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Diário do Nordeste

Egídio Serpa

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Plano da Petrobras adia refinarias de Pecém e Itaqui

Egídio SerpaPublicado às: 7:2730/11/2008

Está na Folha de S. Paulo: a Petrobras adiará os projetos de construção das refinarias que pretendia implantar nos portos de Itaqui, no Maranhão, e de Pecém no Ceará. Motivo: a crise e a necessidade de a estatal priorizar os investimentos na exploração do petróleo encontrado na camada de pré-sal. As refinarias de Itaqui e Pecém não serão canceladas, mas adiadas. Por quanto tempo será esse adiamento, não se sabe. Eis, na íntegra, a matéria da Folha, assinada pelo repórter Valdo Cruz: Apesar da crise no mercado de crédito e dos recentes problemas de caixa da Petrobras, o Palácio do Planalto avalia que a estatal terá condições de manter o cronograma de investimentos na exploração do petróleo do pré-sal nos próximos dois anos. Em contrapartida, porém, haverá um corte em outras áreas nesse período, principalmente em refinarias, para adequar o caixa da empresa a tempos de crise. A expectativa do governo se baseia num dos cenários de investimentos da estatal elaborado para o desenvolvimento do pré-sal, ao qual a Folha teve acesso. Nele, os valores de investimentos em 2009 e 2010 não são tão elevados: somam US$ 3,24 bilhões e US$ 3,30 bilhões respectivamente, montante que seria suportável mesmo dentro da nova realidade do mercado financeiro. A conta começa a ficar mais salgada a partir de 2011, quando a previsão de investimento salta para US$ 5,12 bilhões. No ano seguinte, pula para US$ 11,85 bilhões. Até lá, porém, o governo acredita que a crise tenha passado e que o acesso ao mercado de crédito internacional esteja normalizado, principalmente para projetos de geração de energia. — US$ 320 bilhões — Esses dados ainda não são definitivos, mas dentro do governo a avaliação é que eles fiquem próximos disso. Nesse cenário obtido pela Folha, o total de investimentos entre 2009 e 2020 na exploração do pré-sal pela Petrobras ficaria acima de US$ 320 bilhões. Tanto no Palácio do Planalto como na Petrobras, a ordem é priorizar os projetos de exploração do pré-sal, considerado estratégico para desenvolvimento da estatal por conta de sua alta lucratividade. Nessa primeira fase do pré-sal, ressalta um assessor do presidente Lula, “não existe problema de partida”, mesmo com a escassez de crédito.
Os investimentos ficam ainda mais pesados a partir de 2014, data anteriormente prevista para o início de uma produção em larga escala comercial do pré-sal. Em 2015, por exemplo, os desembolsos seriam de US$ 36,54 bilhões, atingindo o pico em 2018 (US$ 50,61 bilhões). Para manter os investimentos previstos no pré-sal intactos, contudo, a Petrobras fará um “alongamento” no seu plano estratégico a ser divulgado até o fim do ano. A primeira vítima dessa revisão, segundo assessores presidenciais, serão duas refinarias “premium” (para produzir gasolina de melhor qualidade para o mercado externo), no Ceará e no Maranhão, projetos que sofrerão alterações no prazo original de implantação. Pelo cronograma inicial de desenvolvimento do pré-sal, que o governo acredita ser possível manter, em março do próximo ano começa um teste de longa duração no campo de Tupi, com produção de 30 mil barris/dia. Em dezembro de 2010, entraria em operação um sistema-piloto de produção em Tupi, de 100 mil barris/dia. Dentro da Petrobras, porém, há quem defenda uma mudança nesses prazos para adequá-los à nova realidade da economia, que já se refletiu na empresa por causa das dificuldades em obter financiamentos no mercado externo e tomada de empréstimos em bancos públicos brasileiros. Segundo análise obtida no governo pela Folha, a necessidade de recorrer a financiamentos da Caixa Econômica Federal para cobrir deficiências de caixa tem origem no ritmo forte de investimentos da estatal nos últimos anos. Antes da crise, a Petrobras vinha cobrindo facilmente eventuais buracos com recursos obtidos no mercado internacional para compensar a destinação de dinheiro de seu caixa para investimentos. Agora esse tipo de operação ficou mais complicada e a estatal terá de alongar seu plano de investimentos exatamente para que ele não comprometa e encareça as operações diárias da empresa, como o pagamento de tributos -como o que gerou o recente empréstimo na Caixa Econômica Federal- e de fornecedores. — Indústria naval — A maior preocupação do Palácio do Planalto, no curto prazo, está na obtenção de financiamentos para desenvolver a indústria naval brasileira que dará suporte à exploração do pré-sal. Nessa primeira etapa, os investimentos na indústria naval serão bem superiores aos necessários para a exploração.
Grosso modo, o cálculo é que de US$ 100 investidos no setor, US$ 70 serão para desenvolver a indústria e US$ 30 para a exploração nos primeiros anos. Depois, essa relação começa a se inverter. Pelos cálculos iniciais, por exemplo, a meta até 2010 é concluir seis plataformas de grande porte e encomendar outras sete, contratar 28 sondas de perfuração de águas profundas e 49 navios para petróleo e derivados e dois superpetroleiros. Nos planos do presidente Lula, boa parte desses equipamentos seria produzida com elevado conteúdo nacional para fortalecer a indústria naval brasileira. Para isso, contudo, terá de garantir crédito aos empresários do país diante da secura no mercado de crédito internacional.

