Categoria: Energia


06:06 · 22.01.2019 / atualizado às 06:06 · 22.01.2019 por

A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) acaba de lançar um serviço para denunciar as distribuidoras de energia que descumprem as regras e dificultam o acesso do consumidor à geração distribuída. Por enquanto, não há reclamações contra a Enel, que distribui energia elétrica no Estado do Ceará.

A Absolar criou uma espécie de ouvidoria online, para que as empresas do setor possam relatar oficialmente os problemas encontrados com as concessionárias durante todo o processo de conexão dos clientes à rede local de distribuição de energia. O endereço do novo serviço da entidade éhttp://www.absolar.org.br/ouvidoria.

Entre as queixas mais frequentes, estão atrasos na vistoria e homologação do sistema instalado – para muito além dos prazos estabelecidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), cobrança de valores excessivos nas obras para conexão à rede e exigência de documentos não autorizados pela Aneel.

“Tratam-se de reclamações recorrentes no País, tanto de empresas de instalação quanto dos próprios consumidores”, avisa o presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR, Ronaldo Koloszuk. “As distribuidoras de energia ainda não perceberam que os tempos mudaram e que os clientes não toleram mais serem mau atendidos”, acrescenta.

Segundo Koloszuk, o setor de energia está atravessando um momento muito parecido com o que passou a área de telefonia há vinte anos. “Hoje, a telefonia evoluiu, é digital, o consumidor tem a liberdade de escolher de quem comprar o serviço e não está amarrado ao monopólio de uma empresa”, comenta.

“O setor de energia trilha o mesmo caminho da telefonia e, por isso, é imprescindível que o cidadão esteja no centro da regulação e das decisões. “Hoje, se um cidadão faz uma reclamação perante à Anatel, a companhia telefônica presta esclarecimentos e corrige sua postura em questão de horas, porque sabe que as consequências são pesadas”, acrescenta Koloszuk.

Para Bárbara Rubim, vice-presidente de Geração Distribuída da Absolar, os abusos das distribuidoras de energia são uma verdadeira afronta à sociedade brasileira e precisam ser rigidamente punidos. “O panorama do consumidor no setor de energia foi de mal a pior: tarifas que dispararam em quase 500% em seis anos, bandeiras tarifárias muitas vezes vermelhas e um atendimento precário por parte das distribuidoras”, diz.

“Na prática, o consumidor procura uma alternativa a essa realidade e encontra na geração distribuída uma solução capaz de fazer com que economize e, ainda por cima, ajude o País, com a criação de emprego e renda, e a ampliação da estabilidade para nossas precárias redes elétricas e para a matriz como um todo”, aponta Bárbara.

05:47 · 18.01.2019 / atualizado às 05:47 · 18.01.2019 por

Em 2018, o Brasil ultrapassou a marca histórica de 2 mil  megawatts (MW) de potência operacional da fonte solar fotovoltaica conectados na matriz elétrica nacional. E a trajetória de crescimento seguirá em ritmo acelerado em 2019.

Segundo projeções da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), o setor solar fotovoltaico ultrapassará a marca de 3 mil MW até o final do ano, atraindo ao País mais de R$ 5,2 bilhões em novos investimentos privados, com a instalação de mais de 1 mil  MW adicionais em sistemas de pequeno, médio e grande porte. Com isso, o crescimento anual do mercado será de 88,3% frente ao crescimento do ano de 2018, ajudando a acelerar a economia nacional.

“O mito de que a energia solar fotovoltaica era cara já caiu por terra. Já é uma das fontes renováveis mais competitivas do Brasil, com retornos sobre investimento entre 3 e 7 anos na geração distribuída. Com isso, a energia solar fotovoltaica crescerá mais de 80% em 2019 e será uma grande locomotiva de prosperidade, contribuindo para o progresso e desenvolvimento econômico, social e ambiental do Brasil. Este será mais um ano radiante para o mercado solar fotovoltaico brasileiro, repleto de boas oportunidades, novos negócios, atração de investimentos e geração de mais empregos”, comenta o presidente do conselho de administração da ABSOLAR, Ronaldo Koloszuk. “O País tem um potencial solar privilegiado e poderá se tornar uma das principais lideranças em energia solar fotovoltaica no planeta ao longo dos próximos anos”, completa Koloszuk.

