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Tag: Água


05:06 · 18.10.2017 / atualizado às 05:07 · 18.10.2017 por

O blog conversou com o empresário Carlos Prado, que é um dos mais respeitados industriais e agricultores do Ceará.

Ele fabrica máquinas e implementos agrícolas, vendidos para todo o País, e produz melão e melancia no Piauí e na Bahia.

Prado está pessimista em relação ao futuro próximo do agronegócio no Ceará. Por uma razão fundamental: falta água para a agricultura irrigada empresarial.

Principal insumo da atividade agrícola, a água que existe hoje nos açudes cearenses é quase nada, diante das necessidades da população humana e animal, da indústria e da agricultura.

Será necessário que a natureza devolva as chuvas que tem negado nos últimos seis anos.

Serão essas chuvas que recarregarão os grandes açudes e que farão a retomada da produção de alimentos no Ceará.

Carlos Prado diz que será necessário fazer grandes investimentos para garantir a segurança hídrica, com a qual, e somente com ela, retornarão os investimentos da iniciativa privada.

Ele tem razão. Temos de rezar a Deus pedindo a volta das chuvas.

05:19 · 01.09.2017 / atualizado às 05:19 · 01.09.2017 por

Os antigos edifícios de apartamento, construídos aqui em Fortaleza, incluindo os dos anos 80, não dispõem de medidores individuais de água.

Isto quer dizer que há uma injusta repartição da conta mensal de água do condomínio.

Quem consome pouco paga o mesmo valor de quem consome muito, exatamente porque falta o medidor individual.

Pois bem: os condomínios de dezenas desses velhos edifícios residenciais de Fortaleza estão hoje investindo quota extra só para custear a despesa de reforma do prédio para a instalação de medidores individuais, isto é, para cada apartramento.

Não é coisa barata: dependendo do prédio, esse investimento sai por até R$ 6 mil por apartamento.

Nesta época de crise, é uma despesa que abala o orçamento doméstico.

04:35 · 05.07.2017 / atualizado às 04:35 · 05.07.2017 por

Uma informação que pode interessar à Cagece, a empresa estatal cearense que distribui a água e colhe, trata e dá destinação final ao esgoto sanitário de Fortaleza:

O Instituto Trata Brasil acaba de divulgar o resultado de uma pesquisa que fez em todo o País.

Essa pesquisa apurou que 37% da água distribuída pelas companhias de saneamento são perdidos por causa de vazamentos na rede de distribuição.

Segundo o Trata Brasil, isso acontece porque hoje a busca desses vazamentos é feita manualmente.

Pois bem: em Sorocaba, cidade paulista, a empresa Sttatus4, uma startup da tecnologia, criou um sistema de detecção automática de vazamentos que usa a inteligência artificial.

O bom senso aconselha a Cagece a ir atrás dessa tecnologia, porque sua rede de distribuição de água, em Fortaleza, tem perdas superiores a 30%.

03:48 · 27.06.2017 / atualizado às 03:48 · 27.06.2017 por

O jornal Diário do Nordeste divulgou informação que teve enorme repercussão junto aos empresários cearenses do setor agropecuário.

De acordo com a informação, é muito ruim o futuro próximo do Ceará e do Nordeste, em relação aos recursos hídricos.

Por causa do efeito estufa, que tem causado o aumento da temperatura do planeta, o Ceará e toda a região nordestina, incluindo o seu litoral, ou seja, as zonas de praia, sofrerão ainda mais com a falta de chuvas.

No Ceará, é a região do litoral que tem alguns dos mais importantes aquíferos do Estado, e dos quais o Governo começa a captar água para abastecer o Complexo Industrial do Pecém.

O empresário Carlos Prado, sócio presidente da Itaueira Agropecuária, que produz exporta melão e melancia para a Europa e os EUA, tem afirmado que não haverá produção de alimentos se não houver água.

Parece que a solução será orar a Deus para que retornem as chuvas.

04:32 · 16.06.2017 / atualizado às 04:32 · 16.06.2017 por

O blog conversou com um engenheiro cearense que se dedica ao estudo dos recursos hídricos.

