Categoria: Tecnologia


05:40 · 15.02.2019 / atualizado às 05:40 · 15.02.2019 por

A evolução da tecnologia a passos largos traz também algumas preocupações, sobretudo do ponto de vista social.

Segundo pesquisa da Universidade de Brasília (UnB), 30 milhões de empregos formais no Brasil serão substituídos por robôs até 2026, e os impactos dessa mudança precisam ser amplamente discutidos. Esse foi um dos pontos abordados na 100ª Reunião do G100 Brasil, grupo que reúne alguns dos principais empresários, presidentes e CEOs do país, realizada quinta-feira, 14, em São Paulo.

O presidente da IPSOS Brasil – Pesquisas de Mercado e Consultoria – e especialista no assunto, Marcos Calliari acredita que o tema precisa, urgentemente, entrar na agenda do governo e das entidades públicas e privadas para que os impactos sejam minimizados. “É uma perspectiva preocupante, porque temos muitas vagas que são automatizadas e cortadas, e isso gera um aumento no nível de desemprego incrivelmente alarmante. É uma discussão que foi deixada de lado por conta do contexto do país nos últimos anos, porém, com a retomada econômica, é essencial que ela volte pra agenda, porque o risco social é altíssimo”, alerta Calliari.

Segundo ele, a discussão passa por uma reflexão inevitável de como adaptar as práticas atuais de trabalho à nova realidade. “É preciso garantir que mudemos as práticas de trabalho tradicionais pra nos adaptarmos a essa nova realidade. Uma jornada de trabalho menor pode ser uma solução, porque dessa forma as pessoas conseguem manter atividades remuneradas. Em países com alta taxa de automatização, há um índice de horas trabalhadas muito menor”, completa o presidente da IPSOS Brasil, que recentemente lançou o estudo “Flair Brasil 2019: O Som e o Ruído”, estudo que traz uma análise sobre o comportamento do brasileiro e um panorama para o futuro do país.

“As empresas também precisam preparar seus funcionários para essa transição, é uma de suas obrigações corporativas”, conclui Calliari, que vê as empresas como incentivadoras dessa automatização por conta da produtividade, sem a percepção de um resguardo social com a perda de emprego.

05:35 · 15.02.2019 / atualizado às 05:35 · 15.02.2019 por

Três startups do Academic Working Capital (AWC), iniciativa de empreendedorismo universitário do Instituto TIM, foram selecionadas para participar do Brazil Conference 2019 nos EUA. Entre as equipes estão o projeto “Aqualuz” composto pela estudante cearense Letícia Nunes Bezerra, de Engenharia Ambiental, e pelos estudantes baianos Anna Luísa, de Biotecnologia, e Lucas Gama Dantas Ayres, de Ciência da Computação. O evento acontecerá nos dias 5, 6 e 7 de abril em Boston (EUA).

A equipe do “Aqualuz” desenvolveu um sistema mecatrônico de filtragem baseado em luz solar, com o propósito de ajudar a resolver um dos maiores problemas de acesso à água potável, que afeta a região do semiárido. Os projetos serão avaliados pelos principais nomes do mercado de fundos de investimento e capital de risco do mundo. O vencedor da disputa ganhará um prêmio de R$ 75 mil para o desenvolvimento do projeto e o segundo lugar será recompensado com R$ 25 mil.

06:16 · 08.02.2019 / atualizado às 06:17 · 08.02.2019 por

Diferentes soluções tecnológicas desenvolvidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) serão lançadas nesta sexta-feira (8) durante o Show Rural Coopavel, realizado em Cascavel (PR). A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, participará do lançamento no estande “Casa da Embrapa”.

Entre as inovações apresentadas está o chamado “método Fast K”, um teste para determinar de forma mais rápida e prática a concentração de potássio nas folhas de soja. Por ser o segundo nutriente mais exigido e exportado pela cultura da soja, o potássio (K) deve ser reaplicado pelos produtores para compensar a carência nutricional do solo e da planta.

