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Categoria: Agronegócio


04:36 · 19.10.2017 / atualizado às 04:38 · 19.10.2017 por

Por causa da baixa pluviometria que há seis anos castiga o Ceará, os açudes do Estado estão ou completamente secos ou em vias de secar, como é o caso do Castanhão e do Orós.

O Banabuiú secou totalmente.

Pois bem: em razão dessa falta de água, a criação de tilápia – o peixe mais consumido pelos cearenses e por todos os nordestinos – chegou, no Ceará, a um nível perto de zero.

O empresário Bessa Júnior, que é pecuarista e também criador de tilápia, diz, em tom de lamento, que a crise da tilapicultura é grave e será ainda mais agravada se as chuvas não voltarem logo.

Hoje, a criação de tilápia está restrita às fazendas que usam a água salobra de poços profundos, principalmente na região do Jaguaribe.

05:06 · 18.10.2017 / atualizado às 05:07 · 18.10.2017 por

O blog conversou com o empresário Carlos Prado, que é um dos mais respeitados industriais e agricultores do Ceará.

Ele fabrica máquinas e implementos agrícolas, vendidos para todo o País, e produz melão e melancia no Piauí e na Bahia.

Prado está pessimista em relação ao futuro próximo do agronegócio no Ceará. Por uma razão fundamental: falta água para a agricultura irrigada empresarial.

Principal insumo da atividade agrícola, a água que existe hoje nos açudes cearenses é quase nada, diante das necessidades da população humana e animal, da indústria e da agricultura.

Será necessário que a natureza devolva as chuvas que tem negado nos últimos seis anos.

Serão essas chuvas que recarregarão os grandes açudes e que farão a retomada da produção de alimentos no Ceará.

Carlos Prado diz que será necessário fazer grandes investimentos para garantir a segurança hídrica, com a qual, e somente com ela, retornarão os investimentos da iniciativa privada.

Ele tem razão. Temos de rezar a Deus pedindo a volta das chuvas.

04:46 · 17.10.2017 / atualizado às 04:48 · 17.10.2017 por

O secretário de Desenvolvimento Econômico do Governo do Ceará, economista César Ribeiro, com quem o blog conversou, informou que que continua mantendo contatos diretos com a diretora de Cargo da Air France-KLM, Renata de Souza Branco.

Como já sabemos, a Air France-KLM operará no Aeroporto Pinto Martins, de Fortaleza, um centro de distribuição de voos (hub) que terá a empresa aérea brasileira Gol como parceira.

Pois bem: a intenção do secretário César Ribeiro e da diretora Renata Branco é atrair para os voos da Air France-KLM o transporte de frutas, flores e outros produtos de exportação do Ceará para a Europa.

Hoje, as frutas e as flores cearenses são transportadas de navio, uma viagem que dura 10 dias até o porto de Rotterdam, na Holanda, de onde são distribuídas para os países importadores europeus.

O voo de Fortaleza para a capital da Holanda durará apenas 9 horas e meia.

Os fruticultores estão entusiasmados com essa possibilidade.

04:25 · 16.10.2017 / atualizado às 04:27 · 16.10.2017 por

Nas redes sociais, empresários de grande porte da agropecuária cearense estão postando vídeos com declarações de apoio à reeleição do atual presidente da Federação da Agricultura do Estado do Ceará(Faec), Flávio Sabóya (foto).

Por exemplo: Luiz Girão, sócio majoritário da CBA, dona da marca de lacticínios Betânia e um dos três maiores produtores de leite do Ceará, gravou um vídeo no qual declara que Flávio Sabóya é um homem sério e competente, que tem o respeito e o respaldo dos agricultores do Ceará.

A eleição na Faec será no dia 13 de novembro.

13:16 · 12.10.2017 / atualizado às 13:18 · 12.10.2017 por

A cajucultura do Ceará está respirando por aparelhos.

No ano passado, a safra cearense de castanha de caju alcançou 39 mil toneladas, uma quantidade muito pequena diante das 150 mil toneladas que, em outros tempos não muito distantes, chegaram a ser colhidas aqui.

Para este ano de 2017, a expectativa era de que a safra de castanha chegasse às 80 mil toneladas, mas aconteceram duas pragas, que ameaçam reduzir ainda mais a colheita: a de oídio, que está atacando o pedúnculo do caju, do qual se fazem os sucos e os doces, e a da mosca branca, que chegou para agravar a situação.

O agrônomo e produtor Paulo de Tarso Meyer, disse ao blog que, além dessas duas pragas, surgiu um problema grave: o preço do quilo da castanha de caju caiu de R$ 6, na safra passada de 2016, para R$ 3,20 na safra deste ano.

De acordo com ele, será difícil para o produtor colher a safra de 2017 e vendê-la por um preço tão barato.

Resultado: a cajucultura entrou na UTI.

12:52 · 12.10.2017 / atualizado às 13:12 · 12.10.2017 por

Surgiu uma crise na Federação da Agricultura do Ceará (Faec), onde, até um mês atrás, reinava um clima de aparente tranquilidade.

A Faec foi invadida pela política.