No segmento de microgeração e minigeração distribuída solar fotovoltaica, composto por sistemas de pequeno e médio porte instalados em residências, comércios, indústrias, produtores rurais, prédios públicos e pequenos terrenos, a ABSOLAR projeta um crescimento do mercado de mais de 97% frente ao total adicionado em 2018, com a entrada em operação de 628,5 MW em 2019, totalizando 1.130,4 MW até o final do período. Com este avanço a participação do segmento de geração distribuída no mercado solar fotovoltaico brasileiro subirá de 21,9% até 2018 para 34,2% até o final de 2019, demonstrando a relevância cada vez maior deste mercado para o setor.

“A geração distribuída está em alta e é imprescindível para o avanço da energia solar fotovoltaica no Brasil. Ela será responsável pela movimentação de mais de R$ 3 bilhões em todos os estados e municípios do País, trazendo economia e sustentabilidade aos consumidores públicos e privados, ao mesmo tempo em que gera milhares de empregos locais qualificados para a população”, destaca o CEO da ABSOLAR, Rodrigo Sauaia.

Já no segmento de geração centralizada solar fotovoltaica, composto por usinas de grande porte, a ABSOLAR projeta a adição de mais de 380 MW, número muito inferior às expectativas do mercado. O pequeno volume é resultado do cancelamento, pelo Ministério de Minas e Energia, de dois leilões de energia solar fotovoltaica que seriam realizados em 2016. A situação diminuirá a participação do segmento de geração centralizada no mercado solar fotovoltaico brasileiro de 78,1% até 2018 para 65,8% até o final de 2019, evidenciando o impacto negativo do cancelamento dos leilões de energia de 2016.

05:47 · 21.12.2018 / atualizado às 05:56 · 21.12.2018 por

São Paulo – Dados consolidados do boletim InfoMercado mensal da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE  – indicam que a geração de energia eólica em operação comercial no país cresceu 15% de janeiro a outubro deste 2018 em relação ao mesmo período do ano passado.

As usinas movidas pela força do vento produziram 5.197,26 MW médios frente aos 4.527 MW médios entregues ao Sistema Interligado Nacional – SIN em 2017. A representatividade da fonte eólica em relação a toda energia gerada no período pelas usinas do Sistema alcançou 8,3%. A fonte hidráulica (incluindo as Pequenas Centrais Hidrelétricas – PCHs) foi responsável por 71,3% do total e as usinas térmicas responderam por 20,4% incluindo as usinas solares.

Ao final de outubro, a CCEE contabilizou 557 usinas eólicas em operação comercial no país que somavam 14.214 MW em capacidade instalada, número 16% superior frente aos 12.250 MW de capacidade das 480 unidades geradoras existentes em outubro de 2017. 

Por Estado

Quando a análise foca na geração por estado, o Rio Grande do Norte se mantém como maior produtor de energia eólica no país com 1.473,3 MW médios de energia entregues nos primeiros dez meses de 2018. Na sequência, aparecem a Bahia com 1.236,4 MW médios produzidos, o Ceará com 732,4 MW médios, o Piauí com 648,4 MW médios, e o Rio Grande do Sul com 617,4 MW médios.

Ranking Consolidado – 10 maiores
produtores de energia eólica – janeiro a outubro/2018

Posição

Estado

MW médios 

Rio Grande do Norte

1.473,3

Bahia

1.236,4

Ceará

732,4

Piauí

648,4

Rio Grande do Sul

617,4

Pernambuco

281,3

Maranhão

108,2

Paraíba

63,7

Santa Catarina

19,7

10º

Sergipe

8,7

 Os dados consolidados da CCEE, ao final de outubro de 2018, confirmam ainda o estado do Rio Grande do Norte com a maior capacidade instalada, somando 3.772,9 MW. Em seguida aparece a Bahia com 3.525 MW, o Ceará com 2.347,8 MW, o Rio Grande do Sul com 1.777,9 MW e o Piauí com 1.521,1 MW de capacidade.

Ranking – Os 10 maiores estados
em capacidade instalada de energia eólica – outubro 2018

Posição

Estado

MW

Rio Grande do Norte

3.772,9

Bahia

3.525

Ceará

2.347,8

Rio Grande do Sul

1.777,9

Piauí

1.521,1

Pernambuco

597,3

Santa Catarina

224,1

Maranhão

220,8

Paraíba

154

10º

Sergipe

34,5

11:58 · 19.12.2018 / atualizado às 12:07 · 19.12.2018 por

Maior fabricante mundial de aerogeradores de energia eólica, a dinamarquesa Vestas anunciou nesta quarta-feira, 19, que recebeu mais um pedido desses equipamentos que serão instalados no Parque Eólico Folha Larga, no Estado da Bahia. Todos os aerogeradores serão do novíssimo modelo V-150, cuja potência é de 4.2 MW.

