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Diário do Nordeste

Egídio Serpa

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O G-20 e os pobres vistos de Cuba

Egídio SerpaPublicado às: 7:2823/11/2008

Rangel Cavalcante, repórter , analista e cronista, está em Cuba. De lá ele transmitiu sua coluna deste domingo — De Brasília — para o Caderno Gente do Diário do Nordeste. Ei-la: Havana - Basta a gente andar aqui pelos países pequenos do Caribe e América Central para sentir algo que mal se percebe no Brasil, que é a maneira como os ricos do mundo se arvoram de advogados e procuradores dos pobres, sem ao menos se darem o trabalho de perguntar se eles estão interessados nessa tutela. Nós, brasileiros, já nos acostumamos a pensar que somos ricos. É o que se acaba de ver na reunião do chamado G-20, que são, na realidade, os sete mais ricos do mundo, mais treze outros que pensam que são ricos, mas cuja presença em nada influi nem contribui nas decisões. Estavam ali apenas como parte da decoração. O que se pergunta por aqui é como é que 20 governantes, que na verdade são sete, decidem sobre os destinos do mundo inteiro, sem preguntar nada a esse mundo quase todo. Nenhum país do globo está livre dos efeitos da crise que abala as finanças internacionais, com maior ênfase as das grandes potências. Então, e é essa a pergunta que faz agora o compañero Fidel Castro na última de suas reflexões divulgadas em Cuba. Cerca de 200 países, todos afetados pela crise que eles certamente não criaram, ficaram de fora das conversações. Ninguém lhes perguntou se tinham algo a dizer. Mesmo que fosse apenas um ´sim senhor´. Quem sabe a pequena Suíça, secularmente uma espécie de cofre do mundo, não teria algo a dizer. Na verdade, a reunião dos grandes terminou sem chegar a coisa alguma. Produziu apenas um imenso comunicado que nada mais é do que uma carta de intenções. Fica tudo para 30 de abril do próximo ano, quando o espetáculo vai se repetir, com os mesmos atores, para a contagem dos sobreviventes.

Política

2 Comentários para “O G-20 e os pobres vistos de Cuba”

  1. J.GOMES disse:

    O principal país responsável por essa crise pouco se importa com o que aontece fora dele. Seu consumo desemfreado continuará e o resto do mundo que se ajoelhe a ele. Acabou a idéia de que o simbolo do capitalismo era os estados unidos e seu aliados europeus. A ordem do dia é: CHINA. 1 bilhão e 200 milhões de formigas procurando comida. E como já parte da sua cultura, os chineses não se importam se hoje terá caviar ou sardinha para o almoço. Para eles o mais imortante é estarem alimentados. Os países pobres que o colunista cita são países acostumados a comer sobras dos países ricos. A pargunta é: e os ricos? será que eles estariam dispostos a trocarem seus caviares por uma simples sardinha assada na brasa?

  2. Amaury Feitosa disse:

    Sempre foi e será assim, toda e qualquer nação que queira ser livre tem de pagar o preço de sua “ousadia” pela verdadeira liberdade. Assim fez a Antiga Roma com Cartago aniquilando-a, matando sua gente e salgando sua terra. Assim quis fazer a Nova Roma com Cuba, mas a bravura do povo cubano os fizeram pensar mil vezes. Quando tentaram ações de guera foram derrotados, e isto nunca será perdoado. A saída destas nações são os mercados internos, foi esta simples e óbvia providência que fez o maior acerto do governo LULA, sem esquecer o comércio internacional que bem conduzido tantos benefícios nos trazem. Odeiam Castro por imensa coragem, por Cuba há 50 anos sobreviver mesmo com um bloqueio imoral, ilegal, estúpido e cínico que lhe impõe os xerifes do mundo. Claro que erros foram cometidos, mas Cuba nunca mais será o prostíbulo dos bacanas, seu bravo povo jamais permitirá. Enganam-se os que pensam que o socialismo morreu, ele virá para nossos trinetos não pelas revoluções, mas pela educação, pela tecnologia e pela própria evolução humana. Mera questão de tempo.

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