Categoria: Política


06:41 · 13.12.2018 / atualizado às 09:58 · 13.12.2018 por

Só a partir da próxima semana o governador Camilo Santana cuidará de escolher os nomes dos seus futuros 21 secretários. A informação foi transmitida a este blog pelo sociólogo Élcio Batista, chefe do Gabinete do governador, ao ser questionado na noite de quarta-feira, 12, sobre uma possível troca de cadeiras no primeiro escalão do Governo do Ceará.

Durante a festa de confraternização do Sindicato da Indústria Metalmecânica do Ceará (Simec) – realizada quarta-feira, 12, que homenageou o empresário Igor Queiroz Barroso, diretor institucional do Grupo Edson Queiroz, e o secretário de Desenvolvimento Econômico, César Ribeiro –  empresários ouvidos pelo blog manifestaram sua esperança de que o novo secretariado de Camilo Santana seja integrado por quadros de real competência técnica e administrativa. Eles entendem que o segundo mandato do governador “deve ser melhor do que o primeiro” e para isso terá de contar com uma “seleção de alto nível, como fez o presidente eleito Jair Bolsonaro em relação ao seu ministério”.

Um empresário da área industrial sugeriu que Camilo Santana, “que não foi ousado na reforma da estrutura administrativa, ouse na escalação do seu novo time de secretários”.

Élcio Batista revelou que, nesta semana, Camilo Santana está em Brasília empenhado em encaminhar assuntos do interesse do Ceará e do Nordeste junto ao futuro Governo Bolsonaro. Mas a partir de segunda-feira, 17, ele cuidará da escolha dos nomes que comporão seu time de auxiliares no primeiro e segundo escalões. A ideia – segundo Élcio, que deverá ser o Chefe da Casa Civil a partir de janeiro – é de que, até antes do Natal, essa escalação esteja concluída.

06:30 · 12.12.2018 / atualizado às 06:35 · 12.12.2018 por

Do ponto de vista da “velha política”, o novo desenho da máquina administrativa do Governo do Ceará está perfeito: contempla os partidos que lhe dão apoio parlamentar.

Se observada pelo ângulo da “nova política”, a reforma é frustrante: eram 27 secretarias; agora, são 21. “Um exagero”, opinou um acadêmico que não faz outra coisa que não analisar, politicamente, os fatos e os atos do poder público. “Com 10 secretarias, a máquina funcionaria ainda melhor”, acrescentou.

Pedindo o anonimato, ele explicou que foi oferecida ao governador Camilo Santana uma proposta que limitava em 14 o número de secretarias. Ao decidir por 21 pastas, extinguindo ou fundindo algumas, “o governador perdeu a oportunidade de mostrar um novo modelo de gestão; o modelo escolhido parece voltado para o interesse de um grupo de políticos e não para o interesse público”.

Um parêntese: o sociólogo Élcio Batista, chefe do Gabinete do governador, já advertira – antes mesmo de a proposta ser revelada – que os partidos políticos têm um objetivo: “o poder” – disse ele. E explicou, falando para empresários em um almoço no fim de novembro passado,  que o governador faz política quando mantém entendimento com os partidos de sua base de apoio. Para Élcio Batista, o importante é o resultado do serviço que o Governo presta à sociedade, “isto é o que buscamos permanentemente”.  Fecha o parêntese.

O próprio presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque, homem da confiança dos irmãos Ferreira Gomes, considerou “muito pequena” a reforma do secretariado. Foi o apoio dos Ferreira Gomes que garantiu a espetacular reeleição de Camilo Santana.

Um empresário industrial perguntou no início desta manhã: “Bem, vamos ver agora quais serão os novos secretários. Veremos se eles serão escolhidos pelo critério da meritocracia ou por outro viés”.

No plano federal, o presidente eleito – e diplomado – Jair Bolsonaro formou seu primeiro escalão ministerial de uma maneira diferente da  tradicional, numa atitude que irritou os partidos mas agradou a sociedade que se vê agora diante de uma novidade. Se dará certo, o tempo dirá.

