Categoria: Infraestrutura


05:55 · 29.11.2018 / atualizado às 08:10 · 29.11.2018 por

Ontem, quarta-feira, 28, a Agência Nacional de Águas (ANA) prorrogou a redução temporária da vazão mínima que pode ser liberada pelos reservatórios de Sobradinho (BA) e Xingó (AL/SE), no rio São Francisco, que continuará na média diária de 550 metros cúbicos por segundo até 31 de março de 2019. Outra medida determinada pela Resolução ANA nº 90/2018, já publicada pelo Diário Oficial da União, permite que a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (CHESF) libere uma vazão mínima defluente instantânea de até 523m³/s naqueles dois reservatórios.

O patamar médio de 550m³/s é o menor já praticado em Sobradinho e Xingó e está vigente desde julho do ano passado com a publicação da Resolução ANA nº 1.291/2017. A redução da defluência mínima leva em consideração as condições hidrológicas e de armazenamento de água na bacia hidrográfica do São Francisco, enfrentou uma seca histórica entre 2012 e 2017. Mantida por precaução, a vazão mínima de 550m³/s poderá ser aumentada caso avaliações técnicas recomendem a mudança.

Devido à forte seca na bacia do São Francisco nos últimos anos, a ANA vem autorizando a redução da vazão mínima defluente abaixo de 1.300m³/s (patamar mínimo adotado em situações de normalidade) tanto em Sobradinho quanto em Xingó desde a Resolução ANA nº 442/2013, quando o limite mínimo de vazão liberada caiu para 1.100m³/s. A partir de então, as defluências mínimas destes reservatórios têm sido reduzidas gradativamente, conforme verificada a necessidade de adequação às condições climáticas mais severas e sempre buscando garantir a segurança hídrica na bacia.

Cabe à CHESF informar as populações das cidades ribeirinhas do Baixo e Submédio São Francisco sobre as reduções de vazão. As estações de monitoramento de Juazeiro (BA) e de Propriá (SE) continuarão sendo utilizadas respectivamente para controle das defluências dos reservatórios de Sobradinho e de Xingó.

06:56 · 21.10.2018 / atualizado às 06:58 · 21.10.2018 por
Depois que ampliou seu horário de funcionamento para o período noturno, o  VLT Parangaba-Mucuripe registrou um crescimento de 140% no número de passageiros transportados diariamente. Os embarques diários saltaram de 1.932, no mês de agosto, para 4.647 em setembro.
Isso prova o papel fundamental que tem o VLT para a mobilidade de quem mora em Fortaleza e na sua Região Metropolitana.
Em funcionamento de 6h às 13h e de 16h40 às 20h, de segunda a sábado, o VLT está em operação assistida –  fase de testes e aprendizagens, envolvendo os operadores, as equipes de obras, passageiros e comunidades do entorno. Por isso, o embarque é gratuito.
Para a Secretaria da Infraestrutura do Estado do Ceará (Seinfra), o aumento no número de passageiros demonstra que a população aprovou o VLT. “Temos percebido que muitos passageiros já optam pela integração de modais. Usuários dos terminais de ônibus da Parangaba e do Papicu e da Linha Sul do Metrô, que vem de Pacatuba ou Maracanaú, se utilizam do VLT para chegar mais rápido ao seu destino. Isso tem nos mostrado que o VLT vem cumprindo o seu objetivo”, reforça o Secretário da Infraestrutura, Lucio Gomes.
O VLT iniciou a fase de operação assistida, com transporte de passageiros e sem cobrança de tarifa, em julho de 2017, entre as estações Parangaba e Borges de Melo, de 6 horas ao meio-dia, de segunda a sexta-feira. Em julho de 2018, a operação foi estendida e passou a ser entre as estações Parangaba e Papicu, aumentando o percurso para cerca de 10,8 km e incluindo 8 das 10 estações previstas no projeto. São elas: Parangaba, Montese, Vila União, Borges de Melo, São João do Tauape, Pontes Vieira, Antônio Sales e Papicu. Desde o início da operação com passageiros, o VLT já soma mais de 330 mil embarques.
O projeto do VLT Parangaba-Mucuripe prevê a implantação de 13,2 quilômetros de via férrea, com 10 estações, 12 pontes e 3 passarelas, além da urbanização de diversas áreas ao longo dos 22 bairros da capital cearense cortados pelo sistema. O modal também se integra ao sistema de ônibus da Prefeitura de Fortaleza e às linhas Sul e (futura) Leste do metrô de Fortaleza. O restante da obra, com mais duas estações (Mucuripe e Iate), além de cercamento e outras obras complementares, deve ficar pronto até o final de 2018. A previsão de demanda potencial do modal é de 90 mil passageiros por dia.
17:26 · 19.10.2018 / atualizado às 18:39 · 19.10.2018 por

