todos. “Da forma que ela está, não ocorre modernização alguma, mas sim escravidão”, avaliou. Segundo ele, por terem folga só em um dia da semana, os policiais terão suas famílias desagregadas. “Os maridos vão perder suas esposas e os desquitados não terão chance de ficar um final de semana com os seus filhos”, afirmou o pedetista, solicitando ao Governo que apresente outra proposta à Assembléia. Por sua vez, o deputado Augustinho Moreira (PV) concordou com Férrer, lembrando que assistiu a uma perseguição de policiais em motos, na avenida Bezerra de Menezes, e questionou para onde eles são levados quando ocorre um acidente. “Eles não têm sequer um hospital de referência, porque o Hospital Militar está praticamente fechado. Eles contribuem para o Hospital, mas os recursos vão para um fundo que pode estar sendo utilizado para outros fins”, alertou. Augustinho também criticou o Governo  por não ter apresentado uma contraproposta aos policiais. A deputada Rachel Marques (PT) disse que, além da jornada de trabalho, é preciso negociar bolsas de estudo remuneradas, aumento salarial, seguro de vida, plano de saúde e outros direitos dos policiais. “Por isso, já apresentei requerimento para que seja realizada uma audiência pública para discutir esses problemas”, afirmou Rachel, dizendo que desde março deste ano policiais já se mostravam insatisfeitos com a proposta do Governo do Estado. O deputado Ronaldo Martins (PMDB) mostrou-se a favor das reivindicações dos PMs, ressaltando que, em outros estados, a jornada dos policiais é bem menor do que a da PM do Ceará. Ele citou a jornada estabelecida na Bahia, de 40 horas; em Minas Gerais, de 36 horas; e no Paraná, de 40 horas. Sugeriu que a liderança do Governo negocie uma jornada de 44 horas semanais. O deputado Tomás Figueiredo Filho (PSDB) disse que a proposta do Governo “é inviável e impossível de ser colocada em prática, já que os policiais exercem uma atividade de alto risco, colocando em vida sua próprias vidas e merecem ter uma jornada de trabalho menor”. Ele disse ainda que a jornada de 48 horas proposta pelo Governo “poderia ser sentida no futuro, quando muitos policiais pedirem licença do trabalho por motivo de doença”. O deputado, Osmar Baquit, também do PSDB, questionou como o Governo vai impor essa jornada aos policiais cujas famílias vivem em outro município. “No caso do dia da folga, só vai dar tempo de eles chegarem ao local e ter de voltar”, ressaltou Baquit, questionando ainda quais os critérios para escolha dos dias de folga dos PMs. (Com informações da Coordenadoria de Comunicação Social da Asse,bléia Legislativa)

Polícia

Lula: o Brasil é um País sério

Egídio SerpaPublicado às: 18:3730/04/2008

O presidente Lula disse hoje o seguinte, ao comentar a notícia de que o Brasil ganhou a nota Grau de Investimento, conferida pela agência Standard & Poor’’s: “Isto significa que o Brsil foi considerado um País sério, que cuida de suas finanças com seriedade”. Falando no Fórum de Governadores do Nordeste, que se reuniu em Maceió, Lula com um largo sorriso nos lábios e aplaudido pelos presentes, afirmou que o Brasil se tornou merecedor da confiança internacional, mas comentou que “alguns dizem que é ótimo, outros dizem que não é ótimo porque vai entrar muito dólar e o dólar já com cotação muito baixa”. Para o presidente Lula, “o Brasil é dono do seu nariz”, e salientou que, quando saiu de Garanhguns em 1952 com destino a São Paulo, nunca imaginou que um dia o povo brasileiro fosse ficar preocupado com a entrada de dólares no País”.

Política

Gasolina sobe 10% na refinaria e Zero nos postos

Egídio SerpaPublicado às: 18:2230/04/2008

O preço da gasolina subirá 10% na refinaria, a partir de zero hora de amanhã, 1º de maio. “Mas ela subirá zero na bomba do posto”, anunciou há poucos instantes o ministro da Fazenda, Guiodo Mantega. O aumento zero para o consumidor será possível porque a CIDE (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) será reduzida. No caso da gasolina, a Cide vai cair dos atuais 28 centavos de real por litro para 18 centavos por litro. No diesel, a redução vai ser dos atuais 7 centavos para 3 centavos por litro. O preço do óleo diesel subirá 15% na refinaria. O gás de cozinha terá aumento de 15% na refinaria. O Sindicato Nacional dos Revendedores de Combustíveis está fazendo cálculo para saber se o efeito do aumento anunciado será mesmo zero na bomba dos postos de gasolina. 

