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Diário do Nordeste

Egídio Serpa

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Guaramiranga também quer plantar árvores

Egídio SerpaPublicado às: 6:3705/01/2009

Idealizador e líder do projeto que há duas semanas plantou em Fortaleza 60 mil mudas de diferentes espécies de árvores em apenas 60 minutos — recorde mundial que vai para o Guiness Book, o empresário Pio Rodrigues será pressionado pela população do município de Guaramiranga – no Maciço de Baturité, uma das poucas manchas de Mata Atlântica do Brasil —  a repetir ali a mesma empreitada. O psiquiatra Antonio Mourão, que tem terreno em Guaramiranga, manda dizer que quer ser o primeiro soldado dessa infantaria ecológica a ser comandada por Pio Rodrigues. E garante que o novo prefeito de Guaramiranga, Luiz Eduardo Viana Vieira aderirá ao movimento. Pio, um dos principais líderes empresariais cearenses, é um amante do verde.

Meio Ambiente

Em Caucaia, mutirão exemplar para limpar a cidade

Egídio SerpaPublicado às: 6:3005/01/2009

Sangue novo, vida nova. Prefeito novo, esperança nova. E assim, movidos pela novidade, juntaram-se as novas autoridades e a população de Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza, com um objetivo exclusivo: recolher as montanhas de lixo que se acumularam, ao longo dos últimos meses, na sede municipal, nos bairros, nos distritos e, principalmente, nas suas praias de Icaraí, Tabuba e Cumbuco, pontos obrigatórios da visitação dos turistas. O lixo amontoou-se porque a antiga gestão de Caucaia suspendera o pagamento do serviço prestado pela empresa responsável pela coleta e destinação final dos resíduos sólidos. Diante do prejuízo, a empresa, em respeito à população e dando um voto de confiança aos eleitos, implementou um plano de contingência que apenas evitou o caos. Agora, motivados pelo discurso do prefeito recém empossado, Washington Góis, que, pessoalmente, lidera a operação emergencial de limpeza de Caucaia, mais de mil pessoas — e ainda um batalhão de funcionários e uma frota de caminhões da empresa coletora — estão, literalmente, sujando as mãos para tirar do meio das ruas, das praças, das avenidas e do quintal de suas residências o lixo acumulado. Eis aí um bom exemplo de cidadania. Mas exemplos assim só se registram quando é o poder público que toma a frente da solução dos problemas coletivos. E aí surge a parceria da coletiv idade.

