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Categoria: Agronegócio


10:51 · 15.12.2017 / atualizado às 10:56 · 15.12.2017 por

O blog conversou há poucos instantes com o empresário Luiz Roberto Barcelos.

Ele é o presidente da Comissão de Fruticultura do Ministério da Agricultura e da Abrafrutas.

Luiz Roberto disse que se reuniu em Brasília com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, com quem tratou do projeto de abertura do mercado da Ásia para as frutas brasileiras.

Rodrigo Maia gostou do que ouviu de Luiz Roberto e prometeu-lhe dar seu apoio ao projeto.

Há um problema: a China.

É que os chineses, que são o maior produtor mundial de maçã, querem vender sua maçã para o Brasil.

Só que os produtores brasileiros de maçã estão contra a qualquer acordo que inclua, como contrapartida, a importação de maçã chinesa.

O esforço de Luiz Roberto é no sentido de que o Brasil e a China celebrem um acordo comercial que inclua as frutas tropicais, como o melão.

Então, é aguardar.

04:47 · 14.12.2017 / atualizado às 04:47 · 14.12.2017 por

O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de frutas, mas só exporta 3% de toda a sua produção.

Por que?

A primeira razão é a seguinte: o mercado interno brasileiro é mesmo muito forte e consome praticamente tudo o que sua fruticultura produz.

A segunda razão é esta: o governo brasileiro nunca deu importância à fruticultura.

Só agora é que começa a olhar para ela, incentivando a participação das empresas nas grandes feiras e exposições internacionais, como a Fruit Logística, que anualmente se realiza em fevereiro Berlim, na Alemanha.

O Ministério da Agricultura já está dizendo que, no próximo ano, o Brasil  – que exporta hoje o equivalente a US$ 800 milhões – exportará US$ 1 bilhão em frutas.

É muito pouco.

O Chile, uma nesga de terra no Oeste latino-americano, exporta o equivalente a US$ 4 bilhões em frutas.

04:38 · 14.12.2017 / atualizado às 04:41 · 14.12.2017 por

Este blogueiro conversou com criadores de carneiro e com técnicos da Embrapa Caprinos, que tem sede em Sobral.

Eles se reuniram terça-feira na hora do almoço para analisar os progressos da ovinocultura cearense.

Disseram a mim que o Governo do Ceará, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Agrário – a SDA, tem uma boa chance de incrementar um projeto de criação de ovinos para os produtores da agricultura familiar.

E sugerem que a SDA adquira ou financie a aquisição de matrizes e reprodutores da raça Morada Nova, uma raça genuinamente cearense, rústica, dócil, de carne magra e saborosa, já perfeitamente adaptada às condições do clima do semiárido.

Os carneiros da raça Morada Nova estão sendo criados em grandes fazendas do sertão do Ceará, mas podem tornar-se uma alternativa para a agricultura familiar, que teriam uma opção barata e viável do ponto de vista econômico social, pois permitirá a geração de emprego e renda.

Está aí a sugestão.

04:31 · 13.12.2017 / atualizado às 04:39 · 13.12.2017 por

A empresa espanhola Robinson Crusoé, que tem uma unidade industrial em São Gonçalo do Amarante, no litoral Norte do Ceará, está enlatando, mensalmente, 300 toneladas de atum, que são comercializadas nas redes de supermercados do País.

O atum é um peixe nobre, um dos mais consumidos no mundo.

O Ceará está pescando atum em áreas que ficam a 600 quilômetros de distância a Nordeste de São Gonçalo do Amarante.

Essa pesca é feita por pequenos barcos de madeira, construídos artesanalmente pelos próprios pescadores.

A captura do atum cearense já alcançou a marca mensal de 1 mil toneladas, que são beneficiadas pela Robinson Crusoé,cujos técnicos o consideram da mais alta qualidade.

04:23 · 13.12.2017 / atualizado às 04:24 · 13.12.2017 por

O Ministério da Agricultura decidiu, por meio de Portaria, importar banana do Equador, que é um dos maiores produtores mundiais dessa fruta rica em potássio.

A decisão surpreendeu principalmente a multidão dos pequenos produtores brasileiros, todos da agricultura familiar.

Eles não terão como enfrentar a concorrência da banana equatoriana, que, beneficiada por alíquotas menores de importação, custará mais barata do que a banana produzida no Brasil.

Só no Vale do Ribeira, em São Paulo, há 24 mil hectares cultivados de banana – e toda essa área são pequenos lotes de agricultores familiares.

Aqui no Ceará, os produtores de banana temem, além da concorrência, a possível chegada de doenças que a banana do Equador poderá trazer.

As associações de produtores de banana estão pressionando o governo federal para que reveja a decisão de importar a fruta euatoriana.

Não será fácil, pois essa importação é a contrapartida do Brasil à decisão do Equador de importar calçados brasileiros.

