Busca

Tag: Água


03:48 · 27.06.2017 / atualizado às 03:48 · 27.06.2017 por

O jornal Diário do Nordeste divulgou informação que teve enorme repercussão junto aos empresários cearenses do setor agropecuário.

De acordo com a informação, é muito ruim o futuro próximo do Ceará e do Nordeste, em relação aos recursos hídricos.

Por causa do efeito estufa, que tem causado o aumento da temperatura do planeta, o Ceará e toda a região nordestina, incluindo o seu litoral, ou seja, as zonas de praia, sofrerão ainda mais com a falta de chuvas.

No Ceará, é a região do litoral que tem alguns dos mais importantes aquíferos do Estado, e dos quais o Governo começa a captar água para abastecer o Complexo Industrial do Pecém.

O empresário Carlos Prado, sócio presidente da Itaueira Agropecuária, que produz exporta melão e melancia para a Europa e os EUA, tem afirmado que não haverá produção de alimentos se não houver água.

Parece que a solução será orar a Deus para que retornem as chuvas.

04:32 · 16.06.2017 / atualizado às 04:32 · 16.06.2017 por

O blog conversou com um engenheiro cearense que se dedica ao estudo dos recursos hídricos.

Pedindo o anonimato, ele teceu alguns comentários a respeito do assunto.

Disse que a gestão dos recursos hídricos no Ceará, feita pela Cogerh, está hoje resumida à cobrança da conta da água ela fornece à Cagece.

Para cobrar essa conta, a Cogerh tem 750 funcionários, que não promovem irrigação, não perfuram poços, não têm atividade de piscicultura e não projetam nem constroem açudes.

O mesmo engenheiro entende que a água que a Cogerh fornece à Cagece deveria chegar a ela a custo zero, uma vez que vem dos açudes do Dnocs, que é um organismo da União.

Depois destes comentários, o engenheiro deixou no ar uma pergunta: para onde vai o dinheiro da conta da água que a Cogerh fornece à Cagece e esta manda às residências, às indústrias, aos hospitais, enfim, a todos os  consumidores?

14:54 · 18.05.2017 / atualizado às 14:55 · 18.05.2017 por

O secretário de Recursos Hídricos do Governo do Ceará, engenheiro Francisco Teixeira, disse a cerca de 100 empresários da indústria e da agropecuária, com os quais se reuniu num dos auditórios da Federação das Indústrias (Fiec), que esta é a pior crise de oferta de água que o Estado já enfrentou.

São mais de cinco anos com chuvas abaixo da média histórica, e a consequência disso é a situação em que se encontram os médios e grandes açudes, como o Orós e o Castanhão, que armazenam neste momento só 5% de sua capacidade.

O secretário Francisco Teixeira disse, porém, que o Governo está adotando todas as providências possíveis, e uma delas é a perfuração de mais poços profundos no litoral para garantir a oferta de água ao Complexo Industrial e Portuário do Pecém, que deixará de receber água proveniente do sistema que abastece a Região Metropolitana de Fortaleza.

Teixeira anunciou, porém, que a agricultura irrigada – que neste momento produz quase nada – não terá água, pelo menos neste ano, para a produção, e isto significará o desemprego de milhares de pessoas no interior cearense.

04:28 · 16.05.2017 / atualizado às 04:28 · 16.05.2017 por

Este blog tem falado sobre a crise da oferta de água no Ceará, um problema que já provocou a fuga de empresas da fruticultura, que se mudaram daqui para o Piauí, a Bahia e o Rio Grande do Norte.

Pois bem: o Orós e o Castanhão estão quase secos, e o segundo semestre se aproxima com a perspectiva de esses dois açudes reduzirem ao mínimo do mínimo o envio de água para a Região Metropolitana de Fortaleza, que assim ficaria na dependência única dos açudes Pacajus, Pacoti, Riachão e Gavião, que juntos acumulam hoje cerca de 350 milhões de metros cúbicos, 48% de sua capacidade total.

Mas o blog transmite agora uma boa notícia: no litoral cearense, entre Cascavel e Trairi, há um oceano de água doce do tamanho de 1 bilhão de m³, suficiente para garantir água a Fortaleza durante este 2017 e o próximo ano de 2018.

