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Categoria: Tecnologia


10:51 · 14.09.2018 / atualizado às 10:56 · 14.09.2018 por

As maiores inovações relacionadas ao uso do concreto no país serão apresentadas entre os dias 17 e 21 de setembro, em Foz do Iguaçu (Paraná), onde se realizará o 60º Congresso Brasileiro do Concreto.

Dentre os representantes da indústria cearense no congresso, estará a Companhia de Cimento Apodi, cujo gerente de produtos e assessoria técnica, Mario Guilge, fará palestra para apresentar a tecnologia – desenvolvida pelos técnicos da empresa – de aproveitamento da escória siderúrgica para o aumento do módulo de elasticidade do concreto em torres eólicas.

Os resultados preliminares do estudo apontam aumento das resistências à compressão e do módulo de elasticidade dos concretos produzidos.

Em 2017, o Brasil registrou capacidade acumulada de geração eólica de 12,763 MW segundo ranking do Global Wind Energy Council (GWEC). O Nordeste lidera o segmento, sendo o Ceará o terceiro maior produtor do País. O Ceará uma capacidade instalada de geração eólica de 2,1 GW.

O Congresso Brasileiro do Conreto, promovido pelo Instituto Brasileiro do Concreto (IBRACON), é o maior fórum técnico nacional de debates sobre a tecnologia do concreto e seus sistemas construtivos. O objetivo do evento é divulgar, anualmente, as novidades relacionadas às pesquisas científicas, tecnologias e inovações.

15:57 · 12.09.2018 / atualizado às 16:01 · 12.09.2018 por

Boa novidade para os clientes das lojas do Shopping Iguatemi de Fortaleza: toda a sua área útil já dispõe de serviço gratuito de Wi-Fi para acesso à internet.

A direção do Iguatemi transmitiu a este blog a informação de que o sistema inclui a cobertura de todas as áreas comuns do shopping, contando com equipamentos de alta performance distribuídos pelos seus corredores e pelas três praças de alimentação e, ainda, pelas sete praças de eventos do mall.

O Shopping Iguatemi chega a registrar, por mês, mais de dois milhões de acessos.

O shopping tem mais de 450 lojas e quiosques que ocupam mais de 90 mil m² de área.

 

11:25 · 04.09.2018 / atualizado às 11:38 · 04.09.2018 por
A Hostweb, pertencente ao Grupo Secrelnet, receberá quinta-feira, 6, membros da diretoria e associados da seção cearense do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef), aos quais apresentará seu Data Center.
O encontro será realizado a partir das 8 horas na sede da empresa, no bairro Serrinha (Rua Dr. Justa Araújo, 631).
Na ocasião o diretor da Hostweb, Wladimir Soares, fará palestra com o tema ” Governança e continuidade de negócios utilizando serviços de Data Center e Cloud”. 
 
O objetivo do encontro é apresentar aos empresários e executivos a infraestrutura que a Hostweb colocará à disposição das empresas cearenses. 
“Nossa ideia é, por meio de nossos serviços, dar suporte a políticas de continuidade de negócios e governança”, diz o diretor da Hostweb, Wladimir Soares.
18:14 · 29.08.2018 / atualizado às 18:16 · 29.08.2018 por

A Betânia Lácteos, maior indústria de lácteos do Nordeste e com cadeia produtiva 100% de origem local, idealizou e desenvolveu um aplicativo capaz de gerar uma comunicação mais efetiva com os produtores, especialmente os de pequeno e médio porte, facilitando o fluxo de informações, valorizando a atividade leiteira, oferecendo mecanismos de controle da produção e oferta do leite e até mesmo viabilizando a antecipação de valor do produto vendido.

O aplicativo está em fase de testes há pelo menos seis meses e será utilizado inicialmente no Estado do Ceará, com uma gradual ampliação para os demais estados nordestinos onde a empresa mantém contato com produtores, a exemplo de Pernambuco, Bahia e Sergipe. A ferramenta irá beneficiar inicialmente cerca de 3.500 produtores com relações diretas e diárias com a Betânia Lácteos. Simples e de fácil manuseio, o aplicativo traz quatro serviços específicas por meio dos quais o produtor poderá consultar e executar antecipação de crédito, extrato do leite, venda de ração e análise de qualidade.