Economia

Empreiteiras ajudaram Luizianne a vencer

Egídio SerpaPublicado às: 7:1530/11/2008

Assinada por sua correspondente em Fortaleza, repórter Kamila Fernandes, a Folha de S. Paulo publica a seguinte notícia: Construtoras que têm contratos com a Prefeitura de Fortaleza foram as maiores doadoras da campanha à reeleição da petista Luizianne Lins. Vitoriosa já no primeiro turno, a candidata recebeu boa parte dos R$ 4,7 milhões declarados à Justiça Eleitoral vários dias depois do término da campanha. Encabeça a lista de doadores a Construtora Beta, com R$ 900 mil doados de uma só vez em 23 de outubro, 18 dias após confirmada a vitória da petista. Em seguida vêm: EIT, com R$ 419 mil; Trana, com R$ 400 mil; Engexata, com R$ 350 mil; G & F, com R$ 300 mil; e PB Construções, com R$ 200 mil. Estas quatro últimas também só doaram dias depois de 30 de outubro, quando terminou a campanha eleitoral. Luizianne foi a candidata que mais arrecadou, quase cinco vezes mais do que gastou em sua vitória em 2004, quando declarou ter gasto nos dois turnos R$ 1 milhão -na ocasião, a quase totalidade das doações foi feita por pessoas físicas. Com a segunda maior arrecadação aparece a senadora Patrícia Saboya (PDT), com R$ 4,2 milhões (quase a metade doada por uma só empresa, a Bracol Indústria de Couros, que deu R$ 2 milhões), mas que acabou em terceiro lugar, e em seguida aparece Moroni Torgan (DEM), com R$ 969 mil. Das doações feitas a Moroni, quase um terço, R$ 300 mil, foi do empresário Beto Studart, que, apesar de tucano, não apoiou a candidatura defendida pelo partido, a de Patrícia. Entre os maiores doadores de Luizianne, a única empresa que não é construtora é a Grendene, com R$ 290 mil. Outras empreiteiras também aparecem com valores menores, como a Fujita (R$ 100 mil) e a Fujicon (mais R$ 100 mil). As duas empresas são do mesmo grupo familiar, que inclusive cedeu uma casa numa área nobre da cidade para Luizianne montar um de seus principais comitês de campanha. — Consórcios — Todas as empreiteiras que doaram à campanha de Luizianne possuem, sozinhas ou em consórcios, grandes contratos com a gestão municipal, como o consórcio Beta/ Engexata, que venceu, no começo do ano, licitação de R$ 26,9 milhões para obras de habitação. A Engexata, em outro consórcio, também aparece com mais um projeto habitacional, no Conjunto Maravilha, de R$ 26,4 milhões, licitado em abril do ano passado.

