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Categoria: Agronegócio


04:17 · 21.08.2017 / atualizado às 04:17 · 21.08.2017 por

Amanhã, terça-feira, 22/8, às 7,30, haverá nova reunião do Pacto de Cooperação da Agropecuária do Ceará, o Agropacto, cujos integrantes ouvirão palestra do chefe-adjunto da Embrapa Agroindústria Tropical, Gustavo Saavedra.

Ele falará sobre as causas que levaram o Brasil, e o Ceará principalmente, a perder a liderança mundial da produção de caju.

Hoje, o líder mundial da produção de caju é o Vietnã, que há 25 anos não produzia caju.

Pois bem: Gustavo Saavedra não só mostrará as causas, mas também as soluções para que o Brasil retome sua liderança.

A participação brasileira na exportação mundial de caju era de 12% em 1993; hoje é de ridículo 0,17%.

O Brasil tem de aproveitar este momento para fazer renascer sua cajucultura: é que o mundo todo está querendo importar castanha de caju, inclusive a China, mas o produto está em falta no mercado.

13:17 · 17.08.2017 / atualizado às 13:17 · 17.08.2017 por

A cajucultura cearense – e a do Nordeste como um todo – enfrenta grave problema: o fim do ciclo do cajueiro tradicional, de copa larga, aquele que as pessoas de 70-80 anos se acostumaram a ver no litoral e em boa parte do interior do Estado.

Pois bem, esse cajueiro tradicional já deu o que tinha de dar.

Ele agora precisa de ser substituído – e rapidamente – pelo cajueiro anão precoce, criado e desenvolvido pela Embrapa, cuja tecnologia chegou à Ásia, onde o Vietnã já é o maior produtor mundial de castanha de caju exatamente porque cultiva o cajueiro anão.

Mas há uma boa notícia: a Embrapa Agroindústria Tropical, com sede aqui em Fortaleza, está desenvolvendo na fazenda Pimenteira, da empresa cearense Cione, um programa de renovação dos pomares de cajueiro.

A experiência, que caminha com sucesso, foi visitada pela presidente da Adece, Nicole Barbosa, e pelo seu diretor de Agronegócio, Sílvio Carlos Ribeiro, que gostaram do que viram.

Resultado: o Governo do Estado, por meio da Adece, deve tornar-se parceiro desse projeto, com o qual pretende reanimar a cajucultura cearense.

04:28 · 16.08.2017 / atualizado às 04:28 · 16.08.2017 por

Havia uma ameaça às exportações da safra cearenses de frutas, cujos embarques começam nesta semana de agosto.

Essa ameaça não existe mais.

A superintendência do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento  (Mapa) no Ceará e a Associação Brasileira de Produtores Exportadores de Frutas (Abrafrutas), presidida por Luiz Roberto Barcelos, que é também sócio e diretor da Agrícola Famosa, chegaram a um entendimento.

Ficou acertado que os processos de exportação que derem entrada na superintendência do Ministério até o meio-dia das sextas-feiras serão fiscalizados na manhã do sábado para embarque nos navios que zarpam para a Europa no mesmo sábado e nos domingos.

O acordo vale para os portos do Pecém e do Mucuripe e também para o aeroporto Pinto Martins.

O Ministério da Agricultura enfrenta uma crise de falta de fiscais, e por isto tem tomado providências para minimizar os prejuízos que essa crise tem causado.

As exportações de melão e melancia do Ceará para a Europa estão começando agora e se prolongarão até fevereiro do próximo ano

04:24 · 16.08.2017 / atualizado às 04:24 · 16.08.2017 por

O Governo do Ceará, por meio de sua Agência de Desenvolvimento (Adece), presidida por Nicole Barbosa, acaba de criar uma nova Câmara Setorial.

Trata-se da Câmara Setorial da Equinocultura, que se dedicará a projetar e executar ações para o maior desenvolvimento genético do rebanho equino do Ceará.

A proposto: o Ceará tem alguns dos melhores haras de cavalos Manga Larga Marchador e de Quarto de Milha, duas das principais raças existentes no Brasil.

A Câmara Setorial da Equinocultura terá 25 integrantes, vários dos quais representarão as entidades privadas que se dedicam à criação de cavalos de raça.

04:29 · 15.08.2017 / atualizado às 04:29 · 15.08.2017 por

O agronegócio no Ceará – que envolve a pecuária leiteira, a fruticultura, a criação de camarão e de tilápia e o cultivo de rosas e plantas ornamentais, entre outras atividades – enfrenta problemas.

O principal problema é a carência de água provocada pela falta de chuvas, o que fez secar os grandes açudes cearenses.

Mas há outros problemas, e um deles é a ação de entidades organizadas e ligadas, ideologicamente, aos partidos socialistas, que trabalham principalmente junto à Assembleia Legislativa no sentido de criar uma nova legislação que impeça a presença da iniciativa privada na agropecuária do Estado.

Por causa da falta de água e da perseguição ideológica, empresas da fruticultura cearense já trocaram o Ceará por outros estados.

