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Tag: Crise política


03:54 · 19.06.2017 / atualizado às 03:54 · 19.06.2017 por

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso voltou à cena política, e voltou em alto estilo.

FHC está sugerindo ao presidente Michel Temer – envolvido nas delações premiadas na Lava Jato – que faça um gesto de grandeza e antecipe a realização das eleições gerais, previstas pela Constituição para o próximo ano de 2018.

Para os que sabem ler as mensagens de Fernando Henrique Cardoso, o que ele quer mesmo é retornar ao Palácio do Planalto, onde viveu durante 8 anos.

FHC é um animal político, que tem um olho neste Brasil de cegos.

Ele está a enxergar um vazio de lideranças políticas.

Lula, que sempre foi e é o seu grande adversário, está, juntamente com o PT, envolvido também nas delações da Lava Jato.

FHC mirou no espelho, amou o que viu e se projetou, descobrindo-se que, mesmo aos 85 anos de idade, tem a chance de governar outra vez o Brasil, sendo aquele salvador da Pátria que a sociedade está procurando.

Se essa estratégia vai dar certo, ninguém sabe, pois será necessário combinar com os russos das urnas.

09:27 · 17.06.2017 / atualizado às 09:27 · 17.06.2017 por

Joesley Batista, um dos dois donos da JBS (o outro é seu irmão Wesley), está de volta.

Ele concedeu uma entrevista à revista Época, em que afirma que o presidente Michel Temer é o chefe da maior e mais perigosa organização criminosa em ação no País.

Joesley agrava a situação de Temer, causado mais um “fato novo” que pode levar Temer à renúncia, algo que ele já reiterou que não fará, ou ao impeachment.

Dessa organização criminosa fazem parte os assessores mais diretos de Temer, como Gedel Vieira Lima, Moreira Franco, Eduardo Cunha e Henrique Alves, estes dois últimos presos pela Operação Lava Jato.

Mas Batista envolve também o PT na sua nova delação – desta vez sem prêmio, o que ajuda a barafundar o cenário político, agravando a crise da economia, que segue paralisada.

Aguardam-se “fatos novos” na próxima semana.

 

 

 

04:36 · 16.06.2017 / atualizado às 04:36 · 16.06.2017 por

Quem foi ontem, quinta-feira, 15/6, à missa nas igrejas católicas, aqui em Fortaleza e em todas as cidades do Brasil, fez uma oração especial, elaborada e difundida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

A CNBB promoveu, aproveitando a celebração em louvor ao Corpo de Cristo, uma Jornada de Oração pelo Brasil.

O bloganotou alguns trechos da oração, que começa assim:

“Pai Misericordioso, nós vos pedimos pelo Brasil. Nós estamos indignados diante de tanta corrupção e violência, que espalham morte e insegurança. Pedimos perdão e conversão”.

Em seguida, a coração diz: “Que a política esteja, de fato, a serviço da pessoa e da sociedade, e não dos interesses pessoais, partidários e de grupos”.

E termina com um apelo: “Que nós, brasileiros e brasileiras, sejamos artesãos da paz”.

A crise política, econômica, moral e ética por que passa o Brasil só terá saída, como se vê, se Deus se apiedar do nosso País.

04:57 · 06.06.2017 / atualizado às 04:57 · 06.06.2017 por

Começa nesta terça-feira, 6, às 19 horas, o julgamento da chapa Dilma-Temer, que pode ser cassada pelo TSE.

Se isso vier a acontecer, o presidente Temer será afastado do cargo e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, assumirá a presidência da República por 30 dias, ao fim dos quais o Congresso Nacional, com 81 senadores e 513 deputados, elegerá um novo presidente para cumprir o restante do mandato, para tirar o Brasil da crise e para prepara-lo para a eleição de 2018.

A pergunta que se faz é esta: quem será esse presidente tampão?

Será o deputado Rodrigo Maia, que está citado nas delações da Lava Jato?

Nesta hora de aguda crise, o Brasil descobre-se sem um líder de ficha limpa e com a competência, a honestidade e o caráter acima de quaisquer suspeitas exigidos para a função.

Esse líder deve existir, mas está escondido, com medo de encarar tanta responsabilidade.

Constata-se, pois, que estamos diante de uma verdade assustadora: a de que não há líderes.

Sendo assim, só nos resta esperar pela eleição de 2018, quando surgirá a oportunidade de cassar, pelo voto, toda a maioria da classe política que está aí e substitui-la por outra, jovem, sem resquícios com a mais tênue corrupção.

Temos de mudar o País, mas para isso temos, primeiro, de eleger novos políticos.

Vamos atrás deles.

04:24 · 23.05.2017 / atualizado às 04:24 · 23.05.2017 por

O Brasil vive -nesta grave e dupla crise política e econômica – o que se pode denominar fim de um ciclo.