 

Política

Confraria de cearenses reúne-se em Brasília

Egídio SerpaPublicado às: 7:0830/11/2008

Em Brasília há uma confraria de cearenses. São jornalistas, políticos, empresários, funcionários públicos, ministros de tribunais superiores, advogados, enfim, um naipe diverso que se reúne uma vez por mês para conversar. Na noite de sexta-feira, 28, eles reuniram-se para confraternizar pelo Natal, que só será celebrado daqui a 25 dias. Quem esteve lá contou a este blog que a reunião foi na residência de Valmir Campelo, ministro e ex-presidente do Tribunal de Contas da União (o TCU), que é cearense de Crateús. Compareceram ao encontro o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, casado com uma cearense da família Feitosa; o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro cearense César Asfor Rocha; o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Ayres de Brito; o Procurador Geral da União, ministro cearense Antonio Fernando; o ministro Ubiratan Aguiar, que assumirá no próximo dia 10 a presidência do TCU; o deputado Eunício Oliveira, os jornalistas Fernando César Mesquita, presidente da Casa do Ceará; Wilson Ibiapina, Marcondes Sampaio, Lustosa da Costa, Jota Alcides, João Bosco Serra Gurgel e Tarcísio Holanda; o empresário Geraldo Vasconcelos, os advogados Lucas Furtado, que é procurador do TCU, e Stênio Campelo – todos com suas mulheres. A fonte deste blog revelou que as conversas giraram exclusivamente sobre temas ligados ao Ceará, da política ao futebol. As colunas sociais da imprensa de Fortaleza darão, nos próximos dias, mais detalhes desse encontro, que teve um grupo de música que só tocou composições de Fausto Nilo, Fagner, Blchior e Ednardo e, ainda, de Ubiratan Aguiar, cujos versos já foram gravados por alguns pesos pesados da MPB, como Simone.

Gente

Furacão sobre Cuba

Egídio SerpaPublicado às: 6:4830/11/2008

De Havana, onde se encontra, o jornalista Rangel Cavalcante mandou sua coluna De Brasília para o Caderno 3 do Diário do Nordeste. Ele fala sobre a ilha de Fidel. Eis seu texto: O título pedimos emprestado a Jean Paul Sartre. Quase cinco décadas se passaram e o bloqueio econômico decretado pelos Estados Unidos não conseguiu provocar a queda de Fidel Castro em Cuba. E nem mesmo arranhou as bases do regime que impera na maior ilha do Caribe desde o início dos anos 60. Mas, na verdade, teve um efeito desvastador, comparável a de um verdadeiro bombardeio, sobre um dos maiores patrimônios arquitetônicos da humanidade, a parte antiga da capital Havana, que hoje constitui o município de Havana Velha. Foi, sem dúvida, o maior furacão que atingiu os cubanos em todos os tempos. Ali estão situados milhares de prédios e monumentos que são verdadeiras obras de arte da arquitetura trazida da Europa pelos colonizadores, alguns dos quais, autênticos tesouros urbanísticos, em ruínas. Tudo isso está desmoronando por falta de meios para a conservação, apesar dos esforços de instituições internacionais e mesmo de governos estrangeiros que têm patrocinado algumas restaurações. O esforço de entidades culturais nativas pelo menos resiste à destruição, conservando alguns dos seus tesouros em bem cuidados museus. Só na região central da velha Havana há dezenas deles. Toda a área é tombada como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, mas ao que parece a humanidade tem sido madrastra no trato para com a capital cubana. Há um esforço reconhecível do governo na luta para evitar que tudo aqui vire pó. A impossibilidade de importar materiais e equipamentos da maior parte do mundo, causada pelo bloqueio de quase meio século, aliada à escassez de recursos impede que se dê um basta ao processo galopante de deterioração de um importante cenário em que se desenrolou uma boa parte da história das descobertas e da colonização do Novo Mundo, marcadas pelas pegadas de Colombo e dos grandes navegadores dos meados do milênio passado. Quem conheceu, como conhecemos, a Havana dos anos 60, pode muito bem ter uma idéia do bombardeiro sem bombas que o bloqueio representou para essa que dantes era conhecida como a Pérola do Caribe. Assim como o presidente Lula, governantes de todo o mundo têm apelado sem êxito para que o governo americano ponha fim ao bloqueio. Pois está provado que o seu objetivo principal, o de derrubar o regime de Fidel Castro, fracassou. A grande vítima tem sido o povo cubano, que embora sem muitas esperanças, conta com que o futuro governo americano de Barack Obama pelo menos amenize o castigo de cinco décadas. Nem que seja apenas para desbloquear a História.

