Categoria: Agronegócio


06:49 · 08.02.2019 / atualizado às 06:59 · 08.02.2019 por

Berlim (Alemanha) – Prestes a ser nomeado secretário-executivo de Agronegócio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Ceará (SDE), o agrônomo Sílvio Carlos Ribeiro, doutor em irrigação, antecipa ao blog: um novo plano para a agropecuária cearense está sendo desenvolvido para estruturar e promover o setor, atraindo investimentos para as suas diferentes atividades.

“No nosso Estado, são muitas as oportunidades para quem produz no setor primário. Essas oportunidades cresceram mais ainda com as novas infraestruturas portuária (Pecém) e aeroportuária (Hub do Aeroporto Pinto Martins), as quais deverão incrementar as exportações de produtos de maior valor agregado, como frutas, flores, peixes e camarão, por exemplo” – diz Ribeiro.

Ele assinala que, diante dessas perspectivas de novos negócios e novos investimentos, a SDE está pronta para ajudar a iniciativa privada a estender para outros ramos do agronegócio o protagonismo do Ceará, que já é líder na fruticultura, na carcinicultura e na pecuária. “Na agricultura o foco já determinado pelo governador Camilo Santana e pelo secretário Maia Júnior será a irrigação de precisão, que produz mais consumindo menos água e oferecendo mais empregos e renda. Emprestaremos total apoio ao esforço das empresas privadas que atuam no setor”, assegura o futuro secretário-executivo da SDE, cuja nomeação será oficializada segunda-feira, 11.

Sílvio Carlos Ribeiro está em Berlim, participando da Fruit Logistica, maior feira mundial de frutas, com 71 mil visitantes e 3 mil expositores de 160 países dos cinco continentes. Nesta sexta-feira, ela e o coordenador comercial da CIPP S/A (antiga Cearaportos), Raul Viana, cumprem nova agenda de reuniões com clientes do Porto do Pecém e com importadores europeus de frutas cearenses.

Ele transmitiu uma novidade: a Agência de Proteção à Agropecuária (Adagri), que era ligada à Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA), já está vinculada à SDE. “Com um corpo técnico de fiscalização de alto nível, o trabalho da Adagri com certeza confere aos produtos da agropecuária cearense o que podemos chamar de um selo de qualidade”, afirmou Sílvio Carlos Ribeiro.

 

06:30 · 06.02.2019 / atualizado às 06:31 · 06.02.2019 por

Berlim (Alemanha) – Com a presença de 24 empresas brasileiras, quatro das quais do Ceará – Agrícola Famosa, Itaueira Agropecuária, Brok Logistica e Companhia de Desenvolvimento do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP) – foi aberta na manhã desta quarta-feira a maior feira de frutas do mundo, a Fruit Logística, que reúne cerca de 3.100 expositores de 160 países dos cinco continentes e 71 mil visitantes, a grande maioria representantes de toda a cadeia produtiva da hortifruticultura mundial, incluindo a de logística. O ingresso para ver a feira por um dia – o que é impossível pela sua grandiosidade – custa 87 Euros; por três dias, 102 Euros.

Luiz Roberto Barcelos, presidente da Associação Brasileira dos Exportadores de Frutas (Abrafrutas) e sócio-diretor da Agrícola Famosa – maior produtora e exportadora brasileira de melão e melancia –  disse ao Sistema Verdes Mares que “a fruticultura do Brasil tem, com o novo governo do presidente Bolsonaro, um futuro muito promissor, pois agora há um esforço conjunto dos ministérios da Agricultura, das Relações Exteriores e da Economia no sentido de abrir novos mercados para as frutas nacionais”. Barcelos acrescentou que, neste momento, o foco desse trabalho se concentra nos mercados da Ásia, citando Japão, China e Hong Kong como preferenciais.

