publicado em 09/02/2010 - 7:25 por Egídio Serpa
Não se entendem o ministro da Integração Nacional, o baiano Geddel Vieira Lima, e o diretor-geral do Dnocs, o potiguar Elias Fernandes. E veja que ambos são do PMDB. Geddel, que deixará o ministério dentro de 60 dias, gastou um bom tempo de sua gestão tentando transformar o Dnocs em uma agência executiva do desenvolvimento regional nordestino. Funcionaria assim: orientada pelo Ministério da Integração Nacional, a Sudene traçaria os caminhos estratégicos da região nordestina; os programas e projetos dessa estratégia seriam executados pelo Dnocs. “O doutor Elias Fernandes também tentou caminhar nesse sentido, mas infelizmente sucumbiu à força da atual estrutura do Dnocs, que mantém sua cabeça ainda no século passado”, disse a este blog uma fonte com assento na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Resultado: frustrado porque não vingou seu plano de modernizar o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas – semelhante ao imaginado pelo seu antecessor Ciro Gomes – o ministro Geddel, digamos assim, “desentusiasmou-se” com o Dnocs. Por causa disso, a relação institucional do ministro com seu subordinado tornou-se fria. E mantém-se fria. Daqui a dois meses, Geddel deixará o cargo. Seu substituto será o secretário executivo do Ministério, João Santana, um gestor muito competente, mas sem tempo para levar avante uma mudança tão profunda no Dnocs.
Francisco Lima
em 9 de fevereiro de 2010
E nós pequenos produtores dos perímetros irrigados ficamos a mercê desse “desentusiasmo e da relação fria”.
Sugestão: Seria muito bom se o Diretor Geral pegasse essa carona do Ministro Geddel e deixasse a diretoria do tão significativo Dnocs pois, este órgão fechou 100 anos de relevante atuação no desenvolvimento do Nordeste com o PIOR Diretor Geral…
Até quando meu Deus!!!