10:43 · 12.12.2017 / atualizado às 10:47 · 12.12.2017 por

Na localidade de Campos Belos, na geografia do município de Caridade, bem no epicentro do semiárido nordestino, no sertão brabo do Ceará, a fazenda Julião está criando ovinos da raça Morada Nova (foto).

Trata-se de uma raça genuinamente cearense, produto de uma demorada mistura da raça Bergamasso.

Plauto e Michaela Demétrio, donos da fazenda, disseram ao blog que seu rebanho já é de 600 animais, 400 dos quais são fêmeas em reprodução.

Também informaram que seus carneiros Morada Nova são muito disputados porque deles tudo é aproveitado, desde o couro – que é rico em colágeno e é usado na fabricação de bolsas, sapatos e acessórios – até a carne, cujo consumo tem aumentado por causa do seu sabor.

Nesta terça-feira, 12, no restaurante Via Alexandrini, na hora do almoço, os chefes Eduardo Sissi e Charles apresentam pratos feitos exclusivamente de carne de carneiro Morada Nova, da fazenda Julião.

09:53 · 12.12.2017 / atualizado às 09:54 · 12.12.2017 por

O Governo do Estado, com o apoio técnico e tecnológico da Embrapa, deu partida segunda-feira, 11, ao Programa de Modernização da Cultura do Algodão no Ceará.

E a primeira ação desse programa é o curso de qualificação de técnicos dos organismos estaduais que têm a ver com o setor da agricultura cearense.

Esses técnicos serão os multiplicadores que transmitirão, em seguida, os mesmos ensinamentos a outros técnicos e agricultores dos municípios de Quixeramobim, Quixadá e Senador Pompeu, escolhidos para a primeira etapa de execução do programa.

O programa prevê o cultivo de algodão em 2 mil hectares desses três municípios, a cujos produtores o Governo fornecerá sementes selecionadas.

O Ceará já foi o maior produtor de algodão do Nordeste, chegando a produzir 150 mil toneladas de pluma nos anos 60.

Hoje, a cotonicultura praticamente está fora da atividade agrícola cearense, razão pela qual está o governo cearense novamente empenhado em reativa-la.

18:14 · 11.12.2017 / atualizado às 18:45 · 11.12.2017 por

A Itaueira Agropecuária, com sede em Fortaleza e fazendas de produção de melão e melancia no Piauí e na Bahia, distribuiu comunicado nesta segunda-feira, 11, informando que adquiriu 75% do capital da Cearosa Vegetais, empresa também cearense, que produz pimentões coloridos, tomates cereja e brócolins na Serra da Ibiapaba.

A Itaueira aportará à Cearosa Vegetais capital, tecnologia e gestão comercial. Toda a produção agrícola da Cearosa continuará sob o comando do seu fundador, o gaúcho Paulo Selbach, e de sua filha Gabriela.

Mas a Cearosa deixará de produzir rosas.

 

 

 

04:11 · 11.12.2017 / atualizado às 04:13 · 11.12.2017 por

Uma informação importante para os empresários da agropecuária cearense, principalmente para os exportadores de frutas:

O Ministério da Agricultura decidiu não contratar mais nenhum novo fiscal agropecuário. No Ceará, o Ministério tem só 10 fiscais que cumprem sua tarefa nos portos do Pecém e Mucuripe e no Aeroporto Pinto Martins.

Em vez de contratar novos fiscais, o Ministério começou a implantar um novo modelo de fiscalização, que leva em consideração o histórico da empresa exportadora.

Se ela teve poucos problemas com a fiscalização no passado recente e remoto, os fiscais levarão isso em conta.

Se teve muitos problemas, a fiscalização será mais severa.

O novo processo, segundo o ministro Blairo Maggi, acelerará a fiscalização nos portos e aeroportos brasileiros, incluindo os do Ceará, por onde são embarcadas as frutas daqui e dos demais estados nordestinos.

04:30 · 06.12.2017 / atualizado às 04:32 · 06.12.2017 por

A doença mancha branca, que atacou as fazendas de criação de camarão no Nordeste todo, inclusive aqui no Ceará, está sendo vencida.

Na maior fazenda brasileira, a Potiporã (foto), do empresário cearense Cristiano Maia, localizada no vizinho Rio Grande do Norte, não há mais mancha branca.

Ela foi extinta por uma série de medidas técnicas e científicas, estendidas também para a sua fazenda cearense no município de Paraipaba, onde também a mancha branca foi eliminada.

O resultado disso tem sido – nas duas fazendas do carcinicultor cearense – o aumento da produção de camarão, que cresce em progressão geométrica, segundo disse Cristiano Maia.

Ele também revelou que, neste momento, o preço do camarão, no mercado interno brasileiro, está melhor do que o do mercado internacional, “onde, aliás, falta camarão”.