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Categoria: Política


03:55 · 19.01.2018 / atualizado às 03:56 · 19.01.2018 por

Nova informação sobre o escândalo de corrupção que surgiu na Caixa Econômica, onde quatro dos seus 12 vice-presidentes foram denunciados pelo Ministério Público Federal por cobrarem propina para a cúpula do MDB.

O blog informa,com base nas notícias que chegam de Brasília, que todos os vice-presidentes da Caixa foram indicados pelos partidos que dão apoio ao governo no Congresso Nacional.

Ou seja: em vez de técnicos, de pessoas da área financeira, foram nomeados para a cúpula da Caixa Econômica agentes dos partidos, principalmente do MDB, que tomou conta das principais aéreas de atuação da instituição, incluindo a vice-presidência de Governo e a de Loterias.

Como acabar com essa corrupção que acaba de ser revelada na CEF?

O jeito mais fácil e democrático será na eleição de outubro deste ano, não reelegendo os atuais políticos, mas elegendo gente nova, com novas ideias.

10:30 · 18.01.2018 / atualizado às 10:54 · 18.01.2018 por

Será que o Brasil tem jeito?

Esta pergunta surge diante da última notícia que nos chega do mundo da corrupção.

Quando imaginávamos que a Operação Lava Jato já vasculhara tudo, eis que uma investigação independente – antecipada por uma da Polícia Federal – apura que a Caixa Econômica Federal, o maior banco popular do País, é um antro de negócios, cuja gestão é feita por pessoas ligadas à alta cúpula do MDB, o partido que está no Governo.

As investigações apontam que quatro dos 12 vice-presidentes da Caixa recebiam propina de grandes clientes, que eram repassadas para altos dirigentes emedebistas.

E mais: esse esquema estava ligado ao ex-deputado Eduardo Cunha, preso na carceragem da PF em Curitiba, e ao ex-ministro Geddel Vieira Lima, preso na Papuda, em Brasília.

Até o próprio presidente da Caixa, Gilberto Occhi, é suspeito de receber propina para o seu partido, o PP, Partido Progressista.

Meu Deus, aonde este País vai parar.

04:23 · 16.01.2018 / atualizado às 04:26 · 16.01.2018 por

O empresário Luiz Roberto Barcelos (foto), sócio e diretor de produção da Agrícola Famosa, maior produtora e exportadora de melões do Brasil, com sede aqui em Fortaleza e fazendas de produção no Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Piauí, está decidindo se  aceita ou não o convite de empresários potiguares para lançar-se candidato ao Senado Federal pelo vizinho Estado.

O blog conversou com Luiz Roberto. Ele disse que, nos últimos, não tem feito outra coisa que não consultar amigos sobre a possibilidade de entrar na política.

Ele vê com simpatia a ideia e está disposto a aceitar o desafio, mesmo sabendo que serão enormes as dificuldades.

Afinal, a política do Rio Grande do Norte é dominada tradicionalmente por duas famílias – Maia e Rosado – e não será fácil quebrar essa tradição.

Nesta terça-feira, Luiz Roberto Barcelos está em São Paulo, fazendo um contato que ele considera importante para a sua decisão.

A Agrícola Famosa emprega 9 mil pessoas, 75% das quais no Rio Grande do Norte.

04:09 · 16.01.2018 / atualizado às 04:11 · 16.01.2018 por

O deputado federal Heráclito Forte (foto), do PSB do Piauí, apresentou um projeto-de-lei considerado absurdo pelos empresários do setor de energia elétrica.

Essa proposta do parlamentar piauiense pretende cobrar royalty do sol e do vento, que são as matérias primas da geração de energia solar e eólica.

O Brasil poderá tornar-se o primeiro País do mundo a taxar o sol e o vento, dádivas da natureza para o bem-estar do homem.

Se esse projeto for aprovado, provavelmente serão suspensos muitos empreendimentos de geração de energia eólica e solar que estão previstos para implantação aqui no Nordeste – no Ceará inclusive.

