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Categoria: Tecnologia


09:27 · 20.07.2018 / atualizado às 09:31 · 20.07.2018 por

O Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) está lançando uma solução pioneira no mercado de bureaux de crédito: o SPC Reconhecimento Facial. A tecnologia, que no Brasil já é adotada no check-in de companhias aéreas e em dispositivos celulares, agora passa a ser realidade nos processos de concessão de crédito de todo o país.

Grande aliada do comércio, a nova ferramenta também possui a vantagem de proteger os consumidores de pessoas mal  intencionadas. Nos últimos anos, o roubo de dados ou de identidade pessoal tem crescido exponencialmente, causando prejuízos ao setor. Um termômetro disso é que sete em cada dez empresas são atingidas por fraudes, segundo dados da consultoria americana Kroll. “Buscamos oferecer um sistema altamente sofisticado aos lojistas que passam a evitar perdas e se prevenir de forma mais eficaz, ao mesmo tempo em que proporciona maior segurança aos seus clientes”, destaca Nival Martins, superintendente do bureau de crédito do SPC Brasil.

O lançamento do SPC Reconhecimento Facial reforça a visão inovadora da empresa no uso de tecnologias de ponta, que atua há mais de 60 anos no mercado de crédito para atender às suas necessidades de negócio. A expectativa é de que já no primeiro ano de operação 3 milhões de faces estarão cadastradas na base do SPC Brasil.

Para Martins, um dos diferenciais do SPC Brasil é que nas consultas feitas pelos estabelecimentos será possível acessar informações do cliente para uma análise mais completa de crédito, como dados cadastrais do consumidor, informação de inadimplência, protesto, histórico de consultas realizadas e score de crédito (probabilidade de a pessoa ficar inadimplente ou não), por exemplo, em conjunto com as análises do reconhecimento facial, tornando, assim, um dos produtos de consulta de crédito mais completos do mercado para o combate de fraudes.

O mecanismo de evitar fraudes é feito por meio da validação das capturas das faces via webcam que compõe o processo de compra, confrontando com as faces dos consumidores em uma base compartilhada com outras empresas do setor. Com isso, a ideia é acelerar os processos de validação e garantir a segurança da transação.

O novo sistema funciona assim: uma câmera instalada no estabelecimento comercial captura o rosto do cliente e o registro é enviado ao sistema de Reconhecimento Facial do SPC Brasil que fará a leitura detalhada de seu rosto e codificará essas informações em uma sequência numérica digital — por exemplo, o formato dos olhos, o tamanho da boca, o contorno do rosto etc. A sequência é anexada ao cadastro da pessoa e arquivada em um banco de dados, tornando-se a sua identidade para o sistema.

Quando utilizada para comprovação de identidade, a consulta ao seu cadastro biométrico será feita com uma nova captura do seu rosto e o sistema irá cruzar os dados em busca dos padrões registrados para verificar sua autenticidade. Como o conjunto de medições do rosto é único para cada pessoa, a performance da biometria facial é elevada e sua assertividade próxima dos 99,5%.

A fase de testes utilizou o atendimento real de cinco lojistas — três no Nordeste, no Sul e outro no Centro-Oeste. O SPC Reconhecimento Facial conseguiu identificar e prevenir fraudes.

16:02 · 19.07.2018 / atualizado às 16:04 · 19.07.2018 por

Júlio Rocha, graduado em Engenharia Ambiental e Sanitária pelo Instituto Federal do Ceará (IFCE) no campus de Quixadá, é um dos cinco selecionados, em todo o país, para participar da residência hacker do Red Bull Basement. O ex-aluno, orientado pelo professor Rérisson Máximo, concorreu com o projeto, apresentado como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), de um dispositivo automático para chuveiros, que permite economia de água.

