Do Diário do Nordeste, em matéria assinada pela repórter Nathália Lobo: ”Vinte e três policiais civis do Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco e do Maranhão concluíram, na última sexta-feira, um curso especial de investigação e operações de combate ao crime de extorsão mediante seqüestro. O evento - iniciado no dia 2 - foi idealizado e executado pela Divisão Anti-Seqüestro (DAS), da Polícia Civil do Ceará, sediada nesta Capital. Os 23 alunos que concluíram o treinamento, entre eles, delegados das polícias civis norte-rio-grandense e maranhense, além de um agente do Grupo de Operações Especiais (GOE), de Pernambuco, passaram por módulos de investigação, interceptação, socorros urgentes, prática de tiros e resistência física. Outra parte do curso foi voltada para ação tática com utilização de armas curtas e longas, na localização, cerco e ‘invasão’ a local de cativeiro. - Participantes - A maioria dos participantes do curso já trabalha na área de seqüestro. Contudo, a reciclagem de conhecimentos e o conhecimento de novas técnicas de investigação tornam-se necessárias para os agentes policiais que atuam no combate a este tipo de crime. Os delitos de extorsão mediante seqüestros - com vítimas sendo arrebatadas e aprisionadas em cativeiro - exigem uma ação policial especializada. Os instrutores do curso foram os delegados Jaime Paula Pessoa Linhares e Antônio dos Santos Pastor, titular e adjunto da DAS, respectivamente ; delegado Francisco Alves de Paula, diretor do Departamento de Inteligência da Polícia Civil, e os policiais civis (inspetores) Lázaro, Baracho e Sazinho. - Técnicas - Grande parte do curso foi dedicada a área de inteligência: levantamento de dados, perícia criminal, rastreamento telefônico, obtenção de provas no local de crime (varredura), análise e outros procedimentos utilizados no trabalho investigativo de crimes de seqüestro.” Em outra matéria, de autoria do seu Editor de Polícia, Ferrnando Ribeiro, o Diário do Nordeste publica o seguinte: As ações de Inteligência são consideradas vitais para o esclarecimento do crime de seqüestro. Para isso, policiais precisam se tornar especializados neste tipo de investigação. “Daí, a necessidade de constantes cursos e treinamentos para que os policiais estejam a par das mais modernas e eficazes técnicas de combate a este tipo de delito”, explica o delegado Jaime Paula Pessoa Linhares, diretor da Divisão Anti-Seqüestro da Polícia Civil do Estado do Ceará (DAS). A permanente preocupação com a preparação dos policiais e a formação com ênfase para a Inteligência permitiu à equipe da DAS tornar-se uma referência nacional no combate aos crimes de seqüestro. Desde a sua criação, em 2006, a DAS tem provado ser uma das mais eficientes instituições policiais brasileiras que atuam neste campo da investigação. - Quadrilhas - A DAS já foi a responsável pela desarticulação de quase 30 grupos de criminosos, mandando para a cadeia mais de uma centena de bandidos, entre chefes de quadrilha e seus comparsas, conseguindo elucidar vários delitos com a localização do cativeiro e resgate do refém ileso. Até hoje, nenhum refém sequer foi ferido durante as operações policiais efetuadas pela DAS, todos voltaram para suas famílias ilesos. Nas investigações da DAS, criminosos que comandavam quadrilhas que atuavam em seqüestros foram identificados e presos no Ceará, entre eles, Francisco Fabiano da Silva Aquino, o ‘Fabinho da Pavuna’; Francisco Pedro Barreto de Freitas, o ‘Véio de Chico Peba’; José Luciano Casusa, o ‘Barriga’; Cássio Santana de Sousa, Pablo Feitosa Menezes, Luís Silva Lacerda, Mário Henrique Araújo, Francisco Assis Fernandes, Ateírton Pinto de Sousa, Wilson Trajano de Freitas e Alexandre Sousa Ribeiro, o ‘Alex Gardenal’. Este último, foi recapturado na última sexta-feira depois de fugir da ala de segurança máxima do Instituto Penal Paulo Sarasate (IPPS), em maio passado. - Presos - Uma das últimas quadrilhas desarticulada pela DAS foi a responsável pelo seqüestro de um comerciante do ramo de confecções. O rapaz foi aprisionado no dia 16 de maio e conseguiu fugir do cativeiro um mês depois. Pelo menos seis integrantes do grupo foram presos e outros quatro, já identificados, estão sendo procurados. O bando era chefiado pelo perigoso traficante de drogas e assaltante Marcos Antônio da Silva, o ‘Marquinhos’, ou ‘Noel’.