Economia

Brasil ganha o Investment Grade. Bolsa sobe, dólar e juros caem

Egídio SerpaPublicado às: 16:0830/04/2008

Da Agência Estado: A principal agência de classificação de risco, a Standard & Poor’s, elevou a classificação de risco do Brasil para investmant grade. A classificação de risco é uma ferramenta usada pelos investidores estrangeiros na hora de decidir em que país irão colocar suas aplicações. Ela reflete o risco que um país tem de não honrar o pagamento de seus títulos. Quanto melhor é a avaliação, menor é o risco e, portanto, maior é a capacidade do país de atrair investimentos. A partir de um determinado patamar de classificação de risco o país é considerado “grau de investimento”. Ou seja, o risco de calote é muito baixo. Muitos fundos de investimento estrangeiro direcionam recursos apenas para países que têm esta classificação. Isso significa que os títulos da dívida do Brasil agora são considerados com baixo risco de crédito. A decisão ofuscou a decisão de corte de juros nos Estados Unidos para o mercado financeiro doméstico. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) disparou depois da notícia, recuperando rapidamente 65 mil pontos e já operando aos 66 mil pontos. Dólar e juros despencam. Entre outras coisas, a S&P elevou o rating do Brasil para “BBB-” (investment grade), elevou o rating da dívida/moeda estrangeira de “BB+” para “BBB-”, o rating dívida em moeda local de longo prazo de BBB p/BBB+; e manteve a perspectiva dos ratings de longo prazo do Brasil em estável. Por volta das 16 horas, o Ibovespa operava em alta de 3,68%, aos 66.113 pontos, depois de atingir a máxima de 3,77%, aos 66.234 pontos. No mercado de câmbio, o dólar no balcão passou a renovar as mínimas e, há instantes, estava no piso de R$ 1,6650, baixa de 2,40%; e na roda da BM&F recuava 1,06%, a R$ 1,686. Já perto do término da sessão na BM&F, o mercado de juros ampliou fortemente a queda após a notícia de que a S&P elevou a classificação do Brasil à investment grade. O DI janeiro de 2010, que oscilava a 13,74% antes do anúncio, bateu a mínima de 13,65%, de 13,85% ontem.

Economia

Histórias de como ganhar dinheiro

Egídio SerpaPublicado às: 6:3930/04/2008

Falando ontem, 29, em Fortaleza, para um auditório superlotado de jovens investidores em potencial, o empresário cearense Deusmar Queirós — controlador do Grupo Pague Menos, do qual faz parte a Corretora Pax, promotora do evento — arrancou aplausos e risos ao contar fatos de sua vida. Deusmar disse que sempre fica intrigado quando ouve alguém dizer: “O dinheiro não traz felicidade! O dinheiro traz preocupação! Eu mudo logo de assunto, porque eu gosto é de dinheiro!”. Mais adiante, detalhou estratégias diferenciais que o levaram ao sucesso em sua empresa, como a venda de vale-transporte em suas farmácias. Aplicando o dinheiro da venda, a Pague Menos chegou a ganhar 3% ao dia no overnight. “Ai, que saudade da inflação!”, confessou ele. No final, Deusmar sorteou cinco quotas da Pax Corretora, no valor de R$ 20 mil, cada uma. Aos sorteados, impôs uma condição: as quotas têm de ser administrada em um ano. “Do que vocês ganharem, vocês me darão a metade; do que perderem, só me pagarão a metade. Se administrarem muito bem, contratarei como analista para a minha corretora”. Os sorteados concordaram e todo o auditório prorrompeu em aplausos.

Economia

Sudene sem plano e sem dinheiro recebe Lula

Egídio SerpaPublicado às: 6:3430/04/2008

Hoje, em Maceió, instala-se o Conselho Deliberativo da nova Superintendência de Desenvolvimento do Noreste (Sudene). O ato — que contará com a presença do presidente Lula — teria muita importância política, se, suportando-a, a nova Sudene já contasse com os recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (DNDR). Sem o FNDR, a nova Sudene e seu Conselho Deliberativo operarão como opearam seus antecessores — apenas aprovando projetos privados que receberão dinheiro do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE). Na reunião de hoje, serão aprovados um projeto de geração de energia eólica em Paracuru, no litoral norte do Ceará, que consumirá R$ 60 milhões do FDNE, e outro de porcelanato em Mossoró, que receberá financiamento de R$ 47,9 milhões. O dinheiro do FDNE é quase nada para as necessidades nordestinas. Por sua vez, o FNDR foi imaginado de maneira inteligente: a aplicação dos seus recursos será diretamente proporcional à população e inversamente proporcional à renda per capita das quatro regiões brasileiras. Isto concederá ao Nordeste cerca de 60% dos recursos do FNDR, que serão aplicados, principalmente, em projetos de modernização da infra-estrutura da região. Em dez anos, estariam superados os gargalos nos portos, rodovias e aeroportos nordestinos. Porém, no meio do caminho dessa boa intenção, há uma pedra: os políticos. (Da minha coluna no Caderno Negócios do Diário do Nordeste)

