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Categoria: Política


06:35 · 18.09.2018 / atualizado às 06:37 · 18.09.2018 por

O artigo a seguir é de autoria do médico Luiz Carlos Borges da Silveira (foto). Ele foi ministro da Saúde e deputado federal.  Como ministro foi o criador do “Zé Gotinha”.

É um país soberano e democrático com cerca de 207,7 milhões de habitantes, no geral de índole pacífica e solidária. É o quinto em área territorial, isto é, um país continental com mais de 8,5 milhões de km², e litoral com 7,3 km de extensão, acrescido do mar territorial que passa de 22 km. O Brasil é classificado como a oitava economia do mundo e o agronegócio representa mais de 50% da balança de exportação, a caminho do 10º lugar no ranking internacional de fornecimento de alimentos para o mundo. Somos um dos maiores produtores de grãos e nossa indústria é moderna, desenvolvida e exportadora.

Por isso, o Brasil é a principal nação latino-americana e não sem razão um estadista norte-americano disse que para onde pender o Brasil penderá a América Latina. Ainda que possa ter sido uma afirmação com viés político, não deixa de expressar verdade inconteste. Esses são dados públicos, todos sabem. Mas este país tem características especiais que somente os brasileiros conhecem. A natureza foi dadivosa, dotando de clima diferenciado em todos os quadrantes e solo rico e produtivo que permite plantar de tudo e de tudo colher em todas as regiões, daí a pujança agrícola e pecuária.

A natureza abençoou o Brasil de forma especial. Temos chuva, sol, todas as estações do ano, praias, serras e montes e as mais notáveis regiões turísticas que encantam o mundo. E aqui não temos furacões, tornados e muito menos tsunamis. Tem povo amigo e solidário sempre receptivo a quem queira adotar o Brasil somo segunda pátria, imigrantes de variadas partes do mundo que para aqui vieram – e continuam vindo – a contribuir para o enriquecimento desta nação com trabalho, conhecimento e cultura em geral.

Porém, com tudo isso e muito mais o Brasil vem sendo há décadas dito ‘país do futuro’. Por que esse futuro é sempre adiado e nunca chega? Acredito que é porque entre os 207,7 milhões de brasileiros há uma pequena, porém influente, parcela que não enxerga muito bem e age muito mal. Raciocinando sobre o Brasil contemporâneo, isto é, de algumas décadas para cá, constata-se que tivemos um presidente cassado por corrupção, uma presidente afastada por desvio de conduta administrativa, um vice-presidente que assumiu e está sob investigação por corrupção, mal que quanto mais é combatido mais avança, e um ex-presidente preso por corrupção e lavagem de dinheiro .

Isso tudo em meio a crises constantes a ameaçar a governabilidade, governos que não conseguem implantar reformas necessárias, desleixo com a memória do país evidenciado com o recente incêndio no Museu Nacional, instituição bicentenária depositária de parte significativa de nossa história. Tudo acrescido agora por um período eleitoral nada tranquilo e repleto de ações na justiça porque os ataques pessoais cedem lugar ao debate de ideias e propostas.

Públicos, como os dados econômicos, são também as informações sobre desvios éticos dos políticos que têm a responsabilidade de dirigir o país em seus devidos poderes, legislativo e executivo, principalmente, problema que se estende a estados e municípios. O Brasil vive sob intensa contradição: um ex-presidente da República condenado e preso por corrupção que segue com liderança na preferência eleitoral, embora legalmente impedido de participar de pesquisas e de concorrer ao pleito presidencial. Sistemática e obstinadamente tem ocupado a justiça com repetitivos recursos jurídicos sem consistência. Por fim, a campanha eleitoral é maculada por atentado contra um candidato nos braços do povo, expondo o baixo nível da disputa.

Todos esses acontecimentos, essas situações, pela gravidade que encerram geram intensa e negativa repercussão na imprensa e na opinião pública internacionais, o que acaba contribuindo para afastar os necessários investimentos estrangeiros que oxigenam a economia, alavancam a produção e por consequência a geração de empregos tão importante para o combate ao desemprego e diferenças sociais. Lamentavelmente, o que se tem visto e a realidade indica é que assim poderá continuar, com governo sem força e prestígio popular, refém de um Congresso negocista que atua em benefícios próprios e ainda o risco presente de a locupletação prosseguir na mesma escala.

