publicado em 08/02/2010 - 8:27 por Egídio Serpa
Crescem a produção e a área plantada da fruticultura no Ceará. É o setor do agronegócio que mais se desenvolve, e tudo acontece sem financiamentos dos governos federal e estadual. O negócio é bom, é bem tocado, dá lucro, apropriou-se de alta tecnologia, mantém-se antenado e permanentemente conectado com quem comanda as importações e as pesquisas no mundo todo, mas, aqui no Ceará, falta a ele a presença de uma grande empresa e de um grande empresário cearense. Os que estão na fruticultura entusiasmam-se com o futuro próximo – o consumo de frutas e hortaliças cresce 10% ao ano na Europa, para onde se encaminham 80% das exportações cearenses de melão. “Se os grandes empresários da indústria do Ceará investissem também na fruticultura, estariam descobrindo um novo e rentável negócio”, sugere João Teixeira, um dos líderes do setor – ele produz mamão e banana no Vale do Jaguaribe. Teixeira ainda dá uma dica: “Há boas terras disponíveis e todas elas infraestruturadas para a irrigação por gotejamento. A hora é esta”. Por enquanto, os empresários que produzem frutas no Ceará são de pequeno e médio portes. “O mais difícil já foi feito, pois hoje temos experiência, tecnologia, mercado e, ainda, a interação com os líderes mundiais do negócio”, acrescenta Teixeira, que, como seus demais colegas, segue a trabalhar para atrair nomes locais de peso para a área das frutas
publicado em 08/02/2010 - 8:25 por Egídio Serpa
Naquele tempo, tendo Jesus e seus discípulos acabado de atravessar o mar da Galileia, chegaram a Genesaré e amarraram a barca. Logo que desceram da barca, as pessoas imediatamente reconheceram Jesus. Percorrendo toda aquela região, levavam os doentes deitados em suas camas para o lugar onde ouviam falar que Jesus estava. E, nos povoados, cidades e campos onde chegavam, colocavam os doentes nas praças e pediam-lhe para tocar, ao menos, a barra de sua veste. E todos quantos o tocavam ficavam curados.
publicado em 08/02/2010 - 7:05 por Egídio Serpa
Da Folha de S. Paulo: O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso comparou a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, a um boneco manipulado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Num seminário destinado a prefeitos e vereadores do PSDB, no sábado, ele recomendou que os tucanos não tenham medo da popularidade de Lula, a quem chamou de ventríloquo de Dilma. Segundo participantes, FHC duvidou do potencial de transferência de votos de Lula para Dilma porque o eleitor “desconfia de bonecos”. “Vamos mostrar que Dilma não tem as mesmas inteligência e capacidade de Lula”, disse ele, segundo relato de participantes. No seminário, FHC disse que seria um “tiro no pé” se o PSDB não lançasse a candidatura de Geraldo Alckmin ao governo de São Paulo. Por duas vezes, ele afirmou que sonhava com o nome do governador de Minas, Aécio Neves, como vice de José Serra, para a Presidência. FHC afirmou, porém, que confia na cooperação de Aécio ainda que ele não componha a chapa. Segundo ele, Aécio terá que trabalhar muito em Minas para fazer seu sucessor. Citando Tancredo Neves, avô de Aécio, FHC disse que ele precisa manter o poder no Estado. Por isso, trabalhará pelo partido. Organizador do seminário, o secretário estadual Xico Graziano pediu que não se falasse sobre o dia a dia político no evento, destinado à modernização do discurso do partido. FHC foi obrigado a falar quando um dos participantes criticou o fato de o PSDB não ter candidato ao Planalto, enquanto Dilma está em campanha. FHC reagiu, afirmando que Serra é o candidato, mas não pode se declarar enquanto governa São Paulo. Ainda segundo FHC, cabe a Serra ditar as diretrizes da sigla em campanha. Mas isso ainda não aconteceu. No evento, FHC fez uma crítica indireta a Serra e Alckmin. Disse que o PT tenta desconstruir seu mandato. “Infelizmente, nas duas campanhas do partido à Presidência, essa bandeira não foi defendida.” FHC disse ainda que seria um erro do PT tentar comparar sua gestão à de Lula porque não se faz disputa “olhando para o retrovisor”. Mas apresentou números para que o partido fizesse comparações. Repetindo dados de artigo publicado ontem em “O Estado de S. Paulo” e “O Globo”, FHC disse que atendeu a 5 milhões de famílias no Bolsa Escola e que o governo Lula incluiu mais 6 milhões. Em evento ontem com a Juventude Petista, Dilma defendeu a comparação das gestões. “Se não comparar, fica difícil. Vamos discutir quem fez o quê. E quem fará o quê.” O ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) também rebateu FHC. “Toda vez que ele fala, o governo cresce na aprovação e a ministra, nas pesquisas.” No seminário, FHC disse ainda que o PT esconde o trabalho dos governos anteriores.
