Categoria: Agronegócio


04:34 · 08.01.2020 / atualizado às 04:34 · 08.01.2020 por

Responsável por abrigar, em seu território, uma das maiores biodiversidades existentes no planeta, o Brasil está elaborando a Política Nacional de Recursos Genéticos para a Alimentação e Agricultura (PNRGAA).

Para isso, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), responsável pelo trabalho, colocou em consulta pública uma proposta de texto para a colaboração da sociedade civil.

Essa política terá como objetivo a conservação e o uso sustentável dos recursos genéticos utilizados para alimentação e agricultura, sejam eles nativos ou exóticos.

De acordo com a Portaria nº 1 da Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação (SDI), publicada ontem, terça-feira, 7, durante 60 dias poderão ser enviadas sugestões ao texto do anteprojeto em discussão.

A conservação de recursos genéticos, que engloba vários campos de atuação ao longo da cadeia de pesquisa, desenvolvimento e inovação, é uma ação considerada estratégica para a sustentabilidade da agricultura e a segurança alimentar de qualquer nação, afirma Márcio Mazzaro, coordenador-geral de Novos Insumos e Serviços da SDI.

“Esses recursos genéticos são a matéria-prima básica da qual o país depende para garantir atividades relacionadas à produção de grãos, à pecuária e à aquicultura, à silvicultura e à agroindústria alimentícia. Além disso, são também responsáveis por tornar o Brasil um dos maiores produtores e exportadores de alimentos e contribuir para manter a balança comercial positiva”, observa.

Na prática, com o desenvolvimento dessa política, resultados essenciais serão colhidos, como a criação, a manutenção e a ampliação dos bancos genéticos existentes no país e o avanço do conhecimento sobre esses recursos genéticos.

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), parceira do Mapa na elaboração dessa política, tem um importante papel nesse processo.

Em Brasília (DF), a unidade Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Cenargen) desenvolveu uma rede de integração de informações de recursos genéticos e conta com o quinto maior banco genético para conservação desses recursos do mundo. São mais de 110 mil amostras de 800 espécies diferentes, sejam de animais, vegetais ou microrganismos.

Para o Brasil, ressalta o coordenador, essa atividade ganha maior relevância dada a importância do agronegócio tanto para a economia e para o crescimento do país como para o cenário mundial. O setor respondeu por 21,1% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2018 (dados Cepea/ USP).

Mais de 160 países importam produtos agrícolas brasileiros.

Com base nesse cenário, de forte demanda nacional e internacional, cresce o interesse pela diversificação e agregação de valor à agricultura – seja na forma de novas fontes de alimento ou outros insumos para a indústria. E o passo inicial para isso, observa Mazzaro, está na caracterização e melhor conhecimento dos recursos genéticos, permitindo o avanço dos programas de melhoramento genético de novas cultivares de plantas, raças animais ou microrganismos.

“Ao propor essa política, o ministério quer promover e incentivar a conservação, a valorização, o uso sustentável e a valoração de recursos genéticos voltados para a alimentação e agricultura”, explica o coordenador. A ideia é realizar esse trabalho de forma integrada, disciplinando e orientando não apenas as ações do governo federal, mas também das empresas públicas, universidades e institutos de pesquisas afetos ao tema.

Falta de recursos, ausência de uma política nacional que regulamente as ações de conservação e uso sustentável, infraestrutura defasada e carente de investimentos estão entre as principais causas responsáveis pela vulnerabilidade do trabalho de conservação dos recursos genéticos para a alimentação e agricultura existentes no país.

Na avaliação do coordenador Márcio Mazzaro, essa situação coloca em risco a segurança alimentar, nutricional, tecnológica e a sustentabilidade da agricultura brasileira.

“É necessário construir uma base sólida, de conservação e uso sustentável desses recursos. Daí a importância de uma política nacional para dar suporte a esse trabalho”, defende ele.

