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Tag: Cagece


04:32 · 16.06.2017 / atualizado às 04:32 · 16.06.2017 por

O blog conversou com um engenheiro cearense que se dedica ao estudo dos recursos hídricos.

Pedindo o anonimato, ele teceu alguns comentários a respeito do assunto.

Disse que a gestão dos recursos hídricos no Ceará, feita pela Cogerh, está hoje resumida à cobrança da conta da água ela fornece à Cagece.

Para cobrar essa conta, a Cogerh tem 750 funcionários, que não promovem irrigação, não perfuram poços, não têm atividade de piscicultura e não projetam nem constroem açudes.

O mesmo engenheiro entende que a água que a Cogerh fornece à Cagece deveria chegar a ela a custo zero, uma vez que vem dos açudes do Dnocs, que é um organismo da União.

Depois destes comentários, o engenheiro deixou no ar uma pergunta: para onde vai o dinheiro da conta da água que a Cogerh fornece à Cagece e esta manda às residências, às indústrias, aos hospitais, enfim, a todos os  consumidores?

04:19 · 22.05.2017 / atualizado às 04:19 · 22.05.2017 por

O BNDES financiará os estudos de viabilidade econômica e financeira de um projeto de transferência para a iniciativa privada, pela via da concessão, dos serviços de abastecimento de água e de esgotamento sanitários, hoje prestados pela Cagece.

O BNDES promoveu uma licitação para a escolha da empresa que fará esses estudos e a ganhadora foi a Aqua, um consórcio de empresas que terá até oito meses para executar os estudos e apresentar suas recomendações.

Sobre este assunto, este blog informa o seguinte:

Privatizar o serviço de saneamento de Fortaleza ou de qualquer outra capital brasileira é tarefa fácil, pois  a iniciativa privada sempre esteve de olho nesse serviço.

Acontece que o capital privado só vai aonde pode ser rapidamente reproduzido por meio do lucro.

Aqui no Cará, só as cidades de Fortaleza e talvez as de Sobral e Juazeiro do Norte têm serviço de saneamento rentáveis.

Investir em saneamento nas demais cidades cearenses será prejuízo na certa.

Assim, para este blog, será difícil viabilizar essa parceria da Cagece com a iniciativa privada para alem da geografia daqueles três cidades cearenses.

Sanear cidades é garantir saúde à população, mas isso custa caro, muito caro.

04:40 · 15.05.2017 / atualizado às 04:40 · 15.05.2017 por

Fortaleza e sua Região Metropolitana correm o risco de ficar sem água no início do próximo ano de 2018.

Os açudes Orós e Castanhão, como o blog tem dito e repetido, estão quase secos.

O próprio secretário de Recursos Hídricos, Francisco Teixeira, admite que água de que dispõem hoje os açudes que abastecem esta capital e sua Região Metropolitana só durará até janeiro de 2018.

Depois daí, só as chuvas do próximo inverno é que garantirão, ou não, o abastecimento desta capital.

Assim, é necessário que o governo do Estado acelere o projeto de instalação de uma usina de dessalinização da água do mar.

Mas o Tribunal de Contas da União suspendeu o processo de licitação para a realização dos estudos sobre essa usina dessalinizadora.

O TCE admite que, do jeito que está, a licitação parece estar dirigida a um dos concorrentes, embora não se saiba, ainda, quem são esses concorrentes. Por esta razão, pediu explicações e providências à Cagece, promotora da licitação.

Quer dizer, o que está ruim poderá piorar, infelizmente.

05:09 · 05.05.2017 / atualizado às 05:11 · 05.05.2017 por

A Comissão Especial da Assembleia Legislativa do Ceará criada para acompanhar e monitorar as obras do Projeto São Francisco de Integração de Bacias está preocupada com o agravamento da crise da oferta de água no interior e na capital do Estado, Fortaleza.

Integrante da comissão, o deputado Carlos Matos (PSDB), mandou ao blog a relação de sugestões que a comissão encaminhou ao governo do Estado e ao Ministério da Integração Nacional.

Entre essas sugestões estão as seguintes:

1) suspender o fornecimento de água para as usinas termelétricas do Pecém, que, assim, paralisariam suas operações;

2) reduzir em 20% o fornecimento de água para a população de Fortaleza, ou seja, impor um racionamento;

3) reduzir o desperdício de água que se registra na rede de distribuição da Cagece, e que hoje é estimado em 43%, o que quer dizer o seguinte: de cada 100 litros de água que circulam na rede da Cagece, 43 litros são perdidos por vazamentos;

4) reduzir em 1,3 m³/s a oferta de água para o Distrito Industrial de Maracanaú e para o Complexo Industrial e Portuário do Pecém;

5) duplicar os sifões do Eixão das Águas, o que significará um investimento de R$ 500 milhões;

6) perfurar 6 mil poços profundos no Estado.

