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Tag: Dnocs


04:46 · 20.10.2017 / atualizado às 04:47 · 20.10.2017 por

O Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) está completando nesta sexta-feira,20, 108 anos de atividades.

Ele foi criado, em 1909,  com o nome de Inspetoria de Obras Contra as Secas (IOCS); em 1919, seu nome foi mudado para Inspetoria Federal de Obras Contra as Secas (IFOCS); em 1946, passou a denominar-se Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs).

Foi o Dnocs que construiu as grandes e médias barragens do Nordeste,como Orós (foto). Foi ele também que implantou a rede de estações de pisciculturas da região nordestina.

Também foi o Docs que construiu a base do que é hoje a rede rodoviária e aeroportuária do Nordeste.

O Dnocs foi, durante os anos 60 e 70, a grande universidade do semiárido nordestino, pois dos seus quadros faziam parte os mais renomados engenheiros do País.

Hoje, o Dnocs, que sempre teve sua sede em Fortaleza, está ameaçado de ser extinto ou fundido com a Codevasf.

O Dnocs merece o aplauso dos nordestinos.

04:55 · 13.10.2017 / atualizado às 04:58 · 13.10.2017 por

Atenção, engenheiros e demais funcionários do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs).

O senador Fernando Bezerra Coelho, do PMDB de Pernambuco, apresentou emenda ao projeto de lei 68/2015, sugerindo a fusão do Dnocs com a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf).

O projeto de lei em questão trata do desenvolvimento regional do Nordeste, e nele o senador Fernando Coelho incluiu sua emenda que, na prática, representa mais uma tentativa de extinção do Dnocs, o mais antigo organismo nacional de desenvolvimento da região nordestina.

É o PMDB o partido que hoje comanda o Dnocs.

Sendo assim, bem que o PMDB do Ceará, onde está a sede do Dnocs, poderia levantar-se contra a proposta de sua fusão com a Codevasf.

Mas até agora nenhuma iniciativa nesse sentido tomou o PMDB cearense.

04:38 · 22.08.2017 / atualizado às 04:38 · 22.08.2017 por

Está repercutindo mal, entre os engenheiros da ativa e aposentados do Dnocs, a decisão do Governo Federal de conceder à Companhia do Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf) a gestão do Projeto São Francisco de Integração de Bacias..

Pois bem: na Academia Cearense de Engenharia, essa decisão foi rechaçada por vários motivos, o principal dos quais é o seguinte:

O Dnocs, que nasceu como IOCS em 1909, mudou para IFOCS em 1919 e para Dnocs em 1945, construiu, no Nordeste brasileiro, um patrimônio inigualável, do qual fazem parte 326 açudes públicos, que podem acumular um oceano de água doce de 38 bilhões de m³.

Com essa história e com esse patrimônio na área dos recursos hídricos, o Dnocs deveria ser o gestor do Projeto São Francisco.

Mas o Governo Federal, que parece desejar a extinção do Dnocs, optou pela Codevasf.

04:20 · 11.08.2017 / atualizado às 04:20 · 11.08.2017 por

O Projeto São Francisco de Integração de Bacias, quando – e se – ficar concluído em 2018, provocará mudanças na atuação do Governo Federal no chamado semiárido nordestino.

A primeira consequência será aqui no Ceará: os açudes Castanhão, Orós, Banabuiú e Lima Campos, que hoje são administrados pelo Dnocs, passarão para a administração do Governo do Estado a partir do início efetivo da operação do Projeto São Francisco.

Esta informação está circulando em Brasília, inclusive nos corredores do Ministério da Integração Nacional.

Aí surge a pergunta: qual será o destino do Dnocs?

Ainda não há resposta.

04:32 · 16.06.2017 / atualizado às 04:32 · 16.06.2017 por

O blog conversou com um engenheiro cearense que se dedica ao estudo dos recursos hídricos.

Pedindo o anonimato, ele teceu alguns comentários a respeito do assunto.

Disse que a gestão dos recursos hídricos no Ceará, feita pela Cogerh, está hoje resumida à cobrança da conta da água ela fornece à Cagece.

Para cobrar essa conta, a Cogerh tem 750 funcionários, que não promovem irrigação, não perfuram poços, não têm atividade de piscicultura e não projetam nem constroem açudes.

O mesmo engenheiro entende que a água que a Cogerh fornece à Cagece deveria chegar a ela a custo zero, uma vez que vem dos açudes do Dnocs, que é um organismo da União.

Depois destes comentários, o engenheiro deixou no ar uma pergunta: para onde vai o dinheiro da conta da água que a Cogerh fornece à Cagece e esta manda às residências, às indústrias, aos hospitais, enfim, a todos os  consumidores?

10:02 · 14.06.2017 / atualizado às 10:02 · 14.06.2017 por

Segundo o engenheiro Cássio Borges, presidente da Academia Cearense de Engenharia, deveria ser o Dnocs o organismo que ficará encarregado de fazer a cobrança da conta da água do Projeto São Francisco de Integração de Bacias.