No próximodia 19 de setembro, o APP será lançado para produtores do município de Morada Nova, no Ceará. Em seguida será a vez dos municípios de Quixeramobim e Iguatu conhecerem a plataforma.

Segundo David Girão, diretor de Política Leiteira da Betânia Lácteos, o uso da tecnologia já se tornou algo comum no campo, uma vez que a maioria dos produtores rurais já está conectada e utiliza-se de inúmeras ferramentas do mundo digital para obter informações e adquirir bens e serviços. Para David Girão, uma das preocupações atuais na indústria leiteira é que muitos produtores acabam sendo prejudicados ou se sentem desestimulados a seguir na atividade pela falta de organização financeira oriunda de um processo de venda e repasse de pagamento com prazos. “Esse aplicativo pode mudar essa realidade ao permitir que o produtor e sua família possam ter acesso a informações que antes eles não tinham, como, por exemplo, saber com antecedência o valor a ser recebido pela comercialização do leite, ter um extrato diário de produção com testes de volume e qualidade, e até mesmo antecipar crédito para melhorar seu capital de giro”, explica Girão.

Outra preocupação real dos pequenos produtores da indústria leiteira é a descontinuidade dos negócios pela falta de interesse das novas gerações. A familiaridade do público mais jovem com a tecnologia aproxima esses produtores do negócio, garantindo uma continuidade familiar na produção, algo de grande importância para o setor. “Para criar o aplicativo ouvimos as dores dos nossos produtores para entender como podíamos solucionar alguns dos entraves. E a questão do capital de giro e dos pagamentos da produção de leite, o tempo demorado e a falta de controles, as dificuldades de acesso a crédito (para a compra de novilhos, alimentação, medicamentos etc.) são aspectos que atrapalham bastante essa relação e que estão levando muitos produtores mais jovens, da nova geração, a desistir de seguir no setor”, diz David Girão.

O APP voltado para o produtor tem uma forte relação com a identidade da Betânia Lácteos, uma empresa que valoriza a origem nordestina e a cadeia produtiva, vivenciando o dia a dia dos pequenos produtores, suas dificuldades, seus anseios e suas rotinas, vendo na produção familiar o crescimento da região e do mercado leiteiro em geral. Em uma próxima etapa do projeto, a Betânia Lácteos irá produzir e disponibilizar por meio do aplicativo informações de interesse dos produtores por meio de videoaulas educativas sobre diversos aspectos da cadeia produtiva, com profissionais locais que poderão ajudar a tirar dúvidas, dar orientações práticas e trazer novos aprendizados.

10:15 · 13.08.2018 / atualizado às 10:15 · 13.08.2018 por

O artigo a seguir é de Paul Whitelam, vice-presidente sênior de marketing global da ClickSoftware, líder no fornecimento de soluções para a gestão automatizada e otimização da força de trabalho e serviços em campo.

A transformação digital é uma iniciativa crucial para muitas PMEs (pequenas e médias empresas) em suas estratégias de negócios. Com as tecnologias emergindo em um ritmo acelerado e os modelos de negócios evoluindo continuamente, novas fontes de receita e oportunidades para empresas anteriormente tecnofóbicas estão se tornando uma realidade.

Segundo um estudo da Oxford Economics, 89% das pequenas e médias empresas consideram que a transformação digital é vital para a sua sobrevivência e 54% acreditam que as mudanças tecnológicas já são uma prioridade em suas agendas.

No Brasil, as organizações brasileiras estão atentas à importância deste movimento. De acordo com uma pesquisa encomendada pela SAP, 56% das empresas pretendem aumentar a sua receita em até 10% como resultado direto da transformação digital. O relatório revelou ainda que as ferramentas que estão sendo mais consideradas no mercado brasileiro são Big data e analytics (63%), plataformas de segurança (59%), mobile (51%), cloud computing (50%), e loT (45%).

Para as PMEs, a transformação digital é vista principalmente como uma transformação na maneira de se fazer negócios, pois não se trata apenas de tecnologia, mas também de pessoas, o que inclui funcionários, clientes e partes interessadas.

