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Diário do Nordeste

Egídio Serpa

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Reveillon de Fortaleza: solução à vista

Egídio SerpaPublicado às: 6:3029/12/2008

Ontem, este blog foi informado de que as autoridades da Prefeitura de Fortaleza, alertadas para o que se passava entre artistas locais e a empresa responsável pela produção das festas de reveillon na Praia de Iracema, em Messejana, na Barra do Ceará e no Conjunto Ceará, adotaram providências para matar na raiz a erva daninha da irregularidade. Os artistas que recusaram a proposta da produção — receber em dinheiro um valor xis para cantar e tocar na festa e assinar um recibo com valor mais alto — serão chamados nesta segunda-feira para um encontro, quando se espera que tudo se resolva clara transparentemente. Boa notícia!

Música

Reveillon de Fortaleza: artistas recusam proposta

Egídio SerpaPublicado às: 6:2729/12/2008

Consolida-se como o maior evento popular do Ceará a festa do réveillon promovida pela Prefeitura Municipal de Fortaleza. Nos anos anteriores, meio milhão de pessoas superlotou a praia de Iracema para ouvir artistas locais e nacionais e para ver uma queima de fogos de artifício que durou 30 minutos. A festa — que é a segunda em grandiosidade, perdendo só para a da praia de Copacabana, no Rio de Janeiro — já faz parte do calendário turístico e a maioria dos turistas que visitam Fortaleza nesta época é atraída por esse acontecimento. Depois de amanhã, essa festança popular — que também se realiza, em tamanho menor mas com igual animação e alegria, nos subúrbios desta capital — acontecerá de novo, desta vez com ícones da música, como Gilberto Gil, Lulu Santos e Daniela Mercury, o que atrairá muito mais gente. O brilho da festa da Praia de Iracema está assegurado e isto é ótimo para confirmar Fortaleza como o melhor destino turístico da alta estação. Mas o das festas da periferia pode ofuscar a PMF. A empresa responsável pela produção dos shows suburbanos está fazendo algo de que, com certeza, as autoridades da Prefeitura não têm conhecimento. Pelo menos três artistas recusaram o que lhes foi proposto pela produção: receber um valor xis em dinheiro pelo serviço de cantar e tocar na festa do réveillon, mas assinar um recibo de valor bem mais alto. E agora, José?

