publicado em 22/02/2010 - 7:40 por Egídio Serpa
Expectativa na área da construção civil de Fortaleza diante da próxima definição da empresa ganhadora da licitação do Exército que está vendendo terreno de sua propriedade, de 56 hectares, na Cidade dos Funcionários, na região Leste de Fortaleza. Estão na briga as empresas MRV-Magis, Idibra, Fujita-Mercurius e Integral. O preço mínimo do terreno é de R$ 9 milhões, mas seu Valor Geral de Vendas é de R$ 100 milhões.
publicado em 22/02/2010 - 7:38 por Egídio Serpa
Será cumprida no Rio de Janeiro a agenda de quarta-feira, 24, do governador so Cedará, Cid Gomes. Pela manhã, ele terá reunião com a cúpula dirigente da Petrobras. Tema do encontro: a refinaria que a estatal pretende construir na área do Complexo Industrial e Portuário do Pecém. Até julho, pretende o Governo cearense entregar à Petrobras, desapropriado, o terreno onde a refinaria será construída. À tarde, Cid terá reunião com o presidente e diretores do BNDES. Da extensa pauta, constam os financiamentos para obras da Copa de 2014.
publicado em 22/02/2010 - 7:36 por Egídio Serpa
Um grande empresário cearense, diante da posição assumida pela Federação das Indústrias (Fiec), que se mantém contrária à localização do Estaleiro Promar Ceará na geografia litorânea dos bairros Serviluz e Titanzinho, resumiu assim essa questão: “Na minha opinião, isso está parecido com a prática do pau de sebo”. Na brincadeira do pau de sebo, vence quem alcança o alto da madeira roliça, fincada no chão e intencionalmente engordurada para tornar difícil, quase impossível, as tentativas de quem ousa desafiar a lei da gravidade. Esta coluna ouviu alguns empresários de grande porte com atuação na indústria, no comércio e no serviço. Os três manifestaram sua preocupação com o rumo que tomou o caso desse projeto de indústria naval, o qual, segundo garante o Governo do Estado, além de não causar qualquer impacto negativo ao meio ambiente, criará milhares de empregos diretos e indiretos e ainda permitirá a requalificação urbana da área e a capacitação, pela educação e pelo treinamento, de sua População Economicamente Ativa. Enquanto aqui no Ceará, lamentavelmente, prospera o pau de sebo, no vizinho Pernambuco constroem-se escadarias que lhe permitem subir os degraus do progresso. Anotem: Pernambuco, que já tem em Suape o maior estaleiro da América Latina – o Atlântico Sul, cujo começo também foi virtual – vai ganhar mais dois, só neste ano.
publicado em 22/02/2010 - 7:31 por Egídio Serpa
De O Estado de S. Paulo: Duas investigações bloqueadas na Polícia Civil de Brasília e recém-assumidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público podem selar o destino do governador em exercício do Distrito Federal, Paulo Octávio, personagem do “mensalão do DEM” ao lado do governador afastado José Roberto Arruda, preso desde o dia 11. Uma delas, batizada de Operação Tucunaré, apura um intrincado esquema de distribuição de dinheiro que envolve empresas de fachada sediadas em Brasília e tem como alvo o policial aposentado Marcelo Toledo, homem de confiança de Paulo Octávio. A outra investigação, conhecida como Operação Tellus, apura um suposto esquema de cobrança de propina na Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Distrito Federal, quando o titular da pasta era o próprio Paulo Octávio. Além de enredar Arruda e seu vice em novas transações suspeitas, as investigações demonstram como a dupla usava o poder para abafar, na Polícia Civil do DF, os inquéritos que poderiam atingi-los. Os delegados encarregados de tocar tanto a Tellus como a Tucunaré foram exonerados das funções comissionadas que ocupavam. A Tucunaré, que começou modesta em 2009, mirando suspeitos de estelionato, acabou por desaguar em um esquema milionário. Agora, os investigadores suspeitam de ligação com o mensalão do PT. O grosso das somas sacadas no caixa em agências bancárias de Brasília viria da Euro DTVM e Royster Serviços, empresas investigadas no escândalo petista. O inquérito da