Pedindo o anonimato, ele teceu alguns comentários a respeito do assunto.

Disse que a gestão dos recursos hídricos no Ceará, feita pela Cogerh, está hoje resumida à cobrança da conta da água ela fornece à Cagece.

Para cobrar essa conta, a Cogerh tem 750 funcionários, que não promovem irrigação, não perfuram poços, não têm atividade de piscicultura e não projetam nem constroem açudes.

O mesmo engenheiro entende que a água que a Cogerh fornece à Cagece deveria chegar a ela a custo zero, uma vez que vem dos açudes do Dnocs, que é um organismo da União.

Depois destes comentários, o engenheiro deixou no ar uma pergunta: para onde vai o dinheiro da conta da água que a Cogerh fornece à Cagece e esta manda às residências, às indústrias, aos hospitais, enfim, a todos os  consumidores?

14:54 · 18.05.2017 / atualizado às 14:55 · 18.05.2017 por

O secretário de Recursos Hídricos do Governo do Ceará, engenheiro Francisco Teixeira, disse a cerca de 100 empresários da indústria e da agropecuária, com os quais se reuniu num dos auditórios da Federação das Indústrias (Fiec), que esta é a pior crise de oferta de água que o Estado já enfrentou.

São mais de cinco anos com chuvas abaixo da média histórica, e a consequência disso é a situação em que se encontram os médios e grandes açudes, como o Orós e o Castanhão, que armazenam neste momento só 5% de sua capacidade.

O secretário Francisco Teixeira disse, porém, que o Governo está adotando todas as providências possíveis, e uma delas é a perfuração de mais poços profundos no litoral para garantir a oferta de água ao Complexo Industrial e Portuário do Pecém, que deixará de receber água proveniente do sistema que abastece a Região Metropolitana de Fortaleza.

Teixeira anunciou, porém, que a agricultura irrigada – que neste momento produz quase nada – não terá água, pelo menos neste ano, para a produção, e isto significará o desemprego de milhares de pessoas no interior cearense.

04:28 · 16.05.2017 / atualizado às 04:28 · 16.05.2017 por

Este blog tem falado sobre a crise da oferta de água no Ceará, um problema que já provocou a fuga de empresas da fruticultura, que se mudaram daqui para o Piauí, a Bahia e o Rio Grande do Norte.

Pois bem: o Orós e o Castanhão estão quase secos, e o segundo semestre se aproxima com a perspectiva de esses dois açudes reduzirem ao mínimo do mínimo o envio de água para a Região Metropolitana de Fortaleza, que assim ficaria na dependência única dos açudes Pacajus, Pacoti, Riachão e Gavião, que juntos acumulam hoje cerca de 350 milhões de metros cúbicos, 48% de sua capacidade total.

Mas o blog transmite agora uma boa notícia: no litoral cearense, entre Cascavel e Trairi, há um oceano de água doce do tamanho de 1 bilhão de m³, suficiente para garantir água a Fortaleza durante este 2017 e o próximo ano de 2018.

O engenheiro Fernando Ximenes, que estuda também os recursos hídricos, diz que o governo do Estado deveria acelerar a instalação de poços profundos para a extração dessa água.

Então, mãos à obra.

09:22 · 11.05.2017 / atualizado às 09:23 · 11.05.2017 por

Este blog tem falado, nos últimos dias, sobre a crise de oferta de água no Ceará.

Agora, transmite números que comprovam a gravidade dessa crise e expõem a agonia dos dois maiores açudes do Estado.

O Orós e o Castanhão, que respondiam, sozinhos, por 100% do abastecimento de água de Fortaleza e de sua Região Metropolitana, estão quase secos.

Reparem: no dia 5 de maio de 2015, o Orós e o Castanhão represavam juntos 2,1 bilhões de m³;

Um ano depois, ou seja, no dia 5 de maio de 2015, esse volume estava reduzido a 1,1 bilhão de m³;

No dia 5 de maio deste ano, ou seja, há uma semana, os dois maiores açudes cearenses acumulavam apenas 612 milhões de m³ de água.

