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Tag: Água


04:14 · 13.12.2017 / atualizado às 04:16 · 13.12.2017 por

Vejam só como é difícil e grave a situação no interior do Ceará, castigado por seis anos consecutivos de baixa pluviometria:

O empresário Cristiano Maia, presidente da Associação Cearense dos Produtores de Camarão, perfurou 11 poços profundos em suas propriedades no Vale do rio Jaguaribe.

Esses poços têm até 100 metros de profundidade.

Pois bem: dos 11 poços perfurados apenas dois –  só dois, repita-se – deram água, sendo que num deles só se extraem 10 mil litros por dia.

Vale repetir: 10 mil litros por dia, o que é quase nada para as necessidades da fazenda, onde se criam camarões e centenas de bois.

Cada poço perfurado custou R$ 10 mil.

Agora, imaginem a situação dos pequenos agricultores que não têm dinheiro para furar um poço.

04:55 · 29.11.2017 / atualizado às 04:57 · 29.11.2017 por

Técnicos da Secretaria de Recursos Hídricos do Ceará acabam de descobrir um oceano de água doce sob as dunas do litoral Norte do Estado, entre a praia do Cumbuco e Trairi.

Mas eles não descansam, porque já estendem suas pesquisas até a praia de Paracuru.

Este blog apurou que as estimativas dos técnicos da SRH indicam que será possível obter, nesse oceano subterrâneo, “captações muito expressivas”.

Mas as autoridades da SRH puseram os pés no chão da sustentabilidade e já decidiram que, antes da captação da água do subsolo do litoral Norte cearense, será necessária a criação de zonas de proteção ambiental, da mesma maneira que fez a cidade de Natal que, antes de extrair a água de suas dunas, tomou essa providência.

Agora, o lado bom desta notícia:

Todo esse oceano de água doce é recarregado pelas chuvas que, entre janeiro e maio de cada ano, alcançam a média anual de 1.300 milímetros, um volume que se registra em poucas partes deste mundo de pouca água doce.

05:06 · 26.10.2017 / atualizado às 05:07 · 26.10.2017 por

Este blog conversou com o empresário cearense Bessa Júnior, que é produtor de leite e também criador de tilápia.

Ele disse, sob forte emoção, que, por falta de água nos açudes, a criação de tilápia no Ceará está praticamente acabada.

A pouca produção que subsiste é feita em tanques cheios de água extraída de poços profundos.

Bessa Júnior revelou que os cearenses que criavam tilápia nos açudes Castanhão e Orós tiveram de trocar de endereço, mudando-se para outros estados, como o Piauí, onde há um rio perene, o Parnaíba, nas margens do qual estão desenvolvendo sua atividade.

De acordo ainda com Bessa Júnior, o grande culpado por esta situação de penúria é a natureza, que tem negado, há seis anos, as chuvas para a recarga dos açudes.

Ele afirma que, se as chuvas não voltarem logo, não somente a piscicultura deixará de produzir, mas também a agricultura empresarial.

Como se nota, o Ceará e os cearenses dependemos inteiramente da chuva.

05:06 · 18.10.2017 / atualizado às 05:07 · 18.10.2017 por

O blog conversou com o empresário Carlos Prado, que é um dos mais respeitados industriais e agricultores do Ceará.

Ele fabrica máquinas e implementos agrícolas, vendidos para todo o País, e produz melão e melancia no Piauí e na Bahia.

Prado está pessimista em relação ao futuro próximo do agronegócio no Ceará. Por uma razão fundamental: falta água para a agricultura irrigada empresarial.

Principal insumo da atividade agrícola, a água que existe hoje nos açudes cearenses é quase nada, diante das necessidades da população humana e animal, da indústria e da agricultura.

Será necessário que a natureza devolva as chuvas que tem negado nos últimos seis anos.

Serão essas chuvas que recarregarão os grandes açudes e que farão a retomada da produção de alimentos no Ceará.

Carlos Prado diz que será necessário fazer grandes investimentos para garantir a segurança hídrica, com a qual, e somente com ela, retornarão os investimentos da iniciativa privada.

Ele tem razão. Temos de rezar a Deus pedindo a volta das chuvas.

05:19 · 01.09.2017 / atualizado às 05:19 · 01.09.2017 por

Os antigos edifícios de apartamento, construídos aqui em Fortaleza, incluindo os dos anos 80, não dispõem de medidores individuais de água.

Isto quer dizer que há uma injusta repartição da conta mensal de água do condomínio.

Quem consome pouco paga o mesmo valor de quem consome muito, exatamente porque falta o medidor individual.

Pois bem: os condomínios de dezenas desses velhos edifícios residenciais de Fortaleza estão hoje investindo quota extra só para custear a despesa de reforma do prédio para a instalação de medidores individuais, isto é, para cada apartramento.

Não é coisa barata: dependendo do prédio, esse investimento sai por até R$ 6 mil por apartamento.

Nesta época de crise, é uma despesa que abala o orçamento doméstico.