Operação Tucunaré, hoje a cargo da PF e do Ministério Público Federal, aponta para a existência de uma rede de corrupção com tentáculos na política local e nacional. Descobriu-se um esquema de desvio de dinheiro de fundos de pensão de estatais federais e empresas do governo do DF. Investigadores disseram ao Estado já ter detalhes de como empresas que lucram somas vultosas em negócios com os fundos alimentam suposto esquema de distribuição de dinheiro. Políticos e dirigentes dos fundos são os destinatários da propina, apontam os autos. Operações de pelo menos três fundos – dois de estatais federais e um de empresa pública do Distrito Federal – fazem parte do inquérito. O Estado teve acesso a documentos da investigação que listam 12 empresas desconhecidas, muitas delas de fachada, que receberiam o dinheiro remetido, em sua maior parte, pela Euro DTVM e pela Royster Serviços. A Royster tem como proprietário o doleiro paulista Lúcio Bolonha Funaro, conhecido no mensalão do PT por intermediar pagamentos a políticos aliados do Planalto. Outra empresa que abasteceria o esquema é a Toesa Service, que ganhou contratos importantes no governo Arruda. De acordo com o inquérito, das empresas de fachada que recebiam os depósitos, as que mais se destacam, pelo valor das transações, são a Matriz Construções Ltda. e a Center Comércio e Consultoria. De maio de 2007 a março de 2008, a Center movimentou R$ 15 milhões. A Matriz sacou R$ 5,3 milhões de maio a dezembro de 2007. Outro personagem da recente crônica policial brasiliense aparece como responsável pelos saques do dinheiro. Trata-se do doleiro Fayed Antoine Traboulsi, investigado em escândalos de corrupção no governo Joaquim Roriz (PSC). De acordo com a polícia, Fayed é quem administra a distribuição do dinheiro. Um irmão dele, Louis, era quem quase sempre fazia os saques. As idas às agências foram monitoradas.
publicado em 22/02/2010 - 7:22 por Egídio Serpa
O jornalista Valdo Cruz, repórter da Folha de S. Paulo em Brasília, escreve neste segunda-feira, 22, o seguinte artigo, sob o título “Missa de Sétimo Dia”, a respeito da cassação do mandato doprefeito de São Paulo, Gilberto Kassab: Depois da ruína do DEM no Distrito Federal, com o escândalo que levou à prisão o governador Arruda, agora é o prefeito Gilberto Kassab (SP) em apuros com a Justiça Eleitoral. Não é possível comparar judicialmente os dois casos, por serem distintos, mas politicamente são, ambos, desastrosos para o principal parceiro do tucano José Serra na eleição presidencial de 2010. Muito provavelmente Kassab terá melhor sorte que Arruda. Mas a cassação temporária de seu mandato é mais um revés para um partido que corre o sério risco de definhar eleitoralmente. Os democratas apostavam seu futuro em dois nomes. José Roberto Arruda, tratado até pouco tempo como queridinho endinheirado, agora é renegado pelo partido. A fonte política brasiliense secou. Kassab, aliado de Serra e comandante da maior cidade do país, era apontado como a chance de o DEM se firmar no eixo Sudeste, num partido praticamente nordestino. Agora, não bastasse a perda de capital político com o caos das enchentes em São Paulo, surge a encrenca com a Justiça Eleitoral. Tempo para se recuperar Kassab tem. Enfrenta eleição somente daqui a dois anos. Seu partido, o Democratas, contudo, não goza de mesma sorte. Terá de enfrentar uma eleição nacional daqui a oito meses, num cenário amplamente desfavorável. Já foi eleito, inclusive, como um inimigo a ser varrido da política pelo presidente Lula. O petista não esconde de ninguém que, entre seus objetivos na eleição de 2010, está impedir a reeleição de boa parte dos senadores democratas, que infernizaram sua vida durante seus dois mandatos. Com grandes chances de sucesso. Só falta o governador paulista José Serra, potencial candidato tucano na disputa com Dilma Rousseff, tentar esconder estrategicamente sua parceria com o DEM. Por sinal, se Serra perder a eleição, aí podem encomendar a missa de sétimo dia dos democratas.
