Busca

Tag: Crise política


04:25 · 04.08.2017 / atualizado às 04:25 · 04.08.2017 por

Manter Michel Temer na Presidência da República está custado muito caro ao País.

Nos últimos 15 dias, para arquivar a denúncia do procurador-geral da República, que acusa Temer de corrupção passiva, foram gastos vários bilhões de reais com a liberação de emendas parlamentares e com a concessão de novos aumentos para determinados setores do funcionalismo público da União.

O déficit do Orçamento, que neste ano iria fechar em R$ 139 bilhões, será ampliado para R$159 bilhões, graças, exatamente, à gastança promovida para rejeitar a denúncia de corrupção passiva feita contra Temer pela Procuradoria-Geral da República.

Mas o problema ainda não está resolvido, pois o procurador Rodrigo Janot deverá enviar à Câmara dos Deputados, a qualquer momento, uma nova denúncia contra o presidente da República.

Em resumo, isto tudo quer dizer que a crise da política ainda continuará, agrando a crise da economia.

03:55 · 07.07.2017 / atualizado às 03:55 · 07.07.2017 por

Este blog conversou com um cearense consultor de empresas, com expertise em ética empresarial.

Eis, resumidamente, o que ele disse.

“O Brasil está atravessando duas crises – uma na área da política, outra na da economia. Mas há uma terceira crise, que é também grave e crescente: a crise na ética.

“O empresário dono ou o executivo de uma empresa, seja ela grande ou pequena, deve esquecer a crise na política e na economia para focar sua atenção na crise da ética.

“Por exemplo: será que o empresário ele sabe o que se passa na gerência de compras de sua empresa?

“Será que ele sabe o que está acontecendo na gerência de transporte de sua companhia?

“Estará ele sendo vítima de fraude?

“É nessas duas gerências que acontece a maioria das fraudes. Por isto, sugiro que o empresário contrate uma auditoria externa para examinar o que se passa na sua organização.

“É possível que a fraude esteja, como um câncer, invadindo, sorrateiramente, o tecido saudável de sua empresa”.

Eis aí um conselho para a meditação de pequenos, médios e grandes empresários.

04:28 · 05.07.2017 / atualizado às 04:28 · 05.07.2017 por

Nunca o Brasil passou por tantos constrangimentos internacionais como nos últimos dois anos.

A imagem do País no estrangeiro deteriorou-se a tal ponto, que o Brasil perdeu a importância geopolítica que tinha até recentemente.

Nossa política exterior já não é mais a protagonista nem aqui na América do Sul.

Pois bem: amanhã, quinta-feira, 6, o presidente Michel Temer viajará para Hamburgo, na Alemanha, onde participará de mais uma reunião da cúpula do G-20, que é o conjunto das 20 maiores economias do mundo.

Temer levará com ele a crise política, moral e ética que o persegue desde que assumiu no lugar de Dilma Rousseff.

E mais: levará a denúncia de corrupção passiva que lhe imputa o Procurador-Geral da República.

Tudo está a indicar que passará por mais um vexame na cena internacional.

E aqui ficará a crise na economia, que segue paralisada, provocando o desemprego de 13 milhões de brasileiros.

Num cenário assim, nenhum empresário faz investimento.

E o pior é que as eleições presidenciais ainda estão distante – só em outubro de 2018.

03:54 · 19.06.2017 / atualizado às 03:54 · 19.06.2017 por

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso voltou à cena política, e voltou em alto estilo.

FHC está sugerindo ao presidente Michel Temer – envolvido nas delações premiadas na Lava Jato – que faça um gesto de grandeza e antecipe a realização das eleições gerais, previstas pela Constituição para o próximo ano de 2018.

Para os que sabem ler as mensagens de Fernando Henrique Cardoso, o que ele quer mesmo é retornar ao Palácio do Planalto, onde viveu durante 8 anos.

FHC é um animal político, que tem um olho neste Brasil de cegos.

Ele está a enxergar um vazio de lideranças políticas.

Lula, que sempre foi e é o seu grande adversário, está, juntamente com o PT, envolvido também nas delações da Lava Jato.

FHC mirou no espelho, amou o que viu e se projetou, descobrindo-se que, mesmo aos 85 anos de idade, tem a chance de governar outra vez o Brasil, sendo aquele salvador da Pátria que a sociedade está procurando.

