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Tag: Dilma Roussef


14:21 · 25.08.2015 / atualizado às 14:24 · 25.08.2015 por

dilminhaO ano de 2015 nem está perto de acabar, mas a presidente Dilma Rousseff já manda um recado importante:

“Não tenho como garantir que a situação em 2016 será maravilhosa”, disse ela nesta terça-feira, 25 de agosto, quatro meses antes do ano novo, durante entrevista concedida a uma emissora de rádio do interior paulista.

Dilma tem razão. A crise econômica no Brasil está apenas no começo. Ou seja, as coisas ainda vão piorar.

E a crise política apenas dá sinais de que, para ultrapassa-la, a presidente terá de usar engenho e arte e, ainda, competência e habilidade para não escorregar nas cascas de banana que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), jogou na calçada do Palácio do Planalto.

Para piorar o cenário de curto prazo, a economia da China anda para a frente, mas dando dois passos adiante e um para trás. É para lá que o Brasil manda boa parte de sua produção de primários – soja e minério de ferro, principalmente. Se os chineses reduzem a compra dessas matérias primas, o Brasil perde, e perde muito.

Olhando para a frente, a presidente Dilma – e a torcida do Flamengo, também – enxerga um oceano de dificuldades, por causa das quais anunciou segunda-feira, 24, o fechamento de 10 dos seus 39 ministérios. Trata-se de paliativo, embaixadinhas para alegrar a plateia, embora a providência esteja no rol das recomendadas por 10 de 10 economistas.

Resta saber como reagirão os partidos da chamada base aliada. Como todos sabemos, os partidos apoiam o governo pelo que ela dá em troca. Sem cargos, eles virarão oposição – tem sido assim desde que os partidos foram criados.

A presidente Dilma poderia ter dito, na entrevista à rádio paulista, que ela não pode garantir situação maravilhosa no próximo ano de 2016, nem neste 2015.

19:28 · 16.08.2015 / atualizado às 19:43 · 16.08.2015 por

manifestaçãoComo previam as pesquisas, caiu o número de manifestantes que neste domingo, 16, saíram às ruas de dezenas de capitais e de grandes e médias cidades do País para protestar contra o governo Dilma, contra o PT e contra a corrupção e para pedir o impeachment da presidente.

Ao contrário do que aconteceu nas manifestações de março, no fim da tarde deste domingo as ruas já estavam vazias e todo mundo já voltara para casa, onde agora assiste aos programas de tevê e vê jogos do Campeonato Brasileiro de Futebol.

Tudo aconteceu sob total normalidade, sem um único incidente. Inclusive o protesto a favor de Dilma e do ex-presidente Lula, promovdi pela CUT e pelo Sindicato dos Metalúrgicos em frente à sede do Instituto Lula,em São Paulo, onde houve até churrasco.

Em Fortaleza, a manifestação aconteceu na Praça Portugal e reuniu, segundo cálculos dos organizadores, 50 mil pessoas. De acordo com a Polícia, 15 mil.

A atração do protesto fortalezense foi o deputado federal Jair Bolsonaro, saudado como “presidente” e “guerreiro”.

Em Brasília, o núcleo político do governo está reunido nesta noite de domingo para analisar o que aconteceu durante o dia.

E o que aconteceu foi positivo para o governo, que saiu no lucro, e para as instituições democráticas, que se fortaleceram.

Tudo se passou pacificamente.

O Brasil e os brasileiros estão amadurecendo.

11:47 · 24.07.2015 / atualizado às 11:49 · 24.07.2015 por

cinturão das águasO governo da presidente Dilma Roussef está anunciando, pela voz do seu líder na Câmara dos Deputados, o cearense José Guimarães, que lançará nos próximos dias o PAC-3, que prevê a injeção de recursos em projetos considerados importantes para o desenvolvimento econômico e social do País.

Mas surge logo a pergunta: haverá mesmo dinheiro para o PAC-3?

É que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e seu colega do Planejamento, Nelson Barbosa, anunciaram quarta-feira um corte de mais R$ 8,5 bilhões no orçamento deste 2015, cujo ajuste fiscal, prometido no começo do ano para ser de 1,1% do PIB, foi reduzido para apenas 0,15% do PIB.

Assim, para nós, cearenses, a primeira coisa que vem à cabeça são os projetos da Linha Leste do Metrofor, o VLT Parangaba-Mucuripe, o Projeto São Francisco de Integração de Bacias e o Cinturão as Águas, os quais dependem dos recursos federais, que, como se vê, estão sendo cortados.

05:29 · 02.04.2015 / atualizado às 05:29 · 02.04.2015 por

Palavra da presidente Dilma:

“O governo fará um profundo corte de gastos”.

É medida na direção correta para garantir o superávit primário de 1,2% do PIB, sem o que o Brasil perderá seu grau de investimento, algo que nem o PMDB de Eduardo Cunha e Renan Calheiros deseja.

Cortar profundamente significa amputar o orçamento.