Geralmente, o nível de potássio na planta é detectado por análises de solo e folhas realizadas em laboratório que demoram para apresentar os resultados. A tecnologia da Embrapa permite ao produtor avaliar ainda em campo, a partir de um medidor portátil, o teor de potássio nas folhas de soja e decidir em tempo hábil sobre o uso de insumos agrícolas.

Segundo a pesquisadora da Embrapa Soja, Divânia de Lima, o objetivo é acelerar o diagnóstico da ausência ou não de potássio na soja para evitar perdas e garantir maior produtividade ao agricultor.

“Às vezes, há alguns problemas que aparecem no campo, e o produtor não sabe se aquilo está sendo ocasionado pela ausência de potássio ou não. Então, o equipamento já dá essa leitura. Se o potássio não for o problema, o produtor vai buscar outras alternativas, sintomatologias, pode ser uma doença, por fungo, uma bactéria”, explicou.

Feijão preto mais produtivo

Outra tecnologia a ser lançada nesta sexta-feira é uma cultivar de feijão de grão preto, que tem potencial de produção de 4,7 mil quilos por hectare. A variedade BRS FP403 é recomendada para cultivo em 19 estados brasileiros. Com alto rendimento e qualidade industrial, a cultivar apresenta características que proporcionam a colheita mecânica direta.

“É um feijão de ampla adaptação, que pode ser produzido em várias regiões brasileiras e é bem produtivo. O feijão é amplamente consumido no país, no Sul, no Rio de Janeiro. E mesmo sendo pouco consumido no Nordeste, tem adaptação para ser reproduzido lá também”, disse Divânia.

Tecnologia e clima

Durante o evento, que teve início na última segunda-feira (2) e se nesta sexta, a Embrapa apresentou mais de 35 tecnologias desenvolvidas em 11 centros de pesquisa da empresa. As inovações são de diferentes áreas, como culturas da soja, feijão, mandioca, abacaxi, banana, integração de sistemas produtivos, tecnologias da agroecologia, metodologias de análise, produção animal e máquinas agrícolas.

Ao longo da semana, os visitantes da Show Rural também puderam tirar dúvidas com os técnicos da Embrapa e conhecer outros projetos e tecnologias, como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), que evita a abertura de novas áreas agrícolas.

O sistema prevê que em uma mesma área convivam diferentes sistemas produtivos, com diversificação da produção, recuperação de pastagens degradadas, plantio de árvores, maior eficiência no uso de recursos naturais, entre outros benefícios.

“A gente tem essas tecnologias e os produtores vão adotando. O nosso foco maior é trabalhar com sustentabilidade para que o produtor tenha a maior rentabilidade possível”, afirmou.

A pesquisadora alerta que, no caso da soja, por exemplo, o uso de tecnologias simples pode estimular o produtor, reduzir as dificuldades e os custos da produção, além de diminuir os efeitos negativos do clima, como a seca do ano passado.

“De certa forma, a produtividade vai ficar abaixo do esperado, porque a questão climática foi complicada, a gente teve muita seca. Então, vamos buscar mais conhecimento para mitigar os efeitos do clima, que a gente não pode mudar, utilizando as tecnologias da melhor forma possível”, completou.

06:01 · 31.01.2019 / atualizado às 06:02 · 31.01.2019 por

A aproximação entre Brasil e Israel poderá ser uma oportunidade de negócios e de pesquisas para o Ceará. A Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e a Autoridade de Inovação de Israel (IIA) destinarão US$ 10 milhões a projetos inovadores realizados em conjunto por empresas com sede nos dois países. O objetivo é ampliar a competitividade da indústria nacional e promover a cooperação tecnológico-econômica entre Brasil e Israel.

Com o intuito de inserir projetos cearenses no cenário internacional, o deputado estadual Carlos Matos promoveu reunião de representantes de Israel – os professores Raphael Bar El e David Bentonila – com o reitor do Instituto Federal do Ceará (IFCE), Virgílio Araripe, e o seu pró-reitor de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação, Wally Menezes).Participaram também representantes do Governo do Ceará, empresários e a, ainda, a diretora do Polo Embrapii-IFCE Fortaleza, Cristiane Borges.