Se essa estratégia vai dar certo, ninguém sabe, pois será necessário combinar com os russos das urnas.

09:27 · 17.06.2017 / atualizado às 09:27 · 17.06.2017 por

Joesley Batista, um dos dois donos da JBS (o outro é seu irmão Wesley), está de volta.

Ele concedeu uma entrevista à revista Época, em que afirma que o presidente Michel Temer é o chefe da maior e mais perigosa organização criminosa em ação no País.

Joesley agrava a situação de Temer, causado mais um “fato novo” que pode levar Temer à renúncia, algo que ele já reiterou que não fará, ou ao impeachment.

Dessa organização criminosa fazem parte os assessores mais diretos de Temer, como Gedel Vieira Lima, Moreira Franco, Eduardo Cunha e Henrique Alves, estes dois últimos presos pela Operação Lava Jato.

Mas Batista envolve também o PT na sua nova delação – desta vez sem prêmio, o que ajuda a barafundar o cenário político, agravando a crise da economia, que segue paralisada.

Aguardam-se “fatos novos” na próxima semana.

 

 

 

04:36 · 16.06.2017 / atualizado às 04:36 · 16.06.2017 por

Quem foi ontem, quinta-feira, 15/6, à missa nas igrejas católicas, aqui em Fortaleza e em todas as cidades do Brasil, fez uma oração especial, elaborada e difundida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

A CNBB promoveu, aproveitando a celebração em louvor ao Corpo de Cristo, uma Jornada de Oração pelo Brasil.

O bloganotou alguns trechos da oração, que começa assim:

“Pai Misericordioso, nós vos pedimos pelo Brasil. Nós estamos indignados diante de tanta corrupção e violência, que espalham morte e insegurança. Pedimos perdão e conversão”.

Em seguida, a coração diz: “Que a política esteja, de fato, a serviço da pessoa e da sociedade, e não dos interesses pessoais, partidários e de grupos”.

E termina com um apelo: “Que nós, brasileiros e brasileiras, sejamos artesãos da paz”.

A crise política, econômica, moral e ética por que passa o Brasil só terá saída, como se vê, se Deus se apiedar do nosso País.

04:57 · 06.06.2017 / atualizado às 04:57 · 06.06.2017 por

Começa nesta terça-feira, 6, às 19 horas, o julgamento da chapa Dilma-Temer, que pode ser cassada pelo TSE.

Se isso vier a acontecer, o presidente Temer será afastado do cargo e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, assumirá a presidência da República por 30 dias, ao fim dos quais o Congresso Nacional, com 81 senadores e 513 deputados, elegerá um novo presidente para cumprir o restante do mandato, para tirar o Brasil da crise e para prepara-lo para a eleição de 2018.

A pergunta que se faz é esta: quem será esse presidente tampão?

Será o deputado Rodrigo Maia, que está citado nas delações da Lava Jato?

Nesta hora de aguda crise, o Brasil descobre-se sem um líder de ficha limpa e com a competência, a honestidade e o caráter acima de quaisquer suspeitas exigidos para a função.

Esse líder deve existir, mas está escondido, com medo de encarar tanta responsabilidade.

Constata-se, pois, que estamos diante de uma verdade assustadora: a de que não há líderes.

Sendo assim, só nos resta esperar pela eleição de 2018, quando surgirá a oportunidade de cassar, pelo voto, toda a maioria da classe política que está aí e substitui-la por outra, jovem, sem resquícios com a mais tênue corrupção.

Temos de mudar o País, mas para isso temos, primeiro, de eleger novos políticos.

Vamos atrás deles.

04:24 · 23.05.2017 / atualizado às 04:24 · 23.05.2017 por

O Brasil vive -nesta grave e dupla crise política e econômica – o que se pode denominar fim de um ciclo.

E que ciclo é este? É – digamos melhor – foi o ciclo do patrimonialismo.

Uma elite política e empresarial apoderou-se do patrimônio coletivo e entre si dividiu o que que deveria pertencer ao povo.

O dinheiro que deveria ter ido para a educação e a saúde, encheu os bolsos dessa elite.

No Executivo, no Legislativo e no Judiciário, afastaram-se os interesses públicos para que somente os interesses dessa podre elite política e empresarial prevalecessem.