Meio Ambiente

Governo tenta acelerar obras da Transposição

Egídio SerpaPublicado às: 8:2504/01/2009

Da Folha de S. Paulo, em matéria dos repórteres Hudson Corrêa e Sérgio Lima: Um ano e meio após ser iniciada, a obra da transposição do rio São Francisco, em trechos ao longo de sua rota, ainda se resume a estacas de madeira que, fincadas em meio à caatinga, marcam onde passarão os canais levando água a regiões secas. Por enquanto, carroças puxadas por jegues levam tambores com água barrenta a moradores dessa parte da obra. Eles têm antenas parabólicas e podem chamar a carroça por celular, no serviço “disque-jegue”, mas enfrentam racionamento de água para beber. Nos dois trechos onde haverá captação da água no rio, em Cabrobó e Floresta, no sertão pernambucano, desde junho de 2007 o Exército abre canais e constrói reservatórios. É a parte mais adiantada do projeto. Responsável pela transposição, uma das principais vitrines do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), o Ministério da Integração Nacional corre para substituir estacas por obras e entregar a maior parte do projeto em outubro de 2010, como previsto. O governo admite atrasos, mas diz que a construção será acelerada. As obras têm dois eixos: o norte, que parte de Cabrobó, com 426 km de extensão, e o leste, de Floresta, com 287 km. Ao longo desses dois ramais, 1.998 áreas serão desapropriadas, mas as indenizações de 1.509 ainda não foram pagas -628 proprietários não têm sequer títulos de posse. Antes de pagar indenizações e avançar com a obra, é preciso regularizar as terras. Nesse processo, o governo já pagou R$ 30 milhões e deve desembolsar mais R$ 24,1 milhões. — Eixo leste — De 12 a 17 de dezembro, a Folha percorreu municípios na rota da transposição. No povoado de Waldemar Siqueira, em Sertânia (PE), a fonte de água são açudes formados pelas chuvas e já com nível baixo. O local fica a 200 km de onde ocorrerá a captação no rio, em Floresta, no eixo leste. Embora recentemente tenha começado a montagem do canteiro de obras próximo ao povoado, moradores conhecem a transposição mais pelas estacas de madeira, pintadas de azul, que marcam o traçado da obra. O borracheiro Bartolomeu Moreno Santos, 52, afirma que há três meses viu serem fincados esses marcos no fundo de sua borracharia, à beira da estrada. Ele paga R$ 100 por mês por um sobrado em ruínas onde toca o negócio de poucos clientes. “Só espero eles falarem quando vão demolir para eu sair daqui. Chegam aqui, mas nunca falam comigo.” Uma das estacas está no quintal de Cícera Maria Conceição, 60. Ela diz não saber quando a obra chegará e nem quanto receberá de indenização. “Falaram em R$ 23 mil, mas isso foi há três anos.”. Enquanto espera, Conceição paga de R$ 25 a R$ 30 por semana a carroceiros que transportam água. “A pessoa tem que tomar um pouquinho e ficar lambendo o dedo.” O povoado possui casas de tijolos com antenas parabólicas, ruas pavimentadas, posto de gasolina, comércio, prédio de escola, e seus moradores usam celulares de modelos novos. O acesso a esses bens e serviços contrasta com o racionamento de água para beber. Para lavar roupas e pratos e tomar banho, moradores contam com a barrenta dos açudes. Água potável só nos reservatórios da prefeitura, que, com máquinas, tira o excesso de sal. Funcionário do município, Severino Paulino, 51, passa cadeado nas torneiras do reservatório. A distribuição só ocorre às segundas, às quartas e aos sábados, limitando-se, nesses dias, a 40 litros por casa.
Paulino exibe à reportagem um cartão no qual se leem “disque-jegue” e o número de seu telefone. Ele é um dos que entregam tambores com água. Thiago Soares de Araújo, 20, trabalha com isso desde criança. Ganha R$ 4 por tambor entregue em casa. Chega a fazer oito entregas por dia. Além dele, outros 11 carroceiros recorrem ao açude. Araújo diz que muita gente, sem alternativa, bebe a água barrenta. Quando a Folha estava no açude, Ítalo de Souza Neves, 11, enchia um garrafão de cinco litros. Segundo ele, para lavar pratos. “Se Deus quiser sai [a transposição]. Desse projeto, ouvi falar depois de Lula, que é nordestino, pernambucano, [se eleger]. Será que o [próximo] presidente vai acabar essa obra?”, pergunta Antônio Alves Rocha, 54, que cuida de outro reservatório e cobra R$ 0,10 por 20 litros de água potável. No trecho final do eixo leste, em Monteiro (PB), o canal deve passar nas propriedades de Antônio Ferreira dos Santos, 69, o Nego Gringo, e de José Teodoro da Silva, 71, que cresceram na região do cariri paraibano. Numa manhã de sol forte, Silva puxava pela BR-110 o jegue atrelado à carroça com um tambor abastecido a 1 km da sua casa. Na estrada, cruza uma linha branca, pintada no asfalto, que indica a rota da obra.
