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Categoria: Agronegócio


08:59 · 17.07.2018 / atualizado às 09:05 · 17.07.2018 por

A produção de pimentões coloridos da empresa cearense Itaueira Agropecuária está sendo duplicada, segundo informa seu diretor de produção, o agricultor gaúcho Paulo Selbach.

Ele disse ao blog que esse aumento é para atender à demanda crescente não só do mercado cearense e nordestino, mas também do mercado do Sudeste, para cujas redes de supermercados a Itaueira vende seus pimentões coloridos.

A fazenda de produção de pimentões coloridos da Itaueira localiza-se na Serra da Ibiapaba e ocupa uma área de 15 hectares, toda sob estufas. A Itaueira – controlada pela família Prado – utiliza sementes estrangeiras, importadas com exclusividade para o País. Essas sementes são desenvolvidas pelas melhores empresas melhoristas da Europa (são as que, usando a última biotecnologia, tornam melhores – no sabor, na cor e na qualidade – os pimentões).

Por razões estratégicas, Paulo Selbach não revela qual o volume da produção de pimentões da Itaueira, que produz – na Bahia e no Piauí – melões e melancias, que, como os pimentões, têm a marca Rei.

05:57 · 16.07.2018 / atualizado às 05:58 · 16.07.2018 por

Autoridades sul-africanas concluíram os requisitos e aprovaram o modelo de Certificado Fitossanitário para a importação de mangas do Brasil. De acordo com a Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), é mais uma opção de mercado para os produtores brasileiros no exterior.

As negociações técnicas, por meio do Departamento de Sanidade Vegetal (DSV), da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA/Mapa), para a abertura do mercado sul-africano transcorriam desde 2015. A SRI trabalha para alcançar a meta de elevar a participação brasileira no agronegócio mundial a 10% até 2022. Atualmente, o mercado mundial do agro situa-se em cerca de US$ 1,2 trilhão.

Em 2017, o Brasil exportou US$ 630 milhões de produtos do agronegócio para a África do Sul, o que colocou o país africano como o 27º maior importador de produtos do agro brasileiro. Os principais itens exportados pelo Brasil para ao país foram carne de frango (US$ 257 milhões) e açúcar (US$ 155 milhões).

As exportações brasileiras de manga chegaram a US$ 205 milhões, em 2017, sendo que 77% do produto foram destinados a países da União Europeia.

09:43 · 12.07.2018 / atualizado às 09:45 · 12.07.2018 por

A Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do Ceará (Fetraece) realizará entre os dias 13 e 15 de julho, no Parque de Exposições Governador César Cals, em Fortaleza, a XI Feira Cearense da Agricultura Familiar (11ª Feceaf). Considerada a maior feira do segmento no Estado – devido ao número de expositores, valor movimentado e por reunir agricultores familiares de todo o Ceará – a Feceaf possibilita uma imersão na cultura do campo.  

“Buscamos com a Feceaf permitir intercâmbios culturais, tanto das pessoas que moram na cidade e que vão poder conhecer, conversar e comprar produtos diretamente de quem produz, assim como os próprios agricultores irão trocar experiências, pois reunimos trabalhadores de todas as regiões cearenses. Vale destacar que seja no campo ou na cidade, 70% dos alimentos que vão para a mesa dos brasileiros têm origem na agricultura familiar, é o que aponta o IBGE,” destaca José Francisco de Almeida Carneiro, secretário de Política Agrícola da Fetraece.  

A Feira Cearense da Agricultura Familiar (Feceaf) contará com a participação de 340 expositores. Durante seus três dias, é esperado um público 25 mil pessoas e uma expectativa de movimentação de R$ 1,3 milhão. 

A Feceaf reunirá uma diversidade de produtos orgânicos da agricultura familiar, além de exposição e venda de animais, artesanatos, casa de farinha e engenho, concurso leiteiro e de raças, apresentações culturais e shows musicais com artistas como Bete Nascimento, Os Alfazemas, Cacimba de Aluá e Os Januários. 

08:54 · 11.07.2018 / atualizado às 09:20 · 11.07.2018 por

É verdade que os agroquímicos, ou pesticidas, ou defensivos agrícolas ou agrotóxicos matam, como estão a propagar quase todas as ONGs ambientalistas e militantes políticos que são contra o regime econômico de livre mercado, de livre iniciativa?

Reparem: na década de 60, a expectativa de vida no Brasil era de pouco menos de 50 anos. Hoje, na segunda década do Século XXI, essa expectativa é de 75 anos.

Na década de 60, os alimentos eram orgânicos, não havia pesticidas. Não havia lavoura em escala como há hoje no Brasil.