O engenheiro Fernando Ximenes, que estuda também os recursos hídricos, diz que o governo do Estado deveria acelerar a instalação de poços profundos para a extração dessa água.

Então, mãos à obra.

09:22 · 11.05.2017 / atualizado às 09:23 · 11.05.2017 por

Este blog tem falado, nos últimos dias, sobre a crise de oferta de água no Ceará.

Agora, transmite números que comprovam a gravidade dessa crise e expõem a agonia dos dois maiores açudes do Estado.

O Orós e o Castanhão, que respondiam, sozinhos, por 100% do abastecimento de água de Fortaleza e de sua Região Metropolitana, estão quase secos.

Reparem: no dia 5 de maio de 2015, o Orós e o Castanhão represavam juntos 2,1 bilhões de m³;

Um ano depois, ou seja, no dia 5 de maio de 2015, esse volume estava reduzido a 1,1 bilhão de m³;

No dia 5 de maio deste ano, ou seja, há uma semana, os dois maiores açudes cearenses acumulavam apenas 612 milhões de m³ de água.

Para a nossa alegria, as chuvas deste ano recarregaram, em parte, os açudes Pacajus, Pacoti, Riachão e Gavião, que integram o sistema de abastecimento de Fortaleza e que hoje represam 350 milhões de m³, volume suficiente para a travessia deste ano de 2017.

Isto quer dizer que o Castanhão e o Orós mandarão, ao longo deste ano, menos água para Fortaleza.

E quer dizer, também, que as autoridades de recursos hídricos do Governo do Estado terão de tomar providências para reduzir o consumo de água nesta capital, principalmente no segundo semestre.

Como já foi dito aqui, a pouca água disponível hoje no Orós e no Castanhão será destinada exclusivamente ao consumo humano, ou seja, para a atividade econômica – como a agricultura irrigada – nenhuma gota.

Como a Região Metropolitana de Fortaleza é a geografia na qual se localiza a maioria das indústrias, será difícil para as autoridades responsáveis pelos recursos hídricos impor algum tipo de racionamento de água à capital do Estado, o que poderá implicar na redução das atividades de produção e, consequentemente, no aumento do desemprego.

04:33 · 10.05.2017 / atualizado às 08:04 · 10.05.2017 por
Foto: Ellen Freitas

Empresários cearenses da indústria e da agropecuária, cada vez mais preocupados com a crise de oferta hídrica que o Estado atravessa há cinco anos e meio, estão sugerindo que o Governo do Ceará seja proibido de atrair novas empresas industriais e agrícolas.

Na opinião deles, a pouca água que os grandes açudes estaduais represam hoje só é suficiente para o abastecimento humano.

Para as atividades econômicas, como a produção de alimentos no campo e nas cidades, não existe mais água disponível.

Os empresários consideram que, neste momento, o Estado do Ceará “não é confiável para quem que quer produzir”.

Foi o que ouviu este blog, com todas as letras, durante uma reunião desses industriais e agropecuaristas, que criticaram a morosidade do governo cearense.

Eles consideram que a questão da dessalinização da água do mar – uma solução que vários países já adotaram com êxito – deveria ter sido equacionada há dois anos, quando a Funceme já anunciava que a baixa pluviometria prosseguiria em 20016 e 2017.

O segundo semestre deste ano será difícil para os recursos hídricos do Ceará. E, principalmente, para a sua agropecuária.

05:09 · 05.05.2017 / atualizado às 05:11 · 05.05.2017 por

A Comissão Especial da Assembleia Legislativa do Ceará criada para acompanhar e monitorar as obras do Projeto São Francisco de Integração de Bacias está preocupada com o agravamento da crise da oferta de água no interior e na capital do Estado, Fortaleza.

Integrante da comissão, o deputado Carlos Matos (PSDB), mandou ao blog a relação de sugestões que a comissão encaminhou ao governo do Estado e ao Ministério da Integração Nacional.