Agora, já é de 152 o número de aerogeradores V-150 encomendadas à Vestas, que os fabricará em sua unidade industrial de Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza.

O pedido anunciado hoje pelo comunicado da Vestas – feito pela Casa dos Ventos,empresa controlada pelo cearense Mário Araripe e seu filho Lucas – inclui 36 turbinas eólicas V-150-4.2 MW e, ainda, um contrato de servço Active Outpu Management 5000 (AOM 5000) para a operação e manutenção do parque eólico pelos próximos 20 anos. A Casa dos Ventos é a maior desenvolvedora de projetos eólicos do Brasil.

“À medida que a energia eólica se torna mais importante e a Casa dos Ventos aumenta seus investimentos no setor, temos a honra de contar como apoio da Vestas”, afirma Lucas Araripe, sócio e diretor da empresa brasileira. O Parque Eólico Folha Larga será instalado e entrará em operação até 2020.

As 36 turbinas encomendadas serão fabricadas pela unidade da Vestas em Aquiraz, sob as regras do BNDES, consolida do a plataforma de 4.2 MW como a mais competitiva do mercado brasileiro.

O diretor-geral da Vestas para o Brasil e para o Sul da América Latina, Rogério Zampronha, disse acreditar que “a introdução da V-150-4.2 MW pode abrir novos caminhos para a Vestas e a indústria eólica no País. Este negócio (fechado com a Casa dos Ventos) é muito especial porque envolve um contrato delongo prazo”. A entrega das turbinas está prevista parao segundo semestre de 2020.

05:57 · 13.12.2018 / atualizado às 05:57 · 13.12.2018 por

Atentem para o texto abaixo, de autoria de Ronaldo Koloszuk, presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), e Rodrigo Sauaia, CEO da ABSOLAR, mestre em Energias Renováveis pela Loughborough University (Reino Unido), e doutor em Engenharia e Tecnologia de Materiais pela PUC-RS, com colaboração internacional na área de energia solar fotovoltaica realizada no Fraunhofer Institut für Solare Energiesysteme (Alemanha): 

A fonte solar fotovoltaica vive um crescimento considerável no Brasil, com benefícios econômicos, sociais e ambientais cada vez mais importantes à nossa sociedade. O País possui uma potência instalada de mais de 1,6 gigawatts (GW), total alcançado por menos de 30 países no mundo. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) projeta que a fonte deverá representar mais de 10% da matriz elétrica em 2030, enquanto hoje representa menos de 1%.

Na geração distribuída solar fotovoltaica, o Brasil acaba de ultrapassar 350 megawatts (MW). São 37 mil sistemas conectados à rede, que trouxeram mais de R$ 2,5 bilhões em novos investimentos desde 2012, proporcionando economia e sustentabilidade ambiental a 44 mil residências, comércios, indústrias, produtores rurais e prédios públicos, como escolas e hospitais.

Pressionados pelos custos da energia elétrica, os consumidores buscam opções para enfrentar os pesados aumentos nas tarifas. A geração distribuída solar fotovoltaica se destaca como uma solução competitiva e sustentável: os preços dos sistemas caíram 75% na última década e o tempo de retorno sobre o investimento diminuiu, trazendo reduções de até 90% nas contas de energia elétrica.

A geração distribuída solar fotovoltaica começa, porém, a incomodar grandes grupos econômicos, tradicionais e conservadores no setor elétrico. Um forte lobby, encampado por entidades que representam as distribuidoras, tem pressionado autoridades para alterar importantes regulamentações que dinamizaram o mercado. Em especial, a bem-sucedida compensação de créditos de energia elétrica para sistemas de microgeração e minigeração distribuída tem sido alvo de pesadas investidas. O motivo é financeiro: ao empoderar os consumidores, tornando-os produtores ativos de sua própria energia renovável e mais independentes, a geração distribuída solar fotovoltaica ameaça as receitas e lucros de distribuidoras que não se adaptarem à nova realidade do mercado.

