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Categoria: Energia


06:56 · 20.09.2018 / atualizado às 06:59 · 20.09.2018 por

Apostando nos ventos do Nordeste, o empresário cearense Mário Araripe tornou-se o terceiro homem mais rico do Ceará, com uma fortuna estimada em R$ 5,5  bilhões, segundo revela o último levantamento da Forbes, publicado na mais recente edição de sua revista Forbes Brasil.

Mário Araripe é o sócio majoritário da Casa dos Ventos, pioneira e maior investidora no desenvolvimento de projetos de geração de energia eólica no Brasil.

Há mais de dez anos no mercado, a empresa é responsável pelo maior número de projetos que venderam energia nos leilões e no ambiente de contratação livre.

Além de ter desenvolvido aproximadamente 30% de todos os empreendimentos eólicos em implantação ou operação no País, a Casa dos Ventos é detentora do maior portfólio de projetos eólicos do Brasil.
A sede da companhia é na cidade de São Paulo e seus projetos eólicos estão localizados no Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Paraíba, Bahia e Piauí.
07:11 · 19.09.2018 / atualizado às 07:39 · 19.09.2018 por

O secretário de Desenvolvimento Econômico do Ceará, César Ribeiro, que se encontra em viagem de volta da China, onde passou os últimos 8 dias e com quem este blog trocou mensagens na noite de terça-feira, 18, informou que o Governo do Ceará entregou à direção da multinacional dinamarquesa Vestas – maior fabricante mundial de equipamentos de geração de energia eólica – uma proposta para que a empresa, que tem fábrica de aerogeradores e pás em Aquiraz (foto), na Região Metropolitana de Fortaleza – permaneça no Ceará.

Os governos de Pernambuco e Bahia tentam, há alguns meses, atrair essa unidade industrial da Vestas.

> Ourofértil decide fechar sua fábrica no Pecém

Segundo o secretário César Ribeiro, a proposta do governo cearense à Vestas atende ao interesse dos escandinavos, razão pela qual ele está “muito otimista” quanto ao um final feliz dos entendimentos. A alta direção da empresa, em Copenhague, decidirá a questão.

A ideia do Governo do Ceará e da Vestas é assegurar não só a manutenção da fábrica dinamarquesa em Aquiraz, mas a sua ampliação para que ela possa fabricar seu novo aerogerador, com potência de 4,2 MW. Esse gerador é que será usado na maioria dos parques eólicos que – oriundos do último leilão de energia – serão instalados no País, principalmente na região Nordeste, pelos próximos quatro anos.

Na ampliação da fábrica de Aquiraz – que, na verdade, representará a instalação de uma nova indústria – serão investidos R$ 100 milhões.

“Fizemos tudo o que estava ao nosso alcance”, disse César Ribeiro em sua mensagem ao blog.

Uma fonte do setor de energia elétrica, que acompanha os entendimentos, disse nesta quarta-feira, 19, que um comunicado oficial deverá ser emitido pela Vestas a respeito da decisão a ser tomada pela sua alta direção.

11:22 · 06.09.2018 / atualizado às 11:24 · 06.09.2018 por

Fortaleza receberá amanha, sexta-feira, 7 – feriado em comemoração à Independência do Brasil – a exposição itinerante A Energia da Língua Portuguesa.

A iniciativa da EDP, empresa que atua em todos os segmentos do setor elétrico brasileiro, traz atividades interativas relacionadas ao nosso idioma para o público de todas as idades. A mostra, que já atraiu mais 20 mil pessoas pelas cidades onde passou, estará aberta para visitação no Aterro da Praia de Iracema (na esquina das Avenidas Rui Barbosa e Beira Mar), entre os dias 7 e 9 de setembro, com entrada gratuita, de 10 às 19 horas.

Serão 300 metros quadrados de espaço, dentro e fora, com uma estrutura que possibilitará aos visitantes o contato direto com informações, dados e curiosidades sobre os países que falam o português. Ali, os participantes poderão aprender de forma divertida as peculiaridades da língua, principalmente no Brasil e em Portugal, além de curiosidades sobre expressões comuns do idioma, considerado o sexto mais falado do mundo e o mais utilizado no Hemisfério Sul.