publicado em 08/02/2010 - 6:59 por Egídio Serpa
Da Folha de S. Paulo: Em meio às negociações para ter o PMDB em sua chapa na corrida presidencial, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) afirmou ontem, 7, que o partido é “absolutamente confiável”. Pré-candidata do PT ao Palácio do Planalto, Dilma disse não ver riscos no discurso peemedebista de reivindicar a paternidade de programas sociais do governo Luiz Inácio Lula da Silva nem de pedir espaço em um futuro governo petista. “Não há nada de inconfiável nisso. A gente incentiva que todos os integrantes do governo tomem para si as políticas sociais do governo”, afirmou. O afago aos peemedebistas ocorreu um dia depois de o partido reeleger o deputado Michel Temer (SP) para mais um mandato como presidente. A aliança PT-PMDB tem sido fortemente criticada pelo deputado Ciro Gomes (PSB-CE), que apoia o governo Lula e também é pré-candidato à Presidência. Para Ciro, “a moral dessa aliança é frouxa, um roçado de escândalos já semeados”. Nessa semana, Ciro disse não estar disposto a ceder à pressão do PT para que deixe a corrida presidencial. Ao defender sua candidatura, adotou o discurso do PSDB de que “falta experiência” a Dilma. “Quantas eleições a Dilma já disputou? Lamento, e pouco importa se parece com o [que diz] Serra ou não. Às vezes, o Serra fala a verdade também”, disse ele, referindo-se ao governador de São Paulo e pré-candidato tucano à Presidência, José Serra. Questionada ontem se sentia-se constrangida pelas observações de Ciro, Dilma disse “respeitar as palavras” do deputado. “Nenhum [constrangimento]. Acho o Ciro um dos políticos mais qualificados do nosso país, agora nem por isso eu vou deixar de acrescentar o fato de que nós temos uma aliança qualificada”, afirmou. A ministra participou ontem do Encontro Nacional da Juventude Petista, com cerca de 500 jovens. Mas não confirmou sua pré-candidatura. “Não sou nem pré-candidata.” Dilma pediu o apoio da militância para a “vitória do projeto de Lula” na eleição deste ano. Ela foi saudada com gritos de “nossa candidata”. Os jovens petistas também reciclaram o slogan de Lula em 2002. “É só você querer, que amanhã assim será. Bote fé e diga Dilma, bote fé e diga Dilma.” O presidente eleito do PT, José Eduardo Dutra, negou que o encontro tenha dado início à campanha eleitoral, que só pode ser realizada oficialmente a partir de julho. “É um ato interno do partido, realizado em ambiente interno”, afirmou.
publicado em 07/02/2010 - 10:23 por Egídio Serpa
Naquele tempo, Jesus estava na margem do lago de Genesaré, e a multidão apertava-se ao seu redor para ouvir a palavra de Deus. Jesus viu duas barcas paradas na margem do lago. Os pescadores haviam desembarcado e lavavam as redes. Subindo numa das barcas, que era de Simão, pediu que se afastasse um pouco da margem. Depois sentou-se e, da barca, ensinava as multidões. Quando acabou de falar, disse a Simão: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca”. Simão respondeu: “Mestre, nós trabalhamos a noite inteira e nada pescamos. Mas, em atenção à tua palavra, vou lançar as redes”. Assim fizeram, e apanharam tamanha quantidade de peixes que as redes se rompiam. Então fizeram sinal aos companheiros da outra barca, para que viessem ajudá-los. Eles vieram, e encheram as duas barcas, a ponto de quase afundarem. Ao ver aquilo, Simão Pedro atirou-se aos pés de Jesus, dizendo: “Senhor, afasta-te de mim, porque sou um pecador!” É que o espanto se apoderara de Simão e de todos os seus companheiros, por causa da pesca que acabavam de fazer. Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram sócios de Simão, também ficaram espantados. Jesus, porém, disse a Simão: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens”. Então levaram as barcas para a margem, deixaram tudo e seguiram a Jesus.
