ir para o conteúdo | busca no blog

Diário do Nordeste

Egídio Serpa

Busca

Governo diz que obra do Metrofor recomeça em 2 meses

Egídio SerpaPublicado às: 6:4205/01/2009

Informa a Secretaria de Infra-Estrutura do Ceará (Seinfra): dentro de 60 dias, serão retomadas as obras de construção da linha Sul do Metrofor — o metrô de superfície de Fortaleza — que terá 24,1 km de extensão. A licitação do último trecho da linha — Praça da Lagoinha-Estação João Felipe, bem no centro comercial da capital cearense — será na primeira quinzena de fevereiro. A Seinfra informa, ainda: a um custo de R$ 700 mil e com o uso de tecnologia moderna, será rebaixada a Estação Ferroviária de Parangaba, monumento tombado pela Prefeitura, com o que se construirá o elevado que passará sobre ela. A construção do Metrofor — assegura a Seinfra — entrou no orçamento do PAC, que é o Programa de Aceleração do Cresckmento, que tem o presidente Lula como pai e a ministra Dilma Roussef como mãe..

Economia

Uma previsão otimista para 2009

Egídio SerpaPublicado às: 6:3905/01/2009

Para os economistas do Banco Santander, há um consenso no mercado sobre o cenário econômico para 2009: ele não será pior do que o ano de 2008. “Pelo menos no que se refere a preços de ativos”, diz o boletim distribuído aos clientes do banco com informações e comentários válidos para esta semana. O boletim diz: “Não passa pela cabeça de ninguém que a bolsa possa cair outros 41% e a moeda brasileira perder 23% de seu valor perante o dólar. Isso significaria ver o Ibovespa a 22 mil pontos e o real ao redor de R$ 3, ambos de volta aos patamares de 2003. Já constatamos que nada pode ser considerado impossível no mercado financeiro, mas a repetição do ciclo de piora não parece o cenário mais provável”. A propósito: será divulgado amanhã, 6, o resultado da produção industrial de novembro. A expectativa é de que será reforçado o quadro de desaceleração econômica já verificado em outubro, estimando-se uma queda de 2,9% em relação ao mês anterior (-3,1% a/a), causada principalmente — mas não apenas — pelas férias coletivas da indústria automobilística. O pior é que o horizonte de curto prazo não mostra sinais de recuperação. Para o médio prazo, talvez.

Economia

Paquetá amplia fábrica de calçados de Itapajé

Egídio SerpaPublicado às: 6:3205/01/2009

Antonio Balhmann, presidente da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece), informa: a Paquetá, que tem unidades de produção de calçados em várias cidades cearenses, ampliará a de Itapajé, no Norte do Estado. “Serão mais 600 novos empregos que se abrirão ali”, diz Balhmann, que tirará 15 dias de férias a partir do fim desta semana, “pois ninguém é de ferro”. Balhmann também disse que outras empresas de calçados instaladas no interior do Ceará também serão ampliadas aolongo deste ano. É como se não houvesse crise.

Economia

Vem aí mais um plano para a casa própria

Egídio SerpaPublicado às: 8:1104/01/2009

O Ministério das Cidades pretende lançar até o fim do mês medidas do Plano Nacional de Habitação (Planhab) destinadas a subsidiar a compra da casa própria para famílias que tenham renda mensal de até cinco salários mínimos. De acordo com a Agência Estado, a ideia, segundo um porta-voz da pasta, é eliminar o déficit habitacional brasileiro até 2023, além de estimular a economia em um momento de crise financeira internacional. Para tornar mais fácil o financiamento dos imóveis para a população de baixa renda, o programa deverá ter recursos do Orçamento Geral da União e também do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). A medida em gestação no Ministério das Cidades não é isolada. Na Fazenda, está em esboço um plano de redução de alíquotas de tributos que incidem sobre materiais de construção. Porém, esse tipo de desoneração não seria inédita. Em 2006, por exemplo, o governo reduziu, por decreto, a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de alguns itens muito utilizados na construção civil, como tubos de plástico, vergalhões de aço, tintas e cerâmicas, entre outros. O incentivo à construção civil insere-se em um conjunto amplo de medidas de estímulo à economia que vem sendo analisado pelo governo e deve ser anunciado até o fim do mês. Os estudos englobam diversos setores, entre eles o de calçados, com o objetivo de minimizar o impacto da crise nos setores intensivos de mão-de-obra ou tradicionalmente com exportadores.