Música

Hoje às 20 horas, na TV Diário, especial com Paulo José

Egídio SerpaPublicado às: 6:1924/12/2008

paulo-jose.jpgDo Diário do Nordeste, em matéria publicada no Caderno 3, assinada por Henrique Nunes: O cearense Paulo José lança o álbum “Minha Voz” (Som Livre), hoje, às 20 horas, em um especial de Natal da TV Diário, com participação de Ítalo & Renno e de sua big band. Clássicos natalinos, standards e temas do cancioneiro brasileiro integram o repertório do programa. “Ainda não vi o resultado, vai ser uma surpresa para mim também. Mas, musicalmente está muito legal. Foi um presente de Natal”, diz. A seguir, Paulo nos fala sobre este novo momento de sua segunda religião. Este é seu quinto álbum, o que ele representa, com toda a produção que ele teve, sob a direção de José Milton, e a distribuição pela Som Livre? Os outros eram discos voltados para a temática religiosa. Este representa um pontapé inicial. Estava na hora de fazer um trabalho mais produzido, com um dos maiores produtores do Brasil, que acreditou no projeto. Fizemos inicialmente com recursos próprios, depois com o incentivo cultural da Fundação Beto Studart e do grupo M. Dias Branco. E agora o disco já está no Brasil todo, uma coisa impensável há seis meses. Está tudo acontecendo de uma forma muito inesperada. E agora Fortaleza continuará sendo a sua base? Haverá espaço na agenda para shows em outras cidades? Como está a receptividade ao trabalho? Fortaleza foi onde tudo começou e aconteceu. Hoje posso dizer que tenho um mercado consolidado realmente, fazendo de 13 a 15 shows mensais, em eventos fechados. Graças a estes eventos, a gente conseguiu ter um reconhecimento em nossa cidade, a quem eu sou muito grato. Mas a gente tem um sonho de fazer shows por todo o Brasil. E acho que este sonho está chegando perto. O disco saiu agora, então temos que fazer todo este trabalho de divulgação. Aqui, ainda estamos organizando o lançamento para o fim do ano, e, em janeiro, no Rio, depois de fazermos alguns programas de televisão. Mas continuarei morando aqui, trabalhando aqui, a gente tem que viver, não é? (risos). Como foi a convivência com os músicos cariocas? Foi um aprendizado único na minha vida. Eles mostram o que é ter profissionalismo, talento e humildade. Eles fazem a música ser simples. Você jura que é fácil fazer o que eles estão fazendo, é de uma precisão impressionante. Várias músicas foram feitas direto. O estúdio da Cia. dos Técnicos permitia uma forma de gravação à moda antiga, como Sinatra fazia: cada qual no seu canto, um, dois, três, gravando… Era uma energia, que, se você gravasse separado, não seria com a mesma emoção, o mesmo punch. Foi maravilhoso tocar entre músicos como Jessé Sadok, Jorge Helder, João Lyra, Paulo Braga, Don Chacal, Chico Batera… Bom demais. O álbum passeia por músicas de baile, standards e o repertório popular, envolvendo o bolero, a bossa, o jazz das big bands. Como foi a definição do repertório e dos arranjos? O repertório foi todo escolhido pelo José Milton e por mim. A gente selecionou 30 músicas, delas, tiramos as 12 do disco. A idéia era criar um intérprete, caracterizado pelo que eu já represento em Fortaleza, mas com um alcance para o Brasil, cantando mais músicas em português, do que eu realmente canto. Então, a gente partiu para músicas do Flávio Venturini, Johnny Alf, Ivan Lins, coisas que não faziam parte do meu repetório principal, mas que eu me apaixonei de cara. Mas o álbum mantém essa linha de big-band, que é a minha cara. Os arranjos do Cristóvão Bastos e do Eduardo Souto Neto levam um ar mais clássico. Já os feitos pelo Itamar Assiere são bem ousados, você espera que vá para um lado e vai pro outro. Em termos estéticos, ele representa então um novo momento para a tua carreira. Com certeza. Ele representa uma linha de trabalho a qual eu quero seguir. Hoje, meu maior sonho é me dedicar exclusivamente a shows em torno do repertório do disco. Claro que isso não vai acontecer da noite pro dia. Mas quero mesclar cada vez mais estes repertórios. Quem são suas principais referências? Como é para um artista tão jovem continuar assumindo um repertório de clássicos, ao longo de tantos anos? Aí é uma questão de gostar de música boa, gostar do que é bom. Eu desde cedo me acostumei a ouvir tudo o que melodicamente era bonito, em casa. A maior influência foi meu pai, realmente. Ele só tinha coisa boa, o melhor de cada cantor, desde Frank Sinatra, Cauby Peixoto, Nelson Gonçalves, Elvis Presley, Plácido Domingos, Pavarotti, Lucho Gattica, entre outros. Ouvia muito os boleros. Mais informações:
Especial de Natal com Paulo José. Hoje, 20 horas, na TV Diário. Leia a íntegra da entrevista no site
www.diariodonordeste.com.br/caderno3

Música

TV Diário mostra 4ª feira especial com Paulo José

Egídio SerpaPublicado às: 6:5323/12/2008

Amanhã, 24, véspera de Natal, a TV Diário, emissora de televisão de Fortaleza captada em todo o País via antena parabólica, apresentará, às 20 horas, um programa especial. Trata-se do especial Minha Vida, Minha Voz, com o jovem cantor cearense Paulo José, que acaba de lançar novo CD com o selo da Som Livre. O programa, com 90 minutos de duração, mostrará o melhor de Paulo José, cuja voz, segundo os críticos, é uma das melhores do Brasil. É o presente de Natal da TV Diário ao seu público espalhado por todo o País. A propósito: Paulo José fará, nos dias 4 e 5 defevereiro, shows no Theatro José de Alencar, durante os quais gravará um DVD, que terá a direção de José Milton, produtor musical de grandes nomes da Música Popular Brasileira.


