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Tag: Água


16:02 · 19.07.2018 / atualizado às 16:04 · 19.07.2018 por

Júlio Rocha, graduado em Engenharia Ambiental e Sanitária pelo Instituto Federal do Ceará (IFCE) no campus de Quixadá, é um dos cinco selecionados, em todo o país, para participar da residência hacker do Red Bull Basement. O ex-aluno, orientado pelo professor Rérisson Máximo, concorreu com o projeto, apresentado como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), de um dispositivo automático para chuveiros, que permite economia de água.

Essa residência do Red Bull Basement seleciona projetos com potencial de transformação e impacto social, que já estejam em estágio de produção. O dispositivo é para chuveiros domésticos, e só libera o fluxo de água quando tem uma pessoa sob o chiveiro; assim que a pessoa se afasta, o fluxo é interrompido. Além da economia de água, o produto tem outra vantagem: é feito com material de baixo custo.

O ex-estudante explica como a ideia surgiu: “Foi durante um banho, porque eu sempre gastei muita água. Então, pensei como seria cômodo ter um dispositivo que controlasse o fluxo (de água) sem eu ter que ficar fechando e abrindo. Inspirei-me nas torneiras de shopping”.

Agora, com a participação na residência, Júlio terá dois meses para desenvolver e melhorar a ideia. Os trabalhos terão início no dia deste mês e seguirão até 16 de setembro, na cidade de São Paulo.

04:05 · 22.05.2018 / atualizado às 04:05 · 22.05.2018 por

O secretário de Recursos Hídricos do Governo do Ceará, engenheiro Francisco Teixeira, transmite ao blog uma notícia interessante, que é a seguinte:

Toda a água que será drenada do lençol freático das áreas pelas quais passarão os túneis da Linha Leste do Metrofor – o Metrô de Fortaleza – será aproveitada pela Cagece, que a injetará na sua rede de distribuição.

Pelo menos esta é a ideia dos técnicos da Cagece e da Cogerh, que se preocupam com o desperdício das águas do subsolo de Fortaleza.

O secretário Francisco Teixeira considera que, diante da crescente dificuldade de oferta de água aqui e no mundo todo, será necessário encontrar fórmulas novas que aproveitem todos os mananciais, principalmente os do lençol freático das cidades.

Torçamos para que dê certo.

04:05 · 30.04.2018 / atualizado às 04:05 · 30.04.2018 por

Uma fonte da Companhia de Gestão de Recursos Hídricos do Ceará (Cogerh) disse ao blog que o abastecimento de água de Fortaleza e das cidades de sua Região Metropolitana está garantido até o mês de janeiro de 2019.

A mesma fonte garantiu que a água hoje represada nos açudes Orós, Castanhão e Banabuiú e também no sistema de barragens metropolinas – que é formado pelos açudes Pacajus, Pacoti, Aracoiaba, Acarape do Meio, Gavião e Riachão – supera o volume de 1 bilhão de m³.

Mas esse volume não será suficiente para garantir água para a agricultura irrigada no Vale do Jaguaribe, de onde já fugiu para o Piauí e a Bahia uma grande empresa de fruticultura.

Mas a estação das chuvas ainda não terminou, e mais água ainda pode cair dentro dos açudes.

04:37 · 11.04.2018 / atualizado às 04:37 · 11.04.2018 por

O secretário-adjunto da Secretaria de Recursos Hídricos, engenheiro Ramon Rodrigues, confirmou informação aqui divulgada de que está praticamente pronto o novo plano de outorga de água da Cogerh – Companhia de Gestão de Recursos Hídricos do Ceará.

Esse plano atualizará a matriz tarifária da Cogerh, e isto quer dizer o seguinte: vai aumentar o preço da água para as atividades econômicas na agropecuária e na indústria.

Se isto acontecer, subirá, consequentemente, o preço de alguns produtos como o leite e as frutas.

Ramon Rodrigues também revelou que a Cogerh implementará uma efetiva fiscalização ao longo do leito dos rios, a fim de impedir os desvios de água que hoje se registram.

04:10 · 10.04.2018 / atualizado às 04:13 · 10.04.2018 por

Acendeu a luz de perigo no gabinete das autoridades que administram os recursos hídricos no Ceará.

O alerta é para a situação em que se encontra o sistema de açudes que abastecem Fortaleza e sua população.

Esse sistema é integrado pelos açudes Pacajus, Aracoiaba, Acarape do Meio, Pacoti, Riachão e Gavião (foto), os quais têm capacidade para armazenar cerca de 1 bilhão de metros cúbicos de água.

Hoje, esses açudes acumulam, apenas, 140 milhões de metros cúbicos, ou seja, pouco mais de 10% de sua capacidade, o que é muito pouco, se levarmos em conta que estamos no mês de abril – o chamado mês de chuvas mil.

Para que a Região Metropolitana de Fortaleza tenha água garantida até o fim do ano, será necessário que o Castanhão alcance, pelo menos, 400 milhões de metros cúbicos de água.

Hoje, o Castanhão está com  pouco menos de 300 milhões de metros cúbicos.