Economia

Siderúrgica do Pecém é irreversível, diz Balhmann

Egídio SerpaPublicado às: 7:3003/01/2009

“Por favor, escreva o que vou ditar-lhe: o projeto de construção da siderúrgica do Pecém é irreversível”. Assinado, Antonio Balhmann, presidente da Agencia de Desenvolvimento do Ceará (Adece). Ele falou ontem a este blog sobre a notícia, distribuída pela Agência Reuters, segundo a qual a empresa coreana Dongkuk comunicou à Bolsa de Valores de Seul que está “reconsiderando” o plano de construir, em conjunto com a brasileira Vale, uma unidade de siderurgia em Pecém, no litoral Norte do Ceará. Balhamnn com a palavra: “O comunicado da Dongkuk refere-se ao projeto antigo, e já sepultado, da Ceará Steel, que tinha como sócios a italiana Danielli e o BNDES e que usaria gás natural como redutor do minério de ferro. O novo projeto tem dois sócios, a Dongkuk e a Vale e não usará gás natural como redutor”. Segundo Antonio Balhmann, a crise por que passa a economia mundial será superada dentro de um ano, um ano e meio. Fala, Balhmann: “A construção de uma usina siderúrgica demanda no mínimo três anos, ou seja, quando esta crise passar, o Brasil — com o Ceará no meio — estará pronto para atender à demanda mundial de aço e à sua própria demanda. A capacidade de produção de aço do Brasil, que já foi igual à da China em passado recente, hoje é dez vezes menor. Por isto mesmo, entendo que esta crise é uma oportunidade rara para o Brasil. E quanto à siderúrgica do Pecém, repito: é um projeto irreversível”.

Economia

Petrobras renegocia 700 contratos

Egídio SerpaPublicado às: 7:2203/01/2009

Como caíram espetacularmente os preços do petróleo e do aço, a Petrobras está renegociando 700 contratos com seus fornecedores. Alguns deles envolvem as empresas vencedoras das licitações para a construção da Refinaria Abreu e Lima, em Suape. Os preços apresentados estão além do máximo estabelecido pela Petrobras. Essa renegociação pode estender para março o prazo para a assinatura dos contratos. O Governo Federal e o Governo de Pernambuco trabalham para que a refinaria de Suape opere a partir de 2010, mas antes das eleições gerais de outubro daquela ano.

Economia

EUA vão recompor reservas de petróleo. Preço vai subir

Egídio SerpaPublicado às: 7:0803/01/2009

Eis aqui uma injformação que pode fazer subir os preços internacionais do petróleo: o Departamento de Energia dos EUA (DoE) anunciou que planeja tomar vantagem da recente queda dos preços do barril de petróleo e expediu uma solicitação para comprar aproximadamente 12 milhões de barris para as Reservas Estratégicas de Petróleo (SPR, na sigla em inglês). O objetivo é reconstituir as reservas, que sofreram uma baixa após as vendas em seguida à passagem dos furacões Katrina e Rita em 2005. Entre maio e dezembro de 2008, o Departamento de Energia foi proibido de adquirir petróleo para as reservas. Agora que a moratória nas aquisições de petróleo para as reservas expirou, e “em vista dos baixos preços do petróleo nos mercados, o Departamento de Energia acredita que é prudente economicamente e no interesse da segurança nacional aumentar as reservas”, diz o texto. Segundo o Departamento, as aquisições que serão feitas neste ano preencherão a capacidade total de armazenamento das reservas, de 727 milhões de barris, e poderão abastecer o consumo interno dos EUA por 70 dias sem importações. O Departamento também informa que a compra dos 12 milhões de barris anunciada hoje será paga com US$ 600 milhões que o governo obteve quando vendeu petróleo das reservas em 2005, após os furacões. “Os atuais preços do petróleo são uma oportunidade para recompor a quantidade de petróleo vendida em 2005 e adquirir um montante adicional”, informou o departamento. A compra deverá ser feita em lotes nos meses de fevereiro, março e abril de 2009. O Departamento de Energia também informou que as reservas estratégicas receberão de volta, das refinarias, 5.395.000 barris que foram liberados em 2008 para as empresas, por causa de interrupções no fornecimento causadas pelos furacões Gustav e Ike. As informações são do Departamento de Energia dos EUA.