publicado em 07/02/2010 - 7:20 por Egídio Serpa
Exportadores, dirigentes de organismos privados e autoridades cearenses que participaram da Fruit Logística – maior exposição mundial de frutas, hortaliças, que se encerrou sexta-feira, 5, em Berlim, capital da Alemanha – concluíram que o centro de eventos de uma grande cidade é, sob correta e competente gestão, um ponto de atração turística e um potente emulador de negócios. De terça, 3, a sexta-feira, 5, cerca de 50 mil pessoas, a grande maioria estrangeiras, estiveram em Berlim para tomar parte desse evento. No próximo ano, elas retornarão com o mesmo objetivo e de novo lotarão os hotéis da cidade e gerarão emprego e renda a milhares de alemães. O presidente do Instituto Frutal, Euvaldo Bringel, já conhecia Berlim e a Fruit Logística, mas só neste ano teve a oportunidade de trabalhar nela ocupando o seu próprio estande, instalado com o apoio do Governo do Ceará, por meio da Adece,do Instituto Agropolos e do Sebrae do Ceará. “É impressionante. São vários gigantescos pavilhões, de quase 10 mil metros quadrados cada um, lotados de estandes de países, de empresas dos cinco continentes produtoras e exportadoras de frutas e hortaliças, de companhias de navegação, de instituições privadas e públicas especializadas em pesquisas científicas, enfim, é um pedaço do mundo do agronegócio reunido no Centro Internacional de Feiras e Eventos de Berlim – o Messe Berlin”, explica Bringel. Sua explicação é só a introdução de uma opinião mais ampla a respeito da decisão do Governo do Ceará de construir o Centro de Feiras e Eventos de Fortaleza com dimensões maiores do que as do famoso Anhembi, de São Paulo. “Não tenho dúvida de que esse equipamento vai mudar o perfil do turismo cearense”, admite o presidente do Instituto Frutal. “Ele terá a capacidade e toda a condição material de atrair para Fortaleza as maiores exposições e feiras, os maiores congressos nacionais e internacionais, inclusive o mundial de cardiologia, tornando a capital do Ceará una referência no universo dos organizadores de eventos do Brasil e do exterior”, aduz Bringel. OMesse Berlin tem uma pauta de eventos que ocupa praticamente todas as semanas do ano. “Assim será também com o Centro de Feiras e Eventos do Ceará, quando ele começar a operar no fim deste ano”, diz o presidente da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece), Antonio Balhmann, que representou o governo cearense na Fruit Logística, em Berlim. Bahmann já está preocupado com o que poderá acontecer quando o Cento de Eventos estiver funcionando na Avenida Washington Soares: “Temo que, quando se realizar um grande congresso, desses que atraem mais de cinco mil pessoas, tenhamos problemas de hospedagem na rede hoteleira”. Mas ele mesmo atalha seu temor, ao informar que, por causa da Copa do Mundo de 2014 e da Copa das Confederações, um ano antes, novos hotéis serão construídos. “E o porto do Mucuripe ganhará um píer exclusivo para os navios de cruzeiro, e isso também facilitará a hospedagem”, destaca ele. Em Berlim circulam 7.500 táxis, uma parte dos quais tem o Centro de Feiras e Eventos da cidade como ponto de partida e chegada nos horários de pico. Durante a Fruit Logística, sempre a partir das 16 horas (a feira encerrava às 18 horas), milhares – milhares, mesmo – de pessoas, em fila indiana, embarcavam nos táxis que, em fila dupla, coordenada por apenas dois agentes do órgão local de trânsito, engoliam com rapidez aquela ordem unida. Tudo isso, sem contar os ônibus que, de 15 em 15 minutos, cumpriam um roteiro que passava pelos principais hotéis de Berlim. É assim em todos os eventos. “No Centro de Feiras e Eventos de Fortaleza será assim também”, garante o presidente da Adece. Segundo Antonio Balhman, a Secretaria de Turismo e o “trade” turístico do Ceará têm experiência e o conhecimento técnico necessários para fazer desse equipamento o marco divisor de dois tempos: “O de antes e o de depois do Centro de Eventos”, garantiu
publicado em 07/02/2010 - 7:14 por Egídio Serpa
Eis, a seguir, a entrevista que o presidente do Sebrae do Ceará, Carlos Cruz concedeu a este blogueiro e que está publicada na edição deste domingo, 7, na seção Economia & Mais do caderno Negócios do Diário do Nordeste:
Economista com pós-graduação em gestão empresarial, o superintendente do Sebrae-Ceará, Carlos Cruz, 51, tem um desafio: promover a inovação tecnológica da micro e pequena empresa cearense. Ele diz que a influência dos políticos no Sebrae “é benéfica”, que não faz parceria com ONGs, só com instituições como a Fiec e a Facic, e que os bancos oficiais voltaram a focar o êxito empresarial e não mais as garantias:
O que é que faz o Sebrae do Ceará?