Nego Gringo e Silva dizem que ainda não foram procurados para tratar de indenização. “A obra vem mesmo?”, pergunta Silva à reportagem.
Segundo o governo, há estudo para mudar parte da rota da transposição em Monteiro. Por essa razão, o processo de indenização está suspenso. — Eixo norte — Em Salgueiro (PE), a 80 km do ponto em Cabrobó onde haverá a captação do canal norte, o agricultor José Santiago dos Anjos Neto, 53, reunia duas pilhas de tijolos para construir alpendre e parede para sua casa, na comunidade de Uri de Baixo, quando um funcionário do governo “passou e disse: “Se eu fosse o senhor, esperava um pouco por causa da transposição’”. Quase quatro anos depois, a pilha de tijolos apodrece -e as obras não chegaram. Os sitiantes do local esperam ansiosos, pois o povoado será transferido para outro lado de uma rodovia, dando espaço para um reservatório. Na espera, muitos deixaram de plantar. José Bernardino dos Santos, 84, está desconsolado. “Para os mais velhos, é como uma morte ter que deixar a terra”, afirma. — Em 2010O governo diz que concluirá o eixo leste da transposição do São Francisco em outubro de 2010, no fim do mandato de Lula. Pelo cronograma, também será terminada parte do eixo norte, além de 18 barragens, nove aquedutos, três túneis e nove estações de bombeamento, que farão a água chegar às regiões mais altas. A intenção é tornar a obra, de R$ 5 bilhões, um projeto irreversível para o próximo governo, que, até outubro de 2012, concluiria mais 356 km do eixo norte, nove barragens, quatro aquedutos e dois túneis. O atraso nas obras foi resultado das chuvas no início do ano em Cabrobó (PE), segundo o secretário de infraestrutura hídrica do Ministério da Integração Nacional, João Reis Santana Filho, em relato no Senado em setembro de 2008. Ele também citou como obstáculos a fiscalização do Tribunal de Contas da União, as exigências ambientais e a disputa judicial de empresas que participaram da licitação, além da regularização fundiária para indenizar desapropriados. — Andamento das obras — Criticada por políticos, índios, religiosos e artistas, a transposição -que já gerou atos polêmicos, como as duas greves de fome do bispo de Barra (BA), dom Luiz Flávio Cappio, e a paralisação das obras, derrubada pelo Supremo Tribunal Federal- tem ocorrido tranquilamente nos últimos meses. O Exército constrói sem maiores obstáculos os canais de aproximação, para captar água nas margens do São Francisco, e os primeiros reservatórios em Cabrobó e Floresta. A desistência da empresa Camargo Corrêa de construir um dos trechos levou o governo a pedir pressa na instalação do canteiro de obras pelo novo consórcio contratado: as empresas Camter e Egesa. Ao todo são 1.268 pessoas trabalhando na obra, mas o governo espera chegar a 7.000 neste ano. A água do São Francisco será transportada em dois eixos. O norte partirá de Cabrobó e chegará a Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte, numa extensão de 426 km. O eixo leste sairá de Floresta e chegará a Monteiro (PB), percorrendo 287 km. A ideia é levar água às bacias de rios nas regiões secas do sertão, cariri paraibano e agreste pernambucano. A menos de 40 metros da margem do rio São Francisco, em Cabrobó, o Exército abre um canal de 2.080 metros de comprimento para captar a água. Nessa fase, ela será transportada ao reservatório de Tucutu, o primeiro no eixo norte, que ocupará a área de 354 hectares onde houve desmate da vegetação seca, espinhosa e cinza da caatinga. A madeira do desmatamento está acumulada em pilhas no local. Nesse trecho da obra trabalham 380 pessoas, movimentando 49 caçambas e 18 tratores e escavadeiras. No eixo leste, em Floresta, o canal de aproximação terá cerca de 5.800 metros. A barragem do reservatório de Areias alcançará 15 metros de altura e 1 km de comprimento. “Ninguém sabe que isso está assim, se vissem o tamanho do buraco [do canal], ficariam impressionados”, diz o tenente do Exército Daniel Carvalho de Britto.

