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Tag: Ciro Gomes


12:19 · 12.09.2018 / atualizado às 12:25 · 12.09.2018 por

Segundo colocado nas últimas pesquisas do Datafolha e do Ibope, o presidenciável Curo Gomes, do PDT, já está sendo alvo dos ataques do PT, cujo candidato, Fernando Haddad, deverá ser – de acordo com a análise de cientistas políticos – seu grande adversário por uma vaga no segundo da eleição de 7 de outubro.

Nas mídias sociais, circulam dezenas de vídeos mostrando Ciro em situações as mais diferentes, ameaçando pessoas, insultando jornalistas, condenando os ricos -banqueiros no meio – e reafirmando que revogará a Reforma Trabalhista, tributará heranças e doações e proibirá oficiais militares de falarem sobre política.

Os vídeos também incluem cenas nas quais Ciro ameaça pessoas nas ruas e trechos de entrevistas durante as quais afirma que a Venezuela é um País com uma democracia “tão democrática quanto a brasileira”. Os vídeos também chamam a família Ferreira Gomes de constituir uma oligarquia no Ceará. A família tem base política em Sobral, que é hoje o modelo de ensino fundamental para o País, conforme o Fundeb.

Ao longo dos últimos anos, Ciro Gomes esteve muito próximo do ex-presidente Lula, com quem tem boa relação de amizade. Mas essa amizade e essa boa relação foram deixadas de lado por Lula e pelo PT, que desprezaram Ciro, negando-lhe apoio à sua campanha presidencial e rechaçando qualquer coligação com o PDT, onde ele está abrigado hoje.

Como se vê, Curo Gomes está sendo vítima e alvo dos ataques petistas, que, nas redes sociais, não deixa, rastro sobre sua origem – os ataques são tão bem organizados, que os lê, quem os ouve, quem os vê fica com a impressão de que não é o PT que os articula, mas sim o time de Jair Bolsonaro, que lidera com folga todas as pesquisas.

Mas tudo isso parece ser apenas o começo.

 

07:46 · 10.09.2018 / atualizado às 11:23 · 10.09.2018 por

Resultado da mais nova pesquisa FSB-BTG/Pactual, divulgada na manhã desta segunda-feira, 10/9:

Jair Bolsonaro, do PSL, continua em primeiro lugar, tendo saltado de 26%, na pesquisa anterior, para 30%.

Ciro Gomes, do PDT, manteve os mesmos 12% da pesquisa anterior, mas foi favorecido pela queda de Marina Silva, da Rede, que desceu de 11% para 8%.

Geraldo Alckmin, do PSDB, manteve os mesmos 8% da pesquisa anterior, empatando agora Marina Silva.

Fernando Haddad, do PT, passou de 6% para 8%, o que o coloca em terceiro lugar juntamente com Alckmin e Marina.

João Amoedo, do Partido Novo, desceu de 4% para 3%.

Hoje, à noite, deverá ser divulgada a nova pesquisa do Datafolha, que está sendo realizada ao longo desta segunda-feira.

 

11:52 · 31.08.2018 / atualizado às 12:21 · 31.08.2018 por

Assessor econômico do presidenciável Ciro Gomes, do PDT, o economista Mauro Benevides Filho disse nesta sexta-feira, 31, que, num eventual governo pedetista,  “boa parte das estatais brasileiras deverá ser privatizada, mas Petrobras, Eletrobrás e Banco do Brasil ficarão fora”. Ele falou para empresários do Lide-Ceará com os quais se reuniu na manhã de hoje no Hotel Gran Marquise.

Apoiado em números que lhe foram fornecidos pelo Banco Central, pelo Tesouro Nacional e pelo Ministério da Fazenda, Mauro Filho começou sua palestra dizendo que o setor público precisa de ser reestruturado, e as primeiras providências estarão voltadas para o controle das despesas com pessoal, custeio da máquina pública e com a Previdência, cujo déficit é o grande gargalo a ser enfrentado como prioridade.

Na sua opinião, por causa da fragilidade das contas públicas, que são deficitárias desde 2014, o Brasil “corre o risco de default” (calote). A relação dívida-PIB está hoje em 77%, aproximando-se dos 80%, “com trajetória de crescimento”. O assessor de Ciro Gomes afirmou que “ou se resolve esse problema, ou não haverá como fazer crescer o País”. Para encarar o problema, será necessário reduzir a despesa, aumentar a receita e reformar a Previdência. Ele repetiu o que o seu presidenciável tem dito: há hoje o equivalente a R$ 350 bilhões em desonerações fiscais.

Mauro Benevides Filho chamou a atenção para um fato que considerou grave: em 2017, o gasto com pessoal foi maior do que com o da Previdência do setor público e do setor privado. Resultado: “Eles (o atual governo) tiverem que cortar investimentos”.

Ele disse que é preciso, com urgência, repactuar o federalismo brasileiro, o que será difícil, citando como exemplo dessa dificuldade a posição do Governo de São Paulo, que se diz favorável ao novo Pacto Federativo, mas sempre votou contra no Confaz (Conselho Nacional Fazendário).