04:23 · 07.01.2020 / atualizado às 04:23 · 07.01.2020 por

A Instrução Normativa (IN) 1/2020 do Ministério da Agricultura proíbe a captura, o transporte, o beneficiamento, a industrialização e a comercialização de caranguejo-uçá (Ucides cordatus), durante o período de reprodução da espécie.

A medida vale para os estados do Amapá, do Pará, do Maranhão, do Piauí, do Ceará, do Rio Grande do Norte, da Paraíba, de Pernambuco, de Alagoas, de Sergipe e da Bahia.

Segundo a IN 1/2020, publicada ontem, segunda-feira, 6, no Diário Oficial da União, são três períodos diferentes de andada em 2020, correspondendo às fases da lua cheia: 11 a 16 de janeiro, 10 a 15 de fevereiro e 10 a 15 de março.

Andada é o período reprodutivo em que os caranguejos machos e fêmeas saem de suas tocas e andam pelo manguezal, para acasalamento e liberação de ovos.

As pessoas físicas ou jurídicas que atuam na manutenção em cativeiro, conservação, beneficiamento, industrialização ou comercialização da espécie nesses estados poderão realizar essas atividades durante a andada, desde que forneçam, até o último dia útil que antecede cada período, a relação detalhada dos estoques de animais vivos, congelados, pré-cozidos, inteiros ou em partes.

Para isso, deve ser preenchida declaração constante da IN e entregue ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em cada estado ou ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (Instituto Chico Mendes), onde houver unidades de conservação federais.

O transporte e a comercialização dos produtos declarados deverão estar acompanhados, desde a origem até o destino final, de Guia de Autorização de Transporte e Comércio, emitida pelo Ibama, após comprovação de estoque.

O produto da captura apreendido pela fiscalização, quando vivo, deverá ser liberado, preferencialmente, em seu habitat natural.

04:16 · 07.01.2020 / atualizado às 04:16 · 07.01.2020 por

Aproximadamente metade dos recursos programados para o Plano Safra 2019/2020 já foi utilizada no período de julho a dezembro do ano passado, ou seja, R$ 108,5 bilhões, dos quais R$ 28,5 bilhões em operações de investimento e R$ 80 bilhões em operações de custeio, comercialização e industrialização.

Os números fazem parte do Balanço de Financiamento Agropecuário da Safra 2019/2020 , divulgado ontem,  segunda-feira, 6, pela Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), com base nos dados do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor), do Banco Central.

Os financiamentos de custeio, que responderam por mais da metade do total das contratações de crédito rural nesse mesmo período da atual safra, tiveram um aumento de 5%, situando-se em R$ 61,3 bilhões. Deste total, R$ 14,2 bilhões no âmbito do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), cujo aumento foi de 37%, concentrado na contribuição dos recursos obrigatórios dos depósitos à vista.

Em relação às contratações de investimento, o aumento foi de 19%, sendo que no âmbito do Pronamp, que alcançou R$ 1,47 bilhão, essa expansão foi de 49%, liderada pela utilização de recursos da poupança rural equalizada e pelos recursos obrigatórios, cujo acesso foi plenamente liberado para os médios produtores, no âmbito do programa.

Com a exceção do Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota) e do Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop), os demais programas de investimento, que têm subvenção financeira, apresentaram acentuado crescimento, com destaque para o Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária – Inovagro (61%), Pronamp (49%), Programa para Redução da Emissão de Gases de Efeito Estufa na Agricultura (ABC) (42%) e do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) (42%).