A intenção do lobby é de mudar as regras, para que consumidores com geração distribuída paguem mais pelas redes de distribuição, sob a alegação de que o impacto tarifário de supostos subsídios cruzados seria de 0,1% para cada 50 mil unidades consumidoras. Os números, no entanto, não batem.

Os dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) indicam que a redução de receita média para as distribuidoras, com o crescimento da geração distribuída para 150 mil unidades consumidoras até 2020, seria inferior a 0,1%. Já o impacto médio nas tarifas dos consumidores seria de menos de 1%, considerando todo o acumulado no período de 2015 a 2020.

Os  valores  são  irrisórios  quando  comparados  aos  reajustes  tarifários cobrados   anualmente dos consumidores  pelas  distribuidoras.  Em  2017,  o reajuste  médio  anual  das  tarifas  das distribuidoras  foi  superior  a  10%,  frente  a  uma  inflação  de  2,95%.  Para  2018,  a previsão  é  ainda  pior:  o  aumento  ficará  entre  10%  e  15%  em  média,  pesando no  bolso  da  sociedade  brasileira.

Todo consumidor com geração distribuída já paga pelo custo de disponibilidade da rede de distribuição, responsável pelo rateio de custos da infraestrutura das distribuidoras, conforme regulamenta a Aneel. Esse pagamento também é feito no caso de projetos de médio porte conectados em média tensão, via pesados custos de demanda sobre as usinas de geração distribuída. Por vezes, os empreendedores de geração distribuída arcam, inclusive, com uma parte dos custos de reforço da rede, doando posteriormente estes reforços para as distribuidoras.

Ainda é muito cedo, portanto, para qualquer alteração na compensação de energia elétrica da geração distribuída. Faltam estudos da Aneel, transversais, quantitativos, qualificados, aprofundados e isentos, que avaliem os benefícios (ambientais, econômicos, sociais e elétricos) e eventuais custos da geração distribuída para a sociedade brasileira. Só a partir desta análise teremos dados para propor aprimoramentos regulatórios com propriedade.

Na Califórnia (EUA), por exemplo, os investimentos da população em geração distribuída e eficiência energética trouxeram uma economia de US$ 2,6 bilhões aos californianos, com o cancelamento de 20 projetos de transmissão e redução de 21 projetos de reforço de rede. Ambos seriam necessários, caso a energia elétrica fosse trazida de fora das cidades para atender os consumidores, porém a geração distribuída solar fotovoltaica instalada pelos consumidores supriu grande parte da nova demanda por eletricidade e evitou ou aliviou estes custos para todos os consumidores.

Também é falso dizer que energia  solar  fotovoltaica é tecnologia apenas para os ricos, muito pelo contrário. A fonte  –  ainda  em  processo  de  desenvolvimento  no País  –  é  uma  das  mais  democráticas  e  socialmente  acessíveis  para consumidores  de  todas  as  classes sociais.  Por  isso,  a  tecnologia  tem  sido incorporada  em  casas  populares,  como  nos  programas  habitacionais  do CDHU-SP,  AGEHAB-GO  e  no  Programa  Minha  Casa  Minha  Vida,  do  Governo Federal, aliviando os custos da população mais vulnerável, para que possam melhorar a alimentação, saúde, educação, transporte e qualidade de vida.

A geração distribuída solar fotovoltaica coloca o consumidor no centro das decisões. Por isso, nove em cada dez brasileiros quer gerar energia renovável em sua residência, conforme atesta pesquisa do Ibope Inteligência de 2018. É dever dos líderes públicos atender aos anseios da sociedade brasileira. O crescimento sustentável do Brasil será potencializado pelo uso da energia solar fotovoltaica como política pública estratégica para o desenvolvimento econômico, social e ambiental, contribuindo para diversificar a matriz elétrica, gerando milhares de empregos, reduzindo a queima de combustíveis fósseis, ampliando a liberdade do consumidor, estimulando a cadeia produtiva, reduzindo perdas e trazendo economia para os cidadãos, as empresas e os governos.

07:08 · 26.10.2018 / atualizado às 07:09 · 26.10.2018 por

Atenção!!

A multinacional dinamarquesa Vestas – maior fabricante mundial de equipamentos para a geração de energia eólica – já anunciou, oficialmente, que construirá em Aquiraz uma nova fábrica que produzirá a sua nova e potentíssima turbina V150-4.2MW.