Mais grave, uma campanha presidencial que não permite ao cidadão vislumbrar opção capaz de mudar a situação e colocar o Brasil no caminho para se firmar como país do presente, não obstante com todas as condições para isso. É intrigante constatar que propostas para mudar o que está errado e buscar colocar o país no seu devido lugar não fazem parte da agenda propositiva dos candidatos que se apresentam com disposição de governar o Brasil por pelo menos quatro anos. Aparentemente, a campanha atual é um retrato piorado das anteriores. Os reflexos estão nas pesquisas, mostrando respostas que revelam eleitores descrente, dispostos à abstenção e ao voto branco ou nulo. A reação é compreensível, mas a omissão em praticamente nada ajudará.

O importante é que se não mais acreditamos nos políticos, creiamos no povo brasileiro, na potencialidade do Brasil, na riqueza deste país. Apostemos nas próximas gerações, pois esta que hoje predomina haverá de passar. Mudanças conseguiremos com brasileiros sérios, com gerações comprometidas com o Brasil e sobretudo com ideias novas. Em um país democrático isso passa pelo voto…

O Brasil é controverso em si mesmo, o que levou um analista paranaense a escrever livro cujo título é conclusivo: “O Brasil não é para amadores”. Sem dúvida, como pode uma nação com enorme potencial, com tanta riqueza no solo, no subsolo e na faixa marinha viver política e administrativamente quase no primitivismo? Qualquer pessoa com mínimo senso encontrará a resposta. Afinal, este é o Brasil, pais de dois pólos em que, infelizmente, o negativo tem sido mais forte.

15:58 · 13.09.2018 / atualizado às 15:58 · 13.09.2018 por

Nem o Estado mínimo, como querem os liberais, nem o Estado máximo, como pretendem os que lutam pelo socialismo, como o PT, o PCdoB e o Psol.

O Estado brasileiro deve ser o necessário, aquele que, mantendo o regime democrático e a livre iniciativa na área econômica, possa ser suportado pela sociedade que paga os impostos.

O Estado brasileiro, hoje, é um paquiderme que custa caríssimo à sociedade, cuja pirâmide foi dividida em castas.

Os que estão na base da pirâmide social – os que ganham salário mínimo ou menos e que compõem a maioria – trabalham para sustentar a minoria privilegiada, parte da qual são funcionários dos três poderes da República, cujos salários e cujos proventos de aposentadoria são o que se pode chamar de absurdos adquiridos.

Neste momento eleitoral, os candidatos à Presidência da República não estão dizendo o que farão, como farão e quando farão para consertar as contas públicas que estão deficitárias e assim continuarão pelos próximos dois anos, no mínimo.

Com medo de perder votos e acuados pelas corporações do serviço público que se apoderaram da máquina administrativa nos planos federal, estadual e municipal, os presidenciáveis escondem o jogo num claro prenúncio de que repetirão o mesmo estelionato eleitoral praticado pela dupla Dilma Rousseff e Michel Temer em 2014.

Eles evitam a verdade, e a verdade é uma só: para tirar o País da crise e consertar a lambança de Rousseff e Temer, será necessário um duro ajuste fiscal (corte de despesas, com redução dos privilégios, e incremento da receita, ou seja, aumento de impostos). O candidato que disser  isso na televisão, falando direto para o eleitor, com certeza perderá voto. E perder voto é tudo o que não deseja nem desejará qualquer candidato.

Consertar as contas públicas exigirá uma série de reformas, a primeira das quais – na opinião do ministro da Fazenda, Eduardo Guardia – deve ser a da Previdência, cujo rombo aumenta R$ 50 bilhões por ano. Por ano!

Além da reforma da Previdência, serão necessárias a do sistema tributário, a da política e a patrimonial. Para isso, o futuro presidente terá de construir maioria no Congresso Nacional, pois mudar a Constituição exigirá, no mínimo, o apoio de 2/3 dos votos no Congresso Nacional (Senado e Câmara dos Deputados).

Nenhum dos presidenciáveis sairá da eleição de outubro com essa maioria. O eleito terá de negociar com os congressistas, que, na tradição brasileira, costumam trocar voto por verbas e cargos – num toma-lá-dá-cá de que o MDB, o DEM, o PP e outros partidos do chamado Centrão são especialistas. Se isto acontecer, não haverá mudança, será mais do mesmo, será a repetição do filme cujo final todos de antemão conhecemos.