É ai que mora o perigo para projetos de interesse do Ceará, entre os quais, destacadamente, estão o Projeto São Francisco de Integração de Bacias, o Cinturão das Águas, a Linha Leste do Metrofor, o VLT e a ampliação do porto do Pecém, além do Sifão do Eixão das Águas e da ampliação do Aeroporto Pinto Martins.

O deputado José Guimarães, líder do governo na Câmara, tem prestígio bastante para suavizar o corte no Ceará.

05:33 · 19.03.2015 / atualizado às 05:33 · 19.03.2015 por

Tão incompetente no discurso quanto na prática a oposição liderada pelo senador Aécio Neves, em uma ação oportunista, tenta junto ao STF incluir a presidente Dilma entre os indiciados da Operação Lava Jato.

Está claro que, por trás desse movimento, se embute a infeliz ideia do “impeachment”, cujo processo, para começar, tem de ter causa legal, o que não existe.

O povo que foi às ruas nos últimos dias 13 e 15 pediu, em sua grande maioria, segundo o DataFolha, o fim da corrupção e a punição dos corruptos e corruptores.

O momento é de crise grave da economia.

Para sair dela, a Nação quer união e sacrifício – mais uma vez.

Promover a cizânia, como querem PSDB, DEM e PPS, é incentivar o caos social, político e econômico.

Que a oposição tome juízo!!

04:30 · 24.11.2014 / atualizado às 04:30 · 24.11.2014 por

Será difícil, muito difícil, o segundo Governo da presidente Dilma.

Para começar, há o desafio de colocar em ordem no ano que vem as contas públicas deterioradas.

Para isso, ela já montou uma boa equipe econômica, que fará o que tem de ser feito: reduzir a gastança.

Há o desafio político.

O PMDB – partido de sustentação do Governo – ameaça tomar conta da Câmara dos Deputados, onde o ajuste fiscal poderá ser bombardeado pela tropa de Eduardo Cunha, que já fala e age como futuro presidente da casa.

E há a insurreições dos movimentos sociais contra a guinada na economia, sem se falar no que ainda está por vir na esteira da Operação Lava Jato.

09:03 · 08.11.2014 / atualizado às 09:03 · 08.11.2014 por

Primeiro, o aumento da taxa de juros Selic, que vai subir mais; em seguida, o aumento dos combustíveis; o próximo aumento será da tarifa de energia elétrica.

E ainda virá o ajuste fiscal.

O Governo Dilma II começa a fazer “o dever de casa”.

O dever que Maria e Aécio prometiam fazer.

05:57 · 02.11.2014 / atualizado às 05:57 · 02.11.2014 por

Empresários cearenses da indústria com quem este blog conversou usaram quase as mesmas palavras para dar resposta a uma pergunta:

“Você vai investir em 2015?”

E eles:

“Vou aguardar, antes, as decisões da presidente Dilma. Só depois tomarei as minhas”.

O horizonte é muito cinzento.

Sexta-feira, 31, saiu uma péssima notícia – a de que as contas do Tesouro tiveram um déficit de R$ 20,3 bilhões em setembro.

Isto sinaliza para o mercado que o prometido superávit primário (o que o Governo poupa para pagar os juros de sua dívida) de 1,9% não será cumprido.

A causa de mais esse déficit foi o excessivo gasto público, que, neste ano de eleição, deu um salto que acendeu a luz amarela das agências de risco.

Diante de números assim, o que faz o empresário?

Pisa no freio do investimento e entra devagar na curva da incerteza.

04:56 · 31.10.2014 / atualizado às 04:56 · 31.10.2014 por

Esqueçam o que foi dito e prometido na campanha eleitoral pela candidata Dilma Roussef.

O que vale agora são as decisões da vida real e a primeira delas causou surpresa: o aumento da taxa de juros Selic, que passou para 11,25% ao ano.

A próxima poderá ser o anúncio do ministro da Fazenda do Governo Dilma II, com repercussão no mercado, ou o aumento do preço dos combustíveis, que terá impacto na vida das pessoas.

Estamos só no começo de um período de ajustes, que perpassarão a economia e – fortemente também – a política.

Dilma prometeu diálogo com a sociedade, duro combate à inflação e à corrupção e as reformas, a primeira das quais será a da política.

Mas os caciques da política já advertiram: devagar com o andor que o santo é de barro.

O PMDB dá sinais de que agora é mais caro.

05:05 · 28.10.2014 / atualizado às 05:05 · 28.10.2014 por

Governo novo, ideias novas.

Ao fazer o discurso da vitória, Dilma Rousseff, presidente reeleita, disse: 1) entendeu o recado das urnas por mudanças, e vai fazê-las; 2) por meio de um plebiscito fará as reformas, começando pela reforma da política – a mãe de todas elas.

A ideia é excelente e correta.

O problema será torná-la efetiva com o arco heterogêneo de forças que lhe darão apoio político no Congresso.

Noves fora a difícil composição do seu gigantesco ministério – e o PMDB vai querer o céu e muito mais – a presidente terá de anunciar, logo, o seu ministro da Fazenda, pois o mercado, nervoso e ansioso, precisa de calma.

Para empresários da indústria e da agricultura com os quais esta coluna conversou ontem, 27, há boa expectativa em relação ao segundo governo Dilma.