E que ciclo é este? É – digamos melhor – foi o ciclo do patrimonialismo.

Uma elite política e empresarial apoderou-se do patrimônio coletivo e entre si dividiu o que que deveria pertencer ao povo.

O dinheiro que deveria ter ido para a educação e a saúde, encheu os bolsos dessa elite.

No Executivo, no Legislativo e no Judiciário, afastaram-se os interesses públicos para que somente os interesses dessa podre elite política e empresarial prevalecessem.

No Congresso, senadores e deputados, com as exceções que confirmaram a regra – como já demonstrou a Lava Jato – redigiram, apresentaram, discutiram e aprovaram Medidas Provisórias e outras leis que tinham o endereço certo – as grandes empreiteiras ou grandes grupos empresariais, como o JBS.

Essa elite é agora desnudada – graças à ação da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e de alguns juízes federais e alguns ministros dos tribunais superiores.

Dois ex-presidentes da República, o atual presidente, os dirigentes do Parlamento Nacional, governadores e ex-governadores, senadores e ex-senadores, deputados e ex-deputados estão todos envolvidos no maior escândalo de corrupção da história mundial.

Com a graça de Deus e com o voto livre dos brasileiros, vai começar um novo ciclo da história brasileira.

A eleição de 2018 vem ai e ela será a grande oportunidade para a cassação, pelo voto popular, dos que, inclusive aqui no Ceará, traíram a confiança do eleitor.

Está acabando o ciclo de Aécio, Renan, Cunha, Jucá, Mantega, Palocci, Vacari, Padilha, Gedel, Loures et caterva.

04:24 · 22.05.2017 / atualizado às 04:24 · 22.05.2017 por

A Federação das Indústrias do Ceará (Fiec) publicou um “Manifesto da Indústria”, no qual aborda, do seu ponto de vista, a crise política que tem repercussão direta na economia nacional.

Pois bem: um trecho desse manifesto afirma o seguinte:

“Juntos, busquemos alternativas constitucionais que ofereçam lideranças capazes de garantir as transformações em curso”.

Traduzindo, a Fiec está dizendo que as reformas da Previdência e da CLT são instrumentos de transformação e que novas lideranças são aquelas pessoas que estão surgindo agora na vida política do País, como os prefeitos de São Paulo, João Dória, e o de Fortaleza, Roberto Cláudio, por exemplo.

O documento quer dizer, também, que antecipar a eleição direta de 2018 será atentar contra a Constituição.

E mais: só os de ficha limpa deverão ser candidatos no pleito do próximo ano.

06:52 · 20.05.2017 / atualizado às 06:54 · 20.05.2017 por

Transformou-se em espetáculo midiático-  e nem poderia ser diferente – a delação dos irmãos Wesley e Joesley Batista, donos do grupo J&F, controlador da JBS e de mais de 20 empresas, uma das quais – um moderno curtume – tem sede na cidade cearense de Cascavel.

O que os Batista disseram aos procuradores da PGR, em Brasília, causa estarrecimento à Nação.

E agravou ainda mais a situação do presidente Michel Temer, que vai sendo empurrado contra a parede, parecendo que não terá outra saída, que não a renúncia.

Diante do agravamento da crise política, sofre a economia, que começava a emitir sinais de reanimação.

Esqueçam as reformas da Previdência e da CLT, pois o clima no Congresso Nacional é de perplexidade. Ninguém lá quer discutir as reformas, mas sim o que acontecerá nos próximos dias com o presidente da República, cujo mandato poderá ser cassado por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que no próximo dia 6 de junho julgará o processo que pede a cassação da chapa Dilma-Temer.

Há um roteiro cinematográfico sendo seguido.

Sangram em praça pública, acusados de crime de corrupção, o senador Aécio Neves, já suspenso pelo Supremo de suas funções legislativas, e o presidente Michel Temer, que recebeu em sua residência oficial um empresário sob investigação por crimes de corrupção ativa, de quem ouviu coisas absurdas, como a informação de que sustenta dois juízes e um desembargador que atuam no âmbito da Operação Lava Jato. Inacreditável.

Desse roteiro cinematográfico extrai-se o seguinte: ora, se Aécio e Temer estão sangrando (a irmã do senador está presa numa penitenciária feminina de Belo Horizonte), por que o ex-presidente Lula não poderá sangrar também?

Está claro que este é o primeiro ato de uma peça que, no segundo, atacará Lula. E aí a Lava Jato estará na boca do palco como a operação republicana que apanhou todos na prática do mesmo crime.

Afastado Temer – por renuncia ou cassação – haverá eleição indireta – como manda a Constituição. Um presidente-tampão emergirá, a equipe econômica será mantida e o Pais começará a falar da eleição presidencial do próximo ano.