Política

Fortaleza, como um leão, vence e quebra recorde

Egídio SerpaPublicado às: 6:3830/11/2008

E o Fortaleza Esporte Clube superou-se. Derrotou o Braziliense por 3×0 e garantiu sua presença na Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro de Futebol. Se planejar corretamente sua ações para 2009, o tricolor de aço poderá, no próximo ano, matricular-se entre os quatro que subirão, em 2010, para a Primeira Divisão, onde já esteve e de onde saiu por erros próprios. O jogo de ontem no Castelão mostrou, de novo, a força da torcida do Leão, que, pelo menos até hoje à tarde, ostentará o recorde de público do brasileirão de 2008. Mais de 50 mil pessoas viram a partida de ontem. Sempre é assim: quando todos pensam que o Fortaleza está morto, derrotado, ele ressurge com garra, com força. Foi assim ontem no Castelão lotado. Ao fim do primeiro tempo, o tricolor do Picí já havia estabelecido o placar necessário para que, no segundo, deixasse o tempo passar e permitisse à torcida a festa que se viu. Os adversários do Fortaleza, que já haviam celebrado a chegada do Fortaleza na Terceirona, mais uma vez frustraram-se, recolheram suas bandeiras e foram curtir sua decepção. Bem, agora é pensar em 2009. Repensar o futuro. Nada de importar quarentões. Os jovens estão aqui mesmo, aguardando uma oportunidade. Nada de supersalários, que o tempo é de crise. Parabéns ao Fortaleza!

Esporte

Evangelho de hoje (Marcos 13,33-37)

Egídio SerpaPublicado às: 6:2330/11/2008

Naquelevigilancia-e-oracao.bmp tempo, disse Jesus a seus discípulos: Cuidado! Ficai atentos, porque não sabeis quando chegará o momento. É como um homem que, ao partir para o estrangeiro, deixou sua casa sob a responsabilidade de seus empregados, distribuindo a cada um sua tarefa. E mandou o porteiro ficar vigiando. Vigiai, portanto, porque não sabeis quando o dono da casa vem: à tarde, à meia-noite, de madrugada ou ao amanhecer. Para que não suceda que, vindo de repente, ele vos encontre dormindo. O que vos digo, digo a todos: Vigiai!”