O já escolhido, mas ainda não nomeado secretário executivo do Agronegócio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Ceará, Sílvio Carlos Ribeiro, está presente na Fruit Logística já visitou o estande próprio da CIPP S/A e o da Abrafrutas. Ele já visitou a feira em anos anteriores como diretor do Agronegócio da Adece, mas agora ele está aqui representando o titular da SDE, Maia Júnior, que prometeu vir aqui em 2020. “O Ceará tem todas as condições objetivas para consolidar-se como o principal polo produtor de frutas do Nordeste, pois dispõe de boas manchas de solo, de avançada tecnologia e de um grupo de empresas e empresários que fazem a diferença. O que falta é aumentar a oferta de água, mas o Governo do Estado trabalha neste sentido por meio da Secretaria de Recursos Hídricos. Quando estiver pronto e em operação o Canal Norte do Projeto S. Francisco de Integração de Bacias, certamente as dificuldades de hoje serão superadas”, comentou Sílvio Carlos Ribeiro.

Edson Brok, que produz banana na Chapada do Apodi e também atua na logística de transporte, teve reuniões nesta quarta-feira com seus clientes europeus (ele produz e exporta banana da variedade Cavendish, a popular nanica). Amanhã, Brok terá encontros com diretores das empresas de navegação que têm linhas ligando os portos do Mucuripe e Pecém, cujos navios transportam suas bananas para Europa.

07:10 · 05.02.2019 / atualizado às 07:11 · 05.02.2019 por

Berlim (Alemanha) – Na véspera da abertura da maior feira de frutas do mundo, a Fruit Logistica, que anualmente se realiza na primeira semana de fevereiro na capital da Alemanha, o empresário cearense Tom Prado, CEO da Itaueira Agropecuária, uma das maiores produtoras de melões do Brasil, manda de Berlim uma mensagem ao Governo cearense: é possível fazer do Ceará o maior produtor de frutas do País. Basta 1) aproveitar bem a pouca água que hoje existe, 2) aplicar uma eficiente política de outorgas e 3) impor uma severa fiscalização nas áreas outorgadas, punindo quem produz irregularmente.

Tom Prado, que é também coordenador do Comitê Técnico Fitossanitário da Confederação Nacional da Agricultura, afirma que o Ceará é 100% dependente da água que vem da chuva, do subsolo e da que virá do Projeto S. Francisco de Integração de Bacias, cujo Canal Norte, que beneficiará o Ceará, ainda não ficou pronto. “A outorga da água deve ser diretamente proporcional à geração de emprego e inversamente proporcional ao volume consumido”, explica ele.

Lembrando que “em casa que falta o pão, todo mundo briga e ninguém tem razão”, Tom Prado explica que é necessário haver uma boa e eficiente gestão dos recursos hídricos com dura fiscalização do seu uso.

“O Estado do Ceará já tem uma oferta hídrica menor do que a demanda de todas as suas atividades econômicas humanas e animais. Então, se eu tenho pouca água, de quem é essa água. Ela é dos cearenses, é do povo do Ceará. Essa pouca oferta hídrica – que sobra após atender à prioridade do consumo humano e animal – deve ser direcionada às atividades que gerem mais emprego e renda, porque, se eu tenho desemprego no Ceará e a água que eu tenho não é suficiente para todas as atividades, tenho obrigatoriamente de eleger uma hierarquia de uso. Mas essa hierarquia deve beneficiar não as atividades, mas o povo cearense. O primeiro critério é a geração de emprego. Exemplo: suponhamos que há duas empresas industriais querendo instalar-se no Ceará. Ambas consomem a mesma quantidade de água; uma gerará 10 mil empregos, a outra só 100 empregos. Claro está que terei de abdicar daquela que só abrirá 100 empregos. Quando – e se – o Ceará tiver todos os seus grandes açudes recarregados, com plena oferta de água, aí os critérios de outorga poderão ser mudados” – finalizou Tom Prado.

05:36 · 21.01.2019 / atualizado às 05:36 · 21.01.2019 por

As exportações brasileiras do agronegócio atingiram o valor recorde nominal de US$ 101,69 bilhões em 2018, com crescimento de 5,9% em relação aos US$ 96,01 bilhões exportados em 2017. O recorde anual anterior ocorreu em 2013, quando o país exportou US$ 99,93 bilhões em produtos do setor.