Nesta sexta-feira, no Palácio da Abolição, sede do Governo do Ceará, o governador Camilo Santana sancionou Lei que o autoriza a celebrar, no próximo dia 9 de novembro, na Holanda, contrato com a Autoridade do Porto de Roterdã (foto), por meio do qual a empresa estatal holandesa se tornará sócia da Companhia de Desenvolvimento do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP S/A), a antiga Cearaportos.

Esta informação foi transmitida pelo próprio governador cearense em entrevista coletiva logo após a cerimônia de sanção, à qual compareceram diretores do Porto de Roterdã e autoridades dos três poderes do Governo do Ceará. O presidente do Senado, Eunício Oliveira, esteve presente e foi o primeiro a ser nominado pelo governador, que lhe agradeceu pela ajuda prestada na liberação de recursos junto ao Governo da União.

Camilo também revelou que, coincidindo com a assinatura do contrato, no dia 9 de novembro, haverá em Roterdã um network, durante o qual serão apresentadas aos executivos das grandes empresas europeias – que operam naquele porto holandês – as oportunidades de investimento e o leque de incentivos fiscais que o Governo do Ceará oferece.

O empresário Carlos Maia, sócio e diretor da Tecer e da Termaco, ambas operadoras do Pecém, confirmou ao blog sua presença nesse network.

O contrato a ser assinado prevê que o Porto de Roterdã participará de 30% do capital da CIPP S/A e ocupará a sua diretoria de Operações e uma cadeira no Conselho Fiscal da empresa cearense.

06:23 · 19.10.2018 / atualizado às 07:31 · 19.10.2018 por

Um ano e sete meses depois do Memorando de Entendimento (MoU, na sigla em inglês) entre as duas partes, celebrado em março de 2017 na Holanda, o Governo do Ceará, por meio de sua CIPP S/A (antiga Cearaportos) e a Autoridade do Porto de Roterdã assinam nesta sexta-feira, 19, às 14h30, no Palácio da Abolição, o contrato por meio do qual os holandeses se associarão à empresa cearense que administra o Porto do Pecém.

Pelo que se conhece, até agora, dos entendimentos, sabe-se que o Porto de Roterdã participará minoritariamente do capital da CIPP S/A, mas terá direito a dois lugares em sua diretoria.

É um dia histórico para a economia do Ceará, pois o Porto do Pecém passará a contar com a expertise de um dos maiores e mais modernos portos do mundo. Na área do porto holandês não há mais espaço para uma nova expansão. Lá, operam cinco refinarias de petróleo e dezenas de grandes, médias e pequenas indústrias de multinacionais do mundo todo.

Pecém entrou no radar de Roterdã no início do ano passado, quando o presidente da então Cearaportos, Danilo Serpa – por sugestão do empresário cearense Carlos Prado, do Grupo Itaueira, que o aconselhou a fazer parcerias com grandes portos do mundo, entre os quais citou o de Shangai, nba China; o de Antuérpia, na Bélgica; e o de Roterdã.

Uma semana após a sugestão, Danilo manteve contato com a direção do porto holandês. Outra semana depois, ele se reuniu com a cúpula do Poreto de Roterdã, iniciando as tratativas que culminaram com a assinatura do MoU, em evento que teve a presença do governador Camilo Santana e de uma grande comitiva de empresários do Ceará.

Já foi anunciado pelos holandeses que Roterdã investirá 75 milhões de euros (R$ 317 milhões ao câmbio de ontem) no Porto do Pecém.

Roterdã interessa-se pelo Pecém pela sua estratégica localização (equidistante da Europa, da Costa Leste dos EUA e do Canal do Panamá), pela sua profundidade capaz de receber os maiores navios do mundo, essencial para a instalação de um centro de distribuição de cargas (hub), e pelo espaço infinito para a sua ampliação (é um porto off shore, isto é, dentro do mar, acessado por duas pontes, a segunda em fase final de construção).