Mas as informações que chegam de Brasília indicam que isso será feito pela Codevasf.

Como o blog já informou, o custo dessa água será repartido com todos os quatro estados receptores do Projeto São Francisco – Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará.

Esse custo anual está calculado em R$ 500 milhões, devendo caber ao Governo do Ceará algo como R$ 120 milhões.

Boa parte do custo se referirá ao consumo de energia elétrica que movimentará as gigantescas motobombas das estações elevatórias dos canais Norte e Leste do Projeto São Francisco.

Todo esse custo será incluído na conta de todos os consumidores cearenses, potiguares, paraibanos e pernambucanos.

A água do São Francisco já está chegando a várias cidades da Paraíba e de Pernambuco, mas a cobrança da conta ainda não começou.

Aqui no Ceará, a água do Projeto São Francisco só chegará no próximo ano.

04:18 · 09.06.2017 / atualizado às 04:18 · 09.06.2017 por

Este blog retoma um tema recorrete – o Projeto São Francisco de Integração de Bacias, erradamente chamado de Transposição.

O diretor geral do Dnocs, Angelo Guerra, fez uma palestra para os engenheiros da Academia Cearense de Engenharia, cujo presidente é o engenheiro Cássio Borges.

Pois bem: ele assustou o auditório, que o ouvia em silêncio, com uma surpreendente informação, que é a seguinte: o custo de manutenção do Projeto São Francisco, calculado por especialistas da Fundação Getúlio Vargas, será de R$ 500 milhões por ano, grande parte dos quais só com energia elétrica.

Desse total, cerca de R$ 120 milhões caberão ao Governo do Ceará. É muito dinheiro, convenhamos.

Diante de tão alto custo, levanta-se a suspeita de que ele será repassado para o consumidor final,que são as populações que receberão a água do São Francisco.

Isto quer dizer que, quando essa água chegar, trará com ela uma conta salgada.

Então, haverá choro e ranger de dentes.

05:31 · 14.04.2017 / atualizado às 05:31 · 14.04.2017 por

Este blog informou nesta semana que, irregular e misteriosamente, foram instaladas 32 tomadas d’água na área do Distrito Irrigado Jaguaribe-Apodi, o Dirja, localizado no Leste do Ceará e administrado pelo Dnocs.

Quinta-feira, 13, uma fonte do próprio Dnocs disse que essas tomadas d’água irregulares foram instaladas por pessoas que invadiram a área da segunda etapa daquele distrito irrigado.

A mesma fonte adiantou, também, que a Justiça Federal no Ceará já concedeu a reintegração de posse do Dirja ao Dnocs.

Só que, pelo menos até esta sexta-feira, 14, a ordem judicial não havia sido cumprida.

Para o cumprimento dessa decisão, será necessário o apoio da Polícia Militar, o que, por sua vez, depende de autorização do governador do Estado.

Eis o impasse.

04:21 · 01.02.2017 / atualizado às 04:23 · 01.02.2017 por

Uma informação que revela a situação de muita preocupação nos sertões do Ceará por causa da falta de chuvas e do esvaziamento dos seus açudes:

No Perímetro Irrigado do Araras Norte, foram perdidas todas as grandes e pequenas plantações de banana, coco, goiaba e mamão.

Esse perímetro é um dos 14 implantados e administrados pelo Dnocs aqui no Ceará.

Agrônomos que visitaram o Araras Norte voltaram decepcionados com o que viram: tudo seco e tudo abandonado.

Uma pena, pois ali foi investida uma montanha de dinheiro público.

Ou o Dnocs muda seu atual e antigo e obsoleto modelo de irrigação, ou será melhor que encerre suas atividades.

04:09 · 23.08.2016 / atualizado às 04:09 · 23.08.2016 por

Para o governador Camilo Santana, foi uma manobra política que tirou do Governo do Ceará e transferiu para o Dnocs a execução dos projetos emergenciais de combate aos efeitos da seca.

Um desses projetos é o de instalação de adutoras de engate rápido, que deverá beneficiar pelo menos sete municípios cearenses.

Nesse projeto serão investidos R$ 45 milhões.

A pergunta que surge é a seguinte: por que, neste momento de campanha eleitoral, o Ministério da Integração Nacional transferiu do Governo do Ceará, comandado pelo PT, para o Dnocs, custodiado pelo PMDB, uma verba de R$ 45 milhões.

O governador Camilo Santana e seu secretário de Recursos Hídricos, Francisco Teixeira, admitem que essa mudança causará o atraso das obras, prejudicando as populações que precisam urgentemente de água.

Do ponto de vista do blog, essa mudança poderá, porém, dar ao Dnocs a chance de mostrar que ele ainda é aquele organismo especializado no combate à seca e também capaz de administrar bem os recursos liberados para as obras. Mas o Dnocs terá de ser rápido.

Deixemos o tempo correr para ver como tudo terminará.