Categoria: Energia


07:08 · 26.10.2018 / atualizado às 07:09 · 26.10.2018 por

Atenção!!

A multinacional dinamarquesa Vestas – maior fabricante mundial de equipamentos para a geração de energia eólica – já anunciou, oficialmente, que construirá em Aquiraz uma nova fábrica que produzirá a sua nova e potentíssima turbina V150-4.2MW.

Mas – em comunicado que distribuiu quinta-feira, 25 – a Vestas revela que só “nos próximos meses” decidirá “se a planta de naceles permanecerá no município de Aquiraz, onde montou (atenção ao tempo do verbo) suas naceles de V110-2.0 MW, ou se optará por outro local no Ceará”.

Está explícito que a Vestas continuará fabricando as turbinas com potência de 2 MW (megawatts). Também está explícito que a atual fábrica de Aquiraz será ampliada e modernizada para, a partir de novembro do próximo ano, iniciar a produção da V150-4.2MW, que dará emprego direto a 200 pessoas e indiretos a mais 800, com investimentos de cerca de R$ 100 milhões (23 milhões de euros).

O comunicado da Vestas – sobre a possibilidade de instalar uma nova fábrica em outro município cearense – poderá provocar uma corrida de prefeitos em busca dessa fábrica, que quando foi implantada há dois consumiu R$ 100 milhões em investimentos.

09:52 · 22.10.2018 / atualizado às 14:20 · 22.10.2018 por

Atenção!!

Como este blog antecipara no dia 10 deste mês, hoje, segunda-feira, 22, ao meio dia, no Palácio da Abolição, a multinacional dinamarquesa Vestas -maior fabricante mundial de equipamentos para a geração de energia eólica – comunicou oficialmente ao Governo do Ceará que decidiu construir no município de Aquiraz, onde já tem uma unidade fabricante de pás eólicas, sua fábrica brasileira de aerogeradores.

O dirigente da Vestas – que chegou a chamar o Ceará de “nossa segunda casa” – fez o anúncio. Ele não disse, mas estima-se que se trata de um investimento da ordem de R$ 100 milhões.

A nova fábrica produzirá aerogeradores do novo modelo V150 com 4.2 MW de potência, o que exigirá torres com até 110 metros de altura e pás que terão 75 metros de raio.

O governador Camilo Santana, que falou em seguida ao diretor da Vestas, disse que a inauguração da nova fábrica está prevista para daqui a um ano. E citou o mês de novembro de 2019 como a data prevista.

Ainda hoje ou amanhã, terça-feira, 23, a Vestas, que ações negociadas em Bolsas de Valores da Europa, distribuirá um Fato Relevante, dando detalhes do que foi hoje anunciado, incluindo os valores do investimento e o número de empregos a serem criados, estimado em 600, igual ao que sua atual fábrica abriga em Aquiraz.

Foi uma s solenidade simples, realizada com a presença dos dirigentes da Vestas e testemunhada pelos secretários de Desenvolvimento Econômico (SDE), César Ribeiro, da Infraestrutura (Seinfra), Lúcio Gomes, e da Casa Civil, Nelson Martins. O Chefe do Gabinete do governador, sociólogo Élcio Martins, e o sub-secretaria de Energia da Seinfra, engenheiro Adão Linhares, também estiveram presentes.

 

07:59 · 18.10.2018 / atualizado às 07:59 · 18.10.2018 por

Há uma semana, aconteceu no Porto do Pecém o maior embarque de pás eólicas, para exportação, já registrado no Brasil.

Foram embarcadas, num único navio, 84 pás eólicas fabricadas pela brasileira Aeris por encomenda da dinamarquesa Vestas, maior fabricante mundial de equipamentos para a geração de energia eólica.

Por encomenda da Vestas, quem planejou e executou e ainda cuidou dos trâmites alfandegários dessa exportação foi a DHL Global Forwarding, divisão do Deutsche Post DHL Group especializada em fretes aéreos, marítimos e rodoviários.

Além do elevado valor, essas pás eólicas têm 54 m de comprimento e pesam mais de 12 toneladas cada uma, exigindo um planejamento operacional especial que observou as restrições de circulação e monitorou o movimento do trânsito nas estradas que levam ao Porto do Pecém.

O transporte faz parte de um programa maior de exportação que teve início no começo do ano e deve ser encerrado no primeiro trimestre de 2019 com a movimentação de um total de 600 pás eólicas.