12:06 · 09.10.2018 / atualizado às 12:08 · 09.10.2018 por

Dos 2.220 km de rodovias federais que cotam a geografia do Estado do Ceará, 43% estão em boas condições de conservação e pavimentação; outros 23% estão em situação regular.

É o que revela o Índice de Condição da Manutenção (ICM) do DNIT.

As BRs 222 (que liga Fortaleza a Teresina) e 304 apresentaram os melhores resultados, de acordo com o relatório da autarquia, que será divulgado amanhã, quarta-feira (10/10).

08:00 · 05.10.2018 / atualizado às 08:29 · 05.10.2018 por
VLT Fortaleza

O Grupo DCDN – com sede em Fortaleza e atuação em vários estados do Nordeste – foi contratada pela Bom Sinal, que os fabrica em Barbalha, no Sul cearense – para fornecer todos os geradores de energia dos Veículos Leve sobre Trilhos (VLT) do Ceará, inclusive o de Fortaleza.

Os VLTs são compostos por até quatro carros, cujo sistema de ar condicionado e também sua iluminação interna são garantidos pelos novos geradores, todos do tipo C-100 D6, com potência de 100 KW.
A DCDN tem, desde 2008, parceria com a Bom Sinal. Seus geradores operam nos VLTs de Fortaleza, Crato-Juazeiro do Norte e Sobral.
No VLT de Fortaleza – cuja linha une os bairros de Parangaba  ao de Papicu – os geradores da DCDN operam sem problemas.
Essa linha se estenderá até o bairro do Mucuripe e ficará inteiramente concluída no próximo mês de dezembro. Ela terá 13,4 quilômetros de extensão, dos quais 1,4 quilômetro são elevados. A linha Parangaba-Mucuripe terá 10 estações, sendo que oito delas já operam. Quando estiver totalmente em funcionamento comercial, esse VLT transportará, diariamente, até 90 mil passageiros.
A DCDN tem uma forte presença no mercado de energia e tem trabalhando na prestação de serviços, consultoria e no fornecimento de peças, aos 92 grupos geradores aplicados nos VLTs em várias cidades do Nordeste. “Neste 10 anos de parceria, nos consolidamos no segmento de geradores aplicados nos carros de passageiros. Atuamos nas cidades de Fortaleza, Recife, Maceió, Natal, João Pessoa e Teresina”, comemora.
06:20 · 28.09.2018 / atualizado às 08:03 · 28.09.2018 por

Na manhã desta sexta-feira, 28, o Porto do Pecém recebe um novo equipamento – um gigantesco guindaste do tipo MHC (como o da foto ao lado), com 40 toneladas de peso.

O equipamento foi importado pela Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) em parceria com a VLI, braço de logística de sua sócia, a brasileira Vale.

O novo MHC será utilizado no Píer 1 daquele terminal portuário para a descarga de minérios destinados à usina siderúrgica do Pecém.

O equipamento, fabricado na cidade alemã de Rostok, será desembarcado hoje da mesma maneira como embarcou no porto de origem: usando seus próprios pés montados sobre pneus e seu motor que o movimentará de dentro para fora do MV/HLL Tokyo – o navio que o transporta.

Para trazer esse guindaste da Europa até o Pecém, juntaram-se a Hansa Heavy Lift e sua representante no Ceará, a Brok Logística Ltda, cujo sócio e diretor, Edson Brok, garantiu: “Com o novo MHC, as operações de descarga de minério de ferro e carvão mineral do Pecém ganharão maior produtividade”.

 

 

12:25 · 30.08.2018 / atualizado às 12:43 · 30.08.2018 por

Ao mesmo tempo em que as autoridades do Governo do Estado celebram a notícia – que foi manchete de primeira página da edição desta quinta-feira do Diário do Nordeste – segundo a qual está confirmada a parceria da CIPP S/A, que tem a gestão do Complexo Industrial e Portuário do Pecém e da ZPE do Ceará, com o Porto de Roterdã – empresas locais de operação portuária preocupam-se com o que poderá acontecer com elas a partir do momento em que os holandeses assumirem suas funções na administração da empresa cearense.