Mas – em comunicado que distribuiu quinta-feira, 25 – a Vestas revela que só “nos próximos meses” decidirá “se a planta de naceles permanecerá no município de Aquiraz, onde montou (atenção ao tempo do verbo) suas naceles de V110-2.0 MW, ou se optará por outro local no Ceará”.

Está explícito que a Vestas continuará fabricando as turbinas com potência de 2 MW (megawatts). Também está explícito que a atual fábrica de Aquiraz será ampliada e modernizada para, a partir de novembro do próximo ano, iniciar a produção da V150-4.2MW, que dará emprego direto a 200 pessoas e indiretos a mais 800, com investimentos de cerca de R$ 100 milhões (23 milhões de euros).

O comunicado da Vestas – sobre a possibilidade de instalar uma nova fábrica em outro município cearense – poderá provocar uma corrida de prefeitos em busca dessa fábrica, que quando foi implantada há dois consumiu R$ 100 milhões em investimentos.

09:52 · 22.10.2018 / atualizado às 14:20 · 22.10.2018 por

Atenção!!

Como este blog antecipara no dia 10 deste mês, hoje, segunda-feira, 22, ao meio dia, no Palácio da Abolição, a multinacional dinamarquesa Vestas -maior fabricante mundial de equipamentos para a geração de energia eólica – comunicou oficialmente ao Governo do Ceará que decidiu construir no município de Aquiraz, onde já tem uma unidade fabricante de pás eólicas, sua fábrica brasileira de aerogeradores.

O dirigente da Vestas – que chegou a chamar o Ceará de “nossa segunda casa” – fez o anúncio. Ele não disse, mas estima-se que se trata de um investimento da ordem de R$ 100 milhões.

A nova fábrica produzirá aerogeradores do novo modelo V150 com 4.2 MW de potência, o que exigirá torres com até 110 metros de altura e pás que terão 75 metros de raio.

O governador Camilo Santana, que falou em seguida ao diretor da Vestas, disse que a inauguração da nova fábrica está prevista para daqui a um ano. E citou o mês de novembro de 2019 como a data prevista.

Ainda hoje ou amanhã, terça-feira, 23, a Vestas, que ações negociadas em Bolsas de Valores da Europa, distribuirá um Fato Relevante, dando detalhes do que foi hoje anunciado, incluindo os valores do investimento e o número de empregos a serem criados, estimado em 600, igual ao que sua atual fábrica abriga em Aquiraz.

Foi uma s solenidade simples, realizada com a presença dos dirigentes da Vestas e testemunhada pelos secretários de Desenvolvimento Econômico (SDE), César Ribeiro, da Infraestrutura (Seinfra), Lúcio Gomes, e da Casa Civil, Nelson Martins. O Chefe do Gabinete do governador, sociólogo Élcio Martins, e o sub-secretaria de Energia da Seinfra, engenheiro Adão Linhares, também estiveram presentes.

 

07:59 · 18.10.2018 / atualizado às 07:59 · 18.10.2018 por

Há uma semana, aconteceu no Porto do Pecém o maior embarque de pás eólicas, para exportação, já registrado no Brasil.

Foram embarcadas, num único navio, 84 pás eólicas fabricadas pela brasileira Aeris por encomenda da dinamarquesa Vestas, maior fabricante mundial de equipamentos para a geração de energia eólica.

Por encomenda da Vestas, quem planejou e executou e ainda cuidou dos trâmites alfandegários dessa exportação foi a DHL Global Forwarding, divisão do Deutsche Post DHL Group especializada em fretes aéreos, marítimos e rodoviários.

Além do elevado valor, essas pás eólicas têm 54 m de comprimento e pesam mais de 12 toneladas cada uma, exigindo um planejamento operacional especial que observou as restrições de circulação e monitorou o movimento do trânsito nas estradas que levam ao Porto do Pecém.

O transporte faz parte de um programa maior de exportação que teve início no começo do ano e deve ser encerrado no primeiro trimestre de 2019 com a movimentação de um total de 600 pás eólicas.

Com grande experiência, nacional e internacional, no transporte de cargas ultrapesadas e sobredimensionadas, a DHL montou uma solução envolvendo uma carreta especial extensível e dois guindastes especiais.

As pás foram transportadas por via rodoviária em lotes de 6 por dia e empilhadas em 3 alturas, a baixa velocidade (20 a 30 km/h). No trajeto do transporte das pás da fábrica até o porto, há um desvio, o que dificultou ainda mais o trabalho realizado.