04:14 · 03.01.2020 / atualizado às 04:14 · 03.01.2020 por
Em decorrência da forte demanda nas operações de financiamento em investimentos agropecuários do Plano Safra 2019/2020, a Secretaria do Tesouro Nacional autorizou o remanejamento de recursos com juros equalizáveis, sobretudo de custeio, para investimentos.
A medida foi tomada a pedido do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
Foram beneficiados com recursos adicionais especialmente o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), o Programa Nacional de Apoio aos Médios Produtores Rurais (Pronamp), o Programa para Redução da Emissão de Gases de Efeito Estufa na Agricultura (ABC) e o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA).
O Pronaf recebeu mais R$ 874 milhões e o Pronamp, um acréscimo de R$ 614 milhões.
A medida já foi publicada no Diário Oficial da União e contemplou as instituições financeiras que operam com recursos equalizáveis – Banco do Brasil, BNDES, Sicredi e Bancoob.
De acordo com Wilson Vaz de Araújo, diretor do Departamento de Financiamento e Informação da Secretaria de Política Agrícola do Mapa, a medida foi possível em decorrência de oferta relevante de recursos provenientes dos depósitos à vista, que compõem os Recursos Obrigatórios para financiamento no âmbito do crédito rural, o que assegurará a normalidade na concessão dos financiamentos de custeio da safra.
“Com essa movimentação, o governo espera que as demandas nos diversos programas de investimentos sejam atendidas pelo menos até o mês de março”, avalia o diretor do Mapa.
04:36 · 24.12.2019 / atualizado às 04:36 · 24.12.2019 por

O Banco do Nordeste regularizou, desde 2016, o montante de R$ 12,3 bilhões relativo a dívidas de produtores rurais que contrataram financiamentos até 2011, principalmente com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE).

Os valores correspondem a 349.814 operações. 

Os benefícios da Lei n.º 13.340/2016, que preveem descontos de até 95% sobre o saldo devedor de operações de crédito em atraso com o BNB, podem ser obtidos até o fim deste mês.

A lei permite a liquidação de dívidas ou a renegociação das operações com o primeiro pagamento em novembro de 2021 e prazo total até 2030, com direito ainda a juros que variam de 0,5% ao ano até 3,5% ao ano, além de descontos no momento do pagamento das prestações anuais.

O montante de empréstimos em atraso e que foram regularizados no Ceará é de 59.879, para um valor total de R$ 1,6 bilhão.

A lei n.º 13.907, de 21 de novembro deste ano, estabeleceu novo orçamento para operacionalização do artigo 3.º da Lei n.º 13.340/2016, relacionado a operações realizadas com fontes de recursos diferentes do FNE.

Interessados em renegociar ou liquidar dívidas rurais em atraso podem entrar em contato com sua agência de relacionamento ou pelo número 0800 728 3030.

04:36 · 19.12.2019 / atualizado às 04:36 · 19.12.2019 por

A estimativa do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) deste ano é de R$ 617 bilhões (com base nos dados do último mês de novembro).

Será um crescimento de 2,1% em relação ao valor obtido em 2018, que foi de R$ 604,5 bilhões.

Com a nova estimativa, o valor deste ano se iguala ao VBP de 2017, o maior já registrado e considerado excepcional para a agropecuária do país.

O resultado de 2019 foi puxado pela melhora no desempenho da pecuária, que somou R$ 213,7 bilhões de produção, com acréscimo real de 7,8%. O valor da produção das lavouras teve ligeira queda em relação ao ano anterior, totalizando R$ 403,2 bilhões.

“O mercado internacional favorável, com os preços das carnes de frango e de suínos situados em níveis maiores, e as quantidades exportadas fizeram com que os resultados atingissem posições favoráveis ao setor em 2019. Na pecuária, apenas o leite teve queda de valor de 2,1%. Aumento acentuado ocorreu na carne bovina, 5,1%, carne suína, 12,5%, de frango, 13,1%, e ovos, 24,1%. A proximidade das celebrações de final de ano no país, sem dúvida, estão estimulando a demanda interna desses produtos”, explica nota técnica do Departamento de Financiamento e Informação, da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura.

Conforme as estimativas do VBP dos meses anteriores já apontavam, um grupo de produtos apresentou bom desempenho neste ano, com destaque para o algodão (alta de 16,6%), amendoim (14,6%), banana (16,6%), batata-inglesa (93,4%), feijão (55,9%), mamona (36,9%) e milho (24,3%).