14:15 · 29.08.2018 / atualizado às 14:18 · 29.08.2018 por

A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) está promovendo, nesta quarta-feira, 29, em Brasília, um debate com os presidenciáveis.

Ciro Gomes, do PDT, e Jair Bolsonaro, do PSL, não compareceram.

Este blog apurou junto a empresários que acompanham o debate que Ciro Gomes desistiu de comparecer a pedido de sua companheira de chapa, Kátia Abreu.

Por sua vez, Bolsonaro não foi porque tem ligação estreita com a UDR – União Ruralista Democrática – que sempre teve relações conflituosas com a CNA.

Já falaram os presidenciáveis Marina Silva, Geraldo Alckmin, Henrique Meireles. Neste momento (14h15) começa a falar o candidato do Podemos, Álvaro Dias.

09:30 · 28.08.2018 / atualizado às 09:32 · 28.08.2018 por

Com apenas 40 segundos no programa eleitoral, que começará na próxima sexta-feira, 31, o presidenciável Ciro Gomes, candidato do PDT, soube tirar proveiro do latifúndio de 27 minutos que lhe ofereceu o Jornal Nacional da Rede Globo segunda-feira, 27.

Manteve a tranquilidade durante todo o tempo, principalmente nos momentos em que foi severamente pressionado por questões propostas pelos apresentadores Willian Bonner e Renata Vasconcelos.

A dupla glibal apertou Ciro sobre sua proposta de tirar do SPC os 63 milhões de brasileiros que hoje estão inadimplentes. Rebatendo Renata Vasconcelos, para quem o tema é complexo, Ciro disse que não. “É simples!”, afirmou. E explicou que fará do mesmo jeito que o atual e os pretéritos governos fizeram, ao criar “Refis para os ricos”. A ideia de Ciro é criar um Refis para os devedores.

Voltou a lembrar que foi prefeito de Fortaleza, governador do Ceará, ministro da Fazenda e da Integração Nacional e jamais praticou “um dia sequer de déficit”. Na sua opinião, o presidente eleito tem – ao longo dos seis primeiros meses de sua gestão – um poder “quase imperial” para propor e fazer aprovar medidas para consertar as deficitárias contas públicas.

Uma hora depois de apresentar-se no Jornal Nacional, Ciro Gomes apareceu no Jornal das 10, da Globo News, onde teve performance ainda melhor, respondendo a todas as perguntas com tranquilidade e bom humor. Resta saber se esse bom desempenho nas emissoras da Rede Globo lhe darão o oxigênio necessário para subir nas pesquisas, onde está abaixo de Jair Bolsonaro e Marina Silva.

 

 

06:20 · 22.07.2018 / atualizado às 06:20 · 22.07.2018 por

Um pouco da história recente da política cearense:

Em 1988, Ciro Gomes foi eleito Prefeito de Fortaleza com pouco mais de 1,5% de diferença de votos para o segundo colocado, o radialista Edson Silva. Ciro fez uma administração que o levou à condição de prefeito mais popular do País. Dois anos depois, foi eleito Governador do Ceará, com uma votação extraordinária. Aqui em Fortaleza, ele ganhou em todas as urnas, mas com um detalhe histórico: em 11 delas, angariou 100% dos votos válidos.

No Governo, ele teve atitudes inéditas: reduziu impostos e aumentou a receita. E, no auge de uma seca, em 1983, decidiu construir um Canal para transportar água do rio Jaguaribe para Fortaleza, ameaçada de colapso. Pediu ajuda ao então presidente da República Itamar Franco, que liberou o equivalente a US$ 50 milhões para a construção do Canal do Trabalhador, que ficou pronto em 90 dias – algo inacreditável.

Houve uma crise no governo Itamar, que, para supera-la, chamou Ciro Gomes para o Ministério da Fazenda. Ciro domou a inflação, que ameaçava subir. Depois, foi estudar em Havard. Em 2002, candidatou-se a presidente da República e quase ganha, se não fossem seus excessos verbais. Lula, o eleito, convidou-o para ser seu ministro da Integração Nacional. Ciro aceitou. E, na sua gestão, concluiu a barragem do Castanhão e fez ser aprovado o Projeto São Francisco de Integração e Bacias, sonho secular dos nordestinos do CE, RN, PB e PE.

Por que um gestor assim, de tamanha capacidade criativa, não conseguiu agora unir em torno de seu nome os partidos políticos – de esquerda, de centro e de direita – que andavam à procura de um candidato à Presidência nesta eleição de 2018? A resposta é uma só: pela sua incapacidade de controlar o temperamento. A indignação de Ciro com o errado é contundente.

A política requer de seus líderes a arte do diálogo, da compreensão, do entendimento, da convergência, da união.  Enquanto foi prefeito de Fortaleza, governador do Ceará, ministro da Fazenda e ministro da Integração Nacional, ele praticou todas essas virtudes. Por que cargas d’água não o fez nas vezes em que tentou a Presidência da República?