publicado em 22/02/2010 - 7:19 por Egídio Serpa
Da Folha de S. Paulo: Cassado pela Justiça Eleitoral por ter recebido doações de campanha em 2008 supostamente ilegais, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), disse ontem, 21, que não teme perder o mandato. Ele voltou a negar que as contribuições sejam irregulares. Em Brasília, lideranças do seu partido atacaram a decisão da Justiça, classificada de “eleitoreira”. “Não temo [perder o mandato]. Estou realmente confiando na Justiça, sempre confiei”, disse o prefeito. A decisão do juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Aloísio Silveira, deve ser publicada no “Diário Oficial” de amanhã, quando passará a valer. O magistrado acolheu representação do Ministério Público Eleitoral na qual o prefeito e sua vice, Alda Marco Antonio (PMDB), foram acusados de receber irregularmente mais de R$ 10 milhões da AIB (Associação Imobiliária Brasileira), de sete empreiteiras e do banco Itaú. A AIB é apontada pela Promotoria como entidade de fachada do Secovi (sindicato do setor imobiliário), e a lei impede que sindicatos façam doações eleitorais. O Secovi afirma não ter vínculo com as doações de campanha.
As empreiteiras são acionistas de concessionárias de serviços públicos, que, segundo a lei, não podem fazer doações -embora existam decisões judiciais que liberem tais contribuições. No caso do Itaú, a Promotoria alega que o banco não poderia contribuir por administrar parte da folha de pagamento de servidores da prefeitura. Ricardo Penteado, advogado do prefeito, afirmou ontem que vai se antecipar à publicação da sentença e apresentará hoje recurso em favor do prefeito ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de São Paulo.
publicado em 22/02/2010 - 7:14 por Egídio Serpa
Naquele tempo, Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”. Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”.
publicado em 21/02/2010 - 14:49 por Egídio Serpa
A Agência de Desenvolvimento do Ceará e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte acertaram uma parceria para ações conjuntas, principalmente na área da publicidade das frutas produzidas nos dois estados. “Em relação ao europeu, o brasileiro consome muito pouca fruta. E melão, especificamente, ele consome quase nada, e isso é por falta de divulgação”, justificaram o presidente da Adece, Antonio Balhmann, e o seu colega potiguar, Cipriano Segundo. A ideia de ambos é contratar um grande artista nacional para liderar uma campanha de publicidade em torno das frutas brasileiras, com destaque para o melão o melão. Cipriano, que é produtor e exportador de melões e líder da fruticultura no Rio Grande do Norte, já conversou com seu colega da Bahia, devendo nos próximos dias procurar o secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Fernando Bezerra Coelho, para expor seus planos, que serão expostos também aos demais governos nordestinos. As tratativas de Antonio Balhmann e Cipriano Segundo vêm sendo acompanhadas pelo empresário Luiz Roberto Barcelos, presidente da recém criada Brazil Fresh Produce, entidade que já reúne 10 das maiores empresas nacionais produtoras de melão, melancia, banana, limão e uva. Barcelos ponderou aos dois que será importante que o Rio Grande do Norte e o Ceará apoiem a nova associação, cujos objetivos são no sentido de fortalecer os fruticultores e suas empresas, aportando novas tecnologias e conquistando novos mercados. “Pode contar com o apoio do Governo cearense”, disse Balhmann. O presidente da Adece prometeu a Luiz Barcelos que, no próximo ano, o escritório de representação do Governo do Ceará na Fruit Logística, a maior feira mundial de frutas, que se realiza todo mês de fevereiro em Berlim, será instalado dentro do estande da Brazil Fresh Produce. Promessa semelhante foi feita pelo secretário de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte. Se isso realmente acontecer, o estande da nova associação brasileira de fruticultores poderá ter área de 300 metros quadrados, o dobro da área que foi ocupada na feira deste ano. “O Governo tem de seguir a iniciativa privada, cabendo-lhe prover a infraestrutura de rodovias, portos e aeroportos necessária para que as coisas aconteçam”, afirmou Balhmann. “No Rio Grande do Norte também pensamos e agimos da mesma maneira”, ajuntou Cipriano.
