Busca

Tag: Cagece


11:12 · 06.09.2018 / atualizado às 11:12 · 06.09.2018 por

A partir da próxima segunda-feira, 10, técnicos da Coordenadoria de Saneamento da Agência Reguladora do Estado do Ceará (Arce) fiscalizarão os sistemas de abastecimento de água de seis cidades cearenses. A ação, que se estenderá até o dia 28 deste mês, tem o propósito de analisar os serviços ofertados pela Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), visando a qualidade do fornecimento de água e verificando pontos referentes ao esgotamento sanitário, incluindo a adequação às leis ambientais.

Neste setembro, passarão pelo crivo dos analistas da Arce os serviços das sedes municipais de Quiterianópolis, Senador Sá, Novo Oriente e Uruoca (e localidades de Mel Barra do Mel e Torrões). Em Novo Oriente e Uruoca, também serão vistoriados os sistemas de esgotamento sanitário dos seus distritos.

O calendário de visitas obedecerá à seguinte ordem: de 10 a 14 de setembro, as vistorias acontecerão em Quiterianópolis e Novo Oriente. Já na semana que vai do dia 24 ao dia 28, os técnicos da Arce fiscalizarão as sedes municipais de Senador Sá e Uruoca e dois dos seus distritos. Depois de finalizada a fiscalização, a Agência Reguladora expedirá relatório sobre a qualidade dos serviços prestados à população, inclusive nos âmbitos comercial e de atendimento, tudo em conformidade com as prescrições constantes nas leis, normas e regulamentos específicos do setor.

Ainda sobre as cidades de Quiterianópolis e Novo Oriente, além de fiscalizar a qualidade da água, a coordenadoria de saneamento da Arce também verificará o cumprimento dos Planos Municipais de Saneamento Básico (PMSB). Para tanto, os técnicos, que se reunirão com representantes das respectivas prefeituras e integrantes da Cagece, analisarão ações de curto, médio e longo prazo, que dependerão do estágio em que cada plano se encontra.

07:20 · 27.06.2018 / atualizado às 07:43 · 27.06.2018 por

A respeito de notas aqui divulgadas sobre o projeto de construção de uma usina de dessalinização da água do mar em algum pon to do litoral de Fortaleza ou do Pecém, a Cagece – responsável pela distribuição de água Fortaleza e às cidades de sua Região Metropolitana – enviou a nota abaixo, com informações e esclarecimentos:

“Sobre nota veiculada ontem (25/06) no blog, acerca da implantação de uma usina de dessalinização de água marinha em Fortaleza, a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) informa que a escolha do porte do equipamento, de 1 m3/s, está pautada em aspectos técnicos, econômico-financeiros e ambientais, previamente estudados. 
 
“Além disso, o custo de implantação de uma usina de 8 m3/s, similar à que existe na região de Sorek, Israel, causaria impacto financeiro na tarifa atualmente praticada. Não apenas pelo seu elevado custo de implantação, na ordem de R$ 5 bilhões de reais, mas também devido ao alto custo de operação e manutenção. 
 
“Cabe lembrar que a usina será implantada para diversificar a matriz hídrica do Estado, de modo que o abastecimento não dependa apenas das chuvas e não para ser alternativa principal de abastecimento”.
São corretas as informações da Cagece, mas os especialistas em recursos hídricos estão a dizer e repetir que, por causa da crise hídrica que há vários anos castiga o Ceará e sua Capital, uma usina dessalinizadora da água do mar com capacidade de produzir apenas 1m³ por segundo será insuficiente para atender às necessidades do consumo da população e da indústria.
Sabe-se que quanto maior a capacidade da usina, maior será o investimento para a sua implantação. E maior será o valor da tarifa da água dessalinizada, tanto para o consumo doméstico quanto para o consumo industrial.
04:03 · 15.06.2018 / atualizado às 07:42 · 15.06.2018 por

A Secretaria de Recursos Hídricos do Ceará está concluindo a elaboração de um projeto que prevê a reutilização da água extraída das Estações de Tratamento de Esgoto da Cagece, aqui em Fortaleza.

Uma fonte daquela secretaria disse ao blog que o objetivo do projeto é transferir toda essa água  para as indústrias do Complexo do Pecém. A transferência será feita através de uma adutora de aço, enterrada, cujo diâmetro ainda não foi determinado. Também não foi ainda estimado o investimento financeiro a ser feito.