Meio Ambiente

Três mudanças para o desenvolvimento sustentável

Egídio SerpaPublicado às: 6:3702/01/2009

Desenvolvimento sustentável significa — segundo o economista Jeffrey Sachs, diretor do Instituto da Terra, na Universidade de Columbia, e conselheiro especial do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon — “prosperidade globalmente compartilhada e ambientalmente sustentável”. Ele escreve no seu novo livro A Riqueza de Todos: “Na prática, o desenvolvimento sustentável demandará três mudanças. Primeira: desenvolver e adotar, numa escala global e num curto período de tempo, tecnologias sustentáveis que nos permitam combinar altos níveis de prosperidade com impactos ambientais mais baixos. Segunda: estabilizar a popular global, especialmente a dos países mais pobres, a fim de conjugar prosperidade econômica com sustentabilidade ambiental. Terceira: ajudar os países mais pobres a escapar da armadilha da pobreza”. Sachs resume: “Essas três metas básicas — sustentabilidade ambiental, estabilização populacional e fim da miséria — constituem a essência das Promessas do Milênio”. Ele já avisa: “As forças do mercado não podem, sozinhas, solucionar esses problemas. As descobertas científicas em geral, das quais as tecnologias sustentáveis dependem, são um bem público que não pode ser fornecido pelas forças do mercado. Isso se deve ao fato de que o conhecimento científico é um bem intangível, que pode ser usado por uma pessoa sem diminuir sua disponibilidade para as demais”.

Meio Ambiente

No Ceará, burocracia federal também no réveillon

Egídio SerpaPublicado às: 8:0431/12/2008

Depois de embargar as obras de construção dos grandes projetos turísticos do Ceará, a burocracia federal neste Estado decidiu intervir também na festa de réveillon que a Prefeitura de Fortaleza promove hoje no aterro da Praia de Iracema. À PMF essa burocracia recomendou: “1°) que não seja permitida a utilização da área de 32 metros existentes na frente do palco principal; 2°) que não seja permitido qualquer deslocamento das tendas para abrigo de autoridades para a frente do palco principal durante o evento”. Presume-se que será permitida a livre circulação de pessoas, inclusive vendedores ambulantes, pela areia da praia. Tem mais. A mesma burocracia federal recomendou aos organizadores do réveillon no Beach Park o seguinte: “as cópias integrais do procedimento de permissão de uso da área, ue serão apresentadas pelos proprietários do parque à Gerência Regional do Patrimônio da União (GRPU), devem ser encaminhadas ao MPF no prazo de 24 horas”. O Beach Park informa que tudo isso já foi providenciado.

Meio Ambiente

Cagece estará de plantão no Reveillon

Egídio SerpaPublicado às: 8:0131/12/2008

Informa a Assessoria de Imprensa da Cagece: Festejar a passagem para 2009 não é para todos. Vários profissionais da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) passarão a noite do dia 31 de dezembro e a madrugada de 1º de janeiro de plantão. Cinco pessoas garantirão a qualidade da água distribuída a toda a população da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), na Estação de Tratamento do Gavião (ETA Gavião). Dois técnicos estarão cuidando das grandes redes de água da Capital, no centro de Controle Operacional (Cecop) e um terceiro solitário estará monitorando o sistema de esgoto de Fortaleza, na Estação de Pré-Condicionamento de Esgoto (EPC). Os técnicos que trabalham na ETA Gavião garantem a potabilidade da água na
> RMF na estação que produz cerca de 7 m3/s de água tratada, dia e noite. Por hora, a estação distribui 27 mil metros cúbicos para Fortaleza. Além do monitoramento da produção, a cada duas horas é preciso fazer testes para averiguar se a água que será consumida pela população está dentro dos padrões de qualidade exigidos por lei. A rotina de trabalho, mesmo durante o reveillon, consiste em realizar ánalises, dosagem de produtos e operação de bombas. Já no Cecop, dois técnicos controlam a pressão nas grandes redes de distribuição de água, garantindo o fornecimento em cada residência. No Centro, outros computadores permitem, em tempo real, fechar e abrir válvulas que controlam a pressão da rede e a quantidade de água distribuída. Na EPC, o técnico assegura que o esgoto não extravase nas 16 estações de tratamento e nas redes estragando a festa da população. Em Fortaleza, o volume de esgoto tratado pela Cagece é de 2.200 litros por segundo. Esse volume seria suficiente para encher 20 caminhões limpa-fossas a cada minuto. O técnico monitora, por meio de computadores, as Unidades de Tratamento Remoto (UTR), assim como as grandes estações elevatórias. Os três trabalhos são essenciais para a população e precisam funcionar 24 horas por dia. Somente em Fortaleza, mais de 4,8 milhões de pessoas consomem a água produzida pela Cagece. Em dezembro, o consumo aumenta  ainda mais. Além do calor característico do final do ano, as festividades também ajudam nesse aumento de demanda. Em outubro, o consumo de Fortaleza gira em torno de 15,91 milhões de metros cúbicos. Em dezembro, esse consumo vai para 16,05 milhões de metros cúbicos. A produção de esgoto na capital também é significativa. São produzidos 27 mil metros cúbicos por segundo.