04:35 · 05.07.2017 / atualizado às 04:35 · 05.07.2017 por

Uma informação que pode interessar à Cagece, a empresa estatal cearense que distribui a água e colhe, trata e dá destinação final ao esgoto sanitário de Fortaleza:

O Instituto Trata Brasil acaba de divulgar o resultado de uma pesquisa que fez em todo o País.

Essa pesquisa apurou que 37% da água distribuída pelas companhias de saneamento são perdidos por causa de vazamentos na rede de distribuição.

Segundo o Trata Brasil, isso acontece porque hoje a busca desses vazamentos é feita manualmente.

Pois bem: em Sorocaba, cidade paulista, a empresa Sttatus4, uma startup da tecnologia, criou um sistema de detecção automática de vazamentos que usa a inteligência artificial.

O bom senso aconselha a Cagece a ir atrás dessa tecnologia, porque sua rede de distribuição de água, em Fortaleza, tem perdas superiores a 30%.

03:48 · 27.06.2017 / atualizado às 03:48 · 27.06.2017 por

O jornal Diário do Nordeste divulgou informação que teve enorme repercussão junto aos empresários cearenses do setor agropecuário.

De acordo com a informação, é muito ruim o futuro próximo do Ceará e do Nordeste, em relação aos recursos hídricos.

Por causa do efeito estufa, que tem causado o aumento da temperatura do planeta, o Ceará e toda a região nordestina, incluindo o seu litoral, ou seja, as zonas de praia, sofrerão ainda mais com a falta de chuvas.

No Ceará, é a região do litoral que tem alguns dos mais importantes aquíferos do Estado, e dos quais o Governo começa a captar água para abastecer o Complexo Industrial do Pecém.

O empresário Carlos Prado, sócio presidente da Itaueira Agropecuária, que produz exporta melão e melancia para a Europa e os EUA, tem afirmado que não haverá produção de alimentos se não houver água.

Parece que a solução será orar a Deus para que retornem as chuvas.

04:32 · 16.06.2017 / atualizado às 04:32 · 16.06.2017 por

O blog conversou com um engenheiro cearense que se dedica ao estudo dos recursos hídricos.

Pedindo o anonimato, ele teceu alguns comentários a respeito do assunto.

Disse que a gestão dos recursos hídricos no Ceará, feita pela Cogerh, está hoje resumida à cobrança da conta da água ela fornece à Cagece.

Para cobrar essa conta, a Cogerh tem 750 funcionários, que não promovem irrigação, não perfuram poços, não têm atividade de piscicultura e não projetam nem constroem açudes.

O mesmo engenheiro entende que a água que a Cogerh fornece à Cagece deveria chegar a ela a custo zero, uma vez que vem dos açudes do Dnocs, que é um organismo da União.

Depois destes comentários, o engenheiro deixou no ar uma pergunta: para onde vai o dinheiro da conta da água que a Cogerh fornece à Cagece e esta manda às residências, às indústrias, aos hospitais, enfim, a todos os  consumidores?

14:54 · 18.05.2017 / atualizado às 14:55 · 18.05.2017 por

O secretário de Recursos Hídricos do Governo do Ceará, engenheiro Francisco Teixeira, disse a cerca de 100 empresários da indústria e da agropecuária, com os quais se reuniu num dos auditórios da Federação das Indústrias (Fiec), que esta é a pior crise de oferta de água que o Estado já enfrentou.

São mais de cinco anos com chuvas abaixo da média histórica, e a consequência disso é a situação em que se encontram os médios e grandes açudes, como o Orós e o Castanhão, que armazenam neste momento só 5% de sua capacidade.

O secretário Francisco Teixeira disse, porém, que o Governo está adotando todas as providências possíveis, e uma delas é a perfuração de mais poços profundos no litoral para garantir a oferta de água ao Complexo Industrial e Portuário do Pecém, que deixará de receber água proveniente do sistema que abastece a Região Metropolitana de Fortaleza.

Teixeira anunciou, porém, que a agricultura irrigada – que neste momento produz quase nada – não terá água, pelo menos neste ano, para a produção, e isto significará o desemprego de milhares de pessoas no interior cearense.

04:28 · 16.05.2017 / atualizado às 04:28 · 16.05.2017 por

Este blog tem falado sobre a crise da oferta de água no Ceará, um problema que já provocou a fuga de empresas da fruticultura, que se mudaram daqui para o Piauí, a Bahia e o Rio Grande do Norte.

Pois bem: o Orós e o Castanhão estão quase secos, e o segundo semestre se aproxima com a perspectiva de esses dois açudes reduzirem ao mínimo do mínimo o envio de água para a Região Metropolitana de Fortaleza, que assim ficaria na dependência única dos açudes Pacajus, Pacoti, Riachão e Gavião, que juntos acumulam hoje cerca de 350 milhões de metros cúbicos, 48% de sua capacidade total.

Mas o blog transmite agora uma boa notícia: no litoral cearense, entre Cascavel e Trairi, há um oceano de água doce do tamanho de 1 bilhão de m³, suficiente para garantir água a Fortaleza durante este 2017 e o próximo ano de 2018.

O engenheiro Fernando Ximenes, que estuda também os recursos hídricos, diz que o governo do Estado deveria acelerar a instalação de poços profundos para a extração dessa água.

Então, mãos à obra.