O Sebrae é um organismo de apoio às micro e pequenas empresas. Ele tem três pernas nas quais sustenta esse apoio: a inteligência do negócio, o crédito e a comercialização. Para cada perna, o Sebrae tem um conjunto de ações. Na inteligência do negócio, por exemplo, estamos ajudando agora na inovação tecnológica. Nós formamos 30 técnicos que cairão em campo com a missão, também, de desmistificar essa questão da inovação. É que, quando se fala em inovação, o camarada pensa logo num foguete atômico, numa turbina cibernética. Para nós, inovação é tudo aquilo que o empresário faz para melhorar as condições de produção de sua empresa. A simples mudança do layout de produção já pode significar uma inovação que melhorará bastante a sua competitividade.
E no crédito?
Deixe-me abrir um parêntese aqui. Os bancos, nas décadas de 60 e 70, tinham um papel semelhante ao do que tem hoje o Sebrae. Eles acompanhavam as empresas, emprestavam dinheiro a elas e o recebiam de volta com êxito da empresa. O que acontece hoje, depois do enxugamento das instituições financeiras, é que os bancos, como têm de recuperar o dinheiro, tiraram o foco do êxito empresarial e o transferiram para a garantia. Então, como o banco não tem mais condição de acompanhar a empresa, porque não mais dispõe de gente para fazer esse acompanhamento, decidiu o seguinte: eu vou emprestar 100 a você, mas você me dá 130 de garantia. Na nova lógica, o banco pensa assim: se o êxito empresarial não der certo, o retorno do capital estará assegurado porque vou tomar a garantia dele. Mas o Sebrae celebrou parceria com o Banco do Nordeste e o banco do Brasil, por meio da qual retomou aquele modelo, ou seja, o foco saiu da garantia e voltou ao êxito empresarial.
E o que encantou o BNB e o Banco do Brasil?
Por meio de convênios, o Sebrae comprometeu-se com os dois bancos a capacitar o micro e o pequeno empresários antes que lhes seja concedido o crédito, e ainda a elaborar um plano de negócios, incluindo a comercialização. Se o Sebrae entender que aquele plano de negócio é factível, tem sustentação econômica, aí o Sebrae coloca sua chancela, que serve de porta de entrada para o crédito no Banco do Brasil e no Banco do Nordeste, que nessa circunstância e condição dispensam a garantia e voltam a focar o êxito empresarial. Tem dado resultado?
Nos financiamentos de até R$ 50 mil, que é uma parcela significativa para o tamanho das empresas com que nós trabalhamos, 90% das necessidades da empresa estão sendo beneficiados. E o Sebrae ainda se compromete, depois de concedido o crédito, a acompanhar o plano de negócio por pelo menos mais dois anos, que é a fase crítica na qual se registra grande parte dos casos de mortandade de empresas. Sempre que uma empresa passa a trabalhar conosco, ela não nos deixa mais. Ela sente segurança, vê que as coisas melhoram e intensificam a relação com o Sebrae.
E na comercialização?
