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Tag: Água


04:37 · 11.04.2018 / atualizado às 04:37 · 11.04.2018 por

O secretário-adjunto da Secretaria de Recursos Hídricos, engenheiro Ramon Rodrigues, confirmou informação aqui divulgada de que está praticamente pronto o novo plano de outorga de água da Cogerh – Companhia de Gestão de Recursos Hídricos do Ceará.

Esse plano atualizará a matriz tarifária da Cogerh, e isto quer dizer o seguinte: vai aumentar o preço da água para as atividades econômicas na agropecuária e na indústria.

Se isto acontecer, subirá, consequentemente, o preço de alguns produtos como o leite e as frutas.

Ramon Rodrigues também revelou que a Cogerh implementará uma efetiva fiscalização ao longo do leito dos rios, a fim de impedir os desvios de água que hoje se registram.

04:10 · 10.04.2018 / atualizado às 04:13 · 10.04.2018 por

Acendeu a luz de perigo no gabinete das autoridades que administram os recursos hídricos no Ceará.

O alerta é para a situação em que se encontra o sistema de açudes que abastecem Fortaleza e sua população.

Esse sistema é integrado pelos açudes Pacajus, Aracoiaba, Acarape do Meio, Pacoti, Riachão e Gavião (foto), os quais têm capacidade para armazenar cerca de 1 bilhão de metros cúbicos de água.

Hoje, esses açudes acumulam, apenas, 140 milhões de metros cúbicos, ou seja, pouco mais de 10% de sua capacidade, o que é muito pouco, se levarmos em conta que estamos no mês de abril – o chamado mês de chuvas mil.

Para que a Região Metropolitana de Fortaleza tenha água garantida até o fim do ano, será necessário que o Castanhão alcance, pelo menos, 400 milhões de metros cúbicos de água.

Hoje, o Castanhão está com  pouco menos de 300 milhões de metros cúbicos.

04:17 · 23.03.2018 / atualizado às 04:17 · 23.03.2018 por

O diretor de agronegócio da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece), Sílvio Carlos Ribeiro, está participando, desde segunda-feira, em Brasília, do Fórum Mundial das Águas, que se encerra nesta sexta-feira, 23.

De lá, ele transmite ao blog uma mensagem na qual revela que o uso da água para a produção de alimentos tem sido um dos temas mais debatidos no Fórum.

Sílvio Ribeiro informa que o mundo todo está procurando produzir mais alimentos com menos água.

Para isso, as grandes empresas agrícolas, inclusive as do Brasil, já utilizam as modernas tecnologias, que, entre outras coisas, contam com sensores que facilitam o manejo da irrigação, o que leva à redução do uso de água.

O Fórum Mundial das Águas tem salientado que é primordial um plano de gestão das bacias hidrográficas – como a do Jaguaribe, por exemplo – com foco no gerenciamento da agricultura irrigada.

Aqui no Ceará, esse gerenciamento ainda não existe de forma eficiente, razão pela qual se gasta muita água com a irrigação de lavouras que não geram empregos.

04:54 · 22.03.2018 / atualizado às 04:56 · 22.03.2018 por

Este ano de 2018 está desmoralizando as previsões científicas sobre o clima no Ceará e no Nordeste.

As chuvas até agora registradas no Ceará têm sido insuficientes para a recarga dos açudes.

O Castanhão está com menos de 4% de sua capacidade.

O secretário de Recursos Hídricos, Francisco Teixeira, reconhece que só com a dessalinização da água do mar será possível garantir o abastecimento da população de Fortaleza.

Este é o momento para que os responsáveis pela elaboração do Plano Ceará 2050 aceitem a sugestão dos empresários da agropecuária cearense.

Eles recomendam que a outorga de água para as atividades econômicas no Ceará sejam diretamente proporcional à criação de empregos e inversamente proporcionar ao consumo de água.

Isso deverá acabar, por exemplo, com o cultivo de arroz por inundação (foto), pois é uma atividade que consome água em excesso, não paga por ela e, de quebra, praticamente não cria empregos.

04:16 · 16.03.2018 / atualizado às 04:19 · 16.03.2018 por

Atenção!

Os agricultores e pecuaristas do Vale do Jaguaribe tomaram um susto ao receber quinta-feira, 15, a notícia de que, se o açude Castanhão (foto) não alcançar, neste inverno, pelo menos um terço de sua capacidade, a Cogerh cortará o fornecimento de água para as atividades econômicas.

Isso inviabilizará a agricultura irrigada que produz alimentos para o rebanho bovino daquela região, na qual se localiza a maior produtora de leite do Ceará.

Mas não é somente a pecuária que sofrerá: a fruticultura também será apenada, uma vez que depende da água que vem da perenização do Castanhão.

O blor aproveita e informa que a Funceme está prevendo boas chuvas para depois do dia 20 deste mês de março.

Até lá, as chuvas serão esparsas.

O açude Castanhão represa hoje menos de 3,5% de sua capacidade, que é de 6,5 bilhões de m³ de água.

04:09 · 05.03.2018 / atualizado às 04:10 · 05.03.2018 por

As chuvas continuam desabando sobre as diferentes regiões do Ceará.