Com grande experiência, nacional e internacional, no transporte de cargas ultrapesadas e sobredimensionadas, a DHL montou uma solução envolvendo uma carreta especial extensível e dois guindastes especiais.

As pás foram transportadas por via rodoviária em lotes de 6 por dia e empilhadas em 3 alturas, a baixa velocidade (20 a 30 km/h). No trajeto do transporte das pás da fábrica até o porto, há um desvio, o que dificultou ainda mais o trabalho realizado.

No Porto, as pás foram desembarcadas do caminhão e estocadas em um armazém até a movimentação final ao berço de embarque para o navio.

Essa operação desenrolou-se ao longo de 15 dias, sendo quatro apenas para o embarque no navio.

18:19 · 17.10.2018 / atualizado às 19:47 · 17.10.2018 por

Pelo menos uma grande empresa agropecuária trocará o Ceará por outro Estado da região Nordeste – provavelmente o Rio Grande do Norte ou o Piauí – se o Contencioso Administrativo Tributária (Conat) da Secretaria da Fazenda vier a aprovar proposta dos auditores da Sefaz que impõe a cobrança de uma alíquota de 27% na conta mensal de energia elétrica emitida pela Enel.

Este blog pode informar que, contra essa pretensão da Sefaz-Ceará, estão a mobilizar-se várias entidades empresariais, lideradas pela Federação da Agricultura (Faec) e por fóruns informais que congregam grandes, médios e pequenos produtores rurais.

A empresa que ameaça sair do Ceará e transferir-se para outros estados dá emprego direto a milhares de pessoas. Os empregos e ainda os laboratórios e equipamentos da empresa mudarão de endereço, caso a sua conta da luz seja majorada pela cobrança do ICMS.

Nos estados nordestinos, inclusive no Ceará, não incide ICMS sobre a energia fornecida pela Enel às atividades rurais.

Para os auditores da Sefaz, contudo, tanto as pessoas físicas quanto as pessoas jurídicas que têm atividade rural devem recolher o ICMS sobre a conta de energia, cuja tarifa também é reduzida.

O advogado tributarista Hugo de Brito Machado, um dos cinco mais respeitados do País na área tributária, emitiu um parecer – a pedido da Enel – que considera ilegal a incidência do ICMS na conta de energia do produtor rural. A Enel teme que, com o aumento da conta de luz que a cobrança do ICMS causará, o número de seus clientes inadimplentes também aumente, causando-lhe prejuízos.

O Conat vai reunir-se nos próximos dias para examinar a questão. O governador Camilo Santana ainda não emitiu opinião a respeito.

 

06:32 · 11.10.2018 / atualizado às 06:35 · 11.10.2018 por

O texto a seguir é do engenheiro cearense Fernando Ximenes, cuja empresa – a Gram Eollic – atua na área de energia. Vale a pena ler o que Ximenes escreveu:

A Usina Nuclear Angra 3 começou a ser construída em 01 de Junho de 2010, com custo inicial previsto de R$ 10 bilhões e tarifa de energia de R$ 144,00/MWh. Suas obras estão paralisadas desde 2015 depois de serem envolvidas na Lava Jato. O projeto da usina precisa de mais R$ 15,5 bilhões para a sua conclusão, após já ter consumido R$ 8,4 bilhões.
 
A primeira data prevista para a operação da usina nuclear de Angra 3 foi 2015. Não deu certo. Em seguida,  foi adiada para 2018 e agora se estima que apenas operará em 2022.  Coisas que só acontecem no Brasil.
Para resolver o impasse, o CNPE – Conselho Nacional De Política Energética aprovou na última terça-feira (09.10.2018) o ajustamento em dobro a tarifa de energia que será gerada por Angra 3 e que já havia sido ajustada da tarifa inicial projetada, de R$ 144,00/MWh.  A proposta agora alcança o inacreditável, pois sai de R$ 240,00/MWh para R$ 480,00/MWh. Comparando com o custo da energia eólica do último leilão A-6 (de 31.08.2018), que foi de R$ 79,00/MWh, chega-se ao absurdo aumento de 607,59% a mais. 
Que política energética é essa?
Lembro que a potência nominal de instalação da usina nuclear de Angra 3 é igual a 1350 MW de potência e se tudo terminar com as previsões de até agora, ela custará R$ 23,9 bilhões. Se compararmos com os custos das fontes eólica e solar, essa montanha de dinheiro seria suficiente para construir cinco gigantes usinas eólicas e outras cinco gigantes usinas solares, com a mesma potência. Com a vantagem de que as fontes eólica ou solar não poluem e são energias renováveis. 
E seria dinheiro suficiente para aumentar em 57% a potência de todas as usinas eólicas da região Nordeste.
Quem pagará esses custos energéticos? Os consumidores de energia do Rio de Janeiro, em cujo território Angra 3 se localiza, ou os de todo o País?
05:46 · 10.10.2018 / atualizado às 07:02 · 10.10.2018 por

Exclusivo!