publicado em 21/02/2010 - 14:48 por Egídio Serpa
Muito mais do que uma questão de natureza ambiental, a localização do Estaleiro Promar Ceará transformou-se num problema político. Uma fonte do Governo do Estado revelou ontem a este blogueiro que o governador Cid Gomes e, principalmente, o presidente da Agência de Desenvolvimento (Adece), Antonio Balhmann, ficaram surpresos com a veemência dos discursos pronunciados na reunião de quinta-feira, 18, na Federação das Indústrias (Fiec). O que seria a apresentação do projeto de localização da indústria naval na Ponta do Mucuripe, na área do Titanzinho-Serviluz, virou uma clara manifestação de opositores do Governo do Estado. “Imaginamos que o presidente da Adece debateria com os diretores e industriais da Fiec, mas ele se defrontou, surpreendentemente, com ferrenhos opositores dos principais projetos estruturantes do Estado”, disse a mesma fonte. Ela acrescentou, pedindo o anonimato: “Naquele ambiente, o Balhmann poderia falar durante o dia inteiro e nada aconteceria, pois a plateia parecia treinada para contestar o Governo e o projeto do estaleiro”. A propósito: esse projeto parece que subiu no telhado.
publicado em 21/02/2010 - 14:46 por Egídio Serpa
Da coluna De Brasília, do repórter Rangel Cavalcante, no caderno Gente, do Diário do Nordeste: “Passado o susto, quando os brasileiros já deixaram de se beliscar para ter a certeza de que não estavam sonhando, a prisão do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, merece alguma reflexão. É que nunca na história deste país algum governador foi preso por corrupção. A questão é saber se tudo não passou de apenas um engano, um tropeção, do nosso Judiciário ou se acabamos de estabelecer um marco inicial de uma nova era na distribuição da justiça no Brasil. Não cabe aqui a lista das figuras importantes dos três poderes da República envolvidas em processos de corrupção. Boa parte deles tem seus crimes amplamente comprovados, mas jamais chegam a ser julgados, não apenas pela lentidão do Judiciário, mas, e principalmente pelas facilidades que a lei oferece para garantir a impunidade dos réus. O caso Arruda surpreendeu os brasileiros. Assim como, no outro extremo, o país inteiro se emociona quando vê um sujeito pobre flagrado numa prática explicita de honestidade, devolvendo, por exemplo, uma carteira que achou na rua. Ganha manchetes e até homenagens do presidente da República. É claro que o governador Arruda guardará na memória os dias de hóspede – preso fica em cela com grandes e não em sala especial – da Polícia Federal. Mas o importante é saber como esse episódio inusitado – a prisão do governador corrupto – vai influenciar no comportamento dos nossos cidadãos. Servirá de exemplo para inibir a roubalheira desenfreada e a falta de vergonha que tomam conta do país ou apenas valerá como um alerta para que os saqueadores do dinheiro público ajam com mais cuidado para não serem pegos em flagrante, filmados, fotografados e gravados? Pela reação do próprio presidente da República, vê-se que a coisa pode ajudar a mudar muita gente. Lula lamentou o fato de a Câmara Legislativa do DF não ter sido capaz de investigar as denúncias de corrupção. Uma boa mudança de comportamento, já que tem sido ele, nos últimos sete anos, o principal obstáculo à apuração de todas as denúncias de corrupção contra aliados políticos, companheiros e figuras do governo, impedindo a formação de CPIs no Congresso e fazendo vista d´olhos à corrupção oficial. A nós, meros contribuintes que pagamos a conta, resta esperar que, quando deixar as manchetes para dar lugar a outros escândalos, o caso Arruda não caia no esquecimento, mas sirva de ponto de partida para o inicio da recuperação da vergonha-na-cara nacional.