Economia

Brasil exportou US$ 197,9 bilhões. Um recorde

Egídio SerpaPublicado às: 7:0103/01/2009

O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Welber Barral, disse hoje que o governo pretende trabalhar para manter em 2009 o volume físico das exportações brasileiras de 2008 em 460 milhões de toneladas. Segundo a Agência Estado, o  secretário preferiu não fazer previsões com relação ao valor das exportações ou do saldo comercial em 2009, devido à incerteza causada pela variação dos preços das commodities (matérias-primas). “Não temos ainda uma meta pela grande variação dos preços das commodities que afetam as previsões em valores”, disse Barral. Entretanto, o secretário disse que se for mantida a relativa “paridade” que vem sendo observada entre as importações e exportações, o saldo comercial de 2009 deverá ser “importante”. “Em novembro e dezembro, houve uma tendência de queda tanto no valor das exportações quanto das importações. Se isso for mantido, deveremos ter um saldo importante em 2009″, declarou Barral. Os dados divulgados hoje pelo ministério mostram que o comércio exterior brasileiro foi afetado com mais força pela crise econômica mundial nos meses de novembro e dezembro. O ritmo de crescimento, tanto das exportações quanto das importações, despencou no último bimestre de 2008 em valores. Segundo o ministério, de janeiro a outubro de 2008 o valor total exportado subiu 28% em comparação aos mesmos meses do ano anterior. Já em novembro e dezembro, as exportações cresceram apenas 1% (em valor) em relação ao mesmos meses de 2007. As importações, que cresceram 51,6% de janeiro a outubro de 2008, tiveram expansão de apenas 9% nos últimos dois meses de 2008 ante o mesmo período de 2007. A forte alta do dólar, entre agosto e dezembro do ano passado, acabou compensando a queda no preços da maior parte das commodities exportadas pelo Brasil. Segundo Barral, a única exceção foi o petróleo. A queda de preço nesse período do petróleo foi de 60,1%, número superior à alta de 48,5% registrada no mesmo período na cotação da moeda americana. “Para os principais exportadores, com exceção do petróleo, a queda dos preços foi compensada pela alta do dólar”, afirmou o secretário. No caso do alumínio, disse ele, a queda de preço ficou em 38,8% enquanto no setor de manufaturados de ferro ou aço, a redução dos preços foi de 23,5%. A soja em grão, por sua vez, teve uma queda na cotação de 14,4% e o minério de ferro teve redução de 1,4%. O governo federal anunciou o resultado da balança comercial de 2008 cujo superávit ficou em US$ 24,735 bilhões, com exportações de US$ 197,942 bilhões e importações de US$ 173,207 bilhões.   Os dois números são recordes. Quando o presidente Lula assumiu o Governo, o Brasil exportava menos de US$ 70 bilhões.