Fé em Deus

Manguezal cresce porque cresce a salinidade dos rios

Egídio SerpaPublicado às: 7:1629/11/2008

Estudiosa dos problemas ambientais, Vanda Claudino Sales, professora da Universidade Federal do Ceará (UFC) com doutorado em geografia ambiental pela Sorbonne, enviou a este blog um comentário sobre o que disse aqui o presidente da Associação Brasileira de Carcinicultura, na opinião de quem os manguezais no Nordeste no resto do País têm crescido por causa da criação de caranguejo em cativeiro. Fala, Vanda! “Os manguezais vêm crescendo em praticamente todas as áreas tropicais do mundo, mas nada há para comemorar. Eles crescem pelo aumento da salinidade das águas dos rios tropicais (e os manguezais precisam de água salobra para existir), em função da construção de barragens, das mudanças climáticas causadas por atividades sociais não sustentáveis, da subida do nível do mar provocada por construções indevidas e atividades sociais desastradas (portos sem aparato técnico necessário, construção na faixa de praia, poluição do ar e aquecimento global). Em resumo: os rios estão perecendo, implicando na asfixia dos ambientes de água doce, que implica por sua vez na redução da biodiversidade, tanto fluvial quanto marinha. Os manguezais estão crescendo porque os estuários estão doentes. Hoje, os manguezais cerscem, mas a poluição e a devastação causadas pela carcinicultura aumenta na mesma proporção. Conclusão: ganhamos em manguezais degradados nas últimas décadas. Ms, é claro, outros ganham bastante com essa degradação”.

Meio Ambiente

Veja traz reportagem sobre comunidades católicas

Egídio SerpaPublicado às: 7:1129/11/2008

veja.gifA revista Veja que chega hoje, 29, às bancas publica uma longa e ilustrada reportagem sobre as comunidades católicas ligadas à Renovação Carismática Católica. A matéria, intitulada “Católicos Reclusos”, aborda os variados aspectos da vida das pessoas, a maioria jovens, que largaram a vida mundana para dedicar-se à evangelização. O texto é equilibrado e o enfoque dado ao tema também. A seguiir, um trecho da reportagem: (…) Pode parecer estranho que as Novas Comunidades floresçam no Brasil depois de duas décadas de queda acelerada no número de fiéis católicos. A explicação para isso parece estar num fenômeno maior: a atual corrente de busca pela espiritualidade. Num mundo cada vez mais complexo e repleto de desafios, e no qual a família tradicional se acha em crise, mais e mais gente encontra conforto no âmbito do transcendental. Os livros e palestras de auto-ajuda espiritual se multiplicam em velocidade espantosa. Não por acaso, Paulo Coelho se tornou o escritor mais lido do mundo com sua sabedoria de porta de igreja. “No caso das comunidades católicas, a sensação de falta de vínculos e de apoio afetivo é preenchida por essa proposta de vida fraterna”, diz a socióloga Cecília Mariz, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. O crescimento das comunidades é também resultado da reação da Igreja Católica diante da perda acelerada de fiéis para as igrejas evangélicas. Os sinais visíveis dessa reação estão nas missas campais para multidões, nos megatemplos católicos construídos nas últimas décadas e até nos adesivos com a frase “Sou feliz porque sou católico”. A Renovação Carismática, que lidera esse movimento, recuperou também elementos do catolicismo tradicional, como a reza do rosário. Também passou a disputar fiéis com os evangélicos ao enfatizar as curas espirituais e falar com mais liberdade em milagres, algo que caíra em desuso desde o Concílio Vaticano II, nos anos 60. Outras práticas populares, como a bênção da água, de velas e até de objetos pessoais – as chaves da casa e do carro, por exemplo –, foram resgatadas. Tudo isso reveste a Igreja de uma nova imagem, distante daquela que vigorou entre os anos 60 e 80, impregnada do ideário esquerdista. Diz a socióloga Brenda Carranza, da PUC de Campinas, especialista em religiões: “Nos anos 80, participar da Igreja era estar engajado em obras sociais. Hoje, é ir com mais freqüência à missa, participar de vigílias e grupos de oração. Naquela época, o padre era visto como agente de transformação social. Agora, ele é um agente de transformação pessoal e espiritual”. É essa transformação que move o rebanho das novas comunidades católicas.