Essa residência do Red Bull Basement seleciona projetos com potencial de transformação e impacto social, que já estejam em estágio de produção. O dispositivo é para chuveiros domésticos, e só libera o fluxo de água quando tem uma pessoa sob o chiveiro; assim que a pessoa se afasta, o fluxo é interrompido. Além da economia de água, o produto tem outra vantagem: é feito com material de baixo custo.

O ex-estudante explica como a ideia surgiu: “Foi durante um banho, porque eu sempre gastei muita água. Então, pensei como seria cômodo ter um dispositivo que controlasse o fluxo (de água) sem eu ter que ficar fechando e abrindo. Inspirei-me nas torneiras de shopping”.

Agora, com a participação na residência, Júlio terá dois meses para desenvolver e melhorar a ideia. Os trabalhos terão início no dia deste mês e seguirão até 16 de setembro, na cidade de São Paulo.

10:37 · 19.07.2018 / atualizado às 08:46 · 20.07.2018 por

Sob os aplausos de 10 mil funcionários da empresa, decolou nesta quinta-feira, 19, pela primeira vez, um dos maiores aviões cargueiros do mundo – o Beluga XL (foto), a última novidade da europeia Airbus. A decolagem foi no aeroporto da cidade francesa de Toulouse.

Essa aeronave- oficialmente batizada de A-330-700 – será utilizada pela Airbus para o transporte de grandes peças dos seus diferentes modelos de aviões, desde suas fábricas na Alemanha e na Espanha até o centro de montagem em Toulouse.

Também chamado de “baleia dos céus”, o Beluga XL pode transportar até 53 toneladas de carga.

Até ser aprovado para voar comercialmente, o grande e feio avião ainda fará muitas horas de testes.

04:14 · 09.07.2018 / atualizado às 04:19 · 09.07.2018 por

Dona de algumas das mais valorizadas marcas de massas e biscoitos do país, como Adria, Vitarella, Fortaleza e Piraquê, o grupo cearense M. Dias Branco busca parcerias com empresas iniciantes que tenham projetos para o desenvolvimento de ideias inovadoras. As inscrições para o programa Germinar, oferecido neste ano pela primeira vez pela companhia, tiveram início no dia 18 de junho e seguem até o próximo dia 25 deste mês de julho.

De acordo com Fábio Cefaly, Diretor de Novos Negócios e Relações com Investidores e um dos responsáveis pelo programa, o Germinar tem como objetivo contribuir para o crescimento da empresa por meio de inovações no negócio atual e no desenvolvimento de novas oportunidades. “Somos uma empresa que sempre está de olho nas novas tendências e buscando encontrar soluções que agreguem saudabilidade e sustentabilidade ao nosso portfólio. Além disso, queremos encontrar soluções tecnológicas que otimizem o nível de serviço e a experiência dos consumidores”, explica ele.

O Germinar é dividido em duas categorias: inovações para negócios atuais e inovações para novos negócios. Os selecionados na primeira fase participarão de um pitch day com a diretoria e gestores da companhia, em São Paulo, com a possibilidade de se tornarem parceiros ou fechar contratos de prestação de serviço com a empresa.

A M. Dias Branco definiu sete desafios de negócios para os quais poderão ser apresentados projetos: ingredientes e processos; embalagens; trade marketing/PDV; comunicação e mídia; fidelização; comunicação com equipe; e novos negócios.

“Consideramos que um dos destaques do programa é a oportunidade que os empreendedores terão de acessar ativos da M. Dias Branco para apoiar a aplicação da solução proposta”, afirma Cefaly.

As inscrições poderão ser feitas por meio do website, no qual pode ser consultado o regulamento completo do Germinar.

16:00 · 02.07.2018 / atualizado às 16:32 · 02.07.2018 por

Quarta-feira, 4/7, às 12h30, no Hotel Gran Marquise, a Algar Telecom – operadora mineira de telefonia fixa e móvel e de banda larga  – receberá a imprensa em almoço, quando anunciará, oficialmente, sua chegada ao Ceará.

Haverá, durante o almoço, palestra do economista Samy Dana que falará sobre o cenário da economia brasileira.