O deputado Carlos Matos lembrou que a parceria entre Israel e o Cará já rendeu frutos importantes para o desenvolvimento social do Estado e que agora o momento é mais propício. “O projeto Caminhos de Israel é um exemplo. Agora, além de pensarmos projetos para a área da agricultura, podemos discutir e ouvir as demandas das empresas nas áreas de energia e ciências da vida”, explica o parlamentar.

O professor israelense Raphael Bar El defendeu um modelo de inovação ainda mais amplo para as empresas. “É importante que o Ceará nos aponte quais são as demandas pontuais das empresas. O problema é que muitas vezes o empresário não sabe ainda quais são as reais necessidades dele, por isso temos que fazer com que ele enxergue os caminhos, as possibilidades”, ressaltou o especialista.

Brasil x Israel

Na prática, a empresa brasileira deverá identificar a empresa israelense de seu interesse (ou vice-versa) e buscar a Unidade Embrapii adequada para o desenvolvimento de seu projeto. A empresa israelense deverá procurar o IIA e submeter a mesma proposta de acordo com as regras e o calendário interno deles.

Caso a unidade concorde com o desenvolvimento do projeto proposto, as informações relativas ao projeto (nome da empresa, CNAE, descrição do projeto, valor, etc.) deverão ser inseridas em sistema pela Unidade Embrapii.

Após o fechamento do edital, no dia 18 de abril de 2019, a Embrapii e o IIA farão uma análise conjunta das propostas e a divulgação dos projetos selecionados está prevista para agosto de 2019.

O pró-reitor Wally Menezes falou do papel do IFCE nesse sentido. “Nosso dever de casa é identificar demandas e oportunidades. O foco é encontrar empresas que possam atuar conjuntamente com empresas de Israel”, destacou o gestor.

05:35 · 23.01.2019 / atualizado às 05:35 · 23.01.2019 por

O artigo a seguir é de autoria de Larry Robinson, presidente de CPE da Arris International, gigante mundial da área da Tecnologia da Informação, com ações na Bolsa de Nova Iorque (NASDAQ: ARRS):

Depois de um ano construindo novos padrões e consolidando novos ganhos tecnológicos, 2019 é primordial para a categoria emergente de tecnologias residenciais e promete ser ainda mais dinâmico. Seguem abaixo três tendências para este ano:

1.Casas ultraconectadas se tornarão uma realidade com o advento das redes fixas de wireless e do 5G: o gateway de banda larga deve se transformar no sistema nervoso central de uma casa ultraconectada. Como centro da rede sofisticada dessa residência, o gatewway vai cada vez mais gerenciar dispositivos de smart media e uma crescente lista de serviços de última geração, começando com a segurança do perímetro e o gerenciamento do wi-fi. O futuro será definitivamente multigigabit.

2.Haverá uma mudança de foco para a qualidade do produto e do serviço: cada vez que a indústria muda com essa velocidade, há uma transformação. Isso faz com que a mudança de foco para a qualidade dos serviços e dos produtos oferecidos se torne inevitável. Essa mudança vai afetar tanto as empresas fornecedoras quanto as fabricantes e as prestadoras de serviço. Um histórico de tecnologia, design e liderança de mercado será o melhor indicador de quais companhias vão obter sucesso nessa nova ordem mundial. As experiências do usuário, a performance tecnológica e a eficácia energética se tornarão cada vez mais importantes conforme as operadoras focarem em oferecer excelentes experiências, serviços e mobilidade.

3.Os ciclos de upgrade tecnológicos vão competir com novos serviços: aqueles que conseguirem vão se conectar com tudo, e se integrarão com outros prestadores de serviços que também estão entre os melhores. APIs e gerenciamento avançado de direitos vão conduzir a tecnologia base e as inovações de middleware do DOCSIS® 3.1 para a rede sem fio fixa wi-fi 6, por exemplo.