Parece que os brasileiros têm os políticos que merecem.

04:31 · 10.01.2018 / atualizado às 04:33 · 10.01.2018 por

Para fazer as reformas necessárias ao conserto de suas deficitárias contas públicas, o Brasil precisa urgentemente de um Governo forte, ética e politicamente, e com credibilidade perante a opinião pública.

Nenhuma dessas virtudes tem a gestão do presidente Michel Temer, cujo ministério – com exceção dos membros da equipe econômica – está encalacrado na Lava Jato, a começar pelos ministros que trabalham no Palácio do Planalto, como Elizeu Padilha e Moreira Franco.

Temer não parece constranger-se com isso.

Tanto é assim que escolheu a deputada Cristiane Brasil para ministra do Trabalho, mesmo estando ela denunciada na Lava Jato por ter recebido propina da Odebrecht e ainda acusada de usar dinheiro público para alugar um carro de empresa fantasma.

Diante desse cenário, é muito difícil que a reforma da Previdência, essencial para o ajuste fiscal, seja aprovada em fevereiro. Temer perdeu todo o seu capital político: está hoje nas mãos dos partidos e dos políticos que se movem pelo fisiologismo.

2018, como se vê, promete muitas emoções.

04:20 · 04.01.2018 / atualizado às 04:20 · 04.01.2018 por

Um empresário cearense do setor industrial chamou a atenção do blog para o que denominou de efeito estratégico da provável parceria do governador Camilo Santana, do PT, e dos irmãos Cid e Ciro Ferreira Gomes, do PDT, com o senador Eunício Oliveira, do MDB.

Na opinião do empresário, o que está movendo essa parceria, neste momento, é a esperança de que o senador Eunício Oliveira use o seu prestígio e sua força de presidente do Senado e de um dos líderes nacionais do MDB para destravar projetos do Governo cearense junto ao Governo do presidente Temer.

Entre esses projetos estão a Linha Leste do Metrofor, que depende da liberação de empréstimo do BNDES; o VLT Parangaba-Mucuripe e a duplicação do IV Abel Viário de Fortaleza.

Está correta a análise do industrial.

Mas não se pode esconder o fato de que, nessa parceria, está também o oportunismo político, pois PT, MDB e PDT, juntos, representarão uma força brutal na eleição do próximo mês de outubro para governador, senador (duas vagas) e deputado federal.

04:25 · 02.01.2018 / atualizado às 04:27 · 02.01.2018 por

O governador Camilo Santana tirará 10 dias de férias, informa o chefe do seu Gabinete, sociólogo Élcio Batista.

O governador e sua mulher viajarão para o exterior onde descansarão,

De acordo com Élcio Batista, Camilo Santana vai recarregar suas baterias para os enfrentamentos do que ele chamou de grandes desafios de 2018.

Entre esses enfrentamentos, está, com certeza, a campanha de sua reeleição.

Camilo tem conversado muito com o senador Eunício Oliveira, do MDB, que poderá integrar sua chapa como candidato à reeleição para o Senado.

04:14 · 02.01.2018 / atualizado às 04:17 · 02.01.2018 por

Em 2014, houve um escandaloso caso de estelionato eleitoral.

A presidente Dilma Rousseff, reeleita, enganou seus eleitores: durante a campanha, prometera uma coisa e, ao tomar posse, esqueceu a promessa, que foi jogada no lixo, e fez tudo completamente diferente. E deu no que deu – o impeachment.

Pois bem: neste 2018, em outubro, haverá nova eleição para presidente da República, e novo estelionato vai acontecer.

Os pretensos candidatos estão agindo e falando como se as contas públicas estivessem equilibradas, como se não houvesse um déficit de R$ 159 bilhões, como se não fosse necessária a reforma da Previdência. Como se medidas duríssimas não fossem necessárias para consertar tudo.