Infelizmente, acredita-se que até 70% das iniciativas de transformação digital provavelmente falharão, de acordo com estudo do IDC, em função de erros decorrentes, por exemplo, da falta de uma definição clara da estratégia digital, colaboração insuficiente entre as partes interessadas e recursos limitados de pessoal qualificado.

70% de insucesso é uma taxa espantosamente alta, por isso, para evitar que a transformação digital do seu negócio torne-se mais uma estatística, é importante entender que não se trata apenas de tecnologia – embora essa peça seja uma grande parte. Também é essencial engajar todos os envolvidos e planejar o ritmo das mudanças, incluindo a consideração sobre eventuais interrupções e ajustes futuros.

Existem diversas maneiras de implementar estrategicamente um processo de gerenciamento de mudanças e, também, há muitas formas disto dar errado, portanto, aqui estão alguns passos simples para o sucesso da transformação digital em um negócio:

1. Estabeleça expectativas iniciais claras – Liderar uma grande transformação tecnológica significa cultivar entusiasmo e otimismo entre sua equipe, por isso, esperar que dê tudo certo não é suficiente. Estabeleça metas claras e expectativas realistas. Converse sobre os piores cenários, obstáculos prováveis e improváveis e riscos potenciais, a fim de desenvolver um plano que possa contemplar qualquer interrupção e ajudar a prevenir um desastre.

2. Conecte pessoas e confirme planos por meio de buy-in antecipado  O andamento será diferente para cada nível da organização, por isso estabeleça marcos significativos e tenha um escopo claro de trabalho para ajudar a gerenciar as expectativas de como serão as mudanças em sua empresa. Facilitar o gerenciamento de mudanças requer o desenvolvimento de uma narrativa clara de “por quês”, capaz de explicar os papéis e responsabilidades de todos os envolvidos, ao mesmo tempo em que se pré-define a propriedade nos vários estágios ao longo do caminho, para garantir que tudo corra bem. Ao comunicar-se proativamente em todas as etapas do processo, você permitirá que a equipe acostume-se à ideia e se sinta à vontade para fornecer informações, tornando o processo de transformação digital inclusivo e aberto.

3. Execute um piloto – Crie um programa piloto no estágio preliminar para resolver qualquer possível problema inicial. Quaisquer dificuldades encontradas serão melhor gerenciadas no início do que quando encontradas em um estágio posterior. Ao garantir que todos os membros de sua equipe saibam o que está acontecendo e trabalhem lado a lado durante o piloto, você pode gerar um plano mais eficiente e abrangente, que fornecerá uma oferta melhor e maiores chances de sucesso.

4. Permaneça ágil – Planeje uma entrega modular e em etapas que acomode o trabalho não planejado. Habilite a flexibilidade em sua agenda para permitir alterações nas prioridades, se necessário, sem precisar reiniciar o processo.

5. Treine para resolver qualquer imprevisto – Treine, desde o início, sua equipe para que esteja ambientada às tecnologias implementadas na transformação digital de sua empresa e planeje mais treinamentos à medida que novas inovações sejam introduzidas. Quando possível, o treinamento em novos sistemas deve começar bem antes de entrar em operação, isso é essencial para garantir que os funcionários sintam-se confortáveis com a tecnologia, tornando a mudança final definitiva o mais simples possível. Realize treinamentos periódicos após o lançamento para garantir que todos estejam utilizando o sistema da maneira pretendida, à medida que novos processos ou políticas sejam adicionados e à medida que novos funcionários ou contratados ingressem na organização. A implementação inicial e os programas de treinamento podem precisar ser revisados e atualizados para incluir melhorias, identificadas por meio de uso em larga escala ou padrões de uso não capturados nos planos originais.

6. Forneça ferramentas de apoio contínuas – Mesmo com todo o tempo e recursos investidos em treinamento, os funcionários provavelmente voltarão aos velhos hábitos e precisarão de apoio contínuo para mudar a maneira como operam. Certifique-se de que todo grupo de usuários tenha suporte regular para manter a nova metodologia de trabalho.