Mas será preciso combinar tudo com os russos das ruas. Eles querem diretas, já, algo que – repita-se – só será possível com a reforma da Constituição.

Enquanto isso, a crise segue.

04:35 · 19.05.2017 / atualizado às 04:35 · 19.05.2017 por

Os empresários do setor da agropecuária do Ceará estão muito preocupados com o agravamento da crise política, pois ela tem repercussão nas obras de construção do último trecho do Canal Norte do Projeto São Francisco de Integração de Bacias.

Ora, essas obras estão paralisadas há um ano e devem continuar assim por mais algum tempo, até que a Justiça Federal decida sobre um recurso do consórcio vencedor da licitação para a execução dos serviços.

Esse consórcio, liderado pela construtora Passareli, venceu o certame com uma proposta R$ 75 milhões a menos do que a da terceira colocada, que, surpreendentemente, foi chamada pelo Ministério da Integração Nacional para fazer o trabalho.

Com a crise – que pode resultar no impeachment ou cassação do presidente Michel Temer – desconfiam os agropecuaristas do Ceará que o Canal Norte do Projeto São Francisco só seja concluído no próximo ano, algo que esta coluna tem dito e repetido.

Tudo isso é muito lamentável.

05:10 · 17.04.2017 / atualizado às 05:10 · 17.04.2017 por

A crise política e econômica na qual o Brasil está mergulhado há mais de dois anos – e da qual pareceria estar saindo com a perspectiva da próxima aprovação das reformas da Previdência e a CLT – deverá agravar-se nos próximos dias, se não for mudado o rumo dos últimos e dos atuais acontecimentos causados pela delação do fim do mundo, que é a delação dos executivos da Odebrecht.

O blog explica: neste momento, dezenas de deputados, senadores e ministros do governo Temer deixaram de lado as reformas da Previdência e da CLT e estão, exclusivamente, tratando de seus próprios interesses.

O interesse de com0 sair da encalacrada em que estão metidos, pois foram citados como tendo recebido propina da Odebrecht ao longo dos últimos 13 anos, no mínimo.

Toda a cúpula do Palácio do Planalto, toda a cúpula do PMBD, toda a cúpula do PSDB e ainda as grandes estrelas do PT e do DEM e dos outros partidos da base política do governo Temer serão investigados pela Procuradoria-Geral da República e pela Polícia Federal.

E podem tornar-se réus.

Todos eles estão dizendo e repetindo que são inocentes e que jamais receberam de forma ilegal colaboração financeira de empresas e empresários.

Com tantas preocupações com o Ministério Público e com a Polícia Federal, deputados e senadores não têm, pois, tempo disponível de cuidar da discussão e da votação das propostas de reformas que tramitam no Congresso Nacional.

Resumindo: a situação da política e da economia, que já era ruim, ficará péssima.

Coitado do Brasil.

03:58 · 09.05.2016 / atualizado às 04:01 · 09.05.2016 por

senadoEsta será uma semana importante para a política brasileira.

Na quarta-feira, 11, depois de amanhã, o plenário do Senado Federal (foto), que tem 81 senadores, aprovará ou não o relatório da Comissão Especial que aceitou a admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Roussef.

Todos os prognósticos indicam que essa admissibilidade será aprovada, razão pela qual a presidente será afastada do cargo por 180 dias, ao longo dos quais o mérito do processo será exaustivamente apreciado pelo Senado.

Assumirá, então, o vice-presidente Michel Temer, do PMDB, que terá um mês, no máximo, para dar rumo novo ao governo e ao País, que está assim:

Há 11,2 milhões trabalhadores desempregados.

Há uma inflação superior a 9%.

Há as mais altas taxas de juros do mundo.

Há uma recessão que paralisa a indústria e, para que se tenha uma ideia do que isso significa, basta dizer que, em abril, a automobilística produziu 25% menos e as vendas de automóveis seguem em queda.

Só o setor agropecuário opera com superávit, graças às exportações de soja, milho, algodão e carnes de boi, frango e porco.

Por causa dos constantes déficits, a dívida pública está se aproximando, perigosamente, dos 100% do PIB.

Quando a presidente Dilma assumiu, essa dívida representava 68% do PIB.

O comércio nunca vendeu tão pouco como agora.

Há uma esperança de que Michel Temer poderá aprovar no Congresso as reformas de que o País precisa, mas acontece que o ministério de Temer jáé motivo de briga entre seus aliados. Isto é, repete-se a mesma disputa fisiológica que sempre cercou a formação ministerial neste País. Tudo isso porque há partidos demais para boa polítia e bons políticos de menos,

Resumo: os empresários, que investem e criam empregos, mantém sua desconfiança.

E sem confiança não há investimento.