Temos várias ações aqui. Uma delas é a Feira Internacional de Negócios. Mudamos o foco, também. Havia só um consultor internacional, que fazia contatos pelo telefone. Para a deste ano, organizamos uma equipe que faz “road show”, principalmente na América do Sul. Fomos convidados a ir à Argentina, ao Chile e ao Paraguai e vamos visitar as federações da indústria e do comércio de lá. Vamos estar pessoalmente com empresários dispostos a ter intercâmbio com o Ceará. Intercâmbio empresarial e de negócios, assim como já temos com Cabo Verde, com cujas empresas celebramos joint ventures nas áreas da carcinicultura e da piscicultura. Estamos começando a produzir tilápia em Cabo Verde.
Qual é o orçamento do Sebrae?
Cerca de R$ 40 milhões por ano. A atual gestão do Sebrae criou uma área de captação de dinheiro sob um modelo hobynwoodiano mesmo. Uma média ou grande empresa chega a nós e diz: “Sebrae, eu preciso fazer um trabalho e quero ver se meu layout de produção está ok”. Nós fazemos, mas a preço de mercado. A credibilidade do Sebrae, a marca do Sebrae faz com que aquela empresa contrate a gente. Com esse dinheiro, nós engordamos o orçamento do Sebrae para atender às demandas para as quais o orçamento normal do Sebrae não ia dar.
Há influência de políticos no Sebrae do Ceará?
Há, sim, e de uma forma positiva. Entendo a pergunta. O político influencia assim, por exemplo: vou buscar na Assembleia Legislativa o apoio do seu presidente, deputado Domingos Filho, para um projeto que beneficiará micro e pequenos empresários de um determinado setor da economia. A influência política que o Sebrae tem é benéfica. Posso afirmar que o Sebrae é blindado.
Blindado contra a corrupção e contra a influência política?
Eu digo que sim. Blindado para não permitir qualquer furo em seu orçamento. O orçamento do Sebrae enrijece um pouco. Por um lado, a gente fica com pouca flexibilidade, mas, por outro lado, é bom, porque nós apresentamos o orçamento ao Conselho, que delibera sobre ele. No fim do ano, presta-se conta sobre o que foi realizado. Então, é praticamente impossível (a corrupção). Eu posso dizer que o Sebrae é uma das instituições que têm blindagem contra a corrupção. Não tem parceria com ONGs? Com ONGs, não. Com instituições, sim.
Quais?
Com a Federação das Indústrias, a Federação da Agricultura, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, a Facic – instituições que têm assento no Conselho Deliberativo do Sebrae.
Elas recebem dinheiro do Sebrae para fazer o quê?
Via de regra, é meio a meio: a instituição bota R$ 1,00 e o Sebrae bota outro R$ 1,00. Nós temos uma parceria de comércio competitivo com a Facic, que é um negócio sensacional. A Facic bolou um modelo de supermercado próprio para bairros pobres. A Facic chega num supermercado de um bairro modesto, todo desarrumado, e insere nele a nova metodologia. No dia seguinte, o supermercado está com outra face. A metodologia é boa, porque muda tudo, desde a arrumação das gôndolas até o melhor aproveitamento dos espaços; Há determinado produto que tem de ficar na primeira gôndola, mas há outro que tem de ficar lá no final. As pessoas que não têm essa metodologia colocam tudo de forma aleatória, grosseira. Nós vimos o antes e o depois de um modesto supermercado na cidade de Iguatu. Quando você vê as duas fotografias – a do antes e a do depois – você não diz que se trata do mesmo supermercado. Essa mudança resulta em maiores vendas e melhores lucros para o estabelecimento.
Isso também acontece com micro e pequenos da agricultura?
Sim. Nós temos o Agrinho, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), que é uma tecnologia desenvolvida no Paraná e tem como público alvo os filhos dos agricultores, garotos que não têm a menor vontade de permanecer e de produzir no campo. Transmitimos a eles novas técnicas e apoiamos comercialmente o que eles têm de fazer. Adolescentes que estariam interessados em vir para Fortaleza ou para polos urbanos já inchados, como Juazeiro e Sobral, já estão interessados em iniciar uma plantação, em criar galinha caipira e tudo com o apoio do Sebrae, via Agrinho.