7. Olhe além da linha de chegada – A gestão da mudança é um esforço de longo prazo, que necessita de um acompanhamento regular das principais partes interessadas após a conclusão do projeto, demonstrando assim o compromisso contínuo com a mudança da transformação digital, e a importância de suas opiniões

A transformação digital em qualquer empresa pode se tornar mais complicada quando há o envolvimento de muitas pessoas – especialmente quando a mudança é de toda a organização. Priorizar e planejar o gerenciamento de mudanças logo no início dará a você as ferramentas para resolver os problemas à medida que forem surgindo, antecipando-os e neutralizando-os antes do prazo.

08:55 · 02.08.2018 / atualizado às 08:57 · 02.08.2018 por

Esta é uma informação importante, enviada a este blog pela Serasa Experian, líder na América Latina em serviços de informações para apoio na tomada de decisões das empresas.

Desde a semana passada o Google passou a marcar para os usuários todos os sites HTTP – Hypertext Transfer Protocol – como “não seguros”. Ou seja, todo site sem o S, de segurança, passará a ser identificado para o usuário como inseguro. A explicação é que com a adaptação dos sites não seguros aos padrões de segurança, com o uso do protocolo HTTPS, as pessoas passem a encontrar na web apenas páginas seguras. Desta forma, haverá gradativa redução de páginas inseguras e prevalecerá o padrão HTTPS.

De acordo com Murilo Couto, Gerente Sênior de Certificação Digital da Serasa Experian, o HTTPS (Hyper Text Transfer Protocol Secure) é a versão segura do HTTP. “Parece simples, mas o S no final faz toda a diferença. Para que as pessoas entendam, ao acessar um site é preciso verificar se ele tem a proteção de um Certificado Digital SSL. Uma boa dica é verificar se no browser há um cadeado fechado. Esse ‘cadeado de segurança’ fica em algum lugar da janela do navegador. Clique sobre ele e confirme se o Certificado Digital emitido está válido e em nome do site acessado.  Se ao acessar o site estiver apenas as letras HTTP, sem a letra S no final, significa que há riscos e este não é um ambiente seguro para expor os seus dados”.

Os meios considerados seguros para a transferência de dados usam o protocolo HTTPS. Esse protocolo é necessário para se fazer transações online com bancos e sites de compras, por exemplo. O HTTPS criptografa a sessão a partir de um certificado digital”.

Segundo Coutose o site usar Certificado Digital SSL – Secure Socket Layer , o navegador consultará o certificado digital e validará três informações: a confiabilidade deste certificado, sua data de validade e a relação entre o certificado e o site que o enviou. Para ele, por conta de inúmeros alertas emitidos por empresas como a Serasa Experian, muitos internautas já adotam há tempos checagens de segurança desse tipo na hora de navegar, consultar bancos ou fazer compras e colocar seus dados nessas operações. “Essa é uma nova novidade positiva, mas muita gente já fazia isso como primeiro passo na verificação de um ambiente seguro”, diz Couto.

De acordo com o mercado, os sites com protocolo HTTPS já vinham sendo favorecidos no ranking de buscas e agora serão explicitamente indicados a partir da marcação de sites não seguros, ou que não tenham o S na URL. “Será mais uma ferramenta em favor da redução de riscos”, considera o gerente da Serasa Experian.

Neste ano, o comércio eletrônico vem crescendo à média de dois dígitos, segundo o E-commerce Brasil. Se todos os sites tivessem Certificado Digital SSL, todos passariam a ter formato HTTPS e estariam aprovados pelo site de busca e, melhor, pelos consumidores. Ou seja, os dados estariam protegidos da ação de hackers e cibercriminosos para esse tipo de ação, que decifra dados das pessoas e os utiliza tanto nos meios virtuais quanto físicos.

09:34 · 30.07.2018 / atualizado às 10:11 · 30.07.2018 por

O artigo a seguir é de autoria de Steve Smith é vice-presidente de Indústrias Estratégicas da ClickSoftware, que fornece soluções para a gestão automatizada e otimização da força de trabalho e serviços em campo.

As chamadas buzzwords tecnológicas como inteligência artificial (IA), machine learning e Internet das Coisas (IoT) têm atraído muita atenção entre os profissionais do segmento industrial. Mais do que tendência, essas tecnologias estão definindo o padrão de eficiência e forçando as empresas a rever os planos de negócios e encontrar uma maneira de incorporá-las.