Em suma, esse é um ótimo momento para a indústria de tecnologias residenciais, que é um mercado de US$ 20 bilhões. O ano de 2019 promete mais inovações para os consumidores e o surgimento de tecnologias que servirão de base para novas ferramentas que serão desenvolvidas em um futuro muito próximo.

05:47 · 22.01.2019 / atualizado às 05:48 · 22.01.2019 por
Um grupo de especialistas em cirurgia minimamente invasiva de várias partes do mundo estará reunido no 1° Congresso AMCIR-SRS Latin America e 4° Congresso Latino-Americano de Cirurgia Robótica, que acontecerá no período de 28 deste  janeiro a 01 de fevereiro, na Cidade do México.
Apenas três brasileiros serão conferencistas nos dois eventos. Entre eles, estará o médico e especialista em ginecologista Leonardo Bezerra. Ele explanará sobre as recentes inovações da cirurgias Robótica em Ginecologia. O médico será o único cearense no evento.
Dr. Leonardo Bezerra é um dos profissionais que estão à frente, com o pioneirismo, de procedimentos cirúrgicos realizados com auxílio de robôs no Ceará
Os dois eventos – promovidos pela Associação Mexicana de Cirurgia Robótica (AMCIR), formada por especialista nesse procedimento – terão o objetivo de promover a integração e o desenvolvimento de conhecimentos e habilidades entre cirurgiões de diversos países.
05:41 · 18.01.2019 / atualizado às 08:32 · 18.01.2019 por

Com 1,3 quilômetro de extensão e 12 metros de largura, a estrada que liga a CE-085 às térmicas do Complexo Termelétrico do Pecém já está com metade de sua execução concluída e deverá ser inaugurada ainda neste mês de janeiro. O Complexo é formado pela UTE Pecém I (sob a gestão da EDP Brasil) e pela UTE Pecém II (administrada pela Eneva). Nas obras de pavimentação da estrada de acesso estão sendo utilizadas cinzas de carvão. Esses resíduos, que são subprodutos da geração de energia elétrica, são aproveitados em duas camadas que formam a base da estrada. Em uma delas, as cinzas vão substituir 50% de solo comum. Na outra, representarão 95% da composição.

A utilização de materiais alternativos em pavimentos rodoviários é uma tendência mundial. Diante da deficiência dos materiais convencionais, a indústria de pavimentos tem buscado inovações. As cinzas de carvão mineral estão entre os novos materiais que vêm sendo testados. Entretanto, até o momento, praticamente todas as pesquisas estão restritas a ensaios laboratoriais, o que torna a aplicação prática na estrada de acesso ao Complexo Termelétrico do Pecém praticamente inédita.

A pesquisa desenvolvida pelas térmicas é inovadora em âmbito nacional por aplicar estudos laboratoriais à construção e ao monitoramento de um trecho experimental de pavimentos contendo cinzas. A substituição do solo natural trará ganhos ambientais e econômicos. O principal é a possibilidade de evitar a exploração de jazidas naturais para extrair solo nativo, prevenindo a degradação ambiental. Além disso, a Universidade Federal do Ceará (UFC) elaborará um Manual de Uso contendo normas e instruções de serviço que servirão de apoio e incentivo à concepção de pavimentos com utilização das cinzas oriundas de termelétricas. 

O estudo para o desenvolvimento do composto iniciou-se em 2015 e conta com participação da Universidade Federal do Ceará.  Ao todo, o projeto está recebendo um investimento de R$ 4,1 milhões. As obras para construção da estrada compreendem serviços de terraplenagem, sondagem, fundações, abertura de vias internas para passagem de tubulação subterrânea bem como sua recomposição, estruturas metálicas ou em concreto.