 

 

 

12:19 · 12.09.2018 / atualizado às 12:25 · 12.09.2018 por

Segundo colocado nas últimas pesquisas do Datafolha e do Ibope, o presidenciável Curo Gomes, do PDT, já está sendo alvo dos ataques do PT, cujo candidato, Fernando Haddad, deverá ser – de acordo com a análise de cientistas políticos – seu grande adversário por uma vaga no segundo da eleição de 7 de outubro.

Nas mídias sociais, circulam dezenas de vídeos mostrando Ciro em situações as mais diferentes, ameaçando pessoas, insultando jornalistas, condenando os ricos -banqueiros no meio – e reafirmando que revogará a Reforma Trabalhista, tributará heranças e doações e proibirá oficiais militares de falarem sobre política.

Os vídeos também incluem cenas nas quais Ciro ameaça pessoas nas ruas e trechos de entrevistas durante as quais afirma que a Venezuela é um País com uma democracia “tão democrática quanto a brasileira”. Os vídeos também chamam a família Ferreira Gomes de constituir uma oligarquia no Ceará. A família tem base política em Sobral, que é hoje o modelo de ensino fundamental para o País, conforme o Fundeb.

Ao longo dos últimos anos, Ciro Gomes esteve muito próximo do ex-presidente Lula, com quem tem boa relação de amizade. Mas essa amizade e essa boa relação foram deixadas de lado por Lula e pelo PT, que desprezaram Ciro, negando-lhe apoio à sua campanha presidencial e rechaçando qualquer coligação com o PDT, onde ele está abrigado hoje.

Como se vê, Curo Gomes está sendo vítima e alvo dos ataques petistas, que, nas redes sociais, não deixa, rastro sobre sua origem – os ataques são tão bem organizados, que os lê, quem os ouve, quem os vê fica com a impressão de que não é o PT que os articula, mas sim o time de Jair Bolsonaro, que lidera com folga todas as pesquisas.

Mas tudo isso parece ser apenas o começo.

 

14:05 · 11.09.2018 / atualizado às 14:05 · 11.09.2018 por

O presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, anunciou na manhã desta terça-feira (11), que ingressará com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a medida provisória do governo que retirou R$ 200 milhões do orçamento da instituição para a criação da Agência Brasileira de Museus (Abram). O corte de recursos afetará o atendimento de mais de 608 mil pequenos negócios ao ano, o que corresponderia a toda região Norte do país, por exemplo. O Sebrae também estuda entrar com Ação Direta de Inconstitucionalidade no STF contra a MP.

“Os recursos do Sebrae são oriundos de uma contribuição de domínio econômico, cuja finalidade de aplicação está no artigo 170 da Constituição Federal”, afirmou o presidente do Sebrae. “A exploração de museus está fora desta finalidade e não podemos pagar a conta sozinho”, acrescentou Afif, explicando que foi surpreendido com a informação de que a verba seria retirada do Sebrae. A instituição chegou a sugerir como alternativa o investimento de R$ 100 milhões no setor, por meio de projetos de economia criativa com a finalidade de atender as micro e pequenas empresas e de melhoria da gestão em museus, acordo semelhante ao feito, recentemente, com o Ministério do Turismo.

Segundo a diretora técnica do Sebrae, Heloisa Menezes, os recursos retirados do Sebrae podem causar grave prejuízo à instituição e aos pequenos negócios. “Representa a diminuição de 608,6 mil atendimentos no Sebrae. Seria como excluir o Norte da atuação da instituição. É como se toda a região ficasse sem atendimento de uma hora para outra”, afirmou a diretora, ressaltando que são os pequenos negócios que seguram o emprego no Brasil. “Eles responderam por 93% dos empregos com carteira assinada no primeiro semestre”, ressaltou. “A MP gera uma insegurança institucional e nos preocupa, pois temos acordos e metas a cumprir. O déficit público nunca vai caber no orçamento do Sebrae”, acrescentou o diretor de Administração e Finanças, Vinicius Lages.