O Sebrae terá vida longa no Ceará?
Eu digo que o Sebrae é uma das poucas instituições no País que tem algo de concreto a apresentar à sociedade. No ano passado, o Sebrae do Ceará empreendeu 50 mil ações de consultoria, capacitação, treinamento etc. Nós temos no mercado informal cearense 400 mil micro e pequenos empreendedores. A atuação do Sebrae é BA, mas ele tem muito mais ainda por fazer. Qual é o nosso desafio? É universalizar a ação que o Sebrae, para atender ao pequeno bodegueiro lá de Chaval. Ele precisa que o Sebrae vá a ele, pois ele não poderá perder cinco dias para vir atrás do Sebrae.
publicado em 07/02/2010 - 7:06 por Egídio Serpa
Da coluna De Brasília, do repórter Rangel Cavalcante, no caderno Gente do Diário do Nordeste: A Justiça Eleitoral vai instalar urnas nas penitenciárias em todo o país para garantir o direito do voto – assegurado pela “cidadã” – a pelo menos 191 mil presos provisórios, aqueles que cometeram crimes e ainda não foram condenados em definitivo. Esses cidadãos não votavam porque a Justiça esqueceu de coletar os seus votos nas atuais “residências” nem lembrou de dar-lhes folga no dia da eleição para que cumpram com o devem cívico. A mesma coisa deve ser feita em relação aos menores com idade superior a 16 anos, eleitores voluntários, recolhidos aos estabelecimentos correcionais, onde se especializam e fazem o doutorado nas mais diversas modalidades do crime. Só podemos aplaudir a iniciativa do nosso judiciário eleitoral. A maior parte desse universo é formada por bandidos de verdade, adultos ou não. E como bandido é bandido, todos devem ser iguais perante a lei. Num país em que qualquer bandido pode ser votado, elegendo-se para os mais importantes cargos da República, por que não assegurar o direito de votar a todos eles? O Congresso Nacional, as assembleias legislativas – a de Brasília é um primor nesse quesito – e câmaras de vereadores abrigam como senadores, deputados federais e estaduais e vereadores, centenas e centenas de cidadãos comprovadamente autores dos mais diversos crimes e contravenções listados na nossa legislação penal. Muitos deles já foram condenados diversas vezes, mas continuam livres, ricos e rindo da cara da gente, protegidos pelo manto das regalias legais e constitucionais que lhes asseguram a impunidade. Votar e ser votado é direito de todo cidadão brasileiro. Devem ser assegurados pelas autoridades. Nas cadeias e reformatórios estão mais de 200 mil cidadãos de todo o país que não tiveram sorte e foram apanhados pela justiça. Daria para eleger um senador no Amapá e ainda sobrava voto. Na sua maioria pobres e negros, muitos acusados de um simples furto de uma lata de leite ou de um pote de margarina, esses cidadãos não podem ser candidatos, pois nenhum partido vai lhes dar legenda. Mas é justo que, como seus colegas de gravata e colarinho branco, possam escolher diretamente os seus representantes. Quem sabe, não melhorariam muitas de nossas representações?
publicado em 06/02/2010 - 13:29 por Egídio Serpa
Naquele tempo, os apóstolos reuniram-se com Jesus e contaram tudo o que haviam feito e ensinado. Ele lhes disse: “Vinde sozinhos para um
lugar deserto e descansai um pouco”. Havia, de fato, tanta gente chegando e saindo que não tinham tempo nem para comer. Então foram sozinhos, de barco, para um lugar deserto e afastado. Muitos os viram partir e reconheceram que eram eles. Saindo de todas as cidades, correram a pé, e chegaram lá antes deles. Ao desembarcar, Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas.
publicado em 05/02/2010 - 6:02 por Egídio Serpa
Já está sendo comercializado em Fortaleza o aspargo produzido pela empresa Agrícola Famosa em uma área de 9 hectares de sua fazenda de Icapuí. Uma das maiores produtoras e exportadoras brasileiras de melão, a Agrícola Famosa, controlada pelos sócios José Roberto Barcelos e Carlos Porro, abastece de aspargos as padarias Dell´Itália e Plazza e o supermercado Frangolândia.