Esta não é a primeira pesquisa realizada pela EDP Brasil com o objetivo de reutilizar as cinzas de carvão mineral. Em 2016, a unidade administrativa da UTE Pecém investiu aproximadamente R$ 5,8 milhões em estudos para investigar a adição desses resíduos à massa que forma os blocos de concreto utilizados na construção das paredes, na massa do meio fio e no calçamento externo da unidade (tanto de passeio quanto de circulação de veículos). 

Desenvolvida em parceria a Universidade Federal do Ceará e Faculdade de Tecnologia do Nordeste (Fatene), a composição utiliza 95% de insumo tradicional e 5% de cinza. As peças pré-moldadas são feitas com adição de cimento e de uma série de outros componentes. Os agregados mais tradicionais são areia e pó de pedra. Nesse caso, uma parte desses materiais foi substituída pela cinza.

 

05:54 · 16.01.2019 / atualizado às 05:54 · 16.01.2019 por

Uma informação que revela a quantas anda o avanço da tecnologia, agora no setor automobilístico:

A Daimler Trucks – maior fabricante mundial de caminhões – anunciou na “Consumer Electronics Show – CES”, maior feira de eletrônicos do mundo, que investirá mais 500 milhões de Euros no desenvolvimento de caminhões autônomos (SAE Nível 4).

A automação de Nível 4 se caracteriza pela rodagem autônoma em áreas definidas e entre locais específicos, dispensando a intervenção do motorista. No transporte rodoviário comercial, essa tecnologia é a próxima fase depois do Nível 2, aumentando a eficiência e a produtividade para os clientes e reduzindo os custos operacionais. Assim, a Daimler Trucks pula a etapa intermediária Nível 3 (condução autônoma condicional).

Em sua apresentação na CES, a Daimler Trucks também fez a estreia mundial do novo Cascadia da Freightliner com recursos de condução parcialmente autônoma (Nível 2), o que o torna o primeiro caminhão de produção em série dessa categoria nas estradas norte-americanas.

Líder mundial na produção de caminhões, a Daimler Trucks tem sido pioneira no desenvolvimento de veículos autônomos há anos. Em 2014, apresentou o Future Truck 2025 da Mercedes-Benz, primeiro caminhão autônomo do mundo, e foi a primeira a demonstrar as oportunidades tecnológicas e o grande potencial que essa solução inovadora apresenta para a economia e a sociedade.

Martin Daum, membro do Board do Grupo Daimler AG e chefe mundial das divisões Daimler Trucks e Daimler Buses, diz: “Como líder em nosso setor, fomos os pioneiros no desenvolvimento de caminhões autônomos. Em 2015, nosso Inspiration Truck da Freightliner conseguiu obter a primeira licença para rodar concedida a um veículo comercial autônomo. Agora, levamos esses caminhões para o próximo nível. Ou seja, lançamos o novo Cascadia parcialmente autônomo da Freightliner em 2019 – e depois, partiremos para os caminhões autônomos, que irão aumentar a segurança, melhorar o desempenho da logística e oferecer uma proposta de grande valor aos nossos clientes, contribuindo assim para um futuro sustentável dos transportes”.

O futuro chegou.

09:12 · 04.01.2019 / atualizado às 09:12 · 04.01.2019 por

O texto a seguir é de Ana Carolina Cesar, sócia da área de Tecnologia da Daniel Advogados, de S. Paulo, referente à Medida Provisória sancionada, que alterou a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) e criou a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

Em ato coordenado com o novo governo, o ex-presidente Michel Temer sancionou em 27 de dezembro de 2018 a Medida Provisória nº 869, que alterou a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais para dispor sobre a proteção de dados pessoais e criar a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). 

Entre as principais alterações, estão: (i) criação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e das suas competências, conforme já adiantado; (ii) alteração da vigência da lei que passa de 18 para 24 meses para os demais dispositivos da lei, já que as disposições sobre a ANPD já entraram em vigor em 28 de dezembro de 2018; (iii) possibilidade de exercício da função de Encarregado de Proteção de Dados por empresa ou terceirizados, além da pessoa natural, como era anteriormente disposto e o (iv) direito à explicação das decisões tomadas com base em tratamento automatizado por outro meio além da revisão por pessoa natural. 