Para a nossa alegria, as chuvas deste ano recarregaram, em parte, os açudes Pacajus, Pacoti, Riachão e Gavião, que integram o sistema de abastecimento de Fortaleza e que hoje represam 350 milhões de m³, volume suficiente para a travessia deste ano de 2017.

Isto quer dizer que o Castanhão e o Orós mandarão, ao longo deste ano, menos água para Fortaleza.

E quer dizer, também, que as autoridades de recursos hídricos do Governo do Estado terão de tomar providências para reduzir o consumo de água nesta capital, principalmente no segundo semestre.

Como já foi dito aqui, a pouca água disponível hoje no Orós e no Castanhão será destinada exclusivamente ao consumo humano, ou seja, para a atividade econômica – como a agricultura irrigada – nenhuma gota.

Como a Região Metropolitana de Fortaleza é a geografia na qual se localiza a maioria das indústrias, será difícil para as autoridades responsáveis pelos recursos hídricos impor algum tipo de racionamento de água à capital do Estado, o que poderá implicar na redução das atividades de produção e, consequentemente, no aumento do desemprego.

04:33 · 10.05.2017 / atualizado às 08:04 · 10.05.2017 por
Foto: Ellen Freitas

Empresários cearenses da indústria e da agropecuária, cada vez mais preocupados com a crise de oferta hídrica que o Estado atravessa há cinco anos e meio, estão sugerindo que o Governo do Ceará seja proibido de atrair novas empresas industriais e agrícolas.

Na opinião deles, a pouca água que os grandes açudes estaduais represam hoje só é suficiente para o abastecimento humano.

Para as atividades econômicas, como a produção de alimentos no campo e nas cidades, não existe mais água disponível.

Os empresários consideram que, neste momento, o Estado do Ceará “não é confiável para quem que quer produzir”.

Foi o que ouviu este blog, com todas as letras, durante uma reunião desses industriais e agropecuaristas, que criticaram a morosidade do governo cearense.

Eles consideram que a questão da dessalinização da água do mar – uma solução que vários países já adotaram com êxito – deveria ter sido equacionada há dois anos, quando a Funceme já anunciava que a baixa pluviometria prosseguiria em 20016 e 2017.

O segundo semestre deste ano será difícil para os recursos hídricos do Ceará. E, principalmente, para a sua agropecuária.

05:09 · 05.05.2017 / atualizado às 05:11 · 05.05.2017 por

A Comissão Especial da Assembleia Legislativa do Ceará criada para acompanhar e monitorar as obras do Projeto São Francisco de Integração de Bacias está preocupada com o agravamento da crise da oferta de água no interior e na capital do Estado, Fortaleza.

Integrante da comissão, o deputado Carlos Matos (PSDB), mandou ao blog a relação de sugestões que a comissão encaminhou ao governo do Estado e ao Ministério da Integração Nacional.

Entre essas sugestões estão as seguintes:

1) suspender o fornecimento de água para as usinas termelétricas do Pecém, que, assim, paralisariam suas operações;

2) reduzir em 20% o fornecimento de água para a população de Fortaleza, ou seja, impor um racionamento;

3) reduzir o desperdício de água que se registra na rede de distribuição da Cagece, e que hoje é estimado em 43%, o que quer dizer o seguinte: de cada 100 litros de água que circulam na rede da Cagece, 43 litros são perdidos por vazamentos;

4) reduzir em 1,3 m³/s a oferta de água para o Distrito Industrial de Maracanaú e para o Complexo Industrial e Portuário do Pecém;

5) duplicar os sifões do Eixão das Águas, o que significará um investimento de R$ 500 milhões;

6) perfurar 6 mil poços profundos no Estado.

As sugestões são interessantes, mas custam muito caro.

Um assessor do governador Camilo Santana faz a seguinte pergunta: de onde virá esse dinheiro?

Com a palavra a Comissão Especial da Assembleia Legislativa cearense.