De 1909, quando foi criado, até os anos 70, o Dnocs construiu toda a base da infraestrutura de transporte e de recursos hídricos do Nordeste – com o Ceará no meio.
Foi o Dnocs que implantou a piscicultura, a pesquisa ictiológica e a aquicultura nesta região.
Ao longo de todo esse tempo, o Dnocs foi uma, digamos assim, academia do semiárido.
Seus engenheiros eram respeitados e admirados no Brasil e no mundo – Guimarães Duque, Luiz Vieira e Paulo Guerra foram alguns de seus cientistas.
Porém, desde que o pior da política expulsou de lá a inteligência e em seu lugar impôs a incompetência, o Dnocs mergulhou na obscuridade, onde está hoje.
E o Dnocs tem muito o que fazer.
Para começar, um concurso público para atrair nova inteligência.
Em seguida, colocar para produzir mais de 50% das áreas dos seus perímetros de irrigação, algo como 100 mil hectares, que produz absolutamente nada.