Do lado de fora, a exposição trará uma espaçosa área que convidráa os visitantes à leitura e à convivência, com puffs espalhados e estantes recheadas de livros. Contará também com  um painel de LED, que se transformará em uma tela de cinema, na qual serão exibidos filmes sobre poesia e cultura dos países que falam o português.

No domingo, às 15 horas, a área externa da estrutura receberá o show do rapper Vinícius Terra.

10:37 · 06.09.2018 / atualizado às 10:43 · 06.09.2018 por

O grupo francês Quadran, o maior do seu País no setor de energias renováveis, investirá, pelos próximos três anos, na região do Cariri, no Sul do Ceará, mais de R$ 1 bilhão na implantação de parques eólicos que gerarão, até 2021, pela força dos ventos, 240 MW.

O Quadran ganhou o leilão que, em maio deste ano, a estatal Central Elétricas de Minas Gerais (Cemig) promoveu para a compra de energia elétrica.

Antes disso, a empresa francesa comprara os projetos desenvolvidos pela Cortez Engenharia e a Braselco, que agora serão instalados na geografia caririense, começando pelos municípios de Missão Velha e Porteiras, estendendo-sedepois para os de Jardim, Barbalha e Crato.

Esses 240 MW a serem gerados dentro de três anos serão injetados na rede nacional.

Para a implantação desses parques eólicos no Cariri, a Quadran celebrou parceria com a multinacional dinamarquesa Vestas, cuja fábrica de Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza, inaugurada há dois anos, será ampliada e modernizada para produzir os seus novos e gigantescos aerogeradores, cuja potência será de 4,2 MW.

10:00 · 28.08.2018 / atualizado às 10:03 · 28.08.2018 por

A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) está a defender a criação de uma política de Estado para o desenvolvimento da fonte solar fotovoltaica no Brasil. É o que a entidade espera do próximo presidente da República, a ser eleito em outubro.

A entidade tem recomendado a inclusão da fonte solar fotovoltaica como uma ferramenta estratégica nos programas de governo dos candidatos à Presidência da República. Também tem atuado junto às demais instituições de governo, como o Ministério de Minas e Energia (MME), propondo medidas de alto impacto e rápida implementação capazes de dinamizar o uso de energia solar fotovoltaica no País.

Como medida central, a Absolar recomenda a criação de um programa nacional solar fotovoltaico, sinalizando à sociedade brasileira, ao mercado e ao setor que a fonte será parte estratégica da política de desenvolvimento do País. Para isso, propõe a incorporação pelos candidatos de uma meta de Estado de atingir pelo menos 30 Gigawatts (GW) da fonte solar fotovoltaica na matriz elétrica brasileira até 2030.

Com esse compromisso, o setor pretende contribuir com a atração ao Brasil de R$ 100 bilhões em novos investimentos privados, proporcionando a geração de 1 milhão de novos empregos qualificados. A primeira fase desse programa, planejada para ser implementada no período de 2019 a 2022, será capaz de movimentar R$ 35 bilhões e gerar 350 mil novos empregos.

Para viabilizar a meta principal de 30 GW até 2030, a Absolar recomenda a criação de novas linhas de financiamento que possibilitem a democratização do acesso à tecnologia, para que residências, comércios, indústrias, produtores rurais e prédios públicos possam gerar sua própria energia renovável, limpa e competitiva a partir do Sol, reduzindo seus gastos e aliviando seus orçamentos.

Novos leilões de energia solar fotovoltaica pelo Governo Federal também são parte da proposta, que enxerga nos projetos de grande escala uma oportunidade de diversificar a matriz, aliviar a pressão sobre recursos hídricos e reduzir o uso de termelétricas emergenciais, mais caras e poluentes.

Para fortalecer a geração de empregos locais qualificados e trazer mais tecnologia e inovação ao País, a entidade defende a adoção de uma política industrial competitiva para baratear equipamentos fotovoltaicos fabricados no Brasil, reduzindo a elevada tributação sobre as matérias primas utilizadas pelo setor.

“O Brasil está 15 anos atrasado em comparação com os países desenvolvidos na área da energia solar fotovoltaica e, portanto, é necessária a estruturação de um programa nacional para o desenvolvimento do setor solar fotovoltaico brasileiro, tanto na geração centralizada quanto na geração distribuída, além de medidas que contemplem o avanço da cadeia produtiva do segmento”, comenta o Dr. Rodrigo Sauaia, CEO da ABSOLAR.