De acordo com a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), as vendas para a China explicam o comportamento da balança do agro. As exportações para o país asiático aumentaram US$ 9 bilhões. O valor supera os US$ 5,67 bilhões registrados no mercado externo de alimentos como um todo.

A soja foi o principal produto exportado com volume recorde de 83,6 milhões de toneladas. Segundo o boletim da Secretaria, o incremento na quantidade exportada não ocorreria sem a forte demanda chinesa. O consumo chinês cresceu de 53,8 milhões de toneladas, em 2017, para 68,8 milhões de toneladas, em 2018, com aumento de 15 milhões de toneladas de soja em grãos.

Já o comércio de carne bovina in natura atingiu volume recorde na série histórica iniciada em 1997. No ano passado, foram exportadas 1,35 milhão de toneladas (+12,2%). Foram vendidas para a China 322,3 mil toneladas com acréscimo de 111,1 mil toneladas em relação a 2017.
Outro produto que teve desempenho favorável, nos últimos 12 meses, foi a celulose, dentro do segmento de produtos florestais. A celulose obteve valor recorde de US$ 8,35 bilhões (+31,5%), também em quantidade, chegando a 15,3 milhões de toneladas (+10,6%).

Também a demanda chinesa explica em grande parte esse incremento. O país asiático aumentou as aquisições para 6,5 milhões de toneladas de celulose em 2018 (+20%).
A participação do Agronegócio representou 42,4% do total das vendas externas brasileiras no ano.

06:01 · 16.01.2019 / atualizado às 06:01 · 16.01.2019 por

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) encerrou o ano de 2018 na marca de R$ 569,8 bilhões, menor do que o valor recorde obtido em 2017, de R$ 582,3 bilhões. Os valores da produção de algodão e de soja foram os maiores registrados na série iniciada em 1989. Esses resultados trouxeram importantes benefícios, especialmente àqueles estados onde predominam as lavouras desses produtos, como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Bahia.

Os produtos que deram maior sustentação ao VBP foram algodão, café e soja, embora cana-de-açúcar e milho também são destacados por expressiva participação no valor gerado.

O ano não foi favorável para a pecuária, que teve redução de valor em suas principais atividades, como carne bovina, frango, carne suína, leite e ovos. Preços internacionais e retração do consumo interno estão associados a esse desempenho, analisa José Garcia Gasques, coordenador-geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Um balanço dos resultados dos estados mostra que nove tiveram aumento real do valor da produção. São eles Bahia, Piauí, Rio Grande do Norte, Maranhão, Minas Gerais, Espírito Santo e os estados Centro-Oeste (exceto o DF). As quedas de valor foram observadas em estados do Nordeste, em toda a região Sul, parte do Sudeste e alguns estados do Norte.

As perspectivas para 2019 mostram aumento do faturamento devido, principalmente, à melhoria da pecuária, que mostra crescimento em quase todas suas atividades. As primeiras estimativas mostram crescimento de 2,1% do VBP em relação ao último ano, o que representa faturamento de R$ 581,6 bilhões.

06:26 · 11.01.2019 / atualizado às 06:40 · 11.01.2019 por

Deterioraram-se as relações dos empresários cearenses do agronegócio com o Governo do Estado.

O motivo foi a sanção do governador Camilo Santana à Lei que proíbe a pulverização aérea de defensivos químicos nas áreas da agricultura em toda a geografia do Ceará.

Na opinião dos líderes do agronegócio, a decisão do governador torna inviável a atividade da bananicultura, porque, ocupando extensas áreas e exigindo pulverização aérea, não tem como prosperar sem o combate às pragas e doenças, o que não pode ser feito com pulverização mecânica, por mãos humanas. Isso contribui para fechar o cerco à agricultura empresarial no Estado.

Uma prova dessa deterioração foi a notícia da atitude tomada pelo empresário Carlos Prado – fundador e presidente do Conselho da Itaueira Agropecuária, grande produtora de melão, melancias e pimentões coloridos – que renunciou à coordenação das Câmaras Setoriais do Agronegócio, que é vinculada à Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece), que por sua vez se vincula à Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE).