Música

Sábado, 13, o Dia do Forró. Viva Luiz Gonzaga!

Egídio SerpaPublicado às: 13:0609/12/2008

O jornalista Aécio Santiago, amigo e leitor deste blog e um amante da música nordestina, acaba de postar a seguinte mensagem: no próximo sábado, 13, comemora-se o Dia Nacional do Forró, em homenagem aos 96 anos de nascimento de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião. O pernambucano de Exu fez parceria importantíssima com o cearense Humberto Teixeira, deixando o que é considerado até hoje o Hino do Nordeste, a composição “Asa Branca”. Durante todo o mês de dezembro, a casa de shows de Fortaleza — Kukukaya — faz homenagens à data com a realização de três grandes shows. Dia 13, os Três de Nordeste da Paraíba, dia 20 com Elba Ramalho lançando o CD “Qual Assunto que Mais lhe Interessa?” e dia 27 fechando com o paraibano Chico César. Para os amantes da música do “velho lua”, como Luiz Gonzaga era conhecido, vai a dica do site www.luizluagonzaga.com.br, onde há informações preciosas da carreira do artista, fotos e documentos raros, além de um farto material de pesquisa.     
 

Música

Daniela Mercury e Lulu Santos no reveillon de Fortaleza

Egídio SerpaPublicado às: 6:5524/11/2008

Será de arromba a festa do reveillon de 2009 em Fortaleza. Como as anteriores, a festa deste ano será realizada na areia da praia de Iracema, estendendo-se até a do Ideal Clube. Calcula-se que 500 mil pessoas, parte das quais turistas, verão o show. A Prefeitura Municipal de Fortaleza — promotora do evento, que em tamanho é um dos maiores e mais animados do Brasil — escalou o time de atrações: abre com Lulu Santos e, no grande final, ninguém menos do que o furacão Daniela Mercury. É festa para todos — principalmente para o povão, onde estão os votos que elegeram e reelegeram a prefeita Luizianne Lins. A confirmação da presença dos dois astros da Música Popular Brasileira só será anunciada quando o contrato for assinado. 

