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Tag: Cogerh-Ceará


04:32 · 16.06.2017 / atualizado às 04:32 · 16.06.2017 por

O blog conversou com um engenheiro cearense que se dedica ao estudo dos recursos hídricos.

Pedindo o anonimato, ele teceu alguns comentários a respeito do assunto.

Disse que a gestão dos recursos hídricos no Ceará, feita pela Cogerh, está hoje resumida à cobrança da conta da água ela fornece à Cagece.

Para cobrar essa conta, a Cogerh tem 750 funcionários, que não promovem irrigação, não perfuram poços, não têm atividade de piscicultura e não projetam nem constroem açudes.

O mesmo engenheiro entende que a água que a Cogerh fornece à Cagece deveria chegar a ela a custo zero, uma vez que vem dos açudes do Dnocs, que é um organismo da União.

Depois destes comentários, o engenheiro deixou no ar uma pergunta: para onde vai o dinheiro da conta da água que a Cogerh fornece à Cagece e esta manda às residências, às indústrias, aos hospitais, enfim, a todos os  consumidores?

04:32 · 23.05.2017 / atualizado às 04:32 · 23.05.2017 por

Este blog lamenta informar que a produção de alimentos no Distrito de Irrigação Tabuleiros de Russas, no Vale do Jaguaribe, foi reduzida a um terço.

O motivo é o de sempre: a baixa oferta de água.

A Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos, Cogerh, reduziu essa oferta, que passou de 1,35 m³/s para 0,95 m³/s, insuficiente para irrigar todas as áreas do distrito.

Os irrigantes reclamam que a Cogerh, enquanto reduz a oferta de água para o Tabuleiros de Russas, mantém a oferta para as usinas termelétricas do Pecém.

Mas esta reclamação deixará de ser verdade nas próximas semanas, quando toda a água do Complexo Industrial e Portuário do Pecém passará a ser fornecida pela rede de poços profundos que a Cogerh está perfurando na região, e parte da qual já está em operação.

04:39 · 18.04.2017 / atualizado às 04:39 · 18.04.2017 por

Tudo o que está ruim pode ser piorado.

É o caso de quem reside e trabalha às margens do rio Jaguaribe entre o açude Castanhão e a cidade de Itaiçaba, no Baixo Jaguaribe.

Trata-se do seguinte: desde o ano passado, a Cogerh reduziu praticamente a zero o fornecimento de água para a agricultura irrigada naquela região.

Resultado: empresas cearenses de fruticultura abandonaram o Ceará e se transferiram para o vizinho Rio Grande do Norte, onde hoje produzem com água de poços profundos.

Como o Orós e o Castanhão não foram recarregados com as chuvas que caíram neste ano, seu volume de água continua na faixa crítica de menos de 6% de sua capacidade de armazenamento.

Agora, os pequenos produtores do Baixo Jaguaribe, associadas à Cooperativa Agropecuária de Russas, estão mobilizando o Governo do Estado no sentido de garantir água para o abastecimento humano, a dessedentação animal e a produção de alimentos entre a barragem do Castanhão e Itaiçaba.

Eles alegam que a água do Castanhão, em vez de prioritariamente ser destinada ao abastecimento da Região Metropolitana de Fortaleza, deve primeiro abastecer os jaguaribanos.

Eis aqui uma grande questão que está apenas começando, tendo em vista que são mínimas as chances de recarga do Castanhão e do Orós por causa da baixa pluviometria, que está aquém da média histórica, como já previa a Funceme..

04:57 · 12.04.2017 / atualizado às 04:58 · 12.04.2017 por

Uma denúncia está chegando do Distrito Irrigado Jaguaribe-Apodi, o Dirja, no Leste do Ceará:

Neste momento de crise hídrica, foram instaladas e operam, irregularmente, 32 tomadas d’água naquele distrito.

Ou seja, essas tomadas d’água não têm outorga da Cogerh para operar.

E mais: ao redor delas, foram instalados vários transformadores de energia elétrica, que permitem o funcionamento das motobombas que captam a água para a produção de capim destinado ao rebanho bovino.

Tudo isso sem pagar um centavo pelo uso da água.

Os pequenos empresários que estão produzindo no Distrito Irrigado Jaguaribe Apodi pedem que a Cogerh fiscalize com mais rigor o uso da pouca água liberada pelo açude Castanhão.

Essa água é pouca e, por isto mesmo, deve ser melhor utilizada e melhor fiscalizada.

 

04:15 · 15.03.2017 / atualizado às 04:17 · 15.03.2017 por

A Companhia de Gestão de Recursos Hídricos do Ceará (Cogerh) suspendeu o transporte de água do açude Castanhão para Fortaleza.

Neste momento, a capital cearense está sendo abastecida exclusivamente pela água da chuva que causa enchente no rio Banabuiú, onde um conjunto de motobombas capta a água e a despeja no Eixão das Águas, e no Jaguaribe, em Itaiçaba, onde outro conjunto de motobombas tira água de uma barragem de acumulação no leito do rio e a transfere para o Canal do Trabalhador (foto), que voltou a operar.

O secretário de Recursos Hídricos, Francisco José Teixeira, disse ao blog que estão sendo transferidos do Vale do Jaguaribe para Fortaleza, hoje, 10 m³ de água por segundo. Todo esse volume é, vale repetir, exclusivamente de água da enchente dos rios Banabuiú e Jaguaribe, a jusante da barragem do Castanhão.

De acordo com Teixeira, chegam hoje a Fortaleza, vindos das enchentes do Banabuiú e do Jaguaribe, 10,5 m³ por segundo.

04:23 · 22.02.2017 / atualizado às 04:25 · 22.02.2017 por

A Companhia de Gestão de Recursos Hídricos do Ceará, a Cogerh, está pronta para reativar o Canal do Trabalhador.

