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Opinião de um arquiteto sobre Cagece nas praias

06:14 · 02.08.2008 / atualizado às 06:14 · 02.08.2008 por

Para o arquiteto José Sales Costa Filho, o anúncio da Companhia de Águas e Esgotos do Ceará (Cagece) — feito por meio deste blog — de que “está firmando convênio com a Prefeitura de Aquiraz para investir R$ 17 milhões em redes de água e esgoto nas praias de Porto das Dunas, Presídio e Iguape” — é só uma definição de intenções. “Entre definir intenções e realizar projetos e implantar redes vai um certo tempo, no mínimo quatro anos para realizar estudos, projetos, conseguir recursos, executar obras e operar o sistema. Só que o desenvolvimento imobiliário e turístico não vai ficar esperando a Cagece sair do berço esplendido. Outro dado, de caráter geográfico: entre o Porto das Dunas e a Prainha e o Presídio, há grandes distâncias. Assim, deveriam ser feitos três sistemas de distribuição de água e esgotamento sanitário. E mais: é subdimensionado o investimento anunciado”, afirma o arquiteto.

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José Sales

02/11/2008 as 23:0819

Creio que existe uma diferença muito grande entre os “especialistas” e os urbanistas. Os urbanistas desde os idos dos fins 1700 alertam contra o crescimento das cidades sem a contrapartida do incremento dos serviços urbanos de infraestrutura. Mais precisamente, desde a instituição dos “I Codici Sanitaire” das cidades do Norte da Itália.

Mas voltando à nossa discussão local: há muito tempo mesmo, se fala do surgimento das nossas situações urbanas litoraneas, que se dão unicamente como um loteamento de unidades unifamiliares de férias e lazer e mais tarde inevitavelmente se transformam em cidades totalmente sem infraestrutura urbana.

O caso do Porto das Dunas é um destes, como muito outros em nosso Estado – Icaraí, Tabuba, Cumbuco, Taíba e outros. Assim como as centenas de csos em todo o Brasil, cujo mais famoso é da Praia Grande, em São Paulo que se estende de São Vicente a Itanhaém por quase 80 quilometros. Situações estas cuja correção demanda imensos recursos públicos e nunca se dá a contento.

Quando me referi a ausencia do sanemento ambiental no Porto das Dunas – água potável, esgotamento sanitário e coleta e tratamento do lixo – afirmei que esta modelagem era eivada de erros, pois a correão sempre depende do poder público ou de empresas públicas e nem sempre as mesmas vem com a velocidades requeridas. Então uma maior atenção e rigides deve ser dada aos licenciamentos destes empreendimentos sob o risco de comprometimento de nosso litoral, um dos nossos maiores ativos.

José Sales

02/11/2008 as 23:0819

Creio que existe uma diferença muito grande entre os “especialistas” e os urbanistas. Os urbanistas desde os idos dos fins 1700 alertam contra o crescimento das cidades sem a contrapartida do incremento dos serviços urbanos de infraestrutura. Mais precisamente, desde a instituição dos “I Codici Sanitaire” das cidades do Norte da Itália.

Mas voltando à nossa discussão local: há muito tempo mesmo, se fala do surgimento das nossas situações urbanas litoraneas, que se dão unicamente como um loteamento de unidades unifamiliares de férias e lazer e mais tarde inevitavelmente se transformam em cidades totalmente sem infraestrutura urbana.

O caso do Porto das Dunas é um destes, como muito outros em nosso Estado – Icaraí, Tabuba, Cumbuco, Taíba e outros. Assim como as centenas de csos em todo o Brasil, cujo mais famoso é da Praia Grande, em São Paulo que se estende de São Vicente a Itanhaém por quase 80 quilometros. Situações estas cuja correção demanda imensos recursos públicos e nunca se dá a contento.

Quando me referi a ausencia do sanemento ambiental no Porto das Dunas – água potável, esgotamento sanitário e coleta e tratamento do lixo – afirmei que esta modelagem era eivada de erros, pois a correão sempre depende do poder público ou de empresas públicas e nem sempre as mesmas vem com a velocidades requeridas. Então uma maior atenção e rigides deve ser dada aos licenciamentos destes empreendimentos sob o risco de comprometimento de nosso litoral, um dos nossos maiores ativos.

Luiz Carlos

02/05/2008 as 17:0819

Chama atenção a aparição gratuita de certos “especialistas” toda vez que se fala em projetos de infra-estrutura. E, coincidentemente, quanto maior as cifras envolvidas, mais acirradas são as críticas. – Será cidadania ou um novo tipo de marketing?

Luiz Carlos

02/05/2008 as 17:0819

Chama atenção a aparição gratuita de certos “especialistas” toda vez que se fala em projetos de infra-estrutura. E, coincidentemente, quanto maior as cifras envolvidas, mais acirradas são as críticas. – Será cidadania ou um novo tipo de marketing?

JOAQUIM CARTAXO

02/12/2008 as 12:0819

Caro Egídio

Em 2006, foi captado R$ 2,2 milhões para saneamento básico do Ceará pela CAGECE. Em 2007, na gestão do governador Cid Gomes, esse valor saltou para R$ 393 milhões, dos quais uma parte está em execução e outra parte em licitação das obras. No município de Aquiraz, o projeto de abastecimento d’água do Porto das Dunas está pronto para ser licitado no valor de R$ 8,2 milhões. Há também a infra-estrutura de água e esgoto do Aquiraz Ressort e circunvizinhanças com o contrato de obras em andamento no valor total de R$ 11,2 milhões, dos quais já foram investidos em 2008 o valor de R$ 2,2 milhões. Portanto, afirma que isso é um plano de intenção e que a CAGECE está em berço esplêndido é densinformação ou má fé.
Joaquim Cartaxo – Secretário das Cidades

JOAQUIM CARTAXO

02/12/2008 as 12:0819

Caro Egídio

Em 2006, foi captado R$ 2,2 milhões para saneamento básico do Ceará pela CAGECE. Em 2007, na gestão do governador Cid Gomes, esse valor saltou para R$ 393 milhões, dos quais uma parte está em execução e outra parte em licitação das obras. No município de Aquiraz, o projeto de abastecimento d’água do Porto das Dunas está pronto para ser licitado no valor de R$ 8,2 milhões. Há também a infra-estrutura de água e esgoto do Aquiraz Ressort e circunvizinhanças com o contrato de obras em andamento no valor total de R$ 11,2 milhões, dos quais já foram investidos em 2008 o valor de R$ 2,2 milhões. Portanto, afirma que isso é um plano de intenção e que a CAGECE está em berço esplêndido é densinformação ou má fé.
Joaquim Cartaxo – Secretário das Cidades