O presidente da Associação Brasileira de Produtores Exportadores de Frutas (Abrafrutas), Luiz Roberto Barcelos, sócio e diretor da Agrícola Famosa, maior produtora e exportadora brasileira de melões, solidarizou-se com Carlos Prado e condenou a decisão do governador Camilo Santana. “O cultivo da banana no Ceará, sem pulverização aérea, está inviabilizado”, disse ele.

Tanto Carlos Prado quanto Luiz Roberto Barcelos considera que a decisão do governador prejudica grandemente a atividade do agronegócio como um todo no Ceará.

O agronegócio cearense envolve as atividades da fruticultura, floricultura, avicultura, carcinicultura (criação de camarão), tilapicultura, pecuária leiteira bovina e agricultura, oferecendo emprego a milhares de pessoas no interior do Estado.

A bananicultura é a terceira maior e mais rentável atividade da fruticultura cearense, desenvolvendo-se principalmente no Sul do Estado, onde está a maior área plantada, e na Chapada do Apodi. O Ceará é o terceiro maior produtor de banana do País, mas deixará de sê-lo como consequência da proibição da pulverização aérea.

A aviação agrícola brasileira é uma das três maiores do mundo e tem uma frota de mais de 1.200 aeronaves utilizadas na pulverização de extensas áreas agrícolas como as de banana, de soja, milho e algodão. Esses aviões e seus pilotos utilizam-se de moderna tecnologia e equipamentos de precisão para fazer a pulverização sem risco à saúde humana, preservando o meio ambiente, como já disse, em nota oficial, o Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola.

Na opinião dos empresários do agronegócio, o Governo do Ceará está tornando difícil a vida da agricultura empresarial, que, produzindo em escala, se utiliza de modernas tecnologias e de altos investimento em pesquisa, além de garantir oportunidade de trabalho para largas faixas da população sertaneja.

 