O blog pode informar que o governador Camilo Santana está inteirado do assunto.

Havia dois anos, a fruticultura cearense, só ela, empregava 20 mil pessoas; hoje, emprega menos de 10 mil.

04:29 · 10.08.2017 / atualizado às 04:29 · 10.08.2017 por

O governador Camilo Santana autorizou a liberação de recursos para a execução de vários projetos da Secretaria de Pesca, Agricultura e Aquicultura.

Entre essas liberações, incluem-se a de R$ 450 mil para o peixamento de pequenos açudes do interior que encheram durante as chuvas do primeiro semestre;

R$ 300 mil para incentivar projetos de cultivo de mogno, uma madeira nobre usada pela indústria moveleira;

R$ 838 mil para projetos de cultivo de palma forrageira;

R$ 280 mil para projetos de incentivo à criação de camarão em cativeiro;

E R$ 653 mil para o projeto Lagosta Viva.

Além dessas liberações, o governador Camilo Santana autorizou a construção do Mercado das Flores, em Fortaleza.

04:45 · 09.08.2017 / atualizado às 04:45 · 09.08.2017 por

Há um novo problema ameaçando as exportações cearenses de frutas.

Além da baixa pluviometria que reduziu bastante a produção de melão, melancia, mamão e banana aqui no Ceará,  agora é uma decisão do Ministério da Agricultura que proíbe que seus fiscais agropecuários trabalhem nos dias de sábado e domingo.

É nesses dias que costuma ocorrer a maioria dos embarques.

Um exportador de frutas disse ao blog que essa decisão causará graves prejuízos às empresas exportadoras de melão, cujos embarques para o estrangeiro alcançam o seu pique, a partir de agora e até janeiro.

Por causa disso, é provável que as exportações de frutas, que hoje são feitas pelo porto do Pecém, sejam transferidas para o porto de Natal.

Tudo parece contribuir para que o Ceará deixe de ser um dos maiores polos brasileiras de fruticultura.

Há dois anos, por causa da falta de água, empresas cearenses mudaram-se para o Rio Grande do Norte, onde o porto de Natal funciona durante todos os dias a semana.

04:26 · 09.08.2017 / atualizado às 04:26 · 09.08.2017 por

A agricultura cearense tem produzido bem mais informações o que a indústria. E aqui está mais uma prova:

A Secretaria de Agricultura, Pesca e Aquicultura do Ceará anuncia que instalará dois laboratórios de análise para atender à demanda da carcinicultura.

A criação de camarão em cativeiro está crescendo em alta velocidade na região jaguaribana, mas é preciso tomar uma série de medidas para evitar a mancha branca, doença que ataca o camarão.

Um laboratório será instalado em Jaguaruana; o outro na localidade de Parajuru, na geografia do município de Beberibe.

Nessas áreas é que estão surgindo, quase da noite para o dia, novas fazendas de criação de camarão.

A Secretaria de Agricultura e a Associação Cearense dos Criadores de Camarão deram-se as mãos e juntas estão dividindo os custos de instalação e operação dos laboratórios.

A entidade dos camaroneiros está doando o veículo que fará a coleta das amostras de camarão para análise no laboratório, que terá especialistas em biologia, enquanto as prefeituras de Beberibe e Jaguaruana doam os espaços físicos onde os laboratórios serão instalados.

04:46 · 07.08.2017 / atualizado às 04:46 · 07.08.2017 por

Empresários cearenses de vários ramos da agricultura cearense estão decididos a investir em nova atividade – a da carcinicultura, ou seja, a criação de camarão em cativeiro.

Há dois motivos decisivos para essa mudança: o primeiro é o lucro da carcinicultura, que é várias vezes maior do que o da agricultura.

O segundo motivo é que o cultivo do camarão em cativeiro não consome muita água, uma matéria-prima que está em falta no Ceará e no Nordeste todo.

Pelo contrário: para criar camarão, bastam a água de poço profundo e o seu correto manejo, o que inclui a manutenção de uma determinada temperatura, para que se evitem o surgimento da doença branca.

Na região jaguaribana, até quem plantava arroz deixou de fazê-lo, e agora cria camarão em cativeiro.

04:20 · 02.08.2017 / atualizado às 04:20 · 02.08.2017 por

No município cearense de Morada Nova, na região do Jaguaribe, vários antigos produtores de arroz trocaram a atividade da rizicultura pela da carcinicultura.

Isto é: eles deixaram de produzir arroz e estão, agora, a produzir camarão.

Há alguns motivos para isso, dois dos quais são os seguintes:

Primeiro, a produção de camarão dá um lucro bem maior do que o cultivo do arroz;

Segundo, o cultivo do arroz gasta grande quantidade de água, enquanto a do camarão gasta 90% menos de água.

E há ainda um terceiro motivo: o Ceará está atravessando o sexto ano consecutivo de baixa pluviometria.

Os pequenos, médios e grandes açudes estão totalmente secos ou em vias de secar.

Para a criação de camarão, basta a água de poço, e melhor ainda se ela for salobra.