A pesquisa de 2018 sobre Investimentos em Indústria 4.0 realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que a indústria brasileira ainda engatinha no que diz respeito à migração para a digitalização, já que apenas 17% das empresas que investirão em tecnologias digitais pretendem investir em sistemas inteligentes de gestão e inteligência artificial. O relatório da CNI revela ainda que 77,8% das empresas ainda estão nos estágios mais atrasados de aplicação de tecnologia. No estágio seguinte, no qual a integração de áreas é total, estão 20,5% das indústrias pesquisadas. E apenas 1,6% está na dianteira, com integração digital total e uso de inteligência artificial.

Apesar do atraso no processo de incorporação dessas tecnologias, a ligação entre a indústria e a inteligência artificial já gera certo receio nos trabalhadores que temem serem substituídos por máquinas. Os profissionais estão cada vez mais nervosos acreditando que as máquinas podem ocupar suas posições, mas de acordo com a McKinsey, enquanto 51% das tarefas de trabalho podem ser automatizadas, apenas 5% das ocupações podem ser automatizadas. A realidade é que a inovação funciona melhor como um híbrido de tecnologia e trabalho humano, uma vez que essa combinação otimiza o fluxo de trabalho, aumenta a eficiência e os lucros.

Inteligência Artificial e o trabalhador humano

Para diferenciar a propaganda exagerada da realidade da IA, o machine learning e a IoT e determinar a melhor maneira de implementá-los em um plano de negócios, é essencial entender os principais componentes de cada um deles. A Inteligência Artificial é capaz de realizar um processo de produção com qualidade tão boa, ou melhor, do que a de um ser humano. Isso geralmente envolve um elemento de automação. Já o machine learning é uma vertente da IA na qual os computadores identificam padrões que indicam o desempenho futuro. Por exemplo, a tecnologia pode identificar quais aspectos de uma tarefa influenciam o tempo necessário para realizá-la. Os dados são coletados por sensores ou outro dispositivo conectado, também conhecido como IoT.

Na indústria, essas tecnologias não substituem o trabalhador humano, mas oferecem a oportunidade de otimizar processos e, utilizando os dados coletados para prever problemas futuros, liberando os funcionários para lidar com problemas mais sofisticados. Fábricas eficientes combinam estrategicamente máquina e humanos para aumentar a produtividade e os lucros, além de aprimorar a vantagem competitiva.

Inteligência Artificial e o agendamento

A inteligência artificial é especialmente adequada para o agendamento. O processo de envio de técnicos para reparar equipamentos críticos é demorado, tedioso e pode proporcionar um uso ineficiente de recursos se realizado tardiamente. Isso acontece porque vários fatores afetam a necessidade de reagendar um compromisso de serviço, incluindo tempo de viagem estimado impreciso e duração do trabalho, peças incorretas ou ausentes e até mesmo condições climáticas. Os ajustes do cronograma são típicos, mas para fins de eficiência, devem ser feitos rapidamente, e os humanos nem sempre têm os dados completos para resolver o problema de maneira ágil. Pequenos problemas podem se transformar em grandes erros de logística.

Ao incorporar a IA no processo de agendamento, os gerentes podem estimar o tempo de viagem e otimizar a rota do técnico, levando em conta as condições climáticas e de trânsito. Baseado no histórico e no tipo de tarefa, também é possível sinalizar os clientes com maior risco de cancelamento e responder de forma proativa e eficiente. Isso economiza um tempo valioso, não apenas para o técnico, que agora pode atender à outro serviço, mas também para os clientes.

Inteligência Artificial e a manutenção preditiva

Quando combinada com a Internet das Coisas, a IA também pode ajudar a agendar compromissos com base no histórico de manutenção. As empresas de manufatura não podem perder seu valioso tempo e produtividade por conta de falhas não planejadas nos equipamentos. A inteligência preditiva fornece um alerta antes da máquina quebrar, permitindo que a empresa antecipe-se e dedique tempo para reparar ou substituir uma peça sem sofrer qualquer tempo de inatividade, mantendo o chão de fábrica funcionando no prazo e sem interrupções indesejadas.