06:55 · 27.12.2018 / atualizado às 06:56 · 27.12.2018 por
A seguir, a nota oficial distribuída pelo Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola sobre recente decisão da Assembleia Legislativa do Ceará, que aprovou projeto-de-lei – já encaminhado à sanção do governador Camilo SDantana – proibindo a pulverização aérea em todo Estado:
O Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag) vem a público manifestar sua preocupação e perplexidade com a aprovação, pela Assembleia Legislativa do Ceará, do Projeto de Lei (PL) nº 18/2015, proibindo a pulverização aérea no Estado. Entendemos as preocupações que levaram ao debate da proposta e, mais do que isso, manifestamo-nos solidários à necessidade de um debate permanente, claro e profundo sobre o tema. De um lado, para conscientizar a todo o setor primário – grandes ou pequenos produtores – sobre a necessidade de atenção e treinamento em boas práticas para uma produção sustentável. De outro, para evitar que o debate sem equilíbrio racional reduza o tema a uma causa baseada em estereótipos, que foi o que acabou sacramentado na aprovação do PL no Ceará, em um mutirão de final de ano, no meio de dezenas de projetos de diferentes temas e importância, reduzindo todos ao imperativo da pressa de fechamento de Legislatura.
Tornamos a alertar que, em um cenário onde comprovadamente o uso de insumos químicos se faz necessário para a produção agrícola nos níveis do mercado e da geração de empregos conquistados pelo Ceará, torna-se simplesmente incoerente querer combater esse modelo simplesmente retirando de cena a única ferramenta para o trato de lavoura com regulamentação específica e, por isso mesmo, altamente fiscalizável. Lembramos que os mesmos produtos aplicados pelo ar são aplicados também meios terrestres (tratores e pulverizadores costais), com exatamente os mesmos riscos e cuidados necessários quanto à segurança pessoal e ambiental.
Para reforçar a incoerência da PL 18/15, lembramos que a principal diferença da saída da aviação agrícola do Estado será a aplicação dos produtos nas lavouras com maior uso de tratores ou pulverizadores costais. O que implicaria também na perda de agilidade e necessidade de maiores cuidados na segurança pessoal. Sem falar no maior gasto de água (20 vezes mais, em relação à aviação) para o preparo da mesma quantidade de princípios ativos.
Sobre a agilidade, destacamos que o avião é a ferramenta que tem maior garantia de terminar uma aplicação antes que se alterem as condições climáticas que tornam seguras a operação (vento, temperatura e umidade do ar) em qualquer meio. Quanto à segurança pessoal, vale lembrar que, quando o avião voa, ninguém está na lavoura. Ao passo que, em muitos casos, a aplicação aérea teria que ser substituída pela costal e sob a copa de cada planta.
Entre as mais de 20 normas, regulamentos e leis incidentes sobre a aviação agrícola (e só sobre a aviação agrícola), estão as que determinam, por exemplo, que cada empresa aeroagrícola tenha um engenheiro agrônomo responsável pelas suas operações, além de pelo menos um técnico agrícola com especialização em operações aéreas na equipe de terra em cada operação. Além de um piloto agrícola com uma formação bem além de piloto comercial, onde aprende (no curso específico) as técnicas do voo a baixa altitude, legislação ambiental, os riscos ambientais de cada produto e ações de prevenção e de emergência. Sem falar no pátio de descontaminação, também exigido em lei e que é o único lugar onde as aeronaves podem ser lavadas, contando com sistema de tratamento de efluentes para os eventuais resíduos de produtos.
Além disso, as empresas de aviação agrícola são obrigadas a enviar mensalmente ao Ministério da Agricultura relatórios completos de cada operação – área tratada, produto aplicado, quantidade, condições meteorológicas na ocasião, quem estava envolvido e assinatura do responsável técnico, além dos mapas do DGPS da aeronave, que registra como foi o voo de aplicação.
Para completar, sobre argumentos como o de que o Brasil é o maior consumidor mundial de agrotóxicos – citados na própria justificativa do projeto de lei e tantas vezes repetidos em sua referência, lembramos que a aviação agrícola é uma das ferramentas que fazem com que o Brasil utilize, por hectare, oito vezes menos agrotóxicos do que o Japão, seis vezes menos do que boa parte dos países da Europa, e três vezes menos do que os Estados Unidos. Segundo dados pesquisas da Universidade de Campinas (Unicamp) e Universidade Estadual Júlio de Mesquita Filho (Unesp), ambas em São Paulo.
Ou seja, como ferramenta de sustentabilidade, há 71 anos a aviação é legalizada, altamente regulada e a única fiscalizável. Por isso mesmo, um instrumento de garantia do direito constitucional ao meio ambiente ecologicamente equilibrado.
09:07 · 14.12.2018 / atualizado às 09:09 · 14.12.2018 por

Em tom de denúncia, o presidente da Federação da Agricultura do Ceará (Faec), Flávio Sabóya, revela que indústria de lacticínios do Sul e do Sudeste do País está há dois meses inundando o mercado consumidor do Ceará com leite em pó importado diluído em água, cujo custo de produção é bem menor do que o do leite puro produzido pela indústria cearense que, por isto mesmo, tem custo maior. “É uma ação predatória que castiga toda a cadeia produtiva da pecuária leiteira do nosso Estado”, diz, revoltado, o presidente da Faec.

O que fazer?, perguntou-lhe o blog. Sabóya disse que há mais de um mês solicitou, oficialmente, à Secretaria da Fazenda o aumento da alíquota do ICMS sobre o leite oriundo de outros Estados. A situação é grave: hoje, segundo informações do setor de lacticínios, a indústria cearense tem, estocados, mais de 20 milhões de litros de leite. Em consequência, o preço do produto desabou nos supermercados de Fortaleza, prejudicando os produtores.

Flávio Sabóya explica que o aumento do ICMS “é necessária, num momento de extrema fragilidade do setor, que amarga cinco anos de seca e  que  aguarda por chuvas, tendo a maioria de seus reservatórios  com menos de 30% da capacidade”.  A pecuária leiteira no Ceará emprega diretamente 120 mil pessoas em quase 90 mil propriedades espalhadas pelo Estado (Censo de 2017); 75% da produção estadual são oriundos de pequenos produtores, cuja produção média diária é de 50 litros por fazenda.