Economia

Evangelho de hoje (João 16,12-15)

Egídio SerpaPublicado às: 6:3130/04/2008

cantar-a-gloria-do-senhor.jpgNaquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não sois capazes de as compreender agora. Quando, porém, vier o Espírito da Verdade, ele vos conduzirá à plena verdade. Pois ele não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido; e até as coisas futuras vos anunciará. Ele me glorificará, porque receberá do que é meu e vo-lo anunciará.  Tudo o que o Pai possui é meu. Por isso, disse que o que ele receberá e vos anunciará, é meu”.

Fé em Deus

Inflação subindo ameaça economia

Egídio SerpaPublicado às: 6:2830/04/2008

De O Estado de Minas de hoje, 30: O temor de que a inflação volte a subir mais do que se espera e desestabilize a economia está de volta. Pesquisa divulgada pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), com 35 instituições financeiras, mostra que, pela primeira vez, elas esperam estouro da meta de 4,5% fixada para este ano. A projeção dos bancos para o IPCA, índice oficial de inflação, subiu de 4,48% para 4,75%. Mas o estouro pode ser maior. A nova previsão não leva em conta o aumento da gasolina, que o próprio presidente Lula classificou como “inevitável”, devido à defasagem causada pelas consecutivas altas do petróleo. Também pode piorar o quadro o agravamento da crise mundial de alimentos. Preocupados, a ONU e o Banco Mundial anunciaram ontem a criação de uma força-tarefa para combater a elevação sem precedentes dos preços de produtos alimentícios. E conclamaram a comunidade internacional a doar US$ 2,5 bilhões para o enfrentamento da questão

Economia

Preços de produtos indústriais podem subir mais

Egídio SerpaPublicado às: 6:2530/04/2008

Do Valor Econômico de hoje, 30: A indústria enfrenta pressão crescente de custos, o que tem levado a negociações intensas entre fabricantes de bens finais e fornecedores. Parte dos reajustes deve chegar ao consumidor nos próximos meses. A diferença entre a inflação acumulada no atacado e no varejo aumentou de 2,7 pontos em abril de 2007 para 7,4 pontos (ver gráfico) neste mês, considerando os dados do IGP-M. A pressão ficou evidente no Índice de Preços Industriais no Atacado (IPA-Industrial), que subiu 1,37% em abril, variação mais alta desde novembro de 2004, quando o avanço foi de 1,87%. Em abril, 49% dos itens industriais registraram aumentos de preços, mas as maiores altas estão concentradas em alimentos elaborados, derivados de petróleo, produtos químicos e bens metalúrgicos. As usinas siderúrgicas de aços planos - entre elas ArcelorMittal Tubarão, CSN e Usiminas-Cosipa - preparam novos aumentos para maio e junho, depois de terem aplicado, em março, reajustes entre 3,6% e 13,5%. No próximo bimestre, os reajustes já comunicados às distribuidoras variam de 5,26% até 15,98%. Na lista estão aços usados tanto na construção civil como em automóveis e linha branca. Cristiano Freire, presidente do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço, diz que ainda há espaço para um terceiro reajuste no mercado doméstico no terceiro trimestre. Pressionados pelos reajustes no aço, os setores automotivo e eletroeletrônico atravessam um momento delicado de renegociação de preços com fornecedores. “Estamos em processo de discussão com os clientes. Temos motivação inclusive para pleitear reajustes no mercado externo, porque o aumento do aço é um fenômeno internacional”, diz André Bevilácqua, supervisor de controladoria da fabricante de autopeças Fupresa. As pressões também estão presentes nos derivados de petróleo. Até março, a nafta petroquímica subiu 14,7% em dólar. “As negociações de preços estão duríssimas”, diz José Ricardo Roriz Coelho, presidente da fabricante de embalagens plásticas Vitopel.

Economia



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