Tecnologia do futuro é aqui e agora

A inteligência artificial não é, portanto, a tecnologia do amanhã, pois já impacta na maneira como a indústria opera. Algumas fábricas usam robôs gerenciados por trabalhadores humanos para executar tarefas automatizadas que são coordenadas ao longo da cadeia de suprimentos. A Amazon desenvolveu um sistema de robôs conectados para otimizar o serviço da central de atendimento, reduzindo o tempo gasto na pesquisa de um produto no depósito e aumentando o número de pedidos realizados no dia.

É compreensível que a Inteligência Artificial deixe os trabalhadores nervosos. Do medo de automação substituir os trabalhos até a angústia de romper processos existentes, a IA oferece muito valor, mas também gera incertezas. O fato é que a IA e outras tecnologias são uma grande parte do futuro do trabalho, e aqueles que a enxergam além da propaganda exagerada e a utilizam com responsabilidade, terão ganhos de eficiência. A IA permite que as empresas limitem o tempo gasto pelos trabalhadores humanos em tarefas repetitivas e demoradas e otimiza todo o fluxo de trabalho para maximizar a eficiência, cortar custos e manter uma vantagem competitiva.

06:23 · 27.07.2018 / atualizado às 06:25 · 27.07.2018 por

O artigo a seguir é de autoria de Luiz E. Buccos, coordenador de Gestão de Negócios Digitais e Digital Immersion Program, na Digital House, um hub de educação para a formação de profissionais de alta performance para o mercado digital. Com uma carreira de sucesso em empresas multinacionais como IBM e Accenture, Buccos se considera um apaixonado por inovação:

Um estudo realizado pela BSA The Software Alliance sobre a importância dos dados aponta: atualmente, 90% dos líderes empresariais citam dados como um dos recursos essenciais e como um diferenciador fundamental para os negócios, no mesmo nível de recursos básicos como terra, mão de obra e capital. Em um mercado de trabalho que se transforma constantemente, a capacidade de adaptação e até mesmo a antecipação de tendências vêm se tornando cada vez mais um diferencial competitivo dentro das empresas. É então que surge um desafio que pode tirar o sono de muitos executivos: por onde começar? Como tomar uma atitude para se atualizar?

Primeiramente, é necessário criar uma mentalidade digital, desenvolvendo competências que acompanhem as necessidades do mercado e adquirindo uma nova linha de raciocínio. Isso gera uma rotina de busca constante por novidades, que torna mais fácil o processo de compreensão das ferramentas que surgem diariamente. Em uma sociedade baseada em dados, é importante ter em mente que a inteligência artificial já é corriqueira. Compreender que é algo que faz parte do dia a dia das pessoas é essencial. Então, o próximo passo é se perguntar: onde isso se encaixa na empresa em que trabalho?

É preciso entender que nem todas as tecnologias têm sua aplicação economicamente viável em qualquer negócio. Entretanto, atualmente todas as empresas têm implementada algum tipo de tecnologia, mesmo que não tenham se dado conta disso. Uma lavanderia, por exemplo, pode simplesmente lavar as roupas que recebe. Mas também pode criar uma base de informações sobre seus clientes (como marca, tamanho, estampa, cor, tipo de roupa que é lavada e com qual frequência), por meio da qual será capaz de oferecer um serviço customizado e muito mais eficiente. Profissionais de dados pensam muito além de lavar roupas, podem capturar informações e fazer parcerias com marcas que desejam atingir o público target da sua concorrência com mais assertividade.

Desse modo, com base no conhecimento das metodologias existentes, o próximo passo é a ação: como tirar um projeto do papel? É aqui que as empresas podem contar com parceiros e fornecedores. A implementação de mudanças no ambiente profissional é algo que demanda especialistas que têm experiência no assunto. Para mudanças efetivas, profissionais certeiros: com uma equipe qualificada e fornecedores atualizados no mercado, fica mais fácil compreender sua posição no jogo e como sua empresa pode se atualizar perante as concorrentes.

Por fim, o ponto crucial é estar ciente de que nunca se sabe de tudo: a qualificação constante e atualização dentro do mercado de trabalho não são apenas necessidades – se tornaram obrigações. A tarefa não é fácil e com toda essa transformação, o mundo do aprendizado não poderia ser diferente. Hoje é possível encontrar locais em que se aprende e se aplica novas ferramentas e metodologias de maneira prática e rápida. Esse conhecimento permite que executivos em busca de liderar a empresa nesse desenvolvimento digital consigam incorporar a mudança na essência do negócio, mantendo seu lugar no mercado.

