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Diário do Nordeste

Egídio Serpa

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Os otimistas, os pessimistas e os “com dinheiro”

Egídio SerpaPublicado às: 6:3130/09/2008

Por causa da crise que a falta de mediação do Governo dos EUA provocou no seu sistema financeiro e que agora se amplia para a Europa — onde começou a estatização de bancos, o dólar ganha força e o Real desvaloriza-se. A consequência é boa para os exportadores, uma vez que se torna mais barato o que vendem para o estrangeiro, e ruim para os importadores, que passam a gastar mais com o que compram lá fora, o que pressiona a inflação — lembrem-se de que, por exemplo, dois terços do trigo de que é feito o pão nosso de cada dia são importados. Pelo que se lê e ouve, a crise veio para ficar. Em que intensidade ela afetará a economia brasileira, só os próximos dias vão dizer. Está muito claro que o crédito já escasseou, e isto pode repercutir em cronogramas de empreendimentos de longo prazo — do tipo refinaria de petróleo e siderúrgica. O BNDES, sozinho, não terá condição de sustentar as necessidades de recursos que esses projetos necessitarão. Tomar dinheiro emprestado lá fora está mais caro. Além do mais, as torneiras dos financiadores — cujo número se reduziu — estão fechadas e só reabrirão quando desaparecerem do horizonte as nuvens negras da crise. Assim, recomendam-se moderação aos otimistas, cautela aos pessimistas e perseverança aos realistas. E aos “com dinheiro” a sugestão é uma só: comprar ou recomprar ações, que nunca estiveram tão baratas.

Economia

Em Brasília, bancos leiloam carros de quem não paga

Egídio SerpaPublicado às: 6:2430/09/2008

Esta é a crônica de uma inadimplência anunciada: em Brasília, surgiram os primeiros sinais de turbulência na área do financiamento de automóveis. Diariamente, os jornais da Capital Federal publicam anúncios sobre a realização de leilões de veículos retomados por bancos e financeiras de mutuários que deixaram de pagar as longas e generosas prestações mensais que lhes foram oferecidas e aceitas. É o que dá vender a perder de vista. Mas, como seguro morreu de velho, a rede bancária — diante da crise — já reduziram de 90 para 60 meses o prazo máximo de concessão de financiamento para a compra de automóveis. Mas quem financia um carro popular em 60 meses está assinando sua matrícula no clube do calote. Um carro popular, no Brasil, começa a dar problemas no terceiro ano, ou seja, na 36ª prestação.

Economia

TCU emite relatórios sobre impropriedades do Metrofor

Egídio SerpaPublicado às: 6:1930/09/2008

Estão de posse da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) e da diretoria do Metrofor os primeiros sete — de um total de 32 — relatórios da Secretaria de Controle Externo do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre impropriedades encontradas nas contas do metrô de superfície de Fortaleza. Esses sete relatórios — diz uma fonte credenciada — tratam de preços dos contratos com empreiteiras. Há 10 anos, as obras de construção do Metrofor arrastam-se. Hoje, elas estão praticamente paralisadas por causa de uma divergência entre o Ministério das Cidades e o Governo do Ceará em torno do percentual de reajuste de um novo aditivo ao contrato original. O ministério quer que esse reajuste seja de 25%, como manda a Lei; o governo cearense quer 45%. Por enquanto, não há soluçãoà vista.  

Economia

Febraban jura que bancos brasileiros estão bem

Egídio SerpaPublicado às: 6:0930/09/2008

Segundo a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), as instituições financeiras brasileiras não correm o risco de ter os problemas de caixa que ameaçam as americanas. “O bancos brasileiros estão em uma situação muito boa comparada à dos demais, do ponto de vista de capitalização”, disse ontem Rubens Sardenberg, superintendente de economia da entidade. “É muito diferente, não dá para comparar. O Brasil não tem bancos alavancados como os de investimento dos EUA.” Para as instituições locais, a principal conseqüência, até agora, está sendo a dificuldade em captar recursos no exterior. Com isso, também fica mais complicado para pessoas físicas e jurídicas tomarem empréstimos no país. Segundo o Banco Central, cerca de 8% dos financiamentos liberados pelo sistema financeiro no Brasil são realizados com dinheiro captado no exterior. — Normas — Em palestra a lojistas de Belo Horizonte, ontem, o diretor de Liquidação e Desestatização do BC, Antônio Gustavo Matos do Vale, afirmou que o Brasil dispõe de regulações para garantir controle do sistema financeiro. “Não acredito que os bancos brasileiros e o sistema como um todo terão grandes problemas por inadimplência”, disse. (Da Folha de S. Paulo)