No Congresso, senadores e deputados, com as exceções que confirmaram a regra – como já demonstrou a Lava Jato – redigiram, apresentaram, discutiram e aprovaram Medidas Provisórias e outras leis que tinham o endereço certo – as grandes empreiteiras ou grandes grupos empresariais, como o JBS.

Essa elite é agora desnudada – graças à ação da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e de alguns juízes federais e alguns ministros dos tribunais superiores.

Dois ex-presidentes da República, o atual presidente, os dirigentes do Parlamento Nacional, governadores e ex-governadores, senadores e ex-senadores, deputados e ex-deputados estão todos envolvidos no maior escândalo de corrupção da história mundial.

Com a graça de Deus e com o voto livre dos brasileiros, vai começar um novo ciclo da história brasileira.

A eleição de 2018 vem ai e ela será a grande oportunidade para a cassação, pelo voto popular, dos que, inclusive aqui no Ceará, traíram a confiança do eleitor.

Está acabando o ciclo de Aécio, Renan, Cunha, Jucá, Mantega, Palocci, Vacari, Padilha, Gedel, Loures et caterva.

04:24 · 22.05.2017 / atualizado às 04:24 · 22.05.2017 por

A Federação das Indústrias do Ceará (Fiec) publicou um “Manifesto da Indústria”, no qual aborda, do seu ponto de vista, a crise política que tem repercussão direta na economia nacional.

Pois bem: um trecho desse manifesto afirma o seguinte:

“Juntos, busquemos alternativas constitucionais que ofereçam lideranças capazes de garantir as transformações em curso”.

Traduzindo, a Fiec está dizendo que as reformas da Previdência e da CLT são instrumentos de transformação e que novas lideranças são aquelas pessoas que estão surgindo agora na vida política do País, como os prefeitos de São Paulo, João Dória, e o de Fortaleza, Roberto Cláudio, por exemplo.

O documento quer dizer, também, que antecipar a eleição direta de 2018 será atentar contra a Constituição.

E mais: só os de ficha limpa deverão ser candidatos no pleito do próximo ano.

06:52 · 20.05.2017 / atualizado às 06:54 · 20.05.2017 por

Transformou-se em espetáculo midiático-  e nem poderia ser diferente – a delação dos irmãos Wesley e Joesley Batista, donos do grupo J&F, controlador da JBS e de mais de 20 empresas, uma das quais – um moderno curtume – tem sede na cidade cearense de Cascavel.

O que os Batista disseram aos procuradores da PGR, em Brasília, causa estarrecimento à Nação.

E agravou ainda mais a situação do presidente Michel Temer, que vai sendo empurrado contra a parede, parecendo que não terá outra saída, que não a renúncia.

Diante do agravamento da crise política, sofre a economia, que começava a emitir sinais de reanimação.

Esqueçam as reformas da Previdência e da CLT, pois o clima no Congresso Nacional é de perplexidade. Ninguém lá quer discutir as reformas, mas sim o que acontecerá nos próximos dias com o presidente da República, cujo mandato poderá ser cassado por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que no próximo dia 6 de junho julgará o processo que pede a cassação da chapa Dilma-Temer.

Há um roteiro cinematográfico sendo seguido.

Sangram em praça pública, acusados de crime de corrupção, o senador Aécio Neves, já suspenso pelo Supremo de suas funções legislativas, e o presidente Michel Temer, que recebeu em sua residência oficial um empresário sob investigação por crimes de corrupção ativa, de quem ouviu coisas absurdas, como a informação de que sustenta dois juízes e um desembargador que atuam no âmbito da Operação Lava Jato. Inacreditável.

Desse roteiro cinematográfico extrai-se o seguinte: ora, se Aécio e Temer estão sangrando (a irmã do senador está presa numa penitenciária feminina de Belo Horizonte), por que o ex-presidente Lula não poderá sangrar também?

Está claro que este é o primeiro ato de uma peça que, no segundo, atacará Lula. E aí a Lava Jato estará na boca do palco como a operação republicana que apanhou todos na prática do mesmo crime.

Afastado Temer – por renuncia ou cassação – haverá eleição indireta – como manda a Constituição. Um presidente-tampão emergirá, a equipe econômica será mantida e o Pais começará a falar da eleição presidencial do próximo ano.

Mas será preciso combinar tudo com os russos das ruas. Eles querem diretas, já, algo que – repita-se – só será possível com a reforma da Constituição.

Enquanto isso, a crise segue.