O reúso da água oriunda do tratamento de esgotos já é feito – em escala – em cidades de países desenvolvidos.

Na Califórnia (EUA), por exemplo, esse reúso é feito também na irrigação de áreas produtoras de frutas e hortaliças, algo que é proibido aqui no Brasil.

O projeto da Secretaria de Recursos Hídricos deve ser executado a partir do fim deste ano, de acordo com a mesma fonte da SRH.

04:33 · 29.05.2018 / atualizado às 04:33 · 29.05.2018 por

O engenheiro agrônomo cearense Silas Barros Alencar, diretor do Instituto Center, que estava na Califórnia integrando uma missão brasileira de técnicos em agricultura, conheceu na semana passada, naquele estado norte-americana, uma empresa dona de uma Estação de Tratamento de Esgotos que trata e reutiliza 100% da água oriunda do processo de tratamento.

Silas Alencar mandou dizer por mensagem via WatsApp que 100% da água oriunda do tratamento são reutilizados na irrigação de uma área que produz flores e hortaliças.

Na opinião dele, um projeto assim pode ser perfeitamente executado pela Cagece ao lado de suas estações de tratamento de esgoto, na capital e no interior do Ceará.

Bem, falta agora convencer a Cagece.

04:05 · 22.05.2018 / atualizado às 04:05 · 22.05.2018 por

O secretário de Recursos Hídricos do Governo do Ceará, engenheiro Francisco Teixeira, transmite ao blog uma notícia interessante, que é a seguinte:

Toda a água que será drenada do lençol freático das áreas pelas quais passarão os túneis da Linha Leste do Metrofor – o Metrô de Fortaleza – será aproveitada pela Cagece, que a injetará na sua rede de distribuição.

Pelo menos esta é a ideia dos técnicos da Cagece e da Cogerh, que se preocupam com o desperdício das águas do subsolo de Fortaleza.

O secretário Francisco Teixeira considera que, diante da crescente dificuldade de oferta de água aqui e no mundo todo, será necessário encontrar fórmulas novas que aproveitem todos os mananciais, principalmente os do lençol freático das cidades.

Torçamos para que dê certo.

09:40 · 25.10.2017 / atualizado às 09:41 · 25.10.2017 por
Uma informação enviada pela Cagece:
O prédio mais alto de Fortaleza, o edifício Cidade (foto), está prestes a finalizar o procedimento de individualização da medição de água do seu condomínio. Com a medida, os moradores passam a monitorar seu próprio consumo para pagamento também de fatura individual, uma vez que a conta de água e esgoto deixa de ser rateada entre os condôminos.
 
Diante do novo modelo, cada um dos 312 apartamentos, divididos em 35 andares, contará com hidrômetro individual. O procedimento técnico necessário já foi feito, agora a Cagece está realizando o cadastramento de cada cliente e a implantação final no sistema comercial da companhia. Além de impulsionar a economia de água, individualizar a medição facilita também a identificação de vazamentos e reduz a pegada no meio ambiente: “Os clientes economizam mais porque passam a pagar pelo que consomem; dessa forma, reduzem o desperdício em suas residências”, pontua o técnico em engenharia da Cagece, Marcelo Leite.
 
Atualmente, há 228 edifícios com medição individualizada no Ceará. Somente no último ano, 84 condomínios individualizaram-se, dentre eles, o Edifício Cidade, localizado no  Centro de Fortaleza. Com o procedimento, o prédio passa a ter mais de 300 clientes da Cagece. 
 
A individualização pode ser feita em qualquer tipo de prédio. Existem duas maneiras de realizar o procedimento. Um é o processo de medição individualizada, recomendado para prédios com altura superior a 7,5 metros. Já o sistema de ligação individualizada é feito em prédios até essa altura, que oferecem condições de instalar um hidrômetro a um ramal individual vindo da rede até a residência.
 
Em julho do ano passado, foi sancionada a lei federal 13.312, que torna obrigatória a medição individualizada do consumo hídrico nas novas edificações condominiais. Esta ação do governo federal ajudou a reforçar a lei municipal 9.009, que vigora desde 2005, e traz em seu texto a exigência similar de que os novos condomínios verticais já sejam adequados à individualização. Para estimular a individualização, a Cagece ministra palestras em eventos com o intuito de esclarecer e divulgar tanto as normas, quanto os benefícios da individualização.
04:35 · 05.07.2017 / atualizado às 04:35 · 05.07.2017 por

Uma informação que pode interessar à Cagece, a empresa estatal cearense que distribui a água e colhe, trata e dá destinação final ao esgoto sanitário de Fortaleza:

O Instituto Trata Brasil acaba de divulgar o resultado de uma pesquisa que fez em todo o País.

