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Em 10 anos, cajucultura cearense desaparecerá

04:13 · 13.06.2018 / atualizado às 04:15 · 13.06.2018 por

De janeiro a abril deste ano, as exportações cearenses de castanha de caju alcançaram o equivalente a US$ 36,6 milhões, o que representa 18% a mais do que em igual período do ano passado de 2017.

Apesar disso, a cajucultura no Ceará vem reduzindo sua produção e sua produtividade.

Empresários do agronegócio com os quais o blog conversou disseram que, dentro de 10 anos, se alguma providência não for tomada, a atividade econômica da cajucultura neste Estado desaparecerá.

Os mesmos empresários explicaram que a atual floresta de cajueiros já deu o que tinha de dar.

No seu lugar, tem de ser plantada uma nova floresta com a variedade de cajueiro-anão (foto), que produz três vezes em menos espaço.

Mas isso exigirá algumas centenas de milhões de reais, dinheiro que nenhum produtor tem.

O Brasil, que já foi o maior produtor de caju do mundo, é hoje só o décimo colocado.

Comentários 1

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Fernando

15/06/2018 as 18:56

Desaparecerá para os atravessadores e a grande indústria que nunca quis remunerar bem o verdadeiro produtor (matou a galinha dos ovos de ouro). Mas isso já é sabido a muitos anos, desaparecerá também os que vivem de reuniões e nada de real, eficiente e pratico fazem (ou nunca fazem), desaparecerá também a mamata de alguns ditos representa do setor cajucultura. Mas os produtores que verticalizaram a produção, deixando de ser vítima dos atravessadores criados pela grande indústria, continuará fornecendo seu produto de qualidade nos mercados, shopings, padarias, restaurantes, etc, e novos produtores surgirão, mas com a nova visão de se aproximarem do consumidor final. A EMBRAPA/CNPAT tem grande importância para a cajucultura pois foi ela quem proporcionou e difundiu as tecnologias de processamento para as pequenas propriedades, mostrando que era possível quebrar esse paradigma do mercado.
Relacionado a irrigação, o unico beneficiario sera o vendedor do sistema de irrigação, a cajucultura é de sequeiro, pois quando se tem água fora da época do inverno vem junto às ervas daninhas , demandando mais mão de obra (que nao ha)pra limpeza e colheita o que torna inviável(além do custo de material e energia), e quando se tem falta de inverno ou seca, dá no mesmo, porque não há água para irrigação durante o inverno seco, de todo jeito o sistema de irrigação será subutilizado, é um custo sem retorno. Melhor produzir menos mas com custo baixo.
No meu ponto de vista a cajucultura vai premanescer sustentável de sequeiro, com cajueiro anão precoce, e os produtores mais próximos do consumidor final, ofertando ampla quantidade de produtos como: amêndoas assadas na casca, cozidas no vapor, fritas com é sem sal, cajuina, polpas, carnes fibra de caju, doces, etc.
A grande indústria que queira continuar, que façam investimento em seus grandes plantios de matéria prima.
É a nossa opinião.