Música

Glamour à moda antiga

Egídio SerpaPublicado às: 6:1520/11/2008

Assinada por Henrique Nunes, o Caderno 3 do Diário do Nordeste publica, sob o título Glamour à moda antiga a seguinte matéria sobre o cantor cearense Paulo José e seu último CD Minha Voz, lançado com os elo da Som Livre: “O cantor Paulo José optou por uma trajetória mais voltada a eventos sociais, onde desenvolve um estilo influenciado por grandes intérpretes da canção mundial, de Frank Sinatra e Charles Aznavour a Cauby Peixoto. Um estilo que une o sempre questionável ´bom-gosto´ na escolha do repertório e dos arranjos com uma técnica vocal eloqüente, distante do padrão popular atual. Assim, lançou quatro álbuns de caráter religioso, que venderam mais de cem mil cópias. Seu primeiro álbum de cunho mais popular distancia-se um pouco desta estética. Sem descartá-la. Produzido por José Milton, com apoio do grupo M. Dias Branco e da Fundação Beto Studart, no badalado estúdio Companhia dos Técnicos, onde Paulo José pôde cantar “ao vivo”, mais próximo do velho estilo das gravações, ´Minha Voz´ é constituído por um repertório mais popular, em que Paulo José envereda pela MPB e pela música latina, além dos standards. No entanto, o álbum é coerente com a linguagem do cantor, em arranjos sofisticados, inclusive na única canção de motivação religiosa: a ´Ave Maria´ de Aznavour. O glamour domina o projeto. Inspirada no filme The Old Fashioned Way (1934, de William Beaudine, com W.C Fields), Old Fashioned Way ou Les Plaisirs Démodés, de Charles Aznavour, representa bem o estilo de Paulo José. Ela ganhou versão orquestrada na trilha do polêmico De olhos bem fechados, despedida de Stanley Kubrick em 1999. Nela, Paulo José tem a companhia da big band discreta de Eduardo Souto Neto (entre saxes, pistons e trombones de Idriss Boudrioua, Marcelo Martins, Daniel Garcia, Henrique Band, Jessé Sadok, Altair Martins, Márcio André, Aldivas Ayres e Sérgio de Jesus), também responsável pelos arranjos de Dorothy L´amour (de Fausto Nilo e Petrúcio Maia, que abre o projeto em ritmo de bolero), Spotlight (de Carlos Colla e Maurício Duboc, do repertório de Cauby Peixoto) e Vieste (Ivan Lins e Vitor Martins, já em um dos momentos mais “populares” do álbum). Old fashioned way, algo como “à moda antiga”, é certa nos “bailes” de Paulo José, que chega a levá-la com uns “scats”. Assim como a “outra religião” do cantor, também por Aznavour, em sua Ave Maria, acompanhada pelas 56 Meninas Cantoras de Petrópolis, além do naipe de cordas (que inclui o baixista cearense Jorge Helder entre músicos como o spala Bernardo Bessler) e de Assiere ao piano, com Paulo José atingindo tons altos e de boa extensão. — Cordas, metais e lirismo — Única canção cearense do álbum, Dorothy L´amour também ganha este toque de sofisticação, como a francesa, guiada pelo piano de Itamar Assiere e depois ganhando não o arranjo de metais, mas cordas que também destacam o ritmo latino da canção, com direito a solo de sax alto de Zé Canuto. A percussão de Don Chacal é outro charme a mais. A latinidade presente em momentos mais intimistas ganha mais destaque na salsa contemporânea Color Esperanza, do argentino Diego Torres. Pra dançar com mais energia. Outros momentos glamourosos são Spotligth e Hello, Detroit (B.Gordy/W. Hutchison, do repertório de Sam Davis Jr). Na primeira, a big band e o intérprete fazem a festa. “Faz de conta que eu sou Fred Astaire e você Ginger Rogeres”, diz a letra que fala ainda em Stranger´s in the Night, clássico de Frank Sinatra… Helo, Detroit, a voz e piano, até a chegada dos metais e daquela bateria cheia de suingue, entre um Paulo José completamente à vontade, inclusive para deixar a “orquestra” bailar mais, como em Old Fashioned Way. A MPB está presente, além de Vieste, em Nascente (Murilo Antunes e Flávio Venturini, do repertório de Beto Guedes), ambas introduzidas pelo acordeom de Itamar Assiere. Nesta, ele assume o piano e volta aos foles entre as cordas, logo após Dorothy L´amour, no comecinho do CD, anunciando sua proposta de revezar temas mais eloqüentes com outros em que Paulo exercita um estilo mais comedido, mas não abre mão de confirmar toda a sua extensão vocal. Em Minha Voz (João Lyra/Paulo César Pinheiro), Paulo José flui uma interpretação mais empostada, usando “o dom que Deus lhe Deu”, seu “turbilhão” vocal, entre as cordas e o oboé de Carlos Prazeres. Mais comedido, Paulo soará em outro bolero, E era Copacabana (Carlos Lyra e Joyce), entre cordas, trompete de Jessé Sadok e novamente Chacal. Outra mineira, Cantar, do pai de Beto, Godofredo Guedes, talvez seja a maior surpresa do repertório. Introduzida pelo acordeom de Cristóvão Bastos, depois ao piano, a canção tem o arranjo mais discreto, de João Lyra, o dono do violão. Em O que é amar, de Johnny Alf, também clássico no dueto entre Claudette Soares e Dick Farney, ele ajuda a revelar o lado mais intimista de uma banda que tem nomes como Paulo Braga (bateria), João Lyra (violão) e Cristóvão Bastos (piano e arranjo desta e de outras faixas). A religião musical de Paulo José alça novos vôos. 