No Porto, as pás foram desembarcadas do caminhão e estocadas em um armazém até a movimentação final ao berço de embarque para o navio.

Essa operação desenrolou-se ao longo de 15 dias, sendo quatro apenas para o embarque no navio.

18:19 · 17.10.2018 / atualizado às 19:47 · 17.10.2018 por

Pelo menos uma grande empresa agropecuária trocará o Ceará por outro Estado da região Nordeste – provavelmente o Rio Grande do Norte ou o Piauí – se o Contencioso Administrativo Tributária (Conat) da Secretaria da Fazenda vier a aprovar proposta dos auditores da Sefaz que impõe a cobrança de uma alíquota de 27% na conta mensal de energia elétrica emitida pela Enel.

Este blog pode informar que, contra essa pretensão da Sefaz-Ceará, estão a mobilizar-se várias entidades empresariais, lideradas pela Federação da Agricultura (Faec) e por fóruns informais que congregam grandes, médios e pequenos produtores rurais.

A empresa que ameaça sair do Ceará e transferir-se para outros estados dá emprego direto a milhares de pessoas. Os empregos e ainda os laboratórios e equipamentos da empresa mudarão de endereço, caso a sua conta da luz seja majorada pela cobrança do ICMS.

Nos estados nordestinos, inclusive no Ceará, não incide ICMS sobre a energia fornecida pela Enel às atividades rurais.

Para os auditores da Sefaz, contudo, tanto as pessoas físicas quanto as pessoas jurídicas que têm atividade rural devem recolher o ICMS sobre a conta de energia, cuja tarifa também é reduzida.

O advogado tributarista Hugo de Brito Machado, um dos cinco mais respeitados do País na área tributária, emitiu um parecer – a pedido da Enel – que considera ilegal a incidência do ICMS na conta de energia do produtor rural. A Enel teme que, com o aumento da conta de luz que a cobrança do ICMS causará, o número de seus clientes inadimplentes também aumente, causando-lhe prejuízos.

O Conat vai reunir-se nos próximos dias para examinar a questão. O governador Camilo Santana ainda não emitiu opinião a respeito.

 

06:32 · 11.10.2018 / atualizado às 06:35 · 11.10.2018 por

O texto a seguir é do engenheiro cearense Fernando Ximenes, cuja empresa – a Gram Eollic – atua na área de energia. Vale a pena ler o que Ximenes escreveu:

A Usina Nuclear Angra 3 começou a ser construída em 01 de Junho de 2010, com custo inicial previsto de R$ 10 bilhões e tarifa de energia de R$ 144,00/MWh. Suas obras estão paralisadas desde 2015 depois de serem envolvidas na Lava Jato. O projeto da usina precisa de mais R$ 15,5 bilhões para a sua conclusão, após já ter consumido R$ 8,4 bilhões.
 
A primeira data prevista para a operação da usina nuclear de Angra 3 foi 2015. Não deu certo. Em seguida,  foi adiada para 2018 e agora se estima que apenas operará em 2022.  Coisas que só acontecem no Brasil.
Para resolver o impasse, o CNPE – Conselho Nacional De Política Energética aprovou na última terça-feira (09.10.2018) o ajustamento em dobro a tarifa de energia que será gerada por Angra 3 e que já havia sido ajustada da tarifa inicial projetada, de R$ 144,00/MWh.  A proposta agora alcança o inacreditável, pois sai de R$ 240,00/MWh para R$ 480,00/MWh. Comparando com o custo da energia eólica do último leilão A-6 (de 31.08.2018), que foi de R$ 79,00/MWh, chega-se ao absurdo aumento de 607,59% a mais. 
Que política energética é essa?
Lembro que a potência nominal de instalação da usina nuclear de Angra 3 é igual a 1350 MW de potência e se tudo terminar com as previsões de até agora, ela custará R$ 23,9 bilhões. Se compararmos com os custos das fontes eólica e solar, essa montanha de dinheiro seria suficiente para construir cinco gigantes usinas eólicas e outras cinco gigantes usinas solares, com a mesma potência. Com a vantagem de que as fontes eólica ou solar não poluem e são energias renováveis. 
E seria dinheiro suficiente para aumentar em 57% a potência de todas as usinas eólicas da região Nordeste.
Quem pagará esses custos energéticos? Os consumidores de energia do Rio de Janeiro, em cujo território Angra 3 se localiza, ou os de todo o País?

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