Serviço: 

Estação de Pre-Condicionamento de Esgoto 
Endereço: Av. Leste Oeste - entrada no posto de Bombeiros
Técnico: Roberto Rivelino Pinto da Cunha (assistente operacional) 
(85) 8856.8225 ou 3101.2412 ou 3101.2408.

Estação de Tratamento de Água do Gavião (Ancuri)  
Técnico: Edmilson Macêdo (operador de Estação de Tratamento de água) - 85
(85) 9622.0921 ou 3101.1715 ou 3101.1938. 

Centro de Controle Operacional 
Local: Morro Santa Terezinha
 Técnico: Rômulo Trindade - 85 8783.7413 e José Capistrano Guimarães 
(85) 8743.6313, 3101.1073 e 3101.1074

Meio Ambiente

Ceará opera mais um parque de energia eólica

Egídio SerpaPublicado às: 7:3830/12/2008

Entrou em operação o parque eólico que a empresa cearense Bons Ventos implantou na praia da Taíba, no litoral Norte do Ceará Alí, com oito geradores de 2,1 megawatts (MW) cada um — fabricados na Índia pela dinamarquesa Súzlon — a Bons Ventos gera 16,5 MW. A propósito: a Bons Ventos, em parceria com a Semace, uniu-se às comunidades de Canavieira e Cumbe, no litoral de Aracati, e promoveu, na semana passada, um mutirão educacional que 1) fez uma coleta seletiva de lixo em cada comunidade e 2) ministrou aulas sobre como deve ser feita, corretamente, a seleção dos resíduos sólidos. É assim, também, que se cria nas comunidades praianas a consciência ecológica.

Meio Ambiente

PAC bancará mais dois açudes no Ceará

Egídio SerpaPublicado às: 6:5529/12/2008

Ao custo de R$ 300 milhões, já incluídos no orçamento do Ministério da Integração Nacional para 2009, os açudes Figueiredo e Taquara, em construção nos municípios de Alto Santo e Cariré, respectivamente, ficarão prontos até outubro do próximo ano, quando serão inaugurados pelo presidente Lula. O diretor-geral do Dnocs, Elias Fernandes, informa que as duas barragens foram incluídas no PAC. Esses dois reservatórios — o Figueiredo represará 519 milhões de m³; o Taquara, 274 milhões de m³ de água — serão um grande reforço para o sistema cearense de recursos hídricos, que, além de ser o mais bem concebido, é também o de melhor gestão no País. Quando as águas do S. Francisco chegarem aqui, o Ceará terá água perene para o consumo humano e animal e para tocar os atuais e os novos projetos de irrigação.