O governador Camilo Santana manteve, corretamente, sua fidelidade aos movimentos sociais, dos quais provêm ele e sua família. E também ao setor produtivo industrial (leia-se Fiec) ao turbinar a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, liderada pelo economista César Ribeiro, cuja pasta terá uma Subsecretaria do Agronegócio, onde estarão alojados os interesses da agropecuária empresarial, antes abrigados na Secretaria de Agricultura, Pesca e Aquicultura, extinta pela reforma.

 

 

 

08:32 · 11.12.2018 / atualizado às 08:34 · 11.12.2018 por

Um flagrante do presidente eleito – e diplomado – Jair Bolsonaro, no seu café da manhã.

À moda antiga, ele bebe café em um copo simples e imitando um costume dos seus pais e avós: mergulha no copo dois biscoitos do tipo Maria, feitos de maizena.

Mas um olhar atento à foto revela que Bolsonaro é um consumidor de produtos fabricados pela Piraquê, a famosa marca fluminense de biscoitos que integra o potfólio do Grupo M. Dias Branco, que a adquiriu em maio deste ano por R$ 1,5 bilhão, consolidando sua posição de líder do mercado brasileiro de massas e biscoitos.

11:38 · 08.12.2018 / atualizado às 11:42 · 08.12.2018 por

Foi adiada deste sábado para a próxima quinta-feira, 13, a cerimônia de entrega da Medalha Ivens Dias Branco ao presidente da Federação das Indústrias do Ceará, Beto Studart. O local será o mesmo: o Palácio da Abolição.

A decisão foi tomada em virtude da comoção que está  causando o trágico acontecimento registrado ontem de madrugada na cidade de Milagres.

A solenidade deveria ter acontecido quinta-feira passada, mas a morte, o velório e o sepultamento do empresário José Dias Macedo levaram o Governo do Estado a transferi-la para este sábado.

Mas às 11 horas desta data um curto comunicado do Palácio da Abolição revelou a decisão do Governo do Estado, em comum acordo com o homenageado, de transferir o evento para o dia 13.

05:48 · 06.12.2018 / atualizado às 08:13 · 06.12.2018 por

Atentem para a informação abaixo, que chega do Partido Novo, que, como o nome sugere, pretende inovar na política brasileira:

Cerca de 20 parlamentares, entre vereadores, deputados federais, estaduais e distritais eleitos pelo NOVO, em 2016 e 2018, farão a partir desta quarta-feira (05) um processo seletivo aberto a todo país. “A ideia é que haja uma seleção ampla, em escala nacional em busca de profissionais que estejam alinhados com a renovação do quadro político de 2019”, disse Tiago Mitraud, deputado federal eleito pelo partido nestas eleições.

 As vagas são para postos como assessor(a) parlamentar, assessor(a) de comunicação e assistente administrativo(a), em pelo menos 5 cidades brasileiras. Os requisitos básicos para preenchimento das vagas incluem: vontade de atuar na área pública, habilidade para alcançar resultados trabalhando em equipe e ser “ficha limpa”.

 O recrutamento ocorre a partir deste mês e é 100% de responsabilidade dos parlamentares eleitos. Os selecionados começarão a trabalhar entre fevereiro e março de 2019, dependendo da Câmara ou Assembleia para onde forem contratados.

 “Ter um gabinete técnico, sem indicações políticas, é uma das bandeiras do partido. Mas a iniciativa de fazer uma seleção de profissionais de todo Brasil veio dos próprios eleitos” conta Christian Lohbauer, ex-candidato a vice-presidente na chapa de João Amoêdo.

 Seguindo a linha do governador de Minas Gerais eleito pela legenda, Romeu Zema, os eleitos para o legislativo apostam na escolha de assessores técnicos para compor suas equipes para os próximos quatro anos. Em 2018, o NOVO elegeu 8 deputados federais, 11 estaduais e uma distrital. Em 2016 foram eleitos 4 vereadores.

05:59 · 05.12.2018 / atualizado às 06:02 · 05.12.2018 por

Demonstrando indignação pelos sucessivos atrasos nas obras da Ferrovia Transnordestina, o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) participou ontem, terça-feira (4), no Senado, de audiência pública que discutiu a reavaliação do projeto, a viabilidade e as fontes de financiamento da ferrovia, iniciada há dez anos. No debate, o senador reforçou sua tese pela rescisão do contrato com a atual concessionária e que a Transnordestina seja tratada como uma obra pública federal.