Apesar disso, há problemas de oferta de água para a agricultura irrigada.

Aqui está um claro exemplo disso:

A empresa britânica Diageo, dona das mais famosas arcas de uísque do mundo, como o Johnnie Walker e o Buchannan’s, e também da cachaça Ypióca, distribuiu um comunicado, informando que suspendeu suas atividades de safra de cana na área de Paraipaba, até que as reservas hídricas da região se tornem suficientes para a sua retomada.

Isto significa o seguinte: apesar das chuvas, apesar do verde que cobre toda a vegetação de Paraipaba, os açudes da região – como o Pentecostes, por exemplo – ainda não foram suficientemente recarregados para fornecer água para a irrigação dos canaviais da Diageo.

Isso acontece também na região do Vale do Jaguaribe, onde os fruticultores enfrentam o mesmo problema com o Castanhão, o Orós e o Banabuiú, que seguem vazios.

04:14 · 13.12.2017 / atualizado às 04:16 · 13.12.2017 por

Vejam só como é difícil e grave a situação no interior do Ceará, castigado por seis anos consecutivos de baixa pluviometria:

O empresário Cristiano Maia, presidente da Associação Cearense dos Produtores de Camarão, perfurou 11 poços profundos em suas propriedades no Vale do rio Jaguaribe.

Esses poços têm até 100 metros de profundidade.

Pois bem: dos 11 poços perfurados apenas dois –  só dois, repita-se – deram água, sendo que num deles só se extraem 10 mil litros por dia.

Vale repetir: 10 mil litros por dia, o que é quase nada para as necessidades da fazenda, onde se criam camarões e centenas de bois.

Cada poço perfurado custou R$ 10 mil.

Agora, imaginem a situação dos pequenos agricultores que não têm dinheiro para furar um poço.

04:55 · 29.11.2017 / atualizado às 04:57 · 29.11.2017 por

Técnicos da Secretaria de Recursos Hídricos do Ceará acabam de descobrir um oceano de água doce sob as dunas do litoral Norte do Estado, entre a praia do Cumbuco e Trairi.

Mas eles não descansam, porque já estendem suas pesquisas até a praia de Paracuru.

Este blog apurou que as estimativas dos técnicos da SRH indicam que será possível obter, nesse oceano subterrâneo, “captações muito expressivas”.

Mas as autoridades da SRH puseram os pés no chão da sustentabilidade e já decidiram que, antes da captação da água do subsolo do litoral Norte cearense, será necessária a criação de zonas de proteção ambiental, da mesma maneira que fez a cidade de Natal que, antes de extrair a água de suas dunas, tomou essa providência.

Agora, o lado bom desta notícia:

Todo esse oceano de água doce é recarregado pelas chuvas que, entre janeiro e maio de cada ano, alcançam a média anual de 1.300 milímetros, um volume que se registra em poucas partes deste mundo de pouca água doce.

05:06 · 26.10.2017 / atualizado às 05:07 · 26.10.2017 por

Este blog conversou com o empresário cearense Bessa Júnior, que é produtor de leite e também criador de tilápia.

Ele disse, sob forte emoção, que, por falta de água nos açudes, a criação de tilápia no Ceará está praticamente acabada.

A pouca produção que subsiste é feita em tanques cheios de água extraída de poços profundos.

Bessa Júnior revelou que os cearenses que criavam tilápia nos açudes Castanhão e Orós tiveram de trocar de endereço, mudando-se para outros estados, como o Piauí, onde há um rio perene, o Parnaíba, nas margens do qual estão desenvolvendo sua atividade.

De acordo ainda com Bessa Júnior, o grande culpado por esta situação de penúria é a natureza, que tem negado, há seis anos, as chuvas para a recarga dos açudes.

Ele afirma que, se as chuvas não voltarem logo, não somente a piscicultura deixará de produzir, mas também a agricultura empresarial.

Como se nota, o Ceará e os cearenses dependemos inteiramente da chuva.

05:06 · 18.10.2017 / atualizado às 05:07 · 18.10.2017 por

O blog conversou com o empresário Carlos Prado, que é um dos mais respeitados industriais e agricultores do Ceará.

Ele fabrica máquinas e implementos agrícolas, vendidos para todo o País, e produz melão e melancia no Piauí e na Bahia.

Prado está pessimista em relação ao futuro próximo do agronegócio no Ceará. Por uma razão fundamental: falta água para a agricultura irrigada empresarial.

Principal insumo da atividade agrícola, a água que existe hoje nos açudes cearenses é quase nada, diante das necessidades da população humana e animal, da indústria e da agricultura.

Será necessário que a natureza devolva as chuvas que tem negado nos últimos seis anos.

Serão essas chuvas que recarregarão os grandes açudes e que farão a retomada da produção de alimentos no Ceará.

Carlos Prado diz que será necessário fazer grandes investimentos para garantir a segurança hídrica, com a qual, e somente com ela, retornarão os investimentos da iniciativa privada.

Ele tem razão. Temos de rezar a Deus pedindo a volta das chuvas.