Busca

Tag: Cogerh-Ceará


04:05 · 30.04.2018 / atualizado às 04:05 · 30.04.2018 por

Uma fonte da Companhia de Gestão de Recursos Hídricos do Ceará (Cogerh) disse ao blog que o abastecimento de água de Fortaleza e das cidades de sua Região Metropolitana está garantido até o mês de janeiro de 2019.

A mesma fonte garantiu que a água hoje represada nos açudes Orós, Castanhão e Banabuiú e também no sistema de barragens metropolinas – que é formado pelos açudes Pacajus, Pacoti, Aracoiaba, Acarape do Meio, Gavião e Riachão – supera o volume de 1 bilhão de m³.

Mas esse volume não será suficiente para garantir água para a agricultura irrigada no Vale do Jaguaribe, de onde já fugiu para o Piauí e a Bahia uma grande empresa de fruticultura.

Mas a estação das chuvas ainda não terminou, e mais água ainda pode cair dentro dos açudes.

15:04 · 24.04.2018 / atualizado às 17:15 · 24.04.2018 por

O presidente da Companhia de Gestão de Recursos Hídricos do Ceará, engenheiro João Lúcio Farias, visitou hoje a Estação de Bombeamento de Banabuiú, onde um conjunto de quatro motobombas está captando e jogando dentro do Eixão das Águas um volume de 10 m³ por segundo que é transferido para o abastecimento da população de Fortaleza e das cidades de sua Região Metropolitana.

Toda essa água é captada em um ponto do Banabuiú, em Morada Nova, onde o rio desce com grande enchente.

A Cogerh informa que, nesta terça-feira, 24, os açudes Castanhão, Orós e Banabuiú estão acumulando, juntos, 831,4 milhões de m³ de água, o equivalente a 8,12% de toda a sua capacidade, que é de 10,2 bilhões de m³. O Castanhão acumula 551,5 milhões de m³ dos 6,5 bilhões que pode represar.

Por sua vez, o Canal do Trabalhador está recebendo, neste momento, um volume de 4,8 m³ por segundo graças à operação de quatro motobombas instaladas na Estação Elevatória de Itaiçaba, que também foi visitada nesta terça-feira pelo presidente da Cogerh.

Por sua vez, o sistema de açudes da Região Metropolitana de Fortaleza –  constituído pelas barragens de Pacajus, Pacoti,. Riachão, Gavião, Aracoiaba, Acarape do Meio, Sítios Novos e Maranguapinho – acumula hoje 305,9 milhões de m³, ou seja, 30,1% de sua capacidade, que é de 1 bilhão de m³.

09:16 · 11.04.2018 / atualizado às 09:26 · 11.04.2018 por

Continua chovendo muito no interior do Ceará. Mas, até agora, a recarga dos grandes açudes é muito lenta, o que preocupa as autoridades responsáveis pela gestão dos recursos hídricos e, principalmente, os empresários da agropecuária.

Na manhã desta quarta-feira, 11/04, a Funceme revelou que o açude Orós (foto)  – cuja capacidade é de 2,1 bilhões de m³, acumula neste momento apenas 145 milhões de m³, ou só 7,49% do que pode represar.

E o açude Castanhão, por sua vez, acumula hoje 375,7 milhões de m³, muito pouco se comparado com sua capacidade, que é de 6,5 bilhões de m³.

Também preocupa a situação dos açudes Pacajus, Pacoti, Riachão e Gavião, que compõem o sistema de barragens da Região Metropolitana de Fortaleza: eles acumulam pouco menos de 140 milhões de m³, algo como 10% de sua capacidade.

04:37 · 11.04.2018 / atualizado às 04:37 · 11.04.2018 por

O secretário-adjunto da Secretaria de Recursos Hídricos, engenheiro Ramon Rodrigues, confirmou informação aqui divulgada de que está praticamente pronto o novo plano de outorga de água da Cogerh – Companhia de Gestão de Recursos Hídricos do Ceará.

Esse plano atualizará a matriz tarifária da Cogerh, e isto quer dizer o seguinte: vai aumentar o preço da água para as atividades econômicas na agropecuária e na indústria.

Se isto acontecer, subirá, consequentemente, o preço de alguns produtos como o leite e as frutas.

Ramon Rodrigues também revelou que a Cogerh implementará uma efetiva fiscalização ao longo do leito dos rios, a fim de impedir os desvios de água que hoje se registram.

04:32 · 16.06.2017 / atualizado às 04:32 · 16.06.2017 por

O blog conversou com um engenheiro cearense que se dedica ao estudo dos recursos hídricos.

Pedindo o anonimato, ele teceu alguns comentários a respeito do assunto.

Disse que a gestão dos recursos hídricos no Ceará, feita pela Cogerh, está hoje resumida à cobrança da conta da água ela fornece à Cagece.

Para cobrar essa conta, a Cogerh tem 750 funcionários, que não promovem irrigação, não perfuram poços, não têm atividade de piscicultura e não projetam nem constroem açudes.

O mesmo engenheiro entende que a água que a Cogerh fornece à Cagece deveria chegar a ela a custo zero, uma vez que vem dos açudes do Dnocs, que é um organismo da União.

Depois destes comentários, o engenheiro deixou no ar uma pergunta: para onde vai o dinheiro da conta da água que a Cogerh fornece à Cagece e esta manda às residências, às indústrias, aos hospitais, enfim, a todos os  consumidores?