17:16 · 25.07.2018 / atualizado às 17:20 · 25.07.2018 por

A Oi anunciou nesta quarta-feira (25/7) a assinatura de parceria estratégica com a Huawei, líder global em tecnologias de informação e comunicação, para atuar na reestruturação operacional prevista no seu plano de recuperação judicial, que está focado na expansão da rede de fibra ótica e no aumento da cobertura de dados móvel. Novos contratos com fornecedores de equipamentos vão sustentar a transformação de toda a rede de banda larga fixa e móvel da Oi.

Um novo modelo de negócio está sendo adotado para a implantação da infraestrutura de fibra ótica até a casa do cliente (Fiber to The Home – FTTH), possibilitando à Oi ampliar e acelerar a oferta dos serviços Oi Fibra e Oi TV. A negociação contribui para uma maior eficiência operacional a partir da consolidação de fornecedores por tecnologia e/ou por região na área de atuação da companhia.

A parceria com a Huawei foi formalizada nesta terça-feira (24/7) na sede da empresa chinesa, em Shenzhen. Participaram do ato o presidente do Conselho de Administração da Oi, José Mauro Mettrau Carneiro da Cunha, o presidente da Oi, Eurico Teles, e o diretor de Operações da companhia, José Claudio Moreira Gonçalves, além do diretor de Engenharia, André Ituassu, e do diretor de Suprimentos, Marcello Cunha.

Da parte da Huawei, estiveram presentes o Chairman da companhia, Dr. Liang Hua, o vice-presidente global de Redes Wireless, Mr. Zhou Yuefeng, o vice-presidente global de Redes Fixas, Mr. Wei Feng, e o presidente para América Latina, Mr. Zhou Zhilei. Também estiveram presentes o presidente da Huawei Brasil, Yao Wei, o presidente da área de Operadoras para a Huawei Brasil, Derrick Sun, o vice-diretor da conta da Oi, Wesley Wang, além de Lidia Quanling, da área de relações públicas da Huawei no Brasil.

O novo modelo de negócio para implantação de fibra ótica, que busca maximizar a rentabilização dos ativos existentes na Oi e associar a realização de novos investimentos ao resultado das vendas de serviços em cada região, será potencializado com os novos contratos. Assim, a Oi investirá num formato just in time, evitando a construção de infraestrutura ociosa e atendendo com mais precisão a demanda dos clientes por uma banda larga mais robusta. Este modelo já vem sendo implantado em alguns municípios e será acelerado agora com a expansão da rede da Oi.

Em outra frente de transformação, a Oi iniciará a modernização da sua rede móvel em conjunto com o aumento da cobertura dos serviços de fibra, ampliando a capacidade dos serviços 4,5G com a redução gradual das tecnologias 2G e 3G, e já deixará toda a sua rede móvel preparada para a implantação do 5G quando esta tecnologia estiver disponível no país. O plano estratégico desenhado para orientar os investimentos contempla ainda a adequação da rede móvel da Oi para as soluções de internet das coisas (IoT, na sigla em inglês). Para atender o aumento no volume de tráfego decorrente da ampliação da cobertura móvel e da expansão da fibra ótica, a Oi vai ampliar a robustez de sua rede ótica de transporte (OTN) de 100 Giga (backbone), além de promover a modernização dos equipamentos da rede de acesso (que compõem a arquitetura de rede conhecida como single edge).

09:04 · 24.07.2018 / atualizado às 09:06 · 24.07.2018 por

Este blog publica, a seguir, artigo do jornalista Pedro Teixeira, da Comunidade Canção Nova: 

Quando Moisés desceu da montanha com a tábua dos 10 mandamentos trazia um ensinamento que serviria de alerta contra as fake news: “não levantarás falso testemunho”. Mesmo que na época a velocidade da comunicação fosse incomparavelmente inferior à dos tempos atuais, a atitude por lá parecia incômoda. A mentira, bem contada, com certas doses de verdade, pode convencer. Se eu enxergasse a realidade sob a mesma ótica de minha mãe, certamente nem vivo estaria. Ela, 74 anos, viúva, companheira da solidão dos dias e da televisão, se acostumou a ver o mundo através de telejornal. Em sua mente ronda o pavor das cidades grandes, cheias de roubos, assassinatos, desastres etc. Que sorte tem minha mãe: ela não acessa a internet.