Para o presidente do Conselho de Administração da entidade, Ronaldo Koloszuk, o Brasil tem excelente recurso solar e possui condições privilegiadas para se tornar uma liderança mundial na área. Levantamento realizado pelo Ibope Inteligência em 2018 apontou que 9 em cada 10 brasileiros quer gerar energia renovável em casa. “Além disso, pesquisas realizadas pelo Ibope Inteligência em 2018 e 2017, pelo Datafolha em 2016 e pelo DataSenado em 2015, comprovaram que a fonte solar fotovoltaica conta com amplo apoio de mais de 85% da população brasileira”, ressalta.

10:35 · 24.08.2018 / atualizado às 11:41 · 24.08.2018 por

Sobrinho do saudoso jornalista cearense Neno Cavalcante, o advogado brasiliense Alex Cavalcante Alves assumiu na quarta-feira, 22, a Superintendência de Recursos Humanos da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que tem sede na Capital Federal.

Alves ingressou na Aneel pela primeira vez em 2007, por concurso, retornando em 2011 após o exercício de funções no Itamaraty e no Poder Judiciário.

Em sua carreira na Agência, trabalhou na área de comunicação e relações institucionais, na área de mediação administrativa e também como Assessor da Diretoria.

Como sua superintendente-adjunta, assumiu Joseanne Aguiar, que até então coordenava o núcleo de participação social da Aneel.

12:09 · 21.08.2018 / atualizado às 12:12 · 21.08.2018 por

A unidade 02 da Usina Termelétrica Pecém, que gera o equivalente a 45% da energia elétrica consumida no Ceará, está realizando sua primeira intervenção planejada de manutenção. Iniciada em 15 de agosto, ela se realizará até 28 de setembro.

A manutenção da unidade geradora 01 será realizada entre 13 de outubro e 26 de novembro.

A intervenção gerará cerca de 750 empregos nas 38 empresas fornecedoras da UTE Pecém, em áreas que vão desde a limpeza industrial até os serviços especializados de manutenção. No total, essa providência receberá aportes de cerca de R$ 70 milhões.

A intervenção ocorre a cada 40 mil horas de funcionamento das duas unidades geradoras, que têm potência instalada de 360 MW cada. Durante o período de parada, a Usina suspende a geração e o fornecimento de energia para o Sistema Interligado Nacional (SIN) após um planejamento prévio, mediante autorização do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), de modo a evitar prejuízos ao consumidor. 

“O objetivo principal é garantir que a eficiência da UTE Pecém seja mantida. No primeiro semestre de 2018, por exemplo, a disponibilidade média ficou em 97,7%, a melhor da história. E essa intervenção ajudará a manter nossa atuação como uma das usinas térmicas mais eficientes e de menor custo do País”, afirma Lourival Teixeira, diretor técnico da UTE Pecém. 

Além das 750 vagas de trabalho geradas por meio da parada de manutenção, a UTE Pecém tem 370 colaboradores diretos e cerca de 1.100 indiretos.

10:50 · 20.08.2018 / atualizado às 10:52 · 20.08.2018 por

Como reconhecimento ao seu trabalho em favor da desburocratização dos processos de licenciamento ambiental para projetos de geração de energias renováveis, o secretário de Meio Ambiente (Sema) do Governo do Ceará, Artur Bruno, será homenageado amanhã, terça-feira, 21, pelos empresários do setor.

A homenagem será às 9 horas, na sede da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece).

O processo de licenciamento ambiental para a instalação de novos parques eólicos no Ceará já foi desburocratizado. Falta, agora, desburocratizar os de geração de energia solar.

“Posso informar que estamos prestes a também retirar os entraves burocráticos para os projetos de energia solar”, disse ao blog nesta segunda-feira, 20, o secretário Artur Bruno.

O Governo do Ceará, que é a terra do sol e do vento, estava devendo essa medida ao setor gerador de energias renováveis.