O que se passa lá é o seguinte: parlamentares da bancada federal cearense estão tentando influenciar o encaminhamento e o resultado da próxima eleição da Faec, marcada para o dia 13 do próximo mês de novembro.

O atual presidente da Faec, Flávio Sabóya, que está no cargo há sete anos, tentará mais um mandato de quatro  anos. Tudo se encaminhava para que houvesse uma chapa única.

Mas surgiu a candidatura de Paulo Helder, que foi superintendente no Ceará do Senar, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural.

Paulo Helder está recebendo o apoio de alguns parlamentares federais, que pressionam os prefeitos dos municípios onde estão sediados os 45 sindicatos rurais do Ceará.

A pressão é no sentido de que os prefeitos obtenham dos presidentes dos sindicatos rurais o compromisso de votar em Paulo Hélder.

O presidente da Faec, Flávio Sabóya, disse ao blog que está tranquilo e confiante na vitória.

A mesma coisa está dizendo seu adversário Paulo Hélder.

Vamos ver no que isso vai dar.

05:13 · 01.09.2017 / atualizado às 05:13 · 01.09.2017 por

Pequenos criadores de camarão instalados na região jaguaribana, no Ceará, estão perfurando poço artesiano a uma distância de apenas 10, 20, 30 metros da margem do rio Jaguaribe.

A água desses poços abastece os tanques-viveiros nos quais se criam os camarões.

Isso é crime ambiental, uma vez que a legislação determina que esses poços só podem ser perfurados a, no mínimo, 300 metros da margem dos rios.

Como o blog já informou, cresce o número de pessoas que estão se dedicando à criação de camarão naquela região, aproveitando a água salobra dos poços profundos que existem lá.

Como a atividade é boa e dá bom lucro, os criadores de camarão, que eram antigos agricultores, ainda não entenderam que é preciso obedecer as leis do meio ambiente, e uma delas é a que proíbe furar poço pertinho do leito dos rios.

A Semace já está informada sobre o fato.

04:20 · 30.08.2017 / atualizado às 04:20 · 30.08.2017 por

O Banco do Nordeste está estruturando – e o financiará – um projeto de pesquisa para dar validade, ou não, a várias experiências de sucesso que estão sendo realizadas no Ceará e no Rio Grande do Norte para o cultivo da palma forrageira gigante com irrigação por gotejamento.

O que mais chama a atenção dos técnicos do BNB é a experiência do agrônomo Alexandre de Medeiros Vanderley, que, nos municípios de Angicos e Lages, no sertão potiguar, está obtendo uma produtividade recorde: 800 toneladas de palma por hectare, algo jamais obtido no semiárido nordestino.

Aqui no Ceará, na Chapada do Apodi, estão em curso vários projetos de plantação, também irrigada por gotejamento, da palma forrageira.

Todos esses projetos estão tendo grande sucesso.

E é por causa desse sucesso que o BNB decidiu investir na validação, ou não, dessas pesquisas.

O agrônomo Zuza de Oliveira, ex-presidente da Adece e hoje consultor em agropecuária, não tem dúvida de que a palma forrageira será, no curto prazo, a grande fonte de alimentação do rebanho bovino leiteiro do Ceará e do Nordeste.

04:40 · 28.08.2017 / atualizado às 04:40 · 28.08.2017 por

Movimenta-se a Federação da Agricultura do Ceará no sentido de salvar a cajucultura, seriamente ameaçada de extinção por falta de investimento na renovação de sua floresta, que precisa com urgência de ser trocada pela variedade anã precoce, cuja produtividade é quatro vezes maior.

O Ceará já foi o primeiro produtor e o primeiro exportador brasileiro de castanha de caju; hoje é só o décimo colocado, como informa a Faec.

Houve um tempo em que a cajucultura cearense empregou mais de 200 mil pessoas; hoje ela emprega só 100 mil.

O presidente da Federação da Agricultura do Ceará, Flávio Sabóya, está tentando organizar um movimento nordestino para evitar o fim da cajucultura.

Entre suas ideias, está a criação de uma Frente Parlamentar da Cajucultura.

Mas só isso não resolverá. Será necessário que o Governo Federal e os governos nordestinos incentivem a substituição do cajueiro antigo pelo cajueiro anão precoce. Para isso, porém, será necessário dinheiro, algo que o Poder Público não tem hoje.

04:45 · 25.08.2017 / atualizado às 04:45 · 25.08.2017 por

O ex-presidente da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece), agrônomo Zuza de Oliveira, que hoje é consultor em agropecuária, revelou ao blog que a fazenda Flor da Serra, na Chapada do Apodi, está acelerando seu projeto de cultivo da palma forrageira.

A fazenda é de propriedade do empresário Luiz Girão, um dos três maiores produtores de leite do Ceará.

Para isso, foi arrendada uma área de 180 hectares no Chapadão de Russas, onde está usando irrigação por gotejamento para o plantio de palma forrageira.

De acordo com Zuza de Oliveira, que presta consultoria à fazenda Flor da Serra, a palma forrageira será, dentro de 5 anos, o principal alimento do rebanho bovino do Ceará e do Nordeste.