04:32 · 23.05.2017 / atualizado às 04:32 · 23.05.2017 por

Este blog lamenta informar que a produção de alimentos no Distrito de Irrigação Tabuleiros de Russas, no Vale do Jaguaribe, foi reduzida a um terço.

O motivo é o de sempre: a baixa oferta de água.

A Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos, Cogerh, reduziu essa oferta, que passou de 1,35 m³/s para 0,95 m³/s, insuficiente para irrigar todas as áreas do distrito.

Os irrigantes reclamam que a Cogerh, enquanto reduz a oferta de água para o Tabuleiros de Russas, mantém a oferta para as usinas termelétricas do Pecém.

Mas esta reclamação deixará de ser verdade nas próximas semanas, quando toda a água do Complexo Industrial e Portuário do Pecém passará a ser fornecida pela rede de poços profundos que a Cogerh está perfurando na região, e parte da qual já está em operação.

04:39 · 18.04.2017 / atualizado às 04:39 · 18.04.2017 por

Tudo o que está ruim pode ser piorado.

É o caso de quem reside e trabalha às margens do rio Jaguaribe entre o açude Castanhão e a cidade de Itaiçaba, no Baixo Jaguaribe.

Trata-se do seguinte: desde o ano passado, a Cogerh reduziu praticamente a zero o fornecimento de água para a agricultura irrigada naquela região.

Resultado: empresas cearenses de fruticultura abandonaram o Ceará e se transferiram para o vizinho Rio Grande do Norte, onde hoje produzem com água de poços profundos.

Como o Orós e o Castanhão não foram recarregados com as chuvas que caíram neste ano, seu volume de água continua na faixa crítica de menos de 6% de sua capacidade de armazenamento.

Agora, os pequenos produtores do Baixo Jaguaribe, associadas à Cooperativa Agropecuária de Russas, estão mobilizando o Governo do Estado no sentido de garantir água para o abastecimento humano, a dessedentação animal e a produção de alimentos entre a barragem do Castanhão e Itaiçaba.

Eles alegam que a água do Castanhão, em vez de prioritariamente ser destinada ao abastecimento da Região Metropolitana de Fortaleza, deve primeiro abastecer os jaguaribanos.

Eis aqui uma grande questão que está apenas começando, tendo em vista que são mínimas as chances de recarga do Castanhão e do Orós por causa da baixa pluviometria, que está aquém da média histórica, como já previa a Funceme..

04:57 · 12.04.2017 / atualizado às 04:58 · 12.04.2017 por

Uma denúncia está chegando do Distrito Irrigado Jaguaribe-Apodi, o Dirja, no Leste do Ceará:

Neste momento de crise hídrica, foram instaladas e operam, irregularmente, 32 tomadas d’água naquele distrito.

Ou seja, essas tomadas d’água não têm outorga da Cogerh para operar.

E mais: ao redor delas, foram instalados vários transformadores de energia elétrica, que permitem o funcionamento das motobombas que captam a água para a produção de capim destinado ao rebanho bovino.

Tudo isso sem pagar um centavo pelo uso da água.

Os pequenos empresários que estão produzindo no Distrito Irrigado Jaguaribe Apodi pedem que a Cogerh fiscalize com mais rigor o uso da pouca água liberada pelo açude Castanhão.

Essa água é pouca e, por isto mesmo, deve ser melhor utilizada e melhor fiscalizada.

 

04:15 · 15.03.2017 / atualizado às 04:17 · 15.03.2017 por

A Companhia de Gestão de Recursos Hídricos do Ceará (Cogerh) suspendeu o transporte de água do açude Castanhão para Fortaleza.

Neste momento, a capital cearense está sendo abastecida exclusivamente pela água da chuva que causa enchente no rio Banabuiú, onde um conjunto de motobombas capta a água e a despeja no Eixão das Águas, e no Jaguaribe, em Itaiçaba, onde outro conjunto de motobombas tira água de uma barragem de acumulação no leito do rio e a transfere para o Canal do Trabalhador (foto), que voltou a operar.

O secretário de Recursos Hídricos, Francisco José Teixeira, disse ao blog que estão sendo transferidos do Vale do Jaguaribe para Fortaleza, hoje, 10 m³ de água por segundo. Todo esse volume é, vale repetir, exclusivamente de água da enchente dos rios Banabuiú e Jaguaribe, a jusante da barragem do Castanhão.

De acordo com Teixeira, chegam hoje a Fortaleza, vindos das enchentes do Banabuiú e do Jaguaribe, 10,5 m³ por segundo.

04:23 · 22.02.2017 / atualizado às 04:25 · 22.02.2017 por

A Companhia de Gestão de Recursos Hídricos do Ceará, a Cogerh, está pronta para reativar o Canal do Trabalhador.

A informação que o blog obteve dá conta de que a Cogerh acionará o conjunto de moto-bombas da estação elevatória de Itaiçaba, onde, em 1993, o então governador Ciro Gomes inaugurou o Canal do Trabalhador.

Em Itaiçaba, o governo do Estado construiu uma barragem de captação que, com as últimas cheias do rio Jaguaribe, está prestes a chegar à quota de vertimento, isto é, está perto de sangrar.

Essa água, que se perderia no mar, alguns quilômetros adiante, será transferida para o Canal do Trabalhador, o que beneficiará centenas de pequenos produtores que residem às margens do canal.

Acontece que o Canal do Trabalhador tem alguns trechos que precisam de reparo.

Por isso, há o temor de que, voltando a operar sem esses reparos, o canal – que tem 100 quilômetros de extensão – possa apresentar problemas que provoquem algum rompimento.

Então, é torcer para que isso não aconteça.