O Governo do Ceará e a multinacional dinamarquesa Vestas Wind Systems – maior fabricante mundial de equipamentos de geração de energia eólica (gerada pela força dos ventos) – assinaram um acordo para a construção de uma fábrica de aerogeradores de 4.2 MW de potência na geografia do município de Aquiraz, onde a empresa europeia já tem, há dois anos, uma unidade industrial que produz pás e aegeradores de 2 MW.

Nesse novo empreendimento, a Vestas investirá R$ 100 milhões e criará cerca de 600 novos empregos.

O Governo cearense ganhou, assim, uma dura disputa com os estados da Bahia e de Pernambuco, que também lutavam pela fábrica da multinacional nórdica.

O secretário de Desenvolvimento Econômico do Ceará, economista César Ribeiro, que transmitiu a informação a este blog, informou que o anúncio oficial da assinatura do acordo será formalizado em cerimônia que se realizará na próxima semana no Palácio da Abolição, sede do governo estadual cearense. Estarão presentes o governador Camilo Santana e Rogerio S. Zampronha, presidente da Vestas para o Brasil e  América do Sul.

A nova fábrica da Vestas em Aquiraz, cujos detalhes técnicos ainda não foram revelados, será construída ao lado da antiga, inaugurada no dia 18 de janeiro de 2016 depois de consumir outros R$ 100 milhões de investimento.

Enquanto não ficar pronta sua nova fábrica (a construção demorará um ano), a Vestas importará de suas unidades na Europa seus novos aerogeradores, cujo modelo é o V150 com potência de 4.2 MW. A primeira encomenda firme desse equipamento foi feita pela Echoenergia, empresa brasileira controlada pela global Actis, especializada em private equity nos setores de energia e gestão de ativos imobiliários.

A Vestas fornecerá e instalará 24 turbinas eólicas V150-4.2 MW para um parque eólico da Echoenergia localizado na Serra do Mel, no vizinho Estado do Rio Grande do Norte.

Com pás de 73,7 metros de comprimento e a torre de aço mais alta do setor, a V150-4.2 MW estende-se por quase um quarto de quilômetro sendo uma das maiores de geração eólica on-shore (em terra), o que a torna muito adequada às condições de vento mais predominantes no País.

A entrega das turbinas está prevista para o primeiro trimestre de 2020 e o comissionamento para o final do segundo trimestre do mesmo ano.

A produção local do modelo V150-4.2MW em Aquiraz demonstra o compromisso de longo prazo da Vestas com o mercado brasileiro, disse ao blog o secretário-adjunto de Energia da Secretaria de Infraestrutura do Ceará, engenheiro Adão Linhares. Na sua opinião, e também na do secretário César Ribeiro, um dos fatores que pesaram a favor do Ceará foi a qualidade da mão de obra cearense. A Vestas – explicou Linhares – está muito satisfeita com a performance do quadro de pessoal de sua fábrica de Aquiraz.

Esta notícia reforça o plano de 10 anos de expansão de energia publicado pelo Governo brasileiro no ano passado. O plano prevê que o País poderá alcançar 28,5 GW de capacidade eólica até 2026, crescendo entre 1,1 e 2,0 MW por ano, aproximadamente.

06:58 · 05.10.2018 / atualizado às 08:31 · 05.10.2018 por

A CPFL Energia, controlada pela State Grid – maior empresa do setor elétrico do mundo – anuncia que construirá a subestação Maracanaú II, na cidade de mesmo nome, na Região Metropolitana de Fortaleza. A subestação terá 450 MVA de potência, além de trechos de linha de transmissão.

O empreendimento é o primeiro investimento do Grupo CPFL em transmissão no Nordeste, reforçando o compromisso com desenvolvimento do setor elétrico em todo o País.