Entre essas sugestões estão as seguintes:

1) suspender o fornecimento de água para as usinas termelétricas do Pecém, que, assim, paralisariam suas operações;

2) reduzir em 20% o fornecimento de água para a população de Fortaleza, ou seja, impor um racionamento;

3) reduzir o desperdício de água que se registra na rede de distribuição da Cagece, e que hoje é estimado em 43%, o que quer dizer o seguinte: de cada 100 litros de água que circulam na rede da Cagece, 43 litros são perdidos por vazamentos;

4) reduzir em 1,3 m³/s a oferta de água para o Distrito Industrial de Maracanaú e para o Complexo Industrial e Portuário do Pecém;

5) duplicar os sifões do Eixão das Águas, o que significará um investimento de R$ 500 milhões;

6) perfurar 6 mil poços profundos no Estado.

As sugestões são interessantes, mas custam muito caro.

Um assessor do governador Camilo Santana faz a seguinte pergunta: de onde virá esse dinheiro?

Com a palavra a Comissão Especial da Assembleia Legislativa cearense.

05:02 · 05.05.2017 / atualizado às 05:04 · 05.05.2017 por

O grupo britânico Diageo, que é dono dos mais famosos uísques do mundo e também da cachaça cearense Ypióca, investiu pesado na inovação tecnológica em sua unidade industrial de Paraipaba (foto), no Ceará.

E todo esse investimento foi quase totalmente voltado para a redução do consumo emelhor aproveitamento da água.

Na fábrica da Ypióca, em Paraipaba, a Diageo instalou torres de refrigeração que substituíram o sistema aberto de resfriamento, que consumia água em excesso.

Pelo mesmo motivo, foi eliminada a lavagem da cana.

Também foi melhorada e ampliada a sua Estação de Tratamento de Água, no qual foi implantado o sistema de osmose, que agora faz o tratamento da água usada na caldeira.

De acordo com Marcelo Prado, diretor de operações da Diageo no Ceará, tudo isso foi feito para manter a alta qualidade dos produtos com a marca Ypióca.

04:20 · 25.04.2017 / atualizado às 04:21 · 25.04.2017 por

Até segunda-feira, 24, os açudes que abastecem Fortaleza – Pacajus (foto), Pacoti, Riachão e Gavião – estavam represando 333 milhões de m³ de água, ou seja, 48% de sua capacidade total.

Pois bem: uma fonte da Companhia de Gestão de Recursos Hídricos, a Cogerh, disse ao blog que esse volume ainda é insuficiente para a travessia de todo este ano.

A mesma fonte também revelou que, para garantir o abastecimento de Fortaleza até janeiro de 2018, o Pacajus, o Pacoti, o Riachão e o Gavião deverão armazenar, pelo menos, 400 milhões de m³.

A situação é atentamente acompanhada pela Cogerh, tendo em vista que o volume do açude Castanhão permanece em 5% de sua capacidade, ou seja, ele só tem hoje algo como 350 milhões de m³.

E a culpa é da baixa pluviometria.

Este mês de abril, de chuvas mil, não tem correspondido à sua fama, pois as boas chuvas que caem se concentram apenas no litoral.

04:15 · 15.03.2017 / atualizado às 04:17 · 15.03.2017 por

A Companhia de Gestão de Recursos Hídricos do Ceará (Cogerh) suspendeu o transporte de água do açude Castanhão para Fortaleza.

Neste momento, a capital cearense está sendo abastecida exclusivamente pela água da chuva que causa enchente no rio Banabuiú, onde um conjunto de motobombas capta a água e a despeja no Eixão das Águas, e no Jaguaribe, em Itaiçaba, onde outro conjunto de motobombas tira água de uma barragem de acumulação no leito do rio e a transfere para o Canal do Trabalhador (foto), que voltou a operar.

O secretário de Recursos Hídricos, Francisco José Teixeira, disse ao blog que estão sendo transferidos do Vale do Jaguaribe para Fortaleza, hoje, 10 m³ de água por segundo. Todo esse volume é, vale repetir, exclusivamente de água da enchente dos rios Banabuiú e Jaguaribe, a jusante da barragem do Castanhão.

De acordo com Teixeira, chegam hoje a Fortaleza, vindos das enchentes do Banabuiú e do Jaguaribe, 10,5 m³ por segundo.