Neste 2018 de eleição presidencial, Ciro teve todas as chances de tornar viável seu sonho, mas, de novo, seu temperamento o traiu.

Neste momento de convenções partidárias, ele está isolado. E só uma condição poderá catapulta-lo à possibilidade de chegar ao Palácio do Planalto: o apoio de Lula e do PT. Só. Não há outra alternativa. Assim, resta esperar mais alguns dias para saber que decisão tomarão Lula e seu partido.

E o futuro de Ciro a Deus pertence.

07:11 · 08.07.2018 / atualizado às 07:12 · 08.07.2018 por

Principal assessor para assuntos econômicos do presidenciável Ciro Gomes, o economista cearense Mauro Benevides Filho (foto) tem concedido entrevistas à mídia nacional, principalmente a do eixo Rio-São Paulo.

Numa delas, Benevides disse que, se eleito, Ciro Gomes fará mudanças no Imposto de Renda.

Uma dessas mudanças terá como objetivo por termo ao que Mauro Benevides Filho chama de “pejotização”.

Trata-se do seguinte: nos últimos anos, tirando proveito da legislação que criou o Simples, milhares de pessoas físicas (PF) tornaram-se micro empresários (ME), ou sejam, são hoje pessoas jurídicas (PJ), com o que passaram a pagar menos tributo.

O que Mauro Filho está propondo não repercutiu bem entre os ME.

04:11 · 08.06.2018 / atualizado às 04:11 · 08.06.2018 por

O dólar rompeu ontem, quinta-feira, 7, a barreira dos R$ 3,90, fechando o dia a R$ 3,92.

E a Bolsa de Valores caiu mais de dois pontos percentuais.

Os analistas de mercado estão dizendo que esse aumento exagerado do dólar e essa queda do índice Bovespa tem um motivo: a certeza de que a eleição presidencial deste ano será polarizada entre os candidatos Jair Bolsonaro e Ciro Gomes.

O primeiro é um radical de direita. O segundo, de acordo com os analistas do mercado, é um homem de esquerda voltado para o desenvolvimentismo, o que fará aumentar ainda mais os gastos públicos.

Que Jair Bolsonaro é um radical de direita, ninguém duvida. Mas dizer que Ciro Gomes vai aumentar os gastos públicos é um equívoco, porque ele na Prefeitura de Fortaleza, no Governo do Ceará e no Ministério da Fazenda fez exatamente o contrário: reduziu as despesas e ampliou os investimentos.

Ciro já disse que, se eleito, a primeira coisa que tentará fazer são as reformas Fiscal, Tributária e Previdenciária. E para isso buscará apoio do Congresso Nacional, algo muito difícil, porque os congressistas sempre trocaram apoio por cargos e obras.

Domingo, 10, o DataFolha deverá divulgar uma nova pesquisa para presidente.

Essa pesquisa está no campo desde ontem.

04:15 · 30.05.2018 / atualizado às 04:15 · 30.05.2018 por

Ciro Gomes, pré-candidato à presidência da República pelo PDT, voltou a dizer que, se for eleito, revogará a Reforma Trabalhista e, também, a chamada Lei do Teto de Gastos.

Para Ciro Gomes, que foi o entrevistado do programa Roda Viva, da TV Cultura,  a Reforma Trabalhista ceifou direitos dos trabalhadores e a Lei do Teto de Gastos impede que o Governo invista mais na educação, na saúde e na segurança pública.

Ele afirmou que, num eventual governo sob sua direção, o MDB será um partido de oposição cujo destino será o esfacelamento, porque “eles não sabem viver sem o oxigênio do governo”.

Ciro Gomes defendeu a demissão do presidente da Petrobras, Pedro Parente, a quem chamou de vendilhão, e declarou-se apoiador da greve dos petroleiros.

04:23 · 06.05.2018 / atualizado às 04:25 · 06.05.2018 por

No próximo dia 16 deste mês de maio, será aberto no Centro de Eventos do Ceará o 60º Congresso Nacional de Hotelaria – o Conotel.

O presidente nacional da Associação Brasileira da Indústria de Hoteis (ABIH), o cearense Manuel Linhares, disse ao blog que a programação do Conotel será aberta com uma palestra do ex-ministro e presidenciável Ciro Gomes.

Linhares disse que vários ministros confirmaram presença no evento, entre os quais o do turismo, Vinícius Lumertz.

Este blog apurou que surgiu um problema: três outros presidenciáveis querem fazer a palestra de encerramento do Conotel.

Por causa dessa disputa, a sessão de encerramento provavelmente não terá palestra.

Um detalhe interessante: os anteriores 59 congressos nacionais da hotelaria nunca tiveram mais do que 250 participantes.

Desta vez, porém, o Conotel reunirá 4 mil pessoas, o que revela o prestígio pessoal do presidente da ABIH, Manuel Linhares.