04:17 · 23.03.2018 / atualizado às 04:17 · 23.03.2018 por

O diretor de agronegócio da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece), Sílvio Carlos Ribeiro, está participando, desde segunda-feira, em Brasília, do Fórum Mundial das Águas, que se encerra nesta sexta-feira, 23.

De lá, ele transmite ao blog uma mensagem na qual revela que o uso da água para a produção de alimentos tem sido um dos temas mais debatidos no Fórum.

Sílvio Ribeiro informa que o mundo todo está procurando produzir mais alimentos com menos água.

Para isso, as grandes empresas agrícolas, inclusive as do Brasil, já utilizam as modernas tecnologias, que, entre outras coisas, contam com sensores que facilitam o manejo da irrigação, o que leva à redução do uso de água.

O Fórum Mundial das Águas tem salientado que é primordial um plano de gestão das bacias hidrográficas – como a do Jaguaribe, por exemplo – com foco no gerenciamento da agricultura irrigada.

Aqui no Ceará, esse gerenciamento ainda não existe de forma eficiente, razão pela qual se gasta muita água com a irrigação de lavouras que não geram empregos.

04:54 · 22.03.2018 / atualizado às 04:56 · 22.03.2018 por

Este ano de 2018 está desmoralizando as previsões científicas sobre o clima no Ceará e no Nordeste.

As chuvas até agora registradas no Ceará têm sido insuficientes para a recarga dos açudes.

O Castanhão está com menos de 4% de sua capacidade.

O secretário de Recursos Hídricos, Francisco Teixeira, reconhece que só com a dessalinização da água do mar será possível garantir o abastecimento da população de Fortaleza.

Este é o momento para que os responsáveis pela elaboração do Plano Ceará 2050 aceitem a sugestão dos empresários da agropecuária cearense.

Eles recomendam que a outorga de água para as atividades econômicas no Ceará sejam diretamente proporcional à criação de empregos e inversamente proporcionar ao consumo de água.

Isso deverá acabar, por exemplo, com o cultivo de arroz por inundação (foto), pois é uma atividade que consome água em excesso, não paga por ela e, de quebra, praticamente não cria empregos.

04:16 · 16.03.2018 / atualizado às 04:19 · 16.03.2018 por

Atenção!

Os agricultores e pecuaristas do Vale do Jaguaribe tomaram um susto ao receber quinta-feira, 15, a notícia de que, se o açude Castanhão (foto) não alcançar, neste inverno, pelo menos um terço de sua capacidade, a Cogerh cortará o fornecimento de água para as atividades econômicas.

Isso inviabilizará a agricultura irrigada que produz alimentos para o rebanho bovino daquela região, na qual se localiza a maior produtora de leite do Ceará.

Mas não é somente a pecuária que sofrerá: a fruticultura também será apenada, uma vez que depende da água que vem da perenização do Castanhão.

O blor aproveita e informa que a Funceme está prevendo boas chuvas para depois do dia 20 deste mês de março.

Até lá, as chuvas serão esparsas.

O açude Castanhão represa hoje menos de 3,5% de sua capacidade, que é de 6,5 bilhões de m³ de água.

04:09 · 05.03.2018 / atualizado às 04:10 · 05.03.2018 por

As chuvas continuam desabando sobre as diferentes regiões do Ceará.

Apesar disso, há problemas de oferta de água para a agricultura irrigada.

Aqui está um claro exemplo disso:

A empresa britânica Diageo, dona das mais famosas arcas de uísque do mundo, como o Johnnie Walker e o Buchannan’s, e também da cachaça Ypióca, distribuiu um comunicado, informando que suspendeu suas atividades de safra de cana na área de Paraipaba, até que as reservas hídricas da região se tornem suficientes para a sua retomada.

Isto significa o seguinte: apesar das chuvas, apesar do verde que cobre toda a vegetação de Paraipaba, os açudes da região – como o Pentecostes, por exemplo – ainda não foram suficientemente recarregados para fornecer água para a irrigação dos canaviais da Diageo.

Isso acontece também na região do Vale do Jaguaribe, onde os fruticultores enfrentam o mesmo problema com o Castanhão, o Orós e o Banabuiú, que seguem vazios.

04:14 · 13.12.2017 / atualizado às 04:16 · 13.12.2017 por

Vejam só como é difícil e grave a situação no interior do Ceará, castigado por seis anos consecutivos de baixa pluviometria:

O empresário Cristiano Maia, presidente da Associação Cearense dos Produtores de Camarão, perfurou 11 poços profundos em suas propriedades no Vale do rio Jaguaribe.

Esses poços têm até 100 metros de profundidade.

Pois bem: dos 11 poços perfurados apenas dois –  só dois, repita-se – deram água, sendo que num deles só se extraem 10 mil litros por dia.

Vale repetir: 10 mil litros por dia, o que é quase nada para as necessidades da fazenda, onde se criam camarões e centenas de bois.

Cada poço perfurado custou R$ 10 mil.

Agora, imaginem a situação dos pequenos agricultores que não têm dinheiro para furar um poço.