“Não dá para aceitar uma lógica empresarial, um cronograma, que prejudique os interesses de Pernambuco e do Nordeste. Serei um intransigente defender da caducidade deste contrato”, ressaltou o senador.

De acordo com a coordenadora de Análise de Projetos de Investimentos da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Lorena Duarte, o órgão instaurou processo administrativo sobre os atrasos na obra. Um primeiro prazo repactuado com a concessionária venceu no último mês de outubro, segundo afirmou Duarte. “Se houver mais atraso, mais descumprimentos, será aberto novo processo administrativo para avaliarmos a caducidade do contrato e a revogação da concessão”, detalhou Duarte.

No último mês de novembro, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), controladora da ferrovia, apresentou diagnóstico ao governo e à Câmara dos Deputados mostrando que as obras da Transnordestina só devem ser finalizadas com um aporte de mais R$ 6,7 bilhões (além dos R$ 6,4 bi já investidos) e em 2027, 17 anos depois do prazo original e com uma década de atraso em relação ao cronograma fixado na última renegociação contratual. Segundo a controladora, a ligação da ferrovia com o Porto de Suape (Pernambuco) será a última etapa da obra.

Bezerra Coelho ainda destacou a necessidade de maior acompanhamento da obra e mais fiscalizações do contrato por parte da ANTT e do Ministério dos Transportes. “A Transnordestina tem que ser tratada com uma obra pública, com execução direta pela administração federal ou por uma das empresas federais, como é o caso da Valec, que vem implementando importantes ferrovias no país”, disse.

De acordo com o secretário de Fiscalização de Infraestrutura Portuária e Ferroviária do Tribunal de Contas da União (TCU), Paulo Guerra Neto, uma medida cautelar impede a transferência de recursos públicos para a Transnordestina. Segundo ele, o TCU também tem atuado junto à governança da ANTT. “Que deve cobrar o cumprimento do contrato para podermos realizar nossas fiscalizações”, afirmou Guerra Neto.

11:36 · 30.11.2018 / atualizado às 11:37 · 30.11.2018 por

Quando os políticos brasileiros deixarão de corromper e de serem corrompidos?

Esta pergunta surge a propósito do mais recente caso de corrupção – o do governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, preso por agentes da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, acusado de receber mais de R$ 40 milhões de propinas, pagos por empresas empreiteiras em troca de contratos de obras.

O esquema corrupto de Pezão é sequência do esquema do seu antecessor, Sérgio Cabral, condenado pela Justiça Federal a mais de 160 anos.

A Operação Lava Jato, maior investigação mundial contra a corrupção – não assusta nem causa temor nos políticos vocacionados para a corrupção, como Cabral e Pezão. Este continuou a fazer o que Cabral fazia – desviar para o seu próprio bolso o dinheiro público, graças a superfaturamento de obras do Governo fluminense, o que só foi possível graças ao conluio com as empreiteiras.

Hoje, surgiu nova denúncia, desta vez contra um ministro do Tribunal de Contas da União, uma corte criada para auxiliar o Poder Legislativo a vigiar o Executivo. Mas o poder corrompe – e a aí está a prova: um ministro do TCU entrou no esquema de corrupção descoberto pelas investigações da Policia Federal e do Ministério Público Federal.

Até onde vai a ação dos políticos corruptos, não se sabe. Nas últimas eleições, o brasileiro elegeu por larga margem uma proposta de combate sem trégua à corrupção. Mas o Supremo Tribunal Federal não ligou para isso ao decidir, ontem, quinta-feira, 29, de acordo com q=o que dia a Constituição, mas de costas para o desejo popular anti-corrupção. O STF não impôs limite ao decreto de indulto do presidente Michel Temer, que, assim, permitirá a soltura de 22 dos 39 presos pela Operação Lava Jato.

 

14:56 · 22.11.2018 / atualizado às 14:58 · 22.11.2018 por

Uma fonte do Gabinete de Transição instalado no Centro Administrativo do Banco do Brasil,em Brasília, informou nesta quinta-feira a este blog que o presidente eleito Jair Bolsonaro e o futuro chefe de sua Casa Civil, Onix Lorezonni, estudam a possibilidade de criar a Secretaria Especial para o Desenvolvimento do Seminárido.