Hoje, 95% dos alimentos são produzidos com o uso de agroquímicos, que combatem, com eficiência, as pragas e doenças na lavoura.

Os dois estados brasileiros que mais usam agroquímicos no Brasil são o Paraná, onde a expectativa de vida é de 77 anos, e o Rio Grande do Sul, cuja expectativa é de 78 anos – três a mais do que a média brasileira.

No Japão, um País desenvolvido, que usa oito vezes mais agroquímicos do que o Brasil, a expectativa de vida é de mais de 80 anos.

Tem alguma coisa errada nisso, costumam replicar as organizações de militantes que são – por ideologia – contra a agropecuária brasileira e, por extensão, contra o livre mercado.

Quando um agrônomo ou veterinário receita um produto químico para o combate de alguma doença que atacou sua plantação de grãos, frutas ou hortaliças, ele repete o mesmo procedimento de um médico que trata das doenças dos humanos. Não há diferença. Os remédios para as plantas e para os humanos são produtos químicos que combatem as doenças. E cada remédio, para as plantas ou para os humanos, têm bula com instruções para o seu uso correto.

Pessoas ou plantas, bem tratadas, são mais saudáveis. É por isto – ou seja, é porque trata bem e corretamente suas lavouras – que o Brasil é hoje um dos três maiores produtores, consumidores e exportadores mundiais de alimentos.

O resto é ideologia de quinta categoria.

Este texto foi elaborado com base em um vídeo gravado por um pequeno agricultor do Sul do Brasil, o qual, com linguagem simples mas contundente, encontrou uma maneira potente de esclarecer o que é bem claro.

Você acha que os EUA, a Europa, a China e outros países do mundo importariam alimentos do Brasil se eles fossem veneno, como diz e repete quem milita contra o regime de livre empresa?

 

04:28 · 09.07.2018 / atualizado às 04:33 · 09.07.2018 por

O Ceará está produzindo manga em escala e com uma produtividade extraordinária: 36 toneladas por hectare.

Quem transmite esta informação ao blog é o secretário de Agricultura, Pesca e Aquicultura, Euvaldo Bringel.

Ele acrescenta que essa produção se registra no distrito de São Miguel, na geografia do município de Mauriti, na região do Cariri, no Sul do Estado.

O secretário Euvaldo Bringel informa ainda que isso é possível “graças , à boa oferta de água do sub-solo e às boas práticas agrícolas.

04:49 · 27.06.2018 / atualizado às 10:18 · 27.06.2018 por

Por causa das longas estiagens, as águas de superfície ficarão cada vez mais difíceis para a atividade econômica no Nordeste, incluindo o Ceará. (Águas de superfície são as dos rios e dos açudes). Quem fez esta advertência foi o engenheiro Francisco Viana, um estudioso dos recursos hídricos, ex-presidente da Funceme e ex-dirertor da Agência Nacional de Águas (ANA), hoje prestando serviço de consultoria à Companhia de Gestão de Recursos Hídricos do Ceará (Cogerh).

Viana reuniu-se segunda-feira, 25, com um grupo de empresários da indústria e da agropecuária, para os quais falou sobre o tema. Em resumo, ele afirmou que é preciso, diante das dificuldades que a natureza impõe à região nordestina, “otimizar a oferta e o uso da água”. Francisco Viana foi direto ao ponto: diante de um cenário de crise hídrica – como o atual – investir na agricultura irrigada é muto arriscado, “é uma loucura”.

Na sua opinião, o Projeto São Francisco de Integração de Bacias vai prestar uma boa ajuda ao Ceará, mas lembrou que, dos 26 m³ por segundo  outorgados pela ANA, só chegarão ao Canal Norte – que trará as águas para o Ceará – 6m³ por segundo, pois metade desse volume perder-se-á ao longo do caminho pela evaporação e infiltração. Lembrou ainda que só consumo da Região Metropolitana de Fortaleza é de mais de 10 m³ por segundo.

17:59 · 25.06.2018 / atualizado às 18:03 · 25.06.2018 por

Maior produtora brasileira de rosas, a Reijers – com fazenda de produção em São Benedito, na serra da Ibiapaba, no Oeste do Ceará – vai dobrar sua produção cearense que hoje é de 130 mil botões de rosas por dia e mais 20 mil de outras espécies.

O dono da empresa, empresário paulista Roberto Reijers, que está em Fortaleza, disse ao blog que, para a ampliação da produção, adquiriu uma área de 70 hectares localizada 20 quilômetros além da fazenda atual.

O novo projeto cearense da Reijers será motivo de uma reunião no dia 28 do próximo mês de julho em São Benedito, à qual estarão presentes técnicos do BNB, Adece, UFC, IFCE, Sebrae, Fiec, Faec e também da FCDL do Ceará. Para essa reunião, serão também convidados representantes da cadeia do turismo e da gastronomia do Estado, adiantou Zuza de Oliveira.