Os candidatos estão escondendo a verdade, para só revelá-la depois da posse do vencedor.

Está na hora de a sociedade e a mídia mobilizarem-se para que se faça um debate verdadeiro sobre a crise nacional.

Chega de “enrolation”.

10:36 · 01.01.2018 / atualizado às 10:38 · 01.01.2018 por

Este blogueiro conversou com Élcio Batista (foto), chefe do Gabinete do governador Camilo Santana.

Ele  transmitiu a seguinte informação:

No próximo mês de fevereiro, logo que a Assembleia Legislativa abrir os trabalhos da sessão legislativa de 2018, o governador enviará mensagem com projetos-de-lei contendo um conjunto de medidas para dar o que ele chamou de “justa equação” ao financiamento da Previdência do Estado.

Segundo Élcio Batista, a previdência estadual cearense gera, anualmente, um déficit de R$ 1,4 bilhão.Esse rombo é coberto pelo Tesouro estadual.

As medidas a serem propostas pretenderão reduzir esse déficit, “mas nenhuma delas reduzirá qualquer direito adquirido pelos servidores ativos ou aposentados do Governo estadual”, disse Élcio.

Então, vamos aguardar.

07:52 · 29.12.2017 / atualizado às 08:25 · 29.12.2017 por

Raquel Dodge, procuradora-geral da República, encaminhou parecer ao Supremo Tribunal Federal na ação do ex-governador do Ceará, Cid Gomes, contra o empresário Wesley Batista, que o acusa de haver recebido propina em troca da liberação de créditos tributários para uma empresa do grupo JBS na cidade cearense de Cascavel. Cid diz que o empresário mentiu e por isto o processa.

De acordo com a Folha de São Paulo, que divulgou a informação nesta sexta-feira, 29, Raquel Dodge sugere no seu parecer que a ação impetrada por Cid Gomes – acusando Batista de haver mentido na sua delação premiada – deve continuar sendo investigada pela Justiça Federal do Ceará (primeira instância) porque o ex-governador cearense, agora sem direito a foro privilegiado – ratificou, na sua ação, a denúncia de Wesley ao informar que, nos anos de 2011, 2012 e 2013, liberou o equivalente a R$ 41 milhões em créditos tributários para o grupo JBS. Por esta razão, Raquel Dodge não viu motivos para processar Wesley, restringindo a investigação ao ex-governador.

O Grupo JBS tem uma indústria de couros em Cascavel, no litoral Leste do Ceará. Essa empresa é beneficiada pelo sistema de incentivos fiscais do Estado. Segundo contou Wesley Batista na sua delação, seu irmão Joesley foi procurado em 2010 pelo secretário Arialdo Pinho, que solicitou R$ 5 milhões para a campanha de reeleição de Cid Gomes. O pedido teria sido  atendido.

Em 2014, o secretário Arialdo, acompanhado do deputado Antonio Balhmann, novamente procurou os irmãos Batista, pedindo R$ 20 milhões para a campanha de eleição de Camilo Santana ao Governo do Estado.

Os irmãos Batista  teriam exigido, em contrapartida, a liberação do crédito tributário de R$ 110 milhões a que sua empresa de Cascavel tinha direito.  As duas partes, segundo Wesley Batista, teriam entrado em acordo:  o Governo do Estado liberou o que devia à empresa do grupo JBS e este contribuiu financeiramente para a campanha de Camilo Santana.

Em relação aos fatos de 2014, a procuradora-geral da República sugeriu no seu parecer que a investigação seja feita pelo Supremo Tribunal Federal, pois há a citação de um deputado federal, que tem direito a foro privilegiado.

Ouvido pela Folha de S. Paulo, Cid Gomes disse que sobre o assunto já se pronunciou na época em que ele veio à tona, e ainda rebateu – com dados – as acusações de Wesley Batista, a quem acusa de haver mentido, razão pela abriu processo contra ele.