A Algar é um dos três sócios do Monet – o cabo submarino que, aqui em Fortaleza, liga os EUA ao Ceará, à Africa e à América do Sul (os outros dois sócios são a Angola Cables e o Google).

A “iluminação” (início da operação) do Monet está prevista para o próximo mês de setembro. Três meses depois, comerá a operação da Algar Telecom em Fortaleza.

Este blog pode informar que, neste momento, uma empresa cearense provedora de Internet tenta contato com a Algar com o objetivo de fazer uma parceria.

 

 

07:46 · 29.06.2018 / atualizado às 07:48 · 29.06.2018 por

A operadora de telefonia e banda larga Algar Telecom – com sede em Minas Gerais – está chegando ao Ceará. Seu presidente Jean Borges já anuncia que, até dezembro, iniciará suas operações em Fortaleza, onde pretende montar uma base a partir da qual estenderá suas atividades para outras cidades do Nordeste.

A Algar Telecom, que opera no Sudeste do País, aguarda, apenas, que se implante e entre em operação o cabo submarino da Angola Cables, em fase final de instalação na Praia do Futuro, na capital cearense. A empresa mineira já adquiriu todos os equipamentos para “iluminar” sua conexão com o cabo submarino, projeto que conta com a participação da Antel e do Google.

Há uma pedra no meio do caminho: hoje, não há mais espaço – nos postes da Enel, em Fortaleza – para a instalação de mais um cabo de telecom. Mas na iniciativa privada nada é irremovível.

Agora, atenção! O presidente da Algar Telecom está afirmando que sua empresa tem planos de adquirir operadoras regionais nordestinas. Uma das operadoras de maior presença no Ceará é a Brisanet, que tem sede na cidade de Pereiro, no Leste do Estado, que virou um “case” e ganhou capa de revistas e grandes espaços nos grandes jornais.

 

A Brisanet já enlaçou, com seu cabo de fibra ótica, os sertões do Ceará, do Rio Grande do Norte e da Paraíba e segue expandindo a área de sua atuação. O dono da Brisanet, empresário José Roberto Nogueira, não tem pretensão de vender seu negócio, mas no mercado das telecomunicações essa hipótese existe.

 

07:20 · 27.06.2018 / atualizado às 07:43 · 27.06.2018 por

A respeito de notas aqui divulgadas sobre o projeto de construção de uma usina de dessalinização da água do mar em algum pon to do litoral de Fortaleza ou do Pecém, a Cagece – responsável pela distribuição de água Fortaleza e às cidades de sua Região Metropolitana – enviou a nota abaixo, com informações e esclarecimentos:

“Sobre nota veiculada ontem (25/06) no blog, acerca da implantação de uma usina de dessalinização de água marinha em Fortaleza, a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) informa que a escolha do porte do equipamento, de 1 m3/s, está pautada em aspectos técnicos, econômico-financeiros e ambientais, previamente estudados. 
 
“Além disso, o custo de implantação de uma usina de 8 m3/s, similar à que existe na região de Sorek, Israel, causaria impacto financeiro na tarifa atualmente praticada. Não apenas pelo seu elevado custo de implantação, na ordem de R$ 5 bilhões de reais, mas também devido ao alto custo de operação e manutenção. 
 
“Cabe lembrar que a usina será implantada para diversificar a matriz hídrica do Estado, de modo que o abastecimento não dependa apenas das chuvas e não para ser alternativa principal de abastecimento”.
São corretas as informações da Cagece, mas os especialistas em recursos hídricos estão a dizer e repetir que, por causa da crise hídrica que há vários anos castiga o Ceará e sua Capital, uma usina dessalinizadora da água do mar com capacidade de produzir apenas 1m³ por segundo será insuficiente para atender às necessidades do consumo da população e da indústria.
Sabe-se que quanto maior a capacidade da usina, maior será o investimento para a sua implantação. E maior será o valor da tarifa da água dessalinizada, tanto para o consumo doméstico quanto para o consumo industrial.
10:05 · 25.06.2018 / atualizado às 10:09 · 25.06.2018 por

O Governo do Ceará está prestes a finalizar o processo de licitação que permitirá a construção – em algum ponto do litoral da Grande Fortaleza – de uma usina de dessalinização da água do mar capaz de produzir até 3 m³ por segundo. É muito pouco, segundo opinam empresários cearenses que, na semana passada, se reuniram com o consultor israelense Fredi Lokiec, um especialista no assunto.