Por que tantos organismos presentes? O agrônomo Zuza de Oliveira, consultor empresarial em agropecuária e muito ligado à Reijers,  explica que “essa será a Fase 2 do Projeto Flores do Ceará”, lançado há 20 anos quando a empresa paulista chegou à Ibiapaba atraída pelo então secretário de Agricultura Irrigada, Carlos Matos.

O novo projeto da Rosas Reijers mobilizará 100 pequenos agricultores da Ibiapaba, que serão chamados a cultivar flores – rosas, principalmente.

A ideia de Roberto Reijers, com o novo projeto, é transformar a Serra da Ibiapaba num dos maiores polos brasileiros de produção de rosas. Ele diz que há um interesse crescente dos turistas em conhecer o campo de produção da Reijers em São Benedito. “Recebemos 5 mil turistas por mês em nossa fazenda na Ibiapaba”, revela Reijers.

O centro de produção de mudas da Reijers localiza-se em Holambra, no interior de São Paulo, de onde são transportadas para São Benedito, onde são cultivadas. Essas mudas são de sementes especiais desenvolvidas por alguns das mais famosas empresas melhoristas (que desenvolvem pesquisas genéticas das plantas) da Europa. Neste momento, Roberto Reijers está tentando atrair alguns desses melhoristas para o Ceará, levando em conta que a produção de rosas na Ibiapaba será muito ampliada a partir do início da segunda fase do Projeto Rosas do Ceará.

02:35 · 20.06.2018 / atualizado às 02:37 · 20.06.2018 por

Caiu o preço do camarão nas fazendas de produção e também nos restaurantes de Fortaleza.

Motivo: os altos estoques causados pela greve dos caminhoneiros que, durante 11 dias, interrompeu o transporte de camarão do Nordeste para os centros de consumo na região e também no Sudeste.

Produtores e grandes redes de restaurantes – incluindo a cearense Coco Bambu, que, mensalmente, compra 100 toneladas de camarão – reuniram-se e fecharam um acordo que barateou o produto para o consumidor final.

Não se sabe até quando irá o novo preço praticado pelos produtores. O que se sabe é que, agora, a produção, o transporte e o preço do camarão voltaram à normalidade.

04:36 · 18.06.2018 / atualizado às 08:32 · 18.06.2018 por

Com o objetivo de levar o financiamento da casa própria a comunidades que vivem longe dos centros urbanos, o Governo do Ceará, por meio de sua Secretaria de Agricultura, Pesca e Aquicultura (Seapa), pretende criar o programa “Casa do Pescador”, que será um braço do Minha Casa, Minha Vida do Governo Federal, bancado pela Caixa Econômica.

O secretário da Seapa, Euvaldo Bringel, disse ao blog que sua Pasta tomará todas as medidas para a legalização do terreno no qual serão construídas as unidades residenciais do projeto Casa do Pescador. Em seguida, atrairá as empresas construtoras já engajadas no Minha Casa, Minha Vida. “O grande problema do Minha Casa, Minha Vida é legalizar o terreno. Para evitar essa dificuldade, o Governo do Ceará cuidará disso”, afirmou Bringel.

Otimista, ele acrescentou que a primeira etapa do projeto prevê a construção de 800 casas para os profissionais registrados nas várias Colônias de Pescadores. “Já estamos estudando como isso será feito. O governador Camilo Santana já deu o sinal verde”, informou.

Euvaldo Bringel também adiantou que o projeto pretende também beneficiar trabalhadores de todo o setor do agronegócio, incluindo os da fruticultura e da pecuária.

 

04:13 · 13.06.2018 / atualizado às 04:15 · 13.06.2018 por

De janeiro a abril deste ano, as exportações cearenses de castanha de caju alcançaram o equivalente a US$ 36,6 milhões, o que representa 18% a mais do que em igual período do ano passado de 2017.

Apesar disso, a cajucultura no Ceará vem reduzindo sua produção e sua produtividade.

Empresários do agronegócio com os quais o blog conversou disseram que, dentro de 10 anos, se alguma providência não for tomada, a atividade econômica da cajucultura neste Estado desaparecerá.

Os mesmos empresários explicaram que a atual floresta de cajueiros já deu o que tinha de dar.

No seu lugar, tem de ser plantada uma nova floresta com a variedade de cajueiro-anão (foto), que produz três vezes em menos espaço.

Mas isso exigirá algumas centenas de milhões de reais, dinheiro que nenhum produtor tem.

O Brasil, que já foi o maior produtor de caju do mundo, é hoje só o décimo colocado.