As sugestões são interessantes, mas custam muito caro.

Um assessor do governador Camilo Santana faz a seguinte pergunta: de onde virá esse dinheiro?

Com a palavra a Comissão Especial da Assembleia Legislativa cearense.

15:21 · 06.04.2017 / atualizado às 15:23 · 06.04.2017 por
Boa notícia vem da Cagece:
A Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) oferece a partir desta quinta-feira, 6, oportunidade de negociação, com condições especiais, para clientes que possuem débitos vencidos com a companhia até 30 de setembro de 2016. Por meio da campanha “Sua entrada, seu desconto”, a Cagece oferece parcelamento para os valores vencidos, com desconto proporcional ao valor de entrada.
 
Por exemplo, pelos termos da campanha, o cliente com débitos que optar por uma entrada de R$ 200 durante a negociação, receberá outros R$ 200 de desconto, totalizando R$ 400 da dívida paga. O valor restante pode ser parcelado em até 10 vezes sem juros, ou em 36 vezes com juros de 1,8% ao mês. Nas duas situações a entrada mínima deverá ser 10% do valor total do débito.
 
O objetivo da campanha é proporcionar aos clientes a possibilidade de ficar em dia com a Cagece, aproveitando, inclusive, o momento de incremento no orçamento doméstico para aqueles que receberam saldo das contas inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).
 
Os clientes que estão com alguma restrição de crédito ou com a ligação de água cortada por conta destes débitos, poderão regularizar suas situações com a efetivação da negociação.
 
Para aderir à campanha o cliente deve se dirigir até uma loja ou unidade de atendimento da companhia portando RG e CPF (no caso de pessoa física). Para pessoa jurídica, é necessário apresentar, além dos documentos pessoais, documentação da empresa.
04:37 · 18.01.2017 / atualizado às 04:40 · 18.01.2017 por

Jorge PauloO Governo Federal está exigindo como contrapartida de sua ajuda aos governos de estados falidos, como o Rio de Janeiro, por exemplo, a privatização de algumas de suas empresas.

Do Governo do Rio de Janeiro, a equipe do ministro da Fazenda, Henrique Meireles, quer o compromisso de privatização da Cedae, que é a Cagece fluminense.

A Cedae valeria, hoje, R$ 1,5 bilhão, segundo estimativa do mercado.

E quanto valeria a cearense Cagece?

Para começar, não há, neste momento, qualquer iniciativa do Governo do Ceará, que tem suas contas em ordem, para privatizar a Cagece, cujas contas também estão em dia.

Mas a Cagece é uma das joias da coroa cearense – outra é o Porto do Pecém – que poderá ser vendida em absoluto caso de necessidade.

Este blogueiro pode contar, pois testemunhou o fato, que, no seu primeiro governo, Tasso Jereissati chegou a oferecer a Cagece a um grupo de empresários liderados pelo homem mais rico do Brasil, hoje, Jorge Paulo Lemann (foto).

Pois bem: Jorge Paulo Lemann ficou entusiasmado com a proposta de Tasso de transferir para a gestão da iniciativa privada a Companhia de Águas e Esgotos do Ceará.

O jovem governador cearense, porém, advertiu: o comprador levará a Cagece com o filé, que é o mercado de Fortaleza, e também com o osso, que são as cidades do sertão do Estado, e citou Abaiara, na região dos Inhamuns.

Jorge Paulo Lehmann ficou triste: é que ele havia se entusiasmado com a Cagece de Fortaleza, que é superavitária,  e não com a Cagece do sertão, que é deficitária.

Resumo da história: o capital só vai para onde ele se reproduz.

16:03 · 18.11.2016 / atualizado às 16:06 · 18.11.2016 por

MucuripeO Governo do Ceará pretende construir na área do Mucuripe, em Fortaleza, uma usina de dessalinização da água do mar.

Esta informação foi transmitida ao blog pelo secretário de Recursos Hídricos, Francisco José Teixeira, ex-ministro da Integração Nacional, que acrescentou estarem os técnicos de sua pasta debruçados na elaboração de um plano que, definitivamente, assegura à capital do Estado e à sua Região Metropolitana oferta permanente de água potável.