Já cinco produtos apresentaram queda no faturamento: arroz (-4,9%), café (-26,9%), cana-de-açúcar (-9,6%), mandioca (-14,1%) e soja (-10,4%).

Entre as regiões do país, o Centro-Oeste permanece na liderança com um valor de produção de R$ 182,7 bilhões, seguido pelo Sul (R$ 153 bilhões), Sudeste (R$ 147,9 bilhões), Nordeste (R$ 57,7 bilhões) e Norte (R$ 37,8 bilhões).

As primeiras estimativas para 2020 indicam um VBP de R$ 635,2 bilhões, 2,1% superior ao de 2019. “Esta estimativa em grande parte é formada pela provável recuperação da soja”, diz a nota.

O VBP mostra a evolução do desempenho das lavouras e da pecuária ao longo do ano e corresponde ao faturamento bruto dentro do estabelecimento. Ele é calculado com base na produção da safra agrícola e da pecuária e nos preços recebidos pelos produtores nas principais praças do país, dos 26 maiores produtos agropecuários do Brasil.

O valor real da produção, descontada a inflação, é obtido pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) da Fundação Getúlio Vargas. A periodicidade é mensal.

04:50 · 18.12.2019 / atualizado às 04:50 · 18.12.2019 por

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, reuniu-se ontem, terça-feira, 17, com a Frente Parlamentar da Agropecuária para fazer um balanço das ações do Ministério em 2019.

No encontro, a ministra anunciou uma das primeiras agendas de 2020, quando irá à Índia em janeiro, acompanhando a missão oficial do presidente Jair Bolsonaro, para tratar da ampliação do mercado com aquele país.

Parcerias na produção de etanol serão um dos temas, segundo a ministra. “Um dos pedidos do primeiro-ministro [Narendra Modi] quando esteve aqui [na reunião de Cúpula do Brics] foi tratar de bioenergia”, disse a ministra.

Outro assunto é a perspectiva de venda de carne de frango para os indianos, que abriram o mercado para os produtos brasileiros.

Em 2019, a Índia consumiu cerca de cinco milhões de toneladas de carne, montante superior ao volume exportado de carne brasileira de frango para outros países, de quatro milhões de toneladas em 2018.

O consumo per capita é de três quilos por pessoa por ano, considerado baixo, mas com previsões de crescimento para 9,1 Kg até 2030.

No Brasil, o consumo atual por habitante é de 45 Kg; na China, de 10,5 Kg; e nos Estados Unidos, de 43 Kg.

04:21 · 17.12.2019 / atualizado às 04:21 · 17.12.2019 por

O Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes em Produtos de Origem Vegetal (PNCRC/Vegetal) realizado entre 2015 e 2018 mostrou que 92% das amostras analisadas estão dentro do nível de conformidade, ou seja, os vegetais são seguros para consumo.

O PNCRC monitora tanto resíduos de defensivos agrícolas como de contaminantes químicos (exemplo: arsênio e cádmio) e biológicos (exemplo: micotoxinas e Salmonella) em produtos de origem vegetal. São analisadas amostras de produtos nacionais e importados.

Desse valor, 53% não apresentaram nenhum resíduo e contaminante e outros 39% das amostras apresentaram valores abaixo do Limite Máximo de Resíduos (LMR) estabelecido no Brasil.

O levantamento é realizado pelo Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (DIPOV), da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Outros 8% das amostras apresentaram inconformidades. Desse total, 7% representaram inconformidades relacionadas a resíduos de pesticidas e 1% mostraram a presença de contaminantes.

Os resultados do PNCRC se assemelham aos divulgados pela Autoridade de Segurança Alimentar Europeia (EFSA – European Food Safety Authority) e pela Administração de alimentos e remédios dos Estados Unidos (FDA – Food and Drug Administration) sobre o tema.