Música

Novo CD de Paulo José chegou em Fortaleza

Egídio SerpaPublicado às: 8:5310/10/2008

paulo-jose.jpgCom o selo da Som Livre, chegou hoje às lojas de discos de Fortaleza o novo CD do cantor cearense Paulo José. Produzido por José Milton — que já assinou produções dos maiores nomes da Música Popular Brasileira — e com o título “A Minha Voz”, o disco tem 12 faixas, uma das quais traz a inédita Minha Voz, composição da dupla Paulo César Pinheiro e João Lyra. O novo CD de Paulo José foi gravado e mixado nos estúdios da Companhia dos Técnicos, no Rio de Janeiro. A última faixa do disco contém a música Ave Maria, de Charles Aznavour e G. Garvarentz. Esta é a segunda gravação dessa composição, até hoje interpretada apenas pelo próprio Aznavour. O coral das Meninas Cantoras de Petrópolis, com 54 crianças, deu ao arranjo dessa Ave Maria — cantada em francês, como no original — a grandiloquência que ela merece. Da gravação do CD de Paulo José participaram grandes músicos brasileiros: Cristóvão Bastos, João Lyra, Chico Batera, Eduardo Souto Neto, Itamar Assiere, Marco Aurélio (responsável pelo arranjo vocal das Menjinas Cantoras de Petrópolis), Jorge Hélder, Sérgio Barroso, Paulo Braga, João Chacal, Zé Canuto, Dirceu Leite, Jessé Sadok, Carlos Prazeres, Bernardo Bessler, Michel Bessler, Antonella Pareschi, Daniel Guedes, Felipe Prazeres, Cristine Springel, Eduardo Hack, José Alves da Silva, Jesuína, Passaroto, José Taboada, Márcio Malard, Yura Renevski, Idriss Boudrioua, Marcelo Martins, Daniel Garcia, Henrique Band, Altair Martins, Márcio André, Aldivas Ayres e Sérgio de Jesus. A capa do disco foi produzida por Marina Parente, e as fotos da capa e do encarte foram feitas pelo premiado Gentil Barreira. As 12 faixas do novo CD de Paulo José são as seguintes: Dorothy L’Amour (Fausto Nilo e Petrúcio Maia); Nascente (Murilo Antunes e Flávio Venturini; Spotlight (Carlos Colla e Maurício Duboc); O que é amar (Johny Alf); Minha Voz (João Lyra e Paulo César Pinheiro); E Era Copacabana (Carlos Lyra e Joyce); Old Fashioned Way (Charles Aznavour e G. Garvarentz); Color Esperanza (Cachorro Lopes/Diego Torres/Coti Sorokim); Cantar (Godofredo Guedes); Vieste (Ivan Lins e Vítor Martins); Hello, Detroit (B. Gordy e W. Hutchison) e Ave Maria (Charles Aznavour e G. Garvarentz). Aqui em Fortaleza, o novo disco de Paulo José está à venda nas lojas Desafinado (avenida Dom Luiz e Shopping Del Paseo) ao preço de R$ 22. Também pode ser adquirido diretamente pelo site da Som Livre.