Economia

Dongkuk pode desistir da siderúrgica do Pecém

Egídio SerpaPublicado às: 6:5202/01/2009

Do caderno Negócios, do Diário do Nordeste: Seul/Fortaleza. A siderúrgica sul-coreana Dongkuk informou na última quarta-feira (31) que está reconsiderando o plano de construir uma planta de placas de aço no Brasil, em conjunto com a Vale por conta do aumento dos preços de energia. A última previsão de início da terraplanagem para a usina era a partir de junho próximo, no Complexo Industrial e Portuário do Pecém. Em documento encaminhado à Bolsa de Valores da Coréia do Sul, segundo a Agência Reuters, a Dongkuk disse que as mudanças nas condições do mercado de energia e o aumento dos preços do gás tornaram o projeto, anunciado inicialmente em dezembro de 2005, menos viável. “Enfrentamos dificuldades em dar continuidade ao plano por conta de desacordos entre os investidores”, afirmou a Dongkuk. Uma possível mudança no projeto da siderúrgica põe em risco mais uma das obras de infra-estrutura sonhadas pelo Estado do Ceará, ao lado da refinaria Premium II. Esta última também tem seu projeto sob análise da Petrobras, apesar de ter a garantia do próprio presidente Lula de que será construída. A definição se a refinaria cearense será, ou não, postergada deverá ser informada ainda este mês, quando a estatal deverá anunciar o seu Plano de Negócios 2009-2013 (que já foi adiado por cinco vezes). O provável adiamento da unidade de refino no Estado foi cogitado, conforme informou o Diário do Nordeste, após a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), do Ministério de Minas e Energia (MME), apontar como alternativa para o cenário futuro até 2017 apenas a construção das novas unidades já em andamento, ampliações nas já existentes no País e a instalação de uma nova unidade Premium no Maranhão. A possibilidade deve-ser à conjuntura dos mercados internacionais. A posição da EPE está no seu Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2008-2017, publicado no último dia 24 de dezembro no Diário Oficial e que permanece para consulta pública até o fim de janeiro. O PDE tem o objetivo de “auxiliar a tomada de decisões que impactam o sistema de abastecimento de derivados de petróleo do País, permitindo avaliar aumentos de capacidade, a inserção de novas refinarias e novas unidades de processo em refinarias existentes, bem como possíveis expansões do parque atual”. A reportagem tentou entrar em contato com o presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Ceará (Adece), Antônio Balhmann, mas ele não foi localizado. A assessoria de imprensa da Dongkuk também não acrescentou mais informações até o fechamento desta edição.

Economia

Ceará volta a exportar melão para EUA

Egídio SerpaPublicado às: 6:4802/01/2009

Reconhecido pelas autoridades do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos como área livre da mosca da fruta, o Ceará retomou as exportações de melão para o mercado norte-americano. Do fim de novembro até a última semana de dezembro, foram exportados 20 conteineres de 20 pés cada um. Detalhe: os quatro primeiros conteineres foram despachados pelo porto pernambucano de Suape, pois ainda não havia uma linha marítima regular daqui para a costa leste dos EUA; os outros embarques foram feitos pelo porto do Pecém e agenciados pelas multinacionais Hamburg Sud e Companhia Sud Americana de Vapores (CSAV). Essas exportações representaram US$ 320 mil — um valor pequeno mas inversamente proporcional à importância das vendas, que representaram a reconquista do maior mercado importador do mundo. A perspectiva para este e para os próximos anos seria excelente, se não fosse a crise financeira que abalou diretamente os EUA, razão pela qual há dúvidas no ar sobre o percentual de crescimento das vendas do melão cearense para o mercado norte-americano. Os fruticultores mantém, digamos assim, um moderado otimismo: o câmbio está muito favorável à exportação, mas ainda é incerto o futuro próximo da economia dos EUA, que está tecnicamente em recessão, com alto índice de desemprego e com queda acentuada da renda de sua população. A propósito: No período de dezembro a maio, não há sobre as exportações cearenses de frutas para os EUA qualquer sobretaxa do Governo norte-americano. Mas de junho a novembro, para entrar no mercado norte-americano, o Governo dos EUA impõe uma taxa de importação de 28%. É uma barreira que castiga os produtores. A Câmara Setorial da Fruticultura, que se reune quinzenalmente na Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece) e congrega todos os segmentos da cadeia produtiva, vai pressionar o Governo do Estado e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior a tentarem a redução daquela tarifa ou sua extinção. Não será fácil.

Economia



© 2007 Diário do Nordeste. Todos os direitos reservados.

Globo.com