Como problema está a agravar-se, o presidente da Fiec solicitou quinta-feira, 13, uma audiência ao governador Camilo Santa ao qual relatará com mais detalhes o que ocorre no setor da pecuária e da indústria de beneficiamento, tudo por causa dessa invasão do leite hidratado produzido pela indústria do Sul e Sudeste. A Faec, a Secretaria de Agricultura, a Secretaria de Desenvolvimento Agrário, a Fetraece e os presidentes de sindicatos rurais das bacias leiteiras encaminharam ao governador Camilo Santana um ofício, cuja ´´integra é a seguinte:

Senhor Governador,

Passados seis anos de secas consecutivas, as atividades desenvolvidas no semiárido enfrentam, no momento, uma situação de extrema fragilidade. É a pecuária a atividade que gera renda durante todo o ano em quase todos os municípios cearenses, representando mais de 60% do Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária.

Nesse contexto, a atividade leiteira envolve, diretamente, 120 mil pessoas em quase 90 mil propriedades das 394 mil existentes (censo 2017), sendo o leite um produto da mais alta importância, onde 75% são provenientes da pequena produção, com média diária de 50 litros por fazenda.

Nesse quadro de dificuldades surgem alguns fatos recentes, que se não resolvidos, levarão a cadeia produtiva do leite a um maior enfraquecimento. Já não bastassem as secas continuadas, a escassez de alimentos e água, fatores vitais para a sobrevivência da população e dos animais, surgem na atividade, fatores alheios que se não resolvidos, levarão o nosso rebanho, constituído de vacas que representa um ativo vivo no Ceará de valor superior a 1.25 bi de reais, a redução significativa, favorecendo o êxodo rural.

Portanto, Senhor Governador, passamos agora a descrever a realidade atual da cadeia, destacando os seguintes aspectos:

– elevados estoques de leites UHT e derivados lácteos em decorrência da entrada de produtos de outros estados e queda do consumo;

– redução da aquisição de leite pelo programa PAA-LEITE e no mercado varejista;

– implantação do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal – SISBI-POA;-

-necessidade de um programa de revitalização para os pequenos lacticínios do Ceará

Face o exposto, solicitamos de V. Exa. a adoção de uma Política Fiscal voltada a elevação da pauta dos produtos provenientes de outros estados que impactam e concorrem com os produtos locais. Reforçamos também a importância da regulamentação da lei n o 15.910 no estado para aquisição de leite e derivados no mercado institucional;

Propomos a formação de uma Comissão Mista constituída pela SEFAZ, SDA, SEAPA, Câmara Setorial do Leite, Industrias, FAEC e FETRAECE para, no prazo de 05 dias úteis, submeter a V.Exa. uma proposta final.

 

08:14 · 12.12.2018 / atualizado às 08:14 · 12.12.2018 por

Entre os 10 estados mais pobres do Brasil pelo critério do Produto Interno Bruto (PIB), segundo o IBGE, cinco estão no Nordeste – Sergipe, Piauí, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte, pela ordem. Já pelo critério de rendimento real domiciliar abaixo de R$ 1 mil por ano, a região também é muito tímida e tem cinco estados com menor renda. O Maranhão está no último lugar com um rendimento médio de R$ 710,00.

A Embrapa quer ajudar a melhorar essa estatística, alterando a dinâmica da economia da região, transferindo tecnologias e alcançando o maior número possível de produtores rurais. Um plano para o desenvolvimento agropecuário do Nordeste será construído e encaminhado à futura ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, a pedido dela própria, quando participou em novembro último de uma reunião na sede da Embrapa, em Brasília, com os chefes de unidades da empresa.

Nesta quarta-feira 12, durante todo o dia, em Teresina, os chefes gerais das oito unidades da empresa no Nordeste estão reunidos para  apresentar diagnósticos e sugerir projetos que possam mudar o perfil sócio-econômico da agropecuária nordestina. O encontro realiza-se na sede da Embrapa Meio-Norte. A unidade do Piauí vai apresentar a proposta do programa Aliança para a Inovação Tecnológica no Meio-Norte, reunindo oito projetos focando sistemas de produção nas áreas de caprino, ovinos, fruticultura, apicultura, manejo de solo e água.