Economia

Popularidade de Lula segue batendo recordes

Egídio SerpaPublicado às: 6:0230/09/2008

Este blog já disse que o presidente Lula é o maior fenômeno político da história do Brasil. Sua popularidade não para de crescer. Ontem, saiu mais uma pesquisa do Ibope, que revelou o seguinte: 69% dos brasileiros consideraram o governo Lula “ótimo/bom”. O levantamento, feito por encomenda da CNI, indica que o resultado é a segunda melhor avaliação até hoje no histórico da pesquisa — em setembro de 1986, o governo do então presidente José Sarney registrou 72% de “ótimo/bom”, e a época era o auge do Plano Cruzado, que congelou os preços das mercadorias e alimentos. De acordo com a nova pesquisa CNI/Ibope, a aprovação pessoal de Lula chegou aos 80%, o maior patamar desde março de 2003. Em setembro, o Datafolha havia registrado que 64% da população brasileira consideravam o governo Lula “ótimo ou bom”, também um recorde em sua avaliação positiva. Mas essa espetacular popularidade de Lula é só a sétima colocada na relação do que os entrevistados mais levam em conta na hora de decidir o voto para prefeito, com apenas 8% das citações dos entrevistados.

Política

Lula: economia dos EUA virou um cassino

Egídio SerpaPublicado às: 5:4330/09/2008

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que o Brasil está tranqüilo diante da crise econômica que abateu as bolsas de valores de todo o mundo. Lula considerou normal as oscilações da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que chegou a cair 13% no meio da tarde, diante da negativa da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos em aprovar o pacote de ajuda ao mercado financeiro de US$ 700 bilhões. “A bolsa historicamente sobe e desce. Normalmente em momentos de nervosismo econômico, as bolsas no mundo inteiro caem. Não é só a bolsa brasileira, são as bolsas no mundo inteiro que estão caindo, e vai depender  muito da sabedoria do governo e dos políticos americanos de resolverem a crise”, afirmou Lula. O presidente disse que a crise é a mais forte dos últimos 50 anos nos Estados Unidos e pediu responsabilidade do governo e dos políticos norte-americanos. “Os países emergentes, os países pobres, que fizeram tudo para ter uma boa política fiscal para fazer a economia se establilizar, não podem agora ser vítimas do cassino que eles montaram na economia americana. Não é justo para os países latino-americanos, africanos e asiáticos paguem pela irresponsabilidade de setores do sistema financeiro americano”, disse o presidente. Lula lembrou que no Brasil um banco de investimento não pode alavancar mais do que dez vezes o seu patrimônio líquido e que nos Estados Unidos não tem limite. “Nós estamos tranqüilos. Sabemos que a crise é grave, que vai diminuir  o crédito no mundo, mas estamos seguros que nossas exportações continuam indo bem, que as importações de máquinas e equipamentos continuam indo bem e a nossa indústria continua crescendo”, disse o presidente. O presidente Lula ressaltou que os projetos do Programa de Aceleração dos Crescimento (PAC) não vão paralisar. “O Brasil não vai jogar fora essa oportunidade depois de tantos anos esperando para crescer. Não vamos, em função da crise americana, jogar fora o que construímos com tanto sacrifício”, afirmou. Lula disse esperar que o Congresso e o governo dos Estados Unidos não permitam que a disputa eleitoral de novembro (quando ocorrem as eleições presidenciais) interfira na discussão do plano de recuperação do sistema financeiro. “A responsabilidade que os americanos têm diante do mundo vai obrigá-los a tomar uma posição definitiva. Não existe meio termo. Ou eles assumem a responsabilidade de cobrir o rombo que permitiram ser criado ou vão criar uma crise muito séria para o mundo inteiro”. (Da Agência Estado)

Economia

Evangelho de hoje (Lucas 9,51-56)

Egídio SerpaPublicado às: 5:3430/09/2008

jesus-ia-na-frente.jpgEstava chegando o tempo de Jesus ser levado para o céu. Então ele tomou a firme decisão de partir para Jerusalém e enviou mensageiros à sua frente. Estes puseram-se a caminho e entraram num povoado de samaritanos, a fim de preparar hospedagem para Jesus. Mas os samaritanos não o receberam, pois Jesus dava a impressão de que ia a Jerusalém. Vendo isso, os discípulos Tiago e João disseram: “Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu para destruí-los?” Jesus, porém, voltou-se e repreendeu-os. E partiram para outro povoado.