Essa secretaria poderia ficar na órbita da Casa Civil ou do Ministério da Integração Nacional ou, ainda, no da Agricultura.

Será por meio dela – provavelmente – que a futura administração do Governo da União pretende implementar os projetos relativos aos recursos hídricos no semiárido nordestino, incluindo os da dessalinização da água do mar.

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, já concordou com a criação da Secretaria do Semiárido.

05:58 · 22.11.2018 / atualizado às 05:58 · 22.11.2018 por

Está de posse do governador Camilo Santana a proposta de reforma da estrutura administrativa do Governo do Estado do Ceará. Ela foi elaborada por uma equipe liderada pelo secretário de Planejamento e Gestão, Maia Júnior.

Desconhecem-se as sugestões apresentadas pela equipe de Maia Júnior, embora circulem informações de que uma delas propõe a fusão das secretarias da Fazenda e do Planejamento e Gestão, adequando-as à estrutura do futuro Governo Bolsonaro.

Mas uma fonte com assento no Palácio da Abolição disse que, em vez da redução da máquina administrativa, o que acontecerá será a modernização do Estado, por meio de “uma maior integração e uma maior eficiência com o que se obterão melhores resultados para a sociedade”.

Essa fonte tem razão. Afinal, como reduzir a estrutura administrativa do Governo se há 20 partidos da base de apoio político de Camilo Santana que precisam de ser atendidos em sua reivindicação de participação física na gestão do Estado?

“A política é uma arte que exige habilidade do líder”, explica a mesma fonte palaciana. Na sua opinião, quando o governador Camilo Santana distribui cargos entre os partidos que o apoiam, “ele está fazendo política no melhor sentido da palavra”. E acentuou que todo e qualquer partido tem um objetivo: alcançar e exercer o poder, “o que é muito natural no regime democrático”.

Por outro lado, uma fonte da Federação das Indústrias (Fiec) admite que a grande mudança que o segundo mandato do governador Camilo Santana revelará será a aceleração da política de concessões, privatizações e parcerias, com o que estará afinado com as intenções da equipe econômica do futuro Governo Bolsonaro.

O Governo do Ceará tem uma lista de empresas e de imóveis que deverão ser transferidos para a iniciativa privada ao longo dos próximos dois anos. Entre esses ativos, incluem-se o Centro de Eventos, o Aquário da Praia de Iracema (pelo qual já se interessou o grupo empresarial da família Dias Branco), a Linha Sul do Metrofor e o VLT.

06:39 · 19.11.2018 / atualizado às 07:04 · 19.11.2018 por

No fim de semana que passou, este blog conversou com gestores públicos e com executivos de grupos privados sobre a intenção do governador Camilo Santana de fundir as secretarias da Fazenda (Sefaz) e do Planejamento e Gestão (Seplag) em uma só. Todos, sem exceção, consideraram correta a ideia.

Explicaram que a fusão servirá para facilitar a interlocução do Governo do Ceará com o da União, que, a partir de 1º de janeiro de 2019, será comandado pelo presidente Jair Bolsonaro. A administração Bolsonaro já anunciou a criação do Ministério da Economia, que absorverá os do Planejamento e da Indústria e Comércio. Será u superministério a ser liderado pelo economista Paulo Guedes.

Com a fusão da Sefaz e Seplag no que poderá vir a ser a Secretaria de Fazenda, Planejamento e Gestão, o governador Camilo Santana adequaria a estrutura administrativa do seu Governo à da União.

Mas alguns dos gestores ouvidos pelo blog levantaram a questão da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, que ficaria de fora da fusão. Uma fonte do Governo estadual cearense explicou que a pasta hoje chefiada pelo economista César Ribeiro, tem objetivos específicos, entre os quais os ligados à atração de investimentos e aos grandes projetos estruturantes, entre os quais o Complexo Industrial e Portuário do Pecém, que ganhará o reforço de capital e de expertise do Porto de Roterdã, e a Zona de Processamento para Exportação (ZPE).

E quem será o supersecretário da Fazenda, Planejamento e Gestão? Para esta pergunta  não há resposta neste momento. Mas há um detalhe: o desenho da nova estrutura da máquina administrativa estadual está sendo feito por uma equipe liderada pelo secretário Maia Júnior, titular da Seplag.

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