publicado em 11/10/2009 - 4:39 por Egídio Serpa
De O Estado de S. Paulo: O alívio provocado pela crise internacional na infraestrutura brasileira vai durar pouco. Com a expectativa de retomada forte da economia no ano que vem, antigas deficiências voltarão a assombrar o setor produtivo, como a falta de capacidade das ferrovias, estradas e portos para escoar a safra. Apenas o aumento da produção de soja deve representar acréscimo de 175 mil caminhões bitrens (com duas carretas) nas rodovias, o que pode causar um colapso no sistema logístico. “A crise amenizou os problemas da infraestrutura e contribuiu para a redução dos investimentos no setor. Perdemos uma grande oportunidade de eliminar alguns gargalos”, avalia o professor da Fundação Dom Cabral, Paulo Resende. Ele lembra que no auge da crise grandes empresas adiaram planos de expansão de terminais portuários, ferrovias, transporte rodoviário e armazéns. Embora alguns projetos tenham sido retomados, o País perdeu tempo. Na esfera federal, apesar do discurso a favor do aumento dos investimentos em infraestrutura, as obras continuam emperradas. Até agora, apenas metade do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foi executada. Resultado disso é que o Brasil tem a pior oferta de transportes entre os países do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), segundo levantamento do Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos). Na opinião de especialistas e representantes do setor produtivo, o maior entrave à recuperação da economia será o sistema portuário. O Programa Nacional de Dragagem, que tem o objetivo de aprofundar os canais de acesso dos portos nacionais, ainda não saiu do papel. Sem a profundidade adequada, os grandes navios são obrigados a obedecer o regime de marés e não podem sair totalmente carregados. Isso representa queda na competitividade do produto brasileiro. O acesso terrestre aos portos é outro problema grave. Com apenas 29 mil quilômetros de trilhos, as ferrovias não conseguem atender à demanda do País, em especial do agronegócio. A alternativa é usar as rodovias, que respondem por 60% da movimentação doméstica. Segundo o economista da Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais (Abiove), Henrique Paes de Barros, quase toda safra de soja de 2009/2010 será transportada por caminhões. Como a produção terá um acréscimo de 6 milhões de toneladas, serão necessários cerca de 175 mil caminhões para atender à demanda. Apesar disso, as estradas estão em péssimas condições. Para o presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Clésio Andrade, a duplicação das rodovias federais é uma das necessidades mais urgentes do setor. “A capacidade de muitas estradas está no limite. Algumas estão insuportáveis, caso da BR-381, que liga Belo Horizonte a Ipatinga (MG)”, afirma. Ele estima que, para sustentar o crescimento previsto do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010, pelo menos 4 mil quilômetros de rodovias precisariam ser duplicados. Na avaliação do diretor da Confederação Nacional da Agricultura, Luiz Fayet, existe um descompasso entre a alta capacidade de produção e a falta de infraestrutura para escoar a safra. Ele destaca que houve uma mudança geográfica no agronegócio não acompanhada pelos investimentos em estradas, ferrovias e portos. O executivo cita como exemplo dramático de logística o caso do Terminal de Grãos, em São Luís do Maranhão, constante no PAC, que está com o cronograma atrasado em quatro anos. “Enquanto não se amplia o terminal, os problemas se multiplicam. Na safra de 2007/2008, a demanda para exportar pelo porto era de 5 milhões de toneladas. Mas o terminal só pode atender 2 milhões de toneladas. O restante teve de ser transportado pelos portos do Sul e Sudeste, o que encareceu a logística e reduziu os preços pagos aos produtores.” Para ele, se a economia voltar a crescer 4% ao ano e os níveis de exportação forem retomados, haverá problema para tirar os produtos do País.
CLARA EVANGELISTA
em 11 de outubro de 2009
VENHO CLAMAR POR RESPEITO E SEGURANÇA PARA AS CRIANÇAS POIS OS ESTABELECIMENTOS QUE POSSUEM PARQUE COMO CURVA DA MAMINHA NA GODOFREDO MACIEL NÃO DISPÕEM DE TAL ITEM BÁSICO OCORREM VÁRIAS BRIGAS DE PAIS DENTRO DO PARQUE AS CRIANÇAS SÃO ESPECTATORES DE QUEBRA QUEBRA GARRAFS E COPOS VIRAM BOLAS POIS SÃO AREMESSADOS CONTRA CRIANÇAS O DONO ALTAMENTE IGNORENTE DIZ CUIDEM DAS SUAS COISAS