Fé em Deus

Crise dos EUA chega à Bovespa que desaba; o dólar dispara

Egídio SerpaPublicado às: 16:5429/09/2008

O mundo tremeu de novo hoje. E desta vez vez o terremoto balançou lustres e móveis a Bolsa de Valores do Brasil, a Bovespa. A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos rejeitou, no começo da tarde, a proposta de socorro ao mercado financeiro norte-americano, que previa a injeção de US$ 700 bilhões e mais algumas medidas severas para tranquilizar o mercado. Foi um Deus nos acuda! Caíram todas as bolsas de valores do mundo. A Bovespa teve de suspender suas atividades por meia hora quando as perdas alcançaram 10%. Depois, as negociações foram retomadas e as perdas se ampliaram para 13%. E o dólar deu um salto, batendo perto de R$ 2,00. Na Europa, a Alemanha, a Bélgica e Luxemburgo estatizaram três bancos privados que haviam quebrado. Na França, surgiu a notícia de que o País entrou em recessão.  Às 16h30min, o ministro da Fazenda do Brasil, Guido Mantega, chamou a imprensa para dizer que os gastos do Governo, em agosto, foram menores do que os previstos. E prometeu que essa rigidez será mantida. Em Washington, sucedem-se as reuniões do presidente Bush com líderes dos partidos Republicano e Democrata na busca de uma solução para a crise econômica. O esforço de todos é no sentido de elaborar uma nova proposta – com novos valores e novas condições — que seja palátavel para republicanos e democratas. Os democratas controlam a Câmara dos Representantes; os republicanos controlam o Senado. Por causa da crise, está praticamente suspensa a concessão de crédito no mundo. Assim, grandes e longos investimentos, que precisam de financiamento para ser tocados, terão de aguardar a calmaria do mercado. Então, essa crise poderá atrasar os projetos de implantação da refinaria e da siderúrgica no Pecém? Sim, mas ainda é muito cedo para qualquer previsão.  

Economia

Chineses podem produzir sementes transgênicas no Ceará

Egídio SerpaPublicado às: 6:3329/09/2008

Na semana que passou, o presidente e o vice da Bio Century Transgene — maior empresa chinesa na área de transgênicos — estiveram em Fortaleza e reuniram-se durante uma manhã inteira com o governador Cid Gomes e com o presidente da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece), Antonio Balhmann. Os asiáticos comunicaram que sua empresa instalará no Brasil três centros de pesquisa de sementes transgênicas de algodão e de mamona — uma no Ceará, “e isto já está decidido”, outro no Sudeste e mais um no Centro-Oeste. “No caso da mamona, os chineses da Bio Century estão certos de que suas sementes transgênicas poderão alcançar aqui a mais alta produtividade”, informou Balhmann, falando a este bloga coluna. Ele explicou que o Governo do Estado tem hoje um desafio a vencer: consolidar a agricultura familiar — e para isto a retomada da cotonicultura será essencial, da mesma forma que é importante dar suporte à política do biodiesel por meio do cultivo da mamona. “Um laboratório de alta tecnologia que produza sementes qualificadas de algodão e de mamona nos dará um extraordinário diferencial”, explicou Antonio Balhmann, que antecipou o futuro: “Se tudo der certo, a Bio Century Transgene estará instalada e produzindo aqui em 2009″.

Tecnologia

Os riscos da compra da casa própria

Egídio SerpaPublicado às: 6:3029/09/2008

Por enquanto, a crise financeira que já quebrou grandes bancos nos EUA está distante do Brasil. E do Ceará. Lá, a confusão começou quando milhões de norte-americanos — que haviam comprado casas novas a preço barato e a juros ainda mais baratos e, por causa disto mesmo, fizeram novos empréstimos para comprar mais residências — deixaram de pagar aos bancos as prestações dos empréstimos obtidos. Aqui no Brasil, segue o boom imobiliário: nunca se construiu e nunca se vendeu tanto imóvel residencial — horizontal ou vertical — como agora. No Ceará, essa febre imobiliária pode ser vista nas páginas dos jornais, que publicam grandes anúncios de lançamentos de novos condomínios, alguns dos quais são vendidos na planta em poucas horas. Não há o risco de sub-prime? Para o economista cearense Célio Fernando, consultor de grandes empresas nacionais, as maiores construtoras e incorporadoras brasileiras capitalizaram-se via mercado acionário e, assim líquidas, chegaram ao Ceará, tornando-se parceiras de construtoras locais. ´O mercado imobiliário já trabalha na consolidação do setor, que registra altos índices de crescimento. Torçamos para que esse crescimento resulte em lucratividade para os acionistas´, diz ele. Célio Fernando aconselha: “Antes de comprar a casa, verifique a sua própria e real capacidade de pagamento; em seguida, saiba quem são a construtora e qu7em a financia”. 

Economia



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