Fé em Deus

PF com “provas abundantes” pede prisão de Dantas

Egídio SerpaPublicado às: 6:3629/11/2008

Da Folha de Paulo: A Polícia Federal pediu pela terceira vez em quatro meses a prisão do banqueiro Daniel Dantas, dono do grupo Opportunity investigado na Operação Satiagraha. O pedido é assinado pelo delegado Ricardo Saadi, que preside o inquérito contra o banqueiro e chefia a Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros em São Paulo. O delegado justifica o pedido alegando que Dantas continuou a praticar os crimes pelos quais é acusado: gestão fraudulenta do Banco Opportunity, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. O artigo 312 do Código de Processo Penal prevê esse tipo de prisão. Diz o artigo: “A prisão preventiva poderá ser decretada como garantia da ordem pública, da ordem econômica, por conveniência da instrução criminal, ou para assegurar a aplicação da lei penal, quando houver prova da existência do crime e indício suficiente de autoria”. O pedido de prisão é baseado nos dois últimos pontos do artigo, segundo a Folha apurou. Saadi alega que há provas abundantes dos crimes de Dantas e diz que ele continuou a praticá-los mesmo depois de ser preso duas vezes, em julho. O advogado de Dantas, Nélio Machado, diz que considera o pedido absurdo: “A polícia quer a cabeça do meu cliente como um troféu. Parece coisa da época do bangue-bangue” (leia texto nesta página). O juiz federal Fausto Martin De Sanctis deverá decidir na próxima semana se aceita ou não o pedido do delegado. De Sanctis passou a semana em Mônaco, participando de um encontro internacional sobre lavagem de dinheiro. Ele foi ao encontro por indicação do Ministério da Justiça. Dentro da Polícia Federal, o terceiro pedido de prisão é interpretado por alguns delegados como uma tentativa de mostrar que a PF não se dobrou às pressões do banqueiro.
O afastamento do delegado Protógenes Queiroz da investigação em junho foi interpretado como um recuo da polícia no plano de devassar as supostas irregularidades atribuídas ao banqueiro. Para piorar a imagem do governo federal, a investigação da Corregedoria da PF em torno do delegado Protógenes Queiroz, que conduziu a investigação da Satiagraha até junho último, é vista por setores da polícia como desastrosa porque passaria à opinião pública a idéia de que o governo sucumbiu às ameaças de Dantas. Logo que foi solto pela segunda vez, o banqueiro disseminou a versão de que poderia contar os podres que conhece do PT. De acordo com a PF, duas empresas que pertenciam a Dantas -a Telemig Celular e a Amazônia Celular- repassaram dinheiro às agências de publicidade de Marcos Valério de Souza, que por sua vez entregou o dinheiro a parlamentares da base do governo. O banqueiro foi preso no dia 8 de julho último. Libertado dois dias depois por decisão de Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal, ele foi preso novamente. Mendes interpretou a segunda prisão como um desafio do juiz ao Supremo e pediu uma investigação sobre o juiz De Sanctis. O juiz pode decidir na próxima semana a sentença para o processo em que Dantas é acusado de corrupção. Segundo a PF, o banqueiro ofereceu US$ 1 milhão ao delegado da PF Vitor Hugo para que excluísse ele e seus familiares do rol de investigados pela Satiagraha.

Polícia

No Ceará, supermercados cescem na crise

Egídio SerpaPublicado às: 6:2729/11/2008

Há uma crise — e isto não é novidade. Mas as redes supermercadistas que operam em Fortaleza têm virado o rosto para ela., nvestindo em sua ampliação. Exemplos: 1) o supermercado Pinheiro está ampliando de mil metros quadrados para 11 mil m² a área de sua loja do bairro de Mondubim; 2) a rede Wal Mart, dona do Bompreço, abriu quinta-feira, no bairro da Maraponga, um novo supermercado com o nome de Maxxi Atacado, no qual investiu R$ 30 milhões; 3) o Assaí, do grupo Pão de Açúcar, que acabou de abrir uma loja na avenida Bezerra de Menezes, abrirá outra na avenida Washington Soares, bem ao lado do shopping Viasul; 4) a rede Frangolândia inaugurará novo ponto de venda na Parquelândia; 5) a rede Superfamília está concluindo a instalação de nova loja também na Washington Soares. O detalhe é que todas esses supermercado abrirão no próximo mês de dezembro.

Economia



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