Participam da reunião os chefes gerais Lucas Antônio de Sousa Leite – Agroindústria Tropical (Fortaleza, CE); Liv Soares Severino – Algodão (Campina Grande, PB); Marco Aurélio Delmondes Bonfim – Caprinos e Ovinos (Sobral, CE); Maria de Lourdes Brefin – Cocais (São Luís, MA); Luiz Fernando Leite – Meio-Norte (Teresina, PI); Alberto Duarte Vilarinhos – Mandioca e Fruticultura (Cruz das Almas, BA); Pedro Carlos Gama da Silva – Semiárido (Petrolina, PE); e Marcelo Ferreira Fernandes –Tabuleiros Costeiros (Aracajú, SE).

Números do atraso
Mesmo com alguns avanços na produção de grãos, frutas e cana-de-açúcar pelo agronegócio, o atraso na agricultura da maioria dos estados nordestinos tem origem na própria realidade dos produtores. Segundo o Censo Agropecuário 2017, divulgado em julho último pelo IBGE, mostra o Piauí, por exemplo, não muito bem. Vejamos: 41,85% do produtor não sabe ler e nem escrever; e 32,14% têm mais de 60 anos, idade que já pesa negativamente na atividade.

No uso de insumos modernos, apenas 1,6% aplicam calcário na correção do solo; e 0,91% fazem adubação química e orgânica. O censo mostra também a fragilidade em áreas de grande importância para o crescimento de qualquer sistema de produção agrícola: apenas 1,35% trabalham com irrigação e 96,56% não recebem assistência técnica.

13:34 · 05.12.2018 / atualizado às 15:05 · 05.12.2018 por

O empresário Madgi Shaat, ex-presidente da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM) e atual concorrente a retornar ao cargo, está em Fortaleza nesta quarta-feira (5), cumprindo junto aos criadores cearenses da raça. O evento – uma reunião-jantar na churrascaria Fogo Campeiro, na Avenida Washington Soares –  é coordenado pelo empresário Silvio Palácio, presidente da Associação Cearense de Criadores de Cavalo Mangalarga Machador.

A pauta do encontro traz uma apresentação do panorama atual da criação da raça no país, que tem ainda Minas Gerais como o Estado mais representativo, mas que encontra no Ceará um núcleo relevante e com participação de animais de haras locais em concursos nacionais e internacionais.

Estima-se atualmente que haja um plantel de quase 700 mil cavalos Mangalarga em todo o País, considerada a maior raça equina da América Latina.

No Ceará, Silvio Palácio estima um total de dois mil cavalos Mangalarga em cerca de 60 haras registrados na Associação que ele preside, além de centenas de proprietários e criadores individuais.

Os números do mercado nacional de cavalos Mangalarga Marchador impressionam. O faturamento do setor em 2017 foi de R$ 16 bilhões, com a geração de três milhões de empregos e um crescimento anual de 12% (2016/2017).

O valor de um Mangalarga Marchador varia de acordo com a linhagem e títulos do animal. Aqueles para cavalgadas podem ser adquiridos, por exemplo, pelo mesmo preço de uma motocicleta. E um animal de elite, voltado para reprodução, pode ser cotado em até R$ 5 milhões.

Com o mercado em expansão, a consequência é a valorização dos cavalos. Uma égua adulta, por exemplo, é vendida nos haras por mais de R$ 1,5 milhão. E, por isso, a venda dos potros se torna cada vez mais atrativa.

A raça Mangalarga Marchador é tipicamente brasileira e surgiu há cerca de 200 anos, no Sul de Minas, através do cruzamento de cavalos da raça Alter – trazidos de Portugal – com outros cavalos selecionados pelos criadores daquela região mineira.

O que faz do cavalo Mangalarga Marchador um negócio bastante viável é sua versatilidade. Isso porque a raça é usada para cavalgadas, por ser dócil e considerado o cavalo da família. No campo, é também uma opção que vale muito a pena pela força e conforto que oferece. E no esporte, a raça é a mais adequada para diversos tipos de provas.

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