O Grupo conquistou a concessão dos ativos no segundo leilão de transmissão deste ano, realizado no dia 28 de junho pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A proposta vencedora da CPFL Energia foi uma Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 7,885 milhões, deságio de 52,76% em relação à receita-teto estabelecida pela Aneel. As instalações irão reforçar o sistema elétrico cearense e melhorar a qualidade do fornecimento de energia para a população da região metropolitana de Fortaleza, informa a empresa.

Em paralelo à assinatura do contrato de concessão, a CPFL Energia está colocando em prática outras ações para o início das obras dos empreendimentos. O Grupo já firmou contrato de fornecimento com a Weg, na modalidade turney key (pacote completo), para a realização das obras. Adicionalmente, a companhia trabalha no desenvolvimento do projeto básico dos ativos e já deu início ao processo de licenciamento ambiental na Prefeitura Municipal de Maracanaú.

A obra, que tem previsão de investimento de R$ 102 milhões, deve gerar em torno de 292 empregos diretos, segundo estimativas da Aneel. O contrato de concessão dos ativos tem duração de 30 anos, e a expectativa é de que a subestação e a linha de transmissão entrem em operação em março de 2022, conforme o cronograma estabelecido pelo órgão regulador.

“A conquista deste projeto no Ceará faz parte da estratégia de expansão do Grupo CPFL no que chamamos de ‘transmissão de nicho’, que são ativos que possuem sinergias operacionais com as nossas distribuidoras e empreendimentos de geração”, explica a vice-presidente de Operações de Mercado da CPFL Energia, Karin Luchesi.

11:24 · 27.09.2018 / atualizado às 11:30 · 27.09.2018 por

A dinamarquesa Vestas – que tem fábrica de pás e aerogeradores eólicos em Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza – recebeu uma ordem de 101 MW para fornecer e instalar 24 turbinas eólicas V150-4.2 MW para um parque eólico localizado na Serra do Mel, no Rio Grande do Norte.

O pedido foi feito pela Echoenergia, empresa brasileira controlada pela global Actis, especializada em private equity nos setores de energia e gestão de ativos imobiliários.

A Serra do Mel contará com as primeiras turbinas V150-4.2MW no Brasil. Elas serão produzidas sob as regras do FINAME II do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), abrindo as portas para novas oportunidades no mercado brasileiro.

O comunicado distribuído pela Vestas não diz se as turbinas serão produzidas em sua unidade de Aquiraz, que, para isso, terá de ser ampliada. Os governos de Pernambucoo e Bahia estão tentando atrair o projeto dessa ampliação.

Como este blog divulgou em primeira mão, o Governo do Ceará entregou ao alto comando da Vestas uma proposta – de termos não revelados – para que sua fábrica cearense permaneça em Aquiraz e seja ampliada para a produção da V150-4.2MW.

Com pás de 73,7 metros de comprimento e a torre de aço mais alta do setor, a turbina se estende por quase um quarto de quilômetro sendo uma das maiores de geração eólica “on-shore”, o que a torna muito adequada às condições de vento mais predominantes no País.

“A parceria com a Vestas reflete nossa eficiência operacional e torna evidente para o mercado o nosso objetivo: queremos ser a maior e mais eficiente empresa de energia eólica do Brasil. Teremos as maiores e mais potentes turbinas eólicas com a V150-4.2 MW”, diz Edgard Corrochano, presidente da Echoenergia.

A entrega das turbinas está prevista para o primeiro trimestre de 2020 e o comissionamento está previsto para o final do segundo trimestre do mesmo ano.

A produção local do modelo V150-4.2MW implicará novos investimentos no Brasil, demonstrando o compromisso de longo prazo da Vestas com o mercado brasileiro.

A expansão da capacidade de manufatura da companhia no Brasil permitirá que seus clientes tenham acesso à tecnologia mais recente desenvolvida, com excelentes condições de financiamento.

“Com a assinatura deste novo contrato, a Vestas traz para o Brasil sua mais nova turbina, quebrando a barreira de 4 MW pela primeira vez no País. Acreditamos que essa turbina levará a influência e a competitividade da Vestas a outro patamar. Temos muito orgulho de nossa aliança com a Echoenergia, uma empresa em rápido crescimento que conta com uma equipe excepcional e muito profissional”, destaca Rogerio S. Zampronha, presidente da Vestas no Brasil e LATAM Sul.