Guilherme Afif ressaltou, durante entrevista coletiva, que a recuperação dos museus é uma causa importante, devido à situação atual de alguns deles, mas que os recursos do Sebrae não são para essa finalidade. “Todos são solidários com o que aconteceu, mas só quem deu o dinheiro foram os pequenos negócios, únicos a terem a verba cortada”, disse o presidente do Sebrae.

07:46 · 10.09.2018 / atualizado às 11:23 · 10.09.2018 por

Resultado da mais nova pesquisa FSB-BTG/Pactual, divulgada na manhã desta segunda-feira, 10/9:

Jair Bolsonaro, do PSL, continua em primeiro lugar, tendo saltado de 26%, na pesquisa anterior, para 30%.

Ciro Gomes, do PDT, manteve os mesmos 12% da pesquisa anterior, mas foi favorecido pela queda de Marina Silva, da Rede, que desceu de 11% para 8%.

Geraldo Alckmin, do PSDB, manteve os mesmos 8% da pesquisa anterior, empatando agora Marina Silva.

Fernando Haddad, do PT, passou de 6% para 8%, o que o coloca em terceiro lugar juntamente com Alckmin e Marina.

João Amoedo, do Partido Novo, desceu de 4% para 3%.

Hoje, à noite, deverá ser divulgada a nova pesquisa do Datafolha, que está sendo realizada ao longo desta segunda-feira.

 

16:50 · 06.09.2018 / atualizado às 16:54 · 06.09.2018 por

Esfaquearam a democracia brasileira!

O atentado de que foi vítima na tarde desta quinta-feira o candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, vitimou também o processo eleitoral, que já havia sofrido ataques anteriores, quando um dos ônibus da caravana do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi atingido por tiros no interior do Paraná.

As primeiras imagens e informações que procedem da cidade mineira de Juiz de Fora, onde o atentado contra Bolsonaro  aconteceu, indicam que o autor do atentado, preso imediatamente e já identificado, aproximou-se até muito perto do candidato, que estava nos ombros de um dos centenas de apoiadores que participavam de uma caminhada pelas ruas daquela idade mineira.

O fato é muito grave e põe em risco a democracia, cujo ápice é exatamente a eleição.

 

 

11:52 · 31.08.2018 / atualizado às 12:21 · 31.08.2018 por

Assessor econômico do presidenciável Ciro Gomes, do PDT, o economista Mauro Benevides Filho disse nesta sexta-feira, 31, que, num eventual governo pedetista,  “boa parte das estatais brasileiras deverá ser privatizada, mas Petrobras, Eletrobrás e Banco do Brasil ficarão fora”. Ele falou para empresários do Lide-Ceará com os quais se reuniu na manhã de hoje no Hotel Gran Marquise.

Apoiado em números que lhe foram fornecidos pelo Banco Central, pelo Tesouro Nacional e pelo Ministério da Fazenda, Mauro Filho começou sua palestra dizendo que o setor público precisa de ser reestruturado, e as primeiras providências estarão voltadas para o controle das despesas com pessoal, custeio da máquina pública e com a Previdência, cujo déficit é o grande gargalo a ser enfrentado como prioridade.

Na sua opinião, por causa da fragilidade das contas públicas, que são deficitárias desde 2014, o Brasil “corre o risco de default” (calote). A relação dívida-PIB está hoje em 77%, aproximando-se dos 80%, “com trajetória de crescimento”. O assessor de Ciro Gomes afirmou que “ou se resolve esse problema, ou não haverá como fazer crescer o País”. Para encarar o problema, será necessário reduzir a despesa, aumentar a receita e reformar a Previdência. Ele repetiu o que o seu presidenciável tem dito: há hoje o equivalente a R$ 350 bilhões em desonerações fiscais.

Mauro Benevides Filho chamou a atenção para um fato que considerou grave: em 2017, o gasto com pessoal foi maior do que com o da Previdência do setor público e do setor privado. Resultado: “Eles (o atual governo) tiverem que cortar investimentos”.

Ele disse que é preciso, com urgência, repactuar o federalismo brasileiro, o que será difícil, citando como exemplo dessa dificuldade a posição do Governo de São Paulo, que se diz favorável ao novo Pacto Federativo, mas sempre votou contra no Confaz (Conselho Nacional Fazendário).