“Os números mostram que os resultados encontrados no Brasil estão plenamente de acordo com os parâmetros internacionais. Então, os produtos brasileiros são seguros, inclusive internacionalmente”, diz o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal, Glauco Bertoldo.

Foram analisadas 4.828 amostras de 42 alimentos coletadas para análises laboratoriais realizadas pelos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária (LFDA). As amostras coletadas são obtidas em centrais de abastecimentos, estabelecimentos beneficiadores e propriedades rurais.

O Plano do Ministério da Agricultura complementa o Programa de Análise de Resíduos em Alimentos (PARA), realizado pela Anvisa, em um sistema maior de monitoramento de resíduos de agrotóxicos em alimentos no Brasil.

Defensivos

O maior número de amostras analisadas pelo PNCRC foi direcionado para o monitoramento de ocorrência de resíduos de defensivos agrícolas, pois os contaminantes químicos e biológicos são detectados em menor número de produtos de origem vegetal e, portanto, em menor frequência.

Na análise exclusiva para presença de resíduos de pesticidas, o resultado do período é de 89% de conformidade. Em 2018, chegou a 92% de conformidade.

Outros 11% das amostras apresentaram inconformidades, como o uso de produtos não permitidos para a cultura (6,6%), pesticidas acima do limite máximo de resíduos (2,75%) e uso de agrotóxicos proibidos no Brasil (1,54%).

“O fato de um defensivo agrícola não permitido para a cultura ter sido detectado não significa, necessariamente, risco para a saúde dos consumidores. Isso acontece muitas vezes em pequenas culturas, que não encontram produtos apropriados para a utilização. A detecção de defensivos acima do Limite Máximo de Resíduos indica que o uso do produto foi inadequado, não seguindo as orientações da bula do produto.”, explica Bertoldo.

O PNCRC analisou no período 42 produtos de origem vegetal: batata, tomate, manga, citrus, cebola, beterraba, alho, abacaxi, pimentão, alface, cenoura, banana, amendoim, kiwi, milho pipoca, soja, morango, castanha do brasil, pimenta do reino, trigo, feijão, arroz, milho canjica, milho grão, pêra, café grão cru, goiaba, melão, farelo de soja, cevada malteada, café torrado, amêndoa de cacau, castanha de caju, amêndoa doce, pistache, aveia, milho verde, suco de uva, vinho, mamão, maçã e uva.

As amostras são encaminhadas aos LFDAs, que conduzem análises multiresíduos com metodologias validadas e acreditadas pela CGRE/Inmetro com reconhecimento internacional, para escopo de variadas matrizes incluindo frutas, hortaliças, grãos, temperos e matrizes especiais. O método multiresíduos de agrotóxico considera a análise de mais de 200 princípios ativos com perspectivas de ampliação rápida para mais de 300.

Dos 42 produtos de origem vegetal analisados nos quatro anos, a maioria apresentou mais de 90% de conformidade ao longo do período analisado, como alho, batata, café, milho (canjica e pipoca), entre outros. Nas inconformidades abaixo de 80% (a maioria por uso de produtos não registrados para a cultura) aparecem pimentão e morango.

Europa e Estados Unidos

Os resultados de 2018 do PNCRC/Vegetal se assemelham aos apresentados pela Autoridade de Segurança Alimentar Europeia (EFSA – European Food Safety Authority). O mais recente resultado de monitoramento divulgado pela EFSA (2017) revelou que 54.1% das amostras não continham resíduos quantificáveis (NQ), 41.8% continham resíduos em concentração iguais ou menores que aquelas legalmente permitidas e 4.1% continham resíduos em concentração superiores àquelas legalmente permitidas.

O relatório americano de 2017 elaborado pela Administração de alimentos e remédios dos Estados Unidos (FDA – Food and Drug Administration) mostra que 52.5% das amostras domésticas analisadas não continham resíduos detectáveis e 96.2% das amostras foram avaliadas como conformes, mais uma vez se assemelhando a conformidade observada em 2018 no PNCRC/Vegetal.