De acordo com o que ouviram de Lokiec, o Ceará deve ser mais ousado nesse projeto. Ele explicou por que: o custo de produzir um metro cúbico de água por segundo é de até 2,20. A água que virá do Projeto São Francisco custará R$ 0,75 (75 centavos) por m³/s. Mas, se forem acrescentadas as perdas no trajeto da água e a evaporação na estocagem, esse custo chegará ao da água do mar dessalinizada.

Para o consultor israelense, “o Ceará deve ter como meta a dessalinização de 8 m³/s”.  Se isso vier a acontecer, o volume de  água que hoje é transferido do açude Castanhão para a Região Metropolitana de Fortaleza será reduzida em mais da metade, com o que será possível garantir água para as atividades econômicas do Vale do Jaguaribe, aí incluídas a pecuária e a agricultura irrigada.

Mas, por enquanto, não há sinais de que o Governo do Estado mudará sua estratégia em relação à dessalinização. O que preocupa as autoridades do Palácio da Abolição é o custo da água dessalinizada, que pode ficar alto demais para a capacidade de pagamento do consumidor doméstico de Fortaleza e das cidades de sua Região Metropolitana.

Assim, instalar uma usina com capacidade para até 2 m³/s – como um teste à viabilidade econômica do empreendimento – é a meta desta primeira fase de um projeto que, sem dúvida, a médio prazo, terá de ser desenvolvido aqui.

 

04:19 · 30.05.2018 / atualizado às 04:19 · 30.05.2018 por

O blog conversou com o empresário José Roberto Nogueira, sócio e fundador da cearense Brisanet, com sede na cidade de Pereiro, e perguntou a ele por que sua empresa não atua em Fortaleza.

Ele respondeu, dizendo que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) só permite a existência de cinco cabos esticados entre seus postes.

Como Fortaleza já tem mais de cinco operadoras de telefonia e de tevê a cabo  usando os postes da Enel na capital cearense, a Brisanet preferiu atuar nos sertões do Ceará, do Rio Grande do Norte e da Paraíba, onde já instalou 12 mil quilômetros de “back bone” (a linha principal) e 25 mil quilômetros de rede urbana.

A Brisanet – que já ganhou vários prêmios nacionais pela qualidade do seu serviço de tevê por assinatura, telefonia e banda larga – usa cabo de fibra ótica e por isto mesmo oferece sinal Full HD de televisão, algo que nenhuma outra operadora oferece no interior do Nordeste.

04:08 · 16.05.2018 / atualizado às 04:11 · 16.05.2018 por

O agrônomo José Maria Pimenta, ex-presidente da Ematerce, mandou ao blog uma mensagem, na qual aborda a evaporação nos grandes açudes do Ceará, para o fim da qual o setor produtivo está sugerindo que o Governo do Estado crie um prêmio de R$ 50 milhões para atrair a atenção de pesquisadores científicos do Brasil e do mundo.

Pois bem: José Maria Pimenta afirma que só há um jeito de acabar com essa evaporação: a construção de açudes mais profundos e com menor espelho d’água.

“Não há outro jeito”, diz ele.

Pimenta cita como exemplo o que chama de “açudes inteligentes”, que são os construídos durante sua gestão na Ematerce.

“Esses açudes são pequenos em área, mas com muita profundidade. Resultado: eles nunca secam, pois a evaporação é a mínima possível”, explica.

Pode ser uma solução.