Roterdã terá participação de 30% no capital da CIPP S/A (ex-Cearáportos) e ocupará duas de suas diretorias. Segundo o site do Port of Rotterdam, os holandeses investirão 75 milhões de euros em projetos estratégicos da CIPP S/A.

Mas o que causa temor entre os operadores portuários cearenses é a grande possibilidade de o Porto de Roterdã atrair para o Pecém empresas operadoras europeias, que chegarão aqui com “mais dinheiro, mais equipamentos e mais tecnologia”, como disse a este blog um empresário da área.

Por sua vez, o secretário de Desenvolvimento Econômico, César Ribeiro, que desde o início acompanha, em nome do Governo do Estado, as negociações com as autoridades do Porto de Roterdã, a parceria da CIPP S/A com os holandeses deve ser entendida como “um momento único de muitas oportunidades, desafios e nova perspectiva para o Complexo do Pecém, para a ZPE e para o Estado do Ceará”. Ribeiro lembrou que Roterdã tem excelência na operação e no desenvolvimento estratégico de áreas portuárias, industriais e de logística.

“Vamos trabalhar com eles em novas linhas, novos mercados, novas oportunidade de geração de emprego e renda e novas indústrias”, disse o secretário César Ribeiro.

O contrato que oficializará a parceria de Roterdã e Pecém deverá ser assinado depois das eleições de outubro. O governador Camilo Santana, candidato à reeleição, está impedido, pela legislação, de participar de atos públicos ao longo do período eleitoral.

09:24 · 06.08.2018 / atualizado às 09:27 · 06.08.2018 por

Por causa da intervenção do Governo no mercado livre do transporte rodoviário, o preço do frete disparou, onerando a indústria e, principalmente, a agropecuária.

As empresas, fugindo do tabelamento,têm buscado soluções alternativas. Algumas, como a General Motoros, fabricante de veículos automotores, incluindo caminhões, já admite que deverá ter uma frota própria para transportar peças e equipamentos – e até automóveis prontos – para suas fábricas e para a sua rede de revendedores.

Aqui no Ceará, as empresas do Distrito Industrial de Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza, optaram pela cabotagem – a navegação entre portos do mesmo País.

A cabotagem é mais barata e, de quebra, ainda tem o que no mercado de chama de “dia fixo”, aquele em que o navios tem hora para atracar e zarpar do porto do Mucuripe (foto), por exemplo, e para chegar ao destino da mercadoria.

Para quem trabalha no sistema de “jus in time” (no tempo certo), a cabotagem é o modal ideal para o transporte de mercadorias, quaisquer que elas sejam, explica o diretor de uma empresa portuária. Além disso – ele adianta – o frete marítimo é equalizado, com pouca variação.

 

 

 

 

 

14:38 · 17.07.2018 / atualizado às 15:29 · 17.07.2018 por

Em primeira mão, eis as mais recentes informações sobre a construção do Canal Norte do Projeto São Francisco de Integração de Bacias, que trará as águas do rio para o Ceará e o Rio Grande do Norte:

Começaram os testes da EB-3 (Terceira Estação de Bombeamento), localizada na geografia do vizinho Estado de Pernambuco.

Com o funcionamento da EB-3, começará o enchimento das barragens de Negreiros e Milagres, também em Pernambuco.

Foi iniciada a execução da calha do canal no interior do túnel aberto – e já concluído – na divisa do Ceará e Pernambuco.

Os serviços  deverão estar concluídos até o dia 15 de setembro.

A previsão é de que as águas do rio São Francisco cheguem a Jati, no Ceará, até o dia 15 de janeiro de 2019, se tudo ocorrer sem problemas.

De Jati até o açude Castanhão, destino final no Ceará, as águas viajarão por gravidade, com diferença de nível de mais de 200 metros.

Como este blog tem dito e repetido, as águas do Projeto São Francisco só chegarão ao Ceará no próximo ano. O site do Ministério da Integração Nacional, por causa da legislação eleitoral, deixou de divulgar notícias sobre as obras do empreendimento.

Estas informações foram transmitidas por fontes do consórcio que executa as obras (Ferreira Guedes, Toniolo e Busnello), que acrescentaram um detalhe: depois que as águas passarem pelo túnel na divisa do CE com PE, elas derivarão: uma parte cairá no Cinturão das Águas (CAC), no Ceará, e outra irá para a Paraíba.

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