A usina dessalinizadora teria porte pequeno, com capacidade para produzir apenas 1 m³ de água,volume que seria injetado diretamente, como reforço, na rede de distribuição da Cagece .

O secretário Francisco Teixeira também informou que o plano estratégico que está em elaboração começará a ser executado no médio prazo. Assim, a construção da usina de dessalinização da água do mar, no Mucuripe, começaria no segundo semestre do próximo ano, ou antes disso, dependendo de como se dará sua viabilidade financeira.

A usina servirá de teste para um projeto maior no futuro, se ficar provado que investir na dessalização da água marinha terá retorno financeiro capaz de atrair empresas particulares para uma Parceria Público Privada (PPP).

Para o Complexo Industrial e Portuário do Pecém, a Secretaria de Recursos Hídricos, por instrução do governador Camilo Santana, acelera o projeto de reutilizar e transferir para o CIPP a água que hoje a Estação de Tratamento de Esgoto da Cagece, na Avenida Beira Mar, joga no oceano por meio do emissário submarino.

Essa água será transferida, por uma adutora de modelo ainda não definido (poderá ser enterrada ou não, dependendo da urgência da situação), para as indústrias do Complexo do Pecém. É uma água para reúso pelas unidades industriais do CIPP, não sendo, pois, potável.

03:40 · 11.10.2016 / atualizado às 03:42 · 11.10.2016 por
Companhia Siderurgica do Pecem  - Negocios - 04ne0916  -  NLVL
Companhia Siderurgica do Pecem
– Negocios – 04ne0916 – NLVL

A empresa cearense PB Construções foi convocada, por chamada pública, para associar-se à Cagece na execução de um projeto de fornecimento de água para o Complexo Industrial e Portuário do Pecém.

Por sua vez, a PB Construções chamou a tarefa empresa francesa Veolia, uma das maiores da Europa na área de  saneamento.

Pois bem, dessa tripla sociedade nasceu a empresa Utilitas Pecém, da qual a Cagece tem apenas 15% do capital.

A Utilitas – além de fornecer água industrial para as empresas instaladas no Complexo do Pecém – também fará o tratamento de efluentes, cuja tecnologia é dominada pelos franceses da Veolia.

O total do investimento do projeto não foi revelado nem pela PB Construções nem pela Cagece e muito menos pela Veolia.

O certo é que a Cagece espera, com essa providência, evitar que surjam problemas no abastecimento de água e no tratamento dos efluentes das indústrias do Pecém.

04:22 · 07.10.2016 / atualizado às 04:22 · 07.10.2016 por

Novidade:

E a empresa cearense Hidrostec, com fábrica no Complexo Industrial e Portuário do Pecém, que produz a tubulação de aço utilizada pelas grandes empresas brasileiras de saneamento e de irrigação.

Entre essas empresas, incluem-se a Cagece, do Ceará, e a Sabesp, de São Paulo, a maior do Brasil.

O empresário Igor Borges, sócio e diretor da Hidrostec, com quem o blog conversou, disse que, para fabricar essas tubulações, sua empresa utiliza tecnologia de ponta, sendo este detalhe a razão do seu sucesso.

Por causa dessa alta tecnologia, a Hidrotec usa pouca mão de obra – apenas 150 técnicos e operários cearenses.

05:14 · 05.10.2016 / atualizado às 05:14 · 05.10.2016 por

Boa informação para a população do lado direito do rio Cocó, região que engloba, entre outros, os bairros de Edson Queiroz e Guararapes, em Fortaleza:

Já foram executados 95% das obras de implantação do sistema de esgotamento sanitário daquela área do Leste da cidade.

A construtora cearense PB Construções, que executa os trabalhos, informa que a rede coletora instalada tem extensão de 170 quilômetros, permitindo 17 mil ligações domiciliares.

O projeto conta ainda com quatro estações elevatórias – uma no Iguatemi, uma nas proximidades da Câmara Municipal de Vereadores, uma pertinho da fazenda Colosso e uma na BR-116, perto do Lagamar.

Nesse obra, a Cagece está investindo R$ 115 milhões, boa parte dos quais financiada pela Caixa Econômica Federal.

Por enquanto, toda aquela área de Fortaleza usa as fossas sépticas para despejar seu esgoto.

Mas a partir de janeiro isso mudará, graças ao projeto de saneamento.