Meio Ambiente

Uma caso grave de poluição sonora em Fortaleza

Egídio SerpaPublicado às: 6:4628/12/2008

A propósito da nota deste blog anunciando que a Polícia do Ceará ganhará um núcleo científico, o leitor Izidório Melo acaba de postar o seguinte comentário, que deve in teressar diretamente ao secretário de Segurança Pública, ao comandante-geral da Polícia Militar e também à Prefeitura de Fortaleza. Izsidório escreveu: “Pra que núcleo científico se a Polícia não cumpre nem com as leis vigentes. Telefonei para o número 190 três vezes, reclamando da poluição sonora causada por um gerador de energia elétrica que estava localizado em plena via pública para atender ao Palácio das Festas, na Antonio Sales. Na primeira vez, falaram que o contigente era pequeno e que havia coisas mais graves para atender; na segunda, forneceram um número (34526927), este parece que não existe; e por último, o 08002850880 da Prefeitura de Fortaleza, que manda ligar para a Polícia em casos de poluição sonora. Sabemos que a poluição sonora pode trazer gravíssimos danos ao ambiente humano. No âmbito da legislação ambiental poluição é definida no art.3º, III, da Lei 6.938/81, como a degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que direta ou indiretamente: prejudiquem a saúde, a segurança e o bem estar da população; criem condições adversas às atividades sociais e econômicas; afetem desfavoravelmente a biota; afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente; lancem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos. É importante salientar que a poluição sonora dá-se através do ruído que é um som indesejado que agride o ouvido humano. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o limite tolerável ao ouvido humano é de 65 decibéis (dB), e que acima disto o nosso organismo sofre de estresse. Este por sua vez aumenta o risco de doenças e com ruídos acima de 85 dB aumenta o risco de comprometimento auditivo. Quanto mais tempo exposto maior o risco a que se expõe a pessoa. Dois fatores são determinantes para a amplitude do dano: o tempo de exposição e o nível do barulho a que se expõem a pessoa ou pessoas, sendo bom observar que cada caso tem suas características e grau de conseqüências. Portanto, a poluição sonora por se tratar de um problema social e difuso deve ser combatida pelo poder público e por toda a sociedade, individual mediante ações judiciais de cada prejudicado ou pela coletividade através da ação civil pública (Lei 7.347/85), para a garantia ao direito ao sossego público. Este, o sossego público, está resguardado no art.225 da Constituição Federal, que diz ser direito de todos o meio ambiente equilibrado, o que não se pode considerar como tal em havendo poluição sonora, quer doméstica, urbana, industrial ou no trabalho. Eu não estava suportando o barulho dentro do meu apartamento, imagine o vigia, que disse que estava quase ficando louco.

Meio Ambiente

Navio regaseificador perdeu 50% da carga no Pecém

Egídio SerpaPublicado às: 6:5722/12/2008

Quando chegou a Pecém, há seis meses, o navio regaseificador Golar Spirit armazenava uma carga de 7,5 milhões de metros cúbicos de gás em estado líquido embarcada nas ilhas caribenhas de Trinindad & Tobago. Hoje, essa carga está reduzida à metade — há uma perda diária de 0,25%. Um prejuízo meu, seu, nosso, pois a Petrobras, afretadora do navio e dona do Terminal de Regaseificação do Pecém, é estatal. Ontem, este blog recebeu a informação de que a nova atracação do Golar no Pecém não será mais amanhã, e sim dia 30. O navio regaseificador Golar Spírit será o primeiro a operar no Brasil. Mas essa operação está seis meses atrasada por causa de erros primários, porém graves, registrados na elabortação e na execução do projeto terrestre. O navio atracou há um mês, mas foi obrigado a desatracar e a voltar à área de fundeio do Pecém, porque foi detectada alta umidade na rede de dutos, o que não pode acontecer. Técnicos da Petrobras e de empresas especializadas contratadas estão trabalhando para concluir o conserto o mais breve possível.

Meio Ambiente



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