17:51 · 29.08.2018 / atualizado às 18:30 · 29.08.2018 por

Para João Amoêdo, candidato do Partido Novo à Presidência da República, o Bolsa Família é um bom programa, pois se destina a transferir renda para 20% da população mais pobre do País. Mas ele disse – durante entrevista coletiva à imprensa nesta quarta-feira, aqui em Fortaleza – que é necessário criar “uma porta de saída” para o Bolsa Família.

Na entrevista, ladeado pelo técnico campeão olímpico de vôlei Bernardinho e pelo executivo cearense Geraldo Luciano, ambos apoiadores do Partido Novo, João Amoêdo fez questão de esclarecer que seu discurso liberal pede, “antes de um Estado Mínimo, um Cidadão Máximo”, para o qual devem estar voltados todos os programas, projetos e ações do Governo.

Ele também disse que o BNDES deve ser uma agência de desenvolvimento e não um banco que tem servido para beneficiar poucas empresas privilegiadas. Seu programa de governo inclui várias reformas, a primeira das quais é a da Previdência. Na sua opinião, o novo modelo previdenciário vai cortar privilégios. Se for eleito, João Amoêdo promete não usar cartão corporativo nem ocupar os palácios que tem a Presidência da República.

“Seremos um Governo de práticas nórdicas”, afirmou João Amoêdo, referindo-se aos governos da Dinamarca, da Suécia e da Noruega, onde os ministros de Estado vão se ônibus ou de metrô para o seu trabalho diário.

Amoêdo está na capital do Ceará para uma série de eventos, um dos quais é um jantar de adesão, hoje, numa casa de eventos da Avenida Senador Virgílio Távora, na Aldeota. Amanhã, às 7 horas, ele liderará uma caminhada com militantes do Partido Novo pela Avenida Beira Mar.

14:15 · 29.08.2018 / atualizado às 14:18 · 29.08.2018 por

A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) está promovendo, nesta quarta-feira, 29, em Brasília, um debate com os presidenciáveis.

Ciro Gomes, do PDT, e Jair Bolsonaro, do PSL, não compareceram.

Este blog apurou junto a empresários que acompanham o debate que Ciro Gomes desistiu de comparecer a pedido de sua companheira de chapa, Kátia Abreu.

Por sua vez, Bolsonaro não foi porque tem ligação estreita com a UDR – União Ruralista Democrática – que sempre teve relações conflituosas com a CNA.

Já falaram os presidenciáveis Marina Silva, Geraldo Alckmin, Henrique Meireles. Neste momento (14h15) começa a falar o candidato do Podemos, Álvaro Dias.

09:30 · 28.08.2018 / atualizado às 09:32 · 28.08.2018 por

Com apenas 40 segundos no programa eleitoral, que começará na próxima sexta-feira, 31, o presidenciável Ciro Gomes, candidato do PDT, soube tirar proveiro do latifúndio de 27 minutos que lhe ofereceu o Jornal Nacional da Rede Globo segunda-feira, 27.

Manteve a tranquilidade durante todo o tempo, principalmente nos momentos em que foi severamente pressionado por questões propostas pelos apresentadores Willian Bonner e Renata Vasconcelos.

A dupla glibal apertou Ciro sobre sua proposta de tirar do SPC os 63 milhões de brasileiros que hoje estão inadimplentes. Rebatendo Renata Vasconcelos, para quem o tema é complexo, Ciro disse que não. “É simples!”, afirmou. E explicou que fará do mesmo jeito que o atual e os pretéritos governos fizeram, ao criar “Refis para os ricos”. A ideia de Ciro é criar um Refis para os devedores.

Voltou a lembrar que foi prefeito de Fortaleza, governador do Ceará, ministro da Fazenda e da Integração Nacional e jamais praticou “um dia sequer de déficit”. Na sua opinião, o presidente eleito tem – ao longo dos seis primeiros meses de sua gestão – um poder “quase imperial” para propor e fazer aprovar medidas para consertar as deficitárias contas públicas.

Uma hora depois de apresentar-se no Jornal Nacional, Ciro Gomes apareceu no Jornal das 10, da Globo News, onde teve performance ainda melhor, respondendo a todas as perguntas com tranquilidade e bom humor. Resta saber se esse bom desempenho nas emissoras da Rede Globo lhe darão o oxigênio necessário para subir nas pesquisas, onde está abaixo de Jair Bolsonaro e Marina Silva.