Se consideramos os Limites Máximos de Resíduos estabelecidos pelo Codex Alimentarius ou pela Comissão Europeia, os índices de conformidades do PNCRC/Vegetal seriam ainda maiores, porque a legislação brasileira é mais restritiva que a internacional.

Após os resultados do PNCRC/Vegetal, o Mapa investiga todas as não conformidades identificadas com objetivo de proporcionar orientação quanto aos resíduos presentes e visando a garantia de conformidade e qualidade nos produtos colocados para consumo da sociedade.

O Mapa utiliza em seus métodos de controle e fiscalização a Instrução Normativa Conjunta nº 02 de 2018, que estabelece a obrigatoriedade de rastreabilidade por todos os entes da cadeia de produção e comercialização de produtos de origem vegetal. A garantia da rastreabilidade permite visualizar toda cadeia produtiva e atuação no caso de necessidade de investigação.

04:06 · 16.12.2019 / atualizado às 04:06 · 16.12.2019 por

Ampliando e consolidando seus objetivos – produzir com qualidade e sustentabilidade, a Esperança Agropecuária, empresa do Grupo Edson Queiroz e maior produtora de leite do Ceará, mudou de nome: agora é Esperança Agro.

E aperfeiçoou sua marca, que passa a traduzir o encontro da natureza com a tecnologia de ponta.

A Esperança Agro inicia uma nova fase, com uma gestão atenta às rápidas transformações do setor agropecuário, cujo maior parceiro é a natureza. 

05:34 · 15.12.2019 / atualizado às 05:34 · 15.12.2019 por

O Banco do Nordeste lançou edital do Fundo de Desenvolvimento Econômico, Científico, Tecnológico e de Inovação (Fundeci), no valor de R$ 6 milhões, para apoio financeiro a projetos que promovam a difusão e transferência de tecnologias em atividades priorizadas nos territórios atendidos pelo AgroNordeste e/ou pelo Programa de Desenvolvimento Territorial Banco do Nordeste (Prodeter).

O prazo de execução dos projetos, que podem contar com recursos não reembolsáveis de R$ 60 mil até R$ 300 mil, é de seis meses a dois anos.

O edital foca o tema na “Difusão e Transferência de Tecnologia em Territórios Prioritários do Plano AgroNordeste do MAPA e do Programa de Desenvolvimento Territorial Banco do Nordeste (Prodeter)”.

As inscrições devem ser feitas até 7 de fevereiro de 2020, podendo participar instituições públicas e privadas sem fins lucrativos, com sede ou com filiais na área de atuação do BNB, que abrange os nove Estados da Região e o Norte de Minas Gerais e do Espírito Santo.

O resultado da primeira etapa será divulgado em 9 de março de 2020.

Os projetos devem contemplar a difusão e transferência de tecnologias em pelo menos um dos quatro elos da cadeia produtiva ‒ insumos, produção, beneficiamento e comercialização ‒ em uma das atividades priorizadas nos territórios elegíveis.

O desafio é melhorar os níveis de produtividade dos mini, micro e pequenos produtores por meio da organização, fortalecimento e elevação da competitividade das atividades econômicas selecionadas.

Lançado em outubro deste ano, o Plano AgroNordeste, liderado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), em parceria do BNB e de outros órgãos, objetiva impulsionar o desenvolvimento econômico e social sustentável do meio rural da Região Nordeste e Norte de Minas Gerais.

A intenção é aumentar a cobertura da assistência técnica, ampliar o acesso e diversificar mercados, promover e fortalecer a organização dos produtores, garantir segurança hídrica e desenvolver produtos com qualidade e valor agregado.

O Plano AgroNordeste foi elaborado levando em conta o estudo das cadeias produtivas com relevância socioeconômica e potencial de crescimento na região, identificando os entraves para  seu desenvolvimento e as soluções possíveis. Os territórios foram definidos com base, ainda, no nível de vulnerabilidade dos territórios.

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