 

 

09:14 · 15.08.2018 / atualizado às 10:57 · 15.08.2018 por

A gigante multinacional dinamarquesa Vestas – maior fabricante mundial de equipamentos para a geração de energia eólica – está sendo pressionada pelos governos da Bahia e de Pernambuco a transferir de Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza, para aqueles estados sua fábrica de pás e aerogeradores, inaugurada em janeiro de 2016 e na qual foram investidos R$ 100 milhões. A fábrica dá emprego a cerca de 600 pessoas, cuja mão de obra é elogiada pelos dinamarqueses.

Fontes do setor de energia, ouvidas por este blog, revelaram que a Vestas criou e desenvolveu um novo aerogerador, capaz de produzir 4,2 MW de energia eólica. Os dinamarqueses querem produzi-lo também no Brasil, em sua fábrica de Aquiraz, mas ainda estudam questões ligadas à logística de transporte, que por sua vez se relaciona à proximidade dos grandes parques eólicos em implantação no Nordeste.

Desde que souberam disso, os governos da Bahia e de Pernambuco tentam influenciar a direção da Vestas a trocar o endereço da fábrica de Aquiraz.

A Bahia, o Ceará e o Rio Grande do Norte, além do Piauí, são hoje abrigo de grandes projetos de geração eólica que já operam e vão operar pelos próximos anos na região Nordeste. Há, pois, um mercado garantido para os novos e para os antigos aerogeradores fabricados pela Vestas.

Mas os governos da Bahia e de Pernambuco pressionam a direção da Vestas no sentido de localizar em sua geografia o que seria uma nova fábrica de aerogeradores.

Aqui no Ceará, a aposta que se faz é na permanência da Vestas em Aquiraz, cuja fábrica deverá ser ampliada, com o que a empresa dinamarquesa economizará algumas dezenas de milhões de reais.

O Ceará e seus vizinhos Piauí e Rio Grande do Norte já têm e terão – ao longo dos próximos cinco anos – grandes parques eólicos, a maioria dos quais utiliza equipamentos fabricados pela Vestas.

A fonte eólica será, pelos próximos 50 anos, o foco dos grandes investimentos na área da geração de energia. O Governo da Bahia tem sido agressivo na atração de investidores e de fabricantes de equipamentos eólicos, área em que o Ceará foi pioneiro.

 

 

 

11:15 · 31.07.2018 / atualizado às 11:20 · 31.07.2018 por

A EDP Brasil está implementando projetos voltados para a redução do consumo de água e de reuso dos efluentes gerados pela sua usina termelétrica de Pecém I (foto), na geografia do município cearense de São Gonçalo do Amarante (CE). Consequência: 23% do resíduo gerado – o equivalente a 20 mil m³/mês – deixaram de ser descartados e agora fazem parte do processo de geração de energia elétrica.

Os projetos da EDP na sua UTE de Pecém absorvem investimento anual de R$ 1,2 milhão, sendo 66% por parte da EDP e 33% da Eneva – empresa que tem participação na produção da usina Pecém II.

O reaproveitamento e o tratamento de efluentes foi proporcionado por um sistema de clarificação da água moderno e compacto. Até o fim do ano, a meta da Companhia é praticamente triplicar o volume recuperado do recurso, passando de 20 mil m³/mês para mais de 57 mil m³/mês.

Outra inovação foi a implantação de um sistema de alta tecnologia, inédito no Brasil, para o tratamento da água de recirculação das torres de resfriamento, a fim de aumentar os ciclos de concentração de 3,5 para 12 vezes, e de reduzir a necessidade de descarte e reposição de água. A iniciativa gerou, ainda, uma redução de até 80 mil metros cúbicos por mês no consumo de água do sistema de resfriamento da Usina. No total, alcançou-se uma economia de 100 mil metros cúbicos mensais.

A redução do gasto de água é uma prioridade para a Usina desde o início das suas atividades, em 2012. “A UTE Pecém é uma das mais eficientes do País. Por conta disso, todos os anos investimos em ações para reduzir o consumo de água, diminuindo o impacto no meio ambiente”, afirma Lourival Teixeira, diretor técnico da UTE Pecém. A água que já foi economizada desde a implementação dos projetos seria suficiente para abastecer, durante seis meses, uma cidade com cerca de 48 mil habitantes.

As unidades geradoras de Pecém, pertencentes ao grupo EDP, têm capacidade de produção de 720MWh, equivalente a 45% da energia consumida em todo o estado do Ceará.