A medida provisória nº 870 de 1º de janeiro de 2019, sancionada pelo Presidente Jair Bolsonaro, prevê a Autoridade Nacional de Proteção de Dados Pessoais como órgão integrante da Presidência da República, conforme dispõe seu art. 2º, inciso VI. 

Competência e Autonomia da ANPD 

Uma das alterações também se refere às competências da ANDP, principalmente quanto ao poder de auditoria. Essa previsão foi retirada da MP, permanecendo os poderes de fiscalização e aplicação de sanções no caso de descumprimento. Um dos maiores desafios é a questão da autonomia da ANPD. Apesar de ser assegurada autonomia técnica, a ANPD. Além disso, a MP ainda poderá sofrer alterações já que tem 60 dias para ser convertida em Lei, podendo ser prorrogada por mais 60 dias. Durante o processo legislativo, a MP poderá ser emendada, derrubada ou aprovada como foi proposta. Aguardemos os próximos passos.

06:28 · 28.12.2018 / atualizado às 06:28 · 28.12.2018 por

Como este blog já revelara na quinta-feira, 27/12, o engenheiro cearense Fernando Ximenes, dono da Gram-Eollic, empresa que atua na área de geração de energias renováveis, criou uma nova tecnologia para a dessalinização da água do mar em escala industrial. Diante da notícia de que o presidente eleito Jair Bolsonaro tem contatos com o Governo e empresa de Israel para a importação de tecnologia de dessalinização, o blog pediu a Fernando Ximenes uma explicação didática sobre o que é e como opera a tecnologia da Gram-Eollic. Eis o que ele escreveu:

A TECNOLOGIA DE DESSALINIZAÇÃO À VÁCUO SOLAR OFFSHORE GRAM-EOLLIC funciona iniciando através de válvulas flutuantes de sucção à vácuo (sem uso de  bombas hidráulicas). Por diferença de pressão e pela ondulação da maré, a água é sugada pelos módulos solares PVT (híbridos) flutuantes, aquecendo a água e gerando energia solar com maior eficiência. Assim, por fricção física sem uso de membranas, as moléculas  d’água ganham alta temperatura,  entram numa câmara de vapor que chega até 400° C, onde o cloreto de sal (NaCl) e outros cloretos alcançam semi fusão sendo decantados, produzidos e refinados. Por sua vez a água pura e esterilizada em estado de vapor pressuriza rotores que produzem energia térmica e despacham a energia solar. Em seguida a água em vapor condensa e mineraliza, por cilindros de aço inox, com a composição d’água mineral desejada e despachada na rede da distribuidora de água.

A usina  de dessalinização a vácuo solar offshore Gram-Eollic projetada produzirá 5m³/s (450 milhões de litros de água mineral/dia), para abastecer 600 mil residências ou 1,9 milhão de pessoas. Essa usina poderá atender o CIPP – Complexo Industrial Portuário do Pecém e a RMF – Região Metropolitana de Fortaleza. Essa inovação já está concluída e a tecnologia com protótipo já foi por mim apresentada na Feira Internacional Expo Solar 2016 e no COBES – Congresso Brasileiro de Energia Solar em São Paulo. Os testes da tecnologia já foram feitos e agora estão sendo desenvolvidos os métodos, as diretrizes da sua aplicação e deveremos lançar no primeiro semestre de 2019 duas plantas para comunidades. A importância dessa tecnologia está, principalmente, nos benefícios do produto final que virá: o abastecimento de água mineral para o consumo humano com menor custo. A tecnologia permite o reuso e a industrialização dos rejeitos, a industrialização do refino do sal (NaCl), produzidos e industrializado virando receita pela dessalinização a vácuo solar offshore e a produção conjunta de duas fontes de energia, solar e térmica, que geram receitas também, ainda quebrando o paradigma de que energia solar pode ser despachada.

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