Essa pesquisa apurou que 37% da água distribuída pelas companhias de saneamento são perdidos por causa de vazamentos na rede de distribuição.

Segundo o Trata Brasil, isso acontece porque hoje a busca desses vazamentos é feita manualmente.

Pois bem: em Sorocaba, cidade paulista, a empresa Sttatus4, uma startup da tecnologia, criou um sistema de detecção automática de vazamentos que usa a inteligência artificial.

O bom senso aconselha a Cagece a ir atrás dessa tecnologia, porque sua rede de distribuição de água, em Fortaleza, tem perdas superiores a 30%.

04:32 · 16.06.2017 / atualizado às 04:32 · 16.06.2017 por

O blog conversou com um engenheiro cearense que se dedica ao estudo dos recursos hídricos.

Pedindo o anonimato, ele teceu alguns comentários a respeito do assunto.

Disse que a gestão dos recursos hídricos no Ceará, feita pela Cogerh, está hoje resumida à cobrança da conta da água ela fornece à Cagece.

Para cobrar essa conta, a Cogerh tem 750 funcionários, que não promovem irrigação, não perfuram poços, não têm atividade de piscicultura e não projetam nem constroem açudes.

O mesmo engenheiro entende que a água que a Cogerh fornece à Cagece deveria chegar a ela a custo zero, uma vez que vem dos açudes do Dnocs, que é um organismo da União.

Depois destes comentários, o engenheiro deixou no ar uma pergunta: para onde vai o dinheiro da conta da água que a Cogerh fornece à Cagece e esta manda às residências, às indústrias, aos hospitais, enfim, a todos os  consumidores?

04:19 · 22.05.2017 / atualizado às 04:19 · 22.05.2017 por

O BNDES financiará os estudos de viabilidade econômica e financeira de um projeto de transferência para a iniciativa privada, pela via da concessão, dos serviços de abastecimento de água e de esgotamento sanitários, hoje prestados pela Cagece.

O BNDES promoveu uma licitação para a escolha da empresa que fará esses estudos e a ganhadora foi a Aqua, um consórcio de empresas que terá até oito meses para executar os estudos e apresentar suas recomendações.

Sobre este assunto, este blog informa o seguinte:

Privatizar o serviço de saneamento de Fortaleza ou de qualquer outra capital brasileira é tarefa fácil, pois  a iniciativa privada sempre esteve de olho nesse serviço.

Acontece que o capital privado só vai aonde pode ser rapidamente reproduzido por meio do lucro.

Aqui no Cará, só as cidades de Fortaleza e talvez as de Sobral e Juazeiro do Norte têm serviço de saneamento rentáveis.

Investir em saneamento nas demais cidades cearenses será prejuízo na certa.

Assim, para este blog, será difícil viabilizar essa parceria da Cagece com a iniciativa privada para alem da geografia daqueles três cidades cearenses.

Sanear cidades é garantir saúde à população, mas isso custa caro, muito caro.

04:40 · 15.05.2017 / atualizado às 04:40 · 15.05.2017 por

Fortaleza e sua Região Metropolitana correm o risco de ficar sem água no início do próximo ano de 2018.

Os açudes Orós e Castanhão, como o blog tem dito e repetido, estão quase secos.

O próprio secretário de Recursos Hídricos, Francisco Teixeira, admite que água de que dispõem hoje os açudes que abastecem esta capital e sua Região Metropolitana só durará até janeiro de 2018.

Depois daí, só as chuvas do próximo inverno é que garantirão, ou não, o abastecimento desta capital.

Assim, é necessário que o governo do Estado acelere o projeto de instalação de uma usina de dessalinização da água do mar.

Mas o Tribunal de Contas da União suspendeu o processo de licitação para a realização dos estudos sobre essa usina dessalinizadora.

O TCE admite que, do jeito que está, a licitação parece estar dirigida a um dos concorrentes, embora não se saiba, ainda, quem são esses concorrentes. Por esta razão, pediu explicações e providências à Cagece, promotora da licitação.

Quer dizer, o que está ruim poderá piorar, infelizmente.