Música

Waldick, a voz do povo, morreu

Egídio SerpaPublicado às: 11:4904/09/2008

waldick.jpgCalou-se para sempre a voz que o povão gostava de ouvir. A voz de Waldick Soriano. O povo entendia o que ele cantava e, mais ainda, o que ele dizia pela letra de suas músicas. Aos 75 anos de idade, vítima de um câncer que o atormentou nos últimos cinco anos, Waldick — como o povo o chamava — morreu hoje no Instituto Nacional do Câncer, no Rio, onde será sepultado no cemitério do Caju. Sua morte deixou uma multidão saudosa, os brasileiros mais simples, os mais pobres, os da periferia, os da zona rural, para os quais dirigia seu canto e suas opiniões. Compôs centenas de músicas — alguns dizem que mais de 700 — e todas elas fizeram sucesso, não na elite branca de São Paulo, por exemplo, mas nas cidadezinhas mais escondidas do País. Ganhou muito dinheiro, mas a vida desregrada que levava — bebia muito e gastava quase tudo com mulheres, seu outro vício — não o deixou enriquecer. Nos últimos anos, teve a atenção da atriz Patrícia Pillar, que, no Cine São Luiz, em Fortaleza, o mais belo cinema brasileiro, dirigiu com o produtor José Milton um show ao vivo que se transformou em um DVD da mais alta qualidade técnica e sonora. Nesse DVD, Waldick está suplime, tão sublime quanto a orquestra que o acompanha e quanto o povão que se emociona ao ouvi-lo cantar… e dança. Por favor, corra às lojas e compre esse DVD, que é, resumidamente, a história de um cantor espetacular, pois tem tudo a ver com o sentimento do povo brasileiro. Morreu Waldick, mas sua voz não morrerá.

Música

Restam dois na Abbey Road

Egídio SerpaPublicado às: 20:1513/08/2008

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Sylvio Montenegro - Consultor em Tecnologia da Informação deste Blog

No dia 8 de Agosto de 1969 foi tirada a foto ao lado para a mais conhecida capa de disco da maior banda de rock de todos os tempos: The Beatles. Naquela pacata manhã em uma rua até então pouco falada em Londres, um grupo de quatro homens atravessava a Abbey Road seguidamente, em fila indiana e em sentido contrário a cada tempo, mas sempre naquela mesma faixa, com trajes e modos pouco convencionais para a época. Não eram homens comuns, eram simplesmente John Lennon, Ringo Starr, Paul McCartney e George Harrison. E o que eles estariam fazendo?, perguntou-se o turista americano Paul Cole em pé ao lado do carro da polícia que aparece também na foto. Era a foto histórica do melhor disco dos Beatles: Abbey Road. Eram 10 horas da manhã, o dia estava ensolarado, era dia de cantar Here Comes the Sun, de George Harrison, que é exatamente uma das faixas de maior sucesso do disco. Alí seria o The End dos Beatles que nunca mais iriam tocar juntos… o sonho realmente havia acabado. Observando a capa do Abbey Road me veio então a idéia de fazer uma homenagem aos Beatles e a todos os fãs do mundo que, como eu, cultuam o fab four de Liverpool. Pensei: Foram-se os dois ponta de fila: Jonh Lennon em 1980 e George Harrison em 2001. Que tal deixar atravessando a Abbey Road somente os dois que restam: Ringo Star e Paul McCartney? Me questionei triste: “Quando iremos ver somente as faixas de pedestres da Abbey?” Utilizando o Software Livre GIMP comecei o trabalho no último dia 9 e o concluí dois dias depois, o que vocês podem ver agora com exclusividade aqui no blog do Egídio Serpa. A seguir a capa original do Abbey Road e logo abaixo o poder da computação gráfica que reconstitui o cenário e faz “sumir” Jonh Lennon e George Harrison. O homem que aparece em pé ao lado do carro de polícia, Paul Cole, também foi retirado, pois faleceu em fevereiro deste ano aos 96 anos. Paul Cole… Paul McCartney… será este o próximo Beatle a nos deixar?

Música



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