A informação que o blog obteve dá conta de que a Cogerh acionará o conjunto de moto-bombas da estação elevatória de Itaiçaba, onde, em 1993, o então governador Ciro Gomes inaugurou o Canal do Trabalhador.

Em Itaiçaba, o governo do Estado construiu uma barragem de captação que, com as últimas cheias do rio Jaguaribe, está prestes a chegar à quota de vertimento, isto é, está perto de sangrar.

Essa água, que se perderia no mar, alguns quilômetros adiante, será transferida para o Canal do Trabalhador, o que beneficiará centenas de pequenos produtores que residem às margens do canal.

Acontece que o Canal do Trabalhador tem alguns trechos que precisam de reparo.

Por isso, há o temor de que, voltando a operar sem esses reparos, o canal – que tem 100 quilômetros de extensão – possa apresentar problemas que provoquem algum rompimento.

Então, é torcer para que isso não aconteça.

04:50 · 20.02.2017 / atualizado às 04:52 · 20.02.2017 por

As chuvas que desabam sobre o Estado do Ceará estão de acordo com a previsão científica da Funceme, ou seja, abaixo da média histórica.

O prognóstico da Funceme, anunciado no dia 18 de janeiro, abrange os meses de fevereiro a maio, exatamente o período das chuvas no Ceará.

Pois bem: a intensidade dessas precipitações tem sido fraca, ou seja, insuficiente para a recarga dos grandes açudes do Estado, como o Castanhão, o Orós, o Banabuiú (foto) e o Araras.

Isto quer dizer que, ao longo deste ano de 2017, a crise de oferta hídrica continuará, principalmente no interior do Estado.

Assim, a agricultura irrigada, que depende das águas desses açudes para produzir alimentos, continuará sendo castigada pela Cogerh, que, cumprindo o que manda a Lei, dará prioridade ao abastecimento humano e à dessedentação animal.

Resumo: por causa da falta de água, empresas da agroindústria do Ceará poderão migrar para os estados do Norte, onde tem água sobrando.

As da fruticultura já trocaram o Ceará pelo Rio Grande do Norte.

04:12 · 11.01.2017 / atualizado às 04:12 · 11.01.2017 por

O valor das exportações cearenses de frutas reduziu-se em 16% durante o ano passado de 2016, segundo informa o setor de mercado exterior da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece).

O blog procurou saber por que isso aconteceu, e a resposta da Adece foi esta: faltou água.

No ano passado, como nos recordamos, a Companhia de Gestão de Recursos Hídricos(Cogerh), por causa da seca, foi obrigada a reduzir ao mínimo a oferta de água à agricultura irrigada.

Isso provocou a queda da produção e da exportação. E mais: forçou a transferência de empresas fruticultores cearenses para outros estados,como Rio Grande do Norte e o Piauí.

Em 2015, mesmo enfrentando a seca, as exportações de frutas do Ceará, principalmente melão, alcançaram US$ 118 milhões.

No ano passado de 2016, essas exportações foram de apenas US$ 96 milhões.

Se neste ano a seca continuar, as exportações de frutas seguirão desabando.

04:08 · 02.01.2017 / atualizado às 04:09 · 02.01.2017 por

frutasO blog conversou sábado, 31/12, horas antes do réveillon de 2017, com o empresário Luiz Roberto Barcelos, sócio e diretor de produção da Agrícola Famosa, maior produtora e exportadora brasileira de melões e melancias, com fazenda de produção no município de Icapuí, aqui no Ceará.

Luiz Roberto estava com sua família na Patagônia, onde rompeu o ano novo.

Pois bem: ele disse que a migração das empresas da fruticultura do Ceará para o Rio Grande do Norte será duradoura.

Convém lembrar que essa migração aconteceu porque no Ceará a Cogerh cortou o fornecimento de água para a agricultura irrigada. Esse corte foi causado pela rápida redução do volume do açude Castanhão, que abastece Fortaleza e sua Região Metropolitana de Fortaleza.

De acordo com Luiz Roberto Barcelos, foram feitos vultosos investimentos que não podem ser agora abandonados sob pena de grande prejuízo.

Ele também disse que o Rio Grande do Norte, além de uma boa infraestrutura hídrica, também ofereceu aos fruticultores cearenses um leque de incentivos que não poderão ser abandonados pelos próximos 10 anos.

Dez anos é, aliás, o tempo mínimo de permanência das empresas cearenses no vizinho Rio Grande do Norte, segundo estima Barcelos.

03:36 · 02.11.2016 / atualizado às 03:38 · 02.11.2016 por

projetoO Conselho de Integração Nacional da Confederação Nacional da Indústria (CNI) reuniu-se na semana passada em Brasília, e entre os assuntos debatidos constou o Projeto São Francisco de Integração de Bacias, cujas obras do Canal Norte, aqui no Ceará, estão paralisadas.

Carlos Prado, que representou a Fiec nessa reunião, ficou feliz ao saber que a conta da água a ser apresentada ao consumidor final terá um acréscimo de apenas R$ 1,50.

Mas depois uma outra informação foi acrescentada e que é a seguinte: esse será o custo da água que a Codevasf, a gestora do projeto, colocará em Jati, onde está a barragem de acumulação.

Bem, a partir dessa barragem será a Cogerh, que a transportará a água até o Castanhão.

Será também a Cogerh a responsável pela tarifação final dessa água.

Os cálculos dessa tarifa ainda não foram feitos.

O que se sabe, até agora, com base em estudos da FGC para a Codevasf, é que o Governo do Ceará teria de pagar, anualmente, R$ 120 milhões pela água do Projeto São Francisco, ou seja, R$ 10 milhões por mês.