Com esses novos investimentos, a Vestas espera continuar apoiando a iniciativa brasileira de promover uma matriz energética mais limpa e sustentável. Graças ao plano de 10 anos de expansão de energia publicado pelo governo brasileiro no ano passado, o país poderia atingir 28,5 GW de capacidade eólica até 2026, crescendo entre 1,1 e 2,0 MW por ano aproximadamente.

19:19 · 26.09.2018 / atualizado às 19:19 · 26.09.2018 por

Na madrugada desta quarta-feira, 26, mais precisamente às 2h38, a geração de energia eólica no Brasil bateu dois recordes – um nacional, outro internacional:

No recorde nacional, abasteceu o Sistema Interligado Nacional (SIN) com 9.449,8 MWh, ou seja, gerando 16,92% da demanda naquele horário, que alcançou 55.844,5 MWh;

O segundo recorde, registrado no mesmo instante, teve caráter internacional – o fator de potência  bateu em 71,37%  em sistema interligado, segundo informou ao blog o engenheiro Fernando Ximenes, dono da Gram Eollic, empresa cearense voltada o para  desenvolvimento de projetos de geração de energia.

O Sistema Elétrico Brasileiro tem 142.942 quilômetros de linha de transmissão, com tensão maior ou igual a 230 KV – um dos maiores do mundo, de acordo com Ximenes.

08:21 · 25.09.2018 / atualizado às 17:29 · 25.09.2018 por

Especialista em energia – é o dono da Gram Eollic, que opera no desenvolvimento de projetos para o setor – o engenheiro cearense Fernando Ximenes informa, em tom de denúncia, que “mais de 90% das termelétricas brasileiras estão gerando menos do que o programado”.

Ele revela que, aqui no Ceará, as termelétricas Fortaleza, com 327 MW de  capacidade, e Termo Ceará, com 220 MW de potência, ambas localizadas no Pecém, “estão paradas sem nada gerar, conforme boletim do ONS (Operador Nacional do Sistema) do último domingo, 23”.

Por sua vez, a maior termelétrica do Ceará, a Pecém I, com 720 MW de potência, “está gerando apenas 194 MW, ou seja, 46% a menos do que os 360 MW programados e só 26,94% do fator de potência; e a Pecém II, com 365 MW de capacidade, está gerando apenas 281 MW, isto é, 23% a menos do que o programado com 76,98% de fator de potência”.

Fernando Ximenes diz, ainda, que, “se olharmos o SIN – Sistema Interligado Nacional – a projeção é similar, pois apenas 23,62%  da geração da energia elétrica brasileira é são oriundos do Termo Convencional, assim distribuídos: 13,06% de eólica; 0,69% de geração solar que nem está registrado ainda nos gráficos do ONS; 46,92 de geração hidráulica; e 11,96% da Itaipu Binacional”.

Ele acrescenta: “No Sub-Sistema Nordeste, conforme o boletim da ONS do dia 23, a energia eólica abasteceu  60,61%  do Nordeste; a  hidráulica 16,45%; a termelétrica 23,49%, e a geração solar não pontuou, gerou menos de 1 GW”.

Depois de listar as informações acima, Ximenes faz três observações:

1 – Onde está o acionamento de termoelétricas no Brasil de que o Governo Federal tanto fala nos boletins de energia da ONS? Entre a geração programada e a verificada, os porcentuais estão negativos.
2- No caso do Estado do Ceará, a geração termelétrica também não é diferente. Apenas 475 MWh médios estão sendo gerados. Se é assim, por que os cearenses estão pagando hoje bandeira vermelha, se a geração eólica do Estado é maior do que a das termelétricas?
3- No caso da região Nordeste, também os números são contraditórios. As usinas eólicas, cujo custo de operação é metade do das termelétricas, estão gerando 60,61% do consumo nordestino contra 23,49% da geração térmica, que além de mais cara é mais poluente.
“Então, diante de tudo isso, por que os nordestinas pagam hoje tarifa de bandeira vermelha”, pergunta e conclui Fernando Ximenes. 
Termelétricas explicam
Na tarde desta terça-feira, em nota enviada a este blog, “as usinas do Complexo Termelétrico Pecém (UTE Pecém I e Pecém II), responsáveis por gerar o equivalente a 65% da energia elétrica consumida no Ceará”, informaram que “a geração de energia está de acordo com os despachos do Operador Nacional do Sistema (ONS) e as unidades estão com média de disponibilidade superior a 90% em 2018, acima do previsto em contrato”.

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