Até 2025, de acordo com dados do IBGE, 31,8 milhões de pessoas com mais de 60 anos deverão ter acesso à rede. Por enquanto, minha mãe sequer tomou conhecimento do grupo dos 130 milhões de usuários de whatsapp e do outro de 130 milhões, no Facebook. A internet, além de instrumento de diversão, com o tempo ganhou o potencial de colocar em risco a vida das pessoas. Foi assim com Fabiane Maria de Jesus, que morreu em 2014 espancada, após ser confundida, através do Facebook, com uma sequestradora de crianças.

Há pouco tempo circulava pela rede o cancelamento da bíblia pelo Papa Francisco. A fake news sugeria a repaginação de outra: “Papa Francisco surpreendeu o mundo hoje ao anunciar que a Bíblia está totalmente desatualizada e precisa de uma mudança radical, por isso a Bíblia é oficialmente cancelada e é anunciada uma reunião entre as personalidades mais altas da igreja onde (sic) será  decidido o livro que a substituirá”. E deram até sugestão de nome: “Bíblia 2000”. O texto trazia o argumento de que a mudança vinha da exigência dos novos tempos: substituir a formalidade da escrita e a constante perda de seguidores da Igreja. Ao final, concluía que a “notícia” havia caído “como uma bomba entre os mais conservadores”. O convencimento de fake news, em geral, faz uso da ideia de abalar psicologicamente o receptor ao gerar pânico, medo, raiva, entre outros sentimentos.

 

Na ainda recente greve dos caminhoneiros, se pôde observar muitos deles.  A fúria da paralisação organizada via Whatsapp deixou governo, motoristas e população em completo alvoroço. Não se sabia em quem confiar. No tráfego cotidiano de notícias, as fake news saíram do acostamento e trafegaram livremente por vias mentirosas: intervenção militar baseada em pronunciamento de supostos militares graduados, deslocamento de tropas, destruição de veículos etc. Pelo Youtube, um indivíduo anunciava até congelamento de contas bancárias pelo governo. A implantação do caos nas entrelinhas revelava interesses (ocultos) pelo poder.

Se por um lado a interatividade do meio liberta do cativeiro opiniões criativas, por outro, evidencia a força da mídia na construção do estereótipo de uma vida baseada em ideias tolas. O mundo da falsa informação é construído de fantasias, como que aparentemente imaginadas em mesa de botequim: profecias apocalípticas, golpes de estado, pena de morte etc. Os principais criadores de fake news investem na ingenuidade, na fraca formação cultural, na falta de conhecimento. A velocidade da internet acelera o coro dos “especialistas” de qualquer assunto. No ano passado, o Facebook tomou a iniciativa de alterar o algoritmo a fim de checar o envio automático de publicações suspeitas. A empresa criou até botão de contexto junto às postagens, assim, o usuário saberá da reputação do veículo noticioso.

A evolução dos tempos trará novas ferramentas de comunicação e interatividade, mas dificilmente impedirá a prática imoral tanto de quem cria a falsa notícia quanto de quem a compartilha. Ao passar adiante uma falsa informação, o divulgador, mesmo sem a intenção de prejudicar, expõe sua personalidade a quem lê. No tempo de Jesus circulou a notícia de que Ele não havia ressuscitado. Tentou-se fazer correr à boca pequena a notícia de que os discípulos haviam roubado o corpo do messias. E a procissão dos fazedores de notícia falsa em procura de autossatisfação prossegue.

Ao longo de mais de dois mil anos, pouco se percebe de evolução na personalidade humana no que se refere ao oitavo mandamento, agora, aliás, em versão digital. Para evitá-lo,  basta recorrer ao silêncio. Já disse Jesus: “o que contamina a pessoa não é o que entra na sua boca, mas o que sai por ela” (Mt 15,11).

(*) Pedro Teixeira é repórter do telejornal Canção Nova Notícias.